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Plano de Aula: Intertextualidade

Plano de aula para 9º ano (Ensino Fundamental II) sobre intertextualidade em Português, comparando a música "Monte Castelo" (Renato Russo) e o soneto de Camões; traz objetivos, conteúdos, recursos, etapas (introdução, desenvolvimento, atividades) e avaliação.

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Prática de Ensino: Vivência no Ambiente Educativo – UNIP Letras português / inglês – atividade trabalho 1 e 2 – sequencia didática e plano de aula
24 24-03:00 OUTUBRO 24-03:00 2017~LEAO LIVROS - FRASES DE MEDITAÇÃO
Prática de Ensino: Vivência no Ambiente Educativo – UNIP Letras português / inglês – atividade trabalho 1 e 2 – sequencia didática e plano de aula
Para arquivo e referência.
 
 
LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS/INGLÊS
 
PRÁTICA DE ENSINO VIVÊNCIA NO AMBIENTE EDUCATIVO (PE: VAE)
 
 
 
 
 
POSTAGEM 1: ATIVIDADE 1 PLANO DE AULA – EF II
 
 
 
Rodolfo de Matos Annibal RA 1649869
Jhonatam Kaique D dos Santos RA 1658809
Patanga Cordeiro da Silva RA 1657632
 
 
 
 
Trabalho apresentado à
Universidade Paulista – UNIP Interativa –
Como parte do Projeto de Vivência no
Ambiente Educativo.
 
 
 
 
Polo Unip Interativa Rio Claro-SP / Paraíso (SP)
2017
SUMÁRIO
 
 
1. Identificação………………………………………………………………………..
 
2. Conteúdos ………………………………………………………………………..
 
3. 3. Objetivos………………………………………………………………………….
 
4. 4. Recursos………………………………………………………………………….
 
5. Etapas da Aula……………………………………………………………………
5.1 Introdução a tema……………………………………………………………..
 
5.2 Desenvolvimento da aula……………………………………………………….
 
5.3 Atividades para os estudantes …………………………………………………
 
6. Avaliação ……………………………………………………………………………….
 
7. Fontes / Referências…………………………………………………………..
 
8. Apêndice………………………………………………………………………………
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. IDENTIFICAÇÃO
 
Nível de Ensino: Ensino Fundamental II 9ºano
Disciplina: Português
Tema da aula: Intertextualidade
Tempo Duração da Aula: 45 minutos 
2. CONTEÚDOS
 Intertextualidade, compreensão e interpretação de textos.
 
 
3. OBJETIVOS
 
O objetivo a ser alcançado nesta aula de português é a compreensão e interpretação da intertextualidade, musicalidade e expressividade presentes na música Monte Castelo (Renato Russo) e o soneto “O amor é fogo que arde sem se ver” do poeta Luiz Vaz de Camões. (vide Apêndice)
Espera-se que os alunos tenham total compreensão das relações intertextuais, desenvolvendo habilidades de ler, ouvir e interpretar textos por meio de leituras diferentes.
 
 
4. RECURSOS
 
Para que a finalidade da aula seja atingida, será utilizado DVD player e aparelho de TV ou data show com computador com acesso à internet, para exibição dos vídeos. Serão necessários impressões da letra da música de Renato Russo “Monte Castelo” e o soneto “O amor que arde sem se ver” do poeta Luiz Vaz de Camões.
Será usado o livro didático do aluno e também, lápis, borracha, caderno caneta etc…
 
5. ETAPAS DAS AULA
 
5.1 INTRODUÇÃO AO TEMA
 
Ao iniciar a aula será entregue o texto de Renato Russo e Luiz Vaz de Camões, e o professor irá fazer uma leitura em voz alta para os alunos, pausadamente, fazendo desta uma leitura bastante expressiva e contagiante, e irá pedir para os alunos fazerem uma leitura em voz baixa do texto.
Será abordado primeiramente se os alunos conhecem os autores dessas obras, e se os mesmos já leram o soneto ou ouviram a canção.
Duração: 10 minutos.
 
 
5.2 DESENVOLVIMENTO DA AULA
 
Após a introdução do Tema e a conversa e leitura com os alunos será apresentado em vídeo o soneto de Luiz Vaz de Camões “O amor é fogo que arde sem se ver”, que será acompanhado pelos alunos na folha impressa. Logo após será apresentado à música de Renato Russo (Monte Castelo), que será também acompanhado na folha impressa.
Terminado a apresentação do vídeo e a leitura do texto, o professor irá perguntar o que os alunos acharam do vídeo e do texto, se gostaram, ou não gostaram (e por que?) e se entenderam.
Depois o professor poderá falar sobre os respectivos autores, e suas obras, introduzindo o conceito de intertextualidade.
A intertextualidade é influência de um texto sobre outro texto, podendo ser ela implícita ou explicita, feita por meio de paráfrase ou paródia.
A intertextualidade pode observada em diversos aspectos, como por exemplo; textos literários, pinturas, novelas, filmes, canções, etc. Explica-se que, dependendo da ocasião, a intertextualidade tem funções diversas que dependem dos textos/contextos em que ela é inserida.
Assim o professor pode pedir que os alunos encontrem as semelhanças (intertextualidade) que os aproximem: Título semelhante ou igual, e trechos semelhantes, observando o período ou (século) em que o texto foi escrito, identificando o que foi escrito primeiro e que serviu de base para o outro.
Assim, o professor pode realizar uma leitura minuciosa do Soneto 11, de Camões, que poderá ser conduzida de maneira coletiva. Os alunos devem ser estimulados a perceberem como um texto clássico, escrito no século XVI, pode dialogar de forma fascinante com a música de uma banda contemporânea.
No final da aula cantaremos a música Monte Castelo da Banda Legião Urbana.
Duração: 25 minutos.
 
 
5.3 ATIVIDADES PARA OS ESTUDANTES
 
Perguntas a serem respondidas em escrito no caderno.
Duração: 10 minutos.
Lista de perguntas:
 
1. Existe similaridade entre as concepções de intertextualidade apresentadas pela canção ”Monte Castelo” e pelo poema “Amor é fogo que arde sem se ver”? Quais as diferenças e semelhanças encontradas em ambos os textos?
2. Leia  o soneto “O amor é fogo que arde sem se ver” e destaque os trechos desse texto que estão presentes na canção de Renato Russo.
3. Qual a importância do soneto “O amor é fogo que arde sem se ver” para a literatura e a língua portuguesa?
4. Dado as oposições podemos dizer que Luís Vaz de Camões caracteriza no final o amor como  um sentimento de?
5. A letra da musica “Monte castelo” transmiti um pensamento positivo, e defende qual ato da sociedade?
6. Qual a figura de linguagem predominante na música “Monte Castelo”?
7. Qual nome que se dá à composição poética de Luiz Vaz de Camões?
8. No ponto de vista da língua como instrumento de interação social, qual o papel da intertextualidade para a concretização dos objetivos e intenções do produtor do texto?
9. Quantas estrofes existem no soneto? E quantos versos?
10. Quanto à métrica, os versos são de que tipo?
 
 
6. AVALIAÇÃO
 
Os estudantes serão avaliados coletivamente durante a realização das atividades de análise e interpretação dos textos “Monte Castelo” de Renato Russo e “O amor é fogo que arde sem se ver” de Luiz de Vaz de Camões, e dos exercícios propostos em aula, quando demonstrarão o conhecimento a respeito do processo de intertextualidade, compreensão e interpretação de textos.
 
6.1 RESULTADOS ESPERADOS
 
 
O aluno terá um conhecimento amplo sobre o processo de intertextualidade, compreensão e interpretação de textos.
Tornar-se-á modificadora a forma de analisar as produções textuais.
Ampliação do vocabulário.
Construir o conceito intertextualidade e de paródia.
Aprender que a mensagem passada pela canção de Renato Russo, visando à intertextualidade, foi aplicada de forma muito rica. Renato Russo apropria-se de outro famoso texto sobre o “amor” e constrói, a partir dele, a sua mensagem para uma geração.
Que os alunos percebam que a intertextualidade implica em um universo histórico-social e cultural.
 
 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
CAMÕES, Luís Vaz de. Poesia Lírica. Ulisséia. 1988, 2ª ed.
 
http://alunosonline.uol.com.br/portugues/intertextualidade-nas-vozes-camoes-renato-russo.html
 
https://www.youtube.com/watch?v=9chlCY_6xMQ
 
https://www.youtube.com/watch?v=RIZOWvFCOv4
 
http://barulhopoetico.blogspot.com.br/2011/09/intertextualidade-na-musica-monte.html
 
http://www.pucrs.br/gpt/intertextualidade.php
 
http://didatizandoalinguagem.blogspot.com.br/2013/05/intertextualidade-camoes-vinicius-i-cor.html
 
 
 
 
8. APÊNDICE
 
Monte Castelo (letra de Renato Russo)
 
Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece
O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria
É um nãoquerer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor
Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos
sem amor, eu nada seria.
 
 
 
 
Amor é um fogo que arde sem se ver
 
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
 
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
 
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 
– Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

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