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TANATOLOGIA FORENSE 1 AULA 8 REVISÃO DO CONTEÚDO O último tópico que estudamos no nosso módulo de tanatologia foi a Entomologia Forense, que é a área do conhecimento que combina os conhecimentos da biologia e a medicina legal. A Entomologia Médico-Legal utiliza os insetos para compor uma prova ou comprovar uma tese investigativa, especialmente no que diz respeito à determinação do tempo de morte. Essa ciência aborda elementos que abrangem a morte de humanos como os processos de decomposição dos cadáveres, a busca de evidências a serem utilizadas durante o julgamento de suspeitos e o esclarecimento de dúvidas. Mas essa ciência tornou-se mundialmente conhecida apenas após 1894, com a publicação na França do livro chamado A Fauna dos Cadáveres do autor Mégnin, que fundamentou a descrição dos insetos e relatos de casos reais estudados por ele e seus colaboradores. Aprendemos sobre a fauna entomológica cadavérica, que são os insetos que se alimentam da carcaça e de insetos que ficam na carcaça. Através desses insetos conseguimos afirmar se aquele cadáver foi movido de lugar, a causa mortis daquele indivíduo, se houve alguma intoxicação por substância e o tempo da morte, medido através do Intervalo Pós Morte ou IPM. As DIPTERAS são os insetos de maior interesse na área, provavelmente pela diversidade deste grupo em regiões tropicais e principalmente pela atratividade que a matéria orgânica em decomposição exerce sobre esses insetos, influenciando no desenvolvimento, comportamento e dinâmica populacional das variadas espécies em nichos ecologicamente distintos. O segundo grupo de insetos de maior interesse forense no Brasil são os besouros da ordem Coleóptera, frequentemente encontrados em carcaças, tanto na fase adulta de desenvolvimento, quanto na fase larval. Esses dois grupos de insetos são chamados de necrófagos, pois se alimentam da matéria em decomposição. TANATOLOGIA FORENSE 2 Há também os omnívoros, que são insetos com uma dieta alimentar ampla pois se alimentam tanto dos corpos em decomposição quanto da fauna associada. São formigas, vespas e alguns besouros. Existe também o grupo dos insetos predadores que utilizam a entomofauna cadavérica para retirar os meios para o seu próprio desenvolvimento e se alimentam dos insetos necrófagos, principalmente das larvas das moscas. Podemos citar nesse grupo a tesourinha. E o quarto grupo, os insetos acidentais, que são aqueles que se encontram ao acaso no cadáver, relacionados principalmente a área ecológica em que o cadáver estava ou foi encontrado. É comum ver aranhas, centopeias, ácaros e outros artrópodes nesse grupo. A questão mais importante dentro da Entomologia Forense é o IPM. Através desse cálculo o legista poderá estimar a hora do óbito. Essa estimativa é feita observando as fases do inseto. A mosca díptera, por exemplo, passa por três fases de desenvolvimento até se tornar uma mosca adulta. As fases são: o ovo, a larva e a pupa. Um ovo demora 24 horas para eclodir. Desse ovo nascerá uma larva. A duração do desenvolvimento do período larval é encontrada através da medição do tamanho das larvas. A mosca possui três estágios larvais, chamados de primeiro, segundo e terceiro ínstar. Cada estágio larval demora 24 horas. Isso quer dizer que depois de vinte quatro horas que aquela larva nasceu do ovo, ela já estará se preparando para o segundo ínstar. E após vinte quatro horas ela passará do segundo para o terceiro ínstar. No terceiro ínstar a larva precisa se alimentar para adquirir energia suficiente para a terceira fase da sua metamorfose, que é chamada de pupa. Para isso a larva do terceiro ínstar fica 72 horas se alimentando do substrato. Após esse período ela procurará um lugar adequado e seguro para se transformar em uma pupa. A pupa é uma espécie de casulo em que ela permanecerá por 5 a 10 dias até virar uma mosca.