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Aula 4
GRÉCIA ANTIGA
Pré-enem Rede Multilateral
Produzido por: Cássia Fagundes
Idade
Antiga
Outras civilizações na antiguidade estavam
ocorrendo simultaneamente - se
desenvolvendo em regiões diferentes, a
questão é o foco;
Historiadores definiram que entre 4 mil anos a.
C até a queda do império romano (sec. V d. C);
Historia da
Grécia
Por que o estudo da Grécia
Antiga é importante?
Valores que nós entendemos como
fundamentais, as discussões
filosóficas, o esporte, a noção de
Democracia, de direito político, de
representação, começaram lá. 
Localização
da Grécia
Antiga
Se desenvolveu no sul da Europa, na
Península Balcânica, estendendo-se pela
Península do Peloponeso e por diversos
locais ao longo da costa do Mar
Mediterrâneo.
Vale ressaltar
HOJE A GRÉCIA É UM PAÍS, localizado na península balcânica
A GRÉCIA ANTIGA NÃO ERA UM ESTADO NACIONAL -
razões geográficas -> montanhas e pequenos vales
O que se tem é uma região repleta de cidades e essas cidades, apesar
de compartilharem a mesma língua, a religião, determinados valores
culturais, e até a forma como organizam suas cidades, cada uma é
independente
Em uma cidade quem governa é um só, uma monarquia; em outra é um
grupo de pessoas mais ricas - exemplo
Os nomes Grécia e gregos surgiram entre os romanos (do latim
Græcia). O território era chamado de Hélade – terra de Heleno ou, no
grego, Héllas –, e seus habitantes, de helenos. 
Periodização da História grega
período de povoamento da Grécia Antiga 
Período Pré-Homérico
(ou Creto-Micênico): Sec.
XX a XII (1101) a.C
1.
período que teriam sido criados os poemas
(epopeias) Ilíada (troia) e Odisséia
2. Período Homérico: 1100 e
800 a.C
caracterizado pela formação da cidade-estado
grega, a pólis;
3. Período Arcaico: 800 a
500 a. C
Período no qual as cidades gregas atingiram seu apogeu
cultural e consolidou a cidade-estado como forma de
organização política;
4. Período Clássico: entre V e
IV a.C 
Decadência da Pólis grega, caíram sob domínio
macedônio e posteriormente romano
5. Período Helenístico: 336 a.C
a 146 a.C
Período Pré-Homérico (ou Creto-
Micênico): Sec. XX a XII (1101) a.C
*A origem da civilização grega está ligada a duas civilizações que se desenvolveram no sul da península
Balcânica: a cretense e a micênica. Dedicados à navegação e ao comércio, os cre tenses entraram em
contato com vários povos do Me diterrâneo e, a partir do século XV a.C., fundiram-se com os aqueus, dando
origem à civilização micênica.
POVOS INDO-EUROPEUS, que migraram do Oriente para o
Ocidente e se instalaram no sul da peninsula balcânica, na
ilha de Creta. Principais: Aqueus, Éolios e Jônios -
posteriormente os dórios
Início da civilização pré-grega,
marcada pelos creto-micênicos 
PRINCIPAIS deuses: Zeus, Hera, Atenas, Poseidon,
Áres, Apolo, etc
Creto-micênicos eram
politeístas
A base cultural grega se dá a partir
desses povos
TALASSOCRACIA
Cidades principais: Micenas, Tróia e Cnossos
INDO-EUROPEUS
denominação para o conjunto de povos nômades da
Europa e da Ásia que, embora possuíssem certa unidade
linguística (línguas indo-europeias), não formavam uma
unidade política, étnica e geográfica. Ao que parece,
localizavam-se, desde o quarto milênio a.c., ao norte do
mar negro. Por volta do terceiro milênio antes da era
cristã, iniciaram uma série de migrações, fragmentando-se
em vários grupos linguísticos. Alguns grupos migraram
para a Ásia (armênio, indo-iraniano, etc.), outros
permaneceram na Europa (eslavo, celta, itálico, grego,
germânico, etc.). cada grupo evoluiu independentemente,
e os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no
espaço, durante séculos.
Organização política: Talassocracia
TALASSOCRACIA
Predomínio ou governo do mar;
Poderio político e econômico de
um Estado baseado no domínio das
rotas marítimas comerciais; império
marítimo. Formou-se uma espécie
de Conselho de grandes
comerciantes maritimos
Grandes rios foram importantes para o surgimento das primeiras
cidades de que se tem notícia. No caso da Grécia não é diferente: a
Geografi a é importante fator de explicação da História. Entretanto,
não vamos falar de rios, mas de mares, Mediterrâneo, Jônico e Egeu
Foi no séc. XII que a civilização micênica foi destruída, mas não existem evidências de que essa destruição
tenha decorrido das invasões dos dórios, mas sim de um conjunto de invasores, sem que se saiba exatamente
quais. Seja como for, as ondas de invasões dóricas estabeleceram domínios sobre a parte continental da
Grécia, forçando a dispersão de diversos povos na direção das ilhas do mar Egeu e litoral da Ásia Menor;
Durante o século XII a. C., os dórios empreenderam uma violenta invasão que destruiu vários centros urbanos
da Hélade. Graças à sua tradição militar e o manuseio de armamentos de metal, esse agrupamento de origem
indo-europeia forçou a fuga de vários habitantes da Grécia Continental.
Essa dispersão ficou conhecida como a Primeira Diáspora Grega e deu origem ao período
conhecido na história da Grécia como Período Homérico
Período Homérico: 1100 a 800 a.C
ILÍADA
Primeiro livro da literatura ocidental, a Ilíada parece se tratar, pelo
título, apenas de um breve incidente ocorrido no cerco dos gregos à
cidade troiana de Ílion, a crônica de aproximadamente cinquenta dias
de uma guerra que durou dez anos. No entanto, graças à maestria de
seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas,
repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre
no imaginário ocidental. É nesse épico homérico que surgem figuras
como Páris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon.
*O poema desenvolve-se em torno da Guerra de Troia, que provavelmente se deu no século XIII
a.C. Homero descreve com detalhes o mundo grego da época apesar de não ter sido testemunha
dos fatos, pois viveu quatro séculos depois.
FONTES: COMPANHIA DAS LETRAS; TODA MATÉRIA
ODISSEIA
*Vem do nome do seu personagem principal, Odisseu – ou, como ficou
conhecido pela tradução latina, Ulisses. Diferentemente do primeiro
livro, não narra feitos bélicos nem se restringe a um local isolado, mas
trata de viagens e aventuras desse que foi um dos heróis da guerra de
Troia. 
Odisseia é o que oferece as informações mais relevantes sobre a
sociedade grega e sobre a economia dos gregos antigos
*FONTE: BRASIL ESCOLA
Guerra de Troia
*Durou cerca de 10 anos
As informações que existem sobre esse período são extraídas das obras de
Homero - elaboradas por volta de 750 a.C. (se é que ele existiu)
Epopeias - ou poesia épica ou heroica, é um gênero literário cuja composição consiste de um
poema longo, narrativo, geralmente versando sobre os feitos de um herói, sobre
acontecimentos históricos ou míticos, sobre elementos considerados como fundamentais a
dada cultura.
Permanência de histórias contadas há tantos anos - chegam até os dias
de hoje e influenciam nosso vocabulário 
Com a Diáspora Grega, onde muitos foram para o interior da peninsula
balcanica (para as montanhas), teve-se um certo atraso no desenvolvimento
das civilizações. Ocorreu assim um processo de ruralização, com a formação
dos GENOS. 
Foi caracterizado pela comunidade gentílica, uma sociedade rural, formada por
pequenas unidades agrícolas autossuficientes. Nos genos, os bens econômicos,
como terras, animais, sementes e instrumentos de trabalho estavam sob o
controle do chefe comunitário (patriarca), chamado pater, que exercia funções
religiosas, administrativas e judiciárias
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/generos-literarios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-narrativo.htm
Os parentes mais próximos do pater apropria ram-se das terras mais ricas,
passando a ser conhe cidos como eupátridas (‘bem-nascidos’). O restante
das terras foi dividido entre os georgoi (‘agricultores’), pequenos
proprietários. Os mais prejudicados com essa divisão foram os thetas
(‘marginalizados’),excluídos da partilha
A pobreza do solo e a expansão demográfica le varam ao progressivo colapso da sociedade
gentílica. As disputas pelas terras cultiváveis, o surgimento de proprietários, não
proprietários e grupos que passa ram a se dedicar ao comércio, bem como os conflitos entre
os diversos genos, resultaram na crescente ins tabilidade, o que motivou a união dos mais
poderosos de vários genos a fim de buscar o estabelecimento de um poder controlador e
forte.
Os membros mais próximos do patriarca
formavam a aristocracia local;
Os gregos também se voltaram para o mar Negro,
em cujo litoral multiplicaram sua presença com
novas cidades. O processo ficou conhecido como
Segunda Diáspora Grega
ARISTOCRACIAOrganização sociopolíticabaseada em privilégios deuma classe social formadapor nobres que detém, ger.por herança, o monopóliodo poder.
Crescimento populacional nos Genos -
necessidade de expansão terrotorial. . Iniciou-
se, assim, o processo de expansão grega no
Mediterrâneo, com a formação de diversas pólis
(cidades-Estado) gregas em toda a região,
especial mente no sul da península Itálica e na
ilha da Sicilia
A aliança entre famílias nos genos dá origem aos
FRATRIAS . Assim, o poder foi se concentrando na
mão de alguns lideres. -> tem-se então uma
OLIGARQUIA
OLIG
UARQ
UIA
regim
e pol
ítico 
em qu
e o
pode
r é ex
ercid
o por
 um
pequ
eno g
rupo 
de pe
ssoas
,
perte
ncent
es ao
 mesm
o
parti
do, c
lasse
 ou fa
mília.
"Gov
erno 
de po
ucos"
Período Arcaico: 800 a 500 a. C
Na península Balcânica e na orla do mar Mediterrâneo surgiram 
 muitas pólis gregas, sendo Atenas e Esparta as mais importantes.
Tem-se a consolidação da pólis grega, inaugurando o que ficou
conhecido como Período Arcaico (VIII a.C.-VI a.C.). 
As cidades- -Estado foram inicialmente
governadas por um rei (o basileu); mais tarde,
adotou-se nas pólis um regime oligárquico-
aristocrá tico, liderado pelos grandes
proprietários de terras reunidos em um conselho
de eupátridas.
1
2
4
3 Um ponto geográfico central era a Acrópole – local mais elevado dapovoação e em torno da qual se desenvolveria um núcleo urbano –,
*FOTO DE UMA QUESTÃO DO ENEM
Aula 4 -
part. 2
GRÉCIA ANTIGA
Pré-enem Rede Multilateral
Produzido por: Cássia Fagundes
Período de desenvolvimento das cidades-estado gregas. O estatuto do cidadão
começa a se definir e a ideia de democracia começa a se instalar;
Principais caracteristicas da PÓLIS: Autonomia política, econômica e militar;
(independência uma das outras) - isolamento geográfico - crescimento paralelo
das cidades
Mesma base cultural - língua e religião - povos originários
A elite nessa época eram os que conseguiam produzir alimento - propriedade da terra,
terra fértil
Nas cidades-estado, o poder era muito relacionado a propriedade de terras -
Escravidão na idade antiga - voce se torna escravo se fica endividado - escravidão por
dívidas ou por conquista militar - assumem o controle sob sua liberdade
 
Foi-se amadurecendo, entre os gregos, a
ideia de pertencimento à cidade e a
responsabilidade que isso implica
Quando as concepções de cidadania e
democracia se desenvolvem em ALGUMAS
póleis gregas, passa-se a considerar que a
maior virtude de um cidadão é participar
ativamente das discussões e deliberações
relativas à comunidade da qual ele faz parte;
Entre as póleis havia significativas
diferenças quanto ao seu grau de
desenvolvimento, bem como quanto às suas
características sociais, econômicas e
políticas.
Se desenvolveu muito próxima ao mar
mediterâneo. Assim, sua economia era
baseada no comércio maritmo e
portuário; - ampliação do poder
econômico da região
Onde nasceu a democracia [demo =
povo, cracia = poder. Portanto, poder
do povo]. E, com sua democracia
nitidamente desenvolvida, dentre as
demais cidades-estado gregas, é
considerada a pólis por excelência;
Criada para tirar o poder político/econ.
das mãos dos eupátridas - buscava-se
"distribuir" o poder entre os diferentes
grupos sociais
Atenas
DEMOCRACIA DIRETA, mas não era
para todos. Somente os CIDADÃOS
poderiam exercer a democracia
CIDADÃOS EM ATENAS: HOMENS,
LIVRES, ACIMA DE 18 ANOS
Ou seja, mulheres, estrangeiros (não
eram de pai e mãe ateniense -
chamados METECOS), escravos e
menores não eram considerados
*A princípio, eram considerados
cidadãos somente homens livres
proprietários de riquezas provenientes
da terra. Apenas a partir do séc. V a.C
que isso foi se modificando
Atenas
Cada vez mais, o cidadão precisava se ver desimcubido das
atividades manuais para se dedicar aos afazeres políticos ->
escravos ;
Surge a noção de propriedade privada
Reinvindicação para leis escritas -> Em 621 a.C, Drácon
elabora a primeira lei escrita de Atenas - qualquer crime
ocorrido na Pólis, seria punido com a morte;
Maior prejuízo para os mais pobres;
Em 594 a.C (Drácon sai) e Sólon entra no poder. Ele inicia
um processo de reformas sociais e políticas em Atenas
Divisão dos atenienses em 4 classes censitárias; a criação da
Eclésia e da Bulé, e o fim da escravidão por dívidas 
Período democrático - Eclésia -> assembléia popular (centro da
vida política de Atenas) -> constituída por todos os cidadãos
Eclésia - funções legislativas, judiciárias e eleitorais
Só poderia votar projetos previamente preparados pela Bulé
(Conselho) 
Bulé - formada por 500 cidadãos com mais de 30 anos - tirados
na sorte, para atuar por 1 ano
Havia também um tribunal popular formado por membros
tirados a sorte -> Heliastas
Os magistrados permaneciam no cargo por 1 ano;
A partir de 508 a.C. Clínistenes é eleito. Em sua atuação, o
número de cidadãos foi aumentado, passando a considerar
também estrangeiros e libertos;
Também dividiu os atenienses em dez "tribos" e 160 demos
(divisões administrativas); e aumentou o número de
membros da bulé para 500;
Cria uma espécie de poder executivo, chamada Estratego -
membros da Bulé elege 1 (de 50) para participar 
Democracia direta ou participativa 
Estava localizada na região da
Lacônia/Messênia que fica no
Península do Peloponeso, sul da
Grécia.
Esparta
Terra mais fértil, longe do mar;
Cidadãos espartanos ou
esparciatas: homens nascidos em
Esparta, de pai e mãe espartanos
(sangue dório), que iniciaram seus
treinamentos militares aos
sete/oito anos de idade;
Sociedade militarizada;
Sociedade se dividia em:
 Esparciatas (ou Homoioi): cidadãos
que tinham plenos direitos;
Periecos: habitantes da periferia da
pólis, eram pequenos proprietários
que se dedicavam às atividades
rejeitadas pelos espartanos, como o
artesanato e o comércio em pequena
escala; 
Hilotas: camponeses que
trabalhavam em terras pertencentes
ao Estado e atribuídas aos
esparciatas. Eram obrigados a
entregar metade da colheita a estes.
Eram livres, mas não podiam
participar da vida cívica. 
1.
2.
3.
Esparta
Governo composto por dois reis (diarquia); por um
Conselho de Anciãos (Gerúsia - homens cidadãos de
60 anos ou mais); pelos magistrados (Éforos), e por
uma Assembleia de cidadãos (Ápela) - podiam
participar somente homens cidadãos com mais de 30
anos
Acima dos reis estava um grupo seleto chamado de
"Éforo ou Eforato" - conselho de 5 anciãos com + 60
anos -> poder administrativo, junto aos reis
Permaneceu como uma pólis oligárquica
Características marcantes: estatismo e rígida educação
militar imposta aos jovens
As terras conquistadas -> propriedade do Estado, e
não privada
Valores importantes/ensinados: lealdade, força,
coragem, obediência...
Principais atividades econômicas:
"valorização" da mulher por ser quem
concebe os guerreiros da cidade. ->
em comparação a Atenas
Em Esparta não se fala tanto em
escravidão, mas sim em servidão. ->
trabalhadores não são propriedade
privada de seus "senhores"
Cultivo de cereais
Pastagem 
Criação de animais
 
Esparta
 Período Clássico: entre V e IV a.C 
Por duas vezes os persas tentaram invadir a
Grécia, provocando conflitos, conhecidoscomo
Guerras Médicas (em referência aos medos, um
dos povos que faziam parte da origem persa). 
Guerras Médicas
A primeira das grandes guerras de gregos
contra persas ocorreu entre 490 a.C. e 479
a.C. Liderados por Dario I, os persas
desembarcaram na Grécia, mas foram
surpreendidos pelo exército ateniense na
Planície de Maratona, onde, apesar de sua
superioridade numérica, foram derrotados
pelos gregos.
Precavendo-se contra um possível novo ataque persa, após a primeira Guerra
Médica, os atenienses fortaleceram sua marinha de guerra, já que o cenário das lutas
seria o mar Egeu
Guerras Médicas
A segunda ofensiva persa iniciou-se em 480 a.C., quando o imperador Xerxes partiu
com aproximadamente 100 mil homens em direção à Grécia
Os gregos uniram-se contra os invasores, formalizando uma aliança, a Liga de Delos.
Tratava-se de uma união militar para frear o avanço persa e preservar a cultura creto-
micênica. As cidades que participavam da aliança pagavam impostos – que eram
depositados na ilha de Delos – para sustentar a frota e os exércitos conjuntos de
todas as cidades-Estado. Atenas, com seu prestígio e poderio econômico, logo
passou a administrar os recursos de Delos, tornando-se líder da liga.
Apesar do sucesso espartano em retardar o
avanço do inimigo, no desfiladeiro de
Termópilas, os persas conseguiram invadir e
saquear Atenas.
A empreitada persa acabou se enfraquecendo,
na medida em que suas tropas não eram
facilmente guarnecidas por suprimentos e
reforços. A derrota na grande batalha naval de
Salamina, diante de Atenas, selou o destino
dos persas, que mais uma vez se retiraram sem
terem conseguido tomar a Grécia.
Guerras Médicas
Guerras Médicas - filme 300 (2006)
O termo imperialismo é
utilizado para referir-se às
práticas da política em que
uma nação buscava promover
uma expansão territorial,
econômica e/ou cultural
sobre outra nação.
Atenas se consolida como a pólis mais poderosa de toda a península -> torna-se uma cidade-
Estado imperialista (processo iniciado nas Guerras Médicas)
- Ao final das guerras contra os persas, os atenienses insistiram na manutenção da Liga de Delos e,
portanto, na cobrança de tributos. As demais cidades gregas ficaram insatisfeitas com a medida,
mas pouco podiam fazer contra o poderio militar ateniense. 
- Em busca de + mercados, terras férteis 
e prisioneiros de guerra
Período marcado pelo auge
ateniense
1
Os atenienses começaram a interferir na vida política e social das outras pólis, transferindo o
tesouro de Delos para Atenas e, com frequência, utilizando a força para manter subjugado o
restante da Grécia. O controle dos recursos de outras cidades abriu caminho para o apogeu
ateniense, particularmente entre os anos de 461 a.C. e 429 a.C., época conhecida como a Idade
de Ouro de Atenas, quando a cidade era, então, dirigida por Péricles.
Desenvolvimento artístico-cultural, econômico, militar e político em seu governo;
 O Século de Péricles constituiu o momento áureo da
cultura grega, quando viveram os principais teatrólogos,
filósofos, arquitetos e artistas. 
O pensamento grego tinha por base a razão e, por isso,
valorizava o ser humano (antropocentrismo), influenciando
significativamente o racionalismo ocidental dos séculos
seguintes. 
A civilização grega foi também o berço da Filosofia (palavra
grega que significa ‘amor à sabedoria’), estudo que tem por
objetivo procurar explicações racionais e universais para a
vida e para a humanidade
A religião grega caracterizou-se pelo politeísmo antropomórfico, ou seja, os gregos acreditavam
em vários deuses que tinham formas e atributos semelhantes aos da espécie humana: suas
fraquezas, paixões, virtudes. Mas uma característica fundamental distinguia os deuses dos
humanos: a imortalidade, que se devia ao alimento do qual os deuses se nutriam: a ambrosia
O surgimento e a consolidação do teatro grego também podem ser associados à mitologia, pois
se deram a partir das manifestações em homenagem a Dioniso (Baco, para os romanos), o deus
do vinho.
Na arquitetura e na escultura buscava-se uma expressão do
humanismo, com o cultivo de princípios como o racionalismo
e a simplicidade, resultando em equilíbrio, harmonia e ordem.
As formas de pensar dos gregos influenciaram o desenho
urbano das pólis e as construções nelas existentes. 
Filosofia
Inicialmente, desenvolveu-se na filosofia grega a linha ou escola
de pensamento que se tornaria conhecida como pré-socrática,
ou dos filósofos da natureza, que tentavam buscar uma
explicação para a origem das coisas que fosse além do mítico e
do religioso. 
Mais tarde, sobretudo em Atenas e no contexto da democracia,
surgiu a escola sofista, que abriu mão de interpretações mais
amplas sobre a origem das coisas e passou a enfatizar a prática
da retórica, a arte do convencimento. Deixando de lado a busca
por um conhecimento mais profundo ou verdadeiro, os sofistas
estimulavam a expressão de opiniões como forma de atingir
objetivos concretos (por exemplo, aprovação de uma lei). Um
dos representantes dessa escola foi Protágoras (c. 485 a.C.-410
a.C.), autor da frase “O homem é a medida de todas as coisas”;
Filosofia
No século V a.C., destacou-se o filósofo Sócrates (c. 470
a.C.-399 a.C.), que não apenas criticava os sofistas, mas
afirmava a existência de um conhecimento verdadeiro e a
capacidade do ser humano em atingi-lo pela prática filosófica
apoiada no diálogo. Crítico da ordem ateniense, acabou
sendo julgado e condenado à morte por “corromper a
juventude”. Os princípios desenvolvidos por Sócrates foram
assumidos por seu discípulo Platão (c. 428 a.C.-348 a.C.),
considerado o fundador da filosofia ocidental. 
Em seus ensinamentos, Platão considerava a busca pelo
conhecimento verdadeiro uma prática transcendente, isto é,
que iria além dos dados obtidos pelos sentidos. Seria pelo
pensamento que se chegaria às ideias eternas e imutáveis,
como a beleza, a bondade e a verdade. 
Finalmente, Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), já
vivendo no período do domínio macedônico,
levou a Filosofia para outra direção,
afirmando a preponderância dos sentidos
como forma de obter o conhecimento
verdadeiro. Platão e Aristóteles fundaram
duas correntes do pensamento que
dominaram o debate filosófico no Ocidente
até pelo menos o final do século XVIII
Filosofia
Esparta e outras cidades-Estado se revoltam contra
Atenas. Cria-se a Liga do Peloponeso, na tentativa de
derrubar a hegemonia ateniense;
Em 431 a.C., Atenas e Esparta entraram em guerra,
arrastando as demais pólis para um conflito que
ficaria conhecido como Guerra do Peloponeso.
Atenas tinha o poderio marítimo, enquanto os
exércitos de Esparta detinham o domínio terrestre.
Nos dezessete anos de guerra, os soldados
espartanos devastaram os campos da Ática e
cercaram Atenas. O conflito só terminou em 404 a.C.,
com a vitória final de Esparta. 
Guerra do Peloponeso
Com o fim da democracia ateniense e o retorno do
poder oligárquico na Grécia, iniciou-se o período de
domínio espartano. 
Esse domínio foi ameaçado por outras cidades, que
lutavam pelo controle da península Balcânica. Foi o
caso de Tebas, que derrotou Esparta em 371 a.C. e
estabeleceu uma breve hegemonia. As constantes
guerras tiveram como resultado o enfraquecimento
das cidades-Estado gregas, o que abriu caminho
para a invasão dos macedônios, povo do norte da
península Balcânica. Em 338 a.C., na Batalha de
Queroneia, os exércitos gregos foram derrotados e
a Grécia caiu sob o domínio da Macedônia.
Período Helenístico: 336 a.C a 146 a.C
O declínio da civilização
grega
As guerras que confrontaram cidades
gregas entre os sécs. V e IV a.C. acabaram
enfraquecendo o mundo grego,
contribuindo para que este se tornasse
presa fácil de Felipe II, governante da
Macedônia (354 a 336 a.C)
O reino da Macedônia se localizava a
nordeste da Grécia continental e seus
habitantes, considerados "bárbaros" pelos
gregos, também eram descendentes deindo-europeus
No séc. IV a.C, Felipe II inicia as investidas no
território grego, conquistando inúmeras cidades;
Dois anos após o início dessas conquistas, ele é
assasinado e o trono da Macedônia passa a ser
ocupado por seu filho Alexandre Magno (O
Grande); 
Com Alexandre, o reino da Macedônia expande
suas fronteiras e domina o império persa e o
Egito;
Da fusão da cultura grega com a cultura oriental,
nasceu uma nova expressão cultural, que passou
a ser denominada "helenismo"; 
Grécia como parte do império macedônico
As pólis deixam
de ter autonomia
em diversos
sentidos
O conceito de
cidades-Estado
deixa de existir
Tolerância
cultural
Promove o
surgimento da
cultura helenística 
 -> difulsão da
cultura grega no
Oriente
Com a morte de Alexandre, sem sucessores,
tem-se uma instabilidade no império
macedônico;
Isso acarreta uma fragmentação do império, que
ficou muito dividio;
Aproveitando-se desse enfraquecimento, tem-se
a invasão dos romanos
(ENEM 2015) O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária
preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A
palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a
polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo
político.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:
Bertrand, 1992 (adaptado).
Questões 
1
Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a
ágora tinha por função
a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.
b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por
seus magistrados.
c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre
as questões da comunidade.
d) reunir os exercícios para decidir em assembleias fechadas os rumos a
serem tomados em caso de guerra.
e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a
pronunciar-se em assembleias.
Formulário com
questões sobre o tema
https://forms.gle/jEU3rPXSmUgYEesSA
Obrigada!