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MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Programa de Pós-Graduação EAD UNIASSELVI-PÓS Autoria: Moisés Cardoso CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI Rodovia BR 470, Km 71, no 1.040, Bairro Benedito Cx. P. 191 - 89.130-000 – INDAIAL/SC Fone Fax: (47) 3281-9000/3281-9090 Reitor: Prof. Hermínio Kloch Diretor UNIASSELVI-PÓS: Prof. Carlos Fabiano Fistarol Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: Carlos Fabiano Fistarol Ilana Gunilda Gerber Cavichioli Cristiane Lisandra Danna Norberto Siegel Camila Roczanski Julia dos Santos Ariana Monique Dalri Bárbara Pricila Franz Marcelo Bucci Revisão de Conteúdo: Thaise Schmitz Revisão Gramatical: Equipe Produção de Materiais Diagramação e Capa: Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Copyright © UNIASSELVI 2018 Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial. C268m Cardoso, Moisés Marketing em máquinas de busca (SEO). / Moisés Car- doso – Indaial: UNIASSELVI, 2018. 159 p.; il. ISBN 978-85-53158-19-5 1.Marketing – Brasil. 2.Marketing de rede – Brasil. II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci. CDD 658.84 Moisés Cardoso É Doutorando no Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Linguagens, na linha de pesquisa Processos Mediáticos e Práticas Comunicacionais na Universidade Tuiuti do Paraná (PPGCom/UTP). Mestre em Desenvolvimento Regional (2014) pela FURB. Especialista em Novas Mídias, Rádio e TV (2004) pela FURB o tema da sua monografi a foi: “Weblogs jornalístico ou referencial, uma segmentação na rede”. Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo, 2010, (04920 JP-DRT/SC) pelo IBES/Sociesc. Bacharel em Comunicação Social - Publicidade e Propagada (2002), (0332 DRT/SC) pela FURB. Integrante do Grupo de Pesquisa JOR XXI (PPGCom/UTP) - (http://dgp.cnpq. br/dgp/espelhogrupo/8464427086539215) na linha de Processos Mediáticos e Práticas Comunicacionais, que tem como líder o Prof. Dr. Álvaro Larangeira. Integrante do Grupo de Pesquisa Estudos Midiáticos Regionais (FURB / Departamento de Comunicação) – (http://dgp. cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3707956659130254) nas linhas de Linguagens Contemporâneas da Mídia; e Mídia e Desenvolvimento Regional. Tem como líder: Prof. Dr. Clóvis Reis. É professor de MBA e pós-graduações (Univali e Unilas); graduações (Uniasselvi/FAMEG e FURB); programas de extensão (Proesde); cursos e treinamentos de curta duração (Proway). Palestrante (Instituto FURB e Sebrae) atuando no Vale do Itajaí (SC). Autor de artigos publicados em congressos e revistas científi cas. É consultor e palestrante na área de comunicação digital e novas mídias. Sumário APRESENTAÇÃO ....................................................................07 CAPÍTULO 1 Introdução ao Marketing Digital e a Relevância do SEO ....................................................................................09 CAPÍTULO 2 Softwares ..............................................................................59 CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 4 Planejamento e Estratégias ................................................91 SEO e Links Patrocinados ..................................................121 APRESENTAÇÃO Vivemos em um mundo que está em um processo de transitoriedade, ele saiu de uma fase analógica, se digitalizou, criou mobilidade com os smartphones e agora estamos nos reconfigurando diante das novas possibilidades de práticas e processos midiáticos. Se a comunicação na sociedade foi alterada, isso refletiu nos negócios, exigindo uma nova habilidade dos profissionais que chegarão ao mercado. Seja bem-vindo à apostila de “Marketing em máquinas de busca (SEO)”, esse é um dos temas dentro do Marketing Digital que, basicamente, nos ensina a linguagem e estratégias que devemos usar para que qualquer plataforma online possa ser mapeada e indexada pelos buscadores. Aqui, veremos diferentes temas que, somados, irão desvelar o entendimento desse complexo invisível mecanismo que é desencadeado cada vez que um usuário faz uma simples pesquisa em alguma página de busca na Internet. No capítulo 1 iremos introduzir esse tema dentro do contexto do Marketing Digital, assim como o conceito do “Search Engine Optmization” SEO; para tanto, será preciso compreender o “Funcionamento dos buscadores”, ferramenta online indispensável diante da grande quantidade de dados e informações dispostas na web. Na sequência, vamos observar a diferença entre a “Busca paga vs. Busca orgânica”, algo que nos deparamos diariamente e que passa desapercebido para os olhos dos leigos. O “Algoritmo de Google” é o elemento que controla todo o fluxo de buscas na rede, um organismo vivo, literalmente, que vai evoluindo com o passar do tempo em cada uma das suas diferentes atualizações. Conhecendo a SERP (Search Engine Results Page) e os critérios de pesquisa, ficará mais claro como algo pode ser encontrado dentro de um grande emaranhado digital. Assim como os “Fatores de ranqueamento dos resultados (desktop vs. mobile)”, entender a diferença dos resultados de buscas em cada um dos dispositivos mostra como o a tecnologia sai de uma fase estática dos computadores de mesa, para um universo de mobilidade na palma da mão dos usuários. O segundo capítulo é focado nos “Softwares”, discorre sobre o “Funcionamento dos softwares”, mas tomamos o cuidado de ser o mais dialógico possível para que o texto não ficasse extremamente técnico. Na sequência, mostramos a importância do “SEO off-page”, “Link Building” e das “Palavras-chave”, essa tríade é um dos pilares de sustentação dos indexadores. E fechamos com “Análise de websites” e “Ferramentas de análise”, dois temas que nos orientam a fazer os diagnósticos de ambientes onlines. Habilidade que é bastante exigida, já que na grande maioria das vezes, um profissional dessa área aponta as falhas em projetos já existentes para, a partir daí, desenvolver algo novo. No Capítulo 3 direcionamos nosso olhar para o “Planejamento e estratégias”, iniciando com a “Importância do Planejamento”, pois somente a partir dele é possível desenvolver o “Marketing por conteúdo para SEO”; um “Calendário editorial”; usando as técnicas de redação de “Webwriting”; objetivando as “Estratégias para mecanismos de buscas”; com a finalidade dar um novo alcance nos “Projetos para SEO”. O último capítulo chamado de “SEO e links patrocinados” explica a relevância do “SEO local” e de como estamos cada vez mais valorizando a hiperlocalização para ofertar serviços e produtos mais relevantes aos consumidores. O que resulta em um “SEO para e-commerce” direcionando os negócios para esse olhar digital que os empreendedores veem desenvolvendo. Para tanto, é necessário “Monitorar resultados” compreender as “Métricas, características e interpretação” dessa grande quantidade de dados que nos deparamos dentro dessa área de atuação. Mais do que listar números, precisamos compreender eles e decidir quais decisões devem ser tomadas a partir das informações, para melhorar uma marca, um negócio, produto ou serviço. Imaginem esses passos como um grande jogo de tabuleiro, em que cada capítulo assimilado transportará o jogador para um nível diferente. No final, ele terá como a recompensa final um gama de conhecimento que calibrará os seus sentidos para um novo mundo digital de possibilidades que se abrirá diante dos seus olhos. Desejamos uma boa leitura. CAPÍTULO 1 Introdução ao Marketing Digital e a Relevância do SEO A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem: Entender o contexto e as técnicas para otimização de resultados na busca orgânica, busca paga, suas funções e características. Compreender suas possibilidades de utilização no contexto do marketing digital. Aplicar os conceitos dos diferentes métodos e técnicas de SEO apresentados a fi m de melhorar o posicionamento das plataformas digitais. 10 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO)11 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 ConteXtualiZação A evolução tecnológica desencadeou uma mudança nas práticas e nos processos comunicacionais da nossa sociedade. Observamos uma digitalização em diversas áreas e setores de serviços. Dentro deste contexto, a internet ganha espaço na vida dos consumidores conectados, presentes nas diferentes redes sociais que surgem ao longo dessa rede que interliga aos usuários. Tal espaço admite a interação constante, potencializando a comunicação, porém, essa transformação exige um novo olhar dos profi ssionais de marketing em suas abordagens. Novas formas de gerar conteúdo para as novas mídias digitais permitiram uma mudança dos papéis entre os emissores e receptores das mensagens. Os espectadores viram também produtores e propagadores de conteúdo. Eles podem dialogar e compartilhar informações que circulam na timeline de um dos usuários da sua rede de contatos, e aumentar sua propagação dentro da plataforma digital. Essa é a principal diferença identifi cada entre as formas de marketing off-line e on-line. O consumidor era rotulado como um ser analogicamente passivo diante das mensagens que recebia. Com raras exceções não existia a possibilidade de um feedback efi ciente entre o público e a empresa, a era denominada de “Web 1.0”. Com a digitalização desses processos, o consumidor adquire status atuante, com a possibilidade de facilmente emitir sua opinião e inclinar sua decisão de compra. Podendo, também, compartilhar com seus contatos dentro de uma determinada rede social digital todas as etapas dessa jornada de consumo. As mídias tradicionais (televisão, rádio, jornais e revistas), sabedoras que o meio on-line funciona de maneira diferente, adotaram elementos dessa conectividade no seu DNA para que não fi cassem obsoletas. Embora a tecnologia navegue em alta velocidade, o relacionamento entre produtor e consumidor dentro do ambiente digital é um procedimento que necessita de mais tempo de maturação. O marketing clássico migra para os novos espaços digitais, os quais se abrem ordenados por novas metodologias e ferramentas para serem executadas dentro de uma nova atmosfera. A chegada da “Web 2.0”, além do feedback em tempo real, é marcada pela mobilidade dos usuários. Com os dispositivos móveis, pode-se acessar à internet de qualquer lugar, desde que haja uma rede disponível para conexão. Pagar os boletos das contas em lotéricas ou agências bancárias tornou-se coisa do passado. Após alguns cliques no computador, no smartphone, no tablet e demais dispositivos com acesso à rede, você pode pagar suas contas e ter acesso ao saldo bancário de forma rápida e prática. “A Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas” (O'REILLY, 2005, p. 5). 12 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) As empresas perceberam um público-alvo em potencial e começaram a investir no marketing digital, através de ações de comunicação e publicidade on-line. Desta forma, “as redes sociais digitais são fundamentalmente diferentes de qualquer mídia tradicional por causa de sua estrutura e natureza igualitária, tornando-se estratégicas para a gestão da imagem das organizações” (LARANGEIRA; CARDOSO; KUMM, 2016, p. 140). A consciência desse novo espaço empoderado pelo consumidor apresenta-se como de extrema importância para os profi ssionais, agências de publicidade e propaganda, assessorias de comunicação e empresas inseridas no marketing digital. Dentro desse contexto, o Search Engine Optimization (SEO, em tradução livre, Otimização para Mecanismos de Busca) deixou de ser um conhecimento técnico, específi co e isolado, com a fi nalidade de adquirir acessos a uma página, para se envolver diretamente com o marketing digital. Tal proximidade entre as duas temáticas resulta em diferentes estratégias: a elaboração de conteúdo relevante; postagens orgânicas em redes sociais digitais; postagens patrocinadas como o Facebook Ads; campanhas na rede de display do Google AdWords para desktop e mobile marketing; mailing para o envio de e-mail marketing etc. Desta relação, a produção de conteúdo relevante é o que mais se destaca nos resultados orgânicos, porém, todas as demais estratégias comunicacionais complementam para que uma marca, produto ou serviço tenha visibilidade dentro das plataformas digitais. A lógica é que quanto mais pessoas são impactadas pela sua mensagem, maior será o capital social construído entorno do seu negócio. Os usuários impactados por uma mensagem oriunda de uma pesquisa dentro do Google tendem a encontrar tal empresa nos resultados da busca orgânica. Essa conectividade deriva das estratégias de SEO, e isto iremos conhecer e detalhar ao longo do conteúdo. Adquirir conhecimento nas estratégias “marketing em máquinas de busca (SEO)” passou a ser fundamental para todos que queiram acompanhar os novos desdobramentos mercadológicos e, assim, desenvolver uma familiaridade com essa nova linguagem. Na seção seguinte, vamos entender um pouco dos conceitos básicos do marketing digital antes de nos aprofundarmos na temática dessa unidade de ensino. “As redes sociais digitais são fundamentalmente diferentes de qualquer mídia tradicional por causa de sua estrutura e natureza igualitária, tornando-se estratégicas para a gestão da imagem das organizações” (LARANGEIRA; CARDOSO; KUMM, 2016, p. 140). 13 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Conceito de Marketing Digital Uma das principais transformações desencadeadas pela internet foi a mudança do comportamento dos consumidores. “No século XI o cenário passou por uma revolução e adaptar-se aos desafi os do marketing digital requer das organizações, novas estratégias” (CARDOSO; PRADO JUNIOR; IACOMINI JUNIOR, 2017a, p. 3). As empresas devem estar em sintonia com essa mentalidade, considerando novas formas de estabelecer seus negócios, repensar as implicações de seus serviços para a web, as estratégias e os objetivos (FRASER; FRASER; MCDONALD, 2000). As estratégias de SEO, assim como suas especifi cações técnicas, fazem parte de uma abordagem mais ampla contida dentro do marketing digital, logo antes de adentrar nesse assunto pontualmente, é necessário lançar um olhar panorâmico para o tema que fornece as teorias e conceitos que sustentam a lógica digital por trás das práticas comunicacionais nas diferentes plataformas digitais. “Essa evolução da tecnologia trouxe novas formas de se comunicar com os clientes, devido à mudança no comportamento de compra do consumidor” (CARDOSO; PRADO JUNIOR; IACOMINI JUNIOR, 2017a, p. 3). No marketing digital discorremos sobre pessoas, suas histórias, seus desejos, seus relacionamentos e necessidades a serem atendidas. O marketing, em uma das suas defi nições clássicas, signifi ca “administrar relacionamentos lucrativos com o cliente, ou seja, o processo pelo qual as empresas criam valor para os clientes e constroem fortes relacionamentos com eles para capturar seu valor em troca” (KOTLER; ARMSTRONG, 2007, p. 6). Com a popularização da web em todo o mundo, o marketing tradicional precisou se adaptar a um novo cenário tecnológico para compreender os consumidores dentro da grande rede on-line. A internet cresceu experimentado mudanças que a transformaram em um negócio altamente profi ssional e rentoso. O surgimento do marketing digital pode ser conceituado de uma forma muito sucinta, como o marketing tradicional integrado às mídias digitais. Ele é um facilitador de compra e venda de produtos e serviços on-line, e diversas empresas utilizam suas ferramentas. “O digital potencializa o alcance do marketing, tanto para o bem quanto para o mal, e acrescenta valor ao marketing bem feito” (GABRIEL, 2000, p. 106). O marketingdigital altera a metodologia dos negócios e ajuda a aperfeiçoar o relacionamento com o consumidor. Na web, as empresas apresentam sua marca, produto e serviço, além da disponibilidade 24 horas para seus clientes, os quais buscam informações dos produtos, além de poder comparar os valores e executar a compra, tudo isso sem a necessidade da clássica estrutura física de um estabelecimento (MORAES, 2006). No marketing digital discorremos sobre pessoas, suas histórias, seus desejos, seus relacionamentos e necessidades a serem atendidas. 14 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) A adaptação a essa nova tecnologia pode ser lenta e, às vezes, até de difícil entendimento pelas empresas. Elas se moldam à era digital, visando evoluir suas estratégias de marketing, mas isso não garante que as ações virtuais terão êxito. Com um alcance maior, uma ação mal executada pode trazer grandes prejuízos. “É muito importante ressaltar que o digital, com suas tecnologias e plataformas, não conserta marketing ruim, podendo até piorá-lo”. (GABRIEL, 2000, p. 106), ou seja, se algo não funciona da forma tradicional e analógica, a digitalização do mesmo produto ou serviço pode não ser a solução para melhorar tal ideia. Com os consumidores conectados às mídias sociais, blogs, redes sociais, sites colaborativos, games e aplicativos, a relação com as empresas, marcas, produtos e serviços se transformou em algo diferente do que se conhecia. O público-alvo está mais engajado, mudou seu comportamento diante do conteúdo oferecido, está mais exigente devido à facilidade de obtenção de informação proporcionada dentro da internet. “O marketing digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas. Não por uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor” (TORRES, 2010, p. 7). Para uma empresa desenvolver-se de acordo com os seus diferentes objetivos, ela tem que interatuar com o seu público-alvo, coexistindo digitalmente em diferentes ambientes, acompanhando os consumidores, interagindo com eles e, dessa forma, elaborando estratégias de marketing mais segmentadas e efi cientes. Os usuários pesquisam sobre produtos e serviços nos buscadores, com o objetivo de obter mais informações e conhecer as experiências de outros consumidores em: blogs, fóruns de discussões, canais do YouTube, páginas ou grupos no Facebook, perfi s no Instagram etc. “A grande maioria dos consumidores usa a internet como fonte de informação para construir sua imagem sobre produtos e serviços, antes de tomar sua decisão de compra” (TORRES, 2010, p. 6). Alguns sites englobam as mídias sociais, no sentido de que o seu conteúdo é produzido pelos próprios consumidores, são eles que geram informações atualizadas sobre uma atividade econômica, produto ou serviço do planeta, por exemplo. É importante que o marketing esteja inserido nas mídias sociais, para entender a necessidade dos seus consumidores on-line. Existem “sete estratégias do marketing digital: conteúdo, mídias sociais, viral, e-mail, publicidade, pesquisa e monitoramento” (TORRES, 2010, p. 10). Assim, é relevante listá-las para o entendimento do que abordamos: • Marketing de conteúdo: conjunto de ações do marketing digital que visa produzir conteúdo relevante para atrair o interesse e o engajamento do público-alvo. “É muito importante ressaltar que o digital, com suas tecnologias e plataformas, não conserta marketing ruim. (GABRIEL, 2000, p. 106), Não por uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor” (TORRES, 2010, p. 7). 15 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Marketing nas mídias sociais: propõe-se a criar um relacionamento entre empresa e consumidor. • Marketing viral: objetiva gerar grande repercussão de um assunto relacionado à marca, através do boca a boca dentro e fora do ambiente digital. • E-mail marketing: é o marketing direto via e-mail distribuído para um mailing segmentado. • Publicidade on-line: anúncios, pagos ou gratuitos, que ajudam a acelerar o processo de decisão de compra. • Pesquisa on-line: é o processo de coleta de informações sobre o consumidor e a marca, através de pesquisas de opinião, com o intuito de saber qual é a imagem da empresa em meio ao público. • Monitoramento: consiste no monitoramento das menções do público sobre a marca, das ações dos concorrentes e dos resultados obtidos através das estratégias do marketing digital. Ao implementar tais estratégias de forma integrada, além de exercer uma presença digital, a empresa conseguirá aproveitar grande parte das possibilidades que a rede oferece. Assim, podemos conceituar o termo marketing digital como “o marketing que utiliza estratégias de algum componente digital no mix marketing: produto, preço, praça ou promoção” (GABRIEL, 2010, p. 104). Além dos 4 Ps do marketing tradicional, temos os 8 Ps do marketing digital (VAZ, 2011), que podem funcionar como roteiro a ser seguido para que as estratégias do marketing digital sejam desempenhadas com êxito. O quadro a seguir apresenta as etapas e os seus respectivos conceitos. Quadro 1 – Os 8 Ps do mix do marketing digital Pesquisa A empresa executa uma investigação sobre os hábitos de consumo do usuário para traçar um perfi l preciso do público-alvo. Conhecer o consumidor é o princípio para estabelecer a comunicação. Planejamento Criação do planejamento das estratégias de marketing digital, objetivos gerais e específi cos e a defi nição de metas. Nesta parte, é analisado como atingir as me- tas traçadas e mapear a concentração dos esforços na obtenção dos resultados. Produção Transformação de ideias em ferramentas de vendas. Executar as ações elaboradas no planejamento. Essa etapa requer um acompanhamento, ver- ifi cações e testes. Quanto mais simulações forem realizadas, maior a chance de diminuir os erros. Publicação Conteúdo persuasivo e interessante disponibilizado pela empresa para o pú- blico-alvo. O conteúdo pode ser materializado em diferentes formatos midiáti- cos, tais como: texto, imagem, áudio e vídeo. Promoção Campanhas promocionais no ambiente on-line, buscando resultados em curto prazo. Pode ser arquitetado uma landing page ou um hotsite, que funcionará como a porta de acesso para um novo cliente fi sgado pela promoção. 16 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Propagação Divulgação em redes sociais digitais, expandindo o tráfego e a presença on-line da marca na rede. O objetivo aqui é dar “viralidade” ao conteúdo da empresa, possibilitando sua propagação, passando de boca a boca, de um consumidor para outro. A comunicação viral ocorre posteriormente ao impacto da mensagem, quando os consumidores se sentem confortáveis em transmitir a mensagem adiante. Personalização Planos de marketing de relacionamento via web, com o objetivo de fi delizar mais clientes. É o relacionamento com o cliente, utilizando os canais digitais (e-mail, redes sociais digitais etc.) para uma comunicação direta e consequen- temente para informá-lo sobre as novas promoções da empresa. Precisão Dimensão do tráfego de acessos e das metas atingidas no site da empresa, mostrando os resultados alcançados. É a mensuração dos dados e dos pos- síveis resultados atingidos. Fonte: Adaptado de Vaz (2011). Nota-se que existem diferentes estratégias que podem ser desencadeadas dentro do marketing digital. Para tanto, faz-se necessário um acompanhamento constante das atualizações de cada plataforma digital, assim como as migrações que acontecem dos usuários de uma rede para outra. Aplicando as ações planejadas e segmentadas de acordo com cada objetivo predefi nido, elas tendem a fornecer uma vantagem competitiva às empresas. Mantenha-se “[...] conectado ao que está acontecendo e enxergue as tendências consolidadas antes dos seus concorrentes” (TORRES, 2010, p. 51). A tática dos 8 Ps do mix do marketingdigital auxilia-nos a manter um direcionamento ao relacionar conceito e método a ser executado. É relevante compreender o conceito de cada um dos “Ps” individualmente, assim como analisar sua adaptabilidade para cada mercado, buscando atender a sua necessidade. Neste sentido, agora que defi nimos os conceitos introdutórios nos dois tópicos abordados até o presente momento, vamos adentrar no assunto principal dessa unidade, iniciando pelo conceito de SEO. Conceito do SEARCH ENGINE OPTIMIZATION O surgimento dessa terminologia não é exato, mas as pistas remontam a três hipóteses de sua origem. A primeira relata que Bob Heyman e Leland Harden usaram esse termo técnico verbalmente e conseguiram melhorar a posição do site de um de seus clientes nos buscadores. A segunda, aponta para um e-mail assinado por Danny Sullivan, relatando um spam disparado pela Usenet em 1997, no qual o termo foi citado. E a última hipótese sugere que, no ano de 1997, a empresa Multimedia Marketing Group (MMG), de John Audette, possuía páginas 17 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 on-line que usavam tal expressão. À época, os sites eram organizados em ordem alfabética, a partir da adesão dos motores de pesquisa, foram inventados algoritmos para determinar as páginas mais relevantes e sua correlação com as palavras-chave digitadas pelos usuários. As técnicas de SEO consistem em um tema de linguagem específi ca e vasta, algo que não pode ser simplifi cado em apenas uma seção, por isso que uma unidade inteira foi destinada à temática. O Search Engine Optimization visa atingir a melhor posição nos buscadores, para tanto, compreender as motivações dos usuários ao executar uma pesquisa se faz necessária para defi nir a melhor estratégia de otimização e seu emprego de forma efi caz. O Google é o mais popular “motor de busca”, gestado como uma função computacional de rastreamento de informação disponibilizada na internet, empregando palavras-chave rastreadas e indexadas pelo robô de busca (Googlebot). A empresa tem, como missão principal, o anseio de organizar o conteúdo de toda a web nas suas pesquisas, por isso disponibiliza normativas para ajudar os desenvolvedores, como um guia de “otimização de mecanismos de pesquisa (SEO) para iniciantes” e até mesmo detalha as “etapas para criar um site amigável ao Google”. Dessa forma, os próprios desenvolvedores facilitam o trabalho dos robôs de busca, sinalizando o conteúdo relevante e construindo estruturas digitais que possam ser escaneadas por eles. Por isso, a maioria das técnicas visualizadas nessa apostila terá grande sintonia com a plataforma. As técnicas de otimização para os motores de busca se alteraram com o passar do tempo, algumas caíram em desuso e outras surgiram, e isto deve fi car claro. As normativas aqui apresentadas não são exatas e engessadas, a cada nova atualização do algoritmo tudo pode mudar, exigindo dos interessados formação constante para fi carem por dentro das novas diretrizes de qualifi cação dos resultados orgânicos. Independentemente das atualizações dessas normativas, compreender os anseios dos usuários no instante que a pesquisa é realizada, é a chave do sucesso. Identifi car quais as respostas mais assertivas que se busca. Por sua vez, entregar a solução almejada pode ser o encontro de determinados produtos, marca ou serviço. Assim, iniciamos os primeiros trabalhos de SEO. Compreendendo os conceitos básicos da otimização de sites para serem encontrados pelos buscadores, já podemos introduzir alguns aspectos mais técnicos da linguagem de SEO. O contexto das buscas orgânicas tem como premissa o conteúdo de qualidade, o que deu origem ao bordão na web: O Search Engine Optimization visa atingir a melhor posição nos buscadores, para tanto, compreender as motivações dos usuários ao executar uma pesquisa se faz necessária para defi nir a melhor estratégia de otimização e seu emprego de forma efi caz. 18 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) “conteúdo é o rei”. O conteúdo pode ser formado por áudio, vídeo e fotos, mas o texto em si é que tem maior relevância, pois ele formará as keywords ou palavras-chave. Antes de produzir qualquer conteúdo, é necessário pesquisar pelas palavras em potencial usadas para cada fi nalidade. Nem sempre as palavras-chave imaginadas são as que os usuários empregam na pesquisa. Realizar essa busca irá descobrir as terminologias que tendem a trazer acessos de qualidade para um site, e compreender as intenções dos usuários quando fazem uma visita. Keywords bem categorizadas geram tráfegos de qualidade, mas somente isso não garante um bom ranqueamento, é preciso um conteúdo exclusivo e relevante. O Google não divulga integralmente todos os elementos levados em consideração pelo seu algoritmo, o qual identifi ca mais de 200 itens em cada varredura por página, porém eles fornecem orientações aos desenvolvedores, como abordamos anteriormente. Assim, vamos listar alguns critérios identifi cados pela plataforma, tendo como base o guia de “otimização de mecanismos de pesquisa (SEO) para iniciantes”. • A data de registro do domínio, quanto mais antigo melhor. • O tempo de existência do conteúdo. • Exclusividade do conteúdo produzido. • Com que frequência o conteúdo é produzido dentro do site. • O volume do texto ofertado e a quantidade de palavras produzidas representava certa relação até 2005. • A qualidade das palavras-chave usadas dentro do conteúdo. • A data em que um hyperlink foi criado e a reputação da página que ele direciona. • A relevância dos hyperlinks que direcionam para conteúdos externos ao site. • Textos âncoras associado aos hyperlinks externos. • A importância de uma página ao direcionar os acessos para um determinado website. • A quantidade de vezes que esse website foi citado, mostrando que seu conteúdo é relevante para a pesquisa. • Os aspectos gerais do site, se ele está negativado (black list do Google) por uso de extensões de meta-tags. • A própria classifi cação do PageRank que o algoritmo determina. • As palavras associadas no banco de dados do robô de busca. • Pontos negativados dos hyperlinks de entrada, aqueles que se originaram de páginas de baixo relevância. • A velocidade de criação de diferentes links de acesso para um site, isso pode sugerir uma ação premeditada com fi nalidade comercial na compra dos hyperlinks. 19 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Palavras-chave próximas de hyperlinks de entrada, apontando para um acesso externo, dando a clara ideia de "link patrocinado". • O emprego da tag "rel=nofollow" na estrutura de ranqueamento interno da página. • Espessura da estruturação dos documentos dentro do website. • As métricas recolhidas de diferentes fontes de informações, tais como plataformas de monitoramento que enviam dados para um site em particular. • As métricas oriundas do Google AdWords, Google Adsense, Google Toolbar etc. • As métricas provenientes do compartilhamento de informações com interessados de terceira ordem, tais como provedores ou monitores de dados estatísticos. • A velocidade na qual um link é removido depois de apontar para uma determinada página. • Subdomínios com palavras-chave e conteúdo com pontuação negativada. • As vinculações semânticas dos arquivos de documentos nos servidos. • Qualidade do número de IP do serviço junto ao site de hospedagem. • Redirecionamentos de portaria “301”, em vez da “302” que é temporária. • Cabeçalho de página com “Error 404”, em vez de “Error 200”, destinado às páginas não existentes. • Usar de forma apropriada os arquivos “robots.txt”. • A confi abilidade do servidor. • Se o conteúdo é apresentado de formas diferentes para cada novo tipos de usuários que acessa. • A existência de hyperlinks quebrados. • O conteúdo ofertado ser rotulado como: inseguro ou ilegal. • A qualidade do código HTMLsem apresentar erros. • A taxa de cliques reais mapeados pelos buscadores nas listas de resultados. • A importância determinada pelos usuários nas páginas mais frequentes – Otimizador de Desempenho de Programas (ODP). • A velocidade que o site é carregado. • A utilização de URLs amigáveis. • O envio de arquivos XML pelo Google Webmaster Tools, contendo o mapa de páginas mais relevantes. • Site que apresente uma versão mobile ou responsiva. • Utilização de Flash, Ajax, página em Iframe etc. que não são indexáveis. • Redirecionamentos “301” dispensáveis entre os hyperlinks internos. • A compactação de arquivos de: imagens, CSS e Java Script. • Taxa de rejeição baixa de acordo com os dados do Google Analytics. • O melhor percentual de CTR (Cliques por impressão) nos buscadores, de acordo com o Seach Analytics. 20 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Nesta seção compreendemos os conceitos e benefícios das técnicas para aperfeiçoar a visibilidade e relevância de uma página nos resultados de busca orgânicos, destacando, assim, as classifi cações. Neste sentido, o Search Engine Optimization pode ser visualizado como um conjunto de técnicas que devem ser somadas às estratégias de um website. Os elementos de tais processos as tornam mais signifi cativas para os motores de busca, ressaltando sua importância. A seguir, vamos entender o funcionamento de outros buscadores além do Google, conhecer quais deles ainda estão em funcionamento e nos informar sobre os pioneiros no garimpo de informações digitais. Search Engine Optimization pode ser visualizado como um conjunto de técnicas que devem ser somadas às estratégias de um website. Atividades de Estudos: 1) O que é SEO? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 2) O SEO infl uencia nos resultados pagos? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ Funcionamento Dos Buscadores Na internet existe uma quantidade ilimitada de dados, ilimitada porque a cada instante uma nova informação é subida à rede, assim, seria praticamente impossível acessar todas elas sem usar um mecanismo de busca. Existiram diversas ferramentas de busca que foram surgindo desde o início da web, tais como: Archie (1990), Wandex (1993), Excite (1993), Aliweb (1993), Infoseek (1993), Cadê (1995), Sapo.pt (1995), Altavista (1995), Dogpile (1996), Inktomi (1996) entre outros; cada qual com uma lógica própria para garimpar as informações on-line. 21 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Quando falamos de busca na internet, a primeira palavra que vem a nossa mente é Google. Ele é o principal motor de busca dentro da grande rede de computadores conectados entre si, mas não é o único. Existem outros buscadores que proporcionam os mesmos serviços com resultados diferenciados e únicos, os quais podem tornar os resultados das suas pesquisas visualizadas por outros prismas. No entanto, o Google destaca-se por diversas razões, por isso será o último item que iremos abordar. Listamos a seguir outras plataformas de busca que continuam em funcionamento até a presente data de elaboração desse material didático. Existem outros buscadores que proporcionam os mesmos serviços com resultados diferenciados e únicos, os quais podem tornar os resultados das suas pesquisas visualizadas por outros prismas. Conheça a história dos buscadores e veja como o Google alcançou o topo”. Disponível em: <https://canaltech.com.br/internet/ conheca-a-historia-dos-buscadores-e-veja-como-o-google-alcancou- o-topo-47289/>. Acesso em: 20 dez. 2017. • Ask (ask.com): pertence à InterActive Corporation, fundada em 1996 por Garrett Gruener e David Warthen na Califórnia. O Ask tem interfaces customizadas para diferentes países, tais como: Alemanha, Brasil, Espanha, Itália, Japão, Reino Unido etc. Figura 1 – Layout do site de busca Ask Fonte: O autor. 22 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Baidu (baidu.com): o site Baidu é de origem chinesa, proporcionando buscas na internet por meio de imagens, vídeos, além de um tradutor. Figura 2 – Layout do site de busca Baidu Fonte: O autor • Bing (bing.com): pertence à Microsoft, acompanha os pacotes de Windows, apresenta buscas por imagens, vídeos, notícias, mapas, e um tradutor on- line. Ele não tem muitos fi ltros detalhados para refi nar os resultados. Figura 3 – Layout do site de busca Bing Fonte: O autor. • Blippex (blippex.org): é um buscador mais simples e só oferece buscas em formato de texto. Seu mecanismo leva em consideração o fator 23 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Figura 4 – Layout do site de busca Blippex Fonte: O autor. • Dogpile (dogpile.com): este buscador seleciona seus resultados de pesquisa ao puxar links de outros mecanismos de pesquisa, tais como: Google, Yahoo ou Yandex. Seus resultados de busca de informações, imagens, vídeos, news e shopping têm como base diferentes motores de busca. humano na classifi cação dos resultados, não é como o Pagerank do Google, o do Blippex se chama: Dwellrank. Esse motor de busca ordena os resultados tendo como base o tempo que outros usuários permaneceram visitando cada site, ou seja, depois de ter clicado em cada link oferecido pelo usuário. Para tanto, ele precisa colher esses dados anonimamente de cada usuário. Essa lógica diferenciada faz dele um buscador inovador. Figura 5 – Layout do site de busca Dogpile Fonte: O autor. 24 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • DuckDuckGo (duckduckgo.com): o site respeita a privacidade de seus usuários, ou seja, ele não rastreia as buscas com cookies e outros recursos que são armazenados no dispositivo do usuário. Essa política garante que os dados não serão manipulados pelo buscador. O seu mecanismo de pesquisa deriva de um proxy, as pesquisas do usuário não são salvas. Oferece pesquisas por imagens e vídeos. Outra curiosidade é que o seu código é totalmente aberto. Figura 6 – Layout do site de busca DuckDuckGo Fonte: O autor. • Ecosia (ecosia.org): o diferencial desse motor de pesquisa é que ele compartilha a renda gerada por suas consultas, e faz a doação de 80% para um projeto com a fi nalidade de plantar árvores no Brasil. Seus servidores utilizam eletricidade produzida por fontes renováveis. A plataforma usa tecnologia do Yahoo e da Nimg que, por sua vez, não possuem políticas ambientais, ao contrário do Google. Figura 7 – Layout do site de busca Ecosia Fonte: O autor. 25 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Gibiru (gibiru.com): é um navegador que disponibiliza no resultado a busca por conteúdos censurados. Vale ressaltar que grande parte dos resultados de uma simples busca na internet é exibida após a remoção do conteúdo censurado. Com o Gibiru você terá acesso a todos os resultados da pesquisa, inclusive àqueles que foram censurados para usuários regulares, mas ele oferece privacidade para usuários que acessam tais conteúdos, sua pesquisa é protegida através do próprio mecanismo de pesquisa que inclui um proxy anônimo. Figura 8 – Layout do site de busca Gibiru Fonte: O autor. • Goodsearch (goodsearch.com): é um buscador que usa o mecanismo de pesquisa do Yahoo, porém, ele tem um diferencial que o torna especial. A lucratividade dos anúncios é revertida para entidades carentes de qualquer parte do mundo. O usuário tem a opção de recomendar a organização que receberá o dinheiro resultante das pesquisas. Metadedela vai para a entidade escolhida pelo usuário. Para tanto, é necessário criar uma conta e acompanhar as doações para as ONGs. Figura 9 – Layout do site de busca Goodsearch Fonte: O autor. 26 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Ixquick (ixquick.com): esse buscador não guarda informações ou histórico das pesquisas feitas pelo usuário, é um motor de busca com foco na privacidade do usuário. Ele utiliza apenas preferências delimitadas pelo usuário, que são descartadas após 90 dias de inatividade na plataforma. Inclui pesquisa de imagens e vídeos. Os resultados da pesquisa se baseiam em versão própria da ferramenta quanto à qualifi cação de um link. Vale ressaltar que o Ixquick é o buscador padrão utilizado pelo navegador Tor. Figura 10 – Layout do site de busca Ixquick Fonte: O autor. • Lycos (lycos.com): é um buscador que está ativo desde o início da internet, datado de 1995. Embora seja difícil obter resultados em espanhol e alguns outros idiomas pontuais. Um fato curioso é que a Lycos começou como um projeto de pesquisa do campus de Carnegie Mellon University, Pittsburgh em 1994. Figura 11 – Layout do site de busca Lycos Fonte: O autor. 27 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Qwant (qwant.com): é uma ferramenta de origem francesa que além dos resultados garimpados pela web, tais como imagens, vídeos e música, também apresenta a categoria "social", que realiza a pesquisa em diferentes redes sociais digitais. Outra categoria interessante é a que marca os "cadernos", focando no aspecto visual e realizando a pesquisa dentro do Pinterest. Figura 12 – Layout do site de busca Qwant Fonte: O autor. • Archive Wayback Machine (archive.org): tecnicamente esse site não é um mecanismo de busca na web, porém como o próprio nome sugere, ele permite aos usuários pesquisar o passado de qualquer página da web. É possível visualizar as mudanças que uma home page (página principal) sofreu ao passar dos anos. É ainda uma fonte de livros públicos, imagens, softwares, fi lmes, vídeos etc. Figura 13 – Layout do site de busca Archive Wayback Machine Fonte: O autor. 28 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Webcrawler (webcrawler.com): é um antigo motor de buscas de metasearch que ainda sobrevive. Ele realiza buscas ao puxar dados de diferentes mecanismos como: Google e Yahoo. Ele pesquisa por imagens, vídeos e notícias. O usuário tem acesso ao histórico de pesquisas recentes, bem como sugestões de palavras-chave relacionadas à pesquisa realizada. Figura 14 – Layout do site de busca Wolfram Webcrawler Fonte: O autor. • Wolfram Alpha (wolframalpha.com): sistema de pesquisa semântica, possibilitando analisar: imagens, equações matemáticas, conversão métrica, estatísticas, entre uma série de outras categorias e tipos de arquivos. Figura 15 – Layout do site de busca Wolfram Alpha Fonte: O autor. 29 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Yahoo! (br.search.yahoo.com): é um dos buscadores mais antigos ainda operantes, conhecido globalmente. Entre suas funções de busca estão: imagens, vídeos, notícias, esportes, fi nanças, respostas do “Yahoo Answers”, shopping, celebridades, vida e estilo, cinema, além de uma ligação direta com o Flickr. A empresa Yahoo, fundada por Jerry Yang e David Filo em 1994, foi uma das pioneiras da internet em meados da década de 1990. Em julho de 2016, a Verizon Communications iniciou a compra dos principais negócios da Yahoo, e em fevereiro de 2017, a negociação foi concretizada por US$ 4,48 bilhões. Verizon anuncia compra de negócios de internet do Yahoo por US$4,83 bi”. Disponível em: <https://br.reuters.com/article/topNews/ idBRKCN1051JD>. Acesso em 19 dez. 2017. Figura 16 – Layout do site de busca Yahoo Fonte: O autor. • Yandex (yandex.com): é um buscador russo que oferece buscas na web, como: vídeos, mapas, tradutor, um aplicativo de métricas (semelhante ao Google Analytics), possui navegador próprio, aplicativos móveis, hospedagem em nuvem (Yandex Disk), entre outros recursos. 30 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 17 – Layout do site de busca Yandex Fonte: O autor. • Google acadêmico (scholar.google.com.br): é um buscador do Google que executa pesquisas de trabalhos científi cos acadêmicos de grande variedade. Ele classifi ca os resultados por ordem de relevância de acordo com os critérios do local de publicação, frequência das citações e relevância do autor. Além disso, permite que os autores criem perfi s dentro da plataforma para agrupar seus artigos e articular com outros autores, disseminando conhecimento e gerando engajamento entre a comunidade científi ca. Figura 18 – Layout do site de busca Google Acadêmico Fonte: O autor. • Google (google.com.br): é o buscador mais notório da rede mundial de computadores, com início de suas atividades em 1996, por isso vamos nos ater um pouco mais a esse item. A base de informações indexada nas suas respostas é atualizada diariamente. O Crawler Googlebot é um "robô" responsável pela missão constante de se atualizar e classifi car as informações a partir de todos os endereços mapeados pela ferramenta (CHEONG, 1996), capaz de realizar buscas em mais de 300 tipos de extensões de arquivos. Especifi camente sobre o algoritmo de busca, chamado PageRank, trataremos em profundidade na seção cinco deste capítulo. 31 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Seu leiaute simples (clean) chama mais a atenção, um aspecto valorizado desde a sua concepção, o site é leve, sem poluição visual, as opções são de fácil localização. Além do mecanismo de busca, ele oferece outros serviços, tais como: Google News, Gmail, o Google Talk, Google Earth, Maps, entre outros. Figura 19 – Layout do site de busca Google Fonte: O autor. Quando o usuário realiza uma pesquisa por informações em um buscador, independentemente de qual seja, ele será afetado por uma publicidade veiculada por meio de links patrocinados, desencadeando uma dinâmica comercial que é um dos pilares de sustentação da internet. Por isso, nessa seção, apresentaremos um olhar mais amplo sobre os diferentes motores de busca em funcionamento. A posição de uma empresa nos primeiros ranqueamentos em uma busca auxilia a atrair novas visitas para um determinado website, pois todos podem ser futuros clientes. Esse é o primeiro passo: ser visualizado para que o usuário saiba da existência de uma empresa, marca, serviço ou produto, somente após isso é que podemos dar sequência: cercar e seduzir o consumidor em potencial para que ele siga as estratégias elaboradas. Todos os aspectos de um site, do marketing de conteúdo, ações e monitoramento de concorrentes fazem parte de uma rotina constante quando trabalhamos com SEO. Na seção seguinte vamos entender a diferença entre uma busca paga versus uma orgânica, uma distinção que parte do público leigo não compreende durante o ato da navegação digital. 32 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Atividade de Estudos: 1) Apresentar os buscadores diferentes daqueles que você conhece foi o que fi zemos. Agora é sua vez de participar empiricamente e se familiarizar com esses outros buscadores. Eles podem trazer novos olhares e apresentar conteúdos que fogem dos tradicionais. Entre nos buscadores que indicamos a seguir e pesquise por “marketing digital”, faça a mesma pesquisa em cada um dos diferentes buscadores e compare o que cada um considerou relevante. Liste os três resultados orgânicos e os patrocinados que ele apresentou. a) https://duckduckgo.com/ Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) b) br.search.yahoo.com Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) c) https://www.bing.com Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) 33 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEOCapítulo 1 d) https://www.ask.com/ Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) e) http://www.lycos.com/ Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) f) http://gibiru.com/ Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) g) https://www.qwant.com/ Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) 34 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Busca Paga Versus Busca Orgânica Faz-se necessário compreender o funcionamento da ferramenta e a forma que ela exibe os resultados de uma pesquisa. Elas são separadas entre resultados pagos (anúncios) e orgânicos (gratuitos). Inicialmente, é preciso esclarecer que as estratégias de marketing digital em motores de busca Search Engine Optmization (otimização para motores de busca) afetam direta e unicamente as buscas orgânicas resultantes de qualquer pesquisa em um buscador, ou seja, as técnicas de SEO não infl uenciam as buscas pagas ou aquelas patrocinadas, como no caso do Google Adwords, uma das plataformas mais usadas atualmente. As estratégias de marketing digital em motores de busca Search Engine Optmization (otimização para motores de busca) afetam direta e unicamente as buscas orgânicas resultantes de qualquer pesquisa em um buscador. Figura 20 – Diferença entre resultado pago e orgânico Busca patrocinada Busca orgânica Fonte: O autor. Na imagem anterior, os resultados marcados pelo quadro vermelho são patrocinados, os quais são pagos por um anunciante pelo clique de um usuário através do Google AdWords. Vale ressaltar que nessa apostila iremos falar exclusivamente da otimização orgânica, visualizada no quadro azul, que tende a receber a concentração de cliques. A estrutura das buscas é composta inicialmente por um robô que rastreia as home pages que localiza. Basicamente, ele acessa cada link e realiza a leitura de todo o conteúdo que uma página oferece, gerando um arquivo para os servidores dentro do Google. Quando uma busca é feita pelo usuário, o Google procura dentro desse arquivo, gerado pelo robô, o que ele considera que possa responder da melhor forma ao usuário. Essa função descrita é realizada por um algoritmo. 35 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Na seção seguinte, vamos explicar detalhadamente esse algoritmo, mas de antemão listamos apenas alguns pontos que serão detalhados. • Títulos de páginas são mostrados nos resultados de busca. O cabeçalho do site pode exibir o nome da empresa, marca, produto ou serviço, bem como as demais informações relevantes, tais como: endereço, dados de contato e ofertas. Crie títulos originais para as páginas. • URLs simples permitem acessar os dados com efi cácia, é importante ressaltar que elas são exibidas nos resultados da busca. Invista na arquitetura das URLs utilizando palavras-chave nelas. • O site deve ter navegabilidade, ou seja, exibir simplicidade na sua navegação. • Proporcione conteúdo relevante e de qualidade nos serviços ofertados. Uma homepage com qualidade desperta o interesse do usuário e estará melhor posicionada organicamente em relação aos concorrentes. • A estrutura textual precisa ser de fácil entendimento, quanto mais rebuscado, menor a probabilidade de ele ser absorvido na totalidade. • Otimize o emprego de vídeos, áudio e imagens. Por mais que não seja o foco principal, faz-se necessário passar uma pequena noção de como funciona a rede de display da plataforma. Em cada busca realizada, o Google pesquisa na sua base de anunciantes do sistema AdWords quais anúncios são relevantes à palavra-chave procurada. Se o anúncio for relevante, mais alta a probabilidade do mesmo ser clicado a cada nova busca. Após identifi car os anunciantes participantes do leilão da palavra-chave, o Google ranqueia os anúncios tendo como base dois fatores: • Preço máximo que o anunciante estipulou por clique para aquela determinada palavra-chave. • Índice de qualidade do anunciante em torno da palavra-chave. 36 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 21 – Busca pelo termo “iphone X” Fonte: O autor. Paralelo a esta discussão técnica sobre SEO, o que gostaríamos que fosse absorvido por você, acadêmico, é que o foco de um usuário deve estar na sua experiência agradável dentro de um ambiente digital. Leve em consideração seus consumidores e zele pela qualidade do conteúdo relevante ofertado, essa é a razão que faz um usuário acionar um buscador. Utilizar armadilhas para se elevar no ranking orgânico dos resultados não vai gerar o resultado esperado, é uma forma de se iludir. A otimização do marketing digital para as máquinas de busca visa aumentar a probabilidade de uma página tornar-se relevante quando buscada, por isso deve-se ter clareza: o consumidor fi nal é o usuário que realiza uma busca e não um motor de busca em si. A seguir detalhamos o funcionamento do algoritmo do Google. Utilizar armadilhas para se elevar no ranking orgânico dos resultados não vai gerar o resultado esperado, é uma forma de se iludir. Atividades de Estudos: 1) O que são resultados orgânicos? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 37 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 2) O que são resultados pagos? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ Algoritmo do Google Diferentes elementos interferem no ranqueamento de um resultado de busca no Google, e é importante deixar claro que eles estão em constante mutação, logo, as orientações explanadas nessa seção fazem sentido dentro de um contexto de espaço e tempo, podendo ser alteradas sem aviso prévio pela própria empresa. Esse é um dos desafi os de quem trabalho com SEO, aprender a conviver em um mundo na “versão Beta”, buscando o aperfeiçoamento constantemente para determinar o que é relevante para os motores de buscas na hora de rastrear uma página on-line. Independentemente das possíveis mudanças que possam surgir, o objetivo do Google tende a permanecer o mesmo: identifi car as respostas mais assertivas para as diferentes pesquisas realizadas pelos usuários. O Google apresenta distintos sistemas de indexação de dados que consideram a relevância de diferentes aspectos dos websites, tais como: data da publicação, conteúdo, determinadas terminologias destacadas no texto, fotos, vídeos e outros mais. Em 1999, a maioria das empresas existentes empregava somente elementos primários na identifi cação da relevância de uma página, tal como a quantidade de vezes que uma palavra se repetia dentro de uma página. Já o algoritmo desenvolvido pelos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, quando eram estudantes na Universidade de Stanford, pressupunha a noção de que a web realizava um “concurso de popularidade” contínuo sobre o seu próprio conteúdo on-line. Além disso, a quantidade de vezes que uma determinada página dentro da web apresentava hyperlinks em outros sites, poderia ser uma forma de medir sua utilidade e relevância. O link de uma homepage para outra era uma forma de recomendação, e foi com base nessa convicção que a ferramenta de busca do Google foi estruturada, conforme visualizaremos na fi gura a seguir. Independentemente das possíveis mudanças que possam surgir, o objetivo do Google tende a permanecer o mesmo: identifi car as respostas mais assertivas para as diferentes pesquisas realizadas pelos usuários. 38 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 22 – Estrutura de apontamentode links da web Fonte: Page et al. (1999, p. 3). A dissertação acadêmica dos fundadores emoldurou esse raciocínio, em essência, o Google interpreta um link da página A para página B, como um voto da página A em prol da página B, o Google avalia a importância de uma página pelos votos que ela recebe (PAGE et al., 1999). Em outras palavras, quanto maior o número de ligações apontando para uma página, maior é seu grau de importância no Google. Assim, esse site apresenta uma maior probabilidade de conseguir uma boa posição nos resultados de busca, o PageRank aponta o que os usuários elegeram como os sites de maior relevância sobre um determinado assunto investigado. O Google interpreta um link da página A para página B, como um voto da página A em prol da página B, o Google avalia a importância de uma página pelos votos que ela recebe Figura 23 – Cálculo simplifi cado de PageRank Fonte: Page et al. (1999, p. 5). 39 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Neste sentido, o Google analisa as terminologias mais pesquisadas pelos usuários e faz a verifi cação dos respectivos sites que abordam aquela temática. A lógica inicial do algoritmo determina a atribuição de uma pontuação, chamado PageRank, às páginas da internet, de acordo com a qualidade e quantidade de ligações, externas ou internas que apontavam para o site. Ele continua sendo um dos elementos determinantes na defi nição da ordem que as páginas são apresentadas nos resultados de busca do Google, além de outras atribuições que foram acrescentadas com o passar do tempo. Figura 24 – Sequência do cálculo do PageRank Fonte: Page et al. (1999, p. 4). Mostraremos brevemente um pouco da visão geral da arquitetura do Google, esquematizada na fi gura a seguir. A maior parte do seu sistema é implementada usando a linguagem de programação “C ou C++”, para poder ser rodada nos sistemas Solaris ou Linux (BRIN; PAGE, 2012). O download de páginas da internet é realizado por vários rastreadores distribuídos dentro da grande rede. Existe um servidor para as URLs que envia listas para serem buscadas pelos rastreadores, os sites mapeados são enviados para o servidor que os armazena. Todo site possui uma identifi cação chamada “docID” que é atribuída quando uma nova URL é analisada fora de uma página. Com isso, a função de indexar é realizada e ela já tem sua classifi cação. Cada documento identifi cado é convertido em um conjunto de ocorrências de palavras-chave chamadas “hits”. Eles registram cada palavra, sua posição no documento, o tamanho da fonte e outras informações. Na sequência, os hits são distribuídos em um conjunto de "barris", criando um índice avançado parcialmente classifi cado. O indexador analisa todos os links em cada site, armazena as informações importantes em “arquivos de âncoras”, com dados sufi cientes para determinar o local 40 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) em que cada link aponta e que palavra foi usada para linkar (fazer uma conexão). Depois, as informações são combinadas, gerando um banco de dados com links e “docIDs”, que são usados para calcular os PageRanks para todos os documentos. Figura 25 – Visão geral da arquitetura do Google Fonte: Brin e Page (2012). O Google oferece também um recurso bem efi caz chamado "Em cache". A plataforma armazena quase todas as homepages mapeadas pelo robô de busca e permite que seu conteúdo possa ser acessado, mesmo quando a página de origem não esteja mais operando na rede, ou seja, acessar a cópia do site que está guardada no Google. Muitas atuações podem ser executadas e atribuídas como técnicas de SEO, tais como a velocidade de carregamento e navegabilidade de uma página, disposição semântica da estrutura do código fonte, os links das próprias páginas internas, o arranjo do conteúdo ofertado, o emprego correto da diagramação do texto (negritos, itálicos, link, palavras-chave etc.) que auxiliam a otimizar a experiência de navegação dos novos visitantes. Com o aperfeiçoamento do algoritmo, a plataforma consegue deixar de medir a quantidade de indicação para um site, para medir como os usuários comportam-se no ambiente digital. A expertise dos robôs de busca consegue aferir os conteúdos mapeados e se fazem sentido dentro do contexto da pesquisa. Na fi gura a seguir visualizamos uma ilustração usada pelo Google em um dos seus diversos materiais didáticos para facilitar a compreensão dessa linguagem. Com o aperfeiçoamento do algoritmo, a plataforma consegue deixar de medir a quantidade de indicação para um site, para medir como os usuários comportam-se no ambiente digital. 41 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Figura 26 – Ilustração do Googlebot, o robô de busca do Google Fonte: Google (2011, p. 3). Dessa forma, o buscador sempre vai exibir as melhores opções de conteúdos relevantes para o questionamento de cada usuário. Esse é o fator mais importante e não apenas a eleição e ordenamento de quais páginas conseguem melhor se posicionar nas pesquisas. É por essa efi ciência que o Google detém a maior preferência dos usuários. Nessa seção, portanto, entendemos a importância dos hyperlinks e o papel decisivo que exercem no algoritmo do Google, os quais determinam a relevância dos sites que aparecem em primeiro lugar nos resultados das pesquisas. Com o processo de evolução da web, novas variáveis de classifi cação tendem a surgir, porém os links continuarão a desempenhar um papel importante dentro do motor de busca, justamente por serem a ligação entre os diferentes sites que surgem a cada instante dentro da rede. A seguir, conheça a Search Engine Results Page (SERP) e seus critérios de pesquisa, detalhando um pouco mais sobre a expertise do mecanismo do Google. O buscador sempre vai exibir as melhores opções de conteúdos relevantes para o questionamento de cada usuário. ConHecendo a SerP (SEARCH ENGINE RESULTS PAGE) e os Critérios de PesQuisa A terminologia técnica aplicada aos resultados de pesquisas é SERP – Search Engine Results Page –, em tradução livre, Página de Resultados do Motor de Busca ou Página de Resultados de Busca. Essas páginas são o resultado de uma busca, com elas o SEO pode melhorar o posicionamento orgânico de um site em relação aos demais. Logo, entender a dinâmica do buscador do Google é necessário para aprimorar as páginas, colocando-as em posições de destaque organicamente na página inicial. 42 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Antes deste anseio que acabamos de relatar, o tráfego de informações dentro dos buscadores era tratado de forma muito singular, no que se refere às classifi cações dos resultados. As empresas e os demais interessados em serem encontrados em uma busca on-line querem ser visualizados na primeira página da busca e de preferência nos primeiros lugares, para tanto, existem determinados fatores que otimizam essa dinâmica para se posicionar na SERP. Os resultados que aparecem em uma melhor classifi cação tendem a receber consequentemente mais cliques dos usuários, e acessos dos interessados em consumir um determinado conteúdo, produto, marca ou serviço. Essa lógica se dá porque boa parte dos usuários que realiza a pesquisa restringe-se aos resultados exibidos na primeira página dos resultados, assim, as páginas que não são exibidas nela tendem a ser descartadas, perdendo visitantes em potencial. Neste momento, vemos a importância de criar um plano de SEO, cujo objetivo será aumentar a visibilidade de um site, atraindo um público qualifi cado, gerando negócios para a empresa através da web. Seguindo esta linha de raciocínio, os usuários costumam realizar uma pesquisa a partir de um interesse ou propensão a executar um ato. Pode parecer simples, mas entender as motivações de quem acessa um buscador faz parte da complexidade de se entender o ecossistema em torno da temática.Com o passar do tempo, no uso da ferramenta, o enfoque nas classifi cações dos resultados das buscas foi sofrendo pequenas alterações. Inicialmente, as pesquisas apresentavam uma listagem de links azuis ordenados e priorizando os resultados pagos e posteriormente os orgânicos. Atualmente, os resultados se apresentam de forma mais elaborada, contendo: caixa de texto (text box); imagens (fotos, infográfi cos etc.); vídeos; perfi s em redes sociais e demais metadados que auxiliam os usuários a selecionar o resultado que mais os agradam. Sendo assim, a função do motor de busca consiste em: rastrear, indexar, ranquear e exibir os resultados de uma pesquisa. O rastreamento de páginas e links consiste na primeira etapa do processo. Nele é realizado uma varredura da web, dentro das homepages, sem restrições de privacidade, que permite identifi car os links entre os milhares de sites na rede. Os crawlers (programas varredores de rede) realizam a cópia de todos esses dados que estão conectados entre si. Na sequência, o motor de busca analisa o código da página e armazena todo o seu conteúdo. Os resultados que aparecem em uma melhor classifi cação tendem a receber consequentemente mais cliques dos usuários, e acessos dos interessados em consumir um determinado conteúdo, produto, marca ou serviço. 43 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 É importante esclarecer que existe diferença entre os dados reais e os dados de navegação dentro de um website. Os dados reais são os presentes na página em si, tais como texto, foto, vídeo, áudio etc. Os dados de navegação são os links no menu da página (home (ou página principal), quem somos, missão, valores, contatos etc.). Estas duas sequências de dados informam aos buscadores a estrutura de um site, indexando em um banco de dados para que no instante que ocorrer uma pesquisa, esses dados sejam utilizados. Após todos os dados serem mapeados e indexados, é criada uma classifi cação da relevância para cada URL, o conhecido ranking que visualizamos em todas as páginas de respostas. A incumbência dos mecanismos é ofertar o conteúdo mais relevante possível naquele momento da pesquisa, já que o próprio motor se aprimora a cada novo ciclo do processo. O site que fi car com o score mais alto tende a aparecer na cobiçada página principal do Google, para aquele determinado resultado de pesquisa. No quadro a seguir, visualizamos um percentual estatístico que mostra a vantagem de se estar bem posicionado no resultado das pesquisas orgânicas do Google, comprovando, assim, a relevância das técnicas de SEO em sites. Os dados são de um estudo realizado pela empresa Chitika Insights, que tinha o objetivo de determinar o valor de posicionamento dos resultados do Google, realizando uma análise para determinar como os cliques são afetados pela classifi cação de resultado. Mesmo sabendo que o algoritmo de busca do site se aperfeiçoa a cada nova atualização, a pesquisa científi ca buscou quantifi car cada ponto em uma página de resultados e o quanto isso representa em termos de tráfego dentro do mecanismo de pesquisa. O primeiro lugar no resultado do buscador recebe quase duas vezes mais cliques do que o segundo colocado. É importante ressaltar que os valores somados não fecham em 100%, pois a empresa considerou cada posição sendo um valor de cliques singular. Apesar do estudo realizado datar de 2013, não existe mudanças signifi cativas de comportamento dos usuários, os números seguem nas mesmas disposições. O primeiro lugar no resultado do buscador recebe quase duas vezes mais cliques do que o segundo colocado. 44 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Quadro 2 – Percentual de cliques orgânicos nos resultados de busca do Google Google Result Page Rank Average Traffi c Share 1 32.5% 2 17.6% 3 11.4% 4 8.1% 5 6.1% 6 4.4% 7 3.5% 8 3.1% 9 2.6% 10 2.4% 11 1.0% 12 0.8% 13 0.7% 14 0.6% 15 0.4% Fonte: Adaptado de Chitika Insights (2013). Por fi m, nesta seção, detalhamos de funcionamento do SERP (Search Engine Results Page). Compreender a lógica de exibição das páginas de resultados do motor de busca é fundamental para a elaboração das técnicas de SEO. Essas, por sua vez, auxiliarão na defi nição das estratégias de marketing digital para a geração de leads, cada qual com a sua objetividade. A seguir, vamos abordar o último tópico deste capítulo, o qual é referente aos fatores de ranqueamento dos resultados nos desktops e nos aparelhos mobile, duas lógicas de funcionamento que interferem na experiência dos usuários. Se você quiser conhecer mais sobre os conceitos teóricos, indicamos os dois artigos originais (em inglês) dos criadores do Google. BRIN, Sergey; PAGE, Lawrence. The anatomy of a large-scale hypertextual Web search engine. Computer Networks and ISDN Systems 1998. Disponível em: <http://infolab.stanford.edu/~backrub/ google.html>. Acesso em: 10 abr. 2018. PAGE, L.; Brin, S.; MOTWANI, R.; WINOGRAD, T. The PageRank citation ranking: bringing order to the web. Stanford InfoLab, 1999. Disponível em: <http://ilpubs.stanford.edu:8090/422/1/1999-66.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018. 45 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Fatores de RanQueamento dos Resultados (DesktoP Versus MOBILE) Nesta última seção do capítulo, faremos um apanhado teórico das implicações que o mobile desencadeou na sociedade. Entender isso é fundamental antes de abordarmos especifi camente sobre as especifi cações técnicas entre a mobilidade dos aparelhos e dos desktops. Com a digitalização da sociedade, vivenciamos o aumento das tecnologias móveis digitais. “Como as redes sem fi o, que são compostas pela característica de velocidade e de abrangência, entre outras especifi cidades e diferenciações entre elas; e ainda as redes wi-fi , 3G, 4G (terceira e quarta gerações) e bluetooth” (CARDOSO; PRADO JUNIOR; IACOMINI JUNIOR, 2017a, p. 4), que logo foi absorvido pelas empresas com foco no e-commerce. Alguns elementos fornecem pistas de como essa alteração se desencadeou, tais como: a popularização dos preços dos computadores, smartphones e videogames. Do ponto de vista governamental, a implementação da política de desoneração dos devices (dispositivos) consistiu na isenção dos tributos federais PIS/ Pasep e Cofi ns dos celulares, na venda a varejo, reduzindo o preço dos aparelhos. Tal ação, iniciada em 2013 pelo Ministério das Comunicações, impulsionou a compra e venda de dispositivos e o país alcançou, em agosto de 2015, mais de 280 milhões de linhas ativas na telefonia móvel. As políticas de incentivo somadas às formas de parcelamento de pagamentos resultam no cenário em que o primeiro contato do usuário com a rede é pela tela de um pequeno aparelho que cabe na palma da mão. “Hoje, a cidade informacional do século XXI encontra na cultura da mobilidade o seu princípio fundamental: a mobilidade de pessoas, objetos, tecnologias e informação sem precedente” (LEMOS; JOSGRILBERG, 2009, p. 28). “Hoje, a cidade informacional do século XXI encontra na cultura da mobilidade o seu princípio fundamental: a mobilidade de pessoas, objetos, tecnologias e informação sem precedente” (LEMOS; JOSGRILBERG, 2009, p. 28). “Governo prorroga até 2018 tarifa zero para smartphones, PCs e tablets”. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/economia- e-emprego/2014/08/governo-prorroga-ate-2018-tarifa-zero-para- smartphones-pcs-e-tablets>. Acesso em: 5 jan. 2018. “Em agosto, Brasil soma 280,02 milhões de acessos móveis”. Disponível em: <http://www.anatel.gov.br/institucional/index php?option= com_content&view=article&id=717>. Acesso em: 5 jan. 2018. 46 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Vejamos a fi gura a seguir. Figura 27 – Ilustração do Googlebot, o robô de busca do Google Fonte: Disponível em: <http://visual.ly/reaching-50-million-users>. Acesso em: 2 jan. 2018.No infográfi co anterior, constatamos que se levou cerca de 75 anos para a telefonia chegar a 50 milhões de pessoas. “Hoje um app de iOS e Android ou um game com o Pokemon Go, atingiu 50 milhões de downloads em 19 dias. Nos últimos dez anos, a taxa de adoção de novas tecnologias tem acelerado a uma velocidade vertiginosa” (CARDOSO; PRADO JUNIOR; IACOMINI JUNIOR, 2017b, p. 4). A partir deste panorama, a sociedade se reorganiza e se adapta para novas narrativas hipermidiáticas, em que “cada tecnologia é também um ator, que participa das ações em curso, modifi cando-as, como também os outros participantes” (PRIMO, 2013, p. 24). Quando pensamos em tecnologia móvel, pensamos que sua posse está ligada aos indivíduos que se encontram no topo da cadeia econômica e que usam celulares de última geração. Porém, a base dessa pirâmide de consumo é constituída por elementos mais simples, que cumprem seu papel na circulação de notícias, acesso às redes sociais, aplicativos de e-commerce e navegação on-line. Eles estão, em grande parte, nas periferias que se apropriam dessa tecnologia para distribuir informações sem passar pelos centros metropolitanos, pelo rádio ou televisão. Temos novos componentes em um cenário conhecido pela população que, por sua vez, adota diferentes posturas de interações, sendo assim, “qualquer nova técnica, ideia ou ferramenta, enquanto que permite novas possibilidades de ação pelo usuário, coloca de lado os modos antigos de fazer as coisas” (MCLUHAN, 2007, p. 99). Dados do IBGE apontam que o celular é o principal aparelho de acesso à internet nos domicílios brasileiros, superando os microcomputadores. “qualquer nova técnica, ideia ou ferramenta, enquanto que permite novas possibilidades de ação pelo usuário, coloca de lado os modos antigos de fazer as coisas” (MCLUHAN, 2007, p. 99). 47 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Gráfi co 1 – Aparelhos e os acesso nos domicílios Por meio de microcomputador 76,60 21,90 0,9 80,4 4,9 Outro equipamento Por meio de tablet Por meio de televisor Por meio de celular Fonte: Disponível em: <http://web20zone.blogspot.com.br/2016/04/ celular-se-torna-principal-meio-de.html>. Acesso em: 08 jan. 2018. Existem smartphones de baixo custo desenvolvidos para atender às necessidades da população com menor poder aquisitivo que possuem características de maior usabilidade dos usuários, os quais suportam diferentes chips simultaneamente, o que possibilita escolher a operadora de telefonia que estiver oferecendo maior vantagem em um determinado serviço. “[...] Tornaram-se um canal para chegar a mais pessoas com mais informação do que a disponível nas condições que os precederam” (MCQUAIL, 2013, p. 477). Essa composição chama atenção para um diferente tipo de design, no qual a China, por exemplo, com produtos de baixo custo, consegue atender às necessidades básicas do consumidor. A internet completa 23 anos de funcionamento no Brasil em 2018 e nesse período modifi cou os modelos de negócios e a comunicação entre os indivíduos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE) apontam que 92,1% dos acessos à web no país são realizados por dispositivos móveis. A partir destes dados, visualiza-se uma mudança na sociedade no que diz respeito à adoção de novas tecnologias. Tal dinâmica altera os processos e práticas comunicacionais entre os atores sociais, defi nidos como “o lócus privilegiado dos estudos do campo comunicacional” (BARBOSA, 2012, p. 147). A internet completa 23 anos de funcionamento no Brasil em 2018 e nesse período modifi cou os modelos de negócios e a comunicação entre os indivíduos. “Celular é principal meio de acesso à internet no Brasil, mostra IBGE”. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/ noticia/2016-04/celular-e-principal-meio-de-acesso-internet-na- maioria-dos-lares>. Acesso em: 2 jan. 2018. “Celular se torna principal meio de acesso à internet nos lares, diz IBGE”. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ mercado/2016/04/1757972-celular-se-torna-principal-meio-de- acesso-a-internet-nos-lares-diz-ibge.shtml>. Acesso em: 2 jan. 2018. 48 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) “Celular se consolida como principal meio de acesso à internet no Brasil, aponta IBGE”. Disponível em: <http://g1.globo.com/ economia/noticia/cai-pela-1-vez-no-brasil-o-acesso-a-internet-por- meio-de-computador-diz-ibge.ghtml>. Acesso em: 5 jan. 2018. A pesquisa “TIC domicílios 2015” também apresenta a relação entre os dispositivos e as atividades realizadas. O telefone celular ultrapassou o computador como dispositivo mais utilizado para o acesso à web. Entre os usuários, 58% da população com dez anos ou mais o utiliza, 89% acessam à internet pelo celular, enquanto 65% o faz por meio de um desktop, portátil ou tablet. Na edição anterior da pesquisa, era 80% pelo computador e 76% pelo telefone celular, conforme o Gráfi co 2. “Qualitativamente falando [...] cada tipo de mídia – o celular, redes sociais, televisão, etc. – molda de diferentes maneiras os tipos básicos de comunicação relacionados” (HEPP; HASEBRINK, 2015, p. 80). Gráfi co 2 – Dispositivo utilizado para acesso individual à internet Fonte: Disponível em: <https://www.slideshare.net/taisrp/mdias-sociais-para- fortalecer-o-relacionamento-empresa-x-pblicos>. Acesso em: 08 jan. 2018. Neste sentido, entendemos que “[...] qualquer nova tecnologia de transporte ou comunicação tende a criar seu respectivo meio ambiente humano” (MCLUHAN, 1965, p. 15). Estes dados apresentam um conjunto de desafi os para o marketing digital e o trabalho realizado com as técnicas de SEO, demandadas para um mundo digitalizado. Em suma, é uma alteração na postura em como se relacionar e conviver com os dispositivos midiáticos, “abstrair as mudanças técnicas e tecnológicas e explicar de modo geral as mudanças sociais, econômicas e culturais como determinadas por estas mudanças” (WILLIAMS, 1983, p. 84). “[...] qualquer nova tecnologia de transporte ou comunicação tende a criar seu respectivo meio ambiente humano” (MCLUHAN, 1965, p. 15). 49 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 O manuseio dos aparatos digitais mais complexos vai além do uso tradicional de aplicações triviais, como o acesso às redes sociais ou envio de SMS. Isso demanda maior assimilação das novas tecnologias e suas aplicações no contexto das estratégias de Search Engine Optimization, foco deste estudo, em que os “ambientes tecnológicos não são recipientes puramente passivos de pessoas, mas ativos processos que remodelam pessoas e igualmente outras tecnologias” (MCLUHAN, 1965, p. 15). Essa alternância do uso de diferentes dispositivos e aplicativos, cada qual com suas características, possibilita o desenvolvimento de novas experiências por parte dos usuários e das estratégias das empresas na divulgação de uma marca, produto ou serviço. Após essa explanação teórica das características intrínsecas dos próprios dispositivos e da tecnologia, vamos adentrar na parte prática, a qual diferencia o desktop do mobile quando acessamos um website. O Google realiza atualizações do seu algoritmo para aprimorar a experiência dos usuários. Cada uma dessas mudanças recebe um nome próprio, dentre elas destacamos: Piegon, Penguin, Rankbrain, Hummingbird, Possum, Panda, Mobile Friendly, entre outras. Vamos detalhar algumas delas para entender suas peculiaridades. • Pigeon (pombo) – essa atualização ocorrida em 2014 benefi ciou empresas de pequeno e médio porte, pois passou a demandar maior relevância para pesquisas locais, ou seja, o trabalho de SEO tornou-se mais pontual. Após essa atualização, os resultados de pesquisas exibem resultados considerando a geolocalização do usuário. A mudança está relacionada com os maiores destaques para as palavras-chave de cauda longa, considerando as pesquisaspor voz. Foi uma resposta da empresa ao aumento na procura usando smartphones e pesquisando por determinados serviço próximo a sua localização. • Panda – lançada em 2011, está em constante atualização. Com ela o Google passou a listar as páginas de resultados pelo conteúdo exibido ao usuário. Penalizando quem apenas faz cópia de conteúdo, ou oferece teor de baixa qualidade. Logo, a produção de conteúdos originais valoriza as estratégias do profi ssional de SEO. O Panda contou com as versões: Panda 1.0; Panda 2.0; Pandas 2.1, 2.2, 2.3 e 2.4; Panda 3.0; e o Panda 4.0 em 2015. • Penguin – lançada em 2012, identifi ca estratégias de link building que são consideradas ilegítimas e que manipulam os resultados da pesquisa. O algoritmo faz uma varredura nos perfi s de back links (links que apontam para um determinado site), punindo a página caso encontre táticas spam. Assim, passou-se a valorizar o trabalho de SEO na elaboração de back links orgânicos e de conteúdo de qualidade. 50 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Hummingbird (beija-fl or) – lançada em 2013, passa a considerar nos resultados o campo semântico da terminologia e o contexto em que está inserido. Com isso, o trabalho de SEO se tornou complexo, priorizando as estratégias. • Rankbrain – foi lançada em 2015, trouxe a Artifi cial Intelligence (inteligência artifi cial) e o Machine Learning (aprendizado da máquina) nos resultados da SERP. Das buscas realizadas a cada instante, na plataforma, apenas 15% delas são novas contra 85% reincidentes. Com essa informação, o próprio buscador passou a aprender com as pesquisas realizadas pelos usuários. O algoritmo consegue aprender por conta própria, estabelecendo suas novas conexões a partir dos usuários. Os resultados apresentados não remetem diretamente à busca realizada, mas às informações relacionadas, que em um primeiro momento não têm vinculação entre si. • Possum (gambá) – lançada em 2016, impactou as buscas locais incluídas ao Google Maps, oferecendo a precisão na geolocalização dos resultados. Passou a exibir opções próximas do que está sendo procurado, por exemplo, a localização de uma determinada empresa próximo ao usuário, de acordo como IP do dispositivo de acesso. • Mobile friendly – lançada em 2015, ranqueia sites que sejam otimizados para dispositivos móveis. A mudança afetou as pesquisas feitas via mobile, e inclusive os resultados nos desktops. A partir dela, o Google exibe somente sites que tenham design responsivo, ou seja, se a página não for Mobile Friendly, ela perderá posicionamento e acessos. Alguns sites especializados chamaram essa mudança de “mobilegeddon”, referenciando o Armagedon e seus efeitos sobre os websites. Figura 28 – Contagem regressiva para o Armagedon mobile Fonte: Disponível em: <http://www.srseovision.com/wp-content/uploads/2016/02/ Google-Mobile-mobilegeddon.jpg>. Acesso em: 5 jan. 2018. 51 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 Com essa atualização direcionada às buscas em devices, o Google providenciou uma ferramenta on-line para que os websites executassem uma verifi cação quanto à compatibilidade dos sites com os aparelhos móveis. O site convida a fazer um “teste de compatibilidade com dispositivos móveis” bastante simples, que consiste em inserir a URL da página e visualizar a pontuação que ela recebe. Vale ressaltar que para uma homepage ser Mobile Friendly, além do layout responsivo, o crawler do Google pode necessitar de ajustes no “robots.txt”. Figura 29 – Dispositivo utilizado para acesso individual à internet Fonte: O autor Após uma verifi cação com a ferramenta mencionada, é possível identifi car a necessidade de confi gurar o website para plataformas mobiles e, assim, serem indexados pelos robôs de busca. Os sites móveis empregam um formato diferente dos desktops e requerem novos métodos de estrutura das informações e dos conteúdos. Apesar de muitas páginas funcionarem em plataformas mobile, elas não estão otimizadas para a pesquisa. Por isso, é importante, durante o planejamento comunicacional, disponibilizar versões de um site para mobile e desktops. Listamos algumas dicas para melhorar a indexação de um site mobile: • Verifi car se o seu site aparece nas buscas. Se ele não aparecer, o Googlebot pode não ter encontrado ele. • Se o site é novo, crie um “Sitemap Móvel” para ele ser indexado. Faça isso através das “Ferramentas do Google para Webmasters”. • Alguns sites móveis só aceitam acessos efetuados pelos mobiles, impedindo o rastreamento convencional. • Por isso criaram o Googlebot-Mobile para busca móvel que localiza determinadas URLs. Um problema comum para desenvolvedores, é que muitos usuários caem em plataforma móveis, mesmo acessando de um desktop, e o contrário também é comum. Nesse cenário, o webmaster tem duas alternativas para resolver tal problemática, conforme apresentamos a seguir: 52 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) “Criar e enviar um sitemap”. Disponível em: <https:// support.google.com/webmasters/answer/183668?hl=pt-BR&ref_ topic=4581190>. Acesso em: 6 jan. 2018. “Saiba mais sobre sitemaps”. Disponível em: <https://support. google.com/webmasters/answer/156184>. Acesso em: 6 jan. 2018. “Recursos para desenvolver páginas compatíveis com dispositivos móveis”. Disponível em: <https://support.google.com/ webmasters/answer/72462>. Acesso em: 6 jan. 2018. • Redirecionamento dos usuários – para a versão adequada à plataforma (mobile X desktop / desktop X mobile) de acordo com a URL relacionada. Ao fazer isso, tenha atenção à fi delidade entre os layouts das páginas, para que a experiência do usuário não seja frustrada. Ele deve conseguir usar os recursos que deseja e encontrar aquilo que busca. Por exemplo, se for um site de e-commerce e o usuário for direcionado para a versão correta da sua plataforma, a nova página deve corresponder ao mesmo item e não ser direcionado para a página inicial. Figura 30 – Redirecionamento de usuários para a versão adequada de um site Fonte: Google (2011, p. 26). 53 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 • Alterar os conteúdos – baseando-se no usuário (User-agent), algumas páginas disponibilizam a mesma URL para a versão mobile e para o desktop, porém elas mudam os conteúdos disponibilizados de acordo com o acesso do usuário, tornando a experiência diferenciada e otimizada. Neste caso, a URL aparece na busca realizada no desktop e na plataforma móvel, uma versão para cada um dos suportes de acesso. Figura 31 – Exemplo da alteração do formato da página baseado no user-agent Fonte: Google (2011, p. 27). Nessa seção, compreendemos que a diferença entre a experiência de acessar um conteúdo no mobile e no desktop é a chave para gerar negócios nas empresas. Sabendo que a maioria da população acessa à web por meio de smartphones, o primeiro passo ao traçar as estratégias é levar esta informação em consideração. Sempre iniciar qualquer planejamento de SEO priorizando a mobilidade dos usuários e o apego que eles têm com seus aparelhos. Entender o funcionamento do Google e os fatores que infl uenciam o ranqueamento de uma página exige estudo contínuo porque as regras do jogo estão em constante mutação. Mais do que dominar as questões técnicas, é preciso compreender o comportamento dos usuários e como realizar tais pesquisas, e pensar em quais palavras-chave eles usam para chegar a um produto, marca, negócio ou serviço. 54 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Atividade de Estudos: 1) Acesse o Google pelo desktop e mobile e pesquise por “iPhone X”, veja os resultados que aparecem. Liste os três resultados orgânicos e os patrocinados que a pesquisa apresentou: Resultado orgânico 1) 2) 3) Resultado de anúncios 1) 2) 3) O vídeo “Mobile Day” é um documentário produzido pelo Google, em 10 de junho de 2015, e exibido simultaneamente em 10 salasde cinemas no Brasil. Ele apresenta depoimentos de experts do Brasil e do mundo sobre o momento mobile que a sociedade está vivendo. Ele transformou toda a jornada de compra e decisão de consumo. GOOGLE. Mobile day. Disponível em: <https://youtu. be/19n9u5fo-zc>Acesso em: 2 abr. 2018. Algumas ConsideraçÕes Esse é o capitulo mais denso da temática “Marketing em máquinas de busca (SEO)”, pois a concepção deste estudo parte do pressuposto de que o leitor não tem bagagem anterior sobre o que fora aprendido ao longo deste capítulo, logo, cada um dos temas é abordado por esse princípio. Dentro dessa jornada, exploramos os temas: conceito de marketing digital; conceito do Search Engine Optmization; funcionamento dos buscadores; busca paga versus busca orgânica; algoritmo de Google; conhecendo a SERP (Search Engine Results Page) e os critérios de pesquisa; fatores de ranqueamento dos resultados (desktop versus. mobile). Nos próximos capítulos, faremos inúmeras referências ao que estudamos até agora. Por vezes, podemos retornar a uma temática deste capítulo, mas sua abordagem apresentará um grau de aprofundamento que neste momento inicial não caberia. 55 INTRODUÇÃO AO MARKETING DIGITAL E A RELEVÂNCIA DO SEO Capítulo 1 As técnicas aqui apresentadas, assim como seus conceitos, vão se consolidar como uma nova forma de navegar dentro da grande rede porque toda a dinâmica on-line passa a ter um outro signifi cado para aqueles que bebem desse conhecimento. Neste sentido, entender o funcionamento do SEO agrega uma expertise para o usuário, pois independentemente de empregar tais habilidades no mercado de trabalho, servirá para o seu uso pessoal. Isso se deve pelo espírito empreendedor que a própria rede possibilita aos usuários, mediante tantos exemplos de quem obteve êxito em diferentes projetos virtuais e mudando a lógica do mercado tradicional. Essa é uma das sementes que no decorrer dos estudos vamos disseminando, em que cada um pode ter a oportunidade de tentar um novo negócio, aproveitando o cenário disruptivo e mobile que vai se desenhando para nosso convívio em sociedade. A compreensão do funcionamento dessa grande sistemática digital é, por enquanto, um conhecimento restrito a poucos que têm a coragem de ir mais fundo nos estudos correlacionados. Uma vez que se entende as regras do jogo, outros conhecimentos tornam-se mais fáceis de serem assimilados porque existe grande similaridade entre as linguagens. A partir dos próximos capítulos, o ritmo de estudo fi cará mais dinâmico e a absorção do conteúdo irá se consolidar. Respire fundo e vamos em frente! ReferÊncias BARBOSA, M. O presente e o passado como processo comunicacional. Revista Matrizes. 2012, v. 5, nº 2, p. 145 -155. BRIN, S.; PAGE, L. The anatomy of a large-scale hypertextual web search engine. Computer Networks and ISDN Systems. 1998. 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Especifi camente falaremos sobre o funcionamento dos softwares; seo off-page; link building; palavras-chave; análise de websites e ferramentas deanálise. Uma característica recorrente ao longo das diferentes temáticas é a interligação entre elas, até mesmo os conceitos mais tecnicistas conseguem ser assimilados porque já visualizamos um funcionamento semelhante em outra ferramenta similar. Por isso, quanto mais se estuda o tema, mais fácil fi ca o entendimento dos diferentes fragmentos que compõem a complexidade do tema. Vale ressaltar que, por serem assuntos pontuais, não veremos autores ou teorias seminais, ou seja, teorias clássicas. Isso se deve à pontualidade do tema que carece de professores doutores que desenvolvam pesquisas científi cas em universidades dentro desta linha de pesquisa. Neste sentido, o mercado passa a ser o grande laboratório de experimentação, sendo um ambiente em constante mutação e regras voláteis, por isso, reforçamos que o entendimento da lógica é o mais relevante, já que, nesse aspecto, a probabilidade de mudança é baixa. Funcionamento dos Softwares Neste capítulo, vamos conhecer alguns softwares de SEO que ajudam na demanda dos trabalhos de otimização dos motores de busca. Assim, esta seção tem o papel de introduzir a temática que será estudada e propor algumas refl exões iniciais, porém, recomendamos que haja conhecimento de todos os aspectos das atividades técnicas a respeito do tema, antes de tentar automatizar o processo. Isso porque existem muitas coisas que podem ser realizadas antes da necessidade de se chegar ao processo de automatização de algumas etapas. Então, deixamos essa dica: não pule etapas! Quando o trabalho se tornar exaustivo ou o volume de atividades em uma página for muito grande, chegará o momento de usarmos um software que auxilie na dinâmica de Search Engine Optimization. Existem programas para as mais diversas extensões, tanto nos fatores de SEO On-page como no SEO Off-page. Eles também realizam comparações com outros sites existentes na rede; análises de concorrências; sugestão para melhorar a posição nos buscadores; entre outros aspectos que iremos detalhar mais adiante. Outro ponto que precisa ser esclarecido é que os softwares nunca irão substituir a bagagem intelectual e a vivência mercadológica de um profi ssional que atua nessa área. A criatividade humana e sua capacidade de interpretação de 62 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) uma ação inesperada ainda continuarão sendo elementos únicos, por mais que avanços tecnológicos venham a surgir nos próximos anos. “A informação, quando adequadamente assimilada, produz conhecimento, modifi ca o estoque mental de informações do indivíduo e traz benefícios ao [...] desenvolvimento da sociedade em que ele vive” (BARRETO, 1994, p. 1). Todo equipamento precisa de uma mente habilidosa para extrair o seu potencial mais alto. Um profi ssional pouco qualifi cado não fará mágica com um bom software. Milagres não existem neste segmento. As ferramentas de otimização de pesquisa ajudam a detectar falhas estruturais, decorrentes de falha humana ou de ordem técnica, mas a expertise de contornar as situações depende unicamente do ser humano. Os softwares de SEO apresentam vantagens ao nos referirmos aos trabalhos que exigem um grande esforço braçal, no controle e monitoramento de uma série de variáveis técnicas que requerem atenções constantes. É nesse cenário que surgem os softwares, como uma alternativa mais minuciosa de controlar as variáveis. Isso porque o cenário digital no qual eles atuam está em constante oscilação. Para melhor mensurarmos o complexo processo decorrente da variação, o Google executa, em média, anualmente, 600 atualizações no seu algoritmo, assim, existe a difi culdade de saber quais dessas alterações irão efetivamente infl uenciar nas técnicas de Search Engine Optimization, a fi m de alterar os resultados de uma determinada pesquisa. Google Algorithm Change History. Disponível em: <https://moz. com/google-algorithm-change>. Acesso em: 11 abr. 2018. O desdobramento do SEO nas redes sociais também apresenta algumas incompatibilidades entre as plataformas. As métricas de cada uma delas são diferentes e até incompatíveis entre si, por exemplo: views, engajamento, fãs, seguidores, inscritos, likes, dislikes, reactions, favorites, classifi cações, +1, shares, comentários, cliques, replies, retweets, compartilhamentos, alcance, impressões, publicações, entre outras. O trabalho do SEO envolve um grande conjunto de conhecimentos técnicos que recebe o agravante das diversas métricas e estratégias em diferentes redes sociais digitais. Dessa forma, existe a necessidade de uso de ferramentas digitais que otimizem a produtividade do profi ssional diante dessa overdose informacional. Na seção seguinte, falaremos sobre dois aspectos técnicos que infl uenciam na posição de um site junto aos resultados de um buscador. 63 SOFTWARES Capítulo 2 SEO Off-Page Nesta seção, abordaremos algumas técnicas pontuais de Search Engine Optimization que se referem à arquitetura das informações presentes em um site. Assim como uma edifi cação, sem alicerces fortes não existe a possibilidade de se construir algo sólido e que resista às intempéries do tempo. No meio digital, esta lógica também pode ser replicada, assim, iremos conhecer duas linhas técnicas que infl uenciam diretamente no ranqueamento das páginas on-line, são elas: SEO On-Pape e SEO Off-Page. a) SEO On-Page Agrupa as técnicas de SEO que os desenvolvedores executam na arquitetura de um website, na estrutura do código HTML, tais como: • Palavras-chave: as “meta keywords” iniciam o trabalho On-Page e Off- Page, suas escolhas podem fazer a diferença no processo de classifi cação nos buscadores. Existem várias ferramentas que auxiliam nessa escolha, mas vamos detalhá-las no tópico quatro. • Título e subtítulos em HTML: precisam ser objetivos, mas a partir desse ponto é necessário ter conhecimento de HTML, pois ele é usado em marcações pontuais – Tag Title <title>; Heading Tags (<h1>, <h2>, …<h6>) –, e assim por diante. • Conteúdo: o website precisa oferecer dados relevantes. Quem acessa uma página busca por algo, logo, atenda a este anseio com qualidade. Não engane o usuário, é preciso coerência. • Descrição: as “meta descriptions” são seu cartão de visita, em que é possível resumir o conteúdo do site em 160 caracteres. É justamente esse resumo que será exibido nos resultados das buscas. Procure ser inteligente na hora de escolher sua descrição, pois é aqui que muitos leitores decidem se vão ou não clicar em seu site. • Links internos: eles apontam para outras páginas dentro do próprio website. A “linkagem” interna otimiza o site, principalmente ao estabelecer a relação “site ofi cial” e blog de uma empresa no que diz respeito à produção de conteúdo. Usar links internos é uma forma rápida de passar por diferentes páginas, direcionando o usuário de acordo com seu interesse. É inefi ciente ter uma página inicial com todas as informações se elas não aparecem nos buscadores. • As URLs amigáveis: são aquelas em que é possível identifi car exatamente para qual local o usuário será redirecionado. Além disso, pressupõe-se que elas sejam de fácil leitura, clara e não apenas uma sequência alfanumérica que faz sentido apenas na linguagem dos desenvolvedores. • Uso de “nofollow” nos links externos. • Atributo ALT nas imagens. 64 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Na fi gura a seguir estão listados os aspectos comentados anteriormente, além de outros. Visualizados dessa forma, em blocos, talvez fi que mais fácil compreender suas categorizações. Figura 32 – Elementos de SEO On-Page Fonte: Disponível em: <https://neilpatel-qvjnwj7eutn3.netdna-ssl.com/wp- content/uploads/2016/01/image01.jpg>. Acesso em: 2 jan. 2018. Esses são alguns, entre outros aspectos técnicos, que otimizam a composição interna da página sem nenhuma infl uência externa, tornando o site visível para o robô de busca do Google. Esse é um pequeno resumo, embora as técnicas sejammais amplas, no entanto, essa é a parte que somente os webdesigners conseguem acessar. Um conhecimento restrito a poucos devido a uma determinada dinâmica pouco acessível. b) SEO Off-Page São os links originados de outros sites, aquele conteúdo em que somos citados em uma página, mas também é considerada a relevância dos seus links e das palavras- chave existentes nele. Esse conjunto de elementos faz com que os sistemas de busca consigam classifi car um site. Eles se dividem em duas subcategorias do SEO Off-Page: • Link building: abordaremos em profundidade na seção seguinte, mas, sucintamente, podemos defi nir como as páginas da web que possuem links para o seu site. • Fatores sociais: grande parte dos usuários está presente em alguma rede social digital, assim, é necessário usar essa rede de contatos para fazer a divulgação de uma marca, produto, serviço ou empresa através de links que possibilitem tal acesso. Na fi gura a seguir, estão listados também outros aspectos, além dos comentados, divididos em blocos e categorizados. Dessa forma, acreditamos que visualmente o contexto possa ser compreendido em sua totalidade. 65 SOFTWARES Capítulo 2 Figura 33 – Elementos de SEO Off-Page Fonte: Disponível em: <https://neilpatel-qvjnwj7eutn3.netdna-ssl.com/wp- content/uploads/2016/01/image01.jpg>. Acesso em: 2 jan. 2018 O SEO Off-page vai além do direcionamento de links, ele remete às menções de uma marca, produto, serviço ou empresa em um site externo que foi indexado pelos robôs de busca do Google, mesmo sem um hyperlink. Dessa forma, quem faz uma citação específi ca sinaliza para o Google o que os outros usuários falaram sobre a sua página, “a informação qualifi ca-se, em forma e substância, como estruturas signifi cantes com a competência de gerar conhecimento para o indivíduo e seu grupo” (BARRETO, 1994, p. 1). Essa técnica visa acrescentar mais tráfego externo em uma determinada página porque as estratégias de parcerias se mostram importantes dentro da web, instaurando uma rede de contatos. Portanto, visualizamos como as técnicas de SEO On-Page e Off-Page têm impacto direto na indexação de conteúdo que eleva a classifi cação de um site e no tráfego que ele atrai. A seguir, vamos aprofundar nosso estudo em um dos aspectos citados nessa seção, abordaremos o link building, um dos pontos de grande relevância dentro do SEO Off-Page. Atividades de Estudos: 1) Em qual lugar ocorre SEO On-Page? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 2) Em qual lugar acontece SEO Off-Page? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 66 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Link Building Como visualizado na seção anterior, o link building é dos fatores mais relevantes dentro do SEO Off-Page, por isso, há a necessidade de termos um espaço mais amplo somente para abordar suas características técnicas. Quando há muitos links apontando para uma página, os motores de busca identifi cam que esse site tem um conteúdo relevante que satisfaça a pesquisa dos usuários. Seguindo esta lógica, as páginas referenciam e compartilham conteúdo, o qual é considerado importante. Assim, o link building é um conjunto de práticas dentro do SEO que gera a obtenção de hyperlinks oriundos de outras páginas. Ele explora a concepção técnica usada pelo próprio Google nos primórdios, quando criou o PageRank. Essa estratégia, juntamente com outras, recebe uma classifi cação específi ca chamada de black hat (chapéu negro). O link building é um conjunto de práticas dentro do SEO que gera a obtenção de hyperlinks oriundos de outras páginas. Diretrizes sobre spam gerado por usuários. Disponível em: <https://support.google.com/webmasters/answer/2721437?hl=pt- BR&ref_topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Em um primeiro momento você pode pensar: link building é considerado um spam? Essa era uma prática recorrente nos primórdios dos blogs. Eles estabeleciam parcerias ao realizar a troca de hyperlinks. Muitas vezes, na barra lateral dessas páginas fi cava uma relação de blogs parceiros que eram indicados, formando uma verdadeira teia, já que um indicava o outro e, com isso, o PageRank era ludibriado. Com a atualização dos algoritmos, esses abusos foram identifi cados e aos poucos essa prática foi sendo reduzida. Por isso, cuidado! O excesso de indicação poderá ser enquadrado como ilegal/ spam, por isso é indicado o uso do elemento técnico “nofollow” nas listagens de hyperlinks. Tenha cautela com os backlinks que seu site recebe. Eles continuam sendo fundamentais para os resultados orgânicos de uma pesquisa. O Google usa algoritmos específi cos e fi ltros direcionados para detectar spam. Lembre-se de evitar as estratégias as quais têm como fi nalidade gerar a reciprocidade de links, fazendo ludibriar os resultados dos buscadores. Não vale arriscar ser fl agrado pelos robôs e penalizado posteriormente. Tenha cuidado para que nenhum dos backlinks seja originado de uma página de erro, conhecidas como “404”. Lembre-se de evitar as estratégias as quais têm como fi nalidade gerar a reciprocidade de links, fazendo ludibriar os resultados dos buscadores. 67 SOFTWARES Capítulo 2 O importante é focar as energias em melhorar a usabilidade, a experiência dos visitantes e a oferta de conteúdo relevante à página que estiver em desenvolvimento. Fazendo isso, a consequência natural desse trabalho serão os acessos, as recomendações naturais que irão surgir com o passar do tempo e o reconhecimento oriundo de outros canais digitais. Conseguir indicações de outros sites requer planejamento de marketing digital, é uma ação de longo prazo. Nesse sentido, considere na prática do link building: a quantidade e a qualidade dos links externos, o título que essas páginas externas apresentam, o teor do texto âncora e o tempo de existência do domínio que está linkando para o seu site. O Google oferece “diretrizes para webmasters” que ajudam nesse processo. Entre elas destacamos: • Diretrizes de qualidade: tratam sobre manipulação, fraude e práticas enganosas daqueles que procuram brechas de segurança para explorar. • Diretrizes específi cas: compostas pelas técnicas que devem ser evitadas, tais como: gerar conteúdo automático; corroborar com esquema de links; criar sites sem conteúdo original; práticas de cloaking (camufl agem de conteúdo, quando as URLs mostram um determinado conteúdo para os buscadores e outro para quem visita o site); redirecionar links sem autorização; textos ou hyperlinks ocultos; doorways (websites desenvolvidas unicamente para otimizar o ranking de uma busca específi ca); cópia de conteúdo; afi liação em programas de pouco valor; sites com muitas palavras-chave de baixa relevância; sites com conduta maldosa (phishing, instalação de badwares, vírus, cavalo de Tróia, entre outros); excesso de rich snippets (informação implantadas no HTML) e, por fi m, o encaminhamento automático de consultas para o Google. Erros soft 404. Disponível em: <https://support.google.com/ webmasters/answer/181708?hl=pt-BR>. Acesso em: 11 abr. 2018. Diretrizes para webmasters. Disponível em: <https://support.google. com/webmasters/answer/35769?hl=pt-BR>. Acesso em: 11 abr. 2018. Conteúdo gerado automaticamente. Disponível em: <https:// support.google.com/webmasters/answer/2721306?hl=pt-BR&ref_ topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Técnicas de cloaking. Disponível em: <https://support.google. com/webmasters/answer/66355?hl=ptBR&ref_topic=600197>. Acesso em: 11 abr. 2018. 68 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) “Redirecionamentos não autorizados”. Disponível em: <https:// support.google.com/webmasters/answer/2721217?hl=pt-BR&ref_ topic=6001971>. Acesso em:11 abr. 2018. Texto e links ocultos. Disponível em: <https://support.google. com/webmasters/answer/66353?hl=pt-BR&ref_topic=6001971>. Doorways. Disponível em: <https://support.google.com/ webmasters/answer/2721311?hl=pt-BR&ref_topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Conteúdo copiado. Disponível em: <https://support.google. com/webmasters/answer/2721312?hl=pt-BR&ref_topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Programas de afi liados. Disponível em: <https://support.google. com/webmasters/answer/76465?hl=pt-BR&ref_topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Excesso de palavras-chave. Disponível em: <https:// support.google.com/webmasters/answer/66358?hl=pt-BR&ref_ topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Criação de páginas com comportamento malicioso. Disponível em: <https://support.google.com/webmasters/answer/2721313?hl=pt- BR&ref_topic=6001971>. Acesso em: 11 abr. 2018. Precisamos dar uma atenção especial para o esquema de links (Disponível em: <https://support.google.com/webmasters/ answer/66356>) no qual listamos nas notas de rodapé várias páginas com mais informações técnicas ofertadas pelo Google para ajudar aos desenvolvedores e interessados. Destacamos que esta citada especifi camente, precisa ser visualizada com calma para que o usuário possa se inteirar dos detalhamentos que ela apresenta. Será possível ver exemplos que infl uenciam negativamente a disposição de uma página nos buscadores, tais como os que reproduziremos a seguir: • Comprar ou vender links que passam o PageRank. Isso inclui trocar dinheiro por links, ou postagens com links, trocar bens ou serviços por links ou enviar um produto “gratuito” a alguém e, em troca, esse alguém escrever a respeito e incluir um link. 69 SOFTWARES Capítulo 2 • Fazer muitas trocas de links (“adicione um link para mim e eu adiciono um link para você”) ou criar páginas de parceiros com o objetivo único de criar links cruzados. • Fazer o marketing de artigos em grande escala ou de campanhas de guest posting (postagem de convidados) com links de texto âncora, contendo muitas palavras-chave. • Usar programas ou serviços automatizados a fi m de criar links para seu site. Para fi nalizar, vamos apenas listar algumas das estratégias da produção de conteúdo que podem resultar em link building: • Cocriação de conteúdo: parceria estabelecida entre empresas ou marcas. Elas elaboram seus conteúdos juntas. • Infográfi cos: esquematização gráfi ca, contém dados e informações. Tem um apelo visual que agrada boa parte dos usuários porque facilita o entendimento de um determinado assunto. • Assessoria de imprensa: com profi ssionais capacitados para produzir conteúdo. Tais assessorias têm a expertise da disseminação de conteúdo, geralmente com o mailing muito bem segmentado de veículos de comunicação, local, regional, estadual, nacional e até internacional. Assim como estratégia de lançamento de serviços, remodelação de marca ou um reposicionamento de mercado, há a apresentação de novos produtos, geração de notícias pertinentes para o próprio mercado e eventos (empresariais ou de entretenimento) que agregam valor à estratégia defi nida. • Menção de marca: é quando a empresa, marca, produto, serviço, blog ou site recebe uma menção espontânea, mas seu hyperlink direciona-o para algum lugar. Geralmente ocorre em sites de notícia, reportagem, entrevista ou artigos, pode ser intencional ou apenas fruto de um erro (ou esquecimento). Tenha a clareza de que a forma mais efi ciente de infl uenciar outras páginas a criarem hyperlinks relevantes para o seu website é produzindo conteúdo original. Ele deve despertar o interesse dos usuários de tal maneira que se tornará popular naturalmente, "a informação transforma-se em atitude com vigor dinâmico, que se realiza na realidade ao modifi car esta realidade de acordo com a intenção" (BARRETO, 1994, p. 7). Dentro dessa lógica, quanto mais textos de qualidade forem produzidos, mais chances serão criadas de que outros usuários encontrem seu site e criem links apontando para ele. Por fi m, nesta seção aprendemos mais a respeito do uso do link building, um dos elementos mais relevantes do SEO Off- Page. A seguir abordaremos as palavras-chave. 70 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Atividade de Estudos: 1) Listamos algumas afi rmações, classifi que-as como verdadeiras ou falsas: a) Ao obter hyperlinks de páginas dentro da sua área de atuação, o Google utiliza os backlinks para defi nir a relevância do site, logo, deve evitar o ganho de links de forma fraudulenta. ( ) Verdadeiro. ( ) Falso. b) Crie posts de qualidade com conteúdo útil e que façam valer o acesso dos usuários. Apesar de não haver frequência das postagens, priorize a qualidade. ( ) Verdadeiro. ( ) Falso. c) Os hyperlinks foram importantes para o PageRank como um fator de classifi cação dos resultados de busca, mas eles perderão espaço. Toda a lógica, atualmente, envolve aplicativos mobiles. ( ) Verdadeiro. ( ) Falso. Palavras-CHave As keywords ou palavras-chave são os termos utilizados em uma pesquisa que utiliza os motores de busca. Elas representam um aspecto importante às técnicas de SEO e consequentemente ao marketing digital, por isso, a necessidade de uma seção deste capítulo para detalhar a temática. Através das pesquisas pelas palavras-chave realizadas pelos usuários, é possível aprender mais sobre a forma como algo é procurado no buscador. Além disso, também pode-se prever tendências, oportunidade de demanda ou mesmo detectar uma problemática antes que se torne uma crise nas redes Através das pesquisas pelas palavras-chave realizadas pelos usuários, é possível aprender mais sobre a forma como algo é procurado no buscador. 71 SOFTWARES Capítulo 2 sociais e, dessa forma, ter tempo de executar alguma reação estratégica, independentemente do segmento ou mercado que esteja inserido. Através do SEO, a pesquisa por palavras-chave, quando executada profi ssionalmente, torna o trabalho efi ciente ao aumentar o tráfego e as conversões de um website. Se as palavras-chave forem usadas de forma errada, tal página não será encontrada pelo usuário. O primeiro passo é compreender o público-alvo em questão e quais as expressões usadas para localizar um site. Isto explica o porquê da necessidade de sempre pesquisar sobre a área que será trabalhada, conhecer os termos mais técnicos, àqueles pertinentes ao produto e as suas especifi cidades; e os termos populares, àqueles adotados pelos consumidores, que nem sempre são do conhecimento das empresas. Isto é, sem tal mapeamento, o cliente em potencial não irá encontrar o conteúdo, a empresa ou o serviço ofertado dentro do ambiente digital. Faça o levantamento das personas do público-alvo para ter o mapeamento dos caminhos on-line que elas percorrem durante o processo de compra, por exemplo. Faça uma lista de palavras-chave, levando em consideração: o volume da busca, as ocorrências, as palavras que concorrem entre si para linkar os sites com similaridades e a sazonalidade das pesquisas realizadas. Seguindo essa lógica, quanto maior a ocorrência de uma determinada palavra nas buscas realizadas pelos usuários, maior será a tendência dos anunciantes investirem nessa mesma palavra- chave. Dessa forma, conseguiremos identifi car os anúncios que estão interligados a determinadas expressões e veremos, também, o ranqueamento orgânico. A mesma lógica pode ser empregada para os resultados orgânicos, pois quando uma palavra se destaca, as empresas focam em usar seu posicionamento para dar visibilidade aos seus websites. Certas palavras-chave são empregadas exclusivamente em determinadas períodos do ano. Nesse caso, vale ponderar o custo benefício quanto ao seu bom posicionamento, se ele compensa o trabalho e o tempo investido em sua propagação enquanto conteúdo digital. O primeiro passo é compreender o público-alvo em questão e quais asexpressões usadas para localizar um site. O Google Trends é uma ótima ferramenta para identifi car os comportamentos adotados pelos usuários em relação as suas pesquisas. A seguir, vamos listar o histórico das buscas de maior relevância por palavras-chave durante o ano de 2017. Para tanto, note a sazonalidade e a variação de algumas delas no decorrer do ano. No gráfi co a seguir, veremos as palavras: amor, política, assédio, praia, divórcio e saúde. 72 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Google Trends. Disponível em: <https://trends.google.com.br/ trends/>. Acesso em: 10 abr. 2018. “Pesquisas do ano de 2017. Disponível em: <https://trends. google.com.br/trends/yis/2017/BR/>. Acesso em: 10 abr. 2018. Gráfi co 3 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “amor”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). No gráfi co anterior, visualizamos dois picos de busca pela palavra amor, um em 31 de março, tendo como ponto máximo o último capítulo da novela “A Lei do Amor”. O segundo ápice pela busca foi em 12 de junho, data em que se comemora, no Brasil, o Dia dos Namorados. Esta data aquece o comércio em relação às compras de presentes, aos bares, aos restaurantes e aos demais setores de entretenimento buscados para comemorar a ocasião. Vimos também como o domingo foi o dia da semana em que aconteceu o maior volume de pesquisa. Poderíamos subentender que este seria o melhor dia para desencadear uma ação promocional. Por mais que este não seja o foco do nosso assunto, ter essa visão macro sobre a temática faz parte do arcabouço de informações que estamos estudando neste capítulo. 73 SOFTWARES Capítulo 2 Último capítulo de “A Lei do Amor”. Disponível em: <http:// gshow.globo.com/novelas/a-lei-do-amor/capitulo/2017/03/31/ultimo- capitulo-de-lei-do-amor.html>. Acesso em: 10 abr. 2018. Gráfi co 4 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “política”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). Nesse gráfi co, é possível visualizar que em 31 de maio a pesquisa pela palavra-chave “política” teve grande procura nos buscadores, certamente associada às notícias de corrupção que se intensifi caram com a divulgação dos áudios entre o presidente do Brasil, Michel Temer, e o empresário Joesley Batista. Os fatos ocorridos na política do país refl etem em todos os setores, principalmente no econômico, por isso, a preocupação dos usuários em se informar sobre o ocorrido. “Ouça o áudio da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista”. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/politica/ republica/ouca-o-audio-da-conversa-entre-michel-temer-e-joesley- batista-50012mjq1a9vdq87mwno6ru4x>. Acesso em: 12 abr. 2018. 74 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Gráfi co 5 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “assédio”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). Neste gráfi co, duas datas chamam a atenção para a palavra “assédio”, ambas ligadas a duas notícias que chocaram o país. A primeira está ligada às denúncias de assédio sexual à fi gurinista Susllem Tonani feitas pelo ator José Mayer, ambos vinculados à Rede Globo. O caso iniciou uma grande discussão entorno da temática, por meio da qual outras mulheres resolveram denunciar casos semelhantes. O segundo pico de busca foi no dia 30 de agosto, dia em que uma mulher sofreu assédio sexual dentro de um ônibus, em São Paulo. O fato deu-se pelo assédio de um homem que ejaculou sobre a vítima enquanto ela estava sentada, deixando-a em estado de choque. Como consequência de tal ato, a mídia trouxe à luz outros relatos de situações similares. “Errei”, diz José Mayer sobre denúncia de assédio sexual à fi gurinista. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ cotidiano/2017/04/1872539-errei-diz-jose-mayer-sobre-denuncia-de- assedio.shtml>. Acesso em: 12 abr. 2018. Mulher sofre assédio sexual dentro de ônibus na Avenida Paulista. Disponível em: <https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/ mulher-sofre-assedio-sexual-dentro-de-onibus-na-avenida-paulista. ghtml>. Acesso em: 12 abr. 2018. 75 SOFTWARES Capítulo 2 Gráfi co 6 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “praia”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). O gráfi co anterior apresenta a busca pela palavra “praia” em datas que marcam feriados, entre os quais destacamos: o início do ano, 2 de janeiro, período de férias escolares e pós-festa do fi m de ano; o feriado de Carnaval, 28 de fevereiro; o Dia da Independência, 7 de setembro, e o Dia das Crianças, data em que se comemora também o dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro. Certamente essa busca é desencadeada pela oportunidade de os usuários planejarem viagens e roteiros turísticos, para aproveitar, assim, o feriado no calendário. 76 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Gráfi co 7 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “divórcio”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). Este gráfi co apresenta um elemento cultural nas buscas no dia 21 de setembro, o fi lme “Divórcio” que teve como protagonistas a atriz Camila Morgado e o ator Murilo Benício. O plano de fundo da história utiliza o contexto do sertão do interior de São Paulo, o que gerou curiosidade e a busca por mais informações pelos usuários que se sensibilizaram pela proposta cinematográfi ca brasileira. Muito bom, fi lme “Divórcio” faz piada sobre mundo “breganejo”. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ ilustrada/2017/09/1920224-muito-bom-filme-divorcio-faz-piada- sobre-mundo-breganejo.shtml>. Acesso em: 12 abr. 2018. 77 SOFTWARES Capítulo 2 Gráfi co 8 – Picos de buscas diárias pela palavra- chave “saúde”, no Google em 2017 Fonte: Google Trends (2017). Diferente dos outros gráfi cos, este apresenta picos constantes de pesquisa pela palavra-chave “saúde” no transcorrer do ano. No dia 24 de abril nota-se que houve a maior demanda de buscas. Com base nos dados, a leitura nos permite inferir que os usuários, no ano de 2017, tiveram maior preocupação com seu bem-estar e sua integridade física. Isso pode criar diferentes inputs criativos para estratégias de marketing digital, usando as técnicas de SEO a respeito do tema em questão. Se você quiser conhecer os outros resultados pesquisados em 2017, indicamos a matéria do jornal Nexo. Disponível em: <https:// www.nexojornal.com.br/grafi co/2017/12/30/Como-as-buscas-de-20- termos-no-Google-variaram-em-2017>. Acesso em: 12 abr. 2018. Você deve ter se perguntado, “onde pôr as palavras-chave?”. Elas devem ser usadas nos títulos das postagens que, na maioria das vezes, formarão a URL que levará o usuário até ao website. Além disso, elas podem ser distribuídas em linhas de apoio dos títulos e nos textos das publicações, devidamente negritadas para serem indexadas pelos robôs de busca, como veremos detalhadamente na seção de Webwriting do Capítulo 3. 78 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) A saber, existem ferramentas pagas que auxiliam na elaboração de palavras-chave, mas aqui queremos destacar algumas que são gratuitas. Com elas é possível obter a dimensão da constelação semântica que orbita uma determinada palavra-chave e, assim, identifi car o volume das pesquisas. Dentre tais ferramentas, destacamos: • Keywords planner do AdWords (<https://adwords.google.com/home/ tools/keyword-planner/>): com esta ferramenta do Google é possível descobrir novas palavras-chave ao pesquisar por uma determinada palavra ou por frases inteiras relacionadas a uma marca, produto, serviço ou empresa. Esse planejador de palavras-chave encontra as expressões mais relevantes para serem acrescentadas a um plano de marketing digital. É possível comparar tendências, receber estimativas de lances sugeridos (relacionadas às campanhas do Google AdWords), observar a frequência com que cada keyword é pesquisada, e assim comparar a proporção da pesquisa no decorrer de um espaço de tempo. • Answer the public (<https://answerthepublic.com/>):esta ferramenta ajuda a planejar conteúdos, inspirar temas, elaborar textos, títulos das postagens, prováveis utilizações, variantes e combinações das expressões. É só escolher o idioma que a busca será realizada pela web com base no buscador do Google. • Keyword tool (<https://keywordtool.io/>): esta ferramenta é paga, mas oferece funções gratuitas que ajudam na busca pelas combinações, volume de conteúdo e ocorrência no Google. O Keyword tool apresenta as estatísticas da pesquisa e suas variações. • Hubspot (<https://www.hubspot.com/blog-topic-generator>): é uma ferramenta (em inglês) que ajuda com propostas de títulos. Basta digitar três expressões relevantes para o texto desenvolvido e serão listadas sugestões de títulos. A dica aqui é escrever os termos em inglês e depois traduzi-los para o português usando o Google Tradutor. • Máquina geradora de títulos (<https://www.maquinadetitulos.com.br/>): o ideal é testar esta ferramenta, pois ela apresenta pelo menos dez variações para o título de uma postagem, fazendo com que a taxa de clique possa variar em função dele. Seu uso compete à inserção das palavras-chave, o resultado se mostra a partir de dez combinações de títulos. • Chrome SEOquake (<https://www.seoquake.com/index.html>): é uma extensão do navegador Chrome direcionada para SEO. Ela possui diversas ferramentas que possibilitam: pesquisar por palavras-chave, 79 SOFTWARES Capítulo 2 comparar o PageRank e links que direcionam para uma determinada página, analisar concorrentes e outras funcionalidades. • Google search console (<https://www.google.com/webmasters/tools/ home?hl=pt-BR&pli=1>): inicialmente chamada de “webmaster tools”; essa ferramenta possibilita monitorar os dados de uma pesquisa no Google sobre um determinado site. Assim, é possível compreender como ele é visualizado e, a partir disso, executar a otimização para melhorar sua posição. • Dicionário on-line de sinônimos e antônimos (<https://www.sinonimos.com. br/>) e (<https://www.antonimos.com.br/>): este dicionário on-line pode ajudá-lo no momento de produção das palavras-chave, a fi m de que não as repitam. Basta inserir um termo e em seguida ele lista sugestões de palavras substitutas. Vale ressaltar a necessidade de acompanhamento da lista de palavras- chave através do Google Analytics, só assim é possível visualizar as expressões usadas pelos usuários para acessar um site, resultando positivamente, de acordo com o que fora planejado. Veremos mais a frente, em outro módulo, uma maior abordagem deste assunto. Nesta seção, compreendemos que a busca de palavras-chave é um trabalho ininterrupto para a otimização de uma página. Conseguimos identifi car as palavras que os usuários usam, aquelas que não foram listadas no glossário e encontrar as expressões que têm menos concorrentes. Diariamente novas expressões ganham relevância entre os usuários, assim como surgem novas marcas, produtos, serviços e tendências. O volátil comportamento dos usuários reforça esse cenário de instabilidade, certa expressão que faça sentido neste momento, poderá não fazer em um curto espaço de tempo. Assim, considere que o website tende a crescer e consequentemente levar a um novo conjunto de expressões nos buscadores. Atividades de Estudos: 1) Existe um número máximo de palavras-chave? ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ 80 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) 2) O domínio deve conter palavras-chave? ____________________________________________________ ___ _________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ Análise de WeBsites As estratégias de marketing digital somadas às técnicas de SEO têm, dentre as suas fi nalidades, melhorar o posicionamento de um site dentro dos resultados de buscas e, consequentemente, alavancar os acessos a uma página, fazendo vender mais produtos ou serviços, se pensarmos sobre o prisma de um e-commerce. O que precisa fi car claro é que esse conhecimento não é mais privilégio somente de algumas pessoas, todas as empresas têm essa preocupação. No comércio tradicional, monitorar a concorrência é uma prática antiga, ela determina os preços dos produtos e as vantagens que serão ofertadas para encantar os clientes. No meio digital, a análise dos sites que concorrem entre si também acontece. As análises não fi cam restritas apenas ao cenário do e-commerce, todavia, o âmbito de conteúdo também é avaliado pela concorrência, por exemplo, quando a mercadoria é substituída por uma notícia ou dado. Neste caso, a mercadoria passa a ser o conteúdo, e o portador da novidade que melhor se apresentar para os buscadores receberá mais acesso e consequentemente terá a publicidade que exibe em páginas mais visualizadas. A maior difi culdade de quem atua no marketing digital não é, necessariamente, medir os resultados ou ter acesso às métricas das plataformas, mas é saber se a empresa tem um bom ou mal desempenho com o seu site. Por exemplo, podemos usar a métrica de acessos de uma página que, hipoteticamente teve o número “x” de visitas, isso é ruim ou é bom? A resposta depende de um referencial, algum elemento que ajude a nortear as expectativas de trabalho e o planejamento. Cada empresa, marca, produto ou serviço deve criar o seu próprio referencial, ele indica o sucesso das atividades e pode ser feito de algumas formas: • Observar o histórico de acessos do ano anterior e compará-lo ao ano atual. Assim é possível identifi car o aumento, a baixa ou uma constante nas visitas on-line. 81 SOFTWARES Capítulo 2 • Analisar a concorrência, listar as empresas que atuam no segmento e que concorrem direta e indiretamente com o seu negócio, além de comparar o número de fãs que cada uma tem em suas redes sociais. Isso dará uma ideia aproximada da relevância ou não dentro de cada uma dessas redes de relacionamentos. • A partir de campanhas em diferentes mídias, com cada uma das ações que a empresa desenvolver em uma determinada mídia sendo comparada com as demais. Assim será possível identifi car a mídia que apresentou mais resultados satisfatórios, mesmo que cada uma delas tenha características próprias, isto serve como referência para as próprias campanhas. • Informações mercadológicas, institutos de pesquisas, universidades, entidades e grupos segmentados oferecem regularmente dados sobre o mercado. Estas informações ajudam a prever tendências e mudanças que podem ocorrer em um determinado espaço de tempo. Os dados dessas pesquisas fornecem uma média geral, logo não servem diretamente para serem comparados aos seus números, no entanto, a partir dessa leitura é possível ter uma visão mais ampla a respeito do mercado. • Faça muitos testes, são eles que irão responder às principais perguntas de um negócio. Cada caso tem suas particularidades e somente através da tentativa e erro será identifi cado o “caminho das pedras” para obtenção de êxito numa estratégia comercial. No meio digital, é muito rápido testar e mudar o andamento de uma campanha, elementos que seriam impensáveis de se realizar numa campanha de outdoor ou TV, por exemplo. Nesta seção, entendemos a importância de se analisar a concorrência, algo que sempre foi realizado no mercado tradicional e que é replicado dentro do ambiente digital. A seguir, iremos apresentar ferramentas que possibilitam essas análises. Ferramentas de Análise Quando falamos de ferramentas de análises, abordamos alguns aspectos técnicos com relação aos nossos concorrentes e à tecnologia que estão usando. É preciso ter ferramentas que possibilitam responderaos principais questionamentos de quem trabalha com SEO, tais como: qual plataforma de e-commerce está sendo usada? Meu concorrente está usando mídia programática nos seus anúncios? Qual é o servidor que está sendo utilizado para hospedar os dados do website? Para responder a estes e a outros questionamentos, vamos listar nessa seção algumas ferramentas gratuitas que poderão ajudar nas pesquisas quantitativas em relação aos concorrentes de uma empresa ou marca. Vale ressaltar que não vamos nos ater às ferramentas pagas, nem àquelas que possibilitam alguns dias de uso gratuito para experimentação. 82 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Built with (<https://builtwith.com/>): é uma plataforma gratuita e aberta que qualquer usuário pode acessar, basta digitar o endereço eletrônico do seu concorrente no navegador. A ferramenta faz um relatório bem completo com diversas informações pertinentes, como: o tipo de servidor que está sendo utilizado, ou qual tipo de banco de dados é usado, ou quais os DNS, e muitos mais. Essas informações ajudam-nos a acompanhar as tecnologias utilizadas pela concorrência. Figura 34 – Layout do site Built with Fonte: O autor. • Bit.ly (<https://bitly.com/>): é um dos mais populares encurtadores de links, muito utilizado por usuários com pouco conhecimento a respeito de programação web. Ele desempenha apenas essa função e a plataforma oferece uma infi nidade de dados que ajudam muito quem trabalha no mercado digital. Algumas empresas até têm encurtadores personalizados, utilizando o nome próprio para compor o endereço eletrônico como uma estratégia de brand. Esteticamente falando, um link encurtado transmite um aspecto de suavidade e clareza, mas tecnicamente ele também traz informações quanto aos números de cliques e demais dados de acessos. Vejamos por meio desta notícia extraída do Twitter: “@olhardigital [16 de jan] Inteligência artifi cial supera humanos em prova de interpretação de texto. Disponível em: <https://goo.gl/zqtUQY>”. 83 SOFTWARES Capítulo 2 Ao isolarmos o link e acrescentarmos o símbolo “+” no seu fi nal, desta forma, “http://bit.ly/2B6qXIO+”, teremos acesso a um relatório completo da sua utilização. Essa mesma lógica de acrescentar o símbolo “+”também funciona para o encurtador do Google (<https://goo.gl/>). Você pode testar essa funcionalidade em outros encurtadores que a sua concorrência está usando. Uma lógica para usar esse conhecimento é ao visualizamos um post que usa algum encurtador, em uma rede social com muitas curtidas, comentários e compartilhamentos. Ao verifi car isto, é possível identifi car se realmente todo engajamento demonstrado ali gerou acesso para o site que o link direcionava. Figura 35 – Layout do site Bit.ly Fonte: O autor. • Busca avançada do Twitter (<https://twitter.com/search-advanced>): é possível identifi car uma série de oportunidades a partir dos resultados que ela oferece. Entre as opções de refi namento da pesquisa, pode-se geolocalizar um tweet, defi nir a data da pesquisa, escolher hashtags, excluir palavras, entre outras funcionalidades. 84 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 36 – Layout da Busca avançada do Twitter Fonte: O autor. Essa mesma lógica pode ser usada dentro do Facebook, a partir das devidas limitações e opções de pesquisa que a plataforma disponibiliza. Assim como é possível ver a posição orgânica de uma empresa ao pesquisar no Google ou em sua “busca avançada” (<https://www.google.com.br/advanced_search>), lembre- se de limpar os cookies do computador, abrir uma janela anônima (se a intenção for ocultar sua localização). Faça também as mesmas buscas em um smartphone, pois como falamos nos tópicos anteriores, os resultados são diferentes porque o PageRank leva em consideração outros aspectos na busca pelo mobile. Além dos resultados orgânicos também será possível identifi car quais anúncios pagos são acionados a cada nova palavra pesquisada. 85 SOFTWARES Capítulo 2 Figura 37 – Layout da busca avançada do Google Fonte: O autor. • SEO report card (<http://app.upcity.com/free-tools/seo-report-card>) (website em inglês): faz a análise de um site e determina sua posição em relação aos concorrentes. Seu relatório apresenta outros itens, tais como: – classifi cação do site como base nas palavras-chave principais, nos seguintes buscadores: Google, Yahoo e Bing; – lista de links com os números das páginas que estão redirecionando para site pesquisado; – análise interna (local) sobre seu próprio desempenho quando incorpora a palavra-chave principal no website; – acessibilidade ao levar em conta a estimativa de tempo de carregamento da página e o acesso aos robôs de busca; – confi abilidade ou autoridade que o site se propõe a ter; indexação da quantidade de páginas que o site indexou atualmente. 86 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 38 – Layout do SEO report card Fonte: O autor. • Website grader (<https://website.grader.com/>): criado em 2007, pela HubSpot, a ferramenta auxilia a descobrir otimizações para buscadores. Basta inserir a URL da página, o e-mail de contato e outras informações. Ele gera uma pontuação de 1 a 100 e relatórios, considerando as seguintes métricas: – tamanho, solicitação e velocidade do site; – adaptação para dispositivos mobile, no que tange a sua velocidade e confi gurações de respostas; – rastreamento do site por robôs e se é fácil de ser encontrado pelos usuários, considerando títulos e os metadados da descrição. – segurança, certifi cado SSL, provando para quem acessa a autenticidade das informações. 87 SOFTWARES Capítulo 2 Figura 39 – Layout do website Grader Fonte: O autor. • SEO overview tool (<https://varvy.com/>): essa ferramenta apresenta a força do domínio, dos links, das técnicas de SEO, das imagens usadas no site, das menções em redes sociais, do SEO do site/técnico, da velocidade de carregamento, entre outros dados sobre desempenho do website. Figura 40 – Layout do SEO Overview Tool Fonte: O autor. 88 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Woorank (<https://www.woorank.com/pt>): essa ferramenta oferece uma visão ampla quanto ao desempenho de uma página, mediante aos parâmetros determinados ela atribui uma categorização. É possível identifi car: o país de origem do tráfego; a sua classifi cação em relação aos sites mais acessados da web, entre outras funcionalidades. Figura 41 – Layout do Woorank Fonte: O autor. Neste capítulo, visualizamos os diferentes aspectos que envolvem o funcionamento dos softwares e de como tirar o maior proveito de cada uma das ferramentas apresentadas. Além disso, ter o discernimento de que não é possível fazer tudo manualmente é a lição que transmitimos durante este módulo. Em um primeiro momento, use os programas gratuitos, eles servirão para calibrar os olhos e desenvolver uma expertise a respeito do problema. Depois disso, parta para uma ferramenta paga, seguindo esse passo a passo, a possibilidade de extrair um maior proveito e atingir resultados positivos torna-se mais plausível. Algumas ConsideraçÕes Chegamos ao fi m do segundo capítulo e dois aspectos foram destacados ao longo dos estudos: primeiro, a inexistência de autores no suporte teórico nas abordagens textuais; e o segundo, a brevidade se comparado ao Capítulo 1. Conforme falamos no início, as seções apresentadas: funcionamento dos softwares; SEO off-page; link building; palavras-chave; análise de websites; ferramentas de análise têm um viés técnico e voltado diretamente ao mercado. Isso proporciona um ritmo diferente de leitura e de como estudar o tema. 89 SOFTWARES Capítulo 2 Os conceitos apresentados, no entanto, fi cam subordinados às atualizações das ferramentas, sedo assim, não podem ser considerados verdades imutáveis. É importante lançar um olhar atento paraas prováveis atualizações que ocorrem nos meios digitais, pois o que diferencia os profi ssionais que já atuam na área, é a capacidade evolutiva. Aqueles que não se atualizam, correm o risco de não sobreviver no competitivo mercado que gradualmente se digitaliza. ReferÊncias BARRETO, Aldo de Albuquerque. A questão da informação. São Paulo em Perspectiva, v. 8, n. 4, 1994, p. 3-8. 90 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) CAPÍTULO 3 Planejamento e Estratégias A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem: Entender a importância do alinhamento estratégico do SEO e as premissas conceituais para construção de conteúdo. Estabelecer estratégias que permitam a análise e o planejamento de uma comunicação assertiva nas plataformas digitais. Fazer a identifi cação das estratégias existentes e de como usá-las nos planejamentos de campanhas e ações promocionais. 92 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) 93 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 ConteXtualiZação Neste capítulo, direcionamos nosso olhar para as questões do planejamento e estratégias de SEO. Diferente do capítulo anterior, este retoma parte dos conceitos teóricos à luz de diferentes autores. Dessa forma, existe uma alternância de ritmo entre cada temática abordada, uma alternativa para suavizar a grande quantidade de informação que trabalharemos neste módulo. Veremos os seguintes assuntos: a importância do planejamento; o marketing por conteúdo para SEO; algumas propostas de calendário editorial; as técnicas de webwriting; algumas estratégias para mecanismos de buscas e os aspectos básicos dos projetos para SEO. Nem sempre é possível ter criatividade para elaborar um texto, por isso usamos diferentes técnicas de redação, elas serão as melhores aliadas enquanto trabalhamos com grandes volumes de produtos de e-commerce ou serviços. Lembremos que são as palavras que dão signifi cado para qualquer conteúdo desenvolvido para web. Um vídeo, uma imagem/foto ou um arquivo de áudio sem uma descrição adequada ou um título relevante e outros aspectos de ancoramento não serão mapeados pelos robôs de busca e fi carão esquecidas pela internet. A ImPortância do Planejamento Iniciamos este capítulo citando um dos pontos elementares quando pensamos em marketing em máquinas de busca SEO. Somente a partir do planejamento é que uma ideia começa a criar forma e a ser estruturada. A partir desta informação, listaremos os elementos primordiais para um bom planejamento. • Defi na a persona: para quem estará comunicando, seja empresa, marca, produto ou serviço. Para isso, é preciso saber quem é o seu público-alvo e quais os seus anseios, isto serve para que haja linearidade na linguagem. Faça um mapeamento comportamental antes de criar as personas, para isso, basta responder às seguintes perguntas: 1) O que pensa, sente, ouve, fala, faz e vê? 2) Quais são as dores e as necessidades? Somente a partir do planejamento é que uma ideia começa a criar forma e a ser estruturada. 94 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Mapa da empatia: o que seu público pensa e faz?. Disponível em: <https://www.agenciamestre.com/marketing-digital/mapa-da- empatia-o-que-seu-publico-pensa/>. Acesso em: 13 abr. 218. • Defi nir uma jornada de compra: isto serve para deixar claro quais são as etapas que o leitor deve realizar para adquirir um produto, serviço, entre outros. É importante perscrutar esse caminho, ter uma visão ampla e defi nir os passos: campanhas, e-mails, ofertas, quais canais que serão usados, quais redes sociais serão utilizadas, planejar compra de mídia programática e assim por diante. Por isso, é preciso defi nir a persona para depois saber aonde ela estará. • Estudar a concorrência: quais são os principais competidores no mercado que estou atuando? É importante levantar todos os dados, tanto os orgânicos quanto os de links patrocinados para entender o macrocenário em que eles estão inseridos. • Fazer testes práticos: isto é importante para colocar à prova as hipóteses teóricas e observar como o experimento se comportará. Testar o envio dos e-mails, a automatização de um formulário de contato, as etapas de compra de um e-commerce. É imprescindível que todo o ambiente digital esteja em perfeito funcionamento para que o cliente não tenha uma experiência frustrada e, caso isto aconteça, a probabilidade de ele retornar é muito baixa. Neste caso, a primeira impressão é a que realmente vai fi car na mente do cliente em potencial. • Monitoramentos de dados: é necessário mapear as interações dos usuários dentro da plataforma digital na qual atuamos. No Capítulo 4 nos ateremos a este item detalhadamente. • Investimento e recursos: detalhar a quantidade de horas que serão necessárias para executar todas as etapas do planejamento. Somente dessa forma será possível saber se realmente o custo-benefício vale o investimento das horas trabalhadas pelos profi ssionais envolvidos no projeto como um todo. Mais do que fazer o planejamento, é preciso ser realista e realmente saber se o que foi idealizado apresenta condicionais para realmente ser executado. 95 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 A partir deste breve conceito teórico, compreendemos o que é preciso para que as marcas desenvolvam seu planejamento, objetivando um determinado propósito através do “marketing por conteúdo”, o qual abordaremos na seção seguinte. A partir desse ponto, a empresa poderá produzir um conteúdo signifi cante, que atende às necessidades dos seus consumidores ao conquistar sua atenção e fi delizando-o. MATTEWS, Scott. O mapa da empatia: estruturou o pensamento e as necessidades do seu público-alvo. Disponível: <http://xblog. xplane.com/change-dna-visuals-align>. Acesso em: 13 abr. 2018. Marketing Por ConteÚdo Para SEO Iniciaremos esta seção a partir do conceito teórico sobre o tema, a fi m de que o leitor perceba a importância do que está sendo abordado e de como existem diferentes autores que pesquisam cientifi camente sobre ele. Ao usar a internet para promover uma marca, empresa, produto ou serviço, ela nos serve como uma ferramenta de marketing que também engloba a assessoria de imprensa, promoção de vendas, relações públicas e publicidade e propaganda (TORRES, 2009). As mídias sociais são iguais às outras que já existiam, como rádio, televisão, revistas, outdoors, jornais etc., porém, nesse processo evolutivo e digitalizado, elas se expandiram para o campo digital e estão em contato direto com cada usuário nas diferentes plataformas on-line que circulam. Escolher quais mídias utilizar em uma campanha faz toda a diferença no planejamento que, por sua vez, analisa: o público-alvo, os objetivos e o meio, traçando, assim, a melhor estratégia para cada uma delas. Para isso, é importante compreender os embasamentos do marketing, compreender as dinâmicas de mercado e as disciplinas tradicionais que o regem, tais como: estratégia, planejamento, pesquisa de mercado, marketing de relacionamento, branding, entre muitas outras (GABRIEL, 2012). As empresas devem assumir o compromisso com os usuários, conhecer seu público-alvo e suas necessidades, escutar atentamente suas reclamações e oferecer a melhor resposta. Neste sentido, o marketing por conteúdo direcionado ao SEO é uma poderosa ferramenta nas estratégias de marketing digital, o qual, ao criar conteúdo, requer planejamento (TORRES, 2009). Ele está diretamente Escolher quais mídias utilizar em uma campanha faz toda a diferença no planejamento 96 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) ligado à elaboração de um volume de conteúdo, a sua relevância e à qualidade que permitirá ao usuário encontrar e se engajar com a empresa. Assim, marketing por conteúdo é a concepção e distribuição de um determinado conteúdo midiático (vídeos, fotos, documentos, infográficos, mídias sociais, games, apps, entre outros), objetivando audiência sem, necessariamente, apontar para a comercialização de algo. O conceito visa transformar o cliente em um evangelizador da marca (FREEDLANDER, 2013). É um processo para se comunicar, motivar e levar os clientes em potencial a uma ação indireta através de uma sugestão. Esta estratégia oferece informações úteis que passam despercebidamente aos olhos do consumidor, que não a consideram com apelo comercial, garantindo maior fi delização e a construção de laços de confi ança com o público (PULIZZI, 2012). Se no mundo analógico temos a proliferação de uma mensagem através do “boca a boca”, na internet temos uma circulação maior das informações, através de comentários e recomendações que são repassados de um usuário a outro. As empresas que almejam o sucesso com esta estratégia necessitam narrar histórias persuasivas, postar com regularidade. “O marketing de conteúdo tem que ser ativo. Estamos falando de relacionamento. Seu cliente quer interação, não conteúdo estático” (TORRES, 2009, p. 114). Consumidores acreditam mais em informações de outros consumidores através de seus comentários e de suas experiências com determinado produto do que com a explanação de especialistas, críticos ou profi ssionais da área (HANSSON; WRANGMO; SOLBERG SØILEN, 2013). Dessa forma, é recomendado criar conteúdo em todas as plataformas digitais relacionadas à empresa na qual o público-alvo esteja engajado. Os conteúdos publicados por uma marca, somados aos conteúdos que o mercado divulga sobre ela, formam um dossiê que determina a construção de um sentido, chamado de capital social (GABRIEL, 2011). Após essa explicação teórica, chancelada por respeitados autores, vamos nos inclinar para uma parte mais prática a qual nos depararemos diariamente ao trabalharmos com a produção de conteúdo relevante. Ter um bom posicionamento nos resultados orgânicos de um buscador signifi ca, teoricamente, vender mais, já que determinado site foi mais acessado. Sabemos que as técnicas de SEO estão relacionadas às diferentes estratégias para estar bem posicionado junto aos buscadores, contudo, uma estratégia também não é uma ciência exata, pois as regras do mercado digital estão em constante mudança a cada nova atualização dos algoritmos que regem este meio. Marketing por conteúdo é a concepção e distribuição de um determinado conteúdo midiático Consumidores acreditam mais em informações de outros consumidores 97 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Um dos principais pilares do marketing digital, que se manteve quase inabalável no decorrer do tempo, é o conteúdo. Ele se manteve bem colocado nos resultados das pesquisas. É válido reforçar a ideia de que um bom conteúdo deve ser original, apresentar qualidade, relevância para os leitores, ter uma frequência, conter as palavras-chave que clientes em potencial sempre pesquisam, entre outros. Manter a produção de novos conteúdos regularmente não é uma tarefa fácil, mais ainda quando este serviço é realizado por agência de publicidade, assessoria de imprensa ou por prestadores de serviços do tipo freelancer. Em cada uma dessas posições, há muito o que gerar de conteúdo para os diferentes tipos de clientes. Na seção seguinte, vamos aprender mais sobre este tema a partir do uso do calendário editorial, mas, por enquanto, passaremos algumas dicas que irão ajudar nesta problemática. Uma ótima estratégia é atualizar conteúdos já existentes no site em manutenção. A proposta é renovar matérias antigas, coisas já indexadas pelo Google, e repaginá-lo ao agregar novos elementos que darão força à publicação e trarão maior credibilidade à página. Assim, caso a postagem antiga não estivesse bem colocada no ranqueamento, o resultado será favorável após a repaginada. A expertise para esta estratégia é não ter que começar uma ideia do zero, mas, sim, dar novos aspectos para algo que já está dentro do site. É possível otimizar o texto e deixá-lo com o conteúdo mais completo por meio da adição de um novo elemento midiático sobre o tema, tais como: • Vídeo: com a queda do sinal analógico em 2018 e a expansão dos sinais digitais de 3G e 4G, o consumo de vídeo em aparelhos celulares será potencializado. Apesar de o consumo de vídeos já estar em alta, a previsão é que isso aumente. A produção de um VT rende duplamente nesta estratégia, pois servirá tanto para incorporar o vídeo na postagem que está sendo repaginada, quanto para alimentar o canal do YouTube da empresa. Vale lembrar que o YouTube é a segunda maior plataforma de busca da internet, depois do Google, e ambos são da mesma empresa. Uma ótima estratégia é atualizar conteúdos já existentes no site 98 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) “Sinal analógico de TV será desligado em mais cidades do interior de São Paulo”. Disponível em: <https://canaltech.com.br/ telecom/sinal-analogico-de-tv-sera-desligado-em-mais-cidades-do- interior-de-sao-paulo-106066/>. Acesso em: 16 abr. 2018. • Áudio: a maior parte dos leitores prefere escutar uma notícia do que lê-la. Fornecer essa opção para quem acessa é uma boa opção. Além disso, cogite a possibilidade de criar um podcast que, somado ao texto já existente, formará uma ótima dupla. O arquivo de áudio pode ser também disponibilizado em outras plataformas, tais como: SoundCloud (<https://soundcloud.com/>), HulkShare (<http://www.hulkshare.com/>), 4shared (<https://m.4shared.com/>), entre outras. Além disso, pode ser consumido pelos leitores enquanto realizam outra atividade, por exemplo, um exercício físico. É possível também liberar os arquivos para os que fazem download a fi m de compartilhá-lo, gerando o engajamento esperado em uma ação como essa. • Infográfi co: além do forte apelo visual, ele facilita a compreensão de uma mensagem, deixando-a mais compreensível. Este material serve tanto para a postagem que está sendo reformulada, quanto para a utilização para atualizar o perfi l no Pinterest que a empresa também pode ter. • Apresentação de slides: pode ser um e-book, uma cartilha, apresentação de PowerPoint, artigo científi co ou qualquer outro material que seja compatível com esse formato. Ele também serve duplamente, tanto para este exemplo, a reedição de conteúdo antigo, quanto para ser usado no SlideShare, que é uma rede social com esta característica. • Galeria de fotos: é possível fazer uma apresentação de slides com fotos. Elas podem fi car hospedadas no Flickr, o que ajudará o material a ter mais relevância, já que as imagens postadas ali dentro podem receber diversas informações que ajudam a ser encontradas pelos buscadores. • Acrescentar mais informações: atualizar os dados da postagem, adicionar mais links (revisar os links já existentes para conferir se não estão quebrados), atualizar as imagens de apoio, deixar o texto mais completo, todos esses elementos deixarão o conteúdo mais rico, agregando qualidade à publicação. 99 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Após todas estas atualizações, a data original da postagem é modifi ca para o dia em que a página recebeu uma reestruturação. Outra possibilidade é expressar no texto, deixar claro, que tal publicação passou por uma “revisão” ou que foi “editada”. Esta é uma forma de mostrar para os usuários que o site se preocupa em melhorar o próprio conteúdo, além de ser uma forma transparente de mostrar aos leitores as mudanças editoriais que foram realizadas, assim, eles notarão que o texto foi melhorado para fi car mais otimizado. Neste sentido, quando o texto é modifi cado e novos elementos são acrescentados, a postagem “ganha o direito” de mudar a data porque o conteúdo realmente mudou. No fi nal deste capítulo, não esqueça de direcionar o público para um call to action e assim transformar esse leitor em um lead, ou seja, conduzir este leitor para algum material do site, como um e-bookou webinar, que são algumas formas de coletar o lead. O objetivo é fazer um usuário, por livre e espontânea vontade, deixar seus dados em um formulário (nome, e-mail e telefone) para baixar um produto digital que o interessou dentro do website, para que faça parte da base de dados e posteriormente contatado pela empresa para ofertar algum produto ou serviço. Todas estas opções listadas anteriormente seguem a lógica de crossmedia, termo utilizado quando uma mesma mensagem é distribuída em diferentes formatos de mídia, e isso, quando bem executado, oferece mais elementos para que uma informação possa ser encontrada pelos robôs de busca. Exige um pouco de trabalho braçal, porém o resultado é utilizado duplamente, além de agregar mais relevância para uma mesma informação. O Google aprecia quando existem diferentes formatos de mídia. Quando o texto é modifi cado e novos elementos são acrescentados, a postagem “ganha o direito” de mudar a data porque o conteúdo realmente mudou. Vamos entender a diferença entre crossmedia e transmídia. Disponível em: <https://www.midiatismo.com.br/vamos-entender-a- diferenca-entre-crossmedia-e-transmidia-cirandablogs>. Acesso em: 16 abr. 2018. Nesta seção, compreendemos os conceitos e algumas aplicações do marketing por conteúdo e sua relevância para as técnicas de SEO. A seguir, vamos aprofundar este tema, relacionando-o às estratégias do calendário editorial. 100 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Calendário Editorial Ter um fl uxo de publicações constantes é um dos trabalhos mais difíceis para quem produz conteúdo relevante para redes sociais, como faláramos na seção anterior. Dentro deste contexto, a fi m de ajudar a organização do fl uxo de trabalho, é que adentramos o tema abordado. Falaremos da importância de haver um calendário editorial covm o planejamento dos conteúdos que serão produzidos. Ele dará agilidade no momento da produção, ou seja, quando o curso das produções estiver rigorosamente alinhado com um calendário, a sua produtividade poderá ser multiplicada porque existirá fôlego para suportar uma demanda maior de serviço. Com essa organização também será possível defi nir as pautas específi cas para situações pontuais, nos períodos determinados. A produção de conteúdo é uma das partes essenciais de um planejamento efi ciente de marketing digital somada às técnicas de SEO. O calendário editorial entra como uma parte dessa organização estratégica para que uma empresa, marca, produto ou serviço prospere na web e fora dela, inicialmente devemos ater-nos a três elementos: • Público-alvo: quais as suas características, sexo, idade, grau de escolaridade, entre outras, pois elas vão determinar quem vai consumir o conteúdo. Mesmo assim, tais informações ainda não dizem muito sobre o seu comportamento. É necessário conhecer quais são os seus desejos, temores e preocupações. Estes aspectos serão de grande valia para o segundo item dessa listagem. • Conteúdo relevante: quando se conhece o público-alvo, é possível oferecer uma solução diferenciada para uma problemática, no formato de um conteúdo que ele busca. É necessário dominar o assunto e apresentar autoridade sobre o tema que se propôs a produzir. Foque na qualidade e não na quantidade. Elabore artigos, resenhas, tutoriais, e-books, vídeos, áudios, galeria de fotos, infográfi cos, entre outros formatos midiáticos que geram valor e possam se destacar no meio de tantas outras informações que estão disponíveis na rede. • Divulgação do conteúdo: você deve focar apenas na produção desse conteúdo e não montar um plano de divulgação. Para este momento, isso poderia ser um desperdício de tempo porque, primeiramente, esse conteúdo precisa chegar até a audiência, usando redes sociais digitais, campanhas de e-mail de marketing e pelo ranqueamento dos buscadores. Com essa organização também será possível defi nir as pautas específi cas para situações pontuais, nos períodos determinados. Produção de conteúdo é uma das partes essenciais de um planejamento efi ciente de marketing digital. 101 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Quem trabalha com a produção de textos, normalmente já tem muitas ideias preconcebidas para a produção de conteúdos futuros em suas plataformas digitais. No entanto, é necessário organizar essas ideias para não correr o risco de perdê-las, ou mesmo perder o time de publicação delas, e, todas as vezes que precisar produzir um novo texto, terá que iniciar completamente do zero. Isto gera desperdício de tempo, de energia criativa e reduz a produtividade. Ao optar pelo uso de um calendário editorial, você deixa de produzir conteúdo aleatoriamente para iniciar a execução de um planejamento baseado em cronograma, números, informações e dados concretos. Isso refl etirá diretamente na frequência de novas publicações e, como consequência, o tráfego no site tende a aumentar consideravelmente. O calendário editorial serve para buscar compreensão de tudo o que foi realizado em termos de produção de conteúdo, assim como tudo o que está por vir para, dessa forma, tomar as melhores decisões de execução. Não nos ateremos a uma única estrutura ideal, o modelo não pode ser engessado, pois cada empresa terá suas variações, porém, alguns itens tendem a fazer parte do calendário para que o restante da equipe, não somente produção e criação, consiga se organizar da melhor forma possível e em sintonia. São eles: • Data de publicação: uma ferramenta que ajuda muito é o Google Calendar (<https://calendar.google.com/calendar/r?pli=1>), um calendário que já está pronto com as datas listadas e que pode ser compartilhado e acessado por todos, informando também todas as datas. • Tema dos conteúdos: eles podem ser identifi cados por uma determinada palavra-chave principal, a qual poderá ser utilizada no artigo ou no conteúdo midiático desenvolvido. • Datas de lançamento de produtos: aqui nos referimos aos produtos próprios que a empresa desenvolve, um e-book, por exemplo. Dessa forma, a datas das publicações de conteúdos não irão se sobrepor às datas de divulgação, assim como às datas de lançamentos de produtos afi liados e aos demais eventos importantes existentes no mercado. É importante fi car atento a estas datas para não correr o risco de sobrecarregar sua lista de e-mails ao realizar tantas divulgações simultâneas. • Horário de publicação: a depender do tempo de existência do site ou blog, é possível ter um parâmetro dos dias da semana e horários com mais acessos, através do Google Analytics. Vale ressaltar que o curso de marketing digital oferecerá em outro módulo exclusivamente este tema que é fundamental para a interdisciplinaridade das apostilas. É necessário organizar essas ideias para não correr o risco de perdê-las O calendário editorial serve para buscar compreensão de tudo o que foi realizado em termos de produção de conteúdo, assim como tudo o que está por vir 102 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Data de entrega: no calendário de publicação não especifi camos a data de entrega das produções de conteúdo, mas se deve determinar um limite de tempo (dead line) para que um conteúdo fi que pronto e, assim, ter fôlego para preparar sua publicação, principalmente quando o trabalho é em equipe. • Datas importantes tradicionais: anualmente temos uma série de feriados, festas de fi m de ano e datas especiais precisam constar no calendário do editorial. Vale a observação de que não é recomendável fazer publicações nestas datas, pois a audiência e a taxa de abertura de e-mails tendem a ser menores. • Frequência das postagens: esta é uma das maiores difi culdades de quem trabalha com a produção de conteúdo, como fora frisado. Uma das principais dúvidas nesta etapa do trabalho é saber qual a frequência ideal para o seu negócio. Não existe uma resposta exata, a sugestão é aquela que possa ser mantida.Faça algo pelo qual haverá fôlego e ritmo constantes. “Não dê um passo maior do que a perna”, se não conseguirá manter a produtividade alta. Saiba, então, dosar seu trabalho, sem falhar com a produção e sem comprometer a qualidade do que está sendo publicado, ou seja, ao invés de postar diariamente artigo rasos (com uma média de 500 palavras), invista na produção de um conteúdo mais elaborado, na pesquisa por meio de palavras-chave, na qualidade da escrita do texto etc. Veja o que é produzido na internet a respeito do tema publicado e elabore algo diferente. Conteúdo de qualidade leva tempo para ser construído, no entanto, trará tráfego qualifi cado para a página. • Priorizar projetos: é importante ter clareza a respeito de quais conteúdos não podem sofrer atrasos nas publicações, tais como: conteúdos direcionados para o lançamento de um produto, além disso, é preciso defi nir quais projetos são mais maleáveis. Normalmente, um planejamento de conteúdo a longo prazo tende a sofrer mais alterações, e isto gerará mais trabalho para enquadrá-lo novamente ao calendário editorial. Mudanças acontecem, portanto, não tenha medo de fazer alterações nas datas de publicações ou no próprio planejamento. Isto acontece porque nossas expectativas de mundo ideal são diferentes daquelas que vislumbramos no mundo real, sujeito às intempéries que ocorrem. Isso não signifi ca que se ignore todo o planejamento que fora elaborado cuidadosamente no transcorrer dos meses. O fato é aceitar que as prioridades podem mudar por diferentes motivos e, por causa disso, faz-se necessário ter a resiliência para suportar e adaptar-se ao novo cenário. 103 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 • Tipos de conteúdo: para uma boa estratégia na produção de conteúdo, além de defi nir os temas interessantes e procurados pela audiência, como vimos, é preciso trazer variedade ao calendário. Referimo-nos à “variedade” no sentido da multiplicidade de materiais que podem ser publicados, tais como: – artigos e posts que disponibilizam um conteúdo de fácil acesso, oferecendo posicionamento sobre um tema ou agregando visões de mundo; – quizzes, pois eles têm uma boa aceitação do público, alimentando suas fantasias e desejos; – vídeos e áudios (podcast e vídeocast) têm o poder de “mastigar” um tema e facilitar sua compreensão, podendo driblar os problemas que usuários têm na interpretação de textos; – e-books têm conteúdos mais completos e que podem abordar temas complexos em maior profundidade; – conteúdo informativo, o qual pode ser produzido por meio de guias, tutoriais, manuais práticos, entre outros; – conteúdos emocionais cheios de histórias pessoais e entrevistas que fazem a audiência se conectar com algo real sendo compartilhado; – conteúdos sociais têm a missão de diminuir a distância entre a audiência e o mercado, como uma lista de sites úteis ou indicações de ferramentas digitais; – conteúdos especiais geralmente usados na antecipação de algum lançamento, sempre com o tema relacionado ao produto que será lançado na sequência. Além de todas estas dicas em relação aos conteúdos, lembre-se de usar o calendário de entretenimento e da cultura pop(ular). Tal conteúdo tem uma grande aceitação pelos usuários que cada vez mais consomem fi lmes e séries via stream. Usar estes elementos para reforçar uma ideia da empresa pode ser uma ótima estratégia. Fique atento às datas de início e fi m de séries que mobilizam multidões, tais como: The Walking Dead; Game Of Thrones (no Brasil, Jogo dos Tronos); Vikings; Stranger Things; Sense8; Black Mirror; Orange is the New Black; Narcos; 13 Reasons Why; Star Trek: Discovery; entre outras. Você pode “pegar carona” nelas e alavancar diferentes publicações que puxem para esta temática. Fique atento ao lançamento de fi lmes no cinema, tais como: Vingadores (e demais personagens da Marvel); Liga da Justiça (e demais personagens da DC Comics); às franquias de Star Wars e aos da Disney; todos eles geram grandes discussões on-line, resenhas, além de despertar diferentes sentimentos, e os fãs costumam ser altamente engajados. 104 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Justamente porque falamos de fi lmes, a estratégia pode seguir nesta linha temática para fazer um gancho nas premiações do cinema e da música que acontecem anualmente: Oscar, Globo de Ouro, Cannes, Grammy Awards, American Music Awards, Billboard Music Awards, MTV Video Music Awards, entre outros. Esses festivais costumam ser transmitidos por emissoras de TV, ou mesmo on-line, pela rede. Aproveite para entrar nesta conversa a fi m de dar alguma opinião sobre quais os possíveis vencedores, isto acarretará discussões entre os usuários. Listamos aqui grande parte dos websites dos respectivos festivais, premiações e séries que podem ser utilizados de referência para geração de conteúdo relevante: <https://www.thewalkingdead.com.br/>. <https://www.hbo.com/game-of-thrones>. <www.history.com/shows/vikings>. <https://www.netfl ix.com/br/title/80057281>. <https://www.netfl ix.com/br/title/80025744>. <https://www.netfl ix.com/br/title/70264888>. <https://www.netfl ix.com/br/title/70242311>. <https://www.netfl ix.com/br/title/80025172>. <https://www.netfl ix.com/br/title/80117470>. <https://www.netfl ix.com/br/title/80126024>. <http://www.oscars.org/>. <https://www.goldenglobes.com/>. <http://www.festival-cannes.com/fr/>. <https://www.grammy.com/>. <https://www.theamas.com/>. <https://www.billboard.com/>. <http://www.mtv.com/vma>. Indústria de jogos eletrônicos muda com o consumidor. Disponível em: <http://www.valor.com.br/empresas/5133124/industria-de-jogos- eletronicos-muda-com-o-consumidor>. Acesso em: 17 abr. 2018. Esta lógica também vale para o lançamento e os festivais de games, assunto que domina a preferência entre todos os usuários conectados à internet, já que a grande maioria dos internautas são jogadores, visto que todos têm, pelo menos, um jogo instalado no smartphone. 105 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Uma das formas de se começar a desenhar um planejamento editorial alinhado aos objetivos é inspirar-se em outros já existentes (de concorrentes, profi ssionais, ou outras fontes que aparecem na sua timeline das redes sociais) e adaptá-los para as suas necessidades. Agora, vamos listar algumas ferramentas que o auxiliarão a criar seu próprio calendário editorial: • Google Calendar (<https://calendar.google.com/calendar>): como citado anteriormente, apesar desta não ser uma ferramenta específi ca para tal função, ela é gratuita e permite personalizar um calendário editorial, de maneira simples e rápida. • Trello (<https://trello.com/home>): essa ferramenta digitaliza metodologias de kanban, usado em administração, consiste em cartões indicativos para controlar fl uxos de produção, e no scrum, usado em gestão, planejamento e projetos de software, as informações são divididas em ciclos nos quais determinadas atividades devem ser executadas. É possível utilizar a função gratuita de “calendário” para organizar as atividades no clássico formato de agenda. • Editorial Calendar (<https://br.wordpress.org/plugins/editorial-calendar/>): este plugin para WordPress permite visualizar todas as postagens agendadas, ele usa a função drag and drop (arrastar e soltar) para alterar datas das postagens e fazer uma edição rápida (de títulos e conteúdos), caso necessário. Nesta seção, abordamos diversas ideias que podem ser desenvolvidas em um calendário editorial e detalhamos a importância de se implantar esse planejamento. Vimos como as publicações e a organização de uma equipe de editores é o pilar de sustentação para que um conteúdo tenha engajamento e possa ser encontrado pelos buscadores. Dessa forma, os textos que caírem nas graças dos leitores irão gerar mais tráfego para um site. Use algumas dessas ferramentas e monte um calendário de um mês,levando em consideração os feriados locais da sua região e procurando os temas mais relevantes para o propósito que deseja desenvolver. 106 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) WeBwriting As mídias digitais requerem uma técnica de redação específi ca para atender às diferentes características que a internet apresenta, isso a difere de qualquer outro meio analógico. No mundo digital, a forma como as informações são dispostas e consumidas requer um modelo editorial diferente do tradicional. Estes e outros aspectos textuais serão aprofundados nesta seção. Webwriting (redação para a web) abrange um amplo conjunto de técnicas para produção e distribuição de conteúdo midiáticos na internet. O texto on-line é distinto do impresso, porque no meio digital não existem as limitações físicas. Uma mesma história pode ser narrada usando menos textos e agregando diferentes elementos midiáticos, tais como infográfi co, imagem em gif, áudio, vídeo, e tantos outros que, quando somados à narrativa, ampliam a compreensão da mensagem que está sendo transmitida. Vale reforçar que estamos citando textos bem redigidos, identifi cados pelo leitor e independentes do meio, se on-line ou tradicional. São conceitos primordiais, amparados na clareza, compreensão e credibilidade das fontes. Sendo assim, se um texto é ruim, sua digitalização não irá melhorar sua compreensão. O digital não faz mágica. O texto é apenas uma forma, entre as tantas diferentes, de se acessar uma informação on-line, e ele é vital para a indexação junto aos robôs de busca. Todos os buscadores usam como fi o condutor os textos presentes em páginas de web para mapear o seu conteúdo. Neste sentido, somente os recursos midiáticos não garantem que serão encontrados pelos buscadores. Independentemente da mídia, seja ela foto, imagem, vídeo ou áudio, sem descrição ou sem o arquivo nomeado, de forma que faça sentido para os robôs de busca, ela não será mapeada. O título do texto precisa ser objetivo: ele deve ser formado pelas palavras- chave, pois é o título da postagem que formará o link para o conteúdo. Neste ponto, publicitários levam desvantagem porque foram treinados para fazer chamadas publicitárias e, aqui, nossa preocupação é com os robôs de busca, dentro de uma lógica digital envolvendo o leitor. Neste sentido, os títulos passam a ser um pouco mais longos, entre 100 e 150 caracteres, para não serem cortados quando visualizados em celulares. Webwriting (redação para a web) abrange um amplo conjunto de técnicas para produção e distribuição de conteúdo midiáticos na internet. Todos os buscadores usam como fi o condutor os textos presentes em páginas de web para mapear o seu conteúdo. 107 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 O texto deve ser direto e objetivo: na web, temos uma grande quantidade de informações, uma mesma notícia pode ser encontrada em diferentes fontes, a diferença entre elas está na facilidade com que o usuário irá decodifi car essa mensagem. Textos sem objetividade, rebuscados e longos tendem a ser menos efi cientes, se o contexto for informativo. É preciso seduzir o leitor logo no primeiro parágrafo com o lead, que é usado no jornalismo no início de uma notícia. Ele visa responder às dúvidas básicas sobre um fato: o quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Esta técnica é representada pela pirâmide invertida, conforme visualizaremos a seguir. É preciso seduzir o leitor logo no primeiro parágrafo com o lead. Figura 42 – Pirâmide invertida Fonte: Adaptado de Franco (2011, p. 57). No ambiente digital, esta arquitetura de informação não consegue se sustentar na totalidade, por causa das múltiplas possibilidades de contextualização que a web proporciona. Assim, a representação da pirâmide invertida passa para a pirâmide deitada, a qual oferece um leque maior de desdobramentos para um contexto mais amplo. 108 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 43 – Passando da pirâmide invertida para a pirâmide deitada Fonte: Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-A-F0a9WZavc/TgCHIuncieI/ AAAAAAAAABA/TkDrcrkCgxM/s1600/Piramide+deitada.png>. Acesso em: 25 jan. 2018. Pare e pense em todos os textos que você começou a ler na internet, mas que nunca terminou, ou que simplesmente fechou a página e mudou de site. Só existe uma tentativa de fi sgar o leitor, caso contrário, a probabilidade de ele retornar é muito pequena. Textos longos funcionam para determinados assuntos e formatos, uma resenha, artigo, análise etc. No mais, use formatos mais dinâmicos e medianos. Não deixe a barra de rolagem assustar aos leitores. O texto deve ter relevância e credibilidade: ele precisa estar bem fundamentado com o máximo de informações que julgar conveniente. As fontes usadas para a produção da mensagem são confi áveis? Lembre-se de checar as fontes e compartilhá-las com os leitores, tenha transparência com os dados utilizados. Não faça “mais do mesmo”, tenha isso como um diferencial. Nesse caso, uma boa opção é o uso de links internos para dar profundidade ao que está sendo discutido. O texto deve ser bem diagramado: você já viu algum “textão” no Facebook e pensou que, talvez, o lugar desse tipo de mensagem não seja nessa rede social? O problema está na diagramação, tenha em mente que ele será acessado pelo smartphone e em quantas rolagens (scroll) de tela, com os polegares, será necessário para se fazer a leitura. Por isso, é importante usar frases curtas e alternar o tamanho dos parágrafos entre curtos e longos. Um texto curto funciona como um incentivo para Lembre-se de checar as fontes e compartilhá-las com os leitores, tenha transparência com os dados utilizados. Alternar o tamanho dos parágrafos. Deixe uma linha em branco entre os parágrafos 109 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 um parágrafo um pouco maior que virá na sequência. Deixe uma linha em branco entre os parágrafos, isso também ajudará os olhos a fazer a marcação de leitura. Se estiver postando em um site ou blog, opte pelo alinhamento à esquerda, o texto justifi cado funciona apenas para o papel. Na web precisamos da quebra irregular no fi nal de cada linha para auxiliar na leitura, sem esse recurso, pode ocorrer o caso de lermos (de forma rápida e pouco atenta, também chamada de leitura dinâmica) a mesma linha duas vezes. Não deixe recuo no começo do parágrafo, este recurso deixamos para textos impressos, no on-line os parágrafos começam junto à margem. O texto precisa ter um elemento ilustrativo: pode ser uma foto ou imagem que chame a atenção. Somente o texto por si só não é garantia de que se permanecerá na sua página. Muitos textos sem nenhuma imagem para suavizar podem assustar quem visita. Para as imagens, não esqueça de sempre renomear o arquivo, pois quando isso é feito, descrevemos para os robôs de busca sobre o que se trata tal imagem. Lembre-se de que buscadores se baseiam em palavras, a identifi cação por imagem ainda não funciona com efi ciência. Quando renomear o arquivo de imagem, não use acentuação nas palavras ou deixe espaços em branco entre elas, opte por usar underline, o traço inferior “_”, assim, não serão substituídos por caracteres estranhos quando postados. Se a imagem for meramente ilustrativa, use-a em algum dos cantos do texto, auxiliando em sua diagramação. Deixe para centralizar ou dar destaque para fotos ou imagens que você mesmo produziu ou criou. O texto precisa ter links de aprofundamento: um texto que não tem links está subjugando o intelecto do leitor. Links em palavras-chave são um dos elementos mais relevantes do SEO, aproveite para interligar textos novos com antigos, ou conduzindo o visitante para novas páginas dentro do mesmo site. Se for oferecer um link externo, tome cuido para que esse, após clicado, abra uma nova aba ou janela. O usuário nunca deve ser redirecionado para um novo site, abandonando o que está,no entanto, caso isso ocorra, ele se perderá em meio ao fl uxo e não retornará mais ao local de origem. Quando for disponibilizar um hiperlink, lembre-se de sua relevância e pergunte-se: este link é mesmo de qualidade? Coloque-se no lugar do leitor. Se você oferecer algo facilmente encontrado na primeira página de busca seu valor é baixo. Neste ponto, entra a curadoria de conteúdo que um profi ssional de SEO sabe fazer. Foto ou imagem que chame a atenção. Não esqueça de sempre renomear o arquivo, pois quando isso é feito, descrevemos para os robôs de busca sobre o que se trata tal imagem. Um texto que não tem links está subjugando o intelecto do leitor. Se for oferecer um link externo, tome cuido para que esse, após clicado, abra uma nova aba ou janela. Pergunte-se: este link é mesmo de qualidade? 110 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) O texto precisa de negritos e itálicos: estes elementos de diagramação, juntamente com os hiperlinks, funcionam como sinalizadores para os robôs de busca, avisando quais as palavras- chave ou expressões devem ser identifi cadas em uma busca. Itálicos servem para destacar citações, elas ajudam a marcar os olhos. Alguns veículos de comunicação usam também palavras em outros idiomas, a própria normativa da ABNT faz isso, fi ca a critério de cada um, a regra é fl exível. Quanto ao negrito, até 25% de um texto pode ser negritado, acima disso, o Google entende que estou fazendo spam e pode punir a página. Use o negrito em palavras-chave e não para destacar adjetivos. Uma dica que pode ajudar é a seguinte: quando terminar de redigir um texto, faça a pergunta: quais palavras eu digitaria no buscador do Google para chegar até esse texto? A resposta certamente mostrará as escolhas corretas. Geralmente, nomes próprios são uma boa opção. Não existe uma regra clara para a distribuição delas no corpo do texto, cada caso tem suas particularidades. Itálicos servem para destacar citações, elas ajudam a marcar os olhos. , Até 25% de um texto pode ser negritado. Use o negrito em palavras-chave e não para destacar adjetivos. Cartilha do Projeto Padrões Web em Governo Eletrônico, do Programa de Governo Eletrônico do Governo Federal (<www. governoeletronico.gov.br>): fornece recomendações de boas práticas na área digital, com o objetivo de aprimorar a comunicação, o fornecimento de informações e serviços prestados por meios eletrônicos pelos órgãos do Governo Federal. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação. Padrões Brasil e-Gov: cartilha de usabilidade. Brasília: MP, SLTI, 2010. Disponível em: <http://epwg.governoeletronico.gov.br/cartilha-redacao>. Acesso em: 26 jan. 2018. O Manual de Webwriting foi elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Este é um instrumento para facilitar o trabalho de criação e atualização do seu site. Com recomendações e dicas práticas, servirá como referência rápida para o seu dia a dia. CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Manual do Webwrinting. 2011. Disponível em: <http:// cnc.org.br/sites/default/files/arquivos/manual-webwriting-cnc_ versaoweb_14.12.2011.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2018. 111 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Estratégias Para Mecanismos de Buscas Esta seção requer, inicialmente, uma pequena parte teórica contextualizando as pesquisas científi cas que fundamentaram muitas das práticas que empregamos atualmente nas técnicas de SEO. Em 2006, empregando a tecnologia EyeTrack, que faz o mapeamento dos olhos, indicando exatamente para onde um usuário está fi xando seu olhar, Jakob Nielsen realizou testes para descobrir como ocorre a leitura em uma tela de computador. As pesquisas instituíram a dinâmica de leitura dos leitores, palavra por palavra, comparando-a com o escaneamento de páginas. Vale ressaltar que fatores como o grau de alfabetização e o tamanho da fonte podem infl uenciar. É comum entre o comportamento dos usuários a caça de informação, buscando visualmente aquilo que desejam, deixando claro a diferença entre ‘ler’ e ‘pesquisar’ (FRANCO, 2011). Na fi gura a seguir temos o heat map (mapa de calor), as cores vermelhas representam as zonas em que mais se concentram os olhos dos usuários. Figura 44 – Padrões de leitura Fonte: Adaptado de Franco (2011, p. 92-93). F-Shaped Pattern of Reading on the Web: Misunderstood, But Still Relevant (even on mobile). Disponível em: <https://www.nngroup.com/ articles/f-shaped-pattern-reading-web-content/>. Acesso em: 17 abr. 2018. 112 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Estes modelos de escaneamento de tela fornecem as pistas de como deve ser o layout das páginas para aproveitar esse padrão de leitura, elaborado com o conceito científi co e não por modismo de designers. Existem três padrões que se replicavam entre os voluntários do experimento, seguindo determinados padrões de leituras, que ele chamou de F (F-Shape Pattern for Reading Web Content, em tradução livre, Padrão F de Leitura na Web), com três variações leitoras durante as visualizações, conforme detalhamento a seguir. Modelos de escaneamento de tela fornecem as pistas de como deve ser o layout das páginas para aproveitar esse padrão de leitura Figura 45 – Padrões de leituras de Jakob Nielsen Fonte: Adaptado de Franco (2011, p. 92-93). 113 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 Esta não foi a primeira pesquisa dessa natureza, nem tão pouco a única, desde 1994, os hábitos de leituras já chamam a atenção de pesquisadores. No quadro a seguir, temos um apanhado desse cenário. O que podemos extrair dessas análises é que os usuários, quando fazem uma pesquisa on-line, estão buscando encontrar informação, o que é diferente de fazer uma leitura. Cada um dos pesquisadores teve sua contribuição nesse caminho. Quadro 3 – Resumo das principais pesquisas com mapeamento de leitura Pesquisa Autor Foco Conclusões Obser-vações Sondagens de usabili- dade Jakob Nielsen 1994 Nielsen Norman Group Websites em geral • Texto é o foco da atenção. • Leitura é superfi cial • 79% dos usuários esca- neiam. Eyetrack 2000 Poynter / Univer- sidad de Stanford Websites de jornais • Texto é o ponto de en- trada da página. • Leitura superfi cial. • Quando se seleciona um texto, lê-se cerca de 75%. Uso de websites sem con- teúdo real Eyetrack III/2004 Poynter Websites de jornais • Títulos dominantes at- raem primeiro a atenção dos olhos dos usuários. • Os olhos entram pela es- quina superior esquerda. • Os parágrafos curtos foram mais vistos que os longos. • Leitura superfi cial • Leitura do primeiro terço dos títulos. Uso de websites sem con- teúdo real Eyetrack Niel- sen 2006 Nielsen Norman Group Websites em geral • Padrão de leitura em F. Eyetrack07 2007 Poynter Websites de jornais • Leitura on-line é pro- funda, até mais que no impresso. • Dispositivos direciona- is, o ponto de entrada. • 53% dos usuários esca- neia, 47% é ‘metódico’. Pode ter induzido a leitura. Coleta manual de dados. Não per- mitiu fazer mapas de calor. 114 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Not Quite the Average: an empirical study of web use’ (‘Não exatamente na média: um estudo empíri- co do uso da Web’). Fe- vereiro, 2008. Harald Weinreich, Hartmut Obendorf, Eelco Herd- er e Matthi- as Mayer. Revisão: Jakob Niel- sen Websites em geral • Baixa leitura na internet. • Os usuários leem 28% das palavras se dedicarem todo seu tempo à leitura. • Mais realista, os usuári- os leem só 20% do texto numa página média. Fonte: Adaptado de Franco (2011, p. 46). Neste sentido, ao observamos os resultados de uma busca no Google, nossa tendência é clicar nos primeiros resultados, se eles atenderem àquilo que procuramos, difi cilmente vamos buscar na quarta página porum resultado. Então, cria-se uma sensação de que é preciso estar no topo da busca. Essa lógica pode ser comprovada na mudança de layout do próprio Google, que inicialmente colocavva os anúncios a direita da tela, e posteriormente passou a dispô-los no alto da página. Lembramos que mais importante do que estar no topo do buscador, é estar nessa posição com as palavras-chave que fazem sentido para o seu negócio. Estar nos primeiros resultados de pesquisa, com uma palavra que não tem relação direta com aquilo que o seu site está tratando, vai gerar visitas de baixa relevância. Tome cuidado e sempre pondere sobre isso. A partir deste ponto, vamos listar algumas dicas e estratégias para melhorar o posicionamento nos buscadores. Mais importante do que estar no topo do buscador, é estar nessa posição com as palavras-chave que fazem sentido para o seu negócio. Faça um cadastro no Bing Webmasters (<https://www.bing.com/ toolbox/webmaster>), ele é pouco usado no Brasil e fornece bons relatórios de análise de Search Engine Optimization para otimizar uma página site. É importante fazer o envio do sitemap, que é o mapa do website que indica para os robôs de busca às páginas que devem ser indexadas. Acompanhe tendências e notícias com potencialidade de viralizar. Elas são importantes para inputs criativos na produção de conteúdo e “pegar carona” na demanda súbita sobre determinado tema. Acompanhe o Google Trends, o Moments do Twitter, sites e blogs especializados, tanto os nacionais quanto os 115 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 internacionais, assim como especialistas em torno do universo em que se está trabalhando. Produza links novos para hiperlinks quebrados em outras páginas, isso pode ajudar no seu posicionamento junto aos buscadores. Esta estratégia visa manter uma boa experiência para o usuário. Faça um levantamento de páginas que desenvolvam conteúdos semelhantes ao do seu campo de atuação. Verifi que se ele poderia ser substituído por um novo link apontando para a sua página ou que possua um assunto relacionado. Faça a página “Quem somos” ou “Sobre nós”, pois elas são tradicionais por um motivo especial: para contribuir com o conteúdo de uma página. Essa é a oportunidade de usar todas as técnicas de SEO para falar da sua empresa, marca, produto ou serviço. Estas informações darão aos robôs de busca do Google um contexto amplo sobre a sua área de atuação e sobre os negócios que pretende desenvolver. Não usar as técnicas de SEO Black Hat, já falamos delas em outro momento, mas vale reforçar. Elas são agressivas, não obedecem às diretrizes dos buscadores, manipulam as regras existentes e visam aos resultados positivos em curto espaço de tempo. Cuidado, as punições por essas práticas de SEO são severas. Tenha no mínimo mil palavras nos seus conteúdos e nas demais páginas relacionadas aos produtos e categorias; empregue as palavras-chave de três a cinco vezes dentro dessa página. Esses parâmetros reforçam uma informação junto aos resultados dos buscadores. Convide os consumidores a deixarem uma avaliação sobre o produto quando compram ou leem uma notícia. Este feedback está em sintonia com a mentalidade da Web 2.0 e auxilia a elevar o conteúdo da própria página. Os consumidores que acessarem irão se deparar com avaliações reais de outros consumidores, gerando engajamento, confi ança e, consecutivamente, infl uência nos resultados orgânicos. Ative os botões de compartilhamento em redes sociais digitais, facilite o entusiasmo dos leitores que quiserem compartilhar com seus pares o conteúdo ou produto que estão consumindo dentro do site. Nesta seção observamos algumas estratégias para mecanismos de buscas que pareciam não se encaixar diretamente nas demais apresentadas, por isso, a necessidade de se criar um local próprio para elas. Essa era a etapa fi nal antes de unifi carmos todas as dicas apresentadas até o momento e elaborar o conceito de um projeto, assunto que veremos na seção a seguir. 116 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Projetos Para SEO Nesta última seção, falaremos sobre os projetos para Search Engine Optimization que podem ser aplicados com diferentes fi nalidades, seja para um blog de notícias ou para uma loja virtual. O foco, aqui, é falar da estrutura em si que um projeto demanda. Compreendendo isto, ele pode ser replicado, independentemente daquilo que vier a ser lançado. Na fi gura a seguir, temos o exemplo de um projeto de website. Notem como ele é repleto de etapas, as quais são elaboradas pelos desenvolvedores e articuladas com o cliente, que vai aprovando cada um dos estágios. Os projetos para SEO, como um todo, tem uma similaridade, já que são divididos em fases que precisam ser seguidas para se obter êxito no fi nal. Figura 46 – Passo a passo de um projeto digital Fonte: Adaptado de John Furness do Simple Square. Disponível em: <http://www.profi ssionaldeecommerce.com.br/wp-content/ uploads/2013/09/projeto.png>. Acesso em: 27 jan. 2018. Inicialmente, precisamos defi nir um produto ou serviço que será desenvolvido e defi nir a categoria ou subcategoria em que ele estará inserido. Estas decisões devem ser tomadas, levando em consideração: o tamanho do mercado que se deseja explorar, as buscas pelas palavras- chave que estão relacionadas, e os diferenciais existentes que tornam um produto competitivo. Vale ressaltar que, quando nos referimos à palavra competitivo, no sentido de ter aceitação no mercado, de nada adianta ter um produto liderando o posicionamento nos buscadores, se o preço dele é duas vezes maior do que o concorrente. A combinação de preço e outros diferenciais é que tornam um produto apto para competir comercialmente e gerar esta conversão em vendas. Precisamos defi nir um produto ou serviço que será desenvolvido. 117 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 O passo a seguir é a defi nição das palavras-chave que serão usadas para que o produto possa ser encontrado. Lembremos que no Capítulo 2 já desenvolvemos esse tópico em profundidade. Notem que vários assuntos que já comentamos ao longo da apostila surgem novamente, o que comprova como os temas estão relacionados e a importância de conhecer cada um dos elementos de SEO. Na terceira etapa, começamos a desenvolver o conteúdo. Criar uma descrição completa daquilo que se quer comercializar, reunir o máximo de informações possíveis para que as informações fi quem bem completas e que o cliente em potencial não tenha dúvida alguma sobre aquilo que está procurando. Além do texto, poderá ser desenvolvida uma galeria de fotos em alta qualidade para que o consumidor consiga visualizar todos os detalhes. Um vídeo também pode ser usado para fazer uma demonstração, ou dar mais informações. Um áudio pode ser empregado nessa estratégia: com alguma entrevista, testemunhal ou comentários dos clientes compartilhando suas experiências com novos consumidores em potencial. Na seção 2, no início deste capítulo, detalhamos todos esses pontos quando abordamos sobre “marketing por conteúdo para SEO”. Lembre-se de, no fi nal da página do produto, listar “produtos relacionados” que são aqueles que fi cam na mesma categoria, ou que normalmente são comercializados juntos. Isto ajuda o consumidor a fazer essa associação. Exemplo: entro em um site para comprar um tênis, no fi nal da página eu recebo a oferta de produtos relacionados, como meia de cano curto, longo; ou de um talco antisséptico para combater chulé. O mesmo vale para um blog com resenhas de livros, ao fi nal de um texto vem uma relação de outras obras semelhantes àquelas que acabei de ler; ou outros livros escritos pelo mesmo autor. Sempre existe um produto relacionado que pode ser ofertado. O erro, nesse caso, é literalmente não ofertar nada. Até aqui, tudo o que foi listado tem a característica de SEO On-Page, aqueles feitos dentro da arquitetura da página que irão receber os acessos.De agora em diante, iremos abordar etapas de SEO Off-Page, ou seja, externa ao site. Vale lembrar que essas duas categorias foram detalhadas no Capitulo 2, e agora são retomadas numa exemplifi cação pontual de estrutura de projeto. Ao iniciar a parte de SEO Off-Page, precisamos desenvolver a prospecção de sites, blogs, fóruns, redes sociais específi cas, infl uenciadores e demais canais digitais que podem ter um relacionamento com o produto que está sendo ofertado. Para isso, é preciso ter um mapeamento completo desses ambientes digitais, que devem ser relevantes para as palavras- chave que foram associadas nas etapas anteriores. Defi nição das palavras-chave que serão usadas para que o produto possa ser encontrado. Desenvolver o conteúdo. Desenvolver a prospecção. 118 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Após essas defi nições, iniciamos o relacionamento com cada um deles. Isso é feito através do contato individual com os canais identifi cados. Se for um fórum, deve-se participar dele ativamente e ser visualizado pela comunidade. Para um infl uenciador, contate-o e proponha uma parceria, com percentual de comissão pelas vendas que ele direcionar. Cada um dos canais prospectados terá suas particularidades e um contato diferenciado. O mais importante é ser bem visto pelos infl uenciadores, de forma que eles queiram estabelecer um relacionamento. Isso deve ser feito de forma processual, em que o projeto não dependa única e exclusivamente de apenas um desses canais. Por isso, o recomendado é que se abram diferentes frentes de atuações nas tratativas comerciais e nas conversações com o maior número possível dos prospectados. Caso algum deles decline da parceria, ou aconteça uma rejeição em alguma rede social, o projeto não será comprometido. Podemos evocar aqui um dito popular: nunca coloque todos os ovos na mesma cesta. Esta lógica funciona da mesma forma nesse caso. Nesta proposta de projeto para SEO que idealizamos, é preciso que ela seja aplicada de forma cíclica, ou seja, quando completar todas as etapas (mesmo que todas as parcerias não tenham sido fechadas), retornamos ao começo e iniciamos a mesma lógica com um produto diferente. Assim, vamos trabalhando ciclicamente até que todos os produtos ou serviços estejam circulando. Alguns deles podem não dar certo, e precisarão de ajustes, outros terão grande aceitação, e alguns podem demorar mais para serem implantados. No entanto, a empresa ou o empreendedor abrirá um leque de opções para ir colocando em prática os seus projetos comerciais. Iniciamos o relacionamento. Ser bem visto pelos infl uenciadores. Deve ser feito de forma processual. O recomendado é que se abram diferentes frentes de atuações nas tratativas comerciais. É preciso que ela seja aplicada de forma cíclica. Algumas ConsideraçÕes Neste capitulo, compreendemos a importância do planejamento estratégico, um dos primeiros passos efetivados antes de qualquer ação pontual; abordamos o marketing por conteúdo para SEO, entendemos a lógica do texto que dá relevância e visibilidade a um conteúdo no meio digital. Além disso, listamos diferentes propostas de calendário editorial e, com isso, apontamos outras possibilidades de caminhos para serem percorridos na produção textual, pois cada leitor certamente se identifi cará com uma das metodologias e poderá desenvolver a sua própria fórmula. A partir do estudo das técnicas de webwriting, entendemos como a característica de formatação textual faz toda a diferença para que um robô de busca posicione um site entre os primeiros resultados de uma pesquisa. Em tempos de velocidade de conexão nos smartphones, a clássica produção textual se mantém inabalada. Essas habilidades da escrita fazem parte das estratégias 119 PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS Capítulo 3 para mecanismos de buscas, justifi cando, assim, sua abordagem e interligando as diferentes seções. Por fi m, esboçamos alguns aspectos básicos dos projetos para SEO que o leitor tende a começar a desenvolver ao fi m dessa bateria de estudos que está se propondo. Os temas foram arquitetados de forma crescente, quanto à expectativa de quem acessa este material. Mais do que aprender um conteúdo, é importante que haja a consciência da materialização desses saberes, os quais resultarão em novos negócios dentro do cenário mercadológico da web. ReferÊncias BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação. Padrões Brasil e-Gov: cartilha de usabilidade. Brasília : MP, SLTI, 2010. Disponível em: <http://epwg governoeletronico.gov.br/cartilha-re dacao>. Acessado em: 25 jan. 2018. CNC. Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Manual do webwrinting. 2011. Disponível em: <http://cnc.org.br/sites/default/fi les/ arquivos/ manual-webwriting-cnc_versaoweb_14.12.2011.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2018. FRANCO, Guilherme. Como escrever para web. Miami: Knight Foundation, 2011. FREEDLANDER, Vern. Digital signposts: content marketing. Sound & Video Contractor , v. 31, n. 7, p. 12, jul. 2013. Disponível em: <http://go.galegroup.com/ ps/i.do?id=G ALE%7C A341129465&v= 2.1&u=capes&it=r &p=AONE&sw=w&asid=2afbfb99 cf54eac27f0e3d8b0687e9f1>. Acesso em: 24 jan. 2018. GABRIEL, Martha. Em busca de conteúdo: entrevista com Martha Gabriel. Blog Locaweb, 2011. Disponível em: <http://blog.locaweb.com.br/marketing/em-busca- de-conteudo-entrevista-com-martha-gabriel/>. Acesso em: 24 jan. 2018. GABRIEL, Martha. Entrevista com Martha Gabriel. Agência Mestre. 2012. 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Fazer a leitura das métricas e sua aplicabilidade juntamente com o planejamento de novas ações. 122 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) 123 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 ConteXtualiZação A tecnologia está presente no nosso dia a dia. Para quem nasceu em um mundo conectado, em algum momento já deve ter se questionado: como as pessoas faziam para encontrar as coisas antes do Google existir? A resposta disso estava nos registros analógicos que cada indivíduo tinha, por exemplo, agendas com telefones, endereços e anotações, coletânea de enciclopédias para pesquisas científi cas, dicionários bilíngues para verifi cações ortográfi cas, listas telefônicas (local e estadual) etc. Saímos de uma sociedade que convivia com um baixo acesso às informações para um modelo com excesso de dados. As novas mídias trazem ao mercado um novo conceito de valor, em que empresas “passaram do modelo de negócios mais tradicional, onde o valor para a organização é derivado da entrega unidirecional de produtos e/ou serviços, à provisão de valor intangível com base no usuário engajado” (DI GANGI; WASKO, 2016, p. 53). Este valor desenvolve-se a partir da relação com o usuário, um trabalho “sobre mídias sociais nas organizações tem se concentrado no envolvimento do negócio, principalmente nas relações com clientes e [...] modelosde gestão de conteúdos e informações” (PANAGIOTOPOULOS et al., 2015, p. 394). Neste último capítulo, veremos a importância do SEO como isso, impacta diretamente a busca realizada pelo usuário; as estratégias de SEO que podem ser aplicadas para o e-commerce a fi m de alavancar os negócios; o monitoramento dos resultados para identifi car todas as nuances das ações e identifi car o alcance das estratégias e, por fi m, a decodifi cação das métricas, características e interpretação, já que serão elas que delimitarão se todo o trabalho desenvolvido em um projeto tem a viabilidade de ser continuado ou se é o momento de repensar nas estratégias aplicadas. Como as pessoas faziam para encontrar as coisas antes do Google existir? SEO Local O Marketing Digital fundamentado na geolocalização é uma estratégia antiga e simples de divulgação. Uma placa de sinalização vertical em uma rua qualquer, apontando a direção de um estabelecimento comercial, é um exemplo tradicional de publicidade e localização. A disseminação de aparelhos mobiles elevou a escalabilidade dessa dinâmica, tanto para os usuários quanto para as empresas. Isso permite um enfoque contextualizado em grupos exclusivos. Os smartphones permitem 124 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) mapear o trajeto percorrido, descobrir particularidades e identifi car preferências dos consumidores em potencial. Essas técnicas são chamadas de data analytics, dados coletados que servem de embasamento para estratégias comunicacionais em campanhas publicitárias, desenvolvimento de novos produtos e de novos modelos de mercados. Neste contexto, ser localizado é uma palavra de ordem para uma marca, empresa ou profi ssional. Uma esteticista, por exemplo, tem a noção do que a sua clientela procura nos buscadores da Internet, opções para consumir os diferentes serviços prestados, mas essa profi ssional não possui nenhum site com a listagem das suas habilidades, ou com os endereços que atende. Como fazer para que o seu cliente em potencial possa localizar os seus serviços na listagem dos resultados de busca? A busca local (local search) é uma das melhores opções para esse cenário porque não é necessário possuir website para ser localizado pelos robôs de busca. Antes de concluir a exemplifi cação, faz-se necessário entender o conceito de local search. Ele tem uma relação direta com o contexto social e com a intenção do usuário ao realizar uma pesquisa na web, essa dinâmica está contida na linha de pesquisa chamada de “web 3.0”, na qual o foco não está apenas centrado na interação, mas, sim, no seu signifi cado para quem está procura por algo. Um exemplo atual que podemos citar, foi a Copa do Mundo que ocorreu no Brasil, em 2014. Durante o evento, quando se pesquisava no Google o termo, “Copa do Mundo”, a pesquisa seria direcionada para: horário dos jogos, resultados, classifi cações, escalação dos times, tabelas e assim por diante. Atualmente, ao realizarmos a mesma pesquisa, provavelmente o usuário será direcionado para resultados diferenciados. Talvez apontando para o histórico das Copas do Mundo, listagem de fi nalistas e outras curiosidades. Percebemos que o foco não está mais no termo exato, mas, sim, naquilo que ele pode signifi car para o usuário dentro de um terminado contexto social e espacial, ou seja, a busca local entrega aquilo que o usuário procura, mas leva em consideração o que está mais perto da sua geolocalização dentro de uma lógica de espaço e tempo. Ao retomarmos o exemplo da profi ssional de estética, enquanto o usuário busca por uma, ele não está interessado nos melhores resultados para esteticistas do Brasil, mas na localização da melhor profi ssional mais próxima de sua geolocalização. Ele tem uma relação direta com o contexto social e com a intenção do usuário ao realizar uma pesquisa na web. 125 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 A fi m de reforçar o entendimento, vamos propor uma rápida atividade. Faça uma busca no Google pelas palavras “bares” ou “bares + a sua cidade”, liste os resultados da primeira página e compare-os. Eles tendem a priorizar os bares que estão mais próximos da sua localização. Provavelmente também irão conter os horários de atendimento, um mapa com o seu endereço, fotos, e até opiniões de outros usuários que já estiveram nesses locais e deixaram recomendações para melhorar a experiência de novos clientes potencialmente interessados. Uma das melhores formas de se ter bons resultados com busca local é utilizar os próprios recursos que o Google disponibiliza, por exemplo, o Google Meu Negócio. Esta ferramenta apresenta algumas vantagens diferenciadas para um profi ssional liberal que não tem website, como o do exemplo proposto anteriormente. Atraia novos clientes com o Google Meu Negócio. Disponível em: <https://www.google.com.br/intl/pt-BR/business/>. 126 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 47 – Apresentação do Google meu negócio Fonte: O autor. O usuário pode cadastrar seu endereço, os telefones de contato, assim como os horários de funcionamento, formas de pagamento e todas as demais informações comerciais. Além disso, pode ser disponibilizado fotos em alta defi nição, vídeos relacionados aos serviços prestados e até um tour virtual pelo imóvel, que a plataforma chama de “ver por dentro” ou “tour 360º”, uma funcionalidade interessante para estabelecimentos com um visual bem elaborado que agradam aos olhos dos clientes. Existe uma série de agências e profi ssionais, credenciados pelo próprio Google, que realizam esse tipo de serviço e que agrega valor diferencial ao negócio. “Google Street View”. Disponível em: <https://www.google.com/ intl/pt-BR/streetview/hire/>. 127 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Não tenha medo de editar as informações colocadas, pois elas só aparecerão para os usuários após uma confi rmação do proprietário. Essa confi rmação é realizada através do “PIN”, que é um código formado por uma sequência numérica e enviada pelo Correio, aproximadamente, uma semana após a sua solicitação dentro da plataforma. A carta é muito similar a demonstrada na fi gura a seguir: Não tenha medo de editar as informações colocadas, pois elas só aparecerão para os usuários após uma confi rmação do proprietário. Figura 48 – Correspondência enviada pelo Google meu negócio para ativar a conta Fonte: Disponível em: <http://comunica2punto0.com/wp-content/ uploads/2013/06/image-8.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. Sendo assim, tenha atenção, revise as informações e tenha certeza de que o endereço de contato está correto. Depois de receber a codifi cação de confi rmação do Google Meu Negócio, pelo correio, é o momento de inserir sua senha no site, e aproximadamente quinze dias depois, a empresa começará a aparecer nos resultados orgânicos do Google. Os clientes podem deixar comentários e avaliações para serem respondidas pelo proprietário. Lembrando que as avaliações positivas tendem a atrair novos clientes para o estabelecimento a partir do feedback de quem já é um cliente e confi a na qualidade dos serviços prestados. Somado a todas essas vantagens, o próprio Google manda mensamente para o e-mail da conta cadastrada um relatório completo dos acessos, tais como o número de pessoas que procuraram pela empresa no período de um mês, quantos usuários clicaram diretamente no botão de “ligar” ou quando a pesquisa é realizada por um mobile. 128 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Tenha controle sobre como os clientes veem sua empresa. Disponível em: <https://www.google.com.br/intl/pt-BR/business/how-it-works/>. Fique sempre atento ao painel de métricas, chamado Insights, é através dele que as estratégias comunicacionais poderão ser ajustadas sempre que necessárias, por isso a necessidade de: inserir as informações corretas; elaborar textos simples e diretos. Coloque-se nolugar do usuário que pesquisa por algo na hora de elaborá-los; é recomendável ter fotos e vídeos que valorizem a empresa ou o negócio, mostrando os diferenciais mercadológicos. Nas mais recentes atualizações, o PageRank do Google também considera os resultados dessa busca, uma correlação com o Facebook. Se a empresa (mesmo não tendo site) tiver uma fanpage, as avaliações presentes nesta rede social serão automaticamente apresentadas para quem realiza a pesquisa. Assim, tal busca também funciona como uma possibilidade de divulgar a existência de sua página, fazendo uma convergência digital entre as plataformas digitais. Para criar uma página no Google Meu Negócio, o primeiro passo é ter uma conta Gmail, de preferência, àquela conta que está associada as demais redes sociais da empresa, organizando, assim, os logins e os acessos. Isso facilitará muito a organização comunicacional para quem estiver coordenando a comunicação do negócio. É através dessa conta de Gmail que o administrador poderá gerenciar todas as informações da empresa. O cadastro de uma nova conta é fácil de ser realizado e a própria plataforma oferece um passo a passo para elaboração do perfi l da empresa. Recomendamos a leitura com calma dos tutoriais disponibilizados, eles irão agregar muita informação e esclarecer as principais dúvidas, principalmente aos usuários iniciantes. Vamos disponibilizar o link do serviço de FAQ do próprio Google Meu Negócio que ajudará a tirar as dúvidas sobre o serviço oferecido pela plataforma: Bem-vindo à Central de Ajuda do Google Meu Negócio. Disponível em: <https://support.google.com/business/#topic=4539639>. 129 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Outra sugestão de leitura é: Saiba mais sobre o Google Meu Negócio”. Disponível em: <https://www.google.com.br/intl/pt-BR/ business/resources/>. Nesta seção, conhecemos um pouco mais sobe o SEO local e como funciona os serviços do Google Meu Negócio, um serviço inteiramente gratuito oferecido pela plataforma que se apresenta como uma excelente estratégia comunicacional, simples e efi ciente que pode trazer consideráveis resultados para um empreendimento ou profi ssional liberal. A seguir, vamos aprofundar mais essas possibilidades, falando as técnicas de SEO para o e-commerce. SEO Para E-Commerce E-commerce é uma segmentação do comércio tradicional que compreende qualquer conversão na qual uma empresa ou organização comercialize produtos ou serviços para usuários no ambiente digital da internet. Para que o usuário se sinta confortável para efetuar uma negociação, ele necessita estabelecer um elo de confi ança com a empresa e/ou marca e seu website. Sentindo-se seguro ou confortável (LIMEIRA, 2003) para navegar pelas páginas e realizar a jornada de compras: • Identifi car a necessidade de consumo. • Buscar informação do produto, marca, empresa ou serviço. • Avaliar as opções disponíveis. • Tomar a decisão de compra. • Feedback no pós-compra. • Fornecer dados pessoais para receber novos informativos promocionais. Na compra on-line, os usuários necessitam consumir um produto ou serviço, por isso acessam à web e procuram informações relacionadas. Além disso, podem ser atraídos por estas informações a respeito dos produtos (MALIK; GUPTHA, 2013), neste sentido, a produção de conteúdo relevante é o chamariz para fi sgar os consumidores em potencial. A jornada do consumo no espaço digital, além da aquisição do produto em si, muitas vezes é mais intensa do que a posse do próprio produto, pois o consumidor se sente em uma conexão intensa com os demais integrantes de uma sociedade que executa a mesma dinâmica, dando o sentimento de pertencimento. Os consumidores digitais apresentam algumas características segundo Ryan e Jones (2012): E-commerce é uma segmentação do comércio tradicional que compreende qualquer conversão no ambiente digital da internet. O consumidor se sente em uma conexão intensa com os demais integrantes , dando o sentimento de pertencimento. 130 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) • Estão cada vez mais confortáveis ao realizar compras on-line. • Muitos já realizavam compras pela rede antes do cenário se intensifi car. • Eles têm a percepção de que o tempo é insufi ciente e muito valioso para ser desperdiçado. • Detêm o controle do processo, o ambiente digital está submisso para eles. • A proliferação das recomendações aumentou, sendo assim, as empresas precisam dialogar constantemente com eles e acompanhar suas necessidades. Limeira (2007) acrescenta mais alguns aspectos dentro dessa lógica, pois identifi cou fatores motivacionais para desencadear o processo de compra e que cabem dentro dessa explanação: • Escapismo social, é o desejo de escapar da realidade, o que liga ele diretamente ao ambiente virtual, já que o indivíduo encontra na web um vasto território de entretenimento e indivíduos para se comunicar, proporcionando sensações e emoções positivas. • Controle e interação, o usuário tem controle absoluto do que vê, na hora que desejar, e pode customizar o ambiente digital mediante suas preferências. • Socialização, a web é utilizada para a comunicação entre usuários, e permite estabelecer novas conexões de amizade entre eles. • Fator econômico, se divide em dois aspectos: 1) quanto à coleta de preços e produtos para que o consumidor decida pela execução de uma compra; 2) quanto ao fato do consumidor ter acesso a itens gratuitos, tais como: vídeos, músicas, e-books, informações etc. • Necessidade de informação, que são elementos encontrados em grandes quantidades dentro da grande rede digital. Vamos nos ater a este último ponto porque é o que cruza diretamente com a proposta desta seção. A busca por informação e alternativas para atender aos seus desejos, pode ser interna e externa (BLACKWELL et al., 2005). Nessa busca de informações, o usuário pesquisa pelos dados correspondentes para tomar uma decisão. Ao longo dessa jornada, os usuários identifi cam alternativas que podem agregar mais valor. 131 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Figura 49 – Diagrama da busca por informações Fonte: Blackwell et al. (2005, p. 97). Na “busca interna”, o consumidor averigua seu próprio banco de dados para recordar um conhecimento já existente em sua memória, proveniente de experiências anteriores, somando elas as diferentes variáveis de produtos (SALOMON, 2002). Sendo assim, essa busca interior “envolve rastreamento e captura de conhecimento relevante para a decisão armazenado na memória” (BLACKWELL et al., 2005, p. 110), conforme a fi gura a seguir demonstra. Figura 50 – Diagrama da busca interna Fonte: Blackwell et al. (2005, p. 111). A confi abilidade depende da adaptação e da qualidade dos saberes existentes, e também da habilidade de resgatar tais informações. Alguns usuários mais experientes acham impróprios suas lembranças sobre determinados produtos, se o tempo entre as compras for relativamente grande, pois interfere nos referenciais de preços e demais características, além de novas marcas que podem ter chego ao mercado (BLACKWELL et al., 2005). O consumidor pode acionar sua memória e buscar lembrança de experimentações anteriores com marcas, produtos ou serviços, de cada categoria em questão (PINHEIRO et al., 2006). 132 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Na busca externa, a coleta de dados é decorrente do mercado, já que a busca interna foi inefi ciente. O consumidor captura elementos adicionais no próprio ambiente. Essa dinâmica pode ser originada da necessidade de realizar uma compra imediata, essa pré-busca visa atingir as melhores alternativas para o instante desejado. Ela também pode ocorrer regularmente de forma contínua, com o objetivo de armazenar dados para momentos futuras (BLACKWELL et al., 2005). Existem duas fontes primárias de informação externa (PINHEIRO et al., 2006, p. 45), sendo elas: • Fontespessoais: parentes, amigos e especialistas em que o consumidor acredita. • Fontes públicas: instituições, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor ou publicações especializadas, sendo o “Consumidor Moderno” e demais revistas com matérias comparativas. Consumidores estão mais receptivos a conteúdos informativos, relacionados a um produto ou serviço, são mais engajados, pesquisam mais on-line e estão atentos aos anúncios. A intensidade da pesquisa que ele realiza é determinada pelas variáveis: classe social; personalidade; renda; volume da compra; percepção da marca; experiências anteriores e satisfação de outros usuários (BLACKWELL et al., 2005). Para desenvolver o SEO no e-commerce, uma das estratégias é a produção de conteúdo relevante que possa ser mapeado pelos robôs de busca e consequentemente aparecer nos resultados de busca orgânicos. O desenvolvimento de conteúdo resolve uma problemática junto aos buscadores, que é quando um mesmo produto é ofertado em duas lojas on-line diferentes e com a mesma descrição, muitas vezes copiada e colada direto do fabricante do produto. Esta prática, na maioria das vezes, não é feita com má-fé, mas, sim, por falta de informação da prática e ingenuidade do profi ssional que está alimentando o site de e-commerce. Necessariamente, o texto elaborado pelo fabricante não é sinônimo de venda, muitas vezes, o próprio consumidor em potencial já se deparou com a descrição em outras plataformas on-line. Quanto mais popular for o produto, maior a probabilidade desse ciclo vicioso acontecer. Sabemos que existem produtos que surgem de tempos em tempos, decorrentes de algum modismo da sociedade, ocasionando um frenesi na sua procura. Então lembre-se de que o texto é o principal pilar para ser indexado nos buscadores. Nessa linha de raciocínio, o Google olhará as duas opções de sites, ambos com os produtos similares, mas dará destaque apenas para um deles, tendo Para desenvolver o SEO no e-commerce, uma das estratégias é a produção de conteúdo relevante que possa ser mapeado pelos robôs de busca e consequentemente aparecer nos resultados de busca orgânicos. O texto elaborado pelo fabricante não é sinônimo de venda 133 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 como base as demais variáveis de ranqueamento. O que vai diferenciar entre um produto do outro é o texto descritivo e os conteúdos associados que irão gerar relevância junto os robôs. Porque é muito comum ter conteúdo duplicado dentro da web, o Google tem uma política especifi ca para tratar o assunto. Desde 2010, com a atualização do Google chamada Panda, o buscador passou a tratar de forma especial esse tipo de acontecimento. Vale lembrar que em seções anteriores já detalhamos mais as diferentes atualizações que o PageRank sofreu ao longo das suas atualizações. O conteúdo duplicado refere-se a blocos substanciais de conteúdo dentro de um ou mais domínios que correspondem totalmente a outro conteúdo ou são muito similares. Em geral, não é uma prática enganosa, a princípio. Acesse o link e veja alguns exemplos de conteúdo duplicado não malicioso: Disponível em: <https://support.google.com/webmasters/answer/66359?hl=pt-BR>. Criar conteúdo exclusivo para os produtos de um e-commerce ajuda de duas formas: • Desencadear mais visibilidade junto aos buscadores, pois existe maior probabilidade de aparecer porque não será fi ltrado pelo algoritmo. • Chances de aumentar a conversão das compras porque produtos com um descritivo mais elaborado, cativam os consumidores. Com isso, um produto passa a ter um diferencial de visibilidade orgânica, aumentando os resultados junto às páginas de busca. Essa é uma forma de crescimento natural sem precisar fazer anúncios pagos ou investir fi nanceiramente para ter a mesma visibilidade. O conteúdo direcionado para o e-commerce tem como base algumas premissas, como as informações do fabricante. A própria empresa fornece dados dos produtos e cabe ao profi ssional fazer a interpretação desses dados, entender o que ele quer comunicar e desenvolver mais argumentos de forma clara e objetiva. Uma boa dica é procurar sites internacionais que tenham review do produto, os quais ofereçam informações diferenciadas que fazem a diferença para a compreensão de sua funcionalidade, chamando a atenção do usuário. Assim, como buscar outras peças publicitárias que o fabricante fez sobre o mesmo produto, resultando numa estratégia de marketing mais rica e otimizada. 134 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Essa lógica é a mesma empregada no comércio tradicional. Quando vamos comprar algo e pesquisamos em diferentes lojas físicas pelo mesmo produto, cada vendedor usará as informações do fabricante de forma diferenciada. Agregando outras informações e experiências que ele buscou para dar mais credibilidade em suas argumentações, a interpretação própria das especifi cações do fabricante que serão usadas para convencer o consumidor. Um e-commerce de baixa qualidade é aquele que apenas copia o conteúdo do fabricante. Se ele é “mais do mesmo”, os usuários não veem diferença entre realizar a compra nele, ou no e-commerce da concorrência, ou até mesmo no site do fabricante. Essa mentalidade deve ser incorporada desde o início nas atividades do site, porém, muitas vezes, um profi ssional de SEO é contratado quando os produtos já foram cadastrados e o negócio já está seguindo seu curso mercadológico. Neste caso, a dica é ir alterando as descrições gradativamente. Pode-se listar os cinquenta produtos mais comercializados na plataforma e depois alterá- los. Estabelecer como critério o volume de vendas, dessa forma, produtos que já vendem, tendem a comercializar mais porque terão mais visibilidade nos buscadores, e todos os novos produtos já devem ser lançados no e-commerce a partir desta perspectiva, com descritivos extremamente ricos de informações. Ao aplicar-se a logística às descrições dos produtos, de mensalmente arrumar a mercadoria antiga, dentro de um período de tempo, todos serão otimizados, o que pode variar de acordo com o volume de itens à venda que o site contenha. Uma outra estratégia de conteúdo para e-commerce que favorece o trabalho de SEO, é a elaboração de guia de compras. Elas ajudam os consumidores no processo decisório, entre produtos com muitas similaridades ou marcas de um mesmo segmento. Para exemplifi car a ideia, podemos destacar uma Guia para Televisores, que podem responder algumas dúvidas dos consumidores. A lógica aqui é desmistifi car práticas, no estilo “mito ou verdade”: • Em dias de tempestade, deve-se desplugar o aparelho da tomada elétrica? • Qual a melhor distância para uma TV na sala de estar? • Usar muito o videogame estraga a TV? • Qual o tamanho ideal de uma TV? Através de simulações e especifi cações do fabricante, é possível elaborar um conjunto de critérios para defi nir o melhor tamanho de tela em relação ao tamanho da sala e a distância entre a poltrona utilizada e a parede em que o aparelho será fi xado. Qual a diferença entre as diferentes tecnologias de monitores: LCD; Full HD; Led; 4k etc.? Um e-commerce de baixa qualidade é aquele que apenas copia o conteúdo do fabricante. Uma outra estratégia de conteúdo para e-commerce que favorece o trabalho de SEO, é a elaboração de guia de compras. 135 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Uma dica favorável é analisar quais as principais dúvidas dos consumidores ao acessarem algum produto no Mercado Livre, ou pesquisar pelas dúvidas que os interessados deixam para os vendedores nas diferentes páginas de venda. As equipes dentro da própria empresa podem ajudar também, como o call center, serviço de atendimento ao consumidor (SAC), e os próprios vendedores. Esses questionamentos tendem a ser os mesmos a todos que, interessados em comprar algo, costumam ter. Cada produto terá seu conjunto particular de curiosidadese detalhamento técnico. O que é um aspecto muito positivo na hora de elaborar guias dessa natureza. Uma cultura que pode ser implantada no e-commerce é pedir o depoimento dos clientes que efetuaram alguma compra. Os testemunhais de clientes que já se relacionaram com um produto, também chamado de “conteúdo agregado”, servem de motivação para novos consumidores em potencial. A lógica é que quanto mais depoimentos a página tiver, mais fácil será fazer a descrição do produto (que pode ser atualizada mediante novas dúvidas que surgirão); e mais relevante torna-se essa página, fazendo com que o Google olhe com mais atenção, valorizando essas interações e melhorando seu posicionamento nas pesquisas. A depender do caso, pode-se oferecer uma pequena vantagem por esse feedback, como forma de estimular as primeiras participações, como oferecer um vale-desconto para nova compra no site. Lembre-se que novos clientes valorizam mais as experiências de outros compradores do que a opinião do próprio vendedor. Também não esqueça de moderar os depoimentos, pois, primeiro eles devem ser fi ltrados antes de irem para o ar. O objetivo é questionar o comprador sobre mais aspectos do produto e da experiência de uso, para que as respostas não sejam monossilábicas, como um simples “goste”, “bom” ou “curti”. Nesta seção, aprofundamo-nos somente em alguns pontos por outros que corroboram com os assuntos abordados em outros capítulos. É importante compreender que os assuntos estão interligados, e para evitar a repetição de temáticas, aproveitamos seções específi cas para direcionar os aspectos mais relevantes que só caberiam dentro da mesma. Neste sentido, o conteúdo voltado para o SEO em e-commerce atende a duas demandas: a dos buscadores, que passam a entender mais o site de e-commerce, fazendo um melhor ranqueamento e resultando em mais acessos de qualidade, como maior probabilidade de converter positivamente suas vendas. Já, sobre o usuário, quanto mais informações sobre determinado produto, mais ele sente a confi ança de fi nalizar o processo de compra. Lembre-se que novos clientes valorizam mais as experiências de outros compradores do que a opinião do próprio vendedor. 136 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Na próxima seção, abordaremos o monitoramento dos resultados, eles são os indicadores que norteiam as ações do planejamento, pois se os resultados esperados não estão sendo alcançados, algum aspecto deve estar desalinhado no andamento do projeto e precisa ser corrigido. A vigilância constante é o preço que deve ser pago para que todas as estratégias saiam conforme o planejado. Atividade de Estudos: 1) Dentro dessa lógica de produção de conteúdo, apresentada no decorrer deste capítulo, elabore um Guia de Compras sobre refrigeradores e micro-ondas. No melhor estilo “falso ou verdadeiro”, liste cinco fatos curiosos sobre cada um deles, isso ajudará a desmistifi car aos mitos que rondam esses tradicionais itens presentes em todas as cozinhas. a) Os refrigeradores: ( ) Verdadeiro ( ) Falso b) Os refrigeradores: ( ) Verdadeiro ( ) Falso c) Os refrigeradores: ( ) Verdadeiro ( ) Falso d) Os refrigeradores: ( ) Verdadeiro ( ) Falso e) Os refrigeradores: ( ) Verdadeiro ( ) Falso f) Os micro-ondas: ( ) Verdadeiro ( ) Falso 137 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 g) Os micro-ondas: ( ) Verdadeiro ( ) Falso h) Os micro-ondas ( ) Verdadeiro ( ) Falso i) Os micro-ondas: ( ) Verdadeiro ( ) Falso j) Os micro-ondas: ( ) Verdadeiro ( ) Falso Monitorar Resultados Os usuários estão presentes digitalmente nas redes sociais e expostos diariamente a uma grande quantidade de informações distintas, assim a rede é “um dos espaços em que as informações disputam a atenção dos interagentes sendo eles os sites de rede social” (ZAGO; SILVA, 2017, p. 9). Deparamo- nos com postagens de marcas das quais somos fãs, de outras marcas, de que posts patrocinados aparecem em nosso feed de notícias, mesmo que não solicitados. Isso reforça que as organizações têm difi culdade de atrair a atenção dos clientes em potencial. Empresas do mesmo segmento disputam a atenção dos consumidores, e também concorrem com todas as demais publicações que interessam aos usuários. Muitas vezes, o conteúdo gerado pelos membros de uma rede social é mais interessante do que o conteúdo produzido por uma marca. Diante disso, as empresas precisam chamar a atenção e mobilizar os interessados, pois são os fãs que constroem a cultura de uma marca, e não o contrário (LEVINE, 2015). Ruídos comunicacionais geram repercussões perigosas no meio digital, “o anunciante não pode deixar os consumidores sem resposta, devendo se pronunciar independentemente de os comentários sobre a marca serem positivos ou negativos” (COSTA; COVALESKI, 2012, p. 9). Para isso, é importante conhecer a linguagem dos fãs e saber sobre o que eles falam a respeito de alguma marca etc., por isso, que o monitoramento é um dos pontos fortes dentro dessa lógica. Não é possível determinar exatamente um comportamento São os fãs que constroem a cultura de uma marca, e não o contrário. 138 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) no meio digital, mas é possível escutar e responder aos fãs. Podemos tornar a crítica em algo positivo, fãs falam o que querem, cabe às empresas escutarem, participarem e responderem da melhor maneira possível (LEVINE, 2015). Opinar, comentar e interagir com os fãs é a base do relacionamento no Marketing Digital. Essa estratégia visa a construir uma ligação entre a empresa, os clientes, os distribuidores e os funcionários, potencializando resultados (TELLES, 2010). Estar preparado para os comentários positivos ou negativos dos clientes faz parte dessa dinâmica de monitoramento. Uma sociedade totalmente conectada representa um desafi o para as estratégias de Marketing Digital, pois a comunicação, além de impactar, precisa ser compartilhada e ganhar projeção dentro do meio digital. “Compartilhamento de conteúdo, travamento de diálogos e conversações são os grandes pilares das mídias sociais” (TERRA, 2011, p. 2). Essa introdução teórica visa a apresentar que as mídias sociais digitais servem para construir um relacionamento com os fãs e estimular o compartilhamento de uma mensagem, pois a audiência é um anseio legitimo das empresas e marcas. Ficar atento aos resultados se faz necessário para identifi car o êxito de uma estratégia de SEO dentro do Marketing Digital. Para monitorar e medir os resultados da audiência que um site recebe, temos dois indicadores: • Quantitativo Ele se refere à quantidade: das impressões, do alcance, dos views, e do número de fãs/seguidores. • Qualitativo Tem um direcionamento para identifi car quem são os fãs/seguidores, o objetivo aqui é conhecê-los melhor, mapear seus traços de navegação e consumo de conteúdo. Quem conhece em profundidade seu cliente, consegue desenvolver as estratégias de comunicação. Fiquemos atentos para: CRM, Buyer Personas, Facebook Insights, Instagram for Business, WhatsApp Business etc. Muitas vezes, a empresa já tem um grande banco de dados de clientes cadastrados e subutilizado. Vale lembrar que as ferramentas nativas, como Facebook e Instagram, já trazem em suas ferramentas diferentes resultados de monitoramentos a respeito da audiência. É importante saber que, quem curte sua página e quem interage com o seu conteúdo, realmente é o seu público-alvo. Às vezes, essa audiência pode ter vindo por um sorteio ou algo aleatório que não trouxe exatamente o público desejado, dessa forma, não haverá resultados. Opinar, comentar e interagir com os fãs é a base do relacionamento no Marketing Digital. 139 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Quando o monitoramento é pelo Google Meu Negócio, que mescla o on-line com o off-line, podemos identifi car quando um cliente acessoupelo celular a sua empresa nos resultados de busca, procurou pelo telefone e clicou para realizar a ligação. Note que esse monitoramento não passa pelo site da marca, ele fornece àqueles que a contataram diretamente. Uma dica que pode ajudar a aferir a exatidão dessa modalidade, é possuir linha de telefone exclusiva para os números que estão dentro desta modalidade (Google Meu Negócio e o próprio website da empresa), os custos são muito baixos e vale para medir a efi ciência do serviço, porém cuidado, de nada adianta todo esse esforço se não houver profi ssional treinado para receber as ligações. Por fi m, lembre-se de que para ferramentas digitais, sempre teremos algum tutorial disponível, por exemplo, para as pessoas que compõe uma equipe de trabalho. Para conseguir esses dados serão necessárias mais pessoas trabalhando em conjunto, é importante validar formatos, ter sempre uma conversa franca e alinhar as expectativas de ambas as partes, para que consiga todas as informações necessárias. Construa um modelo em conjunto que seja efi ciente para aquele modelo de negócio, cada caso tem suas particularidades, assim a empresa que apresenta uma proposta comunicacional será bem interpretado pela audiência que está escutando a sua mensagem, e medindo os resultados, saberemos se eles estão dentro do necessário para atingir os objetivos determinados. Conforme vimos nas seções anteriores, o mobile ganhou uma posição de destaque dentro da sociedade, e toda a cadeia de compras está relacionada diretamente à adoção que os usuários fazem a partir do dispositivo. Nesse cenário, faz-se necessário adotar novas formas de monitorar resultados, é sobre isso que discorreremos a partir de agora. A jornada que o consumidor percorre é dividida em várias partes, sendo assim, medir apenas o clique fi nal não é o mais satisfatório. É preciso monitorar outras informações para descobrir como conferir a importância necessária a todas as etapas atreladas ao caminho percorrido, e identifi car a melhor forma de medir o sucesso de uma estratégia pelo mobile. Então fi cou claro que a jornada de consumo foi alterada. Os usuários migram por diferentes dispositivos antes de efetivar a comprar on-line, eles transitam da web para aplicativos, do on-line ao off-line para executar a compra na loja física. Diante disso, muitas empresas ainda tentam se adaptar à lógica mercadológica dos desktops para os smartphones. Esse delay irá difi cultar o êxito de qualquer estratégia. O mobile ganhou uma posição de destaque dentro da sociedade, e toda a cadeia de compras está relacionada diretamente à adoção que os usuários fazem a partir do dispositivo. 140 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) A mensuração via celular é menos complexa do que aparenta. Quando medida corretamente e com a devida importância, todas as etapas da jornada do consumidor fornecerão dados relevantes para que se convença a empresa ou marca a investir no universo mobile. A busca no Google pelo celular já ultrapassou as que são realizadas nos desktops, conforme vimos anteriormente. Dentro dessa nova concepção de monitoramento, falaremos das atribuições de valores, divididas em quatro estágios: See, Think, Do e Care. Essas etapas de monitoramentos foram concebidas pelos estudos do Google chamado Mobile Day. A busca no Google pelo celular já ultrapassou as que são realizadas nos desktops. Veja o estudo completo que fornece boas razões para pensar no uso de estratégias para o mobile. Disponível em: <https://www.thinkwithgoogle. com/intl/pt-br/marketing-resources/metricas/por-que-mobile/>. Estágio See: nele são considerados todas as pessoas que podem consumir um determinado item. Este público está disposto a apreciar o produto, por isso, não adianta forçar a compra porque ele primeiro precisa conhecê-lo. Aqui, o monitoramento dos resultados se referem a quantas pessoas eu consigo atingir? Com quantas (pessoas) eu consigo falar? Nesta etapa, o consumidor começa a mudar de percepção a respeito da marca, nos deparamos com um potencial de recomendação, ampliação e reconhecimento. São processos que signifi cam que um determinado público não tem intenção de compra, e aí está a oportunidade da empresa se engajar com o usuário. Estabelecendo a comunicação através de prover conteúdo de qualidade, objetivando o sucesso desse relacionamento iniciado. Estágio Think: são as pessoas que consomem determinado produto e que tem uma consideração por ele, as quais, em algum momento, já se posicionaram favoráveis para realizar a sua compra. Mas, em geral, têm pouca intenção de compra, por exemplo, viajantes que queiram comprar pacotes de viagem de férias dentro de algumas semanas. Ou comprar alguma peça de roupa específi ca em algum momento, sem uma necessidade pontual. O usuário começa a olhar para o produto e a considerar as diferentes marcas existentes no mercado que foram construídas pelo Estágio See. Ao fazer as comparações e considerações na hora de planejar uma compra, os resultados orgânicos e a publicidade estarão bombardeando esse usuário naquele momento. A captura destas informações o fará ir para o estágio de intenção seguinte. 141 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Os consumidores, em seus celulares, estão mais perto dos estágios See e Think, eles têm pouco intenção de compra, e pensam no que podem vir a adquirir em um determinado momento. Ou apenas estão consumindo um conteúdo, como um artigo exclusivo ou e-book, passivamente, e são nessas horas que as marcas costumam agir agressivamente ofertando seus produtos. A experiência com o usuário já mostrou que essa estratégia não funciona porque o consumidor ainda não está com a maturação necessária para efetuar a ação de compra. Nesta etapa, o importante é monitorar as conversões assistidas, dentre outras métricas. Estágio Do: representa as pessoas que têm uma forte intenção de realizar uma compra. Este é o momento de as empresas executarem uma ação focada na intenção de compra em si. No entanto, é necessário manter o monitoramento das conversões e outros elementos para o sucesso do planejamento. Na busca via mobile, é possível capturar as informações dos consumidores que querem: • ligar para a empresa para fechar um negócio; • clicar no mapa objetivando geolocalizar a empresa e ir até ela para executar a compra; • baixar o aplicativo da empresa buscando alguma vantagem ou fi car mais perto das promoções; • apenas comprar preços com os demais concorrentes; • visitar o site da empresa, quem sabe colocar nos favoritos e ver as ofertas disponíveis. O Do também pode ser o clique fi nal, sendo assim, o monitoramento dessa busca consegue identifi car as diversas formas que o consumidor se comporta nesta etapa para maximizar os resultados do mobile. Estagio Care: contempla os consumidores que fi zeram mais de duas compras e que se tornaram fi éis à marca. Nesse sentido, a empresa precisa falar com esse cliente de uma forma diferenciada, estabelecendo um relacionamento. A marca já tem a preferência, cabe à marca se relacionar e reativar constantemente esse usuário, formando um ciclo com determinado espaçamento de tempo. Se existe uma listagem de todos os clientes que já compraram em uma empresa mais de duas vezes, por que não realizar um conteúdo especial para eles? Tratar esse consumidor de uma forma exclusiva e diferenciada, talvez através de uma promoção que contempla apenas a eles. O remarketing trabalha estes conceitos, de antecipar os desejos de consumo. Vale lembrar que, às vezes, a afi nidade é tamanha que mesmo com o aumento do preço, o consumidor ainda vai preferir a marca, devido a sua qualidade, à confi ança estabelecida, à relação de conversa criada com ela. 142 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Para cada um desses estágios, seja no digital ou no off-line, sempre consideramos monitoramentos diferentes, e no mobile isso não poderiaser diferente, algo que precisa fi car claro para o profi ssional de Marketing Digital. Monitorar os estágios See, Think e Do, permite a qualquer empresa tomar decisões mais sofi sticadas, minimizando os erros de não acreditar no potencial das aplicações para celular, simplesmente pelo fato de que algumas empresas pensam no sucesso para o mobile de forma equivocada. Lembre-se de que se o usuário não estiver no estágio Do, mas nos estágios anteriores (See e Think), de nada adianta monitorar conversões. É preciso monitorar os momentos que realmente importam para o sucesso de um planejamento. E como já falado, considerar apenas o ultimo clique não é o sufi ciente. Os consumidores têm diferentes caminhos para realizar uma compra e as empresas precisam considerar isso. No celular o monitoramento é mais efi ciente porque conseguimos saber, exatamente, o tipo de atividade que o usuário está realizando e em tempo real. Podemos monitorar: • Geração de leads, quando um usuário se torna um possível consumidor. • Ligações para a empresa, dependendo do produto a sua venda pode ser realizada pelo telefone. • Salvar os dados da empresa na sua agenda de contatos do celular, o que signifi ca que ele considera útil esse número e tem interesse de retornar à ligação em um momento oportuno. • Comportamento cross-device (multitela), quando o usuário alterna entre diferentes dispositivos, ele pode ter visto uma promoção no celular mas preferiu comprar no desktop. • Conversão móvel, aquela realizada através do próprio mobile. • Download de um aplicativo, que pode facilitar a compra de um produto ou gerar um desconto exclusivo para itens adquiridos usando o mesmo. • Responder uma pesquisa. • Jogar algum game elaborado pela empresa. • Mandar um e-mail para a empresa. • Cadastrar-se para receber newsletter como promoções. • Visitas ao e-commerce da loja. • Visitar o site da empresa. • Levar consumidores para a loja física, para conhecer e experimentar um produto. • Levar pessoas para fazer um test-drive. • Engajamento dos usuários nas plataformas com o feed de notícias assinado. • Seguir a marca nas redes sociais para consumir seu conteúdo. Monitorar os estágios See, Think e Do, permite a qualquer empresa tomar decisões mais sofi sticadas, minimizando os erros. 143 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Um vídeo que foi “upado” para o YouTube ou um post planejado para o Facebook, ações assim geralmente estão nas etapas See e Think, então, como elas podem ser monitoradas? Ou seja, apenas considerar as conversões fi nais é um jeito pobre de mensurar o sucesso de uma ação. Existem ações específi cas dentro de cada rede social que a empresa pode estar e que o usuário acessará via mobile. No Facebook monitoramos: • Curtir a fan page. • Favoritar a página para receber o conteúdo com prioridade no feed de notícias. • Comentar com texto, marcar um amigo, usar algum emoji ou gifs animados em algum post. • Fazer um check in, geolocalizando o local físico da empresa. • Marcar um amigo em alguma foto de um post ou em um álbum de fotos. • Curtir ou acionar outros reactions em uma postagem. • Deixar uma recomendação na página com algum testemunhal. • Compartilhar algum conteúdo da página e dessa forma anunciar a respeito da marca. • Mandar um in box com dúvidas sobre um produto, interagindo com algum chatbot que a empresa tenha. • Convidar amigos para curtir (página). • Confi rma presença em um evento elaborado pela marca. • Interagir nas Lives (vídeos ao vivo). Para o YouTube, que é a segunda grande plataforma de busca da Internet, o monitoramento fi ca atento às outras características: • Inscrição no canal. • Comentário no vídeo. • Adicionar o vídeo a uma playlist. • Curtir ou favoritar o vídeo. • Convidar amigos para curtir o canal. • Compartilhar o vídeo nas demais redes sociais do usuário. Estas são as microconversões que geram valor macro para o negócio e impactam a realidade dos consumidores. Os profi ssionais de Marketing Digital necessitam de uma nova mentalidade direcionada para um mundo vez mais cheio de mobilidade. Um dos grandes desafi os do mobile é monitorar quando a sua inserção infl uenciou em uma conversão que foi realizada pelo desktop. Por isso, muitas empresas fazem um cálculo equivocado porque observaram o valor que investiram no mobile e o quanto foi gerado de vendas para essa mídia assistida. 144 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) A melhor analogia para explicar esse conceito é uma partida de futebol. Dentro desta perspectiva, devemos atribuir o valor ao jogador que fez o passe da bola para o artilheiro marcar o gol. Sem o melhor passe, não existirá o gol. Dar o valor correto para as ações no mobile é pensá-lo a partir dessa analogia. Devemos atribuir o valor ao jogador que fez o passe da bola para o artilheiro marcar o gol. Figura 51 – Analogia da jornada de compra do consumidor usando o mobile Fonte: Disponível em: <https://www.thinkwithgoogle.com/_qs/images/ BOE9H3v6YbfIIreFYQSUWrRiFl4=/3897/width-1000/mensuracao- atribuicao_articles_01.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. Ao monitorar os resultados, a empresa deve olhar o investimento realizado e todo o espectro que os incluam: vendas cross-device, ligações recebidas, visitas à loja, ou que baixaram o app, o valor do investimento muda completamente de cenário por causa da infl uência do mobile. O celular está presente em todo o processo da cadeia de compras, e para cada micromomento, em cada um dos estágios do processo de compra, precisamos monitorar e atribuir um valor, pois sem isso conseguiremos impactar uma determinada percepção. Plataformas móveis são muito boas para os estágios See e Think, se a estratégia de uma marca estiver objetivando esses pontos, ela sairá vitoriosa. Se o objetivo for a etapa Do, a estratégia irá ganhar, mas numa proporção menor, embora sem falhas. Estas são as medidas de sucesso que um profi ssional deve ter em mente. O celular está presente em todo o processo da cadeia de compras. 145 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Nesta seção, compreendemos como o monitoramento do ambiente digital pode trazer diferentes percepções para realinhar as estratégias de Marketing Digital. Se tivéssemos que optar por uma única ação, dentro de todo o conjunto que foi detalhado, indicaríamos o monitoramento. Porque, antes de planejar, estruturar, falar, postar, executar ou converter, é necessário ouvir seu público-alvo. Este é o insight que o monitoramento representa, neste caso, especifi cando o foco nos resultados. Por fi m, seja consciente de que sozinho é impossível dar conta de toda a complexidade que envolve este ramo de trabalho. É necessário trabalhar em equipe, em particular, ter um time focado apenas nos números dos resultados ajudará muito no momento do planejamento e de calibrar uma estratégia objetivando o sucesso de uma campanha. Na seção seguinte, veremos as métricas, suas características e, principalmente, as interpretações possíveis de extrair dos diferentes dados minerados dentro das plataformas digitais. Antes de planejar, estruturar, falar, postar, executar ou converter, é necessário ouvir seu público-alvo. Atividade de Estudos: 1) Faça um breve texto listando todas as vezes em que você utilizou o celular quando realizou uma compra. O objetivo é identifi car que o próprio usuário não se dá conta de como o celular está presente em toda a cadeia de compra. ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________ ____________________________________________________146 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Métricas, CaracterÍsticas e InterPretação As estratégias de SEO fornecem resultados de campanhas, as quais se referem à obtenção de hyperlinks, ao crescimento do tráfego, às melhoras no posicionamento dos resultados de busca, entre outros que são proeminentes para se mensurar e acompanhar constantemente, “com a mesma intensidade que as informações são difundidas nas redes sociais, [...] propícias conexões que espalham informações, dá voz às pessoas, constrói valores diferentes e dá acesso a esse valor” (RECUERO, 2009, p. 25). A necessidade de se compreender que métricas devem ser utilizadas e quais as características de cada uma delas é como interpretar esse volume de informações. Nesse sentido, é importante defi nir os KPI’s (key performance indicator, em tradução livre, indicador-chave de performance), ele consegue medir se uma ação foi efetiva e alcançou os objetivos. Esses indicadores são relevantes para uma estratégia, e as métricas são os números mensurados dentro dela. Sendo assim, o KPI fornece dados para estimar os resultados. Para o SEO, os KPI’s alinham-se aos objetivos, deixando mais transparente os resultados para o cliente leigo no assunto. Uma métrica importante é o ticket médio, que é o valor médio das vendas realizadas pelo e-commerce, sua obtenção é possível quando se divide o faturamento mensal pelo número de pedidos/vendas, assim é possível identifi car uma média de cada uma das negociações realizadas. É preciso saber o valor do ticket dos anos anteriores, as vezes um valor mais elevado no passado está atrelado a algum produto especifi co que saiu de linha, por exemplo. Às vezes, o objetivo da empresa é aumentar o faturamento, isso causa um frenesi na busca por mais clientes, mas, necessariamente, ela não precisa disso. Dentro dessa lógica, a empresa pode continuar com o mesmo número de clientes e melhorar suas promoções e demais ações comerciais para voltar a converter mais. Ou seja, eu não procuro clientes novos, eu vendo mais para usuários que já são clientes da empresa e têm afi nidade com os produtos ou serviços. 147 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Figura 52 – Cálculo do ticket médio Fonte: Disponível em: <http://www.salescope.com.br/wp-content/ uploads/2017/09/tm.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. Uma estratégia bem comum se dá na compra de um produto quando o usuário ganha um desconto especial na próxima compra. Isso aguça a compra de um segundo item no site. Mesmo com o desconto concedido, o volume de venda será maior, aumentando assim, o valor do ticket médio. Quando se tem a compreensão em qual lugar estão os problemas, fi ca mais claro entender por que as ações precisam ser medidas. Um das métricas mais conhecidas é o ROI (return on investment, em tradução livre, retorno sobre investimento), que indica o percentual de retorno sobre o investimento realizado pela empresa. Ele é obtido quando se divide o valor do retorno pelo valor do investimento, resultando num coefi ciente. Essa formula só funciona para quem já é investidor e sabe exatamente o lucro que um produto proporciona. Uma métrica mais acessível para ser realizada é o ROI Marketing, originado da divisão do faturamento pelo investimento. Ele indica o quanto está se faturando em cima de cada produto ou serviço divulgados. Dessa maneira, é possível determinar o quanto se lucra a cada real investido. Ticket médio = Valor total em vendas Número de pedidos Figura 53 – Cálculo do ROI ROI = (Ganho - Custo) Custo Fonte: Disponível em: <http://getupixbrasil.com/wp-content/uploads/2016/03/ F%C3%B3rmula-do-ROI.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. Nesta mesma linha de raciocínio, temos a “taxa de conversão”, referimo-nos a conversão no sentido de indicar quando um objetivo é alcançado. Façamos uma analogia ao um jogo de futebol. Para cada gol realizado, uma conversão; já que o objetivo do jogo é marcar pontos. Por sua vez, a taxa de conversão se refere à proporção de conversões em relação ao número de pessoas impactadas. Para identifi car esses números, nós devemos ter à disposição o número de vezes no qual um objetivo foi alcançado e dividi-lo pelo número de pessoas impactadas pela estratégia de Marketing Digital. 148 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) A conversão não depende exclusivamente de um anúncio, ou das estratégias do Marketing Digital ou das técnicas de SEO. O produto comercializado pode ser ruim, ou até mesmo ter baixa aceitação dos consumidores, ou ter um preço mais elevado que os concorrentes. Consideremos que todos estes elementos minaram todos os esforços das estratégias midiáticas e comunicacionais, logo, é preciso ter os pés no chão e é preciso ter discernimento sobre o negócio. Neste sentido, as métricas são balizadores dos resultados, podemos visualizar a conversão relacionando suas diferentes formas e formatos dentro do Marketing Digital a fi m de saber o andamento de um projeto. Podemos reunir os números decorrentes dos links patrocinados e compará-los as fan page do Facebook na fi gura a seguir, Linkedin, Instagram, e-mail marketing etc. Figura 54 – Dados do Facebook Insights Fonte: Disponível em: <https://www.agenciamestre.com/wp-content/uploads/2016/08/ insights-fanpage-1024x596.jpg?x69608>. Acesso em: 10 fev. 2018. Fique atento a todas as demais métricas que estão contidas nas elaboradas estratégias de marketing digital para saber, pontualmente, qual delas representou uma maior taxa de conversão, ou seja, qual desses formatos leva mais usuários a realizar a jornada do produto, que pode ser comprar um item ou baixar um e-book, por exemplo. Quando nos relacionamos com os usuários, objetivamos transformá-los em lead, que é um cliente em potencial, aquele que já tem as características mapeadas, que interage com a marca, mas ainda não é um cliente efetivado. Um bom exemplo dessa dinâmica é quando baixamos um e-book: acessamos uma landing page, preenchemos um cadastro, a partir disso, pode ser gerado um link para o material ou um e-mail é enviado com o link desse conteúdo, como pode ser visualizado na fi gura a seguir: 149 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Figura 55 – Modelo de Landing Page padrão Fonte: Disponível em: <http://31uyr33l4bzy2vcgfa2xq1os74f.wpengine.netdna-cdn. com/wp-content/uploads/2014/04/squeezepage.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. Neste caso, acontece uma troca entre empresa e usuário, de um lado é fornecido um produto gratuito que atende aos anseios de quem acessa, e do outro lado a empresa tem um cadastro que poderá utilizar para se relacionar com esse lead. Nessa linha de raciocínio podemos calcular quanto custou para gerar esse lead. Esses dados, dependendo do mercado e da estratégia adotada, podem ter uma variação muito grande, por isso, o ideal é montar um histórico de cada planejamento, dos materiais gerados e de quantos leads ele resultou. Podemos usar duas formulas, a primeira é a CAC (Custo por Aquisição de Cliente), obtém-se o resultado pela divisão entre o valor do investimento e o número de clientes obtidos. Figura 56 – Cálculo do CAC Fonte: Disponível em: <https://www.mandae.com.br/blog/wp- content/uploads/2016/11/m%C3%A9tricas-de-desempenho-para- o-e-commerce_CAC.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. 150 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Para se calcular o CPL (Custo por Lead) proveniente de uma estratégia como a landing page, é só dividir tal valor pelo número de leads efetivamente obtidos. Dessa forma, é possível mensurar o quanto foi gasto para cada lead capturado. Figura 57 – Cálculo do CPL Fonte: Disponível em: <https://cdn.moip.com.br/wp-content/ uploads/2016/10/custo-por-lead.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. Quando nos referimos aos monitoramentos dos resultados na mídia ou anúncios no Google, temos três etapas: • Visualizar um anúncio, como os que aparecem no resultado de um buscador. O usuário visualiza, porémnão clica nele. Talvez ele tenha optado por algum resultado da busca orgânica. • Clicar no anúncio, além de visualizar, o usuário optou por clicar nele em vez de um resultado da busca orgânica. • Alcançar o objetivo, eles podem ser: executar vendas, realizar cadastro, receber (o envio de newsletter, apenas deixar os contatos, fazer o download de algum conteúdo, solicitar um orçamento, fechar uma compra on-line etc.). Fiquemos atentos à taxa de cliques/CTR e às visualizações, é preciso ter um equilíbrio. Às vezes, um anúncio é muito visualizado, mas não gerou cliques. Figura 58 – Cálculo do CTR Fonte: Disponível em: < https://academy.papayamobile.com/en/wp-content/ uploads/2013/09/CTR-formula-AppFlood.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. Ao nos atentarmos também para a taxa de conversão fi nal, a lógica é comparar o número de cliques ao número de usuários que fi nalizaram a compra. Lembremos que iremos apenas apresentar esses conceitos, e não nos aprofundar neles porque isso será feito em outra parte do curso. No entanto, cabe-nos apenas citar tais práticas. 151 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Figura 59 – Cálculo da taxa de conversão Taxa de conversão = 100x quantidade de conversões quantidade de visitas Fonte: Disponível em: <http://www.gosupersonic.com.br/wp-content/themes/ supersonic2016/cro/img/formula.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. Direcionemos nossa atenção para alguns aspectos que o mobile também apresenta e que se encaixa nesta seção, complementando as informações visualizadas anteriormente. Quando olhamos um modelo de atribuição de valores, como o estudado aqui, lançamos um olhar para a jornada do consumidor e damos um valor para cada uma das fases percorridas. Exemplo: O usuário viu um anúncio na televisão, realizou uma busca pelo celular, e acessou ao e-commerce. Ao compreender cada uma destas etapas e determinar um valor para cada uma delas, é possível redirecionar o orçamento para maximizar as etapas com índices que fi caram abaixo do esperado e que geraram menos conversões no clique fi nal. Montar esse modelo de atribuição é um exercício bastante complexo, pois é preciso o envolvimento de um grande número de pessoas, conquanto podemos sugerir que eles sejam norteados por cinco passos: • Acessar ao Overview Reports do Google Analytics, lá existe o diagrama de “Venn” do seu “Funil Multicanal”, ele mostra quais os canais não estão sozinhos, além deles terem intercessões que fornecem uma visão mais ampla do que está acontecendo entre os canais, nas suas interações. Isto possibilita observar como as buscas pagas e as orgânicas têm uma grande sobreposição. 152 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) Figura 60 – Sobreposição dos canais de mídia Fonte: Disponível em: < https://www.thinkwithgoogle.com/_qs/images/ E5C_v-kwFEJWchf32EHDgAdbdg0=/3907/width-1000/mensuracao- atribuicao_articles_02.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. • Conversões assistidas são a etapa seguinte, elas não costumam passar pelos modelos tradicionais de atribuições, ter elas em mãos junto às conversões fi nais formam argumentações que podem resultar na mudança de estratégias no Facebook, nas palavras chave de SEO das buscas etc. Ele é um relatório simples que não requer nenhum conhecimento de modelo de atribuição. Figura 61 – Relatório de conversões assistidas Fonte: Disponível em: < https://www.kaushik.net/avinash/wp-content/ uploads/2015/04/assisted_conversions_report.png>. Acesso em: 10 fev. 2018. • Comece a usar os modelos de atribuições padrões do Google Analytics. Primeiro pela “Desvalorização Temporal”, deixe os outros itens de lado por enquanto. Nos relatórios que medem o último clique, você deve adicionar a desvalorização do tempo, com isso, o relatório vai mostrar o quanto você deve aumentar em certos canais, ou em quais deles deverá baixar, ou em quais deverá manter. 153 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Exemplo: O usuário encontra o e-commerce clicando em um anúncio do Google AdWords. Ele retorna após uma semana através de uma rede social. No mesmo dia, ele retorna ao acesso uma terceira vez, mas, dessa vez, por meio de um e-mail marketing. Horas depois, ele acessa outra vez diretamente e realiza a compra. Esse vai e vem do consumidor acontece e difi culta a leitura, veja a fi gura a seguir: Figura 62 – Exemplo de modelagem de atribuição Fonte: Disponível em: < https://support.google.com/analytics/ answer/1662518?hl=pt-BR>. Acesso em: 10 fev. 2018. • Comece a fazer modelos de atribuições customizados, pois, a essa altura, o profi ssional que estará operando tal operação já terá conhecimento básico para evoluir nas estratégias, inserindo novas variáveis e tornando o modelo mais inteligente. A lógica aqui é continuar usando novas informações, novos conhecimentos para estar, a cada dia, menos errado. Crie esta cultura entre os seus pares. A seguir, há algumas perguntas que essa prática pode responder: 154 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) – Qual comportamento do visitante devo valorizar? – Existe um canal de conversão que precisa ser trabalhado? – Qual o histórico desse comportamento de compras? – Quais micro conversões trazem mais retorno fi nanceiro? – Quais engajamentos trazem mais retorno fi nanceiro? – Foram implantadas as conversões off-line no Google Analytics? Figura 63 – Visão completa de um modelo de atribuição motivado pelo mercado Fonte: Disponível em: <https://www.kaushik.net/avinash/wp-content/uploads/2013/08/ market_motive_custom_attribution_model.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. • Faça experimentos controlados, também chamado de Media Mix Modeling, é o modo mais avançado de se fazer modelos de atribuição entre canais on-line e off-line, ou seja, é possível atribuir valor não só para o que acontece no digital, mas também se considera a televisão, o rádio, outdoor etc. Acrescentamos a audiência por canal, para entender como otimizar todo o portfólio de marketing, não só no digital. Diante disso algumas perguntas nos vêm à mente: – O que priorizar nos esforços? – Em quais canais devo investir? 155 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 – Quais canais devo desativar? – Como saber se ao gastar mais verbas poderia obter a mesma audiência? – Estou alcançando os mesmos usuários de maneira repetida? – Qual o acréscimo que cada um dos multicanais trouxeram para o objetivo fi nal? Para obter as respostas, é preciso usar modelos on-line e off-line ao considerar a presença da marca em cada um desses canais, ademais, é preciso otimizar todo o portfólio midiático. Cada empresa terá um comportamento diferente, algumas atingem seus objetivos apenas com a busca orgânica ao usar as técnicas de SEO que vimos ao longo dos quatro capítulos deste módulo. Outras necessitarão ir além disso, ao usar e-mail marketing, alguma das diversas redes sociais, anúncios dentro da busca paga, usar a rede de display etc. Para concluir-se algo a respeito das respostas, é preciso realizar testes controlados. Após entender as variáveis existentes, escolha diferentes grupos de usuários com características semelhantes e exponha-os as múltiplas combinações midiáticas, assim, será possível mensurar os diferentes resultados obtidos, além de testar algumas hipóteses. É preciso usar uma metodologia científi ca, com análise estatística, design de experimentos, entre outros. O que torna as coisas um pouco mais complexas, mas não menos importantes. Por isso, há necessidade de suporte de uma boa equipe de trabalho. Encontrar variáveis é um desafi o que vai além da empresa, envolvendo os concorrentes diretos e indiretos. Figura 64 – Experimento controlado de Media Mix Modeling, sobre o envio de catálogo e e-mail para clientes Fonte: Disponível em: <https://www.kaushik.net/avinash/wp-content/uploads/2011/09/ marketing_profi tability_analysis_no_email_no_catalog.png>. Acesso em: 10 fev. 2018.156 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) O approach das pessoas é querer ver mais do que realmente conseguem interpretar, muitas vezes existem mudanças que são necessárias, bem próximas e de fácil resolução, mas que acabam passando despercebidas por causa dessa busca desordenada por adequação ao modelo vigente. Ao seguir os passos descritos anteriormente, existirá um crescimento analiticamente mais sofi sticado para a empresa, e a equipe estará evoluindo no entendimento da complexidade do marketing. Um erro muito comum que as empresas e marcas cometem com a mensuração do mobile não diz respeito ao uso das métricas, mas ao das péssimas estratégias destinadas aos dispositivos móveis. Além de realizarem ações erradas, elas mensuram o todo de forma errada. Lembrando que o mobile é ótimo para as etapas See e Think, porém, de maneira menos efi ciente na etapa Do. Se for usado e investido nisso, o mobile apresentará resultados promissores. Falamos de algumas métricas citando o Google Analytics, que é a ferramenta mais comum e gratuita, que oferece dados abundantes sobre sites. Com ele fi ca mais claro o entendimento do que está acontecendo dentro da plataforma na qual trabalhamos. Em outro módulo o estudaremos com mais propriedade. Vale ressaltar de como os diferentes tópicos estudados no Marketing Digital se cruzam para gerar novos conhecimentos. Tudo o que estamos estudando aqui tem uma aplicação de diferentes formas dentro de projetos em ambientes digitais. Nesta seção, visualizamos algumas métricas utilizadas nas estratégias de SEO, assim como suas diferentes características diante da diversidade de plataformas existentes. A partir delas é possível fazer a interpretação dos dados e, consequentemente, adequá-la aos planejamentos ou ações mercadológicas. O que precisa fi car claro é que as ferramentas oferecem muitas informações, temos uma verdadeira superabundância de métricas, o mais importante é saber o que fazer com elas. Identifi car como essa grande quantidade de números pode impactar diretamente em uma negociação. Lembremos ainda que vivemos em uma era de transição, o modelo de negócios digital ainda não substituiu o modelo tradicional, sem demora teremos consumidores que usaram as duas, cada qual de uma maneira única. A fi gura a seguir, ajuda-nos a visualizar melhor o que acabamos de conceituar a respeito dos modelos pertinente ao nosso campo de estudo. 157 SEO E LINKS PATROCINADOS Capítulo 4 Figura 65 – Modelagem do mix de marketing Fonte: Disponível em: <https://www.thinkwithgoogle.com/_qs/images/ T49hj1m3S9qjlpqvacxa4UX1NPM=/3896/width-1000/conversao-um-caminho- maior-do-que-voce-imagina_articles-02.jpg>. Acesso em: 10 fev. 2018. O grande propósito por trás de uma estratégia que trilha os caminhos digitais do SEO, é entregar uma experiência relevante aos usuários e, para isso, eu preciso ter o conteúdo correto, ter uma página responsiva para o mobile ou um aplicativo. Entenda o que os consumidores querem e tenha entendimento sobre o comportamento deles, da forma que nos engajamos quando estamos conectados constantemente com o celular em mãos e também sobre as coisas que ainda não são oferecidas, hoje, pelas estratégias de marketing. Sendo assim, muitas das interpretações das ações desenvolvidas só podem ser identifi cadas pelas métricas obtidas, pontuando as características de cada uma delas e realizando a devida interpretação dos números. Decodifi car essas informações é a chave para o êxito de uma marca, produto ou serviço. Algumas ConsideraçÕes Neste capítulo, vimos o potencial do SEO local e seu impacto na busca do usuário, em como as estratégias de SEO são aplicadas no e-commerce e como podem elevar o faturamento dos negócios, por exemplo, a relevância de monitorar os resultados de cada projeto e identifi car o alcance obtido e, por último, as métricas, características e interpretação, que delimitam o trabalho desenvolvido e a possibilidade de se repensar as estratégias empregadas. Pensar em Marketing Digital, remete-nos à ideia de empresas e marcas que investem em diferentes estratégias para alcançar as primeiras posições das páginas de pesquisa. Qual empresa não gostaria de cliques espontâneos, sem custos, e com isso obter mais acessos para um website? 158 MARKETING EM MÁQUINAS DE BUSCA (SEO) No entanto, apenas estar presente na web não é garantia desse resultado. O site, a plataforma de e-commerce e os blogs precisam de estratégias específi cas para transitarem nos primeiros resultados dos buscadores, e assim, garantir que um negócio obtenha um bom ranqueamento. Nesse sentido, as técnicas de SEO são a chave para atingir esse objetivo. Quanto maior a proporção que uma página é otimizada, maior será a probabilidade de uma marca obter destaque de forma orgânica e reter mais visitas, que poderão converter-se em novos negócios. Willian Gibson, autor do livro Neuromancer, a primeira obra de fi cção a falar sobre o ciberespaço, dizia que o futuro já chegou, só não está igualmente distribuído (GIBSON, 1991). Várias tendências futurísticas já acontecem em pequenas bolhas isoladas, o complicado é saber em quais delas devemos prestar atenção e apostar como uma tendência mercadológica. Dessa forma, chegamos ao fi m dessa apostila, um tema vivo e em constante mutação que requer dos interessados um constante aprimoramento digital. Referencias BLACKWELL, R. D.; ENGEL, J. F.; MINIARD, P. W. Comportamento do consumidor. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005. COSTA, S. A.; COVALESKI, R. O relacionamento empresa-consumidor nas redes sociais digitais: a imagem da marca Ruffl es no caso “sacos de ar”. 2012. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2012/resumos/R7- 0572-2.pdf>. Acesso em: 8 fev. 2018. DI GANGI, P. M.; WASKO, M. M. Social media engagement theory: exploring the infl uence of user engagement on social media usage. Journal of Organizational and End User Computing (JOEUC), v. 28, n. 2, p. 53-73, 2016. 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