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Aspectos Psicossociais na 
Segunda Infância 
Desenvolvimento Humano I 
Rodrigo Luis Souza Silva 
Brincar: a principal atividade da 
segunda infância 
 • É um tema a se levar muito a sério; 
 
• Embora o brincar possa não parecer servir a um 
propósito óbvio, ele tem funções importantes no 
momento e no longo prazo; 
 
• O brincar é importante para o desenvolvimento 
saudável do corpo e do cérebro. 
 
 
Brincar 
• Permite que as crianças envolvam-se com o 
mundo à volta delas, usem sua imaginação, 
descubram formas flexíveis de usar objetos e 
solucionar problemas e preparem-se para papéis 
adultos. 
 
 
 
Brincar 
• As crianças estimulam os sentidos, exercitam os 
músculos, coordenam a visão com o movimento, 
obtêm domínio sobre seus corpos, tomam 
decisões e adquirem novas habilidades. 
Brincar 
• As crianças precisam de muito tempo para 
brincadeiras exploratórias livres. 
 
• Hoje, muitos pais expõem crianças pequenas a 
vídeos e brinquedos com orientação acadêmica. 
 
Fases do brincar 
• As brincadeiras físicas começam na 1ª infância com 
movimentos rítmicos aparentemente sem objetivo. 
 
• À medida que as habilidades motoras grossas se 
aprimoram, exercitam seus músculos correndo, 
pulando, saltando e arremessando objetos. 
 
• Ao final desse período e no 
início da terceira infância, brincadeiras impetuosas 
envolvendo luta, chutes e perseguição tornam-se 
mais comuns, especialmente entre meninos 
 
Níveis cognitivos do Brincar (Smilansky 
1968 ) 
• Jogo funcional: práticas repetidas de 
movimentos musculares largos (rolar bola); 
• Jogo construtivo: uso de objetos para fazer 
coisas( desenho com um lápis); 
• Jogo dramático: faz de conta envolvendo 
objetos (combinação de cognição, emoção, 
linguagem e comportamento sensório-motor.) 
associada à competência social e linguística 
• Jogos formais com regras: amarelinha, pique 
bandeira, passa anel, etc. 
 
 
A dimensão social do brincar 
 • Quando a criança fica mais velha, seus jogos 
tendem a se tornarem mais sociais – isto é, mais 
interativos e mais cooperativos. 
 
A princípio as crianças brincam sozinhas, depois 
ao lado de outras crianças e finalmente juntas. 
 
Gênero- brincar 
• A segregação sexual é comum entre crianças em 
idade pré-escolar e torna-se ainda mais 
predominante na terceira infância; 
 
• A identificação de gênero e o reforço do 
adulto pareçam influenciar as diferenças de 
gênero no brincar, a influência do grupo pode ser 
mais poderosa. 
 
 
Cultura- brincar 
• Os valores culturais afetam os ambientes lúdicos 
que os adultos constroem para as crianças e esses 
ambientes por sua vez afetam a frequência de 
formas específicas de brincar entre culturas; 
 
• Estudo coreano x americanos : 
Escolas americanas: encorajam o pensamento 
independente, envolvimento ativo na 
aprendizagem, atividades colaborativas. 
Escolas coreanas: enfatizava o desenvolvimento de 
habilidades escolares e a realização de tarefas 
 
 
Parentalidade 
• À medida que a criança cresce e se assume 
como pessoa, sua educação poderá ser um 
complexo desafio; 
• Os pais deverão lidar 
com pequenos indivíduos que possuem 
mentes e vontades independentes; 
 
 
 
Formas de disciplina 
• Disciplina refere-se aos métodos de moldar o 
caráter e ensinar autocontrole e comportamento 
aceitável. 
 
• Quais as formas de disciplina que funcionam 
melhor? 
 
 
Reforço X Punição 
• “ Você é um rapaz muito inteligente e esforçado! 
Parabéns por ter estudado e conquistado uma 
nota boa na matéria que você considera difícil!” 
 
• “Olha aqui, estude direito, porque se você tirar 
nota baixa vai ficar de castigo!” 
Reforço 
• Qualquer que seja o reforço, a criança deve vê- 
-lo como uma recompensa e deve recebê-lo de 
modo razoavelmente coerente depois de apresentar 
o comportamento desejado. 
 
• Eventualmente, o comportamento deve fornecer 
um reforço interno: uma 
sensação de prazer ou de realização. 
 
• Os pais às vezes punem os filhos para acabar com 
um comportamento indesejável, mas geralmente 
eles aprendem mais com um reforço para o bom 
comportamento 
 
 
Punição 
• Há ocasiões, entretanto, em que a punição, tal como o 
isolamento ou a negação de privilégios, 
é necessária. 
 
• Às vezes, a criança é intencionalmente desafiadora. Em tais 
situações, a 
punição, se for coerente, imediata e nitidamente associada à 
ofensa, poderá ser eficaz. 
 
• Deverá ser 
administrada com calma, em particular e com o intuito de 
induzir obediência, e não culpa. É mais 
eficiente quando acompanhada por uma breve e simples 
explicação 
 
 
 
Punição severa 
• Crianças que são punidas severamente e 
frequentemente podem ter problemas para 
interpretar as ações e palavras das outras 
pessoas; 
• Elas podem ver intenções hostis onde não 
existe; 
• Podem agir com agressividade; 
• Podem se tornar extremamente passivas por se 
sentirem desamparadas; 
• Podem ficar amedrontadas se os pais perdem o 
controle e podem eventualmente tentar evitar 
um pai punitivo, destruindo a capacidade do pai 
de influenciar comportamento 
 
 
Castigo corporal 
• “o uso da força física com a intenção de causar 
dor na criança, e não ferimentos, de modo a 
corrigir ou controlar o comportamento infantil” 
(Straus,1994, p. 4) 
 
• Uma série crescente de evidências de estudos 
transversais e longitudinais sugere que ele é 
frequentemente contraproducente (produz 
resultado oposto ao esperado) e deve ser evitado 
 
 
Castigo corporal 
• Além do risco de ferimento, as crianças 
que sofrem castigo corporal podem não 
conseguir internalizar mensagens morais; 
 
• Desenvolvem relacionamentos de pai e filho 
pobres, e apresentam agressividade física ou 
comportamento antissocial aumentados; 
 
• Associado negativamente ao desenvolvimento 
cognitivo 
 
Reforço e punições ideias 
• Recomenda-se reforço positivo para encorajar 
comportamentos desejados e repreensões 
verbais, castigos (isolamento breve para dar à 
criança uma chance de se acalmar), ou retirada 
de privilégios para desencorajar 
comportamentos indesejados – todos dentro de 
um relacionamento de pais e 
filhos amoroso, positivo e sustentador. 
 
Técnicas indutivas 
• Visam encorajar o comportamento desejável ou a 
desencorajar o comportamento indesejável por 
meio da argumentação com uma criança. 
 
Elas incluem estabelecer limites, demonstrar as 
consequências lógicas de uma ação, explicar, 
discutir, negociar e obter ideias da criança sobre 
o que é justo. 
 
 Excelente para desenvolver a empatia ( ex: 
roubar uma bala) 
 
Afirmação de poder/ retirada de amor 
• A afirmação de poder visa interromper ou 
desencorajar comportamento indesejável por 
meio 
da aplicação física ou verbal do controle 
parental; 
• A retirada do amor pode incluir ignorar, 
isolar ou mostrar desagrado por uma criança. 
 
Nenhuma dessas é tão eficaz quanto o raciocínio 
indutivo na maioria das 
circunstâncias, e ambas podem ser prejudiciais 
 
• Para a criança aceitar a mensagem, ela tem de 
reconhecê-la como apropriada; 
• portanto, os pais precisam ser justos e precisos, além 
de objetivos e coerentes sobre suas expectativas. 
• Precisam adequar a disciplina à travessura e ao 
temperamento e nível cognitivo e emocional da 
criança. 
 
 
Estilos de parentalidade 
• A parentalidade autoritária: enfatiza o 
controle e a obediência sem questionamentos. 
• Os pais autoritários tentam fazer a criança se 
conformar a um padrão estabelecido de 
conduta, punindo-a arbitrariamente e com rigor 
se ela violar esse padrão. 
• São mais impessoais e menos carinhosos que os 
outros pais. 
• Os filhos tendem a ser mais descontentes, 
retraídos e desconfiados. 
 
Estilos de parentalidade 
• A parentalidade permissiva enfatiza a 
autoexpressão e a autorregulação. 
• Pais permissivos fazem poucas exigências e 
permitem que os filhos monitorem suas próprias 
atividades tanto quanto possível.• Quando precisam criar regras, explicam os 
motivos para eles. Consultam as crianças sobre 
decisões e raramente punem. 
• São carinhosos, não controladores e não 
exigentes. 
• Filhos tendem a ser imaturos – apresentam 
muito pouco autocontrole e pouca 
curiosidade exploratória. 
 
Estilo de parentalidade 
• A parentalidade democrática enfatiza a 
individualidade da criança, embora também 
imponha restrições sociais. 
 
• Pais democráticos confiam em sua capacidade de 
orientar os filhos, mas também respeitam as 
decisões independentes, os interesses, as opiniões e 
a personalidade da crian- 
ça. 
• São amorosos e tolerantes, mas também exigem 
bom comportamento e são firmes para manter 
padrões. 
 
Parentalidade democrática 
• Eles impõem punições limitadas e criteriosas 
quando necessário, dentro do contexto de 
um relacionamento carinhoso e apoiador. 
• Eles dão preferência à disciplina indutiva, 
explicando o raciocínio por trás de sua posição e 
encorajando o diálogo. 
• Seus filhos se sentem seguros em saber tanto que 
são amados quanto o que se espera deles. 
• As crianças tendem a ser as mais autoconfiantes, 
autocontroladas, autoafirmativas, exploradoras e 
satisfeitas. 
 
Referências 
• PAPALIA, E. Diane; FELDMAN, Ruth, Duskin. 
Desenvolvimento Humano. 12ª ed. São 
Paulo: Mc Graw Hill, 2013

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