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INSTITUTO SÃO BOAVENTURA CURSO DE FILOSOFIA O MODELO DE DEMOCRACIA AGONÍSTICA SEGUNDO CHANTAL MOUFFE Me. LUIZ CLÁUDIO BASTISTA DE OLIVEIRA GLAUBER DA COSTA BRASÍLIA – DF JUNHO DE 2021 GLAUBER DA COSTA SANTOS O MODELO DE DEMOCRACIA AGONÍSTICA SEGUNDO CHANTAL MOUFFE Pré-projeto apresentado ao curso de filosofia do Instituto São Boaventura como requisito parcial para aprovação na disciplina Metodologia Científica, sob orientação do prof. Luiz Cláudio Batista de Oliveira. BRASÍLIA – DF 2021 Pré-projeto de pesquisa apresentado na disciplina Metodologia Científica. Professor orientador: Luiz Cláudio Batista de Oliveira. Nota:________________ Sumário Título ..........................................................................................................................05 Problemática ..............................................................................................................05 Problema ....................................................................................................................05 Justificativa ................................................................................................................06 Referencial Teórico ...................................................................................................06 Objetivos ....................................................................................................................07 Geral ....................................................................................................................07 Específicos ...........................................................................................................07 Metodologia ................................................................................................................07 Referências .................................................................................................................08 1. Título O Modelo de Democracia Agonística segundo Chantal Mouffe 2. Problemática: Como o Pluralismo Agonístico pode contribuir para a construção de um diálogo nos diferentes tipos de democracia existentes na sociedade? 3. Problema: No mundo atual a busca por uma democracia é complexa, pois a divisão social existente é clara na sociedade. A busca por interesses individuais de inúmeros grupos sociais vem crescendo cada vez mais e a polaridade política entre esquerda e direita que antes era vista como uma divisão apenas entre dois grupos políticos, ganham várias formas de pensamentos que se evidenciam no âmbito democrático, tais como a política liberal, neoliberal, deliberativa, etc. Porém, esses grupos visam apenas seus interesses próprios e impossibilitam a construção de diálogos construtivos para toda a sociedade. A respeito disso a filósofa Chantal Mouffe diz que a sociedade democrática “não é uma sociedade pacificada e harmoniosa onde as divergências básicas foram superadas e onde se estabeleceu um consenso imposto a partir de uma interpretação única dos valores comuns, mas sim uma sociedade com uma esfera pública vibrante onde muitas visões conflitantes podem se expressar e onde há uma possibilidade de escolha entre projetos alternativos legítimos”. (MOUFFE, 2003, p. 11). A essa visão conflitante chamamos de antagonismo político. Só a partir da aceitação do antagonismo é que se pode chegar ao modelo agonístico. Esse, propõe que o adversário não seja visto como um inimigo a ser destruído, mas alguém com quem cujas ideias iremos lutar, mas cujo direito de defender tais ideias não vamos questionar. Esta é a maior dificuldade numa democracia e sua aceitação nos leva a experimentar uma mudança radical na identidade política. E a questão fundamental que irei abordar neste projeto é que só há possibilidade de construir uma verdadeira democracia se houver diálogo e respeito entre adversários, tendo assim uma sociedade que dê voz a todos através de debates justos buscando resultados que beneficiam toda a sociedade 4. Justificativa: A crescente polarização na política atual é a principal causa de conflitos exacerbados entre grupos sociais ou entre partidos políticos, que buscam apenas defender com “unhas e dentes” seus próprios interesses, na maioria das vezes não expondo suas posições, mas somente criticando e mostrando os defeitos do adversário, chegando até ao fanatismo onde só um lado é o certo, quer mudar a todos, mas jamais busca mudar a si. Agindo assim, há a perda da capacidade crítica para chegar a um antagonismo saudável onde levaria a formação de uma sociedade agonística em que haverá divergências, porém com tolerância e diálogo. A principal proposta do modelo agonístico de democracia é a busca por um diálogo construtivo num ambiente político onde há somente discussões e críticas entre opositores e não tendo como erradicar essa polarização, buscar trabalhar dentro dessa perspectiva conflitante uma saída para evitar o fim da democracia. Já que, com tantos conflitos que vivemos atualmente onde governantes, partidos e grupos políticos buscam impor sua forma de pensar, o modelo agonístico surge com o intuito de formar cidadãos políticos, conscientes da regressão democrática que estamos passando, e, ao invés responder a esses problemas com revoltas e brigas, lutarem pela construção de uma política justa, igualitária e harmônica. 5. Referencial teórico Para entender o modelo de democracia plural agonística, a autora parte do pressuposto do “político” e “política” onde diz que: Por “político” refiro-me à dimensão do antagonismo que é inerente a todas as sociedades humanas, antagonismo que pode assumir formas muito diferentes e emergir em relações sociais diversas. “Política”, por outro lado, refere-se ao conjunto de práticas, discursos e instituições que procuram estabelecer uma certa ordem e organizar a coexistência humana em condições que são sempre potencialmente conflituosas, porque afetadas pela dimensão do “político”. É somente quando conseguimos entender a dimensão do “político” é que entendemos que a “política” visa a criação de um diálogo num âmbito de diversidades de pensamentos (MOUFFE, 2003, p.15). Diferente da democracia deliberativa que afirma que quanto maior a democracia menor poder existiria na sociedade - e esse poder constituinte seria no sentido do “político” que é o antagonismo- o modelo agonístico, afirma a autora, que se aceitamos que as relações de poder são constitutivas do social, então a questão principal da política democrática não é como eliminar o poder, mas como constituir formas de poder compatíveis com valores democráticos (p. 14). Portando, a democracia agonística nos leva a entender que não cabe a política eliminar as paixões existentes em grupos que lutam por uma democracia, que seria os antagonismos, mas sim incentivar essas paixões para que possam conduzir a criação de uma verdadeira democracia, que , segundo Mouffe: “o “outro” não seja visto como um inimigo a ser destruído, mas como um “adversário”, isto é, alguém com cujas ideias iremos lutar, mas cujo direito de defender tais ideias não vamos questionar” (p. 16) 6. Objetivos 6.1 Geral · Compreender o sentido de democracia agonística segundo Chantal Mouffe 6.2 Específicos · Identificar o modelo de democracia predominante na sociedade. · Entender a distinção abordada pela autora entre “político” e “política”. · Compreender como é possível a construção de uma democracia em que haja diálogo entre adversários políticos. 7. Metodologia Através de uma pesquisa bibliográfica buscarei analisar as contribuições da filósofa belga Chantal Mouffe para a democracia contemporânea. A autora traz uma visão crítica sobre política e desenvolve um modelo de democracia denominado Pluralismo Agonístico considerando a existência e a importância de uma diferença entre as esferas do “político”, que diz respeito ao antagonismo que é inerente às sociedades humanas, e da “política”, que corresponde ao conjunto de práticas, discursos e instituições que buscam estabelecera ordem e organizar a convivência. A pesquisa foi realizada através de consulta a artigos científicos que discutem sobre a democracia atual, defendendo um novo modelo denominado Pluralismo Agonístico que é apresentado por Chantal Mouffe. 8. Referências Bibliográficas MOUFFE, Chantal. Democracia-Cidadania-e-a-Questao-do-Pluralismo. Política & Sociedade. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2015>. Último acesso em: 04, Junho de 2021. PEREIRA, Antonio K.B. Democracia-Radical-e-Plural-O-Modelo-Agonistico-de-Chantal-Mouffe. Ciencias Sociais e Direito 3, cap 20 - Editora Atena. Disponível em: <https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/9585>. Último acesso em 04, Junho de 2021. 7