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Fertilização 
A fertilização é um processo pelo qual os gametas femininos e masculinos se fundem e ocorre na região ampola da tuba uterina 
– porção mais larga da tuba uterina. 
O movimento dos espermatozoides do colo do útero até a tuba uterina acontece pelas contrações musculares do útero do útero 
e da tuba uterina. 
Quando chegam no istmo, os espermatozoides se tornarão menos móveis, porém, na etapa da ovulação eles se tornarão moveis 
novamente. 
Os espermatozoides não serão capazes de fertilizar o ovócito logo, pois precisam sofrer a capacitação e a reação acrossômica. 
Obs: alguns sinais químicos secretados pelos ovócitos e pelas células foliculares circundantes guiam os espermatozoides 
capacitados (quimiotaxia dos espermatozoides) para o ovócito. 
Células ciliadas 
O movimento ondulatório dos cílios ajuda no movimento do óvulo pelas tubas uterinas. 
A atividade dos cílios e da musculatura lisa é estimulada pelo estrogênio – movimento no sentido do útero 
Obs mulheres com síndrome dos cílios imóveis são frequentemente férteis, o transporte do embrião pela tuba uterina deve ser 
promovido principalmente pelas contrações da musculatura lisa. 
Sob a influência da progesterona, a junção uterotubária relaxa e permite a entrada do embrião na cavidade uterina. 
Células secretoras não ciliadas 
❖ São mais longas e ativas durante a ovulação 
❖ Secretam um fluido que é impulsionado com o óvulo em direção ao útero, pelos cílios – rico em potássio, cloro e proteínas 
de soro – imunoglobinas 
❖ Essa secreção fornece nutriente para o óvulo que foi fertilizado e ajuda na maturação e capacitação dos espermatozoides. 
❖ 
Tuba Uterina 
 
 
Fímbrias: cílios das tubas uterinas que tem como função carregar o óvulo liberado pelo folículo para a tuba 
Infundíbulo: é onde estão localizadas as fímbrias 
Ampola: local onde ocorre a fecundação 
Istmo: 
Parte uterina: 
 
 
Etapas da Fertilização 
1. Penetração da coroa radiata 
2. Penetração da zona pelúcida 
3. Fusão entre as membranas do ovócito e espermatozoide 
 
Fase 1 – Penetração da corona radiata 
De 200 a 300 milhões de espermatozoides que entram no sistema genital feminino, apenas 300 a 500 que realmente irão chegar 
até o local onde ocorre a fertilização e apenas um deles que fertilizará o ovócito secundário. 
É importante ressaltar que apenas os espermatozoides capacitados passam livremente pelas células da corona radiata (produz 
sinais químicos que irão atrair os espermatozoides). 
Fase 2 – Penetração na Zona Pelúcida 
Logo após a passagem da corona radiata, ainda tem a zona pelúcida para ser penetrada. 
A zona pelúcida é uma camada glicoproteica que irá circundar o ovócito e facilita e mantem a ligação dos espermatozoides e 
induz a reação acrossômica. 
Tanto a ligação como a reação acrossômica são medidas pelo ligante ZP3 (proteína) 
A liberação de enzimas pelos espermatozoides (acrosina) ajuda a penetração da zona pelos espermatozoides e entrando 
finalmente em contato com a membrana plasmática do ovócito. 
A permeabilidade da zona pelúcida muda quando a cabeça do espermatozoide entra em contato com a superfície do ovócito – 
esse contato libera enzimas lisossômicas pelos glândulos corticais que reveste a membrana do ovócito. 
Essas enzimas vão alterar as propriedades da zona pelúcida – reação zonal – de prevenção da penetração de espermatozoides e 
inativação de locais receptores de espermatozoides. 
Fase 3 – Fusão entre a membrana celular do ovócito e do espermatozoide 
A ligação inicial entre o espermatozoide e o ovócito é feita em parte pela interação de integrinas no ovócito e seus ligantes, 
sidintegrinas, no espermatozoide. 
Após a aderência, a membrana plasmática do espermatozoide e do ovócito se fundem. 
Lembre-se que a membrana plasmática que recobre o capuz acrossômica da cabeça do espermatozoide desaparece durante a 
reação acrossômica. 
Então, a fusão efetiva se dá entre a membrana do ovócito e a membrana que cobre a região posterior da cabeça do 
espermatozoide. 
Obs: tanto a cabeça como a cauda penetram no citoplasma do ovócito, porém a membrana plasmática fica para tras na 
superfície do ovócito 
Assim que o espermatozoide penetra no ovócito pode acontecer: 
1. Reações corticais e da zona: em consequência da liberação pelo ovócito de grânulos corticais, que contem enzimas 
lisossômicas, a membrana do óvulo se torna impenetrável a outros espermatozoides e a zona pelúcida altera a sua 
estrutura e composição para impedir a ligação e penetração de espermatozoides. 
Essas reações vao impedir a poliespermia – penetração de mais de um espermatozoide no ovulo 
2. Retomada da segunda divisão meiótica: o ovulo completa sua segunda divisão meiótica assim que o espermatozoide entra 
nela. Uma das células-filha que recebe muito pouco citoplasma é chamada de segunda corpo polar, já a outra célula-filha é 
chamada de ovócito definitivo. Pro-nucleo feminino. 
3. Ativação metabólica do ovulo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
A fertilização é o encontro dos gametas femininos e masculinos que ocorrerá na ampola da tuba uterina e o resultado será a 
formação do zigoto. 
Durante a ovulação, o ovócito secundário será expelido – circundado por uma camada de células foliculares que compõe a 
corona radiata. 
Para ocorrer a fertilização, os espermatozoides, para fecundarem os ovócitos secundários, passam pelo processo de capacitação 
– maturação – onde perdem uma capa, glicoproteína e proteínas da superfície do acrossoma. 
Capacitação: 
Período de condicionamento do sistema genital feminino que, nos seres humanos dura mais ou menos 7 horas. A maior parte 
desse processo ocorre na tuba uterina. 
Nesse período, uma camada de glicoproteínas e proteínas plasmáticas seminais é removida da membrana plasmática, que 
circunda a região acrossômica do espermatozoide. Assim, somente os espermatozoides capacitados passam pelas células da 
coroa radiata e sofrem a reação acrossômica. 
Reação Acrossômica: 
Essa reação deve terminar antes da fusão do espermatozoide com o ovócito. Quando os espermatozoides que já foram 
capacitados entram em contato com a corona radiata que envolve o ovócito secundário, eles passam por alterações moleculares 
complexas que resultam no desenvolvimento de perfurações no acrossoma. 
Existe então a liberação de enzimas da vesícula acrossômica que facilita a fecundação – hialuronidase e acrosina. 
 
Corona Radiata: camadas de células foliculares que envolvem o ovócito 
Zona Pelúcida: camada de glicoproteínas que envolvem o ovócito – glicoproteínas Zp1, Zp2, Zp3 e Zp4 
ZP3: receptor para ligação do espermatozoide na superfície da zona pelúcida – desencadeando a reação acrossômica. 
A zona pelúcida previne a polispermia, ou seja, assegura que apenas um espermatozoide será capaz de se ligar ao ovócito 
secundário. 
Fases da fecundação: 
1. Passagem de apenas um espermatozoide através da corona radiata: a enzima hialuronidase é liberada do acrossoma do 
espermatozoide – enzimas da mucosa tubaria auxiliam a hialuronidase. Essa enzima degrada o ácido hialurônico, um 
glicosaminoglicano da matriz extracelular da corona radiata. É válido lembrar que os movimentos da cauda do 
espermatozoide também contribuem para a passagem dos espermatozoides pela corona radiata e pela zona pelúcida. 
Apenas os espermatozoides capacitados irão penetrar a corona radiata. 
 
2. Penetração da zona pelúcida: a presença da enzima acrosina pode causar a lisa da zona pelúcida, formando um 
caminho entre o espermatozoide e o ovócito. Ligação ZP3 pela proteína de superfície do espermatozoide SED 1. - 
cascata de Ca+ – liberando enzimas da reação enzimática. A reação acrossômica é a liberação de enzimas do acrossoma 
que degrada a zona pelúcida e favorece a passagem do espermatozoide. 
 
3. Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do espermatozoide:U ma vez que a fusão ocorre, o 
4. conteúdo d e grânulos corticais a partir do oócito é libertado para o espaço perivitelino, entre o oócito 
5. e a zona pelúcida, resultando em alterações na zona pelúcida. Essas alterações evitam a entrada de 
6. outros espermatozoides. A s membranas da célula se rompem na á rea de fusão. A cabeça e a cauda 
7. do espermatozoide entram, então , no citoplasma do oócito, mas a membrana plasmática e a 
8. mitocôndria do espermatozoide ficam para trás 
9.

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