Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

NEUROPEDAGOGIA E INCLUSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NEUROPEDAGOGIA E INCLUSÃO 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada para a 
Faculdade como exigência parcial 
à obtenção do título de Especialista 
em Pós-Graduação em 
Prof. 
 
 
 
SÃO PAULO 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NEUROPEDAGOGIA E INCLUSÃO 
 
 
 
Monografia apresentada para a 
Faculdade como exigência 
parcial à obtenção do título de 
Especialista em Pós-Graduação em 
Prof. 
 
Aprovado pelo membro da banca examinadora em ____/_____/_____, com menção 
___ (_______________________). 
 
Banca Examinadora 
_________________________________ 
_________________________________ 
 
São Paulo 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NEUROPEDAGOGIA E INCLUSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Deus e toda minha família que me 
apoiaram para que chegassem a esta etapa da minha vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem 
aprender a fazer o caminho caminhando, e fazendo 
e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar. 
 
Paulo Freire 
RESUMO 
 
 
 
 
 
Este trabalho tem como objetivo descrever e analisar o desenvolvimento do 
neuropedagogo através da intervenção e da abordagem histórico cultural. Será realizada 
uma p 
pesquisa bibliográfica tendo como referência autores que aborde sobre esse assunto. 
Refleti sobre a prática pedagógica e a inclusão de crianças na escola é um aspecto que faz 
com que a mediação possa ser aprimorada como um instrumento que auxilie a inclusão 
escolar de qualidade, conforme as necessidades educacionais do aluno, tendo como base 
assumir uma postura de análise crítica, tendo condições sociais, históricas e culturais e 
considerando as diferenças e priorizando o trabalho educativo para o desenvolvimento de 
uma criança. 
Palavras-chave: Neuropedagogia, intervenção, desenvolvimento, inclusão e prática 
pedagógica. 
Abstract 
This work aims to describe and analyze the development of the neuropedagogue through 
intervention and the historical cultural approach. A bibliographic search will be carried 
out with reference to authors who approach this subject. I reflected on the pedagogical 
practice and the inclusion of children in school is na aspect that makes mediation can be 
improved as na instrument that helps quality school inclusion, according to the student’s 
educational needs, based on assuming an analysis posture critical, having social, historical 
and cultural conditions and considering diferences and prioritixing educational work for 
the development of a child. 
Keywords: Neuropedagogy, intervention, development, inclusion and pedagogical 
practice. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
1. Introdução 08 
2. Definição sobre a aprendizagem 09 
2.1 Tipos de aprendizagem 09 
2.2 As concepções pedagógicas na neuropedagogia 15 
3. A história da educação especial no Brasil e as políticas de inclusão 17 
4. A escolarização e inclusão de crianças com necessidades especiais 22 
4.1 Métodos de ensino 22 
4.2 Educação especial para inclusão da criança 23 
5. Conceito de aprendizagem a partir da visão neuropedagógica 25 
 5.1 A neuropedagogia no contexto da instituição educacional 25 
 5.2 O educador e o educando: a prática docente sobre o olhar 
neuropedagógico 28 
6. Considerações finais 30 
7. Referências bibliográficas 32 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
O presente estudo está centrado na contribuição do neuropedagogo no contexto 
escolar, isto é, por meio de uma atuação diferenciada e pautada na formação do cidadão 
de uma forma global, neste processo de busca e reflexão, através de uma abordagem 
generalista nos processo diferenciado durantes a aprendizagem. 
Dessa forma, refletir criticamente sobre a relevância da neuropedagogia dentro de 
uma instituição nos desperta para a necessidade de se buscar uma educação de qualidade 
e consciente de que as crianças aprendem de formas distintas e que se faz necessário um 
trabalho diferenciado em cada unidade escolar com os alunos que apresentam sérias 
dificuldades de aprendizagem ao decorrer da Educação Básica, suprindo a deficiência na 
formação do professor, onde se estuda o cérebro humano, baseando-se em uma concepção 
ligada a neurociência. É importante também reconhecer as mudanças que têm ocorrido 
nas diversas fases de desenvolvimento da criança, pois a infância e a adolescência já 
requerem novos olhares por parte dos educadores, psicopedagogos, psicólogos e 
pediatras. 
Diante da realidade já citada é primordial de que haja uma reflexão a respeito do 
processo da qualidade da educação e a contribuição de outros profissionais neste 
processo. Nesse sentido, é extremamente relevante um trabalho de estudo e análise que 
reflita sobre a função e a contribuição do neuropedagogo no contexto escolar, ou seja, 
diante do desafio de se lidar com as dificuldades de aprendizagem. 
É importante ressaltar a neuropedagogia como complemento, que é a ciência que 
compreende o cérebro como propulsor do aprendizado, buscando conhecimento às 
práticas e conceitos, por meio de métodos e metodologias. Portanto, diante das sérias 
dificuldades de aprendizagem dos educandos é muito importante a atuação do 
neuropedagogo nas escolas, para compreender como e por que fazer o aprendizado. 
 
 
 
 
 
 
 2. DEFINIÇÃO SOBRE A APRENDIZAGEM 
 
 
 
 
 
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é o processo de alteração de conduta 
de um indivíduo, seja por Condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma 
forma razoavelmente permanente. Outro conceito de aprendizagem é uma mudança 
relativamente durável do comportamento, de uma forma mais ou menos sistemática, ou 
não, adquirida pela experiência, pela observação e pela prática motivada. Na verdade a 
motivação tem um papel fundamental na aprendizagem. Ninguém aprende se não estiver 
motivado, se não desejar aprender. 
Na verdade o ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender, necessitando 
de estímulos externos e internos (motivação, necessidade) para o aprendizado. Há 
aprendizados que podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar, 
necessitando que ele passe pelo processo de maturação física, psicológica e social. Mas a 
maioria da aprendizagem se dá no meio social e temporal em que o indivíduo convive; 
sua conduta muda, normalmente, por esses fatores, e naturalmente, pela herança genética 
dos seus antepassados. 
2.1 Tipos de Aprendizagem 
Aprendizagem Motora ou Motriz: Consiste na aprendizagem de hábitos que 
incluem desde simples habilidades motoras – aprender a andar e aprender a dirigir um 
automóvel, até habilidades verbais e gráficas – aprender a falar e a escrever. 
Aprendizagem Cognitiva: Abrange a aquisição de informações e 
conhecimentos. Pode ser uma simples informação sobre os fatos ou suas interpretações, 
com base em conceitos, princípios e teorias. A aprendizagem das regras gramaticais, por 
exemplo, é uma aprendizagem cognitiva. Aprender os princípios e teorias educacionais 
também é aprendizagem cognitiva. 
Aprendizagem afetiva ou emocional: Diz respeito aos sentimentos e emoções. 
Aprender a apreciar o belo através das obras de arte é uma aprendizagem afetiva. 
A aprendizagem afetiva tem uma série de implicações pedagógicas. Ela é 
decorrência do “clima” da sala de aula, da maneira de tratar o aluno, do respeito e da 
valorização da pessoa do aluno e assim por diante. 
 
 
 
 
 
Aprendizagem e Motivação: para que alguém aprenda é necessário que ele 
queira aprender. Ninguém consegue ensinar nada a uma pessoa que não quer aprender. 
Por isso é muito importante que o professor propicie estímulos para motivar os seusalunos. 
Através de uma variedade de recursos, métodos e procedimentos, o professor pode 
criar uma situação favorável à aprendizagem. 
Para criar essa situação o professor deve: 
→ Conhecer os interesses atuais dos alunos para mantê-los ou orienta-los. 
→ Buscar uma motivação suficientemente vital, forte e duradoura para conseguir do 
aluno uma atividade interessante e alcançar o objetivos da aprendizagem. 
Entre motivação e aprendizagem existe uma mútua relação. Ambas se reforçam. A 
motivação da aprendizagem se traduz nas seguintes leis: 
a) Sem motivação não há aprendizagem; 
b) Os motivos geram novos motivos; 
c) O êxito na aprendizagem reforça a motivação; 
d) A motivação é condição necessária, porém, não suficiente. 
Logo, quando falamos em construção/reconstrução do conhecimento, estamos 
falando em gestar sujeitos capazes de observar, de descobrir caminhos próprios. 
Entretanto, muitas vezes, nossas observações se dirigem para aquilo que queremos ver... 
Aquilo que assumimos ser importante... 
Ao concebermos o aluno como parte integrante do espaço da sala de aula, acentua-
se nossa função de facilitadores de orientadores do processo de construção/reconstrução 
do conhecimento... 
Ao abdicarmos do papel de condutores soberanos do saber, criamos condições 
para que nosso aluno estabeleça questões, proponha hipóteses, colete e analise 
informações. Ao utilizarmos o desafio como instrumento de trabalho, colocaremos à 
 
 
 
 
 
prova os argumentos de nosso aluno para que ele construa suas próprias propostas e 
descubra novos horizontes. 
As concepções sócio construtivistas, discutidas na atualidade, expressam, 
especialmente, as ideias de Piaget e Vygotsky sobre a aprendizagem e seus processos. De 
acordo com Bassedas e cols. (1996, pp. 14-15): 
Do ponto de vista construtivista da evolução e da aprendizagem dos seres 
humanos, defende-se que o indivíduo participa ativamente na construção da realidade que 
conhece e que cada modificação ou avanço que realiza no seu desenvolvimento pressupõe 
uma mudança na estrutura e organização dos seus conhecimentos. Segundo esse ponto de 
vista, quando uma pessoa enfrenta algumas situações específicas, a sua resposta, reação 
ou aprendizagem dependerá, obviamente, das características dessa situação, mas será 
determinada também, em grande parte, pelas suas características pessoais e pela 
organização dos seus conhecimentos. 
Existem muitas teorias sobre a aprendizagem. A seguir, encontram-se as 
características de algumas delas. 
Teorias de Aprendizagem 
Teorias de Aprendizagem Características 
Epistemologia Genética de Piaget 
Ponto central: estrutura cognitiva do sujeito. As estruturas cognitivas mudam por 
meio dos processos de adaptação: assimilação e acomodação. A assimilação envolve a 
interpretação de eventos em termos de estruturas cognitivas existentes, enquanto que a 
acomodação se refere à mudança da estrutura cognitiva para compreender o meio. Níveis 
diferentes de desenvolvimento cognitivo. 
Teoria Construtivista de Bruner 
O aprendizado é um processo ativo, baseado em seus conhecimentos prévios e os 
que estão sendo estudados. O aprendiz filtra e transforma a nova informação, infere 
hipóteses e toma decisões. Aprendiz é participante ativo no processo de aquisição de 
conhecimento. Instrução relacionada a contextos e experiências pessoais. 
Teoria Sociocultural de Vygotsky 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento cognitivo é limitado a um determinado potencial para cada 
intervalo de idade (ZPD); o indivíduo deve estar inserido em um grupo social e aprende 
o que seu grupo produz; o conhecimento surge primeiro no grupo, para só depois ser 
interiorizado. A aprendizagem ocorre no relacionamento do aluno com o professor e com 
outros alunos. 
Aprendizagem baseada em Problemas/ Instrução ancorada (John Bransford & the 
CTGV) 
Aprendizagem se inicia com um problema a ser resolvido. Aprendizado baseado 
em tecnologia. As atividades de aprendizado e ensino devem ser criadas em torno de uma 
“âncora”, que deve ser algum tipo de estudo de um caso ou uma situação envolvendo um 
problema. 
Teoria da Flexibilidade Cognitiva (R. Spiro, P. Feltovitch & R. Coulson) 
Trata da transferência do conhecimento e das habilidades. É especialmente 
formulada para dar suporte ao uso da tecnologia interativa. As atividades de aprendizado 
precisam fornecer diferentes representações de conteúdo. 
Aprendizado Situado (J. Lave) 
Aprendizagem ocorre em função da atividade, contexto e cultura e ambiente social 
na qual está inserida. O aprendizado é fortemente relacionado com a prática e não pode 
ser dissociado dela. 
Gestaltismo 
Enfatiza a percepção ao invés da resposta. A resposta é considerada como o sinal 
de que a aprendizagem ocorreu e não como parte integral do processo. Não enfatiza a 
sequência estímulo-resposta, mas o contexto ou campo no qual o estímulo ocorre e o 
insight tem origem, quando a relação entre estímulo e o campo é percebida pelo aprendiz. 
Teoria da Inclusão (D. Ausubel) 
O fator mais importante de aprendizagem é o que o aluno já sabe. Para ocorrer à 
aprendizagem, conceitos relevantes e inclusivos devem estar claros e disponíveis na 
estrutura cognitiva do indivíduo. A aprendizagem ocorre quando uma nova informação 
ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes. 
Aprendizado Experimental (C. Rogers) 
 
 
 
 
 
Deve-se buscar sempre o aprendizado experimental, pois as pessoas aprendem 
melhor aquilo que é necessário. O interesse e a motivação são essenciais para o 
aprendizado bem-sucedido. Enfatiza a importância do aspecto interacional do 
aprendizado. O professor e o aluno aparecem como os corresponsáveis pela 
aprendizagem. 
Inteligências múltiplas (Gardner) 
No processo de ensino, deve-se procurar identificar as inteligências mais 
marcantes em cada aprendiz e tentar explorá-las para atingir o objetivo final, que é o 
aprendizado de determinado conteúdo. 
As teorias de aprendizagem buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de 
ensinar e aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem e 
tentam explicar a relação entre o conhecimento preexistente e o novo conhecimento. A 
aprendizagem não seria apenas inteligência e construção de conhecimento, mas, 
basicamente, identificação pessoal e relação por meio da interação entre as pessoas. 
A função da aprendizagem, segundo Fernández (1991, p. 30), “é incorporar o 
indivíduo a espécie humana, fazendo-o sujeito de uma cultura”. A criança necessita ser 
interpretada/traduzida/ensinada por outra pessoa, para que assimile e compreenda a 
cultura em que está inserida. 
É fácil visualizar, nas conceituações e proposições de Fernández (1991), a 
influência dos pressupostos psicanalíticos e do enfoque sócio construtivista sobre a 
aprendizagem. Quando enfatiza a relação mãe/bebê, situando-a como fonte e origem dos 
distúrbios que, posteriormente, afetarão a aprendizagem, a autora reflete um aspecto 
muito valorizado pela psicanálise que considera o palco onde se vive o drama da primeira 
infância o ponto nevrálgico que irá determinar os comportamentos futuros do sujeito. 
Ao desconsideramos as dimensões do desejo, do afeto, da emoção, da imaginação 
e da criatividade terminamos por reforçar a tendência de desperdiçar talento e potencial 
latentes existentes nos seres humanos. Como nos diz Fernández (1991, pp. 33-34): 
Quantos Leonardo da Vinci – gênio artístico e 
científico de sua época – estaremos hoje expulsando de 
nossas escolas e, o que é mais grave, afogando-lhes 
 
 
 
 
 
também sua capacidade criadora, cerceando a construção 
de sua identidade como sujeitos pensantes. 
As ideias de Fenelon (1994) sobre a aprendizagem e sua contrapartida, o não 
aprender, assemelham-se aos pressupostos defendidos por Alícia Fernández(1991, p. 20): 
A aprendizagem é vista como um processo que se dá no 
vínculo entre o ensinante e o aprendente em uma inter-
relação. Este processo inicia-se quando a pessoa nasce e 
com seus primeiros ensinantes, aqueles que lhe dão a 
sobrevivência, e continua ao longo da vida com aquelas 
pessoas que intervêm na sua história e lhe transmitem 
significações. 
A aprendizagem é uma teia, tecida conjuntamente pelas mãos de quem ensina e de quem 
aprende, cujos fios condutores do fenômeno correspondem ao organismo, à inteligência, 
ao desejo e o corpo. É no jogo complexo e dinâmico desses fios que se constrói o processo 
de aprender e também o de não aprender. Fenelon (1994, p. 20) completa seu raciocínio 
acrescentando: 
No problema de aprendizagem o que acontece, 
particularmente, é que a inteligência e o corpo ficam 
aprisionados pelos desejos inconscientes. O sintoma é um 
nó que se dá na trama dos fios que tecem a aprendizagem. 
 Pain (1992) considera que as dificuldades de aprendizagem representam todas as 
perturbações que impedem a normalidade do processo de aprender, qualquer que seja o 
status cognitivo do sujeito. 
Independente de o sujeito obter escores de inteligência altos ou baixos serão 
considerados problemas de aprendizagem outros fatores que o impeçam de aprender, não 
permitindo o aproveitamento de suas potencialidades. 
 
2.2. As concepções pedagógicas na neuropedagogia 
A visão interacionista de desenvolvimento traz importantes contribuições para a 
prática pedagógica. Ao considerar que a criança constrói progressivamente novos 
 
 
 
 
 
conhecimentos, novas formas de pensar, a escola passa a dar maior ênfase ao processo de 
aprendizagem do aluno. Não é desejável que uma criança simplesmente saiba coisas, mas, 
sobretudo, que pense competentemente sobre as coisas que aprende. O objetivo não é 
fornecer verdades prontas e acabadas aos alunos, mas capacitar o aluno a elaborar o 
conhecimento que se espera e que seja alcançado. 
Na visão construtivista a criança (sujeito) como meio (objeto) constitui uma 
totalidade, mas na medida em que esse meio se modifica novas condutas passam a ser 
exigidas, especialmente, quando a escola entra em cena na vida de uma criança produzem 
novas estimulações e então uma nova conduta surge, mudando seu estado de equilíbrio 
cognitivo à que estava acostumada no seu cotidiano. O processo de ensino-aprendizagem 
deve ser capaz de propiciar à criança o aproveitamento de várias capacidades especiais 
que assegurem o desenvolvimento cognitivo. 
O ensino na escola não deve limitar-se em transmitir ao aluno determinados 
conhecimentos, formar certo número de aptidões ou hábitos, mas acima de tudo 
desenvolver o pensamento, o raciocínio, a capacidade de analisar, desenvolver as 
estruturas operatórias no plano cognitivo, de modo que o pensamento lógico deve ser uma 
das principais tarefas que a escola deve engendrar-se. 
No estruturalismo, o que se coloca em relação ao desenvolvimento cognitivo é a 
possibilidade de acelerar as estruturas cognitivas, inegável é a possibilidade de acelerar o 
desenvolvimento das estruturas cognitivas já que tal atitude remete ao inatíssimo, com a 
tese de um desenvolvimento puramente interno e inerente ao organismo humano. 
O conhecimento não se dá por simples impressão dos objetos do conhecimento no sujeito, 
já que toda experiência pressupõe a intervenção de instrumentos lógicos subjacentes às 
estruturas cognitivas. Estas, por sua vez, se alteram mediante a atividade operatória do 
sujeito em suas trocas dialéticas com o meio de conhecimento. 
A aprendizagem das estruturas lógicas não só é possível, mas também comporta uma 
espécie de sistema espiral que para aprender ou para construir uma estrutura lógica é 
necessário partir de outras estruturas lógicas diferenciadas por um conjunto de exercícios 
operatórios até atingir nova estrutura. 
 
 
 
 
 
Numa perspectiva pedagógica é possível favorecer progressos cognitivos, 
viabilizar a aprendizagem de estruturas lógicas que consiste em construir coordenações 
anteriores e isso, segundo um processo circular tal, que para aprender uma estrutura lógica 
é necessário utilizar outras estruturas que conduzam a ela ou estejam implicadas. A 
observação, o acompanhamento e a análise do processo de aprendizagem podem levar o 
professor à condição de mediador no sentido de intervir no nível operatório do aluno, 
resultando em progressos permanentes e de sucesso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 - A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL E AS POLÍTICAS DE 
INCLUSÃO 
A história da Educação Especial no Brasil foi dada no final do século XIX, pelas 
informações vindas da Europa, onde teve início a criação de duas instituições: o Imperial 
Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atualmente conhecido como Instituto Benjamin 
Constant e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional 
da Educação de Surdos – INÉS, ambos no Rio de Janeiro. Em 1923 foi fundado o Instituto 
 
 
 
 
 
Pestalozzi, instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência mental; e 
a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE, fundada em 1954. 
O ensino dessas crianças era ministrado em salas especiais, acreditavam que essas 
crianças não tinha capacidade de aprender em uma classe de ensino regular, na segunda 
metade do século XX a sociedade brasileira começou a se preocupar com a inclusão já 
que se falava muito nesse assunto neste período. 
Na segunda metade do século XX a sociedade brasileira começou a se preocupar 
mais com a inclusão de alunos com deficiências, antes, o ensino era ministrado em classes 
especiais para esses alunos que, não tinham capacidade de acompanhar uma classe 
normal. O ensino era marcado pela separação e total preconceito devido à falta de 
conhecimento. A ideia de inclusão dos alunos com deficiência, em classes regulares foi 
ficando cada vez mais em evidência e ao final do século XX, muito já se falava sobre esse 
assunto. Cada vez mais o ambiente segregado da escola ia se tornando um local aberto 
para receber o considerado “anormal”. 
As mudanças ocorreram devido conferências feitas fora do Brasil e documentos 
feito pelo governo na construção de políticas públicas em prol da Educação Especial em 
nosso país. 
Em 11 de Agosto de 1971, o então presente Emílio G. Médici assina a Lei 5692/71 
- Diretrizes e Bases do Ensino de 1º e 2º graus. No Artigo 9º é previsto o atendimento de 
alunos com algum tipo de deficiência. De acordo com a lei: 
“Os alunos que apresentem deficiências físicas ou mentais, os que 
se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de 
matrícula e os superdotados deverão receber tratamento 
especial”. 
O artigo 9º ressalta a acessibilidade: - arquitetônica (desenho universal), o mundo 
inteiro tem que ser adequado e acessível a todos e curricular, recursos e tecnologia 
assistida. 
Em 1988 temos a nova Constituição da República Federativa do Brasil, que tem 
como objetivo da educação o pleno desenvolvimento, o preparo para o exercício da 
cidadania e a qualificação para o trabalho. 
O princípio do ensino é a igualdade de condições de acesso e permanência na 
escola (artigo 206, parágrafo I). 
Nesse documento foi destinado aos direitos da criança com deficiência, 
ressaltando os seguintes artigos: 
 
 
 
 
 
O artigo 23º diz que é dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios: 
(….) II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas 
portadoras de deficiência; 
O artigo 24º aponta que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal a: 
(….) XIV - proteção à integração social das pessoas portadoras de deficiências; 
O artigo 203º aponta que a assistência social será prestada a quem dela necessitar, 
independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivo: 
(….) IV - a habilitação e a reabilitaçãode pessoas portadoras de deficiência e a promoção 
de sua integração à vida comunitária; 
E o artigo 208º da Constituição diz que “O dever do Estado com a educação será 
efetivado mediante a garantia de”: 
(….) III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino. 
Estes artigos destacados garantem ao aluno com deficiência que seja cuidado e 
assistido e que possa ser matriculado em uma escola de ensino regular previsto na 
Constituição Federal, com o objetivo de integrar esses alunos através da escola e 
assegurar o direito à educação. 
Em 1990 temos a Conferência Mundial sobre Educação para todos, realizada em 
Jomtien, na Tailândia, onde foi aprovada a “Declaração Mundial sobre a Educação para 
Todos: Satisfação das Necessidades Básicas de Aprendizagem”, Lei 8069/90, artigo 55 
do Estatuto da Criança e Adolescente - ECA. 
Essa declaração fala diversas vezes sobre o direito à educação e deixa claro que 
todos devem ter esse direito assegurado independente de gênero, raça/etnia, classe social, 
religião ou cultura. No que diz respeito à Educação Especial temos o artigo 3º que trata 
da universalização do acesso à educação e a promoção da equidade. Em seu parágrafo 5º, 
preconiza a necessidade de “tomar medidas que garantam a igualdade de acesso à 
educação aos portadores de todo e qualquer tipo de deficiência, como parte integrante do 
sistema educativo”. 
Em 1994 temos a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: 
Acesso e Qualidade, realizada em Salamanca, o Brasil foi signatário da “Declaração de 
 
 
 
 
 
Salamanca”. Esse documento reafirma a ideia do direito à educação de todos os 
indivíduos citados na Conferência Mundial sobre Educação para todos. Podendo citar a 
inclusão de todas as crianças no sistema de ensino, independentemente de sua deficiência, 
incentivo a participação dos pais e da comunidade dentro da escola e o investimento na 
formação dos professores para que possam realizar seu trabalho respeitando as diferenças 
de cada um. 
Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Nº 9.394, 20 de dezembro 
de 1996, uma das leis importantes na História da Educação, o artigo 4º diz que é dever do 
Estado, atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino. 
Nela fica clara a valorização da educação inclusiva e a educação especial, onde o 
capítulo V fala da Educação Especial. 
O artigo 58º entende por Educação Especial “a modalidade de educação escolar 
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de 
necessidades especiais”. Os parágrafos seguintes falam que esse aluno deve estar incluído 
sempre que possível, com serviços de apoio especializado na escola, para atender suas 
particularidades e o atendimento educacional deverá ser realizado em classes 
especializadas, quando não for possível sua integração nas classes comuns do ensino 
regular, mas o atendimento é facultativo os pais levam se quiser. 
No artigo 59º fala sobre as adaptações de qualquer espécie que favoreçam o 
aprendizado desses educandos. Os sistemas de ensino assegurarão aos alunos com 
necessidades especiais a adaptação dos “currículos, métodos, técnicas, recursos 
educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades”; “professores 
com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento 
especializado, bem como professores do ensino regulares capacitadas para a integração 
desses educandos nas classes comuns”. Além disso, a inclusão no mercado de trabalho e 
o “acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para 
o respectivo nível do ensino regular” também são contemplados nesse documento de lei. 
Ao longo dos anos, muitas portarias e decretos foram apresentados. Em 2003 o 
MEC cria o Programa Educação Inclusiva: Direito a Diversidade, visando transformar os 
sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos. Já em 2004 o Ministério Público 
divulga o documento que todos têm acesso ao ensino regular, conforme decreto 5296/04 
– Programa Brasil Acessível. 
 
 
 
 
 
Em 2006 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência declara que 
as pessoas com deficiência deve ter o mesmo acesso no ensino regular. São direitos da 
pessoa com deficiência: 
- Princípios de igualdade e não discriminação; 
- Objetivo de garantir eficazmente os direitos das pessoas com deficiência, 
instituído um monitoramento; 
- Respeito à dignidade e autonomia; 
- Respeito pela diferença. 
A Política Nacional tem como objetivo oferecer o acesso, a participação e a 
aprendizagem dos alunos com algum tipo de deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades na escola regular. Para que isso aconteça de forma 
efetiva, esse documento orienta as instituições escolares para que possam garantir 
atendimento educacional especializado, participação da família na escola, formação dos 
professores e estrutura física que atenda às necessidades desse aluno. Em relação às 
diretrizes apresentadas pelo documento podemos citar a importância da formação de 
profissionais qualificados e atendimento educacional especializado ao longo de todo o 
processo de escolarização desse aluno realizado concomitantemente à sua vida em sala 
de aula como forma de complementar seu aprendizado. Uma avaliação pedagógica que 
seja sensível às dificuldades do aluno e que seja vista como parte de um processo tem 
papel fundamental para o progresso desse aluno. 
Já o Decreto 6094/07 tem como eixos a acessibilidade arquitetônica dos prédios 
escolares, a implantação de salas de recursos e a formação docente para o Atendimento 
Especializado Educacional – AEE, e o decreto 6571/08 dispõem sobre o apoio técnico e 
financeiro da UNIÃO para ampliar a oferta do atendimento especializado educacional 
regulamentada no artigo 9º para efeito da distribuição dos recursos da FUNDEB, para 
estar matriculado no AEE – Atendimento Especializado Educacional, tem que estar no 
ensino regular. 
Em 17 de Novembro de 2011, a presidente Dilma assinou o decreto 7.611. Esse 
documento, fala sobre o dever do Estado de garantir a inclusão dentro do sistema 
educacional bem como assegurar que esse aluno receba todos os cuidados necessários 
dentro da rede regular de ensino. 
A Lei n º 12.764/12 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa 
com Transtorno do Espectro Autista é uma das leis mais recentes e mais importantes 
envolvendo diretamente as questões do autismo e estabelece diretrizes para sua 
consecução, o 2o parágrafo fala da medida que os autistas passem a ser considerados 
 
 
 
 
 
pessoas com deficiência, tendo direito a todas as políticas de inclusão do país - entre elas, 
as de Educação. Isso significa que esses alunos passam a ter o direito de estudar em 
escolas regulares e, quando necessário, solicitar um acompanhante especializado. É 
abordada também a questão da formação do professor e o apoio aos responsáveis 
estabelecendo uma parceria entre escola e família. Além disso, também prevê em lei, no 
Artigo 7º, a punição para o gestor escolar que se recusar a matricular uma criança autista. 
O 1º parágrafo especifica quais pessoas podem ser consideradas com o transtorno 
autista, apresentando as seguintes características: 
 I – “deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e das 
interações sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não 
verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em 
desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento”; 
II – “padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, 
manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por 
comportamentos sensoriais incomuns;excessiva aderência a rotinas e padrões de 
comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos”. 
Ainda que os movimentos com relação à inclusão no contexto educacional escolar, 
a partir da década de 1990, que se intensificaram esses movimentos alavancados pelas 
políticas públicas nacionais (Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da 
Educação Inclusiva e Decretos) estabelecidos e fundamentados em políticas 
internacionais (Declaração de Salamanca). 
Foi possível verificar que, historicamente, as pessoas com necessidades 
educacionais especiais nem sempre tiveram a garantia de acesso à educação, sendo na 
maior parte dos tempos segregados e marginalizadas. 
 
4 - A ESCOLARIZAÇÃO E INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES 
ESPECIAIS 
A escolarização das crianças com necessidade especiais é um campo em 
construção marcado pelos diferentes modos de compreender essas crianças, seu 
desenvolvimento e as possibilidades educativas de cada abordagem. 
O ser humano se desenvolve na medida em que se forma a cultura e se apropria 
dela, utilizando signos e instrumentos disponíveis e atuando no meio em que está inserido. 
O desenvolvimento infantil não acontece de maneira linear, gradual e cumulativa, mas 
 
 
 
 
 
em um processo dialético no quais fatores internos e externos se entrelaçam e 
impulsionam as transformações nas funções psíquicas elementares e superiores a partir 
de revoluções qualitativas, no meio social. 
Diante da criança com necessidades especiais, as ações da linguagem fazem com 
que o papel do outro muitas vezes se limita as ações em relação à criança, através das 
práticas educativas e à formação da consciência de si para o desenvolvimento de 
processos da criança. 
As técnicas de intervenção podem restringir as habilidades, inclusão e ações não 
significativas e centralizar o déficit nas abordagens comportamentalista e cognitivista, 
limitando o desenvolvimento do sujeito. 
Baseado em Vygotsky (1983, apud CHIOTE, 2013), pode afirmar que o 
desenvolvimento cultural é a base para as transformações fundamentais no organismo, 
para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores. 
Neste contexto pode dizer que a criança é marcado pela aparente falta de sentidos 
ou de sentidos restritos para o outro, o que faz com que os atos dessa criança não tenham 
sentidos, ou seja, restritos para ela mesma. São as interpretações do outro que significam 
e inserem a criança na cultura, constituindo suas formas de interação com os outros e com 
o mundo que favorecem ou não o seu desenvolvimento. 
4.1 Métodos de ensino 
As dificuldades para inserção na sociedade das crianças com necessidades 
especiais variam de acordo com o grau da doença. Na área da educação, esses desafios 
estão tanto no espectro da cognição e da absorção de novos conhecimentos quanto no da 
socialização e interação do grupo. 
Aprofundar uma pratica educativa que potencialize o desenvolvimento da criança, 
buscar informações que possibilite o aprendizado e avanços no seu desenvolvimento 
necessita conhecer sobre a sua dificuldade, refletindo sobre os procedimentos de ensino, 
através de estratégias fundamentando o trabalho pedagógico dos diferentes tempos, 
espaço da escola e recursos que permite a participação nas atividades escolares, 
conduzindo para a apropriação do conhecimento abordado na escola. 
A singularidade de cada criança aposta no seu potencial são essenciais para o 
processo de escolarização, através de metodologia especifica propondo uma 
heterogeneidade de comportamentos e atitudes entre as pessoas para a inclusão. 
4.2 Educação especial para inclusão da criança 
 
 
 
 
 
A inclusão da criança é dificultada pela falta de interação, fazendo com que eles 
tenham uma consciência carente, em muitos casos, pela falta ou diminuição da capacidade 
de imitar, que uns dos pré-requisitos cruciais para o aprendizado, e também pela 
dificuldade de se colocar no lugar de outro e de compreender os fatos a partir da 
perspectiva do outro. 
Os pais e os profissionais tem ciência das dificuldades que as crianças têm em 
muitos ambientes educacionais, por isso foram desenvolvido programas alternativos e 
estratégias de intervenção. Embora alguns destes sejam úteis, a maioria enfatiza a 
correção das dificuldades comportamentais para melhorar o rendimento educacional, num 
outro aspecto do problema tem recebido menos atenção: as necessidades específicas de 
aprendizagem desta população especial. 
As necessidades envolvidas incluem dificuldades organizacionais, distração, 
problema em sequenciar falta de habilidade em generalizar, e padrões irregulares de 
pontos fortes e pontos fracos. Estes problemas de aprendizagem são vistos em um grau 
significativo em uma porcentagem grande destes alunos, na inclusão por isso a 
organização é difícil para alunos com necessidades especiais, requer compreensão do que 
se quer fazer e para a execução. Em algumas demandas organizacional complexas ficam 
perdidos e muitas vezes não são capazes de realizar algumas tarefas por mais simples que 
pareça. 
Na organização do trabalho pedagógico e fundamental o investimento em formas 
de comunicação e interação com a criança, em estratégias que possibilitem o 
conhecimento dos diferentes tempos e espaços da escola e em procedimentos e recursos 
que permitissem a ela participação nas atividades escolares. Aos poucos os profissionais 
foram compreendendo formas de contato e de diálogo com a criança, que possibilite sua 
participação ativa em atividades organizadas para ela. A condução do trabalho tem como 
ponto de partida temas de interesse específico do aluno, conduzindo-o aos poucos na 
apropriação de conhecimentos abordados pela escola. 
As avaliações das distrações individuais são cruciais, após essas avaliações deve 
ser feitas modificações, envolvendo disposição física da área de trabalho do aluno, a 
apresentação de tarefas relacionadas ao trabalho. 
Os alunos com necessidades especiais não aplica o que aprendeu em uma situação 
especifica, devido suas implicações para as práticas educacionais conhecidas como 
dificuldades generalizadas, requer uma compreensão dos princípios fundamentais nas 
sequencias aprendidas e nas maneiras sutis pelas quais elas são aplicáveis a outras 
situações. A colaboração entre os pais e profissionais são importantes para melhorar a 
integração dos alunos na inclusão. Quanto maior for o empenho da equipe escolar e a 
família, maior a probabilidade dos alunos aplicarem o que aprenderam a 
situações/contextos/ambientes diferentes, através de abordagens e destaque a habilidades 
 
 
 
 
 
semelhantes são as maneiras pelas quais os pais e os profissionais podem colaborar para 
melhorar as habilidades da generalização dos alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 - CONCEITO DE APRENDIZAGEM A PARTIR DA VISÃO 
NEUROPEDAGÓGICA 
A aprendizagem é o processo no qual um sujeito interage com o meio ambiente, 
considerando sua influência, a influência da família, da escola e da sociedade. A 
aprendizagem é o objeto central de estudo da Psicopedagogia 
 O processo de aprendizagem é tão complexo quanto à natureza humana. E no 
sentido de colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais a 
Neuropedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades dentro de uma 
ação profissional que deve englobar vários campos do conhecimento, integrando e 
sintetizando-os, para as melhores considerações de aprendizagem, estimulando as 
crianças em seu desenvolvimento, principalmente para aquelas com algum tipo de 
 
 
 
 
 
transtornos, não importando suas limitações todo ser humano aprende cada qual de seu 
jeito. Por isso a importância do professor no processo ensino/aprendizagem. 
Um sujeito que aprende é muito mais que um aprendiz, é um ser capaz de conhecer 
sobre si e sobre o ambiente do qual é parte integrante. Para conhecer esse ambiente é 
precisopensar sob uma ótica do plano-meta científico ou filosófico, ou ainda sob o plano 
de caráter técnico. O plano meta-científico descreve e explica o objeto, estuda as práticas, 
o ser que conhece e produz conhecimento. 
Esse ser cognoscente - como sujeito inteiro, constituído de diferentes dimensões 
sociológicas: afetiva, relacional, funcional e cultural, que interagem entre si, é capaz de 
construir um conhecimento do seu ambiente natural e sociocultural, bem como um 
conhecimento sobre si mesmo. Como sujeito temporal é histórico, vive em um tempo, 
carrega consigo o conhecimento de outros tempos e projeta para o futuro o que conheceu. 
Como sujeito sistêmico está inserido em uma teia de relações universais. Como sujeito 
biológico, possui determinantes que não o completam, para sobreviver necessita 
relacionar-se com sua cultura, apropriar-se de ferramentas sociais e construir sua história. 
5.1. A neuropedagogia no contexto da instituição educacional 
A neuropedagogia surgiu através do estudo sobre a memória e o sistema límbico, 
para armazenar o conhecimento e as experiências adquiridas através do tempo na 
memória. Ao professor cabe orientar e avaliar o desempenho da criança no decorrer do 
ensino, para o desenvolvimento buscando estratégias e oportunidade de se alfabetizar na 
idade certa, identificando a contribuição da neuropedagogia na aquisição da leitura e 
escrita, onde o conhecimento se processa. 
Uma vez que, a neuropedagogia institucional possui um papel muito importante 
no sentido de cuidar de todos os processos de aprendizagem que acontecem no interior 
da criança. Isto significa dar conta dos processos de aprendizagens docentes e discentes, 
dos seus medos, preconceitos, dificuldades e facilidades que, articulados no conjunto, 
retratam a identidade de todo o grupo escolar. 
 
 
 
 
 
No enfoque preventivo é detectar possíveis problemas no processo ensino-
aprendizagem; participar da dinâmica das relações da comunidade educativa, objetivando 
favorecer processos de integração e trocas; realizar orientações metodológicas para o 
processo ensino-aprendizagem, considerando as características do indivíduo ou grupo; 
colocar em prática alguns processos de orientação educacional e ocupacional. Além disso, 
deve observar como ocorrem as relações de poder, o que interfere nas relações 
interpessoais dos diferentes grupos, e como estes procuram dar conta dos conflitos do dia-
a-dia. 
 Diante disso, para Fernández (apud BARBOSA, 2001), o espaço da instituição 
requer maior preparo do psicopedagogo do que o espaço da clínica. Pois na instituição 
estão envolvidos o aprendente, o ensinante, as relações entre ambos e seus pares, as 
famílias e toda a equipe escolar. O neuropedagogo deve ter o entendimento do Projeto 
Político-Pedagógico, do Regimento e de toda a estrutura física e documental da 
instituição, para intervir nas diferentes instâncias que veiculam o conhecimento, como 
este transita como é apresentado aos alunos, avaliado, transformado, enfim, analisando 
os processos e as modalidades de ensinar e de aprender. 
No âmbito da instituição escolar, atua com base na elaboração de um diagnóstico 
institucional. Dessa forma, ocupa-se da avaliação, compreensão e atuação da 
aprendizagem, numa dinâmica complexa que se caracteriza por diferentes formas de 
interações individuais e grupais, e por configurações de organização e funções sociais 
específicas. O sujeito de aprendizagem é a própria instituição ou os grupos que fazem 
parte desse contexto educacional (OLIVEIRA, 2009). 
 Portanto, o trabalho neuropedagógico, pode e deve ser pensado a partir da 
instituição escolar, a qual cumpre uma importante função social: a de socializar os 
conhecimentos, promover o desenvolvimento cognitivo e a construção de regras de 
conduta, dentro de um projeto social mais amplo. 
E na visão neuropedagógica, o pressuposto sistêmico vem ao encontro da 
necessidade de entender a construção da aprendizagem, com base na dinâmica e nas 
 
 
 
 
 
relações entre os elementos envolvidos no processo, e auxilia na visão sobre o ensinar e 
o aprender, que é básico na instituição educacional (OLIVEIRA, 2007, p. 52). 
 O neuropedagogo é aquele que se ocupa das relações entre ensinantes e 
aprendentes e de como se operam as passagens/aquisições do conhecimento em um 
contexto específico da memória e como se aprende, tratando do ser em desenvolvimento, 
o qual vivencia relações consigo mesmo, com o mundo que o rodeia e com diversos 
objetos de estudo, aprendendo na construção do seu próprio conhecimento. 
Neste sentido, o neuropedagogo no contexto escolar assumirá o compromisso com 
a transformação da realidade escolar, à medida que se propõe a fazer uma reorientação 
do processo de ensino-aprendizagem refletindo os métodos educativos e numa atitude 
investigativa descobrir as causas dos problemas de aprendizagem que se apresenta na 
instituição e que se depara em sala de aula, onde o papel da instituição é conhecer a 
intencionalidade da escola em que atua através do seu projeto político pedagógico, de 
modo que o permita além de identificar as concepções de aluno e de ensino-aprendizagem 
que a instituição adota reconstruir esse projeto junto à equipe escolar conduzindo a 
reflexão e a construção de um ambiente propício à aprendizagem significativa. 
 Assim, ressalta-se a ideia de que aquele que tem o papel de promover o processo 
de aprendizagem com qualidade no interior de todos os segmentos da escola; obviamente 
isso acontece em função de que uma instituição que tem o papel de ensinar precisa ser a 
primeira a apresentar a disposição de aprender. 
5.2 O educador e o educando: a prática docente sobre o olhar neuropedagógico 
Cada criança tem o processo de desenvolvimento diferente, algumas aprendem 
com maior facilidade enquanto outras aprendem mais devagar. E nesse momento que é 
de fundamental importância que o professor analise individualmente cada criança para 
poder adequar os conteúdos conforme a necessidade de cada um. 
As mudanças de estratégias de ensino podem contribuir para que todos aprendam. 
Em alguns casos, as estratégias de ensino não estão de acordo com a realidade do aluno. 
A prática do professor em sala de aula é decisiva no processo de desenvolvimento dos 
 
 
 
 
 
educandos. Esse talvez seja o momento do professor rever a metodologia utilizada para 
ensinar seu aluno, através de outros métodos ou atividades ele poderá detectar quem 
realmente está com dificuldade de aprendizagem, evitando os rótulos muitas vezes 
colocados erroneamente, que prejudicam a criança trazendo-lhe várias consequências, 
como a baixa-estima e até mesmo o abandono escolar. “O que é ensinado e aprendido 
inconscientemente tem mais probabilidade de permanecer”. (COELHO, 1999 p.12). 
Assim, deve-se propiciar um ambiente favorável à aprendizagem, ou seja, em que sejam 
trabalhadas também a autoestima, a confiança, o respeito mútuo e a valorização do aluno. 
Ao entrarmos em contato com a pedagogia, percebemos, a partir das leituras e 
estudos, principalmente dos escritos de Alícia Fernández, que: “ser ensinante significa 
abrir um espaço para aprender. Espaço objetivo e subjetivo em que se realizam dois 
trabalhos simultâneos: a construção de conhecimentos e a construção de si mesmo, como 
sujeito criativo e pensante”. (FERNÁNDEZ, 2001, p.30). Portanto, ensinar e aprender 
são processos interligados. Não podemos pensar em um, sem estar em relação ao outro, 
principalmente para aquelas com transtornos que necessitam de um olhar apurado 
conforme o tempo de aprendizagem. 
Ainda segundo Fernandez (2001, p.29), “entre o ensinante e o aprendente, abre-
se um campo de diferenças onde se situa o prazer de aprender”. Ensinantes são os pais, 
os irmãos, os tios, os avós e demais integrantes da família, como também, os professores 
e companheiros da escola. De acordo com Sena, Conceiçãoe Vieira (2004), o processo 
de ressignificação da prática pedagógica se constrói por meio de um processo que se 
efetiva pela reflexão critico reflexiva do professor sobre seu próprio trabalho, isto é, a 
partir da base do contexto educativo real, nas necessidades reais dos sujeitos, nos 
problemas e dilemas relativos ao ensino e à aprendizagem. O professor não apenas 
transmite os conhecimentos ou faz perguntas, mas também ouve o aluno, deve dar-lhe 
atenção e cuidar para que ele aprenda a expressar-se, a expor suas opiniões. Segundo 
Firmino (2001) as evidências sugerem que um grande número de alunos possui 
características que requerem atenção educacional diferenciada. Neste sentido, um 
trabalho psicopedagógico pode contribuir muito, auxiliando educadores a aprofundarem 
seus conhecimentos sobre as teorias do ensino e aprendizagem e as recentes contribuições 
de diversas áreas do conhecimento, redefinindo-as e sintetizando-as numa ação educativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O neuropsicopedagogo é extremamente importante na instituição escolar, pois 
este profissional estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o estabelecimento 
de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as mais recentes 
concepções a respeito desse processo. Procura envolver a equipe escolar, ajudando-a a 
ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de produção do conhecimento, 
ajudando o aluno a superar os obstáculos que se interpõem ao pleno domínio das 
ferramentas necessárias à leitura do mundo. Portanto, a inclusão propõe e auxilia no 
desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando à descoberta 
e o desenvolvimento das capacidades da criança, bem como pode contribuir para que os 
alunos sejam capazes de olhar esse mundo em que vive de saber interpretá-lo e de nele 
ter condições de interferir com segurança e competência. 
Diante do exposto, é importante ressaltar para o neuropsicopedagogo que vai atuar na 
escola parar para pensar nas diferentes demandas do sistema escolar atual, com o objetivo 
de tornar sua ação coerente. Mas para isso é necessário que disponha de referencial e 
instrumentos adequados, pois estes profissionais constituirão a “personalidade” da escola, 
ou melhor, traduzirão como determinada instituição responde aos desafios que lhe são 
 
 
 
 
 
impostos no cumprimento de sua função de ensinar, envolvendo toda sua estrutura física, 
administrativa e humana. 
E ao considerar que a inclusão possibilita levar o sujeito que aprende a tornar-se 
mais consciente e ativo no seu próprio processo de aprender, exigem-se do 
neuropsicopedagogo uma escuta e um olhar diferenciados. 
 Neste sentido, acredita-se que o trabalho quando encontra consonância e parcerias 
na escola, pode promover efeitos muito positivos para a minimização das dificuldades 
que emergem no contexto escolar, apesar de representar um constante desafio, pois requer 
o envolvimento de toda a equipe, e um desejo permanente de mudanças, para que as 
transformações, de fato, ocorram. 
 É importante ressaltar que ainda há um longo caminho para percorrer, 
principalmente em relação à atuação institucional. Mas, é com base na seriedade do 
trabalho desenvolvido pelos profissionais que esta área cresce a cada intervenção e busca 
a essência do processo de aprendizagem. 
 Portanto, espera-se que a atuação neuropsicopedagógica auxilie o ser humano a 
superar-se nas adversidades através da aprendizagem, com base na funcionalidade 
científica, independente do seu campo de atuação, e que esta atuação seja pautada na 
orientação ético-profissional, visando à construção do bem estar no contexto sociocultural 
em que exerce a inclusão. . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
AMARAL, A. H., & GUERREIRO, M. M. Transtorno do déficit de atenção e 
hiperatividade – proposta de avaliação neuropsicológica para diagnóstico. Revista 
Arquivos de Neuropsiquiatria, 59(4), 884-888, 2001. American Psychiatric Association. 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, (4a ed.). Washington, DC: 
Autor, 1994. 
BARBOSA, L. M. S. A psicopedagogia no âmbito da instituição escolar. Curitiba: 
Expoente, 2001. 
BASSEDAS, e. et al. Intervenção educativa e diagnóstico psicopedagógico. 3. ed. 
Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 
BOSSA, Nadia A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 3 ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2007. 
 ________________. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. 
Porto Alegre: ARTMED, 2000. 
 
 
 
 
 
BRUNO-NETO, R. Neurofisiologia da atenção. in: YAEGASHI, S. F. R. (Org.) A 
Psicopedagogia e suas interfaces- reflexões sobre a atuação do Psicopedagogo. 
CRV, Curitiba, 2012. 
COELHO, Maria Teresa. Problemas de Aprendizagem. Editora Ática, 1999. 
ESCOTT, Clarice Monteiro; ARGENTI, Patrícia (Org.). A formação em 
Psicopedagogia nas abordagens clínica e institucional: uma construção teórico-
prática. Novo Hamburgo: FEEVALE, 2001. 
FAGALI, Eloísa Quadros; VALE Zélia Del Rio do. Psicopedagogia Institucional 
Aplicada: a aprendizagem escolar dinâmica e construção na sala de aula. Petrópolis, 
RJ: Vozes, 2009. 
FERMINO, Fernandes Sisto; BORUCHOVITH, Evely; DIEHL, Tolaine Lucila Fin. 
Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Vozes, 
20019. 
FERNANDES, Alicia. A inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artmed, 1990. 
______________. Os Idiomas do Aprendente: Análise de modalidades ensinantes 
em famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2001. 
FERREIRA, A. B. H. Mini Aurélio Século XXI: o minidicionário da língua 
portuguesa. 4. ed. rev. e ampl. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2000. 
FONSECA, V. Cognição neuropsicologia e aprendizagem: abordagem 
neuropsicológica e psicopedagógica. 5. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. 
FREUD, Sigmund. O mundo da Psicanálise. São Paulo: Imago, 1993. 
FUENTES, D., MALLOY-DINIZ, L. F., CAMARGO, C. H. P., COSENZA, R. M. e 
cols. Neuropsicologia– teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2008. 
 
 
 
 
 
GASPARIAN, M. C. C. Psicopedagogia institucional sistêmica: contribuições do 
modelo relacional. São Paulo: Lemos 1997. 
LIBÂNEO, José Carlos, Didática. São Paulo. Editora Cortez. 1994. POLITY, 
Elizabeth. Pensando as dificuldades de aprendizagem à luz das relações familiares. 
Disponível em http://www.psicopedagogiaonline.com.br. Acesso em 11 de novembro 
de 2011. 
OLIVEIRA, E. Educar é ensinar a pensar. São Paulo: Nova Escola, Fund. Victor 
Civita, 1993. 
OLIVEIRA, M. A. Problemas na Aprendizagem. II Congresso Brasileiro de 
Psicopedagogia. São Paulo, 1992. 
__________. Psicopedagogia: a instituição educacional em foco. Curitiba: IBPEX, 
2009. 
RUBISTEIN, E. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: SISTO, F. et 
al. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996. 
SENA, Clério Cezar Batista, CONCEIÇÃO, Luiz Mário da e VIEIRA, Mariza Cruz. 
O educador reflexivo: registrando e refletindo. Recife, Ed. Doxa-2004. 
VASCONCELLOS, Celso dos S: Planejamento Projeto de Ensino-Aprendizagem e 
Projeto Político-Pedagógico. Ladermos Libertad-1. 7º Ed. São Paulo, 2000 
 WEISS, M. L. L. Psicopedagogia institucional: controvérsias, possibilidades e 
limites. II Congresso Brasileiro de Psicopedagogia e V Encontro de Psicopedagogos. 
São Paulo, Associação Brasileira de Psicopedagogia, 1992. 
 
_____. Reflexões sobre a Psicologia. In: Faculdade de Educação São Judas Tadeu. Rio 
de Janeiro, 1989.·.

Mais conteúdos dessa disciplina