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Aula 4 GRÉCIA ANTIGA Pré-enem Rede Multilateral Produzido por: Cássia Fagundes Idade Antiga Outras civilizações na antiguidade estavam ocorrendo simultaneamente - se desenvolvendo em regiões diferentes, a questão é o foco; Historiadores definiram que entre 4 mil anos a. C até a queda do império romano (sec. V d. C); Historia da Grécia Por que o estudo da Grécia Antiga é importante? Valores que nós entendemos como fundamentais, as discussões filosóficas, o esporte, a noção de Democracia, de direito político, de representação, começaram lá. Localização da Grécia Antiga Se desenvolveu no sul da Europa, na Península Balcânica, estendendo-se pela Península do Peloponeso e por diversos locais ao longo da costa do Mar Mediterrâneo. Vale ressaltar HOJE A GRÉCIA É UM PAÍS, localizado na península balcânica A GRÉCIA ANTIGA NÃO ERA UM ESTADO NACIONAL - razões geográficas -> montanhas e pequenos vales O que se tem é uma região repleta de cidades e essas cidades, apesar de compartilharem a mesma língua, a religião, determinados valores culturais, e até a forma como organizam suas cidades, cada uma é independente Em uma cidade quem governa é um só, uma monarquia; em outra é um grupo de pessoas mais ricas - exemplo Os nomes Grécia e gregos surgiram entre os romanos (do latim Græcia). O território era chamado de Hélade – terra de Heleno ou, no grego, Héllas –, e seus habitantes, de helenos. Periodização da História grega período de povoamento da Grécia Antiga Período Pré-Homérico (ou Creto-Micênico): Sec. XX a XII (1101) a.C 1. período que teriam sido criados os poemas (epopeias) Ilíada (troia) e Odisséia 2. Período Homérico: 1100 e 800 a.C caracterizado pela formação da cidade-estado grega, a pólis; 3. Período Arcaico: 800 a 500 a. C Período no qual as cidades gregas atingiram seu apogeu cultural e consolidou a cidade-estado como forma de organização política; 4. Período Clássico: entre V e IV a.C Decadência da Pólis grega, caíram sob domínio macedônio e posteriormente romano 5. Período Helenístico: 336 a.C a 146 a.C Período Pré-Homérico (ou Creto- Micênico): Sec. XX a XII (1101) a.C *A origem da civilização grega está ligada a duas civilizações que se desenvolveram no sul da península Balcânica: a cretense e a micênica. Dedicados à navegação e ao comércio, os cre tenses entraram em contato com vários povos do Me diterrâneo e, a partir do século XV a.C., fundiram-se com os aqueus, dando origem à civilização micênica. POVOS INDO-EUROPEUS, que migraram do Oriente para o Ocidente e se instalaram no sul da peninsula balcânica, na ilha de Creta. Principais: Aqueus, Éolios e Jônios - posteriormente os dórios Início da civilização pré-grega, marcada pelos creto-micênicos PRINCIPAIS deuses: Zeus, Hera, Atenas, Poseidon, Áres, Apolo, etc Creto-micênicos eram politeístas A base cultural grega se dá a partir desses povos TALASSOCRACIA Cidades principais: Micenas, Tróia e Cnossos INDO-EUROPEUS denominação para o conjunto de povos nômades da Europa e da Ásia que, embora possuíssem certa unidade linguística (línguas indo-europeias), não formavam uma unidade política, étnica e geográfica. Ao que parece, localizavam-se, desde o quarto milênio a.c., ao norte do mar negro. Por volta do terceiro milênio antes da era cristã, iniciaram uma série de migrações, fragmentando-se em vários grupos linguísticos. Alguns grupos migraram para a Ásia (armênio, indo-iraniano, etc.), outros permaneceram na Europa (eslavo, celta, itálico, grego, germânico, etc.). cada grupo evoluiu independentemente, e os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no espaço, durante séculos. Organização política: Talassocracia TALASSOCRACIA Predomínio ou governo do mar; Poderio político e econômico de um Estado baseado no domínio das rotas marítimas comerciais; império marítimo. Formou-se uma espécie de Conselho de grandes comerciantes maritimos Grandes rios foram importantes para o surgimento das primeiras cidades de que se tem notícia. No caso da Grécia não é diferente: a Geografi a é importante fator de explicação da História. Entretanto, não vamos falar de rios, mas de mares, Mediterrâneo, Jônico e Egeu Foi no séc. XII que a civilização micênica foi destruída, mas não existem evidências de que essa destruição tenha decorrido das invasões dos dórios, mas sim de um conjunto de invasores, sem que se saiba exatamente quais. Seja como for, as ondas de invasões dóricas estabeleceram domínios sobre a parte continental da Grécia, forçando a dispersão de diversos povos na direção das ilhas do mar Egeu e litoral da Ásia Menor; Durante o século XII a. C., os dórios empreenderam uma violenta invasão que destruiu vários centros urbanos da Hélade. Graças à sua tradição militar e o manuseio de armamentos de metal, esse agrupamento de origem indo-europeia forçou a fuga de vários habitantes da Grécia Continental. Essa dispersão ficou conhecida como a Primeira Diáspora Grega e deu origem ao período conhecido na história da Grécia como Período Homérico Período Homérico: 1100 a 800 a.C ILÍADA Primeiro livro da literatura ocidental, a Ilíada parece se tratar, pelo título, apenas de um breve incidente ocorrido no cerco dos gregos à cidade troiana de Ílion, a crônica de aproximadamente cinquenta dias de uma guerra que durou dez anos. No entanto, graças à maestria de seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas, repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre no imaginário ocidental. É nesse épico homérico que surgem figuras como Páris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon. *O poema desenvolve-se em torno da Guerra de Troia, que provavelmente se deu no século XIII a.C. Homero descreve com detalhes o mundo grego da época apesar de não ter sido testemunha dos fatos, pois viveu quatro séculos depois. FONTES: COMPANHIA DAS LETRAS; TODA MATÉRIA ODISSEIA *Vem do nome do seu personagem principal, Odisseu – ou, como ficou conhecido pela tradução latina, Ulisses. Diferentemente do primeiro livro, não narra feitos bélicos nem se restringe a um local isolado, mas trata de viagens e aventuras desse que foi um dos heróis da guerra de Troia. Odisseia é o que oferece as informações mais relevantes sobre a sociedade grega e sobre a economia dos gregos antigos *FONTE: BRASIL ESCOLA Guerra de Troia *Durou cerca de 10 anos As informações que existem sobre esse período são extraídas das obras de Homero - elaboradas por volta de 750 a.C. (se é que ele existiu) Epopeias - ou poesia épica ou heroica, é um gênero literário cuja composição consiste de um poema longo, narrativo, geralmente versando sobre os feitos de um herói, sobre acontecimentos históricos ou míticos, sobre elementos considerados como fundamentais a dada cultura. Permanência de histórias contadas há tantos anos - chegam até os dias de hoje e influenciam nosso vocabulário Com a Diáspora Grega, onde muitos foram para o interior da peninsula balcanica (para as montanhas), teve-se um certo atraso no desenvolvimento das civilizações. Ocorreu assim um processo de ruralização, com a formação dos GENOS. Foi caracterizado pela comunidade gentílica, uma sociedade rural, formada por pequenas unidades agrícolas autossuficientes. Nos genos, os bens econômicos, como terras, animais, sementes e instrumentos de trabalho estavam sob o controle do chefe comunitário (patriarca), chamado pater, que exercia funções religiosas, administrativas e judiciárias https://brasilescola.uol.com.br/literatura/generos-literarios.htm https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-narrativo.htm Os parentes mais próximos do pater apropria ram-se das terras mais ricas, passando a ser conhe cidos como eupátridas (‘bem-nascidos’). O restante das terras foi dividido entre os georgoi (‘agricultores’), pequenos proprietários. Os mais prejudicados com essa divisão foram os thetas (‘marginalizados’),excluídos da partilha A pobreza do solo e a expansão demográfica le varam ao progressivo colapso da sociedade gentílica. As disputas pelas terras cultiváveis, o surgimento de proprietários, não proprietários e grupos que passa ram a se dedicar ao comércio, bem como os conflitos entre os diversos genos, resultaram na crescente ins tabilidade, o que motivou a união dos mais poderosos de vários genos a fim de buscar o estabelecimento de um poder controlador e forte. Os membros mais próximos do patriarca formavam a aristocracia local; Os gregos também se voltaram para o mar Negro, em cujo litoral multiplicaram sua presença com novas cidades. O processo ficou conhecido como Segunda Diáspora Grega ARISTOCRACIAOrganização sociopolíticabaseada em privilégios deuma classe social formadapor nobres que detém, ger.por herança, o monopóliodo poder. Crescimento populacional nos Genos - necessidade de expansão terrotorial. . Iniciou- se, assim, o processo de expansão grega no Mediterrâneo, com a formação de diversas pólis (cidades-Estado) gregas em toda a região, especial mente no sul da península Itálica e na ilha da Sicilia A aliança entre famílias nos genos dá origem aos FRATRIAS . Assim, o poder foi se concentrando na mão de alguns lideres. -> tem-se então uma OLIGARQUIA OLIG UARQ UIA regim e pol ítico em qu e o pode r é ex ercid o por um pequ eno g rupo de pe ssoas , perte ncent es ao mesm o parti do, c lasse ou fa mília. "Gov erno de po ucos" Período Arcaico: 800 a 500 a. C Na península Balcânica e na orla do mar Mediterrâneo surgiram muitas pólis gregas, sendo Atenas e Esparta as mais importantes. Tem-se a consolidação da pólis grega, inaugurando o que ficou conhecido como Período Arcaico (VIII a.C.-VI a.C.). As cidades- -Estado foram inicialmente governadas por um rei (o basileu); mais tarde, adotou-se nas pólis um regime oligárquico- aristocrá tico, liderado pelos grandes proprietários de terras reunidos em um conselho de eupátridas. 1 2 4 3 Um ponto geográfico central era a Acrópole – local mais elevado dapovoação e em torno da qual se desenvolveria um núcleo urbano –, *FOTO DE UMA QUESTÃO DO ENEM Aula 4 - part. 2 GRÉCIA ANTIGA Pré-enem Rede Multilateral Produzido por: Cássia Fagundes Período de desenvolvimento das cidades-estado gregas. O estatuto do cidadão começa a se definir e a ideia de democracia começa a se instalar; Principais caracteristicas da PÓLIS: Autonomia política, econômica e militar; (independência uma das outras) - isolamento geográfico - crescimento paralelo das cidades Mesma base cultural - língua e religião - povos originários A elite nessa época eram os que conseguiam produzir alimento - propriedade da terra, terra fértil Nas cidades-estado, o poder era muito relacionado a propriedade de terras - Escravidão na idade antiga - voce se torna escravo se fica endividado - escravidão por dívidas ou por conquista militar - assumem o controle sob sua liberdade Foi-se amadurecendo, entre os gregos, a ideia de pertencimento à cidade e a responsabilidade que isso implica Quando as concepções de cidadania e democracia se desenvolvem em ALGUMAS póleis gregas, passa-se a considerar que a maior virtude de um cidadão é participar ativamente das discussões e deliberações relativas à comunidade da qual ele faz parte; Entre as póleis havia significativas diferenças quanto ao seu grau de desenvolvimento, bem como quanto às suas características sociais, econômicas e políticas. Se desenvolveu muito próxima ao mar mediterâneo. Assim, sua economia era baseada no comércio maritmo e portuário; - ampliação do poder econômico da região Onde nasceu a democracia [demo = povo, cracia = poder. Portanto, poder do povo]. E, com sua democracia nitidamente desenvolvida, dentre as demais cidades-estado gregas, é considerada a pólis por excelência; Criada para tirar o poder político/econ. das mãos dos eupátridas - buscava-se "distribuir" o poder entre os diferentes grupos sociais Atenas DEMOCRACIA DIRETA, mas não era para todos. Somente os CIDADÃOS poderiam exercer a democracia CIDADÃOS EM ATENAS: HOMENS, LIVRES, ACIMA DE 18 ANOS Ou seja, mulheres, estrangeiros (não eram de pai e mãe ateniense - chamados METECOS), escravos e menores não eram considerados *A princípio, eram considerados cidadãos somente homens livres proprietários de riquezas provenientes da terra. Apenas a partir do séc. V a.C que isso foi se modificando Atenas Cada vez mais, o cidadão precisava se ver desimcubido das atividades manuais para se dedicar aos afazeres políticos -> escravos ; Surge a noção de propriedade privada Reinvindicação para leis escritas -> Em 621 a.C, Drácon elabora a primeira lei escrita de Atenas - qualquer crime ocorrido na Pólis, seria punido com a morte; Maior prejuízo para os mais pobres; Em 594 a.C (Drácon sai) e Sólon entra no poder. Ele inicia um processo de reformas sociais e políticas em Atenas Divisão dos atenienses em 4 classes censitárias; a criação da Eclésia e da Bulé, e o fim da escravidão por dívidas Período democrático - Eclésia -> assembléia popular (centro da vida política de Atenas) -> constituída por todos os cidadãos Eclésia - funções legislativas, judiciárias e eleitorais Só poderia votar projetos previamente preparados pela Bulé (Conselho) Bulé - formada por 500 cidadãos com mais de 30 anos - tirados na sorte, para atuar por 1 ano Havia também um tribunal popular formado por membros tirados a sorte -> Heliastas Os magistrados permaneciam no cargo por 1 ano; A partir de 508 a.C. Clínistenes é eleito. Em sua atuação, o número de cidadãos foi aumentado, passando a considerar também estrangeiros e libertos; Também dividiu os atenienses em dez "tribos" e 160 demos (divisões administrativas); e aumentou o número de membros da bulé para 500; Cria uma espécie de poder executivo, chamada Estratego - membros da Bulé elege 1 (de 50) para participar Democracia direta ou participativa Estava localizada na região da Lacônia/Messênia que fica no Península do Peloponeso, sul da Grécia. Esparta Terra mais fértil, longe do mar; Cidadãos espartanos ou esparciatas: homens nascidos em Esparta, de pai e mãe espartanos (sangue dório), que iniciaram seus treinamentos militares aos sete/oito anos de idade; Sociedade militarizada; Sociedade se dividia em: Esparciatas (ou Homoioi): cidadãos que tinham plenos direitos; Periecos: habitantes da periferia da pólis, eram pequenos proprietários que se dedicavam às atividades rejeitadas pelos espartanos, como o artesanato e o comércio em pequena escala; Hilotas: camponeses que trabalhavam em terras pertencentes ao Estado e atribuídas aos esparciatas. Eram obrigados a entregar metade da colheita a estes. Eram livres, mas não podiam participar da vida cívica. 1. 2. 3. Esparta Governo composto por dois reis (diarquia); por um Conselho de Anciãos (Gerúsia - homens cidadãos de 60 anos ou mais); pelos magistrados (Éforos), e por uma Assembleia de cidadãos (Ápela) - podiam participar somente homens cidadãos com mais de 30 anos Acima dos reis estava um grupo seleto chamado de "Éforo ou Eforato" - conselho de 5 anciãos com + 60 anos -> poder administrativo, junto aos reis Permaneceu como uma pólis oligárquica Características marcantes: estatismo e rígida educação militar imposta aos jovens As terras conquistadas -> propriedade do Estado, e não privada Valores importantes/ensinados: lealdade, força, coragem, obediência... Principais atividades econômicas: "valorização" da mulher por ser quem concebe os guerreiros da cidade. -> em comparação a Atenas Em Esparta não se fala tanto em escravidão, mas sim em servidão. -> trabalhadores não são propriedade privada de seus "senhores" Cultivo de cereais Pastagem Criação de animais Esparta Período Clássico: entre V e IV a.C Por duas vezes os persas tentaram invadir a Grécia, provocando conflitos, conhecidoscomo Guerras Médicas (em referência aos medos, um dos povos que faziam parte da origem persa). Guerras Médicas A primeira das grandes guerras de gregos contra persas ocorreu entre 490 a.C. e 479 a.C. Liderados por Dario I, os persas desembarcaram na Grécia, mas foram surpreendidos pelo exército ateniense na Planície de Maratona, onde, apesar de sua superioridade numérica, foram derrotados pelos gregos. Precavendo-se contra um possível novo ataque persa, após a primeira Guerra Médica, os atenienses fortaleceram sua marinha de guerra, já que o cenário das lutas seria o mar Egeu Guerras Médicas A segunda ofensiva persa iniciou-se em 480 a.C., quando o imperador Xerxes partiu com aproximadamente 100 mil homens em direção à Grécia Os gregos uniram-se contra os invasores, formalizando uma aliança, a Liga de Delos. Tratava-se de uma união militar para frear o avanço persa e preservar a cultura creto- micênica. As cidades que participavam da aliança pagavam impostos – que eram depositados na ilha de Delos – para sustentar a frota e os exércitos conjuntos de todas as cidades-Estado. Atenas, com seu prestígio e poderio econômico, logo passou a administrar os recursos de Delos, tornando-se líder da liga. Apesar do sucesso espartano em retardar o avanço do inimigo, no desfiladeiro de Termópilas, os persas conseguiram invadir e saquear Atenas. A empreitada persa acabou se enfraquecendo, na medida em que suas tropas não eram facilmente guarnecidas por suprimentos e reforços. A derrota na grande batalha naval de Salamina, diante de Atenas, selou o destino dos persas, que mais uma vez se retiraram sem terem conseguido tomar a Grécia. Guerras Médicas Guerras Médicas - filme 300 (2006) O termo imperialismo é utilizado para referir-se às práticas da política em que uma nação buscava promover uma expansão territorial, econômica e/ou cultural sobre outra nação. Atenas se consolida como a pólis mais poderosa de toda a península -> torna-se uma cidade- Estado imperialista (processo iniciado nas Guerras Médicas) - Ao final das guerras contra os persas, os atenienses insistiram na manutenção da Liga de Delos e, portanto, na cobrança de tributos. As demais cidades gregas ficaram insatisfeitas com a medida, mas pouco podiam fazer contra o poderio militar ateniense. - Em busca de + mercados, terras férteis e prisioneiros de guerra Período marcado pelo auge ateniense 1 Os atenienses começaram a interferir na vida política e social das outras pólis, transferindo o tesouro de Delos para Atenas e, com frequência, utilizando a força para manter subjugado o restante da Grécia. O controle dos recursos de outras cidades abriu caminho para o apogeu ateniense, particularmente entre os anos de 461 a.C. e 429 a.C., época conhecida como a Idade de Ouro de Atenas, quando a cidade era, então, dirigida por Péricles. Desenvolvimento artístico-cultural, econômico, militar e político em seu governo; O Século de Péricles constituiu o momento áureo da cultura grega, quando viveram os principais teatrólogos, filósofos, arquitetos e artistas. O pensamento grego tinha por base a razão e, por isso, valorizava o ser humano (antropocentrismo), influenciando significativamente o racionalismo ocidental dos séculos seguintes. A civilização grega foi também o berço da Filosofia (palavra grega que significa ‘amor à sabedoria’), estudo que tem por objetivo procurar explicações racionais e universais para a vida e para a humanidade A religião grega caracterizou-se pelo politeísmo antropomórfico, ou seja, os gregos acreditavam em vários deuses que tinham formas e atributos semelhantes aos da espécie humana: suas fraquezas, paixões, virtudes. Mas uma característica fundamental distinguia os deuses dos humanos: a imortalidade, que se devia ao alimento do qual os deuses se nutriam: a ambrosia O surgimento e a consolidação do teatro grego também podem ser associados à mitologia, pois se deram a partir das manifestações em homenagem a Dioniso (Baco, para os romanos), o deus do vinho. Na arquitetura e na escultura buscava-se uma expressão do humanismo, com o cultivo de princípios como o racionalismo e a simplicidade, resultando em equilíbrio, harmonia e ordem. As formas de pensar dos gregos influenciaram o desenho urbano das pólis e as construções nelas existentes. Filosofia Inicialmente, desenvolveu-se na filosofia grega a linha ou escola de pensamento que se tornaria conhecida como pré-socrática, ou dos filósofos da natureza, que tentavam buscar uma explicação para a origem das coisas que fosse além do mítico e do religioso. Mais tarde, sobretudo em Atenas e no contexto da democracia, surgiu a escola sofista, que abriu mão de interpretações mais amplas sobre a origem das coisas e passou a enfatizar a prática da retórica, a arte do convencimento. Deixando de lado a busca por um conhecimento mais profundo ou verdadeiro, os sofistas estimulavam a expressão de opiniões como forma de atingir objetivos concretos (por exemplo, aprovação de uma lei). Um dos representantes dessa escola foi Protágoras (c. 485 a.C.-410 a.C.), autor da frase “O homem é a medida de todas as coisas”; Filosofia No século V a.C., destacou-se o filósofo Sócrates (c. 470 a.C.-399 a.C.), que não apenas criticava os sofistas, mas afirmava a existência de um conhecimento verdadeiro e a capacidade do ser humano em atingi-lo pela prática filosófica apoiada no diálogo. Crítico da ordem ateniense, acabou sendo julgado e condenado à morte por “corromper a juventude”. Os princípios desenvolvidos por Sócrates foram assumidos por seu discípulo Platão (c. 428 a.C.-348 a.C.), considerado o fundador da filosofia ocidental. Em seus ensinamentos, Platão considerava a busca pelo conhecimento verdadeiro uma prática transcendente, isto é, que iria além dos dados obtidos pelos sentidos. Seria pelo pensamento que se chegaria às ideias eternas e imutáveis, como a beleza, a bondade e a verdade. Finalmente, Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), já vivendo no período do domínio macedônico, levou a Filosofia para outra direção, afirmando a preponderância dos sentidos como forma de obter o conhecimento verdadeiro. Platão e Aristóteles fundaram duas correntes do pensamento que dominaram o debate filosófico no Ocidente até pelo menos o final do século XVIII Filosofia Esparta e outras cidades-Estado se revoltam contra Atenas. Cria-se a Liga do Peloponeso, na tentativa de derrubar a hegemonia ateniense; Em 431 a.C., Atenas e Esparta entraram em guerra, arrastando as demais pólis para um conflito que ficaria conhecido como Guerra do Peloponeso. Atenas tinha o poderio marítimo, enquanto os exércitos de Esparta detinham o domínio terrestre. Nos dezessete anos de guerra, os soldados espartanos devastaram os campos da Ática e cercaram Atenas. O conflito só terminou em 404 a.C., com a vitória final de Esparta. Guerra do Peloponeso Com o fim da democracia ateniense e o retorno do poder oligárquico na Grécia, iniciou-se o período de domínio espartano. Esse domínio foi ameaçado por outras cidades, que lutavam pelo controle da península Balcânica. Foi o caso de Tebas, que derrotou Esparta em 371 a.C. e estabeleceu uma breve hegemonia. As constantes guerras tiveram como resultado o enfraquecimento das cidades-Estado gregas, o que abriu caminho para a invasão dos macedônios, povo do norte da península Balcânica. Em 338 a.C., na Batalha de Queroneia, os exércitos gregos foram derrotados e a Grécia caiu sob o domínio da Macedônia. Período Helenístico: 336 a.C a 146 a.C O declínio da civilização grega As guerras que confrontaram cidades gregas entre os sécs. V e IV a.C. acabaram enfraquecendo o mundo grego, contribuindo para que este se tornasse presa fácil de Felipe II, governante da Macedônia (354 a 336 a.C) O reino da Macedônia se localizava a nordeste da Grécia continental e seus habitantes, considerados "bárbaros" pelos gregos, também eram descendentes deindo-europeus No séc. IV a.C, Felipe II inicia as investidas no território grego, conquistando inúmeras cidades; Dois anos após o início dessas conquistas, ele é assasinado e o trono da Macedônia passa a ser ocupado por seu filho Alexandre Magno (O Grande); Com Alexandre, o reino da Macedônia expande suas fronteiras e domina o império persa e o Egito; Da fusão da cultura grega com a cultura oriental, nasceu uma nova expressão cultural, que passou a ser denominada "helenismo"; Grécia como parte do império macedônico As pólis deixam de ter autonomia em diversos sentidos O conceito de cidades-Estado deixa de existir Tolerância cultural Promove o surgimento da cultura helenística -> difulsão da cultura grega no Oriente Com a morte de Alexandre, sem sucessores, tem-se uma instabilidade no império macedônico; Isso acarreta uma fragmentação do império, que ficou muito dividio; Aproveitando-se desse enfraquecimento, tem-se a invasão dos romanos (ENEM 2015) O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político. VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado). Questões 1 Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade. b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados. c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade. d) reunir os exercícios para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra. e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias. Formulário com questões sobre o tema https://forms.gle/jEU3rPXSmUgYEesSA Obrigada!