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Química Geral Teórica Aula 12- Equilíbrio Químico camila.ribeiro@unb.br Equilíbrio Químico 2 Pressão de vapor de um líquido é a pressão exercida por seu vapor quando o líquido e o vapor estão em equilíbrio dinâmico. Equilíbrio Químico 3 Pressão de vapor Líquidos cuja pressão de vapor é alta nas temperaturas comuns são chamados de voláteis. Os sólidos também exercem pressão de vapor, mas é normalmente, muito mais baixa do que a dos líquidos. Equilíbrio Químico 4 Pressão de vapor e as forças intermoleculares A pressão de vapor é alta quando as moléculas de um líquido são mantidas por forças intermoleculares fracas. 6,6 kPa538 kPa Equilíbrio Químico 5 Pressão de vapor e temperatura A pressão de vapor de um líquido deve aumentar quando a temperatura aumenta. Equação de Clausius-Clapeyron: Equilíbrio Químico 6 Pressão de vapor e temperatura Equação de Clausius-Clapeyron: Equilíbrio Químico 7 Pressão de vapor e temperatura- Exemplo O tetracloro-metano, CCl4, que agora sabemos ser cancerígeno, era usado como solvente para lavagem a seco. Ele é um líquido volátil ainda usado na produção de fluidos refrigerantes. A entalpia de vaporização do CCl4 é 33,05 kJ·mol -1 e sua pressão de vapor em 57,8°C é 405 Torr. Qual é a pressão de vapor do tetracloro-metano em 25,0°C? Equilíbrio Químico 8 Pressão de vapor e temperatura- Exemplo Converter as temperaturas para kelvins T1 = 57,8 + 273,15 K = 331,0 K T2 = 25,0 + 273,15 K = 298,2 K Da equação: Equilíbrio Químico 9 Pressão de vapor e temperatura- Exemplo ln (P2 / P1) = – 1,33 → P2 / P1 = e -1,33 → P2 = 405 x 0,264 P2 = 107 Torr Portanto, a pressão de vapor em 25,0°C, 107 Torr, é menor do que em 57,8°C (405 Torr). Equilíbrio Químico 10 Ebulição O ponto de ebulição de um líquido é a temperatura em que a sua pressão de vapor se iguala à pressão externa agindo sobre a superfície do líquido. O ponto de ebulição de um líquido a 1 atm (760 torr) de pressão é chamado de ponto de ebulição normal. Quanto menor for a pressão de vapor, maior será o ponto de ebulição. Assim, um ponto de ebulição normal alto é um sinal da ação de forças intermoleculares fortes. Equilíbrio Químico 11 Ebulição O etanol é produzido para uso como combustível a partir do milho e de resíduos agrícolas. Nesse cenário, os engenheiros de uma usina de etanol precisam conhecer seu ponto de ebulição em diferentes temperaturas. A pressão de vapor do etanol em 34,9°C é 13,3 kPa. Estime o ponto de ebulição normal do etanol em 2,00 atm. Equilíbrio Químico 12 Ebulição Converter temperatura em kelvins e pressão em kPa T2 = 34,9 + 273,15 K = 308,0 K P1 = 2,0 atm x (101,325 kPa / 1 atm) = 203 kPa Rearranjando a equação de Clausius-Clapeyron na forma: → → 1/T1 = 1/T2 + (R/ΔH°vap) ln(P2/P1) Equilíbrio Químico 13 Ebulição O ponto de ebulição normal do etanol é 351,5 K (78,4°C), para 2 atm a temperatura de ebulição sobe para 367 K (94 °C). Equilíbrio Químico 14 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente Um líquido solidifica quando a energia das moléculas é tão baixa que elas não são capazes de afastar-se muito de suas vizinhas. Na temperatura de congelamento, as fases sólido e líquido estão em equilíbrio dinâmico e varia ligeiramente quando a pressão é alterada. O ponto de congelamento normal, Tf, de um líquido é a temperatura na qual ele congela, em 1 atm. Equilíbrio Químico 15 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente A fusão é o processo oposto ao congelamento, quando um sólido se transforma em líquido. O ponto normal de fusão de um sólido é igual ao ponto normal de congelamento do líquido. Ele também é representado por Tf. A maior parte dos sólidos funde em temperaturas mais elevadas quando sob pressões altas. Equilíbrio Químico 16 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente As ligações hidrogênio da água a tornam anômala: seu ponto de fusão diminui com o aumento pressão. Moléculas de água separadas em um arranjo hexagonal. Equilíbrio Químico 17 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente Um diagrama de fases é um gráfico que mostra as fases mais estáveis em pressões e temperaturas diferentes. As linhas que separam as regiões dos diagramas de fases são chamadas de limites de fase. Equilíbrio Químico 18 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente Temperatura crítica, Tc, a temperatura acima da qual o vapor não pode condensar em líquido, independentemente da pressão aplicada. A pressão de vapor que corresponde ao fim da linha limite das fases é chamada de pressão crítica, Pc, da substância. Equilíbrio Químico 19 Equilíbrios de fase em sistemas de um componente O fluido denso que existe acima da temperatura e pressão críticas é chamado de fluido supercrítico. Ele pode ser tão denso que, embora seja formalmente um gás, tem a densidade de uma fase líquida e pode agir como solvente de líquidos e sólidos. Equilíbrio Químico 20 A pressão de vapor de misturas A pressão de vapor de um líquido é proporcional a sua fração molar. Essa declaração, chamada de lei de Raoult, normalmente é escrita como: PA = xAPA* Em que PA é a pressão de vapor do líquido A, xA é sua fração molar e PA* é a pressão de vapor do solvente líquido puro. Equilíbrio Químico 21 A pressão de vapor de misturas Imagine que você é um engenheiro químico que trabalha em uma unidade de produção de refrigerantes. Você recebeu a tarefa de determinar se uma solução específica tem pressão de vapor muito diferente da pressão de vapor da água pura. Calcule a pressão de vapor de água, em 20°C, em uma solução preparada pela dissolução de 10,00 g do não eletrólito sacarose, C12H22O11, em 100,0 g de água. Equilíbrio Químico 22 A pressão de vapor de misturas Encontre a quantidade em mols de cada espécie por n=m/M: Equilíbrio Químico 23 A pressão de vapor de misturas Fração molar da água: Pressão de vapor: Equilíbrio Químico 24 A pressão de vapor de misturas Fração molar da água: Pressão de vapor: Equilíbrio Químico 25 A pressão de vapor de misturas Uma mistura líquida hipotética de dois componentes voláteis que obedecem à lei de Raoult em todas as concentrações é chamada de solução ideal. As soluções reais não obedecem à lei de Raoult em todas as concentrações, contudo, quanto menor a concentração de um componente, abaixo de 0,1 mol L-1 mais a solução real se aproxima do comportamento ideal. Equilíbrio Químico 26 As misturas binárias líquidas Diagrama de temperatura‐composição da mistura benzeno‐tolueno, com a pressão está fixa em 1 atm. Equilíbrio Químico 27 As misturas binárias líquidas Na solução ideal contendo o líquido A e B, cada componente tem a pressão de vapor dada pela lei de Raoult: PA = xA(l)PA* PB = xBPB* De acordo com a lei de Dalton, a pressão de vapor total, P, é a soma destas duas pressões parciais: PA + PB = xA(l)PA* + xB(l)PB* Equilíbrio Químico 28 As misturas binárias líquidas A composição do vapor da mistura pode ser expressa em termos da composição do líquido. Usando a lei de Raoult temos: Equilíbrio Químico 29 As misturas binárias líquidas- Exemplo Suponha que você é um engenheiro químico que projeta instalações para separar hidrocarbonetos obtidos do petróleo bruto. Você precisa acompanhar a composição das misturas usadas nas operações, tanto dos vapores como dos líquidos. Encontre a fração molar do benzeno em 25°C no vapor de uma solução de benzeno em tolueno no qual um terço das moléculas do líquido é de benzeno. As pressões de vapor do benzeno e do tolueno, em 25°C, são 94,6 e 29,1 Torr, respectivamente. Equilíbrio Químico 30 As misturas binárias líquidas- Exemplo Equilíbrio Químico 31 As misturas binárias líquidas A maior parte dasmisturas de líquidos não é ideal, logo suas pressões de vapor não seguem a lei de Raoult. As misturas binárias em que as forças intermoleculares são mais fracas na solução do que nos componentes puros tem pressão de vapor maior do que o predito pela lei de Raoult. As soluções em que as forças intermoleculares são mais fortes na solução do que nos componentes puros tem pressão de vapor menor do que o previsto pela lei de Raoult Equilíbrio Químico 32 A solubilidade Quando um sólido iônico se dissolve. As moléculas de água polares hidratam os íons (envolvem os íons formando uma “camada de solvente” bastante estável) e os retiram do retículo cristalino. Equilíbrio Químico 33 A solubilidade Dizemos que uma solução está saturada quando o solvente dissolve todo o soluto possível e ainda resta uma parte do soluto, que não dissolveu. A solubilidade molar, s, de uma substância é a concentração molar de uma solução saturada. Em uma solução saturada, o soluto dissolvido e o soluto não dissolvido estão em equilíbrio dinâmico. Soluções de glicose Equilíbrio Químico 34 Fatores que afetam a solubilidade- interação soluto solvente Para que uma substância dissolva em um solvente líquido, as atrações soluto-soluto são substituídas por atrações soluto- solvente, e pode-se esperar dissolução se as novas interações forem semelhantes às interações originais. A glicose forma ligações de hidrogênio com a água. Equilíbrio Químico 35 A solubilidade de um gás em qualquer solvente aumenta com o aumento da pressão. Equilíbrio Químico 36 A pressão e a solubilidade dos gases Lei de Henry s = kHP A constante de Henry, kH depende do gás, do solvente e da temperatura. Equilíbrio Químico 37 A temperatura e a solubilidade dos gases A maior parte das substâncias dissolve mais depressa em temperaturas elevadas do que em temperaturas baixas. Em contraste com solutos sólidos, a solubilidade de gases na água diminui com o aumento da temperatura. Equilíbrio Químico 38 Propriedades coligativas Em uma solução, a adição de um soluto não volátil reduz a pressão de vapor da solução e aumenta o ponto de ebulição normal. Equilíbrio Químico 39 A variação no ponto de ebulição de uma solução em comparação à do solvente puro é: Ke é a constante molal de elevação do ponto de ebulição para o solvente. O fator de van’t Hoff, i, é o número de partículas formadas em solução quando um dado soluto é separado por um determinado solvente. m é molalidade que é a quantidade de soluto (em mols) de uma solução dividida pela massa do solvente. Equilíbrio Químico 40 Propriedades coligativas O ponto de congelamento da solução é mais baixo que o do líquido puro. Equilíbrio Químico 41 Assim como a elevação do ponto de ebulição, a alteração no ponto de congelamento ΔTc é diretamente proporcional à molalidade do soluto, considerando o fator de van’t Hoff, i: A constante de proporcionalidade Kc é a constante molal da redução do ponto de congelamento, análoga à Ke para a elevação do ponto de ebulição. Equilíbrio Químico 42 Exemplo: Anticongelantes automotivos contêm etilenoglicol, CH2(OH)CH2(OH), um não eletrólito não volátil, em água. Calcule o ponto de ebulição e o ponto de congelamento de uma solução 25,0% em massa do etilenoglicol em água. Equilíbrio Químico 43 Exemplo: