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Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 1 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com MICROBIOLOGIA ENDODONTICA: Relação causal entre moo e as patologias pulpar e perirradicular: Doenças perirradiculares podem ser causadas por biofilme bacteriano. Estudo de Sundqvist: bactérias foram encontradas em canais com lesões perirradiculares associadas, confirmando a importância das mesmas na etiologia das lesões. Outro achado: 94,3% são bactérias anaeróbias estritas (bacilos produtores de pigmentos negros- Fusobacterium, Eubacterium e Peptostreptococcus). Variedade de espécies de 1 a 12. Quanto maior a lesão, maior era numero de células (densidade) e espécies bacterianas (complexidade) no canal. Envolvimento microbiano nos problemas endodônticos: Microrganismos são os principais agentes etiológico das doenças endodônticas. - Patologia pulpar e perirradicular: moo e seus produtos associados à indução e a perpetuação das doenças pulpares e perirradiculares. Cárie e polpa necrosada. Polpa vital não terá infecção, já polpa necrosada os moo invadem e colonizam o canal, levando às respostas inflamatórias e imunológica, relacionadas com aparecimento de lesão perirradicular. Pode ser por ação direta por fatores de virulência das bactérias (enzimas – colagenase, hialuronidase, condroitinase, Dnase, Rnase, fosfatase acida e hemosilina- exotoxinas e produtos metabólicos – butirato, propionato, amônia, indol, poliamidas e compostos sulfurados) ou indireta dos moo (ativa elementos de defesa do hospedeiro – Modulinas- peptideoglicano, ácido lipoteicoico, fimbrias e lipopolissacarideos, ex endotoxinas- ativam macrófagos e sistema complemento). Se invadem área perirradicular serão eliminados pelo mecanismo de defesa para impedir avanço da infecção (inespecífica ou adaptativa). Caso não ocorra pode levar a uma osteomielite ou envolvimento sistêmico - Flare-ups: mmo e seus produtos quando extruídos via forame, tendo desequilíbrio da microbiota endodôntica ou elevação do potencial de oxirredução no canal, podem levar a manifestações agudas. - Sintomatologia clinica e/ou exsudação persistente: moo q entram no canal durante ou entre consultas ou não são eliminados podem manter a agressão tecidual com manutenção de sinais e sintomas. Caracteriza infecção persistente ou secundária. - Fracasso do tratamento endodôntico: mal obturados- moo na infecção persistente ou secundária. Bem obturados – moo nas irregularidades do canal podem sobreviver e serem os responsáveis pelo fracasso. VIAS DE INFECÇÃO: Túbulos dentinários: dentina exposta se torna via de acesso para bactérias através dos túbulos. Em polpa vital os túbulos não são facilmente invadidos por bactérias, pois a presença de prolongamentos, fibras colágenas e fluido, ajuda a retardar a invasão. Outros fatores como dentina reparadora e smear layer também limitam. Na maioria das vezes bactérias não alcançarão a polpa pelos túbulos, a menos que tenha uma dentina remanescente de 0,2mm, mas podem lançar seus produtos que difundem pelos túbulos e alcançam a polpa. Exposição pulpar: causa mais comum. A cárie expõe a polpa e tem colonização bacteriana, que leva inflamação pulpar, podendo chegar à necrose ou não. Também pode ocorrer a exposição por trauma. Se for exposta de forma iatrogênica pode ser asséptica. Periodonto: bactérias de uma doença periodontal podem invadir a polpa via forame ou ramificações do canal. Anacorese hematogenica: atração de tecidos inflamados, debilitados ou necrosados sobre bactérias presentes na circulação sanguínea durante uma bacteremia. Estas colonizaram os tecidos e terá processo infeccioso. Exemplo: trauma (Siqueira diz que ocorre por trincas ou rachaduras causadas pelo momento do trauma. E Cohen diz que ocorre pelo gap na junção amelo-cementária). Anatomia da infecção/padrão de colonização bacteriana do sistema de canais radiculares: Conhecimento da estrutura, da organização e distribuição no interior do SCR são de importância fundamental para entender processo infeccioso e estratégias terapêuticas para erradicar a infecção endodôntica. A microbiota consiste em cocos, bacilos, filamentos e espirilos. Pode se encontrar em suspensão na fase fluida do canal ou grandes aglomerações aderidas às paredes do canal formando estrutura semelhante a biofilmes. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 2 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Quanto maior grau de organização da comunidade microbiana, maior seu potencial patogênico e mais difícil será sua eliminação. Muitas vezes bactérias compondo biofilme são visualizadas se estendendo para o interior dos túbulos dentinário. Essa infecção não é uniforme. Cocos e bacilos podem penetrar nos túbulos, e terão acesso a nutrientes no local. P. endodontalis, Porphyromonas gingivalis, F. nucleatum, Actinomyces israelli, Propionibacterium acnes e Enterococcus faecalis. Moo podem aderir a componentes orgânicos ou inorgânicos da dentina o que pode favorecer a colonização bacteriana nas paredes do canal e invasão intratubular (colágeno I, osteonectina, fosfoproteinas, glicosaminaglicanas, hidroxiapatita, etc). Fungos (leveduras e hifas) podem estar associadas à infecção endodôntica primaria associados a bactérias, sendo monoinfecção nos casos de infecção secundaria ou persistente. Tipos de infecção: Baseada na localização da infecção e no momento de estabelecimento microbiano no canal. A microbiota varia com os diferentes tipos. Infecção intrarradicular primária/inicial: causada por moo que colonizam tecido pulpar necrosado. Microbiota varia com o tempo da infecção e com o tipo de lesão perirradicular (aguda ou crônica). Mais de 400 espécies já foram encontradas em canais. Natureza polimicrobiana das infecções endodônticas com predomínio de bactérias anaeróbias estritas. Diversidade da microbiota, infecção mista: composta por 10 a 20 espécies em media, podendo chegar a 40-50 espécies. Quanto maior o diâmetro da lesão, mais complexa é a microbiota, com mais espécies e células. Bactérias encontradas: Bacilos produtores de pigmentos negros (dois gêneros): Prevotella (sacaroliticas) e Porphyromonas (assacaroliticas). Na infecção primaria tem P. intermedia, P. nigrescens, P. taneerae, P. multissacharivorax, P. baroniae e P. denticola. Já os P. endodontalis e P. gengivalis comum em lesões perirradiculares. Tannerella forsythia: anaeróbia gram-negativa tem sido associada à infecção endodôntica e abscessos. Dialister: cocobacilos gram-negativos anaeróbios estritos e assacaroliticos: associados a casos sintomáticos e assintomáticos. F. nucleatum: bacilo filamentoso gram-negativo anaeróbio estrito. Uma das espécies mais frequentes na infecção endodôntica associados a lesões crônicas e abscessos. Espiroquetas: gram-negativas dotadas de motilidade. Treponemas são as espiroquetas orais, relacionada à infecção primária, mais comum são T. denticola e T. socrankii. Bactérias anaeróbias gram-negativas são as mais frequentes, mas vários bacilos gram-positivos também foram detectados em elevada frequência. Cocos gram-positivos: E. faecalis não são comuns na infecção primaria. Campylobacter: anaeróbio gram-negativo, prevalência baixa a moderada. Espécies bacterianas esporadicamente encontradas: Veillonella parvula, Eikenella corrodens, Neisseria mucosa, Centipeda periodontii, Granulicatella adiacens, Gemella morbillorum, Capnocytophaga gingivalis, Corynebacterium matruvhotii, Bifidobacterium dentium e lactobacilos anaeróbios. Algumas espécies podem ser ocasionalmente encontradas: Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Mais frequentes na infecção secundaria por quebra da cadeia asséptica. Outros micro-oragnismos em infecçõesendodônticas: Fungos: ocasionalmente encontrados em infecções primarias. Archaea (arqueias): raro ser encontrado (alguns estudos comprovaram e outros não). Vírus: herpevirus detectados em lesões perirradiculares onde há células vivas em abundancia. Infecções sintomáticas: caracterizadas por periodontite apical aguda ou abscesso perirradicular agudo. Os fatores para causa de dor incluem: presença de tipos clonais virulentos; interações bacterianas aditivas ou sinérgicas (combinações mais virulentas); numero de células bacterianas (maior numero); sinais do microambiente (favoráveis aumenta); resistência do hospedeiro (baixa resistência leva a dor) e infecção concomitante por herpevirus. A estrutura das comunidades bacterianas em canais sintomáticos é diferente do assintomático, devido às espécies e o numero maior de espécies nos sintomáticos. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 3 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Infecção intrarradicular secundária: Causada por moo que não estavam na infecção primaria e que penetram no canal durante o tratamento endodôntico, entre as sessões ou após a conclusão do tratamento. Infecção intrarradicular persistente: causada por moo que resistiram à desinfecção dos canais radiculares (infecção primaria ou secundaria). Difícil de diferenciar clinicamente da infecção secundária. Essas duas podem levar a vários problemas clínicos, como, exsudação e sintomatologia persistente, flare-ups, e fracasso do tratamento caracterizado por persistência ou aparecimento de uma lesão perirradicular. INFECÇÃO INTRARRADICULAR SECUNDARIA/PERSISTENTE: Principais agentes etiológicos do fracasso da terapia endodôntica, caracterizado pela manutenção ou aparecimento de uma lesão, devido a: maior risco de fracasso se bactérias são encontradas no canal no momento da obturação e abrigam uma infecção perirradicular em quase todos os casos. Bactérias presentes no momento da obturação (fracasso em potencial): bactérias podem ser resistentes ou inacessíveis ao PQM ou a medicação intracanal. Media de 5 espécies bacterianas presentes. Bactérias gram-negativas são normalmente eliminadas após preparo do canal, exemplo: F. nucleatum, Prevotella spp e C. rectus. Porem, as gram-positivas são as mais frequentes, pois são mais resistentes ao tratamento antimicrobiano e as condições ambientais desfavoráveis em canal instrumentado, incluem: estreptococos (S. mitis, S. gordonii, S. anginosus, S. oralis), P. micra, Actimonyces spp (israelli e odontolyticus), Propionibacterium spp, P. alactolyticus, lactobacilos, E. faecalis e O. uli. As bactérias devem para causar fracasso: se adaptar ao microambiente desfavorável causado pela instrumentação, adquirir nutrientes e resistir aos efeitos antimicrobianos dos materiais obturadores; alcançar números críticos e virulência suficiente para manter ou induzir inflamação perirradicular; e acessar tecidos perirradiculares para exercer patogenicidade. Explica porque algumas lesões reparam mesmo com presença de algumas bactérias, e também presença de bactérias residuais podendo sobreviver e manter a lesão ou proliferar. Microbiota em dentes com canal tratado (fracasso estabelecido): reduzida diversidade (1-5 espécies quando bem tratados). E. faecalis mais prevalente espécie em 90% dos casos, sendo o principal patógeno encontrado no fracasso endodôntico. Outros: estreptococos, C. albicans e algumas bactérias anaeróbias estritas (P. alactolyticus, P. propionicum, F. alocis, D. pneumosintes e D. invisus). Virulência e quantidade de bactérias envolvidas e a resistência do hospedeiro são decisivos no desenvolvimento da infecção extrarradicular. Infecção extrarradicular: origem uma infecção intrarradicular que se estendeu para os tecidos perirradiculares, pode ocorrer no interior de uma lesão perirradicular crônica, levando a fracasso do tratamento. Mais comum abscesso perirradicular agudo. Pode ser dependente (fistula cessa após tratamento endodôntico) ou independente (bactérias resistem no abscesso após fase aguda) da infecção intrarradicular. Espécies associadas: Actinomyces e P. propionicum, Treponema spp, P. endodontalis, P. gingivalis, T. forsythia, Prevotella spp e F. nucleatum. Incidência em dentes sem tratamento endodôntico é baixa, sendo muitas das infecções extrarradiculares são mantidas por infecção intrarradicular. Pode ocorrer da seguinte forma: avanço direto de espécie que supera as defesas do hospedeiro, próxima do forame ou que invada a cavidade cística (em bolsa); persistência bacteriana em lesão após remissão de um abscesso; e detritos extruídos além forame no PQM, com bactérias, onde ele as protege das defesas do hospedeiro e assim persisti nos tecidos perirradiculares, gerando ou mantendo a inflamação. Bacteremia e infecção focal: Bacteremia pode ser causado por terapia endodôntica. Sendo mais importante a virulência e o número de moo que obtém acesso a corrente sanguínea, duração da bacteremia e fatores predisponentes do hospedeiro. São transitórias normalmente, não ultrapassando 10 a 30 minutos. Deve fazer profilaxia antibiótica em pacientes comprometidos medicamente, imunossupremidos, em hemodiálise e com próteses ortopédicas, mas não há evidencia claras. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 4 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Infecção focal é improvável em pacientes saudáveis. QUESTÕES 1-(MARINHA 2005) Que espécie bacteriana, foi encontrada por PINHEIRO et al. Em 53% de casos de fracassos da terapia endodôntica por eles avaliados e, quando estabelecida dentro do canal radicular, pode ser extremamente difícil de ser erradicada através de métodos convencionais? a) Treponema socranskii b) Tannerella forsythia c) Prevotella nigrescens. d) Candida albicans e) Enterococcos faecalis 2- (PM Goiás – 2013) Técnicas sofisticadas de cultura e biologia molecular revelaram a natureza polimicrobiana das infecções endodônticas. Nas infecções primárias predominam: a) aeróbicas b) anaeróbicas facultativas c) anaeróbicas estritas d) anaeróbicas 3-(MARINHA 2012) O fenômeno descrito por Lopes e Siqueira (2010) como a atração que tecidos inflamados, debilitados ou necrosados exercem sobre bactérias presentes na circulação sanguínea durante uma bacteremia, é denominado de: a) Migração idiopática b) Flare-up c) Anacorese hematogenica d) Apoptose e) Estereotaxia 4- (CADAR 2014) Associe às colunas, relacionando os tipos de infecção as respectivas características e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta. Tipos de infecção (1) Intrarradicular primaria (2) Intrarradicular secundaria (3) Intrarradicular persistente (4) Extrarradicular Características: ( ) A forma mais comum e o abscesso perirradicular agudo. ( ) Caracteriza-se por uma comunidade bacteriana mista, com predomínio de bactérias anaeróbias, que coloniza o tecido pulpar necrosado. ( ) E causada por micro-organismos que penetram no canal radicular durante ou apos o tratamento. ( ) E causada por micro-organismos que resistiram aos procedimentos de desinfecção e sobreviveram ao tratamento. a) 3 – 4 – 1 – 2 b) 4 – 1 – 2 – 3 c) 2 – 3 – 4 – 1 d) 1 – 2 – 3 – 4 5- (CADAR 2014) Sobre os Enterococcus faecalis nas infecções endodônticas, assinale a alternativa correta. a) Estudos revelam que estão presentes em 90% dos casos sintomáticos. b) São espécies altamente resistentes e, por isso, estão presentes na maioria das infecções odontológicas. c) São capazes de sobreviver em ambientes com poucos nutrientes, sendo encontrados, frequentemente, em canais radiculares tratados endodonticamente. d) O Ca(OH)2 e a medicação que tem ação eficaz sobre osEnterococcus faecalis, agindo sobre a membrana citoplasmática e provocando sua desidratação. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 5 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com ANALGÉSICOS EM ENDODONTIA: Dor: uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano potencial ou real. Tem três estágios: detecção, processamento, percepção. Os analgésicos irão atuar em um desses estágios. Fatores predisponentes da dor endodôntica pós-operatória: Flare-up – em casos de polpa necrosada e retratamentos Alodinia mecânica – limiar de sensibilidade reduzido A estímulos mecânicos (dor a percussão). Dor pré-operatória Analgésicos: AINES (anti-inflamatórios não esteroidais)- ibuprofeno, dipirona, diclofenacos. Não AINES – paracetamol, opióides Esteroides- dexametasona AINES: se ligam a albumina plasmática e são transportadas para os tecidos periféricos ou centrais. Atuam primeiramente pela inibição da atividade das enzimas cicloxigenases 1 (COX-1) e 2(COX-2), essas estão presentes em praticamente todas as células do corpo. Essa inibição não é especifica, age na COX-1 e 2, com isso inibe também as prostaglandinas benéficas, que tem papel protetor no trato GI, sendo não tolerado por algumas pessoas, em virtude de desconforto gástrico. A prevenção da atividade de COX-2 e da produção de prostaglandinas é a razão principal para a alta eficácia dos AINES na prevenção da dor endodôntica. Na polpa inflamada há indução da expressão e atividade de COX-2, resultando em níveis aumentados de prostaglandinas que exercem papel relevante na dor inflamatória por sensibilizar diretamente os nociceptores levando a transmissão aumentada da dor, sendo a razão principal da eficácia dos AINES na prevenção e dor endodôntica, além de suprimir o desenvolvimento da inflamação. Aines combinados com outros analgésicos (flurbiprofeno, tramadol) ou isoladamente são eficazes no manejo da dor endodôntica. Ibuprofeno: Eficácia e perfil de segurança bem documentados. Indicado para exo de 3ºmolar e após tratamento endodôntico (dor pós-operatória). Fatores como efeitos adversos das drogas e a história médica do paciente, devem ser consediderados durante o desenvolvimento de um plano de tratamento para dor pós-operatória. Dipirona: droga analgésica e anti-pirética bastante eficaz e amplamente utilizada que pertence à classe das Pirazolonas. Indicada dor pós-operatória por ser eficaz e de início rápido. Tem longa duração analgésica e baixo custo. É um dos analgésicos mais potentes e eficazes. Está associada à discrasias sanguíneas, principalmente agranulocitose (decréscimo do número de leucócitos periféricos), devido a mecanismos citotóxicos e/ou imunológicos. Diclofenaco (cataflan; voltaren): Inibição não seletiva das COX tem efeito mais duradouro do que o ibuprofeno. Maior predileção por COX-2 diminuindo assim problemas gástricos. Tem bons resultados quando administrados em combinação com outros medicamentos devido ao sinergismo (ex. diclofenaco + paracetamol). Não- Aines: Paracetamol (Tylenol): Apresentação em sua forma genérica (paracetamol) ou associado a outras drogas como expectorantes e opióides (ex. Tylex). Inibe a COX-3 – não comprovado – e ativa os mecanismos centrais (endocanabinóide e serotornégico) da inibição da dor para exercer sua eficácia analgésica. Não é tão eficaz quanto dipirona e ibuprofeno, porém não gera efeitos colaterais gástricos como o ibuprofeno, sendo boa alternativa para pacientes com histórica de desconforto gástrico ou de hipersensibilidade aos inibidores de COX. Opióides: Ação restrita principalmente ao sistema nervoso central, bloqueando a condução de sinais elétricos dolorosos para regiões superiores do cérebro na qual o estímulo seria percebido como dor. Vários efeitos colaterais: náusea, vomito, tonteira, torpor e potencial para constipação e depressão respiratória. Seu uso crônico é associado à tolerância e dependência. Quase sempre usados em Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 6 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com combinação com outras drogas para manejo da dor dentária, pois assim permite uma dose baixa do opioide. Combinados com AINES são mais eficazes do que os Aines usados isoladamente. Esteróides (glicocorticosteróides): reduzem resposta inflamatória aguda pela supressão da vasodilatação, da migração de neutrófilos e da fagocitose, além de inibir a formação de ácido araquidônico a partir dos fosfolipídios da membrana dos neutrófilos e macrófagos bloqueando assim as vias da COX e lipoxigenase. Eficazes na prevenção ou controle da dor endodôntica pós-operatória e flare-ups. Uso intra canal: polpa viva, usado dexametasona como medicação intra canal tendo redução da dor após 24 horas, mas sem diferença após 48/72h com o placebo. Eficaz para reduzir a incidência de dor pós-operatória. Em polpa necrosada não houve diferença. Não houve diferença em flare-ups quando o formocresol foi comparado ao hidróxido de cálcio. Esteróides intra canais parecem exercer efeitos significantes na redução da dor pós operatória. Uso sistêmico: reduzem a gravidade da dor pós-tratamento endodôntico, porém os Aines são drogas de primeira escolha para controle da dor pós-operatória. Estratégias para controle da dor: Envolve 3 etapas: diagnostico, tratamento dentário adequado e drogas. O tratamento endodôntico visa remover e reduzir fatores causais (fatores bacterianos e imunológicos). A terapia farmacológica muitas vezes é requerida para reduzir a estimulação continuada de nociceptores (AINES e anestésicos locais) e suprimir a hiperalgesia central (AINES e opióides). Pacientes podem ser pré tratados 30 minutos antes do procedimento com um AINE(Ibuprofeno 400mg ou flurbiprofeno 100mg) ou com acetaminofeno 1000mg. O objetivo do pré-tratamento é bloquear o desenvolvimento de hiperalgesia pela redução da estimulação dos nociceptores periféricos. Como segunda conduta no controle da dor pode ser usar anestésicos locais de longa duração: bupivacaina e ropivacaina. Produzem anestesia durante o procedimento, mas também retardam significativamente o desenvolvimento da dor pós- operatória quando comparados com lidocaína. A anestesia por bloqueio reduz a dor pós-operatória por 2 a 7 dias após o procedimento oral. Terceira conduta: usar plano flexível de prescrição analgésica para minimizar a dor pós-operatória e efeitos colaterais. O uso concomitante de AINES e acetaminofeno parece ser bem tolerado sem aumento detectável nos efeitos colaterais ou alterações na farmacocinética. Em situações raras pode associar um Aines e um opioide para casos raros de dor moderada a severa, em prescrição de um regime alternado. Aspirina e combinação de opioides não são usadas nesse regime devido ao potencial de interações medicamentosas. Considerações para o controle eficaz da dor: 1. Diagnostico 2. Tratamento dentário adequado 3. Drogas a) Pré-tratamento com AINES ou acetaminofeno quando apropriado b) Uso de anestésicos locais de longa duração quando indicado c) Uso de plano de prescrição flexível d) Prescrição “pelo relógio” ao invés de “quando necessário” ANTIBIÓTICOS EM ENDODONTIA: Alguns moo são patógenos verdadeiros, ou seja, se estabelecem no hospedeiro e provocarão doença (Treponema pallidum – Sífilis). Mas existe um numero considerável de moo que coloniza o organismo humano e não provoca doença, são importantes para homeostase. O antibiótico ideal seria aquele que eliminasse os moo patogênicos sem interferir no hospedeiro humano. A droga deve ser seletiva para o agente agressor em dose tolerada pelo hospedeiro. Ou seja, deve ter mínimo de efeito colateral dentroda dosagem mínima efetiva e tempo mínimo de administração, para que se afete minimamente o equilíbrio do hospedeiro. Esses efeitos são representados por: Inibição da síntese da parede celular (Beta-lactamicos, vancomicina, bacitricina) Ação sobre a membrana citoplasmática (polimixinas, polienicos). Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 7 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Inibição da função do DNA (metronidazol, quinolonas, novobiocina) Inibição da síntese de proteínas (aminoglicosideos, cloranfenicol, macrolideos, tetraciclinas, lincosamidas). Inibição da síntese de acido fólico (sulfonamidas, trimetoprim). Princípios da antibioticoterapia: Antibióticos não promovem a cura da infecção e sim, permite um controle até que os mecanismos de defesa do hospedeiro consigam controlar e debelar a infecção. Sempre deve avaliar a real necessidade do seu uso, pois seu uso indiscriminado pode causar resistência bacteriana. Não são eficazes no tratamento de doenças crônicas, como lesões perirradiculares refratárias ao tratamento endodôntico. Antibioticoterapia não aumenta o índice de sucesso do tratamento endodôntico e não reduz a incidência de dor pós-operatória após a manipulação de dentes com polpas necrosadas e lesão perirradicular associada. Devem ser usados, reservados para tratamento em curto prazo de doenças infecciosas com sintomatologia aguda ou medida profilática. Deve ser usar um antibiótico de amplo espectro, porque a infecção oral é de rápida progressão, não havendo tempo para fazer antibiograma e são infecções mistas com predomínio de anaeróbios estritos gram-negativos. É mais importante no controle da infecção endodôntica a terapia cirúrgica que acompanha o tratamento (drenagem da secreção purulenta) do que a terapia antibiótica. Indicações para uso de antibióticos em endodontia: Infecção endodôntica onde em pacientes imunocomprometidos, com sintomas de envolvimento sistêmico ou quando infecção se dissemina para espaços anatômicos de cabeça e pescoço. A maioria das infecções endodônticas é tratada sem necessidade de usar antibiótico (falta de circulação sanguínea na polpa necrosada não favorece o uso). Eles ajudam a impedir a disseminação da infecção e desenvolvimento de infecções secundaria em pacientes comprometidos, são apenas coadjuvantes. Raros casos que são prescritos, incluem: Abscesso perirradicular agudo com tumefação difusa e/ou com envolvimento sistêmico: Realiza- se drenagem do exsudato purulento via incisão e/ou via canal, PQM, e antibioticoterapia em pacientes imunocomprometidos, quando houver tumefação difusa, que possa levar a uma celulite com disseminação para outros espaços anatômicos ou quando há envolvimento sistêmico (febre, mal-estar, linfadenite regional ou trismo). Abscessos graves ou celulite opta-se por uma abordagem mais ampla (amoxicilina com acido clavulanico), como 1ª opção. Se não responder encaminha ao bucomaxilo para internação hospitalar, onde se fará terapia endovenosa com ampicilina e metronidazol/aminiglicosideo e aguarda o resultado do antibiograma. Pacientes alérgicos a penicilina, usa-se clindamicina (300mg, 6-6hs). Avulsão dentária: pode favorecer o prognóstico do tratamento. Doxiciclina (100mg/dia, por 7 dias) e em menores de 12 anos, penicilina V (40mg/Kg/dia ou 50.000U/Kg/dia, 6-6hs por 7 dias). Sintomatologia e/ou exsudação persistentes: quando medicação intracanal e instrumentação não eliminaram o agente infeccioso. Amoxicilina (875mg, 12-12 hs/ 500mg, 8-8hs) e pacientes alérgicos ou resistência usa clindamicina (150-300mg, 6-6hs). Metronidazol isolado não é indicado porque algumas espécies bacterianas são resistentes a ele (Actinomyces, Propionibacterium e Streotococcus). Abscesso perirradicular agudo em pacientes de risco: são imunocomprometidos, imunossuprimidos, diabéticos não controlados e propensos a desenvolver endocardite bacteriana. Deve ser bactericida (amoxicilina), devido baixa resistência do hospedeiro. Uso profilático em pacientes de risco: chance de desenvolver endocardite bacteriana. Antibióticos são drogas coadjuvantes em abscessos de origem endodôntica, o mais importante é realizar o tratamento endodôntico e se necessário à drenagem da coleção purulenta. Deve persistir por 2 a 3 dias após resolução dos sinais e sintomas com a antibioticoterapia, dando um total de 5 a 7 dias. Antibióticos podem reduzir a eficácia de contraceptivos orais. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 8 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Principal causa de fracasso da antibioticoterapia: Escolha imprópria do antibiótico, emergência de cepas microbianas resistentes, dosagem baixa do antibiótico, moo de crescimento lento (critico para beta-lactamicos), baixa resistência do hospedeiro, paciente não coopera, baixa penetração do antibiótico no sitio infectado (pus, biofilmes), baixa vascularização do sítio infectado (necrose) e permanência da fonte de infecção. Principais antibióticos de interesse na endodontia: Beta-lactâmicos: penicilinas e cefalosporinas. Possuem anel beta-lactamico. São bactericidas agindo pela inibição da síntese de parede celular. Penicilinas: toxicidade seletiva, mais propensos a reações alérgicas. Classificadas em 3 grupos: Naturais (Penicilina G cristalina, G procaína e G benzatina), biosintética (Penicilina V) e semissintéticas (Isoxazolil penicilinas – oxacilina, cloxacilina e dicloxacilina e Aminopenicilinas – ampicilina e amoxicilina). Amoxicilina: penicilina semissintética de amplo espectro, que abrange os principais moo no abscesso perirradicular agudo. Amoxicilina é melhor absorvida no trato gastrointestinal. Indicada casos moderados a leve e graves. Amoxicilina associada à clavulanato (500mg de Amoxicilina e 125mg acido clavulanico – 8/8hs), indicada para casos mais graves, mais eficazes, mas tem mais efeitos colaterais (diarreicos e candidíase). Amoxicilina com acido clavulanico: inativam a beta-lactamases (prevotella e Fusobacterium). Mais chance de superinfecções e episódios de diarreia e candidíase. Cefalosporinas: maior resistência a beta-lactamases e maior ligação as PBPs, comparadas às penicilinas, mas atividade contra gram-positiva foi reduzida. Assim como penicilinas agem por inibição da síntese da parede celular. Terceira e quarta geração são indicadas para infecções graves com risco de vida, não se aplica em endodontia. Limitada eficácia a anaeróbios estritos comumente associados à infecção endodôntica, com exceção do Cefaclor (segunda geração) e penetração nos tecidos ósseos são reduzidas. Acido clavulanico e sulbactam: não são antibióticos. Liga-se a beta-lactamases de forma irreversível e suicida. São associadas a antibiótico beta-lactamico. Clindamicina: lincosamida. Bem absorvida via oral, pico sanguíneo em 45 minutos e meia-vida de 2 a 4 horas. Age inibindo a síntese proteica. Efeito colaterais: colite pseudomembranosa (dor abdominal, diarreia amarelo-esverdeada, sangue e muco nas fezes, desidratação e choque). Indicada na terapia endodôntica em pacientes alérgicos a penicilinas e quando resistentes a essa, pois seu bom espectro de atividade antibacteriana e excelente penetração óssea. Posologia 150-300mg, 6 em 6 horas, junto com reconstituinte da microflora intestinal (Floratil 100mg antes do almoço e jantar). Metronidazol: Eficaz para anaeróbios. Excelente penetração em tecido ósseo e áreas de abscesso. Deve evitar uso de álcool, pois ocorre intoxicação por acetaldeido (vômitos, tremores, inquietação e convulsões). Bem absorvido via oral. Por causar irritação gástrica recomenda-se ser administrado nas refeições. Outros efeitos colaterais: náuseas, dor abdominal, cefaleia,anorexia e sensação de gosto metálico na boca, que leva aos pacientes a suspenderem o uso. Em pacientes hepáticos pode gerar neuropatia, que é reversível com suspensão do uso. Deve evitar no primeiro trimestre da gestação e lactantes, pois tem potencial teratogênico e carcinogênico em laboratórios. Indicados em casos refratários à terapia com penicilina e clindamicina para endodontia, pois agem em anaeróbios que são predominantes na infecção endodôntica. Associa-se a Amoxicilina em infecções endodônticas graves. 400mg de 8 em 8 horas. Macrolideos: Algumas são indicadas para infecções orais (eritromicina, azitromicina, claritromicina, roxitromicina, espiramicina e miocamicina). Efeito colateral da erotromicima mais comum é intolerância digestiva (náuseas, vômitos, anorexia, distensão abdominal, flatulência e diarreia). Incompatibilidade com o uso de contraceptivos orais, vitaminas C e B, fenobarbital, corticosteroides, teofilina, Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 9 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com carbamazepina, aminofilina, ciclosporina, anticoagulantes, ergotamina, digoxina e terfenadina. Alimento diminui absorção, devem ser ingeridos com estomago vazio, ou antes, das refeições. Eritromicina e outros macrolideos tem ação variável nas espécies anaeróbias de lesões perirradiculares. Tetraciclinas: minociclina e doxiciclina. Absorção oral é prejudicada pela ingestão de alimentos e produtos que contem sais de cálcio e magnésio, hidróxido de alumínio e bicarbonato de sódio. As mais novas sofrem com alimentos que contem ferro. Tetraciclinas e cloranfenicol associados à superinfecções e colite pseudomembranosa. Também intolerância gastrointestinal. Minociclinas tem efeitos colaterais em 90% dos pacientes (tonteiras, vertigem, náuseas, vômitos e ataxia). Tetraciclina e metronidazol podem potencializar efeitos de anticoagulantes. Indicadas: doença periodontal, trauma (avulsão), sendo considerada droga de escolha em dentes traumatizados (100mg/dia de 7 dias). Oxazolidinonas: inibidoras de mino-oxidase. Pode ser opção de terapia futura na endodontia. Quinolonas: sintéticos. Ciprofloxacin único com eficácia em endodontia. Bem absorvido via oral, alimentos retardam, mas não reduzem a absorção. Indicação casos de infecções persistentes e secundarias e osteomielite. Resistência a antibióticos: Uso abusivo, indiscriminado é uma das principais causa do desenvolvimento de múltiplas e preocupantes formas de resistência bacteriana. Ocorre quando usa em paciente sem um processo infeccioso; escolha errônea do agente, dose e/ou duração e uso abusivo em profilaxia. Profilaxia antibiótica: Prevenir colonização bacteriana e reduzir risco de desenvolvimento de complicações pós-operatórias. Em odontologia para prevenir endocardite bacteriana em pacientes de risco, resultantes de bacteremia seguintes a procedimentos operatórios. Usada em pacientes imunocomprometidos. Profilaxia antibiótica em dentes avulsionados: dente entra em contato com superfícies contaminadas, e não se faz limpeza eficiente da superfície radicular, pois se for rigorosa danifica as fibras residuais do LP, que aumenta risco de reabsorção por substituição. Antibiótico evita proliferação bacteriana, podendo impedir o reparo do LP, pois inibe metaloproteinases. Doxiciclina ideal (100mg/dia, por 7 dias). Eficácia em odontologia é questionada, pois têm inúmeros patógenos associados às infecções orais, sendo difícil a seleção de um antibiótico eficaz contra todos. É empírico. Odontologia- historia de endocardite previa, válvulas cardíacas, shunts e próteses vasculares pulmonares estabelecidos cirurgicamente. Regime profilático: alguns procedimentos odontológicos podem causar bacteremia transitória que raramente persiste por mais de 30 minutos. Embora bacteremia seja comum após procedimentos invasivos, apenas certas espécies bacterianas podem causar endocardite. Bochechos com antissépticos (clorexidina 0,12%), antes dos procedimentos dentários podem reduzir a incidência ou magnitude de bacteremia. 15ml, por 30 segundos. Não devem ser usados como rotina, pois podem resultar em seleção de moo resistente e dificultar reparo de feridas. Eficaz quando se administra profilaxia antimicrobiana (antibióticos) ate 2 horas antes dos procedimentos. Indicados em: sangramento significante em tecidos moles e/ou duros como raspagem periodontal e cirurgia perirradicular, tonsilectomia e cirurgia periodontal. Não necessitam: injeções para anestesia de rotina em tecidos não infectados, radiografias, próteses removíveis colocação ou aparelhos ortodônticos, ajustes de aparelhos, colocação de brackets, exfoliação de decíduos, sangramento em trauma no lábio ou mucosa oral. Se paciente precisar de varias intervenções deve dar intervalo de 9 a 14 dias, para evitar seleção de cepas bacterianas resistentes e assim repovoarem a cavidade oral. Streptococos alfa-hemolíticos principal causa de endocardite bacteriana após procedimentos orais. Única dose de Amoxicilina via oral 2g em 1 hora antes, sendo as ampicilina e penicilina V também eficazes contra esse estreptococos, mas o de escolha é Amoxicilina. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 10 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Endodontia risco maior: polpa necrosada e cirurgia perirradicular. Tratamento odontológico e a endocardite bacteriana: Bacteremias associadas a tratamento dentário podem ser responsáveis por 4% ou menos dos casos de endocardite bacteriana. Bacteremia causais podem ser observadas no cotidiano do paciente, devido escovação, mastigação e uso de fio dental, também injurias traumáticas a pele e mucosa. Endocardite bacteriana se desenvolve na grande maioria das vezes em 2 semanas. Portanto, se um tratamento odontológico foi concluído 2 semanas ou mais antes do aparecimento dos sinais e sintomas da endocardite, não pode ser considerado sua causa. QUESTÕES 1-(TRE/PB – 2007) Tendo por objetivo a dor de paciente com 29 anos de idade, sexo masculino, apresentando um quadro clinico de pulpite, indica-se a prescrição de: a) Betametasona b) Dexametasona c) Triancinolona d) Diclofenaco sódico e) Prometazina 2- (Fundação Municipal de Saúde de Piauí/PI – 2011) Os corticoides tem sido utilizados em Odontologia como uso local, em muitas situações, das quais podemos citar: I- No capeamento pulpar direto II- Na medicação intracanal III- No tratamento de estomatites protéticas IV- No tratamento de estomatites aftosas Estão corretas: a) I e II b) I,II,III e IV c) II e IV d) II e) II,III e IV 3- (ESSEX – 2009) Os agentes anti-inflamatórios não esteroidais reduzem: a) A substância P. b) Prostaglandinas. c) Peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. d) Ácido araquidônico. 4- (CADAR 2013) A prescrição de antibióticos é muito importante nos tratamentos endodônticos emergenciais, porem, deve ser realizada de maneira criteriosa. A prescrição antibiótica é indicada no(a): a) Tratamento endodôntico inadequado com periodontite crônica b) Necrose pulpar com rarefação óssea periapical sugestiva de granuloma c) Abscesso perirradicular agudo com envolvimento sistêmico (febre e mal-estar) d) Pulpite irreversível sintomática com dor aliviada com frio e exacerbada pelo calor 5- (Prefeitura de Feliz/RS – 2012) Representa um antibiótico macrolideo, útil para o tratamento de infecções bucofaciais leves a moderadas, especialmente em pacientes alérgicos Às penicilinas, em função do espectro de atividade, do baixo potencial alergênico e da capacidade de penetração tecidual: a) Cefalosporina b) Eritromicina c) Tetraciclina d) Metronidazol Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________11 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 6- (TSE – 2006) Um paciente relata dor pulsátil constante que se intensifica durante a mastigação, no local do dente 36. Ao exame clinico, observa-se mobilidade dentaria, presença de carie e ausência de aumento de volumétrico vestibular ou lingual. O teste de vitalidade pulpar foi negativo e o de percussão, positivo. Ainda com relação ao caso apresentado no texto, suponha que o paciente tenha sido considerado especial e que houve indicação para o uso profilático de antibiótico. Assinale a opção que apresenta os medicamentos corretos de primeira e segunda escolha indicados para esse paciente e seus respectivos mecanismos de ação. a) Penicilina, para inibição da parede celular, clindamicina, para inibição da síntese protética. b) Penicilina para inibição da síntese proteica; azitromicina para inibição da parede celular. c) Metronidazol para alteração do DNA bacteriano; clindamicina para inibição da parede celular. d) Claritromicina para inibição da síntese proteica; azitromicina para inibição da parede celular. 7- (ESSEX – 2009) Em qual dessas condições faz-se necessária à profilaxia antibiótica prévia ao tratamento endodôntico: a) Defeito septal atrial secundário isolado. b) Shunts ou condutos pulmonares sistêmicos construídos cirurgicamente. c) Prolapso da válvula mitral sem regurgitação valvular. d) Sopro cardíaco fisiológico, funcional ou inocente. 8- (Prefeitura São João da Barra/RJ – 2015) Segundo Siqueira (1997), a droga de eleição para tratamento de infecções endodônticas em pacientes alérgicos às penicilinas é: a) cefalosporina; b) clindamicina; c) ciprofloxacina; d) estreptomicina; e) doxiciclina. INTER-RELAÇÃO ENDODONTIA E PERIODONTIA: Desafio para diagnóstico, tratamento e avaliação do prognostico, depende da etiologia, patogênese e reconhecimento correto de cada condição especifica. Etiologia: moo e fatores contribuintes como trauma, reabsorções radiculares, perfurações e má formação dentária. A polpa e o periodonto estão conectados por três vias de comunicação: Túbulos dentinários expostos: em áreas desprovidas de cemento, pode ocorrer devido a defeitos do desenvolvimento, doença ou procedimentos periodontais ou cirúrgicos. Quando cemento e esmalte não se encontram na junção cemento esmalte (JCE), os túbulos ficam expostos, sendo vias de comunicação entre polpa e LP. Polpa pode se tornar exposta ao meio oral pelo sulco gengival ou bolsa periodontal. Importante na avaliação da progressão dos patógenos endodônticos, raspagem radicular e integridade cementaria, trauma e alteração patológica induzida por clareamento. Outros portais de saída: canais acessórios e laterais, sendo mais prevalente ramificações no terço apical. Ramificações na região da furca também podem ocorrer. Levam a inflamação por moo e seus subprodutos disseminados da polpa para LP ou vice e versa. Forame apical: principal via de comunicação entre polpa e periodonto. Produtos microbianos e inflamatórios podem sair pelo forame, causando doença perirradicular. Também é potencial porta de entrada desses produtos oriundos das bolsas periodontais profundas a polpa. A inflamação da polpa provoca resposta inflamatória no LP no forame apical e/ou adjacente a abertura de ramificações. Irritante e moo podem entrar nos tecidos perirradiculares através do forame apical, de ramificações ou túbulos dentinários expostos e causar resposta inflamatória vascular no periodonto, levando a formação de lesão. Já o efeito da inflamação periodontal sobre a polpa é controverso. Sugere-se que a doença periodontal não tem efeito sobre a polpa pelo menos até que envolva o ápice radicular. Alguns estudos Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 12 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com dizem que tem efeito degenerativo, incluindo um alto índice de calcificações, fibroses e reabsorção de colágeno, bem como efeito inflamatório direto. A polpa não é gravemente afetada pela doença periodontal, a não ser que algum canal acessório seja exposto, podendo levar a inflamação crônica seguida de necrose. Se a microcirculação do forame permanecer intacta, a polpa permanece vital. Etiologia: Patógenos vivos e biofilmes infecciosos: bactérias, fungos e vírus. Bactérias: crucial na formação e progressão das doenças perirradiculares. Invadem a polpa, causando necrose parcial ou total. Patógenos periodontais acompanham as infecções endodônticas e as inter-relações endo-perio são via critica para ambas as doenças. Espiroquetas associadas às duas doenças, sendo mais frequente na placa subgengival do que em canais. Mais comum no canal são Treponema denticola e treponema maltophilum. Fungos (leveduras): Candida albicans detectada em canais infectados. Fatores predisponentes desse processo são as doenças imunossupressoras, certos medicamentos intracanal, antibióticos locais e sistêmicos e insucesso na terapia endodôntica prévia. A redução de cepas bacterianas no canal durante o tratamento endodôntico pode permitir a proliferação excessiva de fungos no ambiente pobre de nutrientes, outra possibilidade que os fungos podem ter acesso ao canal através da cavidade oral, pela assepsia precária durante o tratamento endodôntico ou procedimentos pós-operatórios. Por isso tem que manter a técnica endodônticas e periodontais assépticas, mantendo a integridade dos tecidos duros dentários e revestindo a coroa dentaria logo que possível com restauração permanente bem selada para prevenir a reinfecção. Vírus: papel importante nas doenças endodônticas e periodontais. Vírus herpes simples frequente nas doenças periodontais, também citomegalovírus, Epstein-Barr tipo I. Herpevirus foram associados a uma grande ocorrência de P. gingivalis, T. forsythia, P. intermedia, P. nigrescens, T. denticola e A. actinomycetemcomitans. Sugere papel na proliferação excessiva de bactérias periodontais patogênicas. Vírus HIV não foi estabelecido por causar diretamente doença pulpar. Não desempenha papel significativo na doença endodôntica, ao contrario da doença periodontal. Herpevirus presentes na doença pulpar e perirradicular. A imunossupressão mediada por ele pode ser determinante nas infecções perirradiculares em razão de resposta já comprometidas do hospedeiro. Ausência e reativação pode ser a razão em que algumas lesões perirradiculares se mantém clinicamente estáveis por longos períodos. Citomegalovírus e Epstein-Barr tem papel na patogênese das lesões perirradiculares sintomáticas. Biofilmes infecciosos: comunidade madura de micro colônias com alguma variação entre as espécies. Sequência é adesão microbiana a superfície, proliferação celular, produção de matriz e destacamento. Considerado a estratégia de vida mais defensiva que pode ser adotada por células procarióticas. São difíceis de detectar por diagnósticos de rotina e são tolerantes as defesas do hospedeiro e a terapias antibióticas. São ativamente adaptáveis as tensões ambientais (alteração de nutrientes, densidade celular, temperatura, pH e osmolaridade). O papel nas lesões endo-perio ainda não foi elucidado. Patógenos não vivos: Extrínsecos: Corpos estranhos: geralmente associados a processos inflamatórios dos tecidos perirradiculares. Embora moo seja principal causa de doenças endodôntica e periodontal, certas substâncias estranhas também podem levar ao aparecimento dessas doenças. Exs.: raspas de dentina e cemento, amalgama, materiais obturadores, celulose das pontas de papel absorvente, fios de retração gengival, alimentos leguminosos e depósitos semelhantes a cálculos. Resposta pode ser aguda ou crônica, sintomática ou assintomática. Tem presença de células gigantes multinucleadas circundando o material estranho em infiltrado inflamatório crônico – HP. Deveremover mecanicamente ou cirurgicamente os corpos estranhos. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 13 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Intrínsecos: Epitélio: restos epiteliais de malassez presentes no LP. Em muitas lesões perirradiculares o epitélio não está presente presumindo que tenha sido destruído, se os restos permanecem, respondem pela proliferação na tentativa de emparedar os irritantes oriundos do forame apical, formando o granuloma epitelial. Cisto baia representa essa situação. Já o cisto verdadeiro é a conclusão da lesão epitelial proliferativa. A formação de cisto baia e sua progressão para um verdadeiro ocorre com o passar do tempo, sendo esta incidência menor que 10%, fato que explica sucesso do tratamento não cirúrgico em dentes com lesões associadas. Colesterol: presença nas lesões perirradiculares é um achado HP comum. Com tempo são dissolvidos e eliminados deixando espaços em forma de fendas (18 – 44%). Formados pela desintegração de eritrócitos, linfócitos, plasmócitos e macrófagos que morrem em grande quantidade e se desintegram em lesões perirradiculares crônicas ou lipídios plasmáticos circulantes. Levam a acumulo, concentração e cristalização de colesterol em uma lesão perirradicular. Relacionado com fracasso da terapia endodôntica. Os cristais induzem uma reação de corpo estranho. Corpúsculos de Russel: podem ser encontrados em tecidos inflamados em todo organismo, como tecido perirradicular (80%). Formado pela síntese excessiva de proteína secretória normal por certos plasmócitos. Ainda precisa ser esclarecido sua formação e papel na inflamação pulpar. Corpúsculos hialinos de Rushton: característica única de alguns cistos odontogenicos. Ainda não estar claro porque se formam no interior do epitélio e sua natureza. Sugere-se que seja de natureza ceratinosa, já outros são materiais remanescentes de um processo cirúrgico prévio. Fatores contribuintes: Tratamento endodôntico deficiente: falhas tratadas por retratamento ou cirurgia perirradicular tendo bom índice de sucesso, ainda mais com auxilio de microscópio e novos equipamentos. Restauração deficiente: infiltração coronária causa de fracasso. Obturação adequada e restauração coronária defeituosa maior incidência de fracasso do que obturação inadequada e restauração coronária adequada. Recomenda-se cortar excesso de guta ate o nível dos orifícios do canal e que soalho da câmara pulpar seja protegido por material restaurador com boa capacidade seladora. Trauma: pode envolver polpa e LP, direta ou indiretamente. Tipo de trauma determina prognostico da reparação. Reabsorções: associada a um processo patológico e fisiológico, com perda de dentina, cemento e/ou osso. Perfurações: podem levar a insucesso. Pode resultar de extensas lesões cariosas, reabsorção, acidentes durante instrumentação do canal ou preparação para pinos. Prognostico depende do tamanho, da localização, tempo de diagnostico e tratamento, grau do dano periodontal, capacidade de selamento e biocompatibilidade do material reparador. Sendo principal selamento imediato e controla de infecção apropriada. Pode fazer extrusão radicular controlada como tratamento corrigindo discrepâncias gengivais e ósseas de dentes envolvidos periodontalmente, com objetivo de permitir a restauração do defeito localizado abaixo da crista óssea. Matérias usados: MTA é o mais usado, SuperEBA, Cavit, IRM, cimentos de ionômero de vidro e compósitos de amalgama. Malformações de desenvolvimento: tendem a falhar na resposta do tratamento quando associados a uma invaginação ou sulco radicular vertical que pode ter complicação periodontal intratável. Se a inserção epitelial permanecer intacta o periodonto ficara saudável, mas se torna contaminada pode formar uma bolsa periodontal autossustentável, podendo afetar também a polpa. Periodontal: dente vital, semelhante a abscesso periodontal, com bolsa. Pulpar: sintomas endodônticos. Prognostico: depende da extensão apical do sulco. Tratamento: desgastar sulco com broca, aplicando substitutos ósseos e manejo cirúrgico dos tecidos moles e osso adjacente (emdogain). Se prognostico for ruim extrai o dente. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 14 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: Lesões endoperio podem ser de origem endodôntica primárias, de origem periodontal primária ou de ambas combinadas. Essa classificação se baseia em como são formadas. Têm quadro radiográfico semelhante e o diagnóstico diferencial é um desafio. Doenças endodônticas primárias: ocorre quando há exacerbação aguda de lesão perirradicular crônica que pode drenar coronariamente através do LP para o sulco gengival. Se assemelha ao abscesso periodontal, mas trata-se de uma fistula de origem pulpar. Diagnóstico realizado através do rastreamento radiográfico e sondagem de bolsa que estará estreita e sem amplitude. Outra situação é a drenagem coronariamente do ápice de um molar, na área de furca, pela presença de canais laterais. Nessas situações ocorre o reparo após tratamento endodôntico. Doenças periodontais primárias: causados por patógenos periodontais. Periodontite marginal crônica progride ao longo da superfície radicular. Os testes pulpares apresentam-se positivos, frequentemente há acúmulo de placa e cálculo e bolsas mais amplas. Prognostico depende do estágio da doença e eficácia do tratamento periodontal. Doenças combinadas: estas incluem a doença endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário, doença periodontal primária com envolvimento endodôntico secundário e doenças verdadeiras combinadas. Doença endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário: se a doença endodôntica primária supurativa não for tratada com o tempo pode se tornar secundariamente envolvida com lesão periodontal marginal. Placa se forma na margem gengival da fistula e leva a periodontite marginal. Deve tratar nesses casos, a doença endodôntica e periodontal, se a endo for adequada o prognóstico vai depender da gravidade da lesão periodontal marginal e da eficácia do tratamento periodontal. Também podem ocorrer como resultado de uma perfuração radicular durante tratamento do canal ou de pinos intrarradiculares. Sintomas podem ser agudos, com formação de abscesso periodontal com dor, edema, exsudato purulento, formação de bolsa e mobilidade dental. Às vezes pode ocorrer resposta crônica sem dor, com aparecimento súbito de bolsa com sangramento a sondagem ou exsudação de pus. Quando for próxima a crista alveolar, pode levantar retalho e reparar defeito com material obturador (MTA). Já quando são profundas ou na furca, tratamento imediato tem melhor prognóstico do que tratamento tardio. Fraturas radiculares: também podem ocorrer. Normalmente em dentes tratados com pinos e coroas e molares com ressecção radicular. Sinais: aumento da profundidade de bolsa periodontal local à formação de abscesso periodontal. Doença periodontal primária com envolvimento endodôntico secundário: progressão apical de uma bolsa periodontal pode continuar até que os tecidos perirradiculares sejam envolvidos. Consequentemente a polpa pode se tornar necrosada como resultado da infecção que penetrou através de canais laterais ou forame. Molares apresentam melhor prognóstico, pois pode não envolver todas as raízes. Nestes casos pode-se fazer ressecção radicular. O efeito da periodontite progressiva sobre vitalidade pulpar é controverso. Se o suprimento sanguíneo do forame permanecer intacto, a polpa permanecerá vital, por isso é provável ocorrer quando forame estiver envolvido, onde bactérias da bolsa são a fonte da infecção do canal. Túbulos dentináriose canais colaterais podem ser expostos durante raspagem, curetagem ou procedimentos de retalho cirúrgicos, podendo danificar um vaso sanguíneo no interior do canal colateral com uma cureta e moo sejam forçados para área durante tratamento, resultando em inflamação pulpar e necrose. Doenças verdadeiras combinadas: menos frequente. Formada quando uma doença endodôntica progride coronariamente e se junta a uma bolsa periodontal infectada que progrediu apicalmente. O grau de perda de inserção é grande e prognóstico contido. Verdadeiro em dentes unirradiculares, já em molares pode se fazer ressecção radicular, quando nem todas as raízes estiverem gravemente envolvidas. Às vezes necessita de procedimento cirúrgico. Na maioria dos casos o reparo perirradicular pode ocorrer após tratamento endodôntico bem-sucedido. Já tecidos periodontais podem não responder, vai depender da gravidade da doença combinada. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 15 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com RX: semelhante ao dente fraturado verticalmente. Quando invade espaço pulpar, resulta em necrose, sendo considerada lesão verdadeira combinada, e pode não ser favorável ao tratamento de sucesso. Se tiver fistula pode levantar retalho para determinar etiologia da lesão. Prognóstico: depende primeiramente do diagnóstico da doença endodôntica e/ou periodontal especifica. Sendo importante avaliar a vitalidade pulpar e extensão da lesão periodontal. Doença endodôntica primária (polpa necrosada) e doença periodontal primaria (polpa vital), diagnostico é fácil. Mas doença endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário, doença periodontal com envolvimento endodôntico secundário e doenças combinadas são muito parecidas, e de difícil diagnóstico. Se lesão for tratada como doença endodôntica por falta de evidencia de periodontite marginal, e tiver reparo de tecidos moles à sondagem e cicatrização óssea, diagnostico válido. Na ausência de reparo adequado é indicado tratamento periodontal avançado. Doença periodontal primária deve tratar com terapia endodôntica com bom prognostico, assim como doença periodontal primária será tratada por terapia periodontal, dependendo da gravidade da doença periodontal e da resposta do hospedeiro. Doença endodôntica primaria com envolvimento periodontal secundário: primeiro trata endodonticamente, avalia de 2 a 3 meses e só então deve considerar a terapia periodontal (tempo para o reparo inicial dos tecidos e diminui risco de introdução de bactérias e seus subprodutos). Prognóstico depende da gravidade do envolvimento periodontal, do tratamento periodontal (remoção agressiva do LP e cemento afeta o reparo periodontal) e da resposta do paciente. Doença periodontal primaria com envolvimento secundário e doenças endoperio combinadas: requer terapia endodôntica e periodontal. Prognostico depende da gravidade da doença periodontal e da resposta dos tecidos periodontais ao tratamento. A infecção endodôntica tende a levar migração epitelial apical em áreas de superfície radicular desnuda. Doenças verdadeiras combinadas: prognostico mais contido. Tratamento endodôntico adequado, terá reparo do que for de origem endodôntica, dai prognostico dependera da eficácia da terapia periodontal. QUESTÕES: 1-(Petrobras – 2011) Paciente de 28 anos apresenta lesão cariosa classe IV no elemento 21, drenando exsudato purulento apenas na região palatina desse elemento. Esse dente respondeu negativamente ao teste de vitalidade pulpar. O paciente apresenta periodonto normal no restante da dentição. Nessa situação, quais são, respectivamente, o diagnóstico e o plano de tratamento indicados? a) Lesão endodôntica primária – Tratamento endodôntico b) Lesão endodôntica primária com comprometimento periodontal secundário – Tratamento endodôntico e periodontal c) Lesão periodontal primária – Tratamento periodontal d) Lesão periodontal primária com comprometimento endodôntico secundário – Tratamento periodontal e endodôntico e) Lesão endopério verdadeira – Tratamento endodôntico e periodontal Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 16 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 2- (Tribunal de Justiça/AL – 2012) a) O fato de o sistema pulpar e o periodontal apresentarem origem embrionária endodérmica comum não corrobora com a etiopatogenia da patologia endoperiodontal. b) Independentemente de as lesões endodôntica e periodontal serem primária ou secundária, a cura periapical pode ser alcançada após tratamento endodôntico eficaz, enquanto a cura periodontal pode ou não acontecer, de acordo com a severidade do envolvimento e do grau da perda do ligamento periodontal. c) Os microrganismos responsáveis pela doença endodôntica e periodontal são de origem polimicrobiana mista com características aeróbicas, sendo a microbiota da infecção endodôntica mais complexa que a das infecções periodontais. d) O tratamento de lesões endoperiodontais verdadeiras deve ser iniciado de forma concomitante, o tratamento periodontal inicial deve preceder ao endodôntico e a obturação radicular independe do término do tratamento periodontal. e) A polpa necrótica pode desenvolver fístula com trajeto do ápice até a área de furca e a fistulização distante do ápice, formando uma reabsorção óssea, sugere uma bolsa intraóssea, indicando o envolvimento tipicamente periodontal. 3- (Apucarana, 2014) Mulher, 31 anos de idade, ao exame clínico, apresentou extensa cárie e bolsa periodontal de 10 mm na distal do dente 25. Respondeu negativamente ao teste de vitalidade, porém relata dor nesse dente. No exame radiográfico, verificou-se perda óssea da crista ao ápice e do ápice à crista. Com relação ao diagnóstico e ao tratamento desse caso clínico, assinale a alternativa correta. a) Lesão endodôntica e periodontal combinadas, sendo indicado o tratamento periodontal primeiro e, na sequência, o tratamento endodôntico. b) Lesão endodôntica e periodontal combinadas, sendo indicado o tratamento endodôntico primeiro; observar o resultado dessa terapia e instituir a terapia periodontal depois. c) Lesão endodôntica, sendo indicado tratamento endodôntico. d) Lesão periodontal, sendo indicado tratamento periodontal. e) Lesão periodontal, sendo indicado tratamento periodontal e endodôntico. 4- (MP/Pará - 2013) As lesões endo-perio podem originar-se de lesões periodontais ou endodônticas de forma primária ou constituírem-se lesões combinadas verdadeiras. Para o diagnóstico diferencial dessas lesões deve-se observar que: a) A dor proveniente de lesões endodônticas geralmente não é controlada por analgésicos potentes, enquanto a de lesões periodontais são. b) Edemas que ocorrem no fundo de saco ou espalhados pelos planos faciais são característicos de lesões periodontais primárias. c) A lesão de origem endodôntica primária responde positivamente ao teste de vitalidade pulpar pelo calor. d) Nas lesões combinadas os testes pulpares dão resultados positivos e o dente terá profundidade de sondagem em vários locais. e) As radiografias periapicais podem determinar a origem da lesão perioendodôntica com segurança. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 17 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 5- (Florianópolis – 2010) A correlação Perio-Endodontia nos permite afirmar que: a) A pulpectomia (dentes vivos) é uma boa alternativa de tratamento para a doença periodontal. b) Lesões inflamatórias na região lateral da raiz não podem se desenvolver em decorrência de infecções no canal radicular. c) A reabsorção externapor substituição responde bem a tratamento químico. d) Quando a origem da lesão endo-perio for periodontal, o tratamento endodôntico prévio irá trazer benefícios ao tratamento periodontal. e) Quando a origem da perda periodontal for endodôntica, deve-se primeiro observar o resultado obtido com a terapia endodôntica (primeira escolha) para depois avaliar a necessidade de complementação com tratamento periodontal. QUESTÕES COMPLEMENTARES: 1-(TER/PI -2009) O insucesso do tratamento endodôntico decorrente de pulpectomia está associado à: a) Reinfecção após o final do tratamento. b) Técnica de instrumentação dos canais radiculares. c) Severidade da infecção periodontal. d) Condição de antissepsia dos canais radiculares. e) Calcificação da polpa necrótica 2- (MARINHA 2010) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo, segundo Siqueira Jr., Roças e Lopes, em Lopes e Siqueira Jr. (2010). ______________é uma bactéria anaeróbia gram-negativa que tem sido considerada um importante patógeno periodontal. Essa espécie jamais havia sido isolada de canais radiculares por _______________, sendo pela primeira vez identificada em infecções endodônticas por ________________. Estudos posteriores usando _____________ e seus derivados, além de outras técnicas moleculares, tem confirmado que esse é um membro comum da microbiota associada a diferentes tipos de infecção endodôntica, incluindo casos de abcessos. a) Aggregatibacter actinomycetemcomitans / um método molecular (PCR) / cultura / PCR b) Tannerella forsythia / cultura / um método molecular (PCR) / checkerboard para hibridização de DNA- DNA c) Capnocytophaga gingivalis / um método molecular (PCR) / cultura / microarray d) Capnocytophaga gingivalis / cultura / um método molecular (PCR) / checkerboard para hibridização de DNA-DNA e) Tannerella forsythia / cultura / um método molecular (PCR) / PCR 3-(CADAR 2015) Sobre a microbiota associada aos fracassos dos tratamentos endodônticos, informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) É na maior parte das vezes, uma infecção mista com pequena diversidade de espécies bacterianas, também podendo apresentar uma monoinfecção. ( ) Há predomínio de bactérias Gram-negativas. ( ) Há predomínio de anaeróbios estritos. ( ) Candida albicans tem sido detectada em casos de fracassos endodônticos. ( ) É constituída de micro-organismos, geralmente bactérias Gram-positivas e fungos. a) F – F – V – V – V b) V – V – V – F – F c) F – F – F – F – V d) V – F – F – V – V 4-(CADAR 2015) Os bacilos produtores de pigmentos negros, também denominados de Bacteroides Melaninogenicus foram reclassificados em dois gêneros contendo espécies sacarolíticas e espécies assacarolíticas, sendo, respectivamente: a) Fusobacterium e Prevotella. b) Porphiromonas e Prevotella. c) Prevotella e Porphyromonas. d) Porphiromonas e Fusobacterium. Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 18 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 5- ( TRT – 2005) Diante de um quadro clinico de pulpite, com objetivo de atenuar a dor do paciente, indica-se a prescrição de: a) Triancinolona b) Betametasona c) Dexametasona d) Diclofenaco sódico e) Prometazina 6- (Prefeitura de Balneário de Camboriú/SC – 2008) Quanto aos antimicrobianos beta-lactamicos, é incorreto afirmar que: a) As cefalosporinas fazem parte do grupo de antibióticos beta-lactamicos b) A Amoxicilina é uma droga antimicrobiana derivada da ampicilina c) As penicilinas naturais não agem contra espécies bacterianas produtoras de betalactamases d) A penicilina G procaína é de uso exclusivo por via intramuscular, mantendo níveis séricos por 12 a 36 horas, de acordo com a dose. e) A Amoxicilina é uma penicilina semi-sintetica obtida acrescentando precursores específicos ao meio nutritivo onde crescem os fungos produtores das penicilinas naturais 7- (Prefeitura de Santana/AP – 2007) Paciente apresentando processo inflamatório agudo espalhado difusamente pelos tecidos na região inferior direita. Baseado nos sinais e sintomas, o único que estabelece a real necessidade do uso de antibiótico é: a) Dor intensa b) Abscesso c) Edema d) Febre e) Trismo 8- (Secretaria de Estado de Saúde/ES – 2013) Um paciente de trinta e quatro anos de idade, saudável, foi encaminhado para avaliação e tratamento no CEO próximo a sua residência, queixando-se, principalmente, de dor e inchaço, aproximadamente sete dias. Durante anamnese, o paciente relatou ter quebrado uma prótese fixa no dente 36 havia mais de dois anos, mas que não tinha, até então, procurado atendimento odontológico. Ao exame físico, observou-se ponto de flutuação na região de fundo de vestíbulo bucal do referido dente, sem presença de fístula ou secreção. Assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada ao caso apresentado acima. a) profilaxia antibiótica; exodontia; drenagem via alveolar. b) Profilaxia antibiótica; incisão e drenagem do abscesso; colocação de dreno e manutenção por uma semana. c) Antibioticoterapia de largo espectro d) Incisão extrabucal; drenagem do abscesso; instalação de dreno e manutenção por uma semana. e) Profilaxia antibiótica; incisão e drenagem do abscesso; colocação de dreno e manutenção por até setenta e duas horas. 9- (Fundação Estatal em Saúde/PR – 2012) Alguns pacientes cardiopatas, quando submetidos a um procedimento odontológico de risco que envolva sangramento, são passiveis de desenvolverem endocardite bacteriana. Entre as condições abaixo, quais exigem cobertura antibiótica? I-Defeito de septo atrial isolado, valvas cardíacas protéticas e disfunção valvar adquirida. II- Cirurgia prévia de derivação da artéria coronária, correção cirúrgica de defeito do septo atrial e febre reumática sem disfunção valvar. III- Valvas cardíacas protéticas, endocardite bacteriana previa e cardiomiopatia hipertrófica. IV- Prolapso de valva mitral sem regurgitação valvar, má-formações cardíacas congênitas e sopros cardíacos. V- Febre reumática com disfunção valvar, prolapso de valva mitral com regurgitação valvar e malformações cardíacas congênitas. Estão correta(s): a) Somente I,II e IV b) Somente I,III e V c) Somente II,III e IV d) Somente III e V e) Somente III,IV e V Endodontia III _____________________________________________________________________________________________________ 19 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 10- (Prefeitura de Macapá – 2004) Após uma radiografia obtida de um dente na região anterior da mandíbula, o paciente J.P. de 54 anos apresentou uma perda óssea ao redor do ápice do dente 31 somando-se à perda horizontal generalizada do osso alveolar. A forma e extensão da radiolucencia apical em volta do dente 31 são similares a uma bolsa periodontal profunda, podendo ser sondada ao longo da superfície radicular disto-vestibular. Os testes de vitalidade indicaram que a polpa estava vital. O dente foi tratado periodontalmente com uso de raspagem da superfície radicular e procedimento de cirurgia a retalho. Radiografia obtida seis meses depois do tratamento mostra cura da lesão. Com relação ao diagnostico deste caso, podemos afirmar que trata-se de: a) Uma lesão endo-perio combinada b) Somente uma lesão endodôntica c) Somente uma lesão periodontal d) Uma lesão endodôntica seguida de uma lesão periodontal e) Uma lesão periodontal seguida de uma lesão endodôntica 11- (TRT/MG – 2005) considere as afirmativas a seguir sobre as relações endodôntico-periodontais: a) O diagnostico apropriado das desordens que afetam o periodonto e a polpa é importante para excluir o tratamento desnecessário e mesmo iatrogênico b) Lesões endodônticas frequentemente induzem sintomas no periodonto marginal,enquanto na doença periodontal os sintomas estão confinados no periodonto apical. c) Interações entre periodonto e a polpa podem ocorrer, agravando lesões existentes. d) Reabsorções na superfície radicular reduzem a possibilidade de exposição dos túbulos dentinários, estabelecendo outras passagens através da estrutura do dente. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e II b) I e III c) I e IV d) II e III e) II e IV GABARITO DAS QUESTÕES DA AULA 1 - E 2 - C 3 - C 4 - B 5 - C 6 - D 7 - B 8 - B 9 - C 10 - B 11 - A 12 - B 13 - B 14 - A 15 - B 16 - B 17 - A 18 - E GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES 1 - A 2 - E 3 - D 4 - C 5 - D 6 - E 7 - D 8 - E 9 - D 10 - C 11 - B