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TÉCNICAS DE ENFERMAGEM DISCIPLINA: Fundamentos Práticos para o Cuidado de Enfermagem LABORATÓRIO DE SEMIOLOGIA – REVISADO EM 10/2021 NOME DO PROCEDIMENTO EXAME FÍSICO RESPIRATÓRIO 1. OBJETIVO DO PROCEDIMENTO Realizar o procedimento de exame físico torácico para avaliação respiratória a fim de avaliar aspectos relacionados a troca gasosa. 2. MATERIAIS · Prontuário do cliente · Caneta azul ou preta · Caderneta para anotação · Estetoscópio · Luvas de procedimento (se necessário) · Bandeja · Álcool · Algodão 3. PROCEDIMENTO · Conferir o prontuário do cliente; · Reunir o material necessário para a realização do procedimento; · Realizar lavagem das mãos; · Promover privacidade no local a ser realizado o exame físico; · Posicionar o cliente de acordo com a necessidade. 3.1 INSPEÇÃO: · Tipos de tórax: com abaulamentos, retrações, tórax chato, em tonel, em funil, peito de pombo, em sino, cifoescoliose torácica. · Frequência e característica respiratória: dispneia, taquipneia, bradipneia, apneia; · Esforço respiratório: uso de musculatura acessória, batimento de aletas nasais, tiragem intercostal; · Avaliar presença de outros sinais relevantes: cianose, sonolência, agitação, baqueteamento digital, manchas de fumo nos dedos, tosse, rouquidão, etc. 3.2 PALPAÇÃO: · Dedos sobre a pele, movimentos circulares e compressão das camadas superficiais do tegumento sobre o gradil costal. · Analisar: sensibilidade e calos/deformações ósseas dos arcos das costelas. · Registrar local ou a área em que houve dor ou alteração observada. · Pontos para palpação: · Avaliação da expansão torácica: Examinador mantém as mãos espalmadas nas regiões dos ápices e bases pulmonares, de modo que os polegares se toquem. Solicita-se que o paciente respire fundo e o examinador observa a movimentação simétrica ou não de suas mãos. · Avaliação do frêmito vocal: Com ambas as mãos espalmadas sobre a parede anterior e posterior do tórax, solicita-se que o paciente emita sons vibratórios, como “trinta e três”, a fim de comparar o aumento, diminuição ou ausência dos frêmitos em ambos os lados 3.3 PERCUSSÃO: · Produção de sons pelo contato das mãos com a parede torácica, nos espaços intercostais, a fim de identificar pelo som a presença de ar, líquido ou massas. Som característico: Claro pulmonar Maciço: ausência ou diminuição de ar nos alvéolos. Timpânico: acúmulo de ar (Pneumotórax). Submaciço: líquido entre pleuras (derrame pleural). Locais para percussão: 3.4 AUSCULTA: · Consiste em ouvir os ruídos torácicos com o diafragma do estetoscópio durante o ciclo respiratório, de preferência com o paciente sentado, seguindo os mesmos locais da percussão. Ausculta pulmonar normal: · Murmúrio vesicular - audível em grande parte do toráx, ausculta-se toda a inspiração e somente o terço inicial da expiração, o som suave, sem pausa entre inspiração e expiração. · · Pontos de ausculta pulmonar: Possíveis achados anormais (ruídos adventícios): Crepitações ou estertores finos: sons agudos, de curta duração e mais audíveis na inspiração, que não se modificam com a tosse e porem mudar de acordo com a posição do paciente. O som pode ser reproduzido esfregando-se uma mecha de cabelo contra dos dedos próximo ao ouvido ou pela delicada abertura de um velcro. Pode ser audível na pneumonia e doenças intersticiais. Crepitações grossas ou estertores grossos ou bolhosos: sons mais graves, de maior duração, audíveis no início da inspiração e ao longo da expiração; eles se modificam com a tosse e não são influenciados pelas mudanças de posição. O somo é semelhante ao rompimento de pequenas bolhas. Podem ser audíveis na DPOC e em bronquiectasias. Roncos: sons mais graves, de maior duração, audíveis na inspiração e ao longo da expiração, com predomínio nesta última fase, e se modificam com a tosse. Ocorrem em consequência da passagem do ar por estreitos canais repletos de líquidos/secreções. Quando há produção excessiva de muo, como na pneumonia, bronquite ou na bronquiectasia, as doenças estão frequentemente associadas a roncos. Sibilos: ruídos musicais, mais agudos, de maior duração, audíveis na inspiração e ao longo da expiração e que não se modificam com a tosse. São decorrentes da passagem de ar por vias aéreas estreitadas. Os sibilos são frequentemente associados a asma e broncoconstrição, mas corpos estranhos também podem gerar estreitamento das vias aéreas. Atrito pleural: decorre da inflamação pleural e com frequência, associa-se a pleurite, pneumonia e infarto pleural. Descrito como um ruído semelhante a um estalo ou um “roçar” entre dois pedaços de couro. É mais intenso na inspiração, mas também pode ser percebido na expiração, sobre a área de inflamação. Cornagem ou estridor: respiração ruidosa devido a obstrução no nível da laringe/traqueia, percebida melhor na fase da inspiração. Pode ser decorrente da laringite, edema de glote, corpos estranhos, câncer de laringe e estenose de traqueia. 4. FINALIZAÇÃO · Posicionar o cliente confortavelmente; · Organizar e descartar os materiais adequadamente; · Realizar lavagem das mãos; · Realizar anotação de enfermagem no prontuário do cliente. REFERÊNCIAS BARROS, ALBL et al. Exame do tórax: aparelho cardiocirculatório. In: ALBL ecols. Anamnese e exame físico: avaliação diagnostica de enfermagem no adulto. 3ª ed Porto Alegre:Artmed;2016:185-201. QUILICI A.P. et al (org). Enfermagem em cardiologia. São Paulo: Atheneu, 2009.