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Diagnóstico por Imagem 2 João Victor Santos Gomes RADIOGRAFIA DE ABDOME - Lembrar das 4 cores principais = branco (estruturas ósseas); preto (gás)= branco e preto são os extremos Entre os dois temos cores de cinza = cinza mais claro representa órgãos e o cinza mais escuro representa a gordura intra-abdominal ou subcutânea - Antigamente faziam diagnostico de apendicite por meio dessas contrastacoes de cores = quando a pessoa tem apendicite, a gordura fica inflamada em volta do apêndice e acumula mais água, fica mais densa, ficando com uma cinza mais claro (um borrão cinza claro) perdendo a contratação que existia entre o iliopsoas e a gordura = baixa sensibilidade e especificidade - Mesmo tendo métodos mais avançados a radiografia de abdome por ser acessível e barata ela ainda á muito usada em situações de abdome agudo = primeiro exame a ser solicitado nesses casos - Abdome AP em decúbito dorsal e ortostase + PA de tórax (mostrando principalmente as cúpulas diafragmáticas) - Identificar o nível hidroaéreo na região do estomago nos ajuda a ver que a radiografia foi feita de pé (ortostase) - Com o paciente em decúbito dorsal não vemos o nível hidroaéreo no estomago, mas conseguimos ver bem alças colônias Abdome agudo obstrutivo - Obstáculo mecânico ou funcional que leva a interrupção da progressão do conteúdo intestinal = A obstrução pode ser alta (intestino delgado) ou baixa (cólons) a) Obstrução alta = muito relacionado a cirurgias anteriores que ocasionam a brida e aderência Pode ser devido a hérnia Vomito amarelo-esverdeado (biloso) é geralmente o sinal mais precoce b) Obstrução baixa = distensão abdominal = dilatação extrema pode causar isquemia, necrose e perfuração Vomito é mais tardia, de cor amarelada e depois de aspecto fecaloide . A dor abdominal geralmente é periumbilical . Há parada de flatos e fezes . Ruídos hidroaéreos podem estar ausentes ou aumentados . Descompressão brusca negativa . Febre só em casos complicados - RX confirma que o abdome está obstruído = alças dilatadas nas imagens O RX também pode ajudar a dizer qual alça esta dilatada, se é delgado ou intestino grosso - Alças mais periféricas com haustrações - Essa imagem mostra um volvo de sigmoide - Sinal do grão de café ou do U invertido Abdome agudo perfurativo - Há perfuração de víscera oca do TGI = Obs: Trauma não é abdome agudo . Pode ser causado por úlceras, divertículos perfurados, neoplasias, corpo estranho, isquemia com perfuração etc. . Dor súbita, aguda, intensa, difusa e persistente = paciente procura rápido o serviço médico . Dor piora com o movimento . Peritonite . Sinal de Jobert = perda macicez hepática na percussão do hipocôndrio direito . Rigidez abdominal com descompressão brusca dolorosa positiva no abdome todo = irritação peritoneal Abdome em tabua . Palidez e sudorese . Pode evoluir para choque - Vemos gás entre o fígado e o diafragma (imagem a esquerda) - Corte de radiografia do tórax - Essa cor mais branquinha representa que foi usado contraste baritado = mostra o esôfago em contraste na imagem Temos uma dilatação do esôfago devido a acalasia = Sinal do bico de pássaro na porção distal do esôfago Esse exame é um EED (esôfago-estomago-duodeno) - Temos um exame contrastado do colón = essa parte afilada lembra uma maça mordida = sinal da maça mordida ( ou esse contraste é dado VO ou via retal) Significa que tem alguma coisa afilando esse lúmen = possivelmente um tumor - Essa imagem está com uma densidade moldando a região do cálice renal direito = isso é um cálculo coraliforme, um cálculo grande - Esse exame da esquerda é uma histerossalpingografia normal - Faz em pacientes com dificuldade de engravidar e tal - O exame a direita é alterado, percebemos que a trompa do lado direito não fica impregnada de contraste, pode esta obstruída e ser inclusive a causa da infertilidade da paciente TOMOGRAFIA DE ABDOME - Sempre ver primeiro qual corte ela foi feita e o que cada canto da imagem significa (a lateralidade) - Na TC é importante saber as cores da tomografia também, há uma grande variedade de tons de cinza - O branco está representando osso - Esse cinza escuro subcutâneo representa a gordura - Cinza claro = órgão e músculos - Os pontos pretos na imagem é ar nas alças intestinais - Importante reparar nessa densidade do líquido da bexiga pois vai ajudar a identificar líquidos na TC = é um cinza entre o do musculo e da gordura = a gente vai ver esse cinza na bexiga, vesícula, etc - Nessa imagem da direita estão destacadas as estruturas anatômicas do abdome, temos o estomago com um contraste Em toda TC de abdome corta um pouco do tórax também, por isso vemos os pulmões nessa imagem - Esse círculo azul é o rim esquerdo começando a aparecer - Esse circulozinho mais branquinho (hiperdenso) anterior a coluna vertebral é a aorta - Nesse corte vemos alças de intestino delgado com contraste - Lembrar que na tomografia usamos as palavras densidade ou atenuação - Em tomografia de abdome, existe as fases, há a fase arterial (feita de 20-30 segundos); Fase portal (feita com 70-80 segundos) e a fase excretora que é feita de 3-5 minutos A gente injeta o contraste no paciente, na veia periférica e conforme vai passando o tempo vamos adquirindo essas fases A fase pré o paciente não recebe contraste venoso - Na fase arterial os vasos arteriais vão ficar bem contrastados, o baço fica um pouco heterogêneo (baço com aspecto tigroide) com umas listras dentro Os rins ficam com a parte cortical contrastada São boas para estudar lesões hepáticas hipervasculares, vasos sanguíneos, etc - Na fase portal a aorta não ta mais tao branquinha, o baço ta mais homogêneo e todo o rim está contrastado (não so o córtex) = usamos essa fase para estudar órgãos, abdome agudo inflamatório etc - Na fase equilíbrio excretora o sistema coletor fica mais atenuante, a pelve renal etc = boa para ver lesões do urotelio LESOES FOCAIS HEPÁTICAS A história clínica ajuda muito a pensar em qual poderá ser essa lesão hepática Análise de nódulos hepáticos pode tanto ser feito com USG + Doppler quanto na TC com as 3 fases (arterial, portal e equilíbrio) = a forma com que o nódulo se apresenta nas 3 fases vai nos ajudar no diagnóstico - Aorta bem contrastada, baço heterogêneo, córtex renal pintado e medula não = fase arterial Na seta vemos uma região mais hiperdensa, e como é na fase arterial é um nódulo hipervascular, ele tem uma cicatriz central = sempre que tiver essa cicatriz central devemos pensar em hiperplasia nodular focal - Mais uma vez uma fase arterial - Temos uma lesão no fígado mais escura com focos de realces hipervasculares principalmente em sua periferia, além disso devemos reparar que esse realce tem uma aparência mais globuliforme - Vendo agora esse mesmo nódulo em uma fase portal percebemos que ele se homogeneíza ele fica todo mais claro que o resto do parênquima - Esse realce periférico globuliforme na fase arterial mais a homogeneização na fase tardia é muito típica de hemangioma = hemangioma é a lesão benigna mais comum do fígado - Associado a mulheres em uso de anticoncepcional - Pela imagem vamos ter apresentações variáveis, mas em geral é uma lesão hipoatenuante que tende a ter uma hipervascularizacao de uma forma irregular Tem uma parte mais hipovascular e uma mais ipervascular como podemos ver na imagem - Aqui temos uma fase portal - Lesão hipoatenuante homogênea, que não realça nocontraste = A gente mede a lesão e se ela realçar mais do que 20 ela pode ser considerada que teve realce pelo contraste, se for menos que 20 significa que não teve realce verdadeiro Quando vamos medir a densidade dessa lesão vemos que deu a mesma densidade que vemos na bexiga, na vesícula biliar = significa que é um componente líquido - Geralmente paciente com doença hepática crônica - Nódulo hipervascular = fica hipertenso na fase arterial - A principal característica dessa lesão é o Wash-out = lesão branca na fase arterial, mas que fica mais escura, hipoatenuante nas fases mais tardias Geralmente o fígado é cirrótico = fígado com contorno irregular LITÍASE RENAL - Não precisamos de contraste de modo geral No geral, em situações de abdome agudo a gente usa contraste, e litíase urinaria a gente não usa contraste, o caso de abdome agudo que vamos preferir o USG que a TC é a colicistite (é mais sensível) - Tc sem contraste é muito sensível e muito específico para detectar litíase urinaria A sensibilidade de USG para cálculo renal é de aproximadamente 24% = muito baixo / já no raio x varia de 60-70% essa sensibilidade = logo, o raio x é muito mais sensível na litíase renal que a USG, mas a TC é o exame de escolha - Temos aqui uma TC não contrastada Vemos cálculo em ureter proximal direito - Calcificação em abdome não é normal - Nessa imagem ao lado o rim direito está com seus cálices mais hipoatenuantes, com densidade de líquido e dilatados = hidronefrose - Aqui temos um corte coronal para vermos um cálculo no ureter proximal provocando uma hidronefrose no rim esquerdo - Pielonefrite necessita do uso do contraste para ser feito o diagnóstico O diagnostico na verdade é clínico, mas eventualmente para se excluir alguma complicação se pede uma TC que deve ser contrastada O sinal tomográfico dela é a hipocontrastacao do rim RM de abdome em lesões hepáticas focais - Maior especificidade para diagnóstico de endometriomas - Principalmente para pesquisa de massas anexiais Resumindo ABDOME AGUDO Abdome agudo inflamatório . Pedimos primeiro a USG = TC é avaliação secundaria para olhar densificação de gordura adjacente e aumento de tamanho do órgão - Exames de imagem pouco uteis nos primeiros 5—7 dias - Pedimos TC com contraste = fase portal Exceção é a colicistite (USG) e litíase renal (TC sem contraste) - Aorta está em azul, não em verde - Foi usado contraste oral - Pâncreas está aumentado de tamanho e a gordura ao redor está borrada, mais branca = diagnóstico é Pancreatite - Aqui temos uma tomografia com o pâncreas normal para termos uma comparação - Nessa imagem a alteração também está no pâncreas - Repare que o pâncreas está com uma cor semelhante a de líquidos = Pâncreas necrosou = Pancreatite necro- hemorragica - Quando o órgão está inflamado ele começa a ser mais vascularizado, com isso ele começa a ter aumento de volume, além disso, a gordura ao redor se torna espessa porque ela se enche de água, por isso ela fica borrada - Paciente nesse caso tem litíase biliar e o pâncreas está necrosado, com grande coleção ao redor, da mesma cor do líquido da vesícula Depois de algumas semanas essa coleção pode ser chamada de pseudocisto - Tem uma coleção em volta do pâncreas, a cauda necrosou e formou uma coleção de gás = possivelmente essa coleção está infectada por bactérias . Na pancreatite precisamos de avaliar 3 critérios para fazer o diagnóstico: dor abdominal típica em barra, aumento das enzimas pancreáticas (amilase, lipase e protease) e a imagem = tendo 2 desses critérios presentes está feito o diagnóstico de pancreatite Assim, reservamos a imagem para um contexto de complicação, esperamos pelo menos 48 horas para solicitar o exame - A USG é utilizada também para ver a etiologia da pancreatite, ver se tem colelitíase etc - A TC geralmente é contrastada em fase portal - Pode fazer contraste oral ou endorretal mas habitualmente é venoso - Repare que temos umas bollhinhas de ar pra fora, ao redor do retossigmoide - O diverticuo pode estar inflamado ou não, se não estão inflamados, como no caso da foto, temos só uma doença diverticular = eles não estão inflamados porque não tem borramento da gordura e nem espessamento da alça que esses divertículos estão - Entretanto, se a gente tem sinais inflamatórios como na imagem ao lado, temos diverticulite = o reto/sigmoide tem as bolhas de ar pra fora da alca, tem a gordura em volta borrada - Esse é outro caso de diverticulite = grande borramento da gordura adjacente - A perfuração é a principal complicação da diverticulite - Nessa imagem vemos gás fora da alça mostrando a perfuração - Nessa imagem da pra ver a bexiga do paciente com a parede espessada e tem uma comunicação com uma alça intestinal = fistula (outra complicação do abdome agudo inflamatório) - Geralmente paciente tem trombofilia, problema cardiovascular, doença vascular - Há dois tipos de abdome agudo vascular = pode ser isquemia arterial (diagnostico com USG com doppler e TC com contraste) ou trombose venoso (Diagnostico na TC com contraste) Na suspeita de abdome agudo vascular a gente não pede só faze portal, fazemos fase arterial também - Aqui temos uma TC em fase arterial - Temos anterior a aorta a artéria mesentérica superior, com uma falha de enchimento = a artéria esta obstruída por trombo - Essa imagem ao lado direito é uma artéria mesentérica superior normal - Aqui temos um zoom na mesentérica superior do caso acima que está obstruída - Essa aqui é uma forma direta de fazer o diagnóstico, vemos diretamente pela imagem o vaso ocluído - Esse aqui é um diagnóstico indireto de abdome agudo vascular, aqui não vemos a oclusao do vaso diretamente, e sim o sofrimento das alças = O ar esta acumulado na parede das alcas = isso é pneumatose intersticial que ocorre devido a isquemia mesentérica Esse ar pode se distribuir pelos ramos portais e chegar no fígado e quando isso ocorre temos um achado como na imagem abaixo - Aeroportograma = vemos o fígado com seus microvasos portais cheios de ar (reparar os vasos portais na parte direita do fígado) - O mais comum é o aneurisma fusiforme e a grande maioria são infrarrenais (abaixo do rim) - A aorta fica bem grandona na frente da vertebra no exame de imagem Na imagem vemos a aorta com uma parte mais branca com contraste e uma parte escura, essa parte escura é um trombo mural Na imagem, onde vemos calcificação na aorta, vemos a camada intima - Quando vamos medir a aorta na tomografia, a gente mede tudo, inclusive o trombo - Aqui é um corte coronal feito em pós processamento de imagem e para mostrar a artéria em uma forma mais geral - Aqui vemos um aneurisma fusiforme de aorta, infrarrenal - Nesse caso, temos uma complicação do aneurisma = vemos uma coleção retroperitoneal ao lado do aneurisma, com uma densidade de sangue, mais alta = isso é sinal de rotura do aneurisma = aneurisma instável Essa imagem, temos o lumen do aneurisma, branco, maior e periférico, e o contraste estrazando para o centro para a região do trombo = também é um sinal de rotura - Aqui temos a dissecao de aorta A imagem típica parece uma poquebola Temos uma aorta com duas luzes = uma luz verdadeira e uma luz falsa A luz falta fica contida pelas camadas musculares e tende a ter mais mobilidadesendo maior que a luz verdadeira