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1 
História 
O Século das Luzes 
Objetivo 
Você aprenderá sobre a formação do Iluminismo e seu contexto político, econômico e social. Além disso, 
conhecerá os principais pensadores iluministas. 
Se liga 
Para essa matéria é importante que você tenha visto o conteúdo de Renascimento (cultural, comercial e 
urbano); além disso, é essencial dar uma olhadinha na matéria de Absolutismo. 
Curiosidade 
O pensador François Marie Arouet, popularmente conhecido como Voltaire (1694 – 1778), foi preso na 
Bastilha (sim, ela mesma, aquela que gerou a treta na Revolução Francesa) em 1717. Olha aí, porque a 
Bastilha era um dos grandes símbolos do absolutismo francês! 
Teoria 
 
O Século das Luzes 
Desde o período do Renascimento Urbano e Comercial, com o retorno da circulação de pessoas em cidades, 
com o crescimento das trocas comerciais e o maior contato com a cultura oriental, a Europa construía um 
cenário fértil para o surgimento de novas universidades, de pensadores e de uma burguesia forte. Já com o 
Renascimento Cultural e Artístico, a criação da prensa de tipos móveis, de Johannes Gutenberg (1455), 
permitiu uma circulação muito maior de livros, textos e panfletos que difundiam as novas ideias que 
surgiam. 
Dessa forma, com uma conjuntura propícia para a proliferação de novas 
ideias, a razão voltou a ganhar grande força entre os filósofos europeus que 
desejavam compreender o mundo não mais através de misticismos ou da 
religiosidade, mas sim de forma racional, como já faziam muitos filósofos da 
antiguidade. O alvorecer da razão na Idade Moderna permitiu que métodos 
científicos e novas formas de pensar ganhassem espaço entre as antigas 
“verdades absolutas” pregadas pelos monarcas e pela Igreja Católica. Assim, 
o questionamento, a crítica, a experimentação e o ato de pensar se tornavam grandes valores intelectuais. 
Logo no século XIV, um dos grandes precursores do pensamento iluminista, o francês René Descartes, 
lançou a base do chamado racionalismo, com o seu método da “dúvida hiperbólica”, que consistia em 
questionar de forma dedutiva todas as teorias preexistentes, para então reconstruir as ideias. Essa 
constante dúvida sobre tudo levou Descartes a concluir que a única verdade absoluta era a sua capacidade 
crítica, o poder humano da dúvida; logo, para este pensador, a condição da própria existência seria o 
pensamento, o que foi sintetizado na famosa expressão “Penso, logo existo”. 
 
 
 
 
 
2 
História 
Essa metodologia do questionamento constante construiu um novo filtro, sobretudo para a burguesia em 
ascensão, que passava a ver o mundo através de novas teorias. O pensamento crítico pautado na razão 
levou essa classe a questionar coisas impostas há séculos como naturais, como o direito divino dos reis, as 
sociedades estamentais, os privilégios da nobreza e do clero e até mesmo as verdades religiosas. 
Em 1784, em resposta a um jornalista que havia perguntado “O que é o Iluminismo?”, o filósofo Immanuel 
Kant respondeu que o iluminismo era um processo de “esclarecimento”, que tiraria o homem da 
“menoridade” em que ele mesmo se colocou. Essa chamada menoridade seria um período da história 
europeia em que o homem se encontrava preso às ordens religiosas, à opressão do misticismo e à falta de 
liberdade de pensamento e expressão, período esse que, para os pensadores ilustrados, teria a Idade Média 
como o seu auge. 
Dessa forma, o Iluminismo se consolidou entre a burguesia, que se 
formava como uma classe econômica dominante e lutava para 
também dominar a política. Acreditando que a menor interferência 
do monarca e do Estado nas liberdades individuais e econômicas 
poderia ampliar seus negócios e poderes, essa burguesia passou a 
questionar cada vez mais o chamado Antigo Regime, com seu 
absolutismo e com o mercantilismo. 
Dessa forma, buscando romper com esse chamado “obscurantismo” medieval e com as supostas verdades 
impostas pelo absolutismo e pela Igreja, autores dos séculos XVII e XVIII, como John Locke, Kant, Jean-
Jacques Rousseau, Voltaire, Montesquieu, Diderot e outros, resolveram questionar tudo o que era 
considerado natural e verdadeiro, propor novas formas de pensar o mundo e de construir uma sociedade 
esclarecida. 
A consequência da difusão desses pensamentos foi uma mudança nas próprias estruturas do mundo 
ocidental, com a ascensão da burguesia e a formação de grandes nações através de revoluções e 
independências; dentre elas, destacamos as pioneiras influenciadas pelo Iluminismo: a Independência das 
13 colônias inglesas e a Revolução Francesa. 
 
Pensadores iluministas 
Um dos filósofos precursores do Iluminismo foi John Locke (1632-1704). Locke viveu na Inglaterra, no 
contexto das Revoluções Inglesas e, criticando a sociedade de sua época, defendia a ideia de que os 
homens possuíam direitos naturais: vida, liberdade, igualdade e propriedade privada – essa última seria 
derivada do trabalho e, portanto, natural. As ideias de Locke influenciaram a formulação do pensamento 
iluminista e contribuíram para o conceito de contratualismo, ao defenderem a ideia de que os homens 
abririam mão dos seus direitos naturais para garantir a segurança e a liberdade individual, e tal garantia 
deveria ser assegurada pela existência de um Estado. 
No campo político, é fundamental destacarmos as concepções filosóficas de Montesquieu (1689-1755), 
que, ao criticar o absolutismo monárquico, defendia a teoria da tripartição dos poderes, ou seja, a divisão do 
Estado em três poderes: executivo, legislativo e judiciário. 
Do ponto de vista social, o movimento iluminista criticava a sociedade estamental, em que as desigualdades 
eram determinadas pelo nascimento. Desse modo, seus filósofos questionavam a ideia de que o primeiro e 
o segundo estado (clero e nobreza) detinham privilégios, enquanto o terceiro estado (burguesia, 
camponeses, trabalhadores urbanos) era visto como inferior. Na sociedade absolutista, havia pouquíssima 
mobilidade social e as desigualdades eram naturalmente aceitas. Os iluministas buscaram, através da 
razão, questionar esse modelo de sociedade, que garante privilégios oriundos do nascimento, porque, ao 
 
 
 
 
 
3 
História 
contrário disso, defendiam a igualdade jurídica entre os indivíduos. Podemos dizer que, do ponto de vista 
social, defendiam que todos os homens nasciam iguais, questionando a sociedade do Antigo Regime, ainda 
fundamentada em privilégios feudais. Voltaire (1694 – 1778) foi bastante importante nesse aspecto, pois 
criticou os privilégios da nobreza e da Igreja, defendendo as liberdades individuais. 
O movimento iluminista também exerceu influência no âmbito 
econômico. As ideias como a liberdade de mercado e o fim dos 
monopólios da nobreza e do rei surgiram nessa época. Há, assim, 
uma crítica às práticas mercantilistas e a defesa do liberalismo 
econômico. Considerado o pai do liberalismo e um dos grandes 
nomes da Escola Liberal Clássica, Adam Smith, em seu livro “A 
Riqueza das Nações”, defendia que o governo não deveria intervir em 
assuntos econômicos. Para ele, os preços e tarifas seriam regulados 
pela mão invisível do mercado, a lei da oferta e da procura. 
Havia ainda uma corrente ideológica que dava destaque às atividades agrícolas. A Fisiocracia defendia, 
assim como o liberalismo econômico de Adam Smith, a não interferência do Estado nos assuntos 
econômicos, com a diferença de colocar na atividade agrícola todo o fruto das riquezas das nações. Tal 
corrente de pensamento representava a ideia de uma valorização da terra e da agricultura como a 
verdadeira fonte de todas as riquezas. Enquanto a indústria seria apenas uma etapa de um processo, o da 
transformação da matéria, e o comércio seria outra fase, o da circulação da riqueza, era a agricultura a 
verdadeira raiz de tudo. 
Obviamente que, em um mundo de desenvolvimento capitalista e industrial, essa ideologia não ganharia a 
mesma força que asideias de Adam Smith, assim essa ideologia foi sendo considerada obsoleta com o 
passar dos anos. 
Além dos filósofos citados, é importante relembrarmos a importância de Rousseau (1712-1778), 
considerado o mais radical entre os iluministas, pois criticava a sociedade burguesa. De acordo com ele, 
para que a liberdade, a segurança e a igualdade pudessem ser conciliadas em uma sociedade, era 
necessária a crítica à propriedade privada, uma vez que ela era responsável pela desigualdade entre os 
homens. Um dos mais famosos defensores do contratualismo, o pensador defendia que o homem era 
originalmente bom, o que o corrompia era a sociedade; logo, o Estado deveria existir para assegurar a 
liberdade e frear a desordem. Além disso, o autor defendia um governo que representasse a soberania do 
povo e a vontade geral da população. 
Uma das principais características do Iluminismo foi a sua visão universalista, que acreditava na 
construção de conhecimentos e verdades universais. Por mais que hoje tenhamos esse universalismo como 
uma utopia, muitas vezes eurocêntrica, os pensadores desse período acreditavam e defendiam essas 
ideias. 
Tendo em vista essa característica, os franceses Denis Diderot e Jean le Rond 
D’Alembert realizaram uma compilação de textos, com 130 colaboradores e 35 
volumes, que tinham o objetivo de reunir todo o conhecimento humano 
acumulado até então. Essa empreitada, muito além de lançar bases para 
pensamentos liberais e iluministas, realizava um trabalho de democratização do 
conhecimento. Tendo em vista que durante séculos livros e textos só 
circulavam entre o clero e a nobreza, e a maior parte da população europeia era 
analfabeta, a chamada Enciclopédia de Diderot teria como missão difundir o 
conhecimento também entre as classes não privilegiadas. 
 
 
 
 
 
4 
História 
A concepção de mundo defendida pelos iluministas teve grande adesão da burguesia, cuja insatisfação com 
os privilégios do clero e da nobreza era cada vez maior. Por isso, muitos pensadores também criticavam o 
excesso de poder da Igreja dentro da sociedade e defendiam um anticlericalismo, alegando que não havia 
necessidade de um intermédio entre Deus e os fiéis. 
Pega a visão: Cuidado! Apesar de muitos criticarem o clericalismo, não significava que eles eram 
anticristãos; esses homens apenas entendiam que a Igreja, enquanto instituição, não poderia exercer um 
poder político e social tão grande. 
Ainda no século XVIII, o Iluminismo se expandiu para outros locais e influenciou diversos acontecimentos 
fora do eixo europeu. Movimentos como a Revolução Francesa, as Conjurações (mineira e baiana), na 
América portuguesa, e a Independência das Treze Colônias foram influenciadas pelo Iluminismo. 
Consolidando princípios do liberalismo político e econômico, o Iluminismo também é central para 
compreendermos o século XIX, conjuntura em que uma “onda” de revoluções liberais eclodiram para 
derrubar definitivamente o absolutismo da Europa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
História 
Exercícios de fixação 
 
1. A valorização da razão no século XVIII levou ao aumento das críticas por parte de qual classe social e 
sobre que tipo regime político? 
a) camponeses - fisiocracia 
b) burguesia - feudal 
c) burguesia - absolutista 
d) camponeses - capitalismo 
 
2. Dentre as alternativas abaixo qual associa corretamente um pensador iluminista e uma ideia defendia 
por ele: 
a) John Locke - ausência de direitos naturais 
b) Rousseau - critica a propriedade privada 
c) Rene Descartes - repartição dos poderes 
d) Adam Smith - defesa da terra como principal riqueza 
 
3. Dentre as características do Iluminismo, podemos citar: 
a) universalismo e ação baseada na fé 
b) racionalidade e igualdade econômica 
c) liberdades individuais e o método dedutivo 
d) anticlericalismo e a igualdade civil 
 
4. O século XVIII foi marcado por uma série de acontecimentos importantes para a História mundial, 
dentre eles, podemos citar o Movimento Iluminista, a Revolução Francesa e o (a) 
a) Revolução Industrial 
b) Imperialismo 
c) Expansão Marítima 
d) Revolução Inglesa 
 
5. Um dos legados deixados pelos pensadores iluministas para a sociedade contemporânea foi: 
a) a crença no ideal fisiocrata 
b) o abandono da religiosidade 
c) a ideia de tripartição dos poderes 
d) a criação do método indutivo 
 
 
 
 
 
6 
História 
Exercícios de vestibulares 
 
 
1. (Enem 2017) Os direitos civis, surgidos na luta contra o Absolutismo real, ao se inscreverem nas primeiras 
constituições modernas, aparecem como se fossem conquistas definitivas de toda a humanidade. Por isso, 
ainda hoje invocamos esses velhos “direitos naturais” nas batalhas contra os regimes autoritários que 
subsistem. 
(QUIRINO, C. G.; MONTES, M. L. Constituições. São Paulo: Ática, 1992 (adaptado)) 
 
O conjunto de direitos ao qual o texto se refere inclui: 
a) voto secreto e candidatura em eleições. 
b) moradia digna e vagas em universidade. 
c) previdência social e saúde de qualidade. 
d) igualdade jurídica e liberdade de expressão. 
e) filiação partidária e participação em sindicatos. 
 
 
2. (UFS 2018) Conhecido como o século das Luzes ou do Iluminismo, o século XVIII foi marcado por um 
movimento do pensamento europeu (ocorrido mais especificamente na segunda metade do século 
XVIII) que abrangeu o pensamento filosófico e gerou uma grande revolução nas artes (principalmente 
na literatura), nas ciências, nos costumes, na teoria política e na doutrina jurídica. O Iluminismo 
também se distinguiu pela centralidade da ciência e da racionalidade crítica no questionamento 
filosófico. 
 
Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/15543/15543_3.pdf. Acesso em: 12/09/2017. 
 
Tomando como base o contexto abordado, podemos afirmar corretamente que 
a) o liberalismo econômico deu ênfase à economia mercantilista, na qual o Estado seria 
responsável pela regulamentação de preços e mercados para evitar abusos que prejudicariam a 
população. 
b) a Escola Fisiocrata sustentou a ideia de que existem leis naturais regendo a sociedade, mas que 
poderiam ser alteradas pelo bem da humanidade, e, além disso, defendeu que a indústria e o 
comércio seriam responsáveis pela riqueza de uma nação. 
c) as ideias defendidas por John Locke, na obra O contrato social, afirmam que o soberano deve 
conduzir o Estado de forma democrática, de acordo com a vontade do povo. 
d) o Despotismo Esclarecido, ligado à associação entre as ideias das luzes e o poder absolutista 
dos reis, foi aplicado com ênfase em todos os Estados europeus no início do século XVIII, 
resultando no nascimento de dezenas de monarquias parlamentaristas. 
e) o Iluminismo combateu o mercantilismo, o tradicionalismo religioso herdado da Idade Média e a 
divisão da sociedade em estamentos. 
 
 
 
 
 
7 
História 
3. (Uncisal 2015) “Sempre considerei as ações dos homens como as melhores intérpretes dos seus 
pensamentos.” 
John Locke 
 
A frase de John Locke nos remete ao Iluminismo e seus objetivos nos diversos âmbitos que formam 
a vida em sociedade. Sobre o ideário iluminista, infere-se que 
a) seu caráter popular afastou os intelectuais e aproximou a pequena burguesia da nobreza togada. 
b) o intelectualismo se tornou um obstáculo à expansão do iluminismo, fato que minimizou sua 
influência nas revoluções burguesas. 
c) Adam Smith dissocia a liberdade econômica da liberdade política, fazendo prevalecer esta última 
em detrimento da primeira. 
d) a razão apresenta um poder emancipador capaz de tirar o homem da menoridade e libertá-lo da 
opressão política e dos resquícios das trevas medievais. 
e) o projeto iluminista não se opunha totalmente ao mercantilismo nem ao absolutismo já que 
preserva em grande parte as instituições do Antigo Regime. 
 
 
4. (FGV 2020) O século XVIII não se confunde totalmente com as Luzes.As Luzes excedem o século. 
Parte do século escapa-lhes. As Luzes são o século XVIII duradouro, o que faz parte do nosso 
patrimônio. Um século XVIII que, antes do mais, se inscreve nas palavras. Partir das palavras, partir do 
essencial. 
CHAUNU, P. A civilização da Europa das Luzes. Lisboa: Estampa, 1985, vol. I, p. 23-24. 
 
São palavras essenciais do século das Luzes: 
a) internacionalismo, razão, messianismo e cientificismo. 
b) progresso, obscurantismo, cientificismo, teocentrismo. 
c) superstição, empirismo, sensualismo, messianismo. 
d) socialismo, razão, progresso, superstição. 
e) racionalismo, cientificismo, progresso, esclarecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
História 
 
5. (Enem 2018) O século XVIII é, por diversas razões, um século diferenciado. Razão e experimentação se 
aliavam no que se acreditava ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento do conhecimento científico, 
por tanto tempo almejado. O fato, a análise e a indução passavam a ser parceiros fundamentais da razão. É 
ainda no século XVIII que o homem começa a tomar consciência de sua situação na história. 
(ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY, C. B. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003.) 
 
No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas 
características a 
a) aproximação entre inovação e saberes antigos. 
b) conciliação entre revelação e metafísica platônica. 
c) vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa. 
d) separação entre teologia e fundamentalismo religioso. 
e) contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento. 
 
 
6. (Unicentro 2017) Nas últimas décadas do século 20, a expressão “neoliberalismo” passou a fazer 
parte não só do dia a dia de economistas, mas, também, do noticiário jornalístico, que difundiu o 
termo para toda a sociedade. Obviamente, para haver um “neoliberalismo”, é preciso que tenha 
havido, anteriormente, um “liberalismo”, doutrina econômica que tem suas bases em autores 
clássicos, como o filósofo escocês Adam Smith. 
 
“O liberalismo vem do individualismo. As três questões básicas do liberalismo são a garantia da 
propriedade privada, a garantia dos excedentes monetários e a liberdade de usar os excedentes 
monetários, para qual se usa a doutrina de Adam Smith”, diz o professor do Departamento de 
Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Valter Duarte Ferreira Filho. 
(LIBERALISMO... 2016). 
 
O liberalismo econômico surgiu dentro do âmbito da passagem do mundo feudal para o sistema 
capitalista. Considerando-se esse contexto, é correto afirmar que 
a) a defesa da liberdade de comércio e da produção se opunha às restrições do sistema 
mercantilista. 
b) o controle estatal na economia contribuiu para o pioneirismo inglês no processo da Revolução 
Industrial. 
c) a Lei do Máximo, estabelecida pelo governo jacobino no processo da Revolução Francesa, 
concretizou as concepções de Adam Smith. 
d) o Império Napoleônico estabeleceu os princípios defendidos por Rousseau e a restrição do 
comércio com a Inglaterra. 
e) a teoria da mais valia defendeu, na íntegra, os princípios liberais, ao afirmar que o trabalho seria a 
única fonte de riqueza. 
 
 
 
 
 
9 
História 
7. (UEFS 2013) Os iluministas adotaram o princípio de que a natureza fez com que todos os homens 
nasçam iguais. Isso quer dizer que a lei deve ser universal, ou seja, todos os homens, exatamente por 
terem nascidos humanos, têm os mesmos direitos. Portanto, o regime político só seria justo se 
estabelecesse a igualdade jurídica. [...] não se trata da igualdade social e econômica. Os iluministas 
não aceitavam as leis e tribunais especiais para os nobres, nem que principais cargos do Estado 
fossem reservados para as famílias nobres. 
(SCHMIDT, 2005, p. 250). 
 
A concepção iluminista relativa à universalidade da lei, como indicada no texto, opunha-se à antiga 
concepção do Direito Romano, segundo a qual 
a) os direitos individuais eram estabelecidos pela religião oficial. 
b) os patrícios e os plebeus gozavam dos mesmos direitos perante a lei. 
c) a garantia dos direitos era fundamentada no poder do pater família. 
d) a desigualdade social definia a posição desigual do indivíduo perante a lei. 
e) a Lei das Doze Tábuas garantia iguais direitos a todos que nascessem na cidade de Roma, 
 capital do Império. 
 
 
8. (Unesp 2012) Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada 
associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si 
mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o 
contrato social oferece. 
[...] 
Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade 
geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. 
(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.) 
 
O texto apresenta características 
 
a) iluministas e defende a liberdade e a igualdade social plenas entre todos os membros de uma 
sociedade. 
b) socialistas e propõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os interesses individuais. 
c) iluministas e defende a liberdade individual e a necessidade de uma convenção entre os 
membros de uma sociedade. 
d) socialistas e propõe a criação de mecanismos de união e defesa de todos os trabalhadores. 
e) iluministas e defende o estabelecimento de um poder rigidamente concentrado nas mãos do 
Estado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
História 
 
9. (PUC Campinas 2017) Os enciclopedistas constituíram uma pequena elite de letrados e de técnicos, 
ligados à vida material como elementos de ponta do progresso econômico e também estreitamente 
vinculados ao aparato estatal, o qual se esforçaram por tornar melhor e mais racional. (...) Por toda a 
parte na Europa das Luzes, encontramos esta pretensão e esta vontade [dos filósofos] de pôr-se à 
testa e na direção da sociedade. 
(VENTURI, Franco. Utopia e reforma no Iluminismo. Bauru: Edusc, 2003, p. 44, 239-240) 
 
A elite intelectual a que o texto se refere foi responsável pela organização e publicação do mais 
importante veículo de divulgação das ideias do Iluminismo, no século XVIII: a Enciclopédia. Essa obra 
de inspiração racionalista, 
a) defendia a teoria de que a economia deveria funcionar por suas próprias leis e na eliminação da 
intervenção do Estado sobre os negócios comerciais que entravava as aduanas internas. 
b) estabelecia a tese segundo a qual as estruturas sociais eram determinadas pelas circunstâncias 
ambientais e pela liberdade como direito incontestável de todos os homens da época. 
c) afirmava que a única esperança de garantir os direitos de cada um seria ceder todos esses 
direitos à comunidade civil para que a governasse de acordo com as ideias dos filósofos 
iluministas. 
d) defendia uma monarquia absolutista moderada por um governo baseado na razão e no ideário 
político e social vigente na época e não mais pelos pressupostos religiosos divulgados pela 
Igreja. 
e) propunha, de maneira geral, a imediata autonomização da Igreja em relação ao Estado e o 
combate às superstições e às diversas manifestações do pensamento dogmático eclesiástico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
História 
10. (UFG 2013) 
 
 
 
No século XVIII, criou-se um projeto arquitetônico para as prisões chamado “pan-óptico”. O objetivo 
era transformar a ambiência do confinamento, distinguindo-a das masmorras do Antigo Regime. Tal 
como demonstra a imagem, o projeto estabelecia no centro uma torre com um vigia e, na periferia, 
uma construção em forma de anel. A construção periférica era dividida em celas para os presos, com 
duas janelas (uma interna ao anel e outra externa), que permitiam a luz atravessar a cela. Com essa 
disposição espacial, o pan-óptico expressava o ideal iluminista,na medida em que o controle sobre os 
indivíduos era exercido por meio da 
a) descentralização dos espaços reservados para os confinados. 
b) valorização da punição ao comportamento em detrimento da vigilância. 
c) manutenção de comunicação monitorada entre o ambiente de confinamento e a sociedade. 
d) hierarquização entre os presos separados pelas celas construídas no anel. 
e) utilização da claridade para conferir visibilidade aos presos e às suas ações. 
 
 
 
 
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12 
História 
Gabaritos 
 
Exercícios de fixação 
 
1. C 
A burguesia aproveitou o movimento iluminista para dar base às suas críticas contra o regime 
absolutista, à sociedade estamental, que era baseada nos privilégios do clero e da nobreza, e às 
práticas mercantilistas, que eram vistas como um empecilho para o amplo desenvolvimento comercial 
e industrial. 
 
2. B 
Apesar de boa parte do movimento iluminista defender o direito à propriedade privada como um bem 
inalienável, Rousseau considerava a sua existência como a principal causa da desigualdade entre os 
homens. Entre os pensadores iluministas, era visto como o mais radical, pela crítica à propriedade 
privada e a defesa da soberania popular. 
 
3. D 
O movimento construído ao longo do século XVIII nasce com a proposta de trazer a “luz” para iluminar 
as “trevas”. Essa última fazia referência ao Antigo Regime. Sendo assim, o anticlericalismo foi uma das 
bandeiras desses pensadores, que entendiam que a instituição religiosa não poderia interferir na 
sociedade de forma tão abrangente. Além disso, a igualdade perante a lei visava quebrar a lógica 
estamental do absolutismo. 
 
4. A 
Dentre os acontecimentos mais marcantes do século XVIII, podemos citar a Revolução Industrial 
promovida pela burguesia, que passou a utilizar o discurso iluminista para ganhar poder político e 
expandir o modo de vida burguês, baseado na industrialização. 
 
5. C 
O pensador iluminista Montesquieu foi o grande responsável pela formulação da teoria da tripartição 
dos poderes, ou seja, a divisão do Estado em três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Tal 
modelo, que defende a harmonia e a independência entre os poderes, é aplicado atualmente em 
diversos locais do mundo, como no Brasil. 
 
Exercícios de vestibulares 
1. D 
O século XVIII marca o intenso descontentamento com o absolutismo, tanto no continente europeu quanto no 
continente americano. Essas críticas ao poder absoluto dos reis se materializaram em independências e 
revoluções, que originaram o surgimento de constituições e cartas defendendo os direitos inalienáveis dos 
homens. 
 
 
 
 
 
13 
História 
2. E 
O movimento iluminista nasceu propondo fazer uma critica às principais bases de sustentação da 
sociedade absolutista, criticando, assim, as práticas mercantilistas, a sociedade estamental e o 
domínio religioso promovido pela Igreja Católica. 
 
3. D 
De acordo com a frase de Locke, podemos compreender que, para os iluministas, a razão era a 
prerrogativa para a emancipação do homem e a fonte do progresso, individual e coletivo, da sociedade. 
 
4. E 
É importante compreender que o Iluminismo não nasceu do nada, ele é uma continuidade do 
humanismo que despontou ainda no século XIV e que desembocou no movimento que surge no século 
XVIII. Portanto, o racionalismo, o cientificismo, o progresso e o esclarecimento são características que 
foram amadurecendo ao longo dos séculos. 
 
5. E 
O século XVIII, conhecido também como o “século das luzes”, foi marcado pelo surgimento do movimento 
iluminista, que valorizava a razão e o cientificismo em detrimento do clericalismo. Além disso, é também nesse 
século que as ideias liberais ganham força dentro do continente europeu. 
 
6. A 
Conhecido como “pai do liberalismo econômico”, Adam Smith criticava as restrições do mercantilismo, 
sistema econômico que estava atrelado ao absolutismo, defendendo uma maior liberdade comercial e 
produtiva como sinônimo de progresso. 
 
7. D 
Diferente dos iluministas, que acreditavam, em teoria, que a igualdade perante a lei deveria ser um 
direito universal (embora seja possível fazer uma série de críticas aqui), os romanos antigos, durante 
boa parte da sua história, tratavam de forma desigual perante a lei os grupos sociais que detinham 
menor poder econômico. 
 
8. C 
Fica claro no texto que Rousseau está falando da teoria do Contrato Social, que, para ele, seria a 
alternativa viável para garantir a liberdade individual, através de um acordo entre os membros da 
sociedade. 
 
9. E 
A Enciclopédia de Diderot tinha como missão difundir o conhecimento também entre as classes não 
privilegiadas, combatendo assim, o misticismo e as superstições que teriam sido propagados pela 
Igreja ao logo dos anos. 
 
10. E 
O projeto pan-óptico nasceu no final do século XVIII, e tinha como uma de suas pretensões disciplinar o 
homem moderno através de espaços de vigilância que facilitavam o controle social de forma mais 
eficiente. Dentro desse pensamento, o projeto arquitetônico citado permitia que esses presos fossem 
vigiados e analisados em 100% do tempo.

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