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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
1 
 
 
ANATOMIA 
DO ÚTERO 
ANATOMIA 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
2 
 
 
 
ANATOMIA 
DO ÚTERO 
CONTEÚDO: JULIA CHEIK ANDRADE 
CURADORIA: MARCO PASSOS 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
3 
 
SUMÁRIO 
SISTEMA GENITAL FEMININO ..................................................................................... 4 
ANATOMIA DO ÚTERO – CONCEITOS GERAIS .................................................. 5 
EXAME FÍSICO DA GENITÁLIA INTERNA – COLO DO ÚTERO...................... 8 
LIGAMENTOS DO ÚTERO E CAVIDADES PERITONEAIS ................................ 9 
VASCULARIZAÇÃO DO ÚTERO .............................................................................. 12 
CORRELAÇÕES ANATOMO-CIRÚRGICAS DO ÚTERO ................................ 12 
INERVAÇÃO DO ÚTERO ............................................................................................. 13 
DRENAGEM LINFÁTICA DO ÚTERO ...................................................................... 13 
REFERÊNCIA .................................................................................................................... 14 
 
 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
4 
 
SISTEMA GENITAL FEMININO 
O sistema genital feminino contém as es-
truturas responsáveis pela fertilidade da 
mulher. É dividido em sistema genital in-
terno, composto pelo útero, anexos uteri-
nos (tubas uterinas e ovários) e vagina e o 
sistema genital externo, formado pelo pu-
dendo externo ou vulva. 
O útero é uma das estruturas que com-
põem o sistema genital feminino interno, 
localizando-se na cavidade pélvica – a 
parte inferior da cavidade abdominopél-
vica. 
 
Imagem de Lilyu, 2019. Acesso via Wikimedia 
Commons. 
1. Rim 
2. Pelve renal 
3. Ureter 
4. Tuba uterina 
5. Ovário 
6. Útero 
7. Bexiga urinária 
8. Colo do útero (cérvice) 
9. Vagina 
Antes de aprofundar o estudo do útero é 
preciso conhecer alguns conceitos sobre a 
cavidade pélvica. A pelve é a porção óssea 
que delimita a cavidade pélvica. A pelve fe-
minina apresenta diferenças anatômicas 
em relação à masculina: 
• A pelve menor é mais larga e rasa. 
• A abertura superior da pelve é mais 
oval. 
• A abertura inferior é mais larga. 
• O arco púbico e o ângulo subpúbico são 
mais largos >80º. 
• O forame obturado é mais ovalado. 
• O acetábulo menor. 
 
Pelve feminino e masculina, respectivamente, Ima-
gem de Laboratoires Servier, 2019. Acesso via 
Wikimedia Commons. 
O útero fica no interior da pelve menor, 
juntamente com os demais órgãos genitais 
internos, mas alcança a cavidade abdomi-
nal no período gestação. A pelve menor 
também é chamada de pelve verdadeira ou 
pelve obstétrica, e corresponde à cavidade 
localizada entre as aberturas superior e in-
ferior da pelve, que contém as estruturas 
pélvicas e porções profundas do períneo. 
As estruturas pélvicas são separadas das 
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https://en.wikipedia.org/wiki/en:Laboratoires_Servier
ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
5 
 
estruturas perineais pelos músculos do as-
soalho pélvico, um assoalho dinâmico for-
mado pelo músculo levantador do ânus 
(formado por três porções: músculos pu-
borretal, pubococcígeo e ileococcígeo) e 
pelo músculo isquiococcígeo (coccígeo). O 
assoalho pélvico é responsável pela sus-
tentação dos órgãos pélvicos (ex. útero e 
bexiga) e sua contração e relaxamento es-
tão diretamente associados com a defeca-
ção e com o parto. 
Caso ocorra lesão dos músculos do assoa-
lho pélvico, pode haver comprometimento 
da sustentação destes órgãos, levando à 
protrusão da bexiga e até mesmo do útero 
pelo canal vaginal, condição denominada 
prolapso. Tanto o prolapso uterino (utero-
cele) quanto o prolapso da bexiga (cisto-
cele) são capazes de gerar incômodo às 
pacientes ou até mesmo disfunções sexu-
ais e miccionais. A lesão destes músculos 
pode ocorrer, por exemplo, durante a ex-
pulsão do bebê pelo canal vaginal, no parto 
normal, ou por meio de secções do períneo 
que podem ser realizados pelos obstetras, 
técnica cirúrgica conhecida por episioto-
mia. A episiotomia deve ser realizada ape-
nas em casos com indicação específica. 
Seu uso indiscriminado, de modo a agilizar 
o parto, configura-se como má prática 
obstétrica. 
 
Imagem de OpenStax, 2016. Acesso via Wikime-
dia Commons. 
 
ANATOMIA DO ÚTERO – CONCEI-
TOS GERAIS 
O útero está posicionado atrás da bexiga e 
imediatamente à frente da porção do reto 
do intestino grosso. A face anterior do 
útero é mais plana enquanto a face poste-
rior é convexa. A região superior do útero 
projeta-se para a região anterior e repousa 
no teto da bexiga. 
O útero é a maior estrutura do sistema ge-
nital interno e possui uma cavidade impar 
e centralizada, de aspecto piriforme, local 
onde ocorre o desenvolvimento do em-
brião e do feto, durante a gestação. O útero 
apresenta comunicação com as demais es-
truturas genitais internas, comunica-se 
com o canal vaginal por meio do óstio ute-
rino e com os ovários por meio das tubas 
uterinas direita e esquerda, na porção su-
perior e lateral. 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
6 
 
 
Imagem de Bruce Blaus, 2017. Acesso via Wi-
kimedia Commons. 
As tubas uterinas (ou trompas de falópio), 
juntamente com os ovários, compõem os 
chamados anexos uterinos, localizados la-
teralmente ao útero. As tubas apresentam 
posição curva e trajeto posterior. Comuni-
cam-se com o útero por meio dos seus ós-
tios uterinos e com os ovários por meio dos 
seus óstios abdominais, cercados pelas 
fímbrias das tubas uterinas. 
 
Imagem de Dr. Johannes Sobotta, 1906. Acesso 
via Wikimedia Commons. 
 
 
 
 
O útero é dividido em: fundo, corpo, cor-
nos, istmo e colo do útero. 
• Corpo: dois terços superiores, corres-
pondente a maior parte do útero. 
• Fundo: porção superior, parte do corpo 
uterino que repousa sobre a bexiga. 
• Cornos: expansão superior lateral onde 
há conexão do útero com a tuba ute-
rina. 
• Istmo: estreitamento que conecta o 
corpo do útero ao colo. 
• Colo do útero (cérvice): terço inferior, 
cilíndrico do útero. Que apresenta as 
pregas palmadas no seu interior. Pos-
sui uma porção que se projeta para o 
canal vaginal, chamada de porção vagi-
nal do colo do útero, e o restante cor-
responde à porção supravaginal. No 
colo uterino está o canal do colo do 
útero, que comunica a cavidade uterina 
com o canal da vagina. 
O crescimento do útero durante a 
gestação comprime a bexiga, 
diminuindo sua capacidade de 
armazenamento de urina. Por isso, 
em geral, as gestantes apresentam 
aumento da frequência de micção, 
sinal clínico chamado de polaciúria. 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
7 
 
 
Corte frontal do sistema genital feminino. Ima-
gem de https://www.scientificanimations.com, 
2020. Acesso via Wikimedia Commons. 
 
A maioria das mulheres possui o útero em 
posição antevertida– inclinação anterior e 
superior em relação ao eixo da vagina, e 
posição antefletida, pela flexão anterior do 
corpo do útero em relação ao colo do útero. 
O óstio uterino é o orifício no colo do útero 
que conecta o canal vaginal ao canal do 
colo, e este canal acessa a cavidade ute-
rina. Essas comunicações podem apresen-
tar-se como uma via para que infecções 
vaginais ascendam para o útero. Já o orifí-
cio superior do canal do colo, visualizado 
em vista superior, pelo interior da cavidade 
uterina, é denominado de óstio anatômico 
interno útero. O canal do parto corres-
ponde ao canal do colo do útero e o canal 
vaginal. 
O útero é composto por três tecidos: 
• Endométrio - porção glandular na face 
interna da cavidade uterina, que res-
ponde aos hormônios do ciclo mens-
trual, que promovem proliferação ou 
descamação endometrial de modo cí-
clico, mensalmente. 
• Miométrio - porção muscular, com-
posto de musculatura lisa, responsável 
pela capacidade de expansão da cavi-
dade no período gestacional e também 
pelas contrações do parto, que ajudam 
na expulsão do bebê para o canal vagi-
nal. 
• Perimétrio - envoltório externo de ca-
mada serosa peritoneal. 
 
Mioma uterino é uma condição 
ginecológica associada à proliferação 
excessiva do miométrio, com caráter 
benigno. Os miomas podem crescer 
em direção ao interior da cavidade 
uterina ou em direção ao perimétrio. 
As pacientes com miomas uterinos 
podem apresentar dor na região 
pélvica, presença de massa palpável 
no andar inferior do abdome e 
sangramento uterino anormal, que 
não apresenta relação direta com o 
ciclo menstrual, além de sintomas 
urinários ou intestinais. O tratamento 
pode ser hormonal ou cirúrgico, a 
depender do quadro clínico e posição 
anatômica do mioma. 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
8 
 
EXAME FÍSICO DA GENITÁLIA IN-
TERNA – COLO DO ÚTERO 
O colo do útero é a única porção uterina 
que pode ser diretamente palpada e visu-
alizada pelo médico. O exame do colo do 
útero pode indicar lesões uterinas e tam-
bém permite o diagnóstico de patologias 
que acometem esse local especificamente, 
como o câncer de colo de útero. 
A palpação do colo do útero é realizada por 
manobra bidigital, com a introdução de 
dois dedos no interior do canal vaginal e 
mobilização do colo do útero. O 
examinador observa as características tá-
teis do colo e avalia se há dor a mobilização 
dessa estrutura, o que pode estar relacio-
nado a certas patologias. O deslocamento 
dos dedos para as regiões laterais permite 
a palpação superficial da região em que es-
tão posicionados os anexos uterinos. 
Já a visualização do colo do útero durante 
o exame físico ginecológico é realizado 
com o auxílio do espéculo, introduzido no 
canal vaginal, expondo as paredes do ca-
nal vaginal e o colo uterino. O examinador 
observa características anatômicas das es-
truturas e o aspecto da secreção vaginal. 
 
Fotografia do exame especular – visualização do colo do útero. Imagem de Ep 11904, 2009. Acesso via 
Wikimedia Commons. 
Na imagem acima, temos a visualização do 
colo do útero (porção vaginal), ao exame fí-
sico, com auxilio do espéculo inserido no 
canal vaginal. O orifício do colo desta paci-
ente é mais dilatado, característico de mu-
lheres que já tiveram filhos por parto 
normal. Além disso, podemos observar o 
fórnice da vagina, a escavação localizada 
na porção de encontro entre o colo uterino 
vaginal e o canal vaginal. A porção anterior 
do fórnice pode ser visualizada na imagem 
acima. 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
9 
 
 
 
 
LIGAMENTOS DO ÚTERO E CAVI-
DADES PERITONEAIS 
O peritônio parietal reveste a cavidade ab-
dominal e recobre apenas as faces superior 
e lateral das vísceras pélvicas. Como exce-
ção, as tubas uterinas ficam quase comple-
tamente revestidas pelo peritônio (com ex-
ceção das fímbrias) e são sustentadas por 
regiões de dupla prega peritoneal, denomi-
nadas mesos. Outra exceção são os ová-
rios, que não são revestidos por peritônio, 
mas são sustentados pelas projeções dos 
mesos. 
O peritônio acompanha o formato anatô-
mico dos órgãos pélvicos, o que leva à for-
mação de recessos peritoneais entre estes 
órgãos. Entre esses recessos estão incluí-
dos, a fossa supravesical, anteriormente a 
bexiga e a escavação vesicouterina poste-
riormente a ela. Entre o útero e o reto é cri-
ado o espaço conhecido por escavação re-
touterina, ou fundo de saco de Douglas, 
que apresenta uma porção medial, facil-
mente palpável durante o exame ginecoló-
gico e fossas pararretais, porções mais 
profundas e laterais da escavação re-tou-
terina. 
 
 
A prega peritoneal que compõe os mesen-
térios origina os ligamentos do útero, es-
senciais na sustentação das estruturas 
Nos exames de imagem, a detecção 
da presença de secreções na 
escavação retouterina (fundo de saco 
de Douglas) pode indicar infecções 
graves e supurativas do sistema 
genital feminino, necessitando de 
acompanhamento por meio de 
internação hospitalar para tratamento 
clínico ou cirúrgico e monitorização da 
evolução da paciente. 
O Teste de Papanicolau é um exame 
citopatológico para rastreio do câncer 
de colo do útero. São coletadas 
amostras de células do interior do 
orifício do colo do útero (endocérvice) 
e células da porção externa do colo 
uterino, voltada para o canal vaginal 
(ectocérvice) e células de transição 
entre estas duas regiões. O exame 
pode apontar precocemente lesões 
potencialmente malignas, com 
potencial de evolução para o câncer 
de colo de útero, permitindo acom-
panhamento e tratamento adequados. 
O teste de Papanicolau é realizado 
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 
em mulheres com vida sexual iniciada 
com idade entre 25 e 64 anos. 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
10 
 
genitais internas. Alguns também contêm 
estruturas vasculares importantes. Os liga-
mentos do útero são os seguintes: 
• Ligamento largo do útero: dupla lâ-
mina de peritônio (meso) posicionada 
das laterais do útero até as paredes la-
terais da pelve e o assoalho da pelve, 
auxiliando na sustentação do útero, 
junto dos demais ligamentos do útero. 
O ligamento largo é dividido em meso-
métrio, mesossalpinge e mesovário. 
A tuba uterina está posicionada na mar-
gem livre do ligamento largo, dentro de um 
pequeno meso denominado mesossal-
pinge. O ovário possui na margem medial 
um meso chamado de mesovário, na face 
posterior do ligamento largo. A parte maior 
do ligamento largo, inferior ao mesossal-
pinge e ao mesovário, é denominada me-
sométrio. 
Lateralmente, o peritônio do ligamento 
largo que recobre os vasos sanguíneos 
ovarianos é chamado de ligamento sus-
pensor do ovário. Na posição posterior e 
superior do ligamento largo é formado o li-
gamento útero-ovárico (próprio do ovário) 
, que conecta útero e ovário, e, situado em 
posição anteroinferior, está o ligamento re-
dondo do útero: 
• Ligamento útero-ovárico (ligamento 
próprio do ovário): posterior e inferior-
mente à junção uterotubária. 
• Ligamento redondo do útero: fixa-se 
anterior e inferiormente à junção utero-
tubária, atravessa o canal inguinal, es-
tendendo-se até os lábios maiores do 
pudendo. 
Ambos os ligamentos citados são vestígios 
do gubernáculo ovárico e surgem pela mi-
graçãoda gônada embrionária, da cavi-
dade abdominal para a cavidade pélvica. 
Vimos que o assoalho da pelve mantem a 
sustentação dinâmica do útero, que varia 
seu posicionamento em casos de aumento 
da pressão intra-abdominal. A sustenta-
ção passiva do útero é feita pela bexiga, 
que apoia o fundo do útero. Já a porção do 
colo uterino apresenta mobilidade redu-
zida, pois está fixado às fáscias parietais 
da pelve (ligamentos). 
• Ligamentos transversos do colo(car-
dinal): posicionados da porção supra-
vaginal do colo uterino e da porção la-
teral do fórnice da vagina, fixando-se 
às paredes laterais da pelve. 
• Ligamentos uterossacrais: seguem 
das laterais do colo até a porção média 
sacral. Podem ser palpados pelo toque 
retal, ao exame físico. 
 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
11 
 
 
Peça anatômica – vista superior e anterior do útero. 
 
Peça anatômica – vista superior e anterior do útero 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
12 
 
VASCULARIZAÇÃO DO ÚTERO 
Essencialmente, a vascularização do útero 
é realizada pelas artérias uterinas direita e 
esquerda, ramos das artérias ilíacas inter-
nas, e pela irrigação colateral por ramos 
uterinos das artérias ováricas (ramos da 
aorta abdominal). As artérias uterinas pe-
netram no ligamento largo e emitem ramos 
que alcançam o útero, os ovários e a va-
gina. As artérias uterinas apresentam for-
mato espiralado. 
Também há a artéria do ligamento re-
dondo, que nasce na artéria epigástrica in-
ferior e realiza anastomoses com a artéria 
uterina. 
Em relação a principal rede de drenagem 
venosa do útero, as veias uterinas ficam 
próximas às artérias uterinas, no ligamento 
largo, e drenam para o plexo venoso ute-
rino. Deste plexo, o sangue alcança as 
veias pudendas internas que drenam para 
as veias ilíacas internas, por onde o sangue 
venoso segue para veias ilíacas comuns, 
veia cava inferior que, então, drena o san-
gue para o átrio direito do coração. 
 
CORRELAÇÕES ANATOMO-CI-
RÚRGICAS DO ÚTERO 
Procedimentos realizados no útero, como 
sua excisão por histerectomia, precisam 
ser cautelosamente realizados para evitar 
lesões de estruturas essenciais localizadas 
próximas a ele. 
A artéria uterina cruza anteriormente o 
ureter, alcança o ligamento largo e emite 
ramos para irrigação uterina na altura da 
junção do corpo e do colo. 
Assim, o ureter, porção do sistema uriná-
rio, fica posicionado logo abaixo da artéria 
uterina, próximo à porção lateral do fórnix 
da vagina e do colo do útero e pode ser le-
são durante procedimentos cirúrgicos no 
útero. 
O cruzamento das duas estruturas ocorre, 
em geral, 2 cm acima da espinha isquiática 
da pelve. Por isso, a relação anatômica 
precisa ser bem conhecida pelos cirurgi-
ões. Observe a relação entre artéria uterina 
e ureter na foto de uma peça anatômica: 
 
Peça anatômica – vista superolateral do útero 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
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1. Útero 
2. Nervo obturador 
3. Artéria vesical 
4. Artéria uterina 
5. Bexiga urinária 
6. Ureter 
7. Artéria ilíaca interna direita 
 
INERVAÇÃO DO ÚTERO 
A inervação visceral do útero é realizada 
pelo plexo hipogástrico inferior, contendo 
as fibras simpáticas e parassimpáticas 
(oriundas dos nervos esplâncnicos pélvi-
cos), do sistema nervoso autônomo. En-
quanto o sistema nervoso parassimpático 
promove vasodilatação dos vasos uterinos, 
o sistema simpático realiza vasoconstrição 
e contração da musculatura miometrial. 
O plexo hipogástrico inferior também re-
cebe as fibras aferentes viscerais essenci-
ais para a sinalização de dor em cólica, 
entre outras modalidades sensitivas visce-
rais. A informação é transmitida para o sis-
tema nervoso central, onde é processada. 
Toda a inervação passa pelo ligamento 
largo do útero em seu trajeto periférico. 
 
DRENAGEM LINFÁTICA DO 
ÚTERO 
A drenagem linfática do fundo e parte su-
perior do corpo vai em sua maioria na dire-
ção dos linfonodos lombares, entretanto 
uma pequena parte se dirige aos linfono-
dos inguinais superficiais. O restante do 
corpo se dirige aos linfonodos inguinais 
externos. Os vasos do colo se dirigem aos 
linfonodos ilíacos internos e aos sacrais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
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@jalekoacademicos Jaleko Acadêmicos @grupoJaleko 
 
REFERÊNCIA 
MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. 
Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VISITE NOSSAS REDES SOCIAIS 
 
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ANATOMIA DO ÚTERO 
 
 
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