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Músculo Cardíaco Profa Vanessa Abrantes • Células alongadas e ramificadas, presas por junções intercelulares complexas (discos intercalares); • Apresentam estriações transversais; • Possuem apenas um ou dois núcleos centralmente localizados; • Fibras circundadas por uma delicada bainha de tecido conjuntivo, equivalente ao endomísio, com abundante rede de capilares sanguíneos; “Núcleos em forma de charuto” Discos intercalares • Linhas transversais fortemente coráveis que aparecem ao longo da célula. Podem ser retas ou em escada; • Três especializações juncionais principais: zônula de adesão, desmossomos e junções comunicantes Discos intercalares • Ao examinar um disco intercalar com o MET: – Componente transverso, que cruza as fibras em ângulo reto às miofibrilas. Análogo aos espaços entre os degraus de uma escada. – O componente lateral (não visível ao microscópio óptico) caminha paralelamente às miofibrilas e é análogo aos degraus da escada. Retículo Sarcoplasmático e Túbulos T • Não é tão desenvolvido e bem organizado quanto o do músculo esquelético; • Os túbulos T se associam apenas a uma expansão lateral do RS, formando díades; • Os túbulos T são maiores e mais numerosos no músculo ventricular cardíaco do que no músculo esquelético. No entanto, são menos numerosos no músculo atrial cardíaco. • Contém numerosas mitocôndrias (40% do volume citoplasmático): alta taxa de metabolismo aeróbio; • Grânulos de glicogênio; • Apresentam grânulos secretores, contendo hormônio natriurético, que diminui a pressão arterial por aumento da eliminação do sódio; • Possui rede de células musculares modificadas com papel na geração e condução do estímulo cardíaco: fibras de purkinje. Demais Características do M. Cardíaco Mitocôndrias • Mitocôndrias justanucleares e grandes mitocôndrias entre as miofibrilas • Uma lesão localizada do tecido muscular cardíaco que resulta em morte das células é restaurada por meio de substituição por tecido conjuntivo fibroso. Consequentemente, ocorre perda da função cardíaca no local de lesão. Esse padrão de lesão e de reparo é observado no infarto agudo do miocárdio (IAM); • Estudos recentes de corações removidos de indivíduos que receberam transplantes revelam núcleos exibindo mitose. Embora o número de núcleos em divisão nesses corações seja baixo (0,1%), isso sugere que as células danificadas podem ser potencialmente substituídas. Lesões e Reparo Músculo Liso • Células longas, mais espessas no centro e afilando-se nas extremidades; • Núcleo único e central; • Estão interconectadas por junções comunicantes. Pequenas moléculas ou íons podem passar de uma célula para outra através dessas junções; • O MET mostra que a maioria das organelas citoplasmáticas está concentrada em cada extremidade do núcleo. Incluem numerosas mitocôndrias, algumas cisternas do RER, ribossomos livres, grânulos de glicogênio e um pequeno complexo de Golgi. Características Gerais • As células variam quanto a seu comprimento, de 20 μm nas paredes dos pequenos vasos sanguíneos até cerca de 200 μm na parede do intestino; podem ainda alcançar 500 μm na parede do útero durante a gravidez. • Filamentos finos: actina, a isoforma da tropomiosina do músculo liso e duas proteínas específicas do músculo liso, a caldesmona e a calponina (ligantes de actina); • Filamentos espessos: miosina do músculo liso, que difere da miosina do músculo esquelético pelo seu arranjo estrutural (miosina tipo II). Os filamentos só se formam no momento da contração; • Não existem sarcômeros nem troponina; • Outras proteínas: quinase das cadeias leves da miosina (ativada pelo complexo Ca2+-calmodulina), calmodulina (equivale à TnC, liga-se ao Ca2+) e a α-actinina (forma corpos densos). Estrutura do M. Liso Músculo esquelético e cardíaco Músculo liso • Corpos densos – Ancoram filamentos finos e intermediários; – Transmitem forças contráteis geradas no interior da célula para a superfície; – Análogos à linha Z; – Localizados principalmente na membrana. • Sarcolema com grande quantidade de depressões (cavéolas); • As cavéolas se associam a vesículas subjacentes ao longo do REL • As células adjacentes formam junções comunicantes para transmissão de impulso de uma célula para outra; • Região justanuclear: algumas mitocôndrias, cisternas de RER, grânulos de glicogênio e aparelho de Golgi pouco desenvolvido; As células musculares lisas também secretam matriz do tecido conjuntivo • RER e complexo de Golgi bem desenvolvidos estão presentes na zona perinuclear; • Síntese de Colágeno IV (lâmina basal) e III (reticular), proteoglicanos e glicoproteínas multiadesivas; • Na parede dos vasos e útero gravídico: secretam Colágeno I e elastina. Coração – Órgão muscular que se contrai ritmicamente enquanto bombeia sangue pelo sistema circulatório; – Paredes de 3 túnicas: interna (endocárdio), a média (miocárdio) e a externa (epicárdio); – Formado pelo músculo cardíaco, esqueleto fibroso, sistema de condução e vascularização coronária; – Região central fibrosa (esqueleto fibroso): ponto de apoio para as válvulas. Local de origem e inserção de células musculares cardíacas. Camadas do Coração e do Pericárdio • Endocárdio – Homólogo da íntima dos vasos; – Endotélio apoiado sobre tecido conjuntivo, que varia de frouxo a denso não modelado, com fibras elásticas e algumas fibras musculares lisas; – Camada subendocardial de tecido conjuntivo frouxo, com vasos, nervos e fibras de Purkinje (sistema de condução de impulsos do coração). • Miocárdio – É a mais espessa das túnicas do coração; – Músculo estriado cardíaco cuja disposição varia com a região do órgão; – Células cardíacas modificadas compõem o nodo sinoatrial e atrioventricular e feixe de Hiss. Miocárdio ventricular esquerdo. Fibras mais espessas. Miocárdio atrial esquerdo Fibras miocárdicas Endomísio • Epicárdio – Camada visceral do pericárdio seroso; – Fina camada de tecido conjuntivo denso apoiado sobre a camada subepicárdica (tecido adiposo unilocular); – A camada subepicardial contém veias, nervos e gânglios nervosos; – Superfície revestida por um mesotélio (reveste a cavidade pericárdica).