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FACULDADE INTERNACIONAL DA PARAIBA - FPB DISCIPLINA: Sistema Cardiorespiratório, P3 Prof.ª Me. Alline Veloso Sistema Cardiovascular: Pressão Arterial (Regulação e HAS) TEMAS ABORDADOS: Débito Cardíaco Frequência Cardíaca Resistencia Vascular Periférica Pressão Arterial Ciclo Cardíaco Regulação da Pressão Arterial - Mecanismos Neurais - Mecanismos Hormonais Hipertensão Arterial DÉBITO CARDÍACO Débito cardíaco ou Gasto cardíaco é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. É igual à frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico. Portanto, se o coração está batendo 70 vezes por minuto e a cada batimento 70 mililitros de sangue são ejetados, o débito cardíaco é de 4900 ml/minuto. DC = FC X VS FC = Frequência Cardíaca VS = Volume Sistólico RESISTENCIA VASCULAR PERIFÉRICA Pressão exercida pelas paredes dos vasos contra o fluxo sangüíneo. Descreve a quantidade de (ou a falta de) “elasticidade” nas paredes dos vasos. PRESSÃO ARTERIAL A expressão pressão arterial refere-se à pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias. PA = DC X RVP PRESSÃO ARTERIAL Pressão Sistólica Em repouso, a pressão mais alta gerada pelo coração, em indivíduos saudáveis, é aproximadamente 120mmHg, durante a contração, ou sístole, do ventrículo esquerdo. O ponto de referência para essa mensuração costuma ser a artéria braquial, com o braço colocado ao nível do átrio direito. A pressão sistólica permite fazer uma estimativa do trabalho do coração e da tensão que age contra as paredes arteriais durante a contração ventricular. PRESSÃO ARTERIAL Pressão Diastólica Durante a diástole, ou a fase de relaxamento do ciclo cardíaco (alterações elétricas e mecânicas que ocorrem no coração durante a contração e o relaxamento), a pressão arterial cai para cerca de 70 ou 80mmHg. A pressão diastólica proporciona uma indicação da resistência periférica, ou da facilidade com que o sangue flui das arteríolas para dentro dos capilares. Quando a resistência periférica é alta, a pressão dentro das artérias após a sístole não é dissipada rapidamente e, assim sendo, continua elevada durante grande parte do ciclo cardíaco. CiCLO CARDÍACO REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL https://www.youtube.com/watch?v=tnq2EAWoIDo Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) É uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados de pressão na parede das arterial. Tem alta prevalência e baixas taxas de controle, é considerada um dos principais fatores de risco (FR) modificáveis e um dos mais importantes problemas de saúde pública. Estudos clínicos demonstraram que a detecção, o tratamento e o controle da HAS são fundamentais para a redução dos eventos cardiovasculares. (SBC, 2010) Fisiopatologia PA: Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica É o volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto. Definida como a resistência oferecida pelos vasos para o fluxo de sangue o que deve ser superada pelo sangue de modo a assegurar o funcionamento eficaz do sistema circulatório. 12 Um aumento no volume de sangue a ser ejetado, por exemplo quando os rins não funcionam normalmente ou quando o coração contrai de modo insuficiente, ou quando a frequência cardíaca aumenta, isto é, o coração bate mais vezes por minuto para ejetar um determinado volume de sangue, ou quando a resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue estiver aumentada, ocorre aumento da pressão arterial. Outra possibilidade é as artérias de maior calibre perderem sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas, de modo que elas não conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração. Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal e a pressão arterial aumenta. Fisiopatologia Regulação da Pressão Arterial Forma Neural Forma Hormonal Fatores de Risco IDADE GENERO E ETNIA OBESIDADE INGESTÃO DE SAL ALCOOL TABAGISMO SEDENTARISMO FATORES SOCIOECONOMICOS GENETICA Classificação quanto aos valores pressóricos IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) Sintomas Cefaleia; Dispneia Náuseas e Vômitos Ansiedade e Agitação Taquicardia Sudorese e pele fria Sangramento Nasal Escotomas (visão de pontos brilhantes) Dor no peito (Precordialgia) Tratamento Não-medicamentoso Alimentação IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 20 Tratamento Medicamentoso O objetivo do tratamento medicamentoso é reduzir a resistência vascular periférica, promovendo vaso-dilatação, bem como diminuir o debito cardíaco. Os diferentes agentes anti-hipertensivo o fazem por diferentes mecanismos. Entre os agentes de primeira linha recomenda-se a utilização de: Diuréticos: inicialmente promovem diminuição da quantidade de sal e água do organismo, e posteriormente promovem dilatação das artérias, diminuindo desta forma a resistência vascular e a pressão arterial (Hidroclorotiasida, Lasix). Vasodilatadores: atuam diretamente sobre a musculatura lisa dos vasos, diminuindo a resistência periférica (Cloridrato de Hidralazina). Betabloqueadores: – bloqueia os efeitos do sistema nervoso simpático, sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando a pressão arterial (Propranolol). Inibidores da ECA - enzima conversora da angiotensina - bloqueando a transformação da angiotensina I em II no sangue e nos tecidos (Captopril, Enalapril). Bloqueadores dos canais de cálcio - diminuem a automacidade do nódulo sinoatrial e a condução do nódulo atrioventricular diminuindo a força de contração do músculo cardíaco, além de relaxarem os vasos sanguíneos. Principais determinantes da não-adesão ao tratamento anti-hipertensivo Falta de conhecimento do paciente sobre a doença ou de motivação para tratar uma doença assintomática e crônica. Baixo nível socioeconômico, aspectos culturais e crenças erradas adquiridas em experiências com a doença no contexto familiar e baixa auto-estima. Relacionamento inadequado com a equipe de saúde. Tempo de atendimento prolongado, dificuldade na marcação de consultas, falta de contato com os faltosos e com aqueles que deixam o serviço. Custo elevado dos medicamentos e ocorrência de efeitos indesejáveis. Principais sugestões para melhor adesão ao tratamento anti-hipertensivo Educação em saúde, com especial enfoque nos conceitos de hipertensão e suas características. Orientações sobre os benefícios dos tratamentos, incluindo mudanças de estilo de vida. Informações detalhadas e compreensíveis pelos pacientes sobre os eventuais efeitos adversos dos medicamentos prescritos e necessidades de ajustes posológicos com o passar do tempo. Cuidados e atenções particularizadas de conformidade com as necessidades. Atendimento médico facilitado, sobretudo no que se refere ao agendamento de consultas.