Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

- -1
TÓPICOS ESPECIAIS EM COMUNICAÇÃO
REVISÃO TEÓRICA
- -2
Olá!
Por que estudar as teorias da Comunicação e do Jornalismo em especial? A resposta é simples: um fenômeno tão
complexo e que permeia a vida de todos, precisa ser bem compreendido e nada melhor do que as teorias e suas
correlações com a formulação desse processo para entendermos a Comunicação. Ela não existe sozinha e está
sempre relacionada a outros problemas.
Ao fim desta aula, você será capaz de:
1- Identificar as teorias da Comunicação e do Jornalismo;
2- Relacionar as teorias com a realidade dos processos comunicacionais;
3- Verificar como as teorias explicam a formação dos variados produtos e mecanismos de Comunicação;
4- Reconhecer através das teorias do Jornalismo como as notícias são.
1 A Comunicação como Processo
Quando falamos em Comunicação temos que ter em mente tratar-se de um processo, o que por si só define
alguns parâmetros evidenciando que não tem princípio nem fim bem definidos e que o receptor tem percepções
e configurações diferenciadas do ato comunicacional.
A Comunicação é um processo, precisamente porque se desenvolve em um contínuo espaço temporal, aonde
coexistem e interagem, permanentemente, múltiplas variáveis.
Os elementos do processo de Comunicação podem ser compreendidos como variáveis exatamente porque
variam e porque apresentam contínuas mudanças no tempo, enquanto interagem uns com os outros.
Vários fatores podem influenciar o processo de Comunicação processo este, cuja recepção envolve a percepção, a
interpretação e a significação. A percepção, em grande medida, depende da expectativa e do envolvimento
(Bordenave, 1984).
2 Modelos de Comunicação
Luis Martino (2009) diz que “um dos primeiros modelos para o estudo da Comunicação foi proposto por Harold
D. Lasswell, em 1948”. Segundo ele, Laswell tomou como ponto de partida estudos sobre mídia e política e
desenvolveu sua concepção a partir de uma ampliação do modelo de Comunicação de Aristóteles exposto na Arte
Retórica.
- -3
A partir daí, Laswell formula sua hipótese:” Uma maneira de estudar o processo de Comunicação é perguntar
Quem?; Diz o quê?; Em que canal?; Para quem?; Com que efeito?. Laswell desmonta a Comunicação em partes
simples, relacionando o estudo de cada uma delas com uma proposta específica de comunicação: ao “quem?”
corresponde um estudo de produção; “diz o que?” volta-se para a análise de conteúdo; “em que canal?” focaliza o
estudo da mídia; “para quem?” pesquisa audiência e “com que efeitos?” o que acontece com a audiência diante da
mensagem. (MARTINO, 2009, p.23)
Figura 1 - MODELO DE COMUNICAÇÃO DESENVOLVIDO POR LASWELL
Uma alternativa foi proposta, em 1954, por Charles Osgood e Wilbur Schramm. O modelo linear, emissor –
mensagem – receptor, para eles, tinha a desvantagem de deixar de lado um dos “aspectos fundamentais de todo
o processo comunicativo: a possibilidade de uma reformulação da mensagem e uma resposta pelo receptor”.
(2009, p.26). “(...) É impossível não deixar de reagir a uma comunicação. Desse modo, a premissa de um modelo
linear precisava ser complementada ou mesmo modificada para incluir em si o espaço para a resposta”. Nesse
novo modelo, a ideia fundamental é de interação.
- -4
Figura 2 - MODELO DE COMUNICAÇÃO DESENVOLVIDO POR CHARLES OSGOOD E WILBUR SCHRAMM
Robert Merton e Paul Lazarsfeld deram continuidade aos estudos a partir da observação do comportamento do
público em relação aos meios, Merton e Lazarsfeld identificaram três principais funções da mídia na sociedade:
de fato, para eles, a mídia tem a capacidade de jogar com a sociedade, de provocar transformações e efeitos tanto
maiores quanto maiores forem os vínculos com a cultura. (MARTINO, 2009, p.28)
As ideias de Adorno, Horkheimer, Benjamin e Habernas, da Escola de Frankfurt, foram apropriadas pelo campo
da Comunicação. “A expressão “indústria cultural” foi usada pela primeira vez em um ensaio de Horkheimer
intitulado “Arte e cultura de massa”, de 1940. O autor identificava que a cultura era criada conforme as
exigências de um modelo de produção”. (2009, p.47). Esse conceito é resultado de uma elaboração teórica sobre
as relações entre a cultura e a modernidade. De acordo com Adorno e Horkheimer, a cultura era o lugar da
“resistência contra a técnica”.
Artes e humanidades eram o polo de crítica ao projeto moderno... a modernidade encontraria seu equilíbrio no
contraponto entre arte e técnica. E teria sido assim se, no final do século XIX, a própria cultura não tivesse sido
apropriada pela técnica. Os meios de comunicação provocaram uma alteração sem precedentes no cenário
cultural. A cultura, transformada pela tecnologia, poderia chegar a todos os lugares. Mas Adorno e Horkheimer
não compartilhavam desse otimismo. Ao contrário, a cultura, transformada pela técnica, tornava-se um produto.
Onde a modernidade imaginava o conhecimento como liberdade, os dois pensadores enxergavam um elemento
de dominação. Dominada pela técnica, as produções da mente se organizavam na forma de uma indústria
cultural. (MARTINO, 2009, p. 48)
Como conceito, podemos definir então indústria cultural como “conjunto das instituições sociais vinculadas à
produção e distribuição de bens simbólicos... É quase impossível identificar algum lugar onde a indústria cultural
não esteja presente no cotidiano”. (2009, p.49). “Os mecanismos de apropriação da indústria cultural atuam no
sentido de adaptar elementos culturais, o quanto for necessário, em nome do sucesso imediato”. (p.51). O
conceito destes dois autores, muitas décadas depois de sua formulação, ainda permanece atual.
- -5
Walter Benjamim, outro membro dessa Escola, tem um de seus textos mais conhecidos e estudados: A obra de
arte na época de sua reprodutibilidade técnica. “A obra de arte sempre pôde ser reproduzida. No entanto, o
número de cópias era limitado a uns poucos exemplares e o acesso do público às obras de arte era restrito”. (p.
54) A técnica muda esse panorama a partir do século XIX; mudanças na imprensa e a invenção da fotografia
permitiam a reprodução da obra de arte milhares de vezes.
Habermas tem dois estudos ligados ao campo da Comunicação: Mudança estrutural da esfera pública e Teoria da
ação comunicativa. O primeiro é um estudo sobre a formação e o declínio da “esfera pública burguesa”, tendo na
imprensa um de seus pontos mais importantes. A expressão “esfera pública” liga-se diretamente a “espaço
público” e “opinião pública”. Os meios de comunicação de massa surgem como o novo espaço público de debates.
Em seu outro estudo, Habermas se preocupa com a linguagem e não considera seu uso livre de interferências. “A
Comunicação é um elemento central nos processos históricos e sociais, em sua forma mais abstrata e elementar,
como atividade da vida cotidiana”. (p.62)
3 Jornalismo
O Jornalismo é uma área da Comunicação humana que veio da prática, se instalou na sociedade e daí partiu para
o ambiente acadêmico. Por isso, devemos entender que os estudos sobre os meios de se publicar notícias ainda
são muito recentes.
As novas tecnologias vêm transformando a relação social assim como a TV o fez. Contudo, conforme
NelsonTraquina (2001) descreve, em uma era em que as transformações ainda são recentes, não podemos, como
muitos teóricos, pensar no futuro do Jornalismo, ainda não temos base suficiente para tal. Mas olhar para as
teorias que puderam construir o Jornalismo que se configurou até hoje é de suma importância para nosso
estudo.
Uma das primeiras teorias do Jornalismo é a do espelho. Dentro dos preceitos dessa teoria podemos imaginar
que a explicação para as notícias se apresentarem na forma que vemos ou lemos, é de que são reflexos da
realidade. Ou mais ainda, porque nascem da sociedade, são puramente representações fiéis dos acontecimentos.
Pensando nesse processo, e tomando como base os conceitos de Traquina (2001), temos um profissional e uma
profissão que se desinteressa ideologicamente pelo que comunica.- -6
Quando falamos em análises do Jornalismo, um dos primeiros estudos que surgiu dentro da literatura acadêmica
da Comunicação foi o do .gatekeeper
Gatekeeping é um conceito jornalístico para edição. Gatekeeper é aquele que define o que será noticiado de
acordo como valor-notícia, linha editorial e outros critérios. Gatekeeper também pode ser entendido como o
"porteiro" da redação. É aquela pessoa que é responsável pelo filtragem da notícia, ou seja, ela vai definir, de
acordo com critérios editoriais, o que vai ser veiculado. Com a efervescência e até um certo modismo da prática
do Jornalismo colaborativo, a função do gatekeeper tem sofrido alterações. A audiência cada vez menos passiva e
mais participativa deixa a figura do mesmo menos centralizada, mas sem perder a importância na estrutura da
construção da notícia. Fonte: Wikipedia
De acordo com Traquina (2001, 2005) o termo surgiu, na verdade, para referir-se à pessoa que toma uma
decisão entre uma sequência de outras, e foi introduzido pelo psicólogo social Kurt Lewin, onde, em um artigo de
1947, ele disserta sobre as decisões domésticas ligadas à escolha dos alimentos para casa.
Foi nos anos 1950 que Manning White usou, pela primeira vez, o termo aplicado à Comunicação, depois disso,
essa teoria originou “uma das tradições mais persistentes” e prolíferas quando pensamos em pesquisa sobre as
notícias. Segundo ela, a produção das notícias passa por uma série de gates (do inglês, “portões”), ou seja,
situações de decisões onde o jornalista, o gatekeeper, precisa escolher o que virá a ser notícia. Caso seja
escolhida ela passa pelo portão e, assim, vai por uma série de portões até ser publicada ou caso seja negativa não
o será, pelo menos dentro de um determinado veículo. (TRAQUINA, 2001, p. 69)
- -7
Uma importante teoria, no início dessa década, é a teoria do Agendamento, a partir dos trabalhos de McCombs e
Shaw. Nela, “os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos que são veiculados
na imprensa, sugerindo que os meios de Comunicação agendam nossas conversas.” (PENA, 2008, p. 142)
Portanto, os veículos midiáticos diriam aos indivíduos o que falar e estabeleceriam as relações sociais. Pena
aborda que (2008, p. 142) “A influência da mídia nas conversas dos cidadãos advém da dinâmica organizacional
das empresas de Comunicação, com sua cultura própria e critérios de noticiabilidade.” Portanto, os indivíduos
tendem a relacionar tudo aquilo que é do seu próprio conhecimento com o que os grandes meios de
Comunicação trazem em seu conteúdo.
O que vem na próxima aula
• A Comunicação no âmbito das organizações: como trabalhar as ferramentas que são indispensáveis para 
o bom desempenho de uma organização frente aos seu público;
• O uso adequado destas ferramentas de Comunicação dentro das organizações;
• Como reconhecer quando uma ferramenta está cumprindo seu real objetivo.
CONCLUSÃO
Nesta aula, você:
• Conferiu as principais teorias da Comunicação e do Jornalismo, seus estudos, suas críticas e como elas se 
inserem no campo da comunicação.
• Foi possível aprender também, que a comunicação é um processo em constante evolução, suas 
mudanças são sentidas a cada dia e continuarão a ser observadas e analisadas.
•
•
•
•
•
	Olá!
	1 A Comunicação como Processo
	2 Modelos de Comunicação
	3 Jornalismo
	O que vem na próxima aula
	CONCLUSÃO