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A China e a Índia China: o dragão asiático São várias as lendas ou interpretações da figura do dragão no imaginário chinês, surgidas como forma de explicar e dar significado às ossadas de dinossauros que eram encontradas, historicamente, o mito do dragão no Oriente envolve o bem. Berço de uma das mais antigas civilizações, a China é um dos países cuja economia mais cresceu no mundo nos últimos anos, tornando-se o “dragão” da economia global. A população chinesa A China é o país mais populoso do mundo em 2017, apresentava mais de 1,3 bilhão de habitantes. Para conter o crescimento populacional acelerado adotou, em 1979, a política demográfica do filho único, na qual restringiu nas zonas urbanas, a lei “um casal, um filho”. Essa lei gerou vários problemas, como abandono de bebês, abortos, esterilizações em massa e extermínio de recém-nascidos e em decorrência da necessidade de ampliar a força de trabalho e amenizar o impacto do envelhecimento da população, no ano de 2015 a política do filho único foi abolida. Apesar de numerosa, a população da China se distribui de maneira desigual pelo território. A parte leste, de clima temperado e subtropical, com terras férteis e predomínio de planícies é a mais industrializada e povoada enquanto que, na porção oeste, árida e com altitudes mais elevadas verificam-se baixas densidades demográficas. China: desigualdades econômicas regionais Em 1979, a China criou quatro Zonas Econômicas Especiais (ZEE), nas quais é permitido às empresas estrangeiras investir capital e tecnologia, em associação ou não com empresas estatais chinesas. Essa abertura dinamizou a economia fazendo com que as províncias da fachada litorânea se tornassem centro dos investimentos estrangeiros, das exportações e das importações do comércio exterior chinês. Uma das consequências dessa política foi aumentar as diferenças entre as regiões costeiras e as do interior do país, que tem provocado grandes deslocamentos populacionais das zonas rurais para as urbanas, acarretando consequências como a desruralização. Degradação ambiental O crescimento econômico da China tem provocado sérias consequências ao meio ambiente. O uso intensivo de combustíveis fósseis, a contaminação do solo e dos rios, a destinação do lixo industrial e doméstico e a poluição urbana são alguns dos desafios ambientais enfrentados pela China. China: agropecuária A atividade agropecuária se distribui no território chinês em estreita relação com as condições de seu meio natural. Enquanto nas planícies e colinas e nos planaltos do leste e nordeste as condições favoráveis de clima, solo e recursos hídricos facilitam a agropecuária, na porção oeste, o meio natural impõe restrições por causa da presença de planaltos com desertos de areia e relevo montanhoso com mais de 3 mil metros de altitude. A China é o maior produtor mundial de trigo, arroz, algodão, chá e amendoim e o maior importador de grãos e farelo de soja. Índia: de colônia britânica a país independente Com 3.287.263 quilômetros quadrados, a Índia localiza-se no sul da Ásia e ocupa a maior parte do subcontinente indiano, classificado como o sétimo maior país em extensão do mundo, foi colônia britânica até 1947. A população indiana A Índia é a maior democracia do mundo e, na Ásia, uma das mais antigas. Concentra mais de 17% da população mundial com 1,3 bilhão de habitantes (2017), sendo superada apenas pela China. Na Índia, as menores densidades demográficas são encontradas nas florestas e zonas áridas do oeste e nas montanhas do extremo norte. As mais elevadas concentram-se na Planície Indo-Gangética, nos deltas dos rios e nos núcleos urbanos mais importantes. Desigualdades sociais e econômicas Grande parte da população indiana padece de fome e de desnutrição, vive em precárias condições de habitação e de saneamento básico, além de enfrentar elevada taxa de desemprego e grande desigualdade na distribuição de renda. Ao lado de razões históricas e econômicas, a estrutura social do sistema de castas contribui para as precárias condições sociais em que vivem milhões de indianos. Diversidade linguística, religiosa e étnica A Índia é um país de grande diversidade linguística. O inglês e o híndi são as línguas oficiais, mas a Constituição indiana reconhece dezesseis línguas regionais e mais de 1.600 dialetos. Quanto à religião, os dois maiores grupos são formados pelos hinduístas, que representam cerca de 79,8% da população, e pelos seguidores do islamismo, que somam 14,2%. Dois troncos étnicos predominam na Índia: o ariano ou hindu, ao norte, e o dravidiano, ao sul. Ao longo da história, ocorreu grande miscigenação entre eles. Além desses, há os mongóis, que habitam a região montanhosa ao norte do país, e outros grupos étnicos minoritários. Índia: conflitos étnico-culturais e fronteiriços A sociedade indiana convive com conflitos étnicos, marcados pelo desejo de separatismo por parte de minorias, fato esse que ameaça sua unidade. Alguns deles estão relacionados ao estabelecimento das fronteiras nacionais a partir das fronteiras coloniais. Dentre os conflitos pode se citar: o Punjab: conflitos entre indianos e sikhis e os frequentes confrontos entre hinduístas e muçulmanos na Caxemira.