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Endodontia V 
 
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O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 
FUNDAMENTAÇÃO FILOSÓFICA DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO II: 
 
Tratamento de dentes despolpados – Necropulpectomia e retratamento: 
Terá uma infecção instalada no SCR, devido à perda da capacidade de defesa da polpa. O risco de 
infecção também é grande quando polpa é removida para tratamento e o canal fica vazio, ou em casos 
mal obturados. Em alguns casos, o canal bem obturado pode necessitar de retratamento devido 
infecção pela manutenção da lesão perirradicular. 
Moo principal fator etiológico das patologias perirradiculares. Tratamento visa à eliminação da infecção 
endodôntica ou reduzi-la significativamente, além de prevenir introdução de novos moo. 
Todo dente necrosado é considerado como infectado, independente de lesão perirradicular presente na 
radiografia. Sendo igual o tratamento para dentes com e sem lesão, visando a eliminação dos moo, da 
infecção intrarradicular. 
 
- Infecções endodônticas: patologia pulpar e perirradicular, normalmente são de natureza inflamatória e 
etiologia microbiana, onde moo e seus subprodutos tem papel importante na indução e principalmente 
na perpetuação dessas doenças. 
 
Necropulpectomia: infecção primaria do canal. 
Retratamento: infecção secundária ou persistente. 
 
Na infecção primária usualmente tem combinação de 10 a 30 espécies, com grande prevalência de 
anaeróbias estritas, já na secundária/persistente de 1 a 5 espécies, com predomínio de anaeróbias 
facultativas. 
 
Tratamento diferenciado para as diferentes condições encontradas no SCR, baseada no grau de 
complexidade da infecção. Siqueira indica: 
-polpa viva: sessão única 
-polpa infectada (Necro e retratamento): duas sessões usando hidróxido de cálcio com veiculo 
biologicamente ativo (PMCC, clorexidina, iodeto de potássio iodetado). 
 
Anatomia da infecção: 
Infecção primária: maioria dos moo estão em suspensão nos fluidos presentes na luz do canal 
principal, e agregados microbianos colonizando as paredes dentinárias formando estruturas 
organizadas (biofilme), pode se propagar para túbulos dentinários e variações anatômicas internas. 
Espécies mais prevalentes nos túbulos dentinários: Actinomyces, Peptostreptococcus, Veillonella, 
Eubacterium, Fusobacterium, Propionibacterium, Prevotella, Porphyromonas e Streptococcus. 
Papel de moo na indução e perpetuação das lesões pulpares e perirradiculares já são conhecidos, 
sendo sintomática ou não, então devemos prevenir e controlar a infecção endodôntica, visando reparo 
das estruturas perirradiculares e restabelecimento da função dentaria normal e da saúde bucal. O 
sucesso depende da prevenção e eliminação ou redução significativa da infecção. 
A infecção endodôntica difere das demais, pois, quando instalada não é passível de remissão 
espontânea pelos mecanismos de defesa do hospedeiro e não pode ser tratada com antibioticoterapia 
sistêmica, uma vez que a polpa é desprovida de vasos sanguíneos que possam transportar células e 
moléculas de defesa e também antibióticos. São capazes apenas de evitar disseminação da infecção e 
não elimina-las, tornando-se um ambiente favorável aos moo. 
Sendo tratada somente por meios mecânicos e químicos pela intervenção profissional, tendo três 
etapas principais: PQM, medicação intracanal e obturação. 
 
Controle da infecção 
 
PREPARO QUÍMICO MECÂNICO: 
Durante o PQM, as limas endodônticas realizam a remoção mecânica de moo e seus subprodutos e 
tecidos degenerados. São auxiliadas por substancias químicas que maximizam a remoção de detritos 
por ação mecânica do fluxo e refluxo e também por efeito químico (ação antimicrobiana e solvente de 
matéria orgânica). 
Ação mecânica: segundo Siqueira, quando usa substâncias irrigadoras sem atividade antimicrobiana, 
esse efeito depende exclusivamente da ação mecânica dos instrumentos e da irrigação, tendo um papel 
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de destaque na eliminação de moo do SCR. Também observou que quanto mais amplo for o preparo do 
canal (instrumento de maior diâmetro), maior será a eliminação das bactérias do seu interior. 
Preparos amplos podem incorporar irregularidades anatômicas e remoção substancial de irritantes 
do interior do canal, permitem melhor irrigação do terço apical. 
Limas de NiTi leva a maior sucesso do tratamento do que de aço inoxidável, pois tem maior 
capacidade de manter a forma original do canal, sem desvios, permite maior alargamento do canal e 
com isso maior redução de número de moo, sendo indicada em canais curvos e atrésicos. 
Ação química: para combater bactérias remanescentes torna-se necessário uso de soluções 
irrigadoras e medicamentos que tenham atividade antimicrobiana. 
NaOCl substância química mais empregada no tratamento endodôntico de dentes necrosados, 
variando entre 0,5 a 5,25%. Tem atividade antimicrobiana rápida e pronunciada. 
Trocas regulares da solução no canal e irrigações copiosas mantêm as propriedades da solução no 
interior do canal, compensando efeitos da concentração. 
Importante usar solução com atividade antimicrobiana durante o tratamento. 
Uso combinado de NaOCl com outros irrigantes não potencializa a redução bacteriana. 
Sessão única versus duas sessões: vantagem para profissional e paciente sessão única: poupa 
tempo, previne contaminação (dentes polpados) e recontaminação (despolpados) entre as sessões. 
Biopulpectomia: indica sessão única, desde que tem tempo hábil, habilidade do profissional, 
condições anatômicas e material disponível. 
Em dentes despolpados é controverso. Depende de dois fatores: incidência de dor pós-operatória e 
do sucesso em longo prazo. 
Quanto à incidência de dor pós-operatória a maioria dos estudos atesta que não há diferença 
significativa em sessão única e múltiplas sessões. 
Sucesso em longo prazo (restabelecer saúde dos tecidos perirradiculares para favorecer reparação 
óssea de uma lesão, sendo livre de moo e outros irritantes persistentes): pela falta de estudos que 
comprovem sua eficácia em longo prazo, deve se ater a protocolos para eliminar a causa de lesões 
perirradiculares, eficácia antimicrobiana. 
Estudos demonstram que cerca de 40 a 60% dos casos, bactérias sobrevivem ao PQM independente 
da solução ou concentração usada. Muitas morrem por falta de nutrientes no interior do canal, ou por 
exposição à atividade antimicrobiana do material obturador. Mas em alguns casos sobrevivem mesmo 
com uma obturação adequada, obtendo nutrientes e sobrevivendo em número suficiente para perpetuar 
uma lesão. Ou seja, a presença de bactérias no momento da obturação é um importante fator de risco 
pra o fracasso da terapia endodôntica. 
PQM reduz significativamente o numero de moo, sendo na maioria dos casos suficiente. A 
perpetuação de processos patológicos perirradiculares vai depender do acesso das bactérias aos 
tecidos perirradiculares, da resistência do hospedeiro, da virulência e número de moo envolvidos. 
Bactérias remanescentes em locais inacessíveis a ação dos instrumentos e a substâncias químicas 
são causas potenciais para fracasso, devendo então usar medicação intracanal para tentar minimizar 
esses efeitos, eliminar ou reduzir a infecção. 
Dentes despolpados: deve usar medicação antimicrobiana e obturar em uma segunda sessão, com 
objetivo de máxima redução das populações bacterianas a um nível que seja compatível com o reparo 
perirradicular. 
 
MEDICAÇÃO INTRA-CANAL 
A medicação intracanal antimicrobiana terá tempo mais prolongado para agir em áreas não 
alcançadas pela PQM. Sua ação antimicrobiana irá maximizar a redução da microbiota endodôntica, 
sendo relacionada com melhora do reparo dos tecidos perirradicularese maior índice de sucesso da 
endodontia, segundo Siqueira. 
A pasta de hidróxido de cálcio em veiculo inerte é ineficaz para desinfectar a dentina pelo menos 
após única aplicação (devido ao hidróxido de cálcio não conseguir elevar o Ph que é seu mecanismo de 
ação antimicrobiano, pelo efeito de tamponamento da dentina, matéria orgânica e de fluidos teciduais 
sobre ele). Além disso, mecanismos regulatórios de resistência de alguns moo como E. faecalis e C. 
albicans, controlam e mantém o pH interno da célula em neutralidade. Devendo, portanto associar 
veículos biologicamente ativos ao hidróxido de cálcio. 
Frank em 1966 associou o PMCC à pasta de hidróxido de cálcio e se viu excelente atividade 
antimicrobiana e antifúngica. A pasta HPG (PMCC, glicerina) tem amplo espectro de atividade 
antibacteriana, excelente raio de atuação, rapidez na destruição das células bacterianas, retarda a 
reinfecção do canal quando há microinfiltração pelo selador temporário e é biocompatível. 
 
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Essa etapa não substitui nenhuma etapa do tratamento endodôntico, tem papel auxiliar bastante 
importante em determinadas situações clinicas e patológicas. 
Devem permanecer ativos durante todo período entre consultas. 
 
OBJETIVOS DA MEDICAÇÃO INTRACANAL: 
 Eliminar micro-organismos que sobreviveram ao preparo químico-mecânico. Tem que ser 
antimicrobiano. 
 Impedir a proliferação de micro-organismos que sobreviveram ao preparo químico-mecânico 
 Atuar como barreira físico-química contra a infecção ou reinfecção por micro-organismos da saliva 
 Reduzir a inflamação perirradicular e consequentemente sintomatologia. Ação antimicrobiana, para 
eliminar microrganismos persistentes. 
 Controlar exsudação persistente 
 Solubilizar matéria orgânica: Eliminação de tecido vital ou necrosado do interior de ramificações, 
delta (áreas que instrumentos não agem). 
 Neutralizar produtos tóxicos: Necrose pulpar não é raro surgir complicações pós-operatória (moo e 
seus produtos tóxicos, para região perirradicular, levando a dor). 
 Controlar reabsorção dentaria inflamatória externa 
 Estimular a reparação por tecido mineralizado 
 
CLASSIFICAÇÃO QUIMICA DOS MEDICAMENTOS INTRACANAIS: 
 Derivados fenólicos: possuem um ou mais grupamentos hidroxilas (OH-) ligados diretamente a anel 
benzênico (C6H6). Exemplo: Paramonoclorofenol (PMC). 
 São agentes antimicrobianos, com ação direta ou por liberação de vapores. 
 Aldeídos: tem radical funcional- carbonila. São fixadores teciduais e potentes agentes 
antimicrobianos por ação direta ou liberação de vapores. Exemplos: formaleído (tricresol formalina ou 
formocresol) e glutaraldeido. 
 Halógenos: contem cloro (NaOCl) ou iodo (iodofórmio). Efeitos destrutivos em vírus e bactérias. 
 Bases ou Hidróxidos: compostos inorgânicos que apresentam como ânions, exclusivamente radicais 
hidroxila (OH-). Hidróxido de cálcio. 
 Outros: Corticosteroides (hidrocortisona, prednisolona e a dexametasona), antibióticos (pouco usado, 
podem causar resistência bacteriana), vidro ativo e águas superoxidadas. 
 
MEDICAMENTOS MAIS UTILIZADOS: 
 Paramonoclorofenol ou paraclorofenol: 
Propriedades antissépticas do fenol e do íon cloro. É liberado lentamente. Tem odor fenólico 
característico. 
Combinado a outras substancias (principalmente a canfora - PMCC) ou sua diluição, tem sido 
proposta para diminuir sua citotoxicidade e potencializar sua atividade antimicrobiana. 
PMCC atividade antimicrobiana- contato direto do liquido com moo ou liberação de vapores (mecha 
de algodão na câmara pulpar, efeito em no máximo 48hs). Tem baixa tensão superficial atuam a 
distancia (túbulos e ramificações). 
Age na destruição da membrana celular, desnaturação das ptns, inativação de enzimas (oxidases e 
desidrogenases), liberação de cloro. 
 
 Tricresol formalina ou formocresol: 
Tem concentrações diferentes: Tricresol (em torno de 90%) e formocresol (19 a 43%). 
Ação antimicrobiana da formalina: porção formaldeidica do medicamento. 
É altamente irritante aos tecidos vivos. Potencial mutagênico e carcinogênico 
É um potente agente antimicrobiano e age tanto por contato quanto a distancia (vapores). 
 
 Associação – Corticosteróide-Antibiótico: 
Atenua a intensidade da reação inflamatória provocada pelo ato cirúrgico e uso de drogas, favorecendo 
a eliminação da dor pós-operatória. 
Otosporin (hidrocortisona – tem efeito moderado, com antibiótico sulfato de polimixina B. 
Decadron colírio: outra opção, composto de dexametasona e sulfato de neomicina. 
 
 
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 Hidróxido de Cálcio – Ca (OH)2: 
Pó branco, alcalino (pH 12,8), pouco solúvel em agua, base forte. Inodoro. 
Pode ser usado isoladamente ou associado a outras substancias. 
Varias propriedades biológicas, muitas sem comprovação cientifica. 
Mecanismo de ação: dissociação iônica em íons cálcio e íons hidroxila e ação deles nos tecidos e moo 
que explica as propriedades biológicas e antimicrobianas dessa substancia. 
 
 Veículos: 
Deve se associar a outra substancia, porque o hidróxido de Ca é pó, esses veículos devem possibilitar a 
dissociação iônica em íons CA e hidroxila. 
Quanto à atividade antimicrobiana: 
Veículos inertes: biocompatíveis, mas sem influenciar as propriedades antimicrobianas. Soluções: 
agua destilada, soro fisiológico, soluções anestésicas, solução de metilcelulose, óleo de oliva, glicerina, 
polietilenoglicol e o propilenoglicol. 
Biologicamente ativos: conferem à pasta efeitos adicionais aos proporcionados pelo hidróxido de Ca. 
Incluem: PMCC, clorexidina, iodeto de potássio iodetado. 
Quanto às características físico-químicas: - 2 tipos de veiculo: hidrossolúveis (miscíveis em agua, 
podendo ser dividido em aquosos e viscosos) e oleosos. 
 Aquosos: permite dissociação iônica rápida do hidróxido de cálcio, permitindo maior difusão e com 
isso, maior ação por contato dos íons Ca e hidroxila com tecidos e moo. Permite rápida diluição da 
pasta no interior do CR. Exemplos: agua destilada, soro fisiológico, soluções anestésicas e a 
metilcelulose. Tem algumas pastas prontas – Calxyl, Pulpdent e Calasept. 
 Viscosos: tornam a dissociação do hidróxido de Ca mais lenta, devido seu elevado peso molecular. 
Exemplos: glicerina, polietilenoglicol e propilenoglicol. Pastas – Calen e Calen mais 
paramonoclorofenol, que tem polietilenoglicol como veiculo. 
Oleosos: pouco solúveis em agua, conferem a pasta de hidróxido de Ca pouca solubilidade e difusão 
junto aos tecidos. Podem ser: ácidos graxos (acido oleico, linoleico e isosteárico), óleo de oliva, óleo de 
papoula-lipiodol, silicone e canfora-óleo essencial do PMC. Pastas LC e Vitapex. 
 
ATIVIDADES DO HIDROXIDO DE CALCIO: 
Biológicas, químicas, físicas. 
Biológicas: 
1-Ação anti-inflamatória: utilizado no tratamento não cirúrgico de dentes com lesões perirradiculares e 
em casos de exsudação persistente. 3 mecanismos de ação para justificar: 
 Ação higroscópica: pode absorver exsudato inflamatório. 
 Formação de pontes de proteinato de cálcio: não existe comprovação cientifica. 
 Inibição da fosfolipase: não existem evidencias cientificas. 
 
2- Ação antimicrobiana: a grande maioria de moo patogênicos não são capazes de sobreviver em meio 
alcalino (pH do Hidr. de Ca é 12,8). 
Seu efeito letal se da pelos seguintes mecanismos: os 3 tem comprovação cientifica. 
 Perda da integridade da membrana citoplasmática bacteriana 
 Inativação enzimática 
 Dano ao DNA 
 
Resistência microbiana ao hidr. de Ca: 
Alguns moo- E. faecalis, C. albicans e A. radicidentis. Encontrados em casos de fracasso endodôntico. 
Resistemao pH alcalino devido à utilização de mecanismos sofisticados, que os permite regular e 
manter o ph intracitoplasmático. 
 
Desinfecção do canal pelo hidróxido de cálcio: 
Tempo necessário ainda é desconhecido. Age como uma barreira física, impedindo a percolação apical 
de fluidos teciduais, impedindo o suprimento de substratos para moo residuais que sobreviveram ao 
PQM, também limita a multiplicação desses moo entre as sessões de tratamento. Efeitos bacterianos, 
dependentes do pH, podem ocorrer somente nas proximidades da luz do canal, onde a pasta foi 
aplicada. 
 
 
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Associação do hidróxido de Ca com o PMCC – pasta HPG: 
Pasta apresenta excelente atividade antimicrobiana (associação aumenta espectro da atividade). O 
PMCC na pasta pode aumentar o raio de atuação atingindo moo em locais mais distantes do local de 
aplicação. No estudo de Siqueira e Uzeda foi comprovado que a pasta é eficaz na desinfecção de 
túbulos dentinários. 
O correto seria o hidr. de Ca funciona como veiculo, permitindo uma liberação lenta e controlada de 
PMCC para o meio, o suficiente para ter ação contra moo. PMCC puro é citotóxico, já a pasta é 
biocompativel. 
Pasta HPG tem maior espectro de atividade antimicrobiana, maior raio de atuação (baixa tensão 
superficial do PMCC e da solubilidade de lipídeos, o que facilita a difusão pelo SCR) e efeito 
antimicrobiano mais rápido, do que as pastas de hidr. de Ca com veiculo inerte. Por isso, é 
recomendada como medicação intracanal após PQM de dentes com necrose, devendo permanecer no 
canal por sete dias aproximadamente. 
Preenchimento do canal radicular utiliza-se: porta-amalgama, instrumentos endodônticos, seringas 
especiais, cones de papel ou guta, Lentullo e McSpadden. 
Além da anatomia e do PQM, a inserção da pasta depende também da sua composição química, 
natureza do veiculo (viscosos e oleosos agem como lubrificantes os que facilitam a inserção) e sua 
consistência. 
 
3-Neutralização de endotoxinas: Pode ser que in vivo não tenha efeito significativo. 
 
4-Indução de reparo por tecido mineralizado: Estimula neoformação de dentina ou cemento em contato 
direto com tecido conjuntivo organizado (polpa, LP). Algumas modalidades de tratamento advêm desse 
efeito biológico: capeamento pulpar direto, pulpotomia, apicificação, perfurações e reabsorções. Esse 
efeito é reconhecido, mas não se sabe o certo seu mecanismo de ação. 
 
Outras propriedades do hidróxido de cálcio: 
 Inibição da reabsorção radicular externa 
 Atividade física: Pastas atuam como barreira física e química (ação de preenchimento), impedindo ou 
retardando a infecção ou reinfecção do CR por moo provenientes da cavidade oral. 
 
Extravasamento das pastas de hidróxido de cálcio: não oferece benefícios e nem traz maiores 
consequências, pois não tem ação anti-inflamatória comprovada e seria rapidamente diluída pelos 
fluidos teciduais e levada pela microcirculação, que é bastante desenvolvida na lesão perirradicular, 
pela intensa neoformação vascular. Pouca quantidade sem grandes consequências, já em grande pode 
ser muito irritante, efeitos desastrosos para o paciente. 
 
EMPREGO DE MEDICAMENTOS: A escolha da medicação dependerá: do estado patológico da polpa 
(viva ou necrosada), do tempo que ela ficará no canal e da fase em que o tratamento endodôntico se 
encontra. 
 
Biopulpectomia: obturação imediata, se caso não possa ser feita deve-se usar medicamento 
intracanal: 
 Casos que o canal não foi totalmente instrumentado: Otosporin/Decadron colírio. 
 Casos que o canal foi totalmente instrumentado: hidróxido de Cálcio com veículos inertes (hidróxido 
de Ca e iodofórmio 3:1, com glicerina). Evitam ou retardam a contaminação do CR, permanecendo 
por 7 a 30 dias aproximadamente. 
Necropulpectomia e retratamento: medicamento intracanal visando maximizar a eliminação de moo. 
Deve-se remover smear layer para facilitar sua difusão e atuação. 
 Casos que o canal foi totalmente instrumentado: pasta HPG, por no mínimo 7 dias. 2ª escolha: pasta 
Hidróxido de Cálcio (clorexidina de 0,12 a 2%). 
Iodofórmio, óxido de Zn, sulfato de bário, pó da pasta LC- radiopacidade a pasta. 
 Caso que o canal não foi totalmente instrumento: hipoclorito de sódio- mecha de algodão na câmara 
pulpar. Promove desinfecção parcial e atua como barreira química contra recontaminação. 
 
 
 
 
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QUESTÕES: 
 
1- (CADAR 2015) A associação do hidróxido de cálcio e paramonoclorofenol é proposta por Lopes e 
Siqueira Jr. (2010) para medicação intracanal em dentes com infecções endodônticas. A pasta HPG, 
proposta pelos autores, é composta por Ca (OH)2, PMCC e glicerina. Quando associados, o Ca (OH)2 
com o PMCC ocorre à formação de um sal pouco solúvel, que em ambiente aquoso libera 
paramonoclorofenol, íons cálcio e íons hidroxila, denominado: 
a) Paramonoclorofenol cálcico. 
b) Calcimonoclorofenol canforado. 
c) Paramonoclorofenolato de cálcio. 
d) Paramonoclorofenol canforado de cálcio. 
 
2- (CADAR 2015) A associação de corticosteroides e antibióticos tem sido sugerida como medicação 
intracanal nos tratamentos endodônticos. Informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas 
(F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
( ) O Otosporin (FQM, Rio de Janeiro-RJ) é uma associação de dexametasona com Sulfato de 
Polimixina B e Sulfato de Neomicina. 
( ) O Sulfato de Neomicina é um antibiótico de largo espectro, eficaz contra várias espécies bacterianas 
aeróbias e anaeróbias facultativas. 
( ) O Otosporin possui grande poder de penetração tecidual e também uma rápida eliminação. 
( ) O Decadron colírio (Aché) também pode ser usado como medicação intracanal e é composto de 
dexametasona e Sulfato de Neomicina. 
 
3- (ESSEX - 2009) O cloro tem sido usado por muitos anos para a irrigação dos canais radiculares. 
Algumas vezes, também é usado como curativo intracanal sob a forma de: 
a) Cloreto de sódio. 
b) Hipoclorito de sódio 5,25%. 
c) Hipoclorito de sódio 1%. 
d) Cloramina-t. 
4- (Prefeitura de Paulista/PE – 2013) O uso de medicação intracanal entre as consultas do tratamento 
endodôntico objetiva: 
I. Neutralizar produtos tóxicos; 
II. Reduzir a inflamação perirradicular; 
III. Facilitar a obturação; 
IV. Estimular a reparação do tecido mineralizado; 
V. Controlar a exsudação persistente. 
Estão Corretas: 
a) Apenas I, II, III e IV 
b) Apenas II e IV 
c) Apenas I, III e V 
d) I, II, IV e V 
e) I, II, III, IV e V 
 
5- (Prefeitura de Paulistana/PI – 2015) Em relação ao Hidróxido de cálcio assinale a alternativa 
incorreta. 
a) Antisséptico de ação lenta; 
b) Capacidade de inativar a atividade biológica dos lipopolissacarídeo bacteriano; 
c) Eficaz em relação a vários patógenos endodônticos, incluindo E. faecalis e Candida albicans; 
d) Pode interferir no selo da obturação radicular e comprometer a qualidade do tratamento 
 
OBTURAÇÃO: próxima aula 
 
Otimização da desinfecção pós-preparo: 
Manobra de efeito mediato: medicação intracanal entre consultas que deve permanecer idealmente por 
7 dias. Indicada em dentes despolpados (Necro e retratamento). 
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Manobra do efeito imediato: visam à maximização dos efeitos do preparo imediatamente após a 
conclusão do mesmo, tentando evitar a necessidade de medicação intracanal, para que o tratamento 
seja realizado em única sessão. Aplicação após o PQM de NaOCl a 5,25%por 30min com trocas a 
cada 5 ou CaOH por 10 minutos não resultaram em efeitos antibacterianos adicionais significativos na 
redução dos moo. Dai as manobras mais promissoras com potencial de substituir, no futuro, a 
medicação entre sessões, incluem as seguintes: 
 
a) Irrigação final com solução de clorexidina: Não dissolve matéria orgânica. A clorexidina tem 
substantividade, podendo durar sua eficácia por dias a semanas no canal. Recomenda-se usar NaOCl 
durante preparo e após remoção da smear layer irriga com clorexidina a 2% deixando agir por ate 5 
minutos. Não há comprovação. 
 
b) Irrigação final com MTAD: mistura de isômero de tetraciclina, ácido cítrico e um detergente (Tween 
80). Tem baixo pH, sendo indicado na irrigação final do canal para remoção da smear layer. 
Tetraciclina quela cálcio, removendo parte inorgânica da smear layer e tem efeito antibacteriano, não há 
estudos que comprove após preparo. A proposta é irrigar durante preparo com NaOCl 1,3% e final com 
MTAD deixando por 5 minutos. 
Tem maior substantividade que a clorexidina 2%. 
 
c) Irrigação final com iodeto de potássio iodetado: IPI 2% por 5 minutos após preparo em retratamento 
reduziu numero de culturas positivas, assim como IPI 5% por 10 minutos após PQM com NaOCl. Usado 
com veiculo inerte junto com hidróxido de cálcio também reduziu, este com 10% mais de sucesso. 
 
d) Ativação sônica ou ultrassónica do NaOCl: usado após remoção da smear layer, inunda o canal com 
NaOCl e ativação sônica para criar efeito hidrodinâmico que maximizaria os efeitos antibacterianos. Não 
tem estudos que comprovem sua eficácia, é recente. Já o ultrassom é bastante conhecido e usado em 
endodontia. O uso durante 1 minuto com agulha ultrassónica e 15ml de NaOCl 6%, reduziu culturas 
positivas em 73%. Seus efeitos agem em conjunto com substância química via cavitação e fluxo 
acústico, além de movimentar a substancia para áreas do canal com anatomia complexa. 
 
e) Laser e terapia fotodinâmica (PDT): Laser Nd-YAG mais estudado, a desinfecção in vitro teve 
resultado satisfatório, mas em canais atrésicos pela possível agressão térmica aos tecidos periodontais 
pode ser problemática. Tem alto custo, não tem estudos randomizados. 
O oxigênio singlet é o principal composto do oxigênio gerado em PDT responsável pela eficácia 
antimicrobiana. 
Tem crescido seu uso em odontologia, pra tratamento de câncer e terapias anti-infecciosas (bactérias e 
fungos). Grande número de bactérias pode ser eliminado pelo uso do laser de luz vermelha (630 e 700 
nanômetros) após sensibilização do azul de metileno ou azul de toluidina, que deve ser ativado em 
baixa concentração para evitar pigmentação do dente. Ausência de efeitos genotoxicos e mutagênicos 
da PDT sobre os tecidos do hospedeiro é fator importante para segurança a longo prazo do tratamento. 
O uso de laser sem corante e vice-versa não promove redução bacteriana significativa. 
PDT é um complemento, e não uma opção para combater a infecção. A combinação do tto endodôntico 
com PDT aumentou significativamente a redução da população bacteriana do canal. 
Indicada: maximizar a desinfecção pós-preparo, eliminando a necessidade de medicação intracanal, 
teoricamente. Precisam de estudos para confirmação. 
 
 Controle da infecção – uso sistêmico de antibióticos: proposito da antibioticoterapia é ajudar as 
defesas do hospedeiro a controlarem e eliminarem moo que temporariamente tenha escapado de tais 
mecanismos de defesa. Importante é saber se realmente devem ser empregados. 
Infecção endodôntica não é passível de tratamento via antibioticoterapia sistêmica, devido ausência de 
circulação sanguínea. São usados para ajudar a prevenir a disseminação da infecção do canal ou dos 
tecidos perirradiculares para outro lugar do organismo. 
Sendo usado em casos de abscesso perirradicular agudo e profilaxia antibiótica para pacientes de risco. 
Amoxicilina antibiótico de escolha. 
 
 Protocolo clinico baseado em estratégia antimicrobiana: emprego de agentes antimicrobianos contra 
moo mais prevalentes na infecção primaria, secundaria e persistente. 
Passos a serem seguidos: 
1-Remover placa bacteriana e calculo no dente a ser tratado 
2- Inicio do acesso sem isolamento absoluto, para facilitar e evitar riscos de acidentes devido a uma 
inclinação anormal. Após trepanação da câmara pulpar e ampliação da área de exposição, deve isolar 
antes de concluir o acesso. 
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3- Campo operatório (dente, grampo, lençol), deve ser limpo com peroxido de hidrogênio 3% (agua 
oxigenada 10 vol.) e descontaminado com álcool iodado a 2%, clorexidina a 2% ou NaOCl a 2,5% 
4- Câmara pulpar copiosamente irrigada com NaOCl a 2,5% após acesso 
5- PQM pela técnica progressiva no sentido coroa-ápice (crown-down), com instrumentos manuais e/ou 
acionados a motor associados à irrigação copiosa com NaOCl a 2,5%, após cada uso do instrumento (1 
a 2 ml a cada troca). Canais curvos usar de NiTi. CT 1mm aquém do ápice radiográfico ou do forame, 
detectado pelo localizador apical eletrônico. 
Preparo amplo potencializa a desinfecção, mas ideal é o meio termo para evitar enfraquecimento da 
estrutura dentaria. 
Deve fazer patência para evitar detritos no terço apical, deixando limpo. 
Evitar sobreinstrumentação para impedir sintomatologia e fracasso. 
6- Remoção da smear layer. Ate aqui segue as etapas para bio, porque depois daqui vai obturar 
(sessão única). 
7- Aplicar pasta HPG, sendo preparada em placa de vidro esterilizada, com proporções iguais de PMCC 
e glicerina (1:1), mistura os líquidos e depois o hidróxido de cálcio lentamente, ate uma consistência 
cremosa, semelhante ao creme dental. 
Se usar com clorexidina 0,12 a 2% mistura o hidróxido de cálcio ao gel ou solução aquosa de 
clorexidina ate atingir consistência de creme dental. 
Aplica a pasta com lentulo, ou lima/lentulo manualmente para profissionais menos experientes. 
8- Radiografa para verificar preenchimento com a pasta (HPG ou HCx), limpa a câmara e aplica o 
selamento coronário com cimento temporário. 
9- Segunda sessão de 5 a 7 dias após: remove a pasta com lima memoria associada à irrigação 
copiosa com NaOCl a 2,5% e faz a obturação do canal. 
 
Procedimentos recomendados para o tratamento ou retratamento de dentes com canais infectados: 
Tratamento da infecção endodôntica (Siqueira) 
Prevenção Assepsia 
Selamento coronário adequado 
Controle Preparo apical: no mínimo, ate a lima #40. 
Irrigação: NaOCl de 2 a 5,25% 
Medicação intracanal: pasta HPG ou HCx 
Selamento tridimensional: guta-percha ou resilon e cimento 
 
QUESTÕES 
 
6- (Prefeitura de Florianópolis – 2008) Nos dentes com necrose pulpar é correto afirmar: 
a) ( ) Apenas nos dentes com lesão periapical existe infecção no sistema de canais radiculares. 
b) ( ) A infecção não se propaga nos túbulos dentinários, pois os microrganismos não conseguem 
penetrar ali. 
c) ( ) Os microrganismos são totalmente removidos do sistema de canais radiculares pela ação dos 
instrumentos endodônticos. 
d) ( ) Uma infecção pode se instalar no sistema de canais radiculares, pois não há mais capacidade de 
defesa tecidual da polpa. 
e) ( ) Na presença de lesão periapical, a solução irrigadora ideal é aquela que apresenta alta tensão 
superficial, facilitando a umectação de todo o sistema do canal radicular. 
 
 
 
 
 
 
 
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7- (TRT 6ª – 2012) Paciente com 22 anos de idade, sexo masculino, relata episódios de dor aguda 
recorrente na região inferior esquerda. O exame clínico mostra uma fratura vertical no sentido 
mésiodistal no dente 37. O exame radiográfico mostra alteraçãoradiolúcida periapical recente, 
indicativa de abscesso periapical. 
Quando a inflamação pulpar é intensa o suficiente para ocasionar odontalgia severa e contínua, esta 
condição, em geral, evolui para 
a) Necrose pulpar. 
b) Abscesso periodontal crônico. 
c) Cisto periodontal. 
d) Granuloma periapical. 
e) Cisto radicular. 
 
8- (FGV – 2014) Nos casos de necrose pulpar infecciosa, a terapia endodôntica normalmente requer 
múltiplas sessões. Assinale a opção que indica a medicação intracanal mais indicada para casos em 
que se deseja obter uma adequada desinfecção dos sistemas de canais radiculares de dentes não vitais 
com a polpa infectada. 
a) Paramonoclorofenol + glicerina (pasta) 
b) Hidróxido de cálcio + glicerina (pasta) 
c) Paramonoclorofenol canforado (líquido) 
d) Hidróxido de cálcio + glicerina (pasta) 
e) Hidróxido de cálcio + paramonoclorofenol canforado + glicerina (pasta) 
 
PREPARO QUIMICO-MECANICO DOS CANAIS RADICULARES: 
Limpeza: visa eliminação de irritantes como micro-organismos, seus produtos e tecido pulpar vivo ou 
necrosado, criando ambiente propicio para reparação dos tecidos perirradiculares. 
Ampliação e modelagem: visa por meio da instrumentação à confecção de um canal de formato 
cônico (canal cirúrgico) com o menor diâmetro apical e o maior em nível coronário, não deve alterar a 
forma original dos canais, mas alcançado em canais retos, já em curvos é mais difícil. 
 
MOVIMENTO DOS INSTRUMENTOS: 
Movimento de remoção: avanço do instrumento no canal ate terço apical, rotação de 1 ou 2 voltas à 
direita sobre o seu eixo e tração em sentido à coroa dentária. 
Indicado: remoção da polpa e detritos livres (bolinha de algodão ou cones de papel com medicação 
intracanal). Extirpa-nervos ou limas H. 
 
Movimento de exploração ou cateterismo: pequenos avanços no sentido apical conjuntamente com 
discretos movimentos de rotação à direita e à esquerda com pequenos retrocessos. Utilizado em canais 
amplos. Visa conhecer a anatomia interna, e o esvaziamento inicial, assim como determinação da 
odontometria. Limas K de aço inoxidável, de pequeno diâmetro (6,8,10,15) de 21mm e sem pré-curvar. 
 
Movimento de alargamento: realizado por alargadores, para alargar canais radiculares. Consiste no 
giro (movimento de rotação) e no deslocamento compressivo (movimento de avanço) simultâneos no 
interior de um furo. Seu diâmetro deve ser maior que o canal. Utiliza-se limas K e alargadores especiais 
mecanizados, fabricados em aço inoxidável ou NiTi. Podem ser: 
 
Movimento de alargamento parcial à direita: aplicando uma força no sentido apical (avanço), 
acompanhada simultaneamente de rotação parcial à direita (1/4 ou 1/3 de volta), a seguir, traciona-se 
ligeiramente no sentido coronário. 
Indicado para cateterismo de canais atresiados. 
Limas K, ou instrumentos especiais (C+, C Pilot), secção quadrangular. Não devem ser pré-curvados. 
Justo e flexível. 
 
Movimento de alargamento parcial alternado/ força balanceada/movimento oscilatório: aplicando 
uma força no sentido apical do canal, acompanhada simultaneamente de rotação parcial alternada (à 
direita mantem-se o instrumento no mesmo ponto e rotacional à esquerda), sendo que a cada 4 
movimentos, o instrumento é tracionado no sentido cervical de 1 a 2 mm (stroke) e a seguir submetido a 
um novo avanço em sentido apical. 
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Indicado para preparo do terço apical de canais retos ou curvos. Limas tipo K, ou NiTi, de secção 
triangular. Não devem ser pré-curvados. 
 
Movimento de alargamento continuo: aplicando uma força no sentido apical do canal, acompanhada 
simultaneamente de rotação continua à direita, a seguir traciona o instrumento no sentido coronário. 
Cada introdução é de 1 a 3mm, intercalado por retiradas (tração) no sentido coronário (pecking motion). 
Essa repetição , quando o instrumento estiver justo, promove o avanço do instrumento no sentido 
apical. Instrumentos acionados a motor, de aço inoxidável ou NiTi (canais curvos). 
 
Movimento de limagem (raspagem): caracterizado pelo avanço do instrumento no interior do canal e 
de tração (retrocesso) linear curta com amplitude entre 1 a 3mm, com a aplicação de uma força lateral 
contra as paredes dentinárias. A frequência é baixa de 1 a 2 por segundo. Quando concentrado no 
segmento cervical é denominado de limagem anticurvatura. 
Indicada: trechos achatados de canais, canais atresiados (para criar leito) e rizogênese incompleta. Não 
deve ser aplicado no preparo apical do canal. 
Limas K e H de aço inoxidável ou NiTi, os instrumentos menores não são eficientes. 
 
Movimento de alargamento e limagem: movimento de alargamento parcial à direita seguido da tração 
com a aplicação de uma força lateral simultânea nas paredes do canal. Limas tipo K. Indicada em 
canais atresiados e fase inicial de remoção de guta. Normalmente são manuais, mas pode ser 
mecanizados. 
 
Classificação dos canais em função do diâmetro e da curvatura – Siqueira: 
 Classe I: canal amplo ou mediano, reto ou com curvatura suave, tendo raio igual ou maior que 20mm 
ou ângulo de ate 5º. A exploração do canal é acessível ate a abertura foraminal. 
 Classe II: canal atresiado, com curvatura moderada, tendo raio maior que 10mm e menor que 20mm 
ou ângulo de ate 20º. A exploração do canal é acessível ate a abertura foraminal. 
 Classe III: canal atresiado, com curvatura severa, tendo raio igual ou menor do que 10mm ou ângulo 
superior a 20º. Difícil acesso à abertura foraminal. 
 Classe IV: canais atípicos. Tipos que não se enquadram nas classes anteriores, como, dentes com 
dupla curvatura radicular, dentes com dilaceração radicular. 
 
LIMITE APICAL DE INSTRUMENTAÇÃO: 
Não interfere significativamente na dor pós-operatória, exceto em casos de sobreinstrumentação e 
sobreobturação. 
Presença ou não de infecção, importante para determinar o numero de sessões e o limite apical para 
instrumentação e obturação. 
Zona critica apical, 2 a 3mm do segmento apical, deve ser limpo e desinfetado e posterior selamento, 
sendo crucial para o sucesso do tratamento endodôntico. 
Término da instrumentação de um canal (batente apical) tem sido proposto entre 1 a 2mm aquém do 
vértice do ápice radiográfico, tanto em dentes vitais ou necrosados. Sempre que possível manter 
desobstruído o canal cementário ate o forame apical (bio e necro). Limpeza do forame se da pelo 
movimento de alargamento com uma lima de diâmetro imediatamente superior aquela que se ajustou no 
comprimento de patência. 
Clinica: 1 mm do ápice radiográfico, chamada de CT (forame deslocado em media 0,5mm aquém do 
ápice e CDC em media 0,5mm do forame). 
 
Pré-instrumentação: etapa inicial da instrumentação. 
Objetivo: eliminação ou regularização das interferências anatômicas, buscando a determinação do CPC, 
o CT e a criação do leito do canal (glide path). É constituída por: 
 localização do canal/canais: sondas clinicas de ponte reta e afilada, ultrassom com pontas 
diamantadas, corantes (azul de metileno ou tintura de iodo), microscópio. 
 Cateterismo ou exploração inicial: fase inicial da ampliação e limpeza, conhecimento da anatomia. 
 Alargamento cervical: objetivo eliminar interferências anatômicas do canal atresiado para facilitar a 
exploração ou cateterismo, promovendo parte do conteúdo do canal, reduzindo risco de sua 
compactação para o segmento apical ou mesmo extrusão para região perirradicular. Realizado após 
a exploração do canal, tem como objetivo ampliar o diâmetro da região cervical do canal 
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correspondente à metade do CPC. Pode ser realizado com instrumentos manuais, acionados amotor 
ou ambos. 
 
Vantagens: 
• Acesso mais reto à região apical 
• Eliminação de parte do conteúdo do canal evitando compactação apical 
• Instrumento mais livre, menor esforço de corte e menor possibilidade de fratura por torção. 
• Diminui a possibilidade de alteração do CT 
• Menor incidência de dor pós-operatória 
• Maior penetração da agulha irrigadora 
 
Desvantagens: 
• Risco de fraturas verticais caso o desgaste for exagerado 
• Em canais atrésicos ou curvos, a não criação do leito do canal com limas 10 e 15 pode acarretar em 
perda da trajetória do canal. 
 
 Complementação do cateterismo: após o alargamento cervical, o instrumento empregado na 
exploração atinge com facilidade o comprimento prévio estabelecido. 
 Determinação do comprimento de patência e de trabalho 
 Instrumentação inicial ou leito do canal: instrumenta o canal com lima tipo K ou especial ate o 
CPC, manualmente, criando um leito (glide path), eliminando ou regularizando as interferências 
anatômicas. Objetivo remover detritos mantidos em suspensão no interior do canal e permitir a 
renovação da substancia química auxiliar. 
 
Instrumentação do segmento intermediário: consiste na ampliação do diâmetro do 
canal, no sentido coroa-ápice ate os 3mm aquém do vértice radiográfico do dente. 
 
Instrumentação do segmento apical: objetivo a regularização da forma da constrição apical pela 
ampliação do diâmetro do canal principal ate o CT. 
Instrumentos atuando em toda extensão do CT e de ordem crescente de diâmetro (instrumentação não 
escalonada) por meio de movimento de alargamento parcial alternado ou continuo que proporciona 
adequada modelagem apical e menor extrusão de material excisado via forame. 
Forma final deve ser cônica, e a seção reta transversal circular, criando o batente apical, importante 
para limitação do material obturador, propiciar um selamento apical satisfatório para impedir a entrada 
de fluidos teciduais e o trafego de micro-organismos e seus produtos para os tecidos perirradiculares. 
Para Schilder a ampliação mínima apical equivalente a uma lima 25 é suficiente para obturação com 
cones de guta. 
 
Em cada etapa deve se utilizar a irrigação-aspiração seguida da inundação da cavidade pulpar 
com solução química auxiliar e manter a patência do canal cementário 
 
MANOBRAS ENDODONTICAS: 
Escalonamento: os segmentos cervical e médio são instrumentados separadamente, instrumentos 
usados aquém do CT. Útil em canais curvos e raízes com segmento apical afilado. 
Pode ser ápice-coroa (step-back), onde a instrumentação apical antecede o escalonamento, ou coroa-
ápice (crown-down), que precede o escalonamento. 
 
Escalonamento ápice-coroa (step-back): apos a instrumentação apical, os instrumentos em ordem 
crescente de diâmetro são empregados em distancias progressivamente menores do que o CT. Pode 
ser: 
 Escalonamento telescópio/recuo programado: quando a distancia existente entre os instrumentos é 
constante e previamente determinada, geralmente fixada em 1mm. 
 Escalonamento com recuo anatômico: quando a distancia é determinada pela anatomia do canal e 
pela flexibilidade do instrumento. 
 
Escalonamento coroa-ápice (crown-down): ordem decrescente de diâmetro avança para o interior do 
canal, também podem ser por avanços programados ou determinados pela anatomia do canal. Pode ser 
por instrumentos manuais ou por dispositivos mecanizados. 
Forma final favorece a obturação e remoção parcial de guta para recebimento de retentores 
intrarradiculares. 
 
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Patência do canal cementário: objetivo de manter o canal cementário desobstruído durante a 
instrumentação do canal. Obtida com instrumento de pequeno diâmetro (instrumento patente), durante 
pré-instrumentação e mantida na instrumentação. 
Patência é uma manobra justificada por motivos biológicos e mecânicos. 
Comprimento de patência (CP) = comprimento do ponto de referência (cursor) até a saída foraminal. 
Recomendado tanto em bio quanto em necro 
 
Desgaste anticurvatura: realizada no segmento cervical de um canal e consistem no desgaste 
direcionado as zonas volumosas da raiz (zonas de segurança), e distante das delgadas (zonas de 
risco), onde pode ocorrer adelgaçamento da parede dentinária, ou perfurações radiculares laterais - 
rasgos. 
Abou-Rass: recomendam o uso da limagem anticurvatura para o preparo de canais curvos e atresiados. 
Instrumentos de NiTi não são indicados, devido à superelasticidade (pequeno modulo de elasticidade da 
liga). 
 
INSTRUMENTAÇÃO NÃO ESCALONADA/CONVENCIONAL: os instrumentos são aplicados em 
ordem crescente de diâmetro em toda extensão do CT podendo ser pelo movimento de alargamento 
parcial ou continuo, o movimento de limagem não é indicado no segmento apical. Usa instrumentos 
manuais (limas tipo K de aço inoxidável ou de Niti), dispositivos mecanizados (NiTi), ou combinação 
desses. 
Indicada: canais amplos e parte da técnica combinada na instrumentação do segmento apical de canais 
retilíneos e curvilíneos. 
 
INSTRUMENTAÇÃO ESCALONADA: 
Movimentos contínuos de rotação alternada (MRA): para canais atresiados e/ou curvos. Usa limas 
tipo K de NiTi acionados manualmente, usada no preparo apical. Proposta por Siqueira. 
 
Instrumentação escalonada coroa-ápice: proposta para canais atresiados retilíneos e/ou curvilíneos. 
pré-instrumentação- tipo K ou especiais de aço inoxidável, acionados manualmente. 
 
INSTRUMENTAÇÃO MECANIZADA: 
 Buscando diminuir tempo de trabalho requerido 
 Simplificar a instrumentação 
 Instrumentação é coroa-ápice 
 Recomenda-se o uso de lima K manual no preparo do leito do canal (glide path), precedendo assim o 
uso dos instrumentos mecanizados. 
 Dilatação previa do segmento cervical (diminuindo assim esforço de corte, possibilidade de 
imobilização e fratura por torção). 
 Após usar o instrumento examina-lo e verificar existência de distorções ou qualquer irregularidade, 
indicando que deve ser descartado. 
 Devem ser descartados após o primeiro uso. 
 
QUESTÕES 
 
9- (MARINHA 2014) Segundo Cohen e Hargreaves (2011), durante a limpeza e a modelagem do 
sistema de canais radiculares, qual é a tecnica de preparo do canal em que o comprimento de trabalho 
diminui de forma gradativa com o aumento do tamanho do instrumento? 
a) Step-back (recuo escalonado) 
b) Crown-down (coroa-ápice) 
c) Step-down 
d) Força balanceada 
e) Rotatória 
 
10- (Prefeitura de Paulistana/PI – 2015) Paciente com 30 anos tem indicação de pulpectomia do dente 
21. Assinale as alternativas relacionadas com as características do canal e os movimentos operatórios 
de limagem e alargamento em relação ao dente 21. 
a) Apresenta canal com uma curvatura apical para distal. Movimentos de vaivém de grande amplitude 
com lima tipo Hedstroem; 
b) Canal volumoso e reto. Movimentos no sentido horário com lima Headstroem; 
c) Pode apresentar 02 canais retos. Movimentos de rotação de 1/4 a 1/2 volta com a lima tipo K; 
d) Canal volumoso e reto. Movimentos de rotação de 1/4 a 1/2 volta com a lima tipo K 
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11- (CADAR 2014) Segundo Lopes e Siqueira (2010), o limite apical de instrumentação e obturação do 
canal radicular proposto atualmente é de: 
a) 2 mm aquém do vértice radiográfico para dentes sem infecção e 1 mm para dentes com infecção. 
b) 0,5 a 1 mm do ápice radiográfico, tanto para dentes vitalizados, quanto para dentes desvitalizados. 
c) 1 a 2 mm aquém do ápice radiográfico, tanto para dentes polpados, quanto para dentes despolpados. 
d) 0,5 mm aquém do vértice radiográfico para dentes necrosados com lesão perirradicular e 1 mm para 
dentes necrosadossem lesão perirradicular. 
 
12- (CADAR 2015) Das alternativas abaixo, qual descreve o movimento de Força Balanceada? 
a) Avanço do instrumento endodôntico em direção apical e tração com aplicação de força lateral contra 
as paredes dentinárias. 
b) Pequenos avanços, do instrumento endodôntico de menor diâmetro que o canal radicular, em direção 
apical com movimento de rotação à direita e à esquerda e pequenos retrocessos. 
c) Avanço, do instrumento endodôntico com diâmetro maior que o do canal radicular, em sentido apical 
acompanhado de rotação parcial à direita e à esquerda e, em seguida, tração em sentido coronário. 
d) Avanço, do instrumento endodôntico de diâmetro maior que o do canal radicular, no sentido apical do 
canal radicular com rotação contínua à direita e, em seguida, ligeira tração do instrumento em direção 
coronária. 
 
13- (CADAR 2016) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
Os canais radiculares são classificados de acordo com o diâmetro e a curvatura que apresentam. O 
canal Classe II é um canal atrésico com curvatura moderada, apresentando raio entre ________mm e 
________mm ou ângulo de até ________°. Isso assegura uma exploração acessível até o forame 
apical. 
a) 5 / 10 / 20 
b) 5 / 10 / 30 
c) 10 / 20 / 20 
d) 10 / 20 / 30 
 
QUESTÕES COMPLEMENTARES: 
 
1- (Prefeitura de Paulista/PE – 2013) São propriedades do Hidróxido de Cálcio, EXCETO: 
a) Baixa Solubilidade 
b) Ser radiopaco 
c) Ação anti-inflamatória 
d) Biocompatível 
e) Ação alcalinizante 
 
2- (PM Goiás – 2013) A aplicação de medicação intracanal em polpa viva serve para reduzir a 
inflamação e: 
a) garantir a reparação biológica. 
b) facilitar a obturação. 
c) completar a medicação iniciada na penetração desinfetante. 
d) proteger contra a invasão de micro-organismos. 
 
3- (Prefeitura São João da Barra/RJ – 2015) Com relação ao hidróxido de cálcio como medicação 
intracanal observe as afirmativas abaixo: 
I- As pastas de hidróxido de cálcio atuam como barreira química contra a proliferação das bactérias 
residuais que sobreviveram ao preparo químico-mecânico e à contaminação ou recontaminação do 
canal por microorganismos advindos da cavidade oral. 
II- Devido ao seu poder anti-inflamatório, o extravasamento das pastas de hidróxido de cálcio para os 
tecidos perirradiculares está indicado nos tratamentos onde há a presença de lesão. 
III- As pastas de hidróxido de cálcio podem ser usadas em biopulpectomias e funcionam como uma 
obturação provisória, evitando a contaminação do canal radicular por microinfiltração salivar via 
material selador temporário. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Apenas a afirmativa I está correta; 
b) Apenas a afirmativa II está correta; 
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas; 
d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas; 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
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4- (CADAR 2014) Dos objetivos relacionados, qual não se refere à medicação intracanal? 
a) Estimular a formação de tecido mineralizado. 
b) Impedir a reinfecção do canal radicular por micro-organismos da saliva. 
c) Estimular a drenagem da coleção purulenta das infecções perirradiculares. 
d) Auxiliar na eliminação de micro-organismos presentes na infecção endodôntica. 
 
5- (CADAR 2011) Assinale a substância capaz de inativar o lipopolissacarídeo bacteriano. 
a) Hipoclorito de sódio. 
b) Clorexidina. 
c) Associação de hipoclorito de sódio e clorexidina. 
d) Hidróxido de cálcio 
 
6- (CADAR 2015) O Ca (OH)2 se apresenta em forma de um pó branco, e por isso necessita da adição 
de um veículo que possibilite a introdução da medição no interior do canal radicular. Os veículos devem 
possibilitar a dissociação iônica do Ca (OH)2 em íons cálcio e hidroxila. Dependendo do veículo 
utilizado essa dissociação pode ser mais ou menos rápida. Das alternativas apresentadas, qual a 
dissociação é mais lenta? 
a) Ca (OH)2 + metilcelulose. 
b) Ca (OH)2 + polietilenoglicol. 
c) Ca (OH)2 + soro fisiológico. 
d) Ca (OH)2 + solução anestésica. 
 
7- (CADAR 2014) Sobre a cinemática dos instrumentos endodônticos analise. 
Aplica-se uma forca, no instrumento, no sentido apical do canal radicular, simultaneamente faz-se 
movimento de rotação à direita e a esquerda e, apos quatro movimentos, pequena tração do 
instrumento em sentido cervical (1 a 2 mm). A definição anterior caracteriza o movimento de 
a) Alargamento continuo. 
b) Alargamento e limagem. 
c) Alargamento e remoção. 
d) Alargamento parcial alternado. 
 
8- (CADAR 2011) Há alguns anos, a instrumentação dos canais radiculares era executada somente 
pela técnica seriada ou convencional, e havia um número maior de acidentes. Alguns autores 
colaboraram com estudos que introduziram princípios que são utilizados nas técnicas atuais de 
instrumentação. Correlacione as colunas abaixo, associando esses autores às técnicas propostas em 
seu estudo. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
1. Clem, 1969. 
( ) Técnica de instrumentação de canais radiculares 
de molares no sentido coroa ápice, denominada step-down. 
2. Marshall & Pappin, 1980. ( ) Limagem anticurvatura. 
3. Abou-Rass et al., 1980. 
 ( ) Técnica de preparo apical com recuo escalonado, 
 denominada “step preparation”. 
4. Goerig et al., 1982. ( ) Técnica de instrumentação de canais radiculares 
 no sentido coroa-ápice sem pressão, denominada 
 Técnica de Oregon. 
a) 1/ 3/ 4/ 2 
b) 2/ 4/ 3/ 1 
c) 4/ 3/ 1/ 2 
d) 4/ 1/ 2/ 3 
e) 4/ 1/ 3/ 2 
 
9- (Prefeitura de Salvador/BA – 2011) Os instrumentos manuais utilizados no tratamento endodôntico 
realizam movimentos de limagem ou alargamento. Realizam movimentos apenas de limagem as limas: 
a) Tipo K e limas Hedstroem 
b) Tipo K e limas em forma de S 
c) Em forma de S e limas rabos de rato 
d) Rabo de rato e extirpa-nervos 
e) Hedstroem e limas em forma de S 
 
Endodontia V 
 
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10- (BOMBEIRO/Goiás – 2005) Uma das maneiras iniciais de diminuir-se a curvatura inicial do canal, 
evitar perfuração ou causar rasgo na área de bifurcação foi à utilização do preparo anticurvatura. Tal 
procedimento foi idealizado por 
a) Schilder. 
b) Abou-Rass. 
c) Roane. 
d) De Deus. 
 
11- (Prefeitura de Valinhos/SP – 2008) Com relação ao preparo químico-mecânico é incorreto afirmar: 
a) O terço apical é considerado a região mais crítica do sistema de canais radiculares, no que tange a 
necessidade de limpeza e desinfecção 
b) O limite apical de instrumentação é a área de maior constrição do canal, sendo essa área de fácil 
localização, pois é o CDC. 
 c) O instrumento de patência ajuda a prevenir a compactação apical de raspas de dentina, infectadas 
durante a instrumentação 
d) Na região apical do sistema de canais radiculares há a prevalência de espécies bacterianas 
anaeróbias estritas, fastidiosas e de crescimento lento, nas infecções primárias. 
 
12- (Prefeitura de Valinhos/SP – 2008) Com relação à instrumentação: 
I. Na técnica de instrumentação escalonada com recuo progressivo anatômico, o instrumento memória 
não é preestabelecido, mas sim ditado pela anatomia do canal radicular. 
II. Na técnica de instrumentação escalonada com recuo progressivo programado, o instrumento 
memória é preestabelecido pela diminuição de 1mm. 
III. O pré-encurvamento dos instrumentos de níquel-titânio é essencial na instrumentação dos canais 
curvos para manutençãoda forma original do canal e forame. 
IV. Uma das grandes vantagens das técnicas de instrumentação que utilizam o principio crown-down é 
diminuição do risco de transporte de microrganismos para o periápice 
É correto afirmar: 
a) I, II e IV são incorretas 
b) II e III são incorretas 
c) I, II e IV são corretas 
d) I e IV são incorretas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DA AULA: 
1-C 2-A 3-D 4-D 5-C 6-D 7-A 8-E 9-A 10-D 
11-C 12-C 13-A 
 
GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES: 
1-B 2-A 3-C 4-C 5-D 6-B 7-D 8-C 9-E 10-B 
11-B 12-C