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Doença de Glasser O impacto na Suinocultura 1 Histórico da doença Descrita pela primeira vez por K. Glasser na Alemanha (1910) “Doença de Glasser é uma serosite fibrinosa em suínos envolvendo a pleura, o pericárdio, o peritônio, e frequentemente , associada com artrite fibrinopurulente” citado por Nielson e Danielsen (1975) Glasser observou o “serosa bacillus” no exsudato inflamatório, fibrinoso de serosas articulares mais foi incapaz de cultivá-lo. 2 Introdução Inflamação sorofibrinosa das serosas Pleurite, pericardite, peritonite , artrite, meningite Perdas econômicas Agente causador pertence a microbiota normal dos suínos Glaesserella parasuis – 15 sorotipos conhecidos 3 Etiologia Gram Bactéria Gram negativa- Glaesserrella parasuis (Haemophilus parasuis) 15 sorotipos Muitos sorotipos não tipicáveis Brasil – sorotipo 1,4, 5 e 12 são os mais prevalentes Diferença de patogenicidade entre os sorotipos Agente faz parte de microbiota normal de suínos domésticos e javalis A transmissão vertical é a forma natural de contaminação dos leitões Poliserosite fibrinosa em um leitão. Nas lesões não se detectou Haemophilus parasuis, mas sim Mycoplasma hyorhinis, que foi isolado por cultivo do líquido abdominal e do líquido pericárdico. Epidemiologia Distribuição mundial Coloniza o aparelho respiratório superior Imunidade natural 5ª a 8ª semana de vida Prevalência no inverno, associado a queda de imunidade devido ao frio ou coinfecções por agente imunodepressores (circovirus suínos tipo 2) Transmissão horizontal ( entre os suínos no mesmo ambiente de granja ) Transmissão vertical, da matriz para o leitão. Patogenia Aerossóis Membranas serosas sinovial, meningeal, polisserosite serofibrionsa Imunidade Quadro Clínico 6 Sinais Clínicos Anorexia, febre (40,5 – 42c °), apatia Tosse, dispneia, cianose, inflamação , dor nas articulações , claudicação. Sinais nervosos, incoordenação Artrite crônica, aderência de serosas Aborto em leitoas Formas Clinicas Primeira : Exsudação sorofibrinosa e purulenta - Membrana sinovial, peritônio, pleura, pericárdio, e meninges Segunda: Septicemia sem polisserosite - Morte súbita e hemorragia renal sub- capsular Terceira: Pneumonia - Isolamento do H. suis Presença visível de fibrina na cavidade peritoneal (peritonite fibrinosa) e cavidade pericárdica (pericardite fibrinosa). Fonte: Retirado do site pig333. Artrite causada por Haemophilus parasuis. Fonte: Retirado do site pig333 Leitão com inchaço nas articulações, possivelmente causada pela Haemophylus pararsuis Leitões com diferentes graus de refugagem causados pela Doença de Glasser Polisserotise fibrinosa Pericardite fibrinosa Achados anatomopatológicos Meningite (A e B), poliartrite (G) e polisserosite (E, F e H) causada porHaemophilus parasuis SV7 cepa 174. Detalhe para meningite proeminente no cerebelo (B).Opacidade da córnea (C) associada à congestão do nervo óptico (D) em casos de endoftalmite. Fonte:http://tede.upf.br/jspui/bitstream/tede/1750/2/2018ClaudiaDazzi.pdf Obrigado pessoa@example.com A) Meningite fibrino-supurativa com manguito perivascular. H&E, 50x. B) Intensohemorragia no espaço subaracnóideo cerebelar, com deposição fibrinosupurativa acimamedulla oblongata. H&E, 50x. C) Endoftalmite fibrino-supurativa da região anteriorcâmara, com conteúdo anexado à córnea interna. H&E, 50x. D) Nervo óptico, da esquerdaà direita, hemorragia; perineurite fibrino-supurativa; nervo óptico em si, há uma distensãodo espaço neural sub-aracnóide, pelo conteúdo inflamatório. H&E, 200x. E) Fibrino-supurativopericardite com disseminação inflamatória através de camadas ósseas até o miocárdio. H&E, 50x. F)Pleurite fibrino-supurativa, com distensão septal pelo mesmo infiltrado, associada apneumonia broncointersticial e intensa congestão vascular. H&E, 50x. G)Artrite fibrino-supurativa. H&E, 50x. H) Peritonite fibrino-supurativa. H&E, 50x Fonte:http://tede.upf.br/jspui/bitstream/tede/1750/2/2018ClaudiaDazzi.pdf 13 Zona cortical do timo da cepa 174 de H. parasuis infectada intratraquealsuínos privados de colostro. Há uma marcada depleção linfoide, com delgado e delicadodeposição de material basofílico entre as células que se assemelha a fios de fibrina. São múltiplosmacrófagos e congestão de vasos. No canto inferior esquerdo há distensão doespaço interlobular, preenchido com material semelhante a fibrina entre as células inflamatórias.,400x Fonte: http://tede.upf.br/jspui/bitstream/tede/1750/2/2018ClaudiaDazzi.pdf