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CADEIAS GANGLIONARES - A gente sabe que primeiramente faz-se uma inspeção do pescoço, avaliando simetria, massas ou cicatrizes e o ideal é fazer uma inspeção em 360º, avaliando também a região da cintura escapular, pra ver se tem alterações como tumorações, alterações da coloração, lesões, etc Observar se há aumento das glândulas, linfonodos visíveis, manchas, etc - Há uma sequência pra se realizar a palpação dos linfonodos, a gente utiliza, primeiramente, o primeiro e o segundo dedo, fazendo movimentos circulares com a polpa dos dedos e existe uma sequencia para fazer a palpação desses linfonodos - Primeiramente temos os linfonodos pré-auriculares, aqueles que estão anteriores ao pavilhão auricular, são chamados também de auriculares anteriores, depois seguimos para os auriculares posteriores que estão localizados no processo mastoideo de um lado e do outro. Após isso, seguimos para os linfonodos occipitais, fazendo movimentos circulares por toda a região occipital, em sequência, seguimos para os linfonodos tonsilares, também chamados de amigdaliano, no ângulo da mandíbula. Depois, segue-se para os submandibulares, no ponto médio entre o ângulo e a extremidade anterior da mandíbula. Depois, vai-se para os submentonianos, na linha média. Pré-auriculares > auriculares posteriores >occipitais > tonsilares > submandibulares > submentoniano > cervicais superficiais (localizados ao longo do esternocleidomastoideo e faz-se essa palpação de cranial para caudal) > cervicais posteriores (posteriores ao esternocleidomastoideo, se localizam ao longo do trapézio) >cadeia cervical profunda (não palpável) > supraclaviculares (acima da clavícula em toda sua extensão - Linfonodos são normalmente impalpáveis, só são palpáveis em alterações como processos inflamatórios e neoplásicos - Nessa imagem o adolescente tem os linfonodos da cadeia cervical comprometidos, com varias cadeias cervicais (posterior, anterior) comprometidos Diante de um linfonodo palpável ou visível a gente tem que caracterizar esse linfonodo, o tamanho, a delimitação, a mobilidade, o formato, a consistência (se é mais pétrea ou mais elástica/muscular), indicar se é doloroso, se a temperatura é aumentada ou é a mesma corporal Muitas dessas características ajudam a distinguir um linfonodo neoplásico de um linfonodo inflamatório DICIPLINA Semiologia 1 AULA Cabeça e pescoço 2 PROFESSOR Marcela DATA 09/09/2020 ALUNO João Victor Gomes Geralmente linfonodos “inocentes” são pequenos, moveis, bem definidos e indolores, além disso não cursam com manifestações sistêmicas como emagrecimento, febre, etc. - Nessa primeira foto o observador está fazendo uma palpação da pré auricular anterior de um lado e de outro Na segunda imagem é a palpação da região cervical anterior e na terceira é a palpação da cadeia supraclavicular - Nessa imagem tem-se uma paciente com comprometimento linfonodal da região cervical posterior, normalmente a gente descreve isso, diz que está aumentado de tamanho falando o comprimento máximo e o diâmetro, utilizando-se muitas vezes do auxilio de uma régua - Quando a gente fala de linfadenomegalia ou adenomegalias generalizadas ou difusão, pensamos em exemplos como esse da foto Pode ser causado por infecções, algumas doenças como mononucleose infecciosa (doença do beijo), toxoplasmose, rubéola e outras doenças como bacilo de koch (tuberculose pulmonar), Blastomicose (febre dos castores), linfoma, etc - Gânglio de troisier = encontrado em pacientes com neoplasias de tubo digestório, ovário e até de fígado. Esse gânglio é geralmente encontrado na região acima da clavícula do lado esquerdo. AVALIAÇÃO DE TIREOIDE E TRAQUEIA - A tireoide é uma glândula da região anterior do pescoço, com formato de borboleta que “abraça” a traqueia (repousa sob os 2, 3 e 4 aneis traqueais) e é importantíssima na produção dos hormônios tireoidianos A tireoide é formada pelos lobos esquerdo e direito e pelo istmo no meio - Anatomicamente na região superior temos a cartilagem tireoide que não está relacionada com a glândula em si, mas sim com o nosso órgão fonador (laringe), inferiormente temos a cartilagem cricoide e depois a tireoide Fisiologicamente a tireoide não palpável nem notada na inspeção = na inspeção pede-se para que o paciente incline a cabeça para trás e faça uma deglutição, assim, se o paciente estiver coma tireoide aumentada ela se movimenta, e a gente consegue perceber. Quando essa glândula aumenta de 2-3 vezes seu tamanha chamamos isso de bócio 1) Palpação anterior da tireoide = A palpação da tireoide é feita após a inspeção, com o observador a frente do paciente e seguimos a palpação de um lobo por vez, assim, afastamos a glândula lateralmente, com os dedos 2, 3 e 4, “empurrando” a glândula contra o lado que estamos palpando e colocamos o polegar sob o lobo a ser palpado, pedindo assim que o paciente faça uma deglutição. Durante a deglutição sentiremos o lobo palpado com o polegar, e repetimos esse processo do outro lado da tireoide. 2) Palpação posterior da tireoide = o observador fica posterior ao paciente e faz uma palpação para localizar o istmo da tireoide, após isso com a mão espalmada ele vai lateralizar a glândula e solicitar que o paciente faça uma deglutição, empurrando a tireoide contra o lado que estamos tentando palpar Lembrando que normalmente essa glândula é impalpável, exceto em casos de pacientes muito magros - Quando palpamos a tireoide se sentirmos algum nódulo temos que descreve-lo e prosseguir a investigação - Na imagem ao lado temos uma paciente que na fascie dela já percebemos uma exoftalmia (globo ocular mais exteriorizado), além disso podemos ver a presença de bócio - Essas manifestações são comuns nos exemplos listados na imagem ao lado - Tireoidite referida ao lado é a tireoidite de Hashimoto - Com o aumento da glândula temos um aumento da circulação local, com isso, se colocarmos o estetoscópio sobre a glândula conseguimos auscultar um sopro bem curtinho sobre essa glândula - Sinal de Pemberton = sinal de bócio mergulhante de tireoide Esse paciente está em posição anatômica e quando ele eleva os membros superiores por alguns segundos a face dele fica rubra ou cianótica. Isso ocorre porque a tireoide está tão aumentada (chamado de bócio mergulhante da tireoide) que quando ele eleva os membros superiores acaba havendo compressão dos vasos do pescoço, por isso essa mudança de coloração na face. Quando o paciente abaixa os braços novamente a coloração volta ao normal. Se atentar a esse sinal pra fazer diagnóstico diferencial com os tumores de mediastino Esse bócio mergulhante de tireoide não é tão comum, cirurgiões de cabeça e pescoço que vão ver isso com mais frequência (os endócrinos que fazem esse encaminhamento também que vão ver isso com um pouco mais de frequência) - A face de hipertireoidismo também é chamada de basedowiana (originado do termo doença de basedow graves) = professora recomendou que pesquisasse sobre essa doença de Basedow Graves - Essa imagem representa uma face de hipotireoidismo, com sinal da rainha vitória, também chamado de madarose, que é a rarefação do terço distal da sobrancelha - Nessa imagem ao lado tem-se uma paciente com exoftalmia por hipertireoidismo, essa exoftalmia é tão acentuada muitas vezes que o paciente chega a se queixar de dor no globo ocular Já a paciente da direita tem a rarefação da sobrancelha (madarose) devido ao hipotireoidismo, edema periorbitário bilateral, além disso se encontra com depressão A gentedeve-se atentar pro diagnóstico diferencial desse sinal, a madarose, pois paciente com hanseníase também apresentam rarefação da sobrancelha - Pergunta: Qual a diferença de uma face de um paciente com problema renal pra um paciente com hipotireoidismo? Resposta: É totalmente diferente, renal tem um edema mais pronunciado, mole e matutino, além de outras manifestações associadas como alteração de débito urinário, etc, já no hipotireoidismo o edema periorbitário é menos pronunciado que no renal, a pele, região da face são mais ressecados, cabelos são mais quebradiços, além disso nesses pacientes há a presença do sinal de madarose. - Caso clínico para encerrar cabeça e pescoço: Obs: professora disse que a frequência respiratória está aumentada porque a paciente está tensa Também disse que o vermelho no linfonodo não é sinal flogistico, está avermelhada porque essa paciente em questão estava se dirigindo a uma cirurgia e havia sido feita assepsia com iodo Professora disse que trouxe esse caso para notarmos que as vezes um paciente com linfonodo palpável no pescoço pode ser indicativo de metástase. Não só indica um câncer de alguma estrutura próxima do linfonodo, mas também pode ser um câncer de ovário, de pulmão, de mama, etc. Ela deixou o caso e pediu que estudássemos esses aspectos no livro e que era muito importante entender a diferença de um linfonodo inflamatório de um linfonodo neoplásico