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Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 1 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com PATOLOGIA PULPAR E PERIRRADICULAR: São de natureza inflamatória e de etiologia infecciosa. A inflamação é a principal resposta da polpa e dos tecidos perirradiculares aos estímulos que causam injuria tecidual, onde a intensidade varia conforme o tipo de agressão. Fatores desencadeantes da inflamação: físicos, químicos e biológicos (este último capaz de perpetuar a reação inflamatória). Físicas e químicas normalmente não são persistentes como a biológica. Biológica: micro-organismos são mais significantes na evolução e perpetuação das patologias pulpares e perirradiculares- cárie. Agressão Física à polpa: calor- preparo cavitário, presa de materiais e polimento; ação mecânica de brocas por exposição acidental da polpa; trauma levando a exposição pulpar; pressão exercida durante moldagem. Física ao LP: sobreinstrumentação, sobreobturação. Química à polpa: seladores temporários, restaurações definitivas, ataque ácido, dessecantes e desinfetantes. Química ao LP: extravasamento de solução irrigadora, de medicação intracanal e de material obturador. Tipos de inflamação: podem ser classificada em aguda ou crônica, dependendo: Duração: Aguda- curta duração, 2 a 3 dias. o Crônica- longa duração, dias ou semanas. Natureza: Aguda- exsudativa o Crônica- proliferativa Células envolvidas: Aguda- neutrófilos polimorfonucleares; em seguida, macrófagos. o Crônica- linfócitos, plasmócitos. INFLAMAÇÃO AGUDA: Primeira linha de defesa do hospedeiro. Resposta imune inata e inespecífica. Eventos vasculares: agressão tecidual, vasoconstrição, vasodilatação (hiperemia), aumento da permeabilidade vascular, exsudação, edema, hemoconcentração, estase vascular, marginação, diapedese. Sinais cardeais da inflamação: calor, rubor, tumor, dor e perda de função. Mediadores químicos da inflamação aguda: Podem ser vasoativos - liberados pelo plasma: sistema das cininas, sistema complemento e sistema fibrinolítico e o da coagulação. Quimiotáticos – liberados pelos componentes tissulares: aminas vasoativas (histamina e serotonina), derivados do acido araquidônico (prostaglandinas, tromboxanes e leucotrienos), enzimas lisossomais, metaloproteinases de matriz, radicais livres derivados do oxigênio e do nitrogênio, fator ativador de plaquetas (PAF), neuropeptídios e citocinas. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 2 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com SIQUEIRA Funções básicas dos mediadores químicos Vasodilatação Prostaglandinas Histamina Oxido nítrico Neuropeptídios Aumento da PV Histamina C3a e C5a Bradicinina Leucotrienos C4, D4 e E4 PAF Neuropeptídios Radicais oxigenados Quimiotaxia C5a Leucotrieno B4 Citocinas PAF Produtos bacterianos Fibrinopeptideos Febre IL1, IL6 e TNF Prostaglandinas Dor Bradicinina Prostaglandinas Histamina Dano tecidual Radicais oxigenados Enzimas lisossomais MMP Oxido nítrico Citocinas Prostaglandinas Algumas características dos mediadores químicos: Leucotrienos (LT): relacionado à quimiotaxia/permeabilidade. Um dos mais importantes na inflamação é o LTB4, um potente quimiotático para neutrófilos, eosinófilos e monócitos, além disso, o LTB4 também aumenta a permeabilidade vascular. Metaloproteinases de matriz (MMPs): relacionado à remodelação tecidual (muito estimulado por LPS de bactérias). São enzimas envolvidas no processo de remodelação tecidual, todavia elas são as principais responsáveis pelo dano ao tecido conjuntivo durante uma agressão microbiana. Algumas MMPs tem ação de colagenases, outras de osteoclastos, osteoblastos e células endoteliais. Neuropeptídios (NPs): relacionado à vasodilatação e aumento de permeabilidade vascular. São sintetizadas por fibras nervosas e são dotadas de vários efeitos biológicos dentre eles, vasodilatação e aumento da PV. Citocinas: são polipeptídios produzidos por uma variedade de células do hospedeiro responsáveis pela modulação da função de diferentes tipos celulares. Principais- IL1, IL6, quimiocinas, TNF, CSFs. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 3 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Bradicinina: é a molécula de maior atividade biológica do sistema de cininas, tem ação potente sobre a permeabilidade vascular, também promove vasodilatação e quimiotaxia para células inflamatórias. Também pode induzir dor por ação direta sobre as fibras nervosas. INFLAMAÇÃO CRONICA: Pode suceder um quadro de inflamação aguda desde que o agente agressor não tenha sido eliminado, mas pode ocorrer sem uma previa resposta aguda e sim na presença de agentes agressores de baixa toxicidade. Maioria associada a infecções persistentes. Trata-se de uma resposta imunológica adaptativa, adquirida e especifica onde coexistem elementos de defesa e de reparação. As alterações teciduais podem ser reversíveis ou irreversíveis. Principais células: macrófagos, linfócitos, plasmáticos, fibroblastos, mastócitos, células epiteliais, fibras nervosas e elementos vasculares. Coexistência entre defesa e reparo. É dividida em dois tipos: imunidade humoral e celular. Resposta imune humoral: uma vez estimulada por antígenos às células B maduras passam a ser denominadas de linfócitos b ativados e se diferenciam em plasmáticos. Estes poderão produzir anticorpos de diferentes isotipos (IgM, IgA, IgG, etc.) A resposta imunológica secundaria desenvolve-se mais rapidamente que a primaria, envolvendo uma quantidade bem maior de anticorpos, com maior afinidade antigênica. Resposta imune celular: os linfócitos T reconhecem antígenos apenas quando estes estão complexados a moléculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) expressas na superfície de uma célula apresentadora de antígenos (APC). Principais células envolvidas: linfócitos T CD4, T CD8 e T citotóxicos. Após ativados os linfócitos liberam citocinas que irão desenvolver importantes funções no combate à infecção. Em determinadas situações a resposta imunológica pode ser excessiva ou anormal e causar injuria tecidual, tanto a resposta imune humoral quanto a celular podem resultar em dano aos tecidos, que é na maioria das vezes, mais significativo do que aquele causado pela ação direta dos microrganismos. Funções das células de defesa: Neutrófilos: fagocitose, produção de citocinas e outros mediadores. Macrófagos: fagocitose, apresentação de antígenos para linfócitos T, produção de citocinas e outros mediadores. Linfócitos B: diferenciação em plasmócitos, apresentação de antígeno, baixa produção de anticorpos. Plasmócitos: grande produção de anticorpos Linfócito TCD4: na resposta imune celular – ativação de macrófagos, produção de citocinas. Já na resposta imune humoral – produção de citocinas que ajudam a modular a resposta anti-inflamatória. Linfócito TCD8: citotoxicidade celular, supressão da resposta imune. Células NK: citotoxicidade celular, produção de citocinas. PATOLOGIA PULPAR: PULPITE REVERSÍVEL: Alteração circulatória em fase inicial em que a reparação tecidual advém uma vez removida o agente agressor. Histopatológico: vasodilatação (hiperemia pulpar), polpa permanece organizada, discreto edema e infiltrado inflamatório leve a moderado. Aspectos clínicos: dor provocada e aguda, rápida, localizada e fugaz que cessa após remoção do estimulo (queixa comum “dor ao frio”). Percussão e palpação negativos, corrente elétrica igual ou ligeiramente inferior para provocar dor no Pulp test.Testes pulpares: calor - dor tardia à aplicação do estimulo ou dor aguda e imediata que cessa logo após a remoção do estimulo. Frio – dor aguda, rápida, localizada que passa logo ou poucos segundos após a remoção do estimulo. Elétrico- Pulp tester, corrente igual ou levemente inferior à de um dente normal. Tratamento: remoção da carie e colocação de curativo de Oze PULPITE IRREVERSÍVEL Histopatológico: Como resultado do aumento da permeabilidade vascular prolongado e acentuado há significativa elevação da pressão tecidual, essa pressão pode exceder o limiar de fibras C gerando a dor pulsátil, excruciante, fastidiosa, lancinante e espontânea característica da pulpite irreversível (sintomática). Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 4 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Estas fibras são mais resistentes à hipóxia tecidual podendo sobreviver longos períodos em áreas de necrose. Em determinadas situações a inflamação aguda da polpa pode tornar-se crônica, sem progredir para a necrose diretamente. Isto ocorre quando a agressão tem sua intensidade reduzida ou quando há exposição da polpa. Em pacientes jovens, a inflamação crônica da polpa pode resultar na formação de um pólipo, condição conhecida como pulpite hiperplásica, ou pólipo pulpar. Sinais e sintomas No caso da pulpite crônica ou assintomática, a dor não é fator proeminente. No caso dos estágios intermediários da pulpite aguda a dor pode ser provocada, aguda, localizada e que persiste por um longo período após a remoção do estimulo. Nos estágios avançados a dor é pulsátil, excruciante, fastidiosa, lancinante, continua e espontânea (exacerbada pelo calor e aliviada pelo frio) e o uso de analgésicos não apresenta eficácia. Testes pulpares: calor – exacerba a dor. Frio – inicial positivo; já nos estágios avançados, negativa, devido hipóxia e degeneração das fibras A. alivia a dor. Elétrico- responde a altas correntes. Percussão e palpação: negativa Tratamento Remoção total (tratamento endodôntico) ou parcial (Tto conservador da polpa). NECROSE PULPAR: Somatório de alterações morfológicas que acompanham a morte celular em um tecido. Pode ser classificada em: Necrose de liquefação: comum em áreas de infecção bacteriana. Necrose de coagulação: geralmente causada por lesão traumática, com interrupção do suprimento sanguíneo pulpar, devido rompimento do feixe vasculonervoso que penetra pelo forame apical, ocasionando isquemia tecidual. Necrose gangrenosa: quando tecido que sofreu necrose de coagulação é invadido por bactérias, que promovem a liquefação. Sinais e sintomas Geralmente assintomática até que o processo inflamatório atinja os tecidos perirradiculares. Escurecimento da coroa poderá ser detectado. Testes pulpares: Não responde aos testes (cuidado com falsos positivos principalmente ao teste do calor) Palpação e percussão: podem gerar resultados positivos se já houver comprometimento dos tecidos periapicais. RX: O ELP pode apresentar-se normal, espessado ou haver o desenvolvimento de uma lesão perirradicular. Tratamento: remoção do conteúdo necrótico, medicação intracanal e obturação dos canais. QUESTÕES: 1- (MARINHA 2014) Os mediadores químicos da inflamação são responsáveis pela indução, controle e amplificação dos eventos vasculares e celulares associados à inflamação. Assinale a opção que apresenta os polipeptídios produzidos por uma variedade de células do hospedeiro que são responsáveis pela modulação da função de diferentes tipos celulares. a) Bradicinina b) Neuropeptídios c) Leucotrienos d) Citocinas e) Metaloproteinases de matriz 2- (MARINHA 2007) Na inflamação aguda da polpa dental, quais são as primeiras células a atravessarem as paredes dos vasos? a) Monócitos b) Neutrófilos c) Macrófagos d) Linfócitos e) Plasmócitos Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 5 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 3- (CADAR 2013) Paciente de 25 anos, masculino, apresenta, após exame clínico-radiográfico, diagnóstico de alteração de cor do incisivo lateral superior direito, com coroa escurecida, ausência de sintomatologia dolorosa e extensa restauração de resina composta na face distal. Ao realizar os testes térmicos, quente-frio, observa-se que não há resposta dolorosa. Neste caso, o diagnóstico clínico e o plano de tratamento da alteração pulpar, respectivamente, são: a) Necrose pulpar e necropulpectomia. b) Pulpite aguda reversível e biopulpectomia. c) Pulpite aguda irreversível e biopulpectomia. d) Pulpite crônica hiperplásica e necropulpectomia. 4- (CADAR 2013) Preencha as lacunas e, em seguida, assinale a alternativa correta. O diagnóstico clínico-radiográfico de uma pulpite aguda reversível apresenta prognóstico ________________ à polpa e ________________ ao dente. a) favorável / favorável b) favorável / desfavorável c) desfavorável / favorável d) desfavorável / desfavorável 5- (CADAR 2013) Sobre a pulpite reversível, informe se e verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta. ( ) Não ha dor espontânea. ( ) A dor e causada pela estimulação das fibras nervosas tipo C. ( ) Requer tratamento endodôntico imediato. ( ) A dor pode ser provocada por estímulos mecânicos, osmóticos, térmicos ou bacterianos. ( ) Não ha exposição pulpar. a) V – F – F – V – V b) F – F – V – V – F c) V – V – F – F – F d) F – V – V – F – V PATOLOGIA PERIRRADICULAR: Etiologia: infecção da polpa por cárie, trauma e irritação química. Evolução da necrose. Resposta inflamatória e imunológica do hospedeiro para conter o avanço da infecção endodôntica. Resposta dos tecidos perirradiculares à agressão: Depende do numero de micro-organismos e do seu grau de virulência, e da resistência do hospedeiro. Ação direta: depende de alguns fatores de virulência (colagenase, hialuronidase, fosfatase ácida, condroitinase). Ação indireta: componentes bacterianos como, por exemplo, peptidoglicano, fimbrias e lipopolissacarídeos (endotoxinas) podem ativar defesas do hospedeiro (ativa macrófagos e sistema complemento). PERIODONTITE APICAL AGUDA Aumento da permeabilidade vascular, Consequente edema no LP. Histopatológico: hiperemia (dilatação de vasos sanguíneos) e acúmulo de exsudato com grande quantidade de neutrófilos. Sinais e Sintomas: Dor contínua, pulsátil, mobilidade, sensação de dente crescido. Percussão positiva sempre e palpação ás vezes. Testes pulpares: negativos ou positivos dependendo da causa. Nos casos em que a periodontite aguda estiver associada à pulpite irreversível, os resultados dos testes serão similares aos da pulpite irreversível. RX: espessamento do LP apical ou lesões maiores quando o processo se der por agudização de granulomas ou cistos. TTo: eliminação do tecido necrótico, com obturação na sessão seguinte. Retirar de oclusão e analgésico/ anti-inflamatório. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 6 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com ABSCESSO PERIRRADICULAR AGUDO Etiologia: agentes físicos (traumáticos), químicos e microbianos. Pode advir de uma pericementite aguda, após uma pulpite, ou ser originado de uma infecção crônica, como o granuloma apical (abscesso fênix). Histopatológicos: exsudato purulento presença de neutrófilos e bactérias em degeneração. Sinais e Sintomas: dor espontânea, pulsátil, lancinante e localizada – estagio inicial. Mobilidade, extrusão e tumefação em alguns casos já evoluídos. Podendo ou não ter envolvimento sistêmico (linfoadenopatia, febre e mal-estar).Testes pulpares: negativos. Percussão e palpação: positivo Rx: espessamento do LP apical ou lesões maiores quando se desenvolve da agudização de um granuloma ou cisto preexistente – abscesso fênix. Tratamento: drenagem (via canal, via mucosa ou por trepanação), colocar o dente em infra-oclusão, instituir medicação analgésica e antibiótica se for o caso, planejar tratamento endodôntico ou extração. Complicações do abscesso agudo: celulite ou flegmão, angina de Ludwig, trombose do seio cavernoso, osteomielite supurada aguda ou crônica, sinusite. PERIODONTITE APICAL CRÔNICA Representa o inicio da formação do granuloma, caracterizado por reabsorção óssea e substituição do osso reabsorvido por tecido granulomatoso. Histopatológico: inflamatório crônico (linfócitos, plasmáticos e macrófagos) e componentes de reparo tecidual (fibroblastos, fibras nervosa e vasos sanguíneos). Não há reabsorção óssea. Sinais e Sintomas: assintomático. Testes pulpares, Percussão e palpação: negativos. RX: ELP normal ou espessado. TTo: eliminação do agente agressor (endo), sendo a obturação na sessão seguinte. GRANULOMA PERIRRADICULAR Patologia perirradicular mais comum. Massa de reação de granulação localizada ao redor do ápice e formada em resposta a estímulos nocivos de baixa intensidade provenientes do canal radicular. Histopatologia: tecido de granulação que se caracteriza pela proliferação de fibroblastos, aumento dos pequenos vasos e de fibras do tecido conjuntivo, infiltrado de linfócitos e plasmócitos, cápsula de tecido conjuntivo fibroso, “células de espuma”. Restos epiteliais de malassez normalmente não apresentam atividade mitótica porem durante um processo inflamatório crônico, diversos fatores de origem bacteriana ou endógena podem ativar a proliferação epitelial (EGF, KGF, TNF, IL1, IL6, PGE2, LPS) levando a formação de ilhotas - Granuloma epitelizado presença de revestimento epitelial organizado, porém sem um a verdadeira cavidade cística. Sinais e Sintomas: geralmente assintomático. Testes pulpares, Percussão e palpação: negativos. RX: área radiolúcida associada ao ápice radicular ou ligeiramente lateral a raiz, bem circunscrita, com perda da integridade da lamina dura. TTo: Endo CISTO PERIRRADICULAR Caracterizado pela formação de uma cavidade patológica circundada por epitélio e de parede formada por tecido conjuntivo denso (cápsula externa), encerrando em seu interior um material fluido ou semi- sólido. Sempre originado de um granuloma, mas nem todo granuloma progride para um cisto. Etiologia: proliferação do epitélio contido no granuloma apical impede que células centrais sejam nutridas que morrem formando cavidade cística (Teoria antiga). Hoje se tenta relacionar com reações imunológicas. Quadro clínico e diagnóstico: assintomático e de crescimento lento, pode produzir afastamento das raízes dos dentes vizinhos, provas de vitalidades negativas, quase sempre descoberto por exame radiográfico de rotina. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 7 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Observação importante: não se pode diferenciar cisto e granuloma por achados clínicos e radiográficos (somente na histopatologia). Testes pulpares, Percussão e palpação: negativos. Igual Granuloma Rx: semelhante ao Granuloma são indistinguíveis radiograficamente. Tratamento: Segundo Simon há duas formas de cisto apical, o cisto baía e o cisto verdadeiro. Verdadeiro: loja cística não tem qualquer contato com a luz do canal, sendo completamente envolvido por epitélio. Em bolsa/baía: loja cística esta imediatamente contigua ao canal. Formação: Células epiteliais no centro de uma massa celular tridimensional sofrem apoptose e dão origem à cavidade cística, é possível que durante a proliferação as células epiteliais adquiram propriedades antigênicas, fazendo com que essas células sejam conhecidas como estranhas pelo sistema imune. Assim anticorpos podem ligar-se a moléculas antigênicas ativando o sistema complemento ou células NK que vão promover a lise celular. Na prática faz-se tratamento endodôntico e acompanha-se clínica e radiograficamente pelos 12 ou 24 meses seguintes. Se não houver reparo, cirurgia. Prognóstico: favorável para o dente Reparo: Siqueira diz que os cistos podem regredir após tratamento endodôntico convencional, e também podem regredir espontaneamente após remoção do dente afetado, no qual se localiza o fator etiológico. ABSCESSO PERIRRADICULAR CRÔNICO Associada a produção intermitente de pus levando a formação de fistula mucosa ou cutânea, esta pode ser revestida põe epitélio ou por tecido conjuntivo inflamado. Histopatológico: presença de zonas de necrose de liquefação contendo neutrófilos PMNs desintegrados, circundadas por macrófagos e neutrófilos. Sinais e sintomas: geralmente assintomático, associado à drenagem intermitente ou continua por meio de uma fistula. Testes pulpares, Percussão e palpação: negativos. RX: área radiolúcida com limites não bem definidos. Tratamento: eliminação da causa QUESTÕES: 6- (MARINHA-2004) Segundo LOPES & SIQUEIRA JUNIOR, dor espontânea, pulsátil e à mastigação, testes de percussão e palpação positivos e possível mobilidade dental, podendo, também, ser relatado envolvimento sistêmico, como febre e mal estar, são características: a) Da pulpite irreversível sintomática b) Do flare up c) Da necrose pulpar com periodontite apical aguda d) Da necrose pulpar e) Do abscesso perirradicular agudo 7- (MARINHA 2009) Segundo Leonardo (2005), no diagnóstico clínico do abscesso dentoalveolar agudo, na fase em evolução, a dor é: a) Intensa, localizada, pulsátil, ininterrupta, espontânea, exacerbada ao toque vertical. b) Moderada, difusa, pulsátil, ininterrupta, espontânea, exacerbada ao toque vertical. c) Intolerável, pulsátil, ininterrupta, continua, aumentada pelo decúbito dorsal, violenta com calor e alivia com o frio. d) Moderada, localizada, de curta duração, causada principalmente pelo frio e desaparece com remoção do estimulo. e) De pequena intensidade, localizada, com leve desconforto, e por vezes, pequena à percussão, em casos de comprometimento periapical. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 8 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 8- (MARINHA 2015) Segundo Lopes e Siqueira Junior (2010), qual é a forma mais comum de infecção extrarradicular? a) Periodontite apical aguda b) Periodontite apical crônica c) Cisto perirradicular d) Abscesso perirradicular agudo e) Granuloma perirradicular 9- (CADAR 2015) Segundo Lopes e Siqueira Jr. (2010), as situações clínicas citadas nas alternativas abaixo necessitam de prescrição de antibiótico, exceto: a) Abscesso seguido de febre. b) Abscesso com dor excruciante. c) Abscesso com linfadenite regional. d) Abscesso com edema generalizado, difuso. 10- (CADAR 2013) O diagnostico e o(s) tratamento(s) imediato(s) da patologia perirradicular de origem endodôntica que apresenta tumefação intraoral flutuante, ausência de vitalidade pulpar, mobilidade e extrusão dental são, respectivamente: a) Cisto perirradicular e cirurgia parendodôntica. b) Osteomielite crônica e medicação sistêmica com posterior tratamento endodôntico. c) Periodontite apical aguda e drenagem da coleção purulenta e tratamento endodôntico. d) Abscesso perirradicular agudo e drenagem da coleção purulenta e desinfecção endodôntica. PREPARAÇÃO PARA TRATAMENTO ENDODONTICO: ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO EM ENDODONTIA: Instrumentos endodônticos: classificados como critico (contato com tecido conjuntivo e sangue). BIOSSEGURANÇA: conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir, ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometera saúde humana, animal, vegetal e do meio ambiente. LIMPEZA: remoção mecânica de sujidades para reduzir carga microbiana, matéria orgânica e contaminantes de natureza inorgânica de modo a garantir desinfecção e esterilização e a manutenção da vida útil do artigo. Todo material exposto ao campo operatório. DESINFECÇÃO: processo físico ou químico que elimina a maioria dos moo patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção dos esporos bacterianos. ESTERILIZAÇÃO: visa destruir ou eliminar todas as formas microbianas por métodos físicos ou químicos. ANTISSEPSIA: processo físico-químico que elimina maioria de moo patogênicos, com exceção dos esporos bacterianos, de superfícies expostas do corpo humano. ASSEPSIA: prevenção de contaminação por moo. Inclui condições estéreis em tecidos, materiais e salas, obtidas por exclusão, remoção ou destruição de moo. Processamento de artigos endodônticos: 1ª FASE: Imersão: materiais não descartáveis colocados em recipiente de plástico resistente, imersos totalmente em solução detergente/desincrostante enzimático. Degradam apenas matéria orgânica não afetam metal. Segue para expurgo. 2ª FASE: Limpeza dos artigos endodônticos: deve usar EPI especial (luvas de borracha resistente e de cano longo, gorro, mascara, óculos de proteção, avental impermeável e sapatos fechados). Pode ser feita de duas formas: manual (sabão/detergente nos artigos seguida de fricção com escovas, escovas com cerdas de metal e esponjas) ou ultrassônica (remoção mecânica de sujeira ou matéria orgânica, em cubas ultrassônicas preenchida com detergente enzimático onde instrumentos ficam submersos). Ideal é combinar as duas formas para máxima eliminação de detritos presentes. Vantagens da limpeza ultrassônica: reduz riscos de acidentes, reduz detritos residuais de limas. Deve usar escovas com cerdas de metal para material que tem sujidades como limas, grampos e brocas. 3ª FASE: Enxague: agua corrente. Os que contem lúmen (cânulas de aspiração) devem ser enxaguados com bicos sob pressão. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 9 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 4ª FASE: inspeção visual: verificar qualidade da limpeza e integridade dos artigos. Lupas podem auxiliar. 5ª FASE: Secagem: compressas descartáveis (tipo fralda) ou estufa a 60ºC. Lúmen dos artigos secos por ar comprimido. 6ª FASE: Acondicionamento e empacotamento dos artigos endodônticos: caixas metálicas perfuradas ou embalagens que permitam a penetração do agente esterilizante e proteja os artigos para garantir a esterilidade ate seu rompimento. Materiais: papel grau cirúrgico, papel crepado, tecido não tecido (TNT) e tecido de algodão cru. Deve usar indicadores de monitoramento dentro ou fora da embalagem, assim como colocação da data da esterilização. Acondicionamento: recipientes de plástico ou metálico para armazenar limas, brocas GG, lentulo, espaçador, etc. Esponja não interfere na esterilização por meio de vapor saturado sob pressão, não é indicado acondicionar em gazes e papel grau, pois tem risco de perfuração das embalagens, e da contaminação durante a abertura. 7ª FASE: Esterilização: processo físico, que utiliza vapor saturado sob pressão (autoclave), exceto cones de papel e de guta que tem métodos próprios. A autoclave destrói moo e partículas virais por ação combinada de temperatura, pressão e umidade que promove termocoagulação e desnaturação das proteínas e da estrutura genética deles. Devem ser monitoradas por indicadores físicos, químicos e biológicos. Não afeta corte dos instrumentos endodônticos independente da liga (aço inoxidável ou NiTi), mesmo após repetidos ciclos. Autoclave: pode levar a corrosão em alguns instrumentos endodônticos (brocas de baixa rotação fabricadas por aço carbono). Podem ser removidas por ação de soluções acidas pré-aquecidas, seguindo a orientação do fabricante, desde que não afete a utilização do artigo, não deve usar produtos e objetos abrasivos. Esterilização de Guta-percha: único que pode ser utilizado método químico, em hipoclorito de sódio 2,5% a 5,25% por 1 minuto. Não pode ser monitorado biologicamente, deve ser utilizado imediatamente. Autoclave: indicada para esterilização de dentes humanos extraídos, desde de que não tenham restauração de amalgama, devido risco de liberação de vapores e contaminação residual por mercúrio. Indica solução de formalina a 10% por 7 dias. Cones de papel: métodos físicos e químicos são desaconselhados devido dificuldade de controle e possíveis alteração das propriedades quando submetidos a temperaturas elevadas. São indicados os já esterilizados por meio de radiação gama em embalagens (cell pack), são práticos, e não tem risco de contaminação de outros cones da caixinha. ANESTESIA EM ENDODONTIA: Utilizados para obtenção de três efeitos: anestesia durante o procedimento endodôntico, hemostasia durante procedimentos cirúrgicos e controle da dor pós-operatória. Anestésicos usados em Endodontia: Lidocaína a 2% com 1:100.000 de epinefrina Bupivacaina, etidocaina (longa duração): indicados para consultas extensas, de cirurgia perirradicular ou quando há riscos de Flare-ups. Bupivacaina a 0,5% com epinefrina 1:200.000 (5-9hs). Indicação: todos os dentes submetidos a qualquer procedimento endodôntico, efeito psicológico do paciente, se sente protegido. Necrosados: colocar o grampo de isolamento, e porque o paciente pode se queixar de dor quando introduzir a lima principalmente no terço médio ou apical do canal, devido: necrose parcial; ação de êmbolo do instrumento endodôntico, podendo levar à compressão no LP apical pelo tecido necrosado; fibras do tipo C são mais resistentes à hipóxia tecidual. Patência: a lima pode contactar os tecidos perirradiculares. Obturação: devido às forças lateral e vertical pode gerar um desconforto ao paciente, cone pode comprimir os tecidos perirradiculares ou o cimento extravasar. Não deve usar força excessiva porque pode gerar fratura. Retratamento: pode ainda existir tecido pulpar, o material obturador amolecido pode ser forçado contra o LP apical. Intrapulpar: 2ª escolha, efeito da pressão (leva a degeneração das fibras nervosas). Contra-indicada em dentes com necrose, pois pode projetar micro-organismos para os tecidos perirradiculares. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 10 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Situações Clinicas: Pulpite Irreversível: mais difíceis de anestesiar: MI, PMI e S, MS e II. Anestesia convencional (infiltrativa –superiores e bloqueio – inferiores), realizar teste térmico, se responder complementar com anestesia infiltrativa (superiores e inferiores). Inflamação pulpar com polpa coronária necrosada pode- se aplicar intraligamentar e intrapulpar, se observar que não se trata de periodontite apical aguda pelo teste de percussão. Abscesso perirradicular agudo: tumefação: infiltrações em cada lado (anterior e posterior) ou bloqueio. Contraindicadas as técnicas suplementares intraligamentar e intrapulpar. Uso de bupivacaina/etidocaina podem ser usadas para ajudar dor pós-operatória, mas não exclui o uso de analgésicos/anti- inflamatórios. Necrose assintomática: infiltrativa –superiores, bloqueio em inferiores. Suplementar usa intraligamentar. Contraindicada a intrapulpar. Cirurgia perirradicular: bloqueio alveolar inferior e infiltrativas V para inferiores. Já em superiores infiltrativa na região. com anestesia no foramepalatino maior para dentes posteriores e no forame nasopalatino para anteriores. Fracasso da anestesia: estado psicológico do paciente (diminuem o limiar para dor); alterações teciduais (processo inflamatório aumenta sensibilidade, devendo aplicar anestésicoem região não inflamada. Outro fator é o aumento da expressão de canais de sódio tetrodotoxina-resistentes (TTXr) por fibras nervosas pulpares em casos de pulpite irreversível, nesses casos indica-se o uso de AINES, como Ibuprofeno para aumentar a eficácia anestésica por inibir a síntese de prostaglandinas e bloquear a expressão de canais de sódio associados à dor de origem inflamatória); variações anatômicas (inervações cruzadas). ISOLAMENTO ABSOLUTO: Considerado um dos princípios básicos da Endodontia por impedir contato do campo operatório e dos instrumentos com a saliva, sangue, fluido tissulares e demais estruturas da cavidade oral, por questões biológicas, éticas e legais. Seu não uso é considerado negligencia do profissional. Vantagens: diminui o cansaço e melhora o desempenho profissional, ao permitir trabalhar em um campo seco, isolado de saliva, sangue e outros fluidos tissulares; Ajuda a manter o campo de trabalho asséptico e reduz a possibilidade de contaminação adicional ao canal radicular; Auxilia no controle de infecção, diminui o risco de infecção cruzada e excelente barreira contra a disseminação potencial de agentes microbianos; Protege o paciente contra possível ingestão e aspiração de pequenos instrumentos; Impede o contato direto de debris, substâncias químicas e medicamentos que podem ocasionar injurias aos tecidos da cavidade oral do paciente; Promove afastamento da língua e bochecha, melhorando a visibilidade da área de trabalho pelo operador. Material e instrumental: Lençol de borracha – borracha de látex natural, fina e lisa que podem ter diferentes espessura (fina, média, grossa, extra grossa, extraordinariamente grossa), cores e aromas. Tem dois tamanhos (13 x13 cm e 15x15 cm). Pacientes alérgicos a látex, existe lençol à base de silicone ou borracha sintética (não derivada do látex) Arco ou Porta-lençol: metal ou plástico autolavável. Tipos: U – Arco de Young Nygaard-Ostby - forma octogonal, plástico. Dobráveis para pacientes que tem “sensação de falta de ar” Arcos com lençol – pacientes alérgicos Pinça Perfuradora: alicate ou perfurador de Ainsworth. Perfurar lençol de borracha. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 11 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Orifício de maior diâmetro para dente que recebe o grampo. Furo central para dentes posteriores e 1cm acima do ponto central para dentes anteriores superiores e 1cm abaixo do ponto central para dentes anteriores inferiores. Dispensa uso de marcação com canetas, deve ser asséptico e eficaz. Pinça porta-grampo: Pinça tipo Palmer (reta) ou Brewer (dupla curvatura). Posicionar e remover o grampo do colo dentario por apreensão e distensão durante uso. Grampos: vários números, formatos. Reter e manter a borracha adaptada no colo clinico do dente, além de promover afastamento gengival. Mais usados: 200 a 205- molares; 206-208- pré-molares; 210 a 212 – caninos e incisivos. Parcialmente erupcionados, com coroas cônicas, muito destruídas, mal posicionados, outras situações que dificultam o isolamento – 14, 14A, W8A ou 8A (molares) e nº 00,1,1A, 2 (pré-molares e incisivos). 211 – para incisivos é chamado de universal para qualquer tipo de dentes. 9: grampo universal para dentes anteriores, uteis para pré-molares e molares difíceis de isolar 212, sem asa: anteriores que necessitam de afastamento gengival 00: PM e dentes anteriores inferiores pequenos 1A: PM e anteriores superiores com pouca retenção, expulsivos, coroa destruída, etc. 2: PM e dentes anteriores 3: M menores 7: MS e MI W8A (sem asa): molares menores com pouca retenção, expulsivos, coroa destruída etc. 12A e 13A (serrilhado): M esquerdo e direito onde se deseja maior retenção 14 e 14A: m menores e maiores, respectivamente, com pouca retenção, coroa destruída etc. Dispositivos Auxiliares: Fio dental: amarrar e prevenir a ingestão do grampo durante sua escolha e colocação, amarrias para auxiliar a retenção e adaptação cervical e nos espaços interproximais. Tira de lixa: regularizar arestas dentárias cortantes nas irterproximais Sugador de saliva: impedi salivação excessiva Tesoura pequena: cortar o lençol Cureta de dentina ou similar: remover lençol das asas do grampo Tubo de cianoacrilato (super Bond) ou protetor gengival fotopolimerizável (Topdam): vedar pequenas falhas cervicais Momento do isolamento: ACC prévio às vezes é necessário. Deve fazer profilaxia, passar tira de lixa quando necessário, observadas pelo uso de fio dental nas interproximais, isolar e realizar acesso. Não é errado isolar o dente somente após cair na câmara pulpar, evitando assim erros, como perfurações, pois se houver contaminação nesse momento será removida pela irrigação com hipoclorito de sódio a 2,5%. Técnicas de aplicação: escolher o grampo deve testá-lo preso em fio dental e só ai isolar o dente, verificar retenção com ponta do dedo polegar e indicador. 1) Coloca-se o conjunto, grampo, lençol de borracha e arco de uma só vez: indicado para grampos com asa. 2) Coloca-se primeiro o grampo no dente, seguido do lençol preso ao arco: indicada para grampos sem asa 3) Coloca-se o lençol/arco envolvendo o colo do dente, seguido do grampo: indicadas para grampo com ou sem asa. Realizada a 4 ou 2 mãos. Situações atípicas no isolamento absoluto: Isolamento em fenda ou bloco: indicado para dentes que sofreram traumatismos dentários, dentes apinhados ou mal posicionados, dentes sem coroa, elementos dentários de ponte fixa, entre outras onde o dente não pode ser isolado individualmente. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 12 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Vários dentes serão isolados por uma fenda no lençol de borracha, o grampo no dente da extremidade da fenda, aplica-se cianoacrilato ou protetor gengival fotopolimerizavel, resina acrílica, cimento provisório, para impedir a infiltração de saliva e ingestão de substâncias químicas. Isolamento de dentes com aparelho ortodôntico: grampo posicionado sob o braquete na cervical do dente. Espaços vedados com barreira de protetor gengival fotopolimerizavel. Isolamento de dentes que necessitam de reconstrução coronária provisória: resinas e sistemas adesivos permitem a reconstrução provisória da coroa dos dentes permitindo colocar o grampo. Isolamento de dentes que necessitam de cirurgia periodontal: dentes com invaginação gengival no espaço coronário destruído, dentes com fratura corono-radicular, com remanescente coronário subgengival, etc. Necessitam de gengivectomia ou cirurgia a retalho para recuperação do espaço biológico com ou sem osteotomia. Isolamento de pacientes claustrofóbicos: arco dobrável ou cortar o lençol no sentido vertical deixando o lado bucal oposto ao do lado do tratamento descoberto pelo lençol. Indicado para pacientes com dificuldade respiratória. QUESTÕES: 11- (CADAR 2012) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. A ________________________ consiste na eliminação completa ou destruição de todos os micro- organismos, enquanto a ________________________ é o processo que elimina micro-organismo na forma vegetativa, excetuando os esporos bacterianos. a) Esterilização / antissepsia b) Antissepsia / esterilização c) Desinfecção / esterilização d) Esterilização / desinfecção 12- (Macaé 2010) O dispositivo para isolamento absoluto que prende a borracha por todos os lados, mantendo-a em posição, sobtensão, denomina-se arco de: a) Young b) Ostby c) Brewer d) Ainsworth 13- (CADAR 2003) Em pacientes alérgicos ao lençol de borracha faz-se: a) Tratamento endodônticocom isolamento relativo e instrumentos presos com fio dental para evitar acidentes respiratórios; b) Tratamento endodôntico com o lençol afastado da pele e sem entrar em contato direto com o paciente; c) Isolamento absoluto com lençol sem látex; d) Dessensibilização e posterior tratamento endodôntico convencional. 14- (EB 2001) O grampo Ivory W8A é indicado no isolamento de: a) Molares pequenos b) Pré-molares c) Raízes de molares d) Molares grandes ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS SIMULANDO PATOLOGIAS ENDODÔNTICAS: As doenças de origem inflamatória pulpar ou endoperiodontal acometem a região perirradicular. Entretanto, diversas outras patologias podem manifestar-se na região perirradicular dos dentes, sem mostrar relação etiológica com inflamação pulpar ou periodontal. O dentista deve ter conhecimento para fazer o diagnóstico diferencial, reforçando a necessidade da correta anamnese, avaliação clinica minuciosa, correta indicação e interpretação dos exames laboratoriais e imaginológicos. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 13 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com ALTERAÇÕES INFLAMATORIAS/ INFECCIOSAS DE ORIGEM NÃO PULPAR QUE PODEM SIMULAR ABSCESSOS PERIRRADICULARES: Sialolitíases/Sialoadenites litiásicas: são processos inflamatórios agudos ou crônicos associados à presença de sialolitos (cálculos ou pedras salivares) localizados no sistema glandular. Levam a obstrução parcial ou total do fluxo salivar, podendo ocasionar aumento de volume doloroso na glândula envolvida. Glândulas submandibulares são as mais envolvidas (ducto longo, tortuoso, sentido antigravitacional e saliva mais viscosa). Adultos jovens sem predileção por gênero. Sintomatologia: variável, sendo mais sintomáticas na proximidade das refeições. Aumento de volume da glândula normocrômico ou levemente amarelado na área da mucosa onde se localiza o sialolito. RX: rx de rotina (compostos de material mineralizado). Oclusal e panorâmica. Caso não visualize pode fazer ultrassonografia ou tomografia. Tto: estimulação do fluxo salivar, calor úmido local, ordenha ductal e massageamento da glândula, sialolitotripsia, remoção cirúrgica do sialolito, associada ou não a remoção da glândula. Tuberculose ganglionar: infecção bacteriana causada por Mycobacterium tuberculosis. Patogênese se da pela infecção primária pulmonar por via inalatória, seguida de período de latência, progressão do quadro infeccioso dos pulmões e eventual disseminação a outros sítios. Podem causar doença nos linfonodos cervicais, tuberculose ganglionar ou escrófula, podendo clinicamente se apresentar: aumento de volume único ou múltiplo, submerso, fibroelástico, discretamente doloroso, podendo ser recoberto por pele normal, eritematosa ou ulcerada com presença de drenagem purulenta. Diagnostico: ultrassonografias, TC e ressonâncias magnéticas, punção aspirativa ou biopsia, e cultura quando se tem material de drenagem. TTo: igual tuberculose sistêmica. ÁREAS RADIOLÚCIDAS QUE PODEM SIMULAR GRANULOMAS, CISTOS E CICATRIZES FIBROSAS PERIRRADICULARES: CISTOS: Cisto do ducto nasopalatino/cisto nasopalatino/da canal incisivo/ducto incisivo: não odontogênico intraósseo mais comum dos maxilares. Origem: proliferação de remanescentes epiteliais do ducto nasopalatino. Localização: linha media de união das maxilas. Predileção: homens adultos. Clinica: aumento de volume recoberto por mucosa normal de evolução lenta entre as raízes dos incisivos centrais superiores, levando a aumento de volume na papila palatina e muitas vezes afastamento das raízes destes dentes. Assintomática/dor e desconforto local. RX: área radiolúcida bem delimitada, circundada por uma cortical de esclerose, quando tem sobreposição da espinha nasal tem forma semelhante a um coração. Cisto da papila incisiva: Quando envolve só tecido mole. TTo: enucleação cirúrgica. Cisto nasolabial/ nasoalveolar/Kledstadt: não odontogênico de tecido mole. origem: permanência de restos epiteliais aprisionados na fusão dos processos maxilar, nasal mediano e nasal lateral. Clinica: aumento de volume no fundo do vestíbulo superior, lateral a linha media na região de caninos e incisivos laterais. Visível no lábio superior e na asa do nariz. Inicialmente assintomáticas. Predileção: adultos. RX: Podem causar reabsorção da cortical óssea com seu crescimento, produzindo imagem radiolúcida difusa. TTo: remoção cirúrgica conservadora. Cisto paradentário: cisto odontogênico de origem inflamatória, relativamente frequente. Origem: processo inflamatório crônico, precedido por episódios agudos de pericoronarite, em dente semierupcionado. Predileção: 3º molares. Clinica: assintomáticos normalmente, podendo ou não ter aumento de volume distal ou vestibular. Dente responde ao teste de sensibilidade. RX: área radiolúcida unilocular bem delimitada. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 14 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com TTo: enucleação cirúrgica com exodontia do dente. Cisto dentígero/folicular: cisto odontogênico caracterizado pelo acumulo de liquido entre a coroa de um dente não erupcionado e o epitélio reduzido do órgão do esmalte. Segundo mais comum. Predileção: jovens, nas duas primeiras décadas. Terceiros molares e caninos mais acometidos. RX: área radiolúcida unilocular envolvendo a coroa de um dente não erupcionado. Em casos de dentição mista deve ser feita teste de sensibilidade, porque a imagem sobrepõem à raiz dos dentes. TTo: enucleação cirúrgica associadas ou não a exodontia do dente. Queratocisto odontogênico: tumor odotogênico queratocístico. Agressivo com maior potencial de crescimento e recidiva. Origem: proliferação de remanescentes da lâmina dentária. São comuns. Predileção: adultos jovens, homens. Região posterior da mandíbula em 60-80% dos casos. Clinica: assintomáticos sem abaulamento da cortical, quando grandes podem levar a aumento de volume local e afastamento dentário. RX: radiolúcidas bem delimitadas por uma cortical de esclerose, podendo ser uni ou multilocular, em intima relação com as raízes. 25-40% associados a dente não erupcionado. Punção aspirativa para evidenciar queratina no seu interior. TTo: enucleação, descompressão e marsupialização, etc. Maior incidência de recidivas. Alguns pacientes tem queratocistos múltiplos, deve se pesquisar a possibilidade de síndromes (Síndrome de Gorlin-Goltz, múltiplos carcinomas basocelulares). Cisto periodontal lateral: cisto odontogênico incomum, menos de 2%. Manifesta-se na lateral da raiz de dentes erupcionados. Origem: proliferação de remanescentes epiteliais da bainha epitelial de Hertwig ou restos da lâmina dentária. Origem não inflamatória. Predileção: adultos jovens. Clinica: assintomáticas, alguns têm sensação de pressão no dente vizinho, e discreto afastamento entre eles. Dentes com vitalidade pulpar. Área entre caninos e pré-molares 60-70% dos casos. RX: radiolúcida unilocular bem delimitada, raramente maior que 1cm. TTo: enucleação cirúrgica. Cisto odontogênico calcificante/Gorlin: tumor odontogênico cístico calcificante e tumor dentinogênico de células fantasmas. Predileção: jovens, anterior dos maxilares 65% dos casos. RX: área radiolúcida unilocular com radiopacidades em seu interior, lesões iniciais podem ser radiolúcidas exclusivamente. Comum associar a dentes não irrompidos, caninos, e associados a outros tumores como odontomas. TTo: enucleação cirúrgica. ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO E ALTERAÇÕES DE ETIOLOGIA INDEFINIDA: Depressão mandibular lingual da glândula submandibular/Defeito de Stafne/cisto ósseo de Stafne/cisto ósseo estático e defeito ósseo estático: não é uma lesão cística.Representa uma depressão na cortical lingual da mandíbula, mais comumente localizada na fóvea submandibular, mais pode estar mais anteriormente, e raramente no ramo mandibular. Origem: posicionamento mais lateralizado da glândula submandibular. RX: radiolúcida unilocular, bem ou mal delimitada. Clinica: assintomática, detectada em exames radiográficos de rotina. Predileção: homens, adultos e unilateral. Exames auxiliares: TC, ressonâncias magnéticas, sialografias. TTo: acompanhamento radiográfico. Cavidade óssea idiopática/cisto óssea simples/cisto óssea traumático/cisto óssea solitário/cisto ósseo hemorrágico: é um pseudocisto. Origem: trauma ósseo produz área de hemorragia e reabsorção óssea, preenchida por coagulo que vai sendo reabsorvido e a cavidade fica vazia. Predileção: jovens, segunda década de vida, unilateral, mandíbula na região posterior. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 15 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com Clinica: assintomáticas normalmente descobertas em radiografias de rotina. Dentes respondem ao teste de sensibilidade. RX: radiolúcida unilocular podendo ou não ser bem definida por bordas radiopacas. “dedos de luva”- ocorre em molares inferiores quando a lesão se insinua por meio das raízes, dando um aspecto festonado. Diagnostico e Tto: Punção aspirativa, se observara ausência de conteúdo, curetagem das paredes internas da loja estimulando hemorragia e formação óssea. Lesão central de células gigantes/granuloma central de células gigantes: não neoplásica, tem comportamento agressivo com grande destruição tecidual. Predileção: mulheres jovens, 3 primeiras décadas de vida, região dos maxilares anterior aos pré- molares, e a mandíbula cerca de 70% dos casos. Clinica: abaulamento das corticais, assintomática normalmente, mas pode ter discreto desconforto no local. RX: áreas radiolúcidas unilocular ou multilocular, bem ou mal delimitadas. Eventualmente áreas radiopacas em seu interior. TTo: variado, curetagens ou ressecções, ou mais conservador com injeção intralesional de esteroides. Recidivas são altas 10-50%, dependendo da terapêutica utilizada. Tumores: Ameloblastoma: tumor odontogênico mais comum, depois do odontoma. Benigno, caráter agressivo causa grande destruição tecidual. Três variantes: forma sólida, policística, multicística ou comum. Comum: predileção: adultos, terceira e quinta década de vida, região posterior da mandíbula. Clinica: assintomática, alguns casos tem dor, desconforto e rompimento das corticais ósseas. RX: áreas radiolúcidas multiloculadas com lojas pequenas (“favos de mel”), ou grandes (“bolhas de sabão”). TTo: ressecção marginal ou segmentar, recidiva 15-20%. Unicística: predileção: segunda década da vida, mandíbula posterior e há associação de um dente incluso. RX: radiolúcida unilocular. Tumor odontogênico adenomatoide: predileção: segunda década da vida, mais mulheres, jovens. Região anterior da maxila, normalmente associado a dentes inclusos, principalmente caninos. Clinica: abaulamento local, assintomáticos. RX: radiolúcida unilocular com focos de calcificação lembrando “flocos de neve”. Alguns casos não tem componente radiopaco, e outros não estão associados a dente incluso. TTo: enucleação cirúrgica conservadora, recidiva pequena. Lesões fibro-ósseas benignas: doenças benignas, troca do osso normal por um tecido fibroso que vai sendo gradativamente mineralizado. Rx: radiolúcidas (imaturas) podendo simular lesões perirradiculares de origem inflamatória, mistas (intermediárias), radiopacas (maduras). Displasia fibrosa: pode ser monostótica ou vários ossos do esqueleto (poliostótica). Essas associada a manchas cutâneas tipo café com leite e alterações endócrinas – Síndrome de McCune-Albright. Monostótica- jovens e maxila. Clinica: aumento de volume de consistência pétrea, evolução lenta e assintomática. RX: mal delimitada, radiolúcida, mista, radiopaca (“vidro fosco” ou “vidro despolido”). Displasia cemento-ósseas: formas periapical, focal e florida. o Periapical- mulheres melanodermas adultas e idosas, assintomática. TTo: acompanhamento clinico-radiográfico. o Focal- mulheres adultas, forma intermediária entre periapical e florida. Região posterior da mandíbula, assintomática e raramente ultrapassar 1,5 cm. TTo: controle. o Florida- mulheres melanodermas adultas e idosas, usualmente bilaterais na maxila ou mandíbula, podendo ou não ser simétricas. Clinica: assintomáticas, podem se tornar sintomáticas e apresentar drenagem purulenta, quando sofrem algum trauma, secundaria a uma inflamação ou infecção. TTo: assintomáticos- controle. Fibroma ossificante central: neoplasia benigna verdadeira. Predileção: adultos jovens, mulheres, região posterior da mandíbula. Clinica: abaulamento das corticais da região afetada, usualmente assintomático. RX: radiolúcida, mista, radiopaca, bem delimitada. Pode ter afastamento dentário, além de divergência e reabsorções radiculares. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 16 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com TTo: enucleação cirúrgica simples, raro ter recidiva. ÁREAS MISTAS OU TOTALMENTE RADIOPACAS QUE PODEM SIMULAR OSTEÍTES CONDESANTES E OSTEOMELITES DOS MAXILARES: Alterações do desenvolvimento e alterações de etiologia indefinida: Osteoescleroses idiopáticas/cicatrizes ósseas/enostoses/osteopetroses perirradiculares focais: Origem: idiopática. Predileção: mulheres melanodermas adultas, assintomáticas, região posterior da mandíbula, próximo ao periápice dos dentes da região usualmente. Clinica: podem ser única ou múltiplas. RX: radiopacas de formato arredondado ou elíptico, sem halo radiolúcido ou delimitação. TTo: controle radiográfico, alguns casos podem regredir. Exostoses: são protuberâncias e crescimentos originados a partir da porção cortical do osso, encontrado na mandíbula e maxila. Origem: desconhecida. Predileção: adultos. Clinica: assintomáticas e recoberta por mucosa normal, consistência pétrea. Torus palatino e torus mandibular são os mais comuns. Torus palatino- região media do palato duro de forma séssil, lesões variadas (achatadas, fusiformes, nodulares, lobuladas). Torus mandibular (face lingual do rebordo alveolar acima da linha milo-hióidea, comum em caninos e pré-molares, sendo bilateral). Exostoses vestibulares (mais incomum, são múltiplas). Palatinas (região de tuberosidade, bilaterais e simétricas). Subpôntica (mais incomum de todas, abaixo de pônticos). Rx: radiopaca difusa, sobrepõe à raiz dos dentes. TTo: não requer TTo. Tumores: Cementoblastoma: neoplasias odontogênicas incomuns. proliferação de tecido mineralizado de origem cementária unido à raiz de um ou mais dentes. Predileção: jovens, segunda e terceira década, primeiro molar inferior mais acometido. Clinica: dor. RX: misto, radiopaco unido ao terço apical da raiz do dente, circundada por halo radiolúcido, podendo produzir reabsorção radicular. TTo: remoção da raiz associada ou não à raiz acometida, ou o dente completo. Osteoma: neoplasias benignas de tecido ósseas, mandíbula mais afetada, maxila, côndilo e seios paranasais. Predileção: adultos jovens, assintomáticos, abaulamento local. RX: massas escleróticas radiopáticas circunscritas corticais ou medulares. TTo: remoção cirúrgica conservadora. Normalmente são únicos, quando múltiplos pesquisar associação com Síndrome de Gardner, tem dentes supranumerários na maxila impactados, odontomas, fibromas cutâneos múltiplos, cistos epidermoides, adenocarcinomas a partir dos pólipos intestinais preexistentes. Injúrias físicas e químicas nos maxilares: Osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bifosfonatos:proporcional à forma de utilização e a potencia relativa das drogas (zolendronato e pamidronato apresentam os maiores riscos). Tem níveis baixo de excreção e elevada adesão ao tecido ósseo, podendo seus efeitos perdurar por anos, mesmo após a suspensão do uso. Normalmente áreas de necrose surgem após manipulações dentarias cirúrgicas, como exodontias, mas podem ser espontâneas ou motivado por trauma por prótese mal adaptadas. Clinica: áreas de inflamação aguda dolorosa, associadas ou não a áreas de necrose. RX: espessamento da lâmina dura, alargamento do espaço correspondente ao LP. Áreas discretas de lise óssea, ate extensas áreas radiolúcidas e radiopacas mal delimitadas, simulando osteomielites. TTo: antibioticoterapias e remoção das áreas de osso necrótico em processo de sequestro. Controle local e estabilização do quadro é o objetivo do TTo. Deve se evitar osteoradionecrese, sendo questionado o paciente se realizou radioterapia na região da cabeça e pescoço, seu TTo: irrigação (oxigenação) local, controle da infecção secundaria, remoção dos Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 17 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com sequestros ósseos e eventualmente oxigenação hiperbárica acessória, mas o ideal é o TTo odontológico prévio a radioterapia. QUESTÕES: 15- (PM Goiás 2013) Questão 23 Dentre as alterações patológicas que simulam patologias endodônticas, temos os tumores. Radiograficamente sua imagem mais comum é de áreas radiolúcidas multiloculares, que podem conter lojas pequenas (aspectos de “favos de mel”) ou grandes (aspectos de “bolhas de sabão”). São diagnosticados como: a) Tumores odontogênicos adenomatoides b) Ameloblastomas c) Cistos do ducto nasopalatino d) Queratocistos odontogênicos 16- (CADAR 2013) Paciente ABC, feminino, 38 anos, melanodérmica, evidenciou, após exame radiográfico, áreas radiolúcidas delimitadas no periápice dos incisivos inferiores sem alteração da lâmina dura. O exame clínico demonstrou que os dentes estavam íntegros, sem nenhuma alteração de cor ou de estrutura do esmalte. Os testes térmicos quente-frio e de percussão indicaram vitalidade pulpar. Com base nestes dados semiológicos, o diagnóstico provável é a) Cisto periodontal apical. b) Displasia cementária periapical. c) Necrose pulpar com lesão periapical. d) Abscesso dentoalveolar agudo na fase inicial. 17- (Pará – 2004) Após o exame radiográfico de um paciente que compareceu ao serviço odontológico do Ministério Público, com relato de sensação dolorosa na cavidade bucal, o CD observa que não existe presença de imagem radiográfica patológica levando a pensar na hipótese diagnóstica de a) Displasia fibrosa. b) Abscesso periapical agudo c) Granuloma periapical. d) Abscesso periodontal crônico. e) Osteomielite de garré. 18- (CADAR – 2003) Entre os casos abaixo citados, assinale a patologia pulpar que NÃO necessita de tratamento endodôntico: a) Pulpite irreversível assintomática b) Periodontite apical aguda c) Periodontite apical crônica d) Osteoesclerose periapical QUESTÕES COMPLEMENTARES: 1-(EB 2001) Na pulpite reversível, a queixa mais comum do paciente é a: a) Dor ao frio b) Dor ao calor c) Dor ao toque d) Sensação de dente crescido 2- (CADAR – 2003) Diz respeito a sinal e sintoma do abscesso dento alveolar agudo na fase inicial, EXCETO: a) Dor espontânea, localizada, intensa e pulsátil b) Congestionamento da mucosa em nível apical c) Ausência de sinais radiográficos significantes d) Ausência de extrusão dentária 3-(PMERJ 2001) Quando uma área radiolúcida periapical está presente e uma resposta inflamatória aguda se sobrepõe a uma lesão crônica preexistente, o quadro clínico é de: a) Osteíte condensante b) Abscesso fênix c) Osteíte alveolar d) Periodontite apical aguda Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 18 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 4- (MACEIÓ – 2004) O desenvolvimento de altos níveis de inflamação, com os quais a polpa dentária sofre um dano além da possibilidade de recuperação, a presença de invasão bacteriana e dor espontânea ou contínua, são características de um processo conhecido como: a) Pulpite crônica. b) Calcificação pulpar. c) Pulpite reversível. d) Pulpite hiperplásica e) Pulpite irreversível. 5- (TAMANDARÉ – 2004) Sobre Pulpopatias, é correto afirmar. a) Na pulpite reversível, geralmente, a dor é espontânea. b) Na pulpite irreversível, a polpa apresenta-se sem vitalidade. c) Na pulpite reversível, a polpa apresenta-se com vitalidade. d) Na pulpite irreversível, geralmente, a dor é provocada. e) Na pulpite reversível e irreversível, a polpa apresenta-se sem vitalidade, logo o elemento dentário envolvido apresenta-se despolpado. 6- (CAXIAS) Paciente jovem, superfície oclusal destruída pelo processo de cárie, tecido pulpar exposto em forma de cogumelo, firme e insensível ao toque, tem como diagnóstico provável: a) Pulpose cálcica b) Pulpose atrófica c) Periodontite crônica d) Periodontite aguda e) Pulpose hiperplásica 7- (Pará-2004) O quadro clínico representado por dor de dente espontânea e potente, exacerbada pelo calor e aliviada pelo frio é característico de: a) Pulpite hiperplásica. b) Pulpite ulcerada. c) Pulpite supurada. d) Necrose. e) Pericementite. 8- (Barra do Piraí) O pólipo pulpar caracteriza a seguinte pulpite: a) Serosa b) Supurada c) Ulcerativa d) Hiperplásica 9- (PMERJ 2001) A presença do fragmento do complemento C9 na região periapical inflamada sugere que o sistema complemento participa da: a) Opsonização b) Lise celular c) Desgranulação dos mastócitos d) Contração vascular 10- (Tamandaré – 2004) Sobre os Abscessos Periapicais, é correto afirmar. a) Origina-se, obrigatoriamente, de uma lesão periapical crônica. b) Origina-se, obrigatoriamente, de tratamentos endodônticos mal realizados. c) Quando o abscesso se estende difusamente, através dos planos fasciais dos tecidos moles, recebe o nome de empiema. d) Radiograficamente, muitas vezes, não podem ser observadas alterações apreciáveis, pois não houve tempo suficiente para uma destruição óssea significativa. e) O tratamento de escolha é exodontia do dente envolvido. 11- (Tamandaré – 2004) Sobre os Granulomas Periapicais, é correto afirmar. a) Originam-se dos cistos periapicais. b) Exacerbações agudas com formação de abscessos são características que não se manifestam a partir destas lesões. c) Histopatologicamente apresentam tecido de granulação inflamado, circundado por uma cápsula de tecido conjuntivo localizado no ápice de um dente vital. d) Radiograficamente observa-se uma imagem radiolúcida, circunscrita e de tamanho variável. e) O tratamento de escolha é a exodontia do elemento envolvido. 12- (Pará – 2004) Sobre as lesões periapicais é correto afirmar que a) O abscesso periapical agudo é iniciado pela pericementite e tem um quadro clínico não doloroso até sua drenagem. b) A pericementite é a alteração periapical mais rara na endodontia. c) O abscesso periapical crônico é um processo inflamatório crônico supurativo, de evolução tórpida e quase sempre assintomático. d) O granuloma é uma inflamação aguda proliferativa do ligamento periodontal. e) O cisto periapical cresce rapidamente, de forma periódica, ocupando as tábuas ósseas externas. Endodontia II _____________________________________________________________________________________________________ 19 O curso preparatório que mais aprova na área da saúde. Acesse nosso site: www.aprimore.com 13- (Prefeitura de Macapá-2004) Paciente do sexo masculino, 20 anos de idade, apresentou no consultório odontológico relato de febre, mal-estar, com dor excruciante noelemento 36. Clinicamente não há tumefação, os testes de percussão e palpação deram positivos. Radiograficamente não há aumento do espaço periodontal. O provável diagnóstico é de a) Uma periodontite apical aguda com necrose pulpar. b) Uma periodontite apical crônica. c) Uma hipersensibilidade dentinária. d) Uma pulpite reversível. e) Um abcesso perirradicular agudo em estágio inicial. 14- (TRE - RN 2005) Algumas condições inflamatória agudas de origem endodôntica requerem intervenção de urgência. Assinale a correta correspondência entre a condição diagnosticada e o tratamento indicado. Diagnóstico Tratamento a Abcesso apical agudo Drenagem oportuna, administração de antibiótico e analgésico. b Pulpite irreversível sintomática Repouso articular, imobilização temporária. c Pulpite reversível Remoção da medicação intracanal, medicação analgésica d Pericementite apical aguda de origem traumática Desobstrução do canal radicular e Pericementitie apical de origem química Alívio oclusal, medicação analgésica 15- (TRT - MG 2005) No quadro clínico de pericementite apical aguda, a) Há completa ausência de mobilidade do dente afetado b) A dor não é agravada pela pressão e oclusão dos dentes c) O paciente não consegue informar a localização precisa do problema d) A dor tem padrão intermitente e pulsátil e) O paciente relata sensação de dente crescido 16- (TRT - MG 2005) A correta correspondência entre a alteração do périapice e o respectivo quadro clínico está expressa em: Alteração do Périapice Quadro Clínico A Abcesso apical agudo dor acentuada devido à formação de pus, associado com tumefação, elevação e mobilidade do dente do alvéolo B Pericementite apical Assintomático, com crescimento lento, o dente é despolpado, com cárie profunda ou restauração C Abscesso apical crônico Não há quadro clínico indicativo, detectado em exame radiográfico de rotina D Cisto apical Área de supuração circunscrita, geralmente assintomática, associada a fistula intra-oral E Hipercementose Dor contínua e pulsátil, mobilidade do dente, sensação de dente crescido, agravamento da dor à percussão GABARITO DAS QUESTÕES DE AULA: 1-D 2-B 3-A 4-A 5-A 6-E 7-B 8-D 9-B 10-D 11-D 12-B 13-C 14-A 15-B 16-B 17-C 18-D GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES: 1-A 2-D 3-D 4-E 5-C 6-E 7-C 8-D 9-B 10-D 11-D 12-B 13-E 14-A 15-E 16-A