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Evento Privado>Função e Limites do Conceito
Emmanuel Zagury Tourinho
Universidade Federal do Pará
RESUMO - O artigo discute o conceito de evento privado, com o qual Skinner analisa fenômenos Iradicionalmente interpre¬
tados como pertencentes ao “mundo sufcgetivo” de cada um. Contmsta-se a posição de Skinner com os seguintes postulados
sufajetivistas: (a) cadasujeito possui um mundo interior, pessoal e único, (b) queé dotadode uma natureza especial, (c) ao qual
o próprio sujeito tem acesso privilegiado e (d) que pode determinar o comportamento público-.-Argumenta-se que Skinner
rejeita os três últimos supostos, mantendo, porém, o primeiro, o que responderia por dificuldades em caracterizar o "mundo
privado" como objeto de estudos de uma ciência do çpmportamento.
Palavras-chave: behaviorismo radical; evento privado; subjetividade.
Private Event: Function and Limits of the Concept
ABSTRACT -The paper discusses the concept of private'event as employed by Skinner to analyze phenomena traditionally
interpreted as part of one's “subjective world-'. Skinner's proposals are contrasted to a set of subjectivist principles; (a) each
individual possesses an internal, personal and unique world, (b) which is made of a special stuff, (c) to which he/she has
privileged access, and (d) which can determine public behavior. It is argued that Skinner rejects the last three principles, but
adopts the first, what might be responsible for difficulties in trying to make the “private world” a subject matter for a science
of behavior.
Key words: radical behaviorism; private event; subjectivity.
if
A temática da subjetividade, ou da experiência subjeti¬
va, pode ser apontada como central na formulação dos pro¬
jetos de ciência psicológica e, historicamente, até para a de¬
marcação da identidade desta disciplina, em relação ãs de¬
mais ciências humanas e sociais, dc um lado, e biológicas,
de outro (cf. Figueiredo, 1991a; 1991b). Não é sem moti¬
vos, portanto, que B. F. Skinner se volta em inúmeras ocasi-
.ões para este tema ou para os problemas a ele relacionados
(ver, por exemplo, Skinner, 1945, 1953/1965, 1969, 1974.
1989), mesmo sustentando uma proposta de psicologia en¬
quanto ciência do comportamento.A abordagem skinneriana.
no entanto, busca mais propriamente discutir de maneira
crítica os princípios subjetivistas, apontandoseus equívocos
ou inconsistências, do que oferecer uma nova teoria da sub¬
jetividade. O conceito de evento privado integra o aparato
conceituai do behaviorismo radical de B. F. Skinner e apare¬
ce no contexto dessa tentativa de promover a superação de
crenças e supostos que tradicionalmente são constitutivos
do campo da psicologia e que freqiientemente, segundo
Skinner, funcionam comoempecilhos para o desenvolvimen-
. to desta disciplina. A solução skinneriana, porém, também
não parece estar isenta de problemas, tendo em vista as crí¬
ticas recebidas (ver, p. ex., Overskcid, 1994; Rachlin, 1995;
Ribes. 1982; e os comentários ao artigo de Skinner, 1945,
em edição especial de Behavioraland Brain Sciences, orga¬
nizada por Catania e Hamard, 1984. para o debate de textos
de B. F.Skinner), O objetivo deste trabalho será exatamente
o de apontar brevemente algunsdos impasses que subsistem
ha análise~da subjetividade que se pauta pelo conceito de
evêntõ pnvaao,com~õmt5Itõde contribuir para uma melhor
visualização dÿpoMibilidades.do behaviórismo radícafêrn
formular uma visão alternativa para aquele problema.-
Atgansqpõsfutãdos tradicionalmente associados à noção
de mundo subjetivo nortearão a presente discussão. Antes
dc apresentá-los, é necessário dizer que definir subjetivida¬
de é quase tão difícil quanto dissertar sobre uma teoria psi-
cológica. Isso porque o modo como ochamado mundo sub¬
jetivo é compreendido ou formulado já implica a adesão a
uma' concepção particular de homem e a um modo particu¬
lar de lidar com a valorização (histórica) daquilo que pode
ser particular e interior de cada um. Sem entrar nos mean¬
dros de uma teoria da subjetividade, pode-se apenas recor¬
rer aalgumas noções de aceitação rclativamente ampla acerca
do que significa falar em eventos subjetivos e apontar algu¬
mas de suas origens.
No linguajar popular, subjetividade diz respeito.a tudo
aquilarquerserelaciona com.os.pensamentos e.seiiíimentos
de um sujeito, aí entendidos o oue usualmente se çonside-
rnm-seus-dcscjosresperanças-mcdos. crenças, intençõesetc.
(cf. Dougher, 1993; Moore, 1995).Ao referir-se às concep¬
ções popularese psicológicas (aqui incluídas as teorias pro¬
priamente- ditas) acerca da subjetividade, o behaviorismo
radical cjiama atenção para o fato.deque.aqueles eventos ou
entidades são usualmente (mas injustifieadam.ente) ddos
1 Uma versão anterior deste uabalho foi apresentada na XXVI Retmião
Armai da.Sociedade Brasileira de Psicologia, Ribeirão Preto.São Pau¬
lo. outubro de 1996. Trabalho parcialmente financiado pelo CNPq
(Processo 301163/95-2) através da concessão de ama Bolsa de Pro¬
dutividade em Pesquisa.
I Endereço: Trav. Mauriti 3275 Apto 1501, Marco 66.095-360 Belém
PA. Email: tourinho@amaznn.com.br
1 ..- .': '-•'í: 'iè;- 203
9E.Z-'Tourinho Í 'jfpfit:
- cada sujeito possui um mundo interior, pessoal c único;\ - o mundo interior de cada um é dotado de tuna naturezal especial, não coincidente com a natureza fieira dos fe-| nõmenos naturais;
|- cada sujeito tem acesso privilegiado aos eventos ou pro-
I cessos de seu mundo interior;I- o mundo interior de cada um é, em larga medida, umI agenteque deterinina ocomportamento publicamenteob-
\ servado.
Neste caso, uma avaliação da eficácia do conceito de
evento privado na instauração de uma leitura alternativa para
a temática da subjetividade pode ser favorecida porum exa-
'ÿ me da teoria skinneriana com respeito àqueles postuladaç.
Afirmou-se anteriormente que o propósito do presentéjÿC
anigo é apontar dificuldades que subsistem na proposta
behaviorista radical. (Uma apresentação preliminar e deta¬
lhada desta última pode ser encontrada, nos trahalhos de f
Moore, 1975, 1980, 1981, 1984, 1995.). Partindo dos postu- j
lados subjelivistas citados, procurar-se-á justamente assina¬
lar em que medida eles acabam sendo reproduzidos, ou não,
no âmbito do conceito de evento privado. ~ —V
O mundo interno de cada um
Hnmfnin não coincidente coro ocomo pertencentes a
__
domínio (físico, objetivo)do fenômeno comportamental (ver,
por exemplo, Sianner, 1945)TMooimfl995nãTn5em reÿre_
___
essa caracterização do fenômeno subjetivo como do¬
mínio da experiência imediata inobservável, da consciência
pessoal e do self como agente" (p. 33). A expressão "self
a uma das
se a
como agente", de que Moore lança mão, remete
características mais importantes atribuídas ao mundo subje-
l£rr s rrÿrTr-Sn rWrrpinUTllr rrÿpnnametTã.
A oriaem deste tipo de problematização pode ser encon¬
trada nodiscursoepistemológico dos séculos XVII e XVIII.
Não que a epistemoloeia tenha inventado o problema da
experiência subjetiva, pois o processo de construção de
espaço privado, frequentemente reduzido à relação do indi¬
víduo.consigo mesmo, e no interior de .qual se cuiiivam os
sentimentos, pensamentos e segredos pessoais, já se fazia
avançado na cultura ocidental por voita do século XV, como
se percebe nos estudos históricos. É no campo do pensa¬
mento epistemológico, porém, que, pela primeira vez. o
mundo subjetivo assume contornos conceituais e se conver¬
gi te num problema a demandarinvestigação sistemática.Quer
dizer, é ao refletir sobre as possibilidades humanas de co-
. nhedmenco da realidade que a filosofia dos séculos XVII e
XVIU construirá as primeiras versões explicativas do mun¬
do subjetivo. Nestas explicações, as tentativas humanas de
dar conta do mundo circundante são vistas como instaura¬
das e regidas por eventos, faculdades ou atributos que são
pessoais e internos de cada um. Uma tal concepçãosó faz
sentido numa cultura já pautada por práticas e discursos in¬
dividualistas, onde a relação com o outro parece dispensá-
; vel para a realização pessoal em qualquerdomínio (por exem¬
plo, económico, religioso etc.). Por outro lado, o mundo in¬
terno. ora referido como alma, intelecto ou espírito, e mais
um
\(
Skinner admite tanto a existênciade um mundo interior,
quanto a possibilidade de que ele diga respeito a algo pesso¬
al e idiossincrático de cada um.
Desde o primeiro momento em que emprega o conceito
de evento privado, Skinner (1945) o caracteriza como um
evento que é interno acada um; queestáseparadodo mundo
externo por uma parede que vem a ser a própria pele do
indivíduo. Quando Skinner faz èsie tipo de caracterização,
ele o faz a partir da análise do que denomina de estímulos
privadas, citando como exemplo um dente inflamado. Isto
é, eSumulosprivadossãoevenitíS privados-próprios decaía
um, encerrados sob a pele de cada um e inacessíveis à obser¬
vação pública. Mas aqui aparece um primeiro problema a
ser considerado: o privado não se reduziria apenas a estímu¬
los.No mesmo texto de 1945, Skinner já falava de '‘compor¬
tamento encoberto ou meramente incipiente " como parte do
“mundo privado" (cf.Skinner,1945, pp. 273-274 — ver tam¬bém a referência ao "ver privado" no mesmo texto, p. 276)— uma parte com respeito à qual, deve-se assinalar, não épossível falar da pele como fronteira. Ou seja, por um lado,
tarde consagrado com o conceito de mente, passa a repre¬
sentar o verdadeiro "núcleo existencial" de cada um. na
medida em que nele, ou atravésdele, se realizam as potencia¬
lidades humanas. No discurso epistemológico, isso assume
a forma de uma suposição de que a realidade é apreendida
por; (a) uma razão que, purificada e metodicamente, é exer-
f
citada pela substância — imaterial — pensante de cada um(René Descartes): (b) um intelecto que se move exclusiva e
disciplinadamenie pelas sensações (Francis Bacon); (c) uma
mente que, impressionada sensivelmente pelo mundo (ex¬
terno e interno), constrói idéias e as associa (John Locke);
ou, ainda, (d) uma mente que, nos limites de seu funciona- o evento privado é caractérizado como evento interno; por
outro, o conceito de privado envolve comportamento (em
algumas circunstâncias, fazsentido, inclusive, reduzir even¬
tos privados a comportamentos — cf. Dougher, 1993), quenão pode ser categorizado como interno ou externo ao indi¬
víduo, embora possa partilhar, com os estímulos privados a
condição de inacessibilidade à observação publica (a este
respeito, ver Tourinho, 1997b).
Nem sempre Skinner trata o que é privado ou interno
como um material de relevância especial para a diferencia¬
çãodos indivíduos. Mais freqíientemente, Skinner lança mão
dos diferentes níveis do processo de seleção pôr conse-_ quências (Skinner, 1981, 1990) para considerar cada indiví-
mento. ao construir idéias e associá-las por força meramen¬
te do hábito, demarca o campo do conhecimento possível
(David Hume). Isso para ficar com alguns exemplos mais
clássicos da tradição subjefivisia que se instaura na reflexão
de ordem epistemológica. É claro que cada uma das suposi¬
ções acima é elaborada em um contexto conceituai muito
mats refinado do que seria possível sequer indicar aqui. Mas,
dados os objetivos colocados para este texto, importará assi¬
nalar que, nesta tradição, a noção de subjetividade traz con¬
sigo os seguintes postulados, que ganham, em cada corpo
teórico, contornos diferentes,sem que issosignifique ncccs-
fjjuo sanamente um abandono de seu núcleo principal;
ISSfe'gp?20*-
{
Psíc_i Teoc. e Pesq, Brasilia, Mai-Ago 1997. VQL 13 n. 2, pp. 203 209
'Evento privado
•-ÍP»’
duo como o resultado singular dc uma conjugação única de
diferentes instâncias de cada nível de seleção. Em 1974,
Skinner não apenas recorre à filogênese eà ontogênese para
falar das diferenças individuais; ele, além disso, dissocia o
processo de diferenciação da ideia de uma determinação do
comportamento pelo que é interno a cada um. Diz ele:
Uma pessoa não é um agente originador[do comportamento];
eia é um locus, um pontono qual muitascondições genéticas e
ambientais se reúnem num efeito conjunto. Como tal. ela per-
dos internos que acompanham aqueles repertórios ífiferén--ciados e que podem, portanto, também ser invocados para
falar da identidade de cada um, embora não possam ser ri¬
gorosamente observados, como se verá a seguir:
À natureza do mundo interno
Em 1945, uma das principais preocupações de Skinner
ao falar de eventos privados era a de.opor-se ao dualismo
manece inquestionavelmente única. Ninguém mais (a não ser - metafísico expresso pela dicotomia físico-mental. Segundo
que tenha um gêmeo idêntico) tem sua dotaçãogenética e. sem Skinner, para além da distinção.quanto à localização e. ao
exceção, ninguém tem sua história pessoaL (Skinner. 1974, p. acesso, nada haveria a ser acrescentado com respeito à
dicotomia público-privado. Dizia ele: "... a minha dor de
dente é simplesmente tão física quanto minha máquina de
escrever, embora nãoseja pública (Skinner, 1945, p. 294).
Instaura-se, desse modo, uma concepção monista de homem
que permitirá a Skinner invocar os conceitos de sua ciência
para abordar os problemas até então examinados com
cursos teóricos do mentalismo. Em 1974, ao falar da nature¬
za física do evento privado, Skinner a associa a uma defini¬
ção de privado que coincide com o aparato anátomo-fisioló-
gico dos indivíduos.Afirma ele:
Uma pequena parte do universo está contida dentro da pele de
cada um de nós. Não há nenhuma razão para que ela tenha
um statusfísico especial em virtude de se situar nestes limites,
e nós evcmuaimente leremos uma explicação completa dela
[fornecida]pela anatomia e pelafisiologia. (Skinner. 1974. p.
16S)
No mesmo texto, Slrinnersalienta que falar dádiferenci¬
ação entre indivíduos a panfr do repertório comportamental
resultante de processosseletivos é falarda identidade de cada
do seu self, mas é, também, admitir que cada um pode
ter muitos selves.
Um membro da espécie humana tem identidade no sentido de
que é um membro e não outro. Ele começa como um organis¬
mo e tnma-tr uma pessoa ou self na medida em que adquire
repertório de comportamento. Ele node tomnr-se mais de
lona pessoa ou self se adrpnrir repertórios inais ou menos in-
rompaiiveis-apropriadosa ocasiõesdiferentes. (Skinner.’1974,
p.'223)
um.
os re-
um
Já em 1989, Skinner introduz duas mudanças em seu
conceito de self. Em primeiro lugar, a cultura passa a ser
mrnrinnarin como n nível de seleção Que produz o self —
uma mudança compreensível à luz da importância que
Skinner vai atribuindo ao modelo de seleção por conse¬
quências e, em particular, à cultura enquanto nível de sele¬
ção (cf.Andery, 1997, Micheletto. 1995,Skinner, 1990). Diz
21)
Em outras ocasiões nas quais Skinner busca esclarecer o
material de que se constitui o tal mundo interno/privado, a
referência a condições corporais é sempre inevitável. Em
1953, o exemplo ao qual recorre para discutir sobre sua ca¬
racterização do privado como interno e inacessível é o de
um dente inflamado (cf. Skinner, 1953/1965, pp. 257-25S).
Em 1989, apesar de iniciar falando de self como estados in¬
ternos, discute esses tais estados enquanto “condições cor¬
porais que acompanham o comportamento” (cf. Skinner,
1989, p. 33). A insistência de Skinner é no sentido de que
não há nenhuma evidênciade que exista, dentro de cada um,
algo mais do que suas próprias condições corporais JÉm.sua
proposta de análise, não se trata sequer de negar a intros-
pecção, como o fizeram outros behavioristas. mas apenas
de, admitindo-a, questionar a natureza do que é observado e
os limites dessa possibilidade de observação (cf. Skinner,
1974, 1989).
Apesar da redução do mundo privado a fenómenos dota¬
dos de dimensões físicas e que correspondem às condições
corporais,Skinner de certa forma reproduz a valorização da
interioridade, por exemplo.quando a associa à constituição
do self de cada um. Deve-se, também, salientar que as con¬
dições corporais consumem, ao lado do repertório compor-
lamentai, um outro produto dos processos seletivos, isto é,
elas são um subproduto da seleção ta] como ela se dá nos
três níveis (filogenético, ontogenético e cultural); por isso
Skinner pode falar do selfcomo estados incemos que acom¬
panham, mas que não determinam ocomportamento (a este
respeito, verTourinho,1997a). Neste caso, se o privado pode
ele:
A seleção natural nos dá o organismo, o condicionamento
operante nosdá a pessoa e a evolução dasculturas nos dá o
self. (Skinner. 1989, p. 28)
Em segundo lugar, e talvez mais importante, Skinner
passa a diferenciar self de pessoa, c de um modo surpreen¬
dente: o self não se define mais pelo comportamento, mas
por “estados internos'’, inobserváveis publicamente. Diz
Skinner (1989):
Uma distinção mais clara pode agora serfeita entre pessoa e
self: uma pessoa, enquanto um repertório compôrlamenta!.
pode ser observada por outros: o self enquanto um conjunto
de estados intentos que acompanham o comportamento, só é
observado através dosentimento ou da intmspecção. (p. 28)
O self é como a pessoa se sente. Ele i o self que conhecemos
quando seguimos o conselho do Oráculo de Delfos. ‘Conhece-
te a ti mesmo '. e é oself que mudamos quando, em resposta à
injunção ‘Comporte-se’,fazemos mais do que 'componarmo-
nosdiferentemente'. (Skinner, 1989. p. 2Sf
Neste caso, o interno é restaurado como espaço de dife¬
renciação e construção de identidades. Os processos seleti¬
vos produzem não apenas pessoas, que se diferenciam por
repertórios comportamcntais; eles produzem também esta-
205Psieÿ Teor. e Pesq„ Brasília. Mã-Aso 1997, MJL 13 n. 2. pp. 203-209
E.ZiTourinho>ÿ
•iscr reduzido a condições corporais, emáo ele pode ser ca- aspectos do mundo externo como
racterizadocomosubprodutodas contingências filogenéticas, quanto aspectos do mundo t
M cores> por exemplo,
ontogenéticas eculturais. Novamente, a conclusão pode va- porais correspondentes a dete j°m°
35 COt>dições cor-
ler para o queé arrolado sob o conceito de estímulos priva-
" caso, não apenas o sujeito ngÿnad°S scntimenLos. Neste
dos, mas não vale para os comportamentos privados, pois que lhe ocorre de modo privado-IZ7***° privilegiado ao
está falando da própria contingência, ou pelo obter aquele acesso — em outras n , "dC d° °Utr0 p3£3de pane dela (quando por comportamento se preten- conhecer a si mesmo senão atravéfrt '
mente, senão através «la exposiçãoàs
a prpdsito-cadanmT J o conhecimento queSÍeTde aaÿUmr,dC 51 mesm°é°«ferimento qusociedade prop.ca a cada um terde si mesmo.Por isso o grau
de autoconheamento é variável e dependente da sociedade
na q. n| se.vive e com a qual se interage verbalmente.
da por Sfcmner, e que não é desenvolvida por ete é a de que
ao processo social de acesso ao mundo primadoarticuÍ-seI
~a,COnSSUf!-rCStó mU"d0 Pafa ° P™Pri0 indivíduo "enquanto rcaltdadedtferenciada.Antes disso, tScomoocorre
.° ‘Z.reSpClt0 30 mund° Pelico, o que existe para oindivíduo e ura mundo indiferenciado (ver, a propósito
enauant0* VHT SÓSC falarde Pnvadoenquanto uma nealrdade mdiferenciada; não caberia falarem
cvenx0(s) pnvado(s), pois a própria identificação de um even¬
to ja tmphca um processo (social) dotado de dimensões pú-
?
nesse caso se vem a
menos
de referir apenas resposta).
Uma última indagação pode ser feita com respeito à pro¬
posição do privado como aquele subproduto das contingên¬
cias:se um evento privado é uma condição corporal*oque o
toma objeto da psicologia? .
e a
O acesso privilegiado ao mundo uiiaruõ
É com respeito à questão do acesso ao mundo privado
que a análise skinnerianaé mais fortemente and-subjetivista.
Paracompreendê-la, é necessário partir da noçãoskinneriana
de conhecimento. Para Skinner, conhecer não é possuir có¬
pias mentais do mundo. Mesmo que tais cópias existissem,
o que está por ser provado, ainda seria necessário explicar
os comportamentos de construi-las e consultá-las (cf.Skinner,
1969,'1974). Conhecer, para Skinner, é comportar-se discri¬
minativamente com respeito ao que d conhecido, e esse re¬
pertório se explica por um processo de condicionamento.
Nas palavras de.Skinner, “os organismos não armazenam as
contingênciasfilogenéticas e ontogenéucas às são«- Sera necessário notar, neste ponto, que nem sempre a
postos: eles sao mudados por elas 1984. p. 656). t skinneriana vai consisten.emente na direção opostaE e do organismo mudado, capaz de responder.aiscnnuna-
tivaménte a suas condições corporais, que se está falando -
; Quando se aborda o conhecimento que alguém ''possui"com
respeito ao seu mundo privado.
O problema levantado por Skinner é o de que um indiví¬
duo não pode autonomamente conhecer seu mundo priva¬
do, no sentido de que ele não pode condicionar respostas
discriminativas ao seu próprio corpo. Por uma razão sim¬
ples: a identificação de uma condição com respeito ã qual se
pretender instalar uma resposta discriminativa, ou seja, o re-
pgaÓriojue sc desejaria aqui modelar, é o próprio pré-re-
quisito para que o sujeito possa dispor as contingências he-
ccssãhas ãmodelagem. Neste caso, apenas umãgcnte exter¬
no""pode prover aquelas contingências. Na análise skinne¬
riana, esse papel é desempenhado pela comunidade verbal;
apenas ela pode prover, para o indivíduo, o refoiçamcnto
diferencial necessário para instalar as respostas discrimi¬
nativas àqueles eventos, tanto quanto aos eventos do mundo
externo a cada um. É verdade que a comunidade, ao mode¬
lar as respostas do indivíduo, está sobcontrole não dos even¬
tos internos em si, mas de correlatos ou indicadores públi¬
cos (cf. Skinner, 1945);Isto é, ela também não está dotada
de um repertório com respeito ao mundo interno do outro,
mas apenas com relação a seus coiTelatos públicos. Entre¬
tanto, isso significa apenas que a capacidade de ação da co¬
munidade é também limitada e, como decorrência, o indiví¬
duo não chega a conhecer a si mesmo com precisão. Ou
seja, para Skinner é
à da suposição de acesso privilegiado ao mundo privado.
Skinner chega a falar, em algumas circunstâncias, de
relação especial do indivíduo com seu mundo privado; por
exemplo, ao afirmar que um estímulo privado é um estímulo
com o qual o indivíduo guarda uma intimidade particular
(cf. Skinner, 1969, p. 230). Skinner ressalta que esta intimi¬
dade não torna o mundo privado conhecido; ela não garante
que oestímulo privado pode ser “... mais facilmente ou mais
diretamente conhecido. O que é particularmente claro e fa¬
miliar para o conhecedor potencial pode ser estranho e dis¬
tante para a comunidade verbal responsável por seu conhe¬
cimento” (Skinner. 1969, p. 230). De qualquer modo, cum¬
pre lembrar que a proposição do conceito de ambiente inter¬
no (ao qual Skinner frcqOentemente recorre para falar do
“mundosob a pele”) pode scr associada à suposição de acesso
privilegiado do sujeito, tanto quanto o interno passe a ser
veiculado como uma parte do ambiente com a qual o indiví¬
duo trava um contato qualitativamente diferenciado. Uma
análise behaviorista radical do conceito de ambiente interno
uma
pode, nos seus próprios limites, sustentar a impossibilidade
daquela relação privilegiada (cf. Tourinho, í997b), mas, ac
fazê-lo, pode também questionar a própria pertinência da¬
quele conceito.
O mundo interno como determinante do'
comportamento
As afirmações de Skinner sobre o status do mundo pri-
vado/intemo na determinação do comportamento parecem,
ivés-daÿpssiçãa-às-práticaydc uma
comunidade que um indivíduo aprende a discriminar tanto
206 Psi<ÿ: Teor. e Pesq, Brasília. Mai-Ago 1997, Vol. 13 n. 2, pp. 203-209
i Evento privado
disponíveis de forma, imediata para uma análise científica.
Estas variáveisse encontramforado organismo, em seu ambi-
jenle imediato e em sua história ambiental, (p. 31)
No capítulo"dedicado aos eventos privados, ele acres¬
centa:
Fclizmènte. a questão é rammeme crucial na prática decontole
do comportamento humana. O leitor cujos interesses são es¬
sencialmente práticos, e que podem neste momento preferir . .
' pòssarpara ospróximoscapítulos, podemfazê-lo sem pmble- .....
mas sérios, (p. 258} ;
à primeira vista, contraditórias. No momento em que sc
contextualizam essas afirmações, porém, é possível apontar
alguma ordem. ~
Há pelo menos três contextos nos quais ajpartiçipação
do privado na determinação dg_çpmpoflamgrto.é admitida
ppy qi-jnn»c f a propósito, o texto de Zuriff, 1979, sobre
causas internas admiddas por Skinner).
1. Em várias obras (p.ex.,Skinner, 1953/1965,1969, 1974),
Skinner fala do mundo privado como pane do ambiente,
o que implica admiti-lo como parte da relação de contro¬
le no âmbito da qual se define o comportamento. Uma _ .
citação ilustrativa dessa posição, já em 1953,é a seguin- • Parece notória a preocupação recorrente de Skinner em- rejeitaria possibilidade de causação imema do comporta¬
mento, o que já foi' apontado por outros autores (cf.
Õveiskeid, 1994; Zuriff, 1979)'que, no entanto, buscaram
encontrar uma resposta para possíveis inconsistências de .
Skinnera este respeito.ParaZuriff (1979), não é que Skinner
negue a possibilidade de causação intenta docomportamen¬
to; ele apenas feria objeção “a certos tipos de teorias que
postulam causas internas” (p.7), aqueles tipos que interrom¬
pem a análise da sequência causal do comportamento, que
são postulados ad hoc, ou nos quais as causas internas são
inferidas do próprio comportamento que devem explicar.
Mais dò que Zuriff, Qvetskeid cririca as inconsistência-: de
Skinner e alega oue causas internas não só podemsir legiti-
tonheeidas. cowo'devetraJirser'adimudas'como ,
causas iniciadoras do comportamento. Diz ele:
Não há razãopara se apelar; na explicação do comportamen¬
to. afatores outros que hão a dotação genética e eventos que
mudam o organismo. Mas também não há razão para insistir
aue causas encobertas dó comportamento não podem ser tão
inciadoras quanto quaisquer causas. (Overskeid. 1994, p. 37}
r.
te:
Quando dizemos que o comportamento éfunção do ambiente.
o termo
to no universo capaz de afetaro organismo. Mas paae-do.uni¬
verso •rrá.rlrruntrritn nn interior da própria pele do organis¬
mo.... Com respeito a cada indivíduo, em outraspalavras.
oeàuena parte do uruvêrsêTe pnvadã. (Skinner, 1953/1965, p.
257)
2. Desde 1945, Skinner (1945) admite que respostas ver¬
bais podem ficar sob controle discriminativo deÿstfmu-
los.priyados (por exemplo, na resposta descritivade uma
dor de dentes).
3. Em diversas circunstâncias, o comportamento encoberto
é admitido como um evento ao qual o comportamento
' público subsequente está relacionado. Um exemplo im-
* portanteé o docomportamento precorrente na resolução
de problemas, que não depende de uma ocorrência pú¬
blica, para ser efetivo porque está sob controle de seu
efeito sobre o próprio organismo, alterando a probabili¬
dade do comportamento solucionador. Sobre essa possi¬
bilidade, afirma Skinner (1968):
Uma vez que o comportamento precorrente opera principal-
mente para tomarocomportamento subsequente maisefetivo,
ele não precisa ler manifestações públicas. Qualquer compor¬
tamento pode retroceder ao nível privado ou encoberto desde
que as contingências de reforçamemo sejam mantidas, e elas
são assim mantidas quando o reforçamemo é automático ou
derivado da efetividade do comportamento abertosubsequen¬
te. Como resultado, muito do comportamento precorrente en¬
volvido no pensar não é óbvio. (p. 124)
“ambiente~ significa presumivelmente qtuslquer even-
uma
Os argumentos de Overskeid (1994) vão de exemplos
que se assemelham aos citados por Zuriff (1979) — (como
os casos que envolvem comportamento verbal, seja o verbal
sob controle de estímulos privados, seja o verbal privado en¬
quantoS° paracomportamentos públicos), à tese de que qual¬
quer evento admitido como causa (seja ele interno ou exiemo
ao organismo) implicará uma interrupção na análise da
sequência causal do comportamento, pois “a cadeia causal
por trás de qualquer evento na naturezaé infini ta” (Overskeid,
1994, p. 37). Embora a solução que Overskeid desenha seja
também discutível (em particular, no que diz respeito à idéía
de que “as causas iniciadoras do comportamento operante
não estão apenas no ambiente”- p. 41), ele parece identifi¬
car um aspecto importante da análise skinneriana ao afirmar
que, no contexto dela “é a questão de se podemos mudar o
- comportamento manipulando uma outra variável que deci¬
dirá se aquela variável pode, afinai, ser considerada como
Há, também, o exemplo do comportamento verbal enco¬
berto que, entre outras possibilidades,
ao
priofalantee também um ouvinte eseu çomponametutrverbal
'-podeufconseqàênciasprivados. (Skinner, 1953/1965. p. 264)
Pode-se apontar, por outro lado, situações nas quais o
mundo interno c interpretado como subproduto das contin- _ çausadora.do comportamento” (Overskeid, 1994, pi 37)
gências de reforçamemo, como já citado acima, ejiâo como Overskeid (1994) vê motivos pragmáticos para
parte das contingências.Também em circunstânciasdiferen- que algumas causas sejam consideradas legítimas e outras
tes, a possibilidade de' determinação interna do comporta- não. Essa suposição parece pertinente, mas não no sentido
mentoéafastada porSkinner.Porexemplo,em 1953,Skinner estrito dese considerar que Skinner admmu como causa m-
(1953/1965) afirma na primeira seção do texto o seguinte: terna o que é manipulável e se opôs ao reconhecimento dc
A prática de buscardentm do organismo uma explicaçãopara que naose prestaaeste objedvo; afinal, osexemplos citado:
o comportamento tende a obscurecer as variáveis que estão acima (como a noção genérica de ambiente privado) nãc
20-Pdc: Teor. e Pcsq, Brasilia. Mai-Ago 1997. VoL 13 n. 2. pp. 203-209;
EJZ. iQiirinhor i
porais, o-fate o privado coroo.um
problema-que diz respeito à interioridade de cada ma, a para
o qual a análise do comportamento deve oferecer respostas,
dá origem a um conjunto de dificuldades para que a privaci¬
dade possa ser configurada como objeto de estudo para esta
ciência. Algumas destas dificuldades fnram aq»;
envolvem apenas eventos acessíveis à manipulação.A posi¬
ção de Skinner parece se colocar em dois níveis: um de for¬
mulação teórica e outro mais propriamente pragmático. No
campo teórico, trata-se de apontar que quando o intento en¬
tra no controle do comportamentõ nao se trata de um con-
ao\e.~íí3furalmente interno, mas de um controle circunstcn-
cia/me/irerinremo'e'onginanainente dotado de dimensões ______
púbUcÿÿiiTpstdimííCjreiÿÇadas (isso fica especialmente a definição tio que pertence ao mundo privado; a caracteri-
evidênte no caso do comportamento verbal encoberto que zação do pnvado como aparato anátomo-fisiológicoÿcolo-
existe antes em uma Forma pública e que, em quaiquer.cir- ca no campo óe estudos da fisiologiâfFnao aa psicologia; a
cunstância, permanece sob controle de contingências que interpetaçãodo conceito deself reproduz ã~sobrévalorizãção
I? são sociais e, como tal, públicas). Isso significa etifatizar do que pode ser interno e difcrenriável dêciclãsujêíto; a _
o privado/intemo não tem. sob a ótica dò behaviorismo suposição de existência de um privado antes e internamente
skinncriano, autonomia na produçãodocomportamento. No . a cada; um nao fcõnsistcntftom a discussão do processo
plano mais pragmático,,trata-se de discutir o que, diante de
tal concepção desèílòbjètb dêÿeiaúdos — pcõrriporiã-
mentõ-— e de umãTãrcompreensãò da subjetividade, a aná¬
lise. do comportamento deve eleger como programa de pes¬
quisas e o analista (aplicado ounão) do comportamento deve
eleger como o foco de suaintervenção na consecução do
propósito de produção docomportamento. Se a presente in¬
terpretação tiver pertinência, não se estará negando incon¬
sistências nas propostas de Skinner, mas assinalando queelas
podem ser o resultado de uma articulação insuficiente entre
modelo interpretative e seus modelos investígativo/de
intervenção. ''
c:
r
pirrano; c. 05 processos
através dos quãis eventos pnvados participam da determina-
cão do comportamento humano não çhêgám áser sufícien-
uma
Como não faria sentido questionar a existência de um
"mundo interior”,se por issoseentender o aparato anátomo-
fisiológico de cada um,o problema reside em saber se é pos¬
sível, como argumentado na critica à atribuição de ação cau¬
sadora ao mundo interno, sustentar um projeto de psicolo¬
gia que defina como seu domínio de análíse/investigação/
interpretação/intervenção as relações ambiente-comporta-
menio, noqual sentimentose pensamentos possam fazer sen¬
tido enquanto fenômenos propriamente componamentais,
nãò referenciados pelo aparato anátomo-fisiológico ou qual¬
quer outro'suposto conteúdo interno de cada um. Dado que
o behaviorismo radical se apresenta em oposição a qualquer
mentalismo, restaria discutir os,limites de um recorte compor¬
tamento] frente ao domínio da fisiologia dos sentimentos e
Densamentosrlsto-érParaÿue-ajiocáQ de interioridade deixe
de se sugerir como definidora do caráter subierivo/privado
de um fenômeno comportamental, ou, de outro modo, para
que faça sentido uma abordagem comportamcntaf-não
internalistados eventos pnvados, toma-se necessário demáf-
seu
Considerações Finais
Pelo examinado, oconceito de evento privado, como for¬
mulado por Skinner, inquestionavelmente marca uma dife¬
renciação de sua abordagem para o tema subjetividade em
relação às psicologias mentalistas/cognitívistas, que com mais
clareza incorporam os postulados aqui examinados. O afas-
tamento do behaviorismo skinneriano é mais evidente no
abandono dojlualisrop (no que diz respeito ao segundo su-
postojrnarcontestação' dcracesso privilegiado dé cada um a
setrrrnmgõpmãdo (terceiro suposto) e no questionamento
da autonomia do mundo privado jmÿrcducaõdòTcõfíiporta-
mento (Quarto suposto). E com relação a este último aspecto
que a proposta de Skinner faz a maior diferença, pois ao
contrário de algumas psicologias que incorporam a noção
de determinação social do sujeito, mas preservam “fenôme¬
nos internos” como seu nível de análise, o behaviorismo ra-
dical não apenas salienta a determinação externa do-com-
í
;ia
de análise daqueles eventos. Neste caso, os aspectos sociais
relacionados' à construção do mundo privado ocupariam o
centro da análise behaviorism radical. No âmbito de outras
disciplinas (como a história e a antropologia), a noção de
um mundo pessoal e interno de cada um, que se distingue de
um mundo extemo, público, compartilhado por todos, tem
sido criticada a partir do exame dos aspectos sociais relacio¬
nados à emergência dos discursose valores subjetivistas. De
qualquer modo, no campo da psicologia, o alcance de uma
_tal perspectiva de análise para asubjetividade parece exigir,
para se fazerconsistente, uma avaliação de como se articulam
(e se definem um ao outro)os domínios biológico e compor¬
tamental. Em particular, paraque o behavorismo radical aban¬
done a noçãtTde interioridade como dêfimdorajdggÿyejios
phvadosno âmbitode umaciência do comp5name.tup_e pro¬
mova. assim, a superação .de alguns dos im
quais ainda convive, parece ser ainda necessário demarcar o
alcance de uma explicação dos sentimentos_g_pen5amentos
que abdique da referência a eventos fisiológicos.
I
loca nos processos que dizem respeito a esta rieif tmiancão o
Não se pode, por outro lado, afirmarque o conceito de
evento privado propicia asuperação integral dos-prqblemas
inaugurados pelo subjetivismo na psicologia. E talvez uma
pista para compreender-se porque isso ocorre esteja no modo
como Skinner lida com o primeiro postulado, o da existên¬
cia, para cada indivíduo, de um mundo interior, pessoal e
único.Mesmo tendo caracterizado este mundo interior como
dotado dedimensões físicas e circunscrito às condições cor¬
asses com os
.. . Price Teor. e Pesq, Brasília. Mai-Ago 1997. VoL 13 a. 2. pp. 203-30920X
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