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CAPÍTULO 3
Riscos: Classificações e Mapa
A partir da perspectiva do saber fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
� Conhecer riscos físicos, químicos, biológicos e 
ergonômicos encontrados na área da estética.
�	Identificar os tipos de riscos e a forma de minimização e prevenção 
em estabelecimentos prestadores de serviço na área da estética.
�	Desenvolver mapa de risco para estabelecimentos prestadores 
de serviço na área da estética conforme legislação vigente.
�	Aplicar medidas de biossegurança na prevenção e 
minimização de riscos na área da estética.
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Contextualização
Ao entrarmos em um estabelecimento prestador de serviços na área da 
estética não conseguimos identificar imediatamente os possíveis riscos ali 
existentes, a que tanto profissional quanto cliente podem estar expostos. Mas em 
cada setor deste estabelecimento é desenvolvida uma série de atividades onde 
constantemente há algum tipo de risco envolvido.
Quando um profissional está desenvolvendo, por exemplo, o serviço de 
manicure e pedicure, ele está sujeito aos riscos biológico, químico e ergonômico. 
Para que estes riscos sejam evitados ou minimizados é necessário que o 
estabelecimento tenha um plano de biossegurança para estabelecer medidas 
preventivas e modo de operacionalização padronizada para cada atividade 
específica, preservando a saúde do profissional e do seu cliente. Assim, o 
desenvolvimento de um plano para minimização e prevenção destes riscos pode 
ser traçado a partir de um mapa de risco e procedimento operacional. Estaremos 
abordando este tema ao final deste capítulo. 
Os demais itens apresentados neste capítulo serão divididos em risco físico, 
risco biológico, risco químico e risco ergonômico, os quais estaremos associando 
aos conceitos de biossegurança e equipamento de proteção individual. O nosso 
objetivo, neste capítulo, é fazer com que você identifique e relacione os riscos 
potencialmente existentes no estabelecimento em que você trabalha ou gerencia, 
e possa desenvolver um plano operacional padrão para as atividades realizadas 
colocando em prática o conteúdo adquirido.
Tipos de Riscos
Vamos ver como se apresenta o conceito de risco?
• Possibilidade de perigo: apresenta risco de morte. Acontecimento even-
tual, incerto, cuja ocorrência não depende da vontade dos interessados 
(LAROUSSE, 2005).
• Probabilidade de ocorrer um evento bem definido no espaço e no tempo, 
que causa danos à saúde, às unidades operacionais, ou dano econômi-
co/financeiro (RAMOS, 2009).
• Toda e qualquer eventualidade de que algum elemento ou fato existente 
num dado processo ou ambiente de trabalho possa causar danos à saúde, 
seja por meio de acidentes, doenças ou do sofrimento dos trabalhadores, 
ou ainda por poluição ambiental (SILVA; LIMA; MARZIALE, 2012).
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Os principais fatores considerados como os responsáveis por situações 
insalubres e de periculosidade as quais profissionais da área da saúde encon-
tram-se expostos são os riscos químicos, físicos, biológicos e ergonômicos (BUL-
HÕES, 1994 apud RESENDE, 2003), assim como os profissionais da estética.
Em 1978, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou as Normas 
Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e à medicina do trabalho. Por 
meio destas normas ficaram estabelecidos critérios de risco e número de empre-
gados das empresas, a obrigatoriedade de a empresa implementar serviços e 
programas responsáveis pelas questões relativas à saúde e segurança no ambi-
ente de trabalho (ROCHA, 2013).
Existem duas importantes Normas Regulamentadoras que visam à segu-
rança e à integridade da saúde do empregado dentro da empresa, o OPPRA – 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais NR 09 (BRASIL, 1994b) e o PCM-
SO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – NR 07 (BRASIL, 
1994a).
Segundo a NR-9 (BRASIL, 1994b), os riscos ambientais existentes nos 
ambientes de trabalho são os que, em função de sua natureza, concentração 
ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do 
trabalhador. São eles:
• Agentes físicos: são as diversas formas de energia a que o empregado 
está exposto, como ruídos, pressões anormais, vibrações, temperaturas 
extremas, radiações ionizantes, radiação não ionizante;
• Agentes químicos: são as substâncias, compostos ou produtos que pos-
sam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, 
fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da ativ-
idade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo 
através da pele ou por ingestão.
• Agentes biológicos: as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoári-
os, vírus, entre outros.
A partir destes conceitos, vamos ver que tipos de riscos são descritos na NR-
09 e quais são encontrados na área da estética.
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Riscos Físicos e Acidentes
Os riscos físicos podem ser provocados por alguma forma de energia a que possam 
estar expostos os trabalhadores, cujos agentes mais comuns são ruídos, temperaturas 
excessivas, vibrações, pressões anormais, radiações e umidade (RAMOS, 2009). 
Hirata (2002) complementa que os riscos físicos podem ser enumerados 
dependendo dos equipamentos e do manuseio do operador ou, ainda, do 
ambiente em que se encontra.
Os riscos físicos são considerados pelo Ministério do Trabalho e Emprego como 
trabalho insalubre, conforme a Norma Regulamentadora NR-15 (BRASIL, 1990a). 
No quadro a seguir poderemos observar o quadro desenvolvido pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego apresentando os graus de insalubridade conforme seu risco.
Quadro 2 – Graus de insalubridade
GRAUS DE INSALUBRIDADE
Anexo Atividades ou operações que exponham o trabalhador Percentual
1
Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites 
de tolerância no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do 
mesmo Anexo.
20%
2 Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. 20%
3 Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limi-tes de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. 20%
4 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990)
5 Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. 40%
6 Ar comprimido. 40%
7 Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrên-cia de inspeção realizada no local de trabalho. 20%
8 Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. 20%
9 Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realiza-da no local de trabalho. 20%
10 Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. 20%
11 Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no quadro 1. 10%,20% e 40%
12 Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. 40%
13
Atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, con-
sideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no 
local de trabalho.
10%,20% e 40%
14 Agentes biológicos. 20% e 40%
Fonte: Adaptado de Brasil (1990a).
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
a) Temperatura excessiva – calor
Calor é um fenômeno físico que determina a elevação da temperatura, é a 
qualidade do que é quente. É uma fonte de energia que pode ser transmitida de 
um corpo para outro por radiação, condução ou convecção (LAROUSSE, 2005).
O calor excessivo favorece o aparecimento de cãibras e espasmos, síncope, 
fadiga transitória, reações dermatológicas, infertilidade masculina e feminina, má 
formação fetal e catarata (MENDES, 2003 apud RESENDE, 2003).
Em atividades relacionadas à área da estética podemos citar o risco ao 
operador pelo calor gerado pela autoclave e estufas usadas nosprocessos de 
esterilização, ambientes não climatizados, uso de secadores de cabelo por longos 
períodos (RAMOS, 2009), assim como o uso de pranchas e outros aparelhos 
térmicos utilizados na área capilar.
b) Ruídos e vibração 
É um agente fortemente predominante em uma variedade de atividades 
econômicas, sobretudo nas indústrias. Podem ser classificados em contínuo, 
que apresenta flutuações pequenas, e ruídos intermitentes, cujos níveis são 
interrompidos por intervalos de níveis sonoros relativamente baixos. E ainda o 
ruído variável com ou sem tons audíveis, no qual o nível varia substancialmente 
(REZENDE, 2003; HIRATA, 2002).
O ruído pode desenvolver diversas e sérias perturbações ao organismo, 
comprometendo o sistema nervoso, sistema digestivo e circulatório, acarretando 
fadiga e desconforto. Entretanto, suas consequências imediatas estão ligadas à 
redução transitória da acuidade auditiva e surdez profissional (ANVISA, 2002).
Na área da estética podemos citar os salões de beleza, onde o ruído é mais 
intenso, em função de secadores de cabelo e conversas paralelas entre clientes 
e profissionais. Em geral, em outras áreas, como clínicas e spas, os ruídos são 
evitados, a fim de proporcionar ao cliente um ambiente de relaxamento.
Conforme nos apresenta Ramos (2009, p. 30), “a Organização Mundial da Saúde 
(OMS, 1980) indica que 55 decibéis (dB) é o início de estresse auditivo”. Segundo 
a Norma Regulamentadora NR-15 (BRASIL, 1990a), não é permitida exposição em 
níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos que não estejam adequadamente 
protegidos. Os controles de níveis de ruídos em laboratório são regidos pela NBR 
10152/ ABNT, que estabelece limite de 60 decibéis para uma condição de conforto 
durante a jornada de trabalho (MURADIAN, 2002; RAMOS, 2009).
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego <http://
trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR15/NR15-ANEXO1.
pdf> e baixe a Norma Regulamentadora 15, Anexo 1, lá você 
encontrará os limites de tolerância para ruído contínuo e intermitente 
em ambiente de trabalho. Transcreva esta tabela e veja por quanto 
tempo o profissional pode ter uma exposição diária e o nível do ruído 
correspondente, fazendo a relação se existe algum tipo de risco 
físico em seu ambiente de trabalho.
Um dos equipamentos de proteção individual que é pouco utilizado em 
nossa área, mas que deveria ter observada sua utilização diária, são os protetores 
auriculares. Protetores auriculares são EPIs, que consistem em peças pequenas, 
geralmente feitas de material esponjoso ou silicone, de formato cilíndrico, que devem 
ser inseridos na cavidade auricular para proteção da audição (MURADIAN, 2002).
As vibrações que acometem trabalhadores podem ser localizadas, quando 
provocadas por ferramentas ou equipamentos manuais. Suas consequências mais 
comuns são problemas nas articulações das mãos e dos braços, osteoporose, 
lesões na coluna vertebral e dores lombares. “[...] na área da estética, é rara a 
exposição a este tipo de risco” (RAMOS, 2009, p. 31).
Reportagem interessante sobre o barulho dos secadores de 
cabelo. Acesse o site <http://revistadonna.clicrbs.com.br/saude/
exposicao-constante-ao-barulho-do-secador-de-cabelo-pode-
provocar-perda-auditiva/>.
c) Pressões anormais
Quando o trabalhador se encontra em locais ou ambientes que possam estar 
sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo da pressão atmosférica ou em caso 
de equipamentos que utilizem pressurizações ou despressurizações, o trabalhador 
deve estar protegido. A falta das devidas precauções pode causar invalidez 
permanente, como a surdez ou até levar à morte por embolia (HIRATA, 2002). Na 
área da estética, dificilmente o profissional terá contato com este tipo de risco. 
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
d) Radiações
 As radiações são formas de energia transmitidas por ondas 
eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo 
aparecimento de diversos tipos de lesões. Estas radiações são classificadas em 
dois grupos (HIRATA, 2002).
• Radiação não ionizante: ambientes onde o trabalhador é exposto à luz 
natural, infravermelha e ultravioleta. O trabalhador deve estar protegido 
com EPI adequado (óculos escuro de proteção) e barreiras faciais, se 
forem necessárias. Este tipo de exposição é extremamente danoso para a 
retina dos olhos.
• Radiação ionizante: operadores de equipamentos como máquinas de 
raio-x e radioterapia estão frequentemente expostos a este tipo de risco.
Na estética, este tipo de risco pode ser encontrado em tratamentos 
realizados com laser e LED e ainda no manuseio de câmaras de 
bronzeamento com radiação UV (RAMOS, 2009).
Também são considerados riscos físicos os ambientes úmidos. 
Neles, as atividades laborais devem ser desenvolvidas com roupas e 
sapatos impermeáveis, com proteção à umidade. Porém na área da 
estética não temos atividades desenvolvidas neste tipo de ambiente.
e) Acidentes
 
Ramos (2009) alerta que o arranjo físico deficiente resulta de 
prédios com área insuficiente, localização imprópria de maquinários 
e equipamentos, má arrumação e limpeza, sinalização incorreta ou a falta dela, 
além de pisos inadequados, que podem também provocar graves acidentes de 
trabalho.
Outro item de extrema importância na prevenção de acidentes é a 
manutenção da parte elétrica do local de trabalho. A instalação elétrica imprópria 
pode gerar grandes acidentes. A melhor forma de prevenção é a manutenção 
(GRIST, 1995).
Então, vamos fazer um checklist de itens que devem ser observados quanto 
à manutenção da parte elétrica do estabelecimento:
• As instalações elétricas devem ser dimensionadas e providas de 
disjuntores que interrompam a energia em caso de curto-circuito. Os 
trabalhadores devem conhecer os locais e estarem treinados.
Também são 
considerados 
riscos físicos os 
ambientes úmidos. 
Neles, as atividades 
laborais devem ser 
desenvolvidas com 
roupas e sapatos 
impermeáveis, 
com proteção à 
umidade. Porém na 
área da estética não 
temos atividades 
desenvolvidas neste 
tipo de ambiente.
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
• A fiação elétrica deve ser embutida, evitando fios soltos e desencapados.
• Deve-se evitar a utilização simultânea de equipamentos ligados a uma 
mesma tomada.
• Periodicamente, deve ser realizada manutenção elétrica em todo o 
estabelecimento e equipamentos utilizados nos atendimentos.
• Equipamentos de proteção coletiva (extintores de incêndio) específicos 
para combater fogo causado por eletricidade.
• Deve-se evitar superfícies molhadas perto de equipamento elétrico.
Atividades de Estudos:
1) Faça uma relação dos prováveis riscos físicos que são observados 
em seu local de trabalho (clínica de estética ou salão de beleza), 
ou do estabelecimento que você frequenta.
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2) Quais são as medidas a serem tomadas para evitar ou minimizar 
os riscos físicos encontrados na área da estética?
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Riscos Químicos
A estimativa do risco ocupacional decorrente do manuseio de substâncias 
químicas é o processo de avaliação das propriedades tóxicas dos agentes químicos 
e das condições de exposição do trabalhador para verificar a probabilidadede 
ocorrência de efeitos adversos e caracterizar sua natureza (CONSIGLIERI, 2002).
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Intoxicação é o processo de alteração deletéria do organismo causado 
por substâncias endógenas ou xenobióticas, caracterizado por alterações 
bioquímicas que traduzem desequilíbrio fisiológico (RAMOS, 2009).
Segundo a Norma Regulamentadora NR-15, são considerados 
agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam 
penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, 
névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de 
exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo pela pele 
ou por ingestão (BRASIL, 1990a).
Como não existe a probabilidade de o usuário alterar a toxicidade 
de um produto, a maneira correta de minimizar o seu risco, segundo Ramos (2009), 
é diminuindo ou reduzindo sua exposição a ele, ou seja, utilizar adequadamente 
os equipamentos de proteção individual para sua segurança.
A Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), em conjunto com a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA), possuem regulamentação específica para a aquisição, o manuseio, o 
transporte e o descarte de substâncias químicas.
Alguns aspectos devem ser observados junto ao processo de avaliação 
das propriedades tóxicas dos agentes químicos, por exemplo, a identificação da 
periculosidade das substâncias químicas. Para avaliar o risco devido à presença 
de substâncias químicas no ambiente de trabalho, é necessário verificar em que 
forma este agente se apresenta e a possibilidade de ser absorvido pelo organismo 
(CONSIGLIERI, 2002).
É importante conhecer como as substâncias químicas podem interagir com o 
organismo e onde ocorre essa interação, para que as medidas preventivas possam 
ser aplicadas (UNIFAL, s.d.). A interação pode ser superficial, como no caso de 
substâncias irritantes, ou sistêmica profunda, onde o agente químico penetra no 
organismo, cai na corrente sanguínea e causa o efeito sistêmico. Existem ainda os 
gases inertes, que embora não interajam com o organismo, podem causar a morte 
por asfixia (CONSIGLIERI, 2002). Na figura a seguir, podemos observar a forma de 
ingresso no corpo humano em estados físicos de diferentes compostos químicos.
Intoxicação é 
o processo de 
alteração deletéria do 
organismo causado 
por substâncias 
endógenas ou 
xenobióticas, 
caracterizado por 
alterações bioquímicas 
que traduzem 
desequilíbrio fisiológico 
(RAMOS, 2009).
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Figura 7 – Esquema demonstrativo das vias de ingresso 
de agentes químicos no organismo humano
 Estados físicos dos agentes químicos nos ambientes de trabalho e vias de ingresso no corpo humano
Gases Líquidos Sólidos
Vapores VaporesPartículas Líquidas
Absorção
 cutânea e 
ingestão
Absorção 
cutânea e 
ingestão
Ingestão
Absorção
 Inalação
Partículas Sólidas
Material Particulado
Fonte: UNIFAL (s.d.).
Os agentes químicos podem apresentar-se nos diversos estados físicos 
nos ambientes de trabalho, e durante os processos podem sofrer mudanças. A 
possibilidade de uma substância química entrar no organismo está associada ao 
seu estado físico (UNIFAL, s.d.).
Figura 8 – Vias de penetração de agentes químicos
Fonte: UNIFAL (s.d.).
Superfície Cutânea
Aparelho Digestivo
Aparelho Respiratório
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 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Grei (1997 apud CONSIGLIERI, 2002, p. 189) apresenta as principais vias de 
absorção de substâncias químicas e fatores que influem na sua absorção.
Quadro 3 – Via de absorção das substâncias químicas
Via de
 absorção
Características da via de 
absorção
Fatores que favorecem a entra-
da das substâncias químicas
Pulmonar
É a principal e mais perigosa via, 
pois o agente químico penetra 
rapidamente na circulação sem 
sofrer metabolismo hepático. Há 
absorção quase completa e os 
efeitos tóxicos são imediatos.
Concentração do agente químico 
no ambiente, volatilidade, esforço 
físico do trabalhador, tempo de ex-
posição, características de limpo e 
hidrossolubilidade da substância.
Tópica (pele 
e mucosas)
A substância química penetra 
pelas células da epiderme ou pe-
los anexos (glândulas sebáceas, 
folículos pilosos) atravessando o 
extrato córneo, principal barreira da 
pele. Após a permeação pode atin-
gir capilares e entrar na circulação.
Lipo e hidrossolubilidade, peso 
molecular, área e tempo de con-
tato, umidade da pele, local de 
exposição (extrato córneo) é mais 
espesso nas palmas das mãos, 
integridade da pele. Nas mucosas 
a penetração é maior.
Oral
É decorrente de ingestão aciden-
tal no ambiente de trabalho. A ab-
sorção ocorre após a submissão 
dos agentes químicos a fluidos 
gastrointestinais que ganham a 
circulação depois da passagem 
pelo fígado.
A absorção depende das pro-
priedades físico-químicas, como 
solubilidade, grau de ionização, 
peso molecular, conteúdo gástri-
co, solvente ou meio que veicula 
o agente químico, concentração 
dose ingerida.
Oftálmica
Ocorre pela projeção acidental du-
rante o manuseio do agente quími-
co, ou por exposição ambiental.
 Lipo e hidrossolubilidade, peso 
molecular, área e tempo de con-
tato, umidade da pele, local de 
exposição (extrato córneo) é mais 
espesso nas palmas das mãos, 
integridade da pele.
Fonte: Adaptado de Consiglieri (2002).
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Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
a) Medidas de prevenção 
As medidas de prevenção e controle são de extrema importância para o 
profissional ao manusear produtos químicos, em especial, o uso de equipamento 
de proteção individual (EPIs), mais especificamente aqueles como jaleco, luvas 
adequadas a cada tipo de produto, óculos de proteção, máscaras, sapatos 
fechados etc.
Os produtos químicos, quando armazenados (almoxarifado), deverão estar 
em local bem ventilado, sob abrigo de luz e calor, em armários setorizados 
e devidamente identificados. O seu descarte também deverá ser observado 
conforme suas normativas (ver Capítulo 5).
Figura 9 – Símbolos identificando o tipo de perigo causado pelo agente químico
Chama
Corrosão
Ponto de exclamação Meio Ambiente Perigo à saúde
Cilindro de gás Crânio e ossos cruzados
Chama sobre círculo Bomba explodindo
Fonte: Adaptado de Marcondes (2018).
b) Riscos químicos na estética
Podemos citar alguns produtos que são os mais utilizados na área da estética 
e que podem provocar algum risco químico à saúde daqueles que os manuseiam. 
Ramos (2009) relaciona o álcool (limpeza e desinfecção) e a acetona (utilizada 
para remoção de esmalte) como substâncias inflamáveis.
58
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Na estética capilar também são utilizadas substâncias tóxicas, corrosivas 
e oxidantes, por exemplo, colorações capilares que contêm amônia, oxidantes 
capilares, alisantes, derivados de hidróxidos e formaldeído. 
Um dos produtos mais polêmicos utilizado na estética capilar é o formol 
(ingrediente principal de escovas progressivas). Souza e Simões (2008), em seu 
artigo intitulado “A utilização do formol em alisantes capilares”, fazem referência 
a esta substância, que está sendo utilizada em concentrações maiores que a 
permitida, com a função de alisante capilar. Entretanto, tal prática não é permitida 
pela ANVISA, pois pode causar riscos à saúde. Quando absorvido pelo organismo 
por inalação e principalmente pela exposição prolongada, apresenta como risco o 
aparecimento de câncer no pulmão, na boca, nas narinas, no sangue e na cabeça.
A imagem a seguir simboliza o perigo do uso indiscriminado 
deste produto por cabeleireiros. Este é um assunto muito interessante 
e vale a pena ler o artigo de Souza (2008) na íntegra. Vamos lá, 
acesse o link: <http://www.annq.org/congresso2008/resumos/
Resumos/T70.pdf>.
Figura 10 – Propaganda alertando clientes e profissionais no uso de 
alisamento capilar com formol
Fonte: Fogaça (2018).
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Riscos: Classificações e MapaCapítulo 3 
Riscos Biológicos
Os riscos biológicos abrangem amostras provenientes de seres vivos, 
como plantas, animais, bactérias, leveduras, fungos, parasitas (protozoários e 
metazoários), amostras biológicas provenientes de animais e seres humanos 
(sangue, urina, escarro, secreções, entre outras) (HIRATA, 2002).
 
Na estética, segundo Ramos (2009), os riscos biológicos incluem qualquer 
material contaminado com micro-organismos, como secreções, sangue, anexos 
cutâneos (pelos, cabelos, unhas, cutículas) e pele não íntegra. A avaliação dos 
riscos biológicos envolve um prévio conhecimento dos micro-organismos mais 
comuns na transmissão de doenças infecciosas no ambiente de trabalho, para que 
possam ser adotadas medidas cabíveis de biossegurança, as quais estaremos 
abordando no Capítulo 4.
Atividade de Estudos:
1) Vamos fazer uma relação de atividades desenvolvidas na estética 
que envolvem os riscos biológicos?
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Riscos Ergonômicos
Ergonomia é a ciência que busca uma adaptação confortável e produtiva 
ao ser humano em seu ambiente de trabalho, adaptando o local às condições 
favoráveis à saúde do trabalhador. A ergonomia é capaz de proporcionar 
formas modernas e eficazes para diminuir o índice de doenças ocupacionais. A 
organização do ambiente de trabalho é de extrema importância para diminuir as 
patologias e acidentes, promovendo bem-estar e, como consequência, gerando 
ganhos para a empresa (MEDEIROS, 2009).
60
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Figura 11– Desenhos ilustrativos referente aos cuidados posturais no trabalho, 
NR-17
Fonte: A autora.
A ergonomia trata o relacionamento entre o trabalho e o homem. Com 
o avanço da tecnologia, esta área vem aprimorando o planejamento do 
ambiente de trabalho, visando melhorar a segurança, o conforto, o bem-estar 
e, consequentemente, manter a eficácia das atividades laborais (LIDA, 2005). A 
ergonomia abrange diversos setores de uma empresa, desde os aspectos físicos 
a organizacionais, faz planejamentos, avalia as necessidades e limitações das 
pessoas e máquinas durante a realização de tarefas no ambiente de trabalho e 
executa projetos. 
A interação entre homem, máquina e ambiente vem sendo o foco do estudo 
ergonômico para reduzir fadiga, estresse, acidentes e patologias. A ergonomia 
busca levar qualidade de vida, produtividade, qualidade dos produtos, motivação 
e assim alcançar o sucesso (MARQUES, 2010). A NR-17 (BRASIL, 1990b) visa 
estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um 
máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. 
 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, 
transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições 
ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. Para avaliar 
a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, 
devendo abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido 
nesta Norma Regulamentadora (BRASIL, 1990b).
61
Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de 
peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade ou imposição de 
rotina intensa, situação de estresse, trabalho em período noturno, jornada de 
trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, problemas relacionados com a 
organização do trabalho e condições ambientais inadequadas (como posto de 
trabalho, caminhos obstruídos, cômodos pequenos, mobiliário, equipamentos, 
dispositivos, iluminação e ventilação inadequada) (RAMOS, 2009).
Estes riscos ergonômicos podem acarretar distúrbios à saúde do 
profissional, porque produzem alterações no organismo e no estado emocional, 
comprometendo a produtividade, a saúde e a segurança. Podemos citar os mais 
comuns que ocorrem na área da estética: lesões por esforço repetitivo (LER/
DORT), cansaço físico, dores nas costas, hipertensão arterial, alterações do sono, 
doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas 
na coluna vertebral, entre outros.
O termo LER (Lesões por Esforço Repetitivo) foi criado em 1992, pela 
Resolução da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SS 197/92) e DORT 
(Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). As manifestações 
mais comuns destas lesões podem ser facilmente identificadas por calor 
localizado, choques, dores, dormências, formigamentos, fisgadas, inchaços, pele 
avermelhada e perda muscular (HIRATA, 2002; BRASIL, 1990b).
 
Ramos (2009) relata que os profissionais da estética estão muito expostos 
a LER/DORT devido a posições inadequadas, permanência por longos períodos 
em pé ou sentado e execução de movimentos repetitivos, em especial manicures, 
podólogos, cabeleireiros, massoterapeutas e maquiadores.
Para que a LER/DORT seja evitada, a educação postural é 
fundamental. Vários programas já são realizados nas empresas para 
desenvolver a consciência do trabalhador na prevenção por meio de 
exercícios de alongamento.
As condições do ambiente de trabalho são outro fator que 
também contribui para o desenvolvimento deste tipo de risco. A NR-
17 (BRASIL, 1990b) obriga as empresas a realizarem a análise 
ergonômica das condições de trabalho e adequá-las para proporcionar 
conforto e segurança a fim de propiciar ao trabalhador conforto térmico 
e acústico, luminosidade adequada e instalações sanitárias. 
Para que a LER/
DORT seja evitada, 
a educação postural 
é fundamental. 
Vários programas 
já são realizados 
nas empresas 
para desenvolver 
a consciência do 
trabalhador na 
prevenção por meio 
de exercícios de 
alongamento.
62
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Acesse o site e leia o artigo desenvolvido sobre a importância 
na Ergonomia na área da estética: <http://siaibib01.univali.br/pdf/
Gabriela%20Raiser,%20Hermerson%20Cantos.pdf>.
Em sua opinião, existe a responsabilidade do profissional em 
cuidar de sua saúde durante a jornada de trabalho? Ou isto é de 
exclusiva responsabilidade do empregador?
E quanto a você? Já tirou um “tempinho” hoje para fazer um 
exercício laboral após ter ficado algumas horas estudando o 
nosso conteúdo? Não perca tempo, assista ao vídeo que está 
disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=iq6ykMalyAg> e 
ALONGUE-SE!
Cuide de sua postura ao sentar e ao manusear o computador.
Mapa de Risco
É a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos locais 
de trabalho, por meio de círculos de diferentes tamanhos e cores. O seu objetivo é 
informar e conscientizar os trabalhadores pela fácil visualização desses riscos. É 
um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho, 
objetivo este que interessa aos governantes e servidores (GOIÁS, 2012).
Conforme a Norma Regulamentadora NR-05, do Ministério do Trabalho e 
Emprego, a elaboração do mapa de riscos é obrigatória para empresas com grau 
de risco e número de empregados que exijam a constituição de uma Comissão 
Interna de Prevenção de Acidentes. O mapeamento possibilita o desenvolvimento 
de uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos 
identificados e graficamente sinalizados. Desse modo, contribui com a eliminação 
e/ou controle dos riscos detectados (GOIÁS, 2012; BRASIL, 1999).
63
Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Os riscos devem ser eliminados sempre que possível. Quando for necessário 
conviver com eles, entretanto,deve-se utilizar Equipamentos de Proteção 
Individuais, os EPIs (NR-06). Esses equipamentos, apesar de não eliminarem o 
risco de acidentes, protegem a integridade física da pessoa. Para cada um dos 
riscos há uma forma adequada de mitigação, ou seja, minimização dos riscos. O 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA – NR-09) é um documento 
que identifica os riscos ambientais, que são o físico, o químico e o biológico. 
Os riscos ergonômicos e de acidentes podem ser identificados através dos 
parâmetros da NR-17 – Ergonomia (SEBRAE/SP, s.d.).
Para a elaboração de um mapa de risco, algumas etapas têm de ser 
observadas e desenvolvidas, conforme descrito a seguir (HIRATA, 2002; SEBRAE/
SP, s.d.): 
a) Conhecer o processo de trabalho no local analisado:
• Os servidores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de 
segurança e saúde, jornada de trabalho; 
• Os instrumentos e materiais de trabalho;
• As atividades exercidas;
• O ambiente.
b) Identificar os riscos existentes no local analisado;
c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
• Medidas de proteção coletiva;
• Medidas de organização do trabalho;
• Medidas de proteção individual; 
• Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, 
bebedouro, refeitório, área de lazer etc.
d) Identificar os indicadores de saúde: 
• Queixas mais frequentes e comuns entre os servidores expostos aos 
mesmos riscos; 
• Acidentes de trabalho ocorridos;
• Doenças profissionais diagnosticadas; 
• Causas mais frequentes de ausência ao trabalho. 
e) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
64
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
f) Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout do órgão, indicando 
através de círculos: 
• O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada; 
• O número de trabalhadores expostos ao risco; 
• A especificação do agente (por exemplo: químico – sílica, hexano, ácido 
clorídrico; ou ergonômico – repetitividade, ritmo excessivo); 
• A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que 
deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos 
círculos.
Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam 
estar presentes nos locais de trabalho são agrupados em cinco tipos: agentes 
físicos, agentes químicos, agentes biológicos, agentes ergonômicos e agentes 
de acidentes. Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes 
riscos ambientais que podem provocar danos à saúde ocupacional dos servidores 
(HIRATA, 2002; RAMOS, 2009). 
Sua classificação apresenta-se da seguinte forma:
a) Grupo I – Agentes Físicos 
São considerados agentes físicos as diversas formas de energia a que 
possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruídos, vibração, pressões 
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, 
bem como, o infrassom e o ultrassom. 
b) Grupo II – Agentes Químicos
 São considerados agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos 
que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, 
fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade 
de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da 
pele ou por ingestão. Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre 
o organismo humano, causando problemas de saúde, são: gases, vapores e 
névoas; aerodispersoides (poeiras e fumos metálicos). 
c) Grupo III – Agentes Biológicos 
São considerados agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, 
protozoários, parasitas, vírus, entre outros. Os riscos biológicos surgem do contato 
de certos microrganismos e animais peçonhentos com o homem em seu local 
de trabalho. Assim pode haver exposição a animais peçonhentos, como cobras e 
escorpiões, bem como as aranhas e insetos peçonhentos. 
65
Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
d) Grupo IV – Agentes Ergonômicos
 São os agentes caracterizados pela falta de adaptação das condições de 
trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador. Entre os agentes 
ergonômicos mais comuns estão: trabalho físico pesado, posturas incorretas, 
posições incômodas, repetitividade, monotonia, ritmo excessivo, trabalho em 
turnos e trabalho noturno, jornada prolongada. 
e) Grupo V – Agentes de Acidentes (Mecânicos)
São arranjos físicos inadequados ou deficientes, máquinas e equipamentos, 
ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade, sinalização, 
perigo de incêndio ou explosão, transporte de materiais, edificações, 
armazenamento inadequado etc. Essas deficiências podem abranger um ou 
mais dos seguintes aspectos: arranjo físico, edificações, sinalizações, instalações 
elétricas, máquinas e equipamentos sem proteção, equipamento de proteção 
contra incêndio, ferramentas defeituosas ou inadequadas, EPI inadequado, 
armazenamento e transporte de materiais e iluminação deficiente.
Agora que já vimos a classificação dos riscos, vamos então à identificação de 
cada tipo de risco em grau de intensidade e sua representatividade.
Figura 12 – Intensidade do risco
G M P
Grande Médio Pequeno
Fonte: O autor.
Para a confecção do mapa de risco deve-se ter a planta baixa ou esboço do 
local de trabalho. Os riscos são representados graficamente por cores e círculos 
padronizados, que informam o tipo e a gravidade do risco em um ambiente 
definido. Os círculos devem ser colocados nos locais em que se encontram os 
riscos (LAGO, 1998; HIRATA, 2002). Observe a figura a seguir, onde os riscos 
estão identificados por cores. Estas cores são padrão, portanto, não devem ser 
alteradas.
66
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Quadro 4 – Classificação de riscos ambientais
RISCOS AMBIENTAIS
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V
Agentes 
Químicos 
Agentes 
Físicos
Agentes 
Biológicos
Agentes
Ergonômicos
Agentes 
Mecânicos
Poeira Ruído Vírus Trabalho físico pesado
Arranjo físico 
deficiente
Fumos Metálicos Vibração Bactéria Posturas incorretas
Máquinas sem 
proteção
Névoas
Radiação 
ionizantes e não 
ionizantes
Protozoários
Treinamento 
inadequado 
inexistente
Matéria-prima 
fora de 
especificação
Vapores Pressõesanormais Fungos
Jornadas prolon-
gadas de trabalho
Equipamentos 
inadequados 
defeituoso ou 
inexistente
Gases Temperaturas extremas Bacilos Trabalho noturno
Ferramentas 
defeituosas 
inadequadas ou 
inexistentes
Produtos químicos 
em geral Frio
Parasitas
Responsabilidade Iluminação deficiente
Substâncias 
compostas ou 
produtos químicos 
em geral
Calor Conflito Armazenamento
Umidade
Tensões 
emocionais Eletricidade
Desconforto Incêndio
Monotomia
Edificações
Insetos,cobras, 
aranhas, etc.
Outros Outros Outros Outros Outros
VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL
Fonte: Goiás (2012).
Os tipos de risco são identificados por cores, sendo:
Grupo I – Agentes químicos – cor VERMELHO
Grupo II – Agentes físicos – cor VERDE
Grupo III – Agentes biológicos – cor MARROM
Grupo IV – Agentes ergonômicos – cor AMARELO
Grupo V – Agentes mecânicos (risco de acidentes) – cor AZUL
 É importante observar que em um mesmo ambiente poderemos encontrar 
mais de um tipo de risco em pontos distintos, ou seja, poderemos encontrar risco 
biológico e químico em um determinado ponto do ambiente juntos, por exemplo, 
em uma sala com atendimento da estética facial. Vejamos agora um exemplo 
prático de mapa de risco:
67
Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Figura 13 – Modelo de mapa de risco
Risco Pequeno
Risco Médio
Risco Elevado
Depósito
Produção
Cozinha
Cont. RH
Diretoria
Telemark.
Recepção
LogísticaC.Q
T.I
W.C
Masc. Fem.
W.CVestiário
Risco Ergonômico
Risco Mecânico
Risco Físico
Risco Químico
Risco Biológico
Fonte: Disponível em: <https://sites.google.com/site/victoriokoetsfad/desafios-2015/mapa-
de-riscos>. Acesso em: 28 fev. 2018.
Acesse este site e aproveite as dicas que o SEBRAE 
disponibiliza sobre os processosde gestão de um estabelecimento 
de beleza. 
SEBRAE. Salão de Beleza: Como organizar processos de 
trabalho. Disponível em: <http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chron
us/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/bf8458b07ec8c85406e1b9a
190e3e51f/$File/SP_salaodebelezacomoorganizarprocessos_16.pdf>.
Vamos fazer nossa última atividade deste conteúdo?
Atividade de Estudos:
1) Desenvolva o Mapa de Riscos de uma clínica de estética que 
oferece, além dos serviços tradicionais (tratamentos faciais, 
corporais, depilação), os serviços de manicure e pedicure, 
podologia, maquiagem e salão de beleza. Insira sobre o desenho 
(croqui) a identificação dos riscos e sua respectiva intensidade. Não 
se esqueça de fazer a legenda para identificação e leitura do mapa. 
68
 BIOSSEGURANÇA EM ESTÉTICA
Depilação Estética Corporal
Podologia
Recepção
Salão de beleza
Cozinha
Estética facial
Sala de quím
ica e estoque
Ve
st
iá
rio
W
C
 
fu
nc
io
ná
rio
W
C
 -
M
as
c.
W
C
 -
Fe
m
.
Sala 
esterili-
zação
Algumas Considerações
Neste capítulo vimos a importância de conhecer e identificar os tipos de riscos 
aos quais profissionais e clientes estão expostos em seu ambiente de trabalho. 
Pudemos perceber que as Normas Regulamentadoras são fundamentais para 
direcionar tanto empregado como empregador para a minimização de danos à 
saúde e sua manutenção.
 
Você deve ter percebido que os riscos mais prováveis na estética estão 
envolvidos em atividades laborais incorretas, devido à má postura do profissional, 
ao uso constante de agentes químicos, principalmente nos salões de beleza, os 
físicos em uso de radiações não ionizantes, e os riscos de acidente inerentes a 
qualquer atividade profissional em ambientes em que não tenham sido tomadas 
as devidas precauções preventivas.
No próximo capítulo vamos nos aprofundar mais no RISCO BIOLÓGICO, 
associando aos processos de limpeza, desinfecção e esterilização e a necessidade 
constante do uso dos EPIs. 
69
Riscos: Classificações e Mapa Capítulo 3 
Referências
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2002. Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e 
avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 
Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/resol/2002/50_02rdc.pdf>. 
Acesso em: 20 jan. 2018. 
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lubres. Portaria MTE nº 3.751, de 23 de novembro de 1990a. Anexo nº 1, limites de 
tolerância para ruído contínuo ou intermitente. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/
images/Documentos/SST/NR/NR15/NR15-ANEXO1>.pdf. Acesso em: 20 jan. 2018.
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3.751, de 23 de novembro de 1990b. Disponível em: <http://trabalho.gov.br/imag-
es/Documentos/SST/NR/NR17.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2018.
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Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR7.pdf>. 
Acesso em: 20 jan. 2018.
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de riscos ambientais. Portaria SSST n.º 25, de 29 de dezembro de 1994b. Di-
sponível em: <http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR-09.pdf>. 
Acesso em: 20 jan. 2018.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 5 – Comissão interna de prevenção 
de acidentes. Portaria SSST n.º 08, de 23 de fevereiro de 1999. Disponível em: <http://
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www.buzzero.com/administracao-e-negocios-2/seguranca-do-trabalho-15/curso-on-
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