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Fundamentos 
históricos e teóricos-
metodológicos do 
serviço social
Profª Shellen Galdino
WWW.SSPARACONCURSOS.COM.BR
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ESTRUTURA DA AULA
- Serviço social no mundo – aspectos gerais
- Gênese profissional: elementos do capitalismo / elementos do 
tomismo-igreja católica /Perspectivas teóricas da profissão e do 
serviço social
- Processo de institucionalização/profissionalização
- Movimento de reconceituação/renovação
- Serviço social na contemporaneidade
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SERVIÇO SOCIAL NO MUNDO
Em 1899, na cidade de Amsterdã, funda-se a primeira escola de Serviço 
Social. Dentre as precursoras e responsáveis pela sistematização do 
trabalho social podemos citar: Florence Nightingale (Inglaterra,1851), 
Octavia Hill (Inglaterra,1865), Mary Richimond (EUA, 1897). 
Mais tarde o Serviço Social Norte Americano introduziu o caráter 
científico à abordagem profissional das questões sociais. Foi em 1916, 
na I Conferência Nacional de Trabalhadores Sociais, em Nova Iorque, 
EUA, que Richmond apresentou a proposta de denominar a nova 
profissão como Social Work e seus agentes como trabalhadores sociais.
Mary Richmond foi a primeira a escrever sobre a diferença entre 
filantropia, caridade, assistência e serviço social. Obra: Caso Social 
Individual
➢ Ela sugeria a realização do diagnóstico social e tinha uma 
perspectiva bastante conservadora e tradicionalista de 
RESPONSABILIZAÇÃO DOS INDIVÍDUOS.
➢ CLIENTE – compreensão – qualidades e defeitos – atuar sobre a 
personalidade 
➢ Dar uma perspectiva técnica para romper com a questão 
puramente moral e religiosa.
IMPORTANTE!
Há uma diferença entre serviço social de 
origem europeia e serviço social de origem 
norte-americana.
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SERVIÇO SOCIAL NO MUNDO
A primeira escola de serviço social na América 
Latina foi fundada no Chile, em 1925.
Na América Latina, o Serviço Social surge como 
subprofissão, subordinada à profissão médica, 
porque os médicos – especificamente Alejandro Del 
Rio.
Na Argentina e Chile destaca-se o surgimento profissional 
também orientado pelo movimento higienista.
Segundo YAZBEK, O formalismo higienista está 
presente na gênese do serviço social chileno e 
argentino, movimento de médicos higienistas que 
exigiam a intervenção ativa do Estado, sobre a 
questão social, criando uma assistência pública que 
deveria assumir um papel de intervenção 
preventiva na área sanitária, social e moral. 
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SERVIÇO SOCIAL E A 
GÊNESE NO BRASIL
ELEMENTOS DO CAPITALISMO
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CAPITALISMO
Contradição elementar entre socialização da 
produção e apropriação privada da riqueza.
Esse processo envolve exploração, mais-valia 
e reprodução das relações sociais.
Na mesma relação o trabalho produz e reproduz tanto suas condições de 
existência como sua dominação, a classe capitalista.
CAPITALISMO E SOCIABILIDADE
Profissão na interlocução do movimento da realidade 
capitalista em suas múltiplas dimensões: materiais, culturais, 
espirituais... Nas produções e reproduções das relações 
sociais.
Essas dimensões constituem a sociabilidade 
humana na ordem capitalista.
CAPITALISMO MONOPOLISTA
Fase posterior ao capitalismo concorrencial que captura a lógica 
do Estado, este que é comitê executivo da burguesia e também 
responsável pela conservação física da força de trabalho 
ameaçada.
Estado amplia suas funções políticas e 
econômicas
Na idade dos monopólios, a intervenção estatal incide na organização e na 
dinâmica econômicas desde dentro, e de forma contínua e sistemática. Mais 
exatamente, no capitalismo monopolista, as funções políticas do Estado 
imbricam-se organicamente com as suas funções econômicas.
Segundo Netto (2009, p. 25)
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CAPITALISMO MONOPOLISTA
O Estado assume a responsabilidade com as sequelas da 
questão social, essas passam agora a ser de ordem pública, 
porém sua resolução encontra-se na esfera do indivíduo.
É a partir da criação do espaço sócio-ocupacional que explica-
se a necessidade histórica e social dos agentes. Portanto, a 
gênese profissional explica-se a partir da criação do mercado 
de trabalho, que são as políticas sociais.
PROFISSIONALIZAÇÃO→
MERCADO DE TRABALHO / PS → VENDA DA FT
É só então que a atividade dos agentes do Serviço Social pode receber, pública e 
socialmente, um caráter profissional: a legitimação (com uma simultânea 
gratificação monetária) pelo desempenho de papéis, atribuições e funções a partir da 
ocupação de um espaço na divisão social (e técnica) do trabalho na sociedade 
burguesa consolidada e madura; só então os agentes se reproduzem mediante um 
processo de socialização particular juridicamente caucionada e reiterável segundo 
procedimentos reconhecidos pelo Estado; só então o conjunto dos agentes (a 
categoria profissionalizada) se laiciza, se independentiza de confessionalismos e/ou 
particularismos. A emergência profissional do Serviço Social é, em termos histórico-
universais, uma variável da idade do monopólio; enquanto profissão, o Serviço 
Social é indivorciável da ordem monopólica — ela cria e funda a profissionalidade do 
Serviço Social.
FONTE: Netto, J. P. Capitalismo monopolista e serviço social. 7. ed. São Paulo: Cortez, 
2009. 
A profissionalização do Serviço Social não se relaciona decisivamente à 
"evolução da ajuda", à "racionalização da filantropia" nem à 
"organização da caridade"; vincula-se à dinâmica da ordem monopólica. 
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REPRODUÇÃO DAS 
RELAÇÕES SOCIAIS
Por isso se faz necessário entender a profissão sob dois ângulos:
1) como realidade vivida e representada na e pela consciência de seus agentes profissionais
expressa pelo discurso teórico-ideológico sobre o exercício profissional e;
2) a atuação profissional como atividade socialmente determinada pelas circunstâncias
sociais objetivas que conferem uma direção social à prática profissional, o que condiciona
e mesmo ultrapassa a vontade e/ou consciência de seus agentes individuais. A unidade
entre essas duas dimensões é contraditória.
FONTE: IAMAMOTO, M. CARVALHO, R. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil.
Segundo Marilda Vilela Iamamoto, o significado social 
dessa profissão situa-se com a mesma como um dos 
elementos que participa da reprodução das relações de 
classes e do relacionamento contraditório entre elas
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SERVIÇO SOCIAL E A 
GÊNESE NO BRASIL
IGREJA CATÓLICA
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GÊNESE NO BRASIL
O serviço social surgiu na década de 1930.
Para atender as novas situações que vivia o país 
com o processo de industrialização/ urbanização
Com o processo de industrialização da década de 1930, e assim, de 
agudização das expressões da “questão social” no capitalismo 
monopolista, como forma de intervenção da Igreja Católica, do 
Estado e do Mercado nos “problemas sociais”.
a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o 
proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de 
intervenção mais além da caridade e repressão”.
(CARVALHO e IAMAMOTO, 1983, p. 77)
A questão social não é senão as expressões do processo de formação e 
desenvolvimento da classe operária e de se ingresso no cenário político 
da sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do 
empresariado e do Estado.
QUESTÃO SOCIAL –
A GÊNESE DO SERVIÇO SOCIAL
CONCEPÇÃO DE QUESTÃO SOCIAL
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IGREJA – A REAÇÃO CATÓLICA
A igreja tinha como objetivo recristianizar a sociedade, buscar se 
estabelecer hegemonicamente para conquista seu poder perdido 
com a ascensão do capitalismo
AÇÃO CATÓLICA → A intelectualidade Católicase organizará, 
adaptando a realidade brasileira ao que traziam as encíclicas 
papais de cunho social, a 
Rerum Novarum e a Quadragésimo Anno.
➢ As ações da igreja eram antiliberais e anticomunistas.
A igreja propunha a TERCEIRA via, como um contraponto ao 
liberalismo e comunismo em um cenário de incertezas com a 
industrialização.
A ação católica não era assistência pura e simples, mas sim uma 
AÇÃO SOCIAL, UMA AÇÃO POLÍTICA.
A igreja organiza sua militância, ou laicato, através da Ação Católica. 
Consideram essas ações como “protoformas do serviço social”.
Ex: Juventude Feminina Católica
1932 → Criação do CEAS, em São Paulo
VER → JULGAR → AGIR
AS ENCÍNCLICAS PAPAIS
RERUM NOVARUM → 1891
QUADRAGESSIMO ANNO → 1931
A igreja através da Rerum Novarum assume que há questão social, 
critica o lucro do capitalismo mas também os perigos do socialismo. 
Em regra, defende um capitalismo “sem pecados”
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IGREJA – DOUTRINARISMO
Ser uma pessoa íntegra, devotada, comunicativa, ter 
formação moral e preparo técnico e nutrir sentimento de 
amor ao próximo eram características desejadas para o 
assistente social. 
O Assistente Social deveria, assim: ser uma pessoa da mais íntegra formação 
moral, que a um sólido preparo técnico alie o desinteresse pessoal, uma 
grande capacidade de devotamento e sentimento de amor ao próximo; 
deve ser realmente solicitado pela situação penosa de seus irmãos, pelas 
injustiças sociais, pela ignorância, pela miséria, e a esta solicitação devem, 
corresponder as qualidades pessoais de inteligência e vontade. Deve ser dotado 
de outras tantas qualidades inatas, cuja enumeração é bastante longa: 
devotamento, critério, senso prático, desprendimento, modéstia, 
simplificando, comunicatividade, bom humor, calma, sociabilidade, trato 
fácil e espontâneo, saber conquistar a simpatia, saber influenciar e 
convencer etc. Será portanto, indispensável para o recrutamento dos futuros 
assistentes critérios bem definidos. Desde sua fundação, a Escola de Serviço 
Social de São Paulo apresenta como exigência funcional para matrícula: 1. ter 
18 anos completos e menos de 40; comprovação de conclusão do curso 
secundário; apresentação de referências de 3 pessoas idôneas; submeter-se a 
exame médico” (IAMAMOTO; CARVALHO, 2007, p. 221). 
Os primeiros assistentes sociais atuam numa perspectiva educadora, 
moralizadora, punitivista e reformadora. O objetivo era fazer uma 
reforma intelectual e moral naqueles trabalhadores, principalmente os 
radicais que se rebelavam contra os patrões. 
O grande mal da sociedade estava no afundamento moral e 
comportamental dos valores, no desequilíbrio das classes e no 
radicalismo do socialismo. O objetivo era a construção de uma unidade 
que negasse tanto o comunismo como o liberalismo 
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IGREJA – DOUTRINARISMO
A primeira aproximação do serviço social com algum referencial 
filosófico foi com a perspectiva (neo)tomista, de cunho humanista-
conservador. Isso se dava também porque havia uma forte relação 
entre Estado e Igreja na conjuntura que culminou no golpe de 
estado de 1930. Assim, a Igreja Católica era responsável pelos 
conteúdos ensinados aos primeiros assistentes sociais, haja vista o 
trato moral que era dado à questão social. 
Cabe ainda assinalar, que nesse momento, a questão social é vista a 
partir de forte influência do pensamento social da Igreja, que a trata 
como questão moral, como um conjunto de problemas sob a 
responsabilidade individual dos sujeitos que os vivenciam, embora 
situados dentro de relações capitalistas. Trata-se de um enfoque 
individualista, psicologizante e moralizador da questão, que 
necessita para seu enfrentamento de uma pedagogia psicossocial, 
que encontrará no Serviço Social efetivas possibilidades de 
desenvolvimento. (Yazbek, 2000, p.92) 
PRIMEIRAS ESCOLAS
A primeira escola de Serviço Social surge em 1936, em São Paulo, 
instituída pelo CEAS. Atualmente é a PUC-SP.
Em 1937, surge a escola do Rio de Janeiro e posteriormente em 
Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Minas 
Gerais.
A formação era assim atrelado ao conservadorismo e ao 
humanismo-conservador, com influência do (neo)tomismo.
Até 1950, a Igreja Católica teve influência direta na formação
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PRIMEIRA ESCOLA
Na gênese da profissão, há a chamada INFLUÊNCIA FRANCO-BELGA. 
Tem um caráter doutrinário e conservador (não científico). A 
abordagem que se tem da questão social a partir disso é que esta 
deve ser tratada como problema moral e religioso, com o objetivo 
de “integrar o indivíduo ao meio”. 
Logo, a lógica é de ajustamento de conduta e de mudanças de 
comportamentos do indivíduo supostamente “inadequado” a ordem.
IGREJA – DOUTRINARISMO
Configura-se, assim, um caráter missionário à atividade profissional, 
como meio de fazer face aos imperativos da justiça e da caridade, 
dentro da perspectiva de profissionalização do apostolado social 
segundo parâmetros técnicos e modernizadores, numa sociedade 
secularizada, ameaçada pelo liberalismo e pelo comunismo. 
(Iamamoto e Carvalho, 2013, p. 90) 
NEOTOMISMO
Características:
➢ O bem-comum
➢ Dignidade da pessoa humana
➢ O ajustamento dos indivíduos, que eram clientes
➢ Perfectibilidade humana
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CONSERVADORISMO
O conservadorismo será, pois, uma marca fundante da emergência
do Serviço Social brasileiro e não significa apenas a presença de
ideias conservadoras e antimodernas resultantes da herança
intelectual do século XIX, mas de ideias que, atualizadas, se
transformam em bases de manutenção da ordem capitalista.
É necessário assinalar que esta matriz se encontra na gênese da profissão
em toda a América Latina, embora com particularidades diversas como, por
exemplo, na Argentina e no Chile, onde vai somar-se ao racionalismo
higienista (ideário do movimento de médicos higienistas que exigiam a
intervenção ativa do Estado sobre a questão social pela criação da
assistência pública, que deveria assumir um amplo programa preventivo na
área sanitária, social e moral). (Yazbek, 2009b, p. 131)
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SERVIÇO SOCIAL 
INSTITUCIONALIZAÇÃO E O 
POSITIVISMO
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DÉCADA DE 1940 – a 
INSTITUCIONALIZAÇÃO
Na década de 1940, tivemos no Brasil o início do processo de
institucionalização do serviço social, com a criação das primeiras
instituições sociais que acolheram o serviço social.
Dentre as referidas instituições, mencionadas por Iamamoto &
Carvalho (1982), destacam-se: A Legião Brasileira de Assistência
(LBA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o
Serviço Social da Indústria (SESI) e a Fundação Leão XIII.
Implica um processo de legitimação e institucionalização da
profissão e dos profissionais de Serviço Social.
A Legião Brasileira de Assistência – LBA, dentre outras ações,
consolidou e expandiu o ensino especializado de Serviço Social.
Na estrutura do Serviço Nacional da Indústria – SENAI, o Assistente
Social aparece como coordenador e, no quadro teórico do projeto
de prática institucional, contribui para o reforço da dominação de
classe e do aumento da taxa de exploração.
No Serviço Social da Indústria – SESI, o Serviço Social se organiza
como um trabalho coletivo entre assistentes sociais e entre esses e
outros profissionais.
Ocorre nesse período a chamada tecnificação do Serviço Social, e 
isto ocorre com a aproximação junto ao Serviço Social norte-
americano e suas propostas de trabalho com a teoria positivista.
É importante destacar, que o POSITIVISMO É O PRIMEIRO APORTE 
TEÓRICO da profissão.
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INSTITUCIONALIZAÇÃO E O 
POSITIVSMO
Conforme Iamamoto, mesmo adotando as técnicas e influência 
positivista, a profissão deixade lado a influência católica. 
Ocorre segundo a mesma um chamado “arranjo teórico doutrinário”, 
ou seja, uma junção do pensamento conservador positivista com o 
pensamento doutrinário neotomista. 
O positivismo trabalha com as relações aparentes dos fatos, do 
enquadramento do sujeito à sociedade.
-> Esse método dá base para o chamado SERVIÇO SOCIAL DE CASO 
(1956)
E DEPOIS DE GRUPO E COMUNIDADE
POSITIVISMO
Apreensão manipuladora, instrumental e imediata do ser social.
O método positivista trabalha com as relações aparentes dos fatos,
evolui dentro do já contido e busca a regularidade, as abstrações
e as relações invariáveis.
É a perspectiva positivista que restringe a visão de teoria ao âmbito do
verificável, da experimentação e da fragmentação. Não aponta para
mudanças, senão dentro da ordem estabelecida, voltando‐se antes para
ajustes e conservação. (Yazbek, 1984, p. 71)
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POSITIVISMO
Segundo YAZBEK 
A hipótese fundamental da perspectiva positivista é de que a 
sociedade é regida por leis naturais, invariáveis, independentes da 
vontade e da ação humana. Seu pressuposto é de que essas leis 
regulam o funcionamento da vida social, econômica e política. Nesse 
sentido, os métodos para conhecer a sociedade são os mesmos 
utilizados para conhecer a natureza (ciências da natureza são 
objetivas, neutras, livres de juízo de valor, de ideologias políticas, 
sociais ou outras) (Lowy, 2009). 
O método positivista trabalha com as relações aparentes dos 
fatos. Trabalha, pois, com o imediato, o observado. Contesta o 
teológico e o metafísico. Busca a regularidade e a invariabilidade. 
Circunscreve os objetos em uma perspectiva formalista.
No processo de institucionalização, muda-se também a clientela da 
profissão, passando de pequenos segmentos pobres para o 
atendimento do proletariado e sua família. Visto que essa ampliação 
do Estado ocorre para “controlar” o crescente movimento operário.
Essa profissionalização se dá, em resumo, porque aumenta-se o 
mercado de trabalho (que não é consolidação) para o/a Assistente 
Social, devido a ampliação do Estado no trato da questão social. 
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SERVIÇO SOCIAL
SERVIÇO SOCIAL DE CASO, 
GRUPO E COMUNIDADE
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A FONTE NORTE-AMERICANA
O Serviço Social brasileiro recebe influência norte-americana. 
Marcado pelo tecnicismo, bebe na fonte da psicanálise, bem 
como da sociologia de base positivista e funcionalista/sistêmica. 
Sua ênfase está na ideia de ajustamento e de ajuda psicossocial. 
com a supervalorização da técnica, considerada autônoma e 
como um fim em si, e com base na defesa da neutralidade 
científica, a profissão se desenvolve através do “Serviço 
Social de Caso”, “Serviço Social de Grupo” e “Serviço Social 
de Comunidade”. 
A influência norteamericana de Mary Richmond iniciou-se no 
Serviço Social brasileiro com o processo de profissionalização, 
quando a partir da inserção do serviço social nas grandes 
empresas o conhecimento doutrinário, moralista e paroquial já 
não dava conta mais da necessidade de mercado e da 
complexidade da contradição capital x trabalho. 
Assim, iniciou-se um intercâmbio com os profissionais dos Estados 
Unidos na busca de “cientificizar” a profissão. 
Contudo, esse aporte teórico, que num primeiro momento, foi 
buscado no viés positivista e funcionalista/sistêmico, não 
abandonou o doutrinarismo, ocorrendo o que Iamamoto 
denomina como arranjo técnico-doutrinário. 
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SERVIÇO SOCIAL DE CASO
Mary Richmond aborda em diagnóstico social uma 
proposta de estudo se dá em três passos 
1. Entrevista (conhecimento/coleta)
2. Diagnóstico social (qual dificuldade
3. Tratamento (intervenções/ajustes das disfunções)
INQUÉRITO E APURAMENTO DA VERDADE
O diagnóstico social pode ser definido como 
sendo a tentativa para se formar um juízo tão 
exato quanto possível da situação e da 
personalidade dum ser humano que tenha 
qualquer necessidade social, situação e 
personalidade, estas em relação aos outros seres 
humanos de quem ele dependa ou que dependam 
dele e em relação também às instituições sociais 
de sua comunidade. (RICHMOND, 1950, p. 305).
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SERVIÇO SOCIAL DE 
CASO E GRUPO
Essa abordagem psicossocial traz o indivíduo como centro do 
atendimento.
O campo específico de ação do Serviço Social de casos seria o 
“desenvolvimento da personalidade do indivíduo”, ocupando-se 
de estabelecer melhores relações sociais, tratando o indivíduo um 
a um no círculo íntimo da família” (RICHMOND 1950) 
→Motivo e objetivo a reintegração social dos indivíduos
Inicia-se nessa década o DESENVOLVIMENTISMO no país, isso 
influência a profissão a partir do DESENVOLVIMENTO DE 
COMUNIDADE. 
O que precisamos saber disso, é que é um misto conformismo e 
crítica, que tem como proposta a integração social. 
Há a implementação de uma política de modernização, e a 
comunidade é vista como um meio para disseminá-la. 
Assim, uma logica bastante “funcionalista”/sistêmica.
1950 - DESENVOVIMENTISMO
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1950 – NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO
No Brasil, o trabalho do serviço social na área de desenvolvimento de 
comunidade ocorreu sob influência de programas da Organização das 
Nações Unidas (ONU) e de outros organismos internacionais, cuja 
estratégia era integrar os esforços da população aos planos nacionais e 
regionais de desenvolvimento.
Nesta época permanece o serviço social de caso, grupo e comunidade.
Objetivo geral: a pessoa humana e a busca de sua perfeição sobrenatural 
-> progresso nacional
Outros nomes: desenvolvimento e trabalho com comunidades.
1960 – EBULIÇÃO POLÍTICA
Aprofunda-se a perspectiva desenvolvimentista e reformista, que 
influência sobremaneira a profissão.
A sociedade brasileira vivia um apelo social pelas chamadas reformas 
de base, e o serviço social acompanha os apelos da maioria da 
população, principalmente através dos estudantes, visto que é marca 
da época uma boom do movimento estudantil.
❑ O serviço Social se articula com o debate das Ciências Sociais,
principalmente na perspectiva crítica. Também com a esquerda
cristã.
❑ Golpe de 1964, devido a perseguição política na época.
❑ Inicia-se nesta década e aprofunda-se na década de 1970 a
chamada erosão do serviço social tradicional.
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SERVIÇO SOCIAL
MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
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EROSÃO DO SERVIÇO SOCIAL 
TRADICIONAL
Segundo Netto (2011), existem três elementos relevantes para 
detectar a erosão do Serviço Social Tradicional: 
• a dissincronia com as solicitações contemporâneas; 
• a insuficiência da formação profissional; 
• e a subalternidade executiva. 
Estes foram desdobrados durante o II Congresso Brasileiro de 
Serviço Social, realizado no Rio de Janeiro em 1961. 
A partir do processo de industrialização pesada e de ampliação 
desse novo mercado de trabalho, trouxe novas exigências para o 
desempenho profissional.
Obviamente não se desloca da execução terminal das políticas 
sociais, mas se há novos contornos para a legitimação das, o que 
requer um serviço social para além da perspectiva abstrata e 
humanista avessa a programação organizacional 
Exige-se um assistente social moderno racional o que implica uma 
profunda rotação dos mecanismos da formação de assistentes 
sociais. 
Cante segundo José Paulo Netto, essa refuncionalização passa pelo 
rompimento com o confessionalismo, paroquialismo e o provincianismo que 
historicamente o serviço social estava vinculado para dar conta dessa novas 
demandas.
1. Amadurecimento de setores da categoria por causa de sua intenção em equipes 
multiprofissionais em outras instâncias como o próprio Estado 
2. Desligamento desegmentos da igreja católica de seu conservadorismo e a aproximação 
imersão de católicos progressistas 
3. Espraiar do movimento estudantil que faz o ingresso nas escolas de serviço social 
4. Referencial próprio de parte significativa das ciências sociais imantadas por dimensões 
críticas e nacional-populares 
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O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
Esse processo inicia no Brasil em finais da década de 1960 e 
perdura na década de 1970. Iamamoto define como período 
histórico 1965-1975.
No Brasil, esse movimento de reconceituação teve diversas 
influências teóricas, e em sua maioria no âmbito do 
CONSERVADORISMO.
Elementos da renovação
- A laicização, uma ruptura com os ideais da igreja católica.
- A inserção no circuito universitário a constituição de uma 
massa crítica, como psicologia social, antropologia, ciências 
sociais...
Características
- Inaugura o pluralismo
- Crescente diferenciações de concepções da profissão
- Inserção do serviço social no circuito e polêmicas dos debates 
sociológicos e inicio do corte de sua subalternidade técnica
- Constituição de segmentos de vanguarda do âmbito acadêmico 
(principalmente)
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Segundo Netto (p. 146):
Com efeito, a reconceptualização está intimamente vinculada ao circuito sócio 
político latino-americano da década de 60: a questão que originalmente a 
comanda é a funcionalidade profissional na superação do subdesenvolvimento.
Indagando se sobre o papel dos profissionais em face de manifestações da 
questão social, interrogando-se sobre a adequação dos procedimentos 
profissionais consagrado às realidades regionais e nacionais, questionando-se 
sobre a eficácia das ações profissionais e sobre eficiência e legitimidade das 
suas representações, inquietando-se com o relacionamento da profissão com 
os novos atores que emergiu na cena política (fundamentalmente ligado às 
classes subalternas) 
[...] surgimento de novos protagonistas sócio-políticos, da revolução cubana, 
[...]
O ponto de partida para o processo que se esboça em 1965 o que 
genericamente tem como objetivo expresso adequar a profissão as demandas 
das mudanças sociais registradas ou desejadas no Marco continental [...]
I Seminário regional latino-americana de serviço social realizado 
em Porto Alegre, em maio de 1965 com a participação de 415 
participantes do Brasil Argentina e Uruguai 
O MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO
MO
RE
I
dernização conservadora
atualização do conservadorismo
ntenção de ruptura
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DATAS IMPORTANTES
1965 – Seminário de Porto Alegre
1967 – Seminário de Araxá 
1970 – Seminário de Teresópolis 
1978 - Seminário de Sumaré 
1984 - Seminário do Alto da Boa Vista 
1972 – Método de BH
1982 – Obra de Iamamoto
1989 ****** - Seminário RJ
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O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
I. PERSPECTIVA MODERNIZADORA
No de Araxá, consideramos como a afirmação da perspectiva 
modernizadora, no de Teresópolis, a cristalização desta.
Já nos Seminários de Sumaré e do Alto da Boa Vista, inicia-se o processo 
de deslocamento desta perspectiva.
A marca principal desta vertente é a ADEQUAÇÃO ideológica do 
Serviço Social ao desenvolvimentismo, e por isso marcada pelas 
perspectivas FUNCIONALISTAS, SISTÊMICAS e também de matriz 
POSITIVISTA.
Núcleo central dessa perspectiva é a tematização do serviço social como 
interveniente, dinamizador integrador no processo de desenvolvimento res 
serviço social. Aparece no sentido de adequação, utilizando um conjunto de 
técnicas e instrumentos sociais para ser operacionalizado junto ao 
desenvolvimento capitalista 
REFORMISMO
Araxá – (afirmação) transformismo e recuperação do Serviço Social de 
Caso, Grupo e de DC, desde que funcionais à mudança e ao 
desenvolvimento. Ainda discute valores/sentido.
Teresópolis – (cristalização) requalificação profissionais para o 
planejamento, administração... Ressitua o Assistente social como 
funcionário do desenvolvimento.
Um cariz mais operativo para a determinação de formas 
instrumentais/operacionalidade
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O MOVIMENTO DE
RECONCEITUAÇÃO
II. REATUALIZAÇÃO DO CONSERVADORISMO
Ocorre nos seminários de Sumaré e do Alto da Boa Vista. Esta recupera 
elementos da herança histórica e conservadora do Serviço Social, mas 
com uma roupagem que se declara nova.
A inspiração desta perspectiva é a fenomenologia. Utiliza-se da 
metodologia dialógica, que envolve a pessoa humana e a comunidade, 
assim esta vai priorizar as concepções de pessoa, diálogo e 
transformação social (dos sujeitos).
Tem um apego e viés psicologizante.
Essa perspectiva se faz legatária de características que conferiram a profissão traço 
microscópico de sua intervenção, mas o faz sobre um verniz de modernidade com 
matrizes intelectuais mais sofisticadas.
Segundo José Paulo neto ao conceder relevo destacado as dimensões da 
subjetividade ela atende as requisições fortemente psicologista que surgem amplos 
estratos profissionais cujo desempenho travejando por um ecletismo abstrato 
cuidado no circuito da ajuda psicossocial.
Essa perspectiva ainda se reveste de um caráter de cientificidade, propondo 
análises rigorosas em nome da “compreensão”.
Se manifesta no interior da complexa dialética de ruptura e continuidade com o 
passado profissional, sem prejuízo dos elementos renovadores que apresenta. 
(NETTO, 2005) 
Entende-se que no processo de Reatualização do Conservadorismo, busca-se 
aperfeiçoar as antigas práticas profissionais de acordo com as novas exigências do 
perfil profissional, ou seja, busca-se mantê-las num viés mais crítico que pudesse 
apresentar argumentos plausíveis para adentrar a nova prática profissional. Essa 
perspectiva “supunha reatualizar o conservadorismo, embutindo-o numa ‘nova 
proposta’, ‘aberta’ e ‘em construção’” (NETTO, 2005, p. 203) 
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O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
II. REATUALIZAÇÃO DO CONSERVADORISMO
Seminário se Sumaré
Foi relacionado três questionamentos interdependentes; 
I) O Serviço Social numa perspectiva do método científico de construção e 
aplicação do Serviço Social; 
II) O Serviço Social a partir de uma abordagem de compreensão, ou seja, 
interpretação fenomenológica do estudo científico do Serviço Social; 
III) O Serviço Social a partir de uma abordagem dialética
Teve como foco principal a discussão sobre a cientificidade. Nele, o serviço 
social deveria enfrentar três temas básicos: a relação do serviço social com 
a cientificidade, a fenomenologia e a dialética. 
Netto (2005) aponta que nessa perspectiva “a demanda do aporte teórico do 
pensamento fenomenológico surge como a faceta mais proeminente das 
colocações significativas dos autores”
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O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
III. INTENÇÃO DE RUPTURA
Tem como central a crítica ao tradicionalismo da profissão, assim tem 
pretensão de romper com o conservadorismo na profissão. 
Podemos destacar dois elementos principais dessa perspectiva: o método de 
BH e a reflexão de Iamamoto.
Marco simbólico: Congresso da Virada de 1979
“A perspectiva de intenção de ruptura deveria 
construir-se sobre bases quase que inteiramente 
novas; esta era uma decorrência do seu projeto de 
romper substantivamente com o tradicionalismo e 
suas implicações teórico - metodológicas e prático-
profissionais” (NETTO, 2005. p. 250)
Sua emersão é baseada principalmente no método Belo Horizonte que surgiu na 
Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais elaborado por jovens 
profissionais preocupados em dar uma nova visão ao Serviço Social, “elaboraram (...) 
uma alternativa que procura romper com o tradicionalismo no plano teórico-
metodológico, no plano da intervenção profissionais e no plano da formação” (NETTO2005.p. 263). 
Caracteriza-se também pelo reforço a teoria marxista, principalmente o “marxismo 
acadêmico”, que se desenvolve no correr do tempo com a crise da ditadura militar. Mas 
a intenção de ruptura ganhou realmente corpo com a publicação da pesquisa e obra de 
Marilda Iamamoto – Relações Sociais e Serviço Social no Brasil, que representa 
uma efetivo diálogo com a perspectiva crítica marxista. 
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O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
III. INTENÇÃO DE RUPTURA
O III Congresso da Virada de 1979 também constitui um marco no 
desenvolvimento e no processo de renovação da profissão devido à crítica ao 
conservadorismo e à autocracia burguesa, pelo contributo no processo de 
politização e mobilização da categoria e da comunidade acadêmica do serviço 
social e pela aproximação com a classe trabalhadora. 
É considerado um dos maiores marcos políticos da profissão. É consequência 
de um processo de acúmulo teórico e político do movimento de renovação do 
serviço social, da inserção do serviço social da vida acadêmica e na pós-
graduação o que possibilitou a construção de uma massa crítica e energizou a 
luta política da categoria a vinculada de forma orgânica com os interesses e 
necessidades da classe trabalhadora. 
Identifica-se, nas referências teóricas, a ausência das fontes originais do 
pensamento de Marx no método de BH, portanto, não possui base na 
apreensão do método e das categorias centrais para o desvendamento das 
relações sociais. 
Quiroga (1989) qualificou como uma “invasão às ocultas” do positivismo no 
marxismo incorporado no seu referencial teórico-metodológico. 
Como avalia Iamamoto (2015, p.11): O traço eclético que preside os 
fundamentos teóricos que sustentam o ‘Método Belo Horizonte’ explica 
aquela ‘invasão’: o estruturalismo althusseriano, o marxismo difundido a 
partir da II Internacional, haurido em manuais de ‘marxismo-leninismo’ na 
sua versão tida como ‘oficial’; a inspiração maoísta presente na análise das 
relações entre teoria e prática, redundando num empirismo inconteste 
expresso na máxima: ‘a prática como fonte de teoria’, tal como ali é 
trabalhada.
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RESUMO
O Movimento de Reconceituação possui 3 claras perspectivas:
1) Perspectiva Modernizadora (tendência funcionalista),
2) Reatualização do Conservadorismo (tendência fenomenológica),
3) Intenção de Ruptura (tendência marxista).
O MOVIMENTO DE 
RECONCEITUAÇÃO
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