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SELEÇÃO DE COR E AJUSTE FUNCIONAL E ESTÉTICO SELEÇÃO DE COR MATIZ: de uma maneira simples seria o nome da cor por exemplo ( amarelo, azul, vermelho e etc) CROMA OU SATURAÇÃO: é a quantidade de pigmentos que determinado matiz apresenta, por ex: amarelo claro e amarelo escuro; VALOR: é a quantidade de cinza de um matiz, também chamado de brilho, uma propiedade acromática uma das mais dificieis de ser determinadas. O brilho independe do matiz e está diretamente relacionado com a quantidade de luz refletida; uma cerâmica com muito brilho reflete muita luz parecendo muito clara por exemplo (se a cor da cerâmica é A2, o excesso de brilho vai parecer um A1); a seleção da cor pode ser influenciada por diversos fatores, como o ambiente, objeto, fonte de luz, escalas de cores e a comunicação do CD e o laboratório. AMBIENTE: o ambiente do consultório deve ser de cores neutras, e sem brilho (gelo, bege, cinza, azul e verde-claro), para reduzir o cansaço visual, o estresse e a interferência desses fatores na seleção de cores. Para que não haja interferência pela roupa do paciente é indicado que ele seja recoberto com um pano de campo com uma cor neutra; Devemos solicitar que o paciente remova qualquer tipo de maquiagem em excesso, principalmente batom, mesmo com tonalidade clara. Isso possibilita a determinação das cores dos dentes com a coloração natural dos lábios, simulando um sorriso e da cor do tecido gengival; OBSERVADOR: os seres humanos enxergam por células chamadas cones, que estão presentes na retina; o cérebro humano é capaz de diferenciar milhões de diferentes mudanças da cor, mas não somos capazes de transmitir com palavras essa percepção; o CD e o técnico devem se aperfeiçoar em cursos, palestras, livros, artigos e etc. Somente assim o CD poderá passar o que vê ao técnico e este poderá compreender o que lhe é passado para aplicar nas facetas estéticas das coroas em que está trabalhando; o paciente deve ser posicionado no mesmo nivel dos olhos do observador, de tal forma que a luz incida de maneira similar do dente da escala e no objeto. É interessante manter uma distância similar à conservação, correspondente a cerca de 60cm; é importante fazer uma determinação rapida da cor aproximadamente 5s, para evitar o cansaço da retina e visualizar as cores secundarias decorrentes desse cansaço. Caso esse tempo seja insuficiente, deve-se descansar os olhos em um fundo azul-claro (campo ou parede) por alguns segundos, antes de reiniciar os processos OBJETO: A ser reproduzido por um material artificial estético como a cerâmica é o dente; Diferentes características de superfície, reflexão da luz, transparência e opacidade entre outros tornam muitas vezes frustrantes e malsucedidas; Alguns detalhes com relação ao objeto são extremamente importantes como: a seleção da cor deve preceder o próprio preparo e fazer parte do planejamento. É importante que o dente utilizado como referência tenha estrutura dentária suficiente, mantenha sua cor original e não tenha sido submetido a restaurações extensas, endo e etc. Dessa forma evita-se a seleção de cor após uma sessão clínica, comumente exaustiva o que facilitaria a indução a erros; deve ser feita profilaxia prévia; usar os dentes vizinhos como primeira referência; como segunda referência usar dente homônio do lado oposto; como terceira referência usar dentes antagonistas; uma mesma boca pode apresentar variações acentuadas de matiz e croma; Os caninos constituem uma excelente referência para a seleção da cor, pois são os dentes que apresentam a maior quantidade de saturação ou croma; FONTE DE LUZ: A seleção da cor deve ser feita durante o dia, aproveitar o máximo de luz natural, simultaneamente com lampadas corrigidas do tipo “luz do dia”. Nesses casos se desliga o refletor odontologico minutos antes da cor, evitando o efeito da luz halógena e também da incadescente; essa mesma luz o laboratório também deve ter; se caso a consulta for noturna, ou se o ambiente de trabalho não apresentar a “luz do dia”, e usar a luz do refletor colocada à maior distancia possível dos dentes naturais utilizados como referencia para seleção da cor; ESCALA DE CORES: A escala que universalmente mais aceita para seleção de cor é a Vitapan Classical Shade Guide; a escala é ordenada em: matizes (cor básica) por meio de letras (A, B, C e D); saturação ou croma é determinado por números (1, 2, 3, 4 e assim por diante); A todos eles Podemos adicionar A cor “laranja” deste modo, ela desconsidera a terceira dimensão da cor que é o valor (quantidade de cinza presente); matiz A corresponde ao marrom; matiz B corresponde ao amarelo; matiz C corresponde ao cinza; matiz D corresponde ao vermelho; os números de 1 a 4 correspondem à quantidade crescente de saturação ou croma; Uma reordenação dessa escala de cor é sugerida pelo próprio fabricante, com a qual seria possível a consideração do valor, passando a ter a seguinte sequência: B1; A1; B2; D2; A2; C1; C2; D3; A3; B3; A3,5; B4; C3; A4; C4.; Para uma aplicação bem-sucedida dessa escala, é importante seguir, sempre que possível, as seguintes sugestões: evite usar todos os dentes da escala para comparação na frente da boca do paciente, pois será impossível a definição dos matizes; destaque sempre o dente da escala de acordo com o matiz encontrado no corpo do dente e faça comparação entre a cervical do dente da escala e a do dente natural entre as incisais; inicie a determinação da cor pelos dentes da escala que apresenta saturação (croma) intermediaria, marcados com o número 3; Compare inicialmente o matiz C (laranja cinza), pois ele apresenta baixo valor quando comparado com os demais, o que praticamente elimina qualquer dúvida na sua determinação; Se o matiz estiver correto, passe para a seleção do croma mais (4) ou menos (1 ou 2) saturado. Caso fique em dúvida com o matiz e croma C3, destaque da escala o B3; Essas duas cores constituem uma subfamília, é muito provável que se resolva com o matiz B a dúvida deixada pelo C; Se confirmar o B, selecione o croma em seguida; Evite, se possível, próteses extensas com o matiz C, pois, por causa do baixo valor, ele deixa os dentes artificiais, “sem vida”; Em caso de descarte imediato do matiz C, procure fazer a comparação com o A3; Caso confirme o matiz A, selecione o croma em seguida; Por constituir outra subfamília, caso fique em dúvida com o matiz A, compare-o com o D ; Entre uma determinação e outra, descanse os olhos em um fundo azul-claro; Se persistirem dúvidas quanto à seleção de cor, ouça a opinião do paciente, do auxiliar odontológico e, principalmente, do técnico de laboratório, se ele estiver disponível; Se ainda assim persistirem dúvidas, pois a cor não corresponde exatamente a nenhum dos matizes, selecione o mais próximo e menos saturado;