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Anatomia do Estômago Órgão em formato de “J” no abdome superior Relação com vários órgãos pH ácido = gastrina Vascularização: A. gastro-omental D e E A. gástricas D e E Tronco celíaco: Artéria esplênica Artéria gástrica E Artéria hepática comum Doença da Úlcera Péptica (DUP) Estômago e DUODENO (+ comum)! Úlcera ≠ Erosão Maior que 5 mm de profundidade Expõe além da submucosa Etiologia: H. pylori AINES / AAS Idiopáticos Síndrome de Zollinger-Ellison (Hipergastrinemia) Fatores de risco: Tabagismo Etilismo Estresse Homens > Mulheres Classificação de Johnson: Tipo I: + comum Pequena curvatura, mais baixa Tipo II: Corpo do estômago e duodeno Tipo III: Pré-pilórica Tipo IV Pequena curvatura perto da JEG Tipo V: Em qualquer lugar Associada a AINES Tipo II e III = HIPERCLORIDRIA Clínica: Oligossintomático DISPEPSIA Epigastralgia, azia, náuseas, plenitude pós- prandial, saciedade precoce Gástrica dói quando come Pacientes + velhos Duodenal dói no jejum Pacientes jovens Complicações: Hemorragia / Perfuração Diagnóstico: Padrão-ouro: EDA Indicada nos pacientes dispépticos com > 40 anos ou sinais de alarme (perda ponderal, anemia, sangramento, vômitos recorrentes, disfagia, odinofagia, massa abdominal, linfadenopatia, história familiar de câncer gástrico, gastrectomia parcial prévia...) Se não tiver indicação de EDA – diagnóstico por PRESUNÇÃO! TODA ÚLCERA GÁSTRICA DEVE SER BIOPSIADA! 8% das úlceras que parecem benignas são adenocarcinomas gástricos Úlceras duodenais não precisam ser biopsiadas Todo paciente deve ser investigado para H. pylori Tratamento: Medidas gerais: Dieta, suspensão do tabagismo, evitar consumo excessivo de álcool Farmacológico: Inibição da secreção ácida IBP – 4-8 semanas Bloqueadores H2 H. pylori Bastonete espiralado flagelado G – Urease – amônia - nuvem alcalina Metade da população Transmissão: oral-oral gastro-oral fecal-oral Maioria não tem repercussão clínica 10-15% dos infectados desenvolvem úlcera 90% das úlceras duodenais 70% das úlceras gástricas Sequência de Pelayo Correa Mucosa normal -> Gastrite superficial -> Gastrite atrófica -> Metaplasia intestinal -> Displasia -> Câncer gástrico 3 indicações clássicas: Dispepsia DUP ativa ou cicatrizada Linfoma MALT Terapia tripla (padrão-ouro): IBP dose plena 12/12h, Claritromicina 500mg 12/12h, Amoxicilina 1g 12/12h por 14 dias Alérgicos a amoxicilina: IBP + Claritromicina + Levofloxacino por 14 dias Cirúrgico: Raro... Úlcera refratária Perfuração Obstrução por úlcera Hemorragia (endoscopia preferencial) Cirúrgico eletivo – úlcera duodenal: HIPERCLORIDRIA – inibir, cirurgicamente, a produção de ácido Vagotomia ou antrectomia Vagotomia troncular com piloroplastia - mais utilizada Vagotomia superseletiva – maior taxa de recorrência Vagotomia troncular + antrectomia – menor taxa de recorrência, mas é a de maior morbimortalidade Cirúrgico eletivo – úlcera gástrica: Necessidade de biópsia I – Gastrectomia parcial II e III – Vagotomia + Gastrectomia parcial IV – Gastrectomia parcial Hemorragia: Complicação + comum da úlcera péptica – 15-20% dos pacientes + comum em idosos Localização + comum: parede posterior do duodeno (artéria gastroduodenal) Abordagem: Estabilização Clínica (ABC): suporte ventilatório, expansão volêmica, transfusão Descobrindo a causa: Antecedentes Pessoais + EDA Fatores de Risco: Úlcera (AINES, tabagismo, H pylori) ou varizes esofagogástricas EDA: <12h: se instável (diagnóstico e tratamento) <24h: se estável IBP Omeprazol 80mg dose de ataque + 40 mg 12/12h Classificação de Forrest: risco de sangramento + sugere o tratamento Indicação de tratamento endoscópico: IA, IB, IIA + manutenção do IBP por 72h Se lesão de baixo risco - pode ser VO +/- tratamento do H. pylori Tratamento endoscópico: Combinar pelo menos 2 modalidades de terapia endoscópica: Química = Escleroterapia (injeção de Adrenalina) Térmica = Eletrocoagulação Mecânica = Hemoclipes Ressangramento: nova tentativa de tratamento endoscópico ou cirurgia (se instabilidade) PERFURAÇÃO: Segunda complicação + comum da úlcera péptica Localização: Duodenal: Parede anterior Gástrica: Pequena curvatura Clínica: Dor abdominal com piora aguda + PERITONITE + hipotensão, taquicardia, taquipneia + abdome em tábua + sinal de Joubert (hipertimpanismo na loja hepática) Diagnóstico: PNEUMOPERITÔNEO Rotina radiológica do Abdome Agudo (+ utilizado) Tomografia (+ sensível) Raio X (tórax e abdome ortostático e abdome em decúbito dorsal) TC Tratamento: CIRURGIA 1ª escolha: patch de Omento = Graham Patch Paciente estável hemodinamicamente com perfuração < 24 horas: Tratamento definitivo: vagotomia troncular + antrectomia ou piloroplastia, ou vagotomia superseletiva) SEMPRE QUE POSSÍVEL, BIOPSIAR ÚLCERA GÁSTRICA Omento fixado por cima da úlcera OBSTRUÇÃO: Localização: tipo III (pré-pilórica) e II (úlcera duodenal) Quadro clínico: Plenitude gástrica + saciedade precoce, náuseas e vômitos Vômitos contínuos = alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica Diagnóstico: EDA Exames contrastados Síndrome de Zollinger- Ellison (SZE) Hipersecreção gástrica devido à presença de um GASTRINOMA (tumor produtor de gastrina) 1% dos casos e DUP estão relacionados à SZE Achados sugestivos: Úlceras em segmentos incomuns: a partir da 2ª porção do duodeno, podendo chegar ao jejuno Úlceras refratárias ao tratamento clínico convencional Recidiva após cirurgia da redução de ácido Úlceras não associadas ao H pylori ou AINE Múltiplas úlceras, complicações frequentes Úlcera em boca anastomótica após cirurgia de tratamento de úlcera 90% dos gastrinomas são encontrados no TRÍGONO DOS GASTRINOMAS (trígono de pássaro) Principal sede: Parede duodenal Trígono dos gastrinomas- limites: 1- Junção do ducto cístico com ducto hepático comum 2- Junção da 2ª com 3ª parte do duodeno 3- Junção da cabeça com o colo do pâncreas Diagnóstico: • Medida da gastrina sérica em jejum o 150 – 200 pg/mL • Avaliação do pH gástrico • Testes da estimulação da gastrina: o Teste da estimulação com secretina o Estudo da infusão de cálcio o Teste com refeição convencional • Ultrassonografia endoscópica • Octreoscan (cintilografia de receptores de somatostatina) Tratamento: • IBP em dose alta – atenuar as queixas dispépticas • Ressecção cirúrgica da neoplasia • Controlar o crescimento tumoral em caso de doença metastática – quimioterapia, IFN- alfa, embolização da artéria hepática... Ingestão de corpo estranho Qual corpo estranho?? Adultos – alimentos Crianças – moedas Pontos de impactação: EES (cricofaríngeo) Arco aórtico/Brônquio fonte E EEI (diafragma) 80% resolve espontaneamente CE radiopaco – iniciar investigação com raio X Espinha de peixe – Rx 32% de sensibilidade x TC 90% Tipo, tamanho, quantidade, local... Avalia complicações Observação é aceitável: CE não cortante (exceto pilhas, baterias, ímãs) < 2 cm de diâmetro e < 5 cm de comprimento Seguimento com RX semanal Endoscopia se não ultrapassar o estômago após 3-4 semanas Pacote de drogas – NÃO TENTAR REMOÇÃO ENDOSCÓPICA Tratamento conservador é geralmente bem- sucedido Se complicação = Cirurgia Emergência Remoção preferencialmente em 2h (até 6h) Obstrução esofágica (hipersalivação e impossibilidade de ingerir líquidos) Bateria – isquemia, descarga elétrica, lesão química Objetos perfurantes no esôfago – até 35% perfura Emergência Remoção preferencialmente em 2h (até 6h) Obstrução esofágica (hipersalivação e impossibilidade de ingerir líquidos) Bateria – isquemia, descarga elétrica, lesão química Objetos perfurantes no esôfago – até 35% perfura Urgência Remoção em até 24h Outros CE esofágicos sem obstrução Objetos perfurantes e bateria no estômago ou duodeno proximal Ímãs no alcance da EDA (esôfago, estômago ou duodeno) Objeto > 6 cm de comprimento Não urgente Remoção pode ser ambulatorial Moeda no estômago (pode aguardar até 04 semanas) Objeto >2,5 cm de diâmetro no estômago Bateria- sinal do duplo halo. Moeda Está na traqueia