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ISABELI ROCHA DE ANDRADE
ESÔFAGO
ANATOMIA
É um tubo muscular, elástico e deformável, de 25 a 30 cm de comprimento (de acordo com
o Sobotta). Se inicia a 15 cm da fileira anterior dos dentes, totalizando 40 cm (arcada
dentária+esôfago). Diâmetro de 2 cm.
O esôfago se inicia na 6ª vértebra cervical e termina na altura da 10ª vértebra torácica.
Devido a presença de estruturas adjacentes, o esôfago se apresenta estreitado em três
locais:
1. Constrição faringoesofágica (constrição
superior) → é o ponto mais estreito, em repouso essa
constrição está fechada, e este fechamento é
assegurado por um esfíncter verdadeiro.
2. Constrição bronco aórtica (constrição média) →
é estreitado pelo brônquio principal esquerdo e pelo
arco da aorta.
3. Contrição diafragmática (constrição inferior) →
não é esfíncter verdadeiro, a oclusão é realizada
funcionalmente por meio de uma oclusão
angiomuscular por expansão.
*Nas constrições pode haver a retenção de corpos estranhos deglutidos (ex: espinhas de
peixes), queimaduras também podem provocar grandes lesões nas constrições.
ANATOMIA FUNCIONAL
➢ Esfíncter Superior do Esôfago (ESE) –tônica-mantida e sustentada (núcleo ambíguo do
nervo vago)
➢ Corpo esofágico (Esôfago Tubular)-fásica -contração e relaxamento periódicos-
amplitude da onda 60-140 mmhg
➢ Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE)-tônica-mantida e sustentada
➢ 3-4 cm –tônus de repouso- atividade miogênica intrínseca
➢ Relaxamento- Peptídeo vasoativo intestinal-ácido nitroso ( inibitórios)
➢ Relaxamento transitórios- intermitente independente da deglutição
ISABELI ROCHA DE ANDRADE
HISTOLOGIA
Epitélio escamoso estratificado.
1. Terço superior → musculatura estriada
2. Terço médio (corpo esofágico) → zona de transição (músculo estriado + músculo
liso)
3. Terço distal (esôfago distal) → musculatura lisa
4 camadas do esôfago: mucosa, submucosa, muscular e adventícia.
FUNÇÃO
Atua no transporte de alimentos da faringe para o estômago.
DEGLUTIÇÃO
➢ Ondas Peristálticas Primária-Onda propulsiva - 8 segundos- (clareamento +)-
DEGLUTIÇÃO
➢Ondas Peristálticas Secundárias- Primária-Onda propulsiva -DISTENSÃO DO
ESÔFAGO-Clareamento do refluxo-
➢Ondas Terciárias –Patológicas-Ondas não propulsivas (clareamento -)Sem função
fisiológica conhecida-Associada a alterações motoras do esôfago
MECANISMO DE FECHAMENTO
Esfíncter superior do esôfago → Na constrição faringoesofágica, fibras musculares
circulares do músculo constritor inferior da faringe e fibras musculares circulares do
esôfago, juntamente com o plexo venoso da submucosa do esôfago, formam um esfíncter
verdadeiro (esfíncter superior do esôfago). O plexo venoso garante a vedação do esôfago
aos gases, cuja abertura, por exemplo, se manifesta de modo audível durante as
eructações.
Esfíncter inferior → não há um esfíncter verdadeiro, desse modo, o fechamento é
funcionalmente realizado por meio de vários mecanismo:
- Fechamento angiomuscular por extensão → em condições fisiológicas o esôfago se
encontra sob uma forte tensão longitudinal elástico, isso significa que, em repouso,
ele está fechado nas partes cervical e abdominal, e apenas ligeiramente dilatado na
parte torácica. As fibras musculares da túnica muscular sob contração ou tensão
longitudinal proporcionam um fechamento em rosca no estado fisiológico. O alimento
é transportado por ondas peristálticas: a tensão longitudinal é localmente reduzida
devido a chegada de uma onda peristáltica, o que significa que a musculatura
longitudinal se contrai, fazendo com que a luz seja aberta para que os alimentos
possam passar.
- Plexo venoso esofágico na submucosa→ atua como uma estrutura de tecido erétil e,
entre outros, proporciona a vedação à prova de gases.
ISABELI ROCHA DE ANDRADE
*Pregas da mucosa no ângulo de His → impede o refluxo do conteúdo gástrico.
*Pressão basal é de 20- 30
OBSERVAÇÃO
- Quando os mecanismos de fechamento da região inferior do esôfago falham,
ocorre um refluxo de suco gástrico ácido no esôfago, o que provoca uma
inflamação da mucosa (esofagite de refluxo). As consequências podem ser um
esôfago de Barrett e uma degeneração maligna (carcinoma esofágico). Uma
possível causa é a estabilização defeituosa no hiato esofágico, com
afrouxamento da parede do esôfago. Isso significa que a parte abdominal e
também partes do estômago podem entrar na cavidade torácica através do hiato
esofágico (hérnia de hiato). Isso promove o desencadeamento do refluxo, no qual o
suco gástrico, de natureza ácida, pode lesionar a mucosa do esôfago.
- Além disso, podem ocorrer dilatações (divertículos), formadas por todas as camadas
da parede do esôfago, em vários locais:
• Os mais comuns são os divertículos de Zenker (70%). Estes divertículos
passam pelo triângulo de Killian da parte laríngea da faringe (ou hipofaringe)
e são considerados erroneamente como divertículos esofágicos. A causa é
um afrouxamento defeituoso do músculo constritor inferior da faringe e,
portanto, do esfíncter superior do esôfago.
ARTÉRIA
O esôfago não possui artérias próprias, mas é suprido pelos vasos circunjacentes:
- Parte Cervical: ramos esofágicos da artéria
tireoidiana inferior.
- Parte Torácica: ramos esofágicos da parte
torácica da aorta e das artérias intercostais direitas.
- Parte Abdominal: ramos esofágicos da artéria
gástrica e da artéria frênica inferior.
*Por não possuir artérias próprias, a cirurgia do esôfago é
considerada desafiadora.
VEIA
O sangue venoso flui através de fortes plexos venosos, presentes na submucosa, e na
túnica adventícia. Estes plexos venosos também fazem parte do fechamento angiomuscular
ISABELI ROCHA DE ANDRADE
por extensão na região inferior do esôfago. A drenagem ocorre através das veias
esofágicas:
- Parte Cervical: para a veia tireóidea inferior.
- Parte Torácica: na veia ázigo/veia hemiázigo.
- Parte Abdominal: através das veias gástricas direita e esquerda, as quais
mantém conexões com o sistema da veia porta do fígado e, portanto, podem atuar
como anastomoses portocavas.
*A bifurcação traqueal parece ser uma referência na drenagem venosa do esôfago:
- Acima da bifurcação o sangue é drenado cranialmente.
- Abaixo da bifurcação, a drenagem ocorre caudalmente.
DRENAGEM LINFÁTICA
A linfa é drenada para os linfonodos locais do esôfago (linfonodos justa esofágicos), que
conduzem a linfa de acordo com os respectivos segmentos:
- Parte Cervical: através de linfonodos cervicais profundos para o tronco jugular.
- Parte Torácica: linfonodos paratraqueais, linfonodos traqueobronquiais e
linfonodos mediastinais posteriores para o tronco broncomediastinal
- Parte Abdominal: através de linfonodos gástricos e linfonodos frênicos
inferiores para os troncos intestinais e lombares.
RESUMO DA IRRIGAÇÃO E DRENAGEM DO ESÔFAGO
OBSERVAÇÃO
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INERVAÇÃO
O esôfago apresenta um sistema nervoso entérico, de funcionamento autônomo, que é
modulo pelas divisões parassimpática e simpática do sistema nervoso autônomo.
- A divisão parassimpática estimula o peristaltismo e a secreção das glândulas
- A divisão simpática inibe ambos os processos (peristaltismo e secreção das
glândulas).
A inervação parassimpática é fornecida superiormente através do nervo laríngeo recorrente,
e nos segmentos torácico e abdominal através do nervo vago. Abaixo da bifurcação da
traqueia, ambos os troncos do nervo vago se tornam adjacentes ao esôfago e formam na
túnica adventícia o plexo esofágico, o qual na região distal dá origem aos troncos vagais
anterior e posterior. Ambos os troncos, juntamente com o esôfago, passam pelo hiato
esofágico do diafragma. Devido à rotação do estômago, o nervo vago esquerdo se
posiciona na face anterior do estômago, enquanto o nervo vago direito se posiciona na face
posterior do estômago.
A inervação simpática consiste em fibras simpáticas pós-ganglionares derivadas dos
gânglios cervicais, craniais e torácicos superiores do tronco simpático (2o.-5o.).
Informações aferentes sensitivas, principalmente estímulos de tensão e de dor, são
conduzidos para o SNC atravésdo nervo vago.
EXAMES
Raio x contrastado de esôfago-estômago-duodeno(EED)
- Ao utilizar contraste eu sei que horas chega no estômago
- Avalia a propulsão do esofago (indiretamente)
- Se o esôfago não tem propulsão adequada ocorre um acúmulo de contraste
- Avalia se o esôfago está dilatado e se está alongado/tortuoso.
- Exame com cada vez mais restrições, indo para casos específicos
*se o esfíncter não relaxa, o contraste fica contido.
esofagogram = raio x só do esofago
ENDOSCOPIA
- Avalia a mucosa do esôfago
*Na maioria dos pacientes com refluxo a endoscopia é normal, o diagnóstico é
majoritariamente clínico.
- Ondas patológicas(ondas terciárias- quando não ocorre a propulsão adequada) →
alterações nos exames, pode ter restos alimentares, observar uma discreta
dilatação, irritação/inflamação na mucosa(esofagite por uma estase alimentar)
Ecoendoscopia
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- Consegue avaliar a parede interior
- Avaliar neoplasia
- Diz quanto que acomete a mucosa, se há invasão para outras camada
Esofagomanometria
- Avaliar a pressão basal e relaxamento do esfíncter
- Se há contração fisiológica e efetiva
- Se há relaxamento
esofagometria de alta resolução
Manometria é o padrão ouro para encontrar alterações motoras no esofago
pHmetria
- Avaliar o ph
- Associar se os sintomas são decorrentes do refluxo gastroesofágico
- Avaliar a frequência dos episódios
Impedância phmetria
- avaliar se é líquido ou gasoso
- se é ácido, não ácido, alcalino
Tomografia não é pedida primariamente, e sim para complementar
ISABELI ROCHA DE ANDRADE
REFERÊNCIAS
Sobotta anatomia clínica, 6.1 Coração| Jens Waschke, Tobias M. Böckers, Friedrich
Paulsen; tradução Diego Alcoba,https://www.evolution.com.br/epubreader/9788535285574

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