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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 45ª VARA CÍVEL CENTRAL DA COMARCA DE XXX ANCO MÁRCIO, já devidamente qualificado nos autos em epígrafe, por intermédio de seu advogado legalmente constituído, com endereço profissional à Rua xxx, Nº xxx, Bairro xxx, CEP xxx, da Cidade xxx, no Estado de xxx, com endereço eletrônico: xxx, nos autos da ação que move em face de SANITAS SERVIÇOS MÉDICOS LTDA vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, tendo em vista a respeitável sentença de fls. XX/XX/XX, interpor: RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAL E MORAL. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS MÉDICOS. INFECÇÃO HOSPITALAR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FORTUITO INTERNO. Com fundamento nos arts. 1.009 e seguintes do NCPC/2015, conforme razões em anexo. Ínclitos julgadores, O apelante inconformado com a decisão proferida pelo juiz “ad quem”, apresenta as razões abaixo demonstrando que esta não se amolda ao nosso ordenamento jurídico, merecendo ser reformado por este egrégio tribunal RAZÕES DO RECURSO I-DOS FATOS: O apelante, sofreu acidente automobilístico e foi encaminhado ao hospital MONTE AVENTINO, mantido pela sociedade SANITAS SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES LTDA, para tratamento O hospital é notoriamente conhecido pela sua agilidade e eficiência na prestação de serviços médicos, constantemente objeto de propaganda nos meios de comunicação, mantendo para tanta equipe de profissionais médicos empregados. Todavia, em que pese a cirurgia a que se submeteu ter sido bem-sucedida, Anco contraiu infecção hospitalar, que o deixou internado por dois meses assim o apelado moveu ação pelo rito ordinário contra a sociedade mantenedora, postulando indenização por danos morais e materiais, estes consistentes em lucros cessantes pela abstenção do exercício de sua atividade profissional. https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28887532/artigo-1009-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174276278/lei-13105-15 II – DA TEMPESTIVIDADE Verifica-se que houve publicação no dia XX/XX/XXXX. Sendo a juntada neste dia, XX/XX/XXX, verifica-se a sua tempestividade para a apresentação da contestação em tela, nos moldes a seguir declinados. III – DO DIREITO: A sociedade Ré alegou, em contestação, exclusivamente não ter concorrido com culpa para o dano sofrido. A ação tramitou perante a 45º Vara Cível da Comarca da Capital e foi julgada improcedentes, sob o fundamento de que Anco Márcio não comprovou a culpa dos profissionais que o atenderam, como exige o Art. 14, §4º da CDC. A sentença foi publicada no dia, xx de xx de xxxx. IV – DO CONFRONTO Dessa forma, constatado o fato que gerou o dano, proveniente da relação de consumo, e o dano à parte mais fraca, caberá ao responsável a sua reparação, não havendo necessidade do consumidor apresentar prova da culpa. Conforme observa-se a regra geral, a culpa, em lato sensu, foi mantida como requisito para o direito à indenização, entretanto a grande novidade que o atual código nos apresenta trata-se do art. 933, que não requer a demonstração da culpa. V – DO PEDIDO: Outrossim, requer seja o presente recurso recebido no efeito devolutivo e no efeito suspensivo, intimando-se a parte contrária para, querendo, apresentar suas contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias. Por fim, requer a remessa dos autos para o Egrégio Tribunal de Justiça, para seu processamento e julgamento. Nestes termos, Pede-se deferimento, CIDADE/UF, XX de XX de XXXX. NOME DO ADVOGADO (A) OAB/UF XXXX