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Biomas 
 
cap. 5 Ricklefs, 
apêndice Odum 
 
BIOMAS 
• Sistema de classificar as comunidade biológicas e ecossistemas 
com base em semelhanças de suas características vegetais 
dominantes 
• Proporcionam pontos de referência convenientes para comparar 
processos ecológicos em diversos tipos de comunidades e 
ecossistemas 
• Clima, topografia, solo, disponibilidade de água – e outros 
fatores em ecossistemas aquáticos – são determinantes das 
formas vegetais e animais 
• Distribuições geográficas dos grandes biomas correspondem ~ 
as grandes zonas climáticas 
• Gradientes nas áreas limítrofes 
• Conceito útil para compreender a estrutura e funcionamento dos 
grandes sistemas ecológicos 
BIOMAS 
• Nenhum tipo único de planta pode resistir a todo o intervalo de 
condições na superfície do planeta 
• Entretanto, combinação entre formas de crescimento e ambiente 
não explica todas as distribuições geográficas: 
 Interações entre espécies 
 Probabilidade e história (ou oportunidade, tamanho do inóculo) 
fato comprovado pelas espécies introduzidas 
 Particularidades como o isolamento geográfico longo podem 
levar a evolução de biomas únicos, ex: Austrália com flora e 
fauna incomuns (isolada nos últimos 40-50 milhões de anos) 
 
Formas de crescimento x ambiente 
Organismos não aparentados podem desenvolver estruturas semelhantes em resposta 
as condições ambientais comuns. A) Cacto arboriforme, México, B) árvore euforbiácea 
do leste africano convergiu em resposta ao clima seco. 
Formas de crescimento x ambiente 
Alguns atributos são compartilhados por muitas espécies num ambiente específico. A) 
As sementes de Rizophora mangle germinam enquanto ainda anexadas à árvore, de 
forma que a plântula pode se estabelecer rapidamente. Esse padrão de viviparidade 
ocorre em muitas plantas de manguezal mas é desconhecido em outros ambientes (B). 
Clima é o grande determinante da distribuição da 
vegetação 
• Em ambientes terrestres a temperatura e a umidade são as 
variáveis mais importantes (água!) 
• Distribuição das espécies reflete as diferenças em suas 
tolerâncias ecológicas e seus ótimos ambientais 
• Topografia pode causar alterações no clima em distâncias 
curtas 
• Geologia pode causar variação nas características do solo até 
em escalas finas 
• As características do solo que influenciam as distribuições de 
plantas são denominadas fatores edáficos, que variam mais em 
ambientes montanhosos 
Ótimos ambientais 
A distribuição de uma espécie vegetal revela seu ótimo ambiental. Distribuição de 
espécies arbóreas na região costeira norte da Califórnia difere progressivamente num 
gradiente de umidade mínima disponível no solo. 
Árvores de folhas 
aciculadas 
Árvores de folhas 
largas 
Sequóia costeira 
Forma e Função 
adaptadas para combinar com o ambiente 
• As adaptações de um organismo não podem ser facilmente 
separadas do ambiente no qual ele vive 
• Espécies podem ser amplas ou estreitas em sua abrangência 
de especialização 
• Especialistas: abrangência relativamente estreita de tolerância 
• Generalistas: intervalo amplo de tolerância 
Plantas do deserto tem 
folhas adaptadas às 
condições quentes e secas, 
ou mesmo não tem folhas, 
como cactos. Quanto mais 
bordas, mais fria a folha e 
menor a perda de água 
Folhas de Prosopis 
são subdividas em 
folículas que 
facilitam a 
dissipação de calor 
Folículas de Ceridium são pequeninas e 
a fotossíntese é realizada nos caules 
clorofilados 
Em contraste, Jatropha possui folhas 
suculentas e largas, produzidas durante 
apenas algumas semanas na estação 
chuvosa do verão 
Três espécies do deserto de Sonora, Arizona. 
Diferentes estratégias 
adaptativas 
 
Perfis dos sistemas radiculares 
da chamise, uma espécie do 
chaparral, e da sálvia-negra, 
uma espécie costeira. 
 
As raízes da chamise são 
profundas e podem atingir águas 
mais fundas durante a estação 
seca. 
 
As raízes rasas da sálvia negra 
absorvem água rapidamente na 
estação chuvosa, mas a planta 
perde suas folhas na estação 
seca. 
Outros condicionantes do meio 
• Certos tipos de plantas tornam o ambiente mais favorável 
para elas mesmas. 
• As duras acículas do pinheiro, da espruce e do abeto 
produzem ácidos orgânicos quando de decompõem e estes 
lixiviam os minerais do solo e o tornam ainda mais pobre. 
• Árvores de acículas toleram essas condições melhor do que 
as decíduas 
• Reforçam a fronteira entre as florestas de acículas e a 
decídua. 
BIOMA ZONA CLIMÁTICA VEGETAÇÃO 
Floresta Tropical 
I Equatorial : Sempre úmido e sem 
sazanolidade de temperatura Vegetação Perene 
Floresa Tropical 
sazonal 
Floresta/savana 
II Tropical : verão chuvoso e inverno 
seco Floresta sazonal, savana arbustos 
Deserto Subtropical 
III Subtropical (desertos quentes), verão 
chuvoso e inverno seco 
 
Vegetação desértica com superfície 
consideravelmente exposta 
Bosque/campos 
IV Mediterrâneo: inverno chuvoso e 
verão seco 
Esclerófitas (adaptadas a seca); sensíveis ao 
congelamento bosques e campos 
Floresta temperada 
V Temperada: congelamentos ocasionais 
com chuvas de verão 
Floresta tropical perene, pouco sensível ao 
congelamento 
Floresta sazonal 
temperada 
VI Nemoral : Clima moderado com 
congelamento no inverno 
Resistente ao congelamento, decídua, 
floresta temperada 
Pastagens 
Temperadas 
desertos 
VII Continental (desertos frios) 
Árido,com verões amenos ou quentes e 
invernos frios Desertos temperados e pastagens 
Floresta Boreal 
VIII Boreal : Temperado, com verões 
quentes e invernos longos 
perene, resistente ao congelamento, flolhas 
aciculadas (forma de agulha), taiga 
Tundra 
IX Polar:Verões frescos e muito curtos, 
invernos longos e muito frios 
Vegetação baixa e perene, sem árvores, 
crescendo sobre o solo congelado 
permanentemente (permafrost) 
Sistema de classificação climático desenvolvido pelo ecólogo alemão Heinrich Walter 
Diagrama de Whittaker: Fronteiras dos tipos de vegetação em função da 
precipitação e temperatura 
quente e úmido 
quente e seco frio e seco 
• Em latitudes tropicais (temp. média entre 20 e 30 oC): 
floresta pluvial (úmida) até deserto 
• Em latitudes temperadas, com relação a precipitação pode 
haver: floresta úmida, floresta sazonal, bosque/arbusto e 
campo/deserto 
• Influência do fogo é maior onde a disponibilidade de umidade 
é intermediária e sazonal. Os biomas de campo e de arbusto 
tem a combinação de combustível abundante e seca sazonal 
que torna o fogo um visitante freqüente. Nesses biomas a 
vegetação é adaptada ao fogo e até mesmo especializada. 
• Há exceções! Eucaliptos australianos formam florestas sob 
condições climáticas que sustentam apenas arbustos ou 
gramíneas em outros continentes. 
• Outros fatores como topografia, solos, incêndios, variações 
sazonais no clima e a herbivoria deixam sua marca na 
distribuição da vegetação 
 
Diagrama climático de Walter 
 
Permite comparação de 
significado ecológico entre 
as localidades. Retrata a 
progressão anual da 
temperatura média e da 
precipitação. 
 
Quando a precipitação é 
mais alta que a temperatura, 
a água é abundante e as 
plantas são limitadas 
principalmente pela 
temperatura. 
 
Equalizam 20 mm de 
precipitação mensal com 10 
oC na temperatura 
 
Em laranja meses de temperatura acima do congelamento 
• Climas temperados: temp. média anual entre 5 e 20 oC em 
baixas altitudes 
• Ocupam entre 30o e 45o N na América do Norte e entre 40o e 
50o N na Europa, que é aquecida pela corrente do Golfo 
• Congelamento é fator importante ou até determinante 
 
Zonas Temperadas 
Figure 5.14a 
ou floresta decídua 
Figure 5.14b 
Figure 5.14c 
• Congelamento de inverno 
• Pobremente desenvolvido no hemisfério sul (Nova Zelândia e 
sul do Chile) devido as temperaturas mais amenas causadas 
pelas áreas continentais relativamentepequenas 
• Duração da estação de crescimento: entre 130 e 180 dias 
• Solos podzolizados, ligeiramente ácidos e lixiviados 
• Vegetação inclui camada de árvores menores e 
arbustos,assim como plantas herbáceas 
• Partes mais quentes e secas desenvolvem florestas perenes 
de folhas aciculadas 
 
Floresta decídua ou sazonal temperada 
 
Figure 5.15a 
Floresta temperada úmida 
Figure 5.15b 
Figure 5.15c 
• Ocorrem em climas com invernos amenos, com chuvas 
fortes de inverno e neblinas de verão 
• Florestas perenes extremamente altas (60-70 m de altura e 
podem crescer mais de 100 m) 
• Diversidade relativamente baixa quando comparada as 
floresta úmidas dos trópicos 
Floresta temperada úmida 
Figure 5.16a 
Campos temperados ou desertos frios 
Figure 5.16b 
Figure 5.16c 
 
Campos, pradarias,estepes/desertos temperados 
• Climas com verões quentes e secos e invernos frios 
• Duração da estação de crescimento: aumenta do norte para o 
sul de cerca de 120 para 300 dias 
• Como a precpitação é baixa, detritos orgânicos não se 
decompõem rapidamente e solos são ricos em MO e nutrientes 
(molissolos), não são muito lixiviados 
• Dominados pelas gramíneas, que podem crescer desde 0,2 m 
ou até 2 m nas partes mais úmidas 
• Fogo é frequente, particularmente onde o habitat seca 
• Espécies tem caules subterrâneos resistentes ao fogo ou 
rizomas ou tem sementes resistentes ao fogo 
• Onde a precipitação varia entre 250 e 500 mm/ano, os 
invernos são frios e os verões quentes, os campos se 
transformam em desertos. 
Figure 5.17a 
Bosque/arbustos 
Figure 5.17b 
Figure 5.17c 
• Ocorre na zona climática mediterrânea, que apresenta 
invernos amenos, com chuvas de inverno e verões secos 
• Sustenta floresta arbustiva espessa, perene, de 1 – 3 m de 
altura, profundas raízes e folhagens resistentes a seca 
• Folhas pequenas e duras (vegetação esclerofilosa) 
• Fogo é frequente e maioria das plantas tem sementes 
resistentes ao fogo ou coroa de sementes que brotam logo 
após o incêndio 
Bosque/arbusto 
Figure 5.18a 
Figure 5.18b 
Figure 5.18c 
• Desenvolvem-se entre 20 e 30o N e S em áreas com alta 
pressão atmosférica, chuva muito esparsa e geralmente 
estações de crescimento longas 
• Solos rasos, sem MO e de pH neutro 
• Duricrostas de carbonato de cálcio frequentemente se 
desenvolvem nos limites da penetração da água, ~1 m ou 
menos 
• Sávio e o arbusto creosoto são típicos e cactos,arbustos e 
pequenas árvores como a mesquita e o palo verde se 
desenvolvem em locais mais úmidos 
• Muitas plantas crescem rapidamente e se reproduzem 
durante as chuvas de verão 
• Diversidade relativamente maior que desertos temperados 
Deserto subtropical 
Figure 5.19a 
Floresta boreal ou taiga 
Figure 5.19b 
Figure 5.19c 
• Estende-se por um cinturão centrado em cerca de 50º N na 
América do Norte e 60º N na Europa e Ásia 
• Temperatura média anual abaixo de 5 ºC e invernos severos 
• Solos são úmidos durante maior parte da estação de 
crescimento 
• Árvores aciculadas perenes, a maioria espruces e abetos 
• Serrapilheira decompõe lentamente devido à baixa 
temperatura. Serrapilheira de acículas produz ácidos 
orgânicos e por isso os solos são ácidos, podzolizados e de 
baixa fertilidade 
• Estação de crescimento: entre 50 e (raramente) 100 dias 
• Vegetação extremamente tolerante ao congelamento 
(temperaturas de até -60 ºC) 
• Diversidade muito baixa 
Floresta boreal ou taiga 
Figure 5.20a 
Figure 5.20b 
Figure 5.20c 
• Situa-se ao norte da taiga, sustentada por solo 
permanentemente congelado, o permafrost 
• Solos atingem profundidade de 0,5 a 1 m durante a breve 
estação de crescimento do verão 
• Solos tendem a ser ácidos devido ao alto conteúdo de MO e 
são pobres em nutrientes 
• Arbustos lenhosos prostrados, anões, que se desenvolvem 
próximos ao solo para obter proteção sob o cobertor de gelo 
e neve do inverno (contra cristais de gelo) 
• Em elevadas altitudes das latitudes temperadas encontram-
se as mesmas espécies ou vegetação semelhante à da 
tundra ártica (tundra alpina) 
• Tundras alpinas tem estações de crescimento mais longas e 
mais quentes, maior precipitação, maior produtividade, 
invernos menos severos e maior diversidade 
 
Tundra 
Figure 5.21a 
Floresta tropical úmida 
Bacia do 
rio Congo 
Indo-
Malásia 
Bacia do 
Orinoco e 
Amazonas 
Figure 5.21b 
Figure 5.21c 
• Clima quente e úmido (não menos que 100 mm mensais) 
• Solos antigos e intemperizados. Desprovidos de húmus e 
argila, tem cor avermelhada dos óxidos de Fe e Al e tem 
pouca capacidade de reter nutrientes 
• Floresta de árvores perenes entre 30-40 m e até 55 m 
• Apresenta camadas de sub-andares com pequenas árvores, 
arbustos, herbáceas, lianas e epífitas 
• Maior diversidade do planeta 
• Produtividade excede a de todos os demais biomas terrestres 
• Biomassa acima do solo só é menor que nas florestas 
temperadas úmidas 
• Serrapilheira decompõe rápido, rápida ciclagem de nutrientes 
que sustenta a biomassa e alta produtividade, mas torna a 
floresta vulnerável à perturbação, solos são erodidos com 
facilidade e assoream as correntes de água 
 
Floresta tropical úmida 
Figure 5.22a 
Floresta tropical sazonal/savana 
Figure 5.22b 
Figure 5.22c 
• Clima quente com estação seca pronunciada 
• Árvores decíduas que perdem suas folhas sazonalmente 
• Estações secas cada vez mais longas e mais severas levam a 
vegetação com baixa estatura, mais espinhos e finalmente 
aos desertos nas sombras de chuvas de regiões montanhosas 
ou ao longo das costas com correntes oceânicas ao lado 
• Solos pobres em nutrientes 
• Savanas são campos com árvores esparsas em clima seco 
• Incêndios e a pastagem são importantes para manter as 
savanas, particularmente em regiões mais úmidas onde as 
gramíneas podem persistir. Quando estes são controlados, a 
floresta seca começa a se desenvolver 
Floresta tropical sazonal 
• Conceito de bioma foi desenvolvido para ecossistemas terrestres 
onde as formas de crescimento da vegetação dominante refletem 
condições climáticas 
• Biomas aquáticos não existem no sentido em que o termo é 
aplicado aos sistemas terrestres 
• Produtores primários em muitos sistemas aquáticos são algas 
unicelulares, que não formam “vegetação” como uma estrutura 
característica 
• Classificações dos sistemas aquáticos tem se baseado em 
características físicas, como salinidade, movimento da água e 
profundidade: água corrente, lagos, estuários e oceanos e cada um 
pode ser sub-dividido com relação a muitos fatores 
 
 
Conceito de bioma deve ser modificado para ecossistemas aquáticos 
Lago 
ZLitoral: rasa, 
próxima a 
margem com 
vegetação 
enraizada 
Zona eufótica 
Zona de mistura/estratificação 
Epi/hipolímnio 
Perfil de Oxigênio 
PP na Zlimnética 
é baseada no 
fitoplâncton 
Oceanos podem ser divididos em diversas zonas ecológicas principais 
Plataforma continental 
talude continental 
Variação de: 
Temperatura 
Profudidade 
Corrente 
Substrato 
Marés (em áreas rasas) 
(até 200 m) 
Áreas oceânicas são como desertos com relação a PP 
Zona litoral ou entremarés (entre os níveis de marés mais baixo e mais alto): 
zoneamento bem definido de organismos de acordo com a capacidade de 
tolerar à exposição ao ar 
Recifes de coral são como 
florestas tropicais úmidas, 
com relação a PP e 
diversidade de espécies 
 
Ocorrem em áreas rasas de 
oceanos quentes (> 20 oC) 
por todo o ano e ao redor de 
ilhas vulcânicas 
 
Alta produção é sustentada 
por nutrientes do solo 
vulcânico e pelas correntes 
de águas profundas forçadas 
para cima pelo perfil da ilha 
(ressurgência!) 
 
PPL em diferentes biomas

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