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Neuropatias periféricas 
 
Raiz: emergência da medula espinal, pode ser 
motora ou sensitiva. A união da raiz motora com a 
sensitiva é raiz espinal. O conjunto de raízes 
espinais é um plexo (cervical, braquial e lombo-
sacral). 
Sistema nervoso somático: controle voluntário e 
consciente; movimento dos músculos esqueléticos; 
liberação de acetilcolina, sempre vai ser 
estimulatório. Sistema nervoso autônomo: controle 
involuntário e inconsciente (simpático e 
parassimpático); inerva as vísceras, liberação de 
noradrenalina e acetilcolina, características 
estimulatórias ou inibitórias dependendo do 
neurotransmissor liberado e do órgão que está 
recebendo. 
Neuropatia periférica – disfunção de um ou mais 
nervos periféricos, gerando danos no sistema 
periférico. Interferindo na troca de mensagens entre 
o SNC e a parte periférica do corpo. A 
sintomatologia vai estar relacionada ao tipo de 
nervo que está sendo acometido. 
Nervo: conjunto de feixes nervosos. Feixes: 
conjunto de fibras/neurônios. 
Comprometimentos/lesões no axônio ou na bainha 
de mielina caracterizam as neuropatias periféricas. 
 
 
Classificação das lesões nervosas 
 
→De acordo com a causa: 
• Traumática: mais comum; pode ser por 
esmagamento, compressão, estiramento e 
secção parcial ou total. 
• Não traumática: infecções virais, 
processos inflamatórios, exposição a 
toxinas, distúrbios metabólicos (diabetes), 
tumores e neuropatias hereditárias. 
→De acordo com os tipos de lesões: 
• Neuropraxia: tipo de lesão mais leve com 
perda motora e sensitiva; há lesão na bainha 
de mielina levando a interrupção local da 
condução do impulso. Não há alteração 
estrutural/no axônio propriamente dito, por 
isso a recuperação é rápida e completa – em 
poucos dias ou semanas. 
• Axoniotmese: destruição do axônio, 
geralmente associado a um trauma. Ocorre 
bloqueio da condução do impulso nervoso. 
Perda da integridade axonal e à degeneração 
Walleriana. A recuperação depende da 
desorganização neuronal e da distância ao 
órgão terminal. 
• Neurotmese: separação completa do nervo. 
Normalmente associado a um bloqueio total 
da condução elétrica; acompanhado por 
cicatrização/fibrose tecidual, o que dificulta 
a recuperação espontânea. É necessário 
intervenção cirúrgica. 
→De acordo com a patologia: 
• Neuropatia axonal: o axônio é afetado. 
Padrão de lesão → degeneração Walleriana: 
a partir do ponto que há lesão do axônio, 
ocorre degeneração do axônio e da bainha de 
mielina daquele ponto para frente. Os 
axônios distais fragmentam-se e bainhas 
desemaranham-se e desintegram-se em 
estruturas esféricas (ovóide de mielina); 
macrófagos são recrutados e fagocitam esses 
restos para que possa ocorrer a regeneração. 
A regeneração vai ocorrer a partir do local 
em que houve a transecção da fibra – as 
células de schwann e as membranas basais 
vão guiar os novos axônios que vão ser 
formados – cresce em torno de 1mm/dia. 
Novas bainhas de mielina vão sendo 
depositadas à medida que os axônios vão 
sendo formados, porem elas são bem mais 
finas e menores que as de antes. 
• Neuropatia desmielinizante: o principal 
alvo de destruição são as células de schwann 
e as bainhas de mielina. A destruição ocorre 
de forma aleatória; nos locais de destruição, 
as células de schwann e seus precursores vão 
começar a se proliferar e reparar o local, 
tentando refazer a bainha de mielina, que 
também será mais fina e menor que a 
original. 
• Neuronopatia: acometimento do corpo 
celular. Axônio proximal e distal são 
prejudicados – degeneração secundária dos 
processos axonais. Comprometimento do 
neurônio motor (corpo celular motor): 
neuronopatia motora; comprometimento do 
neurônio sensitivo: ganglionopatia sensitiva. 
Classificação das neuropatias periféricas 
De acordo com a espessura da fibra, o tipo de fibra, 
o modo de instalação, a distribuição e o padrão 
anatômico. 
→Espessura da fibra: fibras amielínicas e 
velocidade de condução baixa; fibras mielinizadas 
finas e velocidade de condução intermediaria; 
fibras mielinizadas grossas e velocidade de 
condução alta. 
→Tipo de fibra: motora (neuropatia 
predominantemente motora), sensitiva (neuropatia 
predominantemente sensitiva), autonômica (afeta 
as vísceras) e mista (neuropatia sensitiva motora). 
 
→Modo de instalação (tempo): aguda (até 1 mês 
de instalação), sub aguda (meses) e crônica (anos). 
→Distribuição: proximal 
(sinais e sintomas mais 
próximos da raiz ou do 
plexo), distal e difusa 
(multifocal, polineuropatia). 
*Simétrico ou assimétrico. 
 
 
→Padrão anatômico: mononeuropatia única 
(envolvimento de um nervo e disfunção local) – 
principal causa é infecção/trauma; mononeuropatia 
múltipla (múltiplos focos, envolvimento de vários 
nervos de forma assimétrica *um nervo nada a ver 
com o outro, locais bem distintos) – principal causa 
é a vasculite; polineuropatia (envolve vários 
nervos, os axônios são afetados e normalmente 
começa distal simétrico – acomete primeiro o pé ou 
a mão e vai subindo – comprometimento motor e 
sensitivo ascendente – padrão meias e luvas 
*comum na diabetes melitus. 
 
Polirradiculoneuropatia: 
acometimento de raízes e nervos. Os 
sintomas aparecem de forma 
simétrica e difusa nas partes 
proximais e distais do corpo. 
Plexopatia: comprometimento do 
plexo. Comprometimento da região 
inervada pelo plexo. 
Consequências das lesões nervosas: alteração na 
transmissão do impulso nervoso (mesmo com a 
regeneração, não volta a ser como antes) e perda de 
funções motoras, sensitivas ou autônomas. 
Sinais clínicos que sugerem neuropatia periférica: 
fraqueza, hipotonia, hiporreflexia, alterações de 
sensibilidade, ataxia sensitiva e tremor, alterações 
tróficas e deformidades, alterações autonômicas. 
*dependendo da neuropatia há sinais clínicos mais 
característicos. 
Podemos ter neuropatias periféricas 
intersticiais e parenquimatosas: 
→Nas parenquimatosas a lesão atinge o corpo 
neuronal, axônios e suas terminações, células de 
schwann e bainha de mielina; o diagnóstico é 
inespecífico, pois há muitas doenças que podem 
levar a um quadro de neuropatia. Ex.: neuropatias 
axonais, neuropatias desmielinizantes e 
neuronopatias. 
→Nas intersticiais, o tecido primariamente 
acometido é o tecido de sustentação e os vasos do 
endoneuro, epineuro e perineuro. Ocorre lesão nas 
fibras nervosas de forma secundaria. O diagnóstico 
é especifico – doença de base acaba levando a lesão 
na fibra nervosa. Ex.: vasculites, hanseníase, 
doença de Lyme, herpes-zoster, amiloidose, 
HTLV-1, neuropatia diabética. 
 
Várias doenças podem danificar os nervos 
periféricos, levando a uma neuropatia periférica: 
doenças inflamatórias, infecções, alterações 
metabólicas, lesões toxicas, traumas, doenças 
(para) neoplásicas e defeito genético hereditário. 
Neuropatia periférica inflamatória 
Temos a síndrome de Guillain-Barré, doença de 
Lyme, sarcoidose, poliarterite e artrite reumatoide. 
Síndrome de Guillain-Barré: desordem rara, em 
que o sistema imunológico do próprio indivíduo 
começa a atacar o nervo periférico. Normalmente 
acontece por reação a alguns agentes infecciosos 
(bactérias ou vírus). *a maior parte dos casos 
ocorre devido a uma infecção previa. 
Sintomas: inicialmente uma dormência e 
queimação nas extremidades dos membros 
(começa dos pés e vai subindo); 50% dos pacientes, 
logo após os sintomas iniciais, pode apresentar dor 
neuropática lombar ou nas pernas; posteriormente 
esses indivíduos começam a ter uma fraqueza 
progressiva – sinal mais perceptível. 
Ocorre principalmente destruição da bainha de 
mielina, mas também pode ter destruição do 
axônio. Com isso, há uma diminuição da 
velocidade de condução e comprometimento das 
funções motoras, predominantemente (pode ser 
que tenham alterações sensitivas). 
O grande problema dessa síndrome é quandoos 
músculos respiratórios e cardíacos são acometidos, 
levando ao individuo a um quadro fatal. Ela é 
classificada como sendo uma 
polirradiculoneuropatia desmielinizante 
inflamatória aguda → várias raízes e nervos 
periféricos acometidos, e normalmente há 
desmielinização por conta de um processo 
inflamatório agudo, gerado pelo nosso próprio 
sistema imunológico. 
Destruição da bainha → não se sabe quais são os 
antígenos da bainha que faz com que o organismo 
o reconheça a ponto de opsonizar a bainha de 
mielina e induzir o processo de fagocitose e 
destruição. 
Destruição do axônio → presença de gangliosídeos 
(importante para a função do axônio, para manter o 
potencial de membrana adequado) onde acaba a 
bainha e tem contato com o axônio. Os anticorpos 
antigangliosídeos se ligam a essas moléculas e 
induzem ao processo de resposta imunológica 
(fagocitose e ativação do sistema complemento na 
membrana neuronal) – destruição do neurônio e 
indiretamente da bainha de mielina por 
degeneração Walleriana. 
Ex. de infecções que podem desencadear a 
síndrome de Guillain-Barré: Campylobacter (mais 
comum – bactéria que causa diarreia), zika, 
dengue, Chikungunya, citomegalovírus, sarampo, 
vírus Epstein-Barr, hepatite A, B e C, HIV, entre 
outros. 
*a bactéria Campylobacter ativa a resposta imune, 
que vai produzir anticorpos contra alguns antígenos 
da superfície da bactéria – um dos anticorpos é 
contra os gangliosídeos presentes na superfície 
dessa bactéria. Esses anticorpos por mimetismo 
molecular, reação cruzada, vai reconhecer os 
gangliosídeos presentes no nervo do próprio 
organismo → desencadeando a síndrome de 
Guillain-Barré, uma vez que essa infecção previa 
se resolve. 
Neuropatias periféricas infecciosas 
Temos a hanseníase, difteria e varicela-zoster. 
Hanseníase: neuropatia predominantemente 
sensitiva. Doença infecciosa causada pela bactéria 
Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen – 
parasita intracelular obrigatório (invade muito 
macrófagos). Ela não é hereditária e sua evolução 
depende de características do sistema imunológico 
do individuo que foi infectado. 
A bactéria tem preferência por infectar os nervos 
periféricos, mais especificamente as células de 
schwann. *preferência por pele, mucosa nasal e 
nervo periférico, pois são locais onde a temperatura 
é menor que 37°C. Elas necessitam dos macrófagos 
pois são imóveis. 
A contaminação se dá principalmente em locais 
com condições higiênicas inadequadas ou por 
contato íntimo com pessoas portadoras do bacilo. 
Principais sintomas: aparecimento de caroços e 
placas em qualquer parte do corpo; manchas 
brancas e/ou avermelhadas; fisgadas ou dormência 
nas extremidades; sensação de formigamento; 
perda da sensibilidade (temperatura, dor) - 
principalmente nas extremidades; e pode ter 
diminuição da força muscular. Sensação de areia 
nos olhos, vista embaçada; nariz entupido 
frequentemente. 
90% das pessoas que entraram em contato com o 
bacilo, são naturalmente resistentes – 
assintomáticos. 10% podem apresentar algum tipo 
de sintoma → espectro da hanseníase de acordo 
com o tipo de resposta imunológica. 
Resposta mais Th1 (celular) – conseguem formar 
granulomas e eliminar os bacilos - são paucibacilar 
(tuberculoide-tuberculoide). 
Resposta mais Th2 (humoral) – não adianta muito 
pois os bacilos estão dentro dos macrófagos, e os 
anticorpos não vão atingi-los; resposta imunológica 
menos eficiente – são multibacilares (lepromatoso-
lepromatoso). 
*existem tem tipos entre os dois extremos: 
dimórfico tuberculoide, dimórfico-dimórfico, e 
dimórfico lepromatoso. 
Possibilidade de mecanismos de destruição dos 
nervos: isquemia (processo inflamatório, gerando 
compressão do nervo periférico); apoptose 
(linfócitos T ativados vai induzir citolise onde tem 
presença do Mycobacterium); desmielinização. 
**não existe uma fisiopato bem estabelecida de 
como a bactéria gera degradação e disfunção dos 
nervos periféricos. 
Neuropatias periféricas metabólicas, 
hormonais e nutricionais 
Temos diabetes, alcoolismo, deficiência 
nutricional, mieloma múltiplo, amiloidose, uremia 
e macroglobulinemia. 
Diabetes: doença caracterizada pela elevação da 
glicose no sangue (hiperglicemia; além de 
diminuição ou ausência de insulina. Pode acometer 
fibras nervosas sensitivas, motoras e autonômicas. 
Diabetes tipo I: característica mais autoimune – são 
insulino dependentes. O pâncreas por algum 
motivo sofre agressão do sistema imune, as células 
beta-pancreáticas (produtoras de insulina) são 
destruídas e o indivíduo não tem produção de 
insulina. 
Diabetes tipo II: a pessoa adquiri quando mais 
velha; depende dos hábitos de vida, alimentação. 
Há uma produção de insulina, mas os tecidos 
periféricos não conseguem responder a essa 
insulina – resistência periférica a insulina (pré-
diabético). Chega um momento em que as células 
beta-pancreáticas chegam à exaustão e algumas 
começam a morrer e, consequentemente, a 
quantidade de insulina produzida começa a 
diminuir, essa diminuição juntamente com a 
quantidade de insulina elevada no sangue mostra 
que o diabetes está totalmente instalado. 
A diabetes descompensada de longa duração, tende 
a levar a complicações macrovasculares 
(comprometimento de artérias de médio e grande 
calibre) e microvasculares (disfunção capilar, 
particularmente em rins, retina e nervos). 
As células de modo geral do nosso corpo, quando 
expostas a uma taxa glicemia muito alta elas 
tendem a manter a concentração de glicose no 
interior da célula mais constante – elas tendem a 
diminuir o transporte de glicose para dentro da 
célula. Já esses tecidos: nervo periférico, rins e 
retina, não possuem essa capacidade, não 
conseguem fazer a constância de glicose 
intracelular de maneira eficiente, acaba que dentro 
dessas células o gradiente de concentração de 
glicose esteja muito grande → por isso esses órgãos 
são os primariamente acometidos. 
A hiperglicemia intracelular faz com que aja um 
exagero de produção de espécies reativas de 
oxigênio pelas mitocôndrias. Essas espécies 
reativas geram danos ao DNA nuclear; esse dano 
atrai enzimas PARP – envolvida no reparo do acido 
nucleico que foi danificado; o PARP inibe a enzima 
GAPDH (1° enzima da via glicolítica) na tentativa 
de diminuir a produção de espécies reativas de O2. 
*uma vez que as células não estão conseguindo 
adquirir glicose devido à resistência periférica a 
insulina, elas mobilizam os adipócitos que liberam 
os triglicerídeos; esses ácidos graxos livres servirão 
de energia, pela beta-oxidação, para as células; isso 
também leva a produção de muitos radicais livres – 
que também contribui para o dano ao DNA. 
A inibição da GAPDH pela PARP leva a 
diminuição da via glicolítica, mas em compensação 
acaba ativando outras 5 vias, que são importantes 
para a fisiopatologia das complicações do diabetes 
melitus (glicose fica livre para ser utilizada em 
outras coisas dentro da célula). 
 
1° Via: ativação das vias dos polióis – converte 
monossacarídeos a sua forma de álcool (glicose → 
sorbitol) – enzima aldose redutase. *não ocorre 
normalmente nas células. Quando ocorre devido a 
quantidade elevada de glicose, ocorre nas células 
que possui a enzima aldose redutase (que 
coincidentemente está presente na retina, córnea, 
células de schwann, endotélio, rins). Essa enzima 
usa NADPH para essa conversão, pois ele 
importante para restaurar a função da glutationa, 
que é um antioxidante natural do corpo. Como o 
NADPH está sendo usado para essa via, ele não vai 
conseguir restaurar a glutationa para sua forma 
antioxidante, com isso as espécies reativas de 
oxigênio acabam por se sobressaírem ainda mais. 
 
2° Via: produção dos AGEs – produtos finais de 
glicação avançada. Derivados de glicose ligados a 
outras estruturas (normalmente proteínas), são os 
AGEs.A partir do momento que as proteínas se 
ligam a esses derivados de glicose, elas perdem sua 
função. *ex.: a fibronectina (proteína) se liga a 
esses derivados (glicada) e perde a sua função de 
cicatrização, por isso indivíduos diabéticos tem 
dificuldades de cicatrização. 
3° Via: aumento dos receptores de AGEs (RAGE) 
– receptores finais de produtos de glicação 
avançada, e aumento dos ligantes para eles. O 
ligamento dos AGEs nos RAGE, ativa-os e assim 
começa a ter liberação de citocinas inflamatórias e 
um estresse oxidativo (aumento da produção de 
espécies reativas) → isso faz com que vá tendo 
complicações vasculares. Os RAGE na matriz 
extracelular diminuem a elasticidade arterial. 
4° Via: aumento da produção de DAG 
(intermediaria da beta-oxidação do ácido graxo) e, 
consequentemente, ativação da PKC, que fosforila 
resíduos de serina e treonina, ao invés de fosforilar 
resíduos de tirosina → levando a resistência 
insulínica periférica. 
 
5° Via: desvio da glicose para o fluxo das 
hexosaminas – glicose + amina. Essas substancias 
vai alterar a expressão genica, aumentando a 
expressão de TGFbeta (estimula a produção de 
colágeno e fibronectina → formação de trombo e 
oclusão capilar) e PA-1 (inibe a fibrolise → oclusão 
vascular). 
NEUROPATIA DIABÉTICA: transtorno 
demonstrável, clinicamente evidente ou subclínico 
que ocorre nas configurações de diabetes mellitus 
sem outra causa para neuropatia periférica. Inclui 
manifestações somáticas e/ou autonômicas. 
Hiperglicemia favorece danos microvasculares em 
10x, e danos macrovasculares em 2x. A 
dislipidemia contribui para danos macrovasculares. 
Vários tipos de neuropatias diabéticas, pois é uma 
doença sistêmica; pode envolver mais componente 
como, sistêmico, autonômico – dependendo da 
fibra nervosa acometida. 
Há muitas classificações para as neuropatias 
diabéticas, uma delas está abaixo: 
 
As diferentes formas podem ocorrer 
simultaneamente em um mesmo paciente. A 
classificação tem finalidade predominantemente 
didática. 
 
A polineuropatia sensorial distal é a mais 
comum. Chamada também de polineuropatia 
simétrica distal ou sensitivo-motora, neuropatia 
diabética periférica ou polineuropatia diabética. → 
começa distalmente (nos pés). Acometimento de 
vários nervos, em ambos os lados e distal ao plexo 
ou a raiz. **pé diabético. 
Isquemia por conta do comprometimento macro e 
microvascular, além do comprometimento do 
próprio nervo periférico, que pode atrapalhar a 
questão de dor, levar a formação de calos, quadro 
de dormência, deformidade, formação de ulceras e 
gangrenas (podendo levar a amputação). 
*Disfunção autonômica: deixa o pé mais seco, com 
fissuras e craquelados, deixando-o mais susceptível 
a infecções, que pode formar abcessos e ulceras.

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