Prévia do material em texto
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = CURSO www.cursoadsumus.com.br – adsumus@cursoadsumus.com.br - ESTUDE COM QUEM APROVA! QOAA-AFN/2018 TURMA MÁSTER CONHECIMENTOS GERAIS MÓDULO – V – REVISÃO SETEMBRO DE 2018 PORTUGUÊS E REDAÇÃO Prof. Rafael Dias MATEMÁTICA Prof. César Loyola GEOGRAFIA ECÔNOMICA Prof. Odilon Lugão HISTÓRIA MILITAR NAVAL Prof. Vagner Souza = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = MATERIAL INTERNO DE USO EXCLUSIVO DOS ALUNOS Proibida a reprodução total ou parcial http://www.cursoadsumus.com.br/ mailto:adsumus@cursoadsumus.com.br P O R T U G U Ê S Interbits – SuperPro ® Web Página 1 de 19 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 10 QUESTÕES: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. O dono do livro Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado. Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor. O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto? Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono. Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”. O autor é quem escreve, mas o livro é quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça. O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginas os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É o leitor o livro. Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve para nada. Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem. Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber. Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de uma amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono. Martha Medeiros. Jornal ZERO HORA – 06/11/11. Revista O Globo, 25 de novembro de 2012. 1. (Esc. Naval 2017) Em que opção ocorre um exemplo de uso conotativo da linguagem? a) “Li outro dia um fato real narrado pelo escrito moçambicano Mia Couto.” (1º parágrafo) b) “O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais.” (3º parágrafo) c) “O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, [...]” (5º parágrafo) d) “Não levou o celular, a carteira, só quis o livro.” (10º parágrafo) e) “Assim são as histórias escritas também pela vida, [...]” (10º parágrafo) 2. (Esc. Naval 2017) No trecho “É do leitor o prazer.” (6º parágrafo), a autora usa uma figura de linguagem. Assinale a opção que a identifica corretamente essa figura. a) Metáfora. b) Elipse. c) Metonímia. d) Hipérbato. e) Anacoluto. Interbits – SuperPro ® Web Página 2 de 19 3. (Esc. Naval 2017) Marque a opção em que a palavra destacada no trecho “E deve ter ficado estupefata” (10º parágrafo) foi substituída por outra de mesmo valor semântico. a) Extasiada. b) Contrariada. c) Aborrecida. d) Encantada. e) Atônita. 4. (Esc. Naval 2017) No trecho “[...] um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro.” (1º parágrafo), é também correta, de acordo com a norma-padrão brasileira, a colocação enclítica do pronome o. Assinale a opção em que também ocorre essa dupla possibilidade – próclise e ênclise – na colocação do pronome destacado. a) Ana me emprestou este livro. b) Não lhe emprestarei o livro de novo. c) Prefiro que me traga as publicações depois. d) Sempre o vê sozinho na frente da biblioteca. e) Em lhe chegando a vez, termino de contar a história de ontem. 5. (Esc. Naval 2017) Ao discutir a questão sobre “quem é o dono do livro”, no texto, o verbo ser fica em evidência. Assinale a opção em que a concordância da forma verbal destacada está correta, de acordo com a norma-padrão. a) Quem seria os donos deste livro? b) O que há de bom neste livro é as histórias. c) O mais é discussões infundadas sobre o autor. d) Tudo é leituras, para quaisquer tipos de textos. e) A leitura de três livros, em um dia, ... não serão demais?! 6. (Esc. Naval 2017) Assinale a opção em que a troca da palavra sublinhada pela que está entre parênteses mantém corretas as relações de sentido e a regência nominal ou verbal. a) “[...] pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros [...]” (4º parágrafo) – (entre) b) “O livro é de quem tem acesso às suas páginas [...]” (6º parágrafo) – (ante) c) “[...] os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam.” (6º parágrafo) – (em) d) “[...] mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal” (6º parágrafo) – (para) e) “[...] na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse.” (8º parágrafo) – (a) 7. (Esc. Naval 2017) Analise o trecho a seguir. “[...] – comprei, é meu.” Que relação semântica a segunda oração estabelece com a primeira? a) Adição. b) Explicação. c) Conclusão. d) Causa. e) Conformidade. 8. (Esc. Naval 2017) Leia o trecho: “Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.” (1º parágrafo) Marque a opção em que as funções da palavra que estão corretamente indicadas, na ordem em que aparecem no trecho. a) Pronome relativo; pronome relativo; conjunção integrante; conjunção adverbial. b) Conjunção integrante; pronome relativo; pronome relativo; conjunção integrante. c) Conjunção integrante; conjunção adverbial; conjunção integrante; pronome relativo. Interbits –SuperPro ® Web Página 3 de 19 d) Conjunção adverbial; conjunção integrante; pronome relativo; pronome relativo. e) Pronome relativo; conjunção adverbial; pronome relativo; conjunção integrante. 9. (Esc. Naval 2017) Assinale a opção que apresenta a afirmativa correta sobre o texto lido. a) A autora do texto procura justificar o gesto intempestivo do garoto que roubara um livro para devolvê-lo ao próprio autor. b) Segundo Mia Couto e Martha Medeiros, depois de comprado, um livro pertencerá, de fato, ao leitor que pagou por ele. c) Para o autor moçambicano, o Brasil incluiu-se entre os países cujos habitantes estão pouco familiarizados com os livros. d) O escritor Mia Couto mostrou-se indignado com as motivações que provocaram o roubo de um livro que lhe pertencia. e) A jovem leitora de Mia Couto expressou muito receio ao ser abordada pelo garoto que lhe tirou das mãos um livro do autor. 10. (Esc. Naval 2017) Leia os fragmentos abaixo: “O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente [...]” (5º parágrafo) “Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso [...]” (7º parágrafo) “[...] as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.” (9º parágrafo) Quanto aos processos coesivos, as palavras destacadas possuem, de acordo com o contexto em que são empregados, respectivamente, valor: a) anafórico; anafórico; catafórico. b) catafórico, anafórico, catafórico. c) catafórico, anafórico, anafórico. d) anafórico, catafórico, anafórico. e) catafórico, catafórico, anafórico. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir. “[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo que é impossível compreender inteiramente à primeira leitura pensamentos assim esquematizados sem uma certa prática.” Mário de Andrade – Artista 11. (Esc. Naval 2017) Assinale a opção em que o termo destacado deve ser acentuado, conforme ocorre na expressão “à primeira leitura”. a) Veio, finalmente, a primeira vitória de sua carreira. b) Conheceram-se numa biblioteca: foi amor a primeira vista. c) Não será a primeira e nem a segunda leitura que o convencerá. d) Foi a primeira vez que viajei a Portugal, e já quero retornar. e) Não peça informações a qualquer primeira pessoa que encontrar. 12. (Esc. Naval 2017) Assinale a opção em que a reescritura do trecho “[...] Alguns leitores ao lerem estas frases... não compreenderam logo.” Mantém seu sentido original e respeita a norma gramatical. a) Quando leram estas frases..., alguns leitores não compreenderam logo. b) Sempre que leem estas frases, alguns leitores não compreendem logo. c) Alguns leitores, assim que lerem estas frases, não compreenderão logo. d) Depois que lerem estas frases, alguns leitores não compreenderão logo. e) Alguns leitores, cada vez que lesses estas frases, não compreenderiam logo. Interbits – SuperPro ® Web Página 4 de 19 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 8 QUESTÕES: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões). Leitura - leituras: quando ler (bem) é preciso “[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo é impossível compreender inteiramente à primeira leitura pensamentos assim esquematizados sem uma certa prática.” Mário de Andrade – Artista “Eu sou um escritor difícil Que a muita gente enquizila, Porém essa culpa é fácil De se acabar duma vez: É só tirar a cortina Que entra luz nesta escurez.” Mário de Andrade – Lundu do escritor difícil No eterno criar e recriar da atividade verbal, a criatividade, a semanticidade, a intersubjetividade, a materialidade e a historicidade são propriedades essenciais da linguagem, indispensáveis a todos os atos da fala, sejam eles presente, passados ou futuros. Porém, é a atividade semântica que intermedeia a conexão dos seres humanos com o mundo dos objetos, estabelecendo a relação entre o EU e o Universo, e, junto com a alteridade (relação do EU com o Outro, de caráter interlocutivo), permite a identificação da linguagem como tal, pois a linguagem existe não apenas para significar, mas significar alguma coisa para o outro. A semanticidade possibilita o indivíduo conceber e revelar as coisas pertencentes ao mundo do real e da imaginação. Logo, é ao mesmo tempo significação, modo de conceber, ou melhor, uma configuração linguística de conhecimento, uma organização verbal do pensamento, e designação ou referência, aplicação dos conceitos às coisas extralinguísticas. [...]. No processo de leitura do texto, para que o leitor se aproprie desse(s) sentido(s), é necessário que ele domine não apenas o código linguístico, mas também compartilhe bagagem cultural, vivências, experiências, valores, correlacione os conhecimentos construídos anteriormente (de gênero e de mundo, entre outros) com as novas informações expressas no texto; faça inferências e comparações; compreenda que o texto não é uma estrutura fechada, acabada, pronta; perceba as significações, as intencionalidades, os dialogismos, o não dito, os silêncios. Em resumo, é fundamental que, por meio de uma série de contribuições, o interlocutor colabore para a construção do conhecimento. Assim, ler não significa traduzir um sentido já considerado pronto, mas interagir com o outro (o autor), aceitando, ou não, os propósitos do interlocutor. Profª Marina Cezar – Revista Villegagnon. Ano IV. Nº 4. 2009 – Texto adaptado. 13. (Esc. Naval 2017) Assinale a opção em que, de acordo com a variante padrão brasileira, o verbo indicado entre parênteses segue a mesma flexão da forma verbal observada em: “[...] a atividade semântica que intermedeia a conexão dos seres humanos com o mundo dos objetos [...]” (2º parágrafo) a) Queremos que ele (confiar) em sua competência. b) Acredita no aluno que (ansiar) por novas leituras. c) Encontrou uma empresa que (premiar) as boas ideias. d) Ele quer uma leitura que (ampliar) seus conhecimentos. e) Todos procuramos um exercício que (afiar) nossa memória. Interbits – SuperPro ® Web Página 5 de 19 14. (Esc. Naval 2017) Tendo em vista o título do texto – “Leitura - leituras: quando ler (bem) é preciso” – assinale a opção que justifica corretamente o emprego dos parênteses, segunda intenção expressiva da autora. a) Isola as orações intercaladas com verbos. b) Faz uma indicação bibliográfica sucinta. c) Indica a citação literal de uma palavra importante. d) Acrescenta um comentário implícito sobre a ideia da autora. e) Sugere um tom mais emotivo às reflexões da autora, no texto. 15. (Esc. Naval 2017) No trecho a seguir. “No eterno criar e recriar da atividade verbal, a criatividade, a semanticidade, a intersubjetividade, a materialidade e a historicidade são propriedades essenciais da linguagem [...]” (1º parágrafo) Assinale a opção em que o comentário acerca do uso dos sinais de pontuação está correto, tendo em vista a norma- padrão. a) A primeira vírgula separa o sujeito do restante da frase, as demais separam os apostos. b) As vírgulas separam, respectivamente, um adjunto adverbial a termos de mesma função sintática. c) Todas as vírgulas poderiam ser retiradas, pois não há necessidade de pausas no trecho. d) É igualmente correto usar ponto e vírgula no lugar de cada vírgula presente no trecho. e) Pode-se usar um travessão no lugar da primeira vírgula e manter as demais sem prejuízo. 16. (Esc. Naval 2017) Marque a opção em que a função sintática do termo sublinhado é idênticaà da expressão destacada neste trecho: “[...] aplicação dos conceitos às coisas extralinguísticas. [...]” (3º parágrafo) a) Deu-lhe muitos presentes de aniversário. b) Levou a irmã ao médico hoje pela manhã. c) Aludi à carta que você me enviou. d) Deixou o paciente à espera por horas. e) Marta tem certeza de sua amizade. 17. (Esc. Naval 2017) Leia o fragmento: “[...] a relação entre o Eu e o Universo [...]” (2º parágrafo) Assinale a opção em que a palavra sublinhada foi formada pelo mesmo processo que a palavra destacada acima. a) O beija-flor voou feliz até o ninho. b) Infeliz aquele que não ama o próximo. c) – Silêncio! Pediu o professor à turma. d) O resgate dos feridos aconteceu normalmente. e) A falta cometida pelo jogador foi desleal. 18. (Esc. Naval 2017) Considere o trecho: “[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo que é impossível compreender inteiramente à primeira leitura pensamentos assim esquematizados sem uma certa prática." (Mário de Andrade - Artista) Assinale a opção em que Marina Cezar explicita uma das “práticas” necessárias para a compreensão efetiva de uma leitura. a) Traduzir um sentido, no texto, já considerado pronto e fechado. b) Identificar a linguagem como uma forma de aproximar o Eu e o Universo. c) Correlacionar conhecimentos anteriores com novas informações expressas no texto. d) Compreender que a história é uma das propriedades essenciais da linguagem. e) Dominar, exclusivamente, e com segurança, o código linguístico. Interbits – SuperPro ® Web Página 6 de 19 19. (Esc. Naval 2017) Leia as frases a seguir. “... ler (bem) é preciso.” (Marina Cezar) “Navegar é preciso, viver não é preciso.” (Fernando Pessoa) Assinale a opção que explicita corretamente a relação intertextual entre as frases acima, a partir da expressão destacada. a) Ler e navegar são necessidades lúdicas e inalienáveis na vida de homens e mulheres. b) Ler e navegar referem-se a um mesmo contexto – o das viagens marítimas. c) Ler, com atenção, e navegar resguardam sentidos de necessidade e precisão para a existência humana. d) A leitura e a navegação dispensam quaisquer outras atividades de lazer e conhecimento na vida das pessoas. e) A leitura só será necessária se for bem realizada, assim como navegar precederá, sempre, a própria existência. 20. (Esc. Naval 2017) O dono do livro Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado. Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor. O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto? Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono. Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”. O autor é quem escreve, mas o livro é quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça. O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginas os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É o leitor o livro. Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve para nada. Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem. Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber. Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de uma amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono. Martha Medeiros. Jornal ZERO HORA – 06/11/11. Revista O Globo, 25 de novembro de 2012. Assinale a opção que identifica corretamente a ideia comum entre os textos de Marina Cézar e Martha Medeiros, sobre a relação livro/literatura. a) Interações semânticas, via leitura, entre leitor e o autor do livro. b) Domínio do código linguístico para a apropriação dos sentidos do texto. c) Discussões sobre o verdadeiro “dono” do livro: quem deteria o direito de posse? d) Reflexões sobre as dificuldades de acesso aos livros em países economicamente desfavorecidos. e) Reconhecimento da importância dos leitores como condição precípua para a existência dos livros. Interbits – SuperPro ® Web Página 7 de 19 21. (G1 - col. naval 2017) Em que opção todas as preposições em destaque estão de acordo com a regência do nome? a) Por ter sido transferido, o marinheiro foi morar à Rua Martinez, local próximo ao quartel. b) Em nosso país, temos ojeriza por guerra, mas temos capacidade para lutar sem medo. c) Os alunos oriundos de outros Estados ficam curiosos para conhecer Angra dos Reis. d) Desejoso pela aprovação, este candidato demonstra capacidade para qualquer faina. e) É preferível não se alimentar do que alimentar-se com produtos nocivos ao organismo. 22. (G1 - col. naval 2017) No que se refere à concordância verbal, observe as frases abaixo. I. Espera-se muitas novidades no campo da informática educacional este ano. II. Em todos os países, faz-se muitas promessas aos fabricantes de mídias digitais. III. Choveram reclamações sobre o novo celular disponibilizado nas lojas do ramo. IV. Houveram-se muito bem os expositores da Feira de Tecnologia do Anhembi. Assinale a opção correta. a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão de acordo com a norma culta. b) Apenas as afirmativas II, III e IV estão de acordo com a norma culta. c) Apenas as afirmativas I, III e IV estão de acordo com a norma culta. d) Apenas as afirmativas I e II estão de acordo com a norma culta. e) Apenas as afirmativas III e IV estão de acordo com a norma culta. 23. (G1 - col. naval 2017) Em que opção a colocação pronominal está de acordo com a modalidade padrão? a) Quando o casal chegou ao restaurante, se calou por motivos bem diferentes. b) Os pais distraí-lo-iam com novas tecnologias, embora o pediatra condenasse. c) Por que a mulher questionou-os sobre o silêncio que pairava no restaurante? d) Por favor,solicitamos que entreguem-nos os celulares antes da hora da prova. e) O homem usava a Internet, e o garçom não interrompeu-o para servir a comida. 24. (G1 - col. naval 2017) Assinale a opção em que todas as formas verbais sublinhadas foram corretamente empregadas. a) Eu sempre me precavenho e analiso tudo detalhadamente. Por isso, só darei o meu apoio quando a comissão estudar melhor o caso e propor soluções que sejam coerentes. b) Não cri nele retorqui mostrando minha insatisfação. Irritado, ele freiou bruscamente e quase provocou um acidente sério. c) Ele se ateve às informações recebidas e não requereu um laudo complementar. Quando a falha apareceu, o chefe quis demiti-lo, mas eu intervi e contornei a situação. d) Se você se ater ao que foi combinado com o chefe e manter a calma, reavemos a carga extraviada e o problema será facilmente resolvido. e) Sempre que houver divergências e você precisar que eu intermedeie, pode chamar. Se eu vir que o caso é complicado, peço sua ajuda também. 25. (G1 - col. naval 2017) Em que opção todos os termos sublinhados foram corretamente grafados? a) A desinteria é um dos principais sintomas de infecção intestinal. b) Antes de abrir o envólucro, é necessário umidecê-lo. c) Enquanto a bandeira não foi hastiada, os transeuntes não puderam circular livremente. d) Comprei o produto por uma pechincha. Por isso, resolvi dar uma gorjeta para o vendedor. e) A recisão do contrato não foi feita por causa da paralização dos trabalhadores. 26. (G1 - col. naval 2017) Assinale a opção na qual a palavra em destaque está acentuada conforme a regra ortográfica vigente. a) O marido estava com os pêlos do braço emaranhados por esfregá-los na toalha. b) Alegando estar com cefaléia, a mulher continuou em silêncio até o final do jantar. c) O marido pediu ao garçom uma pêra flambada com calda de chocolate para dois. d) A mulher não prestou atenção ao escarcéu que o marido fez por causa da Internet. e) De um pólo a outro, muitos abdicam de uma conversa ao vivo para usar o WhatsApp. Interbits – SuperPro ® Web Página 8 de 19 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 14 QUESTÕES: Texto para a(s) questão(ões) a seguir. Encontros e Desencontros Hoje, jantando num pequeno restaurante aqui perto de casa, pude presenciar, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito. Um casal de meia idade se senta à mesa vizinha da minha. Feitos os pedidos ao garçom, o homem, bem depressinha, tira o celular do bolso, e não mais o deixa, a merecer sua atenção exclusiva. A mulher, certamente de saber feito, não se faz de rogada e apanha um livro que trazia junto à bolsa. Começa a lê-lo a partir da página assinalada por um marcador. Espichando o meu pescoço inconveniente (nem tanto, afinal as mesas eram coladinhas) deu para ver que era uma obra da Martha Medeiros. Desse modo, os dois iam usufruindo suas gulodices, sem comentários, com algumas reações dele, rindo com ele mesmo com postagens que certamente ocorriam em seu celular. Até dois estranhos, postos nessa situação, talvez acabassem por falar alguma coisa. Pensei: devem estar juntos há algum tempo, sem ter mais o que conversar. Cada um sabia tudo do outro, nada a acrescentar, nada de novo ou surpreendente. E assim caminhava, decerto, a vida daquele casal. O que me choca, mesmo observando esta situação, como outras que o dia a dia me oferece, é a ausência de conversa. Sem conversa eu não vivo, sem sua força agregadora para trocar ideias, para convencer ou ser convencido pelo outro, para manifestar humor, para desabafar sobre o que angustia a alma, em suma, para falar e para ouvir. A conversa não é a base da terapia? Sei não, mas, atualmente, contar com um amigo para jogar conversa fora ou para confessar aquele temor que lhe está roubando o sossego talvez não seja fácil. O tempo também, nesta vida corre-corre, tem lá outras prioridades. Mia Couto é contundente: “Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão.” Até se fala muito, mas ouvir o outro? Falo de conversas entre pessoas no mundo real. Vive-se hoje, parece, mais no mundo digital. Nele, até que se conversa muito; porém, é tão diferente, mesmo quando um está vendo o outro. O compartilhamento do mesmo espaço, diria, é que nos proporciona a abrangência do outro, a captação do seu respirar, as batidas de seu coração, o seu cheiro, o seu humor... Desse diálogo é que tanta gente está sentindo falta. Até por telefone as pessoas conversam, atualmente, bem menos. Pelo WhatsApp fica mais fácil, alega-se. Rapidinho, rapidinho. Mas e a conversa? Conversa-se, sim, replicam. Será? Ou se trocam algumas palavras? Quando falo em conversa, refiro-me àquelas que se esticam, sem tempo marcado, sem caminho reto, a pularem de assunto em assunto. O WhatsApp é de graça, proclamam. Talvez um argumento que pode ser robusto, como se diz hoje, a favor da utilização desse instrumento moderno. Mas será apenas por isso? Um amigo me lembra: no WhatsApp se trocam mensagens por escrito. Eu sei. Entretanto, língua escrita é um outra modalidade, outro modo de ativar a linguagem, a começar pela não copresença física dos interlocutores. No telefone, não há essa copresença física, mas esse meio de comunicação não é impeditivo de falante e ouvinte, a cada passo, trocarem de papéis e até mesmo de falarem ao mesmo tempo, configurando, pois, características próprias da modalidade oral. Contudo, não se respira o mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro. As pessoas passaram a valer-se menos do telefone, e as conversas também vão, por isso, tornando-se menos frequentes. Gosto, mesmo, é de conversas, de preferência com poucos companheiros, sem pauta, sem temas censurados, sem se ter de esmerar na linguagem. Conversa sem compromisso, a não ser o de evitar a chatice. Com suas contundências, conflitos de opiniões e momentos de solidariedade. Conversa que é vida, que retrata a vida no seu dia a dia. No grupo maior, há de tudo: o louco, o filósofo, o depressivo, o conquistador de garganta, o saudosista... Nem sempre, é verdade, estou motivado para participar desses grupos. Porém, passado um tempo, a saudade me bate. Aqueles bate-papos intimistas com um amigo tantas afinidades, merecedores que nos tornamos da confiança um do outro, esses não têm nada igual. A apreensão abrangente do amigo, de seu psiquismo, dos seus sentimentos, das dificuldades mais íntimas por que passa, faz-no sentir, fortemente, a nossa natureza humana, a maior valia da vida. Esses momentos vão se tornando, assim me parece, uma cena menos habitual nestes tempos digitais. A pressa, os problemas a se multiplicarem, as tarefas a se diversificarem, como encontrar uma brecha para aquela conversa, que é entrega, confiança, despojamento? Conversa que exige respeito: um local calminho, sem gritos, vozes esganiçadas, garçons serenos. Sim, umas tulipas estourando de geladas e uns tira-gostos de nosso paladar a exigirem nova pedida. Não queria perder esses encontros. Afinal, a vida está passando tão depressa... Adaptado de: UCHOA, Carlos Eduardo. Disponível em: http://carloseduardouchoa.com.br/blog/. Interbits – SuperPro ® Web Página 9 de 19 27. (G1 - col. naval 2017) Em “O compartilhamento do mesmo espaço, diria, é que o que nos proporciona a abrangência do outro, a captação do seu respirar, as batidas de seu coração, o seu cheiro, o seu humor...” (3º parágrafo), infere-se que para o autor a) a comunicação digital, nos dias de hoje, não prescinde da abrangência do outro. b) na Internet, o compartilhamento do espaço é a reprodução da abrangência do outro. c) captar o cheiro, o humor e as batidas do coração do receptor garante a interlocução. d) o compartilhamento do mesmo espaço é a forma real para a humanização do diálogo. e) o mundodigital, ao contrário do que se pensa, não permite a interlocução em tempo real. 28. (G1 - col. naval 2017) No 3º parágrafo, o autor cita o escritor moçambicano Mia Couto. Essa estratégia objetiva a) Valorizar a literatura contemporânea, por meio desse escritor. b) Ser coerente com as pessoas que não gostam da Internet. c) Comprovar que a literatura e a Internet são incompatíveis. d) Induzir o leitor a aceitar o texto como verdadeiro. e) Corroborar as ideias explicitadas anteriormente. 29. (G1 - col. naval 2017) Sobre as ideias expressas no texto, é correto afirmar que a) o cronista deixa clara a sua preferência pelas conversas ao telefone, apesar de reconhecer que o WhatsApp, por ser de graça, torna a comunicação mais rápida, uma vez que os falantes e ouvintes podem trocar de papel a todo instante. b) nos bate-papos intimistas cabem todos os assuntos, mesmo que haja divergência de opiniões, já que retratam a vida no seu dia a dia e envolvem pessoas diferentes, mais afinadas na confiança estabelecida e na percepção mais abrangente do outro. c) o texto parte de um registro do cotidiano – o comportamento de um casal em um restaurante – para analisar os exageros cometidos pelos usuários da Internet, os quais priorizam o mundo digital e abandonam completamente os bate-papos intimistas com os amigos. d) a citação de Mia Couto, no 3º parágrafo, ratifica a ideia central do texto: as pessoas estão cada vez mais sós, vivendo em um mundo virtual, onde a conversa não é plena, já que não há o compartilhamento do mesmo espaço e a troca de ideias praticamente inexiste. e) o 6º parágrafo se contrapõe ao 8º, pois enquanto naquele o cronista estabelece algumas causas para a diminuição das conversas e delimita elementos necessários ao ambiente onde esse diálogo acontecerá, neste ele especifica como deve ser a conversa entre as pessoas. 30. (G1 - col. naval 2017) Assinale a opção na qual o valor semântico da preposição em destaque foi classificado corretamente a) “[...] pequeno restaurante aqui perto de casa, pude presenciar, ao vivo [...]” (1º parágrafo) – tempo b) “[...] esta situação, como outras que o dia a dia me oferece [...]” (3º parágrafo) – sucessão c) “[...] deu para ver que era uma obra da Martha Medeiros.” (1º parágrafo) – finalidade d) “[...]sem compromisso, a não ser o que evitar a chatice.” (6º parágrafo) – oposição e) “Um casal de meia idade se senta à mesa vizinha [...]” (1º parágrafo) – origem 31. (G1 - col. naval 2017) Assinale a opção correta referente aos pronomes relativos e pessoais destacados. a) Em “[...] o homem, bem depressinha, tira o celular do bolso, e não o deixa mais [...]” (1º parágrafo) – o pronome exerce papel anafórico. b) Em “Talvez um argumento que pode ser robusto, como se diz hoje [...]” (4º parágrafo) – o pronome, excepcionalmente, exerce a função de objeto direto. c) Em “[...] pude presenciar, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito.” (1º parágrafo) – o primeiro pronome exerce função de sujeito e o segundo, de adjunto adnominal. d) Em “Esses momentos vão se tornando, assim me parece, uma cena menos habitual [...]” (8º parágrafo) – ambos os pronomes não têm função sintática, pois os verbos são pronominais. e) Em “O que me choca, mesmo observando esta situação, como outras que o dia a dia me oferece, [...]” (3º parágrafo) – o primeiro pronome exerce função de sujeito e o segundo, de objeto direto. Interbits – SuperPro ® Web Página 10 de 19 32. (G1 - col. naval 2017) Assinale a opção na qual o termo oracional em destaque foi corretamente classificado. a) “Ou se trocam algumas palavras?” (4º parágrafo) – objeto direto b) “[...] assinalada por um marcador.” (1º parágrafo) – complemento nominal c) “[...] me oferece, é a ausência de conversas.” (3º parágrafo) – objeto indireto d) “[...] um amigo de tantas afinidades [...]” (7º parágrafo) – adjunto adverbial e) “[...] temor que lhe está roubando o sossego [...]” (3º parágrafo) – adjunto adnominal 33. (G1 - col. naval 2017) Em qual opção o termo destacado exerce o mesmo papel sintático que “No grupo maior, há de tudo: o louco, o filósofo, o conquistador de garganta, o saudosista...” (6º parágrafo)? a) “Um amigo me lembra: nos WhatsApps se trocam mensagens por escrito.” (5º parágrafo) b) “No telefone, não há essa copresença física [...].” (5º parágrafo) c) “[...] faz-nos sentir, fortemente, a nossa natureza humana, a maior valia da vida.” (7º parágrafo) d) “O WhatsApp é de graça, proclamam.” (7º parágrafo) e) “[...] proporciona a abrangência do outro [...]” (3º parágrafo) 34. (G1 - col. naval 2017) No contexto, o termo destacado em “[...] trocarem de papéis e até mesmo de falarem ao mesmo tempo, configurando, pois, características próprias da modalidade oral.” (5º parágrafo) expressa a ideia de a) explicação. b) concessão. c) conclusão. d) reiteração. e) causa. 35. (G1 - col. naval 2017) Em “Quando falo em conversa, refiro-me àquelas que se esticam [...].” (4º parágrafo), o acento indicador de crase foi corretamente empregado. Em que opção isso também ocorre? a) Suas ideias sobre o uso do WhatsApp são semelhantes às de meus amigos. b) Dirijo-me à estas pessoas que preferem o mundo virtual ao real. c) A conversa à que fiz referência não aconteceu no mundo virtual. d) Conversas no mundo digital acontecem à qualquer hora. e) Percebi às vezes que você trocou o real pelo virtual. 36. (G1 - col. naval 2017) A concordância do termo destacado em “Um casal de meia idade se senta à mesa vizinha da minha.” (1º parágrafo) está de acordo com a norma-padrão da língua. Em que opção tal fato também ocorre? a) Não é permitida conversa pelo celular neste restaurante. b) A mulher ficou meia chateada, pois o marido não parava de usar o celular. c) Há bastantes pessoas que usam o WhatsApp no Brasil. d) Seguem anexas às mensagens meu perfil no aplicativo. e) Só, sem qualquer amigo mais próximo, muitas pessoas se refugiam no mundo virtual. 37. (G1 - col. naval 2017) Em que opção o valor semântico da conjunção em destaque se manteve o mesmo que no período: “Contudo, não se respira o mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro.” (5º parágrafo)? a) Conquanto. b) De sorte que. c) Porquanto. d) Antes que. e) Visto que. Interbits – SuperPro ® Web Página 11 de 19 38. (G1 - col. naval 2017) Em que opção a reescritura está totalmente de acordo com a norma-padrão da língua? a) “[...] pude presenciar, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito”. (1º parágrafo) – ...pude assistir, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito. b) “Contudo, não se respira o mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro” (5º parágrafo) – Contudo, não se aspira ao mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro. c) “Quando falo em conversa, refiro-me àquelas que se esticam [...]” (4º parágrafo) – Quando falo em conversa, aludo àquelas que se esticam. d) “Conversa que exige respeito: um local calminho, sem gritos [...]” (8º parágrafo) – Conversa que implica em respeito: um local calminho, sem gritos. e) “[...] rindo com ele mesmo com postagens que certamente ocorriam em seu celular.” (2º parágrafo) – rindo com ele mesmo com postagens que certamente se desenrolavam em seu celular. 39. (G1 - col. naval 2017) Em que opção a forma verbal destacada apresenta os mesmos tempo e modo que a destacada em “Contudo, não se respira o mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro.” (5º parágrafo) a) “[...] postos nessa situação, talvez acabassem por falar alguma coisa.” (2º parágrafo) b) “[...] pude presenciar, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito.” (1º parágrafo)c) “[...]merecedores que nos tornamos da confiança um do outro, [...]” (7º parágrafo) d) “[...] aquele temor que lhe está roubando o sossego talvez não seja fácil.” (3º parágrafo) e) “[...] compartilhamento do mesmo espaço, diria, é que nos proporciona [...]” (3º parágrafo) 40. (G1 - col. naval 2017) Em que opção o sinônimo indicado para o termo sublinhado NÃO mantém o mesmo sentido daquele apresentado, no texto, pelo trecho destacado? a) “Espichando o meu pescoço inconveniente [...]” (1º parágrafo) – esticando b) “A apreensão abrangente do amigo, [...]” (7º parágrafo) – aflição c) “Conversa-se, sim, replicam.” (4º parágrafo) – respondem. d) “[...] os dois iam usufruindo suas gulodices, [...]” (2º parágrafo) – guloseimas e) “[...] confessar aquele temor que lhe está roubando [...]” (3º parágrafo) – medo. 41. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual o texto foi pontuado corretamente. a) Segundo pesquisas, brasileiros, leem mais que paraguaios e bolivianos; por outro lado, utilizam bem menos, as bibliotecas públicas. b) Na infância, as crianças aprendem que, a leitura exige concentração, mas traz, como recompensa, bastantes alegrias e conhecimento. c) Não existe, em parte alguma, povo civilizado que despreze a leitura, o conhecimento, as experiências advindas das bibliotecas, e gabinetes de leitura. d) Os leitores adquirem, ao longo dos anos, muitas experiências preciosas; enquanto isso, os não leitores, sem perceber, furtam-se de um universo incontável de saber. e) Sem perceber as pessoas vão deixando para trás, quando abandonam a leitura, um universo completamente precioso; ao mesmo tempo os leitores fiéis acumulam sabedoria e ideias novas. 42. (G1 - col. naval 2016) Em qual opção a regência do termo em destaque apresenta um desvio da modalidade padrão da língua? a) Apesar de ter posição contrária sobre as causas da diminuição da leitura, o conferencista foi bastante afável com o estudante. b) O articulista mostrou que é próprio das pessoas associarem leitura a pensamento. c) O estudante argumentou que não estava apto a ler aquele livro, cuja linguagem era bastante rebuscada. d) Ele estava propenso de substituir o livro pela internet, mas foi convencido pelo professor a perseverar. e) Muitos indivíduos são imunes ao prazer despertado por um bom livro e preferem outros meios tecnológicos de comunicação. Interbits – SuperPro ® Web Página 12 de 19 43. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi corretamente empregado. a) A leitura deve ser um prazer, mas muitos usam um tom irônico quando se referem à ela. b) Às pessoas que leem cabe o papel de ver o mundo de modo claro, especial e lúcido, independentemente de classe social. c) Quando os livros perdem espaço para o computador, a sociedade começa à perder oportunidades ímpares de conhecimento. d) Até à Educação pode utilizar-se dos meios cibernéticos, desde que não abandone os valores primeiros de sua estrutura. e) Quanto à Vossa Senhoria, peço que se retire agora mesmo desse tribunal para não causar maiores constrangimentos. 44. (G1 - col. naval 2016) Em que opção a concordância nominal está correta? a) Pais e professores estão alertas para a notória diminuição do hábito de leitura entre os jovens. b) Infelizmente, tornaram-se tiranas as mães e os educadores que não refletiram sobre a palestra. c) Algumas pessoas ficaram todo felizes quando acertaram muitas questões na prova de seleção. d) O profissional inexperiente traduziu errada uma das frases, confundindo muitos leitores. e) Muitos sabem que é proibida entrada de animais em supermercados e hortifrútis. 45. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção INCORRETA com relação ao emprego do gênero do substantivo em destaque. a) Se meus filhos desejarem, farei a musse de maracujá para a sobremesa desta noite. b) Assim que o veterinário examinou o pobre cão, sentiu muito dó, comovendo-se bastante. c) A próxima eclipse ocorrerá no final deste mês, à noitinha, mas somente no Sudeste. d) Como todos sabem, o plasma é fundamental na cura de certas doenças graves. e) Trouxeram o champanhe que eu encomendei, há dias, para o jantar de hoje? 46. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual a regência do verbo destacado foi utilizada de acordo com a modalidade padrão. a) Eu custo a acreditar que existem pessoas desprezando livros em troca de computadores. b) O professor sempre lembrava de comentar as notícias internacionais após a aula. c) Dedicar-se ao trabalho implica, sempre, resultados eficazes, profícuos e confiáveis. d) Todos dizem que este menino puxou o pai quando o assunto é esportes aquáticos. e) Pessoas sensatas preferem muito mais uma boa conversa do que um programa de TV. 47. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual a palavra em destaque está de acordo com a ortografia oficial. a) Diante dos impecilhos, o importante é lutar para superá-los diariamente. b) A imerção no trabalho levou-o, temporariamente, a esquecer os problemas pessoais. c) Muitas foram as exceções apresentadas ao projeto inicial dos novos empreendedores. d) A pretenção dos candidatos impressionou, negativamente, os jurados. e) Somente os mazoquistas aceitam que viver é sofrer constantemente. 48. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual o vocábulo destacado foi corretamente empregado. a) Segundo o técnico, o atleta apresentou uma despensa médica pouco detalhada. b) Imergindo nas questões do texto, o bom leitor absorve melhor as ideias explanadas. c) Quem infligir as normas internas será desligado do time escalado para o campeonato. d) Diante da eminência do final do concurso, os candidatos estavam bastante nervosos. e) Muitos foram os fragrantes mostrados durante as gravações apresentadas naquela reportagem. 49. (G1 - col. naval 2016) Em que opção a acentuação do termo destacado está correta? a) A prática da leitura constrói cidadãos capazes de entender criticamente a realidade. b) De acordo com o texto, pessoas que lêem, desenvolvem o raciocínio e falam melhor. c) Quando o conferencista enfatizou a importância da leitura, foi ovacionado pela platéia. d) A ignorância prepotente deforma por estagnação, pois o indivíduo pára de questionar. e) Se os livros são fundamentais na formação das pessoas, é bom que se averigúem as causas da diminuição da leitura. Interbits – SuperPro ® Web Página 13 de 19 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 11 QUESTÕES: Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir. O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios parao saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta. [...] Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertado em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult.uol.com.br – 31 jan. 2016 – com adaptações) 50. (G1 - col. naval 2016) Qual opção está de acordo com as ideias expressas no texto? a) A ignorância prepotente rejeita os livros como forma de conhecimento, mas os substitui pela curiosidade cognitiva. b) Os meios tecnológicos de comunicação suplantaram os livros por serem, certamente, mais completos e atualizados. c) O aprendizado da leitura permite que o indivíduo pense a partir da experiência da linguagem, que implica compreensão e diálogo. d) A leitura de um livro exclui o pensamento e faz com que a pessoa fique em contato com uma realidade diferente daquela vivida. e) Para que a leitura se torne prazerosa, é preciso que o leitor associe o texto lido a outros meios tecnológicos mais completos. 51. (G1 - col. naval 2016) Em seu processo argumentativo, o texto a) faz uma análise totalmente imparcial sobre as causas do desaparecimento dos livros na vida cotidiana. b) explora a ideia da ignorância sob um ponto de vista fundamentalmente empírico. c) contrapõe o ato de pensar ao de ler, mostrando que este implica silêncio e aquele, concentração. d) associa leitura a pensamento, mostrando que muitos desconhecem essa relação prazerosa. e) ratifica a ideia de que os meios tecnológicos de comunicação são mais completos que os livros. 52. (G1 - col. naval 2016) Com o fragmento “Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem.” (4 º§), infere-se que a) a educação atual não valoriza o raciocínio lógico nem o conhecimento. b) se as pessoas começarem a pensar, naturalmente passarão a gostar de livros. c) nos dias de hoje, não pensar é mais valorizado do que gostar do que não se conhece. d) quem não gosta do que não conhece também não gosta de livros nem de conhecimento. e) não gostar do que não se conhece é consequência de não ter sido educado para pensar. Interbits – SuperPro ® Web Página 14 de 19 53. (G1 - col. naval 2016) Em qual opção o termo destacado tem a mesma classificação morfológica que “[...] é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais [...].” (1 º§) a) “Aquele que não sabe e quer saber [...].” (2 º§) b) “Nem que este outro seja, [...].” (3 º§) c) “Perguntas que nos ajudam a dialogar [...].” (3 º§) d) “[...] há quem tenha descoberto esse prazer [...].” (4 º§) e) “[...] impotente e, contudo, muito prepotente, [...].” (2 º§) 54. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção em que o termo sublinhado tem o mesmo valor sintático que a oração destacada em “É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura” (4 º§). a) “[...] os livros tornam-se inúteis.” (2 º§) b) “[...] ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância [...].” (2 º§) c) “[...] o pensamento dependa da gramática [...].” (3 º§) d) “[...] quando nos dedicamos a esse gesto simples [...].” (4 º§) e) “[...] que os livros são dispositivos fundamentais [...].” (1 º§) 55. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual o termo destacado tem a mesma função sintática que o destacado em “O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura [...].” (1 º§) a) O hábito da leitura desenvolve aptidões indispensáveis ao cérebro. b) A desmistificação da leitura precisa, urgentemente, ser discutida. c) Ao longo da vida escolar, todos precisam ler de modo eficaz e constante. d) Pessoas oriundas de escolas rurais não estão familiarizadas com leituras diárias. e) Milhares de pessoas se preocupam em ter um computador, mas poucas têm livros em casa. 56. (G1 - col. naval 2016) Em “[...] se opõe à que nos deforma por estagnação.” (2 º§) e “Muitos que foram educados para não pensar, [...].” (4 º§), os termos destacados expressam, respectivamente, ideias de a) conformidade e consequência. b) especificação e direção. c) modo e direção. d) causa e fim. e) estado e duração. 57. (G1 - col. naval 2016) Com relação ao emprego de pronomes pessoais e relativos, analise as afirmativas abaixo. I. Os termos destacados em “Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma [...].” (2 º§) exercem a mesma função sintática. II. Em “Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.” (2 º§), o termo destacado exerce a função de sujeito. III. Os termos destacados exercem mesma função sintática em “[...] o ato da leitura nunca nos engana.” (4 º§) e “[...] quando nos dedicamos a esse gesto [...].” (4 º§) IV. Em “[...] prometem uma completude que o ato de ler [...].” (4 º§) e “Perguntas que nos ajudam a dialogar, [...].” (3 º§), os termos destacados exercem funções sintáticas distintas. Assinale a opção correta. a) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras. b) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras. c) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. d) Apenas a afirmativa II é verdadeira. e) Apenas a afirmativa IV é verdadeira. Interbits – SuperPro ® Web Página 15 de 19 58. (G1 - col. naval 2016) Assinale a opção na qual o uso da conjunção mantém o sentido original do período “A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.” (2 º§) a) A primeira gosta dos livros, e a segunda os detesta. b) A primeira gosta dos livros, logo a segunda os detesta. c) A primeira gosta dos livros, porque a segunda os detesta. d) A primeira gosta dos livros, quando a segunda os detesta. e) A primeira gosta dos livros, portanto a segunda os detesta. 59. (G1 - col. naval 2016) Em “Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância [...].” (2 º§), a concordância verbal, de acordo com a variedade padrão da língua, é feita na 3ª pessoa do singular. Em que opção isso também deve ocorrer? a) Cresce, no mundo, os casos de rejeição à leitura e consequente valorização de outros meios. b) Nas escolas, assiste-se a mudanças no que diz respeito ao prazer de pensar a partir da experiência da linguagem. c) Devia existir mais programas de incentivo à leitura, uma vez que ela ensina a desenvolver raciocínios.d) Do lado de fora da sala, ouvia-se os gritos dos alunos, extasiados com a história lida pela professora. e) Já é comum, na vida cotidiana, os meios tecnológicos de comunicação. 60. (G1 - col. naval 2016) Em “Nos ajuda, portanto, a elaborar questões [...].” (3 º§), há um desvio da modalidade padrão da língua na colocação do pronome destacado. Em que opção isso também ocorre? a) “[...] aquela em que Sócrates se expunha [...].” (2 º§) b) “[...] os livros tornam-se inúteis.” (2 º§) c) “[...] também, muitos afastam-se dele.” (4 º§) d) “[...] é um tipo de experiência que nos ensina [...].” (3 º§) e) “[...] o ato da leitura nunca nos engana.” (4 º§) 61. (G1 - col. naval 2015) Em que opção utilizou-se corretamente o pronome relativo? a) Admiro as pessoas as quais os filhos são gentis e educados a qualquer tempo. b) A adolescência é a idade onde as pessoas apresentam conflitos existenciais. c) César é o profissional a quem confiei a educação e o futuro dos meus filhos. d) A prova em cujos os textos nos baseamos foi aplicada há dois anos por esta instituição. e) Não é possível domesticar animais a quem não se ame verdadeiramente. 62. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção correta à grafia da palavra em destaque. a) Eduardo saiu de casa, definitivamente, mas não disse porque. b) Estudo porquê a concorrência no mercado de trabalho é grande. c) Alguém sabe o porque de a loja de calçados estar fechada hoje? d) O biólogo explicou o motivo por que as plantas estão ressecadas. e) Por que as crianças ficaram gripadas, não viajaremos esta semana. 63. (G1 - col. naval 2015) Em qual opção a pontuação do período está plenamente adequada? a) Ano passado durante uma reunião, pais, que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurasse contemporizar algumas mudanças precisaram ser implementadas. b) Ano passado, durante uma reunião, pais que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido pela escola protestaram veementemente e, embora a direção procurasse contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas. c) Ano passado, durante uma reunião, pais, que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido, pela escola, protestaram veementemente e, embora a direção procurasse contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas. d) Ano passado durante uma reunião país que se sentiam insatisfeitos com a qualidade do ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurassem contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas. e) Ano passado durante uma reunião, pais que se sentiam insatisfeitos, com a qualidade do ensino oferecido pela escola, protestaram veementemente e embora a direção procurasse contemporizar, algumas mudanças precisaram ser implementadas. Interbits – SuperPro ® Web Página 16 de 19 64. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção INCORRETA no que se refere ao emprego do acento grave. a) Sempre que os pais atribuem à escola muitas responsabilidades, algo está errado. b) Ensinar à distância é uma tarefa árdua, mas bastante desafiadora para todos nós. c) Por motivos óbvios, todos sabem que as redações devem, sempre, ser redigidas à mão. d) Cabe à sociedade auxiliar na construção da cidadania de crianças e de jovens, em qualquer tempo. e) Se a escola entrega à população uma educação de qualidade, jovens e crianças têm um futuro promissor. 65. (G1 - col. naval 2015) Em qual opção as normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas? a) As atividades educacionais, muitas vezes criticadas por pais de alunos, tem sido alvo de análise para que se evite abusos. b) É cada vez mais comum que alunos, cuja ascensão social depende de cursos feitos, sacrifique a vida pessoal. c) Em certas situações, e uma reunião de pais é uma delas, é necessária paciência e perseverança. d) O noticiário de jornais e revistas, especialmente os de educação, alertam para a precariedade dos cursos técnicos oferecidos. e) Acredito que, quando se é consciente, luta-se pelo bem-estar dos cidadãos, mesmo que não haja bastantes recursos para isso. 66. (G1 - col. naval 2015) Em “Dos presentes que ainda vou te dar”, a modalidade padrão da língua permite que o pronome oblíquo destacado também apareça em posição enclítica: Ainda vou dar-te. Em que opção tal fato também pode ocorrer? a) Para muitos, sucesso está atrelado a bens materiais, mas isso não me interessa. Aspiro à felicidade plena. b) Nossos pais sempre nos disseram que o melhor presente é a amizade sincera. c) Muitos amigos me ajudaram a resolver os problemas estruturais da casa que aluguei. d) Quem me dará as informações necessárias sobre o congresso que ocorrerá mês que vem? e) Eu tenho lhe falado sobre a minha trajetória de vida e os meus gostos pessoais. 67. (G1 - col. naval 2015) Em que opção todas as formas verbais destacadas estão de acordo com a norma padrão da língua? a) Quando vimos o acidente, freiamos imediatamente. Outros, contudo, não se precaviram, e mais batidas aconteceram. b) Ainda que eles compossem com afinco, não obteriam as músicas necessárias para o espetáculo. c) Muitas empresas mantém serviço de atendimento ao consumidor, mas quando nós propusemos alterações nos contratos, não fomos ouvidos. d) Quando eu intermedeio as discussões, não aceito que imponham determinadas ideias. e) Embora ele não me mantivesse informada sobre o contrato, eu intervi na negociação e obtive sucesso. 68. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção na qual as palavras foram acentuadas pelo mesmo motivo que “aritméticos”, “prioritária”, “cálculos” e “Taubaté”, respectivamente. a) rotatória, cólica, vermífugo, Maringá. b) hebdomadário, ausência, andrógino, Itajaí. c) farmacêutico, ípsilon, síndrome, Piauí. d) alaúde, húngaro, déspota, Grajaú. e) anêmona, glúten, nômade, Tribobó. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 12 QUESTÕES: Leia o texto e responda à(s) quest(ões) a seguir. Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais. [...] Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação. Interbits – SuperPro ® Web Página 17 de 19 Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais. Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade. Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nosseus benefícios pessoais. Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e para ajudar a família, e ao mesmo tempo se dispões a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando. A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho. Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis. A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações. (YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www.cartacapital.com.br/educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil-657.html - Com adaptações) 69. (G1 - col. naval 2015) Em seu processo argumentativo, o texto salienta a) a precariedade do sistema educacional brasileiro, cujos cursos técnicos não preparam adequadamente os estudantes para o mercado de trabalho. b) o fato de que a maioria dos pais se exime de responsabilidade pela educação de suas crianças e a terceirizam, dando aos educadores plenos poderes para gerir a vida de seus filhos. c) que pais e autoridades são responsáveis pelo processo educativo e, portanto, devem se comprometer com a qualidade dos cursos técnicos oferecidos, já que estes ajudam na ascensão social. d) a procura por cursos técnicos que, ao desenvolverem capacidades físicas e intelectuais, elevam as habilidades para o bom exercício da profissão. e) que, em função da carência de mão de obra qualificada, governo e entidades representativas das empresas apostam nos cursos técnicos, a fim de aprimorar as habilidades profissionais. 70. (G1 - col. naval 2015) Em “Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.” (2º §), infere-se que a) o grande milagre é o entendimento de filhos e pais da aritmética educacional. b) os pais não percebem que somente um milagre será capaz de realizar o sonho deles. c) os filhos não têm um mínimo de educação porque os pais não conseguem entender aritmética. d) sem a parceria de pais e filhos, não é possível dar a estes a educação almejada por aqueles. e) falta aos pais bom senso para perceber que sem a participação ativa deles, não se consegue melhorar a educação dos filhos. 71. (G1 - col. naval 2015) Em que opção o termo destacado apresenta classificação morfológica semelhante a “Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar esta responsabilidade.” (4º §)? a) “[...] notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores [...].” (2º §) b) “Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas [...].” (4º §) c) “[...] inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam [...].” (5º §) d) “No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente [...].” (4º §) e) “[...] esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre [...].” (2º §) Interbits – SuperPro ® Web Página 18 de 19 72. (G1 - col. naval 2015) Em “Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.” (4º §), o emprego do pronome destacado está de acordo com a modalidade padrão da língua. Em que opção tal fato também ocorre? a) A discussão sobre a precariedade da educação é extremamente proveitosa, mas isto não deve ficar apenas na teoria. b) Pais e educadores precisam estar juntos no processo educativo. Esses, orientando as crianças em sala de aula e aqueles, em casa. c) A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa estar atenta a isto: uma boa educação é fundamental. d) Esse relatório que está em minhas mãos é essencial para a compreensão do que pode ser feito para melhor a educação no Brasil. e) Várias mudanças foram sugeridas para melhorar a educação, durante o congresso, no ano passado. Este foi um período bastante proveitoso. 73. (G1 - col. naval 2015) Que termo pode ser usado para substituir aquele destacado em “No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência [...].” 4º §), sem que haja alteração de sentido no período? a) não obstante. b) por conseguinte. c) consoante. d) porquanto. e) pois. 74. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção na qual o termo oracional foi classificado corretamente. a) “[...] inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.” (5º §) (núcleo do predicado verbal) b) “[...] e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores [...].” (2º §) (predicativo do sujeito) c) “O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.” (7º §) (objeto indireto) d) “[...] mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, [...].” (2º §) (complemento nominal) e) “[...] parece difícil que consigam transmitir aos filhos o mínimo de educação.” (2º §) (objeto direto) 75. (G1 - col. naval 2015) Qual das orações abaixo traz o adjunto adnominal em destaque? a) “[...] qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação.” (1° §) b) “Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.” (3° §) c) “A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta.” (7° §) d) “[...] a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, [...].“ (1° §) e) “No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades.” (4° §) 76. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção em que o termo destacado apresenta o mesmo semântico que “Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda.” (8º §). a) Quando estava na universidade, eu ia a livrarias semanalmente, em busca de novidades. b) A plateia ficou em silêncio quando divulgaram que muitas crianças não assimilam as informações devido à desnutrição. c) Todos estavam bem entusiasmados com as mudanças propostas pelo ministro da educação. d) Por causa do trânsito, alguns pais chegaram à reunião às pressas, mas conversaram com os educadores. e) Li em algum livro que o nível de aprendizagem está diretamente relacionado aos estímulos recebidos. 77. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção na qual o termo em destaque inicia uma oração subordinada substantiva. a) “A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta.” (7° §) b) “Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição [...].“ (8° §) c) “Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis [...].“ (6°§) d) “[...] há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento [...].” (8° §) e) “Para que haja urna mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida [...].“ (5° §) Interbits – SuperPro ® Web Página 19 de 19 78. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção que contém o verbo com a mesma predicação do que está em destaque em “Para que haja uma mudança neste quadro [...].” (5º §). a) Alguns professores buscam respostas eficazes em modelos tradicionais de educação. b) Com a chegada da internet ao Brasil, muitas pessoas ficaram deslumbradas ao extremo. c) Nem sempre os alunos respondem a expectativas desejáveis nos exames nacionais. d) Vocês, ultimamente, andam bastante pensativos e introspectivos. e) O conhecimento traz a homens e mulheres bastantes conhecimentos. 79. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção em que o verbo está flexionado nos mesmo tempo e modo do destacado em “[...] elegendo representantes que partilhem desta convicção [...].” (5º §). a) “[...] que não podem simplesmente terceirizar [...] “ (4° §) b) “[...] que este processo [...] seja sustentável [...] (8° §) c) “[...] que todos precisam contribuir para tanto [...].” (5º §) d) “[...] que eles ajudam na sua ascensão social [...].” (6º §) e) “[...] que elevam suas habilidades para o bom [...].” (7º §) 80. (G1 - col. naval 2015) Assinale a opção na qual a palavra destacada entre parênteses tem valor sinônimo àquela destacada. a) “Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade [...].” (4º §) (inicial) b) “[...] nota-se que muitos estão se convencendo de que eles ajudam na sua ascensão social, [...].” (6º §) (crescimento) c) “[...] representantes que partilham desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios [...].” (5º §) (prática) d) “A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercícios da profissão está em alta.” (7º §) (busca) e) “[...] uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.” (9º §) (lutas) ESCOLA NAVAL 2016 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 14 QUESTÕES: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. Laivos de memória “... e quando tiverem chegado, vitoriosamente, ao fim dessa primeira etapa, mais ainda se convencerão de que abraçaram uma carreira difícil, árdua, cheia de sacrifícios, mas útil, nobre e, sobretudo bela.” (NOSSA VOGA, Escola Naval, Ilha de Villegagnon, 1964) Há quase 50 anos, experimentei um misto de angústia, tristeza e ansiedade que meu jovem coração de adolescente soube suportar com bravura. Naquela ocasião, despedia-me dos amigos de infância e da família e deixava para trás bucólica cidadezinha da região serrana fluminense. A motivação que me levava a abandonar gentes e coisas tão caras era, naquele momento, suficientemente forte para respaldar a decisão tomada de dar novos rumos à minha vida. Meu mundo de então se tornara pequeno demais para as minhas aspirações. Meus desejos e sonhos projetavam horizontes que iam muito além das montanhas que circundam minha terra natal. Como resistir à sedução e ao fascínio que a vida no mar desperta nos corações dos jovens? Havia, portanto, uma convicção: aquelas despedidas, ainda que dolorosas – e despedidas são sempre dolorosas – não seriam certamente em vão. Não tinha dúvidas de que os sonhos que acalentavam meu coração pouco a pouco iriam se converter em realidade. Em março de 1962, desembarcávamos do Aviso Rio das Contas na ponte de atracação do Colégio Naval, como integrantes de mais uma Turma desse tradicional estabelecimento de ensino da Marinha do Brasil. Ainda que a ansiedade persistisse oprimindo o peito dos novos e orgulhosos Alunos do Colégio Naval, não posso negar que a tristeza, que antes havia ocupado espaço em nossos corações, era naquele momento substituída pelo contentamento peculiar dos vitoriosos. E o sentimento de perda, experimentado por ocasião das despedidas, provara-se equivocado: às nossas caras famílias de origem agregava-se uma nova, a Família Naval, composta pelos recém- chegados companheiros; e às respectivas cidades de nascimento, como a minha bucólica Bom Jardim, juntava-se, naquele instante, a bela e graciosa enseada Batista das Neves em Angra dos Reis, como mais tarde se agregaria à histórica Villegagnon em meio à sublime baía de Guanabara. Ao todo foram seis anos de companheirismo e feliz convivência, tanto no Colégio como na Escola Naval. Seis anos de aprendizagem científica, humanística e, sobretudo, militar-naval. Seis anos entremeados de aulas, festivais de provas, práticas esportivas, remo, vela, cabo de guerra, navegação, marinharia, ordem-unida, atividades extraclasses, recreativas, culturais e sociais, que deixaram marcas indeléveis. Estes e tantos outros símbolos, objetos e acontecimentos passados desfilam hoje, deliciosa e inexoravelmente distantes, em meio a saudosos devaneios. Ainda como alunos do Colégio Naval, os contatos preliminares com a vida de bordo e as primeiras idas para o mar – a razão de ser da carreira naval. Como Aspirantes, derrotas mais longas e as primeiras descobertas: Santos, Salvador, Recife e Fortaleza! Fechando o ciclo das Viagens de Instrução, o tão sonhado embarque no Navio-Escola. Viagem maravilhosa! Nós, da Turma Míguens, Guardas-Marinha de 1967, tivemos a oportunidade ímpar e rara de participar de um cruzeiro ao redor do mundo em 1968: a Quinta Circum-navegação da Marinha Brasileira. Após o regresso, as platinas de Segundo-Tenente, o primeiro embarque efetivo e o verdadeiro início da vida profissional – no meu caso, a bordo do cruzador Tamandaré, o inesquecível C-12. Era a inevitável separação da Turma do CN-62/63 e da EM-64/67. Novamente um misto de satisfação e ansiedade tomou conta do coração, agora do jovem Tenente, ao se apresentar para servir a bordo de um navio de nossa Esquadra. Após proveitosos, mas descontraídos estágios de instrução como Aspirante e Guarda-Marinha, quando as responsabilidades eram restritas a compromissos curriculares, as platinas de Oficial começariam, finalmente, a pesar forte em nossos ombros. Sobre essa transição do status de Guarda-Marinha para Tenente, o notável escritor-marinheiro Gastão Penalva escrevera com muita propriedade: “... é a fase inesquecível de nosso ofício. Coincide exatamente com a adolescência, primavera da vida. Tudo são flores e ilusões... Depois começam a despontar as responsabilidades, as agruras de novos cargos, o acúmulo de deveres novos”. E esses novos cargos e deveres novos, que foram se multiplicando a bordo de velhos e saudosos navios, deixariam agradáveis e duradouras lembranças em nossa memória. Com o passar dos tempos, inúmeros Conveses e Praça d’ Armas, hoje saudosas, foram se incorporando ao acervo profissional-afetivo de cada um dos integrantes daquela Turma de Guardas-Marinha de 1967. Ah! Como é gratificante, ainda que melancólico, repassar tantas lembranças, tantos termos expressivos, tanta gíria maruja, tantas tradições, fainas e eventos tão intensamente vividos a bordo de inesquecíveis e saudosos navios... E as viagens foram se multiplicando ao longo de bem aproveitados anos de embarque, de centenas de dias de mar e de milhares de milhas navegadas em alto mar, singrando as extensas massas líquidas que formam os grandes oceanos, ou ao longo das águas costeiras que banham os recortados litorais, com passagens, visitas e arribadas em um sem-número de enseadas, baías, barras, angras, estreitos, furos e canais espalhados pelos quatro cantos do mundo, percorridos nem sempre com mares bonançosos e ventos tranquilos e favoráveis. Inúmeros foram também os portos e cidades visitadas, não só no Brasil como no exterior, o que sempre nos proporcionainestimáveis e valiosos conhecimentos, principalmente graças ao contato com povos diferentes e até mesmo de culturas exóticas e hábitos às vezes totalmente diversos dos nossos, como os ribeirinhos amazonenses ou os criadores de serpentes da antiga Taprobana, ex-Ceilão e hoje Sri Lanka. Como foi fascinante e delicioso navegar por todos esses cantos. Cada novo mar percorrido, cada nova enseada, estreito ou porto visitado tinha sempre um gosto especial de descoberta... Sim, pois, como dizia Câmara Cascudo, “o mar não guarda os vestígios das quilhas que o atravessam. Cada marinheiro tem a ilusão cordial do descobrimento”. (CÉSAR, CMG (RM1) William Carmo. Laivos de memória. In: Revista de Villegagnon, Ano IV, nº 4, 2009. p. 42-50. Texto adaptado) 1. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que o comentário sobre o fragmento “Novamente um misto de satisfação e ansiedade tomou conta do coração, agora do jovem Tenente [...]” (13º parágrafo) está correto. a) O trecho contribui para manter a coerência interna no relato do autor. b) A palavra “novamente” antecipa uma informação nova relacionada ao tenente. c) O fragmento faz referência à capacidade imaginativa dos jovens oficiais. d) O autor se refere a um amigo que também se tornara Tenente na mesma época. e) Os sentimentos de satisfação e ansiedade se excluem naquele momento. 2. (Esc. Naval 2016) Em que opção os dois termos, destacados da epígrafe Nossa Voga, caracterizam o jogo antitético das ideias sobre a carreira militar-naval, expostas pelo autor? a) Nobre/útil. b) Bela/nobre. c) Difícil/árdua. d) Sacrifícios/bela. e) Árdua/sacrifícios. 3. (Esc. Naval 2016) Em que opção o autor apresenta a solução positiva para as perdas decorrentes de sua escolha profissional? a) “[...] experimentei um misto de angústia, tristeza e ansiedade que meu jovem coração de adolescente soube suportar com bravura.” (1º parágrafo) b) “[...] aquelas despedidas, ainda que dolorosas – e despedidas são sempre dolorosas – não seriam certamente em vão.” (4º parágrafo) c) “[...] às nossas caras famílias de origem agregava-se uma nova, a Família Naval, composta pelos recém-chegados companheiros...” (6º parágrafo) d) “[...] tivemos a oportunidade ímpar e rara de participar de um cruzeiro ao redor do mundo em 1968: a Quinta Circum-navegação da Marinha Brasileira.” (11º parágrafo) e) “[...] um misto de satisfação e ansiedade tomou conta do coração, agora do jovem Tenente, ao se apresentar para servir a bordo de um navio de nossa Esquadra.” (13º parágrafo) 4. (Esc. Naval 2016) Leia o trecho a seguir: “Como é gratificante, ainda que melancólico, repassar tantas lembranças, tantos termos expressivos, tanta gíria maruja, tantas tradições, fainas e eventos [...].” (15º parágrafo) Os termos destacados servem para estabelecer o processo de coesão denominado a) elipse. b) sequenciação. c) substituição. d) referenciação. e) paralelismo. 5. (Esc. Naval 2016) Em que opção o plural do substantivo composto segue a mesma regra de flexão do termo destacado em “[...] o tão sonhado embarque no Navio-Escola.” (11º parágrafo)? a) água-marinha valiosa. b) obra-prima da Natureza. c) vitória-régia da Amazônia. d) salário-família irrisório. e) carta-bilhete do Aspirante. 6. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que a troca de posição dos termos acarreta alteração de sentido. a) “[...] novos cargos e deveres novos [...]” (14º parágrafo) – cargos novos e novos deveres. b) “[...] a bordo de velhos e saudosos navios [...]” (14º parágrafo) – a bordo de navios velhos e saudosos. c) “[...] agradáveis e duradouras lembranças [...]” (14º parágrafo) – lembranças agradáveis e duradouras. d) “[...] inesquecíveis e saudosos navios [...]” (15º parágrafo) – navios inesquecíveis e saudosos. e) “inestimáveis e valiosos conhecimentos [...]” (17º parágrafo) – conhecimentos valiosos e inestimáveis. 7. (Esc. Naval 2016) Em que opção encontra-se uma palavra, cujo processo de formação é o mesmo do termo destacado em “[...] o tão sonhado embarque [...].” (11º parágrafo) a) “[...] circundam minha terra [...].” (2º parágrafo) b) “[...] não seriam certamente em vão.” (4º parágrafo) c) “E o sentimento de perda [...].” (6º parágrafo) d) “Seis anos entremeados de aulas, [...].” (7º parágrafo) e) “[...] o notável escritor-marinheiro [...].” (13º parágrafo) 8. (Esc. Naval 2016) Observe o elemento coesivo destacado no trecho a seguir. “Inúmeros foram também os portos e cidades visitadas, não só no Brasil como no exterior, o que sempre nos proporciona inestimáveis e valiosos conhecimentos [...].” (17º parágrafo) Marque a opção em que foi usado um conector com significado semelhante ao do elemento destacado no trecho acima. a) Ontem relampeou muito, de modo que as instalações elétricas de minha casa ficaram prejudicadas. b) Meus primos são inteligentes como o pai, e isso é algo que nos causa admiração. c) Tanto Manuela quanto Rafaela estudam na mesma instituição de ensino superior. d) Visto que você quer viajar conosco, precisamos combinar coisas previamente. e) O diretor da empresa está em viagem esta semana, conforme foi divulgado semana passada. 9. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que o uso do acento grave, indicativo de crase, é facultativo. a) “[...] novos rumos à minha vida.” (2º parágrafo) b) “[...] resistir à sedução e ao fascínio [...].” (3º parágrafo) c) “[...] às nossas caras famílias de origem [...].” (6º parágrafo) d) “[...] às respectivas cidades de nascimento [...]” (6º parágrafo) e) “[...] às vezes totalmente diversos [...].” (17º parágrafo) 10. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que a concordância do verbo ser justifica-se pela mesma regra observada em: “[...] Tudo são flores e ilusões [...]” (13º parágrafo) a) Dez anos velejando sempre será muito tempo de viagem. b) O que aconteceu de importante na viagem foram os desafios. c) O navio já atracou, o mais seriam especulações sem sentido. d) Eram quase vinte horas quando os tripulantes desembarcaram. e) Durante uma perigosa travessia, todo ele é olhos e ouvidos. 11. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que o uso da ênclise se dá pelo mesmo motivo observado em: “Naquela ocasião, despedia-me dos amigos de infância e da família (...)” (2º parágrafo) a) Os Aspirantes sentiam-se orgulhosos de suas conquistas acadêmicas. b) Aqui, instalaram-se comodamente os atletas brasileiros, durante os Jogos Olímpicos. c) A mãe da jovem Aspirante tinha-lhe observado a importância da escolha profissional. d) Relatou-nos, com detalhes, as aventuras e desventuras de sua última viagem de barco. e) Os alunos não estavam gostando do livro, mas continuavam a lê-lo. 12. (Esc. Naval 2016) Marque a opção em que a reescritura do trecho “Meu mundo de então se tornara pequeno demais para as minhas aspirações” (2º parágrafo) mantém seu sentido original e respeita a norma gramatical. a) Meu mundo, então, tinha se tornado pequeno, demais para as minhas aspirações. b) Meu mundo de, então, tornara-se pequeno, demais, para as minhas aspirações. c) Meu mundo de então tinha se tornado pequeno demais para as minhas aspirações. d) Meu mundo, então, tornar-se-á pequeno demais para as minhas aspirações. e) Meu mundo, então, tornou-se pequeno, demais para as minhas aspirações. 13. (Esc. Naval 2016) Leia o trecho: “Estes e tantos outros símbolos, objetos e acontecimentos passados desfilam hoje, deliciosa e inexoravelmente distantes, em meio a saudosos devaneios.” (8º parágrafo) Assinale a opção em que a acepção da palavra destacada está corretamente indicada. a) Implacavelmente. b) Instigantemente. c) Incontavelmente.d) Interiormente. e) Incomumente. 14. (Esc. Naval 2016) No trecho “Há quase 50 anos, experimentei um misto de angústia, tristeza e ansiedade que meu jovem coração de adolescente soube suportar com bravura” (1º parágrafo), o autor usou uma figura de linguagem denominada a) catacrese. b) eufemismo. c) hipérbole. d) prosopopeia. e) paradoxo. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 6 QUESTÕES: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. Sobre o mar e o navio Na guerra naval, existem ainda algumas peculiaridades que merecem ser abordadas. Uma delas diz respeito ao cenário das batalhas: o mar. Diferente, em linhas gerais, dos teatros de operações terrestres, o mar não tem limites, não tem fronteiras definidas, a não ser nas proximidades dos litorais, nos estreitos, nas baías e enseadas. Em uma batalha em mar aberto, certamente, poderão ser empregadas manobras táticas diversas dos engajamentos efetuados em área marítima restrita. Nelas, as forças navais podem se valer das características geográficas locais, como fez o comandante naval grego Temístocles, em 480 a.C. ao atrair as forças persas para a baía de Salamina, onde pôde proteger os flancos de sua formatura, evitando o envolvimento pela força naval numericamente superior dos invasores persas. As condições meteorológicas são outros fatores que também afetam, muitas vezes de forma drástica, as operações nos teatros marítimos. O mar grosso, os vendavais, ou mesmo as longas calmarias, especialmente na era da vela, são responsáveis por grandes transtornos ao governo dos navios, dificultando fainas e manobras e, não poucas vezes, interferindo nos resultados das ações navais ou mesmo impedindo o engajamento. É oportuno relembrar que o vento e a força do mar destruíram as esquadras persa (490 a.C.), mongol (1281) e a incrível Armada Espanhola (1588), salvando respectivamente a Grécia, o Japão (que denominou de kamikaze o vento divino salvador) e a Inglaterra daqueles invasores vindos do mar. O cenário marítimo também é o responsável pela causa mortis da maioria dos tripulantes dos navios afundados nas batalhas navais, cujas baixas por afogamento são certamente mais numerosas do que as causadas pelos ferimentos dos impactos dos projéteis, dos estilhaços e dos abalroamentos. Em maio de 1941, o cruzador de batalha britânico HMS Hood, atingido pelo fogo da artilharia do Bismarck, afundou, em poucos minutos, levando para o fundo cerca de 1.400 tripulantes, dos quais apenas três sobreviveram. Aliás, o instante do afundamento de um navio é um momento crucial para a sobrevivência daqueles tripulantes que conseguem saltar ou são jogados ao mar, pois o efeito da sucção pode arrastar para o fundo os tripulantes que estiverem nas proximidades do navio no momento da submersão. Por sua vez, os náufragos podem permanecer dias, semanas, em suas balsas à deriva, em um mar batido pela ação dos ventos, continuamente borrifadas pelas águas salgadas, sofrendo o calor tropical escaldante ou o frio intenso das altas latitudes, como nos mares Ártico, do Norte ou Báltico, cujas baixas temperaturas dos tempos invernais limitam cabalmente o tempo de permanência n’água dos náufragos, tornando fundamental para a sua sobrevivência a rapidez do socorro prestado. O navio também é um engenho de guerra singular. Ao mesmo tempo morada e local de trabalho do marinheiro, graças à sua mobilidade, tem a capacidade de conduzir homens e armas até o cenário da guerra. Plataforma bélica plena e integral, engaja batalhas, sofre derrotas, naufraga ou conquista vitórias, tornando-se quase sempre objeto inesquecível da história de sua marinha e país. (CESAR, William Carmo. Sobre o mar e o navio. In: __________. Uma história das Guerras Navais: o desenvolvimento tecnológico das belonaves e o emprego do Poder Naval ao longo dos tempos. Rio de Janeiro: FEMAR, 2013. p. 396-398) 15. (Esc. Naval 2016) Considerando a regência, assinale a opção em que a troca da preposição NÃO altera a relação de sentido estabelecida entre os termos. a) “[...] capacidade de conduzir homens e armas [...]” (7º parágrafo) – capacidade para conduzir homens e armas. b) “[...] momento crucial para a sobrevivência [...]” (6º parágrafo) – momento crucial da sobrevivência. c) “[...] envolvimento pela força naval [...]” (3º parágrafo) – envolvimento da força naval. d) “[...] respeito ao cenário das batalhas [...]” (2º parágrafo) – respeito perante o cenário das batalhas. e) “[...] podem se valer das características [...] (3º parágrafo) – podem se valer com as características. 16. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção que indica corretamente o referente do elemento coesivo destacado. a) “Uma delas diz respeito ao cenário das batalhas [...]” (2º parágrafo) – linhas gerais b) “[...] são outros fatores que também afetam [...] as operações [...],” (4º parágrafo) – as condições meteorológicas c) “[...] cujas baixas por afogamento são certamente mais numerosas [...].” (5º parágrafo) – batalhas navais d) “[...] cerca de 1.400 tripulantes, dos quais apenas três sobreviveram.” (5º parágrafo) – três e) “[...] tornando-se quase sempre objeto inesquecível da história de sua marinha e país.” (7º parágrafo) – o navio 17. (Esc. Naval 2016) Marque a opção em que a função sintática do pronome relativo está corretamente indicada. a) “[...] que merecem ser abordadas.” (1º parágrafo) – objeto direto b) “[...] onde pôde proteger [...]” (3º parágrafo) – adjunto adverbial c) “[...] cujas baixas por afogamento [...]” (5º parágrafo) – aposto d) “[...] dos quais apenas três [...]” (5º parágrafo) – objeto indireto e) “[...] que conseguem saltar [...]” (6º parágrafo) – adjunto adnominal 18. (Esc. Naval 2016) Leia o trecho a seguir: “[...] como fez o comandante naval Temístocles, em 480 a.C. ao atrair as forças persas para a baía de Salamina [...]” (3º parágrafo) De acordo com a orientação argumentativa do texto, assinale a opção em que o significado discursivo da palavra destacada acima está correto. a) Comparação. b) Generalização. c) Explicação. d) Exemplificação. e) Confirmação. 19. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que a oração subordinada reduzida está corretamente classificada. a) “[...] ao atrair as forças persas para a baía de Salamina [...]” (3º parágrafo) – subordinada adverbial final b) “[...] dificultando fainas e manobras e, não poucas vezes, [...]” (4º parágrafo) – subordinada substantiva subjetiva c) “[...] atingido pelo fogo da artilharia do Bismarck [...]” (5º parágrafo) – subordinada adjetiva restritiva d) “[...] sofrendo o calor tropical escaldante ou o frio intenso [...]” (6º parágrafo) – subordinada adverbial causal e) “[...] de conduzir homens e armas até o cenário da guerra.” (7º parágrafo) – subordinada substantiva completiva nominal 20. (Esc. Naval 2016) Assinale a opção em que o comentário sobre o emprego do sinal de pontuação está correto. a) “Uma delas diz respeito ao cenário das batalhas: o mar.” (2º parágrafo) – os dois pontos foram empregados para anunciar uma enumeração explicativa sobre o mar. b) “[...] o vento e a força do mar destruíram as esquadras persa (490 a.C.), mongol (1281) e a invencível Armada Espanhola (1588) [...].” (4º parágrafo) – o uso dos parênteses e das vírgulas destaca um comentário à margem do que se afirma. c) “[...] salvando respectivamente a Grécia, o Japão (que denominou de kamikaze o vento divino salvador) [...].” (4º parágrafo) – os parênteses foram empregados para indicar uma nota emocional naquilo que o autor relato. d) “Aliás, o instante do afundamento de um navio é um momento crucial [...].” (6º parágrafo) – a vírgula foi utilizada para separar um aposto, indicando a supressão de um grupo de palavras. e) “O naviotambém é um engenho de guerra singular.” (7º parágrafo) – o ponto é empregado para indicar o término de uma oração declarativa, assinalando uma pausa no enunciado. ESCOLA NAVAL 2015 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 8 QUESTÕES: Leia o texto abaixo para responder à(s) quest(ões) a seguir. Os celulares Resolvi optar pela forma de plural, pois vejo tanta gente agora com, pelo menos, dois. O que me pergunto é como se comportaria a maioria das pessoas sem celular, como viver hoje sem ele? Uma epidemia neurótica grave atacaria a população? Certamente! Quem não tem seu celular hoje em dia? Crianças, cada vez mais crianças, lidam, e bem, com ele. Apenas uns poucos retrógrados, avessos ao progresso tecnológico. A força consumista do aparelho foi crescendo com a possibilidade de suas crescentes utilizações. Me poupem de enumerá-las, pois só sei de algumas. De fato, ele faz hoje em dia de um tudo. Diria mesmo que o celular veio a modificar as relações do ser humano com a vida e com as outras pessoas. Até que não custei tanto assim a aderir a este telefoninho! Nem posso deixar de reconhecer que ele tem me quebrado uns galhos importantes no corre-corre da vida. Mas me utilizo dele pouco e apenas para receber e efetuar ligações. Nem lembro que ele marca as horas, possui calendário. É verdade, recebi uns torpedos, e com dificuldade, enviei outros, bem raros. Imagine tirar fotos, conectá-lo à internet, ao Facebook! Não quero passar por um desajustado à vida moderna. Isto não! No computador, por exemplo, além dos e-mails, participo de rede social, digito (mal), é verdade, meus textos, faço lá algumas compras e pesquisas... Fora dele, tenho meus cartões de crédito, efetuo pagamentos nas máquinas bancárias e, muito importante, sei de cabeça todas as minhas senhas, que vão se multiplicando. Haja memória! Mas, no caso dos celulares, o que me chama mesmo a atenção é que as pessoas parecem não se desgrudar dele, em qualquer situação, ou ligando para alguém, ou entrando em contato com a internet, acompanhando o movimento das postagens do face, ou mesmo brincando com seus joguinhos, como procedem alguns taxistas, naqueles instantes em que param nos sinais ou em que o trânsito está emperrado. Não há como negar, contudo, que esta utilização constante do aparelhinho tem causado desconfortos sociais. Comenta a Danuza Leão: “Outro dia fui a um jantar com mais seis pessoas e todas elas seguravam um celular. Pior, duas delas, descobri depois, trocavam torpedos entre elas.” Me sinto muito constrangido quando, num grupo, em torno de uma mesa, tem alguém, do meu lado, falando, sem parar, pelo celular. Pior, bem pior, quando estou só com alguém, e esta pessoa fica atendendo ligações contínuas, algumas delas com aquela voz abafada, sussurrante... Pode? É frequente um casal se sentar a uma mesa colada à minha, em um restaurante e, depois, feitos os pedidos aos garçons, a mulher e o homem tomam, de imediato, os seus respectivos celulares. E ficam neles conversando quase o tempo todo, mesmo após o início da refeição. Se é um casal de certa idade, podem me argumentar, não devia ter mais nada para conversar. Afinal, casados há tanto tempo! Porém, vejo também casais bem mais jovens, com a mesma atitude, consultando, logo ao se sentarem, os celulares para ver o movimento nas redes sociais, ou enviando torpedos, a maior parte do tempo. Clima de namoro, de sedução, é que não brotava dali. Talvez, alguém parece ter murmurado, em meu ouvido, assim os casais encontraram uma maneira eficiente de não discutirem. Falando com pessoas não presentes ali. A tecnologia a serviço do bom entendimento, de uma refeição em paz. Mas vivencio sempre outras situações em que o uso do celular me prende a atenção. Entrei em um consultório médico, uma senhora aguardava sua vez na sala de espera. Deu para perceber que ela acabava de desligar seu aparelho. Mas, de imediato, fez outra chamada. Estava sentado próxima a ela, que falava bem alto. A ligação era para uma amiga bem íntima, estava claro pela conversa desenrolada, desenrolada mesmo. Em breves minutos, não é por nada não, fiquei sabendo de alguns “probleminhas” da vida desta senhora. Não, não vou aqui devassar dela, nem a própria me deu autorização para tal... Afinal, sou uma pessoa discreta. Não pude foi evitar escutar o que minha companheira de sala de espera... berrava. Para não dizer, no entanto, que não contei nada, também é discrição demais, só um pequeno detalhe, sem maior surpresa: ela estava a ponto de estrangular o marido. O homem, não posso afiançar, aprontava as suas. Do outro lado, a amigona parecia estimular bem a infortunada senhora. De repente, me impedindo de saber mais fatos, a atendente chama a senhora, chegara a sua hora de adentrar ao consultório do médico. Não sei como ela, bastante exasperada, iria enfrentar um exame, na verdade, delicado. Não deu para vê-la sair pela outra porta. É, os celulares criaram estas situações, propiciando já a formação do que poderá vir a ser chamado de auditeurismo, que ficará, assim, ao lado do antigo voyeurismo. (UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. Os celulares. In: ______. A vida e o tempo em tom de conversa. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Odisseia, 2013. P. 150-153.) 21. (Esc. Naval 2015) Em que opção o autor utiliza um neologismo? a) “Nem posso deixar de reconhecer que tem me quebrado uns galhos importantes no corre-corre da vida.” (2º §) b) “No computador, por exemplo, além dos e-mails, participo da rede social, digito (mal), é verdade, meus textos, faço lá algumas compras [...].” (2º §) c) “Não há como negar, contudo, que esta utilização constante do aparelhinho tem causado desconfortos sociais.” (4º §) d) “Talvez, alguém parece ter murmurado em meu ouvido, assim os casais encontraram uma maneira eficiente de não discutirem.” (4º §) e) “É, os celulares criaram estas situações, propiciando já a formação do que poderá vir a ser o chamado de auditeurismo, que ficará, [...].” (5º §) 22. (Esc. Naval 2015) Em sua linha argumentativa, o autor do texto a) considera improcedente o número de celulares que as pessoas carregam, sobretudo as crianças uma vez que esse comportamento reforça os valores consumistas que dominam a sociedade. b) revela que ele também se tornou mais um usuário submisso ao celular, já que esse aparelho facilita-lhe a resolução de muitas questões do cotidiano. c) reconhece os aspectos favoráveis do celular, mas destaca a tendência a um isolamento social, decorrente do uso inoportuno desse telefone móvel. d) ressalta que, no mundo moderno, o uso imperativo do celular tornou-se uma espécie de ”epidemia neurótica”. e) observa que as pessoas ainda contrárias aos avanços tecnológicas condenam, veementemente, o uso do celular. 23. (Esc. Naval 2015) Em que opção o referente do termo sublinhado está corretamente indicado? a) “Me poupem de enumerá-las, pois só sei de algumas.” (1º §) - crianças b) “Fora dele, tenho meus cartões de crédito, efetuo pagamentos [...].” (2º §) - computador c) “[...], com dificuldade, enviei outros, bem raros.” (2º §) – e-mails d) “[...], chegara a sua hora de adentrar ao consultório do médico.” (5º §) - amigona e) “Não sei como ela, bastante exasperada, iria enfrentar [...].” - atendente 24. (Esc. Naval 2015) “Não há como negar, contudo, que esta utilização constante do aparelhinho tem causado desconforto sociais.” (4º §). Em que opção há um substituto adequado para o termo sublinhado, a fim de que o sentido do texto seja mantido? a) Ademais. b) Portanto. c) Consoante. d) Porquanto. e) Todavia. 25. (Esc. Naval 2015) Assinale a opção em que a reescritura da frase, flexionada no plural, manteve-se coerente e plenamente de acordo com a modalidade padrão da língua portuguesa. a) “Nem posso deixar de reconhecer que ele tem me quebrado uns galhos importantes[...].” (2º §) / Nem podemos de reconhecermos que eles tem nos quebrado uns galhos importantes... b) “Nem lembro que ele marca as horas, possui calendário.” (2º §) / Nem nos lembramos que eles marcam as horas, possuem calendário. c) “[...] sei de cabeça todas as minhas senhas, que vão se multiplicando. Haja memória!” (2º §) / ...sabemos de cabeça todas as nossas senhas, que vão se multiplicando. Hajam memórias! d) “[...] vivencio sempre outras situações em que o uso do celular me prende a atenção.” (5º §) / ... vivenciamos sempre outras situações em que o uso do celular nos prendem as atenções. e) “Não sei como ela, bastante exasperada, iria enfrentar um exame, na verdade, delicado.” (5º §) / Não sabemos como elas, bastante exasperadas, iriam enfrentar uns exames, na verdade, delicados. 26. (Esc. Naval 2015) Considere o uso da palavra “mesmo” nos trechos a seguir: “Diria mesmo que o celular veio a modificar as relações do ser humano com a vida e com as outras pessoas.” (1º §) “A ligação era para uma amiga bem íntima, estava claro pela conversa desenrolada, desenrolada mesmo.” (5º §) Assinale a opção em que os valores morfossintáticos e semânticos das palavras em destaque são idênticos aos das palavras sublinhadas acima, respectivamente. a) Ensinei-lhe, e ele fez o mesmo. / A advogada era mesmo corajosa. b) Mesmo o amigo não quis ajudá-lo. / Você está mesmo falando a verdade? c) Amanhã mesmo lhe envio o documento. / O menino mesmo consertou a bicicleta. d) Ele encontrou mesmo o irmão mais novo. / Mesmo atarefado, assumiu o compromisso. e) Elas trabalhavam no mesmo país. / Mesmo antes do nascimento, já amava meu filho. 27. (Esc. Naval 2015) Em que opção o significado do vocábulo sublinhado está corretamente indicado? a) “Apenas uns poucos retrógrados, [...].” (1º §) - idosos b) “[...] avessos ao progresso tecnológico.” (1º §) - favoráveis c) “[...], como procedem alguns taxistas, [...].” (3º §) - insistem d) “O homem, não posso afiançar, aprontava [...].” (5º §) - garantir e) “[...] parecia estimular bem a infortunada senhora.” (5º §) - rica 28. (Esc. Naval 2015) Em que opção ocorre o mesmo tipo de pleonasmo que no trecho “[...] só um pequeno detalhe, sem maior surpresa [...].” (5º §)? a) A mim, só me resta dormir e descansar. b) Choveu uma chuva fina durante a noite. c) Aos mendigos, deu-lhes dinheiro. d) Ele fala sem desconhecer o assunto. e) O diretor fará uma breve alocução esta noite. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 9 QUESTÕES: Leia o texto abaixo para responder à(s) quest(ões) a seguir. O reinado do celular De alto a baixo da pirâmide social, quase todas as pessoas que eu conheço possuem celular. É realmente um grande quebra-galho. Quando estamos na rua e precisamos dar um recado, é só sacar o aparelhinho da bolsa e resolver a questão, caso não dê pra esperar chegar em casa. Pra isso – e só pra isso – serve o telefone móvel, na minha inocente opinião. Ao contrário da maioria das mulheres, nunca fui fanática por telefone, incluindo o fixo. Uso com muito comedimento para resolver assuntos de trabalho, combinar encontros, cumprimentar alguém, essas coisas realmente rápidas. Fazer visita por telefone é algo para o qual não tenho a menor paciência. Por celular, muito menos. Considero-o um excelente resolvedor de pendências e nada mais. Logo, você pode imaginar meu espanto ao constatar como essa engenhoca se transformou no símbolo da neurose urbana. Outro dia fui assistir a um show. Minutos antes de começar, o lobby do teatro estava repleto de pessoas falando ao celular. “Vou ter que desligar, o espetáculo vai começar agora”. Era como se todos estivessem se despedindo antes de embarcar para a lua. Ao término do show, as luzes do teatro mal tinham acendido quando todos voltaram a ligar seus celulares e instantaneamente se puseram a discar. Para quem? Para quê? Para contar sobre o show para os amigos, para saber o saldo no banco, para o tele-horóscopo?? Nunca vi tamanha urgência em se comunicar à distância. Conversar entre si, com o sujeito ao lado, quase ninguém conversava. O celular deixou de ser uma necessidade para virar uma ansiedade. E toda ânsia nos mantém reféns. Quando vejo alguém checando suas mensagens a todo minuto e fazendo ligações triviais em público, não imagino estar diante de uma pessoa ocupada e poderosa, e sim de uma pessoa rendida: alguém que não possui mais controle sobre seu tempo, alguém que não consegue mais ficar em silêncio e em privacidade. E deixar celular em cima de mesa de restaurante, só perdoo se o cara estivar com a mãe no leito de morte e for ligeiramente surdo. Isso tudo me ocorreu enquanto lia o livro infantil O menino que queria ser celular, de Marcelo Pires, com ilustrações de Roberto Lautert. Conta a historia de um garotinho que não suporta mais a falta de comunicação com o pai e a mãe, já que ambos não conseguem desligar o celular nem por um instante, nem no fim de semana – levam o celular até para o banheiro. O menino não tem vez. Aí a ideia: se ele fosse um celular, receberia muito mais atenção. Não é história da carochinha, isso rola pra valer. Adultos e adolescentes estão virando dependentes de um aparelho telefônico e desenvolvendo uma nova fobia: medo de ser esquecido. E dá-lhe falar a toda hora, por qualquer motivo, numa esquizofrenia considerada, ora, ora, moderna. Os celulares estão cada dia menores e mais fininhos. Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão. (MEDEIROS, Martha. O reinado do celular. In:__. Montanha Russa; Coisas da vida; Feliz por nada. Porto Alegre, RS: LPM, 2013. p. 369-370.) 29. (Esc. Naval 2015) Leia o trecho abaixo: “O celular deixou de ser uma necessidade para virar uma ansiedade.” (4º §) Em que opção a reescritura desse trecho mantém a significação, em relação ao seu uso no texto? a) O celular há tempos não é uma necessidade, as pessoas é que insistem em usá-lo o tempo todo. b) O celular é um aparelho desnecessário, que acabou modificando sobremaneira as relações interpessoais. c) O celular tem sido usado mais para atender a ânsia de falar a toda hora do que para fins necessários. d) O celular passou a ser usado por pessoas ansiosas, que esqueceram o caráter utilitário do aparelho. e) O celular é responsável pela síndrome que leva as pessoas a quererem falar o tempo todo. 30. (Esc. Naval 2015) Qual a estratégia argumentativa utilizada pela autora, no 3º parágrafo, para defender sua tese? a) Argumento de autoridade. b) Exemplificação. c) Causa e consequência. d) Senso comum. e) Dados estatísticos. 31. (Esc. Naval 2015) Que opção NÃO justifica explicitamente o título do texto? a) “Quando estamos na rua e precisamos dar um recado, é só sacar o aparelhinho da bolsa [...].” (1º §) b) “Ao término do show, as luzes do teatro mal tinham acendido quando todos voltaram a ligar seus celulares [...]. (3º §) c) “Quando vejo alguém checando suas mensagens a todo minuto [...] imagino estar diante de uma pessoa [...] rendida [...].” (4º §) d) “Adultos e adolescentes estão virando dependentes de um aparelho telefônico [...].” (6º §) e) “Os celulares estão cada dia menores e mais fininhos. Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão” (7º §) 32. (Esc. Naval 2015) Em que opção o termo sublinhado exerce a mesma função que o pronome destacado em “De alto a baixo da pirâmide social, quase todas as pessoas que eu conheço possuem celular.” (1º §)? a) “Considero-o um e excelente resolvedor de pendências e nada mais.” (2º §) b) “Logo, você pode imaginar meu espanto ao constatar como [...].” (3º §) c) “Isso tudo me ocorreu enquanto lia o livro infantil [...].” (5º §) d) “Aí a ideia: se ele fosse um celular, receberia muito atenção.” (5º §)e) “Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão.” (7º §) 33. (Esc. Naval 2015) Quanto aos aspectos coesivos, assinale a opção em que o comentário sobre o trecho destacado está correto. a) “[...] é só sacar o aparelhinho da bolsa e resolver a questão, caso não dê pra esperar chegar em casa.” (1º §) – o valor semântico do conectivo é de concessão. b) “Ao término do show, as luzes do teatro mal tinham acendido quando todos voltaram [...].” (3º §) – a palavra destacada funciona como conectivo subordinativo. c) “o celular deixou de ser uma necessidade para virar uma ansiedade.” (4º §) – a preposição destacada corrobora a mudança de estado. d) “[...] de uma pessoa ocupada e poderosa, e sim de uma pessoa rendida [...].” (4º §) – o segmento sublinhado estabelece uma relação de oposição de ideias. e) “[...] não suporta mais a falta de comunicação com o pai e a mãe, já que ambos não conseguem desligar o celular [...].” (5º §) – a locução em destaque estabelece a ideia de consequência. 34. (Esc. Naval 2015) Em que opção a reescritura do texto está INCORRETA, de acordo com a norma padrão? a) “[...] quase todas as pessoas que eu conheço possuem celular.” (1º §) - ... quase todas as pessoas as quais conheço possuem celular. b) “[...] caso não dê pra esperar chegar em casa.” (1º §) - ... caso não dê para esperar chegar a casa. c) “Fazer visita por telefone é algo para o qual não tenho a menor paciência.” (2º §) – Fazer visita por telefone é algo para que não tenho a menor paciência. d) “Outro dia fui assistir a um show.” (3º §) – Outro dia fui assistir um show. e) “Nunca vi tamanha urgência em se comunicar à distância.” (3º §) – Nunca vi tamanha urgência em se comunicar a distância. 35. (Esc. Naval 2015) “E toda ânsia nos mantém reféns.” (4º §). Em que opção o verbo “manter” está empregado corretamente, de acordo com a norma padrão? a) O funcionário sabia que, se mantesse o celular ligado durante o expediente, alguém poderia reclamar. b) Meu pai e minha mãe manteem os mesmos telefones celulares desde 2012 e não pretendem comprar aparelhos novos este ano. c) "Pedro, mantenhas teu celular desligado durante o filme." – pediu um colega. d) “Enquanto mantiverem seus celulares ligados, não começaremos a reunião,” reclamou o chefe. e) O fiscal solicitou aos candidatos que mantivéssem os celulares desligados durante a prova. 36. (Esc. Naval 2015) Assinale a opção em que o termo sublinhado exerce a mesma função sintática que o termo destacado em “Considero-o um excelente resolvedor de pendências e nada mais.” (2º §) a) “Por celular, muito menos.” (2º §) b) “Logo, você pode imaginar meu espanto [...].” (3º §) c) “E toda ânsia nos mantém reféns.” (4º §) d) “Isso tudo me ocorreu enquanto lia [...].” (5º §) e) “Conta a história de um garotinho [...].” (5º §) 37. (Esc. Naval 2015) De acordo com as ideias expressas no texto, em “[...] numa esquizofrenia considerada, ora, ora, moderna.” (6º §), o termo destacado refere-se a um estado de a) mutismo exacerbado. b) insatisfação renhida. c) inquietação renitente. d) comunicação desopilante. e) impaciência intermitente. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: Leia os textos abaixo para responder à(s) quest(ões) a seguir. Texto 1 Os celulares Resolvi optar pela forma de plural, pois vejo tanta gente agora com, pelo menos, dois. O que me pergunto é como se comportaria a maioria das pessoas sem celular, como viver hoje sem ele? Uma epidemia neurótica grave atacaria a população? Certamente! Quem não tem seu celular hoje em dia? Crianças, cada vez mais crianças, lidam, e bem, com ele. Apenas uns poucos retrógrados, avessos ao progresso tecnológico. A força consumista do aparelho foi crescendo com a possibilidade de suas crescentes utilizações. Me poupem de enumerá-las, pois só sei de algumas. De fato, ele faz hoje em dia de um tudo. Diria mesmo que o celular veio a modificar as relações do ser humano com a vida e com as outras pessoas. Até que não custei tanto assim a aderir a este telefoninho! Nem posso deixar de reconhecer que ele tem me quebrado uns galhos importantes no corre-corre da vida. Mas me utilizo dele pouco e apenas para receber e efetuar ligações. Nem lembro que ele marca as horas, possui calendário. É verdade, recebi uns torpedos, e com dificuldade, enviei outros, bem raros. Imagine tirar fotos, conectá-lo à internet, ao Facebook! Não quero passar por um desajustado à vida moderna. Isto não! No computador, por exemplo, além dos e-mails, participo de rede social, digito (mal), é verdade, meus textos, faço lá algumas compras e pesquisas... Fora dele, tenho meus cartões de crédito, efetuo pagamentos nas máquinas bancárias e, muito importante, sei de cabeça todas as minhas senhas, que vão se multiplicando. Haja memória! Mas, no caso dos celulares, o que me chama mesmo a atenção é que as pessoas parecem não se desgrudar dele, em qualquer situação, ou ligando para alguém, ou entrando em contato com a internet, acompanhando o movimento das postagens do face, ou mesmo brincando com seus joguinhos, como procedem alguns taxistas, naqueles instantes em que param nos sinais ou em que o trânsito está emperrado. Não há como negar, contudo, que esta utilização constante do aparelhinho tem causado desconfortos sociais. Comenta a Danuza Leão: “Outro dia fui a um jantar com mais seis pessoas e todas elas seguravam um celular. Pior, duas delas, descobri depois, trocavam torpedos entre elas.” Me sinto muito constrangido quando, num grupo, em torno de uma mesa, tem alguém, do meu lado, falando, sem parar, pelo celular. Pior, bem pior, quando estou só com alguém, e esta pessoa fica atendendo ligações contínuas, algumas delas com aquela voz abafada, sussurrante... Pode? É frequente um casal se sentar a uma mesa colada à minha, em um restaurante e, depois, feitos os pedidos aos garçons, a mulher e o homem tomam, de imediato, os seus respectivos celulares. E ficam neles conversando quase o tempo todo, mesmo após o início da refeição. Se é um casal de certa idade, podem me argumentar, não devia ter mais nada para conversar. Afinal, casados há tanto tempo! Porém, vejo também casais bem mais jovens, com a mesma atitude, consultando, logo ao se sentarem, os celulares para ver o movimento nas redes sociais, ou enviando torpedos, a maior parte do tempo. Clima de namoro, de sedução, é que não brotava dali. Talvez, alguém parece ter murmurado, em meu ouvido, assim os casais encontraram uma maneira eficiente de não discutirem. Falando com pessoas não presentes ali. A tecnologia a serviço do bom entendimento, de uma refeição em paz. Mas vivencio sempre outras situações em que o uso do celular me prende a atenção. Entrei em um consultório médico, uma senhora aguardava sua vez na sala de espera. Deu para perceber que ela acabava de desligar seu aparelho. Mas, de imediato, fez outra chamada. Estava sentado próxima a ela, que falava bem alto. A ligação era para uma amiga bem íntima, estava claro pela conversa desenrolada, desenrolada mesmo. Em breves minutos, não é por nada não, fiquei sabendo de alguns “probleminhas” da vida desta senhora. Não, não vou aqui devassar dela, nem a própria me deu autorização para tal... Afinal, sou uma pessoa discreta. Não pude foi evitar escutar o que minha companheira de sala de espera... berrava. Para não dizer, no entanto, que não contei nada, também é discrição demais, só um pequeno detalhe, sem maior surpresa: ela estava a ponto de estrangular o marido. O homem, não posso afiançar, aprontava as suas. Do outro lado, a amigona parecia estimular bem a infortunada senhora. De repente, me impedindo de saber mais fatos, a atendente chama a senhora, chegara a sua hora de adentrar ao consultório do médico. Não sei como ela, bastante exasperada, iria enfrentarum exame, na verdade, delicado. Não deu para vê-la sair pela outra porta. É, os celulares criaram estas situações, propiciando já a formação do que poderá vir a ser chamado de auditeurismo, que ficará, assim, ao lado do antigo voyeurismo. (UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. Os celulares. In: ______. A vida e o tempo em tom de conversa. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Odisseia, 2013. P. 150-153.) Texto 2 O reinado do celular De alto a baixo da pirâmide social, quase todas as pessoas que eu conheço possuem celular. É realmente um grande quebra-galho. Quando estamos na rua e precisamos dar um recado, é só sacar o aparelhinho da bolsa e resolver a questão, caso não dê pra esperar chegar em casa. Pra isso – e só pra isso – serve o telefone móvel, na minha inocente opinião. Ao contrário da maioria das mulheres, nunca fui fanática por telefone, incluindo o fixo. Uso com muito comedimento para resolver assuntos de trabalho, combinar encontros, cumprimentar alguém, essas coisas realmente rápidas. Fazer visita por telefone é algo para o qual não tenho a menor paciência. Por celular, muito menos. Considero-o um excelente resolvedor de pendências e nada mais. Logo, você pode imaginar meu espanto ao constatar como essa engenhoca se transformou no símbolo da neurose urbana. Outro dia fui assistir a um show. Minutos antes de começar, o lobby do teatro estava repleto de pessoas falando ao celular. “Vou ter que desligar, o espetáculo vai começar agora”. Era como se todos estivessem se despedindo antes de embarcar para a lua. Ao término do show, as luzes do teatro mal tinham acendido quando todos voltaram a ligar seus celulares e instantaneamente se puseram a discar. Para quem? Para quê? Para contar sobre o show para os amigos, para saber o saldo no banco, para o tele-horóscopo?? Nunca vi tamanha urgência em se comunicar à distância. Conversar entre si, com o sujeito ao lado, quase ninguém conversava. O celular deixou de ser uma necessidade para virar uma ansiedade. E toda ânsia nos mantém reféns. Quando vejo alguém checando suas mensagens a todo minuto e fazendo ligações triviais em público, não imagino estar diante de uma pessoa ocupada e poderosa, e sim de uma pessoa rendida: alguém que não possui mais controle sobre seu tempo, alguém que não consegue mais ficar em silêncio e em privacidade. E deixar celular em cima de mesa de restaurante, só perdoo se o cara estivar com a mãe no leito de morte e for ligeiramente surdo. Isso tudo me ocorreu enquanto lia o livro infantil O menino que queria ser celular, de Marcelo Pires, com ilustrações de Roberto Lautert. Conta a historia de um garotinho que não suporta mais a falta de comunicação com o pai e a mãe, já que ambos não conseguem desligar o celular nem por um instante, nem no fim de semana – levam o celular até para o banheiro. O menino não tem vez. Aí a ideia: se ele fosse um celular, receberia muito mais atenção. Não é história da carochinha, isso rola pra valer. Adultos e adolescentes estão virando dependentes de um aparelho telefônico e desenvolvendo uma nova fobia: medo de ser esquecido. E dá-lhe falar a toda hora, por qualquer motivo, numa esquizofrenia considerada, ora, ora, moderna. Os celulares estão cada dia menores e mais fininhos. Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão. (MEDEIROS, Martha. O reinado do celular. In:__. Montanha Russa; Coisas da vida; Feliz por nada. Porto Alegre, RS: LPM, 2013. p. 369-370.) 38. (Esc. Naval 2015) A respeito do uso do telefone celular, que opção apresenta uma referência argumentativa comum dois textos? a) O uso descontrolado e inconsequente do celular pode provocar interferências devastadoras na educação de uma criança, ressentida com o aparente abandono de seus responsáveis. b) As conversas por telefone fixo e, sobretudo, pelo celular não conseguem realizar, efetivamente, uma interação direta entre as pessoas, como as antigas e tradicionais visitas aos amigos. c) O advento do celular, um dos mais surpreendentes empregos da tecnologia a serviço da comunicação, nem sempre facilita a aproximação entre as pessoas. d) Falar muito alto ao celular, em lugares públicos, tornou-se um hábito muito frequente entre as pessoas, que acabam partilhando indevidamente assuntos particulares com ouvintes anônimos. e) Ironicamente, a sofisticação na tecnologia e o tamanho dos celulares, cada vez menores, facilitam ainda mais o domínio desses aparelhos sobre as pessoas. 39. (Esc. Naval 2015) Leia os trechos abaixo: I. “Até que não custei tanto assim a aderir [...] (Texto 1, 2º §) II. “[...] levam o celular até para o banheiro.” (Texto 2, 5º §) Assinale a opção em que o comentário sobre o emprego dos elementos destacados está correto. a) No primeiro trecho, o elemento sublinhado funciona como preposição; no segundo, funciona como advérbio de tempo. b) No primeiro trecho, a expressão indica realce; no segundo, a palavra em destaque é denotativa, indicando inclusão. c) As características morfológicas e semânticas dos elementos em destaque são idênticas em ambos os trechos. d) No primeiro trecho, a expressão indica inclusão; no segundo, “até” é advérbio de tempo. e) Em ambos os trechos, temos elementos denotativos que apresentam significados complementares. 40. (Esc. Naval 2015) Em ambos os textos, ocorre o uso da palavra “aparelhinho”. Considerando seu significado no contexto de cada ocorrência, assinale a opção correta. a) Nos dois textos, os autores usam a palavra no diminutivo pejorativamente. b) No texto 1, o significado é pejorativo; no texto 2, o diminutivo indica o tamanho. c) No texto 1, o significado atribuído é afetivo, no texto 2, pejorativo. d) Nos dois textos, o diminutivo faz referência ao tamanho do celular. e) Em ambos os textos, os autores atribuem ao diminutivo significados afetivos. M A T E M Á T I C A CURSO ADSUMUS Profº César Loyola Matemática – Prof. César Loyola 1/22 curso adsumus Assunto: Revisão Geral QOAM - 2018 1 – TEORIA DOS CONJUNTOS a) simbologia de Pertinência → Relacionar elemento com conjunto. → Pertence; → não Pertence c) Conjunto União ( ) → Conjunto formado por elementos pertencentes a um “ou” ao outro conjunto. d) Conjunto Interseção ( ) → Conjunto formado por elementos pertencentes a um “e” ao outro conjunto. e) Conjunto Diferença → Conjunto formado por elementos pertencentes ao primeiro e não pertencentes ao segundo conjunto. f) conjunto Complementar B A → C B A = (vazio) BA → C B A = A – B g) Conjunto das Partes → Os elementos são os subconjuntos de um determinado conjunto. n(P )( A ) = 2 n OBS.: esta forma nos dará a quantidade de subconjuntos de um determinado conjunto. A quantidade de subconjuntos não vazios deverá ser subtraído “1”. h) Mapa de Karnot → Utilização somente nos casos quando identificamos dois pares de condições antônimas. 2 – POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO a) am . an = am+n b) am : an = am-n c) (a . b)n = an . bn d) (a : b)n = an : bn e) n b a = n n b a f) a0 = 1, a≠0 g) Potenciação com expoente par, a potência será positiva h) Potenciação com expoente ímpar, a potência terá o sinal da base. i) na− = na 1 ; n b a − = n a b j) ( )nma = a mxn k) a n m = n ma l) ( )mn a = n ma m) Adição e subtração entre radicais → radicais semelhantes (índices dos radicais e radicais idênticos) n) Multiplicação e divisão entre radicais → índice dos radicais idênticos. o) Racionalização → Operação nos radicais para eliminar número irracional (raiz) do denominador. Ex: 25 3 − = ( ) ( )( )2525 253 +− + = ( ) ( ) ( )22 25 253 − + = ( ) 25 253 − + = 5 + 2 3 – P.A. (PROGRESSÃO ARITMÉTICA) a) Termo Geralan = a1 + (n – 1) . r b) Razão r = an – an-1 r > 0 = PA crescente r < 0 = PA decrescente c) Soma dos n primeiros termos: Sn = 2 )( 1 naa n+ d) Propriedades: 1ª propriedade A soma dos termos extremos é uma constante. a1 + an = a2 + an-1 2ª propriedade O valor de um determinado termo é igual à média aritimética dos termos ao seu lado. an = ( ) ( ) 2 11 ++− nn aa 3ª propriedade Quando a quantidade de termos for impar, o termo central é a média aritimética dos termos extremos. an = 2 1 naa + = 2 12 −+ naa e) Artifício matemático para diminuir a quantidade de variáveis: (a1, a2, a3) → (x-r, x, x+r). 4 – P.G. (PROGRESSÃO GEOMÉTRICA) a) Termo Geral an = a1.qn-1 b) Razão q = 1−n n a a Quando a1 › 0 q › 1 → PG crescente (1, 2, 4, 8, 16,...) q = 2 q ‹ 0 → PG oscilante (1, -2, 4, -8, 16,...) q = -2 0 ‹ q ‹ 1 → PG decrescente (16, 8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4,...) q = ½ Quando a1 ‹ 0 q › 1 → PG decrescente 0 ‹ q ‹ 1 → PG crescente Matemática – Prof. César Loyola 2/22 curso adsumus c) Soma dos n primeiros termos: Sn = 1 )1(1 − − q qa n d) P.G. Ilimitada decrescente → Limite da Soma S = q a −1 1 OBS.: utilizamos quando temos uma situação “tendendo a zero” no infinito e buscamos o somatórios dos seus termos. e) Propriedades: 1ª propriedade O produto dos termos externos é uma constante. 2ª propriedade O valor de um determinado termo é igual a média geométrica (raiz quadrada do produto dos termos ao seu lado). Ou: o valor ao quadrado de um determinado termo é igual ao produto dos termos ao seu lado. 3ª propriedade Quando a quantidade de termos for ímpar, o valor ao quadrado do termo central é igual ao produto dos termos extremos. f) Artifício matemático para diminuir a quantidade de variáveis: (a1, a2, a3) → ( q x , x, xq) 5 – TRIGONOMETRIA a) lei dos cossenos: a2 = b2 + c2 – 2bccos OBS.: utilizamos quando temos apenas um ângulo envolvido. b) Lei dos Senos sen a = senB b = senC C OBS.: utilizamos quando temos pelos menos dois ângulos envol- Vidos. c) Ângulos Notáveis 30º ou 6 45º ou 4 60º ou 3 sen 2 1 2 2 2 3 cos 2 3 2 2 2 1 tg 3 3 1 3 d) Razões Trigonométricas sen = hipotenusa opostocat. ; cos = hipotenusa adjacentecat. ; tg = adjacentecat opostocat . . e) Valores mínimo e máximo -1 sen 1 -1 cos 1 f) Razões trigonométricas Complementares sen = cos (90º - ) cos = sen (90º - ) g) Relação entre ângulos : 180º = πrad = 200 Gr (grado) h) Comprimento da Circunferência C = 2πr i) Comprimento de Arcos: - Em radiano: l = .r - Em graus: l = º180 r Matemática – Prof. César Loyola 3/22 curso adsumus j) RFTs (Relações Fundamentais da trigonometria): sen2 + cos2 = 1 tg = cos sen ; tg = gcot 1 cotg = sen cos ; cotg = tg 1 sec = cos 1 ; cos = sec 1 cosec = sen 1 ; sen = seccos 1 sec2 = 1+tg2 cossec² = 1+cotg2 k) M.D.P (Menor Determinação Positiva) → Quando o ângulo ultrapassar uma volta completa (360º), dividir por 360º para extrair as voltas completas. l) Redução ao I Quadrante: Redução do II Q para o I Q → π - Redução do III Q para o I Q → - π Redução do IV Q para o I Q → 2 π - m) Adição e Subtração entre arcos. sen(a±b) = sena.cosb ± cosa . senb cos(a±b) = cosa.cosb sena . senb tg(a+b) = tgbtga tgbtga .1 n) Arcos Duplos sen(2a) = 2.sena.cosa cos(2a) = cos2a – sen2a tg(2a) = atg tga 21 .2 − o) Arco Côngruo positivo de um negativo: - =2 π - Ex.: sen (- 300º) = sen (360º - 300º) = sen 60º = 3 2 - Fórmulas de transformação para senos: - Fórmulas de transformação para cossenos 6 – ANÁLISE COMBINATÓRIA a) Princípio da Adição: A idéia é prestar atenção no conetivo “ou” do problema. b) Princípio Multiplicativo: A idéia é prestar atenção no conetivo “e” do problema. c) Fatorial: nN* n! = n.(n-1).(n-2)... .3.2.1 d) Consequências da definição: 0! = 1 1! = 1 e) Permutação Simples: Pn = n! f) Permutação com repetição: P n cba ,...,, = !!! ! Cba n g) Permutação Circular: OBS.: utilizamos as permutações quando envolvemos todos os elementos. h) Combinação Simples → a ordem não altera o resultado: Cn,p = )!(! ! pnp n − i) Arranjo Simples → a ordem altera o resultado: An,p = )!( ! pn n − 7 – GEOMETRIA ANALÍTICA a) Distância entre dois pontos: dAB = 2 2( ) ( )B A B Ax x y y− + − b) Ponto Médio de um segmento M (xM, yM): XM = 2 XBXA + ; YM = 2 YBYA+ c) Alinhamento entre três pontos: Matemática – Prof. César Loyola 4/22 curso adsumus d) Coeficiente Angular (Declividade) da reta: y – y0 = m(x – x0) Retas Concorrentes mr ≠ ms Retas Paralelas mr = ms Retas Perpendiculares mr . ms = -1 ou mr = Ms 1− e) Equação Geral da reta: ax + by + c = 0 f) Equação reduzida da reta: y = mx + n Coeficiente angular → m= - b a Coeficiente linear → n = - b c g) Equação Segmentaria: p x + q y = 1 h) Distância entre ponto e reta: dp,r = 22 00 ba cbyax + ++ i-) Área de um Triângulo: j) Área de um Polígono: k) Ângulo agudo entre retas: OBS: Quando uma das retas é vertical: l) Coordenadas do baricentro (G): xG = 3 XcXbXa ++ ; yG = 3 YcYbYa ++ m) ponto de interseção entre duas retas → Resolução do Sistema de Equação do 1º Grau. n) Bissetrizes dos quadrantes: o) Conceitos gerais: Mediana: Segmento de Reta que sai do vértice e Chega no Ponto Médio ao lado oposto Mediatriz: Segmento de Reta que passa pelo Ponto Médio formando o ângulo reto (90º) Baricentro: Interseção das Medianas. 8 – GEOMETRIA ESPACIAL a) Prismas - Área da Base (Ab) = Área do Polígono regular da base - Área da Face (Af): Af = ah - Área Lateral (Al): Al = nAf n → quantidade de arestas da base - Área Total (AT): AT = 2Ab + Al - Volume (v) : V = Abh b) Pirâmides - Área da Base (Ab) → Área do Polígono regular da base - Área da Face (Af) → Área do triângulo isósceles em condições normais - Área Lateral (Al) → Al = nAf n → quantidade de arestas da base - Área Total (AT): AT = Ab+Al - Volume (v) : V = 3 1 Abh c) Cilindro Reto Matemática – Prof. César Loyola 5/22 curso adsumus - Área da Base (Ab) = Ab = πr2 r = 2 D - Área Lateral (Al): Al = 2πrh - Área Total (AT): AT = 2πr (r+h) - Volume (v): V = πr2h * Cilindro Equilátero: h = D = 2r d) Cone reto: - geratriz: g2 = h2 + r2 → Pitágoras - Área da Base (Ab): Ab = πr2 - Área Lateral (Al): Al = πgr - Área Total (AT): AT = Ab +Al = πr2+πrg = πr(r+g) - Volume (v) = 3 1 πr2h * Cone Eqüilátero: g = D = 2r e) Esfera - Área da Superfície Externa: A = 4πr² - Volume: V = 3 4 πr3 f) Cubo - Área da Face (AF) → AF = a² (Área do quadrado) - Área da Face (AT) → AT = 6a² - Diagonal da Face (diagonal do quadrado) → d = 2a - Diagonal interna (diagonal do cubo): D = 3a - Volume (v) : V = a³ Poliedros são sólidos geométricos limitados por polígonos, que, por sua vez, são figuras geométricas planas limitadas por segmentos de reta. Um poliedro é dito regular quando obedece às três exigências seguintes: 1) é convexo; 2) é também poliedro de Platão; 3) Os polígonos que o formam, chamados de faces, são regulares e congruentes. Todo poliedro regular é um poliedro de Platão, mas existem poliedros de Platão que não são regulares. Relação deEuler: V - A + F = 2 em que V é o número de vértices, A é o número de arestas e F, o número de faces. Poliedros platônicos Diz-se que um poliedro é platônico se, e somente se: a) for convexo; b) em todo vértice concorrer o mesmo número de arestas; c) toda face tiver o mesmo número de arestas; d) for válida a relação de Euler. QUESTÕES DE CONCURSOS 1) Sejam R e S conjuntos que possuem três elementos em comum. Se o número de subconjuntos de R é a quarta parte do número de subconjuntos de S, o número mínimo de elementos do conjunto R S é o: a) 5 b) 4 c) 6 d) 6 e) impossível 2) Numa competição militar com 60 sargentos do CAP, 11 jogam xadrez, 31 são homens ou jogam xadrez e 3 mulheres jogam xadrez. Calcule o número de homens que não jogam xadrez. a) 20 b) 26 c) 30 d) 32 e) 34 3) A e B são conjuntos disjuntos. Se A’ e B’ são conjuntos complementares em U (conjunto universo), então o complementar de (B – A) (A – A’) em U é: a) A’ b) B’ c) (A B)’ d) (A B)’ e) A B 4) Um treinamento militar era constituído de dois exercícios. 300 militares concluíram somente um dos exercícios, 260 concluíram o segundo, 100 militares concluíram os dois e 210 não concluíram o primeiro. Quantos militares fizeram o treinamento. a) 380 b) 400 c) 430 d) 450 e) 460 5) Um programa de proteção e preservação de tartarugas marinhas, observando dois tipos de contaminação dos animais, constatou em um de seus postos de pesquisa, que: 88 tartarugas apresentavam sinais de contaminação por óleo mineral, 35 não apresentavam sinais de contaminação por radioatividade, 77 apresentavam sinais de contaminação tanto por óleo mineral como por radioatividade e 43 apresentavam sinais de apenas um dos dois tipos de contaminação. Quantas tartarugas foram observadas? a) 144 b) 154 c) 156 d) 160 e) 168 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/poliedros.htm http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/conhecendo-os-elementos-um-poligono.htm http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/retas.htm Matemática – Prof. César Loyola 6/22 curso adsumus 6) X e Y são dois conjuntos não vazios. O conjunto X possui 64 subconjuntos. O conjunto Y, por sua vez, possui 256 subconjuntos. Sabe-se, também, que o conjunto Z X Y= possui 2 elementos. Desse modo, conclui-se que o número de elementos do conjunto P Y X= − é igual a: a) 4 b) 6 c) 8 d) 1 e) vazio 7) (VUNESP) Uma população utiliza 3 marcas diferentes de detergente: A, B e C. Feita uma pesquisa de mercado colheram- se os resultados tabelados abaixo: Pode-se concluir que o número de pessoas que consomem ao menos duas marcas é: a) 99 b) 94 c) 90 d) 84 e) 79 8) (QOAM) Para cumprir pelo menos uma de duas missões, A e B, 80% das praças de uma determinada Base Naval se apresentaram como voluntários. Se 60% desses voluntários querem cumprir a missão A e 55% desses voluntários querem cumprir a missão B, qual é o percentual das praças da referida Base Naval que são voluntários para ambas as missões A e B? a) 15% b) 12% c) 10% d) 8% e) 6% 9) (QOAM – 2009) Dados os conjuntos 1,2,3,4,5,,6,7,8,9,10A B C = , 2,3,8A B = , 2,7A C = , 2,5,6B C = , 1,2,3,4,5,6,7,8A B = . Qual é o conjunto C B− ? a) 7,9,10 b) 7,8,10 c) 5,7,8 d) 5,7,9 e) 8,9,10 10) (QOAM - 2010) Um banco promoveu uma seleção de pessoal para o quadro de estagiários. Exigia-se que os candidatos fossem estudantes universitários. Concluída a seleção, foi feito um levantamento sobre as carreiras que os estagiários selecionados estavam cursando. O levantamento apontou que: I. 60% dos selecionados cursavam Economia ou Administração de Empresas; II. 30% dos selecionados cursavam Administração de Empresas; III. 25% dos selecionados que cursavam Economia também cursavam Administração de Empresas. De acordo com as informações apresentadas acima, é correto afirmar que a porcentagem de selecionados que cursavam Economia é igual a: a) 10% b) 30% c) 37,5% d) 40% e) 55% 11) (QOAM – 2014) Sejam A e B conjuntos não vazios tais que n(A – B) = 3 e n(A) = k, logo o total de subconjuntos não vazios de A B é igual a: a) 32k− b) 32 1k− − c) 12k− d) 12 1k− − e) 2 1 k − 12) (QOAM – 2015) Seja N o número total de maneiras de escolher pelo menos um brinquedo, de um total de 7 distintos, existentes em um parque de diversões. Pode-se afirmar que N é um número natural: a) par, formado por dois algarismos. b) ímpar, formado por dois algarismos. c) ímpar, formado por três algarismos. d) par, formado por três algarismos. e) ímpar, formado por um algarismo. 13) (QOAM – 2016) Dados os conjuntos e , determine a soma de todos os inteiros pertencentes ao conjunto A – B. a) 3 b) 5 c) 6 d) 8 e) 9 Matemática – Prof. César Loyola 7/22 curso adsumus 14) (QOAM – 2017) Considere o conjunto dos números naturais Considere, ainda, que Se o símbolo # representa a quantidade de elementos de um conjunto, é correto afirmar que: a) b) c) d) e) 15) Desenvolva : a) 10 b) 3 10 c) 5 10 d) 7 10 e) 10 10 16) Se 1 1 1 2 2 1 2 1 A = + + + − , qual o valor de 1 A ? a) 2 3 b) 2 5 c) 3 2 5 d) 2 2 e) 3 2 2 17) (FUVEST) A expressão a seguir a) 82 5 b) 92 5 c) 82 d) 92 e) 1 58 32 10 18) (FUVEST) Qual é o valor da expressão: a) 3 b) 4 c) 3 d) 2 e) 2 19) Simplificando-se a expressão 3 2 1 2 3 3.3 9.3 9.3 n n n n − − − − + − para n , obtem-se: a) 1/6 b) 1/3 c) 16.3n− d) 11 3 n−− e) 13n+− 20) (Mackenzie) Se ( ) ( ) 1 1 3 1 12 . .5 . 2 . .5 150x y t x y tk k − + + − + = , então k vale: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 21) (QOAM - 2011) Sabendo que ( ) 0,25 92k = , qual o valor de ( )2 1 3 7 . : n n n k k k k + − − ? a) 3 2 b) 3 4 c) 2 2 d) 2 4 e) 2 3 Matemática – Prof. César Loyola 8/22 curso adsumus 22) (QOAM – 2012) Determine o valor de 10 k , sabendo que ( )( )28 2 3 3 2k = + − : a) 5 4 b) 8 3 c) 13 7 d) 7 5 e) 11 6 23) (QOAM – 2013) Qual é o valor numérico da expressão 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 a a a a E a a a a + + − + − − = + + − − + + − quando 52a = ? a) 1 b) 2 c) 102 d) 112 e) 132 24) (QOAM – 2014) Sabendo-se que 8 8 8 8 3 5 4 7 1. . . . A A A A k B B B B B− − + + + = e 4 2 B A − = o valor de 4 k é: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 25) (QOAM – 2017) Ao simplificar a expressão , encontra-se: a) b) c) d) e) 26) (QOAM – 2017) Assinale a opção que apresenta o valor simplificado da expressão . a) 1 b) 3/2 c) 2 d) 4/3 e) 6/5 27) Numa P.A. de onze termos, o primeiro excede o último em 50. O sexto termo é 36. Calcule a soma dos seis primeiros termos. a) 272 b) 291 c) 298 d) 306 e) 312 28) O primeiro termo de uma P.A. é – 10 e a soma dos oito primeiros termos é 60. A razão dessa P.A. é: a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6 29) Uma P.A. tem vinte elementos. Seu 1° termo é 1 e a soma de seus termos é 590. Determine o 15° elemento. a) 40 b) 43 c) 45 d) 48 e) 50 30) Um fuzileiro naval corre sempre 500 metros a mais do que no dia anterior. Sabendo-se que ao final de 15 dias ele correu um total de 67.500 metros, o número de metros percorridos no 3° dias foi: a) 1850 b) 1920 c) 2000 d) 2080 e) 2130 31) Numa progressão aritmética com 51 termos, o 26° termo é 2. A soma dos termos dessa progressão é: a) 80 b) 90 c) 102 d) 110 e) 120 Matemática – Prof.César Loyola 9/22 curso adsumus 32) A média aritmética de 20 números em progressão aritmética é 60. Retirados os primeiro e último termos da progressão, a média aritmética dos termos restantes será: a) 56 b) 57 c) 60 d) 61 e) 62 33) (MACK-SP) O produto das raízes da equação x² + 2x – 3 = 0 é a razão de uma P.A. de primeiro termo 7. O 100° termo dessa P.A. é: a) – 200 b) – 304 c) – 290 d) – 205 e) – 191 34) (PUC-SP) Os lados de um triângulo retângulo estão em P.A. de razão 3. Calcule-os: a) 3, 6, 9 b) 6, 9, 12 c) 12, 15, 18 d) 9, 12, 15 e) n.d.a 35) Quantos números inteiros existem, de 100 a 500, que não são divisíveis por 8? a) 347 b) 351 c) 359 e) 362 e) 368 36) O valor de x na igualdade é: a) 50 b) 150 c) 1275 d) 2250 e) 2550 37) (QOAM – 2009) Dada a progressão aritmética (a1, a2, a3, ..., a14, a15, a16) onde a8 = 4. Qual o valor de a1 + a15? a) 2 b) 4 c) 5 d) 6 e) 8 38) (QOAM – 2010) Uma fragata recém construída foi lançada ao mar obedecendo a um determinado programa de testes durante 20 dias. No primeiro dia no mar deveria navegar uma certa distância x; no segundo dia navegar o dobro do que navegou no primeiro dia; no terceiro dia navegar o triplo do 1° dia; e assim sucessivamente. Ao final de 20 dias, o total navegado nos testes atingiu a marca de 6300 nós. Quantos nós foram navegados no 1° dia de testes? a) 35 b) 30 c) 25 d) 20 e) 15 39) (QOAM – 2011) A soma dos p elementos iniciais da P.A. Vale: a) b) c) d) e) 40) (QOAM – 2013) Sabendo que x e y são algarismos do sistema decimal e que os números 10x+y, 10y+x e 100x+y estão em progressão aritmética nessa ordem, pode-se afirmar que a soma dos termos dessa progressão vale: a) 193 b) 183 c) 173 d) 163 e) 153 41) (QOAM – 2015) Sabendo que 4 2 x − , 2 1 3 x − e x , nesta ordem, determinam uma progressão aritmética, determine 3 2x e assinale a opção correta. a) 10 b) 8 c) 6 d) 4 e) 2 Matemática – Prof. César Loyola 10/22 curso adsumus 42) (QOAM – 2016) Um articulista escreveu, em um certo dia, as 20 primeiras linhas de um artigo. A partir desse dia, ele escreveu, em cada dia, tantas linhas quanto havia escrito no dia anterior, mais 5 linhas. O artigo tem 17 páginas, cada uma com exatamente 25 linhas. Sendo assim, ao terminar de escrever o artigo, ele trabalhou: a) mais de 5 dias e menos de 8 dias. b) mais de 8 dias e menos de 11 dias. c) mais de 11 dias e menos de 14 dias. d) mais de 14 dias e menos de 18 dias. e) mais de 18 dias e menos de 21 dias. 43) (QOAM – 2017) Observe a sequência construída sobre a sigla MB da Marinha do Brasil a seguir. Continuando com esse padrão, pode-se afirmar que o número 2017 estará apenas na seguinte posição: 44) (QOAM – 2017) Uma sala de um teatro foi construída com 30 fileiras. A primeira fileira tem 25 cadeiras; a segunda, 27 cadeiras; a terceira, 29 cadeiras e assim por diante, até a 30ª fileira. Uma peça será encenada nessa sala para arrecadar fundos para uma entidade filantrópica. Nesta apresentação, cada cadeira será vendida por R$ 10,00, sem exceção. Qual será o valor máximo possível de ser arrecadado nessa apresentação? a) R$ 16.200,00 b) R$ 12.450,00 c) R$ 9.600,00 d) R$ 6.080,00 e) R$ 2.400,00 45) (Santa Casa – SP) Os frutos de uma árvore, atacados por uma moléstia, foram apodrecendo dia após dia, segundo os termos de uma progressão geométrica de primeiro termo 1 e razão 3, isto é, no primeiro dia apodreceu 1 fruto, no segundo dia 3 outros, no terceiro dia 9 outros, e assim sucessivamente. Se, no sétimo dia, apodreceram os últimos frutos, o número de frutos atacados pela moléstia foi: a) 363 b) 364 c) 729 d) 1092 e) 1093 46) (FUVEST) Dado um quadrado Q1 cujo lado tem comprimento L = 1, considere a sequência infinita de quadrados onde cada quadrado é obtido unindo-se os pontos médios dos lados do quadrado anterior. A soma das áreas de todos os quadrados da sequência é: a) 4 b) c) 4/3 d) 2 e) 47) (PUC-MG) O valor do produto é: a) b) c) d) e) 48) Ache o número de termos da P.G. (100, 20, ..., 0,0064). a) 6 b) 7 c) 8 d) 9 e) 10 49) Quantos meio geométricos devemos inserir entre 2 e 1024 de modo que a razão de interpolação seja 2? a) 6 b) 7 c) 8 d) 9 e) 10 Matemática – Prof. César Loyola 11/22 curso adsumus 50) Quantos termos tem a P.G. ? a) 8 b) 9 c) 10 d) 11 e) 12 51) Resolva a equação x/8 + x/4 + ... + 32x = 511/2. a) 1/4 b) 1/2 c) 2 d) 3 e) 4 52) Sendo x + x/3 + x/9 + ... = 3 e y + 2y + 3y + ... + 39y + 40y = 4100. Quanto vale a razão y/x³? a) 2/3 b) 3/5 c) 4/7 d) 5/8 e) 7/9 53) Uma bola é lançada, na vertical, de encontro ao solo, de uma altura h. Cada vez que bate no solo, ela sobe até a metade da altura de que caiu. Determine a distância total percorrida pela bola em sua trajetória, até atingir o repouso. a) h b) 2h c) 3h d) 4h e) 5 h 54) (ITA) Suponha que os números 2, x, y, 1458 estão em P.G, nessa ordem. O valor de x + y é: a) 90 b) 100 c) 180 d) 360 e) 1460 55) (QOAM – 2007) Se uma Progressão Geométrica, de termos positivos, o terceiro termo é igual à metade da razão, o produto dos três primeiros termos é igual a: a) 8 b) 4 c) 1/4 d) 1/8 e) 1/16 56) (QOAM – 2008) Qual é o décimo termo da progressão geométrica ( )6 2, 2,... ? a) 62 2 b) 64 2 c) 68 2 d) 616 2 e) 632 2 57) (QOAM – 2009) Dada a progressão geométrica ( )3 62; 2; 2;... , qual o valor de a4 – a10? a) 3/2 b) 1 c) 1/2 d) – 1/2 e) – 3/2 58) (QOAM – 2012) Analise as afirmações abaixo sobre uma progressão geométrica finita (A1, A2, A3, .......... A10) que tem o primeiro termo igual a 2 e o segundo igual a 6. I) ( ) ( ) 1 1 8 8 10 3. 2A = II) ( ) ( ) 1 1 6 6 7 3. 2A = III) ( ) ( ) 3 3 2 5 5 6 3 . 2A = IV) ( ) ( ) 1 1 2 4 4 9 3 . 2A = Assinale a opção correta. a) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras b) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras c) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras d) Apenas a afirmativa IV é verdadeira e) Apenas a afirmativa III é verdadeira 59) (QOAM – 2014) Sejam " " e " "x números reais, tais que ( )2 2, , 2x é uma progressão aritmética nesta ordem e ( ), ,9x é uma progressão geométrica nesta ordem. A soma dos possíveis valores de é igual a: a) 8 b) 6 c) 4 d) 2 e) 0 Matemática – Prof. César Loyola 12/22 curso adsumus 60) (QOAM – 2015) Em uma progressão geométrica de razão q (q > 0), tem-se que o quarto termo é igual a 3, e o vigésimo termo é igual a 12. Sendo assim, o valor de 8q é: a) 2 b) 4 c) 8 d) 16 e) 32 61) (QOAM – 2016) Observe as etapas a seguir. A etapa 1 exibe o quadrado ABCD de lado 4 e o arco de circunferência AC, com centro em D. Na etapa 2, constrói-se o quadrado CEFG, com lado CE = 2 cm, sobre CD e arco de circunferência CF, com centro em E. Para a etapa 3, acrescenta-se, à etapa 2, o quadrado FHIJ, com lado FJ = 1 cm sobre EF e arco FI com centro em J. Continuando a construção de novas etapas, infinitamente, e mantendo-se o mesmo padrão das etapas 1, 2 e 3, os arcos desenham uma falsa espiral. Qual o comprimento, em cm, dessa falsa espiral? a) π b) 2 π c) 3 π d) 4 π e) 5 π 62) (QOAM – 2017) Considere a progressão geométrica ( ; ; ; ) Sendo assim, é correto afirmar que o sétimo termo da sequência vale: 63) Para o triângulo abaixo, calcule o valor de x: a) 2 3 b) 5 3 c) 10 3 d) 5 2 e) 6 6 64) Na figura abaixo calcule o valor de x: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 65) (Furg RS) Analise a ilustração e responda à questãoabaixo. A área do triângulo é igual a: a) 3 3 2 + cm² b) 1 3 2 + cm² c) (2 3)+ cm² d) (3 3)+ cm² e) 3 2 cm² 66) (Mackenzie) Num retângulo de lados 1 cm e 3 cm, o seno do menor ângulo formado pelas diagonais é: a) 4/5 b) 3/5 c) 1/5 d) 1/3 e) 2/3 67) (UEL) O valor da expressão é: a) b) c) d) e) Matemática – Prof. César Loyola 13/22 curso adsumus 68) (MACK) No triângulo da figura, vale: a) 2/9 b) 1/9 c) – 7/9 d) – 8/9 e) 5/9 69) (FUVEST) O valor de (sen 22°30’ + cos 22°30’)² é: a) 3/2 b) c) d) 1 e) 2 70) (QOAM) Dispondo-se de uma tabela, onde estão relacionados os senos dos arcos expressos em graus por números inteiros de zero a quarenta e cinco, pode-se determinar tg 67° através do cálculo da expressão: a) b) c) d) e) 71) (QOAM) Para se determinar a distância de um ponto P, situado na margem esquerda de um rio, até um ponto A, situado na margem direita desse mesmo rio, uma pessoa caminhou em linha reta 10 metros do ponto A até um ponto E, nessa mesma margem. Depois mediu os ângulos PÂE = 35º e AÊP = 85º. Logo, a distância a ser determinada é o resultado de: a) 10 85º 60º sen sen b) 10 85º 35º sen sen c) 10 35º 60º sen sen d) 10 60º 85º sen sen e) 10 35º 85º sen sen 72) (QOAM – 2007) No momento em que a incidência dos raios solares ocorre segundo um ângulo de 30º, a partir da linha do horizonte, a sombra projetada no solo (horizonte) por um poste tem comprimento X. No momento em que a incidência ocorre segundo um ângulo de 60º, o comprimento da sombra é Y, qual é a altura do poste, sabendo-se que X – Y = 2? Use, se necessário, 3 1,7= . a) 1,7 b) 2 c) 3,4 d) 4 e) 5,1 73) (QOAM – 2009) Num triângulo isósceles ABC, cujo os lados iguais AB e AC medem 6 10 cm cada um, sabe-se que a altura relativa ao vértice A vale 3 2 do lado BC . Qual será a área desse triângulo em cm²? a) 198 cm² b) 168 cm² c) 148 cm² d) 128 cm² e) 108 cm² 74) (QOAM – 2009) Sabendo que x – y = 30º, qual o valor de (sen x + cos y)² + (cos x – sen y)²? a) 6 b) 5 c) 4 d) 3 e) 1 75) (QOAM – 2010) Sendo , o valor da expressão 2 ² ² cos ² sen x tg x x − − é: a) 2 b) 1 c) 0 d) – 1 e) – 2 76) (QOAM – 2010) Na instalação de 3 lâmpadas em uma praça, uma equipe técnica necessitou calcular corretamente a distância entre elas, e para isso esboçou um triângulo colocando as lâmpadas nos vértices A, B e C desse triângulo. Sabe-se que o ângulo A mede 135º e o ângulo B mede 30º. Se a lâmpada A está a 50 metros da lâmpada C, a distância correta entre as lâmpadas B e C será: a) 50 6 3 m b) 50 6 m c) 25 2 m d) 50 3 m e) 50 2 m Matemática – Prof. César Loyola 14/22 curso adsumus 77) (QOAM – 2011) No intervalo 0,2 , quais são os dois possíveis valores para (x + y) obtidos através da igualdade 1 cos .cos . 2 x y senx seny− = ? a) 6 e 11 6 b) 6 e 2 3 c) 3 e 5 3 d) 4 3 e 11 6 e) 3 e 6 78) (QOAM – 2012) Observe a figura a seguir. Em uma certa cidade, um helicóptero de inspeção de trânsito levanta voo de uma base A rumo a oeste. Após um tempo, estando ele no ponto B, o piloto recebe instrução para se deslocar para o ponto C, 30 km ao norte da base A. O piloto corrige a rota no ponto B, fazendo um giro de 120º à direita, de modo que os trajetos formam um triângulo retângulo ABC, como mostra a figura acima. Com base na figura e nos dados apresentados, a distância total, em km, que o helicóptero percorreu do ponto A até o ponto C, passando por B, é igual a: a) 30 3 b) 40 3 c) 60 3 d) 80 3 e) 90 3 79) (QOAM – 2014) Analise as afirmativas abaixo. (I) cos215º cos225º (II) 5 5 12 12 tg sen (III) 172º 160ºsen sen Assinale a opção correta: a) Apenas a afirmativa I é verdadeira b) Apenas a afirmativa II é verdadeira c) Apenas a afirmativa III é verdadeira d) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras e) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras 80) (QOAM – 2014) As medidas dos arcos x, y e z, em graus, são tais que 13ºx y z+ + = , 2 9 x y z rad + + = e 2 12 x y z rad + + = . Sabendo-se que 2 5x z y = + + , o valor de sen é: a) 1 2 b) 2 c) 3 d) 2 2 e) 3 2 81) (QOAM – 2015) Em uma praça foi construída uma pequena pista para caminhadas, no formato de um triângulo retângulo. Nessa pista triangular, a medida do cateto oposto ao ângulo de 30º é igual a 10 3 m. Sendo assim, assinale a opção que apresenta o perímetro dessa pista. a) 24 3m b) ( )12 1 3 m+ c) ( )20 3 3 m+ d) ( )10 1 3 m+ e) ( )30 1 3 m+ 82) (QOAM – 2015) Seja 10 3 , 9 2 x , tal que 2cos cot 0x gx+ = . A quantidade de valores de x que verifica a sentença é igual a: a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 83) (QOAM – 2017) São dados o ângulo , em radianos, e o número inteiro , de modo que a expressão assume o maior valor possível. Sendo assim, é correto afirmar que o valor de E será: Matemática – Prof. César Loyola 15/22 curso adsumus 84) (QOAM – 2017) Analise a figura a seguir. A figura acima representa um cubo de aresta 1 m. O ponto I é médio do segmento HB. Sendo assim, é correto afirmar que o valor do seno do ângulo AIB é: 85) (QOAM – 2017) Analise a figura a seguir. Considere que no triângulo ABC acima, as medidas dos três lados são iguais, D é ponto médio de BC, DE é perpendicular a AC, EF é perpendicular a AB, e BF mede 6 unidades de comprimento. Sendo assim, é correto afirmar que o perímetro do triângulo ABC, nas mesmas unidades de comprimento, mede: 86) (Vunesp) Determinar quantos são os números de três algarismos, múltiplos de 5, cujos algarismos das centenas pertencem a 1,2,3,4 e os demais algarismos a 0,5,6,7,8,9 : a) 35 b) 45 c) 48 d) 84 e) 54 87) (UFMG) Considere formados e dispostos em ordem crescente todos os números que se obtêm permutando os algarismos 1, 3, 5, 7 e 9. O número 75391 ocupa, nessa disposição, o lugar: a) 21º b) 64º c) 88º d) 92º e) 120º 88) (Unitau) O número de anagramas da palavra BIOCIÊNCIAS que terminal com as letras AS, nesta ordem é´: a) 9! b) 11! c) 9! 3!2! d) 11!2! e) 11!3! 89) (ITA) O número de anagramas da palavra VESTIBULANDO, que não apresentam as cinco vogais juntas, é: a) 12! b) (8!).(5!) c) 12! (8!).(5!)− d) 12! 8!− e) 12! (7!).(5!)− 90) São dados 12 pontos em um plano, dos quais cinco e somente cinco estão alinhados. Quantos triângulos distintos podem ser formados com vértices em três quaisquer dos 12 pontos? a) 200 b) 210 c) 220 d) 236 e) 248 Matemática – Prof. César Loyola 16/22 curso adsumus 91) A partir de um grupo de oito pessoas quer-se formar uma comissão constituída de quatro integrantes. Nesse grupo, incluem-se Arthur e Felipe, que, sabe-se, não se relacionam um com o outro. Portanto, para evitar problemas, decidiu-se que esses dois, juntos, não deveriam participar da comissão a ser formada. Nessas condições, de quantas maneiras distintas se podem formar essa comissão? a) 70 b) 35 c) 55 d) 45 e) 40 92) (QOAM) Um cozinheiro dispõe de dois tipos de arroz, três tipos de feijão, quatro tipos de carne e cinco tipos de salada. Quantas opções diferentes têm para fazer uma refeição em que deverá usar um tipo de arroz, dois tipos de feijão, dois tipos de carne e três tipos de salada? a) 12 b) 120 c) 144 d) 360 e) 1440 93) (QOAM – 2007) O jogo de dominó possui 28 pedras distintas. Quatro jogadores repartem entre si essas 28 peças, ficando cada um com sete peças. O número de maneiras distintas com que se pode fazer tal distribuição é dado pela divisão de 28! Por: a) 7!4! b) 4!24!c) 4(7!) d) 7!24! e) 7!21! 94) (QOAM – 2008) Dispondo-se de cinco tipos de saladas, sete tipos de pratos quentes e quatro tipos de sobremesas, quantos são os cardápios diários e diferentes que podem ser feitos, escolhendo-se, para cada dia, dois tipos de salada, três tipos de pratos quentes e um tipo de sobremesa, dentre os que foram disponibilizados? a) 49 b) 350 c) 700 d) 1050 e) 1400 95) (QOAM – 2009) Uma pessoa vai trabalhar usando cinto e gravata de cores diferentes. Para que ela possa trabalhar 30 dias com conjuntos diferentes, qual é o número mínimo de peças (número de cintos mais número de gravatas) de que precisa? a) 10 b) 11 c) 12 d) 17 e) 31 96) (QOAM – 2011) Um trenzinho de um parque de diversões possui 8 pequenos vagões com capacidade para uma criança em cada vagão. De quantos modos pode-se acomodar um grupo de 8 crianças nesse trenzinho de forma que Ana e Bruno, duas das crianças do grupo, ocupem apenas o primeiro ou o último vagão? a) 20160 b) 11520 c) 5640 d) 1440 e) 1080 97) (QOAM – 2012) Observe a figura a seguir. Oito pessoas A, B, C, D, E, F, G e H vão ocupar, para um passeio, os 8 lugares de um barco, como mostra a figura. As pessoas ocuparão o barco obedecendo as seguintes restrições: as pessoas A e B só poderão ocupar o lado ímpar do barco, enquanto a pessoa C só poderá ocupar o lado par. As demais pessoas poderão ocupar qualquer assento. Quantas serão as maneiras possíveis de assentar totalmente as oito pessoas neste barco? a) 1080 b) 1640 c) 2040 d) 4320 e) 5760 98) (QOAM – 2013) Uma pessoa possui 10 argolas de dedo (tipo aliança), todas de cores distintas e quer distribuí-las por 6 dedos de suas mãos, não colocando argolas nos dedos mínimos nem nos polegares. De quantas maneiras essa pessoa poderá fazer a distribuição dessas argolas usando apenas uma argola em cada dedo e levando em conta que a ordem das mesmas nos dedos é relevante? a) 210 b) 7560 c) 65600 d) 151200 e) 1000000 99) (QOAM – 2014) A senha de um cadeado deve ser formada por uma sequência de 4 algarismos, escolhidos entre os elementos do conjunto 1,2,3,4,7,8,9 . Sabendo que o primeiro algarismo da esquerda é maior do que 4 e que o último algarismo da direita é ímpar, quantas sequências diferentes que podem ser formadas? a) 588 b) 441 c) 386 d) 324 e) 293 Matemática – Prof. César Loyola 17/22 curso adsumus 100) (QOAM – 2015) Em uma montanha russa os passageiros embarcam em um veículo com 5 carrinhos interligados. Esses carrinhos possuem 4 lugares cada. Um grupo de oito amigos quer ocupar exclusivamente os dois primeiros carrinhos, porém João, Pedro e Sérgio exigem embarcar no carrinho da frente, enquanto Soraia e Marta exigem embarcar no segundo carrinho. De quantas maneiras diferentes pode-se embarcar essas oito pessoas nos dois primeiros carrinhos, atendendo ao pedido de todos? a) 720 b) 1728 c) 3600 d) 5040 e) 10368 101) (QOAM – 2017) Uma senhora teve que trocar sua senha a pedido do programa de segurança do seu banco. Ao tentar usar a nova senha, constata que não se recorda da ordem exata dos algarismos que a compõem. Ela sabe que a nova senha é composta por seis algarismos e que a centena 355 e a dezena 17 ocupam alguma posição na senha. Lembra também que, além desses cinco algarismos, a senha tem um outro que é par. Ela dispõe de três tentativas diárias para digitar a senha no caixa eletrônico, sendo que, se errar a terceira, bloqueia o cartão. A senhora lista as senhas possíveis e, diariamente, fará todas as tentativas que puder, sem bloquear o cartão, até descobrir a senha. Em quantos dias, no máximo, ela descobrirá a senha? a) 10 b) 15 c) 21 d) 27 e) 30 102) (QOAM – 2017) Uma secretária ficou encarregada de buscar na internet alguns detalhes sobre uma empresa, mas não anotou o nome dessa empresa, por isso terá um pouco mais de trabalho para realizar a tarefa. Sendo assim, essa secretária elaborou a seguinte lista com aquilo que lembrava sobre o nome da empresa: ✓ é uma sigla com cinco letras: três vogais e duas consoantes; ✓ as consoantes, que são distintas, pertencem ao conjunto ; e ✓ as três vogais são iguais. Quantas siglas diferentes existem nessas condições? a) 2520 b) 1200 c) 600 d) 120 e) 60 103) Seja os segmento AB, cujo ponto médio P tem abscissa 6 e ordenada 3. Sendo B(- 1, - 2), encontre as coordenadas de A. a) (9, 6) b) (10, 7) c) (11, 8) d) (13, 8) e) (13, 9) 104) Dada a reta r (3x + 4y + 5 = 0), obter a reta paralela a r passando pelo ponto P(- 1, - 2). a) 3x + 4y + 11 = 0 b) 3x + 3y + 8 = 0 c) 2x + 5y – 7 = 0 d) 2x – 5y + 7 = 0 e) 2x – 5y + 9 = 0 105) Dados A(2, 2), B(6, 2) e C(4, 5), qual a medida da altura relativa ao vértice C do triângulo ABC? a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6 106) Encontre a reta que passa pelo ponto médio do segmento de extremidades (5, - 6) e (- 1, - 4), e da interseção entre as retas 2x + y – 2 = 0 e x = 5y + 23. a) x + y – 5 = 0 b) x + 2y – 4 = 0 c) x – 2y + 3 = 0 d) x – y + 5 = 0 e) x – y – 7 = 0 107) Qual a equação da reta com coeficiente angular – 4/5 que passa pelo ponto P(2, - 5)? a) 4x + 5y + 17 = 0 b) 4x + 5y – 15 = 0 c) 3x – 5y + 14 = 0 d) 3x – 4y – 7 = 0 e) 2x – 3y + 5 = 0 108) Determine a equação da reta r que passa por P(- 2, 2) e é perpendicular a reta x + 3y – 5 = 0. a) 2x + y + 7 = 0 b) 3x – y + 8 = 0 c) 4x + y – 5 = 0 d) x + y – 2 = 0 e) 5x – y + 6 = 0 109) Determine a distância entre as retas paralelas r (4x – 3y + 1 = 0) e s (4x – 3y + 11 = 0). a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Matemática – Prof. César Loyola 18/22 curso adsumus 110) A equação da mediatriz de AB, sendo A(1, 2) e B(3, 5), é: a) 5x – 3y + 17 = 0 b) 4x + 6y – 29 = 0 c) 3x – 5y + 13 = 0 d) 2x + 3y – 11 = 0 e) x – 2y + 7 = 0 111) Os pontos (2, 3) e (6, 7) são os extremos da diagonal de um determinado quadrado. A reta suporte da outra diagonal é: a) 3x – y + 7 = 0 b) 2x – y + 5 = 0 c) 2x + y – 5 = 0 d) x + y – 9 = 0 e) x – y + 7 = 0 112) (USP) A equação da reta que passa pelo ponto (3, 4) e é paralela à bissetriz do 2° quadrante é: a) y = x - 1 b) x + y – 7 = 0 c) y = x + 7 d) 3x + 6y = 3 e) n.d.a 113) O valor real de x para que o triângulo formado pelos pontos A(- 1, 1), B(2, 5) e C(x, 2) seja retângulo em B é: a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) – 4 114) (UFCE) A reta 2x + 3y = 5, ao interceptar os dois eixos coordenados, forma com estes um triângulo retângulo. Calcule o valor da hipotenusa desse triângulo. a) 5 13 6 b) 5 7 3 c) 2 7 3 d) 2 5 3 e) 2 3 115) (UFES) Dados no plano cartesiano os pontos A(- 2, 1) e B(0, 2), determine a equação da reta que passa por A e é perpendicular ao segmento AB. a) x – 2y – 1 = 0 b) x + 3y – 3 = 0 c) 2x + y – 2 = 0 d) 2x – y – 1 = 0 e) 2x + y + 3 = 0 116) (QOAM) Os pontos de coordenadas (1, 2) e (9, 8) faziam parte da trajetória retilínea de um navio, que foi afundado por um torpedo lançado do ponto de coordenadas (15, 5). Sabendo- se que o torpedo percorreu a menor distância possível, conclui- se que tal distância, na mesma unidade das coordenadas, é igual a: a) 10 b) 9 c) 8 d) 7 e) 6 117) (QOAM) Num mapa estão assinaladas três ilhas A, B e C, cujas coordenadas são respectivamente iguais a (3; - 5), (3; 3) e (9; - 5). Quais são as coordenadas do ponto P, desse mapa, no qual se deve situar um navio patrulha, de modo que a distância desse ponto P para cada uma dessas ilhas A, B e C seja a mesma? a) (6, - 1) b) (5, - 7/3) c) (6, - 7/3) d) (5, - 1) e) (3, 4) 118) (QOAM) A rota de um navio A é dada pela reta r: 2x + 2y = 3 e a de um navio B pela reta s: 2x + y = 6. É correto afirmar que, no mapa, essas rotas: a) Se cruzam num ponto do 1º quadrante b) Se cruzam num pontodo 2º quadrante c) Se cruzam num ponto do 3º quadrante d) Se cruzam num ponto do 4º quadrante e) Nunca se cruzam 119) (QOAM – 2008) Dados o pontos A(2, 3), B(6, 3) e C(2, 6), vértices de um triângulo ABC, qual é abscissa do ponto P, pertencente ao lado BC, extremo da bissetriz interna AP, relativa ao vértice A? a) 20/7 b) 22/7 c) 23/7 d) 25/7 e) 26/7 120) (QOAM – 2010) A reta r: 3x + 4y – 12 = 0 do plano cartesiano forma com os eixos coordenados um triângulo cuja área, em unidades de área, vale: a) 6 b) 8 c) 9 d) 10 e) 12 Matemática – Prof. César Loyola 19/22 curso adsumus 121) (QOAM – 2011) O módulo da distância do ponto A(- 1, 4) até a reta r: 2x + 3y – 6 = 0 é um número irracional pertencente ao intervalo: a) 0,1 b) 1,2 c) 2,3 d) 3,4 e) 4,5 122) (QOAM – 2013) Considere o trapézio isósceles ABCD no plano cartesiano, com bases paralelas AB e CD. Sabendo que A = (2 , 3), B = (4 , 5) e que a base CD está sobre a reta suporte de equação y = x + 11, pode-se afirmar que a altura do trapézio em unidade de comprimento é igual a: a) 7 2 b) 6 2 c) 5 2 d) 4 2 e) 3 2 123) (QOAM – 2014) No plano cartesiano, o quadrado tem vértices nos pontos A(1, 2), B(1, 4), C(3, 4), D(3, 2), e centro no ponto P, enquanto o quadrado tem vértices nos pontos E(2, - 3), F(2, 1), G(6, 1), H(6, - 3), e centro no ponto K. Sendo assim, é correto afirmar que a distância entre os pontos P e K é igual a: a) 4 2 b) 2 5 c) 2 7 d) 4 5 e) 3 2 124) (QOAM – 2015) Considere um triângulo retângulo ABC (ângulo C = 90º) no plano cartesiano. Sabe-se que A = (1 , 4), B = (2 , 5) e que C tem a mesma abscissa de B. Sendo assim, a área do triângulo ABC, em unidades de área, é igual a: a) 9/4 b) 2 c) 1 d) 3/4 e) 1/2 125) (QOAM – 2017) Assinale a opção que apresenta a equação da reta r, que passa pelo ponto P(2 , -3) e é perpendicular à reta s, cuja equação é 3x – 4y + 7 = 0. a) x + 7y + 19 = 0 b) 4x + 3y + 1 = 0 c) 2x – y – 7 = 0 d) 3x + y – 3 = 0 e) 4x + y – 5 = 0 126) (QOAM – 2017) Considere a reta no plano cartesiano determinada pelos pontos A(3 , 2) e B(5 , 1). Sendo assim, é correto afirmar que seu coeficiente angular é igual a: 127) (UFES) Uma formiga mora na superfície de um cubo de aresta a. O menor caminho que ela deve seguir para ir de um vértice ao vértice oposto tem comprimento. a) 2a b) 3a c) 3a d) (1 2)a+ e) 5a 128) (UFGO) A aresta, a diagonal e o volume de um cubo estão, nesta ordem, em progressão geométrica. A área total deste cubo é: a) 6(2 3 1)− b) 3 c) 6 3 d) 12 e) 18 129) (U.F.PA) O volume de uma pirâmide regular quadrangular cujas faces laterais são triângulos equiláteros de lado 4 cm vale: a) 16 2 3 b) 32 2 3 c) 16 2 d) 20 2 3 e) 32 2 Matemática – Prof. César Loyola 20/22 curso adsumus 130) (U.F.SE) A base de uma pirâmide regular é um triângulo equilátero cujo lado mede 8 cm. Se a altura dessa pirâmide mede 5 3 cm, o seu volume, em cm³, é: a) 18 3 b) 36 3 c) 36 d) 72 e) 80 131) (CESCEM) O líquido contido em uma lata cilíndrica deve ser distribuído em potes também cilíndricos cuja altura é 1/4 da altura da lata cujo diâmetro da base é 1/3 do diâmetro da base da lata. O número de potes necessários é: a) 6 b) 12 c) 18 d) 24 e) 36 132) (PUC-SP) Quantos mililitros de tinta podem ser acondicionados no reservatório cilíndrico de uma caneta esferográfica, sabendo que seu diâmetro é 2 mm e seu comprimento é 12 cm? a) 0,3768 b) 3,768 c) 0,03768 d) 37,68 e) 0,003668 133) (U.F.RN) Se um cilindro reto tem área lateral e volume, respectivamente, iguais a 2 m² e m³, então sua altura vale: a) 1 m b) 2 m c) 3 m d) 4 m e) 5 m 134) (UFPR) A geratriz de um cone mede 13 cm e o diâmetro da sua base 10 cm. O volume do cone é: a) 100 cm³ b) 200 cm³ c) 400 cm³ d) 325 /3 cm³ e) 1300 /3 cm³ 135) (UFMG) Um cone circular reto tem raio da base igual a 3 e a altura igual a 6. A razão entre o volume e a área da base é: a) 2 b) 1,5 c) 2 d) 4 e) 6 136) (CESGRANRIO) Um tanque cônico, de eixo vertical e vértice para baixo, tem água até a metade de sua altura. Se a capacidade do tanque é de 1.200 litros, então a quantidade de água nele existente é de: a) 600 litros b) 450 litros c) 300 litros d) 200 litros e) 150 litros 137) (UFPA) O círculo máximo de uma esfera mede 6 cm. Qual o volume da esfera? a) 12 cm³ b) 24 cm³ c) 36 cm³ d) 72 cm³ e) 144 cm³ 138) Uma esfera tem 25 cm² de superfície. Em quanto devemos aumentar o raio para que a área passe a ser 64 cm²? a) 1,2 cm b) 1,5 cm c) 1,8 cm d) 2,0 cm e) 2,5 cm 139) Calcule o volume de uma esfera cuja superfície tem uma área de 144 cm². a) 216 cm³ b) 232 cm³ c) 288 cm³ d) 292 cm³ e) 300 cm³ 140) (QOAM – 2006) A base de uma pirâmide reta é um quadrado cujo lado mede 8 2 cm. Se as arestas laterais da pirâmide medem 17 cm, o seu volume, em centímetros cúbicos, é igual a: a) 520 b) 640 c) 680 d) 750 e) 780 Matemática – Prof. César Loyola 21/22 curso adsumus 141) (QOAM) Para se encher um reservatório com trezentos mil litros de água, dispõe-se apenas de um caminhão que transporta um tanque cilíndrico que tem cinco metros de comprimento e dois metros de diâmetro de seção circular. Usando-se = 3, quantas viagens completas de ida e volta esse caminhão deverá dar para encher o reservatório? a) 40 b) 20 c) 15 d) 10 e) 5 142) (QOAM) A fim de se calcular o gasto de tinta para se pintar um sinalizador em forma de cone, com raio da base 5 e altura 12, é necessário o conhecimento da sua superfície lateral S. Qual é o valor de S? a) 60 b) 65 c) 120 d) 130 e) 180 143) (QOAM – 2009) Uma esfera oca tem 1 dm de raio exterior e 4 cm de espessura. Qual o volume da parte oca da esfera em cm³? a) 288 cm³ b) 346 cm³ c) 416 cm³ d) 634 cm³ e) 864 cm³ 144) (QOAM – 2010) Um cone circular reto tem a altura medindo 5 cm e a geratriz medindo 13 cm. Qual é a medida, em cm³, do volume desse cone? a) 124 b) 280 c) 240 d) 128 e) 160 145) (QOAM – 2012) Observe a figura a seguir. Em uma bola esférica como o da figura acima, foi feito um orifício e, por ele, foi colocado 13,5 litros de água dentro da bola, enchendo-a totalmente. Considerando que 1 litro corresponde a 1 decímetro cúbico e admitindo que = 3, é correto afirmar que o raio dessa esfera, em centímetros, é igual a: a) 12 b) 15 c) 18 d) 20 e) 22 146) (QOAM – 2013) Qual é o volume, em cm³, do cubo cuja diagonal interna mede 3 cm? a) 3 b) 3 2 c) 3 3 d) 2 2 e) 3 3 147) (QOAM – 2014) A distância entre os centros de duas faces adjacentes de um cubo é de 4 cm. Quanto é o volume desse cubo, em cm³? a) 8 2 b) 16 2 c) 32 2 d) 64 2 e) 128 2 148) (QOAM – 2015) A melancia pode ser considerada uma fruta altamente hidratante por ter em sua composição, aproximadamente, 93% de água em relação ao seu volume total. Supondo que uma determinada melancia seja uma esfera perfeita com diâmetro igual a 20 cm, é correto afirmar que um pedaço equivalente à quarta parte dessa fruta contém, em litros, um volume de água: a) menor do que 0,5 b) entre 0,5 e 1 c) entre 1 e 1,5 d) entre 1,5 e 2 e) maior do que 2 Matemática – Prof. César Loyola 22/22 curso adsumus 149) (QOAM – 2017) Um poliedro convexo possui apenas faces hexagonais e pentagonais, 60 arestas e 40 vértices. Quantas faces pentagonais possui esse poliedro? a) 16 b) 15 c) 14 d) 13 e) 12 150) (QOAM – 2017) Destacando-se os centrosde cada face de um cubo e ligando-os por segmentos de retas, exceto os centros de faces opostas, constrói-se um poliedro regular. A expressão F + A indica a soma do total de faces F e das arestas A do poliedro formado segundo as características apresentadas. Sendo assim, é correto afirmar que F + A é igual a: a) 10 b) 12 c) 18 d) 20 e) 42 GABARITO – QUESTÕES DE CONCURSOS 1 – a 2 – a 3 – c 4 – d 5 – a 6 – b 7 – d 8 – b 9 – a 10 – d 11 – b 12 – c 13 – e 14 – a 15 – b 16 – b 17 – d 18 – b 19 – b 20 – c 21 – d 22 – d 23 – d 24 – b 25 – e 26 - b 27 – b 28 – d 29 – b 30 – c 31 – c 32 – c 33 – c 34 – d 35 – b 36 – c 37 – e 38 – b 39 – a 40 – b 41 – d 42 – b 43 – a 44 – a 45 – e 46 – d 47 – d 48 – b 49 – c 50 – b 51 – e 52 – d 53 – c 54 – c 55 – d 56 – c 57 – c 58 – c 59 – e 60 – a 61 – d 62 – d 63 – e 64 – b 65 – a 66 – b 67 – a 68 – c 69 – c 70 – a 71 – a 72 – a 73 – e 74 – d 75 – a 76 – e 77 – c 78 – a 79 – d 80 – d 81 – e 82 – c 83 – c 84 – c 85 – e 86 – c 87 – c 88 – c 89 – c 90 – b 91 – c 92 – d 93 – c 94 – e 95 – b 96 – d 97 – e 98 – d 99 – a 100 – b 101 – b 102 – b 103 – d 104 – a 105 – b 106 – e 107 – a 108 – b 109 – b 110 – b 111 – d 112 – b 113 – d 114 – a 115 – e 116 – e 117 – a 118 – d 119 – e 120 – a 121 – b 122 – c 123 – b 124 – e 125 – b 126 – b 127 – d 128 – e 129 – b 130 – e 131 – e 132 – a 133 – a 134 – a 135 – c 136 – e 137 – c 138 – b 139 – c 140 – b 141 – b 142 – b 143 – a 144 – c 145 – b 146 – e 147 – e 148 – b 149 – e 150 – d. G E O G R A F I A 1 CURSO ADSUMUS - QOAM / 2018 - REVISÃO GERAL QUESTÕES GECON - PROF. LUGÃO 01. Na Conferência sobre o Clima, realizada em Paris, 195 países adotaram o primeiro acordo universal e juridica- mente vinculante sobre o clima mundial. Assinale a afirmação que NÃO apresenta corretamente uma posição a res- peito do Acordo de Paris. (A) A China, um dos maiores emissores de poluentes, aderiu ao acordo, apostando em soluções multilaterais para problemas globais, como os energéticos e climáticos. (B) Os Estados Unidos anunciaram sua retirada do acordo, mas numerosos estados norte-americanos declararam a intenção de manter as orientações de Paris sobre o clima. (C) A Rússia aliou-se à posição norte-americana e divulgou sua saída do acordo, alegando a necessidade de preser- var as vagas de trabalho no setor extrativista russo. (D) O Irã manteve-se signatário do acordo, defendendo que sua manutenção é importante para minimizar os impac- tos regionais das mudanças climáticas, como o aumento das secas e das tempestades de areia. (E) A União Europeia reafirmou o empenho em subscrever o acordo, sem renegociar seus termos, mantendo, inclusi- ve, as cláusulas de financiamento da luta contra as alterações climáticas. 02. Em junho de 2017, o governo dos Estados Unidos da América (EUA) se retirou do ―Acordo de Paris‖, assinado em 2015 por 195 países. Sobre as medidas previstas no Acordo para a redução da emissão de gases do efeito estu- fa, e o motivo da saída dos Estados Unidos do referido acordo, é correto afirmar que (A) são medidas deliberativas e os países signatários pagarão multas pelo descumprimento das metas; os EUA não aceitam o papel da ONU na função de agente fiscalizador. (B) são medidas propositivas e os países signatários deverão definir metas para os próximos anos; os EUA não con- cordam com o controle externo sobre suas fontes poluidoras. (C) são medidas restritivas e os países signatários sofrerão punições políticas e econômicas se não atingirem as metas; os EUA não aprovam a presença da Rússia no acordo. (D) são medidas normativas e os países signatários deverão definir as estratégias a serem adotadas; os EUA não aceitam assumir as mesmas responsabilidades da Índia, o maior poluidor do planeta. 03. Pesquisadores ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) fizeram a pri- meira projeção integrada das emissões de gases causadores do aquecimento global para as próximas décadas. O Brasil é signatário do Acordo de Paris, mais abrangente tratado intergovernamental sobre mudança climática criado até agora. Pelo acordo, negociado em 2015, o governo brasileiro se comprometeu a reduzir as emissões nacionais de gases-estufa em 37% e 43% em 2025 e 2030, respectivamente. Para o MCTIC, garantir que só ocorra, na Ama- zônia, o desmatamento permitido por lei, bem como reduzir em 40% o desflorestamento em biomas como o Pantanal e a Caatinga seriam ações impactantes para o total das emissões brasileiras. Também se colocam como medidas para esse fim EXCETO (A) plantar mais árvores uma vez que cada hectare de floresta nova consome até 200 toneladas de carbono. (B) diminuir o índice de queimadas. (C) aumentar a eficiência da pecuária nacional, hoje muito extensiva (com poucos animais por área). (D) desestimular a multiplicação de algas e plâncton por capturarem muito pouco CO2 do ar. (E) usar fontes de energia alternativas, tais como a hidrelétrica, a eólica, a solar, a nuclear e a maremotriz. 04. O início do ano de 2017 ficou marcado pela iniciativa do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar a participação de seu país no Acordo de Paris, assinado por seu antecessor, Barack Obama, em 2015. Ambientalistas e líderes de outras nações se mostraram bastante preocupados em virtude dessa ação, pois temem que as metas estabelecidas não sejam alcançadas e, dessa forma, não ocorra a redução necessária do aquecimento global. O efeito estufa é um fenômeno natural, mas é acentuado em virtude da liberação de gases derivados da queima de combustíveis, especialmente dos combustíveis fósseis. O mais conhecido gás estufa é o dióxido de carbono. A res- peito da estrutura e reações dessa substância, percebe-se que (A) é um óxido ácido que pode reagir com a água da umidade relativa do ar, formando ácido carbônico e gerando um outro problema ambiental: a chuva ácida. (B) por ser um gás mais leve do que os que constituem a atmosfera, O2 e N2, expande-se facilmente, não se acumu- lando próximo da superfície. (C) o CO2 é uma molécula apolar que possui o átomo de carbono com geometria trigonal plana. (D) as moléculas de CO2 interagem fortemente com as moléculas de H2O por meio das pontes de hidrogênio. (E) na combustão do metano, há uma variação de seis unidades no número de oxidação do carbono quando se for- ma o dióxido de carbono. 05. O presidente do Instituto Grantham de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente - e autor do Relatório Stern sobre a Economia das Mudanças Climáticas - Nicholas Stern elogiou o acordo proposto na COP- 21 como um "momento histórico" para as gerações futuras. Ele disse em um comunicado: "O acordo de Paris é um ponto de virada na luta mundial contra as mudanças climáticas que ameaçam a prosperidade e o bem-estar entre os países ricos e pobres. O acordo cria enormes oportunidades para que os países comecem a acelerar o caminho para um desenvolvimento econômico de baixo carbono e o crescimento." 2 Diponivel:http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/cop-21-divulgaacordo-historico-pelo-clima acesso em 07/06/20016 Em 12 de dezembro de 2015, representantes de 190 países assinaram um acordo em Paris, que visa diminuir o aquecimento global no planeta. O documento aprovado reconhece as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases do efeito estufa, entre elas o aquecimento da temperaturado planeta. O principal objetivo do acordo é: (A) limitar o aumento do aquecimento global em, no máximo, 2°C (a referência é a temperatura média do período pré- industrial). (B) limitar o crescimento econômico de países subdesenvolvidos a fim de controlar o aumento da temperatura atmos- férica. (C) intensificar as desigualdades entre nações ricas e pobres, promovendo o aumento das atividades industriais nos países periféricos. (D) promover o chamado ―Crescimento Zero‖ com objetivo de evitar as consequências nocivas futuras das mudanças climáticas para o planeta. (E) que cada país apresente resultados impostos pela COP-21, de acordo com o seu nível de desenvolvimento para formar uma base de redução de emissões poluentes e para enfraquecer a resiliência climática. 06. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, realizada no final do ano de 2015 em Paris, os países participantes, dentre eles o Brasil, assinaram o ―Acordo de Paris‖, um tratado no âmbito da Conven- ção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Qual é o principal objetivo do referido acordo? (A) Permitir que os países desenvolvidos mantenham sua matriz energética baseada em combustíveis fósseis, em detrimento da necessidade de contenção da emissão de gases do efeito estufa. (B) Propor alternativas para a diminuição do aquecimento global, mantendo, no entanto, os atuais índices de emissão de gases do efeito estufa, pois a diminuição das emissões acarretaria sérios prejuízos à economia global. (C) Estabelecer territórios em regiões pouco povoadas no planeta, para refúgio das populações humanas vítimas de problemas resultantes do aquecimento global, como o alagamento de regiões costeiras, por exemplo. (D) Reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável. (E) Criar estratégias globais para o desenvolvimento humano sustentável baseado na tese do ―crescimento econôm i- co zero‖. 07. Sobre o Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos objetivos daquele acordo. (A) Os 195 países que assinaram o acordo se com prometeram a reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável. (B) O compromisso firmado entre os países signatários é de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. (C) O acordo prevê o aumento da capacidade de adaptação dos países aos impactos das alterações climáticas de forma que não ameacem a produção de alimentos. (D) Devem atingir um pico global das emissões de gases de efeito estufa o mais lentamente possível, de forma a realizar reduções rápidas na segunda metade deste século. 08. Os Yanomami constituem uma sociedade indígena do norte da Amazônia e formam um amplo conjunto linguístico e cultural. Para os anomami, urihi, a ―terra- floresta‖, n o um mero cenário inerte, objeto de exploraç o eco- nômica, e sim uma entidade viva, animada por uma dinâmica de trocas entre os diversos seres que a povoam. A floresta possui um sopro vital, wixia, que muito longo. e n o a desmatarmos, ela n o morrerá. Ela n o se decom- p e, isto , n o se desfaz. graças ao seu sopro mido que as plantas crescem. A floresta n o está morta pois, se fosse assim, as florestas n o teriam folhas. ampouco se veria água. egundo os Yanomami, se os brancos os fize- rem desaparecer para desmatá-la e morar no seu lugar, ficar o pobres e acabar o tendo fome e sede. ALBER , B. anomami, o espírito da floresta. Almanaque Brasil ocioambiental. o Paulo I A, (adaptado). De acordo com o texto, os Yanomami acreditam que (A) a floresta n o possui organismos decompositores. (B) o potencial econômico da floresta deve ser explorado. (C) o homem branco convive harmonicamente com urihi. (D) as folhas e a água s o menos importantes para a floresta que seu sopro vital. (E) ixia a capacidade que tem a floresta de se sustentar por meio de processos vitais. 09. O homem construiu sua hist ria por meio do constante processo de ocupaç o e transformaç o do espaço natural. Na verdade, o que variou, nos diversos momentos da experiência humana, foi a intensidade dessa exploraç o. Disponível em http www.simposioreformaagraria.propp.ufu.br. Acesso em: 09 jul. 2009 (adaptado). Uma das consequências que pode ser atribuída crescente intensificaç o da exploraç o de recursos naturais, facili- tada pelo desenvolvimento tecnol gico ao longo da hist ria, (A) a diminuiç o do com rcio entre países e regi es, que se tornaram autossuficientes na produç o de bens e ser- viços. (B) a ocorrência de desastres ambientais de grandes proporç es, como no caso de derramamento de leo por nav ios petroleiros. (C) a melhora generalizada das condiç es de vida da populaç o mundial, a partir da eliminaç o das desigualdades econômicas na atualidade. 3 (D) o desmatamento, que eliminou grandes extens es de diversos biomas improdutivos, cujas áreas passaram a ser ocupadas por centros industriais modernos. (E) o aumento demográfico mundial, sobretudo nos países mais desenvolvidos, que apresentam altas taxas de cres- cimento vegetativo. 10. A partir do mapa apresentado, é possível inferir que nas últimas décadas do século XX, registraram-se processos que resultaram em transformações na distribuição das atividades econômicas e da popu- lação sobre o território brasileiro, com reflexos no PIB por habitante. A partir do mapa apresentado, possível inferir que nas ltimas d cadas do s culo , registraram-se processos que resultaram em transformaç es na distribuiç o das atividades econômicas e da popu- laç o sobre o territ rio brasileiro, com reflexos no PIB por habitante. Assim, (A) as desigualdades econômicas existentes entre regi es brasileiras desapareceram, tendo em vista a modernizaç o tecnol gica e o crescimento vivido pelo país. (B) os novos fluxos migrat rios instaurados em direç o ao orte e ao Centro- este do país prejudicaram o desenvolvimento socioeco- nômico dessas regi es, incapazes de atender ao crescimento da demanda por postos de trabalho. (C) o udeste brasileiro deixou de ser a regi o com o maior PIB in- dustrial a partir do processo de desconcentraç o espacial do se- tor, em direç o a outras regi es do país. (D) o avanço da fronteira econômica sobre os estados da regi o orte e do Centro-Oeste resultou no desenvolvimen- to e na introduç o de novas atividades econômicas, tanto nos setores primário e secundário, como no terciário. (E) o ordeste tem vivido, ao contrário do restante do país, um período de retraç o econômica, como consequência da falta de investimentos no setor industrial com base na moderna tecnologia. 11. A luta pela terra no Brasil marcada por diversos aspectos que chamam a atenç o. Entre os aspectos positivos, destaca-se a perseve- rança dos movimentos do campesinato e, entre os aspectos negativos, a violência que manchou de sangue essa hist ria. s movimentos pela reforma agrária articularam-se por todo o territ rio nacional, principal- mente entre 1985 e 1996, e conseguiram de maneira expressiva a in- serç o desse tema nas discuss es pelo acesso terra. mapa se- guinte apresenta a distribuiç o dos conflitos agrários em todas as re- gi es do Brasil nesse período, e o n mero de mortes ocorridas nessas lutas. Com base nas informações do mapa acerca dos conflitos pela posse de terra no Brasil, a região (A) conhecida historicamente como das iss es Jesuíticas a de mai- or violência. (B) do Bico do Papagaio apresenta os números mais expressivos. (C) conhecida como oeste baiano tem o maior número de mortes (D) do norte do Mato Grosso, área de expansão da agricultura mecani- zada, é a mais violenta do país. (E) da Zona da Mata mineira teve o maior registro de mortes. 12. Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde trabalhavam comose fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalizaç o. No Norte, Nordeste e Centro- este, regi es que mais sofrem com a fraqueza do poder p blico, o bloqueio dos canais de financiamento agrícola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse problema, mas os go- vernos ainda sofrem com a falta de informaç es, provocada pelas distâncias e pelo poder intimidador dos propri- etários. rganizaç es n o governamentais e grupos como a Pastoral da erra têm agido corajosamente, acionando as autoridades p blicas e ministrando aulas sobre direitos sociais e trabalhistas. ―Plano acional para Erradicaç o do rabalho Escravo‖. Disponível em http www.mte.gov.br. Acesso em mar. (adaptado). Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem sido fundamental, por- que eles (A) negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a reduç o da carga horária de trabalho. (B) defendem os direitos dos consumidores junto aos armaz ns e mercados das fazendas e carvoarias. (C) substituem as autoridades policiais e jurídicas na resoluç o dos conflitos entre patr es e empregados. (D) encaminham den ncias ao inist rio P blico e promovem aç es de conscientizaç o dos trabalhadores. (E) fortalecem a administraç o p blica ao ministrarem aulas aos seus servidores. Fonte: Comissão Pastoral da Terra — CPT OLIVEIRA, A. U. A longa marcha do campesinato brasileiro: movimentos sociais, conflitos e reforma agrária. Revista Estudos Avançados. Vol. 15 n. 43, São Paulo, set./dez. 2001. 4 13. O gráfico mostra o percentual de áreas ocupadas, segundo o tipo de propriedade rural no Brasil, no ano de 2006. De acordo com o gráfico e com referência à distribuição das áreas rurais no Brasil, conclui-se que (A) imóveis improdutivos são predominantes em relação às demais for- mas de ocupação da terra no âmbito nacional e na maioria das regi- ões. (B) imóveis improdutivos são predominantes em relação às demais for- mas de ocupação da terra no âmbito nacional e na maioria das regi- ões. (C) o percentual de imóveis improdutivos iguala-se ao de imóveis produ- tivos somados aos minifúndios, o que justifica a existência de confli- tos por terra (D) a região Norte apresenta o segundo menor percentual de imóveis produtivos, possivelmente em razão da presença de densa cobertu- ra florestal, protegida por legislação ambiental. (E) a região Centro-Oeste apresenta o menor percentual de área ocupada por minifúndios, o que inviabiliza políticas de reforma agrária nesta região. 14. o presente, observa-se crescente atenç o aos efeitos da atividade humana, em diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo constante, nos f runs internacionais e nas instâncias nacionais, a referência sustentabilidade co- mo princípio orientador de aç es e propostas que deles emanam. A sustentabilidade explica-se pela (A) incapacidade de se manter uma atividade econômica ao longo do tempo sem causar danos ao meio ambiente. (B) incompatibilidade entre crescimento econômico acelerado e preservaç o de recursos naturais e de fontes n o renováveis de energia. (C) interaç o de todas as dimens es do bem-estar humano com o crescimento econômico, sem a preocupaç o com a conservaç o dos recursos naturais que estivera presente desde a Antiguidade. (D) proteç o da biodiversidade em face das ameaças de destruiç o que sofrem as florestas tropicais devido ao avanço de atividades como a mineraç o, a monocultura, o tráfico de madeira e de esp cies selvagens. (E) necessidade de se satisfazer as demandas atuais colocadas pelo desenvolvimento sem comprometer a capaci- dade de as geraç es futuras atenderem suas pr prias necessidades nos campos econômico, social e ambiental. 15. O clima é um dos elementos fundamentais não só na caracterização das paisagens naturais, mas também no histórico de ocupação do espaço geográfico. endo em vista determinada restriç o climática, assinale a forma de produção que melhor representa o uso de tecno- logia voltada para a produç o (A) Exploração vinícola no Chile (B) Pequena agricultura praticada em região andina (C) Parque de engorda de bovinos nos EUA (D) Zonas irrigadas por aspersão na Arábia Saudita (E) Parque eólico na Califórnia 16. eunindo-se as informaç es contidas nas duas char- ges, infere-se que (A) os regimes climáticos da erra s o desprovidos de padr es que os caracterizem. (B) as intervenç es humanas nas regi es polares s o mais intensas que em outras partes do globo. (C) o processo de aquecimento global será detido com a eliminaç o das queimadas. (D) a destruiç o das florestas tropicais uma das causas do aumento da temperatura em locais distantes co- mo os polos. (E) os parâmetros climáticos modificados pelo homem afetam todo o planeta, mas os processos naturais têm alcance regional. 17. medida que a demanda por água aumenta, as reservas desse recurso v o se tornando imprevisíveis. odelos matemáticos que analisam os efeitos das mudanças climáticas sobre a disponibilidade de água no futuro indicam que haverá escassez em muitas regi es do planeta. o esperadas mudanças nos padr es de precipitaç o, pois (A) o maior aquecimento implica menor formaç o de nuvens e, consequentemente, a eliminaç o de áreas midas e sub midas do globo. (B) as chuvas frontais ficar o restritas ao tempo de permanência da frente em uma determinada localidade, o que limitará a produtividade das atividades agrícolas. (Foto: MDA/INCRA (DIEESE, 2006) Disponível em: http://www.sober.org.br. Acesso em: 6 ago. 2009.) Imagem (Foto: Disponível em: http://conexaoambiental.zip.net/images/ charge.jpg. Acesso em: 9 jul. 2009.) 5 (C) as modificaç es decorrentes do aumento da temperatura do ar diminuir o a umidade e, portanto, aumentar o a aridez em todo o planeta. (D) a elevaç o do nível dos mares pelo derretimento das geleiras acarretará reduç o na ocorrência de chuvas nos continentes, o que implicará a escassez de água para abastecimento. (E) a origem da chuva está diretamente relacionada com a temperatura do ar, sendo que atividades antropogênicas s o capazes de provocar interferências em escala local e global. 18. a figura, observa-se uma classificaç o de regi es da Am rica do ul segundo o grau de aridez verificado. Em relaç o s regi es marcadas na figura, observa-se que (A) a existência de áreas superáridas, áridas e semiáridas é resultado do processo de desertificação, de intensidade variável, causado pela ação humana. (B) o emprego de modernas técnicas de irrigação possibilitou a expan- são da agricultura em determinadas áreas do semiárido, integran- do-as ao comércio internacional. (C) o semiárido, por apresentar déficit de precipitação, passou a ser habitado a partir da Idade Moderna, graças ao avanço científico e tecnológico. (D) as áreas com escassez hídrica na América do Sul se restringem às regiões tropicais, onde as médias de temperatura anual são mais altas, justificando a falta de desenvolvimento e os piores indicado- res sociais. (E) o mesmo tipo de cobertura vegetal é encontrado nas áreas superá- ridas, áridas e semiáridas, mas essa cobertura, embora adaptada às condições climáticas, é desprovida de valor econômico. 19. As áreas do planalto do cerrado – como a chapada dos Guimar es, a serra de apirapu e a serra dos Parecis, no Mato Grosso, com altitudes que variam de m a m – s o importantes para a planície pantaneira mato- grossense (com altitude m dia inferior a m), no que se refere manutenç o do nível de água, sobretudo durante a estiagem. as cheias, a inundaç o ocorre em funç o da alta pluviosidade nas cabeceiras dos rios, do afloramento de lenç is freáticos e da baixa declividade do relevo, entre outros fatores. Durante a estiagem, a grande biodiversida- de assegurada pelas águas da calha dos principais rios, cujo volume tem diminuído, principalmentenas cabeceiras. Cabeceiras ameaçadas. Ciência Hoje. io de Janeiro BPC. ol. , jun. (adaptado). A medida mais eficaz a ser tomada, visando conservaç o da planície pantaneira e preservaç o de sua grande biodiversidade, a conscientizaç o da sociedade e a organizaç o de movimentos sociais que exijam (A) a criaç o de parques ecol gicos na área do pantanal mato-grossense. (B) a proibiç o da pesca e da caça, que tanto ameaçam a biodiversidade. (C) o aumento das pastagens na área da planície, para que a cobertura vegetal, composta de gramíneas, evite a eros o do solo. (D) o controle do desmatamento e da eros o, principalmente nas nascentes dos rios responsáveis pelo nível das águas durante o período de cheias. (E) a construç o de barragens, para que o nível das águas dos rios seja mantido, sobretudo na estiagem, sem preju- dicar os ecossistemas. 20. Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império da técnica, objeto de modifica- ções, suspensões, acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregadas de artifício. Esse mundo artificial inclui, hoje, o mundo rural. SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996. Considerando a transformação mencionada no texto, uma consequência socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é (A) a redução do processo de concentração de terras. (B) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. (C) a ampliação do isolamento do espaço rural. (D) a estagnação da fronteira agrícola do país. (E) a diminuição do nível de emprego formal. 21. A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é hoje exportadora de trabalhadores. Empresários de Pri- mavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila Maria para conseguir mão de obra. É gente indo distante daqui 300, 400 quilômetros para ir trabalhar, para ganhar sete conto por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 22/03/98). Ribeiro, H. S. O migrante e a cidade: dilemas e conflitos .Araraquara: Wunderlich, 2001 (adaptado). O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do século XX, consequência (A) dos impactos sociais da modernização da agricultura. (B) da recomposição dos salários do trabalhador rural. (C) da exigência de qualificação do trabalhador rural. (D) da diminuição da importância da agricultura. (E) dos processos de desvalorização de áreas rurais. Disponível em: http://www.mutirao.com.br. Acesso em: 5 ago. 2009. 6 22. Os lixões são o pior tipo de disposição final dos resíduos sólidos de uma cidade, representando um grave pro- blema ambiental e de saúde pública. Nesses locais, o lixo é jogado diretamente no solo e a céu aberto, sem nenhuma norma de controle, o que causa, entre outros problemas, a contaminação do solo e das águas pelo chorume (líquido escuro com alta carga poluidora, proveniente da decomposição da matéria orgânica presente no lixo). RICARDO, B.; CANPANILLI, M. Almanaque Brasil Socioambiental 2008.São Paulo, Instituto Socioambiental, 2007. Considere um município que deposita os resíduos sólidos produzidos por sua população em um lixão. Esse procedi- mento é considerado um problema de saúde pública porque os lixões (A) causam problemas respiratórios, devido ao mau cheiro que provém da decomposição. (B) são locais propícios à proliferação de vetores de doenças, além de contaminarem o solo e as águas. (C) provocam o fenômeno da chuva ácida, devido aos gases oriundos da decomposição da matéria orgânica. (D) são instalados próximos ao centro das cidades, afetando toda a população que circula diariamente na área. (E) são responsáveis pelo desaparecimento das nascentes na região onde são instalados, o que leva à escassez de água. 23. Muitos processos erosivos se concentram nas encostas, principalmente aqueles motivados pela água e pelo ven- to. No entanto, os reflexos também são sentidos nas áreas de baixada, onde geralmente há ocupação urbana. Um exemplo desses reflexos na vida cotidiana de muitas cidades brasileiras é (A) a maior ocorrência de enchentes, já que os rios assoreados comportam menos água em seus leitos. (B) a contaminação da população pelos sedimentos trazidos pelo rio e carregados de matéria orgânica. (C) o desgaste do solo nas áreas urbanas, causado pela redução do escoamento superficial pluvial na encosta. (D) a maior facilidade de captação de água potável para o abastecimento público, já que é maior o efeito do escoa- mento sobre a infiltração. (E) o aumento da incidência de doenças como a amebíase na população urbana, em decorrência do escoamento de água poluída do topo das encostas 24. O G-20 é o grupo que reúne os países do G-7, os mais industrializados do mundo (EUA, Japão, Alemanha, Fran- ça, Reino Unido, Itália e Canadá), a União Europeia e os principais emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia). Esse grupo de países vem ganhando força nos fóruns internacionais de decisão e consulta. ALLAN. R. Crise global. Dísponivel em: http://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br. Acesso em: 31 jul. 2010. Entre os países emergentes que formam o G-20, estão os chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), termo cri- ado em 2001 para referir-se aos países que (A) apresentam características econômicas promissoras para as próximas décadas. (B) possuem base tecnológica mais elevada. (C) apresentam índices de igualdade social e econômica mais acentuados. (D) apresentam diversidade ambiental suficiente para impulsionar a economia global. (E) possuem similaridades culturais capazes de alavancar a economia mundial. 25. As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava preços altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana. Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade inter- nacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras ester- linas. DISPONÍVEL em: www.mre.gov.br. Acesso em: 03 nov. 2008 (adaptado) Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro (A) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação. (B) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. (C) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. (D) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. (E) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia. 26. A usina hidrelétrica de Belo Monte será construída no rio Xingu, no município de Vitória de Xingu, no Pará. A usi- na será a terceira maior do mundo e a maior totalmente brasileira, com capacidade de 11,2 mil megawatts. Os índios do Xingu tomam a paisagem com seus cocares, arcos e flechas. Em Altamira, no Pará, agricultores fecharam estra- das de uma região que será inundada pelas águas da usina. BACOCCINA, D. QUEIROZ, G.: BORGES, R. Fim do leilão, começo da confusão. Istoé Dinheiro. Ano 13, n.o 655, 28 abri 2010 (adaptado). Os impasses, resistências e desafios associados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte estão relaciona- dos (A) ao potencial hidrelétrico dos rios no norte e nordeste quando comparados às bacias hidrográficas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. (B) à necessidade de equilibrar e compatibilizar o investimento no crescimento do país com os esforços para a con- servação ambiental. 7 (C) à grandequantidade de recursos disponíveis para as obras e à escassez dos recursos direcionados para o pa- gamento pela desapropriação das terras. (D) ao direito histórico dos indígenas à posse dessas terras e à ausência de reconhecimento desse direito por parte das empreiteiras. (E) ao aproveitamento da mão de obra especializada disponível na região Norte e o interesse das construtoras na vinda de profissionais do Sudeste do país. 27. Os meios de comunicação funcionam como um elo entre os diferentes segmentos de uma sociedade. Nas últimas décadas, acompanhamos a inserção de um novo meio de comunicação que supera em muito outros já existentes, visto que pode contribuir para a democratização da vida social e política da sociedade à medida que possibilita a instituição de mecanismos eletrônicos para a efetiva participação política e disseminação de informações. Constitui o exemplo mais expressivo desse novo conjunto de redes informacionais a (A) Internet. (B) fibra ótica. (C) TV digital. (D) telefonia móvel. (E) portabilidade telefônica. 28. A poluição e outras ofensas ambientais ainda não tinham esse nome, mas já eram largamente notadas no século XIX, nas grandes cidades inglesas e continentais. E a própria chegada ao campo das estradas de ferro suscitou pro- testos. A reação antimaquinista, protagonizada pelos diversos luddismos, antecipa a batalha atual dos ambientalistas. Esse era, então, o combate social contra os miasmas urbanos. SANTOS M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2002 (adaptado). O crescente desenvolvimento técnico-produtivo impõe modificações na paisagem e nos objetos culturais vivenciados pelas sociedades. De acordo com o texto, pode-se dizer que tais movimentos sociais emergiram e se expressaram por meio (A) das ideologias conservacionistas, com milhares de adeptos no meio urbano. (B) das políticas governamentais de preservação dos objetos naturais e culturais. (C) das teorias sobre a necessidade de harmonização entre técnica e natureza. (D) dos boicotes aos produtos das empresas exploradoras e poluentes. (E) da contestação à degradação do trabalho, das tradições e da natureza. 29. No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em mea- dos de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes soci- ais – como o Facebook e o Twitter ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico. SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. Istoé Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado). Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes (A) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes (B) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver. (C) manter o distanciamento necessário à sua segurança. (D) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores. (E) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população. 30. A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado. AB’ ABE , A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996. Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema ambiental descrito é: (A) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas mineradoras. (B) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas. (C) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao restante do país. (D) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta. (E) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacionais e estrangeiras. 31. O Centro-Oeste apresentou-se como extremamente receptivo aos novos fenômenos da urbanização, já que era praticamente virgem, não possuindo infraestrutura de monta, nem outros investimentos fixos vindos do passado. Pô- de, assim, receber uma infraestrutura nova, totalmente a serviço de uma economia moderna. SANTOS, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2005 (adaptado) O texto trata da ocupação de uma parcela do território brasileiro. O processo econômico diretamente associado a essa ocupação foi o avanço da (A) industrialização voltada para o setor de base. (B) economia da borracha no sul da Amazônia. 8 (C) fronteira agropecuária que degradou parte do cerrado. (D) exploração mineral na Chapada dos Guimarães. (E) extrativismo na região pantaneira. 32. Uma empresa norte-americana de bioenergia está expandindo suas operações para o Brasil para explorar o mer- cado de pinhão manso. Com sede na Califórnia, a empresa desenvolveu sementes híbridas de pinhão manso, olea- ginosa utilizada hoje na produção de biodiesel e de querosene de aviação. MAGOSSI, E. O Estado de São Paulo. 19 maio 2011 (adaptado). A partir do texto, a melhoria agronômica das sementes de pinhão manso abre para o Brasil a oportunidade econômi- ca de (A) ampliar as regiões produtoras pela adaptação do cultivo a diferentes condições climáticas. (B) beneficiar os pequenos produtores camponeses de óleo pela venda direta ao varejo. (C) abandonar a energia automotiva derivada do petróleo em favor de fontes alternativas. (D) baratear cultivos alimentares substituídos pelas culturas energéticas de valor econômico superior. (E) reduzir o impacto ambiental pela não emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera. 33. Um dos principais objetivos de se dar continuidade às pesquisas em erosão dos solos é o de procurar resolver os problemas oriundos desse processo, que, em última análise, geram uma série de impactos ambientais. Além disso, para a adoção de técnicas de conservação dos solos, é preciso conhecer como a água executa seu trabalho de re- moção, transporte e deposição de sedimentos. A erosão causa, quase sempre, uma série de problemas ambientais, em nível local ou até mesmo em grandes áreas. GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007 (adaptado). A preservação do solo, principalmente em áreas de encostas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em fun- ção da intensidade de fluxo hídrico. A prática humana que segue no caminho contrário a essa solução é (A) a aração. (B) o terraceamento. (C) o pousio. (D) a drenagem. (E) o desmatamento. 34. O professor Paulo Saldiva pedala 6 km em 22 minutos de casa para o trabalho, todos os dias. Nunca foi atingido por um carro. Mesmo assim, é vítima diária do trânsito de São Paulo: a cada minuto sobre a bicicleta, seus pulmões são envenenados com 3,3 microgramas de poluição particulada – poeira, fumaça, fuligem, partículas de metal em suspensão, sulfatos, nitratos, carbono, compostos orgânicos e outras substâncias nocivas. ESCOBAR, H. Sem Ar. O Estado de São Paulo. Ago. 2008. A população de uma metrópole brasileira que vive nas mesmas condições socioambientais das do professor citado no texto apresentará uma tendência de (A) ampliação da taxa de fecundidade (B) diminuição da expectativa de vida. (C) elevação do crescimento vegetativo. (D) aumento na participação relativade idosos. (E) redução na proporção de jovens na sociedade. 35. A postura consumista de nossa sociedade indica a crescente produção de lixo, principalmente nas áreas urbanas, o que, associado a modos incorretos de deposição, (A) provoca a contaminação do solo e do lençol freático, ocasionando assim graves problemas socioambientais, que se adensarão com a continuidade da cultura do consumo desenfreado. (B) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são sanados por cadeias de organismos decompositores que assumem o papel de eliminadores dos resíduos depositados em lixões. © multiplica o número de lixões a céu aberto, considerados atualmente a ferramenta capaz de resolver de forma sim- plificada e barata o problema de deposição de resíduos nas grandes cidades. (D) estimula o empreendedorismo social, visto que um grande número de pessoas, os catadores, têm livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia produtiva dos resíduos tecnológicos. (E) possibilita a ampliação da quantidade de rejeitos que podem ser destinados a associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, financiados por instituições da sociedade civil ou pelo poder público. 36. SOBRADINHO O homem chega, já desfaz a natureza Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá pra cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar. SÁ E GUARABYRA. Disco Pirão de peixe com pimenta. Som Livre, 1977 (adaptado). O trecho da música faz referência a uma importante obra na região do rio São Francisco. Uma consequência socio- espacial dessa construção foi 9 (A) a migração forçada da população ribeirinha. (B) o rebaixamento do nível do lençol freático local. (C) a preservação da memória histórica da região. (D) a ampliação das áreas de clima árido. (E) a redução das áreas de agricultura irrigada. 37. Como os combustíveis energéticos, as tecnologias da informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os setores econômicos. Através delas, um maior número de produtores é capaz de inovar e a obsolescência de bens e serviços se acelera. Longe de estender a vida útil dos equipamentos e a sua capacidade de reparação, o ciclo de vida desses produtos diminui, resultando em maior necessidade de matéria-prima para a fabricação de novos. GROSSARD, C. Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 3, nº 36, 2010 (adaptado). espaço mundial sob a ―nova des-ordem‖ um emaranhado de zonas, redes e ―aglomerados‖, espaços hegemôni- cos e contra-hegemônicos que se cruzam de forma complexa na face da Terra. Fica clara, de saída, a polêmica que envolve uma nova regionalização mundial. Como regionalizar um espaço tão heterogêneo e, em parte, fluido, como é o espaço mundial contemporâneo? HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova des-ordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006 A lógica espacial do mundo contemporâneo pós-União Soviética, no contexto de avanço da globalização e do neoli- beralismo, quanto a divis o entre países socialistas e capitalistas se desfez e as categorias de ―primeiro‖ e ―terceiro‖ mundo perderam sua validade explicativa. Considerando esse objetivo interpretativo, tal distribuição espacial aponta para (A) a estagnação dos Estados com forte identidade cultural. (B) o alcance da racionalidade anticapitalista. (C) a influência das grandes potências econômicas. (D) a dissolução de blocos políticos regionais. (E) o alargamento da força econômica dos países islâmicos. 38. O acidente nuclear de Chernobyl revela brutalmente os limites dos poderes técnico-científicos da humanidade e as ‖marchas-à-r ― que a ‖natureza― nos pode reservar. evidente que uma gest o mais coletiva se imp e para orien- tar as ciências e as técnicas em direção a finalidades mais humanas. GUATTARI, F. As três ecologias. São Paulo: Papirus, 1995 (adaptado). O texto trata do aparato técnico-científico e as suas consequências para a humanidade, propondo que esse desen- volvimento (A) defina seus projetos a partir dos interesses coletivos. (B) guie-se por interesses econômicos, prescritos pela lógica do mercado. (C) priorize a evolução da tecnologia, se apropriando da natureza. (D) promova a separação entre natureza e sociedade tecnológica. (E) tenha gestão própria, com o objetivo de melhor apropriação da natureza. 39. A introdução de novas tecnologias desencadeou uma série de efeitos sociais que afetaram os trabalhadores e sua organização. O uso de novas tecnologias trouxe a diminuição do trabalho necessário que se traduz na economia líquida do tempo de trabalho, uma vez que, com a presença da automação microeletrônica, começou a ocorrer a diminuição dos coletivos operários e uma mudança na organização dos processos de trabalho. A utilização de novas tecnologias tem causado inúmeras alterações no mundo do trabalho. Essas mudanças são observadas em um modelo de produção caracterizado (A) pelo uso intensivo do trabalho manual para desenvolver produtos autênticos e personalizados. (B) pelo ingresso tardio das mulheres no mercado de trabalho no setor industrial. (C) pela participação ativa das empresas e dos próprios trabalhadores no processo de qualificação laboral. (D) pelo aumento na oferta de vagas para trabalhadores especializados em funções repetitivas. (E) pela manutenção de estoques de larga escala em função da alta produtividade. 40. Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz respeito às crianças — o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias exibidas na televisão. GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005. O texto indica que existe uma significativa produção científica sobre os impactos socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular, são as mais vulneráveis a essas influências, porque (A) codificam informações transmitidas nos programas infantis por meio da observação. (B) adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social. (C) interiorizam padrões de comportamento e papéis sociais com menor visão crítica. (D) observam formas de convivência social baseadas na tolerância e no respeito. (E) apreendem modelos de sociedade pautados na observância das leis. 41. Subindo morros, margeando córregos ou penduradas em palafitas, as favelas fazem parte da paisagem de um terço dos municípios do país, abrigando mais de 10 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 10 MARTINS, A. R. A favela como um espaço da cidade. Disponível em: http://www.revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 31 jul. 2010. A situação das favelas no país reporta a graves problemas de desordenamento territorial. Nesse sentido, uma carac- terística comum a esses espaços tem sido (A) o planejamento para a implantação de infraestruturas urbanas necessárias para atender as necessidades básicas os moradores. (B) a organização de associações de moradores interessadas na melhoria do espaço urbano e financiadas pelo po- der público. (C) a presença de ações referentes à educação ambiental com consequente preservação dos espaços naturais cir- cundantes. (D) a ocupação de áreas de risco suscetíveis a enchentes ou desmoronamentos com consequentes perdas materiais e humanas. (E) o isolamento socioeconômico dos moradores ocupantes desses espaços com a resultante multiplicação de políti- cas que tentam reverter esse quadro. 42. No Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem sido induzida também pelalegisla- ção ambiental, que proíbe a realização de queimadas em áreas próximas aos centros urbanos. Na região de Ribeirão Preto, principal polo sucroalcooleiro do país, a mecanização da colheita já é realizada em 516 mil dos 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. BALSADI, O. et al. Transformações Tecnológicas e a força de trabalho na agricultura brasileira no período de 1990-2000. Revista de economia agrícola. V. 49 (1), 2002. O texto aborda duas questões, uma ambiental e outra socioeconômica, que integram o processo de modernização da produção canavieira. Em torno da associação entre elas, uma mudança decorrente desse processo é a (A) perda de nutrientes do solo devido à utilização constante de máquinas. (B) eficiência e racionalidade no plantio com maior produtividade na colheita. (C) ampliação da oferta de empregos nesse tipo de ambiente produtivo. (D) menor compactação do solo pelo uso de maquinário agrícola de porte. (E) poluição do ar pelo consumo de combustíveis fósseis pelas máquinas. 43. As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem numa situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de iden- tidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa atividade e reconhecem sua posição e condi- ção desvalorizada pela lógica da dominação, se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos babaçuais, pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir signifi cados ao seu trabalho e as suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos re- cursos naturais. ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela libertação do coco preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Con- gresso Latino-Americano de Sociologia Rural, Quito, 2006 (adaptado). A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da (A) constante violência nos babaçuais na confluência de terras maranhenses, piauienses, paraenses e tocantinenses, região com elevado índice de homicídios. (B) falta de identidade coletiva das trabalhadoras, migrantes das cidades e com pouco vínculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí. (C) escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçus, causada pela construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos hídricos. (D) progressiva devastação das matas dos cocais, em função do avanço da sojicultura nos chapadões do Meio- - Norte brasileiro. (E) dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais localizados no interior de suas propr i- edades. 44. Os chineses não atrelam nenhuma condição para efetuar investimentos nos países africanos. Outro ponto inte- ressante é a venda e compra de grandes somas de áreas, posteriormente cercadas. Por se tratar de países instáveis e com governos ainda não consolidados, teme-se que algumas nações da África tornem-se literalmente protetorados. BRANCOLI, F. China e os novos investimentos na África: neocolonialismo ou mudanças na arquitetura global Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br. Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado). A presença econômica da China em vastas áreas do globo é uma realidade do século XXI. A partir do texto, como é possível caracterizar a relação econômica da China com o continente africano? (A) Pela presença de órgãos econômicos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que restringem os investimentos chineses, uma vez que estes não se preocupam com a preservação do meio ambiente. (B) Pela presença de órgãos econômicos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que restringem os investimentos chineses, uma vez que estes não se preocupam com a preservação do meio ambiente. (C) Pela aliança com os capitais e investimentos diretos realizados pelos países ocidentais, promovendo o cresci- mento econômico de algumas regiões desse continente. (D) Pela presença cada vez maior de investimentos diretos, o que pode representar uma ameaça à soberania dos países africanos ou manipulação das ações destes governos em favor dos grandes projetos 11 (E) Pela presença de um número cada vez maior de diplomatas, o que pode levar à formação de um Mercado Co- mum Sino-Africano, ameaçando os interesses ocidentais. 45. O uso da água aumenta de acordo com as necessidades da população no mundo. Porém, diferentemente do que se possa imaginar, o aumento do consumo de água superou em duas vezes o crescimento populacional durante o século XX. TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2009. Uma estratégia socioespacial que pode contribuir para alterar a lógica de uso da água apresentada no texto é a A) ampliação de sistemas de reutilização hídrica. B) expansão da irrigação por aspersão das lavouras. C) intensificaç o do controle do desmatamento de florestas. D) adoção de técnicas tradicionais de produção. E) criaç o de incentivos fiscais para o cultivo de produtos orgânico. 46. O organograma apresenta os diversos atores que integram uma cadeia agroindustrial e a intensa relação entre os setores primário, secundário e terciário. Nesse sentido, a disposição dos atores na cadeia agroindustrial demonstra (A) a autonomia do setor primário. (B) a importância do setor financeiro. (C) o distanciamento entre campo e cidade. (D) a subordinação da indústria à agricultura. (E) a horizontalidade das relações produtivas. 47. O cartum, publicado em 1932, ironiza as consequências sociais das constantes prisões de Mahatma Gandhi pelas autoridades britâni- cas, na Índia, demonstrando A) a ineficiência dos sistema judiciário inglês no territ rio indiano. B) o apoio da população hindu a prisão de Gandhi. C) o caráter violento das manifestações hindus frente à ação inglesa. D) a impossibilidade de deter o movimento liderado por Gandhi. E) a indiferença das autoridades britânicas frente ao apelo popular hindu. 48. A maior parte dos veículos de transporte atualmente é movida por motores a combustão que utilizam derivados de petróleo. Por causa disso, esse setor é o maior consumidor de petróleo do mundo, com altas taxas de crescimento ao longo do tempo. Enquanto outros setores têm obtido bons resultados na redução do consumo, os transportes ten- dem a concentrar ainda mais o uso de derivados do óleo. MURTA, A. Energia: o vício da civilização. Rio de Janeiro: Garamond, 2011 (adaptado). Um impacto ambiental da tecnologia mais empregada pelo setor de transporte e uma medida para promover a redu- ção do seu uso, estão indicados, respectivamente, em: A) Aumento da poluição sonora — construção de barreiras acústicas. B) Incidência da chuva ácida — estatização da indústria automobilística. C) Derretimento das calotas polares — incentivo aos transportes de massa. D) Propagação de doenças respiratórias — distribuição de medicamentos gratuitos. E) Elevação das temperaturas médias — criminalização da emissão de gás carbônico. 49. Portadora de memória, a paisagem ajuda a construir os sentimentos de pertencimento; ela cria uma atmosfera que convém aos momentos fortes da vida, às festas, às comemorações. CLA AL, P. erra dos homens a geografia. o Paulo Contexto, 2010 (adaptado). o texto apresentada uma forma de integraç o da paisagem geográfica com a vida social. esse sentido, a paisa- gem, além de existir como forma concreta, apresenta uma dimensão (A) política de apropriação efetiva do espaço. (B) econômica de uso de recursos do espaço. (C) privada de limitação sobre a utilização do espaço. (D) natural de composição por elementos físicos do espaço. (E) simbólica de relação subjetiva do indivíduo com o espaço.50. Na imagem do início do s culo , identifica-se um modelo produtivo cuja forma de organização fabril baseava-se na (A) autonomia do produtor direto. (B) adoção da divisão sexual do trabalho. (C) exploração do trabalho repetitivo. (D) utilização de empregados qualificados. (E) incentivo à criatividade dos funcionários. Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez. 2011 (adaptado). 12 51. TEXTO I A Europa entrou em estado de exceç o, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por meio de milhões de transações diárias no ciberespaço. I, C. em fi m do mundo nem mundo novo. Folha de .Paulo, dez. (adaptado). TEXTO II Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão iniciada em 1929 nos Estados Unidos. Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 (adaptado). A comparaç o entre os signifi cados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença entre essas duas crises, pois (A) o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque. (B) a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de superprodução industrial nos EUA e a atual crise resultou da es- peculaç o financeira e da expansão desmedida do crédito bancário. (C) a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes econômicos. (D) o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no avanço da política de livre mercado. (E) a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte-americana sobre o sistema de comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país sobre o sistema monetário. 52. A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para atracar no porto de Santos é igual a 11 anos — isso, contando somente o intervalo de janeiro a outubro de 2011. O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de tempo supera uma década. Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado). A situação descrita gera consequências em cadeia, tanto para a produção quanto para o transporte. No que se refere à territoria- lização da produção no Brasil contemporâneo, uma dessas consequências é a (A) realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez. (B) dispersão dos serviços financeiros em funç o da busca de novos pontos de importaç o. (C) reduç o da exportaç o de gêneros agrícolas em funç o da dificuldade para o escoamento. (D) priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras terrestres. (E) estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos na infraestrutura de cir- culação. 53. Minha vida é andar Por esse país Pra ver se um dia Descanso feliz Guardando as recordações Das terras onde passei Andando pelos sertões E dos amigos que lá deixei GONZAGA, L.; CORDOVIL, H. A vida de viajante, 1953. Disponível em: www.recife.pe.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2012 (fragmento). A letra dessa canç o reflete elementos identitários que representam a (A) valorização das características naturais do Sertão nordestino. (B) denúncia da precariedade social provocada pela seca. (C) experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante. (D) profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras. (E) discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos. 54. Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está presente em: (A) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualda- des sociais. (B) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal. (C) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtivi- dade da terra. (D) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concen- tração fundiária. (E) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários. Charge Transgênico. Enem 2012. Disponível em: http://nutriteengv.blogspot.com.br. Acesso em: 28 dez. 2011. 13 55. A interpretação e a correlaç o das figuras sobre a dinâmica demográfica brasileira demonstram um(a) (A) menor proporção de fecundidade na área urbana. (B) menor proporção de homens na área rural. (C) aumento da proporção de fecundidade na área rural. (D) queda da longevidade na área rural. (E) queda do número de idosos na área urbana 56. A irrigação da agricultura é responsável pelo consumo de mais de 2/3 de toda a água retirada dos rios, lagos e lençóis freáticos do mundo. Mesmo no Brasil, onde achamos que temos muita água, os agricultores que tentam pro- duzir alimentos também enfrentam secas periódicas e uma competição crescente por água. MARAFON, G. J. et al. O desencanto da terra: produção de alimentos, ambiente e sociedade. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. No Brasil, as técnicas de irrigação utilizadas na agricultura produziram impactos socioambientais como (A) redução do custo de produção. (B) agravamento da poluição hídrica. (C) compactação do material do solo. (D) aceleração da fertilização natural. (E) redirecionamento dos cursos fluviais. 57. A interface clima/sociedade pode ser considerada em termos de ajustamento à extensão e aos modos como as sociedades funcionam em uma relação harmônica com seu clima. O homem e suas sociedades são vulneráveis às variações climáticas. A vulnerabilidade é a medida pela qual a sociedade é suscetível de sofrer por causas climáticas. AYOADE, J. O. Introdução a climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010 (adaptado). Considerando o tipo de relação entre ser humano e condição climática apresentado no texto, uma sociedade torna-se mais vulnerável quando (A) concentra suas atividades no setor primário. (B) apresenta estoques elevados de alimentos. (C) possui um sistema de transporte articulado. (D) diversifica a matriz de geraç o de energia. (E) introduz tecnologias à produção agrícola 58. Uma mesma empresa pode ter sua sede administrativa onde os impostos são menores, as unidades de produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde os juros são os mais altos e seus executivos vivendo onde a qualidade de vida é mais elevada. SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001 (adaptado). No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto da globalização. Uma consequência social deriva- da dessas estratégias tem sido (A) o crescimento da carga tributária. (B) o aumento da mobilidade ocupacional. (C) a redução da competitividade entre as empresas. (D) o direcionamento das vendas para os mercados regionais. (E) a ampliação do poder de planejamento dos Estados nacionais 59. A partir dos anos 70, impõe-se um movimento de desconcentração da produção industrial, uma das manifesta- ções do desdobramento da divisão territorial do trabalho no Brasil. A produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se, sobretudo, para novas áreas do Sul e para alguns pontos do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte. SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2002 (fragmento). Umfator geográfico que contribui para o tipo de alteraç o da configuraç o territorial descrito no texto (A) Obsolescência dos portos. (B) Estatização de empresas. (C) Eliminaç o de incentivos fiscais. (D) Ampliação de políticas protecionistas. (E) Desenvolvimento dos meios de comunicação. 14 60. De repente, sente-se uma vibração que aumenta rapidamente; lustres balançam, objetos se movem sozinhos e somos invadidos pela estranha sensação de medo do imprevisto. Segundos parecem horas, poucos minutos são uma eternidade. Estamos sentindo os efeitos de um terremoto, um tipo de abalo sísmico. A AD, L. s (n o t o) imperceptíveis movimentos da erra. ComCiência evista Eletrônica de Jornalismo Científi co, no , abr. 2010. Dispo- nível em: http://comciencia.br. Acesso em: 2 mar. 2012. O fenômeno físico descrito no texto afeta intensamente as populações que ocupam espaços próximos às áreas de (A) alívio da tensão geológica. (B) desgaste da eros o superficial. (C) atuação do intemperismo químico. (D) formação de aquíferos profundos. (E) acúmulo de depósitos sedimentares. 61. Para diminuir o acúmulo de lixo e o desperdício de materiais de valor econômico e, assim, reduzir a exploração de recursos naturais, adotou-se, em escala internacional, a política dos três erres: Redução, Reutilização e Recicla- gem. Um exemplo de reciclagem é a utilização de (A) garrafas de vidro retornáveis para cerveja ou refrigerante. (B) latas de alumínio como material para fabricação de lingotes. (C) sacos plásticos de supermercado como acondicionantes de lixo caseiro. (D) embalagens plásticas vazias e limpas para acondicionar outros alimentos. (E) garrafas PET recortadas em tiras para a fabricação de cerdas de vassouras. 62. Suponha que você seja um consultor e foi contratado para assessorar a implantação de uma matriz energética em um pequeno país com as seguintes características: região plana, chuvosa e com ventos constantes, dispondo de poucos recursos hídricos e sem reservatórios de combustíveis fósseis. De acordo com as características desse país, a matriz energética de menor impacto e risco ambientais é a baseada na energia (A) dos biocombustíveis, pois tem menor impacto ambiental e maior disponibilidade. (B) solar, pelo seu baixo custo e pelas características do país favoráveis à sua implantação. (C) nuclear, por ter menor risco ambiental e ser adequada a locais com menor extensão territorial. (D) hidráulica, devido ao relevo, à extensão territorial do país e aos recursos naturais disponíveis. (E) eólica, pelas características do país e por não gerar gases do efeito estufa nem resíduos de operação 63. Então, a travessia das veredas sertanejas é mais exaustiva que a de uma estepe nua. Nesta, ao menos, o viajan- te tem o desafogo de um horizonte largo e a perspectiva das planuras francas. Ao passo que a outra o afoga; abre- via-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urtican- tes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças, e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado; árvore sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos palo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante… Cunha. E. Os sertões. Disponível em: http://pt. scribd.com. Acesso em 2 jun. 2012. Os elementos da paisagem descritos no texto correspondem a aspectos biogeográficos presentes na (A) composição de vegetação xerófila. (B) formação de florestas latifoliadas. (C) transição para mata de grande porte. (D) adaptação à elevada salinidade. (E) homogeneização da cobertura perenifólia. 64. Um trabalhador em tempo flexível controla o local do trabalho, mas não adquire maior controle sobre o processo em si. A essa altura, vários estudos sugerem que a supervisão do trabalho é muitas vezes maior para os ausentes do escritório do que para os presentes. O trabalho é fisicamente descentralizado e o poder sobre o trabalhador, mais direto. SENNETT R. A corrosão do caráter, consequências pessoais do novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999 (adaptado). Comparada à organização do trabalho característica do taylorismo e do fordismo, a concepção de tempo analisada no texto pressupõe que (A) as tecnologias de informação sejam usadas para democratizar as relações laborais. (B) as estruturas burocráticas sejam transferidas da empresa para o espaço doméstico. (C) os procedimentos de terceirização sejam aprimorados pela qualificação profissional. (D) as organizações sindicais sejam fortalecidas com a valorização da especialização funcional. (E) os mecanismos de controle sejam deslocados dos processos para os resultados do trabalho. 65. Na imagem, estão representados dois modelos de produção. A possibilidade de uma crise de su- perprodução é distinta entre eles em função do seguinte fator: (A) Origem de matéria-prima. (B) Qualificação de mão de obra. (C) Velocidade de processamento. (D) Necessidade de armazenamento. (E) Amplitude do mercado consumidor. 15 66. A charge revela uma crítica aos meios de co- municação, em especial à internet, porque (A) questiona a integração das pessoas nas redes virtuais de relacionamento. (B) considera as relações sociais como menos im- portantes que as virtuais. (C) enaltece a pretensão do homem de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. (D) descreve com precisão as sociedades humanas no mundo globalizado. (E) concebe a rede de computadores como o espa- ço mais eficaz para a construção de relações sociais. 67. JK - Você agora tem automóvel brasileiro, para correr em estradas pavimentadas com asfalto brasileiro, com gazolina brasileira. Quer mais quer? JECA - Um prato de feijão brasileiro, seu doutô! THÉO. In: LEMOS, R. (Org.). Uma história do Brasil através da caricatura (1840-2001). Rio de Janeiro: Bom Texto; Letras & Expressões, 2001. A charge ironiza a política desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek, ao (A) evidenciar que o incremento da malha viária diminuiu as desigual- dades regionais do país. (B) destacar que a modernização das indústrias dinamizou a produção de alimentos para o mercado interno. (C) enfatizar que o crescimento econômico implicou aumento das con- tradições socioespaciais. (D) ressaltar que o investimento no setor de bens duráveis incrementou os salários de trabalhadores. (E) mostrar que a ocupação de regiões interioranas abriu frente de trabalho para a população local. 68. TEXTO I Ela acorda tarde depois de ter ido ao teatro e à dança; ela lê romances, além de desperdiçar o tempo a olhar para a rua da sua janela ou da sua varanda; passa horas no toucador a arrumar o seu complicado penteado; um número igual de horas praticando piano e mais outras na sua aula de francês ou de dança. Comentário do Padre Lopes da Gama acerca dos costumes femininos (1839) apud SILVA, T. V. Z. Mulheres, cultura e literatura brasileira. Ipotasi – Revista de Estudos Literários. Juiz de Fora, v. 2. n. 2, 1998. TEXTO II As janelas e portas gradeadas com treliças não eram cadeias confessas, positivas; mas eram, pelo aspecto e pelo seu destino, grandes gaiolas, onde os pais e maridos zelavam, sonegadas à sociedade, as filhas e as esposas. MACEDO, J. M. Memórias da Rua do Ouvidor (1878). Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 20 maio 2013 (adaptado). A representação social do feminino comum aos dois textos é o(a) (A) submissão de gênero, apoiada pela concepção patriarcal de família. (B) acesso aos produtos de beleza, decorrência da abertura dos portos. (C) ampliação do espaço de entretenimento, voltado às distintas classes sociais. (D) proteção da honra, mediada pela disputa masculina em relação às damas da corte. (E) valorização do casamento cristão, respaldadopelos interesses vinculados à herança. 69. Empresa vai fornecer 230 turbinas para o segundo complexo de energia a base de ventos, no sudeste da Bahia. O Complexo Eólico Alto Sertão, em 2014, terá capacidade para gerar 375 MW (megawatts), total suficiente para abastecer uma cidade de 3 milhões de habitantes. MATOS, C. GE busca bons ventos e fecha contrato de R$ 820 mi na Bahia. Folha de S.Paulo, 2 dez. 2012 A opção tecnológica retratada na notícia proporciona a seguinte consequência para o sistema energético brasileiro: (A) Redução da utilização elétrica. (B) Ampliação do uso bioenergético. (C) Expansão das fontes renováveis. (D) Contenção da demanda urbano-industrial. (E) Intensificação da dependência geotérmica. 70. No século XIX, o preço mais alto dos terrenos situados no centro das cidades é causa da especialização dos bair- ros e de sua diferenciação social. Muitas pessoas, que não têm meios de pagar os altos aluguéis dos bairros elegan- tes, são progressivamente rejeitadas para a periferia, como os subúrbios e os bairros mais afastados. RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: Cultrix. 1989 (adaptado). Uma consequência geográfica do processo socioespacial descrito no texto é a (A) criação de condomínios fechados de moradia. Disponível em: http://tv-video-edc.blogspot.com. Acesso em: 30 maio 2010. (Foto: Reprodução) Imagem (Foto: Reprodução/Enem) 16 (B) decadência das áreas centrais de comércio popular. (C) aceleração do processo conhecido como cercamento. (D) ampliação do tempo de deslocamento diário da população. (E) contenção da ocupação de espaços sem infraestrutura satisfatória. 71. O jovem espanhol Daniel se sente perdido. Seu diploma de desenhista industrial e seu alto conhecimento de in- glês devem ajudá-lo a tomar um rumo. Mas a taxa de desemprego, que supera 52% entre os que têm menos de 25 anos, o desnorteia. Ele está convencido de que seu futuro profissional não está na Espanha, como o de, pelo menos, 120 mil conterrâneos que emigraram nos últimos dois anos. O irmão dele, que é engenheiro-agrônomo, conseguiu emprego no Chile. Atualmente, Daniel participa de uma ―oficina de procura de emprego‖ em países como Brasil, Ale- manha e China. A oficina é oferecida por uma universidade espanhola. GUILAYN, P. Na Espanha, universidade ensi- na a emigrar. O Globo, 17 fev. 2013 (adaptado) A situação ilustra uma crise econômica que implica (A) valorização do trabalho fabril. (B) expansão dos recursos tecnológicos. (C) exportação de mão de obra qualificada. (D) diversificação dos mercados produtivos. (E) intensificação dos intercâmbios estudantis. 72. O fluxo migratório representado está associado ao processo de (A) fuga de áreas degradadas. (B) inversão da hierarquia urbana. (C) busca por amenidades ambientais. (D) conurbação entre municípios contíguos. (E) desconcentração dos investimentos produtivos. 73. Antes de o sol começar a esquentar as terras da faixa ao sul do Saara conhecida como Sahel, duas dezenas de mulheres da aldeia de Widou, no norte do Senegal, regam a horta cujas frutas e verduras alimentam a população local. É um pequeno terreno que, visto do céu, forma uma mancha verde — um dos primeiros pedaços da ―Grande uralha erde‖, barreira vegetal que se estenderá por km do enegal ao Djibuti, e é parte de um plano conjun- to de vinte países africanos. GIORGI, J. Muralha verde. Folha de S. Paulo, 20 maio 2013 (adaptado). O projeto ambiental descrito proporciona a seguinte consequência regional imediata: (A) Facilita as trocas comerciais. (B) Soluciona os conflitos fundiários. (C) Restringe a diversidade biológica. (D) Fomenta a atividade de pastoreio. (E) Evita a expansão da desertificação. 74. Considerando-se a dinâmica entre tec- nologia e organização do trabalho, a repre- sentação contida no cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à (A) ideia de progresso. (B) concentração do capital. (C) noção de sustentabilidade. (D) organização dos sindicatos. (E) obsolescência dos equipamentos. 17 75. A urbanização brasileira, no início da segunda metade do século XX, promoveu uma radical alteração nas cida- des.Ruas foram alargadas, túneis e viadutos foram construídos. O bonde foi a primeira vítima fatal. O destino do sis- tema ferroviário não foi muito diferente. O transporte coletivo saiu definitivamente dos trilhos. JANOT, L. F. A caminho de Guaratiba. Disponível em: www.iab.org.br. Acesso em: 9 jan. 2014 (adaptado). A relação entre transportes e urbanização é explicada, no texto, pela (A) retirada dos investimentos estatais aplicados em transporte de massa. (B) demanda por transporte individual ocasionada pela expansão da mancha urbana. (C)presença hegemônica do transporte alternativo localizado nas periferias das cidades. (D) aglomeração do espaço urbano metropolitano impedindo a construção do transporte metroviário. (E) predominância do transporte rodoviário associado à penetração das multinacionais automobilísticas. 76. A imagem indica pontos com ativo uso de tecnolo- gia,correspondentes a que processo de intervenção no espaço? (A) Expansão das áreas agricultáveis, com uso intensivo de ma- quinário e insumos agrícolas. (B) Recuperação de águas eutrofizadas em decorrência da conta- minação por esgoto doméstico. (C) Ampliação da capacidade de geração de energia, com altera- ção do ecossistema local. (D) Impermeabilização do solo pela construção civil nas áreas de expansão urbana. (E) Criação recente de grandes parques industriais de mediano potencial poluidor. 77. Na imagem, é ressaltado, em tom mais escuro, um gru- po de países que na atualidade possuem características político-econômicas comuns, no sentido de (A) adotarem o liberalismo político na dinâmica dos seus setores públicos. (B) constituírem modelos de ações decisórias vinculadas à social-democracia. (C) instituírem fóruns de discussão sobre intercâmbio multi- lateral de economias emergentes. (D) promoverem a integração representativa dos diversos povos integrantes de seus territórios. (E) apresentarem uma frente de desalinhamento político aos polos dominantes do sistema-mundo. 78. No complexo regional do Nordeste há uma grande diferenciação de características físicas, fato que resultou numa divisão dentro dessa região, conhecida como as sub-regiões do Nordeste, que são: (A) Meio-Norte, Sertão, Zona da Mata, Agreste. (B) Caatinga, Zona da Mata, Agreste, Sertão. (C) Meio-Norte, Litorânea, Zona da Mata, Agreste. (D) Amazônica, Sertão, Agreste, Litorânea. (E) Litorânea, Meio-Norte, Sertão, Caatinga 79. A preservação da sustentabili- dade do recurso natural exposto pressupõe (A) impedir a perfuração de poços. (B) coibir o uso pelo setor residen- cial. (C) substituir as leis ambientais vigentes. (D) reduzir o contingente populaci- onal na área. (E) introduzir a gestão participativa entre os municípios 80. Com relação ao Centro-Sul, uma das regiões geoeconômicas do Brasil, assinale o que for correto. (A) Representa a região de ocupação mais antiga do país, sendo que durante três séculos foi a região mais rica e povoada do país, tendo a cana-de-açúcar como a principal riqueza do Brasil Colônia. (B) As práticas mais modernas da agropecuária encontram-se nessa região, especialmente no interior de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 18 (C) É a região mais povoada, urbanizada e industrializada do país, representada pelas importantes áreas industriali- zadas da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre. (D) É a maior das três regiões geoeconômicas em extensão, seguida pelo Nordeste e pela Amazônia. (E) Aí se registram as mais constantes lutas pela posse de terras envolvendo posseiros, indígenas, grileiros, empre- sas e até o Estado. 81. O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA),que entrou em vigor em 1994, acelerou as tendências históricas subjacentes. Em duas décadas, o intercâmbio bilateral Estados Unidos - México saltou de US$ 100 para US$ 520 bilhões, e o México tornou-se o terceiro parceiro comercial norteamericano. Comércio, nesse caso, é um outro nome para investimentos. Demétrio Magnoli, O Globo. 19/04/2017. Com base no mapa e no texto, analise as afirmações a seguir. I. As numerosas cidades-gêmeas surgidas na fronteira assinalam, metaforicamente, o entrelaçamento das duas economias. II. A integração das fábricas implantadas nos dois lados da fronteira constitui cadeias produtivas just in time. III. A integração econômico-comercial contrasta com a precariedade social, marcada principalmente por questões de imigração e xenofobia. É correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e II, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 82. O tema da terceirização voltou, recentemente, ao debate no Brasil. Em 31 de março do presente ano, o Presiden- te da República sancionou, com alguns vetos, a Lei nº 13. 429, que permite a terceirização de todos os serviços em empresas públicas e privadas. A respeito da terceirização, NÃO é correto afirmar: (A) A terceirização é uma estratégia contra as políticas protecionistas e os avanços da globalização econômica. (B) O trabalho terceirizado é prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário, que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços. (C) A terceirização responde às exigências de produtividade, qualidade e diminuição de custos das empresas. (D) O trabalho terceirizado pode levar à precarização de direitos e das condições de trabalho, e à quebra do movi- mento sindical. (E) A terceirização é adotada, com destaque, nas áreas de manutenção, segurança, serviços jurídicos, contabilidade e processamento de dados. 83. A África Subsaariana apresenta indicadores econômicos muito ruins, sendo considerada a região mais pobre do planeta. Sobre as características da economia da África subsaariana, assinale a afirmação correta. (A) A infraestrutura - equipamentos técnicos e meios de transporte - foi instalada com o objetivo de integrar as dife- rentes economias nacionais e possibilitar o acesso aos mercados externos. (B) A hierarquia entre as cidades é mal definida, devido à hipertrofia das metrópoles regionais e à pequena demanda por bens e serviços das áreas de influência dos centros intermediários. (C) A modernização da agricultura comercial de produtos tropicais voltada para o mercado interno desestruturou a produção da agricultura extensiva de subsistência, o que agravou o quadro de subalimentação. (D) A incipiente industrialização, restrita a alguns pontos do território, foi acelerada após a descolonização, graças aos investimentos diretos de capitais externos e à qualidade dos quadros técnicos. (E) As redes urbanas mostram grande dinamismo e tendem a ser policêntricas, graças ao crescimento econômico dos ―enclaves‖ instalados pelas empresas de mineração. 19 84. A tensão política na Ásia do Pacífico aumentou consideravelmen- te no início de 2017 em função da animosidade entre EUA e Coreia do Norte, mobilizando suas respectivas redes de apoio, que incluem China, Rússia, Coreia do Sul e Japão. Com base na charge, assinale a opção que identifica corretamente as características dessa crise. (A) A diplomacia norte-americana firma acordos multilaterais para pressionar Kim Jong-un a desistir de seu programa nuclear. (B) A China procura enfrentar a crise, participando das operações da OTAN e apoiando os embargos à Coreia do Norte no Conselho de Segurança da ONU. (C) A Assembleia Geral da ONU impôs sanções diplomáticas, econômicas e militares à Coreia do Norte, que incluem a proibição de exportar petróleo e armas. (D) O Japão, tradicional aliado norte-americano, tem acelerado a sua produção de armas nucleares para revidar a um possível ataque por mísseis balísticos de Pyongyang. (E) A estratégia de sustentação do regime norte-coreano está associada a seu programa nuclear, por se acreditar que a posse de armas atômicas venha a dissuadir a ação de seus rivais. 85. Antes de tudo, é preciso que se entenda o que é capital financeiro. Trata-se da parte do capital destinada a finan- ciar atividades econômicas, em troca de rendimentos provenientes de juros de empréstimos ou outros tipos de apli- cação. É bom ressaltar que, para obter essa renda, não é preciso aplicar diretamente no processo de produção. OLIVA, Jaime; GIANSANTI, Roberto. Espaço e modernidade: temas da geografia mundial. São Paulo: Atual. Com relação ao sistema financeiro internacional, assinale a afirmação INCORRETA. (A) A metáfora ―economia do cassino‖ descreve a especulação e a mobilidade transfonteira do capital no mundo. (B) O uso indiscriminado das aplicações financeiras sem que esse capital retorne à produção é o que se chama es- peculação financeira. (C) A circulação de capitais excedentes das economias nacionais mais avançadas está restrita aos mercados dos países que integram seus blocos econômicos. (D) O dinheiro cibernético (virtual ou invisível), utilizado no sistema financeiro, é transferido via redes de telecomuni- cações, como a internet. (E) Os chamados centros financeiros offshore são parte das redes de operações financeiras protegidas pelo anoni- mato e das redes financeiras de lavagem de dinheiro. 86. A Comunidade Econômica Europeia, que deu origem à União Europeia (UE), foi estabelecida em 1957 pelo Tratado de Roma. Ao longo do tempo, mais de 20 países aderiram ao bloco e vários estão negociando sua entrada. Mas, desde o processo de desligamento do Reino Unido, em 2016, vêm aumentando as manifestações de ceticismo quan- to à integração européia ser um mecanismo eficaz para enfrentar os desafios econômicos e políticos da atualidade, no âmbito nacional e internacional. Para os grupos eurocéticos, (A) a UE não consegue administrar os grandes desafios transnacionais que afetam o cenário doméstico, como no caso dos refugiados, que deveriam ser absorvidos pelo mercado de trabalho local. (B) os projetos de soberania devem ser retomados, em sintonia com os princípios nacionalistas do movimento ―Em Marcha!‖, vitorioso nas eleições presidenciais francesas. (C) a UE diminui a margem de manobra dos governos nacionais, o que dificulta o controle das fronteiras e aumenta o risco de ações terroristas no território. 20 (D) as políticas de austeridade fiscal e o alto custo de pertencer à UE são compensados pelo menor preço dos produ- tos, graças ao mercado único. (E) a adesão de seus países à UE é fator de instabilidade e de insegurança e, por isso, repudiam a desislamização, a xenofobia e o fortalecimento de identidades locais. 87. Atualmente, as empresas, ao definir a localização de suas unidades, levam em conta os custos de deslocamentos dos bens. Neste sentido, os governos podem, por meio da implantação de sistemas de transportes eficientes, definir estratégias de modernização destinadas a conferir vantagens comparativas aos territórios. Adaptado de TERRA, Lygia. ARAÚJO, Regina. GUIMARÃES, Raul B. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. Em relação à logística dos transportes, analise as afirmações a seguir. I. O transporte em dutos se expande cada vez mais no mundo e a escolha do tipo mais adequado depende de fato- res como distância, tempo de percurso e custo. II. A opção rodoviária provoca dificuldades logísticas, pois é um sistema caro e muitas vezes ineficiente, com impac- tos negativos para a economia e o meio ambiente. III. O uso de contêineres, ao agilizar a ruptura de tráfego, torna mais eficiente a logística dos transportes, possibilitan- do a entrega ponto a ponto. Está correto o que se afirma em: (A)I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 88. Transiçõesdemográficas em curso nos diferentes países do Sul, inverno demográfico em certos países do Norte, envelhecimento da população, urbanização sem precedentes: eis o que desenha uma paisagem demográfica inédita. Soma-se a questão das circulações migratórias: 214 milhões de pessoas residem de modo permanente em um país diferente daquele em que nasceram – um número que não inclui nem refugiados nem deslocados. Gérard-François Dumont, 01 de Julho de 2011. http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=961 Sobre o significado dos conceitos utilizados no texto acima para descrever a atual paisagem demográfica, leia as seguintes afirmações: I. Transição Demográfica refere-se ao período de transição entre uma situação de elevadas taxas de mortalidade e de natalidade para um regime de baixa mortalidade e natalidade, em dado país ou região. II. Inverno Demográfico refere-se a uma situação na qual a natalidade continua a diminuir no final da transição de- mográfica, em dado país ou região. III. Urbanização refere-se ao crescimento absoluto da população que reside em assentamentos definidos como ur- banos, em dado país ou região. IV. Deslocado refere-se ao migrante que atravessa uma fronteira política internacional em busca de inserção no mer- cado de trabalho em um país estrangeiro. Está correto apenas o que se afirma em (A) I, II e III. (B) I e II. (C) I, II e IV. (D) I e III. (E) I, II, III e IV. 89. A chamada Segunda Revolução Industrial, ocorrida nas últimas décadas do século XIX, foi caracterizada: (A) pela concentração do processo de industrialização na Inglaterra e pela montagem do império colonial britânico. (B) pelo desenvolvimento da eletricidade e da siderurgia e pela expansão da industrialização para além do continente europeu. (C) pela industrialização e pela formação de Estados nacionais no continente africano, a partir das suas antigas fron- teiras culturais e linguísticas. (D) pelo equilíbrio de forças entre as antigas colônias europeias e os Estados europeus devido à difusão da industria- lização. (E) pela retração da economia mundial devido à mecanização da produção e à diminuição da oferta de produtos in- dustrializados. 90. Sobre os fatores relacionados ao processo de urbanização nas regiões brasileiras, assinale a alternativa correta: (A) A urbanização é mais lenta nas regiões onde predomina a agricultura de alta intensidade técnica. (B) Na Região Norte, o processo de urbanização é a principal causa do desmatamento. (C) Na Região Centro-Oeste, a urbanização é alimentada pelo êxodo rural resultante da crise do setor agrícola. (D) No Sudeste, o elevado grau de urbanização é um reflexo da baixa produtividade do setor agrícola. (E) No Sul, a urbanização foi impulsionada pela concentração da propriedade fundiária e pela modernização técnica da agricultura. 21 91. O gráfico abaixo revela as mudanças ocorridas na matriz energética mundial entre 1973 e 2006. Observe-o. Sobre as causas e as consequências dessas mudanças, assinale a alternativa correta: (A) O aumento da participação do carvão resultou do esforço de substituição do petróleo por alternativas menos po- luentes. (B) O recuo da biomassa resultou da crise do setor de biocombustível, que afetou sobretudo o Brasil e os Estados Unidos. (C) A queda da participação da energia hidráulica na matriz energética global reflete a escassez de novos investimen- tos na geração dessa forma de energia, cujo potencial já está praticamente esgotado em todas as regiões do mundo. (D) Apesar do aumento significativo na matriz energética global, a geração de energia nuclear permanece fortemente concentrada nos países desenvolvidos. (E) O aumento da participação do gás natural reflete o aumento da proporção da energia global consumida pela Chi- na, detentora das maiores reservas mundiais desse combustível. 92. Vivemos numa era verdadeiramente global, em que o global se manifesta horizontalmente e não por meio de sistemas de integração verticais, como o Fundo Monetário Internacional e o sistema financeiro. Muito da literatura sobre a globalização foi incapaz de ver que o global se constitui nesses densos ambientes locais. Saskia Sassen, 13 de agosto de 2011. http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos, a-globalizacao-do-protesto, 758135,0.htm Assinale a alternativa que contém uma proposição coerente com os argumentos apresentados no texto: (A) As metrópoles não apenas sofrem os efeitos da globalização, mas são espaços que produzem a globalização. (B) As forças globais, tais como o FMI e os sistemas financeiros, não afetam os ambientes locais, desde que eles sejam densos. (C) Na escala global, os agentes operam horizontalmente, enquanto, na escala local, os agentes operam verticalmen- te. (D) A noção de escala global deixou de ter importância em geografia, já que o global só se revela por meio do local. (E) A globalização conferiu densidade a todos os ambientes locais, na medida em que suas forças atingem todos os lugares. 93. Em julho de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou crise de fome em algumas partes do sul da Somália, o que significa que mais de 30% da população está desnutrida. Sobre essa crise, considere as seguintes afirmações: I. As fortes secas que atingiram a região nos últimos anos resultaram em perda generalizada de colheitas. II. O quadro de instabilidade política dificulta a distribuição de alimentos nas áreas atingidas. III. A crise alimentar aumentou dramaticamente tanto o número de deslocados internos quanto o de refugiados na região. Está correto apenas o que se afirma em (A) I. (B) I e II. (C) I, II e III. (D) I e III. (E) II e III. 94. Mais de seis meses ap s seu início, a ―Primavera Árabe‖, onda de levantes populares que começou na Tunísia e se espalhou por vários países da região, se encontra em um impasse de violência, mortes, frustrações e dúvidas quanto a mudanças. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110803_primavera_arabe_impasses_tariq_rw.shtml obre a situaç o atual de países que participaram da chamada ―Primavera Árabe‖, considere as seguintes afirma- ções: I. Na Líbia, após a queda do regime de Muamar Khadafi foram realizadas as primeiras eleições livres. II. Na Síria, o presidente Bashar Al-Assad renunciou após um curto período de resistência. III. Na Tunísia, aliados históricos do ex-presidente Zine al-Abidine Ben Ali controlam o governo provisório. Está correto apenas o que se afirma em 22 (A) I. (B) I e II. (C) II e III. (D) II. (E) nenhuma das afirmações está correta. 95. Examine o gráfico. Sobre os fatores que explicam as variações no ritmo de crescimento da população brasileira entre 1872 e 2010, reve- ladas pelo gráfico, é CORRETO afirmar: (A) A elevada taxa de incremento populacional registrada entre 1900 e 1920 resultou do aumento da natalidade, as- sociado ao processo de urbanização. (B) Na década de 1960, o crescimento da população pode ser associado à revolução sexual, que provocou um au- mento substancial das taxas de fecundidade. (C) Se persistirem as taxas registradas entre 2000 e 2010, a população brasileira deve parar de crescer na próxima década. (D) Na década de 1940, o crescimento da população resultou da combinação entre a baixa fecundidade e a baixa mortalidade. (E) Desde a década de 1960, registra-se uma tendência de queda do ritmo de crescimento da população, devido ao recuo da fecundidade. 96. Leia o seguinte texto: Embora muitos estudos tradicionais tenham afirmado que os mecanismos de mercado favorecem a concentração das atividades econômicas (ao menos nos estágios iniciais do processo de desenvolvimento de um país), e ainda que essa concepção esteja basicamente correta, a tese apriorística de que as reformas dos anos 1990 iriam bloquear ou mesmo reverter o processo de desconcentração por ampliarem o papel das “forças de mercado” nasdecisões de localização de investimentos mostrou-se falha. Os dados mais atualizados revelam que o erro dos especialistas ao prever o “esgotamento” ou a “inflexão” do processo de desconcentração industrial brasileira se deveu principalmente à importância excessiva que conferiram a um pequeno número de fatores que intervêm na dinâmica espacial desse setor, sobretudo a crise de planejamento regional e as tendências de aglomeração associadas ao novo paradigma técnico e econômico em construção. Diniz, L. L. F. Para onde irão as indústrias? A nova geografia da industrialização brasileira. In: Albuquerque, E. S. de (org.) Que país é esse? Pen- sando o Brasil contemporâneo. São Paulo: Globo, 2005, p. 286-287 Entre as afirmações abaixo, assinale aquela que é coerente com os argumentos apresentados no texto. (A) A concentração espacial das atividades industriais é resultado da crise do planejamento regional. (B) No Brasil, a dinâmica espacial da indústria obedece apenas aos mecanismos de mercado. (C) Os dados mais atualizados revelam que o processo de desconcentração da atividade industrial brasileira ainda está em curso. (D) Na década de 1990, ocorreu o esgotamento do processo de desconcentração da atividade industrial brasileira. (E) As reformas econômicas realizadas na década de 1990 foram decisivas para reverter a tendência de concentra- ção espacial das atividades industriais. 97. Sobre a agricultura canavieira no Brasil, assinale a alternativa correta. (A) O avanço da monocultura canavieira figura entre os principais fatores de desmatamento do bioma amazônico. (B) O avanço da monocultura canavieira é responsável por um volume crescente de empregos agrícolas, pois ainda não foram desenvolvidos maquinários capazes de substituir a mão de obra na fase de colheita. (C) Os estados nordestinos ampliaram sua participação na produção nacional de cana de açúcar na última década, pois apresentam vantagens comparativas relacionadas ao preço da mão de obra. 23 (D) Na região Centro-Oeste, os canaviais foram substituídos por atividades agropecuárias mais lucrativas, tais como o cultivo de soja e a criação de gado. (E) Na região Sudeste, a expansão do plantio ocorrida na última década resultou do aumento da demanda pelo álcool combustível. 98. A fria letra da lei tem sentido para o mundo racional das instituições do Estado, mas não necessariamente para o cidadão que seria por ela beneficiado. A começar pelo fato de que o Estado brasileiro, por várias razões, não é um Estado onipresente. O fiscal ocasional das relações de trabalho será substituído na sequência da fiscalização pelo arbítrio do fazendeiro e até pela força de seus pistoleiros e jagunços. Na crua realidade cotidiana de trabalhadores que vivem no limiar da civilização, a vida é organizada segundo os preceitos do poder pessoal e da violência costu- meira. Há alguns anos, houve o caso de um desses trabalhadores, no Mato Grosso, que, fugindo da fazenda de seu cativeiro, teve que caminhar 400 km por dentro da mata até achar uma pequena cidade onde, no fim das contas, não havia nenhum representante da Justiça do Trabalho. Acabou empurrado de um lado para outro na busca do abrigo da lei que, afinal, não encontrou. José de Sousa Martins, O direito ao não direito. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,direito-ao-nao-direito,911448,0.htm Assinale a alternativa que interpreta corretamente os argumentos do texto. (A) As iniciativas governamentais de combate ao trabalho em condições degradantes são destinadas ao fracasso, já que o Estado não é capaz de fiscalizar as relações de trabalho. (B) Não basta apenas promulgar leis que ampliem os direitos dos trabalhadores; é preciso que o Estado garanta as condições para que essas leis sejam cumpridas. (C) A recusa dos direitos sociais inscritos na lei é comum em sociedades arcaicas, nas quais o povo não é afetado pelas condições degradantes de trabalho. (D) No Brasil contemporâneo, as instituições do Estado se impõem sobre as relações tradicionais baseadas no poder pessoal. (E) Em sociedades modernas, tais como a brasileira, o Estado não deve intervir para assegurar o cumprimento dos direitos sociais da população. 99. A partir da segunda metade do século passado, a mobilização em torno do ambiente foi divulgada e se consoli- dou por meio de estudos e das cúpulas, ou das conferências internacionais. Sobre essas conferências, pode-se afirmar: I. A primeira grande conferência internacional convocada especificamente para a discussão da problemática ambi- ental ocorreu em Estocolmo, em 1972. II. Na Rio-92, foram divulgadas as convenções sobre Mudanças Climáticas e sobre Diversidade Biológica, que figu- ram na agenda ambiental internacional. III. Na Rio+20, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 2012, todos os países participantes ratificaram o novo Protocolo de Quioto, aderindo à nova ordem ambiental internacional. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e II, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 100. A próxima conferência internacional do clima, em Durban, na África do Sul, centrará seu foco no destino do Pro- tocolo de Kyoto. [...] Se não for renovado, expira em 2012. Durban é a última oportunidade de salvar Kyoto. Sem ele, desaparece o único acordo climático internacional que existe. A decisão tem dia marcado: 9 de dezembro. É quando termina a CoP-17, o encontro anual que reúne negociadores do mundo todo para discutir um acordo climático inter- nacional, desta vez, na África do Sul. http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/10/futuro-do-protocolo-de-kyoto-sera-prioridade-nacupula- do-clima/?searchterm=Clima%20Kyoto Sobre o Protocolo de Kyoto, mencionado na reportagem, assinale a alternativa correta: (A) Afirma o princípio da responsabilidade comum, estabelecendo metas de redução obrigatória das emissões de gases de efeito estufa para todos os países signatários. (B) Não foi ratificado pelos Estados Unidos, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo. (C) Criou um sistema de comércio de créditos de carbono válido apenas entre os países industrializados: o Mecanis- mo de Desenvolvimento Limpo. (D) Entrou em vigor em 2008, quando ocorreu a adesão de dois países que figuram entre os maiores emissores de poluentes: a Índia e a China. (E) Considera apenas os níveis atuais de emissão, eximindo os países industrializados da responsabilidade sobre o estoque de gases estufa presente na atmosfera. 100. De acordo com o jornal argelino Liberté, uma embarcação com espanhóis foi interceptada, em abril, ao tentar atracar irregularmente na Argélia. Segundo a reportagem, quatro jovens imigrantes tinham perdido seus empregos na Espanha e se dirigiram a Orã, cidade no litoral mediterrâneo da Argélia, em busca de novas fontes de trabalho. Com o pedido de visto negado, o grupo foi interceptado pela guarda costeira argelina, durante uma tentativa de entrada irregular no país africano. 24 http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/23124/guarda+costeira+da+argelia+interceptou+barco+com+imigrantes+espanhois+diz+jornal.sht ml Sobre o assunto da reportagem, é CORRETO afirmar: (A) A crise europeia, que repercute intensamente na Espanha, vem gerando uma nova tendência nos movimentos migratórios: a fuga de mão de obra da zona do euro. (B) Dentre todas as ex-colônias africanas da Espanha, a Argélia é a que mais recebe imigrantes europeus. (C) A interceptação do bote espanhol é inusitada, posto que a entrada de imigrantes africanos em território espanhol vem aumentando significativamente nos últimos meses. (D) A reportagem trata de um incidente isolado, pois a Espanha registra uma das mais baixas taxas de desemprego da Europa. (E) Na maior parte dos casos, os jovens espanhóis que deixam o país não possui educação formal ou qualquer tipo de qualificação. 101. Em 22 de junho de 2012, o presidente Fernando Lugo foiacusado de fraco desempenho de suas funções e des- tituído pelo Senado paraguaio. Sobre as repercussões desse fato na agenda externa do país, é CORRETO afirmar: (A) A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou enfaticamente a destituição, e suspendeu o Paraguai de seus quadros por tempo indeterminado. (B) A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) optou pela suspensão temporária do Paraguai até abril de 2013, data das próximas eleições gerais. (C) O Mercosul posicionou-se de forma neutra à destituição, considerando que não houve desrespeito à Constituição paraguaia. (D) Após a deposição e a posse no novo presidente, Frederico Franco, o Senado paraguaio finalmente ratificou a entrada da Venezuela como membro pleno do Mercosul. (E) O afastamento de Fernando Lugo, que se posicionava contra a presença de latifundiários brasileiros em seu país, encerrou um período de crise diplomática entre o Brasil e o Paraguai. 102. Ao longo do s culo I , a chamada ― archa para o Oeste‖ permitiu a expans o territorial dos Estados Unidos. Em relação a esse processo, assinale a alternativa correta. (A) A express o ―Destino anifesto‖ justificava o expansionismo, relacionando-o a uma espécie de missão civilizado- ra por parte dos estadunidenses. (B) A expansão territorial foi impedida porque a população francesa da Louisiana se recusou a integrar a Federação americana. (C) O governo mexicano reconheceu a superioridade civilizacional dos Estados Unidos e cedeu territórios como o Texas e a Califórnia. (D) O regime de grande propriedade, predominante nos territórios do Oeste, atraiu grandes fluxos migratórios. (E) A construção de estradas de ferro, que acelerou a expansão para o Oeste, foi possível graças à compra de terras indígenas. 103. Os principais efeitos adversos associados à produção de energia nuclear têm sido motivo de acirrados debates, pois o número de reatores em operação tende a aumentar e, junto com eles, os riscos e a possibilidade de desastres ambientais. Sobre as implicações ambientais do uso de energia nuclear, analise as afirmações a seguir. I. A produção de energia a partir de um reator nuclear pode ser considerada ―limpa‖, uma vez que o processo de geração não lança na atmosfera produtos capazes de provocar impactos ambientais. II. A destinação dos rejeitos radioativos, que devem ser isolados de maneira segura para não contaminar os recursos hídricos, é o principal problema ambiental criado pela geração de energia nuclear. III. Os impactos ambientais decorrentes de um acidente em uma usina nuclear não estão restritos à área de ocorrên- cia, porque as partículas radioativas podem ser levadas a grande distância pela circulação atmosférica. Está correto o que se afirma em (A) II, apenas. (B) II e III, apenas. (C) I, II e III. (D) III, apenas. (E) I, apenas. 104. A partir da década de 1970, a informática e a eletrônica ―diminuíram‖ o tempo e a distância e, graças eficiência das novas tecnologias, tornaram possível a flexibilização da produção. Sobre o modelo de produção flexível, assinale a afirmação correta. (A) A participação dos funcionários nas decisões possibilita a uniformização do processo produtivo. (B) A eliminação de estoques permite a redução dos custos e o aumento da produtividade. (C) A renovação da linha de montagem exige a contratação de numerosa mão de obra. (D) A adoção das novas tecnologias mantém a produção massificada e uniforme. (E) A valorização do trabalho individual garante o controle de qualidade. 25 105. Com relação aos recentes fluxos migratórios para a Europa, analise as afirmações a seguir. I. Os imigrantes que atravessam o Mediterrâneo clandestinamente provêm, principalmente, de regiões em conflito na África, como, por exemplo a Nigéria, campo de atuação da guerrilha de Boko Haram. II. As motivações que mobilizam os imigrantes são a fuga das áreas de conflito, a obtenção de refúgio político e a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho da União Europeia. III. Os fluxos migratórios estão associados às dinâmicas geopolíticas dos países e regiões de origem dos imigrantes, como no caso dos refugiados da guerra na Síria, agravada pela atuação do grupo Estado Islâmico na região. Está correto o que se afirma em (A) III, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I, apenas. (D) II, apenas. (E) I, II e III. 106. Os governos dos Estados Unidos da América (EUA) e de Cuba tornaram públicas, em 17 de dezembro de 2014, suas intenções de reaproximação diplomática. Desde então, algumas medidas foram tomadas para concretizar essa reaproximação. Assinale a alternativa que indica uma dessas medidas. (A) A retirada de Cuba da lista americana de países patrocinadores do terrorismo. (B) A libertação de todos os presos políticos em Cuba. (C) O fim do embargo econômico norte-americano a Cuba. (D) A repatriação das propriedades norte-americanas confiscadas pelo governo cubano na revolução de 1962. (E) O fechamento da prisão da Baía de Guantánamo, na ilha de Cuba. 107. Em junho de 2017, o governo dos Estados Unidos da Am rica (EUA) se retirou do ―Acordo de Paris‖, assinado em 2015 por 195 países. Sobre as medidas previstas no Acordo para a redução da emissão de gases do efeito estufa, e o motivo da saída dos Estados Unidos do referido acordo, é correto afirmar que (A) são medidas deliberativas e os países signatários pagarão multas pelo descumprimento das metas; os EUA não aceitam o papel da ONU na função de agente fiscalizador. (B) são medidas propositivas e os países signatários deverão definir metas para os próximos anos; os EUA não con- cordam com o controle externo sobre suas fontes poluidoras. (C) são medidas restritivas e os países signatários sofrerão punições políticas e econômicas se não atingirem as metas; os EUA não aprovam a presença da Rússia no acordo. (D) são medidas normativas e os países signatários deverão definir as estratégias a serem adotadas; os EUA não aceitam assumir as mesmas responsabilidades da Índia, o maior poluidor do planeta. 108. Detroit foi símbolo mundial da indústria automotiva. Chegou a abrigar quase 2 milhões de habitantes entre as décadas de 1960 e 1970. Em 2010, porém, havia perdido mais de um milhão de habitantes. O espaço urbano entrou em colapso, com fábricas em ruínas, casas abandonadas, supressão de serviços públicos essenciais, crescimento da pobreza e do desemprego. Em 2013, foi decretada a falência da cidade. Essa crise urbana vivida por Detroit resulta dos seguintes processos: (A) ascensão do taylorismo; protecionismo econômico e concorrência com capitais europeus; deslocamento de indús- trias para cidades vizinhas. (B) consolidação do regime de acumulação fordista; protecionismo econômico e concorrência com capitais europeus; deslocamento de indústrias para outros países; 26 (C) declínio do toyotismo; liberalização econômica e concorrência com capitais asiáticos; deslocamento de indústrias para cidades vizinhas. (D) ascensão do regime de acumulação flexível; liberalização econômica e concorrência com capitais asiáticos; des- locamento de indústrias para outros países. 109. O referendo realizado no Reino Unido em junho de 2016 conduziu ao Brexit, após 43 anos de adesão à União Europeia. São potenciais consequências dessa decisão, nos níveis nacional e continental, respectivamente, (A) o pedido da Irlanda do Norte por um novo referendo para decidir sua permanência no Reino Unido e a continuida- de da livre circulação da moeda europeia, o euro, no Reino Unido. (B) o pedido da Inglaterra por um novo referendo para decidir sua permanência no Reino Unido e a continuidade da livre circulação da moeda europeia, o euro, no Reino Unido. (C) o pedido da Escócia por um novo referendo para decidir sua permanência no Reino Unido e o comprometimento da livre circulação de cidadãos europeus no Reino Unido. (D) o pedido do País de Gales por um novo referendopara decidir sua permanência no Reino Unido e o comprome- timento da livre circulação de cidadãos europeus no Reino Unido. 110. Frequentemente o terrorismo recorre a ações de grande impacto. Contudo, seu objetivo maior é o de influenciar os espíritos; antes de tudo, ele visa a aterrorizar, e se distingue da criminalidade. Invocando reivindicações políticas, de natureza social, econômica ou religiosa, o terrorismo (A) realiza-se apenas no âmbito internacional, enquanto a criminalidade é marcada pelo objetivo primeiro do ganho financeiro. (B) realiza-se nacional e internacionalmente, enquanto a criminalidade é marcada pelo objetivo primeiro do ganho financeiro. (C) realiza-se apenas no âmbito internacional, enquanto a criminalidade é marcada basicamente por objetivos ideoló- gicos. (D) realiza-se nacional e internacionalmente, enquanto a criminalidade é marcada basicamente por objetivos ideoló- gicos. 111. Entesouramento e personagens como o Capitão Kidd, um corsário escocês a serviço do Reino Unido (que exis- tiu de fato e viveu no século XVII), são de outros tempos. Mas parece ser de outro tempo também, ou se tornado distante, a ideia de que o movimento do capital busca, acima de tudo, se valorizar por meio do trabalho, no processo de produção. Se não é mais cabível o entesouramento nos moldes dos piratas, tampouco é aceitável acreditar que o capital busque ainda, fundamental e prioritariamente, sua reprodução por meio do trabalho industrial no processo de produção fabril. (Sandra Lencioni. Metrópole, metropolização e regionalização, 2017. Adaptado.) A forma contemporânea de reprodução do capital sugerida no excerto corresponde à lógica do chamado capitalismo (A) concorrencial. (B) financeiro. (C) mercantil. (D) utópico. (E) social. 112. A imigração de muçulmanos para diferentes países do mundo tem gerado um fenômeno conhecido por islamo- fobia, ou seja, sentimento de aversão aos fiéis ao islamismo. Esse sentimento de aversão é legitimado (A) pelas resoluções da ONU, que oneram os países responsáveis pela ajuda humanitária. (B) pela velha ordem mundial, cuja origem se relaciona à Guerra Fria. (C) pela guerra ao terror, cuja origem remete à Doutrina Bush. (D) pelas leis trabalhistas arcaicas, que impedem o imigrante de trabalhar legalmente. (E) pelas cotas de imigração, cuja origem remonta ao Tratado de Roma. 113. Na década de 1960, Pedro Pinchas Geiger elaborou uma nova regionalização do espaço brasileiro, estabele- cendo três grandes regiões – Centro-Sul, Nordeste e Amazônia – segundo critérios relacionados (A) aos limites estaduais e às características morfoclimáticas. (B) à formação socioespacial e aos limites estaduais. (C) às características morfoclimáticas e aos aspectos socioeconômicos. (D) aos aspectos socioeconômicos e às heranças do passado. (E) às características naturais e à formação socioespacial 114. Com a dependência crescente por bens de consumo e o aumento da pressão sobre os recursos naturais, a rela- ção crescimento econômico e desenvolvimento com sustentabilidade é praticamente impossível no sistema capitalis- ta, no qual estamos inseridos. Assim, destaca-se na atualidade a importância assumida pelo parâmetro da sustenta- bilidade como condição para a permanência e a duração de determinada sociedade. (Tereza C. Aguiar. Planejamento ambiental, 2016.) A sustentabilidade, no sentido exposto pelo excerto, propõe (A) a utilização de recursos naturais externos a uma dada região. (B) o racionamento de recursos naturais aos países pobres. (C) o sobrepreço aos recursos naturais não renováveis. (D) a preservação integral, sem o uso direto dos recursos naturais. 27 (E) a utilização responsável dos recursos naturais. 115. Em 03.04.2017, o jornal El País publicou matéria que pode ser assim resumida: Os países ________________ não têm poder político sobre os demais Estados Partes, mas possuem ferramentas para tentar reconduzir a situação de um membro, caso esse se afaste dos princípios do Tratado de Assunção, assinado em 1991. Nessa perspectiva, insere-se a aplicação da cláusula democrática do bloco sobre a _________________, em função da crise política, institucional, social, de abastecimento e econômica que atravessa o país. As lacunas do excerto devem ser preenchidas por (A) do Nafta – Argentina. (B) do Mercosul – Bolívia. (C) da ALADI – Venezuela. (D) da ALADI – Bolívia. (E) do Mercosul – Venezuela. 116. Esse produto percorreu ampla região, desde o Morro da Tijuca, no Rio de Janeiro, no primeiro quartel do século XIX, até o norte do Paraná, onde praticamente cessou sua marcha na década de 1970. Nesse período, seu percurso deixou marcas significativas na paisagem: vasta rede urbana e densa malha ferroviária, solos empobrecidos pela erosão, florestas dizimadas e extensivas pastagens, quase sempre de baixa produtividade. (Jurandyr L. S. Ross. Ecogeografia do Brasil, 2009. Adaptado.) O excerto refere-se à produção do espaço brasileiro relacionada ao ciclo econômico (A) da borracha. (B) da cana-de-açúcar. (C) do café. (D) do ouro. (E) do algodão. 117. Chancelado na cidade de mesmo nome no Canadá em 1987, o Protocolo de Montreal completa 30 anos em 2017. Esse tratado é considerado um dos mais bem sucedidos da história, prescrevendo obrigações aos 197 países signatários em conformidade com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas à luz das diversas circunstâncias nacionais. (https://nacoesunidas.org. Adaptado.) O protocolo evidenciado no excerto estabelece metas para (A) eliminação das substâncias prejudiciais à camada de ozônio, a qual funciona como um filtro ao redor do planeta, que protege os seres vivos dos raios ultravioleta. (B) contenção dos fatores que contribuem para o processo de desertificação, o qual é derivado do manejo inadequa- do dos recursos naturais nos espaços subtropicais úmidos. (C) proteção no campo da transferência, da manipulação e do uso seguros dos organismos vivos modificados, resul- tantes da biotecnologia moderna. (D) redução das emissões de gases de efeito estufa mediante o incentivo de atividades do segundo setor que promo- vam a degradação florestal. (E) erradicação do conhecimento das comunidades locais e populações indígenas sobre a utilização sustentável da diversidade biológica. Questão 42 118. Com o fim da Guerra Fria, os EUA formalizaram sua posição hegemônica. Sem concorrência e se expandindo para as antigas áreas de predomínio socialista, o capitalismo conheceu uma nova fase de expansão: tornou-se mun- dializado, globalizado. O processo de globalização criou uma nova divisão internacional do trabalho, baseado numa redistribuição pelo mundo de fábricas, bancos e empresas de comércio, serviços e mídias. (Loriza L. de Almeida e Maria da Graça M. Magnoni (orgs.). Ciências humanas: filosofia, geografia, história e sociologia, 2016. Adaptado.) Dentre as consequências do processo de globalização, é correto citar (A) o nascimento do governo universal e democrático. (B) a pacificação das relações internacionais. (C) o enfraquecimento dos estados-nações. (D) a abolição da exploração social do trabalho. (E) o nivelamento econômico dos países. Questão 43 119. Os fluxos de importação e de exportação expressos no mapa evidenciam (A) a ausência de países integrantes do G4 nas importações de petróleo. (B) a ausência de países integrantes do G7 nas exportações de petróleo. (C) o predomínio dos países membros do NAFTA nas Exportações de petróleo. (D) a ausência de países integrantes do BRICS nas importações de petróleo. (E) o predomínio dos países membros da OPEP nas exportações de petróleo. 28 120. Criado em resposta às crises econômicas do final da Década de 1990, o G-20 reflete o contexto de (A) unilateralidade da antiga ordem mundial, marcada pela supremacia britânica no Conselho de Segurança das Na- ções Unidas. (B) bipolaridade da antiga ordem mundial, caracterizadapela estabilidade financeira dos países desenvolvidos e sub- desenvolvidos. (C) multipolaridade da antiga ordem mundial, marcada pelo fortalecimento da cooperação entre blocos econômicos. (D) multipolaridade da nova ordem mundial, caracterizada pela diversidade de interesses das economias industriali- zadas e emergentes. (E) bipolaridade da nova ordem mundial, caracterizada pelo controle estadunidense e soviético das instituições finan- ceiras internacionais. 121. Alguns estudos recentes mostram que, de fato, há uma mudança ocorrendo na equação das migrações internas e na conformação das redes urbanas, com um novo papel de protagonismo regional dessas cidades médias, cuja população e PIB crescem mais do que as grandes cidades brasileiras. (Jo o . . Ferreira e Luciana Ferrara. ―A formulaç o de uma nova matriz urbana no Brasil‖. In: Tarcisio Nunes et al. (orgs.). Habitação social e sustentabilidade urbana, 2015. Adaptado.) Assinale a alternativa que indica corretamente o fenômeno urbano caracterizado no excerto. (A) Verticalização. (B) Segregação socioespacial. (C) Gentrificação. (D) Favelização. (E) Desmetropolização. 122. Examinando a imagem e considerando as características dos meios de transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário, é correto afirmar que (A) a escolha dos meios de transporte de cargas restringe-se à relação entre a capacidade e o custo do deslocamento. (B) a otimização do custo-benefício no transporte de cargas relaciona-se dire- tamente à escolha exclusiva de um tipo de modal. (C) a falta de flexibilidade no transporte de cargas traduz a dependência nacional por técnicas estrangeiras. (D) a multimodalidade no transporte de cargas mantém relação com o custo final da tonelada por quilômetro percorrido. (E) a escolha dos modais para o transporte de cargas obedece a determinações políticas para o estabelecimento das rotas. 123. O governo americano está sendo processado, pela primeira vez, por quem nem nasceu ainda. Quem assina o processo, em nome das ―futuras geraç es‖, tamb m n o está por aqui há muito tempo: são 21 crianças e adolescen- tes de 8 a 19 anos que registraram uma ação contra Barack Obama, presidente dos Estados Unidos. Eles acreditam que os governantes não estão fazendo o suficiente para salvar o planeta do aquecimento global. Um dos argumentos do grupo é que as autoridades conhecem os danos potenciais dos combustíveis fósseis há décadas: já se sabia que reduzir a emissão desses gases era necessário para dar condições razoáveis de vida a gerações futuras – e por isso eles acusam o Estado de estar infringindo seus direitos constitucionais. (www.super.abril.com.br, 26.04.2016. Adaptado.) Tal denúncia relaciona-se, em larga medida, ao não cumprimento dos objetivos propostos no (A) Tratado de Madri. (B) Tratado de Roma. (C) Protocolo de Quioto. (D) Tratado de Assunção. (E) Protocolo de Cartagena. Questão 54 124. Imagine que você entrou numa loja de eletrodomésticos e em instantes um vendedor lhe oferece uma geladeira exatamente como a que você pesquisou na internet pouco tempo antes. Ou uma empresa que aumentou a previsão de demanda de um determinado produto com base em dados estatísticos coletados em tempo real, elevando sua participação de mercado. Essas situações são possíveis com um fenômeno que vem ganhando cada vez mais força no mundo dos negócios: o big data. Com um volume cada vez maior de dados disponibilizados na internet, as em- presas de tecnologia desenvolveram sistemas capazes de capturar esses dados e analisá-los. (www.folha.com.br. Adapta- do.) 29 A operação de sistemas inteligentes, como o apresentado pelo excerto, é possibilitada pelo desenvolvimento de re- des técnicas que modificam as relações sociais e o modo de vida das pessoas. O meio geográfico correspondente a essa condição é chamado (A) meio comercial-informacional. (B) meio informacional. (C) meio técnico-científico. (D) meio técnico-científico-informacional. (E) meio técnico-comercial-informacional. 125. No estudo do crescimento demográfico mundial, a teoria que considera a sociedade de consumo e os impactos do consumismo denomina-se (A) teoria antinatalista, ponderando o aumento populacional atrelado à lentidão na recomposição do meio ambiente. (B) teoria neomalthusiana, relacionando o crescimento populacional às políticas de recuperação do meio ambiente. (C) teoria ecomalthusiana, avaliando a pressão do crescimento populacional sobre os recursos naturais. (D) teoria malthusiana, associando o número de pessoas no planeta ao custo do passivo ambiental esperado. (E) teoria reformista, analisando as populações dos países a partir da gestão de seus recursos naturais. 126.Caracteriza-se como o maior vetor de ocupação territorial no Brasil a partir de meados do século XIX, sendo ex- plicativa da gênese da concentração produtiva e populacional ainda existente na atual conformação do território naci- onal. Estabeleceu-se no vale do Rio Paraíba, avançando por décadas sobre áreas de floresta Atlântica. Cabe assina- lar que tal avanço ocasionou um surto urbanizador na região Sudeste do Brasil, no qual as ferrovias ganharam peso fundamental como agente modernizador e indutor da ocupação de novas áreas. (Antonio C. R. Moraes. Geografia histórica do Brasil, 2011. Adaptado.) A atividade econômica associada à formação territorial do Brasil a qual o excerto se refere é (A) a industrialização. (B) a cafeicultura. (C) a mineração. (D) a pecuária. (E) a silvicultura. 127. Apesar de ser estratégica para a integração sul-americana, a Faixa de Fronteira configura-se como uma região pouco desenvolvida economicamente, historicamente abandonada pelo Estado, marcada pela dificuldade de acesso a bens e serviços públicos, pela falta de coesão social, pela inobservância de cidadania e por problemas peculiares às regiões fronteiriças. (Ministério da Integração Nacional. Faixa de fronteira, 2009. Adaptado.) Sob o ponto de vista do território brasileiro, configuram exemplos de problemas peculiares às regiões fronteiriças (A) a captação de recursos por instituições financeiras internacionais e a evasão de divisas. (B) a ausência de tributação legal e a desarticulação político-institucional dos municípios. (C) a formação de economias de subsistência e a organização de movimentos separatistas. (D) a entrada de produtos ilícitos e a saída de recursos naturais explorados ilegalmente. (E) a livre atividade de grileiros e a comercialização de títulos de propriedade para terras devolutas. 128. Em 1995, emendas constitucionais de ordem econômica puseram fim nos monopólios de empresas estatais e abriram vários setores da infraestrutura ao capital privado sob o regime de concessão. A aprovação das emendas expressava o fato de que se havia formado um relativo consenso de opinião pública sobre a necessidade de atualizar o Estado e a economia do país à luz do que vinha acontecendo no mundo desenvolvido. Aprovadas as emendas constitucionais, tiveram início as privatizações de empresas estatais e concessões de serviços ao setor privado. (Boris Fausto. História do Brasil, 2015. Adaptado.) A prática econômica que fundamentou as medidas do governo brasileiro apresentadas no excerto denomina-se dou- trina (A) neoliberal. (B) keynesiana. (C) neocolonial. (D) liberal. (E) mercantilista. 129. Na agricultura moderna, os cultivos transgênicos foram adotados para (A) eliminar o uso de agrotóxicos e garantir a segurança alimentar da população. (B) aumentar a produtividade e proporcionar maior rentabilidade ao produtor. (C) preservar a função social da terra e diminuir os custos de produção. (D) superar deficiências das áreas agricultáveis e expandir as práticas orgânicas. (E) oferecer novos alimentos ao mercado e gerar renda às pequenas comunidades rurais. 130.A Amazônia é uma área em evidência, seja pela questão ecológica ou pela riqueza de seus recursos minerais.A expansão e a crescente valorização dessa área provocam uma infinidade de suposições a respeito do seu quadro natural. Sobre a Amazônia são feitas as afirmações a seguir: 30 I. As queimadas podem alterar o clima do planeta e a destruição da floresta pode influenciar o aumento da tempera- tura. II. A floresta Amazônica funciona como "pulmão do mundo", sendo a principal fonte produtora de oxigênio. III. A bacia hidrográfica do Amazonas é a maior do mundo, drenando em torno de 20% da água doce dos rios para os oceanos. IV. Os solos amazônicos são de alta fertilidade, a qual é facilmente explicada pela concentração de matéria-orgânica e pelo tempo de formação. As afirmações corretas são: (A) somente I e III. (B) somente II e III. (C) somente I, II e III. (D) somente II, III e IV. (E) somente I, II e IV. 131. A Austrália é o país com maior projeção mundial em relação aos países que compõem o novíssimo continente (Oceania). É considerada como nação desenvolvida, e tem uma renda per capita das mais elevadas do globo. Sobre os aspectos econômicos desse país, é INCORRETO afirmar que: (A) a agropecuária responde por quase metade do valor das exportações, tendo como principais produtos o trigo, a carne e a lã. (B) a extensa área coberta pela floresta boreal permite que o país seja um grande exportador de papel, madeira e celulose. (C) o interior do país é uma das mais ricas regiões minerais do mundo, porém a escassez de mão-de-obra dificulta sua exploração. (D) o setor industrial é bastante diversificado e as modernas tecnologias proporcionam uma alta produtividade. (E) os ricos depósitos de carvão proporcionam grandes cotas de exportação, além de ser a principal fonte de energia. 132. Uma das formas de dividir regionalmente o espaço brasileiro é a que reconhece três complexos regionais: Ama- zônia, Nordeste e Centro-Sul. O complexo do Centro-Sul possui áreas que se individualizam em virtude do desenvol- vimento de suas atividades econômicas. Indique a opção em que as atividades econômicas NÃO estão de acordo com a respectiva unidade desse complexo regional. (A) Zona da mata mineira - a agricultura e a pecuária leiteira são as principais atividades econômicas, e abastecem Belo Horizonte e Rio de Janeiro. (B) Triângulo mineiro - é uma unidade agrícola e pecuarista, com gado de corte. (C) Porção Sul de Goiás - é uma área agrícola, com destaque na produção de arroz e soja. (D) Campanha Gaúcha - apresenta uma pecuária tradicional e agricultura típica de subsistência. (E) Grande Belo Horizonte - importante área industrial, com indústrias metalúrgicas, têxteis, de vestuário, automobilís- tica, etc. 133. A instalação industrial em uma região depende dos fatores favoráveis, que podem ser considerados gerais ou específicos. Em relação à localização podemos destacar os fatores a seguir, dos quais um NÃO está apresentado corretamente. Indique-o: (A) Mercado Consumidor - importante para as empresas que trabalham com produtos finais de baixo custo unitário e de consumo. (B) Matérias-primas - é determinante para as indústrias que as utilizam em grandes quantidades, como é o caso das indústrias de base. (C) Água - algumas indústrias tendem a manter uma estreita relação com a água, como é o caso das siderúrgicas. (D) Mão-de-obra - fator decisivo tanto para as empresas que utilizam grande número de trabalhadores quanto para as que requerem trabalho altamente qualificado. (E) Transporte - é fundamental para viabilizar a atividade produtiva, sendo que nos grandes centros a maior flexibili- dade faz do transporte ferroviário a melhor opção. 134. O comércio mundial apresentou um crescimento muito grande a partir da década de 1950, sendo que cada país teve uma participação diferente nesse processo de crescimento das trocas mundiais. A respeito do comportamento do comércio internacional, pode-se afirmar que: I. a grande maioria desse comércio é feita entre os países de industrialização mais avançada; II. nas transações comerciais internacionais predominam os produtos industrializados; III. são as grandes empresas que realizam grande parte dessas transações internacionais, principalmente as multina- cionais; IV. está havendo maior exportação de manufaturados por alguns países considerados "periféricos". As afirmativas corretas são: (A) somente I e IV. (B) somente II e III. (C) somente III e IV. (D) somente I, II e III. (E) I, II, III e IV. 31 135. Um tema recorrente no debate contemporâneo é a migração global. A Organização das Nações Unidas estima que existam 232 milhões de migrantes em todo o mundo (ONU, 2013). Há, atualmente, mais mobilidade que em qualquer outra época da história mundial. Comparando a migração atual com a do século XIX, é correto afirmar: (A) Até o século XIX, as nações norte-americanas destacaram-se como emissoras de migrantes, enquanto, hoje em dia, encontram-se entre as principais receptoras desses fluxos, sobretudo os originários do continente africano. (B) Diferentemente do que ocorreu no século XIX, os recursos envolvidos são um traço diferenciador na atualidade, pois remessas enviadas por migrantes originários de nações pobres, como Haiti e Jamaica, são, muitas vezes, utilizadas para sustentar suas famílias no país de origem, além de representarem parte significativa do PIB des- ses países. (C) Países europeus, como Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, foram importantes emissores de migrantes no século XIX e continuam a figurar, hoje em dia, dentre os países com maior fluxo migratório para os EUA. (D) No século XIX, a emissão e a recepção de migrantes concentravam-se na Europa, enquanto, na atualidade, a emissão restringe-se à América do Sul e a recepção tem alcance global. (E) O movimento migratório do continente africano para a Ásia foi significativo no século XIX e, atualmente, apresenta importante crescimento decorrente de políticas de cooperação internacional (Ásia/África) para o desenvolvimento socioeconômico africano, especialmente para Angola e África do Sul. 136. As perspectivas ficaram mais pessimistas porque a seca atual do Sistema Cantareira é mais crítica que a de 1953, até então a pior da história e que servia de parâmetro para os técnicos dos governos estadual e federal. O Estado de S. Paulo, 17/03/2014. Adaptado. Acerca da crise hídrica apontada no texto acima e vivida pela cidade de São Paulo e pela Região Metropolitana, é correto afirmar que a situação apresentada é de natureza, entre outras, (A) geográfica e geopolítica, dado que a grave crise no abastecimento experimentada por essa região levou à impor- tação de água de outros estados, assim como de países do Cone Sul. (B) social e demográfica, já que políticas públicas de incentivo às migrações, na última década, promoveram o cres- cimento desordenado da população em áreas que seriam destinadas a represas e outros reservatórios de água. (C) climática e pedológica, pois as altas temperaturas durante o ano provocaram a formação de chuva ácida e a con- sequente laterização dos solos. (D) econômica e jurídica, levando-se em conta a flexibilidade da legislação vigente em relação a desmatamentos em áreas de nascente para implantação de atividades industriais e agrícolas. (E) ecológica e política, posto que a reposição de água dos reservatórios depende de fatores naturais, assim como do planejamento governamental sobre o uso desse recurso. 137. Julgue os itens a seguir, a respeito do processo de integração de espaços no mundo, assinalando a afirmativa INCORRETA. (A) O funcionamento interno de blocos econômicos rege-se por acordos que garantem a abertura comercial entre os membros do bloco e o aumento da circulação de mão de obra, matérias-primas e mercadorias. (B) Blocos regionais, a exemplo da União Europeia, têm caráter centralizador no que diz respeito à produção industri- al, que deve restringir-se aos países mais desenvolvidos tecnologicamente. (C) A constituição de grandesblocos econômicos regionais se integra ao processo de globalização, que impõe nova ordenação territorial do mundo, caracterizada pela internacionalização da economia. (D) Ao fim da Segunda Guerra, a Europa perdeu a posição de supremacia: o Leste do continente submeteu-se à lide- rança soviética e a Europa Ocidental precisou do apoio norte-americano para se soerguer economicamente. (E) Tem-se verificado a tendência à expansão das fronteiras da União Europeia, onde se consolida, cada vez mais, a interação entre os países-membros. 138. Considere que a motorização de um país constitui um importante indicador para o planejamento dos transportes e da mobilidade urbana. Esse indicador pode ser obtido, por exemplo, com base na relação entre o número de habitantes e o de autoveículos, tal como expresso no gráfico abaixo. Destaque-se o fato de que, quanto menor essa relação, maior a motoriza- ção de um país. Com base no gráfico e em seus conhecimentos, é cor- reto afirmar que a motorização (A) aumentou, discretamente, na Alemanha, graças à estabilidade econômica do país. (B) diminuiu, sensivelmente, no Brasil, em função das altas taxas de juros para o financiamento de au- toveículos. (C) manteve-se alta nos Estados Unidos, no Japão e na França, apesar da reconhecida qualidade do transporte público desses países. 32 (D) diminuiu na Argentina e na Coreia do Sul, em decorrência da recessão econômica que atingiu esses países. (E) manteve-se baixa na Itália, apesar de fortes investimentos na indústria automobilística. 139. A crise da Europa é hoje o maior risco para a economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, referindo-se à tensão entre os bancos e os governos endividados. Disse, ainda, que a China e outros países emergentes com superávit nas contas têm espaço bastante para estimular o consumo interno, aumen- tar as importações e compensar a fraca demanda nas economias desenvolvidas. Para isso, os governos desses paí- ses deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em valorização real das moedas de outros países emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui seu poder de competição no comércio internacional. Rolf Kuntz. O Estado de S.Paulo , 25/9/2011. Com referência às ideias do texto acima, aos temas a ele associados e às estruturas nele empregadas, julgue os itens (A) o texto, a express o a ―países emergentes‖ (l.3) refere-se a nações cujo desempenho econômico é caracteriza- do por ausência de competitividade no mercado internacional e baixa capacidade de produção. (B) A interdependência entre países, como se sabe com a internacionalização da economia chinesa, expressa a ex- pansão de mercados e os avanços da tecnologia da informação e das comunicações, o que propicia o fluxo de capitais e amplia as restrições na integração global. (C) A China diferencia-se dos demais países por seu regime de governo e pelo fato de seu vigoroso crescimento econômico basear-se nas exportações e prescindir de investimentos internos, o que torna seus produtos mais baratos que os produzidos pelos demais países emergentes. (D) Na atualidade, o desenvolvimento da China assenta-se em aparente contradição: a produção para o mercado — inclusive o externo — amplia-se de maneira notável, ao passo que a atuação da iniciativa privada sofre rigoroso embargo. (E) Ao consolidar o capitalismo como sistema econômico tendente à universalização, a Revolução Industrial introdu- ziu o cenário de crise na economia, realidade desconhecida em contextos históricos do passado. 140. Até 1970, a região metropolitana de São Paulo foi a ―Pasárgada‖ brasileira ali se instalaram as principais ind s- trias, com os melhores empregos. Com a crise de 1980 e a interrupção do ciclo de expansão econômica do país, ocorreu uma reestruturação do mercado de trabalho, e o mapa migratório brasileiro começou a apontar para novas direções. L. P. Juttel. Rotas migratórias: norte e centro-oeste, novos polos de migração. In: Ciência e Cultura, v. 59, nº. 4, 2007 (com adaptações). Com relação ao assunto tratado no texto acima, julgue os itens subsequentes identificando as afirmativas certas (C) e erradas (E) . ( ) Verifica-se, na reestruturação da rede urbana brasileira, motivada por fluxos migratórios, o crescimento de cida- des de porte médio que aumentam seu raio de influência. ( ) Apesar de ter representado, no passado, um estímulo à interiorização da população brasileira, o Distrito Federal chegou ao século XXI sem que tivesse sido consolidada uma região metropolitana na região Centro-Oeste. ( ) O fluxo de sulistas em direção à região Norte, em consonância com o avanço da fronteira agrícola, contribuiu para o crescimento da população no campo e, ao mesmo tempo, retardou o processo de urbanização da região. ( ) Em 1973, a crise do petróleo, em decorrência de mais um conflito árabe-israelense, interferiu no ritmo do deno- minado milagre brasileiro, por outro lado deu início a importantes investimentos que lograram mais tarde em im- portantes conquistas no setor energético nacional. ( ) Entre as novas rotas de fluxo populacional, inclui-se a chamada migração de retorno, caracterizada pela saída dos centros urbanos e volta ao campo. Assinale a opção que indica a sequência correta. (A) E C E C C. (B) C E C C C. (C) E E E C C. (D) C C E E C. (E) C E E C E. 141. Nenhum dos integrantes do BRIC aparece entre os 70 países com a melhor infraestrutura do mundo. O Ranking leva em conta dados quantitativos — como o número de linhas telefônicas em relação ao total da população e de cargas transportadas nos portos — e opiniões de 13.000 empresários de todo o mundo. Exemplos recentes comprovam que nem a impressionante taxa de investimento chinesa, equivalente a 44% do PIB, tem livrado o país de gargalos estarrecedores. Na Índia, a lista de problemas é infindável. O país foi protagonista do maior apagão da his- tória, quando, em 2001, mais de 225 milhões de pessoas ficaram no escuro por mais de 12 horas no norte do país e na capital. F. A. Carneiro. Corrida do BRIC. In: Anuário Exame Infraestrutura. São Paulo: Ed. Abril, dez./2010, p. 35 (com adaptações). Tendo como referência inicial o texto apresentado e considerando a amplitude dos temas nele abordados, julgue os itens a seguir assinalando a afirmativa correta. � � (A) O atual cenário econômico da China, resultante das mudanças implementadas por Deng Xiaoping nos anos 1980, corresponde à culminância da experiência maoísta de socialismo radical, dado o rompimento com os padrões vi- gentes na ordem capitalista global contemporânea. 33 (B) Considerada a jóia da Coroa britânica, a Índia tornou-se independente após a Segunda Guerra Mundial, ocasião em que a emergência afro-asiática, possibilitada pela multiplicação de movimentos de libertação nacional, volta- va-se contra o domínio colonial de uma Europa enfraquecida e subordinada à nascente ordem mundial bipolar americano-soviética. (C) BRIC é uma organização formada por países cujo processo de industrialização encontra barreiras para ser im- plementado e que têm o objetivo de ascender ao grupo das maiores economias globais. (D) Em países como China e Índia, o desenvolvimento da legislação trabalhista e previdenciária tem acompanhado a expansão do mercado de trabalho urbano e rural. (E) A trajetória dos países integrantes do BRIC evidencia que há estreita conexão entre crescimento econômico e índiceselevados de desenvolvimento humano. 142. Em 1992, ouvi a fala dos 182 chefes de Estado na Conferência do Rio. E as palavras ditas por todos eles (me- nos o dos Estados Unidos da América) eram: solidariedade e partilha! Se a competitividade continuar nos padrões atuais e se a industrialização acelerada fizer elevar a temperatura média do oceano, com o aumento do dióxido de carbono na alta atmosfera, os países do extremosul da Ásia, compostos de milhares de ilhas, por exemplo, serão submergidos em menos de vinte anos. Segundo a ONU, mais de 25 milhões de pessoas migram para terras menos ameaçadas. As crianças do mundo, representadas nessa conferência por algumas crianças canadenses, diziam: ― s sabemos como salvar o mundo, pois sabemos como compartilhar.‖ Assim, quando a competitividade parece a ponto de destruir a espécie, volta à mente de todos uma única saída: o retorno à solidariedade e à partilha. Rose Marie Muraro. Um mundo novo em gestação. São Paulo: Verus, 2003, p. 50-1 (com adaptações). O fragmento de texto acima alude à morte de determinados modelos de desenvolvimento e à necessidade de novos parâmetros para o desenvolvimento socioeconômico. Em relação aos temas evocados no texto acima, julgue os itens a seguir se certos (C) ou errados (E).. ( ) A acelerada industrialização contemporânea tem promovido a concentração espacial das atividades desse setor, apoiada, fundamentalmente, em fatores locacionais, entre eles, a proximidade dos mercados consumidores. ( ) Um dos efeitos ambientais da utilização de combustíveis fósseis diz respeito ao clima urbano, cujo elemento tem- peratura apresenta elevação, tornando o efeito estufa particularmente mais intenso no meio urbano. ( ) A preocupação das nações com o meio ambiente advém, originariamente, da desigual repartição dos recursos naturais no globo. Devido a esse aspecto geográfico, determinadas nações tornaram-se as mais ricas e as mais desenvolvidas, por que exploram intensamente suas próprias reservas como grandes produtoras e consumido- ras, sem considerarem a importância da preservação ambiental. ( ) A acirrada competitividade que marca, atualmente, o comércio internacional provoca a diminuição da interdepen- dência entre os mercados, alijando grupos de países e de blocos regionais, como o formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRIC. ( ) A migração desencadeada por degradação ambiental ou desastres naturais que alteram as condições de vida de uma população constitui desafio, por ser, potencialmente, causa de conflitos sociais, econômicos e políticos. Assinale a opção que indica a sequência correta. (A) C E C E C. (B) E C C E C. (C) C C E E C. (D) E E C C E. (E) E C E C E. 143. O caráter violento da inserção precoce de crianças e adolescentes no mercado formal e informal de trabalho revela-se em não poucas situações. No campo, a eternização do insulamento no rural faz que eles estejam perma- nentemente disponíveis para os usos e os abusos dos proprietários de terras e em estreita dependência do poder pessoal do turmeiro. O direito de mando, de que se investem tais figuras, inspiradas no modelo patriarcal de organi- zação familiar e societária, é fonte de profundas humilhações e desmoralizações quando as tarefas não são realiza- das conforme padrões de quantidade e qualidade desejadas. Na cidade, as condições não são mais favoráveis. Via de regra, têm de concorrer em condições desiguais com o trabalhador adulto. Fragilizados, suportam, com maior dureza, as condições adversas de trabalho, que marcam as condições de vida da classe trabalhadora brasileira. Paulo Sérgio Pinheiro e Sérgio Adorno. Internet: <www.nevusp.org> (com adaptações). Considerando o texto acima como referência inicial e a multiplicidade de aspectos que ele evoca, julgue os itens se- guintes assinalando se certas (C) ou erradas (E). ( ) Com o surgimento da grande empresa agrícola moderna, áreas no Brasil onde predominavam latifúndios com baixa produtividade assistiram ao desaparecimento dos boias-frias e do trabalho infantil. ( ) No Brasil, o mercado informal da economia, do qual participa a mão de obra infantil, engloba atividades econô- micas relacionadas ao setor terciário, evidenciando o caráter urbano na distribuição da população brasileira. ( ) O incremento da urbanização brasileira, verificado a partir de um rápido processo de industrialização, caracteri- za-se pelo trabalho da população rural em fábricas e pelo trabalho infantil, sendo este necessário para suprir a demanda de mão de obra nos mercados formal e informal de trabalho. ( ) No Brasil, não tendo sido erradicados os problemas das más condições de trabalho e da pobreza, a informalida- de do trabalho no meio urbano, dada a insuficiência de oferta de postos de trabalhos nos setores formais da economia, proporciona à classe trabalhadora brasileira, qualificada e não qualificada, diferentes formas de ocu- pação, o que confirma a existência de um processo de exclusão social. 34 ( ) Infere-se do texto que o modelo de organização familiar e societária adotado pelos proprietários de terra no Bra- sil tem definido o aumento de relações de trabalho baseadas em trabalho não assalariado, a partir da busca da maximização de fatores como quantidade e qualidade. Assinale a opção que indica a sequência correta. (A) E C E C E. (B) E E C C E. (C) C E C E C. (D) C C E E C. (E) E C C E C. GABARITO DA BATERIA FINAL DE EXERCÍCIOS DE GECON - QOAM / 2018 001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 012 013 014 015 016 017 018 019 020 021 022 023 024 025 C B D A A D D E B D B D A E D D E B D B A B A A C 026 027 028 029 030 031 032 033 034 035 036 037 038 039 040 041 041 043 044 045 046 047 048 049 050 B A E E B C A E B A A C A C C D B E D A B E C E C 051 052 053 054 055 056 057 058 059 060 061 062 063 064 065 066 067 068 069 070 071 072 073 074 075 B C C A A B A B E A B E A E D A C A C D C D E A E 076 077 078 079 080 081 082 083 084 085 086 087 088 089 090 091 092 093 094 095 096 097 098 099 100 C C A E C E A B E C C E B B E D A C E E C E B C B 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 132 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 B A C B B A B D C B B C E E E C A C E D E D C D C 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 B D A B A B D E D B E B C C E B E A Revisão QOA 2018 – Prof.: Ricardo Balthazar 1) Analise o mapa. Distribuição de médicos especialistas em pediatria, segundo Unidades da Federação – Brasil, 2013 Considerando-se as regiões brasileiras e a distribuição dos pediatras pelo território nacional, é correto afirmar que ocorre a) semelhante concentração entre as regiões da Amazônia e Centro-Sul. b) maior concentração nos estados da denominada Região Concentrada. c) menor concentração na região Centro-Sul. d) menor concentração nas regiões Sul e Sudeste. e) maior concentração nos estados que constituem a Amazônia Legal. 2) No século XXI, a participação do Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste no PIB brasileiro vem aumentando paulatinamente, o que indica que a região passa por um ciclo de crescimento econômico. Os principais fatores responsáveis por esse fenômeno são: a) investimentos de grandes empresas em empreendimentos voltados para a promoção de economias solidárias e para o desenvolvimento de atividades de pequenos produtores agroextrativistas. b) investimentos públicos em infraestrutura, concessões estatais de créditos e incentivos fiscais a empresas, e o aumento do consumo da população mais pobre, que passa a ter acesso ao crédito. c) investimentos de bancos privados em grandes obras de infraestrutura direcionadas para a transposição do Rio São Francisco e para a melhoria dos sistemas de transporte rodoviário e ferroviário da região. d) investimentos de bancos estrangeiros em empreendimentos voltados para a aquisição de grandes extensões de terras e para a instalação de rede hoteleira nas áreas litorâneas da região. e) incentivos fiscais a economia canavieira da região via Sudene e aumento do fluxo migratório para região agreste estimulando a agricultura de subsistência. 3) Leia o texto e observe a imagem abaixo.Sertão de hoje O sertão não é mais aquele De seca, fome e miséria Agora sertão é Flor, fruta e festa Viva o sertão Viva o Velho Chico Viva a Transposição E viva também Padim Ciço. Cícero:o sertanejo. O poema da literatura de cordel nordestina e a imagem acima evidenciam que a modernidade também chegou à Região Nordeste alterando seu espaço geográfico. Neste contexto, é correto afirmar que a: a) região hoje apresenta elevados índices de crescimento do PIB e excelentes indicadores de desenvolvimento, fato que vem atraindo investidores da iniciativa privada e o poder público, que realiza grandes investimentos em infraestrutura a exemplo da Transposição do Rio São Francisco que beneficiará com a irrigação áreas antes consideradas impróprias para a agricultura. b) região apresenta em toda a sua extensão um verdadeiro canteiro de obras. A construção civil, o mercado imobiliário, infraestrutura de telecomunicações, megafusões comerciais, indústria petroquímica e novos polos industriais são hoje uma realidade, fato que exterminou a pobreza no contexto intraregional. c) região passou de produtor de bens tradicionais a produtor de itens de base tecnológica, como aços especiais, equipamentos para irrigação e softwares, barcos, chips e calçados dentre outros. Tal fato transformou culturalmente a região, eliminando valores antes presentes no cotidiano nordestino como a veneração ao Padre Cícero (Padim Cíço). d) comparação com outras regiões na atual conjuntura comprova que o Nordeste está crescendo mais que as outras regiões brasileiras sendo este crescimento harmônico e permanente, considere-se ainda o fato que é a região onde mais tem crescido o emprego formal inclusive nas áreas agrícolas da zona da mata e do sertão. e) modernidade, incluindo aí a influência da Revolução técnica-científico informacional, provocou um esfacelamento cultural nas tradições da região, em especial nas de origem africana, que praticamente desapareceram a exemplo do candomblé, capoeira e territórios (comunidade quilombolas). 4) O território brasileiro apresenta extremas desigualdades regionais originadas de processos históricos que resultam da confluência a) da dimensão continental do território e da dificuldade de defesa da soberania nacional. b) do estabelecimento de limites político-administrativos e das fronteiras econômicas e demográficas. c) da formação de pequenas propriedades familiares e da produção de diversos gêneros agrícolas. d) da criação de unidades federativas e da disputa entre duas grandes regiões pela hegemonia política. e) da divisão internacional e territorial do trabalho e da formação de um espaço similar a um arquipélago. 5) A GEOPOLÍTICA DO ESTADO Na Amazônia brasileira, o Estado favoreceu a economia urbana para fins geopolíticos. O mais flagrante caso moderno foi a criação de uma área na qual o Estado tentou pela primeira vez introduzir a substituição de importações. Ao conceder incentivos fiscais federais e estaduais à produção empresarial de bens de consumo inéditos ou de produção inexpressiva no Brasil, o Estado teve claro objetivo geopolítico, implantando uma economia industrial em meio a uma região dominada ainda por uma economia mercantil em área pouco povoada e com um passado de disputas. Fonte: BECKER, B. A urbe amazônida. Rio de Janeiro: Garamond, 2013, p. 44. Adaptado. Essa área criada pelo Estado, no final da década de 1960, pertence ao seguinte empreendimento regional: a) Projeto Calha Norte. b) Zona Franca de Manaus. c) Rodovia Transamazônica. d) Programa Grande Carajás. e) Reservas Extrativistas. 6) Leia com atenção: “[...] todo espaço regional é fruto de uma história geológica, geomorfológica, pedológica e hidrológica, modificado por sucessivas formas de atividades antrópicas, às vezes bastante perturbadoras.” (Aziz Ab'Sáber. Escritos ecológicos. São Paulo: Lazuli Editora, 2006. P. 34) Segundo o autor, vários são os processos que formam o espaço regional. A partir do que ele diz, pode-se perceber, nas realidades regionais, que a) numa região tropical, as ações humanas juntamente com os fenômenos geológicos são os principais elementos na constituição do perfil da região. b) ações humanas como a urbanização e a modificação do curso dos rios, por exemplo, somente são importantes na forma de uma região, se forem perturbadoras. c) por serem perturbadoras, especialmente quando mal planejadas, as ações humanas terminam dando o tom principal das características de uma região. d) uma região condensa em suas características a complexidade tanto dos fenômenos naturais, como da produção social do espaço. e) a história dos processos naturais, embora marcada pelos tempos longos da natureza, tem menor importância na determinação dos quadros regionais. 7) A regionalização do território brasileiro, apresentada abaixo demonstra o Brasil com 4 regiões, a saber: (1)Amazônica, (2) Nordeste, (3)Concentrada e (4) Centro- Oeste. Fonte: SANTOS, Milton & SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: Território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. p.308 De acordo com a representação e conhecimentos referentes a regionalização em destaque, assinale a única alternativa incorreta: (A) A região (3) é considerada como a que detêm a maior parte dos recursos financeiro, comercial, industrial e de serviços instalados do país. (B) A região (3 ) agrupa todos os estados da região Sul e Sudeste de acordo com o IBGE. (C) A regionalização em destaque foi baseada nos aspectos físicos, a exemplo da floresta Amazônica na região (1) e o Polígono da Seca na região(2). (D) A região 4, apesar de ter sua base econômica na agropecuária, apresenta uma das maiores produções de gado de corte e produção de soja do país. (E) A região 3 apresenta os maiores centros urbanos brasileiros, detendo a maior população relativa e absoluta no país. 8) Os geógrafos Milton Santos e Maria Laura Silveira propuseram em 2001 a seguinte divisão regional para o território brasileiro: Fonte: SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. Sobre a divisão regional brasileira exposta no mapa, é correto afirmar que: a) devido à complexa realidade territorial do Brasil na atualidade, esta divisão regional leva em consideração, principalmente, a densidade das técnicas e a velocidade da difusão de informações. b) é errônea, pois não respeita a divisão regional estabelecida pelo IBGE em 1970 que distingue as regiões sul e sudeste. c) a Região Nordeste caracteriza-se pela implantação mais consolidada dos dados da ciência, da técnica e da informação. d) a Região da Amazônia caracteriza-se por alta densidade demográfica e atualmente conta com uma densa rede de transportes e comunicação. e) não há diferenças significativas entre a Região Concentrada e a Região Nordeste no que diz respeito às redes de transporte e comunicação. 9) Sobre o assunto abordado na notícia a seguir, analise as seguintes afirmativas: Centenas de palestinos tentam atravessar a fronteira entre Israel e Síria I. O confronto entre israelitas e palestinos envolve questões geopolíticas complexas, relacionadas à posse de territórios. Os palestinos reivindicam um Estado próprio e soberano. II. Os Estados Unidos se posicionam como mediadores de uma possível solução em que Israel possa existir pacificamente com um novo Estado palestino, criado nos territórios da Síria e do Iraque. III. O plano de Partilha da Palestina foi aprovado em 1945, tendo o território judeu sido reconhecido em 1946, quando a criação do Estado da Palestina e do Estado de Israel foi oficialmente instituída. IV. Com a derrota da guerra de 1945, cerca de meio milhão de judeus e palestinos foram obrigados a deixar a terra ondeviviam para se refugiarem na Arábia Saudita e na Síria. Está CORRETO o que se afirma em a) I. b) II. c) I e II. d) III e IV. e) I, II, III e IV. 10) A República Árabe Síria é um país do Oriente Médio com mais de 22 milhões de habitantes e de 185 mil quilômetros quadrados de extensão, grande parte coberta por desertos. Banhada pelo Mar Mediterrâneo tem fronteiras com Turquia, Iraque, Jordânia, Israel e Líbano. Recentemente tem estado na mídia por questões de ordem geopolítica. Sobre essas “questões” é correto AFIRMAR: a) Com cerca de 90% da população muçulmana, a Síria foi colonizada pela França, ganhando a independência em 1946. Apoiadora da política de Israel se envolveu como aliada na Guerra dos Seis Dias, em 1967. b) Localizada no coração do Oriente Médio, a Síria está em guerra civil há mais de dois anos. Sua origem está no descontentamento do povo com o regime de Bashar al-Assad, devido o mesmo ter uma forte aliança com o governo de Barack Obama. c) Sobre a Síria recaem acusações dos Estados Unidos de ajudar grupos terroristas, com destaque para o palestino Hamas e o libanês Hezbollah. d) Diferentemente dos demais países do Oriente Médio, a Síria tem sua economia baseada principalmente na indústria e na agricultura. A exploração de petróleo é quase inexistente. e) A oposição Síria é formada por todos os grupos que desafiam o regime do presidente Bashar al-Assad na guerra civil Síria, onde esses grupos têm apoio de diversos países ocidentais, destacando-se como principal aliado a França. 11) Analise as proposições sobre Israel e Palestina. I. O conflito entre Israel e Palestina começou no século XX, quando os judeus começaram a comprar terras na Palestina. Na década de 30, milhares de judeus já viviam nesta região. II. O primeiro confronto armado entre Israel e Palestina aconteceu em 1967, o que se convencionou chamar de Guerra dos Sete Dias. III. A mais importante tentativa de paz entre Israel e Palestina, durante o século XX, aconteceu em 1993. O acordo foi assinado entre Yasser Arafat, líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), e o primeiro ministro de Israel, Yitzhak Rabin. IV. Em 2000, nova tentativa de paz foi negociada pelos EUA, sem sucesso, dando início à segunda intifada, o levante armado palestino. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 12) Sobre os conflitos étnicos e a questão das nacionalidades, assinale a alternativa correta. a) Os conflitos étnicos da Irlanda têm como principal foco o rompimento da supremacia britânica sobre os irlandeses, dentro da Grã-Bretanha. Neste caso, a Irlanda do Norte e a Irlanda do Sul uniram-se contra ingleses e escoceses. b) Os conflitos étnicos mais recentes, ocorridos na África, opõem as populações tribais locais ao colonizador. Em Angola, por exemplo, as tribos locais uniram-se contra a população de origem portuguesa, o antigo dominador. c) Os conflitos entre árabes e judeus são essencialmente de fundo religioso, alimentando a oposição entre palestinos e judeus. Neste caso, os conflitos por território são apenas secundários tendo, mesmo, deixado de fazer parte da pauta de negociações, na última década. d) A “Questão Basca” envolve a reivindicação dos bascos quanto ao aumento da autonomia política e também cultural, junto ao governo espanhol, bem como uma possível independência do País Basco. e) Os curdos pertencem a uma etnia de origem libanesa, sendo um povo de características raciais e culturais muito homogêneas. Vivem na província do Curdistão, no leste da Turquia e reivindicam maior liberdade religiosa, não se envolvendo em conflitos pela posse de território. 13) Tendo como base os estudos realizados sobre esse conflito que ocorre em território asiático, bem como os conhecimentos sobre aquela região, leia as alternativas abaixo e marque a opção correta. a) No conflito que aconteceu em novembro de 2012, o partido do Al Qaeda, que foi majoritário nas últimas eleições na Palestina, disparou mísseis contra alvos israelenses. b) O Oriente Médio é uma região rica em petróleo. Os Emirados Árabes Unidos são os maiores produtores e exportadores de petróleo e gás natural do planeta. A disputa não afeta a produção desse mineral na região. c) A cidade de Jerusalém, em Israel, é considerada capital religiosa para as três maiores religiões monoteístas do planeta: o judaísmo, o islamismo e o hinduísmo. d) Os conflitos entre Israel e Palestina têm extensas raízes culturais que remontam há vários séculos. Após a proclamação oficial do Estado Israelense, em 1948, os conflitos se acentuaram na região. e) Os conflitos entre israelenses e palestinos, por ser uma disputa local, não afeta o restante das relações internacionais. A ONU já se posicionou sobre o conflito e deixou a cargo das duas nações, somente das duas, a solução para o mesmo. 14) Sobre o contexto geopolítico, apresentado na figura a seguir, é CORRETO afirmar que a) os Estados Unidos da América pretendem reforçar o regime absolutista da Turquia, país que está situado no limite entre a Europa e a Ásia e vem enfrentando uma série de críticas do Mercosul sobre a falta de respeito às liberdades públicas. b) Israel, Arábia Saudita, Síria, Jordânia e Turquia são países aliados militares dos Estados Unidos e promovem, em conjunto, uma geopolítica de enfrentamento ao território Curdo que briga pelo uso das águas dos rios Tigre e Eufrates. c) os países, literalmente referidos na figura, localizam-se no Oriente Médio e possuem grande importância econômica e geoestratégica. Essa região é de grande interesse de potências mundiais, além de apresentar, de forma geral, conflitos religiosos, sociais e territoriais. d) Israel, Arábia Saudita, Síria, Jordânia e Turquia concentram parte das reservas mundiais de petróleo e também de gás natural, razões pelas quais esses países de tradição islamita se unem politicamente contra os Estados Unidos. e) a Jordânia é o único país do Oriente Médio onde a água é foco de disputas e, até, de conflitos militares. Com o crescimento econômico e a expansão da agricultura, esse país vem recebendo apoio incondicional dos Estados Unidos. 15) Observe o texto e o mapa abaixo: Sudão do sul, independente e vulnerável No sábado 9, o mundo ganhou um novo país: o Sudão do Sul. A nação, maior que a Bahia, nasce carregando o título do Estado mais pobre do mundo, onde três dos estimados nove milhões de habitantes precisam de ajuda humanitária para se alimentar e 90% vivem com até 50 centavos de dólar por dia (cerca de 0,80 centavos de reais). Em relação à geografia do novo país, está correto afirmar: a) Localizado na África Austral, as ricas jazidas de ferro e cobre apresentam-se como oportunidades futuras em melhores dias para amenizar o alto índice de miséria existente. b) Localizado entre a África Oriental e Central, e de maioria cristã e animista em oposição ao norte islâmico, o Sudão do Sul vê no petróleo as melhores perspectivas futuras. c) Localizado na África Ocidental, o novo país tem nas áreas de plantation a base da economia exportadora de gêneros tropicais, como cacau e açúcar. d) O conflito étnico entre tutsis e hutus levou a um genocídio nesse novo país da África Oriental, cuja separação em duas partes pareceu ser a única solução possível. e) O novo país de maioria islâmica localiza-se na África Setentrional e o clima mediterrâneo favorece o cultivo de videiras e oliveiras, os principais produtos de exportação. 16) Analise as assertivas abaixo referentes à Caxemira. I. A Caxemira é uma região disputada tanto pela Índia quantopelo Paquistão, em virtude de localizaremse, nessa área, as nascentes dos rios Indo e Ganges, além de outras razões. II. Índia e Paquistão travaram três guerras desde a independência da Inglaterra, em 1947. Duas delas foram por disputas da Caxemira. III. A Índia controla 40% da Caxemira; o Paquistão, um terço; a China, o resto. IV. Os muçulmanos são maioria na região e há 12 anos eles começaram a lutar pelo separatismo, num conflito que já matou mais de 33 mil pessoas. O Paquistão propõe um plebiscito para definir o futuro da área. A Índia prefere a mediação internacional. Estão corretas: a) todas as assertivas b) apenas I e II c) apenas II e III d) apenas III e IV e) apenas I e IV 17) No contexto da revolução técnico-científica, governantes e empresas de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França e Japão, têm estimulado a criação de arranjos territoriais chamados tecnopolos, caracterizados por a) centros tecnológicos de pesquisa e desenvolvimento que apresentam concentração de mão de obra qualificada capaz de gerar novos produtos de alta tecnologia que poderão ser absorvidos pelas indústrias. b) centros tecnológicos de pesquisa e desenvolvimento instalados em fazendas que utilizam ferramentas tradicionais e mão de obra intensiva para realizar estudos que aumentem a produtividade. c) áreas centrais das grandes cidades que apresentam alta concentração de compra e venda de produtos tecnológicos e serviços de manutenção com mão de obra pouco qualificada. d) conjuntos empresariais voltados para a prestação de serviços avançados a distância com o emprego de mão de obra barata adaptada ao uso de sistemas de comunicação e informação. e) áreas centrais das grandes metrópoles que apresentam elevado dinamismo para a recepção de eventos e congressos especializados em biotecnologia e saúde para soluções de demandas em mercados emergentes. 18) No início do século XX, o desenvolvimento industrial das cidades criou as condições necessárias para aquilo que Thomas Gounet denominou “civilização do automóvel”. Nesse contexto, um nome se destacou, o de Henri Ford, cujas indústrias aglutinavam contingentes de trabalhadores maiores que o de pequenas cidades com menos de 10.000 habitantes. O nome de Ford ficou marcado pela forma de organização de trabalho que propôs para a indústria. Com base nos conhecimentos sobre a organização do trabalho nos princípios propostos por Ford, assinale a alternativa correta. a) A organização dos sindicatos de trabalhadores dentro da fábrica transformou-os em colaboradores da empresa. b) A implantação da produção flexível de automóveis garantiu uma variedade de modelos para o consumidor. c) A produção em massa foi substituída pela de pequenos lotes de mercadorias, a fim de evitar estoques de produtos. d) O método de Ford potencializou o parcelamento de tarefas, largamente utilizado por Taylor. e) Para obter ganhos elevados, a organização fordista implicava uma drástica redução dos salários dos trabalhadores. 19) Hu Jintao (dirigente chinês) foi substituído em março de 2013 por Xi Jinping que terá desafios importantes a enfrentar na 2a maior economia do planeta: corrupção, degradação ambiental, desaceleração do crescimento econômico entre outros. Com relação à China, assinale a alternativa CORRETA. a) A abertura econômica transformou a China numa das maiores plataformas de exportação de bens de consumo do mundo. Na atualidade, está entre os principais parceiros comerciais do Brasil, destacando-se em nossa pauta de exportações para esse país, a soja e o minério de ferro. b) A China, apesar de não ser membro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), possui participação importante nas grandes decisões mundiais tendo apoiado os Estados Unidos nos últimos conflitos ocorridos no Norte da África e Oriente Médio. c) Apesar da crescente industrialização, o governo chinês não demonstra preocupação ambiental, visto que sua matriz energética é predominantemente limpa e renovável. d) Recentemente, a China deu total autonomia à região do Tibete, encerrando um longo período de dominação dessa região por Pequim. e) O crescimento chinês iniciou-se com a implantação do “socialismo de mercado” através das Zonas Econômicas Especiais, programa desenvolvido por Mao Tsé-Tung com apoio, na época, dos Estados Unidos e da Ex-URSS. 20) O mapa a seguir apresenta o mais antigo tecnopolo do mundo. A respeito do surgimento das cidades tecnopolos, é INCORRETO af irmar que a) são regiões que concent ram i ndúst r ias de alt a tecnologia, cent ros de pesquisas e inovações tecnológicas abrigando grandes universidades capazes de garantir a formação de novos pesquisadores. b) o Vale do Silício localiza-se na Costa Oeste dos Estados Unidos no Estado da Califór nia. A concentração industrial estr utura-se em tor no da Baía de São Francisco onde foram instaladas centenas de empresas dedicadas à produção de computadores e soft wares de alta tecnologia. c) a cidade de Boston, na Costa Leste dos Estados Unidos, também representa um importante tecnopolo do país. Nessa região além da indústria bélica encontram-se diversas companhias que produzem tecnologia de ponta. d) no Japão, a ilha de Hokkaido abriga os dois maiores tecnopolos do país, Sapporo e Kushiro, especializados em alta tecnologia informacional. e) na Í nd ia , Ba ngalore re pre se nt a u m t e c nopolo e spe cial i z a do e m alt a tecnologia e telecomunicações e é classif icada como uma das dez cidades mais empreendedoras do mundo. 21) Na segunda metade do século XX, o mundo passou a conviver com a chamada “Terceira Revolução Industrial”, fenômeno decorrente da alteração dos meios de produção, em função dos avanços tecnológicos, resultando uma nova plasticidade da dinâmica capitalista. A respeito da denominada “Terceira Revolução Industrial”, sua definição, características e implicações nas relações políticas e sociais, analise as afirmações a seguir. I. Trata-se da consolidação da “Segunda Revolução Industrial”, caracterizada pelo grande investimento e implementação de novas tecnologias, notadamente por fazer cessar o processo de obsolescência de tecnologias verificado no estágio antecedente. II. As contínuas e expressivas transformações tecnológicas desta nova realidade têm determinado maciços investimentos na área de capacitação de pessoal em um processo de demanda contínua por mão de obra cada vez mais qualificada. III. Ocorre em substituição ao esgotamento do sistema fordista, conservando, entretanto, o conceito de produção em série, já que é a única maneira possível de atender a um aumento de demanda sempre crescente em função da globalização da economia. IV. Processo que culminou com expressivos investimentos em pesquisa tecnológica, oferta de incentivos fiscais e de um reordenamento econômico assentado nos ideais de competitividade, redução de custos de produção e distribuição para um mercado cada vez mais global. V. Determinou a adoção de uma produção mais flexível, visando atender a mercados específicos com bens particularizados e, em consequência, na reorganização do espaço industrial. A instalação de unidades industriais em determinada localidade fica vinculada, além de outros aspectos, à localização de outras indústrias fornecedoras de peças, de eventuais incentivos fiscais, de mão de obra qualificada e potencial mercado consumidor. Estão corretas, somente, a) I, II, III e V. b) I, II e IV. c) I, IV e V. d) II, IV e V. e) III, IV e V. 22) Observe a charge a seguir Com base na leitura da charge e nos conhecimentos sobre a conjuntura econômica mundial, pode-se concluir que a) a revolução técnico-científica tem redefinido o mercado de trabalho, esvaziando os setores primário e terciário dos países mais desenvolvidos. b) o crescimento da interdependência econômicaentre os países tem transformado o mundo do trabalho em uma aldeia global. c) a mundialização do consumo de bens industriais tem exigido cada vez mais mão de obra qualificada para atender à demanda mundial. d) as migrações internacionais têm representado a introdução de mão de obra jovem em áreas cuja população se caracteriza pelo envelhecimento. e) a reorganização do espaço industrial no mundo avança com o surgimento de novos países emergentes e as crises de desemprego nos velhos países industriais. 23) Leia o texto a seguir. Segundo a Globalization and World Cities Study Group & Network, atualmente são reconhecidas mais de 50 cidades globais no planeta, divididas em três grupos, por grau de importância, Alfa, Beta e Gama. (Adaptado de: INFOESCOLA. Cidades Globais. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/ cidades- globais.htm>. Acesso em: 23 jun. 2013.) Sobre o conceito de cidade global, assinale a alternativa correta. a) Aplica-se à junção de duas ou mais metrópoles nacionais, com elevado tráfego urbano e aéreo internacionais. b) Aplica-se às cidades em áreas de conurbação com os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta. c) Define-se por cidades que possuem elevados índices de emprego e renda e que atraem imigrantes de várias partes do mundo. d) Refere-se aos centros de decisão e locais geográficos estratégicos, nos quais a economia mundial é planejada e administrada. e) Refere-se a um conjunto de regiões metropolitanas, que formam áreas com maior número de população do planeta. 24) Leia o texto a seguir. O espaço urbano é simultaneamente fragmentado e articulado: cada uma de suas partes mantém relações espaciais com as demais, ainda que de intensidade muito variável. (CORRÊA, R. L. O Espaço Urbano. 4.ed. São Paulo: Ática, 2004. p.7. Série Princípios.) De acordo com Corrêa, os agentes que fazem e refazem a cidade são os seguintes: os proprietários dos meios de produção, sobretudo os grandes industriais, os proprietários fundiários, os promotores imobiliários, o Estado e os grupos sociais excluídos. Com base nos conhecimentos sobre as dinâmicas desses agentes, considere as afirmativas a seguir. I. O Estado Capitalista atua de forma complexa e variável tanto no tempo como no espaço, refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte. II. O que define a renda pré-capitalista da terra é a renda em trabalho promovida pela ocupação dos espaços da periferia urbana pelos grupos sociais excluídos. III. Os promotores imobiliários atuam para prevenir a segregação residencial que ocorre nas cidades, promovendo a função social da terra. IV. Os grandes proprietários industriais e as empresas comerciais atuam sobre o espaço, transformando-o em mercadoria. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 25) “As cidades são o principal local onde se dá a reprodução da força de trabalho. Nem toda melhoria das condições de vida é acessível com melhores salários ou com melhor distribuição de renda. Boas condições de vida dependem, frequentemente, de políticas públicas urbanas - transporte, moradia, saneamento, educação, saúde, lazer, iluminação pública, coleta de lixo, segurança. Ou seja, a cidade não fornece apenas o lugar, o suporte ou o chão para essa reprodução social. Suas características e até mesmo a forma com se realizam fazem a diferença”. Fonte: Revista Fórum, número 73, agosto de 2013. Analisando o texto, marque com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas. ( ) A cidade é um espaço complexo, onde diversos interesses estão em jogo: aqueles que dela necessitam para sua reprodução (os trabalhadores) e aqueles que dela retiram lucro (os capitalistas). ( ) As políticas públicas podem melhorar a vida nas cidades, possibilitando aos que nela vivem uma maior qualidade de vida. ( ) As políticas públicas citadas no texto se distribuem igualmente pelo espaço urbano de acordo com as condições salariais de seus habitantes, sendo a todos acessíveis. ( ) O acesso a bens coletivos urbanos é uma forma de distribuição indireta de renda àquela parcela da população que tem na cidade o espaço de reprodução de sua força de trabalho. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) V F F V b) V V F V c) F F V V d) F V F V e) V F V V 26) Um olhar recente sobre o comportamento do processo de urbanização na América Latina permite afirmar que: a) em torno de 80% da população vive em áreas urbanas e apresenta cinco megacidades com mais de cinco milhões de habitantes: Cidade do México, Buenos Aires, Brasília, São Paulo e Montevidéu. b) a grande oferta de moradias verificada na última década, resultante de políticas governamentais e empreendimentos privados da construção civil, praticamente eliminou o déficit habitacional, estabelecendo um equilíbrio entre demanda e oferta nesse setor. c) o acelerado crescimento econômico do Brasil, verificado na última década, acelerou, também, a taxa de urbanização, a redução do nível de pobreza e a desigualdade econômica, colocando-o entre os primeiros países na igualdade de distribuição de renda, ao lado de Guatemala, Argentina e Uruguai. d) nas últimas décadas, o crescimento demográfico tem se apresentado mais lento. Reduziram, também, o ritmo de crescimento da aglomeração nas grandes metrópoles e o deslocamento do campo para a cidade. e) o desenvolvimento sustentável das cidades acompanha a sensível melhoria da qualidade de vida da população, a eliminação da pobreza e da desigualdade e a redução da violência. 27) Leia o texto seguinte: Com base no texto e no conhecimento sobre a América Latina, considere as afirmativas a seguir: 1. O êxodo migratório do campo para a cidade tem perdido força na maioria dos países da América Latina. As migrações são agora mais complexas e se produzem fundamentalmente, entre cidades. Também são relevantes os movimentos entre os centros das cidades e suas periferias. 2. Atualmente, a evolução demográfica das cidades da América Latina é oriunda do aumento considerável da taxa de natalidade. Os altos índices de fecundidade, em muitos países dessa região, aumentam consideravelmente o crescimento natural e, consequentemente, a segregação social e espacial, mecanismos que tendem a reforçar-se mutuamente. 3. A América Latina é uma região pobre em fontes renováveis de água doce. Por essa razão, algumas áreas, especialmente zonas áridas e semiáridas da Venezuela, América Central e Região Platina, sofrem uma escassez estacional que é acentuada com baixas precipitações de chuva, fato que agrava, nesses lugares, os círculos viciosos de pobreza. 4. Em períodos mais recentes, a expansão física das cidades da América Latina e o seu desenvolvimento econômico têm propiciado o aparecimento de novas expressões urbanas sobre o território e consolidado fenômenos, como as conurbações, as áreas metropolitanas, as megarregiões e os corredores urbanos. Essa concentração de população significa, também, concentração de pobreza. Estão CORRETAS a) 1 e 3. b) 1 e 4. c) 2 e 4. d) 1, 2 e 3. e) 2, 3 e 4. 28) Tendências globais em fecundidade A população mundial ultrapassou os 7 bilhões e está projetada para alcançar 9 bilhões até 2050. Em termos gerais, o crescimento populacional é maior nos países mais pobres, onde as preferências de fecundidade são mais altas, onde os governos carecem de recursos para atender à crescente demanda por serviços e infraestrutura, onde o crescimento dos empregos não está acompanhando o número de pessoas que entram para a força de trabalho e onde muitos grupos populacionais enfrentam grandesdificuldades no acesso à informação e aos serviços de planejamento familiar. Fonte: Population Reference Bureau, 2011. Com base no texto, é CORRETO afirmar que a) as taxas de nascimento da população mundial têm declinado vagarosamente, contudo há grandes disparidades entre as regiões mais e menos desenvolvidas, como na África Subsaariana, onde as mulheres têm três vezes mais filhos, em média, que as das regiões mais desenvolvidas do mundo. b) a pobreza, a desigualdade de gênero e as pressões sociais revelam acesso desigual aos meios de prevenção à gravidez, mas não são consideradas nos índices demográficos como indicadores da persistente alta da taxa de fecundidade no mundo em desenvolvimento. c) o aumento do uso de contraceptivos é consideravelmente responsável pelo aumento das taxas de fecundidade nos países desenvolvidos. Globalmente, cerca de quatro mulheres escolarizadas, sexualmente ativas e na idade reprodutiva não adotam o planejamento familiar. d) a taxa de fecundidade total é uma medida mais direta do nível de longevidade que a taxa bruta de natalidade, uma vez que se refere ao envelhecimento da população feminina. Esse indicador mostra o potencial das mudanças de gênero nos países. e) uma média de cinco filhos por mulher é considerada a taxa de substituição de uma população, provocando uma relativa instabilidade em termos de números absolutos. Taxas acima de cinco filhos indicam população crescendo em tamanho cuja idade média está em ascensão. 29) O número de habitantes de uma cidade, estado ou país pode ser determinada através de censo ou recenseamento, que é a contagem direta da população, e que no Brasil se faz através do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada dez anos, sendo o último realizado em 2010. Com base nos resultados do último censo é correto afirmarmos: a) Houve um acréscimo de quase 23 milhões de habitantes urbanos que resultou no aumento do grau de urbanização, que passou de 81,2% em 2000, para 84,4% em 2010. Esse incremento foi causado pelo próprio crescimento vegetativo nas áreas rurais, além das migrações urbana/rural. b) Percebe-se o alargamento do topo do gráfico etário, onde pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010. c) As maiores taxas médias geométricas de crescimento anual foram observadas nas regiões Sudeste (2,09%) e Sul (1,91%), onde a componente migratória e a maior fecundidade contribuíram para o crescimento diferencial. d) Os dados mostram ainda um país com estrutura etária mais Jovem, com mais pessoas se declarando brancas e pretas os dois grupos chegaram a 43,1% e 7,6% da população, respectivamente e proporcionalmente com um contingente maior de Homens. e) Segundo o estudo, o fator mais importante para a redução do nível de crescimento da população é a queda da entrada de emigrantes, que vem diminuindo desde a década de 1970. 30) População brasileira cresce 0,9% entre 2012 e 2013 A população brasileira cresceu 0,9%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste ano, o Brasil tem 201,03 milhões, ou seja, 1,79 milhão a mais do que no ano passado (199,24 milhões). O crescimento é menor do que o observado entre 2011 e 2012, que havia sido 0,93%. Segundo o pesquisador do IBGE Gabriel Borges, a tendência é que o ritmo de crescimento da população caia até 2042, ano em que a população brasileira para de crescer. “A população vai crescendo, cada vez menos, até 2042, quando começa a diminuir”. Disponível em: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/08/populacaobrasileira-cresce-09-entre-2012-e-2013. Acesso em: 09 setembro de 2013. Indique a alternativa que não representa uma tendência demográfica para o Brasil nas próximas duas décadas: a) Diminuição da população absoluta. b) Aumento da expectativa de vida da população. c) Diminuição das taxa de natalidade e mortalidade. d) Aumento do percentual de idosos sobre o total da população. e) Diminuição do percentual de jovens sobre o total da população. 31) Especialista propõe redefinir conceito de idoso Condições de vida e de saúde mudaram desde a criação do Estatuto do Idoso, que completa 10 anos em outubro. “A definição de população idosa ficou velha?” Quem levanta a questão é a demógrafa Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela propõe redefinir o conceito na Lei n.o 10.741/2003, o Estatuto do Idoso, que completa 10 anos em outubro e, há uma década, estipulou como população idosa, para diversos fins, quem tem 60 anos de idade ou mais. “Em 1994, a esperança de vida ao nascer da população brasileira foi estimada em 68,1 anos. Entre 1994 e 2011, este indicador aumentou 6 anos, alcançando 74,1. Isso tem sido acompanhado por uma melhoria das condições de saúde física, cognitiva e mental da população idosa, bem como de sua participação social. Em 2011, 57,2% dos homens de 60 a 64 anos participavam das atividades econômicas”, destaca a pesquisadora. (www.ipea.gov.br. Adaptado.) A redefinição do conceito de idoso é uma proposta que responde às mudanças encontradas nos setores público e privado, diretamente associados com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. É característica que contribui para este cenário: a) o exercício pleno da manipulação genética, selecionando desde a metade do século XX apenas os indivíduos portadores dos genes da longevidade. b) a mudança no padrão de consumo do brasileiro, que a partir de 1994 eliminou o consumo de alimentos industrializados e incentivou a compra de artigos esportivos. c) o estabelecimento de benefícios públicos, como a instituição de meia-entrada e o transporte público gratuito para a população idosa. d) a dificuldade de uma aposentadoria segura, obrigando as pessoas a participarem das atividades econômicas até os 64 anos. e) o acesso crescente a serviços de educação e saúde, condição que amplia as informações sobre o bem-estar da população e evita mortes precoces pela falta de tratamento. 32) A ocupação do território brasileiro pela população se dá de modo bastante irregular. É bastante visível o contraste existente entre a fachada litorânea, onde se encontra a maioria da população, e o interior do país, fracamente povoado. Sobre a distribuição geográfica da população no Brasil, é correto afirmar que a) uma das razões fundamentais que explicam a elevada concentração da população brasileira junto ao litoral é a condição do país como ex-colônia de exploração, pois isso gerou uma dependência econômica e criou a necessidade de contato com o mundo exterior. b) grande número das metrópoles no Brasil não se localizam próximas do litoral, mas a população dessas cidades representa pequena concentração da população total do país, mantendo irregular a distribuição da população. c) as regiões Nordeste, Sudeste e Sul ocupam a maior parte do território brasileiro e, mesmo assim, não concentram a maior parte da população do país. d) existem grandes áreas nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, que constituem imensos vazios demográficos, mas a população absoluta nos estados que compõem estas regiões é elevada. e) a concentração das principais atividades econômicas do país, como agricultura e indústria, se dá no interior do território, mas isso não tem sido suficiente para afastar a população do litoral. 33) Analise o gráfico a seguir. A partir do século XVIII, com a evolução e o desenvolvimento do capitalismo, o crescimento demográfico deixou de ser visto como um fator negativo e passou a ser estudado como elemento positivo, visto que, com o aumento do número de pessoas, haveria também mais consumidores. Em meio a esse contexto social e econômico, o economista inglês Thomas Robert Malthus formulou e publicou sua teoriademográfica. De acordo com a teoria malthusiana e com o gráfico que a representa, considere as afirmativas a seguir. I.Atualmente,asprevisõesdeMalthusseconcretizaram,jáque,noúltimoséculo,apopulaçãoduplicou a cada 25 anos e a produção de alimentos não acompanhou esse crescimento, o que é confirmado pelo aumento da fome no mundo. II. Malthus afirmava que o aumento das áreas cultivadas com alimentos era limitado e que, por outro lado, a população cresceria sem parar. Como consequência, ocorreria fome devido à falta de alimentos para abastecer essa crescente população. III. Malthus afirmava que o crescimento da população ocorria em um ritmo muito mais acelerado que o crescimento da produção de alimentos. Segundo ele, a população crescia em progressão geométrica e tenderia a duplicar a cada 25 anos, enquanto a produção de alimentos crescia em progressão aritmética. IV. Thomas Malthus, além de economista, era Pastor da Igreja Anglicana, que era contrária à utilização de métodos anticoncepcionais, por isso propunha que só tivessem filhos aquelas pessoas que possuíssem terras cultiváveis. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 34) Observe as pirâmides a seguir e responda as duas próximas questões. (Disponível em: <http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/04/30/idade4.jpg>. Acesso em: 13 jul. 2013.) Com base na evolução da pirâmide etária no Brasil em 1960, 2000 e 2010 e nos conhecimentos sobre dinâmica populacional, considere as afirmativas a seguir. I. A transição demográfica brasileira está se concretizando na atualidade devido às altas taxas de natalidade e de fecundidade da população. II. A pirâmide de 1960 apresenta um aspecto triangular, indicando que o percentual de jovens no conjunto da população era alto nessa década. III. O envelhecimento de uma população representa a diminuição proporcional da população mais jovem do país, por isso, na pirâmide de 2010, a diferença da base para o topo foi reduzida. IV. Os dados revelam a necessidade de maior investimento das políticas públicas nos setores da previdência e da saúde pública voltados para a terceira idade. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Gabarito 1) B 2) B 3) A 4) E 5) C 6) D 7) C 8) A 9) A 10) C 11) B 12) D 13) D 14) C 15) B 16) A 17) A 18) D 19) A 20) D 21) D 22) E 23) D 24) B 25) B 26) D 27) B 28) A 29) B 30) A 31) E 32) A 33) D 34) E H I S T Ó R I A Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 1 Turma Máster 2018 PRIMEIRA BATERIA – ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA 01) O Modelo Imperial requeria, portanto, um elemento essencial à sua execução, as forças armadas, sem as quais não haveria, evidentemente, qualquer conquista, porque todas eram realizadas pelo fio da espada. Então, ao se falar em modelo imperial, subentende-se o exercício pleno do poder militar. Grandes operações militares já se faziam entre os antigos, todas de caráter eminentemente terrestre. A primeira vez em que aparece o elemento naval em grande escala foi (A) da tentativa, três vezes encetada, do império persa para dominar a Grécia, durante a segunda metade do século VaC. (B) quando se conseguiu construir navios capazes de suportar o fogo dos canhões. (C) após o desenvolvimento do corvo, um elemento que facilitou as operações de combate naval na Antiguidade. (D) determinada pela possibilidade de se operar septrremes. (E) em “um ataque da Ásia sobre a Europa”. 02) Temístocles, o grande chefe grego, decidira levar sua esquadra para o istmo de Corinto, cerca de 300 navios de guerra. Os persas, além do seu exército, até então vitorioso nas campanhas das Guerras Médicas, contavam ainda com uma força naval de cerca de 800 navios. Restavam aos gregos duas opções: a resistência no istmo de Corinto ou o emprego decisivo de sua esquadra. Como foi o desfecho desta Guerra? (A) Depois de convencer aos demais líderes, Temístocles conseguiu reunir a esquadra grega em local adequado, no golfo de Salônica, junto à ilha de Delos. (B) Atraídos os persas para o golfo de Salônica, deu-se a famosa Batalha de Salamina, que redundou em grande e memorável vitória dos gregos. (C) Bastante inferiores em número, os persas tiveram uma ampla vantagem no emprego perfeito das técnicas e táticas de combate naval. (D) A atuação de Temístocles na formação de uma esquadra para enfrentar os persas só foi decisiva pela participação de Platéia como general. (E) A batalha de Salamina foi decisiva no mar, no entanto, acabou mal aproveitada pelos gregos. 03) Dispersa a frota inimiga, obtiveram os gregos a superioridade no mar. Sem possibilidade de receber o apoio logístico de que precisava, o exército persa viu-se forçado à retirada. Permaneceu no território helênico apenas uma força terrestre de cerca de 50 mil homens, que foi batida em Platéia, cerca de 60 quilômetros a noroeste de Atenas, em 479 aC. Sobre os gregos, marque abaixo uma afirmativa INCORRETA (A) Na mesma ocasião de 479, em Micale, nas costas da Ásia Menor, os gregos destruíram o resto da esquadra persa, numa “batalha naval” em terra. (B) Essa campanha [Guerras Médicas] foi decidida nas batalhas terrestres. (C) Dentro do modelo imperial, os persas fizeram uma campanha com íntimas conexões entre o exército e a marinha. (D) Foi posto à prova, pela primeira vez na História, em grande escala, o valor de uma força naval para operação de larga envergadura. (E) Na ameaça persa, o mar foi capital. Era elemento imprescindível para a vitória e foi decisivo para a derrota. 04) A luta entre Cartago, potência marítima de primeira ordem dentro do Mediterrâneo, e Roma, que se afirmava como potência terrestre em plena expansão continental, teve como causa primordial das chamadas “guerras púnicas” a rivalidade comercial marítima. Identifique abaixo as afirmativas com sendo certas ou erradas e marque a única opção correta. ( ) No séc. IIaC, já Cartago, antiga colônia fenícia no norte da África, exercia intensa atividade comercial marítima no mar Mediterrâneo. ( ) No séc. IIaC, os gregos haviam acabado de conquistar a península itálica, englobando em seu novo território político as cidades do sul da “bota” italiana. Eles eram excelentes soldados de terra, que em sucessivas campanhas dilataram o que mais tarde formou o Império Grego. ( ) Vendo a expansão romana, Cartago logo pressionou os gregos da Sicília, produtores de trigo, a fim de manter essa ilha sob sua tutela, antes que Roma se apoderasse dela. A ameaça cartaginesa, entretanto, gerou a grande crise que se iniciou em 264aC e que só terminou após três guerras sucessivas, com o arrasamento da cidade de Cartago em 146aC. (A) C C C (B) C E C (C) E C C (D) C C C (E) E E E Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 2 Turma Máster 2018 05) Sendo a ilha da Sicília o pivô da disputa com Roma, a guerra a ser travada tinha que ser marítima e Cartago tinha a vantagem. Com sua poderosa e adestrada marinha, os cartagineses punham sua capital a salvo das investidas romanas, enquanto interditavam o comércio marítimo de Roma e pilhavam suas costas. Só restava aos romanos qual alternativa? (A) Se aliar aos gregos da península Helênica para enfrentar Cartago. (B) Se afastar da Sicília e buscar outras áreas de atuação. (C) Contratar exércitos mercenários para atacar Cartago. (D) Buscar auxílio no Egito, após afragmentação de Alexandre. (E) Se transformar em nação marítima. 06) A segunda Guerra Púnica, realizada entre 218-202aC, foi eminentemente terrestre, na qual o gênio cartaginês de Aníbal soube fazer uma potência de tradição marítima como Cartago levar Roma quase à rendição por meio de uma campanha terrestre partida da Espanha, colônia cartaginesa, portanto (A) ela foi de aniquilamento de Roma, como desejava Catão. (B) a segunda guerra púnica nada acrescentou de importante ao problema do poderio marítimo. (C) os romanos arrasaram Cartago, após uma heroica resistência. (D) as guerras púnicas não tiveram um acentuado motivo econômico. (E) evidencia o cuidado de Cartago em afastar Roma de suas áreas de influência. 07) As diversas disputas internas, que haviam de durar 100 anos, encontraram um ponto final no caso do triunvirato Otávio - Marco Antônio - Lépido. Afastado o último, restavam Otávio no Ocidente e Marco Antônio no Oriente, este de amores com a soberana do Egito, Cleópatra. Otávio partiu contra Marco Antônio, então na Grécia, e as forças mediram-se (A) ao largo do golfo Ambraciano, na grande Batalha de Ácio, em 31 aC. (B) entre os exércitos de Agripa, e os navios de Marco Antônio, em 60aC. (C) na formação do Segundo Triunvirato, em 45aC. (D) quando os navios de Agripa, mais ágeis e manobreiros do que os de Marco Antônio, venceram a batalha da Grécia em 60aC. (E) na disputa de poder que resultou na formação da República Romana. 08) Mesmo após a descoberta da rota marítima para o Oriente, contornando o continente africano, o comércio mediterrâneo se manteve, embora em declínio, constituindo grande preocupação para Veneza e outras cidades italianas que o monopolizavam. No Atlântico, os empreendimentos náuticos foram de caráter diverso. Durante a Idade Média já se realizavam viagens costeiras entre o mar Mediterrâneo e o norte da Europa, com fins comerciais. A Guerra dos Cem Anos provocou qual fato do ponto de vista marítimo? (A) Ela ativou particularmente o comércio marítimo atlântico, em face da conflagração nos territórios continentais. (B) Ela impediu o comércio que era exercido entre a Ásia e a Europa, via Mediterrâneo. (C) Ela foi responsável pela morte de milhares de soldados nos territórios continentais, provocando o declínio populacional da Europa. (D) Do ponto de vista marítimo, a Guerra dos Cem Anos afetou apenas o mar do Norte, notadamente o canal da Mancha. (E) Desviou as correntes mercantis que trafegavam no Mediterrâneo para o Pacífico. 09) No Império Romano do Oriente, fatos marcantes ocorreram em plena Idade Média e tiveram profunda significação em termos navais nas constantes tentativas de desintegração daquele remanescente império. Desta vez, entretanto, a ameaça vinha dos árabes que (A) fizeram diversas investidas, por mar e por terra, até a invenção do fogo grego, aparecido em 677. (B) realizaram uma “guerra santa” contra os cristãos à Leste, na Ásia. (C) impuseram sua vontade a partir de ações políticas contra o comércio cristão no Atlântico. (D) construíram diversas rotas de comércio triangular entre o norte da África, os arquipélagos atlânticos e o mar Vermelho. (E) desenvolveram uma tenaz perseguição aos comerciantes islâmicos e sarracenos. 10) O fim da Idade Média é marcado por importantes invenções, estando entre elas, quanto à arte da navegação, (A) a caravela, embarcação de altos bordos inventada em 1520. (B) o canhão, desenvolvido pelos italianos de Gênova e Veneza. (C) a introdução da bússola na Europa do século XIII (D) os castelos, de proa e popa. (E) a pólvora, trazida do oriente por Marco Polo. Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 3 Turma Máster 2018 11) Sitiada diversas vezes no correr dos séculos seguintes por árabes e turcos, Constantinopla sustentou a luta e permaneceu fora do alcance dos estrangeiros que pretendiam dominá-la. Ela, contudo, que salvara a civilização cristã do Ocidente, obstando o avanço de seus inimigos, veio a ser, por ironia da História, pilhada barbaramente pela (A) terceira cruzada (chamada dos Reis), em1300. (B) quarta cruzada (cristã), de 1204. (C) primeira cruzada (chamada dos Nobres), em1096. (D) segunda cruzada (militar), que conquistou Jerusalém em1096. (E) quarta cruzada (comercial), em 1094. 12) NETO (2015), in Atlântico: A história de um oceano, conta que os gregos conferiram ao ponto extremo do mar Mediterrâneo o nome de Colunas de Hércules em alusão ao seu herói mitológico e que aquele território Ocidental era uma área temida por todos os povos da Antiguidade, no entanto, o primeiro povo a se distinguir na navegação entre Leste e Oeste no Mediterrâneo foi (A) o fenício. (B) o grego. (C) o egípcio. (D) o romano. (E) o mesopotâmio. 13) NETO (2015), As embarcações fenícias, conquanto desenhadas para as viagens mediterrânicas, lograram vencer distâncias maiores, por meio da navegação costeira, e levar seus passageiros a vasculhar as águas oceânicas. A nós pode parecer que para marinheiros desse quilate a navegação transgibraltana tenha sido algo óbvio, fácil, mas não, pois a entrada em águas desconhecidas não se fez sem grandes riscos. A partir de quando a presença fenícia no Atlântico já pode ser confirmada? (A) Após o início da era Cristã. (B) No século XIII a.C. (C) Meados do século VII a.C. (D) Após a fundação da cidade de Tiro. (E) Antes do surgimento de Cartago. 14) Segundo NETO (2015), qual afirmativa abaixo sobre os fenícios está INCORRETA? (A) A escassez de terras agriculturáveis na costa libanesa, sua pátria original, levou os fenícios a se fazerem ao mar. (B) Como estabelecimento comercial fenício, a única prova concreta é da presença desse povo comerciante marítimo na costa Leste do Mediterrâneo. (C) O crescimento populacional posterior às invasões dos Povos do Mar levou os fenícios na direção do mar. (D) Inicialmente os fenícios se fizeram atravessadores, posteriormente fundaram feitorias e, por fim, estabeleceram povoamentos em todo o Mediterrâneo. (E) As oportunidades apresentadas pelo comércio marítimo levaram os fenícios a se lançarem ao mar. 15) NETO (2015) afirma que, dentre as urbanidades surgidas das trocas além-mar, Tartessos foi a maior e mais famosa e, diante da demanda das civilizações mediterrânicas por estanho, os tartéssios estabeleceram contatos comerciais ao longo de toda a costa europeia do Atlântico, desde sua Andaluzia natal até as ilhas britânicas: na Idade do Bronze, metais oriundos da Inglaterra, de Gales, da Cornualha e mesmo da Irlanda foram transportados até o sul da Espanha, o que indica (A) a existência de rotas comerciais bem estabelecidas. (B) haver comércio somente com a porção Oriental do Mediterrâneo. (C) que os fenícios não se estabeleceram além das Colunas de Hércules. (D) haver comercio somente de metais. (E) haver comércio somente com a porção Ocidental do Mediterrâneo. 16) NETO (2015) esclarece que por volta do século VI a.C., Tartessos foi conquistada pelos fenícios, que além de navegarem para o Norte também o fizeram na direção Sul, junto a costa da África, até, aproximadamente, (A) a África do Sul. (B) as Ilhas Canárias. (C) a Costa da Guiné. (D) o Congo. (E) Angola. Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 4 Turma Máster 2018 17) NETO (2015) informa que o historiador grego Heródoto visitou o Egito “por volta de 450 a.C., apenas um século depois dos eventos do fim da XXVI Dinastia”, e o monarca referido no texto, Necau, reinou entre 610 e 595 a.C. Essa dinastia, chamada saíta, foi marcada, entre outras coisas, pela ampliação do comércio marítimo, majoritariamente tocado por marinheiros gregos contratados. Heródoto também faz menção a uma possível viagem fenícia de (A) transporte de metais preciosos entre as atuais Américas e o mar Mediterrâneo. (B) abastecimento dos navios em águas do atual Japão, devido as características linguísticas apresentadas nos textos.(C) expansão comercial marítima até a atual Coréia. (D) circum-navegação, tendo os fenícios partido do mar Vermelho, contornado a África e entrado pelo mar Mediterrâneo. (E) abastecimento dos navios em águas da atual China, devido as características apresentadas nos produtos comercializados. 18) Um dos registros de viagens atlânticas mais fascinante que sobreviveram é o Périplo de Hano, o navegador, empreendido por volta de 500 a.C. Segundo NETO (2015), as fontes para o conhecimento dessa expedição são fragmentadas: imortalizada em placas, foi posteriormente citada por autores gregos e latinos em seus textos sobre geografia e história. Onde se encontravam as placas descritivas dessa viagem? (A) Num templo em Cartago. (B) Nas lápides das tumbas no Egito. (C) Em um navio afundado no Pacífico. (D) no palácio de um rei saudita. (E) Em um navio enterrado na costa Leste africana. 19) Norma Musco Mendes, no livro Atlântico: A história de um oceano, informa que o Império Romano foi, sobretudo, um império marítimo, visto que para o controle das suas partes, o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, eram os espaços estratégicos fundamentais de comunicação. Roma, segundo a autora, absorveu a experiência da tradição fenício-púnica, etrusca e grega em relação à navegação pelo Mediterrâneo e pelo Atlântico, acrescida do conhecimento proveniente dos périplos terrestres e marítimos. O que permitiu a Roma alcançar essa qualidade foi (A) os conhecimentos de astrologia fenícios. (B) as tábuas solares de Akenaton dos egípcios. (C) a introdução de técnicas de construção naval céltica e germânica. (D) as runas de navegação dos vikings. (E) os textos místicos de Chipre. 20) MENDES (2015), afirma que a preocupação com os mares esteve sempre presente na política expansionista romana desde o início do período republicano, possivelmente como herança das atividades dos etruscos pelo mar Tirreno. Em 311 a.C. foram criados dois grupos navais comandados por duoviri navalles, e já nessa época se registra a fundação de colônias marítimas. As batalhas navais durante qual(ais) guerra(s) concederam à República o domínio do Mediterrâneo? (A) As Guerras Púnicas. (B) As Guerras Médicas. (C) As Guerras Civis. (D) A Guerra do Primeiro Triunvirato. (E) A Guerra de Roma. 21) Em MENDES (2015), encontramos a última grande batalha naval da Antiguidade, que ocorreu em (A) Ácio, onde após diversas batalhas terrestres, Marco Antonio foi derrotado e Otávio Augusto se tornou imperador. (B) Salamina, onde as forças navais de Otávio venceram as forças navais de Júlio César, que deram fim ao Primeiro Triunvirato. (C) Cambises, onde a força naval comandada pelo Almirante Agripa venceu a força naval que estava sob serviço de Marco Antonio. (D) Actium, onde as forças de Marco Antônio e Cleópatra foram vencidas e Otávio, como triúnviro, iniciou o processo de criação do sistema político do Principado. (E) Salônica, onde após vários dias de batalhas navais sangrentas, as forças rebeldes de Marco Antonio foram vencidas, dando início ao período Imperial de Roma. Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 5 Turma Máster 2018 22) Durante o Principado foram evidentes os esforços para o desenvolvimento de um poder marítimo, sem o qual Roma não teria conseguido o controle das áreas anexadas, MENDES (2015). Nesse sentido, basta citar qual fato abaixo relatado? (A) O início das operações imperiais contra a pirataria no Mediterrâneo feitas pelo General Pompeu. (B) A busca de novos mercados para os produtos da indústria romana. (C) A luta por novas terras e áreas produtivas para o Império obtidas nas guerras contra Cartago. (D) A criação pelo Império de uma marinha destina unicamente às operações no Atlântico. (E) A criação por Otávio Augusto de uma marinha imperial para o policiamento dos mares. 23) MENDES (2015) afirma que o período que se estende da fundação da República, em 509 a.C. ao estabelecimento do Principado, em 27 a.C., presenciou a transformação do Estado romano em um império, ou seja, a passagem de Roma de uma pólis clássica para uma cosmópolis. O mundo romano ao longo desses processos vivenciou uma série de mudanças relacionadas aos processos de contato com as comunidades vizinhas, com a expansão da intervenção romana nas distintas comunidades, revoltas, guerras de conquista e, por fim, a anexação territorial. Que transformação foi essa vivida por Roma entre a República e o Império? (A) Ela mudou de uma sociedade latina para uma sociedade saxônica. (B) Roma abandonou suas características rurais e passou a ter características urbanas. (C) A transformação foi de uma sociedade presa exclusivamente a terra em uma comunidade marítima. (D) Foi uma lenta e gradativa mudança de uma sociedade pacífica em uma militarizada. (E) A maior mudança ocorreu com o abandono das antigas tradições para uma religião monoteísta como controle social. 24) De acordo com MENDES (2015), os estudos da área atlântica do Império Romano têm crescido nos últimos anos em decorrência das abordagens interdisciplinares marcadas pelo diálogo entre a história e a arqueologia náutica e subaquática. No tocante à península Ibérica, a conquista romana começou com a (A) Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.), quando Cipião foi vencido. (B) conquista de Lisboa, tomada dos árabes dando início ao desenvolvimento comercial da região. (C) fundação de Madri, onde as legiões romanas tiveram sucesso em todas as batalhas. (D) formação do Império, após as batalhas de Queronéia e Basiléia. (E) Batalha de Actium, após a vitória de Marco Antonio contra o Triunvirato. 25) MENDES (2015) relata que o primeiro choque entre romanos e lusitanos foi em 194 a.C., na região da Beira interior, cujo acirramento é representado pelas campanhas, entre 147 e 140 a.C., contra Viriato, líder de um exército formado talvez por uma confederação de tribos. Na guerra contra Viriato os romanos usaram duas táticas, uma por terra, através da região das atuais províncias de Badajós e Cáceres, e outra por mar, pela costa do Algarve. O que representa este fato histórico para Roma? (A) O fim das guerras que envolveram Roma no Atlântico. (B) O início do período do Principado. (C) Foi a primeira vez que os romanos se aventuraram pelo Atlântico. (D) O início do período do Império. (E) A formação da República e início das aventuras romanas nos oceanos. 26) Em MENDES (2015) encontramos que as rotas marítimas romanas eram complementadas pelo transporte fluvial formado pelos principais rios do Noroeste da península Ibérica — Minho, Douro, Tejo, Guadiana e Guadalquivir. Essas áreas fluviais deixaram evidente o uso de um sistema de transporte misto, que fazia a conexão de quais dois sistemas? (A) O Atlântico e o Continental. (B) O Urbano e o Rural. (C) O Militar e o Civil. (D) O Norte com o Sul. (E) O Leste com o Oeste 27) MENDES (2015) afirma que apesar de o transporte fluvial ter sido mais seguro, o marítimo continuou sendo, na época romana, o (A) único possível na direção Oeste. (B) mais barato e rápido. (C) menos viável de ser executado. (D) mais caro, devido às inseguranças. (E) único possível na direção Leste Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 6 Turma Máster 2018 28) MENDES (2015), informa que os rios ibéricos atuavam como corredores para o acesso ao oceano Atlântico e, consequentemente, os seus estuários se constituíram em locais estratégicos para a interface dos sistemas de navegação fluvial e marítima. Nos estuários dos rios já havia assentamentos permanentes pré-romanos, estimulados pelas condições de segurança que permitiam o embarque e o desembarque de mercadorias e a comunicação com as regiões do interior. Logo, Olisipo (Lisboa) se transformou, ao longo do domínio romano, num centro do sistema marítimo da costa Oeste da Ibéria, pois (A) não haviam portos usuais nas demais áreas do Mediterrâneo. (B) o estuáriodo Tejo fornecia as embarcações segurança, acesso e comunicação com o interior peninsular. (C) era o único porto que permitia, naquela época, acesso marítimo à península Ibérica. (D) as características da cidade faziam do estuário do Tejo uma área fortificada e impossível às invasões. (E) as mercadorias provenientes do lado Oeste do Atlântico eram facilmente distribuídas da costa Leste. CORREÇÃO DO 9º SIMULADO GABARITO DA PRIMEIRA BATERIA 01 – E 02 – B 03 – B 04 – B 05 – E 06 – B 07 – A 08 – A 09 – A 10 – C 11 – B 12 – A 13 – C 14 – B 15 – A 16 – B 17 – D 18 – A 19 – C 20 – A 21 – D 22 – E 23 – C 24 – A 25 – C 26 – A 27 – B 28 – B Prof. Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO 7 Turma Máster 2018 SEGUNDA BATERIA – IDADE MODERNA 01) A Batalha de Lepanto é uma das poucas ações navais importantes que não estava ligada a alguma campanha terrestre, com objetivos puramente marítimos. Outro exemplo que encontramos na História é o caso das batalhas navais entre (A) a Inglaterra e Holanda no século XVII. (B) a França e a Inglaterra no século XIV. (C) a França e Portugal no século XVI. (D) a Espanha e Portugal no século XVI. (E) a Holanda e Portugal no século XVII. 02) O aparecimento da pólvora veio dar novas dimensões à guerra e criou na mente dos homens pacíficos um grande temor, muito semelhante, guardadas as devidas proporções, com o que hoje se observa em relação às armas nucleares. As primeiras armas chamadas de fogo foram os canhões; só muito depois é que surgiram as armas portáteis. Na marinha, o canhão forçou lentamente o abandono do navio a remos que, embora mais manobreiro que o navio a vela, (A) consumia muito mais combustível. (B) não podia conduzir o mesmo número de canhões. (C) era mais lento por ocasião das batalhas navais. (D) era muito grande e lento. (E) não podia atingir todos os pontos do mar Mediterrâneo. 03) Nos fins do século XIII, o uso da bússola já estava generalizado na Europa, juntamente com outros instrumentos de navegação da época como o astrolábio e a balestilha, que davam ao navegador um seguro conhecimento de sua latitude, no entanto, (A) não ajudaram no desenvolvimento econômico da Europa. (B) o único meio de conhecimento da longitude era pelo caminho percorrido e com grande margem de erro. (C) forneciam mais ainda as informações de longitude e com precisão. (D) eram de difícil utilização devido ao tamanho e a necessidade de vários homens para operá-los. (E) era completamente impossível se determinar a longitude. 04) Coube aos portugueses o papel principal do grande espetáculo dos descobrimentos marítimos do século XV. Suas primeiras navegações foram feitas empregando-se navios como a barca e o barinel, no entanto, o navio mais característico dessa época foi (A) a nau. (B) o submarino. (C) a corveta. (D) a fragata. (E) a caravela. 05) Muitas histórias fantásticas corriam na Idade Média a amedrontar os que se aventurassem “pela grandeza do mar oceano”, isto é, pelo Atlântico: animais monstruosos, capazes de devorar um navio inteiro, sereias, que atraíam com seu canto os navegantes para junto dos rochedos, algas (sargaços) gigantescas que imobilizavam os navios e faziam morrer de sede e fome seus ocupantes, etc. Algumas dessas lendas (A) eram inventadas a partir de fatos religiosos e não influíam na navegação. (B) remontavam à Antiguidade e os mecanismos protecionistas. (C) fizeram com o comércio se dinamizasse, pela necessidade de se aumentar o volume de navios em operação. (D) foram responsáveis pelo abandono completo da navegação no Atlântico. (E) medievais não influenciaram as cabeças dos homens na Idade Moderna. 06) No capítulo da abertura do mar, o primeiro lugar cabe indiscutivelmente aos portugueses. Foram eles que durante mais de 200 anos abriram novos caminhos, exploraram novas fontes de riquezas e descobriram novas terras. Como foram realizadas as navegações portuguesas? (A) Foram fruto de fatores diversos e o acaso, características do período medieval. (B) Elas se desenrolaram com caráter de continuidade e, muitas vezes, com planos preestabelecidos. (C) Foram realizadas sob administração e orientação da Igreja, confirmando os aspectos medievais de Portugal. (D) Elas foram realizadas de acordo com a demanda do Estado, levando em consideração apenas as questões políticas. (E) Baseada apenas em questões comerciais, as navegações portuguesas não tiveram impacto social em Portugal. Prof Vagner Souza História Militar-Naval Módulo 5 - REVISÃO - 8 - Turma Máster 2018 07) Após a conquista de Ceuta, em 1415, o Infante d. Henrique instalou-se no promontório de Sagres, transformando sua residência num ponto de reunião de geógrafos, navegadores, astrônomos e outros indivíduos dedicados à ciência. Qual foi o papel principal de D. Henrique? (A) Ter sido o maior navegador da história de Portugal. (B) Ter financiado todas as expedições navais que ocorreram no século XIV. (C) Ter levado a todos os reinos europeus a ideia de desenvolvimento comercial marítimo. (D) Ter sido o condutor da política marítima portuguesa no início das grandes navegações. (E) Ter construído o único aparato marítimo europeu do século XV. 08) Ano após ano, partiam os nautas portugueses (e também de outras nacionalidades a serviço de Portugal) pelas costas africanas, “por mares nunca dantes navegados”, aumentando sempre os conhecimentos náuticos dos lusitanos. A primeira parte das conquistas portuguesas se concretizou em (A) 1500, quando Vasco da Gama descobriu o caminho para as Américas. (B) 1498, quando Pedro A. Cabral localizou a passagem sul do continente africano. (C) 1488, quando Bartolomeu Dias descobriu o extremo sul da África. (D) 1500, quando Pedro A. Cabral descobriu o Brasil. (E) 1515, quando Portugal tomou a cidade de Ormuz na Índia. 09) O governo lusitano ficou estupefato e contrariado quando, em 1493, Colombo, de volta à Espanha, passa por Lisboa anunciando que havia chegado às Índias. A Viagem de Cristóvão Colombo era relativamente simples: partindo do pressuposto de que a Terra era redonda, as Índias poderiam ser atingidas navegando-se para o ocidente em vez do oriente. Por que Portugal não aceitou esta via de acesso às Índias? (A) Não havia recursos em Portugal para se realizar grandes navegações atlânticas. (B) Era notório que esta rota era impossível de ser realizada. (C) Havia, entre todas as nações europeias, uma repulsa pelas Américas. (D) Não interessava a Portugal abandonar uma norma que vinha seguindo havia meio século. (E) Os recursos portugueses eram regulados pela Igreja, que não tinha interesses na América. 10) Colombo desconhecia a existência de um vasto continente entre a Europa e as Índias; imaginava a distância entre a Europa e a Ásia pelo ocidente muito menor do que realmente é. Durante a viagem, teve que mentir para as guarnições rebeladas, dizendo que ainda não haviam percorrido o caminho previsto. Colombo calculava com razoável aproximação o diâmetro da Terra, isso devido a(o) (A) a falta de conhecimentos de matemática entre os navegadores europeus. (B) inexistência de instrumentos que indicassem a Latitude. (C) mudança constante da posição dos astros, dificultando os cálculos. (D) característica das embarcações utilizadas pelos espanhóis, todas de construção árabe. (E) desconhecimento que havia na época sobre os cálculos de Longitude. 11) A viagem de Colombo que, à primeira vista, parecia colocar por terra todos os planos portugueses, fez com que este país recorresse imediatamente ao Papa para defesa de suas pretensões. O acordo inicial não agradou ao governo português, porque (A) a divisão, hábil do ponto de vista político, não tentava evitar um conflito entre duas importantes nações da cristandade. (B) atendia aos clamores de Portugal desagradando à Espanha, terra natal do Papa Alexandre VI. (C) não dividiu entre