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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Sumário 
Tecido epitelial ............................................................................................................................ 5 
Tecido conjuntivo ........................................................................................................................ 7 
Sistema tegumentar.................................................................................................................. 10 
Pele ........................................................................................................................................... 11 
Hipoderme (tela subcutânea) ................................................................................................... 13 
Anexos da pele ......................................................................................................................... 13 
Sistema linfático ........................................................................................................................ 13 
Conceitos importantes .............................................................................................................. 15 
Topografia do sistema linfático................................................................................................. 15 
Cicatrização e reparo tecidual .................................................................................................. 20 
Cicatrização primária, secundária e terciária ........................................................................... 21 
Fases da cicatrização ............................................................................................................... 22 
Fatores que interferem na cicatrização .................................................................................... 24 
Distúrbios da cicatrização ......................................................................................................... 25 
Quadro - Diferenças principais entre cicatriz hipertrófica e queloidiana ................................. 27 
Lipoaspiração e lipoescultura ................................................................................................... 27 
Lipodistrofia localizada ............................................................................................................. 28 
Cirurgia plástica ........................................................................................................................ 30 
Lipoaspiração e lipoescultura ................................................................................................... 30 
Histórico .................................................................................................................................... 32 
Quadro – Histórico da lipoaspiração ........................................................................................ 33 
Indicações para a lipoaspiração ............................................................................................... 34 
Cuidados para a realização da lipoaspiração .......................................................................... 34 
Técnicas cirúrgicas ................................................................................................................... 36 
Trauma cirúrgico ....................................................................................................................... 40 
Cuidados pós-operatórios ........................................................................................................ 41 
Complicações ........................................................................................................................... 44 
Resultados ................................................................................................................................ 47 
Disfunções decorrentes e avaliação pré e pós-operatória ....................................................... 48 
Edema ....................................................................................................................................... 49 
Linfedema ................................................................................................................................. 50 
Seroma ..................................................................................................................................... 52 
Equimose .................................................................................................................................. 53 
Hematoma ................................................................................................................................ 53 
Dor ............................................................................................................................................ 54 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Fibroses e aderências teciduais ............................................................................................... 54 
Alterações de sensibilidade ...................................................................................................... 55 
Avaliação físico-funcional em lipoaspirações .......................................................................... 56 
Dados de Identificação do paciente ......................................................................................... 56 
Anamnese ................................................................................................................................. 56 
Exame físico ............................................................................................................................. 59 
Figura - Perimetria corporal ..................................................................................................... 61 
Objetivos e conduta terapêutica ............................................................................................... 62 
Protocolo de avaliação físico-funcional pré-operatória ............................................................ 63 
História ginecológica e obstétrica (pacientes do sexo feminino) ............................................. 65 
Tratamentos estéticos anteriores ............................................................................................. 65 
Sinais clínicos ........................................................................................................................... 66 
Flacidez muscular ..................................................................................................................... 67 
Fibro edema geloide ................................................................................................................. 67 
Gordura localizada (assinalar locais) ....................................................................................... 68 
Objetivos do tratamento e conduta pré-cirúrgica: .................................................................... 69 
Avaliação fisioterapêutica pós-operatória ................................................................................ 70 
Protocolo de avaliação físico-funcional pós-operatória ........................................................... 71 
História cirúrgica ....................................................................................................................... 72 
Sinais clínicos ........................................................................................................................... 72 
Objetivos do tratamento e conduta pós-cirúrgica: ................................................................... 73 
Assistência fisioterapêutica no pós-operatório de lipoaspirações ........................................... 73 
Orientações de posicionamento e cuidados gerais .................................................................73 
 Uso do modelador compressivo........................................................................................ 74 
 Banho ................................................................................................................................ 75 
Dor ............................................................................................................................................ 75 
Hematomas/ equimoses/ seromas ........................................................................................... 76 
 Fibroses, nódulos ou áreas endurecidas .......................................................................... 76 
 Exposição solar ................................................................................................................. 76 
 Curativos ........................................................................................................................... 76 
 Pontos e secreções ........................................................................................................... 77 
 Alimentação ....................................................................................................................... 77 
 Frequência e volume urinário ........................................................................................... 77 
 Atividades físicas em geral................................................................................................ 77 
 Roupas e calçados ............................................................................................................ 78 
 Evolução ............................................................................................................................ 78 
 
 
 
 
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Recursos eletroterapêuticos ..................................................................................................... 78 
Eletroanalgesia ......................................................................................................................... 79 
TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) ................................................................. 79 
Corrente interferencial .............................................................................................................. 80 
Microcorrentes (MENS – Micro electro neuro stimulation) ...................................................... 80 
Corrente galvânica ................................................................................................................... 81 
Corrente russa (CR) ................................................................................................................. 82 
Ultrassom terapêutico (U.S) ..................................................................................................... 84 
Laser ......................................................................................................................................... 87 
Recursos térmicos .................................................................................................................... 88 
Calor ......................................................................................................................................... 88 
Frio (crioterapia) ....................................................................................................................... 89 
Recursos manuais .................................................................................................................... 90 
Drenagem linfática manual (DLM) ............................................................................................ 91 
Massagem clássica .................................................................................................................. 95 
Liberação tecidual funcional (LTF) ........................................................................................... 97 
Massagem cicatricial ................................................................................................................ 98 
Pressoterapia ............................................................................................................................ 99 
Dermotonia ............................................................................................................................. 100 
Cinesioterapia ......................................................................................................................... 102 
Assistência fisioterapêutica em lipoaspirações ...................................................................... 103 
Objetivos da assistência fisioterapêutica pré e pós-operatória .............................................. 104 
Pré-operatório ......................................................................................................................... 104 
Pós-operatório imediato (POI)................................................................................................ 105 
Pós-operatório tardio .............................................................................................................. 106 
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 110 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tecido epitelial 
 
O tecido epitelial é um tipo de tecido orgânico, de origem ectodérmica, 
constituído por células intimamente unidas, apresentando pouco material intercelular. 
É formado por células cúbicas, cilíndricas ou prismáticas, que possuem em sua 
superfície estruturas especializadas como microvilosidades, interdigitações, 
desmossomos, cílios e flagelos, que garantem a execução de suas funções. 
Este tipo de tecido é responsável por recobrir as superfícies corporais e 
revestir os ductos e cavidades orgânicas, além de exercer também funções sensoriais 
e de secreção de substâncias. O tecido epitelial é avascular, não possuindo irrigação 
sanguínea própria. Sua nutrição normalmente ocorre por difusão dos nutrientes pela 
membrana basal das células dos tecidos conjuntivos (CORNAK, 1996). 
Figura– Tecido epitelial 
 
Fonte: PORTAL SÃO FRANCISCO, 2008. 
 
Segundo a Wikipédia (2008) e Vilela (2008), de acordo com a função que 
exerce, o tecido epitelial pode ser classificado em duas categorias: epitélio de 
revestimento e epitélio glandular. 
O epitélio de revestimento é responsável por revestir as superfícies e cavidades 
corporais e normalmente é classificado de acordo com a forma de suas células e com 
 
 
 
 
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o número de arranjos de suas camadas celulares. 
Quanto à forma das células, o epitélio de revestimento pode ser subdividido em 
pavimentoso (constituído por células prismáticas semelhantes a ladrilhos de 
pavimentos); cúbico (constituído por células em formato de cubo) ou cilíndrico 
(constituído por células semelhantes a colunas verticais). 
Em relação ao número de camadas, o epitélio de revestimento pode ser 
classificado como simples (a membrana epitelial é formada por uma única camada de 
células presas à membrana basal); estratificado (algumas células se prendem à 
membrana basal e as demais vão se sobrepondo umas às outras, formando várias 
camadas) ou pseudoestratificado (todas as células se prendem à membrana basal, 
mas não atingem a mesma altura, dando a impressão de possuírem mais de uma 
camada) (WIKIPÉDIA, 2008). 
O epitélio glandular, também denominado secretor, origina-se de uma 
invaginação de um epitélio de revestimento. É constituído por células especializadas 
cuja função é a produção e a liberação de secreções. Essas células são denominadas 
de parênquima. O tecido conjuntivo que fornece suporte para o parênquima é 
denominado estroma. 
Comumente é classificado em relação ao número de célulasque possui e em 
relação ao local onde sua secreção é lançada. 
Quanto ao número de células, o epitélio glandular pode ser classificado em: 
unicelular (a secreção é produzida por uma única célula especializada espalhada 
entre outras células não secretoras) ou multicelular (a secreção é realizada por um 
conjunto de células). 
Quanto ao local onde a secreção é lançada, as glândulas podem ser 
classificadas como: endócrinas (glândulas sem ductos que lançam seus produtos 
diretamente na corrente sanguínea, de onde são distribuídos para todo o organismo); 
exócrinas (glândulas com ducto excretor que transportam seus produtos diretamente 
para o meio externo, seja a superfície do corpo ou para o interior de um órgão 
cavitário) ou mistas (glândulas que reúnem características dos dois tipos anteriores) 
(WIKIPÉDIA, 2008). 
 
 
 
 
 
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Tecido conjuntivo 
 
O tecido conjuntivo é caracterizado pela presença de tipos celulares variados, 
banhados por abundante substância intercelular. Sua função primordial é a de 
fornecer sustentação e suporte para as partes moles do organismo, apoiando os 
outros tipos de tecido. O tecido conjuntivo possui três tipos de fibras, sintetizadas pelo 
próprio tecido: colágenas, elásticas e reticulares. 
As fibras colágenas, constituídas por colágeno, são as mais frequentes do 
tecido conjuntivo. São estriadas e possuem a função de fornecer resistência e 
integridade estrutural a diversos órgãos e tecidos 
As fibras elásticas, constituídas por elastina, são delgadas, sem estriações 
longitudinais, ramificando-se de forma semelhante a uma rede de malhas irregular. 
Cedem facilmente a trações mínimas, porém retornam facilmente à sua forma original, 
tão logo cessem as forças deformantes, suportando grandes trações. 
As fibras reticulares, constituídas por um tipo específico de colágeno 
denominado reticulina, são anastomosadas e dispostas em estrutura semelhante a 
uma rede. Formam o arcabouço interno das glândulas, por meio do qual as células 
epiteliais que formam o corpo da glândula permanecem unidas (PORTAL SÃO 
FRANCISCO, 2008). 
Figura – Tecido conjuntivo 
 
Fonte: PORTAL SÃO FRANCISCO, 2008. 
 
 
 
 
 
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As células próprias do tecido conjuntivo incluem os fibroblastos (células mais 
comuns do tecido, responsáveis pela formação das fibras e do material celular 
amorfo, sua forma inativa é denominada fibrócito); macrófagos (células que atuam 
como elementos de defesa fagocitando restos de células, bactérias ou partículas 
inertes que penetram o organismo); células mesenquimatosas indiferenciadas 
(células com capacidade de originar qualquer outra célula do tecido conjuntivo); 
mastócitos, plasmócitos e leucócitos (células que atuam nos processos inflamatórios) 
e adipócitos (células especializadas no armazenamento de gorduras neutras). 
Este tecido pode ser divido em duas categorias: tecido conjuntivo propriamente 
dito e tecido conjuntivo de propriedades especiais. 
O tecido conjuntivo propriamente dito é aquele que não possui predominância 
acentuada de nenhum dos elementos constituintes. Pode ser classificado em: tecido 
conjuntivo propriamente dito do tipo frouxo ou denso. O tipo frouxo apóia e nutre 
as células epiteliais, sendo encontrado na pele, nas mucosas e nas glândulas. Possui 
consistência delicada e flexível, sendo pouco resistente às trações. O tipo denso 
possui predominância acentuada de fibras colágenas e fibroblastos, podendo ser 
subdivididos em: denso irregular (os feixes colágenos formam uma trama 
tridimensional, o que confere ao tecido certa resistência às trações em qualquer 
direção) ou denso regular (os feixes colágenos são orientados seguindo uma 
organização fixa). 
O tecido conjuntivo de propriedades especiais engloba os tecidos: elásticos, 
reticulares, mucosos, cartilaginosos, ósseos e o tecido adiposo (detalhado a seguir 
pela importância que possui dentro da temática das lipoaspirações). 
O tecido adiposo é um tipo especial de tecido conjuntivo constituído por 
células especializadas no armazenamento de lipídios, em especial de triglicerídios. 
Essas células, denominadas adipócitos, podem ser encontradas isoladas ou em 
aglomerados. Este tecido é considerado o mais importante órgão de armazenamento 
de energia do organismo humano. Entre as funções básicas do tecido adiposo está a 
de servir como reserva energética orgânica, atuar como isolante térmico, além de 
proteger o corpo contra choques mecânicos (BLOG DE HISTOLOGIA, 2008; KARIN, 
2008). 
 
 
 
 
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Pesquisas atuais indicam que o tecido adiposo também exerce funções 
endócrinas, por síntese e liberação de peptídeos e não-peptídeos. Esta propriedade 
permite uma interação do tecido adiposo com outros órgãos, bem como com 
outras células adiposas e o torna um tecido de grande importância na homeostase 
energética corporal. 
Entre os principais produtos dos adipócitos estão: adinopectina (influência na 
sensibilização da insulina); angiotensinogênio (regulador da pressão sanguínea e 
influência na adiposidade); proteína estimuladora de ascilação (influência na síntese 
de triglicerídeos); interleucina 6 (mediados inflamatório); leptina (sinalizador cerebral 
do estoque de gordura corporal, influência na sensibilização insulínica, regulação do 
apetite e gasto energético); resistina (influência no desenvolvimento à resistência 
insulínica) e fator de necrose tumoral (interferência na sinalização insulínica). 
Apesar de possuir uma função biológica importante, o tecido adiposo é 
indesejável em excesso. Em animais sedentários, quando o gasto de energia com 
atividades diárias é menor do que sua ingestão, o organismo transfere a energia em 
excesso para a formação de lipídios depositados no tecido adiposo. Esse depósito 
aumenta o peso e o volume corporal, implicando em alterações morfológicas e 
sobrecarga do coração e dos pulmões, responsáveis pela oxigenação de um volume 
corporal maior do que o esperado (COSTA E DUARTE, 2006). 
 
Figura – Tecido adiposo 
Fonte: BLOG DE HISTOLOGIA, 2008. 
 
 
 
 
 
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Os critérios de classificação do tecido adiposo consideram aspectos como: a 
pigmentação da gordura armazenada e a forma de organização do tecido. 
Subdividindo-o em duas categorias: tecido adiposo: unilocular e multilocular. 
O tecido adiposo branco, também denominado unilocular, possui células com 
formato esférico, tendo em seu interior uma grande quantidade de lipídios agrupados 
em uma grande "gota". É ricamente irrigado e possui vasta rede de fibras reticulares, 
que dão sustentação ao tecido. O tecido adiposo unilocular forma o panículo adiposo 
que fica sob a pele, absorvendo impactos e funcionando como isolante térmico. Possui 
distribuição diferenciada segundo o sexo e a idade do indivíduo, correlacionando-se 
com as características sexuais secundárias (KARIN, 2008). 
O tecido adiposo pardo, também denominado multilocular, possui adipócitos 
menores que os do tipo anterior de tecido adiposo e em formato poligonal. Suas 
células são constituídas por diversas gotículas lipídicas, que se espalham por todo o 
citoplasma e são ricas em mitocôndrias, organelas que produzem energia e calor. Os 
animais hibernantes possuem uma espessa camada deste tecido para manter a 
temperatura do corpo em períodos longos de frio. Nos seres humanos, esse tecido é 
mais importante nos recém-nascidos, para protegê-los do frio. É um tecido que só é 
formado enquanto o bebê está no ventre, não sendo mais produzido na vida pós-natal 
(KARIN, 2008). 
 
Sistema tegumentar 
 
O sistema tegumentar é um importante sistema orgânico que recobre toda a 
superfície do organismo humano, é constituído: pela pele (que possui uma porção 
epitelial denominada epidermee uma porção conjuntiva denominada derme); pela 
hipoderme (tela subcutânea) e pelos anexos subcutâneos (pelos, unhas, glândulas 
sebáceas e sudoríparas). É considerada uma complexa estrutura de tecidos de 
naturezas variadas, dispostos de forma interrelacionada, de modo a adequar-se, de 
maneira harmônica ao desempenho de suas funções. 
Exerce funções vitais de revestimento e proteção entre o meio interno e o 
ambiente, evitando a perda de fluidos corporais e a penetração de substâncias 
 
 
 
 
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estranhas e nocivas ao organismo. 
Figura – Estrutura do sistema tegumentar 
 
Fonte: MMEILUSSTUDIO, 2008. 
 
 
Pele 
 
A pele é considerada o maior órgão do organismo humano, representando 
cerca de 15% do peso seco total do corpo e exercendo funções vitais para a 
manutenção do equilíbrio e da homeostase corporal. Recobre o organismo, 
protegendo-o da perda excessiva de água e do atrito, recebe estímulos do ambiente 
e colabora com mecanismos para regular sua temperatura, além de ser um importante 
sítio de receptores sensoriais (VILELA, 2008). 
A função principal da pele é a proteção do organismo dos agentes agressores 
externos (microorganismos, água e luz solar excessiva). É responsável também pela 
hidrorregulação (evitando a entrada e a saída excessiva de líquidos); termorregulação 
(manutenção da temperatura corporal em níveis adequados); absorção cutânea 
(realiza a síntese de melanina, queratina e vitamina D); sensibilidade (possui inúmeros 
receptores cutâneos de calor, frio, pressão, tato, vibração). 
 
 
 
 
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A pele é composta por duas camadas principais: a epiderme (camada 
superficial composta por tecido epitelial) e a derme (camada profunda composta por 
tecido conjuntivo denso e irregular). 
A epiderme é a camada mais externa da pele, formada por tecido epitelial de 
revestimento estratificado do tipo pavimentoso. Não possui rede de irrigação 
sanguínea própria, sendo nutrida, por difusão, pela derme. As células próprias desta 
camada da pele são: melanócitos (responsáveis pela produção da melanina, que 
determina a coloração da pele); queratinócitos (responsáveis pela produção da 
proteína queratina); células de Langerhans (células de defesa, responsáveis por 
reconhecer os agentes agressores à pele) e células de Merkel (células caracterizadas 
como mecanorreceptoras, que também podem estar ligadas à secreção de alguns 
hormônios). 
Compõe-se por quatro camadas principais, indistintamente separadas: camada 
córnea (camada mais superficial e de espessura fina, constituída por células 
queratinizadas, que são continuamente eliminadas como resultado da abrasão da pele 
e substituídas por células vindas das camadas abaixo); camada granulosa (formada 
por células com grânulos de querato-hialina); camada espinhosa (formada por células 
de aspecto espinhoso que proporcionam a manutenção da coesão das células de 
epiderme); camada basal (camada mais profunda que apresenta intensa atividade 
mitótica gerando novas células, responsável pela constante renovação da epiderme) 
(WIKIPÉDIA, 2008). 
A derme é caracterizada como uma espessa camada de tecido conjuntivo 
localizada abaixo da epiderme. As principais células da derme são os fibroblastos. 
Possui fibras elásticas, reticulares e colágenas. Constitui-se pela substância 
fundamental amorfa e por elementos fibrosos, principalmente fibras colágenas e 
elásticas. Na substância fundamental, encontram-se principalmente o ácido 
hialurônico, e os sulfatos de condroitina, heparan e de dermatan (substâncias 
hidrófilas). As fibras colágenas conferem resistência à pele; as fibras elásticas, 
elasticidade, e a substância fundamental, resistência à compressão. 
Esta camada da pele é suprida por uma vasta rede de vasos sanguíneos, 
linfáticos e nervos. Contém glândulas especializadas e órgãos dos sentidos. Sua 
 
 
 
 
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superfície externa é muito irregular, variando em cada região do corpo. É formada por 
duas camadas: camada papilar (delgada e constituída por tecido conjuntivo frouxo. 
Possui papilas que aumentam a zona de contato da derme com a epiderme, trazendo 
maior resistência à pele) e camada reticular (espessa e constituída por tecido 
conjuntivo denso com feixes de fibras colágenas entrelaçadas) (WIKIPÉDIA, 2008). 
 
Hipoderme (tela subcutânea) 
 
A hipoderme é uma camada de tecido subcutâneo localizada abaixo da derme. 
Não faz parte da pele, porém serve como suporte para suas estruturas. É formada por 
tecido conjuntivo dos tipos frouxo e denso. Compõe-se por duas camadas: areolar 
(mais superficial e composta por adipócitos globulares e volumosos) e lamelar 
(profunda, é o local onde ocorre aumento de espessura no ganho de peso) (GUIRRO 
e GUIRRO, 2002). 
 
Anexos da pele 
 
São consideradas estruturas anexas à pele: os pelos, as unhas e as glândulas 
sudoríparas e sebáceas. 
Os pelos são originados de uma invaginação da epiderme (folículo piloso). São 
visíveis externamente pela sua haste e estão distribuídos por quase todo o corpo, 
exercendo função de proteção. As unhas são lâminas córneas de coloração rosada, 
formadas pela camada córnea. 
As glândulas sebáceas estão anexas aos pelos, sendo mais numerosas, mas 
de menor volume, nas regiões onde os pelos são abundantes. Realizam a secreção 
do sebo (mistura de lipídios cuja função é a lubrificação da pele). As glândulas 
sudoríparas distribuem-se por quase todo o corpo e secretam o suor (fluido de cloreto 
de sódio, ureia, sulfatos e fosfatos) a depender de fatores como temperatura ambiente 
e nível de atividade muscular. 
 
Sistema linfático 
 
 
 
 
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O sistema linfático é um sistema anexo ao sistema sanguíneo que exerce 
importante papel na manutenção da homeostase corporal. É formado por um conjunto 
de: capilares linfáticos, vasos coletores, troncos linfáticos, linfonodos e órgãos 
linfoides (tonsilas, baço e timo). É encarregado de recolher, na intimidade dos tecidos, 
o líquido intersticial e reconduzi-lo ao sistema vascular sanguíneo. Quando o líquido 
intersticial passa para dentro dos capilares linfáticos, passa a se chamar linfa. 
A linfa é um líquido incolor, com composição semelhante à do plasma 
sanguíneo, formado basicamente por água, eletrólitos e quantidades variáveis de 
proteínas plasmáticas que escaparam do sangue pelos capilares sanguíneos. A linfa 
difere do sangue principalmente pela ausência de células sanguíneas. Seu fluxo é 
relativamente lento, uma vez que cerca de três litros de linfa penetram no sistema 
cardiovascular em 24 horas. Seu volume total representa cerca de 15% do peso 
corporal e seu escoamento diário no nível do ducto torácico fica em torno de 2 a 5 
litros, podendo alcançar 20 litros em caso de aumentos patológicos de demanda 
(BERGMANN, 2000). 
 
Figura – Sistema linfático 
 
Fonte: BBLOG, 2008. 
 
 
 
 
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Conceitos importantes 
 
 
O principal papel do sistema linfático é o de devolver à corrente sanguínea as 
substâncias intercelulares, sobretudo proteínas, que, por diversos motivos, não 
puderam ingressar nos capilares sanguíneos. Além disso, auxilia a destruição de 
microorganismos e partículas estranhas da linfa e respostas imunes específicas. 
O sistema linfático não possui um elemento próprio de bombeamento, como o 
sistema sanguíneo, e assim sendo, a linfa depende de fatores intrínsecos 
(contratilidade dos vasos linfáticos, vias acessórias de fluxo, presença de válvulas que 
evitam o refluxo da linfa) e extrínsecos (contração e peristaltismo muscular, 
quantidade de líquido acumulado entre os espaços intersticiais e os vasos linfáticos, 
movimentos respiratórios, compressão externa dos tecidos,temperatura) para fluir 
(VILELA, 2008). 
O baço, o timo e as tonsilas são considerados órgãos linfoides. Não possuem 
associação direta com a circulação linfática, porém fazem parte do sistema imune do 
organismo. A produção de linfócitos é a principal função dos órgãos linfoides. Os 
linfócitos exercem importante papel no desenvolvimento das respostas imunológicas, 
produção de anticorpos e reações imunes (ABBAS, 2003). 
 
Topografia do sistema linfático 
 
 
O sistema linfático é composto pelos capilares linfáticos, pré-coletores 
linfáticos, coletores linfáticos, troncos linfáticos, e pelos linfonodos. Estas 
estruturas estão ausentes no sistema nervoso central, nos músculos esqueléticos, na 
medula óssea, na polpa do baço e nas estruturas avasculares (cartilagem hialina, 
unhas e pelos) (WIKIPÉDIA, 2008). 
A rede linfática está disposta em um conjunto superficial e outro profundo. Os 
 
 
 
 
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vasos linfáticos superficiais são muito numerosos, estão situados logo abaixo da pele, 
acompanham as veias superficiais e drenam, geralmente, para linfonodos superficiais. 
Os vasos linfáticos profundos, em menor número, porém maiores que os superficiais, 
acompanham os vasos sanguíneos profundos e drenam sua linfa geralmente em 
linfonodos profundos. Os vasos linfáticos superficiais e os profundos podem se 
comunicar por meio de anastomoses linfáticas (BERGMANN, 2000). 
Figura – Estrutura do sistema linfático 
 
Fonte: CK, 2008. 
Os capilares linfáticos constituem o início do sistema linfático e, em sua maioria, 
são desprovidos de válvulas. São extremamente delicados e suas camadas são tão 
transparentes que o líquido neles contido pode ser, prontamente, visto através das 
mesmas. Compõem-se por células endoteliais que se unem ao tecido conjuntivo 
intercelular por filamentos fixadores (filamentos de Casley-Smith). Possuem as 
extremidades ligeiramente dilatadas sob a forma de pequenos bulbos, sendo 
geralmente encontrados onde estão situados os capilares sanguíneos (RODRIGUES, 
2003). 
Existem alguns capilares linfáticos especiais denominados vasos lácteos, 
localizados nas vilosidades intestinais, que auxiliam a absorção de gordura no trato 
digestivo. Uma refeição rica em gorduras tem como efeito a produção de uma 
suspensão gordurosa, o quilo, que é transportado para a corrente circulatória. 
Os pré-coletores linfáticos, além de apresentarem a estrutura dos capilares, 
são envolvidos internamente por tecido conjuntivo, elementos elásticos e musculares. 
Estes segmentos valvulados possibilitam a contratibilidade e distensão destes vasos. 
 
 
 
 
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Os coletores linfáticos possuem estrutura semelhante às veias calibrosas do 
sistema sanguíneo, sendo revestidos por três camadas: túnica íntima (camada mais 
externa que possui fibras elásticas dispostas longitudinalmente); túnica média 
(camada intermediária, que compõe a maior parte da parede do coletor, formada por 
musculatura lisa disposta em forma de espiral) e túnica adventícia (camada mais 
externa e espessa de todas, formada por fibras colágenas dispostas longitudinalmente, 
entre as quais existem fibras elásticas e feixes de musculatura longitudinal). 
Os principais troncos linfáticos são os troncos lombares (recebem a linfa dos 
membros inferiores, dos sistemas urinário e genital, e os vasos linfáticos profundos da 
parede abdominal infraumbilical); tronco intestinal (formado pelos vasos linfáticos 
referentes dos linfonodos celíacos e mesentérios superiores); troncos 
broncomediastinais (drenam os membros superiores, parede abdominal 
supraumbilical e parede anterior do tórax.); troncos subclávios e jugulares (drenam a 
cabeça, a face, o pescoço e parte posterior da região cervical) e os troncos 
descendentes intercostais (drenam a região profunda da parede posterior do tórax) 
(RODRIGUES, 2003). 
Há dois ductos linfáticos: 
O ducto linfático direito corre ao longo da borda medial do músculo escaleno 
anterior na base do pescoço e termina na junção da veia subclávia direita com a veia 
jugular interna direita. Seu orifício possui duas válvulas semilunares, que evitam a 
passam de sangue venoso para o ducto. Recolhe a linfa oriunda do membro superior 
direito, do hemitórax direito, do pescoço e da cabeça. Este ducto é formado pela união 
dos troncos subclávio, jugular e broncomediastinal direito (GOSS, 1977; GUIRRO e 
GUIRRO, 2002). 
O ducto torácico é considerado o maior tronco linfático e geralmente 
desemboca na junção da veia jugular interna com a veia subclávia, do lado esquerdo. 
Origina-se na cisterna do quilo (dilatação situada anteriormente à segunda vértebra 
lombar, onde desembocam os vasos que recolhem o quilo intestinal). Recolhe a linfa 
dos membros inferiores, do hemitronco esquerdo, do pescoço, cabeça e do membro 
superior esquerdo (GOSS, 1977; GUIRRO e GUIRRO, 2002). 
Figura – Ductos linfáticos 
 
 
 
 
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Fonte: CK, 2008. 
As válvulas linfáticas são estruturas em formato semilunar que asseguram o 
fluxo da linfa em uma só direção. Projetam-se na direção da corrente linfática e 
estão dispostas de tal maneira que permitem um escoamento livre e rápido em direção 
aos grandes vasos linfáticos e impedem o refluxo. São formadas por finas camadas 
de tecido fibroso, em ambas as faces, cobertas por tecido endotelial. 
As válvulas linfáticas são mais numerosas próximas aos linfonodos e são 
encontradas mais frequentemente nos vasos linfáticos do pescoço e do membro 
superior do que nos do membro inferior. A parede do vaso linfático logo acima do local 
de inserção de cada válvula é dilatada em uma bolsa ou seio, que dá a esses vasos, 
quando distendidos, o aspecto nodoso ou em rosário (D’ANGELO e FATTINI, 1997). 
Figura – Válvulas linfáticas 
 
Fonte: CK, 2008. 
 
 
 
 
 
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Os linfangions são estruturas consideradas a unidade funcional do sistema 
linfático, uma vez que possuem a propriedade própria de contratilidade. São 
delimitados por uma válvula proximal e uma distal do coletor linfático. Eles 
impulsionam a linfa por contração da musculatura lisa da parede dos vasos ou por 
estiramento reflexo dos vasos. 
Cada linfangion, uma vez cheio, tem a possibilidade de contrair-se, 
impulsionando a linfa em direção ao linfonodo. O interior do linfangion é constituído por 
uma musculatura composta de fibras lisas que se organizam em espiral de um lado e 
do outro ponto de inserção das válvulas. Sob a ação do sistema nervoso central 
(parassimpático), a musculatura intrínseca se contrai em sua parte central, de maneira 
que a válvula interior então se abre, sob a pressão, e dá uma forma longitudinal ao 
linfangion. A linfa passa, então, à unidade seguinte. Todo esse processo se realiza 
em um ritmo regular de cinco a dez vezes por minuto (JACQUEMAY, 2000). 
Os linfonodos são estruturas formadas por tecido endotelial; dispostas ao 
longo dos vasos do sistema linfático. Estudos indicam a existência de 
aproximadamente 600 linfonodos no homem entre superficiais e profundos. Possuem 
forma elipsoide ou esférica e normalmente estão acomodados em grupos. Estão 
geralmente situados na face anterior das articulações, ao longo do trajeto dos vasos 
sanguíneos, como ocorre no pescoço e nas cavidades torácicas, abdominal e pélvica. 
Na axila e na região inguinal são abundantes, sendo, em geral, palpáveis nesta última. 
Os linfonodos exercem a função principal de filtrar as impurezas da linfa, e para 
tanto, são constituídos por dois tipos de células: as células reticulares, cuja 
atividade primordial é a fagocitose; e as células linfoides que, são muito 
especializadas e são essenciais no mecanismo das reações imunológicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiraçãopré e pós operatório 
Figura – Estrutura do linfonodo 
 
 
Fonte: UNIPMN, 2008. 
 
 
Cicatrização e reparo tecidual 
 
 
A cicatrização é caracterizada como um complexo processo pelo qual se dá o 
fechamento de uma lesão. Cicatriz é a marca resultante do reparo tecidual. Após a 
lesão tecidual, imediatamente, inicia-se uma sequência de respostas dos mais 
variados tipos de células, que atuam com o objetivo de promover o restabelecimento 
da integridade tecidual. A cicatrização se dá em fases inter-relacionadas e que se 
complementam. 
O tecido cicatricial distingue-se da pele normal circundante pela: pouca 
pigmentação (não há formação adequada de melanócitos na epiderme); deficiência 
de anexos cutâneos (pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas); menor elasticidade 
tecidual; maior tendência a endurecimento e retração. Estas alterações podem ser 
mais ou menos acentuadas e contribuem para determinar as propriedades cosméticas 
e funcionais das cicatrizes (MANDELBAUM et al, 2003). 
 
 
 
 
 
 
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Cicatrização primária, secundária e terciária 
 
 
A cicatrização primária ou de 1ª intenção ocorre em feridas limpas e que 
possuem bordas próximas. Caracterizam-se pela pouca perda de tecido e pela 
ausência de exsudato, como normalmente ocorre em incisões cirúrgicas suturadas e 
sem complicações. Teoricamente, produzem cicatrizes pouco visíveis (LOPES, 1999; 
SCHMITT, 2008). 
Figura - Cicatrização primária numa ferida cirúrgica 
Fonte: LOPES, 1999. 
 
 
A cicatrização secundária ou de 2ª intenção é aquela em que a ferida 
permanece aberta. A aproximação das superfícies não ocorre em virtude da grande 
perda de tecidos, ou da presença de infecção, necessitando que o organismo produza 
grande quantidade de tecido de granulação. Neste tipo de cicatrização, há uma 
tendência à formação de cicatrizes menos favoráveis do ponto de vista estético e 
funcional. 
A cicatrização terciária ou de 3ª intenção é aquela em que a ferida fica aberta 
por um tempo determinado. A aproximação cirúrgica das bordas da ferida é 
postergada e a continuidade tegumentar é restabelecida pela aproximação das 
granulações opostas (SCHMITT, 2008). 
 
 
 
 
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Fases da cicatrização 
 
 
A primeira fase é denominada inflamatória. Inicia-se imediatamente após a 
lesão e envolve fenômenos vasculares, coagulação sanguínea, migração de células 
inflamatórias e liberação de fatores de crescimento. Tem duração aproximada de um 
a quatro dias. Há presença de eritema, calor, edema e dor. A função desta fase é o 
controle do sangramento e a limpeza do local. Após a lesão, ocorre vasoconstrição e 
deslocamento de plaquetas para a ferida, para contenção do sangramento. Além 
desta função, as plaquetas também atuam produzindo substâncias quimiotaxicas e 
fatores estimulantes para o crescimento tecidual (LOPES, 1999). 
Após a vasoconstrição inicial, ocorre vasodilatação reflexa no leito da ferida e 
a migração de leucócitos para o local. Nos vasos adjacentes, acontece a formação de 
trombos, que passam a levar maior proliferação de fibroblastos. Alguns fatores 
plaquetários são importantes como o PF4 (que estimula a migração de células 
inflamatórias), e o PDGF (responsável pela atração de monócitos, neutrófilos, 
fibroblastos e células musculares lisas, e produção de colagenase pelos fibroblastos). 
A segunda fase é denominada fase proliferativa. Tem duração aproximada de 
cinco e vinte dias, porém pode estender-se por meses. Caracterizada pela formação 
do tecido de granulação e pela contração tecidual. O tecido de granulação é formado 
na área de lesão a partir do 4º dia. Este tecido é composto por macrófagos, fibroblastos 
e vasos neoformados que estão suportados por uma matriz frouxa de fibronectina, 
ácido hialurônico e colágeno, tipos I e II. Este tecido é edematoso e caracterizado pela 
presença de muitos espaços vazios, devido à imaturidade dos vasos. 
Com a evolução do processo, a matriz extracelular, que, inicialmente, era 
composta por proteínas derivadas de plaquetas e do plasma, passa por modificações 
em sua composição. A migração e ativação de macrófagos e fibroblastos para a 
região, somada à presença de vasos neoformados, permitem que os componentes 
da nova matriz extracelular passem a ser, localmente, produzidos principalmente por 
estas células. Os fibroblastos passam a depositar grandes quantidades de fibronectina 
que serve para a fixação celular. Outra substância produzida em grande quantidade 
 
 
 
 
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nesta fase é o ácido 
hialurônico, um polissacarídeo glicosaminoglicano que auxilia na resistência do 
tecido à compressão (LOPES, 1999). 
À medida que o processo de maturação da ferida avança, a concentração 
de ácido hialurônico diminui e aumenta a síntese de proteoglicanos ou 
glicosaminoglicanos sulfatados. Essa modificação na composição da matriz 
extracelular promove a fixação e imobilidade das células, favorecendo a diferenciação 
delas para fenótipos mais maduros. Ao final desta etapa, o leito da ferida está 
totalmente preenchido pelo tecido de granulação, a circulação é restabelecida pela 
neovascularização e a rede linfática está passando por regeneração. Lentamente o 
tecido de granulação é enriquecido com mais fibras colágenas, o que começa a dar à 
região lesada a aparência de cicatriz devido ao acúmulo de massa fibrosa. 
A terceira fase é denominada fase de maturação (reparo). Por volta do décimo 
dia, o leito da ferida está totalmente preenchido pelo tecido de granulação, com uma 
rede capilar estabelecida e com a rede linfática em franca regeneração. O tecido de 
granulação é enriquecido com mais fibras de colágeno e começa a adquirir a aparência 
de massa fibrótica característica da cicatriz. Nesta etapa, surgem as primeiras fibras 
de colágeno tipo I. Com a evolução do processo, acentua-se a deposição de colágeno 
e a maioria das células desaparecem formando a cicatriz. 
A resolução completa de uma ferida, somente pode ser considerada depois de 
concluída a maturação e remodelagem da matriz extracelular, o que pode levar meses 
ou anos. Ao final desta etapa, os anexos da pele sofrem regeneração limitada e a 
coloração da cicatriz permanece pálida, pois a regeneração dos melanócitos é 
deficiente (LOPES, 1999). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quadro – Resumo das fases da cicatrização 
 
 Características clínicas 
Fase 01 – Inflamatória • Alterações vasculares; 
• Exsudação celular; 
• Formação de coágulo; 
• Atividade fibroblástica inicial. 
Fase 02 – Proliferação • Neo-angiogênese; 
• Intensa migração celular; 
• Proliferação de fibroblastos. 
Fase 03 – Maturação • Maturação do tecido conectivo; 
• Contratura do tecido cicatricial; 
• Alinhamento do colágeno às sobrecargas. 
 
Fatores que interferem na cicatrização 
 
Existem alguns fatores que influenciam o processo de reparo tecidual de forma 
extrínseca (fatores ligados ao indivíduo acometido) e intrínseca (fatores ligados 
diretamente à ferida). 
São fatores extrínsecos: idade (quanto mais idoso é o indivíduo, mais lento é 
o processo de reparo); estado nutricional (indivíduos mal nutridos têm dificuldade 
em formar cicatriz pela ausência de certas proteínas, metais e vitaminas importantes 
para a síntese de colágeno); estado imunológico (a imunidade baixa prolonga a fase 
inflamatória e predispõe a ocorrência de infecções); diabetes (a síntese do colágeno 
está diminuída, assim como a oxigenação local); uso de medicamentos (sobretudo 
esteroides que retardam e alteram a cicatrização); realização de quimioterapia (leva 
à neutropenia, predispondo à infecção); tabagismo (a nicotina induz à isquemia 
tissular). 
São fatores intrínsecos: tipo de tecido lesado; localização da lesão,ocorrência de reações imunológicas ou auto imunes locais; infecção local (dano 
tecidual constante e reação inflamatória persistente); oxigenação local (em caso de 
 
 
 
 
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anóxia, as células inflamatórias têm dificuldade de chegar à zona lesada, dificultando 
a proliferação dos fibroblastos e a síntese de colágeno); tensão na ferida (vômitos, 
tosse, atividade física em demasia, produzem tensão e interferem na cicatrização das 
feridas); hemorragia (o acúmulo de sangue cria espaços mortos que interferem na 
cicatrização); presença de corpos estranhos (inflamação e infecção persistente); 
técnica de sutura inadequada; hematoma (SCHMITT, 2008). 
 
Distúrbios da cicatrização 
 
Alterações no curso normal do processo de reparo tecidual podem gerar 
disfunções estéticas e funcionais nas cicatrizes resultantes. Entre os principais 
distúrbios da cicatrização pode-se citar: atrofia cicatricial; hipertrofia cicatricial e 
queloides. 
Na atrofia cicatricial, o tecido destruído não é substituído totalmente por tecido 
cicatricial. Estas cicatrizes ficam situadas em nível pouco inferior ao da pele e a 
formação das estruturas dérmicas ocorre de forma incompleta. Cicatrizes atróficas 
normalmente são funcionalmente deficientes. 
Na hipertrofia cicatricial e no queloide ocorre formação excessiva de tecido 
conjuntivo. A cicatriz hipertrófica caracteriza-se por estender-se de forma saliente 
acima do nível da pele, permanecendo, porém, sempre restrita à área do ferimento. 
Histologicamente caracterizam-se por possuírem um teor mais alto de colágeno e 
proteoglicanos. Porém, as causas da formação excessiva desses componentes 
matriciais extracelulares por fibroblastos ainda não estão esclarecidas. A hipertrofia 
cicatricial é mais frequente em regiões de feridas submetidas a forças de tração 
elevadas. Isto ocorre, principalmente, nas feridas em posição transversal às principais 
linhas de tensão (DERMATOLOGIA, 2008). 
 
 
 
 
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Figura – Cicatriz hipertrófica 
 
Fonte: BBLOGER. 2008. 
 
O queloide é uma lesão proliferativa formada por tecido de cicatrização 
fibroso. Diferentemente da cicatriz hipertrófica, o queloide estende-se para além dos 
limites do ferimento original, infiltrando-se no tecido sadio adjacente. Inicialmente, é 
avermelhado tornando-se, mais tarde, escurecido. Geralmente, se forma tardiamente 
(06 a 12 meses após a lesão) (DERMATOLOGIA, 2008) 
Figura – Queloide 
 
Fonte: BBLOGER. 2008. 
 
No quadro histológico do queloide predominam cordões de colágeno 
hialinizados. Há alguns fatores predisponentes para a formação de queloides: 
histórico familiar; alterações cicatriciais (infecções, seromas, tensão excessiva na 
ferida); raça negra; região 
lesada (tórax, ombros, orelhas). O tratamento do queloide é, muitas vezes, 
 
 
 
 
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difícil, sendo frequente o seu retorno. A retirada cirúrgica deve sempre ser 
acompanhada de outros tratamentos (infiltração de corticosteroides; compressão; 
radioterapia) (DERMATOLOGIA, 2008). 
 
 
 
 
Quadro - Diferenças principais entre cicatriz hipertrófica e queloidiana 
 
Hipertrófica Queloidiana 
• Geralmente dolorosas; • Dolorosas ou não; 
• Grossa e avermelhada; • Muito grossa e escura; 
• Desenvolve-se após a cirurgia; • Pode aparecer tardiamente; 
• Geralmente involui em até 2 anos; • Raramente involui; 
• Não ultrapassa a incisão cirúrgica; • Invade a pele normal; 
• Comumente, cruza as linhas de 
tensão da pele; 
• Mais comum no lóbulo da orelha, área pré- 
external e dorso; 
• Ocorre em todas as raças. • Mais frequentes em negros e asiáticos. 
 
Lipoaspiração e lipoescultura 
 
Excessos de gordura corporal 
 
Segundo Neto (2008), o excesso de gordura corporal pode manifestar-se de 
quatro formas diferentes: 
 
 Excesso de peso: paciente com peso acima do normal que se 
reflete de maneira diferente dependendo da quantidade de músculo que possui. Ele 
pode ter excesso de peso e de gordura com massa muscular normal ou aumentada, 
ou excesso de peso e de gordura, com massa muscular diminuída que é a pior 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
situação possível. 
 
 Excesso de gordura na composição corporal: o paciente tem 
uma proporção de gordura maior, quando comparado com os tecidos magros. O 
que pode ocorrer com ou sem excesso de peso. Pessoas com IMS dentro dos 
parâmetros normais e consideradas magras podem ter projeções de gordura 
localizada pelo alto índice de gordura no organismo (“falso magro”). O ideal na 
distribuição é de, em média, 20% de gordura e 80% de massa magra (músculos, ossos 
e órgãos). A proporção entre massa magra e de gordura também muda com a idade. 
Quanto mais jovem maior é o teor de água e de massa magra e, quanto mais velho 
maior a quantidade de gordura. 
 
 Gordura regionalizada: é a gordura que se deposita, 
preferencialmente, na região do quadril e da coxa, nas mulheres. Pode ocorrer em 
pessoas com excesso de peso, com peso normal, com peso baixo, e até mesmo em 
atletas, com pouca gordura no corpo (o que ocorre, é que o pouco de gordura que 
existe se encontra em um determinado lugar). É diferente da gordura localizada 
porque não se caracteriza por uma projeção, é uma gordura distribuída 
homogeneamente. 
 
 Gordura localizada: tipo de gordura corrigido pela lipoaspiração e 
do qual falaremos mais detalhadamente. Trata-se de uma projeção de gordura em um 
local determinado como coxas ou abdômen. Deve ser diferenciada das demais formas 
de acúmulo de gordura. A gordura localizada está indiretamente relacionada ao IMC, 
ligando-se mais diretamente à proporção de massa gorda da composição corporal do 
indivíduo. 
 
Lipodistrofia localizada 
 
A lipodistrofia ou gordura localizada é o acúmulo de tecido adiposo em 
determinadas áreas do corpo. Os locais de distribuição da adiposidade acumulada no 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
organismo variam de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos acumulam gordura na 
região abdominal (tendência androide) e outros na região do quadril (tendência 
ginoide). O grau de adiposidade de uma pessoa depende de vários elementos, 
entre eles destacam-se os fatores genéticos e o tipo de alimentação. Outros fatores 
externos como a má postura e o sedentarismo também induzem ao acúmulo de 
gordura. 
Os depósitos de gordura localizados em determinadas regiões do organismo 
são difíceis de serem corrigidos por regimes alimentares ou exercícios. Exemplos 
deste tipo de adiposidade incluem a gordura acumulada na região abdominal inferior 
e na região dos quadris (culotes) e coxas (GORDURA LOCALIZADA, 2008) 
Figura – Lipodistrofia localizada em abdômen feminino 
Fonte: DBC FM, 2008. 
 
A distribuição da lipodistrofia localizada ocorre de maneira diferenciada no 
homem e na mulher, por questões hormonais ligadas ao sexo. A mulher passa por 
fases de alterações hormonais em sua vida, que incrementam a duplicação de células 
gordurosas. A primeira destas fases é a puberdade, que induz a duplicação das 
células gordurosas que se depositam sobre abdômen, flancos, quadril, coxas, joelhos 
e mamas, conforme a carga genética, desenvolvendo as características sexuais 
secundárias da mulher (GORDURA LOCALIZADA, 2008). 
A segunda fase acontece na gravidez, quando a interferência hormonal 
proporciona a duplicação de células gordurosas. Diversas mulheres, após a gravidez, 
alcançam seu peso anterior à gestação, porém ficam com depósitos de gordura 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
localizada em regiões específicas como o abdômen. Mesmo magra e com índice de 
massa corporal normal, a mulher fica com a silhueta inestética. Em condições em que 
a mulher engorda em demasia durantea gestação e acumula um grande sobrepeso, 
o estímulo é maior sobre as células adiposas e o aspecto inestético é mais agravado. 
Com o avanço da idade, se a mulher aumenta seu peso corporal, o volume dos 
adipócitos aumenta e mais gordura é acumulada em depósitos localizados. 
Os homens apresentam menor incidência ao acúmulo de gordura localizada, 
porém, quando isto ocorre, geralmente é na região abdominal e apresenta grande 
correlação com as doenças cardiovasculares (FRANCISCHELLI NETO, 2008). 
 
Cirurgia plástica 
 
A cirurgia plástica é uma especialidade médico-cirúrgica encarregada de 
reconstruir tecidos corporais e faciais que, em virtude de doenças ou disfunções, 
necessitem ser remodelados. Divide-se em dois grandes ramos: a reparadora 
(reconstrutiva) e a estética (cosmética). 
A cirurgia plástica estética se distingue pelo seu interesse exclusivo no 
embelezamento, buscando corrigir fundamentalmente a forma, ao tratar de alterações 
constitucionais ou de desenvolvimento (RAIA E ZERBINI, 1994). 
Uma das propriedades da cirurgia plástica estética é a melhora da função 
psicológica de seus pacientes, alterando não só a forma corporal como também sua 
autoestima. Entre os procedimentos realizados por este ramo da cirurgia plástica, está 
à lipoaspiração, considerado o procedimento cosmético cirúrgico mais popular 
atualmente. 
 
Lipoaspiração e lipoescultura 
 
A lipoaspiração ou lipossucção é uma técnica cirúrgica de aspiração da 
gordura subcutânea por cânulas de diâmetros variados acopladas a equipamentos 
de sucção com alto poder de vácuo ou a seringas. Trata-se de uma técnica simples, 
rápida, pouco dispendiosa e que, quando bem indicada, apresenta resultados 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
satisfatórios (CASTRO, 1997). 
Dentre os aparelhos utilizados para a realização da lipoaspiração estão o 
lipoaspirador tradicional, o vibrolipoaspirador e o lipoaspirador ultrassônico. A 
técnica cirúrgica pode estar ou não associada à infiltração de soluções (salina, água 
destilada, vasoconstritores e hialuronidase), o que caracteriza a técnica úmida 
(tumescente) ou seca, respectivamente. A lipoaspiração permite retirar gordura de uma 
grande área por uma pequena incisão de pele, reduzindo a formação de cicatrizes e 
simplificando os cuidados pós-operatórios. Pode ser adotada como um processo isolado ou 
auxiliar em outros procedimentos cirúrgicos. 
Seu uso mais frequente é cosmético, na remoção de gordura subcutânea 
indesejada, mas também tem um pequeno papel na cirurgia plástica de rotina, na 
remoção de grandes lipomas e na retirada de volumes indesejados de gordura em 
retalhos de pele (MARKEY, 2001). 
A lipoaspiração não é considerada um tratamento para a obesidade e sim 
para a correção da lipodistrofia localizada. O melhor paciente é aquele que está 
saudável, com o peso corporal próximo do ideal, com um bom tom de pele e áreas 
localizadas de acúmulo de gordura, que se mostram resistentes a dietas e exercícios 
físicos. Deve-se salientar que a lipoaspiração não é uma cirurgia de emagrecimento. 
Os locais do corpo em que mais comumente a lipoaspiração é realizada incluem 
a parede abdominal, o quadril, as nádegas, as coxas, o dorso e a parte interna 
dos joelhos. 
Figura – Regiões corporais de realização da lipoaspiração 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Fonte: KIBERON, 2008. 
 
Denomina-se lipoescultura o procedimento que consiste na retirada da 
gordura de determinadas zonas e reinjeção em outras zonas deprimidas. A gordura 
reinjetada sofre um processo de absorção. Aproximadamente 30% desta gordura 
injetada é absorvida pelo organismo, de maneira que é necessária uma correção 
exagerada, para que o resultado final seja adequado. Nesta circunstância, também 
será necessário aguardar um tempo de até um ano para que ocorra a integração e 
acomodação deste tecido transplantado na sua nova posição. 
Como é muito difícil para o cirurgião avaliar exatamente a quantidade de 
gordura que está sendo retirada e a que está sendo deixada em seu lugar, existe uma 
grande percentagem de casos em que é necessário fazer-se uma correção no período 
pós-operatório. Pequenas quantidades de gordura podem manifestar-se como 
saliências mais ou menos evidentes na superfície externa, após a cirurgia. Em geral, 
estas cirurgias de retoque pós-operatório são simplificadas e podem ser realizadas 
com anestesia local. São frequentemente associadas à lipoaspiração de outras 
regiões que não haviam sido realizadas no primeiro procedimento. 
 
Histórico 
 
O histórico do desenvolvimento da cirurgia de lipoaspiração pode ser dividido 
em quatro momentos, conforme o quadro a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Quadro – Histórico da lipoaspiração 
 
1ª Fase  Engloba o longo período de tempo compreendido entre a 
primeira descrição do tratamento das lipodistrofias, sem 
ressecção, até a primeira apresentação em congresso da 
técnica precursora. 
 A primeira tentativa de correção das lipodistrofias foi 
efetuada por Dujarrier (1920), que realizou, sem sucesso, uma 
curetagem na região do quadril para extração de gordura sem 
ressecção dos tecidos. 
 Novas tentativas de curetagem; como o método proposto por 
Schrudde (1960), que realizava túneis com curetas no tecido 
subcutâneo. 
2ª Fase  Introdução da sucção em combinação com a curetagem, 
marca a segunda fase, com a técnica de Fisher (1976), Meyer 
(1976) e Kesselring (1978). 
3ª Fase  A lipoaspiração, como atualmente é conhecida, com a 
utilização de cânulas e vácuo, é o início da terceira fase. 
 Illouz (1978) apresenta seu trabalho e finca um marco na 
história da Cirurgia Plástica. Sua técnica associava a infiltração 
de solução salina e hialuronidase com cânulas muito maiores 
que as atuais. 
 Durante muitos anos, vários autores elaboram diferentes 
teorias, e as colocam em prática, em relação às técnicas de 
infiltração e ao tipo e calibre das cânulas utilizadas. 
 Fournier introduziu a técnica seca, sem infiltração de 
qualquer solução. 
 Klein (1987) foi o primeiro a noticiar o uso da anestesia local. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
4ª Fase  A quarta fase (tecnológica) inicia-se quando Zocchi (1990) 
introduz o conceito de lipoaspiração ultrassônica, que produz 
menor sangramento pela especificidade de destruição de 
adipócitos. 
 Em 1999, foi introduzida a lipoaspiração vibratória que ao 
vibrar a ponta da cânula facilita o trabalho do cirurgião, pois 
as cânulas deslizam no tecido gorduroso. 
Fonte: COLANERI, 2008. 
 
Indicações para a lipoaspiração 
 
▫ Remoção de depósitos localizados em tecidos adiposos que não respondem 
à dieta e exercício para melhora do contorno corporal em áreas específicas como: 
pescoço, abdômen, culotes e coxas; 
▫ Tratamento de doenças como: lipomas, ginecomastia, lipodistrofia, e 
hiperidrose axilar; 
▫ Reparo de alterações como saliências, depressões e alterações de relevo do 
tecido subcutâneo; 
▫ Captação de células de gordura para a transferência (enxerto). 
Cuidados para a realização da lipoaspiração 
 
Segundo Gomes (2003), existem fatores importantes que devem ser 
considerados para a realização segura da técnica de lipoaspiração. Entre eles estão: 
local da cirurgia e profissional responsável pelo procedimento; idade do paciente; 
patologias prévias; medicamentos em uso; tabagismo; dietas prévias; IMC e avaliação 
psicológica. 
A lipoaspiração pode ser realizada em ambiente hospitalar ou ambulatorial 
(clínicas e consultórios), desde que disponham de suporte adequado. O profissional 
responsável pelo paciente deve ter formação em cirurgia plástica com título de 
especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 
Como fator isolado, a idade do paciente não contraindicao procedimento. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Devem ser consideradas outras variáveis, como patologias prévias, medicamentos em 
uso, peso, condição física, antecedentes familiares e extensão da cirurgia para avaliar 
o risco cirúrgico. Deve-se tomar cuidado em relação à capacidade de contração de 
pele, especialmente em pacientes acima de 50 anos, e da importância da avaliação 
clínico/ cardiológica, especialmente em pacientes acima de 40 anos, ou em qualquer 
idade quando houver antecedentes pessoais e/ ou familiares. 
É fundamental investigar a história de patologias prévias: hemorragias, 
disfunções da tireoide, tumores, tromboflebites, acidentes tromboembólicos e 
antecedentes familiares de trombose. Patologias severas, como insuficiência 
cardíaca, isquemia coronariana, processos infecciosos em curso, distúrbios de 
coagulação, diabetes descompensado, entre outras, contraindicam o procedimento. 
É importante questionar o paciente em relação aos medicamentos em uso, 
uma vez que existem substâncias que alteram a coagulação, como ácido 
acetilsalicílico, heparina, anti-inflamatórios, vitamina E, hormônios e ginkgo biloba. O 
uso destas drogas deve ser suspenso pelo menos uma semana antes da cirurgia. 
Os anorexígenos, por impregnarem as fibras do miocárdio, também devem ser 
suspensos pelo menos uma semana antes da cirurgia. O uso abusivo de álcool 
também é contraindicado pela probabilidade de interação com os medicamentos 
anestésicos e com infiltração. O hábito do tabagismo também deve ser abandonado 
tempos antes da cirurgia, por interferir no processo de cicatrização e reparo tecidual. 
Grandes perdas de peso recentes por dietas restritivas de emagrecimento 
podem causar desnutrição e baixos níveis de albumina, o que pode precipitar a 
ocorrência de trombose venosa profunda. Certo tempo antes da realização do 
procedimento, o peso deve estar estável e dentro dos padrões adequados para altura. 
A relação entre o peso e a altura ao quadrado (P/A²) é definida como IMC, e 
tem sido cada vez mais utilizada para indicação cirúrgica. A lipoaspiração em 
pacientes com IMC>30 (obesos classe I) tem contraindicação relativa, e acima de 35 
a contraindicação é absoluta, pelo aumentado risco cirúrgico (maior risco respiratório 
pela sedação, maior risco de complicações circulatórias, infecciosas e maior tempo de 
recuperação). 
Também é muito importante que o paciente seja submetido a uma avaliação 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
psicológica antes de realizar um procedimento de lipoaspiração. É necessário 
identificar exigências excessivas com a autoimagem, grau de expectativa em relação 
ao resultado, falta de compreensão do procedimento e do pós-operatório. Alguns 
pacientes obtêm informações falsas em publicações leigas e devem ser corrigidas 
fantasias exageradas em relação ao procedimento. 
 
Técnicas cirúrgicas 
 
A lipoaspiração pode ser realizada com seringa a vácuo, com lipoaspirador, 
vibrolipoaspirador e aparelho ultrassônico (emulsificação da gordura). 
Figura – Lipoaspirador 
 
Fonte: CIRÚRGICA PASSOS, 2008. 
 
A escolha é feita pelo cirurgião, já que esses métodos possuem vários 
estudos comprovando suas qualidades, vantagens e desvantagens. Os métodos 
possuem diferenças entre si de aparelhagem e tempo de cirurgia (GOMES, 2003). 
A laserlipólise é um método recente que possui poucas publicações, 
necessitando de estudos futuros para avaliar seus benefícios e riscos. Outras técnicas 
que incluem o uso de soluções que promovem a lise do lipócito e o uso de 
ultrassom externo prévio à lipoaspiração para facilitar o procedimento, também 
precisam de estudos adicionais para validar sua eficácia. 
Após a decisão da técnica cirúrgica e avaliação cuidadosa prévia do paciente, 
o médico estabelece qual procedimento anestésico adotará. Existem diferentes 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
técnicas anestésicas para a realização de lipoaspiração. Ela pode ser realizada com: 
anestesia local, geral ou bloqueio peridural. 
Quando o procedimento a ser realizado é muito prolongado ou a quantidade de 
gordura localizada a ser retirada é grande, a maioria dos cirurgiões prefere a 
anestesia geral. Nesta técnica, o paciente é mantido, pelo anestesista, sem 
consciência e sem dor. Quando o procedimento cirúrgico termina o paciente é 
acordado e mantido com analgésicos para evitar a dor pós-operatória imediata. 
Quando as zonas a serem lipoaspiradas são pequenas e o paciente tem 
condições psicológicas de tranquilidade para suportar o procedimento cirúrgico, este 
pode ser realizado sob anestesia local com sedação. 
Alguns cirurgiões preferem à anestesia do tipo bloqueio peridural. Nestas 
circunstâncias, o paciente é submetido a um tipo de anestesia que permite que ele 
fique consciente ou com sedação, sem nenhum tipo de sensibilidade em certas zonas 
que deverão ser trabalhadas pela lipoaspiração. 
Como mencionado anteriormente, existem técnicas associadas à infiltração de 
soluções (técnica tumescente) ou não associadas a nenhum tipo de infiltração 
(seca). Na técnica seca, o sangramento varia de 20 até 50% do líquido aspirado. 
Nos últimos anos, as técnicas tumescentes avançaram muito no cenário da 
lipoaspiração, sendo associadas a um menor número de complicações no período 
intra e pós-operatório e menor sangramento. O cirurgião injeta uma grande quantidade 
de fluido (cinco vezes a quantidade de tecido a ser removido) nas áreas contendo 
depósitos de gordura. O fluido contém anestésicos locais, drogas que contraem os 
vasos sanguíneos e reduzem a perda de sangue (epinefrina) e uma solução salina 
que facilita a remoção de gordura. O fluido faz com que o tecido gorduroso aumente 
de volume e fique mais duro, facilitando a remoção com a cânula. Este se tornou o 
método de lipoaspiração mais comum. Ele também é considerado mais seguro que 
os outros métodos por limitar a perda de sangue (GOMES, 2003). 
Antes de iniciar a lipoaspiração, o médico realiza marcações na pele, com o 
objeto de sinalizar as áreas onde a gordura será removida. 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Figura – Marcação prévia a lipoaspiração 
 
Fonte: LIPOSUCÇÃO, 2008. 
 
Durante a cirurgia, o médico faz uma pequena incisão, ou várias pequenas 
incisões, e insere a cânula dentro das camadas de gordura nas regiões determinadas. 
O calibre das cânulas, que não deve ser maior que 6mm, é também de escolha do 
cirurgião, variando conforme a região aspirada, iniciando com cânulas mais grossas e 
terminando com cânulas mais finas. 
As cânulas mais grossas aspiram rapidamente, mas causam maior traumatismo 
tecidual, com maior sangramento, já as cânulas mais finas demoram mais para 
remover a mesma quantidade de gordura, mas causam menos traumatismo aos 
tecidos, com menor sangramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Figura - Cânulas de lipoaspiração com diâmetros de 2 a 6 milímetros 
 
Fonte: RITCHER, 2008. 
 
A cânula se move rapidamente para frente e para trás para retirar as células 
gordurosas, que são sugadas para fora. Devem ser realizados movimentos de 
varredura na área a ser tratada, de preferência se cruzando perpendicularmente para 
evitar ondulações e irregularidades. 
Figura – Vetores de retirada de gordura 
Fonte: COLANERI, 2008 
 
 
Existem três variáveis a serem consideradas para definir os limites da 
quantidade de gordura que pode ser retirada com segurança durante uma 
lipoaspiração: 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
• O volume aspirado não deve ser maior que 7% do peso corporal; 
• O local em que a lipoaspiração está sendo realizada e o tipo de 
infiltração realizada (por exemplo, o dorso tem maior perda sanguínea que o culote); 
• A superfíciecorporal aspirada. Quanto mais extensa a área, maior 
será o dano. Não é recomendável aspirar mais que 40% da superfície corporal. 
 
Estas variáveis devem ser avaliadas conjuntamente, evitando associar os 
limites de cada item, pois o risco cirúrgico aumentará consideravelmente. Grandes 
volumes de gordura extraídos podem ser nocivos, aumentando o risco de distúrbios 
volêmicos. A lipoaspiração é um procedimento que traumatiza a região por onde o 
tubo passa. Esse traumatismo provoca sangramento e edema, por isso é prudente 
não se fazer retiradas maiores do que dois litros de volume aspirado. 
Figura – Conteúdo lipoaspirado 
Fonte: TOLEDO et al, 2008. 
Trauma cirúrgico 
 
A lipoaspiração, por se constituir em uma técnica invasiva, representa uma 
agressão que provoca uma reação em cadeia em todo o sistema de defesa do 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
corpo. O organismo entra em ação, enviando para o local agredido, células 
especializadas para combater a infecção, como leucócitos, linfócitos, macrófagos, 
entre outros. Vão para o local também as plaquetas, cuja função é vedar os locais que 
foram invadidos pela cânula. O organismo libera fibrina, que é uma proteína 
polimerizada insolúvel, que forma uma rede de fibras ao redor das plaquetas que se 
fixaram nas bordas do ferimento umas as outras. A rede envolve-se nas células 
sanguíneas e se contrai, expulsando o soro e deixando o coágulo mais ou menos 
sólido. 
Desta forma, quanto maior a quantidade de gordura retirada, maior será a 
agressão e, consequentemente, maior será a reação do organismo. Neste caso, tem 
início um processo de cicatrização irregular, que tende a formar uma fibrose 
subcutânea, fazendo aderências que prendem a pele ao músculo. As depressões, 
ondulações e assimetrias, em alguns pacientes, ficam visíveis logo na primeira 
semana, em outros, após duas ou três semanas devido ao edema. 
Quando se faz a lipoaspiração, a retirada da gordura do subcutâneo 
inicialmente desencadeia uma zona de excesso de pele. Entretanto, com o tempo, 
este excesso vai sofrendo uma retração progressiva. Depois de 30, 60 ou 90 dias 
observa-se que a pele não apresenta mais as dobras características do excesso. Às 
vezes, são necessários de 6 meses a 1 ano para que ocorra esta acomodação da 
pele. A sucção não deve ser aplicada superficialmente ao nível da camada profunda 
da derme, porque a pele fica endurecida, nem ao nível da fáscia profunda, porque se 
criam áreas de adesão de pele. 
 
Cuidados pós-operatórios 
 
Após a cirurgia, o paciente fará uso de uma cinta elástica compressiva 
(modelador), que deverá ser usada por cerca de três a seis meses, a depender da 
conduta do cirurgião. No início, a cinta será removida apenas para higiene pessoal. 
Após 30 dias, poderá ser retirada à noite, para dormir. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Figura – Modelador compressivo 
 
Fonte: CONDE, 2008. 
Figura – Paciente lipoaspirada utilizando modelador compressivo 
 
Fonte: NICLA NEGRO, 2008. 
 
O uso de cintas modeladoras ajuda na compressão das regiões operadas, 
diminuindo as perdas para o terceiro espaço e devem ser colocadas ainda na sala 
de cirurgia. O alcance dessas cintas deve ser além das áreas operadas, e alguns 
sugerem o uso de cintas que cubram desde os pés para evitar o efeito ‘garrote’ no 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
limite inferior da cinta, o que propiciaria maior formação de trombos por estase venosa. 
Alguns médicos recomendam também a utilização de uma placa de contenção 
de espuma para evitar marcações e dobraduras na pele, decorrentes da utilização do 
modelador compressivo. 
Figura – Placa de contenção 
 
Fonte: YOGA MODELADORES, 2008. 
 
O limiar de dor de cada paciente é muito variável. A sensação mais comumente 
referida é a de desconforto pelo edema e dor quando pressionada a área operada. 
Há uma alteração da sensibilidade local em função do trauma depois da 
lipoaspiração ou lipoescultura, que tende a desaparecer gradativamente com o tempo. 
O edema e as equimoses são mais intensos durante as primeiras três 
semanas, com resolução paulatina. Um edema residual é mantido até por volta do 
terceiro mês. No final do primeiro mês, quando começa a haver uma melhor absorção 
do edema, é comum o surgimento de áreas endurecidas e nodulações decorrentes do 
processo cicatricial. 
As atividades poderão ser retomadas assim que o desconforto tiver cedido. 
Para atividades profissionais geralmente 7 a 14 dias. As atividades físicas levam mais 
tempo para o retorno. Em lipoaspirações de pequeno porte, a recuperação é rápida e 
o retorno às atividades diárias é quase imediato. 
As cicatrizes resultantes de uma lipoescultura ou lipoaspiração são mínimas, 
localizadas em diversas partes do corpo, de modo a permitir acesso às áreas a serem 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
operadas. Seu tamanho varia entre 0,5 a 1cm e são planejadas para ficarem menos 
visível possível. As cicatrizes serão permanentes, e vão se modificando com o 
decorrer do tempo. Cada paciente comporta-se diferentemente de outro em relação à 
evolução das cicatrizes, podendo, em alguns casos, tornar-se imperceptível. 
 
Complicações 
 
De acordo com Keinert (2008), a lipoaspiração é um procedimento seguro se 
realizado por cirurgião bem treinado em local adequado para o porte cirúrgico. Isso 
não significa que seja um procedimento isento de complicações, sejam elas maiores 
ou menores, o que pode ocorrer em qualquer outra cirurgia. 
É necessário fazer-se uma diferenciação entre as complicações da 
lipoaspiração propriamente dita e as do procedimento anestésico envolvido no 
procedimento cirúrgico. Essas complicações são classificadas em duas categorias: as 
complicações locais e as complicações gerais. 
As complicações locais caracterizam-se pela ocorrência de resultados não 
satisfatórios aos pacientes, como irregularidades, ondulações e assimetrias, de 
tratamento, muitas vezes, delicado. A lipoaspiração ultrassônica pode causar 
queimaduras e a tradicional pode levar a irregularidades em decorrência da força 
de aspiração do aparelho. Além disso, alterações de sensibilidade e paralisias 
motoras também são relatadas. 
A retirada em excesso de gordura no procedimento cirúrgico ocasiona a 
depressão. Para esta complicação, o tratamento consiste em enxertar um pouco de 
gordura na área deprimida, no mesmo momento em que se realiza a cirurgia ou uma 
lipoaspiração na área em volta da depressão para camuflá-la. Em depressões 
pequenas pode ser feita uma subcisão para soltar a área de retração subcutânea. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Figura – Contornos irregulares 
 
Saliência em culote esquerdo e depressão em culote direito. 
Fonte: KEINERT, 2008 
 
A saliência é a sobra de gordura detectada após o ato cirúrgico, ou seja, 
acúmulos adiposos não removidos na cirurgia inicial. A revisão da lipoaspiração nas 
áreas com resíduos de gordura deve ser realizada, de preferência, após o edema ter 
desaparecido completamente, em torno de seis meses. 
Figura – Contornos irregulares 
Saliência em quadril direito. 
Fonte: KEINERT, 2008. 
 
Ainda de acordo com Keinert (2008), as complicações causadas pela 
lipoaspiração, chamadas equimoses cutâneas, mesmo após desaparecerem, 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
deixam sequelas que podem piorar com os efeitos do sol sobre a pele na falta de 
proteção. 
A hiperpigmentação pode resultar da longa exposição ao calor, fricção, 
arranhões, atritos e pressões sobre a pele. O tratamento consiste em peelings com 
produtos despigmentantes e clareadores. 
Podem frequentemente ocorrer hematomas e, raramente, seromas que, 
em geral, desaparecem espontaneamente. 
Figura – Hematomapós-lipoaspiração 
 
Fonte: NICLA NEGRO, 2008 
 
Infecções locais como abscessos ou linfangites podem ser vistas, bem como, 
as dermatites infecciosas ou alérgicas. 
Além dessas complicações, existem duas mais raras e muito mais graves: a 
perfuração da parede abdominal, que causa danos ao nível de órgãos intra- 
abdominais (cólon, baço), realçando a necessidade de exames abdominais à procura 
de hérnias e eventrações; e as necroses cutâneas, devido a um mecanismo 
venenoso pela injeção exagerada de solução hipertônica ou a qualquer componente 
gangrenoso que, não levando o paciente ao óbito, causam resultados estéticos 
dramáticos. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
Nas complicações gerais da lipoaspiração predominam as hemorragias 
internas e hipovolemia com risco de parada cardiorrespiratória. Os acidentes com 
anestésicos participam da gravidade das complicações, relacionados à anestesia 
geral, ou à utilização de grandes quantidades de anestésicos locais. Frequentemente, 
são mencionadas as tromboflebites com o risco de embolia pulmonar ou gordurosa. 
 
Resultados 
 
Uma vez que os adipócitos atingidos pela lipoaspiração, nos adultos, não 
voltam a acumular gordura, os resultados da intervenção são em princípio, definitivos. 
Porém, caso uma dieta equilibrada não seja mantida, novos acúmulos de gordura 
podem ser gerados, comprometendo a harmonia corporal. 
As imagens a seguir ilustram o resultado de uma cirurgia de lipoaspiração na 
região abdominal antes (A) e 30 dias após (B) o procedimento. 
Figura – Resultado da lipoaspiração A B 
 
Fonte: UTIYAMA, 2008. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Fonte: BAROODY, 2008. 
 
Disfunções decorrentes e avaliação pré e pós-operatória 
 
Disfunções físico-funcionais decorrentes das lipoaspirações 
 
A lipoaspiração é considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais 
realizados dentro da cirurgia plástica estética e reparadora. Apesar do avanço 
tecnológico do procedimento e dos equipamentos, bem como dos instrumentais 
envolvidos, nos últimos anos, o período pós-operatório implica em certas disfunções 
físico-funcionais normais e já esperadas pelo próprio processo do trauma cirúrgico. 
Em função destas disfunções, e de possíveis complicações temporárias ou 
permanentes que podem advir do procedimento, torna-se importante a atuação de 
uma equipe multidisciplinar, incluindo profissionais como o fisioterapeuta, o 
nutricionista, o psicólogo e o educador físico. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
A fisioterapia dispõe de recursos terapêuticos que proporcionam a aceleração 
da recuperação pós-operatória, minimizando quadros dolorosos, prevenindo e 
tratando possíveis disfunções funcionais como edemas, linfedemas, seromas, 
equimoses, hematomas, fibroses e aderências teciduais e alterações de 
sensibilidade. 
 
Edema 
 
Disfunção caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido nos espaços 
intersticiais, resultado de um aumento abrupto da quantidade de fluidos circulantes 
mediada por condições adversas como patologias específicas, intervenções 
cirúrgicas, traumas e condições inflamatórias (FRANCO E MONTENEGRO, 1995). 
É uma condição dinâmica, normalmente de origem vascular que se apresenta 
clinicamente pelo Sinal de Godet ou cacifo. Esse sinal é realizado, comprimindo 
a região com o polegar por cerca de 10 segundos e observando se ocorre a formação 
de depressão. 
O edema presente durante o período pós-cirúrgico de lipoaspiração é 
decorrente da lesão tissular causada pela infiltração de líquido no tecido subcutâneo 
e pelo trauma provocado pela movimentação da cânula. Ocorre como uma reação 
orgânica ao acúmulo de fluido intersticial associado a mudanças na hemodinâmica 
capilar e perda da integridade linfovascular. Há um aumento da pressão oncótica 
tissular devido à elevada concentração de proteínas no interstício (XAVIER, 2001). 
Figura – Sinal de Godet positivo em membro superior. 
Fonte: PITTA et al, 2003. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Normalmente os edemas pós-lipoaspiração resolvem-se gradualmente em um 
período de até três meses. Edemas com duração maior são raros e denominados 
persistentes. 
Recursos fisioterapêuticos como a drenagem linfática, crioterapia e 
eletroterapia auxiliam na reabsorção dos edemas, porém ele persistira durante todo 
o processo de cicatrização. O controle precoce do edema é importante por permitir 
maior concentração de oxigênio e nutrientes na área afetada, facilitando, 
consequentemente, o processo de cicatrização e prevenindo disfunções funcionais 
como a presença de fibrose intersticial. 
 
Linfedema 
 
Disfunção caracterizada pelo desequilíbrio entre a demanda linfática e a 
capacidade do sistema em drenar a linfa, em condições em que o sistema linfático 
perde sua capacidade de escoamento por destruição ou obstrução da via linfática em 
algum ponto de seu trajeto. Consequentemente ocorre estagnação da linfa no vaso, e 
posterior extravasamento de volta ao interstício (PITTA et al, 2003). 
O linfedema é uma condição estática em que o aporte por filtragem é normal, 
porém a drenagem é insuficiente. Não apresenta o sinal de Godet, não sendo 
possível deslocá-lo por meio de pressões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Figura – Linfedema em membro inferior esquerdo. 
Fonte: ABRIL et al, 2008. 
O aumento da concentração de proteína no meio vascular causado pelo 
extravasamento e não absorção das mesmas pelo sistema linfático gera alteração da 
pressão osmótica e acarreta a presença definitiva de fluido no interstício. Uma vez 
que a linfa é um fluido com altas concentrações de proteínas, sua presença no 
interstício propicia a proliferação e cultura de germes, tornando o segmento acometido 
sujeito a episódios de infecção e fibrose intersticial. 
A lipoaspiração interrompe grande parte dos capilares linfáticos na área 
lipoaspirada. Enquanto lesados, os linfáticos danificados não são aptos para o 
transporte do excesso de fluido intersticial de volta para o sangue, ocasionando 
linfedema. Porém, os danos linfáticos são temporários. Os capilares linfáticos 
regeneram-se espontaneamente dentro de poucas semanas ou meses. Esse 
processo é denominado linfangiogênese. 
Os danos nos capilares linfáticos são inevitáveis consequências da 
lipoaspiração, porém, a extensão e duração do linfedema podem ser 
significativamente reduzidas pela assistência fisioterapêutica pós-operatória. O 
tratamento inclui a utilização de recursos como orientações e posicionamento e 
cuidados gerais, drenagem linfática, mobilizações articulares, entre outros 
(JACQUEMAY, 2000). 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Seroma 
 
Acúmulo de líquido com composição semelhante a do plasma sanguíneo, no 
tecido subcutâneo que pode ocorrer após intervenções cirúrgicas. Normalmente, 
surge durante as primeiras semanas de pós-operatório, sendo mais frequente 
naquelas cirurgias plásticas que envolvem descolamentos maiores de tecidos como as 
abdominoplastias e mamoplastias com inclusão de próteses. Também pode acontecer 
em lipoaspirações de grande porte. Fatores como idade avançada, obesidade, 
hipertensão, heparinoterapia e mobilização precoce intensa e inadequada podem 
desencadear ou agravar a ocorrência do seroma. 
A sintomatologia inclui abaulamento local; sensação de deslocamento de 
líquido na região operada; ausência de sinais inflamatórios como febre, dor e 
vermelhidão. 
O seroma poderá ser expelido espontaneamente no pós-operatório imediato 
pela eliminação do líquido pela ferida operatória ou necessitar de punções para 
drenagem. Se não tratado, o seroma pode se tornar encapsulado, necessitando de 
tratamento cirúrgico (capsulectomia).Um seroma encapsulado produz aspecto 
abaulado, endurecido e fixo, como o de uma tumoração abaixo da pele. Por vezes, 
apresenta retração visível na pele (VIEIRA e SOARES, 2008). 
Figura – Seroma 
 
Fonte: YETKIN, 2007. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Equimose 
 
Mancha na pele de coloração arroxeada que acontece em decorrência do 
rompimento de pequenos vasos sanguíneos e vai desaparecendo gradualmente 
conforme o organismo absorve o líquido extravasado (MÉDICOS DE PORTUGAL, 
2008). 
É uma condição comum no pós-operatório de lipoaspirações e costuma 
desaparecer após duas ou três semanas, passando por diversas gradações de 
colorações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada. 
O fisioterapeuta pode acelerar o processo de reabsorção aliando recursos 
como drenagem linfática manual, ultrassom e eletroterapia. 
Figura – Equimose 
 
Fonte: NICLA NEGRO, 2008. 
 
Hematoma 
 
Condição caracterizada pelo acúmulo de certa quantidade de sangue em um 
tecido, resultante da ruptura de vasos e perturbação da vascularização local. Na 
maioria dos casos, a situação se reverte espontaneamente. Mas em casos de 
hematomas de grandes dimensões, a drenagem cirúrgica torna-se necessária 
(WIKIPÉDIA, 2008). 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Figura Hematoma 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
Dor 
 
Após a lipoaspiração, o quadro álgico costuma ser de intensidade moderada, 
variando de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo. Esse desconforto é 
resultante do trauma tecidual provocado pela intervenção. 
Em geral, a dor responde bem à terapia com analgésicos normais e recursos 
fisioterapêuticos como a eletroanalgesia e a drenagem linfática, diminuindo 
progressivamente com a redução do edema tecidual. 
 
Fibroses e aderências teciduais 
 
As fibroses intersticiais pós-lipoaspiração decorrem do processo de fibroplasia 
cicatricial. Após o trauma cirúrgico causado nos tecidos pela cânula de lipoaspiração, 
existe a tendência natural de formação de um tecido fibroso como forma de reparo às 
áreas lesadas. Há uma predisposição individual ao desenvolvimento de fibroses em 
maior ou menor grau, mas em geral elas estão presentes na maioria dos pacientes e 
devem ser controladas precocemente por medidas preventivas. 
O fisioterapeuta exerce papel importante na prevenção e tratamento destas 
disfunções com recursos como a drenagem linfática manual, massagem de liberação 
tecidual funcional, ultrassom terapêutico, entre outros recursos. 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Alterações de sensibilidade 
 
Após a lipoaspiração, os pacientes podem referir sensações de alteração da 
sensibilidade local como hipoestesia (aumento da sensibilidade), ou hipersestesia 
(diminuição da sensibilidade). São comuns, também, referências à sensação de 
choque, queimação, ardência e prurido. Esses sintomas decorrem do trauma tissular, 
da presença do edema e das alterações químicas inerentes ao processo de 
cicatrização e reparo tecidual. Os autores relatam que a sensibilidade local retorna 
gradativamente e normaliza após cerca de seis meses da intervenção cirúrgica. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Avaliação físico-funcional em lipoaspirações 
 
Avaliação fisioterapêutica pré-operatória 
 
A avaliação pré-operatória, quando bem realizada, oferece subsídios 
importantes para o fisioterapeuta e benefícios adicionais ao paciente. É o momento 
em que o primeiro contato com o paciente é estabelecido e uma relação de confiança 
é firmada. O profissional pode elaborar um plano de tratamento individualizado, com 
prognóstico de recuperação e conscientizar o paciente sobre a importância e os 
procedimentos da fisioterapia no pós-operatório. 
Neste primeiro contato, as técnicas que serão realizadas no pós-operatório 
podem ser simuladas para que, quando o paciente esteja se recuperando e 
possivelmente sinta desconforto e dor, não sinta receio em permitir a realização da 
terapia. Todas as dúvidas devem ser esclarecidas. 
Durante a avaliação inicial, o fisioterapeuta realiza a coleta dos dados de 
identificação do paciente, anamnese, exame físico, objetivos do tratamento e conduta 
terapêutica. 
 
Dados de Identificação do paciente 
 
A identificação do paciente deve conter informações como nome, endereço 
completo, telefone, idade, sexo, estado civil e profissão. É um item importante por 
permitir futuros agrupamentos de pacientes para estudos científicos e de casos 
clínicos. 
 
Anamnese 
 
A anamnese é o momento da coleta da história clínica do paciente. Trata-se de 
um momento importante, uma vez que os hábitos diários e antecedentes patológicos, 
psicológicos e hereditários exercem grande influência sobre a instalação e evolução 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
de muitas disfunções. Para melhor execução, pode ser estruturada em tópicos, 
sendo importante conter os seguintes itens: história clínica; história ginecológica e 
obstétrica (caso do sexo feminino); história cirúrgica e tratamentos anteriores. 
Durante a coleta da história clínica, o paciente deve ser questionado a 
respeito de suas condições clínicas, estado geral de saúde e hábitos de vida. Alguns 
pontos importantes que devem ser incluídos: 
 
 Patologias prévias de origem sistêmico-metabólicas como: 
diabetes; hipertensão ou hipotensão arterial; alterações cardíacas ou vasculares; 
neoplasias; hiper ou hipotireoidismo; asma brônquica; alterações renais; hemofilia, 
distúrbios neurovegetativos; afecções cutâneas; alergias, entre outras. Esta 
informação é importante, uma vez que a presença de certas patologias pode 
contraindicar determinados recursos terapêuticos. 
 
 Medicamentos em uso: é importante questionar o paciente a 
respeito do uso de medicamentos que possam ser indicativos do controle de alguma 
patologia ou interferir na terapêutica a ser adotada. Certas drogas também podem 
interferir no processo cicatricial e de coagulação sanguínea. 
 
 Consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo: hábitos que 
podem interferir no processo de reparo tecidual e que devem ser firmemente 
contraindicados aos candidatos a lipoaspirações. 
 
 Sintomas de stress/ansiedade e qualidade do sono: 
informações que podem indicar interferências na qualidade de vida do paciente e que 
podem ser agravadas no período pós-operatório. 
 
 Temperatura do banho: a exposição continuada a temperaturas 
de banho excessivamente altas pode levar a ressecamento crônico da pele, que deve 
ser analisada e devidamente tratada antes do procedimento cirúrgico. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
 Prática regular de atividade física: o paciente deve ser 
questionado sobre a prática regular de alguma atividade física e com que frequência 
a realiza. 
 
 Ingestão média de líquidos: deve-se questionar sobre a 
quantidade de líquidos ingerida por dia pelo paciente. 
 
 Realização de dieta restritiva: dietas altamente restritivas são 
contraindicadas no período próximo ao procedimento cirúrgico, por causarem 
alterações metabólicas que podem desencadear choques intraoperatórios. O paciente 
candidato à lipoaspiração deve estar com peso próximo ao ideal e alimentando-se de 
forma equilibrada. 
 
Caso o paciente seja do sexo feminino, a história ginecológica e obstétrica 
deve ser colhida. Questionar sobre: 
 
 Menopausa/ Reposição hormonal/ Método contraceptivo: a 
paciente deve ser questionada em relação à utilização de hormônios, condição que 
pode interferir nos processos cicatriciais e de acúmulo de líquido intersticial. 
 
 Sintomatologia menstrual: questionar a respeito da presença de 
sintomatologia dolorosa, ou incômodo durante o período menstrual (cefaleia, 
mastalgia, fadiga, dores nas pernas, desconfortopélvico, irritabilidade e ansiedade). 
 
 História obstétrica: questionar a respeito do número de gestações 
e de suas histórias, incluindo informações como ganho de peso, uso de cinta, 
alterações posturais, surgimento de estrias e flacidez. 
 
Em relação à história cirúrgica, questionar a respeito do tipo de procedimento 
a que o paciente será submetido, em que data e o cirurgião responsável. Outro ponto 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
importante é a avaliação de sequelas de cirurgias realizadas anteriormente. O 
fisioterapeuta deve avaliar a presença de fibroses e aderências já instaladas. 
Pacientes com fibrose, que sofrem nova intervenção cirúrgica tem maior probabilidade 
de desenvolver irregularidades na pele. 
Em relação aos tratamentos estéticos anteriores questionar sobre 
experiências prévias do paciente: tipo, duração, objetivos, resultados. É importante 
saber das experiências anteriores e expectativas dos pacientes para que todos os 
pontos do tratamento possam ser suficientemente esclarecidos e todas as dúvidas 
sanadas. 
 
Exame físico 
 
O exame físico pré-operatório é composto por avaliação de sinais clínicos, 
inspeção, palpação, avaliação de disfunções estéticas, perimetria e documentação 
fotográfica. 
Os seguintes sinais clínicos devem ser avaliados: peso, altura, índice de massa 
corpórea (IMC), pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. 
Durante a inspeção, busca-se observar a coloração da pele do paciente, 
presença de fístulas, manchas, hematomas, equimoses, fibroses e aderências 
teciduais, varizes, edemas e linfedemas. Presença de ptoses, sulcos ou depressões 
e cicatrizes anteriores. Também é importante realizar uma análise da postura corporal. 
Durante a palpação deve-se verificar a presença de dor à palpação, edemas, 
linfedemas, alterações da temperatura local da pele e a presença de nódulos no tecido 
subcutâneo. Analisar também a presença de flacidez muscular e tissular. 
É importante verificar no exame físico pré-operatório se o paciente apresenta 
disfunções estéticas que possam ser tratadas antes ou após a intervenção cirúrgica e 
que possam interferir no resultado final do procedimento. Entre estas disfunções, 
deve-se dar importância especial ao fibro edema geloide, as estrias e a gordura 
localizada. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
O fibro edema geloide, popularmente denominado celulite, pode ser 
caracterizado como um espessamento não inflamatório das capas subdérmicas, às 
vezes, doloroso que se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada extensão 
e localização. As lesões teciduais do fibro edema geloide podem ser classificadas em 
três estágios: 
 Estágio 01 (branda): é de aspecto visível somente à palpação ou 
sob contração voluntária, não tem fibrose, tem aspecto de "casca de laranja". 
 
 Estágio 02 (média): é de aspecto visível em algumas regiões e 
apresenta fibroses sem predominância. É também visível quando ocorre incidência de 
luz lateral, nesse caso as margens são facilmente delimitadas. Pode ocorrer alteração 
de sensibilidade. 
 Estágio 03 (grave): há fibrose com predominância, aspecto de 
"casca de nozes", o paciente apresenta sensibilidade à dor aumentada. 
 
Em relação às estrias, que são lesões atróficas da pele, quando estiverem 
presentes no paciente, deve-se questionar a respeito da época ou maneira em que 
elas surgiram (adolescência, gravidez, obesidade, uso de medicamentos). Observar 
a coloração das estrias (vermelhas, violáceas, brancas), localização (abdômen, coxa, 
braços, dorso, pernas, costas, glúteos), comprimento e profundidade das estrias. 
Verificar se existem acúmulos de gordura localizada, assinalando no mapa as 
áreas em que foram localizados. 
A perimetria é uma técnica de avaliação clínica da presença de edemas e 
linfedemas, por meio da determinação dos valores de circunferência de um segmento 
corporal perpendicular ao eixo longitudinal do mesmo segmento. As medidas devem 
ser feitas em níveis estabelecidos em intervalos de tempo periódicos e, de modo 
geral, repetidas sempre pelo mesmo terapeuta. Para a comparação, as medidas 
devem ser realizadas em um mesmo horário do dia. 
Para avaliação, o paciente deverá estar em pé, de lado para o avaliador, 
com os pés um pouco afastados, distribuindo o peso do corpo igualmente sobre os 
membros inferiores. As medidas devem ser feitas com a fita métrica bem ajustada 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
sobre a parte a ser medida, não muito apertada a ponto de criar uma endentação na 
gordura, nem frouxa para que a fita deslize. A redução do edema pode ser avaliada 
pela comparação entre as medidas tomadas antes e após o tratamento. 
Um dos protocolos utilizados para perimetria determina que sejam realizadas 
mensurações a cada 5 e 10 cm de pontos de partida específicos. 
Nos membros superiores, tomando-se como referência a fossa cubital, são 
realizadas mensurações a cada 5 e 10 cm acima (braço) e 5, 10 e 15 cm abaixo desta 
(antebraço). É mensurada também a circunferência da região localizada logo abaixo 
da fossa axilar. 
No abdômen, tem-se como ponto de referência à cicatriz umbilical. São 
realizadas mensurações da circunferência a cada 5 e 10 cm acima e abaixo do 
umbigo. 
É realizada a mensuração da circunferência total do quadril e da região logo 
abaixo das nádegas com o avaliado posicionado com as pernas unidas (bicoxa), em 
uma área conhecida como culote. 
Nos membros inferiores, tomando-se como referência a fossa poplítea, são 
realizadas mensurações a cada 5 e 10 cm acima (coxa) e 5, 10 e 15 cm abaixo 
desta (panturrilha). É mensurada também a circunferência da região localizada logo 
abaixo da fossa inguinal. 
Figura - Perimetria corporal 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
A documentação fotográfica pode ser um dado complementar subjetivo de 
avaliação e reavaliação, desde que obedecidos padrões de luz ambiente e interna e 
que sejam padronizadas e pré-estabelecidas as referências de distâncias que serão 
utilizadas. 
 
Objetivos e conduta terapêutica 
 
Ao final da avaliação, devem ser traçados os objetivos e determinada a conduta 
da intervenção terapêutica no período pré-operatório. Sinalizar os pontos que 
norteiam e justificam o tratamento e conduta que será adotada no período pós- 
operatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Protocolo de avaliação físico-funcional pré-operatória 
 
Identificação 
 
Nome: 
 
Endereço: 
 
Idade: 
 
Sexo: ( ) feminino 
( ) masculino 
Telefone: 
 
E-mail: 
Profissão: 
 
Estado civil: 
 
Anamnese 
 
História clínica 
 
Patologias prévias: 
 
Medicamentos em uso: 
 
Consome bebidas alcoólicas: ( ) Sim. Frequência: ( ) 
Não 
Fuma: ( ) Sim. Frequência: ( ) 
Não 
Refere sintomas de stress/ansiedade? ( ) Sim ( ) Não 
Qualidade do sono? ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssima 
Temperatura do banho: ( ) Frio ( ) Morno ( ) Quente 
Prática de atividade física: ( ) Sim. Qual: Frequência: (
 
 
 
 
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 ) Não 
Ingestão líquida média: litros/dia 
Faz dieta alimentar restritiva: ( ) Sim ( ) Não 
 
 
 
 
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História ginecológica e obstétrica (pacientes do sexo feminino) 
 
Menopausa: ( ) Sim ( ) Não / Faz reposição hormonal: ( ) Sim ( ) 
Não 
Método contraceptivo: ( ) Sim. Tipo: (
 ) Não 
Sintomatologia menstrual: 
( ) Cefaleia ( ) Mastalgia ( ) Fadiga ( ) Dores nas pernas ( ) 
Cólicas ( ) Desconforto pélvico ( ) Irritabilidade e ansiedade 
(TPM) 
Número de gestações: Tipo de parto: 
 
Ganho de peso médio durante as gestações: 
 
 
Históriacirúrgica 
 
Tipo de procedimento: Data: 
 
Cirurgião responsável: 
 
Cirurgias anteriores: 
 
 
Tratamentos estéticos anteriores 
 
Tipo: 
 
Duração: 
 
Objetivos: 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Resultados: 
 
 
Exame físico 
 
Sinais clínicos 
 
Peso: kg Altura: cm IMC: 
FC: bpm P.A.S: mmHg F.R: rpm 
 
Inspeção 
 
Coloração da pele: 
 
Fístulas ( ) Sim. Locais: 
Manchas ( ) Sim. Locais: 
Hematomas ( ) Sim. Locais: 
Equimoses ( ) Sim. Locais: 
Fibroses ( ) Sim. Locais: 
Edemas ( ) Sim. Locais: 
Linfedemas ( ) Sim. Locais: 
Ptoses ( ) Sim. Locais: 
Sulcos ( ) Sim. Locais: 
Depressões ( ) Sim. Locais: 
Cicatrizes ( ) Sim. Locais: 
Varizes ( ) Sim. Locais: 
 
Análise postural (vistas anterior, posterior e lateral) 
 
 
 
 
 
 
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alpação 
 
Dor à palpação: ( ) Sim. Locais: 
 
Edemas: ( ) Sim. Locais: Linfedemas: ( ) Sim. Locais: 
 
Alterações de temperatura da pele: ( ) Sim. Locais: 
 
Nódulos subcutâneos: 
 
 
Flacidez muscular 
 
Abdominais ( ) normal ( ) alterado 
Adutores de quadril ( ) normal ( ) alterado 
Abdutores de quadril ( ) normal ( ) alterado 
 
Flacidez de pele 
 
Coxa anterior ( ) Presente ( ) Ausente 
Coxa posterior ( ) Presente ( ) Ausente 
Coxa lateral ( ) Presente ( ) Ausente 
Glúteos ( ) Presente ( ) Ausente 
Abdômen anterior ( ) Presente ( ) Ausente 
Flancos abdominais laterais ( ) Presente ( ) Ausente 
Braços ( ) Presente ( ) Ausente 
 
Fibro edema geloide 
 
Coxa anterior ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
Coxa posterior ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
Coxa lateral ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
 
 
 
 
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Glúteos ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
Abdômen anterior ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
Flancos abdominais laterais ( ) Ausente ( ) I ( ) II ( ) III 
 
Estrias 
Surgimento: ( ) adolescência ( ) gravidez ( ) obesidade ( ) medicamentos 
 
( ) Abdômen ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
( ) Coxa ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
( ) Dorso ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
( ) Pernas ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
( ) Costas ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
( ) Glúteos ( ) vermelha ( ) violácea ( ) branca 
 
Gordura localizada (assinalar locais) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Perimetria 
 
Segmento mensurado D E 
Braço Abaixo da linha axilar 
 05 CM da fossa cubital 
 10 CM da fossa cubital 
Antebraço 05 CM da fossa cubital 
 10 CM da fossa cubital 
 15 CM da fossa cubital 
Coxa Abaixo da linha glútea 
 05 CM da fossa poplítea 
 10 CM da fossa poplítea 
Panturrilha 05 CM da fossa poplítea 
 10 CM da fossa poplítea 
 15 CM da fossa poplítea 
Cintura Cicatriz umbilical 
 05 CM acima 
 10 CM acima 
 05 CM abaixo 
 10 CM abaixo 
Quadril Circunferência máxima 
Bicoxa Circunferência máxima 
 
Objetivos do tratamento e conduta pré-cirúrgica: 
 
 
Fisioterapeuta responsável: 
 
 
 
 
 
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Avaliação fisioterapêutica pós-operatória 
 
Caso não tenha sido possível realizar a avaliação pré-operatória do paciente; 
neste momento, devem ser colhidos dados de identificação do paciente (nome, 
endereço, telefone, além de idade, sexo, raça e profissão). 
Também deve ser realizada a anamnese, como na avaliação pré-operatória. É 
importante coletar informações acerca do curso da cirurgia realizada. Além das 
questões assinaladas no pré-operatório, torna-se importante questionar a respeito 
da presença de dor, alterações de sensibilidade e estado geral do paciente. 
Questionar a respeito do tipo e data do procedimento que realizou, inclusão ou não 
de prótese, nome do cirurgião responsável, tempo de internação e tipo de anestesia, 
medicamentos em uso, recomendações e restrições médicas, intercorrências 
cirúrgicas, localização e aparência da cicatriz, sensibilidade local e sinais clínicos. 
No pós-operatório, o exame físico é restrito à inspeção e à palpação. Os sinais 
clínicos também devem ser aferidos (peso, altura, IMC, pressão arterial, frequência 
cardíaca e respiratória). 
Durante a inspeção, busca-se observar a presença de alterações funcionais, 
localização e extensão da cicatriz, coloração da pele, presença de fístulas, manchas, 
hematomas, equimoses, fibroses, edemas e linfedemas. Também é importante 
verificar se o paciente está em posicionamento antálgico. 
Durante a palpação, verificar a presença de dor, edema, temperatura local 
(traduz o estado vascular local e geralmente encontra-se aumentada em virtude das 
alterações circulatórias); sensibilidade geral (hipoestesia ou hiperestesia podem estar 
presentes por lesão do nervo durante a cirurgia ou por compressão em função de 
edemas e linfedemas, a percepção tátil, térmica e dolorosa em regiões adjacentes à 
cicatriz pode estar comprometida); aderências cicatriciais (palpar a cicatriz e região 
adjacente, procurando por aderências cicatriciais) e linfedema. Analisar também o 
trofismo muscular e cutâneo, dor e nódulos no tecido subcutâneo. 
Pela palpação e observação das áreas corporais críticas, o examinador poderá 
classificar a fibrose tecidual em quatro níveis, obedecendo aos seguintes critérios: 
• Nível zero (N0): não foi detectado indício de fibrose após a avaliação 
 
 
 
 
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visual e a palpação, nas posições: ereta e decúbito dorsal e ventral. 
• Nível um (N1): a fibrose somente é detectada após a palpação da 
região avaliada, com o paciente em decúbito dorsal e ventral. 
• Nível dois (N2): a fibrose é detectada após a avaliação visual do 
paciente na posição ereta. Entretanto, nas posições de decúbitos a detecção é feita 
após a palpação. 
• Nível três (N3): a fibrose é detectada após a avaliação visual, 
estando o paciente tanto na posição ereta quanto nos decúbitos dorsal e ventral. 
 
Ao final da avaliação pós-operatória, devem ser traçados os objetivos do 
tratamento e a conduta terapêutica que será adotada. Considerando-se sempre que 
o paciente pós-operado deve ser inspecionado e reavaliado em sua evolução a cada 
atendimento, ajustando-se a conduta, se necessário. 
 
Protocolo de avaliação físico-funcional pós-operatória 
 
Identificação 
 
Nome: 
 
Endereço: 
 
Idade: 
 
Sexo: ( ) feminino ( ) masculino 
Telefone: 
 
E-mail: 
Profissão: 
 
Estado civil: 
 
Anamnese 
Caso a anamnese pré-cirúrgica não tenha sido colhida, utilizar o protocolo 
pré-cirúrgico para completar esta avaliação. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
História cirúrgica 
 
Tipo de procedimento a que foi submetida: 
 
Data do procedimento: 
Cirurgião: 
Tempo de internação: 
Anestesia: 
Medicamentos em uso: 
Recomendações médicas/restrições: 
 
Intercorrências: 
Localização e aparência das cicatrizes 
Sensibilidade local: 
Sinais clínicos: 
 
Exame físico 
Sinais clínicos 
 
Peso: kg Altura: cm IMC: 
FC: bpm P.A.S: mmHg F.R: rpm 
 
Inspeção/palpação geral 
Coloração da pele: 
Aspecto da pele: 
Posição antálgica: ( ) Sim ( ) Não Qual(is)? 
Alterações de sensibilidade: 
Dor ( ) Sim. Locais: 
Seroma ( ) Sim. Locais: 
Fistulas ( ) Sim. Locais: 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Manchas ( ) Sim. Locais: 
Hematomas ( ) Sim. Locais: 
Equimoses ( ) Sim. Locais: 
Fibroses ( ) Sim. Locais: N0 ( ) N1 ( ) N2 ( ) N3( ) 
Edemas ( ) Sim. Locais: Cacifo ( ) Sim ( ) Não 
Linfedemas ( ) Sim. Locais: 
Ptoses ( ) Sim. Locais: 
Sulcos ( ) Sim. Locais: 
Depressões ( ) Sim. Locais: 
Cicatrizes ( ) Sim. Locais:Varizes ( ) Sim. Locais: 
 
Objetivos do tratamento e conduta pós-cirúrgica: 
 
 
 
Fisioterapeuta responsável: 
 
 
Assistência fisioterapêutica no pós-operatório de lipoaspirações 
 
A fisioterapia exerce um importante papel na recuperação pós-cirúrgica de 
lipoaspirações. Seus recursos terapêuticos são capazes de acelerar o processo de 
reparo tecidual, melhorar a resposta cicatricial, reduzir edemas, além de proporcionar 
analgesia. Entre os recursos utilizados pelo fisioterapeuta estão: orientações de 
posicionamento e cuidados gerais, eletroterapia, ultrassom, laser, recursos 
térmicos, recursos manuais, pressoterapia, dermotonia, cinesioterapia, entre 
outros. 
 
Orientações de posicionamento e cuidados gerais 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
As orientações pré e pós-operatórias são importantes para o resultado 
final do procedimento cirúrgico e para a reabilitação integral do paciente. O paciente 
deve ser orientado sobre as intervenções pelas quais irá passar; o que irá sentir; e, o 
que deverá fazer em cada etapa de sua recuperação. O fisioterapeuta é o profissional 
que estará em contato diário com o paciente, portanto deverá ter conhecimento para 
orientá-lo em suas dúvidas, comunicando ao médico responsável caso alguma 
intercorrência ocorra. 
Na assistência fisioterapêutica pré-operatória ou mesmo no pós- operatório, 
caso não tenha sido possível realizar isso antes, é importante esclarecer ao paciente 
como será a sua reabilitação pós-cirúrgica. Quais recursos poderão ser utilizados e 
de que maneira. O que ele poderá sentir e como o fisioterapeuta irá intervir em cada 
caso. Se possível, as manobras terapêuticas devem ser simuladas, para que o 
paciente não se sinta apreensivo quando estiver operado e possivelmente apresente 
dor. O paciente deve estabelecer uma relação de confiança com o profissional que 
irá conduzir seu tratamento. 
O fisioterapeuta deve estar sempre em contato com o cirurgião responsável 
pelo paciente para tomar conhecimento das restrições de posicionamento e cuidados 
gerais para o caso em específico e para debater sobre a evolução do tratamento. 
O fisioterapeuta deve estar atento para realizar encaminhamentos aos demais 
membros da equipe multidisciplinar (psicólogos, nutricionistas), nos momentos 
adequados, caso seja necessário. 
De acordo com Taboada (2008), as principais recomendações para o pós- 
operatório de lipoaspirações são: 
 
 Uso do modelador compressivo 
Auxilia na redução do edema proveniente da cirurgia. 
Previne formação de hematomas e seroma. 
Proporciona a acomodação uniforme da pele. 
Reduz formação de ondulações e irregularidades; 
O modelador não deve ser retirado nas primeiras 24 a 48 horas. 
O uso da placa de contenção de espuma colocada embaixo do modelador auxilia a 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
compressão e evita dobras da malha, principalmente ao sentar. Essa placa deve 
ser utilizada sempre que o paciente ficar em posição que provoque dobras na região 
do abdômen e cintura. 
O modelador deve ser usado por, no mínimo, trinta dias. Após 20 dias o modelador 
pode ser retirado para dormir (conforme orientação médica). 
A malha deve ser ajustada toda vez que ficar frouxa ou fizer dobras. Ajustar ao 
longo das costas, deixando o acabamento para o lado de fora. 
 
 Banho 
O primeiro banho deve ser tomado 24 a 48 horas após a cirurgia. Neste momento, 
todos os curativos das incisões da lipoaspiração são retirados. 
Evitar banhos quentes durante os primeiros 15 dias, pois aumentam o edema e 
facilitam a queda da pressão arterial, podendo provocar desmaios. Os sintomas da 
queda da pressão são: suor frio, náusea, vômito, visão turva e desmaio. 
Caso haja algum destes sintomas, deve-se deitar imediatamente e elevar as 
pernas, assim à perfusão cerebral é restabelecida e os sintomas desaparecem. 
 
Dor 
Geralmente ocorre só com o toque ou movimentos de levantar, sentar e deitar. É 
mais comum o desconforto nas costas (pelo edema e postura). 
Dormir na posição que for mais confortável, desde que não provoque dobras no 
modelador. 
Após o início da drenagem linfática, o desconforto tende a diminuir. 
Nas primeiras semanas é normal a falta de sensibilidade e dormência nas regiões 
da lipoaspiração. Após este período, pode haver um leve aumento da dor, em 
função do retorno gradativo da sensibilidade e retirada dos medicamentos 
analgésicos. 
A coceira leve é comum pelo processo de cicatrização interna e restabelecimento 
da sensibilidade da pele. Porém, pode ser acentuada por alergia à placa de 
contenção, ao tecido do modelador e ao sabão utilizado na lavagem da malha. Evite 
coçar para não machucar a pele e aumentar o edema. O calor aumenta a coceira. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Hematomas/ equimoses/ seromas 
As equimoses são mais comuns nas lipoaspirações de membros 
inferiores. No tronco costumam ser discretas. Podem persistir por duas 
a três semanas, sendo reduzidas gradativamente. 
O edema e a equimose do púbis e genitália podem ocorrer por infiltração de 
líquidos e sangue por ação da gravidade, mesmo sem a lipoaspiração destas 
áreas. É uma condição reversível que desaparece em poucas semanas. 
O seroma é incomum e deve ser diagnosticado e tratado precocemente pelo 
médico. 
 
 Fibroses, nódulos ou áreas endurecidas 
Aparecem geralmente após o décimo dia do pós-operatório (fibroplasia). 
Decorrem do processo normal da regeneração do tecido lesado. 
Identificadas como regiões mais “endurecidas” ou nódulos bem definidos. 
Tratamento com drenagem linfática manual, ultrassom terapêutico, liberação 
tecidual funcional e/ou dermotonia, sempre sob orientação do médico e do 
fisioterapeuta. 
Descartar presença de hematoma e seroma. 
 
 
 Medicamentos: seguir prescrição médica. 
 Exposição solar 
Evitar exposição solar por um período mínimo de dois meses para não 
aumentar o edema e causar manchas irreversíveis na pele. Após este período, 
utilizar um filtro solar adequado (FPS 30 ou mais). 
 
 Curativos 
Os orifícios da lipoaspiração são mantidos geralmente sem curativo. Apenas 
um micropore pode ser colocado até para proteção. 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 Pontos e secreções 
São retirados com 5 a 15 dias, dependendo da avaliação do médico. 
A região deve estar seca e bem fechada. 
Pode formar uma crosta sobre a área do ponto, que deve cair sozinha. 
A saída de líquido amarelo-rosado (água de sangue) por um ou mais orifícios 
da lipoaspiração pode ocorrer normalmente nos primeiros dias. Consiste na 
drenagem espontânea dos líquidos formados na cirurgia. 
 
 Alimentação 
Normalmente sem restrições. 
Ingerir bastante líquido. 
Restringir gorduras, frituras, sal em excesso, álcool, condimentos fortes. 
Aumentar a ingestão de fibras, frutas, verduras, legumes, proteínas (carnes 
magras, ovos, leite e derivados) para melhor cicatrização. 
Aguardar para fazer dietas restritivas após a liberação médica. 
Pode ser necessário o uso de suplementos de vitamina C e sulfato 
ferroso. 
 
 
 Frequência e volume urinário 
A diurese costuma aumentar, pois o edema é eliminado pelos rins. É comum 
acordar várias vezes durante a noite para urinar, principalmente nas primeiras 
semanas. 
 
 Atividades físicas em geral 
Nas primeiras 24 horas, é recomendado o movimento de flexão e extensão do 
tornozelo para mobilizar as panturrilhas e ativar a circulação sanguínea. 
Após as 24 horas iniciais intercalar períodos de repouso no leito e caminhadas 
em casa, para a redução do edema e prevenção de trombose. 
Atividades de vida diária podem ser realizadas em dois dias de pós- operatório, 
evitando carregar pesos e fazer serviços domésticos. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatórioO retorno ao trabalho e a liberação para dirigir pode ocorrer em cinco a quinze 
dias (conforme orientação médica) . 
A prática de esportes pode ser retomada após 15 dias em lipoaspirações 
pequenas e em torno de três semanas em lipoaspirações médias e grandes, 
sempre de maneira gradativa. 
O exercício físico somente após um mês da cirurgia, inicialmente pode 
aumentar o edema, porém ajuda a remodelar os tecidos e acelera o 
metabolismo. 
Alongamentos terapêuticos podem ser iniciados em 15 dias. 
 
 
 Roupas e calçados 
Evitar roupas apertadas, roupa íntima com elástico, calça jeans ou outras 
vestes que promovam dobras na pele, que dificultam a drenagem linfática. 
Não usar roupa íntima abaixo do modelador, só por cima e bem larga. 
Evitar salto alto, pois o trabalho muscular da panturrilha é importante para a 
drenagem do edema nos membros inferiores. 
Preferir tecido de algodão e roupas frescas, uma vez que o calor aumenta o 
desconforto e o edema. 
 
 Evolução 
Até atingir o resultado final (entre seis meses e um ano), diversas fases 
evolutivas são características da lipoaspiração. A presença de “manchas 
roxas”, hipersensibilidade de algumas áreas e insensibilidade de outras é 
comum, de forma variável, a todos os pacientes. Certo grau de desânimo, 
depressão ou ansiedade também são frequentes nas fases iniciais. 
 
Recursos eletroterapêuticos 
 
Entre os recursos eletroterapêuticos mais utilizados no período pós- 
operatório de lipoaspirações estão: a corrente TENS e a corrente interferencial para 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
eletroanalgesia; a microcorrente e a corrente galvânica para acelerar o processo de 
reparo tecidual e a corrente russa para fortalecimento muscular. 
 
Eletroanalgesia 
 
 
Utilização de correntes elétricas como recurso terapêutico para o controle da 
dor. Promove analgesia por meio da melhora da circulação local e exerce, por efeito 
contrairritativo, ativação do sistema supressor de dor. As correntes habitualmente 
utilizadas para analgesia são a TENS e a corrente interferencial. 
 
Figura – Aplicação de corrente analgésica (eletroanalgesia) 
 
Fonte: EUSTICE e EUSTICE, 2008. 
 
TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) 
 
A TENS é uma corrente de baixa frequência (de 2 a 200 Hz) com propriedades 
analgésicas. Os impulsos elétricos produzidos por ela estimulam as fibras 
mecanorreceptoras e reduzem a percepção dolorosa. Na dor aguda de quadros pós-
operatórios, normalmente, a frequência usada varia entre 100 e 200 Hz. Os 
eletrodos devem ser posicionados paralelamente à área dolorosa. Quando houver 
necessidade, outro par de eletrodos pode ser fixado bilateralmente à coluna vertebral, 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
no mesmo nível das raízes nervosas que abrangem a área da dor. 
 
Corrente interferencial 
 
Corrente de média frequência (4.000 Hz). Seu princípio terapêutico consiste na 
produção de duas correntes de média frequência com frequências levemente 
diferentes que interferem uma com a outra, formando uma nova corrente, com 
amplitude resultante da soma de duas amplitudes de correntes individuais. Alivia a dor 
mediante a produção de um bloqueio periférico da atividade nas fibras nervosas 
portadoras de impulsos nocivos (HOGENKAMP, 2000). 
A escolha da frequência de uso depende da natureza, estágio, gravidade e 
do local do problema. Frequências altas (75 Hz a 200 Hz) são aconselháveis para 
disfunções agudas como quadros pós-operatórios, dor de intensidade alta e 
hipersensibilidade (IBRAMED, 2008). 
 
Microcorrentes (MENS – Micro electro neuro stimulation) 
 
Eletroestimulação que utiliza correntes contínuas ou alternadas com 
intensidade na faixa dos microamperes. Sua estimulação ocorre em níveis em que 
não se consegue ativar as fibras nervosas sensoriais. Os pacientes não têm 
percepção da sensação de formigamento comum a outros tipos de correntes elétricas 
(estimulação subliminar). O plano de atuação das microcorrentes é profundo, podendo 
atingir um nível muscular, e apresenta-se com imediata atuação no plano cutâneo e 
subcutâneo (ALMEIDA, 2008). 
A terapia por microcorrente pode ser vista como uma catalisadora nos 
processos iniciais de numerosas reações químicas e elétricas que ocorrem no 
processo cicatricial, uma vez que acelera em até 500% a produção da adenosina 
trifosfato (ATP). O ATP é a molécula responsável pela síntese proteica e regeneração 
tecidual. O uso de microcorrentes nas áreas lesadas, ajuda na normalização da 
corrente elétrica biológica, resultando em maior cicatrização de tecidos lesados e 
minimização da dor. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Entre seus efeitos fisiológicos estão: restabelecimento da homeostase tecidual; 
aumento da produção do ATP celular local; aumento da síntese de proteínas; 
diminuição de edemas teciduais. 
Entre seus efeitos terapêuticos úteis para o pós-operatório de lipoaspirações 
estão: analgesia; aceleração do processo de reparo tecidual; redução de edemas; 
poder anti-inflamatório e bactericida. 
Figura – Aplicação de microcorrente na face 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Seu uso está contraindicado nos seguintes casos: alergia ou irritação a corrente 
elétrica; diretamente sobre útero gravídico; eixo cardíaco; marcapasso; neoplasias; 
portadores de implantes metálicos; dermatites e dermatoses cutâneas. 
 
Corrente galvânica 
 
Corrente que possui intensidade constante em valor e em sentido. A aplicação 
da corrente galvânica pode ser dividida em: galvanização e iontoforese (ionização). 
A galvanização é o uso da corrente galvânica, utilizando exclusivamente os 
efeitos polares por ela promovidos. Os tecidos biológicos apresentam grande 
quantidade de íons positivos e negativos dissolvidos nos líquidos corporais, que 
podem ser colocados em movimento ordenado por um campo elétrico polarizado, 
aplicado à superfície da pele. A corrente provoca aumento da irrigação sanguínea, 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
acarretando maior nutrição tecidual; maior oxigenação e aumento do metabolismo. A 
presença dos metabólitos produz reflexamente vasodilatação das arteríolas e 
capilares, o que leva a um aumento do fluxo sanguíneo, maior quantidade de 
substâncias nutritivas, mais leucócitos e anticorpos, facilitando a reparação da área 
(IBRAMED, 2008). 
A iontoforese é uma técnica não invasiva que usa a corrente elétrica para 
prover uma maneira controlada de aumentar a transferência transdermal de uma 
variedade de drogas. Além de favorecer a penetração de substâncias, também 
estimula os tecidos, promovendo um aumento do metabolismo e melhora da atividade 
celular. 
Podem ser utilizados dois eletrodos em esfera movimentados ao mesmo 
tempo, ou um em esfera e o outro em bastonete, ou eletrodos em forma de caneta. 
Figura – Aplicação de corrente galvânica na região de pescoço 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Corrente russa (CR) 
 
A estimulação elétrica por corrente russa consiste da aplicação de um tipo de 
corrente elétrica com o objetivo de promover uma contração muscular induzida para 
correção da hipotrofia muscular. É caracterizada por apresentar um sinal senoidal de 
frequência igual a 2.500 Hz, modulada por uma frequência de batimento de 50 Hz 
(IBRAMED, 2000). 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Figura– Aplicação de corrente russa em abdômen 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Os principais efeitos da eletroestimulação por corrente russa são: 
 
 Facilitação da contração muscular: auxilia a obter uma contração 
muscular voluntária, inibida pela dor ou por lesão recente. 
 Reeducação da ação muscular: o repouso prolongado ou o uso 
incorreto de uma musculatura pode afetar sua funcionalidade. 
 Hipertrofia e aumento da potênciamuscular: sua aplicação em 
intensidades adequadas contribui com o processo de hipertrofia e ganho de 
potência de um músculo debilitado. 
 Aumento da irrigação sanguínea: a vasodilatação muscular e os 
reflexos de estimulação sensorial promovidos pela eletroestimulação propiciam 
uma melhora na irrigação sanguínea local. 
 Aumento do retorno venoso e linfático: ao promover sucessivas 
contrações e relaxamentos musculares, favorece o retorno venoso e linfático. 
 
A corrente russa pode ser utilizada tardiamente no pós-operatório de 
lipoaspiração, após a cicatrização tecidual ter sido concluída e todo o edema residual 
tiver sido eliminado, com o objetivo de favorecer o fortalecimento da musculatura 
adjacente ao tecido gorduroso retirado. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Seu uso está contraindicado nos seguintes casos: alergia ou irritação à corrente 
elétrica; diretamente sobre útero gravídico; eixo cardíaco; marca-passo; neoplasias; 
portadores de implantes metálicos; dermatites e dermatoses cutâneas. 
 
Ultrassom terapêutico (U.S) 
 
Aparelho que utiliza a energia utrassônica para produção de vibrações 
mecânicas no organismo, geradas por um transdutor. A técnica de aplicação mais 
utilizada é a de contato direto, realizada quando a superfície a ser tratada é 
razoavelmente plana, sem muitas irregularidades, permitindo um perfeito contato de 
toda a área do transdutor com a pele. O cabeçote fica em contato direto com a pele 
do paciente, entretanto se faz necessária a utilização de uma substância de 
acoplamento, objetivando minimizar os efeitos da reflexão. Normalmente, é utilizado 
gel industrializado. 
Para assegurar o tratamento uniforme de uma área, é necessário manter o 
cabeçote de tratamento em movimento contínuo e constante. Os movimentos podem 
ser circulares, longitudinais ou transversais, curtos e devem ser realizados de forma 
homogênea e com ritmo lento. 
Para a determinação da intensidade correta, em cada caso, devemos ter em 
mente a dose ideal que deverá chegar ao lugar dos tecidos afetados, levando em 
consideração a atenuação das ondas sonoras nos tecidos superficiais à área da lesão. 
Em qualquer caso, o paciente não pode sentir sensações desagradáveis ou dolorosas. 
É permitida uma leve excitação. Se por consequência do tratamento aparecer dor de 
cabeça, desmaios, fadiga e/ou outras reações do SNA, a terapia posterior deve ser 
administrada em uma intensidade mais baixa. 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Figura – Aplicação de US terapêutico 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
A duração do tratamento depende do tamanho da área corporal. O tempo 
máximo de aplicação deve ser de 15 minutos por área. Caso um determinado local 
tenha seu tempo de aplicação calculado para mais de 15 minutos deve-se dividir 
esta área em quadrantes e realizar mais de uma aplicação. 
A frequência de utilização do ultrassom é expressa em Hz e varia, em geral, 
entre 1MHz (superficial) e 3MHz (profundo). As ondas ultrassônicas podem se 
propagar de dois modos: o contínuo e o pulsado. No modo contínuo não ocorre 
interrupção da onda ultrassônica, no modo pulsado, há interrupções na liberação da 
energia nos tecidos irradiados. A escolha entre o modo contínuo ou pulsado depende 
dos efeitos biofísicos que se busca da interação do ultrassom com o tecido em 
questão. O US interage com os tecidos biológicos por meio de mecanismos térmicos 
e não térmicos (mecânicos) que prevalecem de acordo com o modo de propagação 
da onda (FERREIRA E MENDONÇA, 2008). 
Os efeitos térmicos são proporcionados pela absorção das ondas 
ultrassônicas à medida que penetram nas estruturas tratadas. A quantidade de calor 
gerado depende de fatores como o regime de emissão (contínuo/pulsado), 
intensidade, frequência e duração do tratamento. Entre eles estão: vasodilatação, 
aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo; ação tixotrópica (propriedade que o 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
US possui de "amolecer" estruturas com maior consistência física); aumento da 
condução nervosa; aumento das atividades dos fibroblastos; aumento da síntese de 
colágeno e proteínas; estimulação da angiogênese; promoção de analgesia. 
Entre os efeitos atérmicos estão: aumento da permeabilidade das membranas 
e difusão celular; aumento do transporte de cálcio pelas membranas celulares; 
liberação de histamina e agentes quimiotáticos; aumento da síntese e elasticidade do 
colágeno; aumento da taxa de síntese de proteínas; diminuição da atividade elétrica 
dos tecidos. 
A fonoforese é a habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de 
agentes farmacológicos ativos através da pele. É uma eficiente alternativa de 
transporte de substâncias. 
A utilização do US no pós-operatório de lipoaspirações está vinculada ao 
processo de cicatrização, pois melhora tanto a circulação sanguínea quanto a linfática, 
proporcionando melhores nutrição celular e reabsorção de hematomas e equimoses, 
já que a evolução destes concorre para a formação de fibrose. O uso do US acelera 
a fase inflamatória do processo de cicatrização tissular, aumentando a adesão de 
leucócitos nas células endoteliais danificadas. Quando aplicado na fase de 
proliferação, estimula a divisão celular e aumenta a capacidade da célula de sintetizar 
e secretar os componentes dos fibroblastos. 
A aplicação do ultrassom contínuo de alta frequência (3MHZ) acelera a fase 
inflamatória do processo de cicatrização, aumentando a adesão de leucócitos nas 
células endoteliais danificadas. Quando aplicado na fase de proliferação, estimula a 
divisão celular e aumenta a capacidade da célula de sintetizar e os componentes 
dos fibroblastos. 
Para a intervenção precoce em lipoaspirações, deve ser utilizado o US de 
3MHz com regime pulsado e intensidade entre 0,1 e 0,4 W/cm2. O tempo deve variar 
de acordo com o tamanho da área irradiada. 
Caso o processo de reparo esteja concluído e existam aderências e fibroses 
instaladas, o US pode ser utilizado para tratar estas disfunções. Nestes casos, a 
energia depositada deverá ser maior, aumentando a intensidade. 
O uso do ultrassom está contraindicado para aplicação direta na região dos 
 
 
 
 
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olhos, ovários, ouvidos e testículos; gestação; portadores de marca-passo cardíaco 
ou implantes metálicos; pacientes com hemorragias recentes; afecções da pele; 
neoplasias; áreas com insuficiência vascular; osteoporose. 
 
Laser 
 
O laser é um tipo de radiação eletromagnética não ionizante, monocromática. 
Suas ondas propagam-se com a mesma fase no espaço e no tempo. Sua 
direcionalidade permite a obtenção de alta densidade de energia concentrada em 
pequenos pontos. Essas características proporcionam propriedades terapêuticas 
importantes (tróficorregenerativas, anti-inflamatórias e analgésicas). Promovem um 
aumento na microcirculação local, na circulação linfática, proliferação de células 
epiteliais e fibroblastos, assim como aumento da síntese de colágeno. 
Sua principal indicação são os quadros patológicos em que se deseja obter 
melhor qualidade e maior rapidez do processo reparacional (quadros de pós- 
operatório, reparação de tecido mole, ósseo e nervoso), quadros de edema instalado 
(onde se busca uma mediação do processo inflamatório), ou nos quadros de dor 
(crônica e aguda). 
Os protocolos de utilização do laser terapêutico devem considerar a fase do 
processo inflamatório em que o paciente se encontra. As densidades de energia 
para aumentar a circulação local e promover analgesia estão entre 2 e 4Jcm2. Quando 
o objetivo é a cicatrização tecidual, a densidade deve estar na faixa de 6 a 8Jcm2. O 
número de pontos irradiados depende do tamanho da área a ser tratada. 
Figura – Aplicação de laser 
 
 
 
 
 
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Fonte: PERFECT CORP, 2008. 
 
Recursos térmicos 
 
Entre os recursos térmicos disponíveis para a utilização do fisioterapeuta estão: 
o uso do calor e do frio (crioterapia). 
 
Calor 
 
O uso do calor no pós-operatório de lipoaspirações, normalmente é indicado 
em casos de fibroses instaladas como aplicação prévia a outros agentes terapêuticos 
como a massagem de liberação tecidual funcional e a cinesioterapia. O calor melhora 
a extensibilidade do colágeno e aquece os tecidos para o estiramento. Seus principais 
efeitos terapêuticos são: aumento do metabolismo celular, da permeabilidade capilar, 
da drenagem sanguínea e venosa e aumento da elasticidade do tecido conjuntivo. 
A temperatura terapêutica ideal para que os efeitos do calor sejam atingidos de 
forma segura, está entre 40 e 45°. Normalmente, utilizam-se compressas quentes 
sobre a região a ser tratada. Em casos de necessidade de aquecimento de áreas 
maiores podem ser utilizadas mantas térmicas. 
 
 
 
 
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Figura – Aplicação de calor superficial através de manta térmica 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
O tempo de aplicação é de 15 a 20 minutos. O uso do calor é contraindicado 
na fase aguda de processos inflamatórios, traumáticos ou hemorrágicos e quando há 
discrasias sanguíneas, isquemias ou estases venosas teciduais; radioterapia 
localizada; implantes metálicos; diretamente sobre os olhos ou útero gravídico; 
anormalidades cognitivas e hipoestesias que comprometam o relato da ocorrência de 
hipertermia e de queimaduras. 
 
Frio (crioterapia) 
 
A crioterapia utiliza-se do frio para o tratamento de disfunções inflamatórias e 
traumáticas, principalmente agudas, e para diminuição do edema, sendo, portanto um 
recurso útil nas fases iniciais do pós-operatório de lipoaspirações para controlar o 
acúmulo de líquido intersticial. 
Podem ser utilizadas bolsas térmicas geladas sobre as áreas a serem tratadas, 
compressas ou bandagens frias por aproximadamente quinze minutos. Deve-se 
atentar, porém, para o risco de queimaduras na pele causadas pelo frio, uma vez que 
a sensibilidade da área estará alterada. O monitoramento da aplicação da técnica 
deve ser frequente. 
Figura – Aplicação de bandagens frias 
 
 
 
 
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Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Para obtenção de efeitos terapêuticos, a temperatura da pele deve cair para 
aproximadamente 13,8°C, para que ocorra a diminuição ideal do fluxo sanguíneo 
local, e para 14,4°C para que ocorra analgesia. 
As contraindicações são: áreas anestesiadas; alteração do nível de 
consciência e cognição do paciente; doença de Raynaud; insuficiência circulatória 
periférica e em casos de alergia ou intolerância ao frio. Nos processos artríticos ou 
de rigidez articular a contraindicação é relativa (normalmente o frio não é bem 
tolerado). 
 
Recursos manuais 
 
Os recursos manuais são ferramentas importantes para o fisioterapeuta no 
pós-operatório de lipoaspirações. Conhecer a fundo seus efeitos fisiológicos e 
indicações em cada etapa do processo de reparo é fundamental para conduzir 
adequadamente a terapia. Entre estes recursos estão: 
 Drenagem linfática manual; 
 Massagem clássica; 
 Liberação tecidual funcional; 
 Massagem cicatricial.
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
Drenagem linfática manual (DLM) 
 
Técnica de massagem especializada, representada por um conjunto de 
manobras suaves, lentas e rítmicas que atuam sobre o sistema linfático superficial, 
objetivando drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, nos tecidos e dentro 
dos vasos, por meio das anastomoses superficiais. Objetiva aumentar a atividade 
linfocinética dos canais linfáticos normais e a motricidade do linfangion, além do 
relaxamento e/ou amolecimento do tecido conjuntivo alterado (FOLDI, 1985). 
Para ser efetiva, a técnica deve ser realizada por profissional habilitado, que 
saiba aplicar com segurança todos os seus componentes. Ao executar a DLM, é 
fundamental observar aspectos como o ritmo (lento, suave e homogêneo), a 
característica e a pressão (superficial de até 40mmHg) das manobras, além do 
sentido do fluxo linfático. Se corretamente executada, a drenagem pode estimular a 
abertura dos linfáticos iniciais e aumentar o volume do fluxo da linfa em até 20 
vezes. 
A DLM influencia diretamente: as respostas imunes; a velocidade de filtração 
da linfa e absorção pelos capilares sanguíneos; a quantidade de linfa processada 
pelos gânglios; a motricidade intestinal; o sistema nervoso autônomo; a formação de 
fibrose tecidual e o retorno da sensibilidade dos retalhos descolados em cirurgias. 
A DLM influencia indiretamente: o aumento da quantidade de líquido 
excretado; a melhora da nutrição e da oxigenação celular e tecidual; a desintoxicação 
dos tecidos intersticiais; a eliminação de ácido lático da musculatura esquelética e a 
absorção dos nutrientes pelo trato digestivo. 
Entre as principais contraindicações estão: tumores malignos; tuberculose; 
processos infecciosos e inflamatórios agudos; edemas oriundos de insuficiências 
renais, hepáticas ou cardíacas; trombose venosa profunda, flebites e tromboflebites 
agudas; erisipela em fase aguda. 
O tempo médio para drenagem de um segmento corpóreo é de 20 minutos, 
considerando-se variações como a presença de edema ou linfedema severo, 
condições nas quais pode ser necessário um tempo maior. Existe um deslocamento 
natural da pele durante as manobras de drenagem linfática que auxilia a ativação do 
 
 
 
 
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sistema linfático. Dessa forma, o uso de produtos deslizantes pode dificultar a 
realização de algumas manobras. Em casos de ressecamento extremo da pele pode-
se aplicar algumas gotas de óleo apenas para lubrificação cutânea. 
As principais técnicas de DLM foram propostas por Leduc e Vodder. Ambas, 
são baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e linfonodos, associando 
basicamente três categorias de manobras: captação, reabsorção e evacuação. 
Em ambas as técnicas, as manobras devem ser repetidas de quatro a seis 
vezes em cada local, havendo uma concentração maior de tempo, nos locais onde 
o edema for maior. Ao final de cada etapa (cinco manobras em cada local de uma 
região), procede-se à drenagem da linfa para o local de início da manobra, seguindo-
se ao mesmo caminho inicial. 
A técnica desenvolvida por Leduc é baseada no trajeto dos coletores 
linfáticos, associando manobras de captação (os dedos imprimem pressões 
sucessivas, sendo levados por um movimento circular do punho) e manobras de 
evacuação (os dedos desenrolam-se do indicador ao anular, tendo contato com a pele 
que é estirada no sentido proximal). 
Preconiza-se a utilização de cinco movimentos: 
 Drenagem dos linfonodos (evacuação da linfa realizada diretamente 
sobre as regiões ganglionares). 
 Movimentos circulares com os dedos (por movimentos circulares dos 
dedos, a pele é deslocada sob os dedos com pressão intermitente). 
 Movimentos circulares com o polegar (manobra anterior realizada com 
o polegar). 
 Movimentos combinados (combinação dos dois
 movimentos anteriores). 
 Bracelete (visa o aumento do fluxo linfático, a ser recolhido em direção 
aos linfonodos regionais, sendo realizada por meio de pressões intermitentes). 
 
 
Figura – Manobras de DLM segundo Leduc 
 
 
 
 
 
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Drenagem dos linfonodos Movimentos circulares com os dedos 
 
 
 
 
Movimentos circulares com o polegar Movimentos combinados 
 
 
 
 
Bracelete 
 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
 
 
 
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Vodder preconiza a utilização de quatro movimentos: Círculos estacionários (com a mão espalmada sobre a pele, os 
dedos realizam movimentos circulares, promovendo um estiramento do tecido, 
efetuando pressão/descompressão). 
 Bombeamento (movimentos ondulatórios, com pressões 
intermitentes decrescentes da palma para os dedos). 
 Mobilização (manobras de arraste envolvendo uma combinação de 
movimentos do braço e antebraço). 
 Rotação (movimentos rotatórios do braço e antebraço). 
 
 
Figura – Manobras de DLM segundo Vodder 
 
Círculos estacionários Bombeamento 
 
 
 
 
Mobilização Rotação 
 
 
 
 
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Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
A utilização da DLM pelo fisioterapeuta no pós-operatório de lipoaspiração 
objetiva: a redução do edema e a restauração da tensão cutânea, favorecendo a 
queda da pressão intersticial; descomprimir a circulação venosa no território das veias 
safenas fazendo, deste modo, com que seja incrementada; melhoria da 
microcirculação arterial; acelerar a cicatrização; promover o equilíbrio hidrolipídico da 
pele; obter cicatrizes de melhor qualidade e proporcionar o relaxamento e o equilíbrio 
do paciente. 
Diversas vantagens, além da reabsorção mais rápida do edema, são oferecidas 
pelo uso da DLM entre elas: a redução dos hematomas e das equimoses, a prevenção 
das fibroses e a visualização mais breve dos resultados estéticos da cirurgia. 
Proporciona relaxamento geral do paciente, aliviando tensões ou espasmos 
musculares que possam levar a quadros álgicos e à própria dor pós-cirúrgica. 
Após a lipoaspiração, a DLM pode ser iniciada precocemente, dependendo da 
experiência e da habilidade do fisioterapeuta e desde que haja liberação médica. 
Quanto mais breve a realização da drenagem linfática manual no pós-operatório, 
melhor e mais rápida a recuperação do paciente. As manobras devem ser cuidadosas 
para evitar dano adicional, especialmente quando o edema é recente. 
 
Massagem clássica 
Compressão metódica e rítmica do corpo, ou parte dele, para obtenção de 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
efeitos terapêuticos. É um conjunto de diversas técnicas manuais que atuam nos 
tecidos corporais, com efeito sob o sistema nervoso, muscular, circulatório e 
energético, mobilizando estruturas variadas. 
Podem ser utilizadas técnicas de deslizamento (consiste em deslizar a mão 
sobre a área a ser tratada, com uma pressão constante, podendo ser superficial ou 
profundo); amassamento (compressão rítmica e uniforme de um músculo ou grupo 
muscular); fricção (aplicada para liberar e evitar aderências em estruturas profundas, 
com pressão forte e velocidade uniforme); percussão (série de golpes rápidos e 
alternados); vibração (movimentos vibratórios com a mão em forma de concha). 
Entre seus principais efeitos estão: promoção de relaxamento muscular local e 
geral; alívio da dor; aumento da circulação sanguínea e linfática; melhora da 
vascularização periférica; remoção de produtos catabólitos; aumento da 
extensibilidade tecidual. São contraindicações da massagem: tumores; dermatites; 
queimaduras. 
No pós-operatório de lipoaspirações, a massagem clássica deve ser usada 
com cautela e apenas após a fase de maturação. As manobras podem descolar o 
tecido em reparação, atrasando o processo cicatricial. Porém, a massoterapia é 
benéfica e pode ser utilizada precocemente em áreas de tensão distantes como 
pescoço e costas. 
Figura– Massagem clássica na região posterior das costas 
 
 
 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Liberação tecidual funcional (LTF) 
 
A técnica de LTF baseia-se na manutenção de um estiramento no tecido 
subcutâneo semelhante à MTC, porém no plano subcutâneo. A mobilização precoce 
dos tecidos em cicatrização, quando realizada de forma adequada, impede a 
formação de fibroses por meio da estimulação da síntese de proteoglicanos. A 
tensão mecânica promove a deposição ordenada das fibras de colágeno e lubrifica o 
conjuntivo. 
As manobras de LTF provocam um tensionamento contínuo e prolongado, 
organizando a deposição de colágeno, tornando o tecido mais elástico e sem 
retrações, prevenindo e tratando fibroses e aderências. A intensidade do estiramento 
deve ser proporcional à resistência que o tecido oferece. Se o tecido está mais 
aderido, o estiramento é mais intenso, se o tecido ainda não está tão rígido, o 
estiramento será mais suave. Não se deve utilizar nenhum tipo de veículo para 
executar as manobras. 
Sua utilização ideal de forma preventiva é a partir do terceiro ou quinto dia 
de pós-operatório, de duas a três vezes por semana durante a fase de reparo (de 30 
a 40 dias), associada ou não a outros recursos fisioterapêuticos, a depender da 
avaliação funcional realizada previamente. Porém, a LTF pode ser usada e é eficaz 
em todos os tempos de pós-operatório após o 3º dia. 
Deve-se utilizar a mão espalmada e manter o estiramento por alguns segundos, 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
repetindo o movimento. Todas as direções devem ser trabalhadas, respeitando as 
restrições cicatriciais. 
Figura – Massagem de liberação tecidual funcional (LTF) 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Massagem cicatricial 
 
Manobras de fricção que mobilizam o tecido superficial em relação ao profundo 
e podem ser úteis para prevenir a formação de cicatrizes hipertróficas e queloidianas 
e também para tratá-las. As fricções consistem em movimentos breves, precisamente 
localizados e profundamente penetrantes realizados em uma direção circular ou 
transversal. Estes movimentos profundos são realizados pelas pontas dos dedos, 
embora a almofada do polegar ou a palma possam ser utilizadas. 
Para ter um firme contato com a pele, não se pode usar nenhum tipo de 
lubrificante durante a aplicação da fricção. As fricções devem ser efetuadas 
lentamente, com um ritmo uniforme e movimentos profundos. O tratamento pode se 
prolongar por 5 a 20 minutos em cada sessão e poderá ser repetido duas ou três vezes 
por semana, por quanto tempo for necessário. 
Desde que realizadas de forma suave, podem ser utilizadas durante as fases 
iniciais de cicatrização para evitar a formação de aderências cicatriciais que 
comprometem a estética e a função do tecido envolvido. Cicatrizes antigas e 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
aderentes necessitam de manobras mais profundas, que envolvam o pinçamento da 
pele e proporcione maior mobilidade tecidual. 
 
Pressoterapia 
 
Técnica de drenagem linfática mecânica, realizada por um aparelho que insufla 
uma manta que envolve o segmento edemaciado. As câmaras do aparelho podem ser 
únicas ou múltiplas, conectadas a um sistema compressor de ar que realiza a 
compressão e descompressão em um intervalo de tempo. Quando todas as câmaras 
se enchem, a unidade inflável é esvaziada, enchendo novamente. Durante todo este 
ciclo, é gerada uma onda de pressão que atua como uma massagem, auxiliando na 
drenagem linfática. 
A pressoterapia é indicada no pós-operatório onde haja edemas persistentes, 
tendo como objetivo principal auxiliar na mobilização de líquido do sistema venoso e 
linfático. Seus principais efeitos são: redução do edema pelo aumento do fluxo 
linfático, que ocorre pelo aumento da pressão intersticial, favorecendo a entrada de 
líquidos e proteínas para dentro dos capilares linfáticos e pela compressão radial dos 
vasos linfáticos, favorecendo seu escoamento; aumento do fluxo venoso como 
consequência do aumento da pressão intersticial, ocorre também aumento da pressão 
hidrostática, favorecendo a entrada de líquido nos capilares venosos. A compressão 
radial atua em toda extensão do segmento, favorecendo seu escoamento sanguíneo 
e deslocamento proximal dos fluidos. Caso haja alguma obstrução delinfáticos, o 
líquido é levado para áreas onde haja linfáticos normais, que possam absorvê-lo. 
Alguns autores recomendam precaução na utilização da pressoterapia, uma 
vez que o bombeamento mecânico não favorece a evacuação dos fluidos na região 
superior do segmento afetado. A técnica não é indicada no tratamento dos linfedemas 
avançados, em virtude da presença de fibrose e cicatriz tecidual. Caso a pressão 
aplicada seja elevada, há o risco de traumatizar e danificar os vasos linfáticos 
superficiais, favorecendo a formação de fibroses linfáticas. Recomenda-se que seja 
utilizada a pressão de distal para proximal decrescente, respeitando o limite de 40 
mmHg. Acima deste valor, ocorre a compressão das vias venosas responsáveis pela 
 
 
 
 
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drenagem do líquido excedente. 
Figura – Equipamento de pressoterapia 
 
Fonte: SORISA, 2008. 
 
Dermotonia 
 
Técnica terapêutica que utiliza um aparelho que permite dupla ação sinérgica 
de aspiração e mobilização dérmica, em que é utilizada a pressão negativa na sucção, 
associada ao rolamento exercido pelos rolos presentes no cabeçote. Além disso, 
pode-se citar como ação resultante do tratamento a lipolítica, drenagem linfática, 
eliminação dos resíduos metabólicos e tonificação da pele (pelo estímulo gerado no 
fibroblasto associado ao descongestionamento dos tecidos). 
Figura – Dermotonia 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
A aplicação da dermotonia tem como objetivo atenuar cicatrizes, melhorar o 
aspecto do fibro edema geloide, acelerar a reabsorção de líquidos corporais e 
reorganizar o tecido adiposo subcutâneo. A pressão exercida no segmento 
massageado ocasiona um efeito local mecânico e a ação reflexa, por liberação de 
substâncias vasoativas. A pressão de aspiração das ventosas mostra-se eficaz na 
remoção de infiltrado subcutâneo, dos líquidos intersticiais e nódulos da hipoderme, 
aumentado à irrigação sanguínea dos músculos e tecidos, melhorando a nutrição e as 
trocas metabólicas. 
Seus principais efeitos são: redução de edemas e melhora do fluxo sanguíneo; 
melhoria dos mecanismos de defesa imunológica; melhoria da elasticidade da pele; 
diminuição da retenção hídrica e das infiltrações celulíticas; incremento da drenagem 
linfática; redução do estado fibrótico do tecido. Está contraindicada em casos de 
tumores cutâneos; dermatoses; fragilidade capilar; doenças infecciosas; varizes; 
flacidez de pele excessiva; diabéticos, intolerância à sucção. 
O uso da dermotonia no pós-operatório de lipoaspirações deve ser cauteloso, 
uma vez que os tecidos precisam se reconstituir para cicatrizarem. As manobras de 
vacuoterapia podem ser por demais agressivas nos estágios iniciais do processo 
cicatricial, aumentando o tempo de tratamento e o número de sessões, pois 
reagudizam a fase inflamatória por provocar microtraumas no tecido colágeno 
 
 
 
 
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cicatricial, favorecendo a formação de fibroses e retardando a recuperação. Pode ser 
utilizada tardiamente em casos de fibroses avançadas e persistentes. 
A dermotonia pode ser realizada de três formas: 
 
 Depressomassagem pulsada: o cabeçote é aplicado na região 
por aproximadamente dois segundos. Pressão entre 600 e 700mmHg. 
 
 Depressomassagem contínua: o cabeçote é aplicado sobre toda 
a área. Inicialmente, utilizar pressões leves (de 150 a 200mmHg), aumentando 
gradativamente de acordo com a sensibilidade do paciente. O sentido de aplicação 
depende do objetivo terapêutico: traços longitudinais (efeitos circulatórios); traços 
transversais (efeito descontraturante); traços circulares (amaciamento de zonas de 
fibrose). 
 
 Depressomassagem linfática: prolongamento natural da 
depressomassagem, mas com pressão mais suave (de 30 a 60mmHg), realizada em 
três tempos: 
• Pulsada: a ventosa é colocada sobre os linfonodos com pressão 
forte (manobra de abertura). 
• Contínua: depressomassagem contínua sobre os trajetos 
linfáticos na direção de reabsorção da linfa com pressões entre 30 a 60 mmHg. 
• Pulsada: a ventosa é colocada sobre os linfonodos com pressão 
forte (manobra de fechamento). 
 
Cinesioterapia 
 
A cinesioterapia é o uso do movimento como recurso para o tratamento das 
mais diversas disfunções. O exercício terapêutico tem como objetivo manter, corrigir 
e/ou recuperar uma determinada função. Seus efeitos baseiam-se no 
desenvolvimento, melhoria, restauração e manutenção da força, da resistência à 
fadiga, da mobilidade e flexibilidade, do relaxamento e da coordenação motora. O 
 
 
 
 
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programa de exercícios para cada paciente é determinado de acordo com suas 
necessidades e baseia-se na avaliação de suas incapacidades (GUIMARÃES E 
CRUZ, 2003). 
Os exercícios terapêuticos envolvem aplicação e ajustes de estresses de forma 
apropriada para produzir as adaptações desejadas sem provocar lesões. Os efeitos 
desta intervenção são cumulativos com a manutenção do processo. 
A utilização consciente da cinesioterapia no pós-operatório de lipoaspirações 
se faz muito útil na prevenção e tratamento das aderências e fibroses. Os 
alongamentos passivos promovem tensão mecânica nos tecidos, ajudando a 
reorganizar as fibras de colágeno cicatricial. As mobilizações articulares também são 
muito úteis na prevenção de contraturas e dores musculares decorrentes do 
posicionamento antálgico e de imobilidade normalmente adotado nos primeiros dias 
de pós-operatório. 
Em uma fase tardia, caso alterações no esquema postural tenham sido 
detectadas, as terapias posturais podem ser iniciadas. Técnicas como o “iso- 
stretching”, o método pilates, a reeducação postural global (RPG), entre outras, têm 
por objetivo corrigir disfunções posturais que causem desequilíbrio ao esquema 
corporal do paciente. 
 
Assistência fisioterapêutica em lipoaspirações 
 
A fisioterapia dermato-funcional, fundamentada em conceitos científicos 
sólidos, tem acrescentado muito ao pré e pós-operatório de lipoaspirações, 
prevenindo e tratando as respostas advindas das intervenções cirúrgicas. Os cuidados 
pós-operatórios oferecidos pelo fisioterapeuta previnem possíveis complicações e 
promovem um resultado estético precoce e satisfatório. Os recursos terapêuticos, 
quando bem aplicados podem diminuir o tempo de repouso, restaurar a função e 
acelerar a recuperação, possibilitando um retorno mais rápido do paciente a suas 
atividades. 
Baseando-se nos estágios do processo de cicatrização e reparo, o profissional 
pode traçar um programa de tratamento eficaz, observando as características clínicas 
 
 
 
 
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do paciente e acompanhando a evolução do processo cicatricial. Diferenças 
individuais entre os pacientes precisam ser levadas em conta, uma vez que a resposta 
do paciente é a melhor orientação para a progressão do tratamento. Não existe um 
protocolo de tratamento específico a ser seguido, porque inúmeros fatores influenciam 
o processo cicatricial. É necessária a avaliação constante da evolução das disfunções 
para ajustar o tratamento diariamente. 
Os atendimentos devem ser diários até o 30º dia de pós-operatório. Após esse 
período e conforme a evolução do paciente, as sessões podem ser mais espaçadas, 
porém devem ser mantidas até que todo edema residual tenha sido drenado 
(aproximadamente três meses). 
 
Objetivos da assistência fisioterapêutica pré e pós-operatória 
 
A fisioterapia, por meio de sua integração na equipe multidisciplinar, atua de 
maneira direta no pré e pós-operatório de lipoaspirações. Os principais objetivos da 
assistência fisioterapêutica são: 
• Minimizar as complicações funcionais, acelerando o processo de 
recuperação.• Reduzir quadros álgicos, edemas e linfedemas. 
• Manter força muscular e amplitude de movimentos. 
• Evitar encurtamentos musculares, atrofias e contraturas. 
• Melhorar mobilidade e flexibilidade, coordenação e habilidade. 
• Promover a reeducação postural e a conscientização corporal. 
 
Pré-operatório 
 
Após a realização de uma avaliação físico-funcional criteriosa, o 
fisioterapeuta terá subsídios para prescrever seu programa terapêutico baseado nas 
disfunções apresentadas pelo paciente e no tempo que tem disponível até a 
intervenção cirúrgica. Recursos como a cinesioterapia, às terapias posturais, 
drenagem linfática, eletroestimulação e dermotonia podem ser utilizados. Além de 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
uma criteriosa orientação individual sobre o decorrer do período pós-operatório e a 
necessidade de mudança de hábitos, como a inclusão de dieta alimentar equilibrada 
e realização de atividade física regular. 
 
Pós-operatório imediato (POI) 
 
São as primeiras 48 horas após a intervenção. O paciente encontra-se na fase 
inflamatória de sua recuperação e deve ser avaliado cuidadosamente para que os 
recursos ideais sejam prescritos de acordo com os sinais que apresentar. Neste 
momento, é importante que o profissional esteja presente e disponível, esclarecendo 
possíveis dúvidas e realizando orientações de posicionamento e cuidados gerais em 
conjunto com os outros membros da equipe interdisciplinar. 
Normalmente, nesta fase, a paciente apresenta-se com hematomas, 
equimoses, edema intersticial, dor de intensidade leve a moderada. 
Figura – Pós-operatório imediato de lipoaspiração 
 
Fonte: CVODDER, 2008. 
 
A assistência fisioterapêutica no pós-operatório de lipoaspiração pode ser 
iniciada logo após a intervenção cirúrgica com técnicas para analgesia, caso 
 
 
 
 
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necessário, e com liberação da equipe médica. Podem ser utilizados recursos de 
eletroanalgesia para controle do desconforto provocado pelo edema, após cessar o 
efeito dos anestésicos iniciais. No pós-operatório imediato, muitos cirurgiões têm 
como conduta manter um enfaixamento compressivo por 24 horas, com a finalidade 
de diminuir o edema e evitar hematomas, o que inviabiliza manobras diretas sobre a 
região lesada. No entanto, podem ser realizados bombeamentos ganglionares nos 
linfonodos adjacentes às áreas operadas, por cima do modelador, de forma superficial 
e respeitando o limite da dor. 
No dia seguinte à intervenção e até o terceiro dia de pós-cirúrgico, a 
eletroanalgesia continua sendo indicada, caso a dor esteja presente. Manobras de 
massagem clássica também são indicadas nas áreas distantes dos locais operados 
como costas, ombros e região cervical, para alívio da tensão muscular. As técnicas de 
DLM podem ser amplamente utilizadas, respeitando o limite da dor e ainda por cima 
do modelador. 
Figura – Manobras de DLM por cima do modelador 
 
Fonte: ARQUIVO PRÓPRIO, 2008. 
 
Pós-operatório tardio 
 
No período de 72 horas a 15 dias após a cirurgia de lipoaspiração, pode-se 
evidenciar uma significativa força tênsil no tecido aspirado. Neste momento, o 
 
 
 
 
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adequado trabalho do fisioterapeuta é muito importante para a prevenção de possíveis 
fibroses e/ou retrações e auxílio à supressão do edema. 
Não existem protocolos rígidos. Cada paciente é único e deve ser avaliado 
antes, durante a após cada atendimento. Deve-se atentar para o global do paciente. 
Abaixo está listada uma proposta de sequência terapêutica para um pós-operatório de 
lipoaspiração sem intercorrências importantes. 
Após o terceiro dia de intervenção, pode-se iniciar a massagem de drenagem 
linfática manual clássica, retirando-se o modelador, com movimentos rítmicos, atuando 
de forma eficaz na drenagem do edema proveniente do ato cirúrgico. Pode-se utilizar 
US no modo pulsado, com intensidade variando entre 0,4 a 0,6W nas áreas com maior 
equimose. O laser também pode ser utilizado, assim como as microcorrentes. A 
massagem clássica nas áreas tensionadas e a eletroanalgesia continuam sendo 
indicadas caso haja dor. 
Após o 5º dia pós-operatório, além dos recursos anteriores, é possível iniciar 
manobras de liberação tecidual funcional, com o objetivo de prevenir aderências e 
fibroses intersticiais. Do 10º dia em diante, deve-se evoluir o tratamento conforme a 
resposta do paciente e a liberação médica. A DLM, o US, as manobras de liberação 
tecidual funcional, o laser e as microcorrentes podem ser utilizados. 
Figura– Pós-operatório tardio (15 dias de pós-operatório) 
 
Fonte: NICLA NEGRO, 2008 
 
 
 
 
 
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Tardiamente, após o 30º dia, pode ser indicado o uso da eletroestimulação 
russa e da dermotonia, conforme necessidade e respeitando as restrições médicas. 
Figura – Pós-operatório tardio (30 dias de pós-operatório) 
 
Fonte: CVODDER, 2008. 
 
Caso surjam áreas de fibrose intersticial após o 10º dia de pós-operatório ou o 
paciente inicie o tratamento fisioterapêutico tardiamente, já com fibroses instaladas, o 
tratamento de escolha é a utilização da termoterapia e do ultrassom terapêutico, 
prévios a manobras de liberação tecidual funcional. A dermotonia pode ser utilizada 
com cautela na fase inicial do tratamento de fibrose, porém deve ser substituída após 
algumas sessões pelas manobras manuais de liberação tecidual que favorecem a 
cicatrização tecidual adequada, sem causar danos teciduais. 
Figura– Fibrose generalizada em abdômen de paciente com um mês de pós-
cirúrgico de lipoescultura 
 
 
 
 
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Lipoaspiração pré e pós operatório 
 
 
Fonte: ALCALÁ, 2008. 
 
 
 
 
 
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www.eduhot.com.br 
Lipoaspiração pré e pós operatório

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