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Programa de Educação 
Continuada a Distância 
 
 
 
Curso de 
Atendimento em Nutrição 
 
 
 
 
MÓDULO III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os 
créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos nas 
Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO III 
 
 
5 PRÁTICA AMBULATORIAL 
 
 
A intervenção nutricional tem como objetivo a prevenção de doenças à 
proteção de uma vida mais saudável conduzindo ao bem-estar geral de um paciente. 
A educação e aconselhamento nutricional é o processo pelo qual os clientes 
são efetivamente auxiliados a selecionar e implementar comportamentos desejáveis 
de nutrição e estilo de vida. Assim, o resultado desde processo é a mudança de 
comportamento e não somente a melhora do conhecimento sobre nutrição. 
A mudança desejada de um comportamento deve ser específica às 
necessidades e a situação de cada paciente. Um cliente aderente aceita que a 
causa para o tratamento recomendado é real e que existem benefícios à saúde 
quando se seguem as prescrições, ou riscos quando não são seguidas. É mais 
provável que ele siga a prescrição se sentir que a aderência é de seu próprio 
interesse. 
Um momento particularmente difícil é o diagnóstico de uma doença, quando 
a depressão, a negação, a raiva ou a barganha podem sobrepor-se aos esforços de 
lidar com o problema. É preciso reconhecer que este existe e de fato querer mudá-
lo. Sem esse desejo interno de cada indivíduo, todo o trabalho de educação não é 
efetivo. 
O conselheiro nutricional é apenas um facilitador das mudanças de 
comportamento que e dá apoio nutricional, auxilia na identificação de problemas 
nutricionais e de estilo de vida, sugere comportamentos a serem modificados e 
facilita a compreensão e o controle do cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.1 ESTRUTURAÇÃO DETALHADA PARA ATENDIMENTO AMBULATORIAL 
 
 
O atendimento em nutrição sistematizado é aquele que considera o paciente 
nos aspectos biopsicossociais relacionados entre si, promovendo, por meio dos 
diferentes membros da equipe multiprofissional, a visão global das necessidades do 
indivíduo, o que determina a eficiência nas ações de saúde. Para que o sistema 
funcione de maneira satisfatória, todas as áreas que compõem o atendimento 
nutricional devem caminhar concomitantemente e, para isso, há necessidade de 
muita organização e método. A organização do trabalho no plano micro se dissipa 
até o macro, determinado o sucesso das ações como um todo. O atendimento 
nutricional é uma dessas engrenagens. 
Para a elaboração sistematizada do atendimento nutricional, a primeira 
questão a ser analisada é o tipo de empresa em que estaremos inserindo este 
serviço e sua filosofia. Independentemente da complexidade da corporação, ou seja, 
em um consultório particular, em uma pequena clinica administrada e 
operacionalizada por profissionais de saúde, em uma grande assistência medica que 
ofereça serviço ambulatorial e/o domiciliário ou em um estabelecimento comercial 
que tenha atendimento nutricional, há a necessidade de se instituir uma filosofia, 
pois a eficiência deste trabalho depende de uma direção bem definida e organizada. 
No caso de um consultório próprio, a primeira coisa é estabelecer o público 
que se deseja atingir, assim como a realidade de mercado para o negócio. 
A segunda etapa é estabelecer o valor financeiro que poderá ser 
disponibilizado inicialmente para as despesas mensais fixas, como aluguel, 
impostos, luz, telefone, secretária, materiais de limpeza, de papelaria, etc. Em 
seguida, é a procura do local, que deve se adequar ao valor disponível, ser de fácil 
acesso para os pacientes e de tamanho adequado para que não tenha custo inicial 
acima do necessário. Depois das instalações físicas, recursos humanos 
estabelecidos e contratados, móveis e materiais adquiridos, inicia-se a divulgação 
 
 
 
 
 
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por meio de contatos pessoais, contatos com profissionais da área de saúde em 
geral, com propagandas em jornais e revistas, folders, internet etc. 
No caso de atendimento nutricional em clínicas formadas por profissionais 
da saúde sob duas opções: aquela em que os profissionais dividem apenas os 
custos, mas não tem obrigatoriamente uma ligação entre si no que tange aos 
clientes e atendimentos. O valor despendido pode ser menor do que se estivesse 
sozinho no local, mas a dificuldade na manutenção é a mesma, pois mesmo com 
excelente divulgação, localização, indicações de colegas e interesse telefônico por 
parte da população, o entrave está sempre na questão cultural e principalmente 
financeira. A segunda opção é aquela em que o nutricionista está interligado aos 
demais membros da equipe, principalmente médicos, no que tange ao percentual ao 
nutricionista pelos pacientes atendidos, sobre o valor total recebido pelo médico. 
Esta pode ser uma boa opção, dependendo dos objetivos de cada profissional. 
No caso do atendimento nutricional em assistências médicas, o serviço pode 
ser administrado pela própria instituição ou por empresa terceirizada. A estrutura 
para o atendimento ambulatorial pode se localizar tanto na própria empresa como 
ser estabelecido local fixo, próprio para a prestação deste serviço. Em algumas 
assistências médicas há a possibilidade de se usufruir de uma excelente estrutura 
física para o atendimento, com ótimas instalações, disponibilidade de 
microcomputador, aparelho para bioimpedanciometria, adipômetro, aparelhos para 
medida de glicemia e colesterol capilar, discussões de casos clínicos frequentes 
entre profissionais, adequação dos objetivos empresariais à ética profissional, etc. 
Isto demonstra que o controle de custos é importante para a sobrevivência de 
qualquer empresa, e com ética profissional pode-se oferecer um atendimento de 
qualidade. 
Após conhecer a empresa na qual o acompanhamento nutricional será 
inserido, bem como as instalações e os recursos disponíveis, o próximo passo é 
estabelecer qual o objetivo deste serviço prestado, de acordo com a filosofia da 
instituição e o entendimento da mesma quanto ao atendimento nutricional. Podemos 
citar exemplos como: 
 
 
 
 
 
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 Uma assistência médica ou programa de check-up que oferece e entende 
o acompanhamento nutricional (ambulatorial de prevenção em saúde), como um 
diferencial em relação às demais do mercado. 
 Uma assistência médica que oferece o atendimento e o acompanhamento 
nutricional domiciliário como simples parte integrante das ações multiprofissionais 
em saúde. 
 Uma assistência médica que oferece e entende o acompanhamento 
nutricional domiciliário como parte integrante das ações preventivas de saúde com o 
propósito de evitar que pacientes com quadros patológicos crônicos reagudizem, 
acarretando internações hospitalares precoces ou desnecessárias, auxiliando no 
controle de custos com este tipo de internação hospitalar ou com quadros 
provenientes do mau estado nutricional. 
 Uma assistência médica que oferece o atendimento e o acompanhamento 
nutricional ambulatorial como parte de um programa de atenção à saúde preventivo 
e curativo, destinado a um segmento específico, visando a melhoria da qualidadede 
vida, diferenciação da empresa no mercado, fidelização do cliente e redução de 
custos relacionados com a utilização desnecessária, pelos pacientes, dos recursos 
disponíveis. 
 
Quando já definido em que empresa se está, o que se tem disponível, qual a 
filosofia a ser seguida e o motivo de estar se oferecendo o atendimento em nutrição 
neste local, inicia-se a sistematização do serviço a ser prestado com a elaboração 
de um planejamento que deve abranger os seguintes pontos: 
 Objetivo geral do atendimento nutricional onde se define quais são os 
objetivos do atendimento, ou seja, um produto oferecido como estratégia de 
marketing e diferencial competitivo para a empresa, como simples parte da equipe 
multiprofissional. 
 Objetivos específicos do atendimento onde se detalha os benefícios que 
podem ser obtidos pela empresa com o atendimento em nutrição. É o momento 
oportuno para mostrá-lo como sendo imprescindível ao sucesso do novo 
empreendimento da instituição. 
 
 
 
 
 
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 Instalações físicas onde se descrevem todos os aspectos previamente 
disponibilizados ou necessários à operacionalização do atendimento, como sala, 
mobiliário etc. 
 Equipamentos e recursos onde deve-se listar os itens necessários já 
disponibilizados, como computadores, aparelhos para avaliação nutricional, 
transporte etc. 
 Atividades a serem desenvolvidas onde cita-se as consultas clínicas, 
palestras para grupos de pacientes, palestras em empresas, workshops etc. 
 Fluxograma de atendimento onde se desenha de maneira detalhada e 
esquematizada o acesso do paciente a consulta, sua recepção no local, atendimento 
clínico e a possibilidade de uma consulta de retorno. Vejamos abaixo uma sugestão 
de fluxograma: 
 
 
 
 
 
 
 
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 Protocolos operacionais de atendimento onde se ajustam situações para 
se manter a organização e o método do atendimento em cada local. Abaixo temos 
um modelo de roteiro como sugestão para controle do atendimento nutricional: 
 
 
1ª CONSULTA 
 
1) Nutricionista chama o paciente pelo nome para a sala e o convida a entrar com 
simpatia e cordialidade; 
2) Nutricionista se apresenta e fala do currículo; 
3) Nutricionista pergunta o objetivo do paciente; 
4) Nutricionista pergunta se o paciente já passou com algum nutricionista; 
5) Nutricionista pergunta se o paciente conhece o trabalho do nutricionista; 
6) Nutricionista fala sobre o papel do nutricionista; 
7) Nutricionista realiza a anamnese e anota os itens a serem explicados posteriormente 
na guia de associação X prescrição; 
8) Nutricionista analisa o consumo alimentar do paciente e estado nutricional aparente; 
9) Nutricionista realiza orientação verbal ao paciente (negociação); 
Seguir: 
a) O que é esta doença. 
b) O que a alimentação tem a ver com essa doença (fontes etc.). 
c) O que a alimentação do paciente tem a ver com a doença. 
10) Nutricionista manuscreve a orientação no receituário e entrega ao paciente; 
11) Nutricionista comunica ao paciente o conteúdo da próxima consulta e a importância da 
presença dele; 
12) Nutricionista agenda o retorno para 30 dias após; 
13) Nutricionista recebe o valor da consulta pago pelo paciente e explica os valores da 
próxima consulta; 
14) Nutricionista entrega o formulário de pesquisa de satisfação do cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2ª CONSULTA 
 
1) Nutricionista chama o paciente pelo nome para a sala e o convida a entrar com 
simpatia e cordialidade; 
2) Nutricionista conversa com o paciente para saber como está se sentindo; 
3) Nutricionista realiza anamnese (antropometria e frequência de consumo); 
4) Nutricionista analisa o consumo alimentar do paciente e suas evoluções/regressões; 
5) Nutricionista descreve as ocorrências ao paciente (motivação); 
6) Nutricionista realiza orientação verbal ao paciente (educação nutricional com ludicidade 
de acordo com a faixa etária); 
7) Nutricionista manuscreve a orientação no receituário e entrega ao paciente; 
8) Nutricionista comunica ao paciente o conteúdo da próxima consulta e a importância da 
presença dele; 
9) Nutricionista agenda o retorno para 30 dias após mês; 
10) Nutricionista recebe o valor da consulta pago pelo paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3ª CONSULTA 
 
1) Nutricionista chama o paciente pelo nome para a sala e o convida a entrar com 
simpatia e cordialidade; 
2) Nutricionista conversa com o paciente para saber como está se sentindo; 
3) Nutricionista realiza o que foi combinado para a consulta; 
4) Nutricionista explica ao paciente os resultados da análise antropométrica e fala sobre 
seu estado nutricional; 
5) Nutricionista analisa o consumo alimentar do paciente e suas evoluções/regressões; 
6) Nutricionista descreve as ocorrências ao paciente (motivação); 
7) Nutricionista realiza orientação verbal ao paciente (educação nutricional com ludicidade 
de acordo com a faixa etária); 
8) Nutricionista manuscreve a orientação no receituário e entrega ao paciente; 
9) Nutricionista entrega o formulário de registro alimentar e explica seu preenchimento 
ao paciente; 
10) Nutricionista comunica ao paciente o conteúdo da próxima consulta e a importância da 
presença dele; 
11) Nutricionista agenda retorno para 30 dias após; 
12) Nutricionista recebe o valor da consulta pago pelo paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4ª CONSULTA E SUBSEQUENTES
1) Nutricionista chama o paciente pelo nome para a sala e o convida a entrar com 
simpatia e cordialidade; 
2) Nutricionista conversa com o paciente para saber como está se sentindo; 
3) Nutricionista realiza o que foi combinado para a consulta; 
4) Nutricionista analisa o consumo alimentar do paciente e suas evoluções/regressões por 
meio do registro alimentar preenchido pelo paciente; 
5) Nutricionista descreve as ocorrências ao paciente (motivação); 
6) Nutricionista realiza orientação verbal ao paciente (educação nutricional com ludicidade 
de acordo com a faixa etária); 
7) Nutricionista manuscreve a orientação no receituário e entrega ao paciente; 
8) Nutricionista entrega o cardápio personalizado com substituições para o próximo mês; 
9) Nutricionista comunica ao paciente o conteúdo da próxima consulta e a importância da 
presença dele; 
10) Nutricionista agenda retorno para 30 dias após; 
11) Nutricionista recebe o valor da consulta pago pelo paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Protocolo para programação da periodicidade de retorno do paciente 
onde se programa com padronização com base nos níveis de atenção nutricional de 
acordo com as necessidades clínicas dos pacientes e prognósticos do seguimento 
da dietoterapia orientada. Neste caso, utiliza-se para organizar a programação do 
acompanhamento nutricional podendo haver algumas situações práticas que este 
deva ser alterado, como por exemplo, na programação ambulatorial de um paciente 
ocupado pelo trabalho que não retornará em 30 dias conforme programação 
ambulatorial, pois estará ausente no estado por 45 dias.6 CONSULTA DE NUTRIÇÃO: MATERIAL E METODOLOGIA DETALHADA 
 
 
Após o encaminhamento do paciente ao nutricionista, inicia-se o 
atendimento em nutrição, onde seguir um método faz com que a consulta fique 
organizada e completa. O primeiro passo é a introdução à consulta inicial que, como 
vimos na sugestão do roteiro de consulta, segue os itens abaixo: 
 Apresentação – deve-se iniciar com a apresentação pessoal do 
nutricionista com nome e total cordialidade e simpatia. 
 Verificação de informações – deve-se saber se o paciente já passou por 
consulta com algum profissional nutricionista, qual foi a terapia orientada, como foi a 
adesão por parte do paciente e se o paciente conhece o papel do profissional. Essas 
informações são importantes para conhecer melhor o paciente, suas experiências 
anteriores com uma consulta de nutrição e a disponibilidade do mesmo para receber 
e seguir orientações dadas por um novo profissional. 
 Apresentação do papel do nutricionista – onde o nutricionista explica seu 
papel e seu objetivo com o paciente: estudar com critérios técnicos fatores subjetivos 
que influenciem o habito alimentar (cultura, origem, religião, profissão, preferências 
alimentares, entre outros), confrontá-los com dados clínicos objetivos e oferecer 
 
 
 
 
 
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dicas práticas para prevenir doenças ou controlar fatores de risco para desenvolvê-
las. Detalhar ao paciente sobre as ações de prevenção e tratamento que serão 
realizadas. 
 Conhecer os aspectos clínicos do paciente por meio de informações 
relatadas pelo mesmo e saber os objetivos do paciente, os motivos que o levaram 
até a consulta. 
 Explicar ao paciente quais procedimentos serão utilizados para que os 
objetivos traçados de prevenção e tratamento sejam atingidos, como por exemplo: 
“Hoje, vamos conhecer seu hábito alimentar e todos os fatores que o influenciam, 
além dos fatores de risco nutricionais para doenças. Por meio de dicas práticas, 
juntos, contornaremos eventuais fatores de risco nutricionais do seu hábito. Na 
próxima consulta, iniciaremos o conhecimento dos grupos de alimentos e suas 
funções fisiológicas”. Desta maneira, consegue-se deixar o paciente menos ansioso 
com relação a aspectos como fornecimento de cardápios prontos que não se 
adaptem a sua rotina diária; fornecimento de dietas preestabelecidas para perda 
ponderal apenas; proibições alimentares; recebimento de advertências por erros 
alimentares; se serão respeitadas preferências alimentares, entre outras. 
 Inicia-se então a anamnese e anota-se as informações para que se possa 
explanar ao paciente posteriormente sobre cada colocação feita pelo mesmo. 
Juntamente com a anamnese está o inquérito alimentar onde nota-se uma 
dificuldade entre os pacientes em referir seu habito alimentar. A técnica que traz 
dados mais fidedignos é a história dietética, baseada no levantamento alimentar 
habitual em medidas caseiras e a avaliação por informação de dieta. Em paralelo há 
também a frequência de consumo de alimentos mais relacionados aos fatores de 
risco ou doenças já existentes. Outra preocupação é o local onde as refeições são 
realizadas e o estilo de vida de cada paciente. Além destes, são coletados, nesta 
fase, demais dados subjetivos inerentes ao habito alimentar. A seguir, temos um 
modelo de anamnese: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A guia de associação x prescrição serve para o profissional anotar as colocações 
feitas pelo paciente como quando ele cita termos técnicos comumente ouvidos como 
IMC, gordura trans, entre outros. Neste formulário, o profissional anota as 
colocações e junto com o paciente vai explicando o que significa e qual a relação 
com o seu caso clínico, assim como qual será a conduta/prescrição do nutricionista 
para este caso. Vejamos um exemplo deste formulário: 
 
 
 
 
 
 
 
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Após realizar as anotações, inicia-se o processo de diagnóstico nutricional 
do paciente, avaliando inicialmente o consumo alimentar e o estado nutricional 
aparente. Neste momento, é importante verificar em que pontos a dieta atual é 
deficiente ou em quais pontos excede, assim como quais são os hábitos incorretos 
ou inadequados que necessitam de mudanças por parte do paciente. Estes dados 
devem ser anotados na ficha de anamnese para que possa se analisar no momento 
da consulta e já se realizar uma orientação nutricional desde a primeira consulta, de 
modo que o paciente já sinta que iniciará um tratamento e gerar confiabilidade no 
profissional por parte do paciente. Os dados também serão utilizados posteriormente 
para que o profissional possa elaborar o cardápio e as demais orientações 
nutricionais. 
O próximo passo é a primeira orientação verbal ao paciente seguindo os 
seguintes tópicos: 
 O que é o problema/patologia? 
 O que a alimentação influencia na causa deste problema? 
 O que a alimentação do paciente tem influenciado na causa deste 
problema? 
Neste momento inicia-se o processo de educação nutricional que deve ser 
inicialmente sucinto para que possa ser aprofundado nas próximas consultas de 
acordo com o desenvolvimento do tratamento do paciente. É importante observar 
alguns fatores relacionados à aderência do paciente às orientações realizadas 
como: 
 Relacionados ao cliente: 
 Quantidade de informações – quanto mais informações recebidas 
ao mesmo tempo, menor a aderência; 
 Nível de ansiedade – os níveis de ansiedade quanto à mudança 
alimentar diminuem a taxa de aderência às orientações; 
 Morar sozinho – quando o paciente mora sozinho possui níveis 
menores de aderência às orientações; 
 Expectativa do paciente – quanto mais positiva a expectativa pela 
mudança do comportamento, melhor o nível de aderência; 
 
 
 
 
 
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 Apoio familiar – o envolvimento do cônjuge na aderência às 
orientações nutricionais é extremamente importante; 
 Irregularidade da rotina – quanto mais irregular o estilo de vida do 
paciente, menor a aderência. 
 
 Relacionados ao profissional nutricionista: 
 Grau de satisfação do paciente – quanto mais satisfeito ele estiver 
com o profissional e com o tratamento, maior o nível de aderência às 
orientações; 
 Continuidade com o mesmo profissional – quando o paciente 
encontra o mesmo profissional em cada consulta, melhores são as 
chances de aderência. 
 
 Relacionados ao ambiente: 
 Local de atendimento – quando o aconselhamento ocorre em 
local claro, organizado e limpo, maiores são as chances de aderência 
às orientações; 
 Tempo de espera – quanto menor o tempo de espera, melhor o 
nível de aderência. 
 
 Relacionados à orientação nutricional: 
 Número de mudanças – quanto maior o número de mudançasrecomendadas ao mesmo tempo, menor a taxa de aderência; 
 Complexidade – quanto mais simples e claros os objetivos e o 
conteúdo dos aconselhamentos, melhores as chances de aderência 
às recomendações nutricionais. 
 
Com base nessas informações, o nutricionista saberá como promover a 
aderência às orientações nutricionais considerando alguns pontos: 
 
 
 
 
 
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 Desenvolver um relacionamento estreito, de confiança e de longo prazo. 
Para isso, é essencial que os pacientes sejam atendidos pelo mesmo profissional 
em cada consulta. 
 Avaliar os pensamentos e sentimentos do paciente sobre as orientações 
nutricionais. No início do aconselhamento, identificar e endereçar cada medo, 
ansiedade, preocupação e expectativa do paciente. Todos esses fatores irão afetar a 
motivação. 
 Manter contato. Mudar hábitos alimentares requer mais do que uma 
sessão de 30 minutos. É importante agendar uma serie de sessões de 
acompanhamento para assegurar o uso de estratégias apropriadas à mudança de 
comportamento. 
 Ser positivo. Enfatizar os alimentos que o cliente pode comer, incluindo os 
seus preferidos, antes de abordar restrições. 
 Valorizar o sabor. Fornecer dicas fáceis e convenientes para melhorar o 
sabor das refeições. 
 Evitar sobrecarga de informações. Uma mudança alimentar pode ser 
complexa. É fundamental concentrar-se nas informações mais importantes e 
relevantes, baseadas no estilo de vida do paciente. 
 Estabelecer prioridades. Auxiliar o cliente no estabelecimento de objetivos 
claros, alcançáveis e de curto prazo. Com cada sucesso, trabalhar junto, 
gradualmente, para aumentar o número e a complexidade dos objetivos. 
 Praticar com o paciente. As sessões de aconselhamento devem praticar 
novos comportamentos. É importante pedir ao paciente que repita os objetivos e as 
estratégias para assegurar que ele compreendeu. 
 Entregar material escrito – estudos mostram que os pacientes esquecem 
metade do que ouviram após alguns minutos. É importante fornecer materiais 
escritos simples e criativos. As receitas culinárias, que refletem a mudança 
desejada, são excelentes ferramentas de fixação da mensagem. 
 Medir o sucesso – realizar periodicamente a avaliação nutricional e 
metabólica, relatar o resultado ao cliente. 
 
 
 
 
 
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 Buscar apoio – envolver e solicitar a ajuda de familiares, amigos e outros 
relacionados. 
 
Nenhuma orientação nutricional possui todas as respostas a todos os 
clientes. Para melhor sucesso no aconselhamento, sugere-se uma abordagem 
centrada no indivíduo e na resolução de problemas. Alguns aspectos do 
aconselhamento estão destacados abaixo: 
 Nenhum paciente, ou situação, é igual a outro. 
 Paciente e profissional estão em um estado constante de mudança e 
fluxo. Nenhuma pessoa ou situação em aconselhamento são ou podem ser 
estáticas. 
 O conselheiro efetivo exibe um repertorio mais flexível de diretrizes. 
 O paciente é o maior sabedor do mundo sobre seus próprios problemas. 
 O conselheiro usa todos os recursos pessoais e profissionais para o 
auxílio da situação, mas é totalmente humano no relacionamento e não pode ser 
mais responsável pelo cliente do que ele mesmo. 
 O conselheiro e o processo de aconselhamento são falíveis, e não pode 
ser esperado resposta ou sucesso imediato em cada aconselhamento ou situação 
do paciente. 
 Os conselheiros competentes estão cientes de suas próprias qualificações 
e deficiências pessoais e profissionais, e têm a responsabilidade de assegurar que o 
processo de aconselhamento seja conduzido de maneira ética e no melhor interesse 
do paciente. 
 A segurança do paciente tem preferência sobre a necessidade de 
satisfação do profissional. 
 Provavelmente não existe nenhuma abordagem ou estratégia melhor do 
que outra pra lidar com cada problema. 
 Muitos problemas do dilema humano parecem insolúveis, mas existem 
sempre várias alternativas, e algumas são melhores para um paciente do que para 
outro. 
 
 
 
 
 
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 O aconselhamento efetivo em geral é um processo realizado com o 
paciente mais do que para o paciente. 
 Para a maioria das pessoas que necessitam de mudanças básicas nos 
seus estilos de vida, três meses é provavelmente o período mínimo, e seis meses 
não deve ser considerado tempo longo demais para uma orientação. 
 Quando o paciente e o profissional acreditam que é o momento de cessar 
as orientações, o primeiro deve ter aprendido a identificar seus sinais de risco, que 
serão a indicação da necessidade de retorno ao acompanhamento. 
 
Os resultados do processo de educação e orientação nutricional esperados 
são os seguintes: 
 Aumentar a autoconsciência de que existe a negação de problemas, 
afetando sua nutrição ou o estado nutricional, e que estes problemas podem ser 
resolvidos. 
 Tornar-se ciente de suas forças internas e, dessa forma, ser independente 
e desafiar crenças antigas sobre a alimentação e o estilo de vida. 
 Aumentar a responsabilidade pelos pensamentos, comportamentos e 
relacionamentos, em vez de ficar no papel de vítima. 
 Aprender a arriscar-se, ser mais flexível e tolerar mais suas desarmonias. 
 Aprender a confiar mais e dar uma chance a novos comportamentos e 
pensamentos, antes de descartá-los. 
 Tornar-se mais consciente das alternativas quando responder ao estresse 
e a outros estímulos, ou quando escolher alimentos com base em novos critérios. 
 Ter um estilo de vida funcional, no qual seus valores e seus 
comportamentos são consistentes. Ou seja, se existe um bom nível de 
autoaceitação, ele faz o que acredita que deveria estar fazendo e se sente bem com 
isso. 
 
Para alcançar um aconselhamento efetivo alguns fatores devem ser 
considerados: 
 
 
 
 
 
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 Desenvolver um relacionamento construtivo com empatia, calor humano e 
sinceridade. 
 Criar um ambiente de segurança e confiança, no qual o paciente não se 
sinta julgado. 
 Ouvir o paciente completa e ativamente. 
 Avaliar a compreensão e os sentimentos do paciente. 
 Fornecer informações precisas, de maneira clara e simples. 
 Esclarecer e corrigir informações incorretas. 
 Valorizar os sentimentos do cliente. 
 Ajudá-lo a avaliar os riscos de comportamentos passados e presentes. 
 Auxiliar o cliente a desenvolver estratégias para redução dos riscos. 
 Ajudá-lo a identificar os obstáculos potenciais para a redução dos riscos 
de complicações e para melhorar o bem-estar. 
 Ser sensível às diferenças culturais e as outras particularidades do 
cliente. 
 Fornecer apoio psicológico sempre que necessário. 
 Calcular o potencial para depressão, isolamento ou suicídio. 
 Fazer referências apropriadas para serviços adicionais. 
 Avaliar a motivação do paciente para procurar as referências, e ajudá-lo a 
minimizar as barreiras para buscar outros serviços necessários. 
 Criar condições para sustentar uma relação de aconselhamento de longo 
prazo. 
 
O maior desafio do educador nutricional é selecionar e adaptar as 
informações para diferentes indivíduos de idades variadas. As crianças aprendem de 
maneira diferente dos adolescentes, os quais aprendem de modo diferente dos 
adultos e idosos. Para melhores resultados, é necessário entender como as pessoas 
aprendem: 
 Dar definições simples e sempre esclarecer os termos técnicos utilizados. 
 Ser específicosobre a razão de estar lá com o paciente. 
 
 
 
 
 
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 Envolver o paciente no planejamento de mudanças dos comportamentos 
nutricionais. 
 Dividir as informações nutricionais em passos manejáveis e arranjados 
em sequência, para que o paciente seja capaz de alcançar cada um deles. 
 Selecionar o primeiro passo da orientação nutricional para que seja 
pequeno e alcançado com pouco esforço, porém, não tão fácil a ponto de o paciente 
achar que não vale a pena. 
 Negociar o processo. 
 Resumir sempre o que aconteceu e o que é esperado na próxima visita 
pelo conselheiro e pelo cliente. 
 Revisar frequentemente os planos de tratamento. 
 Identificar, com o paciente, qual o apoio social necessário para manter os 
comportamentos desejados. Quem é a melhor pessoa para dar apoio e como pedir 
ajuda. 
 Retornar as ligações telefônicas do paciente o mais rápido possível. 
 Não demonstrar desatenção, desinteresse ou insensibilidade. 
 Quando o conselheiro estiver sob pressão ou com problemas, não deve 
transpassá-los ao cliente. É preciso tratar o cliente como se fosse a pessoa mais 
importante naquele momento. 
 Não transmitir julgamento sobre as decisões, estilo de vida, 
comportamentos ou família do paciente. 
 Não tratar o paciente como criança, a menos que o mesmo seja. 
 Não interromper, pois isso faz com que o paciente sinta que o profissional 
não possui todas as respostas. 
 Não fazer perguntas que já se sabe a resposta. 
 Não focalizar no resultado final, mas em etapas para alcançar o objetivo 
final. 
 Não acreditar que somente devido ao fato do paciente não reconhecer 
certos comportamentos inadequados e prejudiciais eles os mudará. 
 Não lhe dizer o que deve ou tem de fazer, mas sim sugerir mudanças. 
 Não falar demais, tomando o espaço do paciente. 
 
 
 
 
 
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 Evitar ferir os conceitos do paciente, colocar com honestidade e 
delicadeza sua opinião e os riscos, mas deixar que ele decida que atitude tomar. 
 Ser sensível em como o mundo é percebido pelo paciente. 
 Ouvir com os ouvidos e olhos dando atenção às mensagens não verbais. 
 
É importante que o profissional nutricionista tenha em mãos os materiais 
necessários para elucidar o processo de aconselhamento nutricional, atividades 
educativas e registrar os dados da consulta e do paciente. Vejamos alguns destes 
materiais: 
 Folder para apresentação da consulta de nutrição – é importante que 
o nutricionista tenha em mãos um informativo em forma de folder sobre o papel do 
nutricionista com uma linguagem simples e didática, que deve ser entregue pela 
secretária ao paciente na recepção de um consultório, enquanto aguarda a consulta 
de nutrição; ou oferecido no início da consulta e durante a apresentação pelo 
nutricionista, ou ao final da consulta ambulatorial, para que o paciente leia em casa. 
Pois, o paciente tem tabu, que se não esclarecido ao início da consulta e antes de 
qualquer ação, podem criar ansiedade no paciente e atrapalhar o levantamento de 
dados, prejudicando o diagnóstico nutricional. 
 Impresso para anamnese e diagnóstico nutricional – como vimos no 
modelo de anamnese acima, esta ferramenta é utilizada para o registro, por escrito, 
dos dados necessários para a avaliação e diagnóstico do estado nutricional do 
paciente, o qual expressa o quanto as necessidades fisiológicas de nutrientes estão 
sendo atendidas. Realizada de forma completa e segundo normas técnicas, é 
utilizado para traçar o plano de cuidado nutricional com maior eficiência. 
 Impressos de dietas e orientações – para a orientação dietoterápica 
podem ser elaborados impressos e manuais contendo informações básicas que 
devem ser completados no momento da consulta, com as informações relativas a 
cada paciente e todos os aspectos subjetivos e objetivos relacionados. Este material 
deve ser elaborado sempre com base em pesquisa bibliográfica e em casos de 
dúvidas ou erros alimentares frequentemente observados na população atendida. 
Vejamos um exemplo de impresso de orientação nutricional: 
 
 
 
 
 
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 Aulas em slides animados para educação nutricional – a consulta de 
nutrição normalmente é realizada em forma de entrevista, mas por ocorrer em várias 
etapas, sendo apresentação, levantamento de dados, diagnóstico, elucidação 
acerca dos fatores de risco nutricionais e orientação, é necessários torná-la mais 
dinâmica para manter a atenção do paciente, aperfeiçoar o aproveitamento das 
orientações, proporcionar melhor memorização das orientações por meio de 
recursos visuais, promover diferencial de mercado, incentivar o interesse do paciente 
por nutrição, gerando dúvidas. Além dos slides, o nutricionista pode utilizar também 
filmes, documentários, reportagens de revistas, entre outros recursos. 
 Fotografias de alimentos ou alimentos plásticos – podem ser 
utilizadas fotografias de alimentos recortadas de revistas e plastificadas para a 
simulação dos alimentos durante a consulta – por exemplo, de um restaurante. 
 Banners ou cartazes – como é necessária a elaboração de materiais 
para educação nutricional, um material de boa apresentação e de baixo custo 
sempre é a solução. Os slides podem ser usados não apenas em apresentação no 
computador como também impressos em forma de flash cards em papel fotográfico 
encontrado em papelarias comuns, colados em um papel cartão colorido e 
encapados com papel adesivo para proteção no manuseio. 
 
Após a realização das orientações verbais, o nutricionista irá anotar no 
receituário as mesmas orientações que deverão ser seguidas pelo paciente e 
posteriormente registrá-las no ficha de acompanhamento de consulta. Vejamos os 
dois modelos de formulários: 
 
 
 
 
 
 
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O próximo passo é explicar ao paciente o conteúdo programado para a 
próxima consulta e dar as orientações do que ele precisa trazer ou fazer até lá. 
Posteriormente, é realizado o agendamento da consulta de retorno para o período 
acordado entre paciente e profissional utilizando sempre os níveis de atendimento 
nutricional, e entrega dos materiais ao paciente. 
É importante que se faça, após a saída de cada paciente, uma avaliação do 
atendimento nutricional. Ocorre de duas formas, subjetiva e objetiva. 
A subjetiva, da qualidade do atendimento, ocorre por meio da observação do 
comportamento do paciente no momento da consulta e das orientações, observação 
do entusiasmo do paciente no momento do agendamento da consulta de retorno, 
mudanças ocorridas no habito alimentar do paciente que demonstram resultados 
satisfatórios no controle de algumas patologias crônicas ou prevenção do seu 
aparecimento, formulários preenchidos após a consulta, podendo ou não ser 
identificados, que questionam a duração da consulta, expectativa inicial e alcance 
das expectativas. A avaliação subjetivaé de extrema importância, pois com a alta 
competitividade mercadológica e com maior disponibilidade de serviços de boa 
qualidade, a excelência no atendimento é primordial para manter o cliente fiel. 
A avaliação objetiva também se faz necessária e tem como finalidade a 
obtenção de dados, como número de pacientes atendidos em um determinado 
período, tipos de dietas orientadas, adesão à dietoterapia, entre outros. Além de 
direcionar o trabalho realizado, apontando falhas e acertos, a análise estatística 
também deve ser utilizada para traçar o perfil da população atendida, gerando 
excelentes trabalhos de cunho científico que podem ser levados a eventos e 
publicados em periódicos para enriquecer e embasar o profissional nas diversas 
áreas de atuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 PARECER CRN-3 REFERENTE À CONSULTA DE NUTRIÇÃO 
 
 
Em 2008, foi aprovado pelo CRN-3, um parecer sobre consultório de 
nutrição com o objetivo de padronizar as consultas de nutrição no que tange a 
normas técnicas, formulários e formas de trabalho. Vejamos o documento na íntegra: 
 
PARECER CRN-3 
CONSULTÓRIO DE NUTRIÇÃO 
CONSULTA DE NUTRIÇÃO 
 
Para que o nutricionista possa atuar em consultório como profissional 
credenciado1 ou referenciado2, ele deverá apresentar os documentos exigidos pelas 
empresas e, também, pelos órgãos públicos, como a Vigilância Sanitária e 
Secretaria Municipal da Receita. 
Caso trabalhe como autônomo, o nutricionista deve fazer seu registro na 
Prefeitura da sua cidade, como profissional liberal de curso superior na área da 
saúde. 
Uma vez que, o nutricionista tenha feito o registro, ele deve estar ciente da 
obrigatoriedade de comunicar a Prefeitura quando alterar, paralisar ou baixar suas 
atividades, sob as penas da Lei. 
 
1 INSTALAÇÃO DE UM CONSULTÓRIO DE NUTRIÇÃO 
 
1.1 Cadastramento junto aos órgãos oficiais 
 
Junto à Vigilância Sanitária do Município o profissional deverá solicitar o 
cadastramento do consultório, com o preenchimento de formulários específicos (Ex. 
Anexo tipo I da Resolução nº 2/2006, da Secretaria Municipal da Saúde de São 
Paulo). 
 
1 Profissional credenciado - quando o convênio é quem arca com o pagamento da consulta. 
2 Profissional referenciado - quando o nutricionista é indicado pela operadora ou seguradora e o pagamento é 
realizado pelo cliente. 
 
 
 
 
 
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Para se inscrever no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 
(CNES) o profissional deverá apresentar os seguintes documentos: 
a) Prova de inscrição do profissional junto ao Conselho Regional como 
responsável técnico (RT); 
b) Cópia do registro da clínica no respectivo Conselho Regional (se for 
constituída pessoa jurídica); 
c) Cópia dos manuais de rotina e procedimentos (descrição detalhada do 
conjunto de procedimentos técnicos e atividades realizadas no estabelecimento, 
assim como das rotinas de esterilização, limpeza e higienização dos equipamentos 
e dos ambientes); 
d) Cópia dos contratos de serviços terceirizados e de licença de 
funcionamento da contratada (empresa de limpeza, vigilância e esterilização, etc..) 
e) Cópia do certificado de controle de pragas urbanas e da limpeza da caixa 
d’água; 
f) Cópia do auto de vistoria do Corpo de Bombeiros; 
g) Cópia de controle de manutenção preventiva e corretiva dos 
equipamentos. 
 
A Resolução RDC Nº 50 de 21 de fevereiro de 2002 (DOU, 2002), que trata 
do planejamento, programação, elaboração avaliação e aprovação de projetos 
físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, deverá ser consultada antes da 
instalação do consultório. 
 
2 CONSULTA DO NUTRICIONISTA 
 
2.1 PRESENCIAL 
 
2.1.1 Registro da consulta em prontuário: 
 
A consulta do nutricionista deverá ser devidamente documentada no 
Prontuário de Nutrição, que é um documento onde ficarão registrados fatos, 
acontecimentos e situações referentes à saúde e alimentação do cliente, além de 
toda a assistência nutricional a ele prestada. 
 
 
 
 
 
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O prontuário é documento sigiloso e protegido pelo segredo profissional, 
sendo proibida a divulgação de fatos obtidos no desempenho da profissão, cuja 
revelação só pode ser feita mediante autorização por escrito do cliente, sob pena de 
cometimento de crime, infração ético-disciplinar e de responsabilidade civil. 
O prontuário pode ainda ser utilizado como prova para instruir processos 
ético-disciplinares no Conselho Regional de Fiscalização Profissional ou em 
processos judiciais, visando identificar a adequação ou irregularidades na atuação 
do nutricionista ou na instituição onde ocorreu o atendimento. 
O registro em prontuário deve contemplar: 
a) Identificação do cliente; 
b) Anamnese alimentar; 
c) Avaliação antropométrica; 
d) Exames complementares solicitados e seus resultados; 
e) Diagnóstico nutricional; 
f) Prescrição da terapia nutricional indicada. 
 
Nas consultas subsequentes, deverão ser feitos os registros datados da 
evolução, as alterações na conduta nutricional (se houver) e a especificação da alta 
do cliente. 
O Prontuário de Nutrição, por ser um documento formal e de alcance 
jurídico, deve obedecer às seguintes diretrizes: 
 
 Preenchido de maneira impessoal, sem termos populares ou que 
denotem orientações informais. 
A linguagem deve ser técnica, mas que permita entendimento por outros 
membros da equipe multidisciplinar que atende o paciente e que terá acesso às 
condutas adotadas, avaliações e resultados terapêuticos; 
 Apresentar as informações de forma clara, legível e concisa, 
possibilitando a visualização da seqüência do atendimento; 
 Preenchido à caneta, com tinta nas cores preta ou azul, nunca a lápis; 
 
 
 
 
 
 
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 O prontuário é do cliente e este e/ou seus familiares (desde que 
expressamente autorizados pelo cliente) podem ter acesso às informações ali 
contidas. 
 
Por se tratar de um documento que poderá ser usado em situações futuras, 
deve facilitar a rastreabilidade das informações. Para tanto sua guarda deve 
obedecer aos seguintes critérios: 
 Quando por escrito, o prontuário deve ser guardado por um período de 
20 (vinte) anos, garantindo-se a preservação da integridade dos documentos nele 
contidos e o seu caráter sigiloso; 
 Quando o registro for realizado por meio eletrônico, óptico ou magnético, 
a guarda deve ser definitiva e ininterrupta. 
 
 
2.1.2 Diagnóstico nutricional 
 
Para estabelecer diagnóstico nutricional enfatiza-se que o profissional deve 
utilizar todos os dados coletados, pois, este corresponde à conclusão do 
nutricionista quanto à avaliação antropométrica, clínica e alimentar. O diagnóstico 
consta de: 
a) Diagnóstico antropométrico; 
b) Diagnóstico da adequação do consumo alimentar. 
 
Considerando a antropometria como um dos métodos mais utilizados para a 
avaliação nutricional, por ser de baixo custo e um bom preditor das condições de 
saúde e nutrição dos pacientes, é importante observar a qualidade e a manutenção 
dos instrumentos utilizados no consultório como: 
 Balanças, estadiômetro (régua antropométrica), compasso de dobras 
(plicômetro), fita métrica inextensível e material técnico complementar facultativo 
(bioimpedância). 
 
 
 
 
 
 
 
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2.1.3. Orientação nutricional 
 
 
A orientação sobre a conduta nutricional do paciente deve contemplar o 
diagnóstico nutricional realizado e obedecerá a 2 (duas) etapas subsequentes: 
 
a) Primeira etapa da orientação nutricional – verbal 
A orientação verbal deve acontecer com o objetivo de interagir com o 
cliente, de forma a estabelecer um vínculo, para garantir a compreensão e sua 
adesão à terapêutica prescrita. 
 
b) Segunda etapa da orientação nutricional - por escrito 
Após orientação nutricional verbal, segue-se a segunda etapa da 
orientação, da qual o cliente não deve ser privado na sua primeira consulta, que é a 
orientação por escrito daquilo que foi orientado e combinado durante a orientação 
verbal e que, portanto, contempla as necessidades nutricionais do cliente e reforça 
pontos críticos, mas também as sugestões e adaptações aos aspectos subjetivos 
que influenciam o hábito alimentar, para garantir melhor adesão à terapêutica. 
 
Uso do receituário: 
 Pode ser preenchido à mão ou em computador; 
 Deve ser legível, sem rasuras, com português correto; 
 Deve ser personalizado, de acordo com dados levantados; 
 Deve estar assinado, datado e carimbado com indicação do número do 
respectivo Regional,seguido do número de inscrição; 
 Enfatizar que a orientação tem caráter individual e é intransferível. 
 
Uso de impresso de orientações 
 Usar papel timbrado contendo informações atualizadas, claras, sem 
erros, rasuras ou manchas; 
 Utilizar preferencialmente os termos “Orientações nutricionais para...” ou 
 
 
 
 
 
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“Plano alimentar para ....”; 
 Utilizar impressos que contenham orientações gerais, quando há 
restrição de tempo de consulta, desde que, individualizado, à caneta, pelo 
profissional; 
 Evitar informações conflitantes nos impressos, entregues ao cliente; 
 Explicar as informações ao cliente, verificando sua compreensão e 
esclarecendo possíveis dúvidas. 
 
2.1.4 Finalização da consulta 
 
A consulta deve ser finalizada por meio do registro em prontuário do: 
a) Diagnóstico nutricional: antropométrico e adequação do consumo 
alimentar; 
b) Objetivos e metas estabelecidas com o cliente; 
c) Metodologia eleita para orientação verbal e escrita, bem como a 
prescrição propriamente dita; 
d) Programação das condutas para a próxima consulta; 
e) Programação da periodicidade de retorno; 
f) Quando cabível, anexar uma planilha estatística dos atendimentos 
realizados. 
 
2.2 NÃO PRESENCIAL 
 
 
O nutricionista, após o atendimento pessoal com levantamento de dados, 
diagnóstico nutricional e devidas orientações no que se refere ao plano alimentar, 
poderá contatar o cliente por outros meios, tais como telefone e internet. No 
intervalo entre consultas até poderá haver contato não presencial desde que atenda 
à princípios de sigilo, restrito à temas já abordados na consulta presencial e 
preserve o caráter profissional e cerimonioso que deve presidir a relação cliente 
profissional. 
 
 
 
 
 
 
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Resumo elaborado por Vera Barros de Leça Pereira, CRN-3 003, e Dulce Lopes 
Barboza Ribas, CRN-3 4240, baseado no documento do Grupo de Trabalho 
designado pelo Plenário do CRN-3, em abril de 2008, composto por: 
 
Linda Jorge Kalil Bussadori (Coordenadora) - Conselheira (CRN-3 0028) 
Solange Hypolito Siqueira Freire - Conselheira (CRN-3 3296) 
Solange de Oliveira Saavedra - Gerente Técnica / Secretária do GT (CRN-3 0054) 
Mirtes Stancanelli (CRN-3 5227) 
Evie Grinberg Mandelbaum (CRN-3 6037) 
Vera Lucia Barreto Belo (CRN-3 0023) 
Maria Luiza Soares Brandão (CRN-3 0393) 
Lenita Gonçalves de Borba (CRN-3 6733) 
Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos (CRN-3 2819) 
Gabriela Halpern (CRN-3 8616) 
Odete Sanches (CRN-3 2310) 
Madalena Vallinoti Moya (CRN-3 3483) 
Izilda Geórgia Cannalonga Rossi (CRN-3 6651) 
Marle dos Santos Alvarenga (CRN-3 5398) 
Parecer aprovado na 880ª Reunião Plenária Extraordinária de 23/10/2008. 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.crn3.org.br/legislacao/doc_pareceres/parecer_consultorio_nutricao.pdf>. Acesso em: 
20/01/2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
-----------FIM DO MÓDULO III---------- 
 
 
 
 
 
 
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LOBOS, J. Encantando o cliente externo e interno. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 
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LOVELOCK, C.; WRIGHT, L. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva, 
2001. 
 
 
MONACO, F. F; GUIMARÃES, V. N. Gestão da qualidade total e qualidade de vida 
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SÁ, N. G. de. Nutrição e dietética. 7. ed. São Paulo: Nobel, 1990. 
 
 
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-----------FIM DO CURSO----------

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