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Aula: 13 de junho de 2024 Infecto- Dr. Daniel pneumonias Ainda uma das infecções mais importantes. Processo inflamatório que compromete a via aérea distal, o alvéolo e o interstício- dentro do parênquima pulmonar. Pode ser infecciosa ou não infecciosa (agente químico), as mais comuns são por vírus, bactérias, fungos e parasitas. As não infecciosas podem ser causadas por agentes físicos (broncoaspiração) e químicos (ex: Boate Kiss- gás tóxico). Pode ser classificada segundo o local de aquisição: adquiridas na comunidade ou associadas à cuidados de saúde (não se usa mais o termo hospitalar) Segundo o tipo de hospedeiro: imuno componentes ou imunodeprimido (HV positivo, oncológico, uso de imunossupressores, transplantado de órgão sólido ou de MO. PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE: PAC Patógeno chega ao pulmão por - microaspiração da orofaringe (bactérias que colonizam mucosa nasal ou oral), inalação (pp/ micobacterium), disseminação hematogênica de um foco extrapulmonar ou extensão direta do mediastino e espaço subfrênico.- existem n causas. Fases anatomo-patológicas: Congestão: presença de exsudato inflamatório e bactéria; Hepatização vermelha: presença de eritrócitos no exsudato intra-alveolar (se não tratada evolui); Hepatização cinzenta: se não tratada, similaridade radiológica com o fígado e percussão maciça- predominam os neutrófilos, deposição abundante de fibrina e desaparecimento das bactérias. Resolução: macrófagos predominam e debris celulares são eliminados. É essencial para o manejo → diagnóstico correto, reconhecer os fatores de risco, avaliar a gravidade da PNM, decidir o local de tratamento (ambulatório ou hospitalar) e escolher o antibiótico (conforme sítio de ação, pp/ patógenos que causam nesses sítios). Trio ternura: leigionela, clamidófilos, haemophilus Pneumococo mais comum; Micoplasma. *Dentro do HU, para PNM hospitalar, não precisa cobrir gram- positivo. Quando pensar em pneumonia? Quando pensar em pneumonia: presença de sintomas de doença aguda do trato respiratório inferior - tosse e um ou mais dos seguintes (expectoração, falta de ar, dor torácica, manifestações sistêmicas - confusão, cefaleia, sudorese, calafrios, mialgias, temperatura> 37,8C), achados focais no exame físico do tórax (pode ser desde estertores crepitantes até uma síndrome de consolidação); corroborados pela presença de uma opacidade nova, usualmente vista a radiografia do tórax. *Idoso com alteração do nível de consciência: desidratação, infecção e acidente vascular cerebral Achados radiológicos: consolidação pulmonar, hepatização (pedaço do pulmão acometido fica com o mesmo aspecto do fígado- esbranquiçado). Mortalidade por PAC Alta tx de mortalidade nos extremos de idade. Exames de imagem na PAC A. Paciente com PAC de baixo risco, tratados no ambulatório devem realizar apenas a radiografia de tórax e o hemograma como exame subsidiário; B. O padrão radiológico não pode ser usado para predizer o agente causal, ou mesmo separar grupos de agentes; C. TC de tórax deve ser realizada quando houver dúvidas sobre a presença do infiltrado pneumônico, para a detecção de complicações e na suspeita de neoplasia. D. Derrames pleurais significativos (5 cm ou mais, identificado na projeção lateral em ortostatismo) devem ser puncionados; E. Radiografia de tórax deve ser repetida após seis semanas do início dos sintomas em fumantes com mais de 50 anos e na persistência dos sintomas ou achados anormais no exame físico (o exame de imagem leva 4 a 6 semanas para voltar ao normal - não ficar repetindo sem indicação);- pedir para avaliar se o paciente está tendo ou melhora clínica, mas não fazer seriadamente. Se for jovem, nem precisa. F. A saturação periférica de O2 (SPO2) deve ser observada de rotina, antes do uso eventual de oxigênio; G. A presença de hipoxemia indica o uso de O2 suplementar e admissão hospitalar; Exames laboratoriais: doenças bacterianas Criança, por exemplo, pode apresentar uma dor subcostal e não retroesternal. Patógenos mais comuns na PAC: Atípica → Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae e Legionella pneumophila (histórico de viagem) - pensar nos extremos de idade. Critério de gravidade CRB- 65 CRB- CRP circulação, respiração e pressão arterial 65 faz referência a idade. Cada parâmetro pontua 1 ponto. Pedir ureia, pois se elevada também vai pontuar aqui- significa que está hipermetabolizando. Fatores de risco para patógenos específicos: Não é porque tem pseudomonas que é uma infecção hospitalar, pois esse agente está presente no ambiente como um todo. Tratamento da PAC: Seleção do esquema terapêutico inicial para pacientes com PAC considera os microrganismos de maior prevalência; Não há evidência definitiva que comprove a superioridade de esquemas com cobertura para os patógenos atípicos realizada de forma sistêmica, com exceção de casos de pneumonias por Legionella sp. Paciente jovem → sem necessidade da cobertura de atípicos; Para escolher o antibiótico → qual a patologia → qual o germe mais comum que causa a patologia (PAC - pneumococo X PAH - de acordo com a microbiota do ambiente hospitalar) → qual antibiótico cobre esse germe → boa penetração no sítio de infecção; PAC ambulatorial: considera alta proporção de agentes sensíveis a beta lactâmicos no Brasil (falta de dados definitivos quanto a cobertura de bactérias atípicas em PAC não grave); Indivíduos adultos com PAC de leve a moderada gravidade podem ser efetivamente tratados com antibióticos ministrados por um período igual ou inferior a sete dias; Fluorquinolonas, pp/, se houver alguma fatores de risco para pseudomonas. Paciente previamente hígido com pneumonia= investigar HIV. Pseudomonas- apenas cefalosporina a partir da 4ª geração que pega. Beta-lactâmicos que pegam pseudomonas: cefalosporina de 3 e 4° geração (cefepima), carbapenêmicos e piperacilina + Tazobactam. Algumas quinolonas não tem efeito para pseudomonas- norfloxacina e ? 38min- escutar essa parte Fracasso terapêutico Reavaliar o paciente em 72 horas após início do tratamento (tempo de efeito do ATB = platô); - não tem indicação de troca antes disso. Diante de um paciente com suspeita de fracasso terapêutico deve-se revisar a história clínica e os resultados dos estudos microbiológicos iniciais. A reavaliação microbiológica pode ser feita com técnicas não-invasivas e/ou invasivas. Paciente está grave, pois a doença que ele adquiriu é grave, não por se tratar de um agente etiológico resistente. Prevenção vacinal Todos os indivíduos com idade ≥ 50 anos, bem como aqueles de maior risco de complicações associadas à gripe devem receber a vacina anti-Influenza de vírus morto (lesão causada pela influenza pode causar pneumonia ou gerar casos mais graves- permite invasão bacteriana secundária); A vacina anti-pneumocócica deve ser aplicada nos indivíduos imunocomprometidos e nos idosos residentes em asilos. PNEUMONIA ADQUIRIDA NO HOSPITAL Pneumonia que se instala de 48 a 72 horas após a internação ou alta. Pneumonia associada à ventilação mecânica quando ocorre após a intubação; Por isso, IBP faz parte da profilaxia relacionada à pneumonia por refluxo. Uso de PEEP em altas ventilaçãoes aumenta o risco de dano alveolar e consequentemente o risco de desenvolver PNM. Critérios diagnósticos Se broncoaspirou, esperar 48h para tratar como pneumonia (pode ser Pneumonite química); Métodos diagnósticos: Não Invasivos → Aspirado endotraqueal; Invasivos → Fibrobroncoscopia (identificar o agente- melhor isolamento e coleta). PAH/PAVM Patógenos resistentes → maior gravidade dos pacientes, maior grau de imunocomprometimento, desenvolvimento de novas tecnologias, maior resistência na comunidade, dificuldade em aderir aos programas do SIH e uso indevido de antimicrobianos (uso irracional). Manejo do paciente com PAH/PAV meningite Processo inflamatório acometendo as meninges e o espaço subaracnóideo. Bactérias e vírus são os agentes mais comuns das meningites agudas, em imunocompetentes. Podem ser causadas também por Fungos, protozoários e micobactérias → no imunocompetente é rara. Se pega encéfalo – encefalite Epidemiologia Países desenvolvidos → 4 a 6 casos a cada 100 mil habitantes; Em desenvolvimento → até 10 vezes- 40 a 60 casos/100k habitantes Mortalidade: 5 a 10% (se ATB disponível) A incidência varia de acordo com → a faixa etária do paciente, variação sazonal, ocupação (militares, estudantes), estado imunológico, patologias pregressas, traumas, drogas injetáveis; Sequelas neurológicas em 5 a 40% dos os sobreviventes, dependendo do patógeno e do hospedeiro- ex: surdez. Principais agentes: Bacteriana: S – N – H = nessa ordem. Viral: maioria dos casos Maioria causa PNM benigna- sendo assim entrar com aciclovir apenas se causada por herpes vírus. Fúngica: Em imunocompetentes é menos frequente, geralmente em pacientes com AIDS ou DM (meningite por criptococose). Gatti (+ grave?) e neoformans - ????? Fisiopatologia: Adesão bacteriana de germes patogênicos (mucosa nasofaríngea) – vias aéreas superiores Colonização: o Agentes causais da meningite bacteriana aguda adquiridas na comunidade tem a capacidade de colonizar membranas mucosas – contiguidade; o Mastoidite, celulite de face, sinusite, otite média podem causar meningite; - por contiguidade. Invasão: o As bactérias também têm fatores de virulência que além de colonizar facilitam a invasão da mucosa; Mecanismos de defesa contra invasão e infecção do SNC: o Caixa craniana; o Meninges; o Barreia hemato-liquórica; o Barreira hemato-encéfalica. Fratura da lâmina crivosa do etmóide. – nariz escorrendo recorrentemente após trauma. – fator de risco. Mecanismos de dano nas MBA: o Apoptose das células neuronais (hipocampo); o Necrose de substância branca; o Trombose venosa; o Vasculite – meningite meningocócica; o Isquemia focal; o Edema. Quadro clínico: Febre; Cefaleia holocraniana; Rigidez de nuca; Vômitos em jato – sem ser precedido por náusea; Sinais meníngeos (Brudzinski, Kernig 1 e 2 e Lasègue); Síndrome toxêmica + síndrome de irritação meníngea + síndrome de hipertensão intracraniana Redução do nível de consciência e convulsão; Tríade: Febre, alteração do estado mental e rigidez de nuca presentes em 44% a 66% dos casos de MBA; Cefaleia + Tríade → 2 destes 4 sintomas estão presentes em 95% dos casos de MBA; Em crianças menores e neonatos: letargia, febre, choro e irritabilidade, icterícia, vômito e diarréia, convulsões.- meninge ainda é mais elástica; então nem sempre haverá rigidez de nuca. Se dor em menos de 40° no Lasegue- sinal de irritação meníngea. Exames complementares Padrão Ouro para confirmação diagnóstica → Punção lombar + Coloração por Gram + Cultura; TC de crânio tem sido feita previamente à punção lombar – para ver sinais de hipertensão craniana (quando TC indisponível - exame de fundo de olho); Identificar edema e sinais de HIC; Lesões expansivas intracranianas; - desvio da linha média. Objetivo: minimizar risco de herniação do uncus ou tonsilas cerebelares pós punção. Pistas complementares: o Hemograma com leucocitose e desvio à esquerda; o Lactato no LCR (>4,2 mmol/L) – muito sensível, mas pouco específico; o PCR alta – marcador inflamatório. Não significa necessidade de troca de ATB. o Procalcitonina no soro – auxilia a distinguir a meningite bacteriana de meningite não bacteriana. Importante pedir glicemia capilar para fazer a comparação. Tratamento Administração precoce do antibiótico (empírica); o Não aguardar exames → Aplicar ATB antes de encaminhar se suspeita de MBA; o No cenário ideal é colher líquor antes de iniciar o tto, mas se for atrasar, não espera! Pode iniciar! Utilizar doses elevadas, e por via endovenosa (pela BHE); o Necessidade de altos níveis plasmáticos para boa concentração SNC; o Com recuperação a permeabilidade a drogas diminui; Utilizar drogas com efeito bactericida de amplo espectro; - e não bacteriostático. o Beta-lactâmicos, vancomicina Optar por drogas com boa penetração no SNC; Considerar fatores que auxiliam a guiar o diagnóstico etiológico: idade, focos sépticos primários (mastoidite), estado imune do paciente, TCE prévio e doenças prévias (otites, NEC, etc). Figura: Comparação dos achados liquóricos da meningite bacteriana e viral Quimioprofilaxia; o Importante: evita casos secundários o Instituída se possível nas primeiras 24h (máximo 30 dias após contato) o Indicada para: hemófilos e meningococo. o Quem somente esteve no mesmo ambiente não precisa fazer a quimioprofilaxia. Meningite e sepse não tem como esperar para entrar com ATB. Meningites virais Suporte com reposição hidroeletrolítica Controle das convulsões quando presentes Isolamento respiratório em caso de meningites pelo vírus da caxumba ou enquanto durar o aumento das parótidas ou até 9 dias no início da doença Aciclovir o Meningite por herpes vírus apenas – se suspeita, presença de lesão Complicações Abscesso- drena Sequelas neurológicas Fatores associados: Retardo na introdução do tto Tratamento inadequado As mais frequentes são Retardo neuropsicomotor Epilepsia Surdez Prevenção infecções de pele e partes moles Estruturas e funções da pele Pele: Maior órgão do coro humano. Cobrindo quase 2m2 e compondo quase um sexto do peso corporal; Envolve o corpo determinando seu limite com o meio externo; Funções : regulação térmica, defesa inata, controle do fluxo sanguíneo, e funções sensoriais (calor, frio, pressão, dor e tato); É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Epiderme: parte mais fina e externa (0,1 mm; cél epiteliais Stratum corneum: camada mais externa da epiderme, cél epiteliais mortas + queratina. Derme: parte mais espessa e interna; tecido conectivo. Tecidos moles: Interligam, apoiam ou protegem outras estruturas e órgãos do corpo humano como músculos, tendões, gordura, vasos sanguíneos e nervos. Infecções dos tecidos moles são as que afetam as estruturas entre a pele e o osso. Microbiota normal da pele: Inóspita para a maioria dos microrganismos, porém alguns conseguem se estabelecer; Microrganismos resistentes ao ressecamento e ↑ [ ] de sal; Sebo → ácidos graxos → inibição do crescimento de outros microrganismos; Bactérias Gram-positivas: Staphylococcus e Micrococcus Folículo piloso: bacilos Gram-positivos anaeróbios – Propionibacterium acnes - ácido propiônico: pH baixo da pele (entre 3 e 5) Áreas de maior umidade (axilas, região entre as pernas): > população de microrganismos Membranas mucosas Cavidades do corpo (TGI, TGU, TR, etc.) Epitélio - céls epiteliais cilíndricas fortemente unidas conectadas a uma membrana basal; Lâmina própria – tecido conjuntivo Secreção de muco Podem possuir cílios Acidez Mucosa ocular:lisozima. Infecções de pele e tecidos moles Classificação: o Agudas (duram poucos dias) x Crônicas (duram meses ou anos) o Monomicrobianas x Polimicrobianas Tipos: o Abscessos– infecção e inflamação dos folículos pilosos o Infecções disseminadas –Erisipela, celulite o Infecções necrosantes. Associadas à invasão direta e proliferação dos microrganismos, que leva à destruição tecidual e com possibilidade de produção de toxinas. Portas de entrada Patógenos (bactérias, fungos, vírus) têm acesso por diferentes vias: Microtraumatismo ou Macrotraumatismo: Perda da integridade da pele: queimaduras, processos cirúrgicos, implantes, mordeduras, picadas de insetos, traumas OU mecanismos endógenos: processo de pressão (escara). Via Hematogênica: disseminação de toxinas ou de microrganismo Principais patógenos: infecções de pele e tecido moles Infecções cutâneas: Principais patógenos: o Staphylococcus o Streptococcus Staphylococus: Forma esférica - cocos (0,5-1,5 µm de diâmetro); Arranjo: agrupamentos irregulares como cachos de uvas; Imóveis. Patógeno mais importante do gênero; Nasofaringe humana; Colônias amarelo douradas; Possui vários fatores de virulência e estratégias de evasão do SI; Coagulase positivo; Pode causar sepse; Pode produzir enterotoxinas; Doenças: Invasão direta e destruição tecidual – infecções cutâneas, endocardite, pneumonia Mediadas por toxina - síndrome da pele escaldada, intoxicação alimentar e síndrome do choque tóxico Invasão direta: o Furúnculo Extensão da foliculite; tipo de abscesso; pus e tecido inflamado; nódulos elevados, grandes e doloridos; drenar espontaneamente ou após incisão cirúrgica o Carbúnculo Furúnculos coalescem e se estendem para tecido subcutâneo mais profundo; múltiplos pontos de drenagem; localizado na nuca ou nas costas Mediada por toxinas: o Síndrome da pele escaldada Aparecimento abrupto de um eritema (vermelhidão e inflamação) que se espalha pelo corpo em 2 dias Descamação da epiderme devido à ação da toxina Epitélio - intacto novamente após 7-10 dias (ação de anticorpos contra a toxina) Não deixa cicatriz (camada superior da pele é descamada) Neonatos, crianças e adultos imunocomprometidos. o Impetigo bolhoso Toxina (localizada no sítio de infecção) Forma localizada da síndrome da pele escaldada Formação de bolhas superficiais na pele com presença de microrganismos Contagiosa e dolorosa Impetigo do neonato o Síndrome do choque tóxico: Ação sistêmica provocada por linhagens produtoras da toxina da síndrome do choque tóxico 1 (T S S T-1: superantígeno. Sintomas: febre alta, eritema difuso com descamação da pele Destruição das céls endoteliais hipotensão e morte por falência múltipla de órgãos (5 % dos casos). Streptococcus Forma esférica -cocos (0,5-1,5 µm de diâmetro) Arranjo: geralmente em cadeia. Doenças: Febre escarlatina: o Complicação da faringite estreptocócica (1 a 2 dias após os sintomas iniciais) o Toxina (exotoxina pirogênica) o Erupção eritematosa difusa (região superior do tórax e se espalha para as extremidades) o Área ao redor da boca é poupada. o Língua inflamada e avermelhada (“língua de framboesa”). Piodermite estreptocócica (impetigo): o Infecção purulenta localizada das camadas superficiais da pele, principalmente em crianças o Causadas após lesões por traumas, contato direto; altamente transmissível; Erisipela (erythros, vermelho; pella, pele) – o Infecção aguda da pele (derme). o Pele apresenta erupções formadas por placas avermelhadas e de bordas elevadas. o A doença pode progredir e causar a destruição de tecidos locais ou mesmo atingir a corrente sanguínea, causando sepse o Crianças e idosos. o Em geral inicia na face e frequentemente é precedida por dor de garganta estreptocócica. Celulite: o Infecção aguda da pele e tecidos subcutâneos mais profundos o Sinais de inflamação local e sistêmica o Associada a traumatismos, queimaduras, feridas ou incisões cirúrgicas o Identificação precisa do microrganismo é importante o Diferentes microrganismos podem ser responsáveis por quadros de celulite. Fasciite necrosante (gangrena estreptocócica): o Infecção na camada profunda do tecido subcutâneo, com necrose extensa, destruição do músculo e tecido adiposo; o Bactéria é introduzida no tecido através de uma ruptura na pele (corte, trauma, queimadura, cirurgia) o Toxicidade, choque sistêmico e falência múltipla de órgãos o Alta taxa de mortalidade (> 50%) o Antibioticoterapia + procedimento cirúrgico (debridamento do tecido infectado) Síndrome do choque tóxico estreptocócico: o Inflamação de tecido no sítio da infecção, dor e sintomas inespecíficos (febre, calafrios, mal- estar) o Exotoxina pirogênica o Muitos apresentam bacteremia e fascite necrosante, choque e falência múltipla de órgãos morte (30 %) o Grupo de risco: imunocomprometidos. Bacillus antracis (antrax) Bastonete Gram positivo formador de esporo ubiquitário, encontrado principalmente no solo; Associado a risco ocupacional – trabalhadores da terra; Bioterroismo – inalatório; Carbúnculo ou anthrax é uma infecção que pode afetar a pele, a região nasal e faringe, os pulmões, o mediastino (região central do tórax, incluindo o coração) e os intestinos. Em geral, apresenta-se como uma infecção na pele que pode começar com uma coceira => ferida avermelhada pequena que pode se seguir com a formação de pus, vesícula e evoluir para uma úlcera. Úlcera pode evoluir para uma ferida chamada escara, com formação de uma crosta escura. Pode se transformar numa doença que afetará os gânglios locais e pode levar até a morte. Esses sinais apresentam-se mais frequentemente na região da ??? Pseudomonas aeruginosa Bacilos Gram-negativos, aeróbios, presentes no solo e em fontes de água Patógeno oportunista Importantes causadores de infecções hospitalares → resistência aos antimicrobianos Infecção em indivíduos com queimaduras → pus de coloração azul-esverdeada (piocianina) Dermatite por Pseudomonas – doença autolimitada (piscinas, saunas, banheiras) Água quente: abertura dos folículos pilosos → porta de entrada Patogenicidade: exotoxinas e endotoxina Biofilme: dispositivos médicos Infecções causadas por anaeróbios Causadas por microrganismos que fazem parte da microbiota residente origem endógena São de natureza polimicrobiana (5-6 espécies ou mais) Anaeróbios facultativos e estritos Geralmente existem fatores predisponentes Secreção de odor fétido (ácidos orgânicos e aminas) Necrose tecidual intensa Formação de abscessos Produção de gás (CO2 e H2) e coloração negra