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1 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
O ultrassom ele se origina pela vibração de 
um material que se propaga em forma de 
onda. A onda é uma perturbação temporária 
situada no meio físico que vai se propagar 
no mesmo meio. 
O ultrassom é um meio mecânico, ou seja, 
ele precisa de um meio para se propagar. 
Dessa forma, o ultrassom utiliza os tecidos 
do animal para se propagar. 
O ultrassom vai ser uma onda mecânica 
com uma frequência superior à o que um 
ouvido humano pode perceber. São acima 
de 20.000 Hrz. 
Ondas de comprimento maior tem a 
frequência menor e ondas de comprimento 
menor tem uma frequência maior. Quando 
se está falando de ondas de alta frequência, 
vai visualizar melhor estrutura superficiais. 
Então uma onda de maior comprimento, de 
menor frequência vai ser visualizado 
estruturas mais profundas. 
Dentre as características da 
ultrassonografia, tem-se: 
[ Exame subjetivo 
[ Não invasivo 
[ Dinâmico 
[ Operador dependente 
[ Varredura completa 
O aparelho de ultrassonografia contém: um 
monitor, um transdutor/proebe/sonda, um 
cabo e vídeo printer (não existe tanto 
atualmente, usa-se mais USB). 
[Transdutores] 
Todos os transdutores são 
multifrequenciais e a frequência é 
importante na realização da ultra pois 
quando maior a frequência, mais detalhes 
consegue se observar na imagem. A 
frequência é uma escala de MHz e em 
veterinária vai de 1,5MHz a 10MHz. 
A alta frequência é utilizada apenas ara 
estruturas mais superficiais e tem menor 
poder de penetração das ondas. Já a baixa 
frequência é usada para estruturas mais 
profundas pois elas têm maior poder de 
penetração. 
Existem os transdutores: 
[ Linear → É um transdutor reto, então 
produz uma imagem linear. É de alta 
frequência, logo produz imagens de 
maior qualidade e detalhamento. É 
utilizado para estruturas superficiais 
(como baço e bexiga). Como exemplo, 
quando um animal chega atropelado, a 
maior preocupação é se há rompimento 
da bexiga ou baço, então utiliza-se o 
linear. Ele possui profundidade de 7 a 
8cm. 
 
[ Convexo/Microconvexo → Produz 
profundidade de 15 a 18cm, então, 
possui uma baixa frequência, tendo 
maior poder de penetração. Há uma 
perda da resolução da imagem e é 
utilizada para superfícies profundas. 
 
 
 
2 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[ Setorial → Utilizado para avaliar a 
região torácica (avaliar 
ecocardiograma). É um quadrado na 
base. 
 
[ Transretal → Utilizado mais na parte de 
reprodução de grandes animais. É 
bem similar ao linear. Pode servir para 
sistema locomotor de grandes animais, 
caso o Veterinário não disponha de um 
transdutor linear (mais recomendado). 
 
[Bases físicas] 
[ Ultrassom → É um som que vai ser 
emitido e refletido. Ele não é audível 
para o ser humano. Quem produz o 
ultrassom é o transdutor. 
 
[ Eco → É aquilo que foi refletido para o 
equipamento. 
 
[ Cristais piezoelétricos → São cristais 
que estão presentes na borracha do 
transdutor. Eles vibram e emitem o 
ultrassom. Quando eles repulsam e 
repousam, mostram a informação. 
Temos o efeito piezoelétrico, que é a 
capacidade de uma substância de 
produzir uma onda sonora quando 
submetida a um estímulo elétrico. Há a 
emissão de um pulso sonoro pelo 
transdutor nos tecidos do paciente. Os 
tecidos irão interagir com o som, 
retornando ao aparelho em forma de 
eco e formando pontos de luz na tela. 
 
[ Impedância acústica → É a forma 
como o ultrassom reage com a 
densidade de cada um dos tecidos pois 
cada tecido possui uma densidade 
diferente. 
 
[ Espalhamento → É a onda que não é 
refletida em direção ao transdutor. 
Ocorre principalmente em superfícies 
não planas. Como não retorna ao 
transdutor, nunca iremos visualizá-la. 
 
[ Imagem ultrassonográfica → Tudo 
que é refletido em direção ao transdutor, 
o que é visto na tela. 
Corte longitudinal e transversal → São os 
dois tipos de cortes na ultrassonografia. No 
corte longitudinal o marcador está voltado 
para a região cranial do paciente. A parte 
ventral e dorsal nunca muda pois o paciente 
está sempre na posição ventral. O corte 
transversal o marcador do transdutor está 
sempre para o lado direito do animal. 
Corte longitudinal/transversal 
 
 
Cranial/
Lado 
direito 
Ventral 
Dorsal 
Caudal/Lado 
esquerdo 
 
 
3 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Ecogenicidade] 
[ Hiperecogênico → Produz muito 
eco, é mais ‘’branco’’. 
[ Ecogênico → Padrão cinza 
[ Hipoecogênico → Mais escuro 
que o padrão ecogênico 
[ Anecogênico → Não produz eco, 
padrão preto. 
 
[Ecotextura] 
 
[ Homogênea → Textura lisa, uniforme, 
sem presença de nódulos e cistos. 
[ Heterogênea → Textura não uniforme, 
com presença de nódulos, cistos, etc. 
 
[Paredes/Contornos] 
A parede é usada em órgãos ocos e ela 
pode ser regular ou irregular. O contorno é 
um termo usado para órgão parenquimatoso 
e ele pode ser regular ou irregular 
[Artefatos de imagem] 
 
[ Reverberação → São inúmeras linhas 
ecogênicas paralelas sendo resultado 
de múltiplas reflexões, aparecendo em 
cavidades com gás como o estômago, 
intestino e pulmão, isso porque o ar é 
inimigo do ultrassom. Vai ser 
direcionado para várias direções, 
formando uma cortina (cauda de 
cometa). Muitas vezes vai ter todo um 
prepara para se fazer este tipo de 
exame. Quanto mais gás, mais branca 
serão as linhas porque está tendo maior 
reverberação. 
 
Figura 1 - Cauda de cometa 
 
[ Imagem em espelho → Difícil de 
visualizar. Ocorre quando o ultrassom é 
refletido a partir de uma interface curva 
altamente refletiva, como o diafragma. 
Acontece que o ultrassom caminha até 
bater em uma superfície curva, que é 
refrataria, e assim vai voltar para o 
transdutor. O aparelho vai entender que 
demorou para voltar, então a distância 
da estrutura está mais profunda, mas na 
verdade está é refratada, então vai 
gerar uma imagem mais profunda. 
 
[ Sombra acústica posterior → É 
resultante da interação do feixe do som 
com um limite acústico altamente 
 
 
4 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
reflexivo, como estruturas mineralizadas 
(osso ou cálculo). Há o bloqueio da 
passagem do som para a camada mais 
profunda do tecido. Teremos uma 
imagem hiperecogênica seguida por 
uma sombra, como uma imagem 
anecogênica, pois refletiu totalmente o 
som. 
 
[ Reforço acústico posterior → É 
observado após os tecidos ou estruturas 
com baixa atenuação, ou seja, líquidos 
densos. Teremos uma área de sombra 
mais hiperecogênica, posterior a 
estruturas com fluídos (vesícula biliar, 
vesícula urinária, cistos). 
 
[ Sombreamento lateral → Ele é o que 
vai ocorrer nas margens de superfícies 
curvas. Acontece que se tem um feixe 
sonoro e ele bate na margem da 
superfície curva, assim ele será 
desviado, sendo refratado. Ele se perde, 
não voltando para o transdutor e assim 
se tem uma ausência de imagem nas 
margens. Isso ajuda muito para se 
procurar um testículo na cavidade pois 
ele tem a superfície curva, os ovários 
também. Tudo o que tiver estrutura 
curva vai formar esta imagem. 
 
 
 
 
5 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Laudos] 
 
[ Bexiga (orgão oco) 
 
(Localização/Paredes/Grau de 
distenção/Conteúdo) 
 
Bexiga em sua TOPOGRAFIA HABITUAL, 
DISCRETAMENTE DISTENDIDA pela 
urina. PAREDES REGULARES, 
normopessas. URINA ANECÓICA, sem 
pontos hiperecogênicos ao balotamento. 
 
 
 
[ Baço (orgão parenquimatoso) 
 
(Localização/Ecotextura/Ecogenicidade/Co
ntorno) 
Baço em sua TOPOGRAFIA HABITUAL, 
com dimensões normais e formatoanatômico. Parênquima com CONTORNOS 
REGULARES, ECONOGENICIDADE 
HABITUAL e ECOTEXTURA 
HOMOGÊNEA. 
A endoscopia consiste em observar o que 
tem dentro de uma cavidade/estrutura. 
Alguns diagnósticos só são possíveis pela 
endoscopia. 
 
É um exame de imagem, dinâmico (exame 
em movimento), minimamente invasivo 
quando comparado com outros (entra em 
cavidades já abertas), não é traumático, é 
obrigatório a sedação, é necessário 
observar se o paciente tem condições de ser 
submetido ao exame, exame diagnóstico/ 
''terapêutico'', pode evitar cirurgias, possui 
ampla e rápida recuperação do paciente, 
permite a retirada de fragmentos para 
exames complementares, e é dinâmico. 
 
[ Trato digestório 
 
Endoscopia digestiva alta → Esôfago, 
estomago, duodeno. 
Endoscopia digestiva baixa → Ceco, 
cólon, reto. 
 
[ Trato respiratório 
 
Laringoscopia, traqueoscopia, 
broncoscopia. 
 
 
 Órgão oco Órgão parenquimatoso 
Localização 
Topografia 
habitual/ectópico 
 
Topografia habitual/ectópico 
Ecotextura 
X Homogênea 
Heterogênea 
Ecogenicidade 
 
X 
Hipoecóico 
Hiperecóico 
Isoecóico/anecóico 
Contornos/paredes 
Regulares 
Irregulares 
Regulares 
Irregulares 
Conteúdo 
Anecóido 
com/sem 
celularidade 
 
X 
Grau de distensão 
Discretamente 
Moderadamente 
Acentuadamente 
 
X 
 
 
6 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[ Trato urinário 
 
Cistoscopia. Não realizada em cães 
machos, indicadas para fêmeas. 
 
[ Otológico 
 
Otoscopia. 
 
[ Reprodutivo 
 
Histeroscopia. 
 
[Características] 
 
[ Operador dependente 
[ Não radioativo 
[ Aparelho de alto custo 
[ Composto por tela, fibra óptica, canal de 
biópsia, joystick 
[ Endoscópio rígido e flexível 
[ Endoscópio rígido → Usado para: 
Reto, cavidade nasal, trato urinário 
inferior, articulações e cavidade 
abdominal e torácica. 
[ Endoscópio flexível → Usado para: 
Trato gastrointestinal e vias aéreas 
[ Observar se não existem resíduos nas 
lentes 
[ Observar conexão de fibras 
[ Certificar-se de que o paciente está bem 
sedado 
[ Exame rápido → 30 a 50 minutos, em 
média 
 
[Possíveis diagnósticos] 
 
[ Doenças inflamatórias e infecciosas 
[ Nódulos e neoplasias 
[ Alterações anatômicas 
[ Ulcerações e erosões nas mucosas 
[ Corpo estranho 
 
Permite realizar: 
[ Histopatologia/biópsias 
[ Culturas fúngicas/bacteriológicas 
[ Lavados 
[ Análises citopatológicas / microbiológica 
[ Promover dilatação esofágica 
[ Fixar sonda gástrica 
[ CE gástrico/ esofágico / vias aéreas 
 
[sinais clínicos] 
 
[ Inespecíficos para as doenças 
envolvidas 
[ Vômitos ≠ regurgitação 
[ Inapetência 
[ Emagrecimento → Baixa absorção de 
nutrientes 
[ Icterícia → Comprometimento hepático 
[ Melena → Sangue digerido 
[ Hematoquezia → Sangue vivo 
[ Distensões abdominais 
[ Massas abdominais palpáveis → 
Pólipos, tumores gástricos, intestinais 
[ Retenções fecais 
[ Perversão do apetite (madeira, fezes...) 
[ Enjoos 
[ Sialorreia 
[ Corpo estranho 
[ Úlceras/ Gastrite 
 
[Dificuldades] 
 
[ Presença de conteúdo no TGI 
[ Dificuldade de visualização 
[ Combinação de técnicas de imagem 
→ RX simples; RX contrastado; USG 
abdominal 
 
[Papel dos exames de 
imagem] 
 
[ Confirmar se a lesão é no sistema 
digestório 
[ Localizar o segmento afetado 
[ Graduar a lesão (extensa, localizada, 
difusa...) 
[ Identificar a lesão 
[ Coletar material desta lesão: 
endoscopia 
[ Indicar outras técnicas de imagem 
[ Exames complementares 
[ Distinguir procedimento clínico de 
cirúrgico → Tumor ≠ úlceras 
[ Acompanhar a lesão 
 
 
 
7 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Preparo do paciente] 
Importante, principalmente, para exame 
eletivo. 
[ Jejum alimentar de 12 a 24hrs 
[ Endoscopia digestiva baixa → 
Laxantes para esvaziar TGI 
[ Endoscopia genitourinária → 
Restrição hídrica de 4hrs 
[ Enemas 
[ Emergências → Dispensado preparo! 
[ Sem preparo → Endoscopia pode não 
ajudar! 
[ Grandes animais → Endoscopia feita 
com paciente em estação. 
[ Pequenos animais → Feita em 
decúbito lateral esquerdo. 
[ Pós procedimento → Evitar oferecer 
água e comida em quantidade. 
[ Lembrar → Sistema digestório estará 
sensível! 
 
 
 
 
 
 
[Faringe e laringe] 
É um órgão tubular com dupla função, sendo 
elas respiração e passagem do alimento. 
[ Nasofaringe e Orofaringe 
[ RX → Corpo estranho com 
radiopacidade (trauma, massas, 
perfurações) 
[ Fluoroscopia → RX dinâmico 
[ USG → Irá ter pouca contribuição 
[ A endoscopia é o exame mais realizado 
nessa região, auxiliado na visualização 
e remoção do corpo estranho. 
[ Laringe → Epiglote/cartilagem 
tireóide/cartilagem cricóide 
 
[Esôfago] 
 
[ Região entre a faringe e a cárdia 
[ Segmentos → Cervical e torácico 
 
 
8 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[ Esôfago cervical → Dorsalmente à 
traqueia. 
[ Pregas da mucosa 
 
Pela endoscopia, podemos diferenciar o 
esôfago de um canídeo para um felídeo. A 
organização das pregas esofágicas dos 
cães é longitudinal, enquanto as pregas dos 
felídeos são oblíquas no terço final 
 
 Radiografias 
 
Simples → Não visualizado; conteúdo: ar, 
restos de alimento; CE (bolas, osso de pet 
shop). 
Esofagograma → Sulfato de Bário 
3mL/kg/VO ou Soluções Iodadas (suspeita 
de perfuração ou ruptura). 
 Massas esofágicas 
 
Intramurais → Neoplasias; fibrose; 
granuloma parasitário (Spirocerca lupi). 
 
Extramurais → As massas esofágicas 
extra-luminais podem pressionar o esôfago 
e reduzindo a sua luz. Geralmente, são 
linfoadenopatias, granulomas, tumor, 
cardiomegalias. Já as intra-murais, podem 
ser neoplasias, fibrose, granuloma 
parasitário, e podemos retirar fragmentos 
dela para enviar para o exame 
histopatológico. 
[Esofagoscopia] 
Antes de indicarmos uma esofagoscopia, 
faremos uma raio-x primeiro para tentar 
descartas algumas patologias. 
Indicações: 
 
[ Regurgitações 
[ Disfagia (dificuldade de deglutir) 
[ Hipersalivação 
[ Anorexia 
[ Tosse 
[ 
Principais alterações diagnosticadas: 
[ Esofagite 
[ Estenose 
[ Corpo estranho 
[ RX contrastado → 
Megaesôfago/divertículo/persistência 
do arco aórtico. 
 
 
 
 
[Estômago] 
 
[ Localização → Região epigástrica 
esquerda 
[ Regiões → Cárdia, corpo, fundo, piloro 
[ Relações anatômicas → Fígado, 
baço, rim esquerdo, pâncreas 
 
 
9 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[ Região com gás/conteúdo 
[ Presença de CE 
[ Úlcera /Gastrite 
[ Helicobacter spp. → Bactéria 
espiralada que coloniza o estômago de 
humanos e animais 
[ Gastrite 
[ Úlceras 
[ Linfoma 
[ Adenocarcinoma gástrico 
 
 
 
 
[Duodeno] 
 
[ Ascendente 
[ Descendente 
[ Endoscópio precisa passar o piloro 
[ Possui grandes e numerosas 
vilosidades 
[ Mais rígido que a cárdia 
[ Muitos CE não consegue atingi-lo 
[Gastroduodenoscopia] 
Indicação: 
[ Vômitos 
[ Náuseas 
[ Diarreia 
[ Perda de peso 
[ Anorexia 
[ Melena (sangue escuro nas fezes). 
[ Hematêmese (vômitos com sangue). 
 
 
 
10 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 
[Jejuno e íleo] 
 
[ Quase não são atingidos na endoscopia 
[ Utiliza-se outras formas de diagnóstico 
por imagem 
[ RX simples/contrastado 
[ USG abdominal 
[ Tomografia computadorizada 
 
[Cólon e reto] 
 
[ Cólon Ascendente; Transverso; 
Descendente 
 
[Colonoscopia] 
[ Avalia mucosa do cólon, reto e até do 
íleo 
[ Pacientes com diarreias crônicas 
[ Não responsivos aos antimicrobianos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Asadrenais são pequenas glândulas 
localizadas próximo à face medial dos rins 
e aos grandes vasos (aorta abdominal do 
lado esquerdo e veia cava caudal do lado 
direito). Localizam-se entre o hilo renal e os 
grandes vasos (localização craniomedial 
aos rins). 
 
São órgãos pares e possuem duas 
camadas: cortical e medular. A camada 
cortical é a mais externa e responsável pela 
produção de diversos hormônios, dentre 
eles o cortisol. Já a camada medular 
produz outros hormônios, como adrenalina 
e noradrenalina. 
 
São órgãos de difícil avaliação 
ultrassonográfica devido ao seu tamanho 
bem reduzido e por serem estruturas um 
pouco mais profundas, não tão superficial. 
Atualmente ela é considerada parte do 
exame ultrassonográfico do abdômen, ou 
seja, quando se solicita uma ultra 
abdominal, independente da suspeita 
clínica, o médico veterinário 
ultrassonografista precisa avaliar essas 
glândulas, já que ela pode apresentar 
alterações, sem manifestação de sintomas 
clínicos evidentes. 
Em pacientes de grande porte, como Golden 
Retrivier, Dobermann, Rottweiller e outros 
possuem mais musculatura abdominal, bem 
como gordura, sendo necessário mais 
pressão do transdutor para conseguir ver 
as adrenais. Exige mais força e experiência 
do ultrassonografista. 
Por serem estruturas pequenas, o uso de 
transdutores lineares permitirá melhor 
detalhe da imagem, por isso ele é mais 
recomendado, já que pequenas alterações 
podem ser visualizadas, como pequenos 
nódulos, sendo melhor avaliados com alta 
frequência. 
Os pacientes que não permitem o 
posicionamento ultrassonográfico ou que 
ficam ofegantes e agitados, podem 
necessitar de sedação para melhor 
conforto do animal e para melhor execução 
do exame. Com isso, a musculatura 
abdominal relaxada facilitará a execução do 
exame. 
A tricotomia irá auxiliar na melhor 
visualização da glândula adrenal, assim 
como ela será necessária para qualquer 
exame ultrassonográfico. 
Se o paciente estiver com muito conteúdo 
gasoso no TGI, podemos fazer uma 
manobra para tentar minimizar a 
interferência do gás (lembrar que o gás faz 
artefato de reverberação). Essa manobra 
consiste em posicionar o transdutor nas 
laterais do abdômen, retirando a 
 
 
12 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
sobreposição do intestino delgado e do 
cólon. 
 
O formato das glândulas irá variar de 
acordo com a espécie. Em cães, as adrenais 
terão formato de feijão ou amendoim com 
casca (semelhante ao amendoim de 
elefante). Lembrando que a adrenal 
esquerda é mais alongada e bilobada que a 
adrenal direita. 
 
Em gatos, as adrenais tem formato 
arredondado, mais ovalado. 
 
Há uma técnica para visualização dessas 
glândulas. Primeiro precisa-se visualizar o 
rim. Depois, iremos pressionar um pouco o 
transdutor, apertando lentamente sobre o 
órgão. Em seguida, iremos inclinar o 
transdutor para a face medial do abdômen, 
na tentativa de visualizar os grandes vasos. 
Essa varredura precisa ser bem lenta, já que 
é uma estrutura pequena. 
[Aspecto 
Ultrassonográfico] 
Elas serão hipoecogênicas em relação à 
gordura abdominal, terão contornos 
regulares, parênquima com ecotextura 
homogênea e dimensões dentro da 
normalidade para o porte do paciente/raça. 
Em alguns animais, podemos observar as 
camadas cortical e medular de forma bem 
evidenciada. Essa visualização das 
camadas dependerá da qualidade do seu 
equipamento, bem como da frequência e do 
paciente. Nem sempre iremos visualizá-las, 
porém isso não significa uma alteração. 
A adrenal esquerda é bem definida, formato 
mais alongado e bilobada. Já a adrenal 
direita é mais difícil de ser visualizada, mas 
também pode ter forma alongada e ovóide. 
As medidas das adrenais irão variar, 
principalmente nos cães, já que há uma 
grande variedade de raças/porte, com raças 
pequenas (cães pesando 2kg) e raças 
gigantes (cães pesando 60kg). Devido a 
essa grande variação, o comprimento das 
adrenais nos cães é bem variável, 
podendo chegar a 3cm. De largura, adota-
se a medida média de 0,50cm, 
principalmente nos cães até médio porte. 
Claro que se o paciente for maior, essa 
medida poderá sofrer alterações. Nos gatos, 
no entanto, essas glândulas não sofrem 
tanta variação de tamanho, já que eles não 
variam tanto de porte como os cães (exceto 
algumas raças, que não são tão comuns, 
como os Maine Coon). 
 
 
 
13 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 
Na imagem acima, visualiza-se a glândula 
adrenal esquerda, com polo cranial medindo 
0,50cm e polo caudal medindo 0,51cm. 
Percebe-se que ela é bilobada, ou seja, os 
polos são bem marcados, bem distintos. Na 
parte mais ventral (superior da imagem) 
visualiza-se o baço. 
 
Com o doppler colorido, visto assim, 
consegue-se evidenciar a vascularização 
do órgão. Na imagem está marcada a 
frênico abdominal, que é o vaso que passa 
na ''cintura'' da adrenal, contornando o 
órgão. 
 
Observa-se a adrenal direita, com largura 
medindo 0,57cm (discretamente 
aumentada). Ela não tem aquele formato tão 
bonito e clássico, quanto a adrenal 
esquerda. Não evidencia os polos bem 
distintos nessa imagem. Essa grande 
estrutura tubular anecogênica é a veia cava 
caudal. 
 
Nessa imagem, utiliza-se um equipamento 
da marca Esaote e consegue-se visualizar, 
de forma bem evidenciada, as camadas 
cortical (mais hipoecogênica) e a camada 
medular (mais hiperecogênica, central). Há 
uma hiperplasia bilateral das adrenais, ou 
seja, ambas estão com as dimensões dos 
polos aumentadas. 
[Hiperadrenocorticismo] 
A síndrome de Cushing, também chamada 
de hiperadrenocorticismo, é a 
endocrinopatia mais comum em cães, assim 
como a Diabetes Mellitus. 
 A ultrassonografia irá auxiliar o 
diagnóstico do HAC, porém ela não é o 
teste padrão ouro. A ultra consegue 
visualizar se a adrenal está aumentada, se 
esse aumento é bilateral ou unilateral e se 
há presença de nódulos, massas nessas 
adrenais. Porém, a ultrassonografia não tem 
como dizer se essa adrenal está produzindo 
cortisol em excesso ou se ela produzindo 
outro hormônio, como adrenalina. Por isso, 
o teste padrão ouro é o hormonal (ACTH ou 
Dexametasona). 
Existem 3 tipos de HAC: hipófise 
dependente, adrenal dependente ou 
 
 
14 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
iatrogênico (também conhecido por 
induzido por corticoides). 
No HAC hipófise dependente, a hipófise 
irá liberar ACTH em maior quantidade, 
estimulando ambas as adrenais (esquerda e 
direita) a produzirem cortisol. Dessa forma, 
haverá uma hiperplasia bilateral das 
adrenais, ou seja, ambas ficarão 
aumentadas. 
No HAC adrenal dependente, uma adrenal 
estará tumoral ou aumentada, produzindo 
cortisol em excesso, enquanto que a adrenal 
contralateral ficará atrofiada, já que ela 
entende que não precisa produzir cortisol, já 
que a outra está produzindo muito. 
O HAC induzido por corticoides ocorre 
por aquele tutor que fornece corticoide m 
doses altas ou por longo período de tempo. 
Desta forma, as adrenais entendem que não 
precisa produzir cortisol, já que ele recebe 
por via exógena. Então, nesse HAC ambas 
as adrenais estarão 
atrofiadas/hipoplásicas. 
A ultrassonografia é importante para saber 
se há presença de nódulos, massas, etc. 
Caso haja um tumor muito grande, que 
altere o formato das adrenais, pode ser 
necessário realização de uma tomografia 
computadorizada para diagnosticar se 
aquele tumor de fato é a adrenal ou se há 
invasão de alguma estrutura adjacente, 
como veia cava caudal. 
 
Observa-se acima a adrenal esquerda com 
aumento dos polos, cranial e caudal. 
 
Na imagem acima, há uma adrenal 
esquerda com aumento de ambosos polos 
e com presença de um tumor 
hiperecogênico, com centro arredondado 
hipoecogênico. Há presença de um tumor 
em polo caudal de adrenal esquerda. 
 
Essa imagem está identificada como 
topografia de adrenal esquerda, porque ela 
já perdeu o formato característico da 
glândula, está com as dimensões muito 
aumentadas e disforme. Por isso, o ideal 
seria realizar uma TC para ter a certeza de 
que se trata de uma adrenal e observar se 
há invasão de estruturas/órgãos adjacentes. 
 
Observa-se a presença de um nódulo 
hiperecogênico, arredondado ocupando 
todo o polo cranial dessa adrenal. 
 
 
15 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Hipoadrenocorticismo] 
A síndrome de Addison, também chamado 
de hipoadrenocorticismo, consiste na 
baixíssima produção de cortisol pelas 
glândulas adrenais. Dessa forma, as 
adrenais ficam muito 
atrofiadas/hipoplásicas e muitas vezes 
temos dificuldade de visualizá-las pela 
ultrassonografia. Às vezes, nem 
conseguimos vê-las. Pode ser necessário 
uma TC para melhor visualização. 
É fundamental a realização dos testes 
hormonais para elucidação diagnóstica, 
bem como a dosagem de eletrólitos, como 
sódio/potássio/cálcio, já que pode haver um 
desequilíbrio eletrolítico nesta afecção 
hormonal. 
 
Observa-se essa adrenal marcada pelo 
cursor 1 e 2, com atrofia de toda a 
glândula. Ela é tão fina, quase 
imperceptível ao exame ultrassonográfico, 
parece um filete. 
Os gatos apresentam mais alterações na 
tireoide do que na adrenal. Os gatos idosos 
podem apresentar, mais frequentemente, 
mineralização das adrenais. Pode ocorrer 
presença de massas, nódulos nessas 
glândulas, porém são muito raros. 
[Nódulos adrenais] 
 
Os nódulos e massas vão variar em 
ecotextura, ecogenicidade e tamanho. 
A ultrassonografia não é capaz de dizer se 
um nódulo é benigno e maligno. Apenas 
a histopatologia e imunohistoquímica 
podem fazer o diagnóstico definitivo. No 
entanto, sabe-se que tumores malignos 
podem metastizar para fígado, baço, 
estômago, pulmões, linfonodos, etc. e que 
esses tumores malignos podem invadir 
grandes vasos e estruturas, como veia cava 
caudal, por exemplo. Os principais tumores 
malignos relatados das adrenais são: 
feocromocitoma e carcinoma. 
 
[Trombos] 
Os trombos neoplásicos são tumores de 
adrenal que cresceram para dentro da 
luz/lúmen do vaso. Eles dificultam o fluxo 
sanguíneo e esse paciente pode ter como 
consequência um aumento de pressão 
arterial pela ocorrência deste trombo. Não 
são trombos móveis como os coágulos. São 
trombos fixos. Normalmente, são malignos 
e quando já há invasão de grandes vasos a 
cirurgia não é indicada (maior risco de 
complicações trans operatórias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
As vantagens da avaliação pancreática 
através da ultrassonografia consistem na 
rapidez e segurança do exame, 
demorando em torno de 15 a 30 minutos de 
realização, com resultado na hora da 
avaliação do órgão. É um exame seguro e 
de baixo custo, que não oferece riscos ao 
paciente, além de ser não invasivo. Não 
necessita sedar esse animal, como na 
Tomografia Computadorizada e na 
Ressonância Magnética. E não emite 
radiação ionizante. Vale lembrar que o RX 
não oferece nenhuma contribuição para a 
avaliação pancreática. 
Em humanos, a ultrassonografia 
pancreática pode ser realizada utilizando-se 
um ultrassom endoscópico. Como que ele 
funciona? Existe um transdutor/probe na 
ponta do endoscópio. Ele é introduzido pela 
boca, esôfago e alcança a região do piloro. 
Esse endoscópico que tem uma probe 
acoplada na sua ponta fica apoiada na 
parede do estômago, bem próximo ao 
pâncreas, permitindo uma excelente 
resolução. Com essa proximidade com o 
órgão, consegue-se avaliar melhor ele, já 
que não tem gordura abdominal interferindo 
por esse método de exame. Além disso, 
retira todos os artefatos de imagem que 
podem prejudicar a avaliação, como 
reverberação e sombra acústica posterior. 
Vale lembrar que esse método da avaliação 
ainda NÃO é utilizado na Medicina 
Veterinária. 
 
O pâncreas é um órgão muito pequeno, 
que possui os limites muito pouco definidos. 
Na própria macroscopia, se observar o 
órgão, percebe-se que ele é parecido com 
uma gordura. Desta forma, a ecogenicidade 
do Pâncreas é muito parecida com a 
ecogenicidade da gordura/mesentério 
adjacente. Por isso, quando fazer a 
ultrassonografia, observa que por ser um 
órgão pequeno, com limites pouco 
definidos, com o tom de cinza 
(ecogenicidade) semelhante ao mesentério, 
temos dificuldade de encontrá-lo. 
No entanto, como faz para saber que é ele? 
Pela posição anatômica. Sabe-se que ele 
possui lobo esquerdo e direito. O lobo direito 
estará bem próximo ao duodeno, ou seja, na 
sua face dorsal (lembrando que se está 
dorsal, está na parte debaixo da tela do 
aparelho). E o lobo esquerdo estará próximo 
ao baço, estômago e cólon (transverso e 
descendente). 
Pacientes que apresentam dor abdominal, 
principalmente naqueles que tem suspeita 
de pancreatite, qualquer pressão do 
transdutor no abdômen, por menor que seja, 
poderá causar um desconforto muito 
grande. E aqueles pacientes que ficam 
muito agitados e ofegantes durante o 
exame (tipo aquele Labrador feliz, 
respirando com a boca aberta e agitado, 
fazendo aerofagia), irá comprometer a 
qualidade do exame: primeiro porque os 
movimentos abdominais irão dificultar a 
visualização de uma imagem nítida na tela; 
segundo porque haverá muitos gases e, 
consequentemente, artefato de 
reverberação, devido à aerofagia. A 
obesidade é um fator que também irá 
dificultar a visualização. 
 
 
 
 
 
17 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 
Na imagem à A, é possível observar o 
pâncreas normal, envolto pelo mesentério. 
Na imagem à B, observa-se o pâncreas 
maior, mais reativo, em um quadro provável 
de pancreatite. 
[Anatomia 
ultrassonográfica] 
O pâncreas terá margens pouco definidas, 
ecotextura homogênea (sem presença de 
nódulos, massas, abscessos, etc.), 
ecogenicidade semelhante ao 
mesentério e à gordura adjacente. O lobo 
direito será um pouco mais claro, mais 
ecogênico quando comparado aos lobos 
hepáticos adjacentes. Já o lobo esquerdo do 
pâncreas será menos ecogênico, um pouco 
mais escuro do que o parênquima do baço. 
É possível visualizar a veia pancreático 
duodenal e o ducto também, percorrendo 
todo o parênquima do órgão. 
Tem-se dois lobos do pâncreas (esquerdo 
e direito), além de termos o corpo do 
pâncreas, que dão um aspecto em V para o 
órgão. O lobo direito é mais longo e estreito, 
enquanto que o lobo esquerdo é mais curto 
e largo (mais grosso). Nos cães, o lobo 
direito é mais fácil de ser visualizado e nos 
gatos o lobo esquerdo é mais fácil de ser 
visto. 
É um pouco mais fácil visualizar o 
pâncreas do gato do que do cão, devido ao 
porte do paciente e normalmente eles 
possuem menos gordura abdominal que os 
cães. 
 
Na imagem acima, é possível visualizar o 
duodeno na parte ventral e o pâncreas 
abaixo dele (ou seja, dorsal). O pâncreas 
está sendo indicado pela seta branca. Ele 
não tem os limites bem definidos. Isso 
ocorre devido à semelhança da 
ecogenicidade com o mesentério. Se esse 
duodeno estivesse repleto de conteúdo, 
seria visto a presença de artefatos, como a 
reverberação e a sombra acústica posterior, 
que dificultariam a visualização do órgão. 
Como diferencia veia pancreático 
duodenal ou ducto pancreático? Através 
do Doppler. O Doppler vai conseguir 
capturar a vascularização sanguínea. Ou 
seja, ele vai colorir a veia pancreático 
duodenal. Se o aparelho não tiver Doppler, 
irá diferenciar pela posiçãoanatômica. 
Sabe-se que o ducto pancreático duodenal 
está ventral aos vasos. 
[Pâncreas Felino] 
O pâncreas do gato vai ser melhor avaliado 
com o uso de um transdutor de alta 
frequência, acima de 7,5MHz (de 
preferência, 10MHz). Esse tipo de 
 
 
18 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
transdutor fornece maior detalhe das 
imagens e como é um órgão muito 
pequeno, esses detalhes farão diferença. O 
ducto pancreático vai percorrer todo o 
parênquima do órgão. A medida do 
pâncreas é relativa, a média é que o lobo 
direito tenha 4,5mm, o esquerdo 5,4mm e o 
corpo do pâncreas tenha 6,6mm. 
[Ajudas na Avaliação] 
Como o pâncreas é um órgão bem difícil de 
ser visualizado pela ultrassonografia, o que 
eu posso fazer para tentar facilitar a 
visualização? Usar uma boa resolução do 
aparelho, lembrar de usar um transdutor de 
alta frequência, principalmente nos gatos. 
A presença de líquido livre também 
facilitará, já que o líquido é anecogênico 
(preto) e criará um contraste grande com o 
pâncreas (ecogênico). Além disso, quando 
temos efusão abdominal, o pâncreas ficará 
boiando no líquido, assim como os outros 
órgãos. 
Animais com pancreatite costumam ter o 
pâncreas aumentado e com ecogenicidade 
alterada, então poderá diferenciar da 
ecogenicidade da gordura/mesentério, 
facilitando a visualização. 
Animais submetidos à laparotomia recente 
tendem a ter o mesentério mais reativo, 
permitindo um contraste de ecogenicidade 
maior. 
[Preparo do Paciente] 
Sabe-se que o preparo para o paciente 
realizar o exame ultrassonográfico é o 
mesmo. Porém, para avaliar bem o 
pâncreas podemos solicitar um jejum 
alimentar um pouco mais longo, de 12 a 
18hr. Com isso, reduziremos o conteúdo no 
TGI. 
É necessário utilizar transdutores 
convexos ou lineares com frequência de 
5MHz para os gatos e 7,5MHz para os cães. 
porém atualmente recomendamos utilizar 
frequências mais elevadas, 
preferencialmente com os transdutores 
lineares. 
Além disso, recomendar antifiséticos e o 
animal deverá estar na posição de decúbito 
dorsal. 
[Técnica de Varredura] 
Deve-se colocar o transdutor na posição 
subxifóide com corte longitudinal. É 
necessário localizar o estômago e 
direcionar o transdutor para o lado direito do 
animal, identificando o piloro e a região do 
duodeno. O pâncreas está localizado 
dorsalmente a eles. 
Para visualizar o lobo direito, deve-se 
colocar o transdutor em corte longitudinal, 
deslocando-o medialmente até o duodeno, 
próximo a margem cranial do 
Os cães que possuem tórax 
profundo/estreito como os galgos/whippet 
utilizaremos o decúbito lateral esquerdo, 
já que no decúbito dorsal, devido à 
conformação torácica teremos dificuldade 
de realizar esse exame. O transdutor deve 
ser posicionado nos espaços intercostais. 
[Afecções Pancreáticas] 
 
[ Pancreatite → A pancreatite pode ser 
aguda ou crônica e é mais comum em 
cães do que em gatos. Inclusive, os 
gatos possuem apetite mais seletivo 
que os cães. E como a pancreatite é 
uma afecção que está diretamente 
relacionada à alimentação, os cães 
podem ser mais acometidos. 
 
Há também uma linha médico 
veterinária que explica essa ocorrência 
pela conformação anatômica. Os gatos 
costumam desenvolver a tríade felina, 
que acomete pâncreas, fígado/vias 
biliares e duodeno (pancreatite + 
colangiohepatite + doença intestinal 
inflamatória). 
 
 
19 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 
Na imagem acima, observa-se uma peça 
anatômica com o pâncreas inflamado, 
aumentado de tamanho e com aspecto 
grosseiro, meio ‘’flocado’’, característico de 
pancreatite. 
 
O pâncreas está sendo delimitado no cursor. 
Observa-se o órgão bem aumentado, quase 
2cm de espessura/largura. Além disso, a 
borda dele bem arredondada. 
[ Abcessos/pseudocistos → O 
pâncreas pode ser acometido por 
diversas alterações, como tumores, 
cistos e abscessos. Nessas afecções, 
eles ficam com ecotextura 
heterogênea, com aspecto cavitário. 
Os cistos e abscessos podem ser 
diferenciados pelas características 
anatômicas. Os cistos possuem 
paredes finas, regulares e conteúdo 
anecogênico. Podem formar artefato de 
reforço acústico posterior ou não. Já os 
abscessos podem apresentar paredes 
mais espessas, podendo ser irregular e 
seu conteúdo é mais ecogênico. O cisto 
costuma possuir um formato mais 
arredondado, enquanto que o abscesso 
é mais oval/irregular. 
 
[ Neoplasias → As neoplasias são raras 
em cães e gatos, porém pode 
acontecer. O ideal é que se houver 
suspeita de neoplasia pancreática, 
encaminhar esse paciente à 
Tomografia Computadorizada. Os 
tumores podem acometer a parte 
endócrina ou exócrina do pâncreas. Os 
relatos observam que os carcinomas 
são mais frequentes no corpo do 
pâncreas. São tumores agressivos, que 
promove metástases com frequência, 
principalmente no fígado, estômago e 
linfonodos (já que são órgãos e 
estruturas adjacentes ao pâncreas). O 
pulmão também poderá ser acometido, 
assim como qualquer outro órgão. 
 
Os insulinomas são os tumores 
pancreáticos mais frequentes. Eles 
costumam causar hipoglicemia 
persistente nesses pacientes. O seu 
aspecto ultrassonográfico é variável, 
mas a literatura aborda que eles 
costumam ser esféricos, 
hipoecogênicos e bem definidos. No 
entanto, a histopatologia é o único tipo 
de exame que me permite ter a certeza 
do diagnóstico (padrão ouro). 
‘’Qualquer procedimento que se utiliza a 
imagem da ultrassonografia para direcionar 
agulhas ou qualquer instrumento 
perfurocortante para drenar ou colher 
amostras de coleções líquidas ou realizar 
biópsias.’’ 
 
 
20 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Então, utilizamos a ultrassonografia 
intervencionista como um mecanismo para 
auxiliar um procedimento, como por 
exemplo realizar a coleta de algum material. 
A ultrassonografia é capaz de detectar 
nódulos, massas, alterações de 
contorno, ecogenicidade, dimensões de 
órgãos e estruturas. Essas alterações são 
facilmente detectáveis e são chamados de 
lesões. 
Pela ultrassonografia não dizemos se as 
lesões são benignas ou malignas, apenas 
que são inespecíficas. Para então classificar 
a lesão, coleta-se material e o encaminha 
para a análise laboratorial (citologia, 
histopatologia, análise de líquido cavitário). 
[Biópsias] 
Indicadas para confirmar ou eliminar 
probabilidades diagnósticas. 
[ Biopsias incisionais → Remoção 
cirúrgica de uma porção da lesão ou 
tecido, normalmente através de 
procedimentos cirúrgicos invasivos. 
 
[ Biopsias percutâneas → Minimamente 
invasivas, não tem a necessidade de 
realizar uma cirurgia. A ultrassonografia 
será guia para visualizar se de fato a 
agulha coletará o material do local 
desejado. 
 
Se coletar fragmento → Histopatologia. 
Se coletar células → Citologia. 
[Biópsia percutânea 
Guiada Pela Ultra] 
Por ser um procedimento guiado, há maior 
probabilidade de obter boa amostra e 
diagnóstico. A agulha será direcionada ao 
local específico da lesão. 
É necessário sempre evitar áreas de tecido 
necrosado porque teremos pouca 
celularidade para auxiliar no diagnóstico. 
Também deve-se evitar áreas muito 
cavitárias (como os grandes vasos pois o 
material muito heterógeno, tem risco de ter 
ruptura, hemorragia ou qualquer outra 
intercorrência). 
Estabelecer rota mais curta entre o alvo e 
a pele evitando grandes vasos e estruturas 
como a vesícula biliar, e minimizar os riscos. 
[Vantagens de guiar 
procedimentos pela ultra] 
 
[ O custo da ultrassonografia é mais 
barato do que tomografia ou 
ressonância 
[ Aparelho portátil 
[ Não emite radiação ionizante – seguro. 
[ Exame em tempo real – dinâmico[Técnicas para guiar 
procedimento] 
 
1. Com o uso de guias acoplados ao 
transdutor → Não é muito utilizado na 
veterinária devido ao custo. 
2. À mão livre 
Essas técnicas se subdividem em: 
[ PAF (citologia) 
[ PAAF (citologia) 
[ Biópsia por fragmento (histopatologia) 
 
1) Com uso de guia acoplado ao 
transdutor 
Semelhante a uma cinta rígida que se 
prende ao transdutor e apresenta um 
apêndice com angulação fixa em relação à 
probe, onde as agulhas são encaixadas. 
Nos aparelhos novos existe o comando de 
biópsia, que é uma faixa demarcada na tela 
e agulha aparecerá naquele local. É um 
tracejado na tela e a agulha passa 
obrigatoriamente pelo tracejado. 
 
 
21 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Então, as vantagens da técnica é que é 
possível visualizar a agulha toda (feixe 
maior se sobrepondo ao feixe sonoro), 
requer menos treino, menos 
coordenação motora e facilita biopsias 
em pequenas lesões. 
As desvantagens são que depois de 
introduzida pela pele, a agulha impede o 
movimento do transdutor. Além disso, ela 
não é prontamente retirada e se o animal se 
movimentar bruscamente vai haver risco de 
ruptura e lacerações. 
Lembrando que, esse tipo de biópsia é 
raramente utilizado na rotina da medicina 
veterinária, sendo mais comum a técnica de 
biópsia à mão livre. 
 2) À mão livre 
É realizada sem a utilização de guias. O 
operador deve calcular onde o feixe sonoro 
passa e introduzir a agulha em um ângulo 
de 45° aproximadamente porque assim dá 
para visualizar a agulha passando debaixo 
do feixe sonoro de ultrassom. 
Essa técnica requer bastante treino antes 
de ser utilizado em um paciente e o 
ultrassonografista precisa estar 
familiarizado com o transdutor e como 
manipulá-lo. 
Treino em ‘’PHANTOM’’ → Técnica com 
preparo de uma gelatina para treinar 
capacidade motora e visual. 
Á mão livre técnica indireta → É utilizada 
quando temos alvos grandes e palpáveis 
externamente. Localiza-se a região ideal da 
biópsia, sem presença de líquido, longe de 
vasos calibrosos e cavidades císticas. Pode 
ser utilizada para punções de líquidos (como 
na cistocentese). 
 
[ Biópsia por fragmento → Fornece 
fragmentos para análise 
histopatológica. Há agulhas específicas 
para o procedimento, que são 
chamadas trucut – para retirada de 
fragmentos: agulha longa, com calibre 
considerável, sendo a parte branca o 
disparador, que pega um fragmento da 
lesão. Normalmente são utilizadas para 
grandes lesões, se forem lesões 
pequenas tenta fazer citologia. É 
recomendada anestesia/sedação 
visando o bem-estar porque é um 
procedimento doloroso, mesmo sendo 
rápido (cerca de 10 minutos). 
 
Para essa biópsia o preparo é 
semelhante a um procedimento 
cirúrgico com paciente e equipe. 
Normalmente, em lesões mais 
superficiais. Proteger o transdutor com 
material estéril (preservativo). 
A técnica é: 
[ Localiza o alvo por meio do 
transdutor 
[ Realizar pequena incisão na pele, 
com uso de bisturi, por onde a 
agulha passará 
[ Introduz-se agulha pela pele até a 
mesma atingir 1cm do alvo 
[ Dispara o gatilho 
[ Retira-se a agulha lentamente 
[ Retira-se a agulha da pistola 
[ Retira-se o fragmento do tecido de 
dentro da agulha 
[ Armazena-o em formol 10% e faz 
um ponto para aproximar a pele 
 
[ Citologia aspirativa por agulha fina 
(PAAF) 
A citologia não é diagnóstico definitivo 
quando se compara com a histopatologia, 
mas dependendo da lesão não consegue-se 
realizar a histopatologia, então a citologia 
não pode ser descartada. 
É um método simples e de baixo custo, e 
o diagnóstico é rápido. Obtém-se material 
para análise citológica e não necessita de 
anestesia, podendo ser benéfico em casos 
específicos, por exemplo, pacientes 
cardiopatas não liberados para anestesia. 
Além disso, pode ser feito a nível 
ambulatorial. 
 
 
22 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Equipamentos] 
Ideal que tenha doppler colorido para ver 
os vasos e evitar hemorragias ou outras 
possíveis intercorrências; 
Além disso, transdutor microconvexo ou 
linear - depende da lesão e da profundidade 
da estrutura. 
[Materiais] 
 
[ Seringas descartáveis de 10 ml 
[ Agulhas descartáveis de comprimento e 
de calibre variáveis 
[ Agulhas 20 x 5,5 
[ Cateter endovenoso para estruturas 
mais profundas (mandril – 24G – fino e 
longo) 
[ Citoaspirador (puxa o êmbolo da agulha 
e o mantem com pressão negativa) 
[ Lâmina de microscopia 
[ Material de assepsia antes da punção 
[ Álcool iodado 
[ Soro fisiológico com clorexidine 
[ Lembrar sempre de fazer a tricotomia 
prévia do local da punção 
[ Atenção a proteção da equipe (jaleco, 
calça comprida, calçado fechado, 
luvas). 
 
[Preparo do Paciente] 
 
[ Normalmente os procedimentos são 
realizados sem sedação, mas em 
pacientes agressivos e agitados é 
necessário sempre prezar a proteção da 
equipe e do paciente 
[ Jejum alimentar de 12 horas 
[ Lembrando que a citologia é um 
procedimento rápido, minimamente 
invasivo e seu desconforto é 
semelhante a uma coleta de sangue. 
[Passo a passo da punção] 
[ Preparo da equipe 
[ Preparo do paciente 
[ Avaliação prévia da lesão 
[ Escolha do material – agulha, cateter, 
etc. 
[ Escolha da técnica – PAF/PAAF 
[ Introduzir a agulha acoplada na seringa 
– mais firmeza para o procedimento 
[ Visualizar a agulha na tela do 
equipamento 
[ Confirmar que a agulha a atingiu o alvo 
desejado 
[ Realizar movimentos de vai e vem com 
a agulha 
[ Realizar movimentos de leque – 
diversas direções 
[ Retirar a agulha e realizar o squash – 
Citologia 
[ Retirar o tru-cut e armazenar o 
fragmento em formol 10% 
[ Jamais continuar aspirando se sair do 
alvo 
[ Se o paciente se movimentar, retirar 
imediatamente a agulha 
[ Evitar puncionar lesões muito cavitárias, 
heterogêneas, císticas- risco de ruptura 
– emergência. 
[ Confeccionar o maior número de 
lâminas possíveis 
[ De preferência, realizar pelo menos 3 
punções em cada lesão 
[ E confeccionar, pelo menos, 3 lâminas 
em cada punção 
[ Todas as lâminas devem ser 
encaminhadas ao laboratório para ser 
feita a leitura 
Não aspirar para não haver risco de carrear 
para a agulha células que não são da lesão, 
que não são interessantes de serem 
analisadas. Bom fazer pelo menos 5 
lâminas da lesão para evitar estresse de 
um novo procedimento e fechar mais 
rapidamente o diagnóstico. 
[PAF X PAAF] 
De preferência realizar as duas técnicas 
e informar na lâmina qual técnica foi 
utilizada. Sempre lembrar que PAAF, 
 
 
23 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
normalmente, tem maior contaminação por 
sangue – hemácias. 
[Cuidados pós 
procedimento] 
Sempre realizar um fast 
ultrassonográfico, após a punção e 
observar se houve hemorragia, ruptura de 
órgãos e etc. É recomendado repouso do 
paciente por 24 horas pós punção, pode 
colocar gelo na pele para evitar hematomas. 
[Outras Formas de 
Intervenção guiada por 
Ultra] 
[ Cistocentese → Coleta de urina para 
cultura/antibiograma/EAS; 
[ Paracentese → Coleções líquidas em 
pequenas quantidades, a US escolhe o 
melhor ponto de coleta; 
[ Toracocentese → Melhor escolha do 
local de punção, evitando puncionar 
coração, pulmão e grandes vasos; 
[ Pericardiocentese → Jamais colocar o 
cateter em contato com o coração; 
[ Drenagem de cistos → Tentativa de 
aliviar a compressão abdominal; 
[ Drenagem de abcessos → Coletar 
material para cultura e antibiograma. 
 
[Conversa com Tutor] 
Antes de realizar o procedimento, é 
necessário explicar todo o processo. 
Informar que vai utilizar agulha e sobre o 
risco do procedimento. Todas essas 
informações devemser feitas por via oral 
(conversando) e escritas – pedindo para que 
ele assine um termo de ciência. 
Lembrar que intercorrências podem 
acontecer. 
Ideal é deixar de sobreaviso um anestesista 
e um cirurgião, dependendo da 
lesão/quadro do paciente. 
Deixá-lo ciente que a amostra pode ser 
não diagnóstica. 
 
 
Por que é importante fazer o exame 
ultrassonográfico do sistema locomotor de 
equinos? Principalmente nos animais de 
esporte, de corrida, de salto, de pista. 
Porque eles exigem muitos dos membros 
locomotores tanto os anteriores quanto os 
posteriores para realização das suas 
atividades. 
Isso envolve uma grande questão 
econômica também, pelo dinheiro 
envolvido nessas competições e corridas. 
A ultrassonografia consegue auxiliar tanto 
na detecção das lesões (diagnosticando 
uma lesão) e também o acompanhamento 
dessa lesão, saber se a lesão está piorando 
ou não com um tipo de tratamento. 
É importante quando há o comprometimento 
do sistema locomotor desses animais, que 
se tenha repouso e seja afastado das suas 
atividades (independentemente do tipo de 
lesão), para o tratamento ser mais favorável. 
Podendo dar um prognóstico do quadro do 
paciente por meio do exame 
ultrassonográfico. Lembrando que é um 
exame complementar, e sempre associar 
histórico, anamnese, exames laboratoriais e 
etc. 
É avaliado tendões, ligamentos e bordas 
ósseas. É um exame não invasivo com 
diagnóstico é preciso, sendo eficaz, 
obtendo muita informação. Importante para 
animais de esporte: salto e corrida. 
 
 
24 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Exemplo: Em animais de salto, quais são os 
membros que irão sofrer maior sobrecarga? 
Normalmente, os membros anteriores pois 
quando ele salta os dois membros que vão 
suportar todo o peso do animal. 
Além disso, a ultrassonografia vai auxiliar 
no prognóstico da lesão e 
acompanhamento para evolução do caso 
clínico. Auxilia também em procedimentos 
ecodirigidos: Infundir plasma rico em 
plaquetas (PRP) – Animais que possuem 
alguma lesão e necessitam de infusão de 
células troncos para acelerar a recuperação 
desse paciente. Em casos de tendinites e 
desmites, por exemplo. 
A tricotomia da região facilita a 
higienização da região, além disso o pelo 
dificulta a transmissão das ondas de 
ultrassom (dificultando a imagem 
ultrassonográfica). 
Deve-se fazer a limpeza do local para não 
prejudicar a qualidade da imagem. 
Faz-se a varredura das regiões: 
metacárpica e metatársica. Fazer toda a 
varredura do membro, é fundamental avaliar 
o membro contra lateral da lesão. Não se 
começa a varredura pelo membro 
acometido (onde está a lesão) é indicado 
começar pelo membro contra lateral ao que 
está com a lesão, é ótimo para ver o aspecto 
ultrassonográfico de normalidade do 
paciente. Após isso ver o membro com a 
lesão. 
É utilizado um transdutor linear de alta 
frequência que é indicado para estruturas 
superficiais. São transdutores caros, 
normalmente o ultrassonografista que 
trabalha com grandes animais vai utilizar o 
transdutor transretal que é parecido com o 
linear (por questão de adaptação). Não dá 
para fazer com o convexo e microconvexo. 
Usa-se alta frequência: 7,5 MHz pois 
precisa de um menor poder de penetração 
porque são estruturas superficiais para ter 
uma melhor resolução (qualidade de 
imagem). 
Utiliza-se gel transdutor ou standoff 
(anteparo de silicone). O gel não adere na 
pele do paciente, pois está de estação e 
acaba caindo. O standoff protege o 
transdutor e facilita a transmissão das 
ondas ultrassonográficas. Não é barato e 
tem tempo de vida útil. 
[Preparação e Técnica] 
Divide a região em 6 zonas menores, vai ter 
4cm cada uma aproximadamente (divisão 
visual). 
Inicia-se a medição a partir do osso 
acessório do carpo. É dividido em zonas: 
[ 1 A 
[ 1 B 
[ 2 A 
[ 2 B 
[ 3 A 
[ 3 B 
O exame inicia-se da parte mais proximal 
para distal. A parte mais proximal é a parte 
mais próxima, no caso do membro anterior 
da escápula e do membro posterior do osso 
coxal. E a parte mais distal, parte mais 
próxima da extremidade (da mão e do pé, do 
membro anterior e posterior). 
Algumas lesões vão ser mais facilmente 
visualizadas em um tipo específico de corte 
do que de outro. São utilizados cortes 
longitudinais e transversais, tem que fazer 
os dois cortes para cada zona que está 
sendo avaliada. Exemplo: Corte longitudinal 
e transversal para a zona 1A e 1B, 2A e 2B, 
3A e 3B. 
 
 
 
25 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Anatomia 
Ultrassonográfica] 
As estruturas avaliadas da região 
metacárpica/metatársica: 
[ Tendão flexor digital superficial 
[ Tendão flexor digital profundo 
[ Ligamento acessório do tendão flexor 
digital profundo (check inferior) 
[ Ligamento suspensor do boleto 
São as principais estruturas afetadas no 
cavalo atleta. Quando o médico veterinário 
for fazer o exame, não é preciso ser feito o 
jejum, apenas tricotomia e limpeza. Avaliar 
todo o membro, não só as principais 
estruturas mais afetadas. 
[Aspecto 
ultrassonográfico] 
 
Na imagem A, há um corte transversal de 
parênquima granular com pontos 
anecogênicos. Na imagem B há um corte 
longitudinal do parênquima dos tendões 
com uma serie de linhas hiperecoicas e 
grosseiras. 
 
 
26 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 
 
27 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Zona 1 possui aspecto ultrassonográfico mudado em comparação ao corte longitudinal. As fibras 
ficam alongadas dispostas uma em cima da outra.
A zona dois possui área mais hipoecogênica entre o ligamento acessório do TFDP e o ligamento 
SDB. 
A zona 3B é parecida com a zona 2B. 
 
 
 
 
28 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
 [Anormalidades 
Ultrassonográficas] 
Acontecem logo após uma prova, quando o 
animal cai de mal jeito, ou teve uma queda, 
fratura. Lesão que acontece de uma hora 
para outra. 
[ Tendinites/Desmites → Processos 
inflamatórios. Após a ocorrência da 
lesão, tem-se um edema que é o 
acumulo de líquido na região, 
rompimento de pequenos vasos 
(microhemorragia), debris celulares. 
Tudo isso contribui para uma estrutura 
heterogênea e de variável 
ecogenicidade. Então, numa lesão 
aguda há o aumento do membro 
(tamanho), áreas heterogêneas, 
redução da ecogenicidade (pelo 
edema que é líquido) e perda do 
alinhamento normal das fibras 
(desestruturação das fibras). 
 
 
 
 
Paciente que um dia se lesionou e não foi 
feito tratamento, animal ainda conseguia 
competir. Foi uma lesão que um dia foi uma 
lesão aguda, paciente continuou 
sobrecarregando esse membro e com o 
tempo essa lesão se tornou uma lesão 
crônica. Logo, cura incompleta de uma 
lesão que um dia foi uma lesão aguda. 
Lesões de sistema locomotor é um 
tratamento que dura meses. 
Tendinopatias/Desmiopatias → 
Processos inflamatórios. 
Ultrassonografia → Tecido que já tem 
fibrose (hiperecogênica), padrão mais claro. 
Parênquima grosseiro e heterogêneo. 
[Cálculo da lesão] 
É possível calcular o tamanho da lesão. 
Porcentagem da área da lesão com a área 
do tendão/ligamento. Fazer o cálculo tem o 
objetivo acompanhar o tratamento e auxiliar 
a determinar prognóstico. As lesões são 
classificadas em: 
[ Lesão sutil → 15% da área 
[ Lesão moderada → 16 a 25% da área 
[ Lesão severa → > 25% da área 
 
 
 
 
29 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Esse método de exame é um diagnóstico 
por imagem e aos poucos tem sido 
introduzido na rotina da MedicinaVeterinária. 
Para que serve a endoscopia? Há diversas 
doenças respiratórios que acometem cães e 
gatos, porém, essas doenças tem sinais 
clínicos inespecíficos, como tosse, 
espirro, secreção nasal, apatia, febre, 
prostração. 
As afecções respiratórias são frequentes 
no atendimento na clínica veterinária, 
principalmente nos meses de inverno. Os 
Braquicefálicos possuem focinho curto e 
frequentemente causa esses problemas 
respiratórios. 
A inspeção clínica da cavidade nasal é 
necessária, porém é dificultosa na rotina. 
Por isso, é imprescindível realizar os 
exames de imagem para auxiliar o 
diagnóstico. Além disso, é necessário 
correlacionar com outros exames 
complementares. Para ver se há 
leucocitose, presença de bastão, desvio a 
esquerda, se há algum acometimento de rim 
ou fígado, etc. 
As alterações do trato respiratório, as 
rinopatias, exigem um tratamento longo e 
um planejamento terapêutico. 
Normalmente possui um tratamento longo e 
um planejamento terapêutico. 
[Anatomia] 
O crânio é extremamente complexo, possui 
diversos ossos, musculaturas, etc. Os ossos 
da calota craniana e da face são 
numerosos e no exame radiográfico há 
muita sobreposição dessas estruturas, 
dificultando a avaliação radiográfica da 
região. Então muitas vezes ele não é 
suficiente e não irá concluir o diagnóstico. 
A passagem nasal vai desde o limite rostral 
até a parte mais caudal, porção final da 
laringe. O plano nasal é composto por tecido 
cartilaginoso e as narinas precisam ser 
simétricas. Elas são divididas por um sulco. 
A fração mais caudal está no interior da 
cavidade nasal e vão ser divididas em 
esquerda e direita internamente pelo septo 
nasal (placa osteocartilaginosa). 
Há a classificação de algumas raças pela 
anatomia: 
[ Dolicocéfalos → Possuem cabeça 
longa, estreita e o focinho alongado. 
Cães como Galgo, Collies. 
[ Braquicéfalos → Cavidade nasal curta 
e crânio muito largo. Como em Pugs, 
buldogues. 
[ Mesaticéfalos → Possuem a cavidade 
nasal e o diâmetro do crânio 
proporcionais. Cães como o pastor 
alemão, Golden, labrador, beagle e 
Rottwailer, etc. 
Os Braquicefálicos terão uma maior 
dificuldade respiratória e com a 
popularização da raça surgiram alguns 
programas de cirurgia (projeto narizinho) 
para realizar a rinoplastia dos pacientes. 
Os cães não possuem glândulas 
sudoríparas então não transpiram pela pele, 
eles dependem de realizar a troca de calor 
com ambiente principalmente por meio da 
respiração. Se ele não consegue respirar 
direito, consequentemente, ele não realiza a 
troca de calor de forma eficaz e como 
consequência há um aumento da 
temperatura interna corporal. 
[Sinais Clínicos] 
[ Febre 
[ Apatia 
[ Sensibilidade na face 
[ Secreção nasal uni (suspeita de 
alteração anatomia na região, corpo 
estranho, neoplasia) ou bilateral (pensa 
em algo sistêmico como pneumonia). 
 
 
30 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Além disso, é fundamental saber o 
aspecto da secreção: mucosa 
(presença de muco branco e espesso), 
serosa (liquido, transparente, como 
coriza), mucopurulenta (quando há 
presença de pus), serosanguinolenta 
(avermelhada). 
[ Espirros 
[ Respiração por via oral 
[ Estertor 
[ Epistaxe 
[ Deformidade nasal 
 
Observa-se na imagem uma região bem 
hiperêmica, com um pouco de sangue. O 
animal possui provavelmente dor e 
sensibilidade ao toque. Apresenta também 
despigmentação de plano nasal e perda de 
pelo. Pode ser desde uma doença infecto 
contagiosa até uma neoplasia. Logo, é 
necessário realizar exames 
complementares, pode fazer uma citologia 
da região, um exame de sangue para ver se 
há leucocitose, disfunção renal ou hepática, 
e radiografia da face e tórax para avaliar o 
pulmão. 
 
Na imagem acima, observa-se um cão com 
epistaxe. A princípio aparenta ser bilateral, 
o que faz pensar em algo sistêmico. Esse 
cão pode estar perdendo sangue por uma 
possível baixa de plaquetas 
(trombocitopenia), podendo ser causada por 
uma Erlichia. Então as vezes o animal tem 
uma manifestação clínica do sistema 
respiratório, porém, a causa é outra (no caso 
hematológico). Logo, é necessário avaliar o 
paciente como um todo. 
 
Na imagem acima observa-se um cão com 
epistaxe unilateral (narina esquerda). Essa 
informação já auxilia o veterinário na 
suspeita diagnostica. Pode ser causada por 
um tumor, pólipo acometendo a região, etc. 
Logo, é necessário fazer uma boa 
anamnese para tentar descobrir a causa. 
 
Na imagem acima, há presença de 
secreção unilateral purulenta. 
 
Na imagem acima, há praticamente 
obstrução das narinas (pela abertura da 
 
 
31 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
boca mostra a dificuldade respiratória), 
muita presença de secreção purulenta. Isso 
pode ser em decorrência de rinotraqueite, 
pneumonia, etc. 
Quando a manifestação é de sistema 
respiratório, sabe-se que muitos 
proprietários tem dificuldades financeiras, 
então nem sempre eles conseguirão fazer 
os exames que o veterinário solicita. O 
tratamento clinico/terapêutico sem 
realização dos exames complementares 
não é muito bem-vindo, principalmente se 
tiver manifestação respiratória. É necessário 
no mínimo exame de sangue e radiografia. 
 
 
Os dois cães na imagem em relação ao 
plano nasal (focinho) a princípio não 
aparentam muita alteração, porém, quando 
sabe-se que o sistema respiratório e o plano 
nasal não se limitam apenas ao focinho, se 
suspeita nesses casos de alterações do 
trato respiratório. Na foto há aumento de 
volume, uma massa. Para esses pacientes 
é necessária uma radiografia de face para 
ver se é uma massa, se há lise óssea, etc. 
Se for confirmado a massa, é necessário 
uma ultrassonografia abdominal e 
radiografia do tórax para ver se há 
metástase. Se foi confirmado uma massa e 
não há metástase, é necessária uma 
citologia ou histopatologia (biopsia) para 
saber se é um tumor benigno ou maligno e 
que tipo de tumor é. Esse paciente 
provavelmente vai ter dificuldade de se 
alimentar, de visão, etc. 
[Principais 
Rinopatias] 
 
[ Neoplasias 
[ Corpo estranho 
[ Estenose → Quando há diminuição da 
narina gerando redução da passagem 
do fluxo do ar. Isso acontece 
naturalmente nas raças braquicefálicas. 
[ Rinite, que é a inflamação da mucosa 
nasal 
[ Sinusite que é inflamação dos seis 
nasais 
[ Infecção fúngica 
[ Infecção bacteriana 
[ Parasitaria 
[ Inflamatória 
[ Alérgica → Pacientes que tem atopia 
podem ter espirros 
 
[Tumores Nasais] 
A maioria dos tumores que acometem 
sistema respiratório de cães e gatos são 
malignos. Porém, as metástases são raras. 
Esses tumores são bem agressivos então 
muitas vezes não há tempo do animal 
apresentar metástase. 
Eles correspondem a 1% dos tumores na 
medicina veterinária. 
O Carcinoma é o tumor maligno mais 
comum junto ao Fibrossarcoma e 
Sarcoma. 
Os tumores nasais ocorrem em maior 
número em grandes cidades pois os cães e 
gatos que vivem em grandes cidades vão 
mais ao veterinário e fazem exames 
complementares, conseguindo fechar o 
diagnóstico. 
 
 
32 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
Os tumores benignos que acometem os 
animais no trato respiratório são fibroma, 
TVT e papiloma. 
A maioria dos animais que apresentam são 
acima de 10 anos, considerado idosos. 
Importante não descartar a possibilidade de 
tumor em animais jovens. 
Se o tumor for na porção dorso caudal vai 
ter uma rápida proliferação de 
microrganismos e será altamente invasivo, 
podendo atingir cavidade oral, região ocular, 
região encefálica. E assim, causando 
metástases nos linfonodos. 
[Pólipos Nasais] 
Os pólipos nasais são espessamentos 
focais de tecidoda mucosa nasal. O 
pólipo é quando a mucosa nasal terá um 
espessamento localizado. A passagem do 
ar antes do pólipo passava em toda a região 
entre as mucosas e após o pólipo, ela terá 
uma passagem reduzida. Logo, haverá 
estenose/estreitamento. 
Normalmente os pólipos são pedunculados 
(a base que liga ele na mucosa é uma base 
bem pequena e estreita). O pólipo séssil é 
quando o pólipo tem uma base mais larga, 
ele está mais aderido, sendo mais difícil de 
ser removido cirurgicamente. 
Normalmente é unilateral e aparece em 
animais de 3 a 14 anos. 
Eles podem fazer uma obliteração da 
passagem nasal. Quando há redução do 
fluxo nasal na região, pode haver um 
acumulo de secreção. Isso irá facilitar a 
proliferação de fungo, bactéria. Ou seja, 
pode haver a presença de microrganismos 
patogênicos. Pode gerar uma sinusite 
bacteriana. 
[Rinite Bacteriana] 
A rinite bacteriana que afeta os cães vão 
ser: 
Bordetella bronchiseptica ou 
Mycoplasma sp. 
Se for a primeira vez que o animal está 
tendo a rinite bacteriana (rinite primária), 
ele provavelmente irá responder ao 
antibiótico. Qual será o antibiótico de 
escolha? Antibiótico de eleição para trato 
respiratório como Amoxicilina com 
Clavulanato (parte respiratório inferior) e 
Azitromicina (parte respiratório superior). O 
mais adequado é coletar material da 
secreção, encaminhar para o laboratório 
para realizar o exame de cultura e 
antibiograma, assim vai saber qual bactéria 
tem e qual antibiótico será utilizado. 
Quando está lidando com problemas 
secundários (recidivas) tem que tentar 
solucionar a causa de base (as vezes há um 
pólipo). Pode fazer uma Rinoscopia para 
visualizar dentro da cavidade nasal para 
saber se há algo como pólipo, tumor, 
presença de corpo estranho. Pode até 
coletar material para mandar para biopsia 
pela Rinoscopia. 
[Rinite Fúngica] 
É comum sendo que 34% das doenças 
nasais crônicas são por conta de fungos. 
Acomete mais mesaticéfalos e dolicocéfalos 
Aspergillus sp; Criptosporidium sp.; 
Penicillium sp; são os agentes mais 
comuns que causam a rinite fúngica. 
Os animais aspiram os esporos e se o 
animal for imunossuprimido, ele terá uma 
colonização oportunista. O fungo se aloja, 
o sistema imunológico não consegue 
combater e ele se prolifera, colonizando. 
Quando entra com o endoscópio dentro do 
nariz (paciente anestesiado, dentro do 
centro cirúrgico), visualiza-se colônias de 
aspecto aveludado podendo ser de 
coloração branca, cinza, esverdeada, etc. O 
paciente pode apresentar uma secreção 
mucopurulenta (pode haver bactérias 
como infecção secundária), pode haver 
também mucosa hiperêmica. 
 
 
 
33 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[Rinite Parasitária] 
A literatura diz que é raro na América do Sul 
pois muita gente não fecha diagnostico. 
Ela é ocasionada por um ácaro branco, 
pequeno com cerca de 1mm de diâmetro. 
Ele é chamado de Pneumonyssoides 
caninum. Vai habitar a nasofaringe, a 
cavidade nasal e os seios frontais. 
 
Pode ser carreado pelos países no mundo 
por conta da globalização. Basta um único 
animal infectado podendo disseminar para 
outros animais. 
[Rinite Inflamatória] 
É a rinite linfoplasmocítica. Ela pode ser 
um processo apenas inflamatório, sem 
agente infeccioso. Pode ser do tipo aguda 
ou crônica. Na crônica vai haver uma área 
bem hiperêmica, avermelhado com 
infiltrado linfoplasmocítico 
predominante. 
Quando entra com endoscópio é possível 
visualizar a coloração da mucosa, podendo 
ver secreção bilateral, mucoide, edema, 
hiperemia. A mucosa pode estar rugosa e 
pode haver destruição ou atrofia dos 
turbinados. 
 
 
[Rinite Secundária a 
afecção dental] 
É muito comum na rotina por mais que a 
odontologia veterinária esteja sendo 
difundida. 
Ocorre em animais em que os tutores não 
fazem uma profilaxia dentária e uma 
higienização adequada. 
Prolifera bactéria que formam os cálculos 
dentais, sendo necessário anestesiar o 
paciente e muitas vezes arrancar os dentes 
pela proliferação bacteriana. É normal 
apresentar gengivite, fistulas (bactérias 
presentes na maxila permitindo a 
translocação bactéria até a cavidade nasal, 
gerando rinite bacteriana) e abcessos 
dentários. 
[Corpo Estranho Nasal] 
Os animais são seres irracionais então é 
muito comum ocorrer. Ocorre 
principalmente em filhotes e animais mais 
curiosos. 
O sinal clinico é agudo e em seis horas ele 
apresenta incomodo, secreção, coceira no 
nariz. É comum ver grama, graveto, feijão, 
insetos, etc. 
A Rinoscopia é de fácil identificação. Pode 
ter muita secreção (em consequência ao 
processo inflamatório) encobrindo então é 
necessário lavar para limpar a secreção e 
visualizar o corpo estranho. 
[Radiografias] 
 
[ Baixo custo 
[ Fácil acesso 
[ Exame rápido 
[ Realizado sem sedação na maioria das 
vezes, porém para radiografia de crânio 
é melhor haver a sedação para evitar a 
sobreposição das estruturas ósseas e 
visualizar melhor. 
[ Posicionamento difícil 
 
 
34 Diagnóstico por análise de imagem 
 
DIAGNÓSTICO POR ANÁLISE DE IMAGEM MARIA LUIZA BORGES BARRETO 
[ Sobreposição de estruturas ósseas 
[ Radiografia deve sempre preceder a 
Rinoscopia → Quando faz a 
Rinoscopia entra com um endoscópio 
dentro do nariz e é normal o 
sangramento nasal durante a 
Rinoscopia. Para isso, é feito uma 
lavagem e retirada do liquido, mas 
acaba sempre ficando um resquício de 
liquido. Se fizer a radiografia depois da 
Rinoscopia vai haver acumulo de liquido 
e não vai saber se o paciente tinha 
acumulo de liquido antes ou se foi 
resquício da Rinoscopia. 
 
[Rinoscopia] 
 
[ Amplo crescimento 
[ Permite um grande detalhamento das 
lesões 
[ Permite inspeção direta da cavidade 
nasal 
[ Minimamente invasivo, porém 
necessário a sedação 
[ Custo menor que a tomografia e 
ressonância magnética 
[ Rinoscópio → Há o endoscópio rígido 
e o flexível. Com o rígido é possível 
avaliar a parte mais anterior da cavidade 
nasal (acesso limitado a cavidade) e 
com o flexível consegue avaliar toda a 
cavidade nasal. O flexível é móvel e é 
possível realizar a manobra em J onde 
a ponta do endoscópio consegue virar e 
ir em direção até a nasofaringe. Logo, 
com o flexível é possível avaliar uma 
maior região. 
[ É possível fazer captura de imagens 
[ Definir o grau de severidade das lesões 
[ Distinguir a origem das rinopatias 
[ Visualizar se há atrofia ou destruição de 
turbinados 
[ Se há desvio/destruição de septo nasal 
[ Detecção de formação 
polipoides/neoplasias etc 
 
[Preparo] 
 
[ Decúbito esternal/dorsal 
[ Necessária sedação/anestesia geral 
[ Importância de exames prévios 
[ Abordagem bilateral mesmo tendo 
alteração apenas unilateralmente 
[ Começar sempre pela narina menos 
acometida → Se começar pela mais 
acometida e a narina estiver sangrando, 
vai ter dificuldade de visualizar e se o 
sangramento aumentar, vai necessário 
interromper o exame antes de visualizar 
as duas narinas. 
[ Paramentação → Luva e mascara 
[ Fórceps endoscópios → É usado para 
retirar algum fragmento e utilizando o 
fórceps causa menor sangramento do 
que a pinça anatômica. 
 
[ Pra evitar sangramento → Importante 
lubrificar o endoscópio e injetar uma 
solução salina fria pelo canal do 
instrumento para causar vasoconstrição 
[ Estancar sangramento → Infundir 
dentro do nariz adrenalina 1% diluída 
com soro fisiológico gelado para fazer 
vasoconstrição periférica. 
[ Otoscópio → Pode ser utilizado para 
avaliar o nariz, mas não é recomendado 
pois ele é rígido e curto. 
[ Rinoscopia anterior → Avaliação do 
septo nasal, meato nasal comum 
dorsal/médio/ventral, concha nasal 
ventral e dorsal, etnoturbinados. Com o 
flexível é possível avaliar todas essas 
regiões