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ManualServico.Mirage150.MotosBlog.pdf
MANUAL DE SERVIÇO
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KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. Mirage 150
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KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA.
© COPYRIGHT KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. 2009
PREFÁCIO
Esse manual contém uma descrição introdutória 
sobre as motocicletas KASINSKI Mirage 150 e os 
procedimentos para sua inspeção/manutenção e 
revisão de seus principais componentes.
Outras informações consideradas como de 
conhecimento comum não estão incluídas.
Leia a seção INFORMAÇÕES GERAIS para 
se familiarizar com o veículo e use a seção 
MANUTENÇÃO e outras seções como guia para 
inspeção e manutenção adequadas.
Esse manual o ajudará a conhecer melhor a 
motocicleta para que você garanta aos seus 
clientes um serviço ótimo e rápido. 
	Esse manual foi preparado com base nas 
últimas especificações disponíveis no 
momento da publicação.
 Se modificações foram realizadas desde 
então, poderá haver diferenças entre o 
conteúdo desse manual e o veículo real. 
	As ilustrações nesse manual são utilizadas 
para mostrar os princípios básicos de 
operação e procedimentos de trabalho.
 Elas podem não representar o veículo em 
destalhes.
 ADVERTÊNCIA
Esse manual destina-se àqueles com 
conhecimento e habilidade suficientes para 
a manutenção de veículos KASINSKI. Sem 
tais conhecimento e habilidades, você não 
deve tentar oferecer assistência baseando-se 
somente nesse manual.
Nesse caso, contate a revenda autorizada de 
motocicletas KASINSKI mais próxima.
ÍNDICE
INFORMAÇÕES GERAIS
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
MOTOR
VEÍCULO
PARTE ELÉTRICA
DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS
DIAGRAMA DE CIRCUITO
COMO UTILIZAR ESSE MANUAL
PARA LOCALIZAR O QUE VOCÊ PRO-
CURA:
1. O texto desse manual está dividido em seções.
2. Os títulos dessas seções estão listados na primei-
ra página do ÍNDICE, selecione a seção que você 
procura.
3. Segurando o manual da maneira mostrada à direi-
ta será possível encontrar a primeira página facil-
mente.
4. Na primeira página de cada seção estão listados 
seus respectivos índices. Encontre o item e a pá-
gina desejada.
NOTA
Há diferanças entre as motos das fotografias e as disponíveis no mercado. 
INFORMAÇÕES GERAIS
ÍNDICE
1
ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA .............................................................1-1
PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO ...............................................1-3
PARTE 2 – ESTRUTURA ...............................................................................1-4
PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES .....................................................................1-7
ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA
Por favor, leia esse manual e siga suas instruções cuidadosamente. Para enfatizar informações especiais, os 
símbolos e as palavras ADVERTÊNCIA, CUIDADO e NOTA têm significados especiais. Dê atenção especial 
às mensagens destacadas por essas palavras de sinalização.
 ADVERTÊNCIA
Indica um perigo em potencial que pode resultar em morte ou ferimentos.
CUIDADO
Indica um perigo em potencial que pode resultar em danos ao veículo.
NOTA
Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras.
Observe, porém, que as advertências e os cuidados contidos nesse manual não podem abranger todos os 
perigos relacionados à manutenção ou falta de manutenção da motocicleta. Além das especificações de AD-
VERTÊNCIA e CUIDADO, utilize de bom senso e princípios básicos de segurança na mecânica. Em caso de 
dúvidas sobre como realizar uma operação de serviço específica, solicite a orientação de um mecânico mais 
experiente.
PRECAUÇÕES GERAIS
 ADVERTÊNCIA
	Os procedimentos corretos de reparo e manutenção são importantes para a segurança do serviço 
mecânico, bem como da segurança e confiabilidade do veículo.
	Quando duas ou mais pessoas trabalharem juntas, preste atenção na segurança de cada uma delas.
	Quando necessário, coloque o motor em funcionamento em ambientes fechados, certifique-se de 
que os gases de escapamento estejam direcionados para fora do ambiente.
	Ao trabalhar com materiais tóxicos ou inflamáveis, certifique-se de que a área de trabalho esteja 
bem ventilada e de ter seguido todas as instruções de precauções do fabricante do material.
	Nunca utilize gasolina como solvente de limpeza.
	Para evitar queimaduras, não toque no motor, no óleo do motor ou no sistema de escapamento 
durante ou logo após a operação do motor.
	Após realizar a manutenção dos sistemas de alimentação, lubrificação, freios ou escapamento, 
verifique se há vazamentos em todas as tubulações e junções relacionadas ao respectivo sistema.
1-1 INFORMAÇÕES GERAIS
 ADVERTÊNCIA
	Se for necessária a substituição de peças, substitua por Peças Genuínas KASINSKI ou equivalentes.
	Ao remover peças que serão reutilizadas, mantenha-as organizadas de maneira ordenada para que 
possam ser reinstaladas na ordem e na orientação apropriadas.
	Certifique-se de utilizar as ferramentas especiais quando recomendado.
	Certifique-se de que todas as peças utilizadas na remontagem estão limpas, e também lubrificadas 
quando especificado.
	Ao utilizar determinado tipo de lubrificante, cola ou selante, certifique-se de utilizar o tipo especificado.
	Ao remover a bateria, primeiro desconecte o cabo negativo e depois o positivo. Ao reconectar a ba-
teria, primeiro conecte o cabo positivo e depois o negativo e recoloque a tampa do terminal positivo.
	Ao realizar a manutenção em componentes elétricos, se os procedimentos de serviço não exigirem 
o uso da energia da bateria, desconecte o cabo negativo da bateria.
	Aperte o cabeçote, as porcas e os parafusos da carcaça, começando com o de maior diâmetro e ter-
minando com o de menor diâmetro, de dentro para fora diagonalmente e com o torque especificado.
	Toda vez que os retentores de óleo, juntas, isoladores, anéis de vedação, arruelas de travamento, 
contrapinos, cordões de vedação, e outra peças como especificadas, forem removidas, certifique-se 
de substituí-las por outras novas. Além disso, antes de instalar essas peças, remova qualquer resí-
duo de material das superfícies de encaixe.
	Nunca reutilize um anel trava. Ao instalar um novo anel trava, tome cuidado para não expandir a fol-
ga final mais do que o necessário para que ele não deslize sobre o eixo. Após instalar o anel trava, 
sassegure-se sempre de que ele está completamente assentado na sua ranhura e encaixado com 
firmeza.
	Não reutilize porcas autotravantes várias vezes.
	Utilize um torquímetro para apertar elementos de fixação com os valores de torque especificado. Se 
a rosca estiver suja de graxa ou óleo, limpe-a.
	Após a remontagem, verifique o aperto e a operação das peças.
 ADVERTÊNCIA
	Para proteger o ambiente, descarte o óleo do motor, ou demais fluidos usados em baterias e 
pneus, segundo as leis vigentes.
	Para proteger os recursos naturais do planeta, descarte apropriadamente veículos e peças usados.
INFORMAÇÕES GERAIS 1-2
1-3 INFORMAÇÕES GERAIS
PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO
A motocicleta Mirage 150 é um veículo de estrada avançado com uma nova idéia de design. Esse veículo pos-
sui estilo e design modernos e excepcionais, além disso, é fácil de operar. Essa motocicleta adota o motor de 
cilindro único ZS156FMI-B, 4 tempos, refrigeração a ar, ressalto inferior e motor com eixo de balanceamento. 
O baixo consumo de combustível, a excelente potência e a boa aceleração são algumas das características de 
seu motor. O chassi é unido ao escapamento que proporciona alta resistência e boa rigidez. O sistema de freios 
adota uma combinação de disco dianteiro e tambor traseiro para garantir estabilidade e segurança. As rodas 
instaladas são em liga de alumínio que, além da bela aparência, oferece proteção anticorrosão.
Figura 1-2 Mirage 150 visualização do lado direito da motocicleta
Figura 1-1 Mirage 150 visualização do lado esquerdo da motocicleta
[1] Para-choque dianteiro
[2] Amortecedor dianteiro
[3] Sistema de direção
[4] Interruptor do combustível
[5] Bagageiro traseiro
[6] Freio dianteiro
[7] Pedal de mudança de marcha
[8] Pedal principal 
[9] Pedal lateral
[10] Roda traseira
[1] Lanterna
[2] Amortecedor traseiro
[3] Assento
[4] Tanque de combustível
[5] Farol dianteiro
[6] Freio traseiro
[7] Silencioso
[8] Pedal de partida 
[9] Pedal traseiro do freio
[10] Roda dianteira
PARTE 2 – ESTRUTURA
Essa motocicleta é basicamente composta de sistemas de direção, operação, freios, transmissão, fornecimen-
to de combustível, elétrico e motor. Consulte o Diagrama 1-3.
Diagrama 1-3 estrutura da motocicleta Mirage 150
1 Sistema de condução
 A função básica do sistema de condução é:
[1] Dar total suporte à motocicleta.
[2] Receber o torque de ajuste da transmissão. Deslocar a motocicleta pelo contato da roda com a estrada.
[3] Quando utilizada em estradas, oferece suporte ao torque produzido pela força externa da roda. 
[4] Resistir e controlar impactos e vibrações produzidos durante o deslocamento da motocicleta. 
 O sistema de condução é composto basicamente da montagem do chassi, amortecedores dianteiro 
e traseiro, roda dianteira e traseira e alguns outros acessórios.
2 Sistema de operação e freios
 A principal função do sistema de condução é controlar a direção da locomoção, a velocidade de rotação, os 
freios, a iluminação e sinalização, e assegurar uma locomoção segura na motocicleta. 
 O sistema de operação e freios contém principalmente os mecanismos de direção, freios e alguns relacio-
nados ao controle do guidom, interruptores de controle, cabos de aço e acessórios.
3 Sistema de transmissão
 A função básica do sistema de transmissão é o aumento do torque ou diminuição da velocidade de trans-
missão de acordo com as condições da estrada e a necessidade de deslocamento. Por conseguinte, trans-
mitir o efeito para a roda e fazer a motocicleta arrancar.
 O sistema de transmissão consiste basicamente do dispositivo de partida, embreagem, comando da trans-
missão e acessórios do dispositivo de transmissão traseira. 
[1] Dispositivo de partida
 A função do dispositivo de partida é ligar o motor e fazê-lo funcionar automaticamente. Esse disposi-
tivo da motocicleta é dividido em duas partes. Uma é o engate do motor e a outra é a partida elétrica. 
[2] Embreagem
 A função da embreagem é transmitir ou interromper a potência do motor de maneira confiável e su-
ave, assegurar estabilidade na partida e mudança de marchas. A embreagem dessa motocicleta é 
manual, lubrificada e múltipla. 
[3] Transmissão
 A função da transmissão é mudar o torque de deslocamento e reversão da transmissão da motoci-
cleta e assegurar tração e velocidade adequadas para que seja possível a adaptação às condições 
de deslocamento variáveis. A engrenagem dessa motocicleta é de transmissão gradual.
INFORMAÇÕES GERAIS 1-4
[1] Sistema de condução
[2] Sistema elétrico
[3] Sistema de alimentação
[4] Sistema de operação e freios
[5] Motor
[6] Sistema de transmissão
[4] Dispositivo de transmissão traseira
 A função do dispositivo de transmissão traseira é fornecer a potência do motor ao dispositivo de 
transmissão, para que a rotação seja reduzida e o torque aumentado. Em seguida, transmita a po-
tência para a roda traseira para que a motocicleta ande.
[5] Sistema de admissão e exaustão
 A função do sistema de admissão é guiar e filtrar o ar, para controlar o volume da mistura gasosa 
que flui para o cilindro de acordo com as necessidades das condições de funcionamento. O sistema 
é composto principalmente de tubo de admissão e filtro de ar.
 A função do sistema de exaustão é ventilar o gás de exaustão no cilindro e reduzir o ruído durante a 
exaustão. Esse sistema consiste principalmente de escapamento e silencioso.
[6] Sistema de alimentação
 A função do sistema de alimentação é transformar combustível e ar em uma mistura gasosa com 
a proporção apropriada de acordo com as condições de trabalho do motor e fornecer ar misturado 
em tempo hábil e em quantidades suficientes para a câmara de combustão, para que ela continue o 
processo de queima.
 O sistema de alimentação é composto principalmente de tanque de combustível, interruptor do tan-
que de combustível, filtro de ar, carburador, mangueira de combustível e válvula de fornecimento de 
combustível.
[1] Alimentação de energia elétrica 
 A função do sistema elétrico é fornecer energia elétrica para a partida e o funcionamento da motocicleta, e 
enviar sinais sonoros ou luminosos para garantir a segurança do deslocamento. O sistema elétrico serve 
principalmente para fornecimento, consumo e controle de energia elétrica.
[1] Alimentação de energia elétrica
 O fornecimento de energia elétrica é obtido de um gerador e uma bateria. Quando o gerador atinge 
certa reversão movida pelo motor, ele transfere energia elétrica não somente para o mecanismo 
elétrico, mas também para a bateria que é carregada. A bateria pode transferir energia química, que 
pode alimentar a partida, a iluminação e o mecanismo de sinalização.
[2] Consumo de energia elétrica
 A função da peça de controle é oferecer vários tipos de sinais sonoros e luminosos para garantir a 
segurança do deslocamento, ao mesmo tempo pode dar a partida no motor forma conveniente e 
rápida. Ela consiste basicamente dos dispositivos de sinais luminosos e de partida elétrica. 
[3] Peça de controle
 A função da peça de controle é assegurar e ajustar o fornecimento e consumo de energia elétrica. Ela 
consiste do tensionador, retificador, relé de partida, fusível, interruptor de controle e cabo principal. 
5 Motor 
 O motor é um dispositivo de combustão interna que transforma a energia térmica em energia mecânica. O 
motor é a fonte de energia da motocicleta, é composto pela tampa, corpo do cilindro, cárter, conjunto do 
pistão, biela, mecanismo de válvulas, sistemas de lubrificação, ignição e arrefecimento.
[1] Conjunto do cárter
 O conjunto do cárter do motor da motocicleta é composto principalmente de cárter e tampas da car-
caça direita e esquerda, sua função é suportar e instalar outros acessórios do motor para resistir a 
choques e torções. O conjunto do cárter é a estrutura de funcionamento do motor que determina toda 
sua resistência e força.
[2] Conjunto do pistão
 A função do conjunto do pistão é transmitir potência de deslocamento para a biela do virabrequim. 
[3] Biela
 A função da biela é transformar o movimento retilíneo alternativo do pistão em movimento circular 
contínuo para transmitir potência e fazer com que acessórios relacionados funcionem. 
[4] Mecanismo de Válvulas
 A função do mecanismo de válvulas é absorver adequadamente a mistura gasosa combustível para 
a câmara de acordo com as necessidades do motor e emitir gás de exaustão do cilindro para asse-
gurar o bom funcionamento e desempenho do motor. O mecanismo de válvulas dessa motocicleta 
adota ressalto inferior.
1-5 INFORMAÇÕES GERAIS
[5] Sistema de Lubrificação
 A função do sistema de lubrificação é lubrificar as superfícies dos componentes motores e reduzir 
a fricção e abrasão causadas. Esse sistema elimina o superaquecimento durante a fricção assegu-
rando, assim, o bom funcionamento e desempenho do motor, aumentando a confiabilidade e prolon-
gando a vida útil das peças. O sistema de lubrificação dessa motocicleta é principalmente composto 
pelos seguintes componentes: filtro de óleo, bomba de óleo e passagem de óleo. 
[6] Sistema de Arrefecimento 
 O sistema de arrefecimento serve para resfriar o motor assegurando seu bom funcionamento e de-
sempenho. O sistema de arrefecimento dessa motocicleta adota o arrefecimento a ar que utiliza o 
fluxo de ar durante o deslocamento da motocicleta para eliminar o aquecimento por meio de aletas 
do corpo, tampa do cilindro e do conjunto do cárter.
INFORMAÇÕES
GERAIS 1-6
PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES
1-7 INFORMAÇÕES GERAIS
Item Especificação
Tamanho e Peso Líquido
Comprimento X Largura X Altura 2.176 mm X 897 mm X 1.100 mm
Distância entre eixos 1.400 mm
Distância do solo 140 mm
Peso líquido 125 kg
Peso máximo 275 kg
Carga máxima 150 kg
Motor
Modelo do Motor ZS156FMI-B
Tipo do Motor Um cilindro,4 tempos, arrefecimento de ar, ressalto inferior
Diâmetro X Curso 56,5 mm X 49,5 mm
Capacidade total do cilindro 124,5 ml
Taxa de compressão 9,0:1
Potência máxima/ Rotação corresponden-
te 7,2/(8.500 + 850)kW
Torque máximo/Rotação correspondente 8,6/(7.500+ 750)N.m
Rotação estável mínima sem carga (1.400+ 100)rpm
Taxa mínima de consumo de combustível <367 g / kW/h
Consumo de combustível na velocidade 
econômica 1,72 l/ 100 km
Folga da válvula 0,06 mm a 0,08 mm
Método de lubrificação Pressão e derramamento
Tipo do carburador PZ26
Forma de alimentação Bujão plano
Filtro de ar Componentes: papel e plástico
Método de partida Partida do motor, Partida Elétrica
Sistema de Condução
Amortecedor dianteiro componentes: hidráulico e molas
Amortecedor traseiro componentes: hidráulico e molas
Tamanho/Pressão da roda dianteira 2,75-18/225 kPa
Tamanho/Pressão da roda traseira 3,50-16/250 kPa
Velocidade máxima 90 km/h
Desempenho em rampa ≥22°
Distância de derrapagem ≥200 m
INFORMAÇÕES GERAIS 1-8
Item Especificação
Dispositivo de transmissão
Modelo de saída Corrente de transmissão
Modelo da transmissão Elasticidade de operação do pé esquerdo (l-N-2-3-4-5)
Embreagem manual, lubrificada e múltipla
Tipo de mudança de velocidade comum e duas grades de 5 marchas
Taxa de transmissão primária 3.333
Taxa de transmissão final 2.786
Taxa de transmissão da primeira 
engrenagem 2.769
Taxa de transmissão da segunda 
engrenagem 1.882
Taxa de transmissão da terceira 
engrenagem 1.400
Taxa de transmissão da quarta 
engrenagem 1.130
Taxa de transmissão da quinta 
engrenagem 0,960
Operação e freios
Diâmetro mínimo do círculo de direção 4.000 mm
Ângulo de curva à esquerda e a à direita ≥48º
Freio dianteiro Freio a disco
Freio traseiro Freio a tambor
Sistema elétrico
Método de ignição C.D.I
Tipo de vela de ignição D8EA
Folga da vela de ignição 0,6 mm a 0,7 mm
Bateria 12V / 7Ah
Fusível 10 A
Farol dianteiro 12 V – 35 W/ 21 W
Lanterna/luz de freio 12 V – 8 W/ 21 W
Luz indicadora de direção 12 V – 10 W
Indicador de direção 12 V – 1,7 W
Indicador luminoso de marcha 12 V – 1,7 W
Luz de posição dianteira 12 V – 3 W
Fluídos
Tipo de combustível Gasolina
Capacidade do tanque de combustível 13 l
Tipo de óleo 20W 50
Capacidade de óleo do motor 1.100 ml
Capacidade de óleo do amortecedor 
dianteiro 159 ± 5 ml (por amortecedor)
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
ÍNDICE
2PARTE 1 – ITENS DE ADVERTÊNCIA PARA MANUTENÇÃO ....................2-1
PARTE 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO .....................2-2
PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO ....................................................... 2-7
PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO ........................................2-8
PARTE 5 – INFORMAÇÕES DE AjUSTES DE MANUTENÇÃO .............. 2-10
PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM ......................... 2-12
PARTE 1 – ITENS DE ADVERTÊNCIA PARA MANUTENÇÃO
Quando houver problemas com sua motocicleta, ela poderá se consertada na oficina de assistência técnica 
KASINSKI ou em uma oficina profissional de manutenção. Ou então, você também poderá consultar esse ma-
nual de manutenção. As peças da motocicleta sofrerão desgastes e desajustes durante a utilização contínua. 
A falta de manutenção frequente pode afetar a segurança e confiabilidade da sua motocicleta e, também, re-
duzir sua vida útil. Por isso, a manutenção frequente ajudará a manter sua motocicleta nova e operando com 
desempenho máximo.
[1] Ao realizar reparos na motocicleta, utilize componentes, acessórios, óleo de lubrificação e outros materiais 
que sejam produzidos ou recomendados pelo fabricante. A utilização de peças inadequadas influenciará a 
mobilidade, confiabilidade, estabilidade e conforto da motocicleta. O veículo será seriamente danificado.
[2] Após a desmontagem e reinstalação, substitua a junta, as peças de vedação e os pinos de abertura por 
novos.
[3] Ao apertar porcas e parafusos, utilize o princípio do cruzamento diagonal e aperte-os completamente com 
o valor de torque padrão por 2 ou 3 vezes.
[4] Não utilize fluido inflamável ao limpar as peças. Passe óleo lubrificante nas peças motoras antes de 
instalá-las.
[5] Após a instalação, verifique se todas as peças estão instaladas corretamente. Verifique os métodos de 
circulação, movimento, operação e inspeção.
[6] Ao desmontar a motocicleta, utilize sempre as ferramentas de manutenção apropriadas.
[7] Realize os reparos com o motor desligado. Se a motocicleta precisar ser consertada com o motor ligado, 
faça os reparos em um local bem ventilado, pois o gás emitido pela motocicleta contém CO2 tóxico.
[8] O gás é altamente inflamável e pode provocar explosões, portanto, não fume ou acenda chamas no local 
da manutenção.
[9] O eletrólito da bateria contém ácido sulfúrico. Se o eletrólito respingar nos olhos ou for derramado nas 
roupas, limpe-os muito bem com água. Procure um médico imediatamente. 
[10] A solução existente na bateria é inflamável e explosivo, portanto, não fume ou acenda fogo próximo à 
bateria, especialmente ao carregá-la.
As informações desse manual, iniciadas pelas seguintes palavras são de extrema importância:
 ADVERTÊNCIA
Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar ferimentos ou morte.
CUIDADO
Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar danos a sua motocicleta.
NOTA
Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras.
2-1 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-2
PARTE 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO
1 Classificações de Manutenção
 A manutenção pode ser dividida em 4 partes de acordo com a variedade e o período de intervalo. Essas 
partes estão divididas como: reparos grandes, médios, pequenos e em conjunto.
[1] O reparo grande é um reparo detalhado que exige a desmontagem, limpeza, medição, inspeção, 
ajuste completo da motocicleta, e assim por diante. Após esse reparo, a motocicleta pode alcançar o 
padrão original de mobilidade, economia, estabilidade e desempenho seguro.
[2] O reparo médio serve para reparar e ajustar algumas peças que influenciam no desempenho da 
motocicleta. O reparo médio pode eliminar perigos potenciais, evitar agravamento de problemas e 
manter uma boa condição de funcionamento.
[3] O reparo pequeno é um reparo de funcionamento que concentra-se principalmente na eliminação de 
algum problema temporário ou danos parciais durante o funcionamento.
[4] O reparo em conjunto é um reparo separado por conjunto e realizado de acordo com a necessidade 
de um determinado conjunto ou dano, corrosão ou empenamento de um componente específico que 
afeta o desempenho da motocicleta.
2 Técnicas de Reparo
(1) Desmontagem da Motocicleta
 A desmontagem é uma etapa muito importante durante o reparo. O método de desmontagem influenciará 
diretamente a qualidade e eficiência do reparo. Se os componentes quebrarem ou forem bloqueados 
devido à desmontagem incorreta, a extensão do reparo, bem como o tempo gasto para realizá-lo, serão 
aumentados. Isso causará a interrupção da desmontagem. O princípio básico da desmontagem é a or-
dem e a direção oposta àquela de instalação. Normalmente, a ordem é de dentro para fora, de cima para 
baixo, do maior para o menor. Na desmontagem, preste atenção ao lugar em que coloca as peças para 
evitar danificá-las ou confundi-las.
 A ordem e o método de desmontagem não são absolutos. Diferentes motocicletas têm diferentes ordens
e métodos de desmontagem. Você pode consultar nossas instruções de desmontagem, instalação e ma-
nutenção.
 O princípio básico de desmontagem do motor e de outros componentes é o mesmo princípio de toda 
motocicleta. A ordem e o método de desmontagem são diferentes de acordo com as estruturas e carac-
terísticas de cada componente. Preste muita atenção ao lugar e a ordem em que coloca as peças e os 
componentes desmontados.
 Observe com cuidado os seguintes itens ao desmontar a motocicleta e seus componentes:
[1] Os componentes que têm alta exigência de posicionamento devem ter suas marcas de posiciona-
mento verificadas previamente ao serem desmontados. Se a marca não estiver evidente, refaça-a.
[2] Ao desmontar os componentes que estão muito apertados, utilize as ferramentas especiais. Se não 
possuir as ferramentas especiais, apoie a motocicleta com um pedaço de madeira ou metal leve, 
depois martele o local correto com o martelo de borracha para evitar danos ao componente.
[3] Ao desmontar o conjunto do amortecedor dianteiro e traseiro e as rodas dianteira e traseira, apoie a 
motocicleta com um suporte firme. Evite que a queda da motocicleta cause ferimentos em pessoas 
ou danifique componentes.
[4] Coloque os componentes desmontados em ordem. Não coloque componentes como, por exemplo, 
componentes de injeção, cromados e de alta precisão diretamente no chão.
[5] As porcas e os parafusos desmontados devem ser armazenados cuidadosamente, e eles podem ser 
instalados novamente no lugar original, mas não os aperte.
[6] Realize a desmontagem dos componentes que exigem a utilização de ferramentas especiais da ma-
neira recomendada. Monte uniformemente e preste atenção na direção.
[7] Escolha as ferramentas adequadas para a desmontagem dos componentes, monte uniformemente 
e preste atenção na direção para evitar que os componentes sejam danificados.
[8] As pastilhas de freio desmontadas devem ser guardadas separadamente e longe do óleo lubrificante. 
Se as pastilhas entrarem em contato com óleo poderá provocar falhas no freio.
2-3 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
[9] Quando houver dificuldade de desmontagem devido à oxidação dos componentes de rosca de parafu-
so, você poderá mergulhar os componentes em gasolina por alguns minutos e depois desmontá-los.
[10] Ao desmontar juntas, é preciso ter cuidado para evitar danos.
(2) Limpeza dos Componentes
 Após a desmontagem, os componentes estarão sujos de óleo ou carbono. Limpe-os para facilitar a manu-
tenção e instalação. Você pode utilizar gasolina e querosene. O método de limpeza é escolhido de acordo 
com a especificidade dos componentes.
[1] Limpeza de manchas de óleo
 Limpeza fria e limpeza quente são dois métodos para peças de metal. Utilize gasolina ou querosene, 
coloque as peças de metal dentro do detergente e esfregue-as com uma escova, essa é a chamada 
limpeza fria. Utilize base alcalina em meio aquoso como detergente; coloque as peças de metal den-
tro do detergente, aqueça de 79 a 90°C e mantenha-as imersas de 10 a 15 minutos, depois retire as 
peças de metal e limpe-as, essa é a chamada limpeza quente.
 Métodos de limpeza de peças não metálicas diferem de acordo com o material. O melhor produto de 
limpeza para peças de borracha é o álcool. Não utilize querosene ou gasolina para limpar peças de 
borracha, pois elas podem inchar e deformar. A gasolina é apropriada para o disco da embreagem e 
para os discos de fricção das pastilhas de freio, enquanto a base alcalina em meio aquoso é proibida.
[2] Remoção do acúmulo de carbono
 Para remover o acúmulo de carbono dos componentes é possível utilizar o método mecânico ou 
químico. O método mecânico é o de raspagem do acúmulo com um raspador ou espátula de bambu 
e então limpar com gasolina. Mergulhe o componente, escove o acúmulo de carbono e limpe com 
água quente, esse é o método chamado químico.
(3) Inspeção das peças
 Inspeção das peças após a limpeza. O propósito da inspeção é verificar se as peças precisam de reparo 
ou substituição. Existem três métodos: inspeção direta, inspeção por instrumentos e diagnóstico de pro-
blemas. 
[1] Inspeção direta
 A inspeção direta serve para verificar e avaliar as condições das peças manualmente, em vez da 
utilização de instrumentos. Esse é um método simples e prático que é utilizado amplamente para 
manutenção. 
[2] Inspeção por instrumentos
 A inspeção por instrumentos serve para medir o tamanho e o formato geométrico das peças por meio 
de medidores e aparelhos e, então comparar o valor medido com o valor limite para descobrir as 
condições das peças. Esse método pode obter avaliações precisas, mas é necessária uma inspeção 
cuidadosa da precisão dos instrumentos e seleção adequada das peças.
[3] Diagnóstico de problemas
 Para encontrar falhas latentes nas peças, é possível aplicar o diagnóstico de problemas. Geralmen-
te, é adotado o método de imersão em óleo e batidas durante a manutenção. O processo desse 
método é o seguinte: primeiro mergulhe as peças em querosene ou óleo Diesel por alguns minutos. 
Depois, retire e seque as peças. Em seguida, espalhe talco na superfície das peças. Finalmente, dê 
leves batidas com um pequeno martelo na superfície das peças defeituosas. A batida pode produzir 
vibração. O óleo restante na rachadura espirrará devido à vibração. O óleo derramado tingirá o talco 
de amarelo e será possível encontrar facilmente uma marca amarela no local da rachadura.
(4) Métodos e habilidades de reparo
 Após a desmontagem, limpeza e inspeção, o próximo estágio é fundamental. Aperfeiçoar as habili-
dades básicas é o ponto chave para garantir boa qualidade de manutenção que são as seguintes: 
[1] Entalhe, limagem e raspagem
 O entalhe é o processamento das peças de metal com um martelo e uma talhadeira. As funções são 
cortar e partir.
 A limagem é a raspagem das superfícies das peças com uma lima. Isso inclui raspar e limar delica-
damente. O dente de uma lima determina o grau de aspereza ao limar peças de metal. A operação 
de limagem é diferente de acordo com os diferentes formatos das superfícies das peças.
 A raspagem é um processo que raspa uma fina camada da superfície das peças. É um trabalho 
delicado, por isso, raspe as peças aos poucos e com muito cuidado. Geralmente, é raspado 0,005 a 
0,01 mm por vez. Antes da raspagem, espalhe tetróxido de chumbo na superfície das peças. Então, 
encaixe as peças com outras padrão. As partes que não encaixam são as áreas que devem ser 
raspadas. Após vários encaixes e raspagens, a superfície de contato das peças ficam maiores, atin-
gindo os requisitos e propósitos.
[2] Fricção
 O polimento consiste em eliminar uma fina camada da superfície das peças pelo esmerilhamento. 
Esse é um acabamento fino para a superfície das peças, que pode proporcionar um tamanho pre-
ciso, formas geométricas exatas e o grau mais baixo de aspereza. Consiste nos polimentos plano, 
interno e externo. A ferramenta utilizada no polimento plano é um disco plano, enquanto no interno é 
um mandril. Durante a manutenção os métodos de polimento são utilizados, geralmente, para polir a 
chapa do cárter e o orifício interno da biela.
[3] Rebitagem e solda
 A rebitagem é um processo que serve para unir duas partes ou mais com rebites. É amplamente uti-
lizada na manutenção como na rebitagem do disco da embreagem, etc. A rebitagem pode ser clas-
sificada pelas suas funções em três tipos: junções com rebite fixo, rebite ativo e rebite de vedação.
 O processo de soldagem pode unir permanentemente duas parte de metais com uma ferramenta de 
solda. Esse processo também é muito utilizado na manutenção como, por exemplo, nos reparos de 
rachaduras do chassi e outras partes de metal.
[4] Perfuração e alargamento
 O processo de perfuração consiste em fazer orifícios em peças ou materiais com uma broca. As 
ferramentas de perfuração principais são: furadeira, furadeira manual, furadeira elétrica e broca. 
 O alargamento é
um processo de acabamento que pode aumentar o grau de precisão do orifício das 
peças e diminuir o grau de aspereza. O aumento da precisão do encaixe entre o orifício e o eixo pode 
alcançar de 6 a 8 graus. As ferramentas básicas desse processo são os alargadores fixos, ajustáveis, 
cônicos, etc. Antes do alargamento é preciso primeiramente furar um orifício que serve como base 
para a precisão do formato do orifício e criar espaço para o procedimento de alargamento.
[5] Corte interno e externo de roscas
 O corte feito com um cossinete é chamado de corte interno de roscas. O corte de rosca externo com 
um disco é chamado de corte de rosca externo. O conjunto consiste em dois tornos, por exemplo, o 
torno mestre e o torno secundário. O dois tornos diferem no seu ângulo de corte, o ângulo de corte 
do torno secundário é maior do que o do mestre. Perfure um orifício com um ângulo chanfrado antes 
de iniciar o corte de rosca interno. Para escolher a broca apropriada, consulte a lista especializada 
ou a fórmula seguinte:
 Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,1 mm X passo da rosca (apropria-
do para ferro e cobre)
 Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,2 mm X passo da rosca (apropria-
do para aço e latão)
 Ao realizar o corte interno de roscas, vire o cossinete dentro do orifício de ângulo chanfrado, em 
seguida remova e utilize o cossinete secundário para dar formato às roscas.
 A ferramenta de corte de roscas externo é um disco. O disco é constituído de discos fixos, discos 
ajustáveis e disco ativo. Geralmente, nós utilizamos o disco fixo, por exemplo, o disco arredondado. 
Ao realizar o corte externo de roscas, escolha o disco e o diâmetro do material a ser gradualmente 
expandido de acordo com a necessidade do material, diâmetro da rosca e passo do parafuso. Para 
fazer a escolha certa, consulte a lista especializada ou a seguinte fórmula:
 Diâmetro do material a ser expandido gradualmente = diâmetro externo da rosca – 0,13 mm X passo 
do parafuso.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-4
 Corte a extremidade do material a ser expandido em ângulo de 15 a 20º antes de fazer o corte exter-
no na rosca. Para facilitar a operação, o disco e o material a ser expandido devem estar na vertical, 
assim, o diâmetro mínimo do ângulo do cone deve ser menor do que o diâmetro interno da rosca.
[6] Retificação
 A operação que elimina o desnivelamento de formas planas, em barras e colunas, é chamado de 
retificação. A retificação pode remodelar as peças.
 A retificação depende da flexibilidade das partes de metal. Assim, partes de metal com boa flexibilida-
de podem ser retificadas diretamente, como aço doce e cobre vermelho. Partes de metal com menos 
flexibilidade necessitam ser amolecidos antes da retificação.
 As forma de retificação são: torção, extensão, curvatura e expansão. 
[7] Colagem
 A colagem é amplamente utilizada na manutenção e no reparo porque é fácil e pode ser realizada 
sem ferramentas especiais ou materiais caros. Além disso, as peças coladas como, por exemplo, 
guidom, cabeça da direção, plástico e peças de metal pintadas com spray; disco e pastilhas de freio 
não precisam ser processadas por máquinas de alta precisão. Existem vários tipos de colas como a 
epóxi, adesivo fenólico e etc.
(5) Montagem da motocicleta
 O último procedimento do reparo é a montagem, fator determinante para o bom funcionamento da moto-
cicleta.
[1] A montagem inclui a montagem dos módulos, das peças e total. No processo de montagem, é preci-
so observar o princípio da montagem, primeiro dos módulos, depois das peças e por fim a montagem 
total. A sequência de montagem é contrária a de desmontagem, ou seja, primeiro monta-se os com-
ponentes que foram desmontados por último e por último os componentes que foram desmontados 
primeiro. 
[2] A montagem de módulos é a primeira etapa de todo o processo que transforma as peças em um 
único módulo como, por exemplo, a combinação do tambor do freio dianteiro, a combinação das 
pastilhas de freio e a combinação das rodas.
[3] A montagem das peças é baseada na montagem dos módulos que unem as partes e os módulos 
como um todo como, por exemplo, a montagem das rodas dianteira e traseira, conjunto do garfo 
dianteiro, amortecedor, etc.
[4] A montagem total é o último procedimento para completar todo o processo de trabalho, ela conecta 
as peças e os módulos com o chassi de acordo com a sequência de instalação correta.
[5] As sequências da montagem total são similares. A operação é da seguinte maneira: primeiro, finalize 
a montagem dos módulos e das peças, então instale o conjunto do motor e da transmissão no chassi. 
Segundo, instale o conjunto do garfo dianteiro, guidão, para-lamas dianteiro e traseiro, amortecedor, 
diferencial, rodas dianteira e traseira, tanque de combustível e assento. Terceiro, instale o farol, 
lanterna traseira, indicador de direção, buzina e conjunto da bateria. Quarto, conecte todo circuito 
elétrico e cabos de controle. Quinto, instale a corrente de distribuição, correia dentada, para-brisa e 
cobertura da corrente ou cinta. Por último, lubrifique toda a motocicleta.
[6] Consulte a seguinte referência sobre desmontagem, instalação e inspeção se houver é qualquer 
diferença de sequência de montagem causada por diferente tipo e estrutura.
[7] Preste atenção nos seguintes pontos:
 Escolha um lugar amplo e limpo, siga rigorosamente as recomendações de montagem, as partes 
devem estar conectadas de acordo com as especificações, evite conectar as peças incorretamente 
e esquecer-se de montar alguma junta, contrapino e cordões de vedação.
3 Regulagem após o Reparo
 A interconexão das peças foi afetada de alguma forma após o reparo. Para recuperar o desempenho 
da motocicleta, faça o ajustes de acordo com as especificações do MANUAL DO USUÁRIO. Ajuste 
da seguinte maneira:
(1) Regulagem do Tempo de Ignição
 Caso ocorra algum erro com o ângulo avançado da ignição, isso poderá causar uma série de 
problemas, tais como partida do motor com dificuldade, diminuição da potência, alto consumo 
de combustível, superaquecimento do motor, queima de combustível incompleta, 
2-5 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
(2) Regulagem do Carburador
 A regulagem do carburador é muito importante, ele interfere diretamente no desempenho do 
motor, portanto, mantenha-o da seguinte maneira:
 Antes da regulagem, certifique-se de que a temperatura de operação do motor esteja adequa-
da, abra a válvula do afogador, verifique se a folga da válvula e o ajuste da ignição estão corre-
tos e se não há vazamentos ou bloqueio do motor ou do carburador.
(3) Ajuste da Embreagem
 A embreagem é utilizada para transferir potência, portanto, tem um importante papel no sistema 
de transmissão. Regule a folga da manopla de operação da embreagem entre 10 e 20 mm. 
Algumas motocicletas necessitam de ajuste do parafuso de ajuste das peças desengatadas.
(4) Regulagem dos freios
 O desempenho do freio afeta diretamente a segurança de deslocamento, por isso, uma regula-
gem correta é de extrema importância. Regule a folga da alavanca do guidom do freio dianteiro 
entre 10 e 20 mm e o pedal do freio traseiro entre 20 e 30 mm. O método de regulagem é o 
mesmo. 
(5) Regulagem do Dispositivo Elétrico
 A regulagem do dispositivo elétrico inclui principalmente o farol e a regulagem da buzina elétrica.
[1] Regulagem da posição do farol para cima ou para baixo para mudar a distância da irradia-
ção de luz.
[2] Regulagem do som e tom da buzina elétrica. O volume padrão da buzina elétrica da mo-
tocicleta é de 95 a 105 dB (A). Ajuste o parafuso de ajuste atrás da buzina elétrica se o 
volume e o tom não estiverem funcionando corretamente.
(6) Regulagem do Cabo do Acelerador
 A folga da manopla de controle do acelerador deve ser de 2 a 6 mm. O aumento ou diminuição 
da rotação do motor não são permitidos nesse processo. Regule a folga de acordo com a espe-
cificação.
Essa regulagem é, normalmente, acompanhada da regulagem da rotação de marcha 
lenta.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-6
PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO
Item
Leituras do Hodômetro (km)
1000 km 2000 km 3000 km 4500 km 6000 km a cada
Óleo do motor - trocar - (1)      1.500
Tela do filtro de óleo - Limpar 12.000
Filtro de ar - Limpar    A cada 1.000 Km
Filtro de combustível - Trocar  6.000
Vela de iginição - Verificar   3.000
Vela de iginição - Trocar  6.000
Carburador - Verificar a marcha lenta    3.000
Carburador - Limpar  6.000
Ruído de freio - Verificar (2)  6.000
Tanque de combustível e tubulações - 
Verificar  6.000
Folga das válvulas - Verificar e ajustar   3.000
Acelerador - Verificar e ajustar   3.000
Pastilhas e lonas de freio - Verificar desgaste   3.000
Tambor de freio - Limpar   3.000
Freio traseiro - Verificar e ajustar    3.000
Aros e Raio das Rodas - Verificar e ajustar    3.000
Interruptor do freio traseiro - Verificar e ajustar    3.000
Interruptores e instrumentos - Verificar o 
funcionamento    3.000
Suspensões dianteira e traseira - Verificar    3.000
Óleo da suspensão dianteira - Trocar (3) 9.000
Rolamentos da Coluna de direção - Verificar, 
ajustar e lubrificar    3.000
Corrente de transmissão - Verificar, ajustar e 
lubrificar (1)    A cada 500 Km
Sistema de iluminação/sinalização - Verificar 
o funcionamento    3.000
Cavalete Central e lateral - Verificar    3.000
Embreagem - Verificar e ajustar    3.000
Facho do farol - Ajustar    3.000
Sistema de Escapamento - Verificar    3.000
Parafusos, Porcas e Fixações - Verificar e 
apertar    3.000
 
CUIDADO
Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar se a motocicleta circular em regiões com muita poeira.
 
2-7 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO
 
[1] Pistola elétrica
Essa ferramenta é utilizada para fornecer energia e 
remover porcas e parafusos
[2] Luva da lingueta 
Essa ferramenta é utilizada para remover as porcas 
do elemento filtrante do óleo e da embreagem
[3] Luva do parafuso AB, adaptador, ponte elétri-
ca, ponta hexagonal da chave, luva de ajuste da 
válvula
[4] Luva
Remova ou fixe as porcas e os parafusos com um 
martelo pneumático
[5] Cortador de fios, alicate de corte 
Remova/instale o anel trava com o alicate de expan-
são
[6] Chave “T”
[7] Extrator do rotor
Essa é a ferramenta especial para desmontar o rotor 
do magneto
[8] Martelo de Borracha, Martelo de Ferro e Mar-
telo de Cobre
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-8
[9] Calibrador de lâminas
Essa ferramenta é utilizada para medir a folga entre o 
pistão e o cilindro ou a válvula 
[10] Micrômetro
Essa ferramenta é utilizada para medir as dimensões 
do pistão e do pino do pistão
[11] Relógio comparador
Mede a oscilação vertical da suspensão da roda, diâ-
metro interno do cilindro, etc.
[12] Barômetro do Cilindro
Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do 
cilindro 
[13] Barômetro do Pneu
Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do 
pneu
[14] Paquímetro
Essa ferramenta é utilizada para medir o diâmetro in-
terno do cubo da roda traseira 
[15] Torquímetro
Essa ferramenta é utilizada para medir o aperto do 
parafuso e da porca.
[16] Expansor hexagonal interno
Essa ferramenta é utilizada para remover parafusos e 
porcas hexagonais internos.
2-9 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
PARTE 5 – INFORMAÇÕES DE AJUSTE DE MANUTENÇÃO
1 Sistema do Motor
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Folga do pistão e do cilindro 0,02 a 0,06 0,10
Diâmetro do cilindro 56,50 a 56,51 56,50
Diâmetro do pistão 56,45 a 56,48 56,35
Deformidade do cabeçote 0 a 0,01 0,05
Flexibilidade do corpo do cilindro 0 a 0,01 0,03
Folga da extremidade do anel do pistão 0,15 a 0,35 0,50
Folga lateral do anel do pistão 0,03 a 0,05 0,10
Folga do pino e do orifício do pistão 0 a 0,02 0,04
Diâmetro interno do orifício do pino do pistão 15,00 a 15,01 15,04
Diâmetro externo do pino do pistão 14,99 a 15,00 14,96
Diâmetro do orifício da extremidade menor da 
biela 14,97 a 14,98 15,00
Folga radial da extremidade menor da biela 0 a 0,01 0,03
Folga radial da extremidade maior da biela 0 a 0,01 0,05
Folga lateral da extremidade maior da biela 0,10 a 0,30 0,80
Desvio radial da árvore de manivelas 0 a 0,02 0,05
Altura do came
Admissão 32,768 a 32,928 32,628
Exaustão 32,768 a 32,928 32,968
Comprimento livre da mola da válvula
Interno 33,50 a 33,51 30,00
Externo 40,90 a 40,91 39,80
Folga da válvula 0,06 a 0,08 0,10
Largura da sede da válvula
Admissão 1,2 a 1,5 2,0
Exaustão 1,2 a 1,5 2,0
Guia da válvula/
Válvula
Diâmetro externo da 
haste da válvula
Admissão 5,45 a 5,46 5,42
Exaustão 5,43 a 5,44 5,40
Diâmetro interno da 
guia da válvula
Admissão 5,47 a 5,48 5,54
Exaustão 5,45 a 5,46 5,42
Folga da haste e da 
guia da válvula
Admissão 0,01 a 0,03 0,12
Exaustão 0,03 a 0,05 0,14
Folga do rotor interno/externo 0,15 a 0,20 0,25
Folga radial do rotor externo e do corpo da 
bomba 0,15 a 0,20 0,25
Folga da bomba superior 0,15 a 0,16 0,20
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-10
2 Sistema da Transmissão
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Embreagem
Espessura do disco de fricção 2,90 a 3,00 2,60
Espessura do disco movido de fricção 1,52 a 1,68 1,30
Deformidade do disco de fricção ------- 0,20
Folga da mola da embreagem 35,50 a 36,21 34,20
Diâmero interno do orifício da engrenagem 24,90 a 24,92 24,94
Sistema da 
Transmissão
Diâmetro Axial do eixo de partida 19,959 a 19,980 20,00
Diâmetro interno do garfo 12,00 a 12,02 12,05
Espessura do dente do garfo 4,93 a 5,00 4,70
Diâmetro externo do tambor da transmissão 35,90 a 36,00 35,80
Diâmetro externo do eixo principal 19,959 a 19,980 19,945
Diâmetro externo do contraeixo 19,974 a 19,987 19,960
Diâmetro 
interno da 
engrenagem 
primária e 
secundária 
C1 Diâmetro interno da engrenagem secundária 19,52 a 19,541 19,50
C2 Diâmetro interno da engrenagem primária 22,00 a 22,021 20,00
C2 Diâmetro interno da engrenagem secundária 22,00 a 22,021 22,00
C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00
C3 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,021 20,00
C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,00 a 20,05 20,00
C4 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,041 20,00
C5 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00
C5 Diâmetro interno da engrenagem secundária 25,00 a 25,05 25,00
Corrente da 
transmissão Aperto 20 a 30 40 a 50
3 Sistema de Condução
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Profundidade da ranhura padrão na superfície do pneu 4,0 2,0
Ciclo do amortecedor dianteiro 95 -
Largura livre da mola do amortecedor dianteiro 475,0 470,4
Ciclo do amortecedor traseiro 30 -
Largura livre da mola do amortecedor traseiro 221 200,0
Desvio do cubo da roda
Axial - 2,00
Radial - 2,00
Desvio do eixo
Dianteiro - 2,00
Traseiro - 2,00
4 Sistema de Operação e Freios
2-11 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO
Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm)
Ciclo livre da alavanca do freio dianteiro 10 a 20 30 a 40
Ciclo livre do pedal do freio traseiro 20 a 30 40 a 50
Ciclo livre da manopla de controle de aceleração 2 a 6 10 a 15
PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM
1 Torques especificados
Itens Especificações Valor de torque (N. m)
Motor
Parafuso da tampa do cabeçote M6 8 a 12
Parafuso do cabeçote M8 28 a 32
Porca AB do cabeçote M8 28 a 32
Parafuso da tampa do cárter esquerdo M6 8 a 12
Parafuso do rotor do magneto M10 50 a 60
Parafuso do motor de partida M6 8 a 12
Parafuso da engrenagem do comando de válvulas M6 8 a 12
Parafuso da tampa do cárter direito M6 8 a 12
Contraporca da embreagem e engrenagem motriz M16 60 a 70
Parafuso da engrenagem da bomba de óleo M6 8 a 12
Parafuso da capa da embreagem M6 8 a 12
Parafuso fixo do tambor da transmissão M6 8 a 12
Parafuso
do cárter M6 8 a 12
Contraporca do tubo principal M22 60 a 70
Motocicleta
Parafuso fixo do guidom M6 20 a 25
Parafuso fixo do painel de conexão superior M8 28 a 32
Parafuso fixo do painel de conexão inferior M8 28 a 32
Porca do eixo dianteiro M14 50 a 60
Porca do eixo traseiro M14 50 a 60
Parafuso da suspensão do motor M8 28 a 32
Porca fixa do amortecedor traseiro M12 40 a 50
Contraporca da roda da corrente M8 28 a 32
Parafuso do polo de direção M10 30 a 40
Garfo traseiro M14 55 a 60
2 Requisitos de montagem
[1] A marca “IN” deve estar voltada para a parte interna ao instalar um pistão.
[2] Coloque as marcas “T”, “R”, “N” do anel primário, anel secundário e anel de óleo para cima. Deixe uma 
separação de 120º ao fazer a instalação.
[3] Coloque a extremidade espessa da mola da válvula para baixo durante a instalação.
[4] Ao instalar o comando de válvulas, a marca "T" do magneto deve apontar para a marca na tampa do cor-
po do cárter esquerdo. A marca e "O" na corrente de distribuição ativa do cabeçote deve apontar para a 
marca de corte do cilindro.
CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-12
MOTOR
ÍNDICE
3
PARTE 1 – APRESENTAÇÃO GERAL DO MOTOR .................................... 3-1
PARTE 2 – CABEÇOTE .............................................................................. 3-3
PARTE 3 – BLOCO DO MOTOR ................................................................ 3-10
PARTE 4 – CONjUNTO DO PISTÃO ..........................................................3-14
PARTE 5 – SISTEMA DE IGNIÇÃO ............................................................3-20
PARTE 6 – DISPOSITIVO DE PARTIDA ELÉTRICA ..................................3-28
PARTE 7 – MECANISMO DE VÁLVULAS ................................................. 3-32
PARTE 8 – EMBREAGEM ...........................................................................3-41
PARTE 9 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO ................................................3-47
PARTE 10 – CONjUNTO MÓVEL ...............................................................3-52
PARTE 11 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO ...............................................3-58
PARTE 12 – DISPOSITIVO DE PARTIDA DO MOTOR ............................. 3-69
PARTE 13 – CÁRTER ..................................................................................3-72
PARTE 14 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO ...........................................3-75
PARTE 1 – APRESENTAÇÃO GERAL DO MOTOR
O motor serve para fornecer potência à motocicleta, ele influencia diretamente na economia, confiabilidade e 
durabilidade da motocicleta. Entre os motores existentes, o motor movido à gasolina é muito utilizado em moto-
cicleta atualmente. A gasolina e o ar são misturados no carburador e aspirados na câmara de combustão. Após 
a compressão, a mistura gasosa será queimada pelas faíscas da vela de ignição e a energia térmica produzida 
pela combustão será transformada em potência ou energia mecânica. A transformação de energia ocorre no 
cilindro e é conseguida pelo ciclo de trabalho que consiste na admissão, compressão, combustão-expansão e 
exaustão.
1 Principais Parâmetros Técnicos do Motor
 Os parâmetros do motor incluem parâmetros de estrutura e parâmetros de desempenho. O lado esquerdo 
do desenho indica as características da estrutura do motor e o da direita indica o índice de desempenho 
do motor.
Desenho esquemático dos parâmetros da estrutura do motor
[1] Diâmetro do cilindro
 O diâmetro interno do cilindro é chamado de diâmetro do cilindro, indicado pela letra D. 
[2] Ponto morto superior
 Quando a parte superior do pistão está na posição extrema do cilindro ou na posição mais longe do 
eixo principal do cárter, esse ponto superior é chamado de ponto morto superior. 
[3] Ponto morto inferior
 Quando a parte superior do pistão está na posição mais baixa do cilindro ou na posição mais próxima 
do eixo principal do cárter, esse ponto inferior é chamado de ponto morto inferior.
[4] Curso do pistão
 A distância do ponto morto superior ao ponto morto inferior do pistão é chamada de curso do pistão, 
indicada pela letra S. 
[5] Raio de acionamento 
 O raio do eixo do pino de acionamento que gira o eixo da árvore de manivelas é chamado de raio de 
acionamento, indicado pela letra R. Ele decide o curso do pistão. O curso do pistão é indicado pela 
letra S, que é duas vezes o raio de acionamento, por exemplo, S=2R.
[6] Capacidade da câmara de combustão
 Quando o pistão está no ponto morto superior, o espaço acima é chamado câmara de combustão e 
sua capacidade é chamada de capacidade da câmara de combustão, indicado pelas letras Vc. 
[7] Capacidade de trabalho do cilindro
 Em um ciclo de trabalho, a capacidade entre o ponto morto superior e o inferior é chamada de capa-
cidade de trabalho do cilindro, também chamada de cilindrada, indicada pelas letras Vh. 
[8] Capacidade de trabalho do motor
 A capacidade de trabalho bruta dos cilindros em motores multicilindros é chamada de capacidade de 
trabalho do motor, cilindrada do motor ou cilindrada bruta do pistão, e indicada pelas letras VH.
[9] Capacidade do cilindro
 Quando o pistão está no ponto morto inferior, a capacidade acima da parte superior do pistão é cha-
mada de capacidade do cilindro e é indicada por VS. A capacidade do cilindro é igual à capacidade 
de trabalho do cilindro mais a capacidade da câmara de combustão, por exemplo, Vs=Vh+Vc.
3-1 MOTOR
ponto morto superior
ponto morto 
inferior
MOTOR 3-2
[10] Taxa de compressão
 A taxa da capacidade do cilindro em relação à capacidade da câmara de combustão é chamada de 
taxa de compressão.
2 Princípio de funcionamento do motor
 Esse tipo de motocicleta adota motor alternativo à gasolina. É um motor de 4 tempos, sua árvore de 
manivelas gira duas voltas e o pistão se movimenta para frente e para trás duas vezes no cilindro para 
completar o ciclo de trabalho de admissão, compressão, combustão-expansão e exaustão.
 (1) Desenho esquemático do princípio de funcionamento do motor
Tempo de 
admissão
Tempo de 
compressão
Tempo de 
combustão-
expansão
Tempo de 
exaustão
(2) Princípio de funcionamento do motor
[1] Curso de admissão
 Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad-
missão e a válvula de escape fecham. Com esse movimento, o espaço acima do pistão se torna 
vácuo devido ao aumento da capacidade dentro do cilindro que produz um efeito de sucção 
assim a mistura gasosa combustível pode ser aspirada dentro do cilindro pelo canal de admis-
são e pela válvula de escape. Quando o pistão se move no ponto morto inferior, todo cilindro é 
preenchido pela mistura gasosa combustível.
[2] Curso de compressão
 Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad-
missão e a válvula de escape estão fechadas. Com o movimento ascendente do pistão, a mis-
tura gasosa combustível do cilindro é comprimida aumentando consequentemente sua pressão 
e temperatura. Quando o pistão se move até o ponto morto superior, a mistura gasosa combus-
tível em alta pressão e temperatura recebe a faísca da vela de ignição e começa a queimar.
[3] Curso de combustão-expansão
 Quando o pistão se move do ponto morto superior em direção ao ponto morto inferior, a válvula 
de admissão e a válvula de escape ficam fechadas. Devido à expansão repentina da mistura 
gasosa, o pistão é movido para baixo e puxa a biela fazendo o virabrequim girar e a energia ser 
liberada.
[4] Curso da exaustão
 Quando o pistão se move do ponto morto inferior em direção ao ponto morto superior, a válvula 
de admissão se fecha e a válvula de escape se abre. Acionadas pela força de inércia do volan-
te, a árvore de manivelas é impulsionada pela biela e o pistão a se mover em direção ao ponto 
morto superior, assim o gás de exaustão é descarregado do cilindro através da válvula de es-
cape. Após os quatro cursos do pistão,
ou seja, duas voltas da árvore de manivelas, o motor de 
quatro tempos completa um ciclo de trabalho. Por isso, o motor pode operar e fornecer energia 
continuamente pelo ciclo.
3-3 MOTOR
PARTE 2 – CABEÇOTE
O cabeçote serve para vedar a parte superior do cilindro trabalhando junto com a junta do cilindro e formando a 
câmara de combustão como a parte superior do pistão. Para assegurar o efeito de vedação entre o cabeçote e 
a junta do cilindro, o cabeçote tem de suportar grande força de aperto do parafuso. Portanto, o cabeçote deve 
ter uma boa capacidade de rigidez e resistência à quebras e corrosão para prevenir deformações e vazamentos 
durante o funcionamento. Geralmente, o cabeçote é feito de liga de alumínio e alumínio fundido para que o 
material tenha uma alta transferência de calor e baixa dilatação. Existem aletas de arrefecimento no cabeçote 
inclinadas em direção ao fluxo de ar de deslocamento, elas aumentam a área de dissipação de calor e a re-
sistência a altas temperaturas do cabeçote, permitindo que o cabeçote suporte o impacto repetitivo da carga 
térmica e mecânica.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabeçote
 No cabeçote, existe um espaço de deslocamento para a câmara do balancim, da válvula, canal de ad-
missão e exaustão e conjunto de transmissão da válvula. A área central na parte inferior do cabeçote é a 
câmara de combustão hemisférica, que é compactada para diminuir a extensão de dissipação da chama 
e diminuir o deslocamento de HC, bem como a perda de calor. Além disso, a câmara hemisférica de com-
bustão oferece a facilidade de instalação das válvulas de admissão e exaustão de forma oblíqua e posi-
ciona as duas válvulas em um ângulo de 50 a 75° , isso reduz o movimento de ar quando ele flui dentro 
do cilindro e atinge a eficiência máxima de expansão. Acima da câmara de combustão existe um orifício 
de parafuso para a instalação da vela de ignição. Os pinos de arrefecimento estão instalados em torno do 
cabeçote. Além disso, existe uma junta entre o cabeçote e o corpo do cilindro para prevenir vazamentos 
de ar e um anel de vedação entre o cabeçote e a tampa do cabeçote para prevenir o vazamento de óleo 
da câmara da válvula.
 Esse motor adota o cabeçote de comando de válvulas baixo. Estão inclusos: guia da válvula, sede da vál-
vula e conjunto do balancim superior. Do lado esquerdo do cabeçote existe uma câmara de transmissão 
da engrenagem movida e corrente movida. No lado externo do cabeçote existem orifícios voltados para 
baixo, onde o cabeçote pode ser fixado com parafusos no corpo do cilindro.
2 Desmontagem e manutenção do cabeçote
[1] Antes de desmontar o cabeçote, limpe sua su-
perfície.
 CUIDADO
Não utilize detergente combustível ou de-
tergente de altamente inflamável para lavar 
o cabeçote.
[2] Remova o parafuso do dreno de óleo do motor 
(M23) para drenar o óleo.
 ADVERTÊNCIA
Após a desmontagem do motor, deve-se in-
jetar 1.000 ml de óleo nele.
Limpe o cabeçote
Remova o parafuso de drenagem de óleo
[3] Desmonte o parafuso de verificação do óleo 
(M6X 12) 
 Torque
 Parafuso de verificação de óleo: M6 X 12/8 N.m 
a 12 N.m
 ADVERTÊNCIA
Pise na alavanca de partida e rotacione o 
motor. Se não houver óleo no orifício de ve-
rificação do óleo, pode ser uma indicação 
de que a passagem de óleo está bloqueada. 
Limpe-o.
[4] Desmonte os três parafusos de fixação (M6 X 
25) na tampa do cabeçote.
Torque
Parafuso da tampa do cabeçote: 
M6 X 25/8N.m a 12N.m
[5] Remova a tampa do cabeçote e verifique se a 
passagem de óleo da tampa do cabeçote está 
bloqueada. Limpe a passagem de óleo se ela 
estiver bloqueada.
 CUIDADO
Se a passagem da tampa do cabeçote não 
estiver livre após a limpeza, substitua a 
tampa do cabeçote.
[6] Remova a junta de borracha da tampa do cabe-
çote. Se houver vazamento de óleo na tampa 
do cabeçote, substitua a junta de borracha.
NOTA
Utilize selantes ou substitua a junta de bor-
racha ao montar a junta de papel e o cabe-
çote.
MOTOR 3-4
Desmonte o parafuso de 
verificação de óleo
Desmonte o parafuso do 
cabeçote
Limpe a passagem de óleo
Verifique a junta de vedação de borracha
[7] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X 
28) do balancim superior.
Torque:
Parafuso do balancim superior: 
M8 X 28/28N.m a 32N.m
 ADVERTÊNCIA
Ao desmontar ou instalar o balancim supe-
rior, tome cuidado para não deixar os pa-
rafusos de fixação ou a junta cair dento do 
cárter.
[8] Remova o balancim superior. Verifique se ele 
apresenta desgaste, danos ou bloqueios. Subs-
titua caso exista algum problema.
[9] Verifique com as mão a folga entre o balancim 
e o eixo do balancim. Se a folga exceder o valor 
limite (0,08mm), faça a substituição.
NOTA
Se a folga de ajuste dos dois balancins e do 
eixo do balancim não for a mesma, é preci-
so substituir os dois em conjunto. Verifique 
se o comando de válvulas opera de maneira 
suave.
[10] Solte o parafuso de fixação (M8 X 78) do cabe-
çote do motor.
Torque:
Parafuso de fixação:
M8 X 78/28N.m a 32N.m
3-5 MOTOR
Parafuso de fixação
Passagem de óleo lubrificante
Remova o balancim superior
Desmonte o balancim superior
[11] Remova as as duas varetas. Verifique se ae-
las estão empenadas ou gastas . Se as varetas 
apresentarem os problemas citados, realize a 
substituição.
 ADVERTÊNCIA
Ao desmontar ou instalar a vareta, preste 
atenção para não deixar as alavancas caí-
rem dentro do cárter.
[12] Solte os parafusos AB (M8 X 32) de fixação do 
cabeçote do motor.
Torque: 
Parafuso de fixação:
M8 X 32/28N.m a 32N.m.
 CUIDADO
Ao desmontar a porca AB do cabeçote, 
preste atenção para não deixar a porca ou a 
junta caírem dentro do cárter.
[13] Remova o cabeçote do motor.
 ADVERTÊNCIA
Não derrube sujeira, o pino de posiciona-
mento, o anel de vedação ou a junta dentro 
do corpo do cilindro ao desmontar e mon-
tar o cilindro.
[14] Remova a vela de ignição com uma chave de 
soquete. Inspecione se a borda da vela de ig-
nição apresenta danos ou se o eletrodo está 
gasto. Substitua a vela de ignição se estiver da-
nificada.
 Especificação da chave de soquete da vela de 
ignição: Ø16 a Ø18.
 CUIDADO
Limpe acúmulos de carbono e fuligem da 
vela de ignição com um limpador em aero-
sol ou uma escova com cerdas de aço.
MOTOR 3-6
Remova as varetas
Solte a porca AB
Remova o cabeçote do motor
Remova a vela de ignição
[15] Observe as condições de combustão da câma-
ra de combustão. Geralmente,existem três con-
dições:
[A] Uma coloração marrom na câmara de 
combustão indica que o motor está em 
boas condições. 
[B] Uma coloração preta ou mancha grande 
de óleo indica que a mistura ar/combus-
tível no carburador está muito rica. Ajuste 
a concentração da mistura ar/combustível 
ou limpe o carburador. 
[C] Um acúmulo de carbono preto na câmara 
de combustão, indica que o óleo do mo-
tor está queimado. Repare ou substitua o 
pistão, anéis do pistão, corpo do cilindro, 
cabeçote, válvula de admissão e válvula 
de escape.
[16] Remova o acúmulo de carbono na câmara de 
combustão e o resíduo na superfície do cabe-
çote com um objeto de madeira afiado, então 
limpe com detergente não-combustível ou de-
tergente de alto ponto de queima.
 ADVERTÊNCIA
	É proibido remover acúmulo de carbono 
na câmara de combustão com objetos 
metálicos.
	Não limpe o cabeçote com gasolina. ela 
pode danificar a pintura.
[17] Verifique a eficiência da vedação das hastes 
das válvulas de admissão e escape injetando 
gasolina nos tubos de admissão e escape. Va-
zamentos de óleo nas válvulas de admissão 
e escape indicam vedação insuficiente, então 
desmonte as válvulas de admissão e escape e 
repare-as.
 ADVERTÊNCIA
	Mantenha gasolina longe de chamas ou 
faíscas e seque respingos ou derrama-
mentos de gasolina imediatamente para 
evitar ferimentos por queimaduras.
[18] Remova a trava da válvula pressionando a 
mola da válvula com o extrator de válvula, en-
tão solte o extrator e
retire o retentor da mola 
da válvula, a mola da válvula e a válvula.
 CUIDADO
Não pressione excessivamente a mola da 
válvula, a mola pode ser deformada perma-
nentemente. Pressione com cuidado até a 
trava da mola da válvula ser removido.
Todas as peças devem ser marcadas para 
garantir a montagem em suas posições ori-
ginais no momento da reinstalação.
3-7 MOTOR
Trava da válvula
Válvula de escape
Válvula de admissão
Nunca remova o acúmulo de 
carbono com objetos metálicos
Inspecione a câmara de combustão
[19] Meça a largura da sede da válvula com um pa-
químetro. O valor padrão da largura da face de 
contato da sede da válvula deve ser de 1,7mm. 
O valor padrão da largura da face de contato da 
válvula deve ser de 1,1mm a 1,3mm. Retifique 
a sede da válvula se não estiver dentro dos li-
mites. O valor limite da largura da face de con-
tato da sede da válvula deve ser: 2mm. O valor 
limite da largura da face de contato da haste da 
válvula deve ser: 1,5mm.
 ADVERTÊNCIA
Se a largura da sede da válvula não puder 
ser reparada, substitua o cabeçote do motor.
[20] Remova acúmulos de carbono nas hastes e se-
des das válvulas de admissão e escape, então 
despeje composto de esmerilhamento sobre a 
face de contato da sede da válvula. Por último, 
esmerilhe com a ferramenta de esmerilhamento.
[21] Meça o diâmetro externo das hastes das válvu-
las de admissão e escape com um micrômetro: 
O valor padrão da haste da válvula de admis-
são deve ser de 5,42mm e da haste da válvula 
de escape deve ser de 5,40mm. Então meça o 
diâmetro interno da guia da válvula com um me-
didor de diâmetros internos. Por fim, subtraia as 
duas medidas para obter o valor de folga entre 
a haste da válvula e a guia da válvula.
 Valor limite de reparo entre a haste da válvu-
la de admissão e guia da válvula: 0,085mm a 
0,015mm. 
 Valor limite de reparo entre a haste da válvu-
la de escape e a guia da válvula: 0,105mm a 
0,135mm
 CUIDADO
Se a folga entre a haste da válvula e a guia 
da válvula não estiver dentro do limite, 
substitua a válvula e a guia da válvula.
[22] Remova a vela de ignição e meça a folga do 
eletrodo com um calibrador de lâminas. O valor 
padrão deve estar entre 0,6mm e 0,7mm. Ajus-
te com cuidado.
 CUIDADO
	Verifique se o isolante da vela de igni-
ção está danificado e se o eletrodo está 
queimado. Substitua a vela de ignição se 
estiver danificada ou queimada.
	Limpe acúmulos de carbono e fuligem da 
vela de ignição com um limpador em ae-
rosol ou uma escova com cerdas de aço.
MOTOR 3-8
Meça a sede da válvula
Desbaste a sede da válvula
Meça a guia da válvula
Ajuste a folga dos eletrodos das velas
0,6 a 0,7 mm
3 As causas, descrições e métodos de reparo dos problemas do cabeçote 
Descrição do 
componente Causa
Descrição do problema 
no componente
Descrição do problema 
na motocicleta Método de reparo
Cabeçote do 
motor
Acumulo excessivo de 
óleo ou areia nas aletas 
do motor
Dispersão de calor defici-
ente nas aletas do motor Motor superaquecendo
Remova os acumulos de 
óleo e areia das aletas 
do motor
Depósitos de carbono na 
câmara de combustão ------------- Motor superaquecendo
Remova os depósitos de 
carbono
O orifício roscado da vela 
de ignição está des-
gastado
Vazamento de ar entre 
a vela de ignição e o 
cabeçote
Motor difícil de ligar ou 
não liga
Repare o orifício roscado 
ou substitua o cabeçote
Deformação grave da su-
perfície da extremidade 
do cabeçote do motor
Vazamento de ar entre 
o cabeçote e o bloco do 
motor
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Retifique a superfície da 
extremidade do cabeçote 
ou substitua-o
Há fendas, separação, 
picos e outros danos na 
superfície de trabalho da 
sede da válvula
Vazamento de ar entre a 
válvula e a sede devido à 
vedação ruim
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Retifique a sede da vál-
vula ou a válvula
O orifício interno da guia 
da válvula está com 
desgaste excessivo
Folga excessiva entre a 
válvula e a guia
Ruído de vazamento 
de ar vindo da válvula e 
fumaça branca saindo 
pelo escape
Substitua a guia de 
válvula
Junta do cabeçote do 
motor danificada
Vazamento de ar entre 
o cabeçote e o bloco do 
motor
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Substitua a junta do 
cabeçote
Contraporca não ap-
ertada
Vazamento de ar entre 
o cabeçote e o bloco do 
motor
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Aperte a contraporca
Vela de 
Ignição
Folga inadequada do 
eletrodo
Centelha fraca ou inex-
istente
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Ajuste a folga do eletrodo 
para 0,6 a 0,7 mm
Depósitos de carbono 
no eletrodo da vela de 
ignição
Centelha inexistente O motor não liga Remova o depósito de carbono do eletrodo
Depósitos excessivos de 
carbono ou de óleo na 
vela de ignição
Centelha fraca ou inex-
istente
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Remova os acumulos de 
carbono ou óleo
Isolante da vela de 
ignição danificado
Centelha fraca ou inex-
istente
Motor difícil de ligar ou 
não liga. Potência do mo-
tor baixa ou rotação de 
marcha lenta instável
Substitua a vela de 
ignição por outra de 
mesmo tipo
Vela de ignição solta
Vazamento de ar entre 
a vela de ignição e o 
cabeçote
Motor difícil de ligar e há 
ruído de vazamento de 
ar. Marcha lenta instável
Aperte a vela de ignição
3-9 MOTOR
PARTE 3 – BLOCO DO MOTOR
O bloco do motor serve para fornecer espaço para a compressão, combustão e expansão dos gases e para 
guiar o movimento do pistão. Ele também transfere parte da energia térmica do motor para as aletas de arrefe-
cimento em torno do cilindro. Devido ao frequente contato com altas temperaturas e pressões, a superfície do 
bloco do motor tem alta temperatura e a camada de óleo lubrificante dificilmente adere sobre ele.Sob pressão 
lateral, o pistão realiza um movimento alternativo no cilindro em alta velocidade. A parede do cilindro é friccio-
nada contra os anéis do pistão e a saia do pistão que suporta uma grande carga mecânica e térmica, portanto, 
essa é uma das partes mais desgastadas do motor.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do bloco do motor
O bloco desse motor possui mecanismo de aciona-
mento das válvulas. No lado esquerdo do motor exis-
te um espaço para o funcionamento do mecanismo 
acionamento das válvulas. Além disso, existem qua-
tro orifícios no bloco através dos quais o virabrequim, 
bloco e cabeçote são fixados juntos por parafusos. 
Dois deles tem pinos de posicionamento que têm a 
função de orientação para o bloco do motore o cabe-
çote. No lado esquerdo do bloco do motorexiste um 
orifício redondo através do qual a corrente de distri-
buição e a roda dentada podem ser fixados por um 
parafuso. Na parte externa do bloco existem aletas 
de arrefecimento. Desenho esquemático do corpo do cilindro
MOTOR 3-10
Remova o pino de posicionamento
Remova a junta de vedação
2 Desmontagem e manutenção do bloco do motor
[1] Remova o pino de posicionamento (M10 X 20).
 CUIDADO
	Substitua o pino de posicionamento se 
estiver empenado. 
	Não derrube o pino de posicionamento 
dentro do cárter.
[2] Remova a junta de vedação do bloco do motor.
NOTA
	Substitua a junta de vedação se apre-
sentar vazamento.
	Substitua a junta de vedação após cada 
desmontagem.
[3] Remova o anel de vedação (M10 X 1,6) da pas-
sagem de óleo do cilindro.
 CUIDADO
	Substitua o anel de vedação se a face de 
contato do cabeçote e do corpo do cilin-
dro apresentarem vazamento de óleo. 
	Não derrube o anel de vedação dentro 
do cárter.
[4] Remova os dois parafusos
de fixação (M6 X 25) 
do bloco e do cárter.
Torque
Parafuso do cabeçote: M6 X 25/8N.m a 12N.m
[5] Remova o bloco do motor.
 CUIDADO
	Substitua a junta de papel toda vez que 
desmontar o bloco do motor.
	Ao instalar o bloco do motor, passe lu-
brificante nele.
[6] Remova a junta de papel do cilindro
 CUIDADO
	Limpe a junta de papel com uma ferra-
menta de madeira que não seja pontia-
guda.
3-11 MOTOR
Remova a junta de papel
Remova o bloco do motor
Parafuso de fixação
Remova o anel de vedação
[7] Remova o pino de posicionamento (M10 X 14) 
do bloco do motor.
 CUIDADO
Não derrube o pino de posicionamento 
dentro do cárter.
[8] Verifique se o diâmetro interno do cilindro está 
muito arranhado ou amassado. Repare ou 
substitua o bloco se estiver nessas condições.
[9] Raspe o resíduo da junta de papel na superfí-
cie do bloco com um instrumento de madeira e 
limpe-o.
 
 CUIDADO
Não utilize instrumento de metal para ras-
par o resíduo da junta de papel para preve-
nir arranhões no bloco do motor.
[10] 0bserve se a vareta inferior está gasta. Se hou-
ver desgaste, realize a substituição.
MOTOR 3-12
Remova o pino de 
posicionamento
Verifique a abrasão do cilindro
Remova o resíduo da junta de papel
Verifique a vareta inferior
 [11] Meça o diâmetro interno do cilindro com um sú-
bito tomando três posições, no topo, ao centro 
e no fundo do curso do pistão. Após tomar as 
posições, meça dois diâmetros perpendiculares 
no cilindro em cada posição e descubra o diâ-
metro, a conicidade e o grau de ovalização da 
camisa.
 Valor limite de reparo do cilindro: 56,60mm 
 Ovalização: 0,10 mm
 Conicidade: 0,10 mm
[12] Remova o eixo da alavanca inferior e verifique 
se a alavanca inferior e o orifício do eixo da ala-
vanca inferior estão desgastados. Substitua o 
bloco do motor e o eixo da alavanca se apre-
sentar desgaste.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no bloco do motor
Descrição do 
componente Causa
Descrição do problema 
no componente
Descrição do problema 
na motocicleta Método de reparo
Bloco 
do Motor
Acumulo excessivo de 
óleo e areia nas aletas 
do motor
Má dissipação de calor 
nas aletas do motor Motor superaquecendo
Remova os acumulos de 
óleo e areia
Deformação severa da 
superfície da extremi-
dade do bloco
Vazamento de ar entre 
o bloco e o cabeçote do 
motor
O motor está difícil de 
ligar ou não liga. A potên-
cia do motor está baixa e 
a marcha lenta instável
Retifique a superfície da 
extremidade do bloco do 
motor ou susbtitua-o
Cilindro desgastado, 
riscado ou arranhado 
severamente.
Folga excessiva entre o 
pistão e o anel do pistão
O motor está difícil de 
ligar ou não liga. A potên-
cia do motor está baixa e 
a marcha lenta instável. 
Consumo excessivo de 
combustível e há fumaça 
branca saindo do esca-
pamento
Repare ou substitua o 
cilindro
Junta do cilindro quei-
mada -------------
Vazamento de óleo entre 
o bloco e o cárter
Substitua a junta do 
cilindro
3-13 MOTOR
Verifique o orifício do eixo da alavanca inferior
Meça o diâmetro interno do cilindro
PARTE 4 – CONJUNTO DO PISTÃO
O conjunto do pistão serve para transformar a energia produzida pela queima do combustível em movimento 
dinâmico e transmitir esse movimento para a biela. 
1 Estrutura e princípio de funcionamento do Conjunto do Pistão
 O conjunto do pistão inclui principalmente o pistão, os anéis de segmento, o pino do pistão e a trava do 
pino do pistão.
(1) Pistão
 O pistão é a parte principal do conjunto, através dele a energia produzida pela câmara de combustão 
pode ser transmitida. Os componentes principais do pistão são a cabeça, as canaletas e a saia. 
[1] Cabeça do pistão
 A cabeça do pistão, o cabeçote e a parede do cilindro constituem a câmara de combustão na 
qual o combustível queima e expande. Ela suporta uma grande carga térmica e impacto me-
cânico da explosão do combustível, dessa forma, funciona sob as condições mais severas do 
motor. Para garantir intensidade suficiente, a parede da cabeça do pistão é geralmente espessa 
e reforçada por frisos resistentes. A cabeça do pistão de motores com válvulas no cabeçote pos-
sui dois recessos para as válvulas que previnem a colisão do pistão e das válvulas. Certifique-
se de que a marca "IN" aponta para a válvula de admissão e não instale o pistão ao contrário.
[2] Canaleta do pistão
 A canaleta do pistão serve para acomodar os anéis de segmento. Geralmente, existem três 
tipos de canaletas, as duas superiores são canaletas de anéis de compressão e a terceira é do 
anel de óleo. Existe um orifício de retorno do óleo dentro da canaleta do anel de óleo, para fazer 
o óleo eliminado fluir de volta para o cárter .
[3] Saia do pistão
 A saia do pistão funciona como uma peça guia, ela possui uma seção transversal levemente 
ovalada. O motivo da saída do pistão ser levemente ovalada é o seguinte: Quando um pistão é 
aquecido a expansão de calor ao longo do orifício do pino é maior. Sob a pressão do combus-
tível, o orifício do pino será prolongado e seu comprimento vertical será diminuído. A pressão 
lateral do trabalho da parede do cilindro deforma um pouco a saia do pistão. Assim, na condição 
real de funcionamento, um pistão oval se tornará um pistão redondo pelos movimentos acima. 
Dessa maneira, o aumento da fricção e o desgaste do cilindro podem ser evitados.
 Os diâmetros do pistão diferem em cada parte. Geralmente, o diâmetro aumenta gradualmente 
da cabeça até a saia do pistão, o que é difícil de ser observado sem a ajuda de aparelhos. Nor-
malmente, o diâmetro do pistão se refere ao máximo diâmetro do eixo maior da saia do pistão, 
ele pode ser medido de 5 a 10 mm acima do ponto mais baixo da saia do pistão e é importante 
para a folga de montagem da parede interna do cilindro com o pistão. Além disso, a sede do 
pistão é instalada na saia, onde fica a junta do pistão e o pino do pistão e é suportado grande 
impacto mecânico. Por isso, ela possui uma parede espessa e frisos de reforço. Existem ranhu-
ras para o anel trava nas duas extremidades da sede do pino do pistão.
(2) Anel de segmento
[1] Função dos anéis de segmento
 As principais funções dos anéis de segmento são as seguintes:
 Vedação: Embora o pistão tenha uma fabricação precisa, a folga que fica entre ele e o cilindro 
é inevitável. Portanto, os anéis se segmento desempenham uma função de vedação da folga o 
que diminui o vazamento de pressão da câmara de combustão para o mínimo e evita que o gás 
se mova para o cárter.
 Raspagem do óleo: Para que o pistão funcione bem, é preciso passar óleo lubrificante sobre a 
parede do cilindro. Os anéis do pistão têm a função de raspar o óleo lubrificante usado e passar 
novo óleo lubrificante na parede do cilindro.
 Transferência de calor: Parte da energia térmica da combustão da gasolina pode ser transmitida 
para a parede do cilindro através dos anéis de segmento, o que reduz o aquecimento do pistão.
 Suporte: Os anéis de segmento estão localizados entre o pistão e o cilindro, eles têm a função 
de dar suporte ao pistão.
MOTOR 3-14
[2] Função dos anéis de compressão
 Os anéis de compressão servem para transferir calor e para vedação. A capacidade de vedação 
influência diretamente no desempenho do motor devido a sua localização próxima à câmara de 
combustão. Além disso, os anéis de compressão suportam as maiores cargas térmicas entre os 
anéis de segmento. Através de sua troca de calor com a parede do cilindro, a carga térmica da 
câmara de combustão pode ser reduzida. Geralmente, anéis de compressão são de dois tipos. 
O primeiro é um anel quadrado, sempre cromado para aumentar sua dureza e resistência à 
abrasão. O segundo é um anel trapezoidal.
[3] Função do anel de óleo
 A função do anel raspador de óleo é raspar o resíduo de óleo e passar óleo novo na superfície 
da parede do cilindro. Ele é composto de duas chapas finas superior e inferior com uma mola
suporte no meio, que tem uma boa capacidade de raspagem de óleo..
 (3) Pino do pistão
 A função do pino do pistão é transmitir 
energia do pistão para a biela. O pino do 
pistão suporta grande tensão alternada, 
sendo construído em liga leve de aço. 
Além disso, para diminuir a aspereza e 
aumentar a dureza de sua superfície, ele 
é retificado e sofre cementação. Para re-
duzir a inércia causada pelo movimento 
alternativo, o pino do pistão geralmente é 
oco.
(4) Trava do pino do pistão
 A trava do pino do pistão previne que este 
se movimente axialmente em seu suporte.
2 Desmontagem e Manutenção do Conjunto do Pistão
[1] Remova a trava do pino do pistão com um ali-
cate de bico longo afiado.
 CUIDADO
	Não derrube a trava do pino do pistão 
dentro do cárter.
	Use uma trava nova na montagem e não 
alinhe as aberturas da trava do pino do 
pistão.
3-15 MOTOR
Remova a trava do pino
Esquema do conjunto do pistão
[2] Remova o pino do pistão com alicates de ex-
pansão e observe se o exterior do pino está 
muito desgastado ou arranhado. Se houver 
muito desgaste ou arranhões, substitua-o.
 CUIDADO
Não derrube o pino do pistão no cárter
[3] Observe se o interior da extremidade menor da 
biela está queimada ou seriamente arranhada. 
Substitua a biela se estiver muito arranhada ou 
queimada.
Valor limite para o diâmetro interno da menor 
extremidade da biela: 15.06mm 
Valor limite de reparo para o diâmetro externo 
do pino do pistão: 14,96mm
Valor limite para a distância entre o diâmetro in-
terno da menor extremidade da biela e o diâme-
tro externo do pino do pistão: 0,10mm
MOTOR 3-16
Remova o pino 
do pistão
Verifique a extremidade 
menor da biela
[4] Remova os depósitos de carbono na cabeça do 
pistão com um instrumento não afiado de ma-
deira, então limpe o pistão com detergente de 
alto ponto de queima.
 ADVERTÊNCIA
	Somente instrumentos de madeira não 
afiados são permitidos para remover o 
depósito de carbono e fuligem ao limpar 
o pistão.
	Atravesse o orifício de óleo da canaleta 
do anel de óleo ao limpar o pistão.
[5] Remova os anéis do pistão e limpe o pistão e 
os anéis com detergente.
 ADVERTÊNCIA
	Cuidado para não danificar os anéis de 
segmento durante sua desmontagem.
[6] Meça a folga lateral entre os anéis de segmento 
e canaletas do pistão:
Valor limite para o primeiro anel de segmento: 
0,09mm
Valor limite para o segundo anel de segmento: 
0,09mm
Substitua o pistão e seus anéis caso o valor li-
mite d seja excedido.
NOTA
Substitua o pistão se a medida das canale-
tas exceder seu limite.
[7] Meça o diâmetro exterior do pino do pistão. 
 Valor limite: 14.96mm 
 Descubra a distância entre o pistão e o pino do 
pistão.
Valor limite: 0,02mm
NOTA
Substitua o pino do pistão caso seu valor 
limite seja excedido.
3-17 MOTOR
Diâmetro externo do 
pino do pistão
Meça a folga lateral
Remova os anéis de segmento
Remova depósitos de carbono
[8] Meça o diâmetro interno do orifício do pino do 
pistão. 
 Valor limite: 15,04mm
NOTA
Substitua o pistão caso o diâmetro interno 
do orifício do pino do pistão exceda o valor 
limite.
[9] Coloque o primeiro e o segundo anéis de seg-
mento dentro do cilindro, então meça a folga 
entre as pontas dos anéis. 
 Valor limite para o primeiro anel: 0,5mm 
 Valor limite para o segundo anel: 0,5mm
NOTA
Substitua os anéis caso a folga da extremi-
dade exceda o valor limite.
[10] Meça o diâmetro externo do pistão em um pon-
to 10 mm acima do fim da saia do pistão. 
 Valor limite para o diâmetro externo: 56,40 mm
 Descubra a folga entre o cilindro e o pistão.
 Valor limite para a folga : 0,10 mm
NOTA
Substitua o pistão caso a saia do pistão ex-
ceda o valor limite
[11] Limpe as canaletas do pistão e monte os anéis 
de segmento.
 CUIDADO
	Cuidado para não danificar o pistão e 
seus anéis durante a sua instalação.
	Coloque o lado marcado dos anéis de 
segmento para cima durante sua monta-
gem.
	Certifique-se da rotação livre dos anéis 
nas canaletas após a montagem.
	Não reverta a posição de instalação do 
primeiro e segundo anel de compressão.
MOTOR 3-18
Meça o diâmetro interno do orifício do pistão
Meça o entre-pontas do anel
Meça o pistão
Limpe o pistão
Canaleta do primeiro anel 
de compressão
Canaleta do segundo anel de 
compressão
Canaleta do anel de óleo
[12] Siga rigorosamente as instruções de instalação 
indicadas pela ilustração ao lado. Se você fa-
lhar nesse processo, uma série de problemas 
ocorrerão, tais como a diminuição de potência 
do motor, combustão do óleo, fumaça preta 
saindo do escapamento e assim por diante. 
 CUIDADO
	Distribua as aberturas dos anéis em in-
tervalos de 120° ao montá-los no pistão. 
Não alinhe as aberturas.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do conjunto do pistão
Descrição do 
componente Causa
Descrição do problema 
no componente
Descrição do problema 
na motocicleta Método de reparo
Piston
Depósito de 
carbono na cabeça 
do pistão
------------- Motor superaquecendo
Remova os 
depósitos de 
carbono
Depósito de 
carbono nas 
canaletas do 
pistão
Anel travado na canaleta
Motor difícil de ligar ou não 
liga. Potência insuficiente e 
fumaça azul sai pelo escape
Remova os 
depósitos de 
carbono
A superfície da 
saia do pistão está 
desgastada ou 
riscada
Superfície da saia do pistão 
desgastada ou riscada
Motor difícil de ligar ou não 
liga. Potência insuficiente e 
fumaça azul sai pelo escape
Substitua o pistão
Pistão com 
desgaste 
excessivo
Folga excessiva entre o 
pistão e o cilindro
Motor difícil de ligar ou não 
liga. Potência insuficiente 
e marcha lenta instável. 
Consumo excessivo de 
combustível e fumaça azul 
sai pelo escape
Substitua o pistão
Canaleta do pistão 
excessivamente 
desgastado
Folga excessiva entre os 
anéis e as canaletas Fumaça azul sai pelo escape Substitua o pistão
Orifício do 
pino do pistão 
excessivamente 
desgastado
Folga excessiva entre o pino 
do pistão e o orifício
Batida do pino de pistão ou 
do cilindro Substitua o pistão
Anel de 
segmento
Anel de segmento 
quebrado Anel de segmento quebrado
Motor difícil de ligar ou não 
liga. Potência insuficiente e 
fumaça azul sai pelo escape
Substitua o conjunto 
do pistão
Anel de segmento 
excessivamente 
desgastado
Entre pontas e folga lateral 
do anel excessivas
Motor difícil de ligar ou não 
liga. Potência insuficiente e 
fumaça azul sai pelo escape
Substitua o conjunto 
do pistão
3-19 MOTOR
Marca do anel 
de segmento
Pistão
Primeiro anel de compressão
Segundo anel de compressão
Anel raspador de óleo
Anel espaçador
Anel raspador de óleo
PARTE 5 – SISTEMA DE IGNIÇÃO
O sistema de ignição serve para transformar a baixa tensão do sistema de carga em alta tensão e fazer com 
que a vela de ignição queime a mistura presente na câmara de combustão. Nesta motocicleta, o sistema de 
ignição adota um modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de ignição CDI
 O modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI possui uma barra de acionamento 
no volante do magneto. Quando a barra gira no sentido do núcleo metálico da bobina de acionamento , 
ela produzirá uma corrente e fará o transistor conduzir. Este processo básico de funcionamento geralmen-
te inclui fornecimento de energia, armazenamento de energia, controle, liberação, aumento de pressão, 
descarga e ignição. Além disso o armazenamento e descarga de energia pode ser feito pelo módulo de 
ignição eletrônica enquanto o fornecimento de energia e o aumento de pressão dependem de várias bobi-
nas. O sistema de ignição eletrônica CDI é composto principalmente do magneto (componente de carga), 
bobina de disparo, módulo eletrônico, bobina de alta tensão e vela de ignição.
 Quando o volante do magneto gira, a bobina de carga e a bobina de acionamento
do estator produzem 
energia elétrica devida à indução eletromagnética. As diferentes posições da bobina de carga e da bobina 
de acionamento no estator decidem as diferentes fases da energia elétrica. A energia da bobina de carga 
está meia onda à frente da bobina de acionamento . A ignição inclui o processo de carga e o processo 
de descarga. Quando a tensão da bobina de carga está no meio da onda, o processo de carga começa 
e a função de corte unilateral do diodo VD1 corta o circuito que conecta a bobina de acionamento e des-
conecta o transistor. Através da bobina de carga, do diodo VD4, do capacitor C2, da bobina primária da 
bobina de alta tensão e do cabo de aterramento a corrente forma um circuito de retorno e o capacitor C2 
é completamente carregado com energia elétrica. Ao longo da rotação contínua do volante, a tensão da 
bobina de acionamento entra na metade positiva da onda e atingi o valor determinado de acionamento. A 
corrente de acionamento faz o transistor conduzir através do circuito do diodo VD1, de forma que o capa-
citor C2, o transistor, a bobina primária da bobina de lata tensão e o cabo de aterramento foram o circuito 
de retorno. Então, a energia elétrica armazenada no capacitor C2 é rapidamente descarregada, induzindo 
a bobina secundária da bobina de alta tensão e produzindo um pulso de tensão de mais de 10.000V, que 
faz a vela de ignição centelhar.
[1] Módulo de ignição eletrônica
 No módulo de ignição eletrônica, os transistores servem como interruptores elétricos e o capacitor 
C2 serve como um reservatório de energia. A resistência R1 de limitação de corrente fica em série 
com o eletrodo de controle do transistor de forma que a corrente de disparo fique sempre dentro da 
faixa especificada. Adicionalmente, um lado da resistência R1 está conectado em série com o dio-
do VD1 e o outro lado com o capacitor C1 e a resistência R2, formando o circuito de estabilização 
da tensão. O diodo VD1 pove evitar o transistor de pulsos negativos vindos da bobina de disparo 
enquanto o capacitor C1 e a resistência R2 podem aumentar a corrente de disparo, aumentando a 
sensibilidade do disparo. Entre o eletrodo de controle e o cátodo do transistor, há um resistor R3 em 
paralelo para ajustar a corrente de acionamento e estabilizá-la.
[2] Bobina de carga e bobina de acionamento 
 Existem as bobinas de carga e de acionamento no magneto do sistema de ignição eletrônica CDI. 
A bobina de carga pode gerar eletricidade pela indução eletromagnética com o volante, então ela é 
utilizada como um dispositivo de geração de energia para o módulo. De acordo com os diferentes 
modos de acionamento , as bobina de acionamento estão respectivamente instaladas no estator 
dentro do volante do magneto e em um suporte especial fora do volante. Através da indução eletro-
magnética, as bobinas de acionamento produzem a corrente de acionamento em um determinado 
tempo e controlam o a descarga de energia do módulo eletrônico. A bobina de carga e a bobina de 
acionamento são similares à bobina de iluminação do magneto em sua construção, isto é, um grupo 
de fios de poliéster de alta resistência enrolados em um núcleo de ferro que é estampado de uma 
chapa de aço com silício. Entretanto, eles se diferem da bobina de iluminação no tamanho dos fios 
de poliéster, isto é, suas bobinas são menores que da bobina de iluminação. Adicionalmente, para 
impermeabilizar os fios, suas bobinas são envolvidas por uma cobertura nylon e resina epóxi. A 
bobina de carga é maior que a bobina de acionamento, e sua resistência interna é maior devido à 
necessidade de oferecer energia suficiente para o sistema de ignição. 
[3] Bobina de alta tensão
 O sistema de ignição eletrônica CDI, a bobina que realiza a função de amplificação é chamada bobi-
na de alta tensão. Na verdade, a bobina de alta tensão um transformador direto de pulsos feito pelo 
uso do princípio de indução eletromagnética, que pode transformar os 6V ou 12V fornecidos pelo 
magneto em altas tensões acima de 10.000V.
MOTOR 3-20
[4] Cabo da vela de ignição
 O cabo da vela de ignição é basicamente composto por uma capa isolante, arruela, fio de alta tensão, 
parafuso de fixação,, resistência, mola, capa condutora e mola de trava, que assegura uma cone-
xão confiável entre a vela de ignição e o cabo de alta tensão. A extremidade do parafuso de fixação 
conecta-se ao fio de alta tensão e a extremidade da capa condutora conecta-se à vela de ignição 
através da mola de trava. Para evitar que as intempéries entrem no sistema e prejudiquem o isola-
mento, há capas de borracha nas duas conexões do cabo.
 A carcaça do cabo de velas é feita de plástico ou baquelite de alta isolação, que pode assegurar o 
isolamento de até 20.000V. Para evitar que dispositivos sem fio sofram os ruídos de alta frequência 
da onda eletromagnética produzida pela descarga e ignição da vela e do circuito de retonro há um 
resistor de 4.000 a 9.000 Ohms para reduzir a onda eletromagnética.
[5] Vela de ignição
 A vela de ignição é a última parte do sistema de ignição eletrônica C.D.I que transforma a alta tensão 
produzida pela indução da bobina de alta tensão em faísca elétrica para inflamar a mistura ar/com-
bustível na câmara de combustão do motor. Suas condições de trabalho são extremamente severas, 
pois suporta cerca de 4MPa de pressão de explosão, ultrapassa a grande diferença em temperatura 
de 60 a 2.000°C e sempre trabalha sob alta tensão de 10.000V a 20.000V. Assim, a estrutura e o 
material são importantes para a vela de ignição trabalhar de maneira estável e durável
Estrutura do sistema de ignição
3-21 MOTOR
2 Desmontagem e manutenção do sistema de ignição
 
O sistema de ignição desta motocicleta adota CD.I. Não necessita ajuste. Se o sistema de ignição apresentar 
problemas, inspecione o módulo, o gerador, estator, bobina de ignição e substitua os componentes com 
problemas.
Especificações
Itens Valor padrão
Vela de ignição
(produzido no japão) NGK D8EA
(produzido no japão) Denso X24FS-U
(produzido na China) T2198
Folga do eletrodo 0,6mm a 0,7mm
Ponto de ignição
Rotação de marcha lenta 15° APMS
Em aceleração 35° APMS à 3.740 rpm
Bobina de ignição
Resistência da bobina primária 0 , 5 3 Ω ± 1 0 %
Resistência da bobina secundária 2,0 kΩ a 4,0kΩ
Resistência da bobina geradora de carga 550Ω a 680Ω
Resistência da bobina de acionamento 220Ω±50Ω
Tabela de medidas do módulo da ignição
Interruptor da 
ignição
Bobina de 
carga
Bobina de 
ignição E1E2 Aterramento
Interruptor da ignição ∞ ∞ ∞ ∞
Bobina de carga 0,1 a 50 100 a ∞ 100 a ∞ ∞
Bobina de ignição 100 a ∞ 20 a 500 10 a 200 ∞
Bobina de acionamento E1E2 0,1 a 50 0,1 a 50 5 a 50 ∞
Aterramento ∞ 10 a 200 100 a ∞ ∞
[1] Solte os três parafusos de fixação (M6 X 12) do 
cárter esquerdo e remova a tampa de verifica-
ção com uma chave de fenda.
Torque
Parafuso de fixação da tampa de acabamento 
M6 X 12/6N.m a 9N.m
 CUIDADO
Substitua o anel de vedação da tampa de 
acabamento se houver vazamento.
Remova a capa de acabamento
MOTOR 3-22
[2] Desmonte os 5 parafusos de fixação (M6 X 40) 
da tampa do cárter esquerdo e os outros 2 pa-
rafusos de fixação (M6 X 50).
Torque
Parafuso de fixação da tampa esquerda do cárter: 
M6 X 40/12N.m a 15N.m 
M6 X 50/12N.m a 15N.m
[3] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 20) 
do pinhão do motor de partida.
Torque
Parafusos de fixação da tampa do pinhão do 
motor de partida: M6 X 20/8N.m a 12N.m
[4] Remova a tampa e o anel de vedação do pi-
nhão do motor de partida.
 CUIDADO
Substitua o anel de vedação da tampa do 
pinhão do motor de partida se houver va-
zamento.
[5] Remova o pinhão do motor de partida e o eixo 
do motor de partida.
 CUIDADO
Lubrifique o pinhão e o eixo do motor de 
partida ao instalá-los.
Solte os parafusos de fixação
Solte os parafusos de fixação
Verifique o anel de vedação
Remova o pinhão do motor de partida
3-23 MOTOR
[6] Desmonte um parafuso de fixação
(M6 X 25) da 
tampa do cárter esquerdo.
 
 Torque
 Parafuso de fixação da tampa do cárter esquer-
do M6 X 25/10N.m a 15N.m
[7] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 12) do 
disco emissor do magneto. Remova a tampa do 
cárter esquerdo. Remova o pino fixo e a junta 
de papel do cárter esquerdo.
Torque
Parafuso de fixação do disco emissor do mag-
neto M6 X 12/8N. m a 12N. m
 CUIDADO
Substitua a junta de papel após cada des-
montagem ou montagem da tampa do cár-
ter esquerdo do motor.
[8] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 20) do 
conector do mostrador de marcha e remova o 
conector.
Torque
O parafuso de fixação da engrenagem do co-
nector do mostrador: 
M6 X 20/8N. m a 12N.m
 CUIDADO
Verifique a abrasão do conector do mostra-
dor de marcha. Se o conector do mostrador 
da engrenagem apresentar conexão inade-
quada ou o mostrador não funcionar, subs-
titua ou repare o conector do mostrador de 
marcha
[9] Remova o ponto de contato do mostrador de 
marcha.
 CUIDADO
Verifique a abrasão do ponto de rotação do 
mostrador de marcha. Se o mostrador de 
marcha apresentar conexão inadequada ou 
o mostrador não funcionar, repare ou subs-
titua o ponto de rotação.
Verifique o anel de vedação
Remova o conector do mostrador de marcha
Remova a tampa esquerda
Solte o parafuso de fixação
MOTOR 3-24
[10] Desmonte um parafuso de fixação (M10X35) do 
rotor do magneto (gerador).
Torque
Parafuso de fixação do rotor do magneto 
M10 X 35/50N.m a 60N.m
 CUIDADO
Ao instalar o parafuso de fixação do rotor 
do magneto, injete ar comprimido para o 
parafuso de fixação não se soltar.
[11] Remova o rotor do magneto com as ferramen-
tas especiais.
 CUIDADO
O rotor do magneto deve ser desmontado 
com ferramentas especiais.
[12] Coloque algumas ferramentas de ferro no rotor 
do magneto e verifique se o magnetismo do ro-
tor do magneto enfraquece. Caso enfraqueça, 
substitua o rotor do magneto.
 CUIDADO
Ao instalar o rotor do magneto, limpe o acú-
mulo de sujeira no rotor.
[13] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M5 X 16) 
da bobina de acionamento do magneto e 3 pa-
rafusos (M6 X 25) da bobina de ignição do mag-
neto e remova o estator do magneto.
Torque
O parafuso de fixação da bobina do acionador 
M5 X 16/8N.m a 12N.m 
O parafuso de fixação da bobina de ignição 
M5 X 25/10N.m a 25N.m
Solte o parafuso de fixação
Remova o rotor do magneto
Verifique o rotor do magneto
Solte o parafuso de fixação
3-25 MOTOR
[14] Meça a resistência do primário e do secundário 
da bobina de ignição e a resistência da bobina 
acionadora com um multímetro.
 Resistência da bobina iprimária: 0,53Ω±10% 
 A resistência da bobina secundária: 2,0kΩ a 
4,0kΩ. 
 A resistência da bobina acionadora: 220±50Ω
 CUIDADO
Verifique se a resistência do primário e do 
secundário da bobina de ignição está den-
tro do valor especificado. Se não estiver, 
realize a substituição.
[15] Meça a resistência entre os conectores do mó-
dulo eletrônico. Se a resistência não estiver 
dentro dos valores especificados, substitua o 
módulo. O método de medição é o seguinte: 
Conecte a ponta de prova preta ao fio preto/
vermelho e conecte a ponta de prova vermelha 
com o fio preto/branco. A resistência elétrica 
positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elé-
trica negativa é ilimitada.
 CUIDADO
Essa medição deve adotar a classificação 
RX lk Ω ou RX 100k Ω.
[16] Remova o cabo da vela de ignição e meça a 
resistência da bobina de alta tensão com um 
multímetro (valor de resistência ∞). Verifique se 
há curto-circuito ou circuito aberto. Se houver 
curto-circuito ou circuito aberto, substitua a bo-
bina de alta tensão.
 CUIDADO
	Faça o teste do faiscamento. A corren-
te/tensão do secundário da bobina de 
alta tensão deve ser contínua e acima de 
10.000V. Ao mesmo tempo, o faiscamen-
to deve ser azul.
	A realizar o teste do faiscamento, não 
deixe o corpo encostar na fonte de ener-
gia para evitar ferimentos devido à eletri-
cidade.
[17] Desmonte o painel e remova o carregador do 
interruptor da ignição. Meça se o fio de conexão 
apresenta boa conexão.
preto/ 
branco verde vermelho preto
Ligado(a)
Desligado
 CUIDADO
Verifique se o interruptor da ignição apre-
senta curto-circuito ou circuito aberto.
Meça o interruptor da ignição
Meça a bobina de alta tensão
Meça o CDI
Meça a bobina de ignição
Meça a bobina acionadora
MOTOR 3-26
[18] Desmonte o cabo de vela e a vela de ignição – 
Verifique se o parafuso de fixação do fio guia de 
alta tensão no cabo de vela da vela de ignição 
está solto ou oxidado. Verifique os danos do re-
vestimento de isolamento. Verifique se a resis-
tência está solta ou oxidou. Se o cabo de vela 
apresentar os problemas acima, realize a subs-
tituição. -Limpe a vela de ignição periodicamen-
te. Verifique a sujeira e o depósito de carbono 
do eletrodo. Meça a vela de ignição e verifique 
se a folga da vela de ignição está entre 0,06mm 
e 0.07mm. Se a conexão entre o eletrodo e o 
isolador estiver solta ou danificada, substitua a 
vela de ignição.
 CUIDADO
Após a inspeção da vela de ignição, verifi-
que se a pressão do cilindro está de acordo 
com os requisitos de combustão do motor.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de ignição
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas dos 
componentes
Descrição de problemas 
 da motocicleta
Método de 
reparo
Bobina de carga
A bobina de carga apresenta 
curto-circuito.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor apresenta dificuldade 
para dar a partida ou não liga. A 
potência do motor está baixa ou a 
marcha lenta está instável.
Substitua a bobina 
de carga.
A bobina de carga apresenta 
circuito aberto. (resistência 
de ∞)
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida. Substitua a bobina de carga.
Bobina de 
acionamento
A bobina de acionamento 
apresenta curto-circuito.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor apresenta dificuldade 
para dar a partida ou não liga. A 
potência do motor está baixa ou a 
marcha lenta está instável.
Substitua a bobina 
de acionamento.
A bobina de acionamento 
está com circuito aberto, 
(resistência ∞)
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida. Substitua a bobina de acionamento.
Interruptor da 
ignição 
A bobina de desligamento 
apresenta curto-circuito.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida.
Substitua o 
interruptor de 
ignição.
A bobina de desligamento 
está com circuito aberto, 
(resistência ∞)
O motor não desliga.
Substitua o 
interruptor de 
ignição.
O positivo e negativo a estão 
ilimitados.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida.
Substitua o 
interruptor de 
ignição.
O positivo e negativo da 
bobina estão em curto-
circuito.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida.
Substitua o 
interruptor de 
ignição.
Módulo O módulo está danificado
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida. Substitua a ignição C.D.I.
Bobina de ignição
A bobina de ignição 
apresenta curto-circuito.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor apresenta dificuldade 
para dar a partida ou não. A 
potência do motor está baixa ou a 
marcha lenta está instável.
Substitua a bobina 
da ignição.
A bobina de ignição está com 
circuito aberto.
Faiscamento fraco ou 
inexistente entre os eletrodos 
da vela de ignição
O motor não dá partida. Substitua a bobina da ignição.
Conector do 
mostrador de 
marcha
Desgaste excessivo Má conexão do conector do mostrador de marcha
Mostrador de marcha não 
funciona
Substitua o 
conector do
mostrador de 
marcha
Ponto de rotação 
do mostrador de 
marcha
Desgaste excessivo Má conexão do conector do mostrador de marcha
Mostrador de marcha não 
funciona
Substitua o ponto 
de rotação do 
mostrador de 
marcha
Verifique a vela de ignição
Verifique o cabo de vela
3-27 MOTOR
PARTE 6 – DISPOSITIVO DE PARTIDA ELÉTRICA
A função do dispositivo de partida elétrica é utilizar a potência da bateria instalada na motocicleta para fazer o 
motor de partida produzir torque, então o torque é transmitido para o virabrequim e faz o motor ligar. O dispo-
sitivo de partida elétrica pode ser operado fácil e rapidamente. 
1 Estrutura e principios de trabalho do dispositivo de partida elétrica
[1] A estrutura do dispositivo de partida elétrica
 O sistema de partida elétrica consiste primordialmente de um motor de partida, uma engrenagem e uma 
embreagem unidirecional. 
 Motor de partida
 A corrente elétrica, depois de passar pela bobina de excitação e bobina do induzido através da escova 
do ânodo do motor de partida, produz um campo magnético na bobina de excitação. Quando a corrente 
flui para a bobina do induzido desse campo magnético, os dois flancos da bobina do induzido recebem 
respectivamente uma força opositora e equivalente para produzir o torque, que faz com que a bobina do 
induzido gire junto do eixo da engrenagem do motor de partida. Então, a corrente flui para o cátodo da 
bateria através da escova do cátodo e forma um circuito fechado.
 Embreagem unidirecional
 A embreagem unidirecional transmite a potência produzida pelo motor de partida para o virabrequim, que 
é um composto de anéis internos e externos. Os anéis de suporte formam uma canaleta em formato de 
cone. Há roletes e molas na área ampla dessa canaleta em formato de cone. Ao mesmo tempo, o anel 
de suporte interno é instalado na engrenagem de partida. O anel de suporte externo possui três orifícios 
roscados para instalação da embreagem unidirecional no rotor do magneto.
 Engrenagem
 No sistema de partida elétrica, a engrenagem liga o eixo da engrenagem do motor de partida e embrea-
gem unidirecional ao mesmo tempo. Sua função é transmitir a potência de saída do motor de partida para 
o virabrequim e ligar o motor. 
[2] Principio de funcionamento do sistema de partida elétrica
 Ao pressionar o interruptor de partida localizado no guidão da motocicleta, a corrente da bateria faz o eixo 
da engrenagem do motor de partida girar. Então, a engrenagem faz com que a engrenagem de partida 
instalada na embreagem unidirecional gire em sentido anti-horário. Nessa hora, a embreagem unidirecio-
nal está em estado estático e os roletes são empurrados para a parte estreita da canaleta. Junto com o 
aumento de rotação, os roletes se tornam mais próximos até que a engrenagem de partida e embreagem 
unidirecional engatam.
Estrutura do dispositivo de partida elétrica
[1] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M6 X 28) 
do motor de partida.
Torque
Parafuso de fixação do motor de partida M6 X 
28/10N.m a 15N.m
Solte o motor de partida
 Enquanto isso, a potência que atua na engrena-
gem de partida é transmitida para a embreagem 
unidirecional através dos roletes. A embreagem 
unidirecional faz com que o virabrequim comece a 
girar. Após o motor funcionar, o virabrequim impul-
siona a embreagem unidirecional a girar em uma 
velocidade maior que da engrenagem de partida, 
então são empurrados para a parte ampla da cana-
leta e a embreagem unidirecional e a engrenagem 
de partida desengatam,ou seja, a potência do vira-
brequim e do motor de partida é interrompida.
2 Desmontagem e manutenção do dispositivo de partida elétrica
MOTOR 3-28
[2] Remova o motor de partida e inspecione o des-
gaste da engrenagem do induzido. Se a engre-
nagem do induzido estiver muito gasta, substi-
tua o motor de partida.
 CUIDADO
Ao instalar o motor de partida, lubrifique a 
engrenagem do induzido.
[3] Remova a engrenagem II e verifique o rolamen-
to da engrenagem II (especificação: 1010). Se 
o rolamento estiver gasto, substitua-o.
 CUIDADO
Ao instalar, passe lubrificante na engrena-
gem II e no rolamento da engrenagem II.
[4] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da 
placa de pressão da engrenagem de partida e 
remova a engrenagem de partida.
Torque
Parafuso de fixação da placa de pressão da 
engrenagem de partida M6 X 12/8N.m a 12N.m
[5] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X 
18) da embreagem unidirecional e remova-a.
Torque
Parafuso de fixação da embreagem unidirecio-
nal M8 X 18/10N.m a 15N.m
 CUIDADO
Ao instalar os parafusos de fixação da em-
breagem unidirecional, aplique trava rosca 
no parafuso para evitar que eles se soltem.
Remova o motor de partida
Remova a engrenagem II
Solte os parafusos de fixação 
da placa de pressão
Solte a embreagem unidirecional
3-29 MOTOR
[6] Verifique o desgaste do anel externo, a mola 
do rolete e o rolete da embreagem. Se os com-
ponentes acima apresentarem desgaste, subs-
titua a embreagem unidirecional.
 CUIDADO
Lubrifique a embreagem unidirecional an-
tes de instalá-la.
[7] Verifique o desgaste da engrenagem e do eixo 
da engrenagem. Se apresentarem desgaste 
excessivo, substitua-os.
 CUIDADO
	Lubrifique a engrenagem e o eixo da en-
grenagem antes da instalação.
[8] Verifique o desgaste da engrenagem de parti-
da. Se houver desgaste excessivo, substitua-a. 
- Verifique o desgaste do anel interno da en-
grenagem de partida. Se o anel apresentar 
irregularidades, substitua-o.
 CUIDADO
 Ao instalar a engrenagem de partida, lubri-
fique-a.
[9] Verifique o desgaste da engrenagem II. Se 
apresentar desgaste excessivo, substitua-a.
 CUIDADO
Lubrifique a engrenagem II ao instalá-la.
Verifique a engrenagem II
Verifique a engrenagem de partida
Verifique a engrenagemVerifique o eixo 
da engrenagem
Verifique a embreagem unidirecional
MOTOR 3-30
[10] Meça a resistência da bobina de excitação do 
motor de partida com um multímetro. Verifique 
se há curto-circuito ou circuito aberto . Se hou-
ver um desses problemas, realize a substitui-
ção.
 Desmonte o motor de partida e verifique o des-
gaste do rotor induzido e as escovas. Se esti-
verem excessivamente gastos, substitua-os ou 
substitua o motor de partida.
 CUIDADO
Limpe o rotor induzido ou as escovas com 
gasolina ou álcool. Realize a limpeza em lo-
cal ventilado e longe de fonte de fogo para 
evitar incêndios.
3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de partida elétrica
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de 
problemas dos 
componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Motor de partida
Rotor do induzido e 
escovas excessivamente 
desgastados
O giro do motor de 
partida é muito fraco ou 
não funiona.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona. Substitua o motor de partida.
A mola da escova 
está quebrada ou 
sua elasticidade é 
insuficiente.
O giro do motor de 
partida é muito fraco.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona. Substitua a mola da escova
Rotor do induzido e 
escovas estão estão 
sujos.
O giro do motor de 
partida é muito fraco.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona ou funciona com 
dificuldade.
Limpe a superfície do 
comutador com gasolina ou 
alcool.
Rotor do induzido e 
as escovasa estão 
manchados, queimados e 
danificados.
O giro do motor de 
partida é muito fraco ou 
não funiona.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona ou funciona com 
dificuldade.
Realize o polimento da 
superfície do comutador 
com uma lixa fina na 
direção oposta à rotação do 
comutador. Corte a borda 
da placa de mica abaixo 
da superfície do comutador 
e remova as rebarbas e 
resíduos.
Rotor do induzido 
e escovas estão 
queimados ou 
danificados.
O giro do motor de 
partida é muito fraco ou 
não funiona.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona ou funciona com 
dificuldade.
Substitua o motor de partida.
A bobina de excitação
está com circuito aberto 
ou curto-circuito.
O giro do motor de 
partida é muito fraco.
A partida elétrica da motocicleta 
não funciona. Substitua o motor de partida.
Embreagem 
unidirecional
A interface da 
embregaem de 
partida e dos roletes 
estão danificados ou 
excessivamente gastos.
A embreagem de partida 
desliza e emite som 
estranho.
A motocicleta falha ou emite 
som estranho ao dar a partida.
Substitua a engrenagem da 
embreagem de partida.
O caminho dos dos 
roletes está danificado 
ou apresenta desgaste 
côncavo.
A embreagem de partida 
desliza e emite som 
estranho.
A motocicleta falha ou emite 
som estranho ao dar a partida.
Substitua a embreagem de 
partida.
Os roletes estão 
danificados e 
excessivamente gastos
A embreagem de partida 
desliza e emite som 
estranho.
A motocicleta falha ou emite 
som estranho ao dar a partida.
Substitua a embreagem de 
partida.
Engrenagem de 
partida
A engrenagem de partida 
está muito gasta.
A engrenagem de partida 
emite ruído estranho.
A motocicleta falha ou emite 
som estranho ao dar a partida.
Substitua a engrenagem de 
partida.
Engrenagem
O pinhão e a 
engrenagem do motor 
de partida estão muito 
gastos.
A engrenagem de partida 
emite ruído estranho.
A motocicleta falha ou emite 
som estranho ao dar a partida.
Susbtitua o pinhão de partida 
e a engrenagem II.
Verifique o motor de partida
3-31 MOTOR
Parte 7 – MECANISMO DE VÁLVULAS
O mecanismo de válvulas serve para garantir que a mistura ar/combustível nova flua dentro do cilindro e o 
gás de exaustão seja descarregado do cilindro em intervalos regulares quando o motor está funcionando. 
Suas condições de funcionamento e manutenção adequada influenciam diretamente na economia, potência e 
confiabilidade do motor. Nessa motocicleta, o mecanismo de válvulas é do tipo OHV com comando de válvu-
las no bloco que move as varetas superior/inferior dos balancins até o cabeçote Ele posiciona as válvulas de 
admissão e escape no topo da câmara de combustão do cilindro e possui uma passagem suave dos gases 
reduzindo o movimento do fluxo de ar e assegurando o bom funcionamento do motor. A câmara de combustão 
é tão compacta que possui boa capacidade de resistência à detonação e baixa perda de calor. 
1 Estrutura e princípio de funcionamento do mecanismo de válvulas
 O eixo de comando de válvulas desse mecanismo está localizado no cárter esquerdo, o que realiza a 
transmissão de movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas é um par de engrenagens. 
Devido ao comando de válvulas ficar distante da câmara, a temperatura do local de funcionamento do 
comando é beneficiada. No curso de admissão, virabrequim gira para acionar a engrenagem movida do 
comando de válvulas através da engrenagem principal de sincronização, então o comando move o balan-
cim inferior que empurra a vareta. A vareta empurra o braço do balancim superior, que por sua vez abre a 
válvula de admissão para fazer com que a mistura ar/combustível nova flua no cilindro. Junto à rotação do 
virabrequim, o comando de válvulas, consequentemente, muda o ângulo do ressalto, assim o fechamento 
da válvula é alterado. Por exemplo, no tempo de compressão, as válvulas de admissão e escape se fe-
cham, no tempo de combustão e expansão, essas mesmas válvulas se fecham, no tempo de admissão, a 
válvula de admissão se abre e no tempo de exaustão, a válvula de escape se abre.
 O mecanismo com comando no bloco inclui o módulo da válvula e o módulo de acionamento da válvula. 
O módulo da válvula é composto pela válvula, guia, sede, mola e protetor da válvula. O módulo de aciona-
mento da válvula é composto pela engrenagem motriz da sincronização e engrenagem movida, balancins 
superior e inferior, além da vareta.
[1] Módulo da válvula
 Válvula
 A válvula é o componente de controle nas passagens de admissão e escape do motor. No tempo de 
admissão a mistura ar/combustível nova flui para dentro do cilindro quando a válvula de admissão 
abre.No tempo de escape, o gás de exaustão é descarregado quando a válvula de escape abre.
 A válvula é composta da cabeça e da haste. Ela trabalha em condições severas, a temperatura da 
válvula de admissão pode atingir 570°C a 670°C e a válvula de escape 1.050°C a 1.100°C , por isso 
a cabeça da válvula é facilmente queimada. Além disso, ela suporta a pressão e força de inércia da 
mola da válvula e do módulo de acionamento da válvula. Quando a válvula funciona, a haste e a guia 
da válvula entram em atrito enquanto o resfriamento e a lubrificação são insuficientes. Portanto, as 
válvulas devem apresentar dureza, rigidez, resistência ao calor e à abrasão suficientes. Para diminuir 
a força de resistência da admissão e aumento da insuflação, a válvula de admissão é geralmente 
maior do que a válvula de escape.
 Guia da válvula
 Existe uma folga de ajuste entre a guia da válvula de o cabeçote para que a guia possa ser prensada 
dentro do seu orifício no cabeçote. A guia da válvula serve para guiar a haste da válvula a se mo-
vimentar em linha reta. A temperatura de trabalho da guia da válvula é alta e pode alcançar 500°C, 
sua lubrificação é insuficiente devido a lubrificação ser apenas pela nuvem de óleo derramado do 
mecanismo da válvula. Dessa forma, a guia da válvula é facilmente desgastada se não apresentar 
uma boa resistência a abrasão. Entre a válvula e a guia da válvula deve haver uma folga adequada. 
Se a folga for excessiva, o desempenho da guia da válvula se tornará ineficiente e a abrasão da 
válvula será acelerada. Se a folga for muito pequena, a haste da válvula emperrará facilmente após 
seu aquecimento.
 Sede da válvula
 A sede da válvula serve para vedar o cabeçote unindo ajustadamente à cabeça da válvula e rece-
bendo o calor transferido das válvulas que é inserido dentro do cabeçote como um componente 
independente. O funcionamento sob altas temperaturas e a lubrificação insuficiente faz com que a 
sede da válvula se desgaste facilmente. Assim, ela precisa ser feita com materiais de alta qualidade 
como ligas de ferro ou aço austenítico.
MOTOR 3-32
 Mola da válvula
 A mola da válvula serve para eliminar a força de inércia da válvula e suas partes móveis durante o 
fechamento da válvula e prevenir folga das partes móveis produzida pela força de inércia. A mola 
também garante o retorno da válvula para a sede no tempo adequado se juntando precisamente ao 
retentor da mola da válvula e prevenindo que a válvula salte e aja diminuição do efeito de vedação 
quando o motor vibra. Dessa forma, a mola da válvula deve apresentar rigidez, força de aperto e 
elasticidade adequadas. Se a elasticidade for muito baixa, isso causará efeito de vedação insuficien-
te além de desordenar a sequência normal de abertura e fechamento da válvula. Se a mola for muito 
dura, isso aumentará o atrito entre as partes relacionadas do mecanismo de válvulas, acelerará seu 
desgaste e produzirá maior força de impacto e vibração.
 A mola da válvula é composta de duas molas, interna e externa, que diferem em espessura e na dire-
ção da espiral. Esse desenho garante a confiabilidade de funcionamento das válvulas, não somente 
porque reduz a altura da mola, mas também previne que as duas molas se desloquem ou travem 
com a vibração. Além disso, a frequência de ressonância das duas molas é diferente o que evita a 
vibração sincronizada.
[2] Conjunto de acionamento das válvulas
 A engrenagem motriz de sincronização (engrenagem do comando) fica instalada no virabrequim, 
enquanto a engrenagem movida de sincronização fica instalada no comando de válvulas. A força do 
virabrequim é transferida pra o comando de válvulas pelo engrenamento das engrenagens motriz e 
movida do comando de válvulas.
 Balancim inferior
 A função do balancim inferior é receber a potência do comando de válvulas e transferi-la para a va-
reta. Ele suportará a grande intensidade de flexão e não há nenhuma estrutura na parte traseira.
 Eixo do balancim inferior
 O
eixo do balancim inferior serve para suportar 
o balancim inferior. Ele é inserido pelo orifício 
do bloco do motor, então passa pelo balan-
cim inferior. Existe um orifício roscado em um 
lado do eixo do balancim, que é utilizado para 
fixar o balancim inferior e o eixo do balancim 
inferior conjuntamente. O balancim balança 
durante o funcionamento. Existe um orifício de 
lubrificação no eixo do balancim inferior que é 
utilizado para lubrificar e polir a superfície.
 Vareta
 A função da vareta é transferir o movimento do 
comando de válvulas para a válvula. São duas 
alavancas longas e finas que se dobram facil-
mente. As duas extremidades são esféricas. 
Conecte respectivamente ao balancim superior 
e inferior.
 Eixo de comando de válvulas
 O eixo de comando de válvulas inclui o came 
de admissão, came de exaustão e o mancal 
que controlam a abertura e o fechamento das 
válvulas de admissão e escape sincronizada-
mente de acordo com determinada fase de 
distribuição e garante o curso adequado das 
válvulas. O comando de válvulas se desgasta 
facilmente devido ao atrito significante da su-
perfície de funcionamento contra o balancim 
quando suporta carga de impacto constante 
produzida pela abertura intermitente das válvu-
las. Assim, a superfície do comando deve ser 
suficientemente resistente e rígida, também, 
precisa receber tratamento térmico para au-
mentar sua resistência à abrasão. 
Desenho esquemático da estrutura do mecanismo 
de válvulas
Estruturas do mecanismo de válvulas
Balancim superior
Eixo do balancim
Sede do balancim
Comando de válvulas
Balancim inferior
Vareta
3-33 MOTOR
 O orifício do óleo dentro do comando de válvulas possui comunicação com a passagem de óleo do 
mancal e ressalto principais, através da qual o óleo pode lubrificar a superfície do comando de vál-
vulas.
 Conjunto do balancim superior
 O conjunto do balancim é composto pelo balancim superior, eixo do balancim e sede do balancim. 
O balancim superior serve para transmitir o movimento do comando para as válvulas. Ele é uma 
alavanca de dois braços com um friso resistente na parte traseira que aumenta sua resistência de 
flexão e um orifício do eixo do balancim no meio. Os dois braços suportam uma carga intensa de 
flexão quando o balancim superior funciona. Existem parafuso de ajuste e porca travante na frente 
do balancim para ajustar a folga da válvula.
 O eixo do balancim serve para suportar o balancim. Quando ele funciona, o balancim alterna em 
torno do eixo pressionando o eixo e o orifício do eixo do balancim. O orifício de óleo no eixo do ba-
lancim serve par lubrificar a sua superfície. A função da sede do braço do balancim é fixar o eixo do 
balancim. 
2 Desmontagem e manutenção do mecanismo de válvulas
[1] Ajuste da folga da válvula. 
 Desmonte 3 parafusos de fixação (M6X 25) da 
tampa do cabeçote e remova-a. 
 
 Torque
 Parafuso da tampa do cabeçote: M6 X 25/8N.m 
a 12N.m.
 ADVERTÊNCIA
 A	 folga da válvula deve ser ajustada 
depois que o motor estiver frio. Evite 
queimaduras. Se a folga for ajustada en-
quanto o motor estiver quente, o resulta-
do pode não ser exato. 
Solte os parafusos de fixação 
da tampa do cabeçote
MOTOR 3-34
[2] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 12) 
da tampa de acabamento do cárter esquerdo e 
da tampa de verificação.
Torque
Parafuso de fixação da tampa de acabamento 
M6 X 12/6N.m a 9N.m
 CUIDADO
Se os anéis de vedação da tampa de acaba-
mento e da tampa de verificação apresenta-
rem vazamento, substitua-os.
[3] Gire o rotor do magneto com a luva e coloque o 
pistão no ponto morto superior. Aponte a marca 
“T” do rotor do magneto para a marca da tampa 
esquerda do cárter.
 CUIDADO
Se a folga da válvula não for ajustada de 
acordo com o método de operação mencio-
nado acima, sua precisão e o desempenho 
de aceleração e partida da motocicleta se-
rão prejudicados.
[4] Agite delicadamente o balancim com as mãos. 
Se estiver muito folgado, significa que a folga 
está grande demais. Se estiver muito apertado, 
significa que a folga está pequena demais. Re-
alize o ajuste se a folga estiver muito folgada ou 
grande ou muito pequena.
Torque
Porca de ajuste da válvula: M8/10N.m a 15 N.m
[5] Ao ajustar a folga da válvula solte a porca do pa-
rafuso de ajuste da válvula. Insira o calibrador 
de lâminas (Espessura da válvula de admissão: 
0,06mm; válvula de escape: 0,08mm) nentre 
o parafuso de ajuste e a haste da válvula.Gire 
suavemente o parafuso de ajuste até que haja 
resistência ao puxar o calibrador, então aperte 
a porca da válvula de admissão e escape.
NOTA
Após o aperto, verifique a folga da válvula 
novamente. 
Tampa de acabamento
Tampa de verificação
Gire o magneto
Verifique a folga das 
válvulas
Verifique a folga das válvulas
3-35 MOTOR
[6] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da 
placa de pressão da sincronização do comando 
de válvulas.
Torque
Parafuso de fixação da placa de pressão: 
M5 X 12/6N.m a 9N.m
[7] Remova o comando e a mola da placa de pres-
são do comando de válvulas.
 CUIDADO
Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi-
que-o.
[8] Remova o comando de válvulas.
 CUIDADO
Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi-
que-o.
[9] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 25) do 
pino de pressão do virabrequim.
Torque
Parafuso de fixação do pino de pressão: 
M6 X 25/10N.m a 15N.m
NOTA
Se a folga do comando de válvulas e a en-
grenagem motriz do virabrequim for muito 
grande, substitua o pino de pressão.
Solte o parafuso de fixação do 
pino de pressão
Remova o comando de válvulas
Remova o comando de válvulas
Solte o parafuso de fixação 
da placa de pressão
MOTOR 3-36
[10] Ao instalar o comando de válvulas faça uma 
marca no comando de válvulas e outra na en-
grenagem motriz do virabrequim ambas alinha-
das.
 CUIDADO
Se o comando de válvulas não estiver em 
sincronismo com o virabrequim, isso difi-
cultará a partida do motor ou a partida não 
será dada.
[11] Após a instalação do comando de válvulas, ve-
rifique a folga do comando e da engrenagem 
motriz do virabrequim. A folga deve ser de: 
1,0mm a 2,0mm.
 CUIDADO
Verifique se a folga entre o comando e a 
engrenagem motriz do virabrequim está 
maior ou menor que o valor padrão. Se a 
folga estiver muito grande, o balancim infe-
rior fará barulho. Se estiver muito pequena, 
o comando fará ruído excessivo. Reencaixe 
o comando.
[12] Despeje gasolina no duto de ar de admissão e 
exaustão para verificar a vedação. Se houver 
vazamento, desbaste a sede da válvula e a vál-
vula.
 ADVERTÊNCIA
 Realize o teste em local ventilado e longe 
de fonte de fogo para evitar incêndios.
[13] Desmonte as travas das válvula de admissão e 
escape com as ferramentas especiais e remova 
as válvuals de admissão e exaustão, a mola in-
terna e externa das válvulas e o retentor de óleo 
das válvulas.
 CUIDADO
É proibido limpar a vedação da válvula com 
gasolina. Substitua o retentor da válvula a 
cada desmontagem.
 Marca no comando
 Marca na engrenagem motriz
Verifique a folga
Verifique a vedação da válvula
Solte a trava da válvula
3-37 MOTOR
[14] Limpe a válvula de admissão e escape, molas 
interna e externa das válvulas e a sede da mola 
da válvula com detergente e verifique seu des-
gaste.
 CUIDADO
Ao limpar as válvulas de admissão e exaus-
tão, as molas interna e externa e a sede da 
mola da válvula, utilize detergente com alto 
ponto de queima. A utilização de gasolina é 
proibida para evitar incêndios.
[15] Meça o comprimento da mola interna e externa 
com um paquímetro.
- O valor padrão da mola da válvula interna é: 
33,50mm; o valor limite é: 30,00 mm
- O valor padrão da mola da válvula externa 
é: 40,09mm; o valor limite é: 39,80 mm
 CUIDADO
Se o valor encontrado nas molas interna e 
externa da válvula exceder o valor limite, 
substitua as molas interna e externa.
[16] Meça o diâmetro externo da haste da válvula 
com um
paquímetro.
- O valor limite do diâmetro da haste da válvula 
de admissão é 5,42 mm
- Válvula de escape 5,40mm.
 CUIDADO
Se o valor do diâmetro externo da válvula 
exceder o valor limite, substitua a válvula.
[17] Meça a largura da válvula com um paquímetro.
 O valor limite da cabeça da válvula é: 
- Largura da válvula de admissão: 2,0mm;
- Largura da válvula de escape: 2,0m.
 CUIDADO
 Se a largura da sede da válvula exceder 
o valor limite de manutenção, retifique 
ou substitua a válvula.
 Ao instalar as hastes das válvulas de 
admissão e escape, passe um pouco 
de lubrificante nas buchas da haste das 
válvuals de admissão e exaustão e nas 
válvulas.
Meça a largura da válvula
Meça a haste da válvula
Meça o comprimento da 
mola interna
Meça o comprimento da 
mola externa
Limpe a mola da válvula
MOTOR 3-38
[18] Verifique o desgaste do balancim superior e do 
parafuso de ajuste do eixo do balancim supe-
rior. Se estiverem gastos, substitua o balancim 
superior.
 CUIDADO
Ao instala o braço do balancim superior, 
lubrifique o orifício do braço do balancim 
superior. ,
[19] Meça o comprimento das varetas com um pa-
químetro. 
- O valor padrão do comprimento da haste é: 
141,15mm a 141,45mm. 
 O valor limite é: 141,00mm.
 CUIDADO
Verifique o desgaste da vareta de aciona-
mento. Se estiver deformada, substitua-a.
[20] Meça o diâmetro interno do orifício do balancim 
e o diâmetro externo do balancim inferior.
- O valor padrão do diâmetro interno do balan-
cim é: 12,.00mm a 12,02mm. 
 O valor limite é: 12,02mm.
- O padrão do diâmetro externo do eixo do ba-
lancim Inferior é: 11,97mm a 11,99mm. 
 O limite Padrão é: 11,99mm.
- A folga entre o diâmetro interno do orifício 
do balancim inferior e o diâmetro externo do 
eixo do balancim inferior é: 0,03mm.
 CUIDADO
 Ao instalar o balancim inferior e o eixo do 
balancim inferior, lubrifique-os.
[21] Meça a altura do comando de válvulas com um 
paquímetro.
 A altura padrão da válvula de admissão é: 
32,768mm a 32,928mm. 
 O valor limite é: 32,628mm. 
 A altura padrão da válvula de exaustão é: 
32,768mm a 32,928mm.
 O valor limite é: 32,628mm.
 CUIDADO
Ao instalar o virabrequim, lubrifique a su-
perfície do comando e o orifício do coman-
do no bloco.
Verifique o balancim inferior
Verifique a folga
Verifique o eixo do balancim 
inferior
Verifique o 
balancim inferior
Verifique o comando de válvulas
3-39 MOTOR
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do mecanismo de válvulas
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas dos 
componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Eixo de comando 
de válvulas
O came está gasto. Válvulas de admissão e esca-pe estão bloqueadas. A potência do motor é insuficiente
Substitua o comando de 
válvulas.
O orificio do coman-
do de válvulas está 
gasto.
A folga entre o orifício do eixo 
e o eixo está excessiva.
O comando de válvula ou o balan-
cim emitem ruído anormal.
Substitua o comando de 
válvulas.
O eixo comando de 
válvulas está exces-
sivamente gasto.
A folga entre o orifício do eixo 
e o eixo está excessiva.
A engrenagem do comando ou 
o balancim inferior emitem ruído 
estranho .
Substitua o comando de 
válvulas.
A folga da engrena-
gem motriz e engre-
nagem do comando 
é muito pequena.
-------------
A engrenagem do comando emite 
ruido anormal ou a potência do 
motor é insuficiente.
Substitua o comando de 
válvulas.
Balancim superior/
inferior
A folga entre balan-
cim superior e eixo 
do balancim superior 
e excessiva.
------------- Batidas
Substitua os componen-
tes da sede do balan-
cim.
A superfície de 
funcionamento está 
danificada pelas en-
grenagens ou muito 
gasta.
-------------
O balancim inferior emite um som 
estranho e a potência do motor é 
insuficiente.
Substitua o o balancim 
inferior.
O orifício do eixo do 
balancim está exces-
sivamente gasto.
A folga entre o eixo do balan-
cim e o do balancim inferior 
está muito grande.
O balancim inferior emite um som 
estranho e a potência do motor é 
insuficiente.
Substitua o o balancim 
inferior.
Vareta
A vareta está empa-
nada ou excessiva-
mente gasta
------------- A potência do motor é insuficien-te.
Substitua a haste de 
acionamento.
Válvula
A folga da válvula 
está muito pequena.
A válvula não fecha completa-
mente.
O motor não dá a partida ou 
dá a partida com dificuldade. A 
potência do motor está baixa e a 
marcha lenta está instável.
Reajuste a folga da vál-
vula para o valor padrão 
(0,06 a 0,08mm)
A folga da válvula 
está muito grande. ------------- A válvula emite ruído de batidas.
Reajuste a folga da vál-
vula para o valor padrão 
(0,06 a 0,08mm)
A superfície de 
trabalho apresenta 
acúmulo de carbono.
A válvula e a sede da válvula 
não encaixam adequadamen-
te.
O motor não dá a partida ou 
dá a partida com dificuldade. A 
potência do motor está baixa e a 
marcha lenta está instável.
Limpe o acúmulo de 
carbono e retifique a 
sede da válvula.
A superfície de 
trabalho está amas-
sada, queimada ou 
danificada.
A válvula e a sede da válvula 
não encaixam adequadamen-
te.
O motor não dá a partida ou 
dá a partida com dificuldade. A 
potência do motor está baixa e a 
marcha lenta está instável.
Limpe o acúmulo de 
carbono e retifique a 
sede da válvula.
Haste da válvula 
está excessivamente 
gasta.
Inspecione se a folga da haste 
da válvula e da guia da válvula 
está muito grande.
Existe fumaça azul/ branca saindo 
do tubo de exaustão Substitua a válvula.
A haste da válvula 
está excessivamente 
gasta.
A válvula não fecha completa-
mente. O motor não dá a partida. Substitua a válvula.
Mola da válvula
A mola tem elastici-
dade insuficiente ou 
está quebrada.
A válvula e a sede da válvula 
não encaixam adequadamen-
te.
O motor não dá a partida ou 
dá a partida com dificuldade. A 
potência do motor está baixa e a 
marcha lenta está instável.
Substitua a mola da 
válvula.
MOTOR 3-40
Parte 8 – EMBREAGEM
Para adaptar a motocicleta às várias condições da estrada, a condição de funcionamento do motor muda conti-
nuamente de forma que a potência do motor precisa ser interrompida e engatada frequentemente. A função da 
embreagem é interromper e engatar a potência do motor suavemente.
1 Estrutura e princípio de funcionamento da embreagem
 A embreagem do tipo multi-discos em banho de óleo reduz o desgaste e dissipa melhor o calor devido 
ao óleo. Durante a operação, segure firme ou solte a manopla da embreagem na manopla esquerdo. A 
embreagem desse motor está instalada no eixo principal do câmbio. O torque foi aumentado através da 
desaceleração, de forma que o torque de transmissão é grande e o volume também é grande.
 Engrenagem motriz da embreagem
 A função da engrenagem motriz é receber a potência do virabrequim e transmiti-la para o disco de fricção 
da embreagem. Ela é coberta no eixo motriz da transmissão através de uma sapata, mas não produz 
transmissão de potência direta para o eixo motriz . Na parte inferior há uma engrenagem que se conecta 
com o mecanismo de desaceleração do virabrequim. Há várias garras na engrenagem que se encaixam 
com o disco de fricção da embreagem.
 Disco de fricção da embreagem
 A função do disco de fricção é transmitir a potência do motor para o eixo da direção da transmissão sua-
vemente, o que pode reforçar a proteção do motor e deixar o piloto mais confortável durante a pilotagem 
e controle. Classificado por função, o disco de fricção inclui um disco de fricção motor e disco de fricção 
movido. A combinação de um e outro pode transmitir um torque maior e fazer uma conexão mais confiável.
 Disco motriz de fricção
 A superfície do disco motriz de fricção é côncava e convexa sucessivamente, o que aumenta sua força de 
fricção com o disco de fricção movido. A flange estendida se encaixa com a engrenagem motriz e recebe 
a potência transmitida por ela.
 Engrenagem movida
A engrenagem movida se encaixa com o disco de fricção movido e recebe potência, então transmitida 
para o eixo motriz da transmissão.
 Placa de encosto
 A função de encosto é escorar o platô da embreagem e desacoplar a embreagem. A força produzida na 
mola da placa de encosto deve ser igual. Ela é fixa em toda parte convexa do platô e tensionada por mola.
 Mola
 Normalmente, há 4 ou 6 molas. As molas são classificadas por sua elasticidade. Para garantir a elastici-
dade fazer o disco de fricção desengatar e engatar suavemente, a mola usada na embreagem deve ser a 
mesma. 
 O mecanismo de operação da embreagem
 A operação do mecanismo da embreagem consiste da manete do guidão, cabo de aço e excêntrico. A ma-
nete localiza-se na manopla esquerda do guidão. O controle da embreagem é realizado através do cabo. 
2 O principio de funcionamento da embreagem manual de discos múltiplos em 
banho de óleo
 Quando a motocicleta se desloca, a embreagem está acoplada. A engrenagem motriz da embreagem 
recebe a potência transmitida pela engrenagem de redução do virabrequim. Então a potência será trans-
mitida para o disco motriz de fricção através da garra da engrenagem motriz. O platô da embreagem é 
acionado por molas e pressiona o disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado conjuntamente de 
forma que o disco de fricção acionado recebe a potência do disco de fricção motriz e a transmite para o 
eixo principal da transmissão através da engrenagem movida.
 Quando a motocicleta é ligada ou há troca de marchas, opere a embreagem da seguinte forma:
 Primeiro: Segure a manopla da embreagem para interromper o fluxo de potência para a transmissão;
 Segundo: opere a transmissão através do pé esquerdo para trocar de marchas;
 Terceiro: Solte a manopla da embreagem suavemente para que o fluxo de potência retome seu curso 
normal.
3-41 MOTOR
Quando a embreagem precisa ser desacoplada segure a manopla da embreagem firmemente, acionando o 
cabo de aço, que puxa a alavanca de debreagem. A alavanca de debreagem pressiona o platô e fazendo com 
que se mova corretamente. Dessa forma, a pressão entre o disco de fricção motriz e disco de fricção acionado 
desaparece e há a formação de uma folga. A transmissão de potência não pode ser feita através de fricção. 
Então a transmissão de potência entre o virabrequim e a transmissão é interrompida. Ao trocar de marchas, não 
há impacto entre as engrenagens.
Após a troca de marchas, a transmissão de potên-
cia entre o virabrequim e a transmissão precisa ser 
retomada. Nesse momento, gire a manopla do ace-
lerador gentilmente para acelerar o motor e fazer o 
disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado 
engatarem. Acelerar repentinamente é proibido, pois 
causa um impacto no mecanismo de engrenagens 
do motor, podendo danificá-lo. Além disso, acelerar 
demais ao ligar a motocicleta causará defeito no mo-
tor ou outras situações perigosas, como aceleração 
brusca da motocicleta, tirar a roda dianteira do solo 
e assim por diante.
2 Desmontagem e manutenção da em-
breagem
[1] Desmonte 12 parafusos (M6 X 40) e 1 parafuso 
de fixação (M6 X 45) da tampa direita do cárter.
Torque
O parafuso de fixação da tampa direita do cár-
ter: 
M6 X 40/ 45/10N.m a 15N.m
[2] Bata levemente na tampa direita do cárter com 
um martelo de borracha e remova a tampa di-
reita e a junta de papel.
 CUIDADO
Remova os resíduos da junta de papel do 
cárter direito com uma ferramenta de ma-
deira sem ponta.
[3] Observe o desgaste da haste de acionamento 
da embreagem. Se apresentar desgaste exces-
sivo, substitua-a.
Desenho esquemático da estrutura da embreagem
Verifique a haste de 
acionamento da embreagem
Remova a junta de papel
Solte o parafuso da tampa 
do cárter direito
MOTOR 3-42
[4] Remova a alavanca de debreagem e verifique 
seu desgaste. Se estiver excessivamente 
gasta, substitua-a.
[5] Remova o rolamento de debreagem com o ali-
cate de expansão.
 A especificação do rolamento é: 16003. 
- Verifique o desgaste do rolamento de debre-
agem Se a embreagem não desengatar com-
pletamente ou fizer barulho é uma indicação 
de que a embreagem está desgastada. Subs-
titua o rolamento de debreagem
 CUIDADO
Ao instalar o rolamento, lubrifique-o.
[6] Desmonte os 3 parafusos de fixação da tam-
pa do rotor do filtro de óleo. Remova o rotor da 
tampa do filtro de óleo.
Torque
O parafuso de fixação da tampa do rotor do 
filtro: M5 X 12/ 8N.m a 10N.m
[7] Desmonte a contraporca (M16) e a junta travan-
te do filtro de óleo. Remova o filtro de óleo.
Torque
A porca travante do filtro de óleo: M16/40N.m 
a 50N.m
Remova a alavanca de 
debreagem
Remova o rolamento de debreagem
Desmonte o filtro de óleo
Remova o filtro de óleo
3-43 MOTOR
[8] Remova o anel trava da embreagem (Ø20) com 
um alicate expansor.
 CUIDADO
Verifique se o anel trava da embreagem 
está deformado. Se estiver ou apresente 
pouca elasticidade, substitua-o.
[9] Remova os discos da embreagem e verifique o 
desgaste dos discos movidos e dos discos de 
motores.
 CUIDADO
Ao instalar os discos de fricção da embrea-
gem lubrifique-os.
[10] Remova a junta estriada da embreagem e veri-
fique seu desgaste. Se estiver muito desgasta-
da, substitua-a.
 CUIDADO
Ao instalar a junta estriada, coloque a su-
perfície arredondada para baixo.
[11] Remova o disco de acionamento e a engrena-
gem de acionamento da embreagem.
 CUIDADO
Verifique o desgaste das ranhuras do disco 
de engrenamento da embreagem e a super-
fície do disco de fricção. Se as ranhuras do 
disco estiver desgastados substitua a em-
breagem.
Remova o disco de 
acionamento
Remova a junta 
estriada
Remova os discos de fricção 
da embreagem
Remova o anel trava da 
embreagem
MOTOR 3-44
[12] Remova o disco movido da embreagem e verifi-
que o desgaste do disco e do platô. Se apresen-
tarem desgaste excessivo, substitua a embrea-
gem.
 CUIDADO
Ao instalar o disco movido da embreagem, 
lubrifique o disco e o platô.
[13] Verifique o desgaste da peça de ferro e da peça 
de fricção da embreagem. Se apresentarem 
desgaste excessivo, substitua-as.
 CUIDADO
Ao instalar a peça de fricção e a peça de fer-
ro de fricção da embreagem, lubrifique-as.
[14] Verifique o desgate do furo estriado e do disco 
da embreagem. Se apresentarem desgaste ex-
cessivo, substitua a embreagem.
[15] Desmonte o disco movido da embreagem e re-
mova a peça de fricção. Meça a distorção das 
peças de fricção da embreagem. 
 O valor limite das peças de fricção da embrea-
gem é; 0,20mm.
 CUIDADO
Se a peça de fricção da embreagem exce-
der o valor limite, substitua-a.
Verifique o disco 
movido
Verifique o platô
Verifique o elemento 
de fricção
Verifique o elemento 
de fricção
Verifique o furo estriado
Meça o elemento de fricção
3-45 MOTOR
[16] Meça o comprimento livre da mola da embrea-
gem com um paquímetro. 
 O valor padrão é: 35,50mm; o valor limite é: 
34,20mm.
 CUIDADO
Se o comprimento livre da mola da embrea-
gem exceder o valor limite, substitua-a.
[17] Verifique o desgaste do elemento de fricção da 
embreagem.
 - Meça a espessura do elemento de fricção 
da embreagem. 
 O valor padrão é: 2,90mm. 
 O valor limite é 2,60mm.
 CUIDADO
 Se o elemento de fricção estiver danifi-
cado ou desgastado, substitua-o.
 Se a espessura do elemento de fricção 
da embreagem exceder o valor limite, 
substitua-o.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da embreagem
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Cubo de 
acionamento e 
cubo acionado da 
embreagem
As ranhuras do cubo 
de acionamento estão 
desgastadas
O disco de fricção não 
se move livremente na 
ranhura da do cubo de 
acionamento
A embreagem desliza 
e desengata de forma 
incompleta.
Lime a ranhura da 
engrenagem até ficar 
plana ou substitua o 
cubo da embreagem.
As ranhuras do cubo 
de acionado estão 
desgastadas
Os discos movidos de 
fricção não se movem 
livremente na ranhura do 
cubo acionado
A embreagem desliza 
e desengata de forma 
incompleta
Lime a ranhura da 
engrenagem até ficar 
plana ou substitua o 
cubo da embreagem
A superfície de contato 
com a placa de fricção 
está com desgaste 
excessivo
------------------------- A embreagem desliza. Substitua o cubo acionado
Elemento de 
fricção da 
embreagem
O elemento de fricção 
está desgastado ou 
queimado
------------------------- A embreagem desliza.
Substitua todos os 
elementos de fricção da 
embreagem
O elemento de fricção 
está desgastado ou 
queimado
------------------------- A embreagem desliza.
Substitua todos os 
elementos metálicos de 
fricção da embreagem
O elemento de fricção 
da embreagem está 
severamente deformado
-------------------------
A embreagem desliza 
e desengata de forma 
incompleta.
Substitua todos os 
elementos metálicos de 
fricção da embreagem
Platô da 
embreagem
A superfície de contato 
com o disco de fricção da 
embreagem está muito 
desgastada.
------------------------- A embreagem desliza. Substitua platô da embreagem.
Mola da 
embreagem
A mola está quebrada 
ou sua elasticidade é 
insuficiente.
------------------------- A embreagem desliza.
Substitua todas as 
molas da embreagem
Meça o elemento de fricção
Meça a mola da embreagem
MOTOR 3-46
Parte 9 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO
O motor desta motocicleta é um motor de combustão interna que trabalha em alta rotação e alta temperatura, 
por isso, as junções do componentes móveis devem ser bem lubrificadas. Se a lubrificação for insuficiente, 
uma série de problemas serão causados como, por exemplo, superaquecimento e falta de potência do motor, 
abrasão ou desgaste dos componentes, etc. O sistema de lubrificação do motor é desenvolvido para prevenir 
os problemas citados acima. Sua função é fornecer óleo lubrificante para a superfície de fricção do motor e 
transformar a fricção seca em fricção líquida para reduzir a abrasão dos componentes. A lubrificação também 
pode trazer junto resíduos de metal de componentes em alta temperatura e promover um efeito de vedação 
entre os anéis do pistão e a parede do cilindro. 
1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de lubrificação
[1] Estrutura do sistema de lubrificação
 O sistema de lubrificação do motor é composto basicamente da bomba, filtro e passagem de óleo. Entre 
esses componentes, a passagem de óleo é distribuída entre o cárter do motor, bloco do motor, cabeçote, 
tampa do cabeçote e todos os eixos móveis. Veja a seguir uma descrição da estrutura básica de cada 
componente lubrificante.
 Bomba de óleo
 A função da bomba de óleo é fornecer óleo sobre pressão para o sistema de lubrificação. Uma bomba de 
engrenamento interno foi adotada neste motor pela sua estrutura simples, de pequeno volume, confiabili-
dade de fornecimento de óleo e fácil manutenção.
 A engrenagem da bomba de óleo é, geralmente, feita de nylon ou sinterizado. Quando o motor funciona, 
a engrenagem da bomba de óleo é movida pela engrenagem de redução do virabrequim e se movimenta 
dentro do rotor para girá-lo, então os rotores interno e externo formam uma câmara de sucção de óleo e 
uma câmara de pressão de óleo com a carcaça da bomba de óleo. Junto com a rotação da engrenagem, o 
óleo originalmente armazenado na câmara de sucção é tranferido para a câmara de pressão e conduzido 
pela passagem de óleo. Depois que o óleo é drenado da câmara de sucção, ela produz pressão negativa 
para aspirar óleo novo. Através deste ciclo, a bomba de óleo pode realizar o fornecimento constante. Esse 
é o princípio de funcionamento da bomba de óleo.
 Filtro de óleo
 Esse motor adota o filtro centrífugo. O óleo flui para 
o filtro através do tubo de entrada de óleo. Devido à 
alta rotação do filtro, os resíduos de metal e impure-
zas pesadas são lançadas para fora do filtro, então o 
óleo filtrado flui para a passagem de óleo do virabre-
quim.
 O filtro possui uma tela de filtragem em coluna que 
remove as impurezas do óleo.
 Parafuso do dreno de óleo
 O parafuso do dreno de óleo é instalado na parte 
inferior do cárter e é utilizado para eliminar o óleo 
lubrificante do cárter.
[2] Princípio de funcionamento do sistema de lubrificação
 O modo principal de lubrificação do motor combina pressão e salpico. O mecanismo de válvulas do motor 
fica no topo, distante do cárter, por isso, ele é lubrificado apenas com o salpico natural de óleo. Nesse caso, 
a lubrificação por pressão é utilizada para transferir óleo da parte superior do motor para o mecanismo de 
válvulas através da instalação de uma bomba de óleo no virabrequim. Como na lubrificação por salpico, 
Esquema da estrutura do sistema lubrificante
Bomba de 
óleo
Orifício de 
retorno de óleo
Cilindro Tampa do cabeçote Comando de válvulas
Eixo principal
Eixo intermediário
Virabrequim
Cárter
Tampa do cárter direito
Filtro de óleo
Pré-filtro de óleo
O caminho do óleo no sistema de lubrificação
3-47 MOTOR
a pressão faz com que o óleo molhe as partes que 
necessitam de lubrificação através do movimento do 
virabrequim do motor e dos componentes rotativos 
da engrenagem. O curso do óleo lubrificante é o se-
guinte: primeiro, o óleo é aspirado para a bomba de 
óleo depois de ser filtrado pela tela de filtragem; se-
gundo, o óleo é expelido da bomba de óleo e dividido 
em três cursos para lubrificar todas as partes.
 No primeiro curso, o óleo passa pela passagem de 
óleo do cárter após sair da bomba de óleo e flui para 
a tampa do cabeçote juntamente com o parafuso do 
orifício do cabeçote, então transborda da tampa do 
cabeçote e lubrifica o mecanismo de válvulas. De-
pois disso, o óleo flui de volta para o cárter pela câ-
mara da vareta.
 No segundo curso, o óleo passa pela passagem de 
óleo do cárter e flui para o orifício de óleo do eixo 
principal e do eixo intermediário para lubrificar as en-
grenagens após sair da bomba de óleo. Em seguida, 
o óleo flui novamente para o cárter.
 No terceiro curso, após sair da bomba, o óleo flui para 
a passagem de óleo do cárter e lubrifica o mancal do 
virabrequim e o mancal da extremidade grande da biela. A lubrificação do mancal do virabrequim é muito 
importante, para que o óleo seja filtrado antes de fluir para a passagem do virabrequim. Em seguida, o óleo 
flui de volta para o virabrequim.
 Após os três cursos de lubrificação, todas as partes do motor ficam completamente lubrificadas. Conside-
rando que, o óleo lubrificante que fluiu de volta para o cárter se tornou quente devido a absorção de calor 
dos componentes e trouxe de volta muitas impurezas da superfície dos componentes. Para evitar que 
impurezas entrem na passagem de óleo e bloqueie-a ou danifique a superfície de fricção, o óleo precisa 
ser filtrado passando pela tela de filtragem antes da segunda sucção na bomba de óleo.
 
2 Desmontagem e manutenção do sistema de lubrificação
[1] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da 
tampa da bomba de óleo.
Torque
O parafuso da tampa da bomba de óleo: 
M6 X 12/8N.m~10N.m
[2] Desmonte a contraporca (M6) da corrente de 
transmissão da bomba de óleo.
Torque:
Contraporca da corrente de transmissão: 
M6/ 8N.m a 12N.m
Solte os parafusos 
de fixação da tampa da 
bomba de óleo
Solte a porca da corrente 
da bomba de óleo
Desenho esquemático do princípio de funciona-
mento do sistema de lubrificação
MOTOR 3-48
[3] Remova a corrente de transmissão e a roda da 
corrente de transmissão da bomba de óleo.
 CUIDADO
Verifique o desgaste da roda da corrente 
de transmissão e da corrente de transmis-
são. Se apresentarem desgaste excessivo, 
substitua-as.
[4] Desmonte os parafusos de fixação (M6 X 32) da 
bomba de óleo e remova a bomba.
Torque
Parafuso de fixação da bomba de óleo: 
M6 X 12/8N.m a 10N.m
[5] Desmonte a porca M16 do eixo de balancea-
mento da engrenagem motriz
e remova a en-
grenagem motriz e movida do eixo de balance-
amento.
 - Verifique o desgaste da engrenagem motriz e da 
engrenagem movida do eixo de balanceamento. 
Se estiverem desgastadas, substitua-as.
Torque
Porca da engrenagem movida: 
M16/40N.m a 50N.m
[6] Limpe a passagem de lubrificação da bomba de 
óleo e do cárter e certifique-se de que ela esteja 
livre.
 CUIDADO
Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se 
de vedar e lubrificar a passagem adequa-
damente.
Remova a corrente de 
transmissão
Remova a bomba de óleo
Remova as engrenagens motora e 
movida do eixo de balanceamento
Limpe a passagem 
de lubrificante
3-49 MOTOR
[7] Limpe a passagem de óleo lubrificante da tam-
pa do cabeçote para garantir o desbloqueio.
[8] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cabe-
çote para garantir o desbloqueio.
[9] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cilin-
dro para garantir o desbloqueio.
[10] Limpe o parafuso de drenagem, o anel de veda-
ção M35 X 3 do parafuso de drenagem, a mola 
da tela de óleo e a tela de óleo.
 CUIDADO
Não limpe o anel de vedação com gasolina.
Clean oil screen
Limpe a tela de filtragem
Limpe o cilindro
Limpe o cabeçote
Limpe a tampa do cabeçote
MOTOR 3-50
[11] Desmonte o rotor interno e externo da bomba 
de óleo e verifique seu desgaste. Se apresenta-
rem desgaste excessivo, substitua a bomba de 
óleo.
 - Meça a folga da face da extremidade do rotor 
da bomba de óleo com um calibrador de lâmi-
nas 
 O valor limite é: 0,10mm.
 - Meça a folga do rotor interno e externo da 
bomba de óleo com um calibrador de lâminas. 
 O valor limite é: 0. 25mm.
 CUIDADO
Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se 
de que ela foi bem vedada 
[12] Limpe a sujeira no filtro de óleo pra garantir que 
fique desbloqueado.
 CUIDADO
Ao instalar o filtro de óleo, certifique-se de 
que ele foi bem vedada 
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de lubrificação
Descrição do 
componente Causa
Descrição do problema 
no componente
Descrição do problema 
na motocicleta Método de reparo
Bomba de óleo
Rotores internos e 
externos da bomba 
estão com desgaste 
excessivo
O óleo não é bombeado 
ou é insuficiente.
Motor com pouca potência 
e superaquece
Substitua a bomba de 
óleo
O anel de vedação da 
bomba de óleo está 
danificado
O óleo não é bombeado 
ou é insuficiente.
Motor com pouca potência 
e superaquece
Substitua o anel de 
vedação ou a bomba
Tela do filtro
A tela do filtro está 
bloqueada com 
muitas impurezas
O impedimento 
do fluxo resulta 
em bombeamento 
insuficiente
Motor com pouca potência 
e superaquece Limpe a tela do filtro
Filtro O interior do rotor do filtro está muito sujo ---------------- Motor superaquece
Limpe o interior do 
rotor do filtro
Cárter ----------------
O nível de óleo no 
cárter é inferior à marca 
mínima
Motor com pouca potência 
e superaquece
Abasteça com 1,1l de 
óleo
Passagem de 
óleo
Passagem de óleo 
bloqueada Fluxo de óleo impedido
Motor com pouca potência 
e superaquece
Limpe e desbloqueie a 
passagem de óleo
Meça a folga do rotor
Limpe o filtro de óleo
3-51 MOTOR
PARTE 10 – CONJUNTO MÓVEL
O conjunto móvel transforma o movimento recíproco do pistão em movimento circular e produz potência
1 Estrutura e princípio de funcionamento do conjunto móvel
 O conjunto móvel inclui o virabrequim, a biela, o mancal do virabrequim, o mancal da extremidade maior 
da biela, o mancal da extremidade menor da biela e uma arruela lateral.
(1) Virabrequim
 O conjunto móvel dessa motocicleta possui um virabrequim composto, que é leve, de fabricação sim-
ples e de didícil desmontagem. Ele é composto principalmente de três componentes, os munhões es-
querdo e direito do virabrequim e o moente do virabrequim. O moente do virabrequim está instalado 
entre os dois munhões com uma grande folga. Para balancear o peso e a força de inércia, a metade 
do virabrequim oposta ao seu moente é mais espessa que a outra metade.
(2) Biela
 A biela recebe a potência transmitida pelo pistão e transforma o movimento linear alternativo em 
movimento rotativo, então transmite potência para o virabrequim. A biela também pode ser do tipo 
integrada, que tem uma estrutura simples, fácil usinagem e peso leve.
[1] Extremidade menor da biela
 A extremidade menor da biela conecta o pino do pistão, recebe a potência deste e a transmite 
para a haste. Na parte superior da extremidade menor da biela há um orifício de óleo lubrificante 
usado para lubrificar a extremidade e o pino do pistão.
[2] Biela
 A haste conecta a extremidade maior da biela e a menor. Ela suporta uma grande carga de 
tensão, de forma que as extremidades da biela são produzidas como um arco circular e a seção 
transversal da biela tem formato de “I” para reforçar a estrutura e evitar o peso elevado.
[3] Extremidade maior da biela
 A extremidade maior da biela transfere a potência para o virabrequim.
 Para reforçar sua lubrificação, há uma canaleta de óleo lubrificante na superfície da extremida-
de maior da biela.
 Uma vez que a extremidade maior da biela suporta uma grande força, ela deve ter uma alta 
dureza e resistência.
 Além disso, para reforçar a dureza, a extremidade maior da biela é geralmente produzida em 
liga leve de aço e recebe tratamento térmico.
(3) Mancal e arruela lateral
 O mancal do virabrequim é usado para su-
portar o virabrequim, que apresenta alta velo-
cidade de rotação e suporta grande pressão, 
de forma que precisa ser bem lubrificado.
 Para garantir o funcionamento adequado do 
conjunto móvel as extremidade da biela tam-
bém precisam ter boa lubrificação.
 A extremidade maior da biela adota um rola-
mento de agulhas .
 Há duas arruelas laterais entre a extremi-
dade maior da biela e o munhão do virabre-
quim, o que pode reduzir a abrasão dos dois 
componentes. Estrutura do conjunto móvel
MOTOR 3-52
(4) Eixo de balanceamento
 O eixo de balanceamento não pertence ao 
conjunto móvel, embora apresente função di-
retamente relacionada com este conjunto.
 Quando o motor funciona, o conjunto móvel e 
o conjunto do pistão produzem força de inér-
cia excêntrica e dinâmica. 
 A existência da força de inércia faz o motor 
balançar.
 Se o motor balança muito forte, ele será da-
nificado ou fará com que a motocicleta vibre, 
sendo usado o eixo de balanceamento para 
extinguir ou transferir a força de inércia.
 O eixo de balanceamento gira na mesma ro-
tação que o virabrequim por intermédio de 
uma engrenagem.
 Há um bloco de balanceamento no eixo de 
balanceamento.
 Quando o pistão se move para o ponto mor-
to superior, o bloco de balanceamento gira 
a área mais baixa, de forma que a inércia é 
cancelada, o que equilibra a força de inércia 
dinâmica. 
Estrutura do eixo de balanceamento
3-53 MOTOR
2 Desmontagem e manutenção do conjunto móvel
[1] Remova o conjunto do eixo seletor de marchas 
do mecanismo de mudanças.
 CUIDADO
Verifique o desgaste do conjunto do eixo sele-
tor de marchas. Se estiver gasto, substitua-o.
[2] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da 
roda-guia de mudanças e remova a roda-guia.
 Torque
O parafuso de fixação da roda-guia:M6 X 
20/8N. m a 12N.m
[3] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da 
roda dentada da transmissão e remova a roda 
dentada.
 Torque
O parafuso de fixação da roda dentada:
M6 X 20/8N. m a 12N.m
[4] Solte os 10 parafusos (M6 X 50) do cárter e 1 
parafuso (M6 X 95).
 Torque
O parafuso de fixação do cárter: 
M6 X 50/10N.m a 15 N.m
Solte o parafuso de fixação 
do cárter
Desmonte a roda dentada
Remova a roda-guia
Remova o eixo seletor de marchas
MOTOR 3-54
[5] Bata suavemente no cárter esquerdo com um 
martelo de borracha. Remova o cárter esquerdo 
e a junta de papel.
 CUIDADO
Remova a junta de papel no cárter esquerdo 
e direito com uma ferramenta não-pontiaguda 
para evitar danos.
[6] Remova o conjunto
móvel e verifique seu des-
gaste. Se apresentar desgaste excessivo, subs-
titua-a.
 CUIDADO
Ao instalar o conjunto móvel, passe óleo lu-
brificante na extremidade grande da biela e no 
virabrequim.
[7] Meça o desvio radial do virabrequim com um 
relógio comparador. 
 Valor padrão: 0,02mm; 
 Valor limite: 0,05mm.
 CUIDADO
Se o desvio radial do virabrequim exceder o 
valor limite de 0,05mm, o virabrequim deve ser 
substituído.
[8] Meça a folga radial da extremidade maior da 
biela com um relógio carregador. 
 Valor padrão: 0,01mm; 
 Valor limite 0,05mm
 CUIDADO
Se a folga radial da biela exceder o valor limite 
de 0,05mm, a biela deve ser substituída. 
Remova o cárter
Remova o conjunto móvel
Meça o desvio radial
Meça a folga radial
3-55 MOTOR
[9] Meça a folga lateral da extremidade maior da 
biela com um calibrador de lâminas. 
 Valor padrão: 0,05mm a 0,30mm; 
 Valor limite: 0,80mm
 CUIDADO
Se a folga lateral da biela exceder o valor limite 
de 0,08mm, substitua a biela.
[10] Gire o mancal do virabrequim com as mãos e 
verifique o desvio radial e axial do mancal.
 CUIDADO
Se o motor fizer algum ruído anormal ou a folga 
radial/axial do mancal do virabrequim estiver 
excessiva, substitua o virabrequim.
[11] Meça o diâmetro interno da extremidade menor 
da biela. Se a medida exceder o valor limite de 
manutenção de 15,00mm, substitua a biela.
 CUIDADO
Ao instalar o pino do pistão, lubrifique a extre-
midade menor da biela com óleo.
[12] Verifique o desgaste da engrenagem do co-
mando de válvulas. Se apresentar desgaste, 
substitua a engrenagem.
 CUIDADO
Ao instalar o comando de válvulas, a marca no 
comando deve apontar para a marca na engre-
nagem do comando, deve-se lubrificar o con-
junto.
Verifique a engrenagem 
de sincronismo
Meça o diâmetro interno da 
extremidade menor da biela
Meça o diâmetro interno da biela
Meça a folga lateral da extremidade 
maior da biela
MOTOR 3-56
[13] Remova o eixo de balanceamento do motor.
 CUIDADO
Verifique o desgaste do alívio do eixo de balan-
ceamento. Se estiver gasto, substitua o eixo de 
balanceamento.
[14] Verifique o desgaste das engrenagens motrizes 
do eixo de balanceamento e balancim. Se apre-
sentarem desgaste excessivo, substitua-as.
 CUIDADO
Ao instalar o eixo de balanceamento, a marca 
na engrenagem do eixo deve apontar para a 
marca na engrenagem do virabrequim.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no conjunto móvel
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Moente do 
virabrequim
O moente do 
virabrequim está muito 
gasto.
A folga axial e radial da 
extremidade maior da biela 
está excessiva.
O rolamento da extremidade 
maior da biela ou o cilindro 
estão batendo.
Substitua o 
virabrequim
Mancal do 
virabrequim
O rolamento 
de agulhas da 
extremidade maior da 
biela está muito gasto.
A folga axial e radial da 
extremidade maior da biela 
está excessiva.
O rolamento da extremidade 
maior da biela ou o cilindro 
estão batendo.
Substitua o 
virabrequim
O rolamento do 
virabrequim está 
danificado ou muito 
gasto.
-------------
O rolamento do virabrequim 
emite ruído anormal durante 
a transmissão.
Substitua o 
rolamento do 
virabrequim.
Biela 
A extremidade menor 
da biela está muito 
gasta.
A folga entre o orifício da 
extremidade menor da biela 
e o pino do pistão está 
excessiva.
Pino do pistão ou cilindro 
estão batendo. Substitua a biela 
A biela está curvada 
ou empenada .
A biela está curvada ou 
empenada . O cilindro está batendo. Substitua a biela 
A extremidade maior 
da biela está muito 
gasta.
A folga axial e radial da 
extremidade maior da biela 
está excessiva.
O rolamento da extremidade 
maior da biela ou o cilindro 
estão batendo.
Substitua a biela 
Eixo de 
balanceamento
O alívio do eixo está 
muito gasto.
A vibração do motor está 
muito forte. A motocicleta vibra.
Substitua 
o eixo de 
balanceamento.
A engrenagem está 
muito gasta. O motor emite ruído. A motocicleta vibra.
Substitua a 
engrenagem 
motriz.
Remova o eixo de balanceamento
Marcação  na engrenagem do comando
Marcação  na engrenagem do eixo de balanceamento
3-57 MOTOR
PARTE 11 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO
A motocicleta precisa ter sua saída de rotação e torque ajustados para se adequar às diversas condições da 
estrada durante o deslocamento. É por esse motivo que a transmissão é importante. Ela é responsável por 
mudar a relação da transmissão apropriadamente e possibilitar potência total.
Esta motocicleta adota transmissão de engrenamento constante.
A transmissão de engrenamento constante basicamente coopera com a embreagem manual de discos múlti-
plos em banho de óleo. Suas características são a fácil troca de marchas e pequeno impacto às engrenagens.
1 Estrutura e princípio de funcionamento da transmissão
[1] Estrutura do mecanismo de troca de marchas
 O mecanismo de controle de troca de marchas inclui alavanca da transmissão, eixo da transmissão, 
tambor seletor de marchas, garfo da transmissão , eixo do garfo da transmissão, roda dentada e 
trava. 
 Entre eles, a alavanca da transmissão está localizada no exterior do cárter esquerdo, enquanto o 
garfo da transmissão, o eixo do garfo da transmissão e o tambor seletor de marcha estão localizados 
dentro do cárter.
 As partes principais de funcionamento do eixo da transmissão, a roda dentada, e a trava estão insta-
ladas no cárter direito.
 Alavanca da transmissão-A alavanca da transmissão está instalada na parte exterior do motor e é 
controlada com o pé esquerdo, e está conectada ao eixo da transmissão por um eixo estriado.
 Eixo da transmissão – A extremidade do eixo da transmissão é usada para encaixar com a alavanca 
da transmissão. O braço da transmissão é usado para empurrar a roda dentada.
 Roda dentada-A função da roda dentada é fixar a posição do tambor seletor de marchas e conectá-lo 
com um parafuso. 
 Ela possui uma forma de estrela e cada par-
te côncava possui sua marcha corresponden-
te, nomeadamente, primeira marcha, segun-
da marcha, terceira marcha, quarta marcha e 
quinta marcha correspondem as seis partes de 
ranhuras côncavas da roda dentada respectiva-
mente .
 Roda-guia- a função da roda-guia é restringir a 
posição da roda dentada.
 Há uma mola na trava que pode pressionar as 
partes côncavas da roda dentada para restringir 
o movimento do tambor seletor de marchas.
 Tambor seletor de marchas- O tambor seletor 
de marchas é um came de colunas com uma ra-
nhura para o pino guia que pode guiar o pino 
quia do garfo da transmissão e direcioná-lo para 
pressionar a engrenagem da transmissão.
 Garfo da transmissão e eixo do garfo da transmissão-A função do garfo da transmissão é empurrar 
a engrenagem da transmissão e mudar a relação de encaixe entre as marchas para possibilitar a 
mudança de marchas. 
 O garfo da transmissão está instalado no eixo do garfo da transmissão. É suportado e tem sua dire-
ção de movimento guiada pelo eixo do garfo da transmissão.
 Há um pino guia no garfo da transmissão que entra na ranhura do pino guia do tambor seletor de 
marchas durante o funcionamento. 
[2] Princípio de funcionamento do mecanismo de controle de troca de marchas
 A função do mecanismo de controle de troca de marchas é fazer com que o garfo da transmissão 
empurre a engrenagem da transmissão para a posição apropriada rapidamente.
 Controlada pelo pedal, a alavanca da transmissão direciona o eixo da transmissão para que ele faça 
o braço da transmissão empurrar a roda dentada para uma posição nova, então, acionado por uma 
mola, o eixo da transmissão retorna para sua posição inicial.
 A rotação da roda dentada direciona o tambor seletor de marchas para girar em um certo angulo 
e fazer o garfo da transmissão se mover na direção do eixo do garfo da transmissão e empurrar a 
engrenagem da transmissão.
Estrutura do mecanismo de controle de 
trocas de marchas
MOTOR 3-58
 Esta motocicleta adota troca de marchas do tipo internacional. Ao trocar da marcha neutra para uma 
marcha de alta velocidade, primeiramente coloque a alavanca da transmissão na primeira marcha, 
então passando para a segunda marcha, operando dessa forma seguindo para a terceira, quarta e 
quinta marchas.
[3] Estrutura do mecanismo de troca de marchas
 A transmissão inclui um mecanismo de troca de marchas e um mecanismo de controle de troca de 
marchas. O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da trans-
missão. 
 Mecanismo de troca de marchas
 O eixo principal da transmissão conecta a embreagem com uma extremidade que é um eixo estriado.
 Há seis engrenagens no eixo principal, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta 
e uma engrenagem de partida.
 Entre elas, a engrenagem motriz da primeira velocidade é a menor e integrada com o eixo principal 
por fundição.
 O orificio interno das engrenagens da terceira e quarta velocidade possuem uma ranhura e encaixam 
com o eixo principal, mas a engrenagem da terceira velocidade possui adicionalmente quatro dentes 
convexos em um dos lados, e a engrenagem da quarta velocidade possui quatro dentes em ambos 
os lados.
 O orificio interno da engrenagem de quinta velocidade é suave e encaixa com o eixo principal. Possui 
quatro dentes convexos em um dos lados. 
 O orificio interno da engrenagem da segunda velocidade possui uma estria e vários dentes em um 
dos lados, e é colocado no eixo principal.
 Através do encaixe dos dentes convexos a relação da transmissão entre marchas e os dentes con-
vexos pode ser mudada.
 O eixo intermediário da transmissão é similar ao eixo principal, também estriado, e conecta a engre-
nagem pequena do dispositivo da transmissão com uma das extremidades.
 O eixo intermediário possui seis engrenagens motrizes, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a 
quarta e quinta e a engrenagem de partida. 
 Os orifícios internos das engrenagens motrizes da terceira, quarta e quinta velocidades possuem 
ranhuras.
 As engrenagens motrizes da terceira e quarta velocidades possuem 4 dentes convexos em um dos 
lados, enquanto que a engrenagem da quinta velocidade possui 4 dentes convexos em ambos os la-
dos e encaixa com o eixo intermediário. Os orifícios internos das engrenagem da primeira e segunda 
velocidade são suaves,e colocados no eixo intermediário.
 Através do encaixe dos orifícios e dentes convexos, a relação entre engrenagens e eixo principal e 
eixo intermediário pode ser mudada.
[4] Principio de funcionamento do mecanismo de troca de marchas
 O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da transmissão.
 Há seis pares de eixos no eixo principal e eixo intermediário, incluindo um par de engrenagens de 
partida. 
 Devido os diferentes encaixes de engrenagens, podem ser divididos em seis marchas, Ou seja, pri-
meira, segunda, terceira, quarta, quinta e neutro.
 Em marcha neutra, as engrenagens motrizes e engrenagens movidas engatam mas não podem 
transmitir potência.
 Na quinta marcha, o garfo da transmissão em-
purra a engrenagem movida da quinta velocida-
de e faz os dentes convexos encaixarem com o 
orifício da engrenagem movida da primeira ve-
locidade para transmitir a relação de mudança 
de marcha para o eixo intermediário através da 
engrenagem movida da terceira velocidade. 
 Da mesma forma, o garfo da transmissão em-
purra a engrenagem motriz da quarta velocida-
de para a engrenagem motriz da terceira velo-
cidade quando na segunda marcha e empurra 
a engrenagem movida da terceira velocidade 
para a engrenagem movida da quarta velocida-
de quando está na quarta marcha. Estrutura do mecanismo de mudanças de marchas
3-59 MOTOR
 Através do curso de desengate e engate acima, a relação da transmissão do eixo principal e ceixo 
intermediário pode ser mudada.
2 Desmontagem e manutenção da transmissão
[1] Remova o conjunto do eixo do mecanismo da 
transmissão.
 CUIDADO
 Após a instalação do eixo principal/ eixo inter-
mediário, verifique se a transmissão engata li-
vremente. 
[2] Remova o tambor da transmissão e verifique 
seu desgaste. Se houver desgaste excessivo, 
substitua-o.
 CUIDADO
Ao instalar o tambor da transmissão, levante a 
engrenagem com suas mãos e faça com que o 
pino guia da engrenagem da direita do garfo en-
grene com a ranhura do tambor.
Remova o garfo da transmissão
Remova o eixo do garfo
Esquema da ordem das marchas
[5] Transmissão
 A transmissão dessa motocicleta adota o 
padrão internacional de cinco marchas. 
Opere a alavanca da transmissão com o 
seu pé esquerdo. Veja a ordem na figura 
abaixo.
 Uma transmissão apropriada pode evitar 
solavancos entre as engrenagens e apro-
veitar bem a potência do motor.
 Cortar a embreagem rapidamente, e co-
nectar melhor a embreagem. 
 Dessa forma, isso pode diminuir o sola-
vanco entre as engrenagens. 
 Não diminua ou aumente as marchas 
bruscamente com a embreagem.
MOTOR 3-60
[3] Remova o garfo seletor da engrenagem es-
querda "1" e verifique seu desgaste. Se estiver 
excessivamente gasto, substitua-o.
[4] Remova o garfo seletor da engrenagem direita 
e verifique seu desgaste. Se estiver excessiva-
mente gasto, substitua-o.
 CUIDADO
Ao instalar o garfo de mudança da engrenagem 
direita, posicione o lado marcado para baixo.
[5] Remova o garfo seletor da engrenagem esquer-
da “2” e verifique seu desgaste. Se houver des-
gaste excessivo, substitua-o.
[6] Remova o eixo principal/eixo intermediário e o 
eixo de partida e verifique o desgaste do eixo 
principal/eixo intermediário. Se apresentarem 
desgaste excessivo, substitua-os.
 CUIDADO
Ao instalar o eixo principal/eixo intermediário, 
verifique a folga de montagem. Se a folga esti-
ver muito grande substitua o eixo principal/eixo 
intermediário.
Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "1"
Remova o garfo seletor da engrenagem direita
Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "2"
Remova o eixo principal/eixo intermediário
3-61 MOTOR
[7] Verifique se falta algum dente na engrenagem 
do eixo principal/eixo intermediário e se a jun-
ção concava-convexa da engrenagem do eixo 
principal/eixo intermediário está desgastada. 
Se houver um desses problemas, substitua o 
eixo principal/eixo intermediário.
[8] Verifique o desgaste do eixo seletor de marchas. 
Se houver desgaste excessivo, substitua-o.
 CUIDADO
Se a motocicleta apresentar falhas na transmis-
são, substitua o eixo seletor de marchas.
[9] Verifique o desgaste da roda dentada. Se hou-
ver desgaste excessivo, substitua-a.
 CUIDADO
Se a motocicleta mudar as marchas sozinho, 
substitua a roda dentada.
[10] Verifique o desgaste da roda-guia. Se apresen-
tar desgaste excessivo, substitua-a. 
Verifique a roda guia
Verifique a roda dentada
Verifique o eixo seletor de marchas
Verifique o eixo principal/eixo intermediário
MOTOR 3-62
[11] Verifique se o desgaste garfo está danificado ou 
distorcido. Meça o diametro externo do eixo do 
garfo com um micrometro. Seu valor limite é 
11,96 mm. Caso a folga exceda o valor limite, 
substitua o eixo do garfo.
 CUIDADO
Ao instalar o eixo do garfo, lubrifique-o.
[12] Verifique se o garfo está danificado ou distorci-
do. Meça o diâmetro interno do garfo. O valor 
limite é 12,05mm. Se o valor limite for excedi-
do, substitua o garfo.
 CUIDADO
Ao instalar o garfo, lubrifique-o.
[13] Meça a espessura do dente do garfo com um 
micrômetro. O valor limite é 4,50mm. 
 CUIDADO
Se a engrenagem motriz do eixo intermediário 
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[14] Verifique o desgaste da ranhura do tambor de 
mudança de engrenagem. Se estiver muito des-
gastado, substitua-o.
 CUIDADO
Ao instalar o tambor de mudança de engrena-
gem, lubrifique-o.
Meça o eixo do garfo
Meça o diâmetro interno do garfo
Meça a espessura do garfo
Verifique o tambor de mudanças
3-63 MOTOR
[15] Remova a junta do eixo intermediário e verifi-
que seu desgaste. Se estiver desgastada, sui-
bstitua a junta.
[16] Remova a engrenagem motriz do eixo inter-
mediário e verifique seu desgaste.
 CUIDADO
Se a engrenagem motriz do eixo intermediário 
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[17] Remova a junta do contraeixo e verifique seu 
desgaste. Se estiver gasta, substitua-a.
[18] Remova a primeira engrenagem e a primeira 
bucha de engrenagem do eixo intermediário e 
verifique seu desgaste e falta de dentes.
 CUIDADO
Se a primeira engrenagem do eixo intermediá-
rio estiver desgastada ou com dentes faltando, 
substitua o eixo principal e o eixo intermediário 
em conjunto.
Verifique a bucha da primeira en-
grenagem do eixo intermediário
Verifique a primeira engrenagem do eixo 
intermediário
Verifique a junta do eixo intermediário
Verifique a engrenagem motriz
Verifique a junta do eixo intermediário
MOTOR 3-64
[19] Remova a junta do contraeixo e verifique seu 
desgaste. Se estiver excessivamente gasta, 
substitua-a.
[20] Remova a terceira engrenagem do eixo inter-
mediário e verifique seu desgaste e falta de 
dentes.
 CUIDADO
Se a terceira engrenagem do eixo intermediá-
rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua 
o eixo principal e o eixo intermediário em con-
junto.
[21] Remova a junta do contraeixo e verifique seu 
desgaste, se estiver gasta, realize a substituição 
[22] Remova a segunda engrenagem do eixo in-
termediário e verifique seu desgaste e falta de 
dentes.
 CUIDADO
Se a segunda engrenagem do eixo intermediá-
rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua 
o eixo principal e o eixo intermediário em con-
junto.
Verifique a junta do eixo intermediário
Verifique a terceira engrenagem do eixo intermediário
Verifique a junta do eixo intermediário
Verifique a segunda engrenagem 
do eixo intermediário
3-65 MOTOR
[23] Remova a quarta engrenagem do eixo inter-
mediário e verifique seu desgaste e falta de 
dentes.
 CUIDADO
Se a quarta engrenagem do eixo intermediário 
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[24] Remova a quinta engrenagem do eixo intermedi-
ário e verifique seu desgaste e falta de dentes.
 CUIDADO
Se a quinta engrenagem do eixo intermediário 
estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[25] Remova a segunda engrenagem do eixo princi-
pal e verifique seu desgaste e falta de dentes. 
 CUIDADO
Se a segunda engrenagem do eixo principal es-
tiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[26] Remova a junta do eixo principal e verifique seu 
desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição.
Verifique a junta do eixo principal
Verifique a segunda 
engrenagem do eixo principal
Verifique a quinta engrenagem do eixo intermediário
Verifique a quarta engrenagem 
do eixo intermediário
MOTOR 3-66
[27] Remova a quinta engrenagem do eixo principal 
e verifique seu desgaste e falta de dentes.
 CUIDADO
Se a quinta engrenagem do eixo principal esti-
ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[28] Remova a trava do eixo principal e verifique seu 
desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição.
[29] Remova a quarta engrenagem do eixo principal 
e verifique seu desgaste e falta de dentes.
 CUIDADO
Se a quarta engrenagem do eixo principal esti-
ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo 
principal e o eixo intermediário em conjunto.
[30] Remova a engrenagem motriz, a primeira e a 
terceira engrenagem do eixo principal e verifi-
que o desgaste.
 CUIDADO
Se a engrenagem motriz, a primeira e a terceira 
engrenagem do eixo principal estiverem gastas 
ou faltando dentes, substitua o eixo principal e 
o eixo intermediário em conjunto.
Verifique a quinta 
engrenagem do eixo principal
Remova a trava do eixo principal
Verifique a quarta 
engrenagem do eixo principal
Verifique a primeira engrenagem do eixo principal
Verifique a engrenagem 
motriz do eixo principal
Verifique a terceira engrenagem 
do eixo principal
3-67 MOTOR
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da transmissão
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta
Método de 
reparo
Engrenagens
Os dentes da engrenagem 
estão excessivamente 
gastos ou danificados.
O retentor de óleo não 
funciona .
A transmissão emite 
ruído estranho durante o 
deslocamento ou muda de 
marchas com dificuldades..
Substitua a 
engrenagem.
A convexidade do encaixe 
da face da extremidade 
da engrenagem está 
desgastada.
------------- As marchas mudam automaticamente.
Substitua a 
engrenagem.
O orifício de encaixe 
da face da extremidade 
da engrenagem está 
desgastado e expandido 
em boca de sino.
A folga de encaixe entre o 
orifício do eixo e o eixo é 
excessiva.
As marchas mudam 
automaticamente.
Substitua a 
engrenagem.
A ranhura do garfo está 
excessivamente gasta.
A folga de encaixe entre o 
garfo da transmissão e a 
ranhura da engrenagem é 
excessiva.
As marchas mudam 
automaticamente.
Substitua a 
engrenagem.
Garfo
A lingueta do garfo 
da transmissão está 
excessivamente gasta.
A folga de encaixe entre o 
garfo da transmissão e a 
ranhura da engrenagem é 
excessiva.
As marchas mudam 
automaticamente. Substitua o garfo.
O garfo da transmissão 
está empenado.
O garfo da transmissão está 
empenado.
A mudança de marcha falha 
ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo.
O orifício do eixo da 
transmissão está 
excessivamente gasto.
A folga de encaixe entre o 
garfo da transmissão e o eixo 
do garfo da transmissão é 
excessiva.
A mudança de marcha falha 
ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo.
Eixo do garfo O eixo do garfo está muito gasto ou empenado.
O eixo do garfo está 
empenado, curvado ou muito 
gasto.
A mudança de marcha falha 
ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo.
Tambor seletor 
de marchas
A ranhura do 
tambor seletor está 
excesivamente gasta ou 
danificada.
------------- A mudança de marcha falha ou ocorre automaticamente.
Substitua o tambor 
seletor.
Roda guia
A roda guia está 
excessivamente gasta ou 
danificada.
------------- As marchas mudam com dificuldade.
Substitua a roda 
dentada da 
transmissão.
A mola da roda dentada 
está quebrada ou sua 
elasticidade é insuficiente.
------------- As marchas mudam automaticamente.
Substitua amola da 
roda guia.
Eixo da 
transmissão
A ranhura do eixo da 
transmissão está gasta.
O pedal da transmissão 
desliza.
O câmbio funciona for a da 
engrenagem.
Substitua o eixo da 
transmissão.
O eixo da transmissão 
está empenado.
O eixo da transmissão está 
empenado.
As marchas mudam com 
dificuldade ou funcionam fora 
de sincronismo.
Substitua o eixo da 
transmissão.
O braço da transmissão 
está excessivamente 
gasto ou danificado.
O braço da transmissão está 
excessivamente gasto ou 
danificado.
As marchas mudam com 
dificuldade ou funcionam fora 
de sincronismo.
Substitua o eixo da 
transmissão.
A mola retrátil do eixo 
da transmissão está 
quebrada ou sua 
elasticidade é insuficiente.
A mola retrátil do eixo da 
transmissão está quebrada 
ou sua elasticidade é 
insuficiente.
As marchas mudam com 
dificuldade. O pedal da 
transmissão não retorna 
completamente ou não 
retorna.
Substitua a mola 
de retorno.
Retentor de óleo
O retentor de óleo 
ou sua borda estão 
excessvamente 
danificados ou 
envelhecidos.
------------- Óleo vazando do retentor de óleo.
Substitua o retentor 
de óleo.
Rolamento
O rolamento está 
excessivamente gasto ou 
danificado.
-------------
O câmbio emite ruído 
anormal durante a troca de 
marcha.
Substitua o 
rolamento.
MOTOR 3-68
PARTE 12 – DISPOSITIVO DE PARTIDA DO MOTOR
Para acionar o motor, é necessário girar o virabrequim do motor através de uma força externa, que faz o cilindro 
aspirar a mistura ar/combustível e executar o primeiro ciclo de funcionamento do motor, ou seja, compressão, 
combustão e expansão.
Somente dessa forma, o ciclo de funcionamento do motor pode proceder automaticamente e o motor produzir 
potência constantemente.
 Para fazer com que o virabrequim alcance uma certa velocidade, de forma que o sistema de ignição possa 
produzir uma corrente de alta tensão e garantir partida adequada, o sistema de partida da motocicleta possui 
um mecanismo de aumento da velocidade desde o eixo de partida até o virabrequim.
Após a partida do motor, o mecanismo de partida sairá automaticamente do encaixe e não se move junto do 
motor.
1 Estrutura e princípios de trabalho do dispositivo de partida do motor
 O sistema de partida do motor consiste principalmente da alavanca de partida, eixo de partida, engrena-
gem de partida, roda da alavanca de partida e mola retrátil do eixo de partida.
 A alavanca de partida é acionada pelo pé, fazendo 
o eixo de partida girar e produz uma rotação de 
retrocesso na roda da alavanca de partida.
 Acionada pelo trilho guia da partida manual, a roda 
da alavanca de partida se move para a esquerda 
axialmente e encaixa com a engrenagem da roda 
da alavanca interna da partida manual para que o 
torque de partida possa ser transmitido e o meca-
nismo do virabrequim e o mecanismo da válvula 
se movam, dessa forma, ligando o motor.
 Após a partida do motor, o eixo de partida, aciona-
do por uma mola retrátil, gira reversamente e faz a 
roda da alavanca da partida manual e a engrena-
gem da partida manual desengatarem. Estrutura do dispositivo de partida do motor
2 Desmontagem e manutenção do sistema de partida do motor
[1] Inspecione o desgaste do dente de encaixe da 
alavanca de partida. Se estiverem danificados, 
substitua a alavanca de partida.
 CUIDADO
Se o aperto da alavanca de partida estiver sol-
to, ocorrerá o desgaste dos dentes de encaixe. 
Aperte os dentes de encaixe.
[2] Remova o eixo de partida e o anel mola de 
20mm e verifique o desgaste do eixo de partida. 
Se apresentar desgaste excessivo, substitua-o.
 
 CUIDADO
Se o eixo de partida não puder ser retornado, 
substitua o anel mola de 20m
Inspecione a alavanca de partida
Anel mola de 20 mm
Verifique o eixo de partida
3-69 MOTOR
[3] Remova a junta do eixo de partida e verifique 
seu desgaste. Se apresentar desgaste exces-
sivo, faça a substituição.
[4] Remova a engrenagem motriz do eixo de par-
tida e meça o diâmetro interno da engrenagem 
motriz com um micrômetro. 
 Valor limite: 20,05mm
 CUIDADO
Se a engrenagem motriz exceder o valor limite 
de 20,05mm, substitua a engrenagem motriz.
[5] Remova a junta do eixo de partida e verifique 
seu desgaste. Se apresentar desgaste excessi-
vo, faça a substituição
[6] Remova o disco de retorno do eixo de partida e 
verifique seu desgaste. Se apresentar desgaste 
excessivo, substitua-o.
Verifique a placa de retorno
Verifique a junta do eixo de partida
Meça a engrenagem motriz
Verifique a junta do eixo 
de partida
MOTOR 3-70
[7] Remova o anel mola de 18 mm e a roda da ala-
vanca de partida e verifique suas tensões.
 CUIDADO
Se a roda da alavanca de partida estiver gasta 
ou faltando dentes, realize a substituição com-
pleta .
[8] Meça o diâmetro externo da superfície do eixo 
do núcleo da engrenagem de partida com um 
micrômetro. 
 Seu limite é 19,90mm
 CUIDADO
Se a superfície do eixo do núcleo da engrena-
gem exceder o valor limite de 19,90mm, substi-
tua o eixo de partida completamente.
4 As causas, descrições e métodos de reparo do sistema de partida
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Pedal de 
partida
A ranhura do pedal 
conectada ao eixo de 
partida está gasta.
Pedal de partida desliza A engrenagem de partida desliza durante a partida 
Substitua a alavanca 
do pedal de partida.
Engrenagem 
de partida
A face da extremidade 
da alavanca está 
excessivamente gasta.
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
Substitua a 
engrenagem de 
partida.
O dentes estão 
danificados e 
excessivamente gastos
----------------- A partida da motocicleta falha ou não funciona.
Substitua a 
engrenagem de 
partida.
Roda da 
alavanca de 
partida
A extremidade da 
superfície da alavanca 
está gasta.
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
Substitua a roda de 
roquete de partida.
A mola da roda da 
alavanca de partida 
está quebrada ou 
sua elasticidade é 
insuficiente.
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
Substitua a mola da 
roda de roquete de 
partida.
A ranhura do pedal 
conectada ao eixo de 
partida está gasta.
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
A engrenagem de partida 
desliza durante a partida 
Substitua o eixo de 
partida.
Eixo de partida
A mola retrátil 
está quebrada ou 
sua elasticidade é 
insuficiente.
O pedal de 
partida retrocede 
incompletamente ou não 
retrocede.
----------------- Substitua a mola retrátil.
Roda da alavanca de partida
Anel mola de 18 mm
Verifique a terceira engrenagem 
do eixo intermediário
3-71 MOTOR
PARTE 13 – CÁRTER
O cárter é o suporte de parte do motor e também carcaça para os componentes do motor, uma vez que todos 
os componentes do motor e outras partes auxiliares estão instaladas no cárter. Além disso, o motor é montado 
na estrutura da motocicleta pelo suporte do assento e suporte da suspensão do cárter.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do cárter
 O cárter suporta a biela, o virabrequim, embrea-
gem, transmissão,cabeçote do cilindro, que por 
sua vez suportam o impacto da combustão e 
explosão, além da força de inércia do mecanis-
mo do virabrequim em movimento e formando 
um espaço fechado. O cárter inclui seu corpo 
direito e esquerdo e tampas.
 O cárter deve apresentar dureza e rigidez sufi-
ciente, bem como uma boa resistência à amas-
sados, impactos e corrosão. Também apre-
senta características de peso leve, pequeno 
volume, estrutura compacta e fácil usinagem, 
sendo a liga de alumínio a mais adequada para 
o cárter devido sua grande dureza e por ser fá-
cil de ser moldada, o que é bom uma vez que a 
forma complexa e paredes finas do cárter são 
uma preocupação.
2 Desmontagem e manutenção do cárter
[1] Remova o medidor de óleo da tampa do cárter 
direito, haste da embreagem, mola da haste da 
embreagem, came da embreagem, retentor de 
óleo do eixo de partida e tampa do orifício de 
verificação. Verifique seu desgaste. Se estiver 
gastos ou danificados, substitua-os.
 CUIDADO
Se o eixo de partida apresentar vazamento, a 
abertura do retentor de óleo do eixo de partida 
deve estar gasta. Substitua o retentor de óleo do 
eixo de partida.
[2] Verifique se a parte interna da tampa do cárter 
direito está gasta. Caso esteja, repare ou su-
bustitua a tampa do cárter direito. 
 CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca da tampa do 
cárter direito estiver gasto, consulte o Capítulo 
2 Conhecimentos de manutenção, realize o cor-
te das roscas de parafuso interna e externa. 
Verifique a tampa do cárter direito
Verifique os componentes do 
cárter direito
Estrutura do cárter
MOTOR 3-72
[3] Desmonte o rolamento do eixo principal e do 
eixo intermediário, rolamento do eixo de bal-
anceamento, prendedor do cabo da embrea-
gem, parafuso do cilindro e tubo de exaustão no 
cárter direito e verifique se estão gastos ou dani-
ficados. Caso estejam, repare ou subtitua-os.
CUIDADO
Se os rolamentos do eixo principal, eixo inter-
mediário e eixo de balanceamento apresenta-
rem desgaste excessivo, substitua-os.
[4] Verifique se a parte interna do cárter direito está 
gasta. Caso esteja, substitua o cárter direito.
 CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca do cárter di-
reito estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Conhe-
cimentos de manutenção, realize o corte das 
roscas de parafuso interna e externa.
[5] Desmonte o pequeno orifício de verificação da 
tampa do cárter esquerdo, a tampa estampada, 
anel de vedação, tampa traseira esquerda, tam-
pa da engrenagem e o rolamento de agulhas da 
engrenagem e verifique-os. Se apresentarem 
desgaste excessivo, substitua-os.
 CUIDADO
 Se o rolamento de agulhas da engrena-
gem apresentar desgaste excessivo, 
substitua-o.
 Se o anel de vedação do orifício de veri-
ficação pequeno e o anel de vedação da 
tampa estampada apresentar vazamento, 
substitua-os.
[6] Verifique se a tampa do cárter esquerdo e a 
tampa traseira esquerda estão gastas. Caso 
estejam, repare ou subtitua-as.
 CUIDADO
Se os orifícios do parafuso da rosca da tampa 
do cárter esquerdo e da tampa traseira esquer-
da estiverem gastos, consulte o Capítulo 2 Co-
nhecimentos de manutenção, realize o corte 
das roscas de parafuso interna e externa. 
Verifique os componentes 
do cárter direito
Verifique o cárter direito
Verifique os componentes do 
cárter esquerdo
Verifique a tampa traseira esquerda
Verifique a tampa do cárter esquerdo
3-73 MOTOR
[7] Remova o rolamento do eixo principal e do eixo 
intermediário do cárter esquerdo, eixo de balan-
ceamento, rolamento de agulhas da engrena-
gem, parafuso do cilindro, retentor de óleo do 
cárter, retentor de óleo do contraeixo e do eixo 
da transmissão. Verifique danos e abrasão. Se 
apresentarem desgaste excessivo, substitua-os.
 CUIDADO
 Se os retentores do virabrequim, do eixo in-
termediário e do eixo de mudanças apresentar 
vazamentos, substitua-os.
 Se os rolamentos do eixo principal, do eixo 
intermediário e do eixo de balanceamento, 
além do rolamento de agulhas da engrenagem 
intermediária estiverem desgastados, substi-
tua-os.
[8] Verifique se a parte interna do cárter esquerdo 
está gasta. Caso esteja, repare ou substitua-o.
 CUIDADO
Se o orifício do parafuso da rosca do cárter es-
quedo estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Co-
nhecimentos de manutenção, realize o corte 
das roscas de parafuso interna e externa.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do cárter
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de 
problemas dos 
componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Corpo do cárter
O cárter está rachado. ----------------- O óleo vaza do cárter. Substitua o cárter.
A junta do cárter está 
danificada. -----------------
O óleo vaza da junta do cárter 
direito e esquerdo. Substitua a junta.
O orifício roscado do bujão 
de dreno do óleo está 
gasto.
----------------- O óleo vaza pelo orifício da rosca do bujão de dreno do óleo. Substitua o cárter.
O orifício roscado do 
parafuso do cilindro está 
quebrado.
-----------------
O parafuso de fixação do 
cabeçote não pode ser apertado 
provocando o vazamento de ar 
entre o cabeçote de o corpo do 
cilindro.
Substitua o cárter.
O parafuso do cilindro está 
quebrado. -----------------
O parafuso de fixação do 
cabeçote não pode ser apertado 
provocando o vazamento de ar 
entre o cabeçote de o corpo do 
cilindro.
Remova o parafuso 
quebrado do cilindro no 
cárter e substitua-o.
O retentor de óleo ou suas 
bordas estão danificadas, 
gastas ou envelhecidas.
----------------- Óleo vazando do retentor de óleo. Substitua o retentor de óleo.
Tampa do cárter 
direito
A tampa do cárter está 
danificada ou rachada. ----------------- O óleo vaza pelo retentor de óleo
Substitua a tampa do 
cárter
A junta está danificada ----------------- O óleo vaza na junção do cárter com a tampa Substitua a junta.
Tampa do cárter 
esquerdo
A tampa do cárter está 
danificada ou rachada. ----------------- O óleo vaza pela tampa do cárter
Substitua a tampa do 
cárter
A junta está danificada ----------------- O óleo vaza na junção do cárter com a tampa Substitua a junta.
Verifique o cárter esquerdo
Verifique os componentes do 
cárter esquerdo
MOTOR 3-74
PARTE 1 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO
O motor é de combustão interna e funciona sob temperaturas altas. A maior parte dos componentes precisa 
suportar uma carga alta de calor, especialmente o cabeçote, o bloco do motor, o pistão e as válvulas, que estão 
sujeitos à condições de temperatura alta.
Se o sistema de arrefecimento não funcionar adequadamente, ocorrerá superaquecimento do motor, queiman-
do os componentes facilmente e a folga de encaixe que conecta componentes será excessiva devido a expan-
são do calor. A temperatura excessivamente alta também causará deterioração do óleo lubrificante, podendo 
ocorrer danos ao motor. Assim, um sistema de arrefecimento de alta eficiência é extremamente importante para 
o motor.
O sistema de arrefecimento do motor afasta o calor dos componentes de alta temperatura e controla a tempe-
ratura do motor, mantendo-a dentro de uma variação admissível. Essa motocicleta adota um motor de refrige-
ração a ar.
1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de arrefecimento
 O motor arrefecido por ar libera o calor contido no nele por meio de um fluxo de ar, que é gerado pela for-
ma que o motor está montado na motocicleta, exposto ao ar. Quando a motocicleta se desloca, ela produz 
um movimento relativo com o ar que forma vento que afasta o calor. Se a motocicleta for acelerada, a po-
tência e o calor do motor aumentarão, assim como sua velocidade, produzindo mais ventilação, afastando 
também mais rapidamente o calor.
 O motor de arrefecimento a ar não possui um dispositivo separado de arrefecimento, o que aumenta a 
área arrefecida pela instalação de diversas aletas de arrefecimento em volta do cilindro e do cabeçote. As 
aletas de arrefecimento se inclinam na direção do fluxo de ar, diminuindo a resistência do ar. Há blocos de 
borracha entre as aletas de arrefecimento que são usadas para preveni-las de vibrações.
2 Desmontagem e manutenção do sistema de arrefecimento
[1] Antes de ligar a motocicleta, limpe a tampa 
do cabeçote, as aletas de arrefecimento 
do cabeçote e da tampa do cabeçote e, a 
sujeira e areia da superfície do cárter. Des-
sa forma, é possível assegurar uma condi-
ção de boa ventilação e diminuição efetiva 
da temperatura do motor fazendo com que 
a motocicleta funcione adequadamente.
 CUIDADO
Se as aletas do cabeçote e do corpo do cilindro 
estiverem rachadas, substitua o cabeçote e o 
corpo do cilindro.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de arrefecimento
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Aletas de 
arrefecimento do 
cabeçote
Muito acúmulo de 
areia nas aletas de 
arrefecimento.
Diminuição da potência do 
motor. O motor superaquece.
Limpe as aletas de 
arrefecimento do cabeçote.
Aleta de arrefecimento 
está quebrada.
A dissipação de calor do 
motor é insuficiente. O motor superaquece. Substitua o cabeçote.
Aletas de 
arrefecimento do 
bloco do motor
Muito acúmulo de 
areia nas aletas de 
arrefecimento.
Diminuição da potência do 
motor. O motor superaquece.
Limpe as aletas de 
arrefecimento do corpo do 
cilindro.
Aleta de arrefecimento 
está quebrada.
A dissipação de calor do 
motor é insuficiente. O motor superaquece.
Substitua o corpo do 
cilindro.
Cárter do motor Muito acúmulo de areia no cárter.
A dissipação de calor do 
cárter é insuficiente. O motor superaquece. Limpe o cárter.
Limpe as aletas de 
arrefecimento do cabeçote
Limpe as aletas de 
arrefecimento do bloco do motor
3-75 MOTOR
MOTOCICLETA
ÍNDICE
4
PARTE 1 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO
................................................... 4-1
PARTE 2 – CARBURADOR ........................................................................4-5
PARTE 3 – SISTEMA DE ADMISSÃO E ExAUSTÃO ................................4-12
PARTE 4 – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ...........................4-16
PARTE 5 – TECNOLOGIA DE NúCLEO DUPLO .......................................4-21
PARTE 6 – DISPOSITIVO DE TRANSMISSÃO TRASEIRO ......................4-25
PARTE 7 – CHASSI E ACESSÓRIOS .........................................................4-30
PARTE 8 – SISTEMA DE DIREÇÃO ...........................................................4-35
PARTE 9 – CABO DE AÇO DE CONTROLE ..............................................4-39
PARTE 10 – AMORTECEDORES ..............................................................4-42
PARTE 11 – GARFO TRASEIRO ................................................................4-48
PARTE 12 – RODAS ....................................................................................4-50
PARTE 13 – FREIOS ...................................................................................4-56
PARTE 14 – MEDIDORES ...........................................................................4-63
PARTE 1 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO
O sistema de alimentação consiste de um tanque de combustível, um medidor de combustível, um filtro de 
combustível e uma mangueira de combustível. Há um dispositivo de filtragem do combustível na válvula de 
combustível para garantir a qualidade dele no carburador. Além disso, há um filtro de combustível entre a vál-
vula de combustível e o carburador.
1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de alimentação
[1] Tanque de combustível
 O tanque de combustível é soldado pela placa de combustível que é normalmente de 0,8 a 
1,0 mm. Alguns tanques de combustível possuem uma abertura defletora em seu interior, que não 
somente reforça o tanque, mas também evita o retorno do combustível durante o deslocamento. 
Devido a forte erosão de combustível, a parede interna do tanque de combustível, para resistir, deve 
ser galvanizada. Há uma abertura de abastecimento de combustível na parte superior do tanque fe-
chada por uma tampa com respirador que evita o derramamento do combustível e garante a pressão 
balanceada da parte interna e externa do tanque, fazendo o combustível fluir naturalmente durante 
o deslocamento.
[2] Válvula de combustível
 A válvula dessa motocicleta tem revestimento liso. Quando a haste está na posição Ligada, o com-
bustível dentro do tanque flui para as passagens principais do corpo da válvula pelo tubo principal 
de combustível; então ele flui para dentro das passagens de combustível do corpo inferior da válvula 
pelas passagens a haste, seguindo para o reservatório. Finalmente, ele flui pelo orifício de saída pela 
da tela de filtragem.
 Quando a haste está na posição de reserva, o combustível flui para a passagem de combustível 
reserva do corpo da válvula pela mangueira do filtro de combustível reserva, então flui para o reser-
vatório da mangueira inferior de combustível a haste e corpo do interruptor, seguindo para o orifício 
de saída de combustível. Se a passagem principal de combustível não puder fornecer combustível 
adequadamente durante o deslocamento, coloque a haste na posição de descanso para fazer com 
que o combustível reservado flua para fora do tanque pela passagem de combustível reserva. Dessa 
forma, a motocicleta continuará a deslocar-se de 30 a 50 km.
 Quando a haste estiver na posição DESLIGADA, o corpo da válvula e as passagens de combustível 
estarão balanceados. As passagens de combustível são bloqueadas, interrompendo a alimentação.
[3] Indicador de nível de combustível
 Essa motocicleta possui um sensor de combustível de indução elétrica composto de duas partes, 
que são: medidor de combustível e sensor de nível de combustível. Há duas bobinas no indicador de 
nível de combustível, que estão respectivamente localizadas à direita e à esquerda da motocicleta. 
Há uma resistência R1 paralela com a bobina esquerda L1. Uma extremidade está conectada com o 
ânodo da bateria pelo interruptor principal da motocicleta. A bobina L2 localiza-se à direita e o resistor 
R alterável do sensor de combustível está paralelo a ela, e a extremidade está conectada com o solo 
por meio da bobina principal da motocicleta. Há um núcleo de ferro rotativo instalado no eixo centra-
lizador. O sensor de combustível fica instalado no fundo do tanque de combustível para garantir sua 
vedação. O braço da boia e a boia se estendem dentro do tanque de combustível. A boia permanece 
na superfície do combustível e flutua de acordo com o nível de combustível, por isso é possível que 
partículas deslizem para o resistor R. 
 As peças deslizantes também estão conectadas ao solo por meio de um cabo.
 Quando não há combustível no tanque, a boia desce e faz com que essas peças deslizantes desçam 
para a posição N, em paralelo à bobiba direita L2. A resistência reduz e a corrente elétrica cai para 
a bobina direita L2, que também fica reduzida e por sua vez torna a força magnética do núcleo gira-
tório de ferro reduzida. Mas a corrente elétrica 
que passa pela bobina esquerda L1 aumenta e 
a força magnética do núcleo rotativo aumenta 
ainda mais, e para na posição N.
 Quando o tanque de combustível está cheio, a 
boia permanece na superfície e leva as peças 
deslizantes para a direção M, assim a resistên-
cia paralela à bobina direita L2 aumenta e a força 
magnética do núcleo de ferro rotativo aumenta 
também. Porém, o fluxo de corrente elétrica que 
passa pela bobina esquerda diminui. A energia 
magnética do núcleo de ferro rotativo diminui e 
faz com que o centralizador pare na marca F da 
escala completa.
4-1 MOTOCICLETA
2 Desmontagem e manutenção do sistema de alimentação
[1] A capacidade do tanque de combustível dessa 
motocicleta é: 13,0 l.
 Efetue o abastecimento de combustível em lo-
cal ventilado e mantenha distância de faíscas 
ou chamas.
 ADVERTÊNCIA
 Não efetue o abastecimento de com-
bustível acima do gargalo do tanque de 
combustível.
 O combustível é inflamável, portanto, 
desligue a motocicleta antes de abrir a 
tampa do tanque de combustível.
[2] Se a tampa do tanque de combustível apresen-
tar vazamento de combustível, substitua a ve-
dação da tampa do tanque de combustível.
 ADVERTÊNCIA
 Utilize gasolina número 90 ou superior.
 Se a motocicleta demandar a utilização 
de gasolina à base de etanol, siga corre-
tamente as instruções; caso contrário, o 
desempenho da motocicleta será afetado.
[3] Verifique se há vazamento no tanque de com-
bustível, se houver, realize o reparo necessário 
ou substitua o tanque de combustível.
 CUIDADO
Se o tanque de combustível estiver amassado 
ou deformado devido ao impacto de colisões 
externas, repare-o às condições originais com 
um martelo de madeira. Se o tanque de combus-
tível apresentar rachaduras, substitua-o o mais 
rápido possível.
[4] Verifique se a mangueira de combustível apre-
senta vazamentos ou está desgastada.
 CUIDADO
 Se a mangueira de combustível apresentar va-
zamento ou estiver desgastada sua substitui-
ção deve ser realizada.
MOTOCICLETA 4-2
Insira a chave no tanque de 
combustível
Abra o tanque de combustível
Verifique a mangueira de combustível
Verifique a mangueira de combustível
[7] Remova os dois parafusos cabeça (M6 X 20) 
do indicador de nível do combustível.
 Torque
Parafuso cabeça do indicador de nível de com-
bustível: M6 X 20/10 a 15 N.m
 ADVERTÊNCIA
Drene o combustível e mantenha-o longe 
de chamas de fogo para evitar incêndios na 
desmontagem do indicador de nível de com-
bustível.
[8] Teste o indicador de nível de combustível com 
um multímetro. Se o indicador de nível de com-
bustível estiver queimado substitua-o. - Verifi-
que se há danos na boia de combustível. Se 
houver, substitua-a.
 CUIDADO
Mantenha o combustível longe
do fogo para evi-
tar incêndios ao drená-lo. 
[5] Verifique se o filtro de combustível está bloque-
ado, caso esteja, limpe ou substitua-o.
[6] Desmonte as tampas direita e esquerda e a al-
mofada do assento, depois remova os dois pa-
rafusos cabeça Phillips (M6 X 16) do tanque de 
combustível, retirando o tanque.
 ADVERTÊNCIA
Mantenha o combustível fora do alcance do 
fogo para evitar que ele queime quando for 
drenar o combustível.
 CUIDADO
Desligue a válvula de combustível para previnir 
que o combustível vaze do tanque quando for 
substituir o filtro de combustível.
4-3 MOTOCICLETA
Verifique o nível de combustível
Desmonte o medidor de combustível
Desmonte o tanque de 
combustível
Verifique o filtro de combustível
[9] Remova a válvula do combustível com uma 
chave fixa.
- Verifique se há vazamentos na válvula de 
combustível. Caso exista, repare ou substi-
tua-a.
3 A tabela seguinte serve para o diagnóstico e solução de problemas básicos do 
sistema de alimentação. Consulte os itens relacionados para verificação, ajuste e 
reparo:
Descrição dos 
componentes Causa
Descrição de problemas dos 
componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Tanque de 
combustível
O tanque de combustível 
está oxidado.
Vazamento de combustível do 
tanque. --------------------------------
Limpe ou substitua o 
tanque de combustível.
O orifício de ventilação 
da trava do tanque 
de combustível está 
bloqueado.
A alimentação não é estável. A motocicleta não dá a partida.
Desbloqueie o orifício de 
ventilação do tanque de 
combustível.
O tanque de combustível 
está deformado.
O tanque de combustível foi 
submetido ao impacto.
A aparência da motocicleta 
não é boa.
Limpe ou substitua o 
tanque de combustível.
Válvula de 
combustível
A mangueira de 
combustível está sujo 
ou os pequenos orifícios 
estão bloqueados.
A alimentação não é estável.
A motocicleta apresenta 
dificuldade para dar partida 
ou falha. A potência do motor 
está baixa ou a marcha lenta 
está instável.
Limpe a válvula de 
combustível.
O corpo da válvula 
de combustível está 
bloqueado.
A alimentação não é estável. A motocicleta não dá a 
partida.
Limpe e substitua a 
válvula de combustível.
O corpo da válvula 
de combustível está 
danificado.
Vazamento de combustível da 
válvula.
A motocicleta não dá a 
partida.
Substitua a válvula de 
combustível.
Sensor
O medidor de 
combustível está 
danificado.
O eixo rotativo do medidor de 
combustível está danificado.
O medidor de combustível não 
funciona corretamente.
Substitua o medidor de 
combustível,
A boia do sensor está 
danificada. --------------------------------
O medidor de combustível não 
funciona corretamente. Substitua o sensor. 
O circuito do sensor não 
transfere a corrente. --------------------------------
O medidor de combustível não 
funciona. Repare o circuito.
 ADVERTÊNCIA
Drene o combustível e mantenha-o longe do 
fogo para previnir que haja incêndios ao des-
montar a válvual de combustível.
 CUIDADO
Drene o combustível do tanque em ambientes 
ventilados antes de utilizá-lo.
[10] Retire a válvula de combustível e limpe as man-
chas do tanque de combustível e a tela de filtra-
gem de combustível.
MOTOCICLETA 4-4
Remova a válvula de combustível
Verifique a válvula de combustível
PARTE 2 – CARBURADOR
A principal função do carburador é pulverizar o combustível fornecido pelo tanque de combustível e misturá-
lo com ar para formar uma mistura de gás uniforme e, então, guiar essa mistura para dentro da câmara de 
combustão. Essa motocicleta possui um carburador de diafragma.
1 Estrutura do carburador
 O carburador de diafragma é composto de corpo do carburador, alojamento da boia, conjunto da boia e 
agulha de combustível do diafragma.
[1] Corpo do diafragma
 O corpo do carburador é a principal parte do carburador. A passagem principal de combustível e o 
sistema de combustível fica no corpo do carburador. De cima para baixo, o corpo do carburador é 
composto de alojamento do diafragma, entrada do carburador e passagens de combustível. 
 Alojamento do diafragma
 O alojamento do diafragma é o lugar onde o diafragma funciona. O alojamento do diafragma guia 
o diafragma para cima e para baixo, para controlar o volume da entrada de ar e o fornecimento de 
combustível.
 Entrada do carburador
 A entrada do carburador é a principal passagem de corrente de ar, onde a mistura de ar e combustí-
vel entram no cilindro. Além disso, há um afogador instalado na entrada do carburador. 
 Passagens de combustível
 As passagens de combustível no corpo do carburador são principalmente a passagem de entrada de 
combustível, passagem de combustível de marcha lenta, passagem de ar compensador e diversos 
tipos de passagens de combustível. 
[2] Alojamento da boia
 O alojamento da boia é o reservatório de combustível do carburador. O combustível do tanque de 
combustível é armazenado no alojamento da boia e segue para o tubo de entrada pelo jato principal 
e giclê da marcha lenta. Há uma mangueira de derrame de combustível na bóia. Se o nível de com-
bustível está muito alto, ele derrama para fora do alojamento através de passagens de combustível.
[3] Módulo do alojamento da boia
 O fornecimento de combustível do carburador tem relação com o nível de combustível do alojamento 
da boia. O módulo do alojamento da boia é desenvolvido para controlar o nível de combustível. Ele 
consiste principalmente de corpo da bóia, pino da bóia e agulha da boia. 
[4] Modulo do diafragma
 O módulo do diafragma consiste da tampa do alojamento do diafragma, mola, diafragma, braçadeira, 
anel elástico e agulha de combustível principal. A agulha de combustível principal tem forma cônica, 
o que exerce grande influencia no carburador. A agulha de combustível principal possui 5 fileiras para 
cordão de vedação. Normalmente, o cordão de vedação é colocado na terceira fileira. Os usuários 
podem ajustá-lo de acordo com a condição de funcionamento atual do motor.
2 Princípios de funcionamento do carburador
[1] Princípio de funcionamento do sistema de entrada de combustível
 O combustível flui para dentro da câmara de combustão pela passagem de entrada de combustível. 
A boia fica mais alta a medida que o volume de combustível aumenta e faz com que a agulha da 
boia fique mais alta. Quando o nível de combustível atinge esse grau, a agulha da boia bloqueia a 
passagem de entrada para interromper o fluxo de combustível. Depois que um pouco de combustível 
do alojamento da boia é consumido, o nível de combustível cai e a agulha da boia se move liberando 
a passagem de entrada para que combustível novo possa fluir para dentro do alojamento novamen-
te. Dessa maneira, o nível de combustível no alojamento da boia mantém-se com nível estável. A 
pressão entre o jato principal e nível de combustível também se mantém estável, de forma que o 
fornecimento estável de combustível do carburador seja assegurado.
[2] Princípio de funcionamento do sistema de combustível principal
 Quando o motor funciona, todo o combustível é fornecido pelo sistema de combustível principal. 
Durante a admissão do motor, o ar flui através da entrada do carburador muito rapidamente e produz 
uma pressão negativa para que o combustível no alojamento da boia seja sugado. O combustível faz 
a mistura primária com ar no orifício de ar compensatório e então entra no carburador que o dispersa 
por meio do fluxo de ar de alta velocidade na entrada do carburador e se transforma na mistura ho-
mogênea de gás e entra no cilindro.
4-5 MOTOCICLETA
 Ao girar o cabo do acelerador, o diafragma estará para cima. Nesse momento a área da corrente de 
ar na entrada do carburador aumenta e o diafragma guia o combustível principal para cima. Uma vez 
que a agulha do combustível principal tem formato cônico, a área causada por ela e o jato principal 
aumenta. Dessa forma, a mistura de gás entra no cilindro
e aumenta, de forma que a potência do mo-
tor também aumenta. Por outro lado, soltar o cabo de aceleração faz com que o volume de entrada 
de ar e o fornecimento de combustível diminuam, assim como a potência do motor.
[3] Princípio de funcionamento do sistema de combustível em marcha lenta
 A marcha lenta do motor significa que o motor está funcionando em sua reversão estável mais baixa 
sem nenhuma carga.
 Durante a marcha lenta do motor, a aceleração abre levemente. Há uma inclinação na parte inferior 
do acelerador, que pressiona o parafuso guia durante a marcha lenta. Quando o parafuso-guia de 
marcha lenta gira para dentro, a aceleração aumenta. O volume de entrada de ar e alimentação au-
mentam e a marcha lenta do motor aumentará. Por outro lado, a rotação do motor diminuirá.
 Quando o motor funciona, o sistema de combustível principal e sistema de combustível em marcha 
lenta funcionam ao mesmo tempo, mas o volume da alimentação do jato principal é muito maior que 
o proveniente do giclê da marcha lenta. No entanto, quando o motor está em marcha lenta, a posição 
do acelerador é baixa, então o volume de entrada de ar é muito pequeno. Nesse momento, o volume 
do giclê da marcha lenta é maior, o que produz um grande efeito no motor.
 A condição de funcionamento do sistema de combustível de marcha lenta enquanto o motor está em 
marcha lenta funciona da seguinte forma: a pressão negativa causada pela inspiração do pistão é 
transferida para a atmosfera pela passagem de ar da marcha lenta. Há também a aspiração de ar da 
passagem de ar da marcha lenta que, após fluir pelo giclê da marcha lenta, encontra o gás aspirado 
no jato. Em seguida, jorra do giclê da marcha lenta que é transferido para o cilindro após ser mistura-
do a uma pequena quantidade de ar na passagem principal de combustível. É possível mudar a taxa 
de ar combustível ajustando a posição do parafuso de ar.
[4] O princípio de funcionamento do sistema de enriquecimento de combustível
 Para dar partida no motor, especialmente em ambientes frios, é necessária a mistura gasosa enri-
quecida. Para isso, o volume da alimentação deve ser aumentado. Os métodos comuns de enrique-
cimento são os seguintes:
 Método de afogamento
 Ao dar partida no motor, feche a válvula do 
afogador. Nesse momento, a pressão negativa 
de admissão não muda, mas o volume de ar 
na entrada do carburador diminui, o volume de 
combustível aumenta e a mistura gasosa é en-
riquecida, assim, a função de enriquecimento 
da mistura gasosa é completada.
 Método mecânico
 Normalmente, a passagem de enriquecimento 
de combustível fica fechada. Ao puxar o cabo 
de enriquecimento de combustível, a válvula 
da passagem de enriquecimento de combus-
tível é aberta. Assim, o combustível jorra pela 
passagem de enriquecimento e passa a ser 
uma mistura gasosa enriquecida.
MOTOCICLETA 4-6
Imagem da estrutura do carburador
2 Desmontagem e manutenção do carburador
[1] Remova a tampa do cabo de controle de acele-
ração e o conector do cabo de controle de ace-
leração da ranhura do eixo do pistão do acele-
rador e retire a mola do acelerador.
 CUIDADO
Verifique a abrasão do conector do cabo de 
controle da aceleração. Se estiver gasto, 
realize a substituição.
[2] Remova as duas porcas de retenção M6 do 
carburador. Desmonte o cabo do afogador e re-
tire o carburador.
Torque
Porca de retenção do carburador:
M6/ 10 a 12 N.m
 CUIDADO
Verifique se há vazamento de combustível no 
carburador, caso exista, repare ou substiua-o.
4-7 MOTOCICLETA
Desmonte o cabo de 
controle da aceleração
Desmonte o carburador
[3] Remova o anel de fixação da agulha de com-
bustível e depois desmonte a agulha do nível de 
combustível e o anel-trava da agulha de com-
bustível do eixo do pistão da válvula do acel-
erador. - Verifique a regularidade, arranhões e 
desgaste da superfície do eixo do pistão e da 
agulha de combustível.
 CUIDADO
Se for identificado algum dos problemas acima, 
substitua a agulha de combustível e o eixo do 
pistão do acelerador.
[4] Remova os três parafusos de fixação (M5 X 12) 
na tampa do alojamento da boia do carburador.
Torque
Parafuso de fixação da tampa do alojamento 
da bóia: 12/6 a 9 N.m
 CUIDADO
Ao desmontar o carburador limpe a sujeira 
existente na sua superfície.
[5] Retire a tampa do alojamento da boia. A exis-
tência de vazamentos de combustível é um in-
dício de que a junta da tampa do alojamento 
da boia está desgastada, nesse caso, realize a 
substituição da junta.
 CUIDADO
Drene o combustível ao desmontar a tampa do 
alojamento da boia do carburador, mantendo-a 
longe de fogo, para prevenir incêndios.
[6] Retire o pino da boia com as mãos e verifique 
o desgaste existente. Substitua o pino, caso ele 
esteja desgastado. 
MOTOCICLETA 4-8
Verifique o diafragma da 
válvula de aceleração
Desmonte a tampa do alojamento da boia
Remova a tampa do alojamento da boia
Remova o pino da boia
[7] Remova a boia do carburador e verifique se ela 
estiver desgastada ou danificada. Se necessá-
rio, realize a substituição.
 CUIDADO
Ao ajustar a altura da bomba, mude o ângulo do 
braço da bomba até a parte superior do braço 
tocar a agulha da bomba.
[8] Remova o jato principal do carburador e retire 
o tubo pulverizador e o orifício do jato principal. 
Verifique se o tubo pulverizador está obstruído, 
caso esteja, limpe-o.
 CUIDADO
Memorize a posição de montagem e a sequên-
cia do carburador, bem como as voltas dos pa-
rafusos ao desmontar o carburador.
[9] Remova o giclê da marcha lenta e o orifício do 
carburador. Verique se há obstrução, se hou-
ver, realize a limpeza.
[10] Remova o parafuso de ajuste da mistura de ar 
do carburador e limpe o jato de mistura do ar.
 CUIDADO
Ao instalar o parafuso de ajuste da mistura de 
ar do carburador, aperte-o até seu ponto morto 
e gire uma volta e meia.
4-9 MOTOCICLETA
Remova o parafuso de ajuste da mistura
Remova o glicê 
principal
Remova o tubo 
pulverizador
Remova a boia
[11] Limpe todos os jatos e passagens do carbura-
dor com detergente para carburador e seque-o 
com pistola de ar comprimido. Por último, re-
monte o carburador.
[12] A altura padrão da bóia deve ser de 15 ± 1 mm. 
Meça a altura da boia do carburador com pa-
químetro e ajuste se a medida exceder o valor 
padrão.
 CUIDADO
O ajuste incorreto da altura da bomba pode 
causar a falta ou transbordamento de combus-
tível do carburador.
[13] Instale o anel-trava da agulha de combustível 
do carburador na terceira fileira como padrão. 
Ao ajustar o anel-trava da agulha de combustí-
vel para cima, a concentração de mistura gaso-
sa do carburador diminuirá. Ao ajustar o anel-
trava da agulha de combustível para baixo, a 
concentração de mistura gasosa do carburador 
será enriquecida.
[14] Verifique se a válvula de agulha da boia do car-
burador apresenta desgaste, substitua-a caso 
esteja desgastada ou danificada.
 CUIDADO
Se houver vazamentos no carburador, verifi-
que se a válvula estilete está travada, e depois 
verifique seu desgaste.
MOTOCICLETA 4-10
Limpe o carburador
Meça a altura da boia
A terceira 
fileira
Verifique a válvula de agulha da boia
[15] Ajuste a rotação de marcha lenta do carburador 
da seguinte maneira: 
- Ao instalar o carburador na motocicleta, cerifi-
que-se de que não há vazamento de combus-
tível.
- Dê partida no motor e deixe que sua tempe-
ratura alcance a condição de funcionamento. 
Então, ajuste a rotação de marcha lenta do 
carburador e verifique a estabilidade do car-
burador na aceleração e desaceleração. A 
rotação de marcha lenta padrão deve estar 
entre 1.500 ± 100 rpm. 
- Ao ajustar a rotação de marcha lenta do car-
burador, o parafuso da rotação de marcha 
lenta e o parafuso de mistura devem ser ajus-
tados simultaneamente até a rotação de mar-
cha lenta do carburador ficar estável.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do carburador
Componente
Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Parafuso da 
marcha lenta Ajuste inadequado. -------------
Baixa potência do motor, marcha 
lenta instável e alto consumo de 
combustível.
Reajuste.
Conjunto da 
agulha de 
combustível
Ajuste incorreto do anel-
trava. -------------
Baixa potência do motor e alto 
consumo de combustível.
Reajuste a posição do 
anel-trava na agulha de 
combustível.
Conjunto da 
bóia
Altura da boia está muito 
alta. (A altura está maior 
que 16mm)
O nível de combustível 
do alojamento da boia 
do carburador está muito 
baixo.
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. O motor está 
surperaquecido. A potência do motor 
está baixa e a marcha lenta está 
instável. O consumo de combustível 
está alto.
Substitua o conjunto da 
boia.
A altura da boia está muito 
baixa. (A altura está abaixo 
de 15mm)
O combustível do 
carburador transborda.
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. A potência do 
motor está baixa e o consumo de 
combustível está alto.
Repare ou substitua a 
boia.
A boia está danificada ou 
deformada.
O combustível do 
carburador transborda.
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. A potência do 
motor está baixa e o consumo de 
combustível está alto.
Substitua a boia.
Válvula de 
agulha do 
combustível
A superfície em formato 
de cone da válvula de 
agulha da boia está boia ou 
danificada.
O combustível no 
carburador transborda.
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. A potência do 
motor está baixa e o consumo de 
combustível está alto.
Substitua a válvula de 
agulha da boia.
Jato principal A abertura está muito grande. -------------
O consumo de combustível está 
alto. Substitua o jato principal
Giclê da 
marcha lenta
O giclê da marcha lenta 
está obstruído. -------------
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. A marcha lenta 
do motor está instável.
Substitua o giclê da 
marcha lenta.
A abertura está muito 
grande. -------------
O consumo de combustível está 
alto.
Substitua o giclê da 
marcha lenta.
Jato de ar O jato de ar está obstruído. -------------
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha. A potência do 
motor está baixa e a marcha lenta 
está instável.
Limpe o jato de ar.
4-11 MOTOCICLETA
Instale o carburador
PARTE 3 – SISTEMA DE ADMISSÃO E EXAUSTÃO
O sistema de admissão do motor é composto principalmente de filtro de ar e tubo de admissão. Sua principal 
função é guiar e filtrar o ar, reduzir o ruído de admissão e controlar o fluxo de mistura gasosa para o motor.
O sistema de admissão é composto principalmente de tubo de exaustão e silencioso. Sua principal função é 
transferir o gás de escapamento para a atmosfera, reduzir o ruído durante a exaustão e a temperatura do gás 
de escapamento e eliminar a faísca no gás de escapamento. Um bom sistema de exaustão pode melhorar a 
eficiência da admissão e exaustão, aumentando a potência do motor e reduzindo o consumo de combustivel. O 
sistema de exaustão inclui tubo de exaustão e silencioso, chamado de silencioso de exaustão. 
1 Estrutura do sistema de admissão
[1] Estrutura e principio de funcionamento do filtro de ar
 O filtro de ar é um importante componente do sistema de admissão. Sua função é filtrar e purificar o 
ar que entra no cilindro e evitar que poeira e areia entrem, reduzindo o desgaste do cilindro, do pistão 
e do anel do pistão. Seu desempenho tem grande efeito na mobilidade do motor, no ruído de admis-
são e na vida útil. Experiências indicam que o desgaste do cilindro aumenta 8 vezes, o desgaste do 
pistão aumenta 3 vezes e o desgaste do anel do pistão aumenta 9 vezes se o filtro de ar não estiver 
instalado. Por isso, a confiabilidade do motor é reduzida, assim como o tempo de vida útil. Portanto, a 
motocicleta deve ser equipada com um filtro de ar. A exigência de um filtro de ar não é somente filtrar 
o ar, mas também causar uma pequena resistência de fluxo de ar para que o volume da admissão 
do motor melhore. Mais exigências são confiabilidade de desempenho de serviço, estrutura simples, 
tamanho pequeno de aparência, corpo leve e de fácil manutenção. O filtro de ar consiste de elemen-
to e caixa selada. Quando o motor funciona, o ar entra pela cavidade do filtro de ar pelo tubo de ar, 
então flui para a cavidade traseira após a filtragem e finalmente entra no carburador.
[2] Estrutura e principio de funcionamento do tubo de admissão
 O tubo de admissão é um importante componente de conexão entre o carburador e admissão do 
motor. Ao mesmo tempo, tem a função de suportar o carburador e ter estrutura simples. Seu formato 
curvado depende da posição correspondente do carburador e da admissão do motor e a capacidade 
da admissão deve ser levada em conta. Se o tubo for longo, tem a vantagem de pulverizar de com-
bustível e sua capacidade é grande. Se o tubo é curto, não é bom para a pulverização de combustível 
e sua capacidade é pequena.
 A mistura gasosa, após a pulverização do carburador, flui para dentro do cilindro pelo tubo de ad-
missão e pela admissão do motor. O tubo de admissão reduz o calor que o motor transferiu para o 
carburador e separa a vibração do motor do carburador. 
2 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de exaustão
 O tubo de exaustão no silencioso é feito de 
aço flexível. Fica localizado entre o orifício de 
exaustão do motor e o silencioso. Sua função 
é guiar o gás de escapamento do motor para o 
silencioso.
 O silencioso é a principal parte do silencioso 
de exaustão. É utilizado para prevenir ruído da 
transmissão, permitindo que a corrente de ar 
entre. É importante eliminar o ruído produzido 
pelo ar em movimento. Ele pode reduzir a ener-
gia de influência do ar e equalizar o pulso de 
pressão da corrente de ar pela fricção da cor-
rente de ar e capacidade de absorção. Dessa 
forma, as seguintes exigências devem ser aten-
didas:
[1] Garantir uma boa eliminação de ruído. Não 
produzir ruído regenerativo sob o efeito da 
alta temperatura e da tensão.
[2] A resistência de exaustão é pequena e 
não influencia a potência do motor.
[3] A estrutura deve ser simples, artística, o 
custo deve ser baixo, a vida útil longa e a 
manutenção conveniente.
Imagem da estrutura do sistema de admissão
Imagem da estrutura do sistema de exaustão
MOTOCICLETA 4-12
[1] Remova os parafusos trava e a tampa lateral 
direita.
 CUIDADO
Se o elemento filtrante do filtro de ar estiver 
obstruído pela poeira, a capacidade do sistema 
de admissão e o consumo de combustível au-
mentarão, a mistura gasosa será excessivamen-
te enriquecida e a potência do motor diminuirá. 
Por isso, é necessária a manutenção frequente 
do elemento filtrante do filtro de ar.
[2] Remova os quatro parafusos trava do elemento 
filtrante do filtro de ar.
 CUIDADO
Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar 
se a moto circular em regiões com muita poeira.
[3] Retire o elemento filtrante – Verifique se o ele-
mento filtrante do filtro de ar está obsturído com 
poeira. Limpe ou substitua-o se estiver obstruí-
do ou danificado.
[4] Verifique se há danos ou vazamento de ar no 
alojamento do filtro de ar. Se houver, substitua-o.
 
 CUIDADO
A poeira no alojamento do filtro de ar deve ser 
removida ao instalar o elemento filtrante.
4-13 MOTOCICLETA
Remova a poeira do alojamento 
do filtro de ar
Remova o elemento filtrante
Solte o 
elemento filtrante
Remova a tampa 
lateral direita
3 Desmontagem e manutenção do sistema de admissão
[5] Abane e sacuda levemente o elemento filtrante 
ou utilize ar comprimido para ventilá-lo de den-
tro para fora para remover a poeira. Tome cui-
dado para não molhar o elemento filtrante.
 CUIDADO
Se o elemento filtrante estiver danificado, deve-
rá ser substituído.
4 Desmontagem e manutenção do sistema de exaustão
[1] Remova as duas porcas de
retenção (M6) da 
mangueira de exaustão do silencioso.
[2] Remova o parafuso trava da suspensão do su-
porte do silencioso da exaustão.
 CUIDADO
Verifique se há ranhuras no suporte da sus-
pensão do silencioso.
[3] Remova o silencioso da exaustão.
 CUIDADO
Reparar ou substituir o silencioso da exaustão 
se ele estiver danificado. 
MOTOCICLETA 4-14
Remova as porcas de retanção
Remova o parafuso trava
Remova o silencioso 
da exaustão
[4] Remova a junta de vedação do silencioso e ve-
rifique se há danos. Se houver, substitua-o.
NOTA
Sempre utilize uma junta nova ao remontar o 
silencioso da exaustão.
[5] Remova o resíduo de carbono presente no si-
lencioso.
 CUIDADO
Se o silencioso estiver obstruído, a capacidade 
de exaustão aumentará e a potência do motor 
diminuirá. Por isso, remova o resíduo de carbo-
no a cada 3.000 km.
[6] Remova o resíduo de carbono presente no si-
lencioso.
 CUIDADO
O ambiente de trabalho do silencioso da exaus-
tão é pesado, por isso a remoção do resíduo 
de carbono deve ser realizada para garantir um 
bom desempenho de funcionamento.
5 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos sistemas de admis-
são e exaustão
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da mo-
tocicleta Método de reparo
Sistema de 
admissão
O elemento filtrante está 
empoeirado. -------------
O motor apresenta dificuldade para 
dar partida ou falha, a marcha lenta 
do motor está instável, alto consumo 
de combustível e fumaça preta sain-
do do silencioso de exaustão.
Limpe ou substitua o 
elemento filtrante.
O alojamento do filtro de ar 
está quebrado ou apresenta 
rachaduras.
------------- O ruído da admissão do motor é excessivo.
Substitua o alojamento 
do filtro de ar.
Sistema de 
exaustão
Vazamento de ar do tubo de 
exaustão -------------
O ruído da exaustão do motor é 
excessivo.
Substitua a junta do tubo 
de exaustão.
O corpo do silencioso da 
exaustão está quebrado. -------------
O ruído da exaustão do motor é 
excessivo.
Substitua o silencioso 
do escapamento.
4-15 MOTOCICLETA
Remova o resíduo de 
carbono presente no 
silencioso
Remova o resíduo de 
carbono presente no tubo 
de exaustão
Remova a junta 
de vedação do 
silencioso
MOTOCICLETA 4-16
PARTE 4 – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
Com o desenvolvimento avançado da indústria moderna global, o problema da poluição ambiental está se agra-
vando. Além da emissão da indústria, a emissão de poluentes dos e veículos e motocicletas está cada vez mais 
sendo observada pelas pessoas. As leis de emissões correspondentes estão cada vez mais rígidas. Desde 
1° de Janeiro de 2005, o valor de emissão mínima (de acordo com o valor padrão de estágio II) de motocicletas de 
duas rodas é regularizado quando o veículo está sendo produzido. Todos os veículos motorizados que não tiverem 
suas emissões comprovadas dentro dos padrões não obterão a certificação Euro II,III.
Após a China ter ingressado na OMC, para obtenção do padrão internacional, a emissão padrão na China é regu-
lada como Euro II ,III.
Padrão Euro II: A emissão de monóxido de carbono do tubo de exaustão deve estar abaixo de 5,5 g por milha 
(1.609 km). A emissão de hidrocarbonetos (HC) abaixo de 1,2 g e a de óxidos de nitrogênio (NOx) deve estar 
abaixo de 0,3 g.
Padrão Euro III: A emissão (abaixo de 150cm³) de CO do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g. 
A emissão de HC deve estar abaixo de 0,8 g e de NOx deve estar abaixo de 0,15 g. A emissão (acima de 150cm³) 
de C0 do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g. A emissão de HC deve estar abaixo de 0,3 g e 
de NOx abaixo de 0,15 g.
O perigo real da emissão para as pessoas:
As emissões incluem CO para tubo de exaustão, HC, NOx e CO2.
PERIGOS: O CO bloqueia a absorção de oxigênio no sangue, prejudica as funções das células hemácias, causan-
do arteriosclerose e outros problemas cardíacos. O HC em forma de poluição é venenoso e prejudicial à saúde hu-
mana, sua fumaça branca pode causar câncer e, é danosa à produção de aves, frutas, borracha e construções. A 
intoxicação de NOx por pessoas é maior que por CO, esse gás representa perigo para olhos, pulmões. É a principal 
substância da chuva ácida, pode oxidar plantas e até matá-las. O gás C02XH4 é um gás presente na temperatura 
ambiente, ele potencializa os raios infravermelhos emitidos pelo sol e contribui para o efeito estufa.
Mecanismo do CO: O CO é produzido pelo combustível não queimado na câmara de combustão, é produto da 
deficiência de ar. Durante a exaustão, a produção de CO e sua quantidade dependem basicamente da taxa de ar 
e combustível. A quantidade de CO cai se a taxa aumenta (a mistura gasosa é transformada em água). A produção 
de CO basicamente se estabilizará se a taxa alcançar 14,3.
Mecanismo de HC: A queima da mistura gasosa no tanque de combustível depende da expansão do fogo. O 
fogo pode se expandir para a parede do cilindro devido a seu arrefecimento, por isso cerca de 0,5 mm da mistura 
gasosa pode ser queimada. Essa parcela de mistura gasosa que não queima é a principal fonte de HC. Existem 
muitos espaços vazios na câmara de combustão que também são uma das principais razões da produção de HC. 
Quando o motor trabalha com a mistura gasosa espessa e pouco ar, a queima é incompleta, fazendo com que a 
concentração de HC aumente.
Mecanismo de NOX: O NOx é um produto de alta temperatura e fica na câmara de combustão. Após a exaustão 
se transformará em NO2 (dióxido de nitrogênio) e NOx. A exaustão do motor é composta principalmente dos gases 
NO2 e NO (óxido nítrico).
VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA 
(estágio II em condições de trabalho)
Emissão Duas rodas/três rodas Ciclomotor de duas e três rodas
CD 5,5/ 7,0 1,0/ 3,5
HC 1,2/ 1,5 1,2/ 1,2
NOx 0,3/ 0,4 1,2/ 1,2
VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA 
(estágio II em condições de trabalho)
Emissão Abaixo de 150 cm³ duas ou três rodas
Acima de 150 cm³ duas / 
três rodas
Duas rodas/três rodas 
(motos pequenas)
CO 2,0 2,0 1,0/ 3,5
HC 0,8 0,3 1,2/ 1,2
NOx 0,15 0,15 1,2/ 1,2
O valor mínimo de exaustão de infectantes da motocicleta/ ciclomotor
Durante o teste, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤ 3,8% e a medida da densidade de HC é de 
 ≤ 800 X 10-6
Durante o teste isolado, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤4,0% e a medida da densidade mínima 
de HC é de ≤1.000 X 10-6
Unidade:g/km
Unidade:g/km
4-17 MOTOCICLETA
1 Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de suprimento de ar 
secundário
O dispositivo de suprimento de ar secundário inclui principalmente a válvula de ar, filtro de ar, tubo conector e 
dispositivo acelerador-catalisador.
A válvula de ar, seguindo o princípio de controle de propagação do motor, controla o volume do fluxo de ar. 
O ar limpo pode ser aspirado pelo tubo de exaustão e misturado com CO que não foi queimado, HC saído da 
câmara de combustão. A mistura passará por uma queima secundária. Esse dispositivo pode ajudar à reduzir 
a emissão de exaustão da motocicleta e alcançar os padrões de emissão Euro II e III.
2 Manutenção do dispositivo de ar secundário
Os usuários devem realizar manutenções regulares para manter o dispositivo em boas condições de funciona-
mento. A manutenção correta e regular pode resolver problemas e garantir uma vida longa de serviço, além de 
reduzir custos de manutenção e consumo de combustível.
Observe os seguintes detalhes:
[1] Inspecione periodicamente o anel-trava da mangueira de pressão de admissão negativa e da manguei-
ra de borracha, e o aperto do parafuso trava do coletor de aço. Realize o aperto ou a substituição, se 
necessário.
[2] Verifique periodicamente se a mangueira de pressão de admissão negativa e a mangueira de borracha 
estão desgastadas ou danificadas. Substitua-as se necessário.
[3] Verifique periodicamente as condições de funcionamento do dispositivo de ar secundário.
Substitua-o se 
a bomba de ar apresentar falhas de funcionamento ou falhar ao ser conectada.
[4] Verifique as condições do filtro de ar. A poeira e a sujeira acumuladas no filtro reduzem o fluxo de ar e 
alteram a taxa de mistura, isso provoca alto consumo de combustível. Substitua o filtro de ar quando ne-
cessário.
[5] Verifique o dispositivo acelerador-catalizador, substitua-o se necessário.
 CUIDADO
O misturador do dispositivo de ar secundário deve ser reparado por um mecânico profissional de mo-
tocicletas ou distribuidores autorizados KASINSKI. Nunca ajuste carburador.
Estrutura do dispositivo de ar secundário
Mangueira de borracha da admissão
Passagem da admissão 
do motor
Mangueira de 
admissão A válvula 
de ar
Filt
ro d
e a
r
Mangueira de pressão negativa
3 Estrutura e princípio de funcionamento do DDCS
O DDCS (Digital Direct Control System – Sistema de Controle Direto Digital) (Dispositivo opcional) inclui con-
troles de ignição digital e controles da taxa de combustível e ar digitais.
É necessário um intervalo antes de a ignição iniciar a combustão sob condições normais de funcionamento. 
Também é importante que o ângulo avançado de ignição para cargas e rotações variadas seja diferente. Devido 
à escala C.D.I ser restrita, e somente poder haver alterações na rotação e não para cargas, isso não se adequa 
à atual necessidade do motor.
Mas o DDCS pode atender a essas necessidades, pois ele centraliza o sinal de rotação sob diferentes condi-
ções, sinais de cargas e sinal de emissão de poluentes. Ele faz a solução corresponder aos sinais com CPU, 
e exporta sinal de ignição específico e sinal de taxa de ar-combustível de acordo com diferentes condições 
de trabalho. Isso pode ajudar ainda mais a combustão do motor, reduzir a taxa de consumo de combustível e 
emissão de poluentes. Também, melhora a capacidade de arrefecimento, partida e aceleração da motocicleta, 
controlando melhor as emissões. 
O Dispositivo DDCS passou pelo teste do Departamento Nacional do Teste de Qualidade. Experimentos in-
dicam que a economia da motocicleta que tem o DDCS instalado é de 1/22 l / 100 km, ou seja, 28 a 41% de 
redução de gastos em comparação ao padrão nacional (2,1 l /100 km). Além disso, o aumento do desempenho 
da aceleração e do acionador de arrefecimento permite que a emissão de poluentes da motocicleta alcance o 
padrão internacional Euro II e III.
A estrutura de DDCS 
Comparação de DDCS e C.D.I
Itens DDCS C.D.I
Método de controle computador digital simulação
Obtenção de sinal rotação, cargas, sensor de CO rotação
Escala do ângulo de ignição todas as condições 15° – 35°
Partida do arrefecedor -20°C temperatura normal
Consumo de combustível da rotação 
econômica 1,22 l/ 100 km a 1,5 l/ 100 km 2,11 l/ 100 km 
Emissão de poluentes Euro II, III ------------------------
MOTOCICLETA 4-18
ECU
Mostrador de consumo de com-
bustível l/ 100 km
Mostrador de autoverificação 
de falha
C.P.U
Sensor de O2
Sensor de 
pressão de 
admissão
Sensor de 
rotação
Bobina de 
ignição de alta 
tensão
AC
Válvula de 
controle da taxa 
ar-combustível
DCDI DA/C
Motor
4 Manutenção do DDCS
O Dispositivo DDCS deve ser reparado por um mecânico de motocicletas profissional ou distribuidor autorizado 
KASINSKI para solucionar os problemas rapidamente. Assim, pode-se assegurar uma longa vida de serviço e, 
também, diminuir os custos com manutenção e combustível.
Durante a manutenção do DDCS:
[1] Verifique se a CPU está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de 
acordo com a necessidade. 
[2] Inspecione se o DCDI está em boa condição de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de 
acordo com a necessidade. 
[3] Inspecione se o DA/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de 
acordo com a necessidade.
 [4] Verifique se o medidor do consumo de combustível (l/ 100 km) está em boas condições de funcionamento, 
se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade.
[5] Inspecione se o sensor de rotação está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou 
substitua de acordo com a necessidade. 
[6] Inspecione se o sensor de pressão da admissão está em boas condições de funcionamento. Se não esti-
ver, repare ou substitua de acordo com a necessidade.
[7] Verifique se a bobina de alta tensão está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou 
substitua de acordo com a necessidade.
[8] Inspecione se o sensor de 02 está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou subs-
titua de acordo com a necessidade. 
[9] Verifique se a válvula de controle de taxa A/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, 
repare ou substitua de acordo com a necessidade.
 CUIDADO
O dispositivo DDCS e o carburador devem ser reparados por um mecânico de motocicletas profissional 
ou um distribuidor autorizado Zongshen. Não ajuste o carburador de maneira aleatória.
Princípios de funcionamento do DDCS
4-19 MOTOCICLETA
Sensor de pressão 
negativa
Mangueira negativa
Sensor de oxigênio
Catalisador de 3 vias
Silencioso da exaustão
Motor
Ar limpo misturado 
ao gás de exaustão, 
à pressão negativa 
e ao gás puro
Filtro de ar
Válvula de 
controle digital
Carburador
3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de proteção ambiental
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Dispositivo de 
ar secundário
A válvula de ar está 
bloqueada.
A válvula de ar não funciona 
normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua a válvula 
de ar.
A válvula de ar está 
danificada.
O ruído da válvula de ar é 
excessivo.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III
Substitua a válvula 
de ar.
O filtro de ar está 
bloqueado.
O filtro de ar perde sua 
função.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o filtro de 
ar.
O filtro de ar está 
bloqueado.
O ruído do filtro de ar é 
excessivo.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III
Substitua o filtro de 
ar.
A mangueira de 
conexão está frouxa.
Vazamento de ar no pórtico 
de admissão de ar.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua a 
mangueira de 
conexão.
O tubo de aço de 
conexão está frouxo.
Vazamento de ar no pórtico 
de admissão de ar.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o tubo de 
aço de conexão.
Vazamento de ar do 
pórtico secundário de 
admissão de ar.
Ruído excessivo na entrada 
de ar.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua a junta de 
vedação do tubo de 
exaustão.
Excesso de resíduo 
de carbono na entrada 
secundária de ar.
A entrada de ar não permite 
acesso.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III
Remova e limpe o 
resíduo de carbono.
O dispositivo 
acelerador-catalisador 
está danificado.
---------------------- A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III
Substitua o 
dispositivo 
acelerador-
catalisador.
DDCS
A CPU está danificada. A CPU não funciona normalmente.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III Substitua a CPU.
O controle DCDI está 
danificado.
O DCDI não funciona 
normalmente.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III
Substitua o 
controlador DCDI.
O controlador DA/C 
está danificado.
O controlador DA/C não 
funciona normalmente.
A emissão padrão da motocicleta 
não alcança o padrão Euro II, III
Substitua o 
controlador DA/C.
A autoverificação do 
medidor de consumo 
de combustível 1/100 
km está danificado.
----------------------
O mostrador de autoverificação 
do consumo de combustível não 
funciona normalmente .
Substitua o mostrador 
de autoverificação.
O sensor de
Q2 está 
danificado.
O sensor de Q2 não funciona 
normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o sensor 
de Q2.
O sensor de pressão 
da admissão.
O sensor de pressão da 
admissão não funciona 
normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o sensor 
de pressão da 
admissão.
O sensor de rotação 
está danificado.
O sensor de rotação não 
funciona normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o sensor de 
rotação. 
A bobina de ignição 
de alta tensão está 
danificada.
A bobina de ignição de 
alta tensão não funciona 
normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua a bobina 
de ignição de alta 
voltagem.
A válvula de controle 
A/C está danificada.
A válvula de controle A/C 
não funciona normalmente.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua a válvula 
de controle A/C.
MOTOCICLETA 4-20
PARTE 5 – TECNOLOGIA DE NÚCLEO DUPLO
1 Estrutura e princípio da tecnologia de ignição dupla
 A tecnologia de núcleo duplo (dispositivo opcional) inclui principalmente magneto D.C de onda completa 
12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de ignição de alta tensão dupla e vela de ignição dupla.
 Essa tecnologia otimiza principalmente parte do calor do motor e o sistema de ignição de magneto D.C 
de onda completa 12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de alta tensão e vela de ignição ddupla, tudo posi-
cionado simetricamente. Para aperfeiçoar o desempenho de aceleração e partida, a tecnologia de ignição 
adotada sincroniza a ignição quando o motor funciona em baixa rotação. E durante o funcionamento em 
alta velocidade, ela adota a ignição não-sincronizada que melhora a combustão e faz a motocicleta se 
deslocar em alta velocidade. Dessa maneira, a potência do motor e o controle de emissões podem ser 
melhorados, além de otimizar a partida, a aceleração e o desempenho econômico, especialmente, sob 
condições ambientais difíceis.
Estrutura da tecnologia de ignição dupla
 Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 15° do 
ponto morto superior (1.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição 
C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I separa 2 sinais indutivos e 
duas velas de ignição funcionam sincronizadamente formando dois centros de fogo para possibilitar um 
ótimo desempenho de partida e aceleração.
 Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 22° do 
ponto morto superior (3.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição 
C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I enviará 2 sinais indutivos dife-
rentes para alcançar uma potência alta. Isso fará com que a ignição sincronize-se e forme dois pontos de 
queima distintos. A potência da ignição é expansível, portanto, pode realizar mais que uma combustão 
e, ao mesmo tempo, melhorar a eficácia do aquecimento. potência e torque correspondentes, bem como 
reduzir o consumo de combustível e controle das emissões de poluentes.
4-21 MOTOCICLETA
Ignição 
C.D.I
Bobina de ignição de alta tensão Bobina de ignição de alta tensãoBobina acionadora
Magneto
Câmara de 
combustão
Vela de ignição Vela de ignição
 Remova a vela de ignição da lateral do motor. Verifique a folga do eletrodo da vela de ignição com 
um calibrador de lâminas. Se a medida não estiver entre 0,06 e 0,07 mm, a folga da vela de ignição 
deverá ser ajustada.
 Remova o circuito de alta voltagem. Ligue o motor. Verifique se a produção de fogo do circuito de alta 
tensão está normal. Se não estiver, substitua-o. Teste Padrão: O fogo produzido deve ter continui-
dade com a tensão de exportação. O fogo produzido deve estar acima de 10.000 V e a cor do fogo 
dever ser azul.
 Remova o soquete C.D.I. Verifique a resistência elétrica entre os fios preto e vermelho com um mul-
tímetro. Substitua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de teste: O lado preto 
liga-se ao fio preto e vermelho, e o lado vermelho liga-se ao fio preto e branco. A resistência elétrica 
positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada.
 Remova o circuito de ignição de onda completa 12V8 e o soquete do circuito de acionamento. Verifi-
que se os circuitos de ignição e acionamento estão normais. Caso não estejam, substitua o magneto 
D.C de onda completa 12V8.
3 Estrutura e princípio da tecnologia nanometer cermet 
 A tecnologia nanometer cermet (dispositivo opcional) é composta principalmente por um corpo de cilindro 
nanometer cermet, pistão nanometer cermet e anéis do pistão nanometer cermet .
 O corpo do cilindro, pistão e anel do pistão do motor adotam uma técnica de depósito de vapor químico 
plasmático que é chamada de tecnologia nanometer cermet. Existe uma camada de diafragma complexo 
presa ao corpo do cilindro e ao anel do pistão que é feita de níquel na proporção de nanometer cermet.
A camada de revestimento do diafragama complexo nanometer cermet é de 0,015 a 0,025 mm. E o dia-
fragma complexo nanometer cermet possui características de alta resistência ao impacto, temperatura e 
abrasão. Além disso, reduz a emissão de poluentes e prolonga a vida de serviço da motocicleta.
Estrutura da tecnologia nanometer cermet
 Durante o deslocamento, o diafragma complexo nanometer cermet de 0,015 a 0,025 mm cobre o corpo do 
cilindro, pistão e anel do pistão. Quando os três componentes estão aspirando, funcionando, comprimindo 
e expelindo, o diafragma pode ser utilizado como lubrificação, reduzindo a energia térmica de fricção e 
prolongando a vida de serviço do motor.
 O experimento demonstra que o diafragma complexo nanometer cermet promove forte reação catalisa-
dora para CO. A reação catalisadora começa em 320°C, e a taxa atinge 50% aos 360°C. A reação estará 
completa quando forem atingidos os 458°C. Dessa forma, a combustão é mais eficiente, o que leva ao 
sucesso da redução de poluentes produzidos pela motocicleta.
MOTOCICLETA 4-22
Anéis do pistão 
nanometer cermet
Pistão 
nanometer cermet
Corpo do cilindro 
nanometer cermet
4 Manutenção da tecnologia nanometer cermet
 Realize as seguintes verificações:
	 Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do corpo do cilindro. Se a abra-
são exceder o valor limite de reparo de 0,006 mm a 0,008 mm, substitua o cilindro nanometer cermet.
	 Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do pistão. Se a abrasão exce-
der o valor limite de reparo de 0,004 mm a 0,006 mm, substitua o pistão nanometer cermet.
 Verifique a abrasão do diafragma nanometer cermet na superfície dos anéis do pistão. Se a abrasão 
exceder o valor limite de reparo de 0,002 mm a 0,004 mm, substitua os anéis do pistão de nanometer 
cermet.
5 Estrutura e princípio de funcionamento da tecnologia de suplemento elétrico de ar 
 O suplemento Elétrico de Ar (Dispositivo Opcional) consiste do microcontrolador ECU e da válvula de 
suplemento de ar magnetizado PWM.
 A Tecnologia de Suplemento de Ar aplica principalmente o princípio da combustão fina da mistura gasosa 
do motor. Ela controla a taxa de mistura gasosa na câmara de combustão do motor e faz com que a mistu-
ra gasosa que entra no motor queime completamente. O sinal de rotação do motor (sinal de acionamento 
da ignição) está conectado à extremidade de prova do controlador ECU do suplemento elétrico de ar. Por 
meio dos dados MAP pré-configurados e a rotação de situação diferente, o ECU exporta o sinal PWM da 
válvula de suplemento de ar magnetizado para fazer a válvula funcionar e otimizar a taxa de ar-combus-
tível. A eficiência de combustão é aperfeiçoada. Isso faz com que a emissão de poluentes da motocicleta 
alcance o padrão Euro II e Euro III, e execute um consumo de combustível econômico
e siga as normas 
de proteção ambiental.
Estrutura da tecnologia de suplemento elétrico de ar
 Realize as seguintes verificações:
 Remova o soquete do microcontrolador ECU, verifique sua resistência com um multímetro, Substi-
tua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de medição: lado preto da junta do fio 
preto-vermelho e lado vermelho da junta do fio preto-branco. A resistência elétrica positiva é 0 k Ω a 
10 k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada.
 Remova o soquete da válvula de suplemento de ar magnetizado PWM. Verifique se a tensão e a 
corrente elétrica de funcionamento do PWM estão normais. Se não estiverem, substitua a válvula de 
suplemento de ar magnetizado PWM.
	 As condições de funcionamento do dispositivo elétrico de suplemento de ar: Temperatura: -40 a 
85°C; Pressão atmosférica: 80 a 106 kPa; Umidade correspondente: ≥95%.
 Requisitos Técnicos Tensão de funcionamento: 8 a 18 V; Corrente elétrica de funcionamento: ≤0,5 A.
 O Dispositivo Elétrico do Suplemento de Ar deve ser reparado por um mecânico de motocicletas pro-
fissional ou um distribuidor autorizado Kasinski (Cuidado: Nunca ajuste a o carburador de maneira 
aleatória).
4-23 MOTOCICLETA
Válvula de suplemento de ar 
magnetizado PWM
Controlador ECU
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da tecnologia de 
núcleo duplo:
Componente Causa
Descrição de 
problemas dos 
componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Tecnologia de 
ignição dupla
Resíduo de carbono 
na vela de ignição -------------
A motocicleta falha ao dar a partida 
ou dá partida com dificuldade.
Remova o resíduo de 
carbono. Limpe a vela de 
ignição.
A vela de ignição está 
quebrada.
O eletrodo positivo da 
vela de ignição está 
queimado.
A motocicleta falha ao dar partida. Substitua a vela de ignição.
A vela de ignição está 
solta.
Vazamento da peça 
de conexão da vela de 
ignição.
A motocicleta apresenta dificuldade 
para dar partida. Fixe a vela de ignição.
O cabo da vela 
de ignição está 
quebrado.
O eletrodo positivo da 
vela de ignição está 
quebrado ou a peça 
de conexão está solta.
A motocicleta falha ao dar partida ou 
dá partida com dificuldade.
Fixe ou substitua o cabo 
da vela de ignição.
A resistência da 
bobina de ignição 
de alta tensão está 
queimada.
Não há saída de 
tensão da bobina de 
ignição de alta tensão.
A motocicleta não dá partida. Substitua a bobina de ignição de alta voltagem.
O eletrodo negativo 
da bobina de ignição 
de alta tensão está 
solto ou quebrado.
------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade.
Fixe a tomada de 
conexão do eletrodo 
negativo.
A tomada de conexão 
do eletrodo positivo 
da bobina de ignição 
de alta voltagem está 
solta.
------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade.
Fixe a tomada de 
conexão.
A resistência da 
ignição C.D.I está 
queimada,
Não há saída de 
tensão da ignição 
C.D.I. 
A motocicleta não dá partida. Substitua a ignição C.D.I.
A tomada de conexão 
da ignição C.D.I está 
solta.
------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade.
Insira o carregador C.D.I 
firmemente.
A bobina de ignição 
do magneto está 
queimada.
Não há saída de 
tensão. A motocicleta não dá partida.
Substitua o circuito de 
ignição.
O terminal da 
bobina de ignição do 
magneto está solto.
------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade.
Insira firmemente o 
termina l.
Tecnologia
nanometer
cermet
O cilindro nanometer 
cermet está 
desgastado ou a 
parede interna está 
danificada.
A folga de encaixe 
entre o cilindro com 
o pistão e o anel do 
cilindro é excessiva.
A potência do motor e a marcha 
lenta são insuficientes. O consumo 
de combustível está alto. Sai fumaça 
azul e branca do silencioso do tubo 
de escapamento
Substitua o cilindro 
nanometer cermet.
O pistão nanometer 
cermet está 
desgastado.
A folga de encaixe 
entre o pistão e o 
cilindro excede o 
padrão.
A potência do motor é insuficiente. 
A marcha lenta é insuficiente. O 
consumo de combustível está 
alto. Sai fumaça azul e branca do 
silencioso do tubo de escapamento
Substitua o pistão 
nanometer cermet. 
Os anéis do pistão 
nanometer cermet 
estão gastos ou 
danificados.
A folga da abertura do 
anel do pistão excede 
o padrão.
A potência do motor é insuficiente. 
A marcha lenta é insuficiente. O 
consumo de combustível está 
alto. Sai fumaça azul e branca do 
silencioso do tubo deescapamento.
Substitua os anéis do 
pistão nanometer cermet. 
Tecnologia de 
suplemento 
elétrico de ar
O controlador ECU 
está danificado. O ECU não funciona.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o controlador 
ECU.
A válvula do 
suplemento de ar 
elétrico do PWM está 
danificada.
O suplemento elétrico 
de ar PWM não 
funciona.
A emissão de poluentes da 
motocicleta excede os padrões.
Substitua o suplemento 
elétrico de ar PWM.
MOTOCICLETA 4-24
PARTE 6 – DISPOSITIVO DE TRANSMISSÃO TRASEIRO
Devido ao torque de exportação do motor ser pequeno sua rotação é rápida, o torque do motor somente pode 
ser aumentado para assegurar as boas condições da motocicleta pela desaceleração de 3 tempos. O primeiro 
tempo passa pela engrenagem motriz e é movido pela embreagem. O segundo tempo passa pelo rolamento 
motriz e é movido pelo câmbio. O terceiro tempo passa pelas engrenagens motriz e é movido pelo dispositivo 
de transmissão traseiro, assim a potência exportada e a rotação do motor podem ser utilizadas de maneira 
econômica e adequada.
1. Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de transmissão traseiro 
 O dispositivo de transmissão traseiro dessa motocicleta adota a corrente de transmissão. Ele é composto 
principalmente da engrenagem motriz, engrenagem movida, corrente de transmissão, junta da corrente, 
caixa da corrente de transmissão, tensionador da corrente e amortecedor de borracha.
 Primeiro ele exporta potência pela engrenagem 
motriz na extremidade do contraeixo da trans-
missão do motor (eixo de saída de potência), 
em seguida transmite a potência para a engre-
nagem movida pela corrente de transmissão 
que executa a desaceleração. A corrente mo-
vida é fixada com parafuso no corpo do amor-
tecedor. O corpo do amortecedor é conectado 
ao cubo traseiro pelo amortecedor de borracha. 
Então, quando a velocidade é mudada durante 
o deslocamento, a potência é transmitida flexi-
velmente pelo amortecedor de borracha evitan-
do a abrasão das peças e aumentando o con-
forto e estabilidade da motocicleta.
2. Desmontagem e manutenção da transmissão traseira
[1] Desmonte a alavanca da transmissão após 
a remoção do parafuso de fixação (M6 X 25) 
Torque
O parafuso da alavanca da transmissão: 
M6 X 25/8 a 12 N.m.
 CUIDADO
Verifique se a alavanca da transmissão está da-
nificada, caso esteja, realize a substituição.
[2] Retire a tampa traseira esquerda após a re-
moção dos dois parafusos (M6 X 25).
Torque
Parafuso da tampa traseira esquerda:
M6 X 25/8 a 12 N.m.
4-25 MOTOCICLETA
Remova a tampa 
traseira esquerda
Desmonte a alavanca de 
mudança de marchas
Imagem da estrutura do dispositivo da 
transmissão traseira
[3] Retire a caixa da corrente semifechada após a 
remoção dos dois parafusos (M6 X 16).
 Torque
Parafuso de fixação da caixa da corrente 
semifechada.
M6 X 16/8 a 10 N.m
 CUIDADO
Verifique se há defeitos na caixa da corrente 
semi-fechada, caso encontre, substitua-a.
[4] Remova a junta da corrente e a corrente após 
desmontar os prendedores.
 CUIDADO
Ao instalar a corrente, a abertura do prendedor 
deve ser colocada contra a direção de movi-
mento da corrente.
[5] Remova as partes de trava e a engrenagem 
motriz após a remoção dos dois parafusos da 
engrenagem motriz (M6 X 10).
Torque
Parafuso de fixação da engrenagem motriz: 
M6 X 10/8
a 12 N.m.
[6] Remova os parafusos reserva (M14 X 310) 
do eixo traseiro e os parafusos reserva (M8 X 
16- 4> 10 X 15) no suporte do freio traseiro.
Torque
Eixo traseiro M14 X 3310/50 a 80 N.m
Parafuso reserva: M8 X 16/ 4> 10 X 15/10 a 
15 N.m
MOTOCICLETA 4-26
Remova a caixa da 
corrente semifechada
Remova a corrente
Remova a 
engrenagem motriz
Remova o eixo traseiro
[7] Retire o eixo traseiro, a roda traseira e os ten-
sionadores direito e esquerdo da corrente.
 CUIDADO
 Verifique se há desvio ou distorção do 
eixo, caso exista substitua ou repare-o.
 Verifique os tensionadores direito e es-
querdo da corrente, se estiverem danifi-
cados, substitua-os ou realize o reparo 
necessário.
[8] Retire a bucha do eixo traseiro.
 CUIDADO
Verifique a bucha do eixo traseiro, se estiver 
gasta, substitua-a.
[9] Remova o retentor de óleo do eixo traseiro.
 CUIDADO
 Verifique as bordas do retentor de óleo, 
se estiver danificada, substitua o reten-
tor.
 Ao instalar o eixo traseiro, remova a gra-
xa sobre o retentor de óleo.
[10] Remova as partes de trava e remova os quatro 
parafusos (M8X35) da engrenagem da trans-
missão traseira retirando a corrente em segui-
da.
Torque
Parafusos de fixação da engrenagem da 
transmissão traseira: 
M8 X 35/20 a 25 N.m
 CUIDADO
Solte a peça de trava após a instalação da en-
grenagem de transmissão traseira.
4-27 MOTOCICLETA
Remova a 
engrenagem da 
transmissão traseira
Remova o retentor 
de óleo da roda 
traseira
Remova a bucha 
do eixo traseiro
Remova a roda 
traseira
[11] Retire o corpo do coxim da engrenagem de 
transmissão traseira.
 CUIDADO
Verifique se a parte convexa do corpo do coxim 
está desgastada, caso esteja, substitua o corpo 
do coxim.
[12] Remova o coxim de borracha.
 CUIDADO
Verifique se o coxim de borracha está desgas-
tado, caso apresente desgaste excessivo, subs-
titua-o.
[13] Verifique o rolamento do corpo do coxim, se es-
tiver desgastado ou a folga for excessiva, reali-
ze a substituição.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre o rolamento do corpo do 
coxim ao instalá-lo.
[14] Verifique as duas engrenagens da transmissão, 
se houver desgaste, realize a substituição do 
conjunto.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre as engrenagens da trans-
missão ao instalá-las.
MOTOCICLETA 4-28
Remova o corpo 
do coxim
Remova o coxim 
de borracha
Verifique o rolamento 
do corpo do 
amortecedor
Verifique as engrenagens 
da transmissão
[14] Verifique a corrente e a junta da corrente, se 
houver desgaste excessivo, realize a substitui-
ção em conjunto.
 CUIDADO
 Limpe o óleo lubrificante sobre as engre-
nagens ao instalar a nova corrente.
 Após a instalação, ajuste o grau de aper-
to da corrente entre 15 a 25 mm.
 
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do dispositivo de trans-
missão traseiro
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Engrenagem 
motriz
Os dentes da 
engrenagem estão 
gastos.
A corrente de transmissão 
sai da engrenagem.
A corrente de transmissão 
emite ruído anormal e 
quebra com facilidade.
Substitua as engrenagens 
motriz e movida e a 
corrente de transmissão 
em conjunto.
A ranhura da 
engrenagem está 
gasta.
Ruído anormal da 
corrente de transmissão
A corrente de transmissão 
quebra com facilidade.
Substitua as engrenagens 
motriz e movida e a 
corrente de transmissão 
em conjunto.
Engrenagem 
movida
Os dentes da 
engrenagem estão 
gastos.
A corrente de transmissão 
sai da engrenagem.
A corrente de transmissão 
emite ruído anormal e 
quebra com facilidade.
Substitua as engrenagens 
motriz e movida e a 
corrente de transmissão 
em conjunto.
A ranhura da 
engrenagem está 
gasta.
Ruído anormal da 
corrente de transmissão
A corrente de transmissão 
quebra com facilidade.
Substitua as engrenagens 
motriz e movida e a 
corrente de transmissão 
em conjunto.
Corrente de 
transmissão
A corrente de 
transmissão está 
muito suja ou mal 
lubrificada.
------------- A corrente de transmissão emite ruído estranho.
Limpe e lubrifique a 
corrente.
A corrente de 
transmissão está 
muito apertada.
Ajuste inadequado da 
tensão da corrente.
A corrente de transmissão 
emite ruído estranho.
Regule o ajuste da 
corrente de transmissão 
para 15mm a 25mm
A corrente de 
transmissão está 
muito folgada.
Ajuste inadequado da 
tensão da corrente.
A corrente de transmissão 
emite ruído anormal e 
quebra com facilidade.
Regule o ajuste da 
corrente de transmissão 
para 15 a 25 mm.
A corrente está 
gasta.
A corrente de transmissão 
sai da engrenagem.
A corrente de transmissão 
quebra com facilidade.
Substitua as engrenagens 
motriz e movida e a 
corrente de transmissão 
em conjunto.
Caixa da 
corrente semi-
fechada
A caixa da corrente 
semi-fechada está 
danificada.
------------- Ruído da caixa da corrente.
Substitua a caixa da 
corrente.
Tensionador 
da corrente
Ajuste inadequado 
do tensionador 
esquerdo e direito
A roda da traseira inclina. A corrente de transmissão quebra com facilidade.
Reajuste o tensionador 
esquerdo e direito e 
mantenha sua marca de 
escala no mesmo nível.
O tensionador está 
danificado.
O tensionador não pode 
ser ajustado.
A corrente de transmissão 
quebra com facilidade. Substitua o tensionador.
Coxim de 
borracha
O coxim de borracha 
está desgastado.
O coxim de borracha está 
danificada.
A roda traseira emite ruído 
anormal.
Substitua o coxim de 
borracha.
4-29 MOTOCICLETA
Verifique a corrente
PARTE 7 – CHASSI E ACESSÓRIOS
O chassi é a estrutura de funcionamento e o suporte principal da motocicleta. Os componentes e estrutura da 
motocicleta devem ser de alta resistência e rigidez enquanto o chassi deve ser leve para suportar a grande car-
ga de impacto e vibrações que a moto está sujeita durante seu funcionamento. Isso é bom para a motocicleta 
desempenhar alta velocidade de deslocamento.
1 Princípios de estrutura e trabalho do chassi e dos acessórios 
MOTOCICLETA 4-30
 O chassi dessa motocicleta é como um berço. 
Possui alta resistência, rigidez e aplicabilidade. 
O suporte em baixo do motor é removível e feito 
de tubos duplos. Consiste basicamente do tubo 
coletor, estrutura principal, ponteira do tubo de 
escapamento, tubo de suporte da traseira e 
tubo flexível inferior. O chassi é feito através de 
métodos de solda, rebitagem e outros.
 Ele serve para dar suporte ao motor, sistema 
de transmissão, sistema de operação, assento, 
tanque de combustível, sistema de freio e etc. 
Ao mesmo tempo, oferece suporte para a insta-
lação de outros acessórios, integrando a moto-
cicleta em uma só peça.
2 Desmontagem e manutenção do chassi e acessórios
[1] Verifique se o espelho retrovisor está solto e 
danificado. Caso esteja, aperte ou repare.
 CUIDADO
Mantenha o vidro retrovisor limpo e sem poeira. 
Ajuste o melhor ângulo antes de dirigir.
[2] Verifique se o para-lama dianteiro está solto ou 
danificado.
 CUIDADO
Repare ou substitua o para-lama dianteiro se 
houver deformidade ou danos causado por coli-
sões ou vibrações.
Verifique o espelho 
retrovisor
Imegem da estrutura do chassi

Verifique o para-
lama dianteiro
4-31 MOTOCICLETA
[3] Verifique o para-lama traseiro está solto ou da-
nificado.
 CUIDADO
Repare ou substitua o para-lama traseiro se 
houver deformidade ou danos causados por co-
lisões ou vibrações.
[4] Verifique se há folga excessiva no encaixe da 
manopla ou alavanca de partida.
 CUIDADO
Se a manopla de partida não retornar ou retor-
nar parcialmente, verifique a mola retrátil do 
eixo de partida do motor.
[5] Verifique se há folga excessiva no encaixe do 
pedal e eixo de partida. Ao mesmo tempo, veri-
fique se a rosca da alavanca de ajuste do pedal 
da transmissão está danificada.
 CUIDADO
 Se o pedal da transmissão não retornar 
ou retornar parcialmente, verifique o sis-
tema
de controle da transmissão do mo-
tor.
 Verifique a folga do pedal da transmissão 
e realize o ajuste da alavanca de ajuste 
para aumentar ou diminuir a folga se ne-
cessário.
[6] Verifique se o pedal do freio apresenta curvatu-
ra ou deformação.
 CUIDADO
Se o pedal do freio estiver curvado ou deforma-
do, realize o reparo ou a substituição.
Verifique o pedal de freio
Verifique o pedal de mudança 
de marchas
Verifique a manopla 
de partida
Verifique o para-lama 
traseiro
[7] Verifique se o suporte principal e lateral apre-
sentam curvatura ou deformação. Também, ve-
rifique se eles retornam apropriadamente.
 CUIDADO
 Se o suporte principal e lateral apresentar 
curvatura ou deformação, realize o repa-
ro ou substituição.
 Se o suporte principal e lateral não retor-
nar apropriadamente, substitua a mola 
retrátil.
[8] Verifique se o pedal dianteiro está gasto ou de-
formado.
NOTA
Se o pedal dianteiro estiver desgastado ou de-
formado, realize o reparo ou substituição.
[9] Verifique se o suporte apresenta folgas ou de-
formações.
NOTA
Se o suporte apresentar folgas ou deformações, 
realize o reparo ou substituição.
[10] Verifique se as tampas laterais direita e esquer-
da estão danificadas.
NOTA
Repare ou substitua as tampas laterais direita e 
esquerda se estiverem danificadas.
MOTOCICLETA 4-32
Verifique os suportes 
principal e lateral
Verifique o 
pedal dianteiro
Verifique o bagageiro
Verifique a tampa 
lateral
[11] Verifique se o assento está danificado.
NOTA
Repare ou substitua o assento se estiver danifi-
cado, caso contrário o conforto do motorista e 
do passageiro será afetado.
[12] Verifique se o para-choque está solto ou defor-
mado.
NOTA
Repare ou substitua o para-choque se estiver 
danificado ou solto, caso contrário a segurança 
do motorista e do passageiro será afetada.
[13] Verifique se as tampas dos componentes não 
estão danificadas.
NOTA
Substitua as tampas dos componentes se esti-
verem danificadas.
[14] Verifique se o chassi apresenta rachaduras ou 
folgas.
 CUIDADO
Se o chassi estiver quebrado ou apresentar ra-
chaduras, realize o reparo com solda.
4-33 MOTOCICLETA
Verifique o chassi
Verifique as tampas 
dos componentes
Verifique o para-choque
Verifique o assento
[15] Verifique se o chassi apresenta curvaturas ou 
deformações.
 ADVERTÊNCIA
Se o chassi for danificado, rachado ou que-
brado durante a utilização, realize correta-
mente o reparo ou substitua-o o mais rápi-
do possível, caso contrário, a segurança, 
conforto e confiabilidade de funcionamen-
to serão afetadas. do óleo: M6 X 12/8N.m a 
12N.m
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do chassi e acessórios
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Chassi
O chassi está amassado 
ou caiu. O chassi está distorcido.
A motocicleta não se 
desloca normalmente.
Repare ou subsitua o 
chassi.
O chassi está amassado 
ou caiu.
O chassi está parido ou 
rachado.
A motocicleta não se 
desloca.
Solde ou subsitua o 
chassi.
O chassi é afetado pela 
estrada e vibra.
A junta do chassi foi 
partida.
A motocicleta vibra ou não 
se desloca normalmente. Solde o chassi.
Suporte 
principal
O suporte principal está 
quebrado ou distorcido.
O suporte principal não 
retorna normalmente.
A motocicleta faz barulho 
durante o funcionamento 
e tem problemas para 
estacionar.
Repare ou substitua o 
suporte principal.
A mola retrátil está sem 
elasticidade.
O suporte principal não 
retorna normalmente.
A motocicleta faz barulho 
durante o funcionamento 
e tem problemas para 
estacionar.
Substitua a mola retrátil.
Suprte lateral
O suporte lateral está 
quebrado ou distorcido.
O suporte lateral não 
retorna normalmente.
A motocicleta faz barulho 
durante o funcionamento 
e tem problemas para 
estacionar.
Repare ou substitua o 
suporte lateral.
A mola retrátil está sem 
elasticidade.
O suporte lateral não 
retorna normalmente.
A motocicleta faz barulho 
durante o funcionamento 
e tem problemas para 
estacionar.
Substitua a mola retrátil.
Tampa 
esquerda
A tampa esquerda foi 
batida e está danificada.
A tampa esquerda está 
danificada.
A aparência está 
prejudicada.
Substitua ou repare a 
tampa esquerda.
Tampa direita A tampa direita foi batida e está danificada.
A tampa direita está 
danificada.
A aparência está 
prejudicada.
Substitua ou repare a 
tampa direita,
Para-lama 
dianteiro
O para-lama dianteiro foi 
batido ou vibra,
O para-lama dianteiro 
está distorcido ou 
danificado.
A motocicleta faz barulho 
durante o deslocamento.
Substitua o para-lama 
dianteiro.
Para-lama 
traseiro
O para-lama traseiro foi 
batido ou vibra.
O para-lama traseiro está 
distorcido ou danificado.
A motocicleta faz barulho 
durante o deslocamento.
Substitua o para-lama 
traseiro.
Assento ------------- A tampa do assento está danificada. Falta conforto ao dirigir. Subtitua o assento.
Pedal dianteiro ------------- O pedal dianteiro está distorcido ou danificado.
A segurança ao dirigir está 
prejudicada.
Substitua o pedal 
dianteiro.
Pedal traseiro ------------- O pedal traseiro está distorcido ou danificado. Falta conforto ao dirigir,
Substitua o pedal 
traseiro.
Alavanca de 
partida -------------
A alavanca de partida está 
distorcida ou danificada.
O desempenho de partida 
está prejudicado.
Substitua a alavanca de 
partida.
Espelho 
retrovisor
O espelho retrovisor 
quebrou ou vibra.
O espelho retrovisor está 
distorcido ou danificado.
A segurança ao dirigir está 
prejudicada.
Substitua o espelho 
retrovisor.
Suporte traseiro O suporte traseiro está quebrado ou vibra.
O suporte traseiro está 
distorcido ou a junta está 
partida.
O carregamento de cargas 
está prejudicado.
Solde ou substitua o 
suporte traseiro.
MOTOCICLETA 4-34
Repare o chassi
PARTE 8 – SISTEMA DE DIREÇÃO
A direção da motocicleta é operada através do guidom. O guidom se conecta com o suporte superior da haste 
da direção e tem o tubo vertical da estrutura como centro. Ele controla a direção da roda dianteira curvando a 
barra de direção para fazer o amortecedor dianteiro girar.
1 Estrutura e principio de funcionamento do sistema da direção
[1] Guidom
 O lado direito do guidom da motocicleta é o local da manopla de controle de aceleração, que controla 
a valvula do carburador. A alavanca direita é a alavanca do freio dianteiro e a alavanca localizada 
no guidom esquerdo é a alavanca da embreagem. Há também interruptores da direita e esquerda, 
espelho retrovisor e válvula do afogador instalados no guidom direito e esquerdo.
[2] Conjunto da haste de direção
 O conjunto da haste de direção é uma parte 
importante do sistema de direção. O conjun-
to consiste basicamente da haste de direção, 
suporte superior e inferior, rolamento e anel 
de rolamento. Normalmente, a haste de dire-
ção é ligada ao suporte inferior (geralmente 
chamado de haste de direção como um todo) 
e instalada no tubo do chassi. O peso da mo-
tocicleta e do motociclista é transferido para 
a roda dianteira através da haste de direção. 
Porém, a pressão exercida pelo contato entre 
a estrada e a roda é transferida para o corpo 
da motocicleta através da haste de direção. 
Portanto, a haste de direção não somente 
tem de suportar cargas pesadas de impacto, 
mas também, tem de garantir flexibilidade de 
movimentação durante o deslocamento.
Imagem da estrutura do sistema de direção 
2 Desmontagem e manutenção do sistema de direção
 Para que a motocicleta tenha um bom funcionamento, a manutenção do sistema de direção deve ser rea-
lizada constantemente. Desmonte o veículo, pela primeira vez, após 1.500 km, e depois a cada 3000 km 
percorridos. Verifique a abrasão dos rolamentos internos e externos e esferas rotativas. Substitua-os se 
necessário. As esferas rotativas devem ser substituídas em
conjunto. Não confunda as peças novas com 
as velhas.
 A manutenção da haste de direção deve se concentrar no rolamento. Se sempre falta lubrificação do rola-
mento e a porca de ajuste está folgada, a folga do rolamento será excessiva fazendo com que o guidomvi-
bre durante o deslocamento. Isso prejudica a estabilidade e segurança da motocicleta. Além disso, se o 
rolamento estiver danificado ou a porca de ajuste muito apertada, a resistência de manobra da haste de 
direção será muito grande travando o guidom que se torna difícil ou impossível de ser operado. Portanto, 
isso tudo inlui na segurança de direção.
 Apóie a motocicleta com o suporte principal e tire a roda dianteira do chão. Gire o garfo e o amortecedor 
dianteiro e verifiqye se o rolamento está folgado. Gire o guidom e verifique se o rolamento está flexível. 
Ajuste-o se o rolamento estiver muito folgado ou muito apertado. Primeiro, solte a porca travante da haste 
de direção, gire a porca de ajuste e verifique o aperto do rolamento. Aperte novamente a porca travante 
até que o rolamento esteja normal.
[1] Vire o guidom para verificar a flexibilidade e 
estabilidade. Levante o guidom para verificar a 
folga de encaixe.
NOTA
Se a folga de encaixe for excessive, reajuste-o. 
Caso contrário, o conforto e estabilidade da mo-
tocicleta serão prejudicados.
4-35 MOTOCICLETA
Verifique o sistema da direção
[2] Desmonte os interruptores de controle direito e 
esquerdo do sistema elétrico e remova os qua-
tro parafusos de fixação (M8 X 35) no fixador do 
suporte superior, retirando o tubo da direção.
Torque
Parafuso de fixação no fixador do suporte 
superior: M8 X 35/20 a 25 N.m.
[3] Remova a porca de cobertura (M21) da haste 
de direção.
Torque
Porca de cobertura da haste de direção: 
M21/40N.m a 45N.m
[4] Remova os dois parafusos de fixação (M8 X 55) 
à direita e esquerda do amortecedor e os dois 
parafusos de fixação (M6 X 25) no conjunto de 
medição, removendo os medidores.
Torque
Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro: 
M8 X 55/20 a 25 N.m.
Torque
Parafuso de fixação dos medidores:
M6X 25/10 a 15 N.m.
[5] Remova o suporte superior e verifique se há 
deformações ou danos. Substitua-o se estiver 
deformado ou danificado.
 CUIDADO
se a motocicleta desvia para um dos lados du-
rante o deslocamento, isso indica que o suporte 
superior está deformado ou curvado, então ca-
libre ou substitua o suporte superior, caso con-
trário, o conforto, segurança e confiabilidade de 
direção serão prejudicados.
MOTOCICLETA 4-36
Desmonte o tubo 
da direção
Remova a porca do sistema 
da direção
Remova o parafuso 
trava do amortecedor
Remova o suporte 
superior
[6] Remova a porca de ajuste da coluna de 
direção.
NOTA
Verifique a flexibilidade e estabilidade da has-
te de direção após ter removido sua porca de 
ajuste.
[7] Remova a porca de ajuste, haste de direção, 
esferas de aço superior e inferior, os anéis e 
rolamentos das esferas e limpe-os.
[8] Limpe a graxa sobre os rolamentos das esferas 
de aço superior e inferior, então instale os anéis 
da base superior e inferior, as esferas de aço 
superior e inferior, haste de direção e porca de 
ajuste.
 CUIDADO
Verifique a flexibilidade e estabilidade da haste 
de direção após a instalação.
[9] Se a motocicleta desviar para um lado durante 
o deslocamento, isso indica que o suporte su-
perior e a haste de direção estão deformadas, 
portanto, calibre ou realize as substituições ne-
cessárias o mais rápido possível.
 CUIDADO
Substitua o suporte superior e a haste de dire-
ção caso estejam rachados ou quebrados.
4-37 MOTOCICLETA
Verifique o sistema da direção
Instale a porca 
de ajuste
Remova a porca 
de ajuste
Solte a porca de ajuste
[10] Verifique se o ajuste da porca, haste de direção, 
esferas inferiores de aço, anéis e rolamentos 
das esferas estão gastos.
 CUIDADO
Se a porca de ajuste, haste de direção, esferas 
de aço superior e inferior, anéis e rolamento es-
tão muito gastos, substitua-os em conjunto.
[11] Se a motocicleta desviar para um lado durante 
o deslocamento após ter sofrido impacto ou ter 
caído, isso indica que o tubo de direção foi de-
formado, portanto, calibre ou substitua o tubo 
de direção o mais rápido possível.
 CUIDADO
Se o tubo de direção estiver rachado ou quebra-
do, substitua-o
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda Tabela 
Componente Causa
Descrição de 
problemas dos 
componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Tubo da 
direção
O tubo da direção 
está amassado ou 
danificado devido à 
queda.
O chassi está curvado 
ou empenado.
A motocicleta desvia 
para um lado durante o 
deslocamento.
Calibre ou substitua o tubo 
de direção.
O tubo de direção 
está amassado ou 
danificado devido à 
queda.
O tubo da direção está 
rachado ou quebrado.
A motocicleta não se 
desloca.
Solde ou substitua o tubo 
de direção.
Anel das 
esferas de aço
Porca de ajuste muito 
apertada
Folga de encaixe entre 
as esferas de aço e 
o seu anel está muito 
pequena.
O guidom não está flexível.
Ajuste a porca com uma 
chave fixa até a coluna 
de direção girar com 
flexibilidade e não haver 
desvio radial entre a 
coluna e o tubo de direção.
O anel das esferas 
de aço está gasto, 
danificado, amassado 
ou rachado.
-------------
O guidom não está 
flexível e vibra durante o 
deslocamento.
Substitua as esferas 
de aço e seu anel 
conjuntamente.
Esferas de aço
A esferas de aço 
estão deformadas ou 
gastas.
-------------
O guidom não está 
flexível e vibra durante o 
deslocamento.
Substitua as esferas de 
aço em conjunto.
Coluna de 
direção
A coluna de direção 
está empenada ou 
deformada.
A coluna da direção 
está empenada ou 
deformada.
A motocicleta desvia 
para um lado durante o 
deslocamento e o guidom 
não está flexível.
Calibre ou substitua a 
coluna de direção.
MOTOCICLETA 4-38
Verifique o anel base e as 
esferas da direção
Verifique o tubo da direção
PARTE 9 – CABO DE CONTROLE
1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabo de controle
 O cabo de controle consiste basicamente de um cabo de aço, cabeça de cabo e capa do cabo de aço 
de plástico com mola de metal. O cabo de aço deve ser flexível para que não quebre com facilidade e 
possa suportar alta pressão. Ele, normalmente, é feito de finos fios de aço que garantem a resistência e 
a flexibilidade do cabo de aço. A cabeça do cabo é conectado com o cabo de aço através do método de 
liga de estanho, liga de zinco fundido e etc. A parte externa da capa do cabo de aço de plástico com mola 
de metal é de plástico e a parte interna é uma capa do cabo de aço de mola de fio de aço que é flexível e 
não altera o comprimento quando recebe pressão axial. Existe uma bucha de nylon entre a capa do cabo 
de aço de plástico com mola de aço e o cabo de aço que evita a fricção direta do cabo de aço e a capa do 
cabo de aço.
 Para manter o bom funcionamento do cabo de con-
trole e prolongar a vida de serviço, realize a limpeza 
periódica e lubrifique-o quando necessário. Limpe, 
pela primeira vez, após os primeiros 1.500km per-
corridos, e depois a cada 3.000 km. Leia a seguir 
dois métodos de lubrificação: Um é a lubrificação por 
imersão, e o outro é a lubrificação por salpico.
Desenho da estrutura do cabo de controle
2 Desmontagem e manutenção do cabo de controle
[1] Inspecione a flexibilidade do cabo de controle 
da embreagem. Limpe e lubrifique o cabo de 
controle da embreagem caso esteja resistente 
à operação ou não retorne adequadamente.
NOTA
Pingue algumas gotas de lubrificante na extre-
midade da capa do cabo de aço plástica com 
mola de metal antes de instalar o cabo de con-
trole da embreagem.
[2] Verifique a flexibilidade do cabo de controle 
de aceleração e cabo de controle do afogador. 
Limpe e lubrifique ou substitua-os se estiverem 
oferecendo muita resistência na operação ou 
não estiverem retornando adequadamente.
4-39 MOTOCICLETA
Substitua o cabo de controle da embreagem
Limpe o acelerador e o cabo de 
controle do afogador
[3] Substitua o cabo de controle do afogador, se 
estiver quebrado.
NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex-
tremidade da capa do cabo de aço plástica com 
mola de metal antes de instalar o novo cabo de 
controle do afogador.
[4] Substitua o cabo de controle do acelerador, se 
estiver quebrado.
NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex-
tremidade da capa do cabo de aço plástica com 
mola de metal antes de instalar o novo cabo de 
controle do acelerador.
[5] Se a reversão do hodômetro da motocicleta não 
for precisa, isso indica que o cabo do hodôme-
tro não pode girar flexivelmente na bucha do 
cabo, portanto, limpe e lubrifique ou substitua o 
cabo do hodômetro.
[6] Se o hodômetro da motocicleta parar de funcio-
nar, o cabo do hodômetro deve estar quebrado, 
nesse caso, substitua-o.
NOTA
Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na 
extremidade da capa do cabo de aço plástica 
com mola de metal antes de instalar o novo 
cabo do hodômetro.
MOTOCICLETA 4-40
Substitua o cabo de 
controle do afogador
Substitua o cabo de controle 
do acelerador
Limpe o cabo do 
velocímetro
Substitua o cabo do velocímetro
[7] A lubrificação por imersão funciona da seguinte 
maneira:
1. Mergulhe todo o cabo dentro do querosene 
por 5 a 10 min. Puxe o cabo de aço para 
limpar a sujeira dentro da capa do cabo de 
aço.
2. Mergulhe todo o cabo na mistura de óleo 
composta de querosene e óleo lubrificante 
com a proporção de 1 para 1. Puxe o cabo 
de aço alternadamente fazendo a mistura 
de óleo fluir dentro da capa do cabo de aço.
3. Remova o cabo de controle e limpe a mistu-
ra de óleo na parte externa do cabo.
[8] A lubrificação por salpico funciona da seguinte 
maneira:
1. Envolva a extremidade da capa do cabo de 
aço plástica com mola de metal do cabo de 
controle com fita adesiva transparente como 
se fosse um tubo.
2. Levante a extremidade envolvida com a fita 
adesiva e puxe a cabeça de aço.
3. Injete óleo lubrificante na capa do cabo de 
aço com o recipiente de óleo até o óleo pin-
gar pelo cabo de aço inferior.
3 As causas, descrições e métodos de reparo do Cabo de Controle
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Cabo de 
controle de 
aceleração
O cabo de controle de 
aceleração não se move 
de forma flexível na 
bucha do cabo quando é 
puxado.
A manopla de controle 
de aceleração está difícil 
de ser girada ou não 
retorna adequadamente.
A marcha lenta da 
motocicleta está instável.
Limpe e lubrifique ou 
substitua o cabo de 
aceleração.
O cabo de controle 
de aceleração está 
quebrado.
------------- A motocicleta não dá a partida normalmente.
Substitua o cabo de 
aceleração.
Cabo de 
controle do 
afogador
O cabo de controle do 
afogador não se move 
de forma flexível na 
bucha do cabo quando é 
puxado.
A válvula do afogador 
está resistente à 
operação ou não retorna 
adequadamente.
A motocicleta não dá 
a partida e funciona 
normalmente.
Limpe e lubrifique ou 
substitua o cabo de 
controle do afogador.
O cabo de controle do 
afogador está quebrado. -------------
A motocicleta não dá a 
partida normalmente.
Substitua o cabo de 
controle do afogador.
Cabo de 
controle da 
embreagem
O cabo de controle da 
embreagem não se 
move de forma flexível 
na bucha do cabo 
quando é puxado.
O cabo de controle 
da embreagem está 
resistente à operação 
ou não retorna 
adequadamente.
A embreagem desliza 
e não desengata 
completamente.
Limpe e lubrifique ou 
substitua o cabo de 
controle da embreagem.
O cabo de controle 
da embreagem está 
quebrado.
-------------
A embreagem 
não desengata 
completamente.
Substitua o cabo de 
controle da embreagem.
Cabo do 
hodômetro
O cabo do hodômetro 
não gira flexívelmente na 
buch do cabo.
O cabo do hodômetro 
gira com dificuldade ou 
não gira na bucha do 
cabo.
A rotação do hodômetro 
da motocicleta não é 
precisa.
Limpe e lubrifique ou 
substitua o cabo do 
hodômetro.
O cabo do hodômetro 
está quebrado. -------------
O hodômetro da 
motocicleta para de 
funcionar.
Substitua o cabo do 
hodômetro.
4-41 MOTOCICLETA
Cabeça do cabo da direção
Capa do cabo de aço de metal
Lubrificação por 
gotejamento
Imerja no lubrificante
PARTE 10 – AMORTECEDORES
O amortecedor dianteiro é o conector flexível entre a roda dianteira e o corpo do veículo. O amortecedor tra-
seiro, principalmente, suporta a pressão axial da roda traseira. Ambos suportam o peso de todo o corpo do 
veículo. Durante o funcionamento da motocicleta, eles são responsáveis por reduzir os impactos e vibrações da 
motocicleta e do motociclista, diminuir a pressão dos componentes, prolongar a vida de serviço da motocicleta 
e melhorar o conforto, dirigibilidade e estabilidade para o motociclista. 
1 A estrutura e princípio de funcionamento dos amortecedores traseiro e dianteiro 
[1] Amortecedor dianteiro
 O amortecedor dianteiro dessa motocicleta adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basi-
camente da mola do amortecedor dianteiro, anel de vedação, tampa, anel do pistão, haste do amor-
tecedor dianteiro, haste do pistão, mola guia, sede da mola da válvula, válvula e sede da válvula de 
sentido único, tubo do amortecedor dianteiro e sede da haste do pistão.
 Quando a roda dianteira da motocicleta recebe impacto e vibra, o tubo do amortecedor dianteiro é 
elevado, o óleo de amortecimento flui através da válvula de sentido único e dos pequenos orifícios 
da haste do pistão. A força de resistência é pequena nesse momento. Quando o tubo do amortecedor 
continua subindo, a folga entre a sede da válvula de sentido único e a superfície da haste do pistão 
em forma de cone se torna cada vez menor, assim, a resistência se torna maior o que evita a colisão 
do tubo do amortecedor dianteiro com o amortecedor dianteiro. Quando o tubo do amortecedor dian-
teiro desce devido a força de retração da mola do amortecedor dianteiro, o óleo de amortecimento 
somente pode fluir dos pequeno orifícios da haste do pistão por causa do fechamento da válvula de 
sentido único, isso causa uma grande resistência reduzindo a oscilação da mola do amortecedor 
dianteiro.
[2] Amortecedor traseiro O amortecedor traseiro dessa motocicleta
 Adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basicamente do rolamento superior, cobertura de 
borracha, junta, mola do amortecedor traseiro, haste do amortecedor traseiro, pistão, rolamento infe-
rior e amortecedor.
 
2 Desmontagem e manutenção do amortecedor dianteiro
 O amortecedor traseiro suporta basicamen-
te a pressão axial da roda traseira. Quando a 
roda traseira recebe impacto decorrente das 
condições da estrada, o amortecedor traseiro 
se comprime e estende. O óleo hidráulico de 
amortecimento é forçado a fluir pelo orifício do 
amortecedor reduzindo efetivamente a vibração 
do amortecedor traseiro.
[1] Realize a manutenção da motocicleta após 
1.500km a 3.000km percorridos da seguinte 
maneira: 
1. Verifique e aperte todos os componentes 
de fixação do amortecedor dianteiro.
2. Verifique se há vazamento de óleo e subs-
titua os componentes com problemas se 
identificar vazamentos.
3. Verifique o curso efetivo e o desempenho 
de funcionamento do amortecedor diantei-
ro. Pouca resistência indica falta de óleo 
de amortecimento, portanto, drene óleo do 
amortecedor dianteiro e reabasteça com 
óleo de amortecimento novo da marca in-
dicada de acordo com a capacidade clas-
sificada (159 + ou - 5ml). 4. Abasteça com 
óleo de amortecimento após os primeiros 
1.000km percorridos.
MOTOCICLETA 4-42
Verifique o 
amortecedor dianteiro
Imagem da estrutura do amortecedor
[2] Se o amortecedor dianteiro apresentar proble-
mas, primeiramente, remova os parafusos de 
fixação (M8 X 40) no amortecedor dos suportes
superior e inferior e haste da direção, em segui-
da desmonte a roda e o para-lama dianteiros, 
retirando o amortecedor dianteiro.
Torque
Remova os parafusos de fixação do amortece-
dor dianteiro:
Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro: 
M8 X 40/30 a 45 N.m.
 CUIDADO
Se o amortecedor dianteiro emitir som estranho 
ou estiver gasto, desmonte e verifique-o.
[3] Desmonte o amortecedor dianteiro da seguinte 
maneira:
 Desmonte o parafuso do dreno do óleo do am-
ortecedor, bombeie a haste do amortecedor por 
várias vezes para drenar todo o óleo.
 CUIDADO
 Limpe todos os componentes do amortecedor 
ante de remontá-los.
 
[4] Remova o retentor de óleo do amortecedor e 
verifique o desgaste das bordas. Se houver 
desgaste, realize a substituição.
 CUIDADO
Tome cuidado para não danificar a superfície 
deslizante interna e externa do retentor de óleo 
e cordão de vedação ao desmontar e montá-los.
4-43 MOTOCICLETA
Remova o retentor 
do óleo e anel-trava
Drene o óleo de amortecimento
Remova os 
parafusos do 
amortecedor dianteiro
[5] Remova a tampa protetora de pó e o cordão de 
vedação e remova a haste do amortecedor do 
tubo do amortecedor.
 CUIDADO
Verifique se a tampa protetora de pó está gasta, 
caso esteja, substitua-a.
[6] Remova a haste do amortecedor e a mola 
retrátil.
 CUIDADO
Verifique se a haste do amortecedor e a mola 
retrátil estão gastas, se estiverem, substitua-as.
[7] Meça o diametro interno do tubo do amorte-
cedor interno com um calibre. Se o diâme-
tro interno exceder o valor limite de reparo de 
31,10 mm, substitua o tubo do amortecedor.
 CUIDADO
Se o tubo do amortecedor estiver danificada ou 
muito gasta, substitua-a.
[8] Meça o comprimento livre da mola da embre-
agem com um paquímetro. Se o comprimento 
livre da mola da embreagem exceder o valor 
limite, substitua-a.
 CUIDADO
Instale a parte mais densa da mola do amortece-
dor voltada para cima.
MOTOCICLETA 4-44
Tubo do 
amortecedor
Haste do 
amortecedor
Remova a mola de retação
Meça o diâmetro interno 
do tubo do amortecedor
Meça a mola do 
amortecedor
[9] Meça o diametro externo da haste do amorte-
cedor com um micrometro. Se o diâmetro inter-
no do tambor do freio traseiro exceder o valor 
limite de reparo de 30,90 mm, substitua a haste 
do amortecedor.
 CUIDADO
Se a haste do amortecedor estiver danificada ou 
muito gasta, substitua-a.
[10] Complete o óleo de amortecimento de acordo 
com a capacidade indicada 159 ± 5 ml após a 
instalação do amortecedor, caso contrário, a 
segurança e estabilidade da motocicleta serão 
afetadas.
 CUIDADO
Limpe todos os componentes antes de instalar 
o amortecedor.
4-45 MOTOCICLETA
Adicione óleo de 
amortecimento
Meça a haste do 
amortecedor
3 Desmontagem e Manutenção do Amortecedor Traseiro 
[1] Coloque a motocicleta no chão e pressione para 
baixo com força o suporte traseiro por várias ve-
zes. Verifique danos ou vazamento de óleo no 
amortecedor traseiro.
 CUIDADO
Se houver vazamento substitua o amortecedor 
traseiro.
[2] Verifique a mola do amortecedor traseiro es-
querdo e direito, se a elasticidade for insuficien-
te, substitua-a.
 CUIDADO
Regule os amortecedores de acordo com a mes-
ma escala. A escala padrão é a posição" III ". 
Se o amortecedor traseiro estiver muito suave, 
gire-o para direita. Se a mola estiver dura, gire 
para esquerda.
[3] Se for preciso desmontar o amortecedor, pri-
meiro, remova o parafuso de fixação (M10).
Torque
Porca de retenção do amortecedor traseiro: 
28 a 32 N.m.
[4] Remova a porca de retenção (M 10) do amor-
tecedor traseiro e retire os amortecedores es-
querdo e direito.
 CUIDADO
Fixe o corpo da motocicleta para evitar queda 
de um lado ao remover os amortecedores es-
querdo e direito.
MOTOCICLETA 4-46
Remova a porca de retação
Remova a porca de retração


Verifique o 
amortecedor traseiro
Ajuste o 
amortecedor traseiro
[5] Verifique se a haste do pistão do amortecedor 
traseiro está deformada ou danificada.
 CUIDADO
Substitua o amortecedor traseiro se a haste do 
pistão estiver deformada ou quebrada.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos amortecedores 
dianteiro e traseiro
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Amortecedor 
dianteiro
A mola do amortecedor 
dianteiro apresenta 
pouca flexibilidade ou 
está partida.
O amortecedor dianteiro está 
macio e emite ruído anormal.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou sua mola.
A haste do amortecedor 
dianteiro está empe-
nada.
As hastes dos amortecedores 
esquerdo e direito não estão 
no mesmo nível.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
Diminuição do conforto, estabili-
dade e segurança.
Corrija e substitua o amo-
retecedor e a haste do 
amortecedor dianteiro.
A superfície de trabalho 
do amortecedor está 
danificada.
O retentor de óleo da haste do 
amorcecedor dianteiro apre-
senta vazamento.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou sua haste.
O revestimento crimado 
do amortecedor dianteiro 
está gasto e a parte de 
metal aparece.
O retentor de óleo da haste do 
amorcecedor dianteiro apre-
senta vazamento.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
O conforto, estabilidade e segu-
rança estão prejudicados.
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou sua haste.
O tubo do amortecedor 
dianteiro está gasto ou 
quebrado.
O amortecedor dianteiro apre-
senta vazamento.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
O conforto, estabilidade e segu-
rança estão comprometidos. 
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou seu tubo.
A haste do pistão está 
gasta ou danificada.
O amortecedor dianteiro está 
mutio suave.
+Diminuição do conforto, esta-
bilidade e segurança do deslo-
camento.
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou a haste do 
pistão.
A haste do pistão está 
gasta ou danificada.
O amortecedor dianteiro está 
mutio suave.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua o amortecedor 
dianteiro ou seu anel do 
pistão.
A borda do retentor de 
óleo está gasta ou dani-
ficada.
O retentor apresenta de óleo 
apresenta vazamento. O amor-
tecedor dianteiro está mutio 
suave.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua o retentor de 
óleo do amortecedor 
dianteiro.
O óleo do amortecedor 
dianteiro está insuficien-
te ou deteriorado.
O amortecedor dianteiro está 
macio.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Adicione ou substitua 
o óleo do amortecedor 
dianteiro de acordo com o 
padrão especificado.
Amortecedor 
traseiro
A mola do amortecedor 
traseiro apresenta pou-
ca flexibilidade ou está 
partida.
O amortecedor traseiro está 
mutio suave.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
O conforto, estabilidade e segu-
rança estão prejudicados.
Verifique o amortecedor 
traseiro.
O amortecedor traseiro 
apresenta vazamento 
de óleo.
O amortecedor traseiro está 
mutio suave.
 
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua o amortecedor 
traseiro.
A haste do pistão do 
amortecedor traseiro 
está empenada ou par-
tida.
O amortecedor traseiro está 
distorcido.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
O conforto, estabilidade e segu-
rança estão prejudicados.
Substitua o amortecedor 
traseiro.
A tampa de borracha 
de conexão superior e 
inferior está gasta ou 
envelhecida.
O amortecedor traseiro está 
distorcido ou emite ruídos.
Diminuição do conforto, estabi-
lidade e segurança do desloca-
mento.
Substitua a tampa de 
borracha de conexão 
superior e inferior.
4-47 MOTOCICLETA
Verifique o 
amortecedor traseiro

PARTE 11 – GARFO TRASEIRO
O garfo traseiro conecta-se com a roda traseira e os chassi, ele faz a roda traseira oscilar em limite especifica-
do em torno do ponto fixo do chassi através do amortecedor traseiro reduzindo o impacto e vibração da roda 
traseira.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do garfo traseiro
 O garfo traseiro suporta cargas elevadas de impacto e vibrações que exigem muito do material e das jun-
ções. Ele é produzido pelo método de articulações e consiste basicamente do garfo traseiro, guarda-pó e 
tampa do rolamento.
 Para manter o garfo traseiro girando para cima 
e para baixo em volta do corpo do veículo, há 
um eixo de rolamentos ou um rolamento insta-
lado na conexão do garfo traseiro e do corpo do 
veículo. Quando o garfo traseiro gira, faz a roda 
traseira mais flexível e mais estável.
Imagem da estrutura do garfo traseiro
2 Desmontagem e manutenção do garfo traseiro
[1] Apoie o suporte principal e gire a roda traseira 
para esquerda e para direita. Verifique se o limi-
te de giro do garfo traseiro está muito grande.
NOTA
Se a motocicleta desviar para um lado durante 
o deslocamento comprometendo o conforto, 
estabilidade e segurança da direção, remova o 
garfo traseiro e verifique-o. 
[2] Remova a porca do eixo traseiro e retire o eixo 
e a roda traseira.
- Remova a porca de retenção (M14) do eixo 
do garfo traseiro e retire o eixo do garfo e o 
garfo traseiro.
Torque
Porca de retenção do eixo do garfo traseiro:
M14/ 55 a 60 N.m.
MOTOCICLETA 4-48
Verifique o garfo traseiro
Remova a porca do 
eixo do grafo
[3] Verifique se a bucha do eixo do garfo está gas-
ta ou danificada e se o eixo traseiro apresenta 
deformação ou curvatura.
- Se a bucha do eixo do garfo estiver excessi-
vamente gasta ou danificada, substitua-a o 
mais rápido possível. Se o eixo do garfo es-
tiver curvado ou deformado, realize o reparo 
ou substitua-o.
 CUIDADO
Retire a bucha do eixo do garfo batendo cuida-
dosamente com o martelo de borracha para evi-
tar danos. Limpe a graxa sobre a bucha do eixo 
do garfo ao instalá-la.
[4] Verifique se a parte de solda do garfo traseiro 
está partida e se o garfo traseiro está curvado 
ou deformado.
 CUIDADO
Se o garfo traseiro estiver curvado ou danifica-
do ou a parte soldada estiver solta, realize o re-
paro, solde ou substitua o garfo traseiro.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do garfo traseiro
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Garfo traseiro
A roda traseira foi batida. A roda traseira está empenada.
A motocicleta desvia para um 
lado durante o deslocamento. 
O conforto, estabilidade e 
segurança estão prejudicados.
Repare ou substitua o 
garfo traseiro.
A motocicleta caiu e 
o garfo traseiro está 
quebrado.
O garfo traseiro está 
quebrado.
A motocicleta não se desloca 
normalmente.
Solde ou substitua o 
garfo traseiro.
O impacto e vibração 
da roda traseira é muito 
intenso.
A junta do garfo traseiro 
está quebrada.
Diminuição do conforto, 
estabilidade e segurança do 
deslocamento.
Solde o garfo traseiro.
A estrada é irregular e 
o impacto e vibração da 
roda traseira está muito 
intenso.
O guarda-pó da tampa 
do rolamento do garfo 
traseiro está gasto.
A vedação da tampa do 
rolamento do garfo traseiro 
não é boa.
Substitua o guarda-pó 
da tampa do rolamento 
do garfo traseiro.
4-49 MOTOCICLETA
Verifique o garfo traseiro
Verifique a bucha e o eixo do garfo traseiro
PARTE 12 – RODAS
As rodas dianteira e traseira formam o componente de deslocamento da motocicleta. Elas suportam o peso de 
toda a motocicleta e garantem força de aderência produzida pela roda e o solo para evitar que a motocicleta 
deslize. As rodas podem reduzir e absorver o impacto e vibração causados pela estrada. A roda dianteira contri-
bui como peça operacional, decidindo a direção de deslocamento da motocicleta. A roda traseira conduz a mo-
tocicleta ao funcionamento pela transmissão da potência do motor. As rodas consistem principalmente de pneu, 
protetor da câmara de ar, roda de liga de alumínio, cubo da roda, rolamento, bucha, retentor de óleo e eixo.
1 Estrutura e princípio de funcionamento das rodas
[1] Pneu
 O pneu da motocicleta é um componente importante do sistema de deslocamento. Sua função é en-
trar em contato direto com o solo, suportar o peso de toda a motocicleta, reduzir impactos e vibrações 
durante o deslocamento através de sua elasticidade, garantir um deslocamento equilibrado e evitar 
derrapagens. O pneu consiste de carcaça, câmara de ar e protetor do pneu.
 Carcaça do pneu
 A carcaça do pneu é composta de banda de rodagem, corpo, freio e banda do pneu. A carcaça do 
pneu entra diretamente em contato com o solo. Existem diferentes tipos de sulcos nas superfícies 
dos pneus, que ajudam a motocicleta a evitar derrapagens em diferentes tipos de solo. A carcaça 
do pneu possui uma certa rigidez, mas para dispersar o calor, é melhor que não seja muito grossa. 
A banda do pneu é envolta pela lona de nylon e a cinta de aço, ele faz com que o pneu fique fixo no 
aro. Se a circunferência da banda do pneu for muito pequena a desmontagem da carcaça do pneu 
será mais difícil e se for muito grande a carcaça do pneu pode sair. A lona do pneu é a estrutura da 
carcaça. No entanto, as lonas da carcaça do pneu cruzam com a seção do pneu formando um ângu-
lo perpendicularmente ao plano de rodagem. Os fios da carcaça do pneu radial são orientados em 
direção ao centro do pneu. O pneu radial apresenta boas características de redução de consumo de 
potência e combustível prolongando a vida de serviço.
 Câmara e protetor da câmara do pneu
 O protetor da câmara do pneu é feito de 
borracha em formato circular. Nesse prote-
tor é fixada a válvula que serve para regu-
lar a pressão da câmara do pneu. A principal 
função da câmara do pneu é a vedação. A 
pressão dessa câmara é o principal fator de 
desgaste da roda e do pneu. O protetor da 
câmara do pneu é um cinturão de borracha 
arredondado, que separa a câmara e o aro, 
protege a vedação da câmara e previne per-
furações causadas por objetos pontiagudos. 
[2] Aro
 O aro é a estrutura que suporta e fixa o pneu. 
O aro dessa motocicleta é do tipo de zinco 
fundido, que une o aro e o cubo em uma 
peça só através do método de fundição de 
zinco e usinagem. Esse tipo de aro possui 
alta rigidez, fabricação simples, instalação 
conveniente, porém baixa elasticidade, além 
de não ser ajustável. Se o aro estiver distor-
cido ou danificado, o aro completo deve ser 
substituído.
[3] Cubo da roda
 O cubo da roda da motocicleta é dividido em 
cubo dianteiro e cubo traseiro. A estrutura do 
cubo dianteiro e do cubo traseiro é similar. 
A roda traseira é de tração, por isso há um 
dispositivo de transmissão de potência insta-
lado no cubo traseiro. O rolamento, junta do 
rolamento, retentor de óleo e eixo estão ins-
talados nos cubos dianteiro e traseiro o que 
beneficia a operação do cubo da roda.
Imagem da estrutura da roda dianteira
Imagem da estrutura da roda traseira
MOTOCICLETA 4-50
[1] Se a roda dianteira da motocicleta estiver em-
penada devido a impacto ou colisão, o que pro-
voca o desvio da motocicleta para um lado du-
rante o deslocamento ou a vibração do guidão, 
substitua a roda de liga de alumínio.
 CUIDADO
A roda dianteira é feita de liga de alumínio, por 
isso, substitua a roda dianteira caso ela seja de-
formada por colisão.
[2] Aperte o corpo da motocicleta antes de des-
montar a roda dianteira. Então, levante a roda 
dianteira do solo e desmonte a mola de reten-
ção (M14) do eixo dianteiro, removendo o eixo 
e a roda dianteira.
Torque
Porca de retenção do eixo dianteiro: 
M14/ 55 a 60 N.m.
[3] Retire o velocímetro, engrenagem do velocíme-
tro, retentor de óleo e o cordão de vedação.
 CUIDADO
Verifique se a borda do retentor de óleo do ve-
locímetro está gasta ou danificada.
Substitua o 
retentor de óleo caso apresente danos ou des-
gaste.
[4] Remova bucha do eixo dianteiro e verifique se 
está gasto. Caso esteja, substitua-o.
2 Desmontagem e manutenção das rodas
4-51 MOTOCICLETA
Verifique a roda 
dianteira
Desmonte a 
roda dianteira
Remova a engrenagem 
do velocímetro
Remova a bucha
[5] Retire o retentor de óleo do eixo dianteiro e veri-
fique se as bordas estão gastas. Caso estejam, 
substitua o retentor de óleo.
[6] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra-
ção e gire-a com a mão em alta velocidade. Ve-
rifique se o eixo dianteiro está gasto e a folga 
adequada.
 CUIDADO
Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a 
folga for excessiva.
 
[7] Dê leves batidas no rolamento da roda diantei-
ra com o extrator do rolamento e substitua-o se 
houver danos ou desgaste excessivo.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a 
superfície do retentor de óleo para fora ao insta-
lar o rolamento da roda dianteira.
[8] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra-
ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda 
dianteira com a mão e meça o valor da instabili-
dade com o medidor duplo.
Valor limite de reparo: radial 2,0 mm
 axial 2,0 mm
 CUIDADO
Se a instabilidade da roda dianteira exceder o 
valor limite de reparo de 2,00 mm acima, calibre 
ou substitua a liga da roda dianteira.
MOTOCICLETA 4-52
Remova o retentor de óleo
Verifique a bucha 
da roda dianteira
Remova a bucha 
da roda dianteira
Meça a calibração 
da roda dianteira
[9] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O 
valor limite de reparo do sulco da carcaça é 
2,00mm.
 CUIDADO
Substitua o pneu dianteiro se o sulco exceder o 
valor limite de reparo de 2, 00mm.
[10] Se a pressão do pneu dianteiro se tornar insufi-
ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi-
que se há vazamento de ar na base da válvula 
da câmara do pneu e em seguida verifique se 
há vazamentos de ar da câmara.
 CUIDADO
Se a câmara ou a válvula do pneu apresentar va-
zamento de ar, realize o reparo ou substitua-os.
[11] Verifique se o velocímetro, engrenagem do ve-
locímetro e cordão de vedação estão gastos. 
Substitua-os em caso de desgaste excessivo.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre a engrenagem do velocí-
metro ao instalá-la.
[12] Coloque o eixo dianteiro no suporte "V" e meça 
a instabilidade do eixo dianteiro com um relógio 
comparador. O valor da instabilidade real é a 
metade da leitura e o valor limite de reparo é 
0,2mm.
 CUIDADO
Calibre ou substitua o eixo dianteiro se o valor 
de instabilidade exceder o valor limite de reparo 
de 0,2mm.
4-53 MOTOCICLETA
Verifique a câmara do pneu
Verifique a engrenagem 
do velocímetro
Meça o eixo dianteiro
[13] Se a roda traseira da motocicleta estiver empe-
nada devido à impacto ou colisão, o que pro-
voca o desvio da motocicleta para um lado du-
rante o deslocamento ou a vibração do guidão, 
substitua a roda de liga de alumínio.
 CUIDADO
A roda traseira da motocicleta é feita de liga 
de alumínio, por isso, substitua a roda traseira 
caso ela seja deformada por colisão.
[14] Eleve o suporte principal para levantar a roda 
traseira do solo e desmontar a mola de reten-
ção (M14) do eixo dianteiro e a porca de ajuste 
do freio traseiro, retirando a roda traseira. 
- Coloque a roda traseira no suporte de cali-
bração e gire-a com a mão em alta velocida-
de. Verifique se o eixo traseiro está gasto e 
a folga adequada. 
Torque
Porca de retenção do eixo traseiro: 
M14/ 55 a 60 N.m.
 CUIDADO
Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a 
folga for excessiva.
[15] Dê leves batidas no rolamento da roda trasei-
ra com o extrator do rolamento e substitua-o se 
houver danos ou desgaste excessivo.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a 
superfície do retentor de óleo voltado para fora 
ao instalar o rolamento da roda traseira.
[8] Coloque a roda traseira no suporte de calibra-
ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda 
traseira com a mão e meça o valor da instabili-
dade com o medidor duplo. 
 Valor limite de reparo: radial 2,00 mm 
 axial 2,00 mm
 CUIDADO
Se a instabilidade da roda traseira exceder o va-
lor limite de reparo de 2,00 mm, calibre ou subs-
titua a roda de liga traseira.
MOTOCICLETA 4-54
Verifique a bucha 
da roda traseira
Remova a bucha 
da roda traseira
Meça a calibração 
da roda traseira

Remova o eixo traseiro
[17] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O 
valor limite de reparo do sulco da carcaça é 
2,00 mm.
 Se a pressão do pneu traseiro se tornar insufi-
ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi-
que se há vazamento de ar na base da válvula 
da câmara do pneu e em seguida verifique se 
há vazamentos de ar da câmara.
 CUIDADO
 Substitua o pneu traseiro se o sulco exce-
der o valor limite de reparo de 2,00 mm..
 Se a câmara do pneu ou a válvula apre-
sentar vazamento de ar, repare ou subs-
titua-a.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda 
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Roda dianteira
A roda dianteira está 
distorcida.
A roda dianteira está 
distorcida.
A moto desvia para um lado 
e o guidão vibra durante o 
deslocamento.
Substitua a roda 
dianteira.
O orifício do cubo da 
roda está gasto.
O encaixe do orifício do 
rolamento do cubo da roda 
e o rolamento apresentam 
folga.
A moto desvia para um lado 
e o guidão vibra durante o 
deslocamento.
O rolamento está gasto 
ou danificado.
A folga axial e radial do 
rolamento externo e interno 
está excessiva ou sua 
rotação não é flexível.
A moto desvia para um lado 
e o guidão vibra durante o 
deslocamento.
Substitua o eixo.
Pneu dianteiro O pneu está excessivamente gasto. -------------
A derrapagem é frequente 
durante o deslocamento e a 
resistência de deslizamento 
lateral é baixa.
Substitua o pneu.
Caixa de 
engrenagem 
do hodômetro
A engrenagem está 
danificada. -------------
O ponteiro do hodômetro 
não se move.
Substitua a caixa 
de engrenagem do 
hodômetro.
O anel de transmissão 
da engrenagem está 
danificado.
------------- O ponteiro do hodômetro não se move.
Substitua a caixa 
de engrenagem do 
hodômetro.
Roda traseira
A roda traseira está 
distorcida.
A roda traseira está 
distorcida.
A moto desvia para um lado 
e o guidão vibra durante o 
deslocamento.
Substitua o 
rolamento.
A roda traseira está 
danificada. -------------
O orifício do rolamento 
da roda está gasto.
O encaixe do orifício do 
rolamento do cubo da roda 
e o rolamento apresentam 
folga.
O rolamento está 
excessivamente gasto 
ou danificado.
A folga axial e radial do 
rolamento interno e externo 
está muito grande ou sua 
rotação não está flexível.
Pneu traseiro O pneu traseiro está excessivamente gasto. -------------
A derrapagem é frequente 
durante o deslocamento e a 
resistência de deslizamento 
lateral é baixa.
Substitua o pneu.
4-55 MOTOCICLETA
Verifique a câmara e o 
revestimento do pneu
PARTE 13 – FREIOS
A motocicleta muitas vezes precisa desacelerar e parar durante o deslocamento, então os freios são utilizados 
para causar resistência à roda e alcançar esse objetvo. Para motocicletas comuns, o freio dianteiro é operado 
com a mão direita e o freio traseiro operado com o pé direito. No entanto, algumas motocicletas com freio auto-
mático, como em motos pequenas ou scooters, o freio traseiro pode ser operado com a mão esquerda. O freio 
da motocicleta consiste de tambor de freio e disco de freio.
1 Estrutura e princípio de funcionamento do freio
2 Desmontagem e manutenção do freio
[1] Freio a disco
 O disco de freio pode ser mecânico e hidráulico. 
Atualmente, freios hidráulicos são mais comuns 
em motocicletas. O freio hidráulico normalmen-
te consiste de manete de freio ( pedal de freio), 
reservatório principal
de óleo ( o reservatório do 
óleo de reserva e reservatório principal são nor-
malmente integrados) pinça de freio, disco de 
freio e tubo de óleo do freio. Ao operar o freio, 
a manete do freio pressiona o reservatório prin-
cipal de óleo, que aumenta a pressão no siste-
ma de pressão hidráulica, direciona o embolo 
pricipal na pinça de freio e aperta as peças de 
fricção no disco de freio. Assim, o disco de freio 
fixo na roda consegue poder de freiar. As carac-
terísticas do disco de freio são funcionamento 
suave, limpeza automática e difícil de perder o 
controle.
[2] Freio a tambor
 O freio de tambor consiste principalmente de 
tambor de freio, sapatas de freio, ressalto do 
freio, braço de freio, eixo de suporte, mola de 
retorno e capa do tambor do freio. O tambor do 
freio é feito de aço. Ele é fixado no cubo da roda 
com p método de fundição de metal duplo e fun-
ciona junto da roda. A capa do tambor do freio 
é fixa no tubo inferior do freio dianteiro ou no 
suporte do garfo plano da roda traseira. Ela não 
se move. Há sapatas de freio, ressalto do freio e 
braço do freio instalados na capa do tambor de 
freio. Ao operar o freio, o cabo de aço do freio 
ou cabo do freio tem a função de parar o braço 
para deixar o ressalto do freio se mover e fazer 
as sapatas do freio se expandirem. A superfí-
cie do orifício interno do tambor do freio produz 
uma resistência de fricção que faz o tambor do 
freio (roda) possibilitar a capacidade de freio 
para desacelerar ou parar a motocicleta.
Imagem da estrutura do freio a disco
[1] Pressione a alavanca do freio dianteiro com a 
mão direita e verifique seu desempenho. A folga 
padrão do freio dianteiro deve ser de 10mm a 
20mm.
 CUIDADO
Se a folga da alavanca do freio dianteiro não 
estiver dentro do valor padrão de 10 a 20 mm, 
reajuste o freio dianteiro.
Imagem da estrutura do freio a tambor
MOTOCICLETA 4-56
Verifique o curso livre 
do freio de mão
[2] Verifique o nível do fluido de freio pelo pórtico 
de visualização e complete, de acordo com a 
necessidade, com fluido de freio da mesma 
marca (D0T3 ou D0T4). Quando o fluido de 
freio alcança a marca de nível superior, elimine 
o ar da passagem de óleo de freio.
 CUIDADO
Verifique e certifique-se de que o fluido de freio 
é de boa qualidade ao abastecê-lo.
[3] Durante a utilização do freio a disco hidráulico 
ou do sistema de freios com o nível do fluido 
do reservatório de óleo muito baixo, o ar pode 
fluir dentro do tubo hidráulico tornando a ala-
vanca do freio macia e a capacidade de freio 
insuficiente. Por isso, a saída de ar do sistema 
hidráulico é muito importante.
 ADVERTÊNCIA
A sangria do ar do sistema hidráulico deve 
ser feita apenas por revendedor ou assistên-
cia técnica autorizado KASINSKI.
[4] Verifique se há vazamento ou danos no tubo de 
óleo, junta do tubo de óleo, parafusos de mon-
tagem e interruptor da luz de freio.
 CUIDADO
Repare ou substitua os componentes acima se 
algum dano o vazamento de óleo for encontra-
do.
[5] Verifique se o disco de freio dianteiro está sujo, 
com areia ou óleo e limpe-o.
 CUIDADO
Mantenha o disco de freio limpo, a sujeira pode 
prejudicar a eficiência do freio.
4-57 MOTOCICLETA
Verifique o fluido do freio
Verifique o sistema de freios
Verifique a man-
gueira de óleo
Limpe o disco de 
freio dianteiro
[6] Elimine o ar do freio a disco hidráulico da se-
guinte maneira:
[A] Conecte uma mangueira de plástico trans-
parente na válvula de drenagem do óleo 
na pinça do freio. Aperte a mangueira para 
evitar o derramamento do líquido. Colo-
que um recipiente na outra extremidade 
da mangueira de plástico para receber o 
fluido do freio eliminado.
[B] Pressione a alavanca do freio lentamente 
por várias vezes. Então pressione comple-
tamente a alavanca do freio e solte o para-
fuso de sangria do fuido de freio e bolhas 
de ar ao mesmo tempo.
 ADVERTÊNCIA
 O fluido de freio se derramado pode da-
nificar os visores dos instrumentos, as 
superfícies pintadas e componentes de 
borracha, por isso, limpe imediatamente 
qualquer respingo de fluido de freio.
 O fluido de freio é altamente corrosivo, 
por isso, em caso de contato com a mo-
tocicleta ou com a pele, enxágue a área 
atingida com água em abundância.
[C] Aperte o parafuso de sangria após parte 
da eliminação do fluido de freio e das bo-
lhas de ar e antes da alavanca alcançar 
sua posição limite. 
[D] Repita os passos [B] a [C] até que todas 
as bolhas de ar tenham desaparecido do 
fluido de freio eliminado,
 CUIDADO
Para manter a limpeza do fluido de freio, não 
permita a entrada de sujeira ou água dentro do 
sistema de freio hidráulico. O fluido de freio 
descartado não deve ser reutilizado. Não mistu-
re diferentes marcas de fluido de freio.
[7] Remova os dois parafusos de fixação (M10 X 
35) da pinça do freio dianteiro e retire-a.
Torque
Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro:
M10 X 35/25 a 28 N.m.
[8] Remova os dois parafusos de fixação M10 X 35 
da alavanca do freio dianteiro e remova-a.
Torque
Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro: 
M6 X 16/10 a 15 N.m.
MOTOCICLETA 4-58
Válvula de drenagem de óleo
Remova o freio de 
mão dianteiro
Desmonte a pinça do 
freio dianteiro
Pressione o 
freio de mão 
[9] Desmonte as pastilhas do freio a disco e verifi-
que suas condições de desgaste. O valor limite 
de reparo é 2,0 mm.
- Verifique as condições de funcionamento do 
pistão da pinça do freio. Se o funcionamen-
to não for adequado, repare ou substitua o 
freio hidráulico.
 CUIDADO
Se as pastilhas excederem o valor limite de re-
paro de 2,Omm, substitua-o.
[10] Desmonte a roda dianteira e os quatro para-
fusos de fixação (M8 X 20) do disco do freio, 
removendo o disco do freio dianteiro.
Torque
Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro 
M8 X 20/25 a 28 N.m.
 ADVERTÊNCIA
Limpe a cola BOND sobre o parafuso antes de 
instalar o disco de freio para evitar folgas.
[10] Meça a espessura do disco do freio dianteiro 
com um micrômetro. O valor limite de reparo é 
2,0 mm.
 CUIDADO
Se a espessura do disco de freio exceder o va-
lor limite de reparo igual a 2,0 mm, substitua o 
disco de freio.
[10] Meça o desvio do disco do freio dianteiro. O 
valor limite de reparo é 0,3 mm.
 CUIDADO
Se o desvio do disco do freio exceder o valor li-
mite de reparo igual a 0,3 mm, substitua o disco 
do freio.
4-59 MOTOCICLETA
Verifique a 
pastilha de freio
Remova o parafuso 
trava
Meça a espessura 
do disco de freio
Meça o desvio do 
disco de freio
[11] Verifique o desempenho do freio traseiro pisan-
do no pedal do freio traseiro. A folga livre do pe-
dal do freio traseiro deve ser de 20 a 30 mm.
 CUIDADO
Se a folga do pedal do freio traseiro não estiver 
dentro do valor padrão de 20 a 30 mm, reajuste 
o freio traseiro.
[12] Levante a roda traseira da motocicleta com o 
suporte principal e ajuste a folga do pedal do 
freio traseiro.
[A] Aperte o parafuso de ajuste do freio trasei-
ro e ajuste a folga do pedal do freio trasei-
ro entre 20 a 30 mm.
[13] Se a folga do pedal do freio traseiro for muito 
excessiva para ser ajustada, verifique se a fixa-
ção manual do braço do freio traseiro ultrapas-
sa a marca de escala na tampa do tambor do 
freio traseiro.
 CUIDADO
Se a fixação manual do braço do freio excedeu 
a marca de escala na tampa do tambor do freio 
traseiro, isso indica que a sapata do freio trasei-
ro está excessivamente gasta, portanto, subs-
titua a sapata do freio traseiro o mais rápido 
possível.
[14] Remova a porca do eixo traseiro;
 Remova o parafuso de ajuste da alavanca do 
freio traseiro;
 Remova a alavanca do freio traseiro;
 Remova o parafuso de fixação (M8 X 25) do su-
porte do freio traseiro;
 Retire a roda traseira.
Torque
Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro: 
M8 X 25/20 a 25 N.m.
MOTOCICLETA 4-60
Verifique o curso livre
Ajuste o curso livre
Verifique a marca da 
escala do freio traseiro
Remova o parafuso 
do soquete do frei
[15] Retire o disco do freio traseiro e verifique se há 
lama, mancha de óleo, resíduos e etc. Limpe 
o disco de freio traseiro, caso contrário, o des-
gaste da pastilha de freio será acelerado e o 
desempenho do freio será prejudicado. Verifi-
que o freio da mola de retorno do freio traseiro.
 CUIDADO
Se a mola de retorno do freio traseiro estiver 
quebrada, substitua-a.
[16] Verifique o desgaste do tambor do freio trasei-
ro. Meça o diâmetro interno do tambor do freio 
traseiro com um paquímetro.O valor limite de 
reparo é 131,0 mm.
 CUIDADO
Se o diâmetro interno do tambor do freio trasei-
ro exceder o valor limite de reparo de 131,mm, 
substitua a liga da roda traseira.
[17] Meça a espessura da pastilha do freio traseiro 
com um micrômetro. O valor limite de reparo é 
2,0 mm.
 CUIDADO
Se a espessura da pastilha de freio exceder o 
valor limite de reparo igual a 2,0 mm substitua a 
pastilha de freio.
[18] Verifique a flexibilidade do braço oscilante do 
freio traseiro. Caso o braço oscilante não esteja 
flexível ou apresente interferência, desmonte e 
limpe o braço do freio traseiro.
 CUIDADO
Limpe a graxa sobre o comando e tenha cuida-
do para não sujar a pastilha do freio; caso con-
trário, a eficiência do freio da motocicleta será 
prejudicada.
4-61 MOTOCICLETA
Remova o freio 
traseiro
Meça o diâmetro 
interno do tambor 
do freio
Meça a espessura 
da lona do freio
Verifique a sapata do freio
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do freio dianteiro e 
traseiro
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Bomba principal 
do freio 
dianteiro
O fluido de freio é insuficiente. O fluido de freio é insuficiente.
O freio dianteiro está fora 
de controle.
Adicione fluido de freio DOT3 
ou D0T4 até a escala superior e 
descarregue o ar da passagem de 
ar do sistema de freio.
O fluido de freio está deterirado 
ou visivelmente sujo. ------------- ------------- Substitua o fluido de freio.
A superfície da parede do 
cilindro está danificada.
Vazamento de fluído do 
cilindro de óleo -------------
Substitua o conjunto da bomba 
principal do freio dianteiro.
O cilindro de óleo está 
quebrado ou com vazamento. ------------- -------------
Substitua o conjunto do pistão da 
bomba principal.
A superfície do pistão da 
bomba principal está danificada ------------- ------------- -------------
A borracha do pistão do 
freio da bomba principal 
está danificado, rachado ou 
envelhecido.
------------- ------------- -------------
Conjunto da 
pinça do freio 
dianteiro
Ar flui para dentro do tubo de 
óleo do breio. ----------------------
O freio dianteiro está fora 
de controle.
Elimine o ar da passagem de óleo 
do sistema de freio 
O tubo do óleo de freio 
dianteiro está envelhecido, 
rachado ou danificado.
Vazamento de fluído do 
buro de óleo do freio ------------- Substitua o óleo freio dianteiro
O tubo de óleo do freio 
dianteiro está bloqueado.
O tubo de óleo do freio está 
bloqueado -------------
Limpe ou substitua o tubo de óleo 
do freio.
A superfície do cilindro de óleo 
da pinça do freio dianteiro está 
danificada.
------------- ------------- Substitua o conjunto da pinça do freio dianteiro.
A parede interna do cilindro de 
óleo da pinça do freio dianteiro 
está gasta.
------------- ------------- -------------
A pinça do freio dianteiro está 
rachada.
Vazamento de fluído da 
pinça do freio dianteiro ------------- -------------
O anel de vedação está 
rachado ou envelhecido.
Vazamento de fluído da 
junta ------------- -------------
As pastilhas de fricção do freio 
estão gastos.(As pastilhas de 
fricção atingiram o valor limite 
de abrasão).
------------- ------------- Substitua as pastilhas de fricção do freio em conjunto.
A superfície do pistão da pinça 
do freio está danificada ou 
gasta.
-------------
O freio dianteiro emite 
ruído anormal ou está fora 
de controle.
Substitua o pistão da pinça do 
freio.
O pino-guia da pinça do freio 
está emperrado. -------------
O freio dianteiro está fora 
de controle ou os discos 
de fricção do freio não 
retrocedem.
Limpe e lubrifique o pino-guia.
Disco do freio 
dianteiro
O disco do freio dianteiro está 
gasto. -------------
O freio dianteiro está fora 
de controle.
Substitua o disco do freio 
dianteiro.
O disco do freio dianteiro 
distorcido. -------------
O freio dianteiro emite 
som anormal ou está fora 
de controle.
-------------
Lona ou sapata 
do freio traseiro
Lona ou sapata de fricção 
estão gastos. -------------
O freio está fora de 
controle ou as pastilhas de 
freio não retrocedem.
Substiua as lonas ou sapatas de 
freio em conjunto.
A extremidade da lona ou 
sapata de freio está gasta e 
rasgada.
-------------
O freio dianteiro emite 
som anormal ou está fora 
de controle.
-------------
A área de contato da sapata do 
freio com o tambor do freio é 
muito pequena.
------------- O freio dianteiro está fora de controle.
Repare ou substitua o cubo 
traseiro e lonas de freio
A elasticidade da mola da 
sapata do freio não é suficiente 
ou está quebrada .
------------- As sapatas do freio não retrocedem. Substitua a mola de retorno.
Ressalto da 
sapata do freio
As peças móveis estão 
oxidadas ou contém resíduos.
A rotação do ressalto do 
freio não é flexível.
O freio está fora de 
controle ou não retrocede.
Limpe e lubrifique o ressalto do 
freio.
A superfície circular do ressalto 
do freio está gasta. -------------
O freio dianteiro está fora 
de controle. Substitua o ressalto do freio.
MOTOCICLETA 4-62
PARTE 14 – MEDIDORES
Os medidores são utilizados para indicar as condições de funcionamento da motocicleta. 
1 Estrutura e principio de funcionamento dos medidores
[1] Hodômetro
 O hodômetro serve para indicar a velocidade de deslocamento e a quilometragem total da motocicleta. 
Ele acionado pela roda dianteira. O movimento da roda dianteira é enviada para o hodômetro através do 
sistema de transmissão e do cabo do hodômetro que faz o cilindro magnético girar. O disco giratório corta 
a corrente magnética fazendo com que a corrente em redemoinho e o campo magnético cooperem com 
o campo magnético do cilindro magnético, fazendo o disco giratório alcançar um determinado torque, 
superar a resistência e fazer o ponteiro girar. Quanto mais rápida é a velocidade, mais intenso é o campo 
magnético do disco giratório. O torque é maior, assim o ângulo do ponteiro aumenta e pode alcançar a 
marca mais alta no painel. Enquanto isso, o eixo principal giratório move o contador através do disco e 
alavanca da turbina. Assim, a quilometragem total da motocicleta é indicada pelo contador.
 Realize a manutenção do hodômetro anualmente. Acrescente óleo lubrificante de acordo com a necessi-
dade dos componentes.
[2] Tacômetro
 O tacômetro serve para medir a reversão do motor 
pela indução de corrente. As informações induzidas 
serão inseridas e mostradas no tacômetro.
[3] Medidor de combustível
 O medidor de combustível serve para indicar o volume 
de combustível no tanque através de corrente elétrica 
induzida, seu princípio de funcionamento é similar ao 
do tacômetro. O volume de combustível é indicado no 
medidor de combustível de F a E. Se o mostrador do 
medidor de combustível estiver mostrando E, adicio-
ne combustível o mais rápido possível.
2 Desmontagem e manutenção dos medidores
Imagem da estrutura dos medidores
[1] Se o tacômetro e o velocímetro apresentarem 
falhas, desmonte e verifique-os. Remova os 
dois parafusos de fixação (M6 X 25) dos medi-
dores. Retire os medidores.
Torque
Parafuso dos medidores: 
M6 X 25/10 a 15 N.m.
[2] Desmonte a carcaça do medidor, verifique se 
o circuito de conexão do disco giratório, pon-
teiro, cabo principal do medidor e contador do 
hodômetro apresentam circuito aberto ou curto-
circuito com o
hodômetro. 
 CUIDADO
Se houver circuito aberto ou curto-circuito, 
repare ou substitua os circuitos citados ante-
riormente.
4-63 MOTOCICLETA
Remova o parafuso 
trava dos medidores
Meça o 
odômetro
[3] Desmonte o tacômetro e verifique se o circuito 
de conexão do núcleo do tacômetro apresenta 
circuito aberto ou curto-circuito com o ohmíme-
tro.
 CUIDADO
Se o circuito de indução do núcleo do tacômetro 
possuir circuito aberto ou curto-circuito, repare 
ou substitua-o.
[4] Retire o indicador de nível do combustível após 
a remoção do seu parafuso de fixação (M6 X 8) 
e os dois parafusos (M6 X 20).
Torque
Parafuso de fixação do medidor de 
combustível: 
M6 X 8/M6 X 20/8 a 12/10 a 15 N.m.
[5] Desmonte o medidor de combustível e verifique 
se há circuito aberto ou curto-circuito no circuito 
de conexão com o ohmímetro.
 CUIDADO
Se o circuito de conexão do medidor de com-
bustível apresentar circuito aberto ou curto-cir-
cuito, repare ou substitua-o.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos medidores
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Odômetro
O ponteiro do odômetro 
não funciona.
O cabo do odômetro está 
quebrado. O odômetro não funciona.
Substitua o cabo do 
odômetro.
O ponteiro do odômetro 
não funciona.
O núcleo do odômetro está 
danificado. O odômetro não funciona. Subsititua o odômetro.
Tacômetro
O ponteiro do tacômetro 
não funciona. O tacômetro está danificado. O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro.
O ponteiro do tacômetro 
não funciona.
O circuito de indução 
apresenta curto-circuito ou 
circuito aberto.
O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro.
Medidor de 
combustível
O ponteiro do medidor de 
combustível não funciona
O medidor de combustível 
está danificado.
O medidor de combustível não 
funciona.
Substitua o medidor 
de combustível.
O ponteiro do medidor de 
combustível não funciona
O circuito de indução 
apresenta curto-circuito ou 
circuito aberto.
O medidor de combustível não 
funciona.
Substitua o medidor 
de combustível.
MOTOCICLETA 4-64
Desmonte o medidor 
de combustível
Meça o medidor de 
combustível
SISTEMA ELÉTRICO 
ÍNDICE
5
PARTE 1 – CONHECIMENTOS BÁSICOS ...................................................5-1
PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ...................................................5-3
PARTE 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA ................................................5-7
PARTE 4 – CONTROLES ............................................................................5-12
PARTE 1 – CONHECIMENTOS BÁSICOS 
Para entender melhor a estrutura e principio de funcionamento do sistema elétrico da motocicleta, você deve 
primeiramente ter um conhecimento geral básico sobre elétrica.
1 Eletricidade, corrente elétrica, tensão e resistência
 O componente básico de toda substancia é o átomo. Existe um núcleo eletro positivo e um elétron eletro 
negativo dentro do átomo. A quantidade de núcleo é igual à de elétron, fazendo a eletricidade positiva 
neutralizar a negativa, tornando o átomo neutro. Se a substancia é influenciada por fricção ou um campo 
magnético, este equilíbrio é quebrado. Então o elétron aumenta ou diminui de acordo com a movimenta-
ção. Nesse momento, a substancia possui uma carga elétrica porque o átomo não está neutro. A carga 
elétrica da substância possui relação com o aumento e diminuição do átomo. Quando o átomo aumenta, 
a substância será eletro negativa. Quando o átomo diminui, a substância possuirá eletricidade positiva.
 A carga elétrica se move regularmente em condutor para uma determinada direção, chamada de corrente 
elétrica. A quantidade de carga elétrica por segundo é usada para medir a força da corrente elétrica. Em 
elétrica, utilizamos um I para representar a corrente elétrica. Sua unidade de força é o Amp(A). Normal-
mente, a direção determinada da corrente elétrica vai do ânodo da bateria para o catodo.
 Há uma interação de força entre a carga elétrica. Para fazer a carga elétrica mover-se, tal força deve ser 
superada. Ao mover a carga positiva, o trabalho de conquistar a força entre a carga elétrica é chamado 
potencial. O potencial diferencial entre dois pontos é chamado tensão. Usamos U para representá-lo e V 
para sua unidade.
 Quando a corrente elétrica flui em uma substância, a substância produz um resistência chamada de 
resistência elétrica. Usamos R para representá-la e sua unidade é . Substancias diferentes possuem re-
sistências diferentes. Por exemplo, a resistência do cobre, ferro, aluminio é pequena, e são chamados de 
condutor. No entanto a resistência da madeira, porcelana, plástico é grande, e são chamados de dielétri-
cos.
2 Lei de Ohm
 A lei de Ohm’ s indica a relação entre tensão, resistência e corrente elétrica. Em outras palavras, Corrente 
elétrica (l) e tensão (U) tem proporção direta e corrente elétrica (l) e resistência (R) tem proporção inversa. 
Sua fórmula é l = U/R: Também, U=IR, R = U/I.
3 Aparelhos elétricos, corrente direta (DC), corrente alternada (AC) e fonte elétrica
 Os aparelhos elétricos são, geralmente, chamados de carga são equipamentos que consomem energia 
elétrica e a transferem para outro tipo de energia.
 O dispositivo que oferece energia para os aparelhos elétricos são chamados de fonte elétrica ou forneci-
mento de energia.
 Existem dois tipos de corrente elétrica que a fonte elétrica oferece para o equipamento elétrico: O tipo que 
a intensidade e direção não mudam de acordo com a mudança de tempo é chamado corrente contínua 
(DC). O outro tipo cuja intensidade e direção mudam constantemente de acordo com a mudança de tempo 
é chamada de corrente alternada (AC).
4 Circuito, circuito em série e circuito paralelo
 O circuito fechado que é constituído da fonte elétrica, aparelho elétrico e fio de conector é chamado de 
circuito. O circuito é classificado em dois tipos básicos: circuito em série e circuito paralelo. No circuito em 
série, vários aparelhos elétricos se conectam entre si e existe nenhuma seção intermediária. Nessas con-
dições, a corrente elétrica que passa por cada aparelho elétrico é a mesma. Mas, no circuito paralelo, o 
começo e o fim de cada equipamento é conectado entre dois pontos e a tensão de das duas extremidades 
é a mesma. No complexo circuito da motocicleta, o circuito em série e o paralelo coexistem.
5 Curto-circuito e circuito aberto
 Em um circuito normal, se dois fios, cujas fontes elétricas passam pelo aparelho elétrico, não passam pelo 
aparelho elétrico e se conectam, ocorre o curto-circuito. No circuito que é constituído de fonte elétrica, 
aparelho elétrico e fio de conexão, quando o fio é rompido, a corrente elétrica não forma um circuito fecha-
do, e ocorre o que chamamos de circuito aberto.
6 Regra da mão esquerda e da mão direita
 No campo magnético que pode produzir indução por eletromagnetismo, estique a mão esquerda, deixe 
a palma plana, coloque o polegar perpendicularmente aos outros quatro dedos, deixe o fio magnético 
perpendicularmente e passe pelo centro da palma e coloque os quatro dedos apontando na direção da 
corrente elétrica. Nesse momento, a direção que aponta o polegar é a direção da força do campo magné-
tico, que é chamada regra da mão esquerda.
 Estenda o polegar da mão direita, segure a bobina na da direção da corrente elétrica com os outros quatro 
dedos. Nesse momento, a direção que o polegar aponta é a direção do fio magnético que a bobina produz 
campo magnético, essa é a regra da mão direita.
5-1 SISTEMA ELÉTRICO
SISTEMA ELÉTRICO 5-2
 O sistema elétrico é uma parte importante da motocicleta. Sua estrutura e função interferem diretamente 
no desempenho e conforto de deslocamento da motocicleta. O sistema elétrico é dividido em três partes: 
Fornecimento, controle e consumo de energia. Devido ao sistema de ignição do sistema elétrico ser a
parte principal da motocicleta, ele é descrito na parte do motor. Durante a utilização constante, você deve 
realizar a manutenção do sistema elétrico frequentemente. Os problemas mais comuns do sistema elétri-
co da motocicleta podem ser verificados no diagrama do circuito, tanto no MANUAL DO USUÁRIO quanto 
no MANUAL DE MANUTENÇÃO. 
PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA
1 Estrutura e principio de funcionamento do fornecimento de energia
 A alimenteção de energia consiste principalmente de gerador e bateria. Sua função está no circuito fecha-
do da motocicleta, gerador e bateria possuem conexão paralela e oferecem corrente elétrica para apare-
lho elétrico no sistema elétrico, então armazena o restante da energia na bateria.
 De acordo com o caráter da saída da corrente elétrica, o gerador pode ser dividido em gerador DC e gera-
dor AC. De acordo com diferentes estruturas, o gerador AC pode ser dividido em gerador do Volante AC , 
gerador de rotor do magneto AC e gerador de trifásico AC. O pólo magnético dos dois primeiros possuem 
um magneto permanente, sendo então chamado de gerador de magneto permanente AC. No entanto, 
o ultimo produz um pólo magnético através da eletrificação da bobina, então é chamado de gerador de 
excitação AC. Geralmente o gerador que nos referimos é o gerador do volante AC.
 De acordo com as diferentes tensões nominais da bateria, ela pode ser dividida em bateria 6V e 12V. Se 
a tensão nominal for a mesma, de acordo com o volume diferente, pode ser dividida em grande e peque-
na. De acordo com diferentes estruturas, pode ser dividida em bateria de acido de chumbo e bateria de 
manutenção fechada.
[1] Estrutura e principio de funcionamento do gerador DC
 O gerador DC funciona de acordo com o principio de indução eletromagnética.Viz. quando o fio mag-
nético de chumbo e se move no campo magnético uniforme, há uma força eletromotriz produzida no 
chumbo. Se o chumbo forma um circuito fechado com o circuito externo, há corrente elétrica indutiva 
produzida no chumbo. A direção desta corrente elétrica pode ser estimada através da regra do lado 
direito.
[2] Estrutura e principio de funcionamento do gerador AC
 O gerador AC consiste principalmente de gerador do volante AC, gerador de rotor de magneto AC 
e gerador trifásico AC. Assim como o gerador DC, ele também funciona de acordo com o principio 
da indução eletromagnética. No entanto ele não produz corrente elétrica através do método do fio 
magnético de chumbo e move-se em um campo magnético proporcional. Ele produz corrente indu-
tiva através do método do rotor feito de um magneto permanente gira continuamente e se torna um 
campo magnético giratório, então fazendo o fio magnético passar continuamente e alternadamente 
pela bobina fixa.
[3] Estrutura e principio de funcionamento da bateria de armazenamento
 Esse tipo de bateria tem peso leve, é pequena, pequeno volume, boa vedação e desempenho a pro-
va de choques, e a bateria de acido de chumbo tem pequena resistência interna e tensão estável. Ela 
consiste principalmente de corpo da bateria, tampa, placa, eletrólito e espelho. O corpo da bateria é 
feito de borracha dura ou plástico que é a prova de acido, calor e impactos. A bateria é dividida em 
3 ou 6 partes independentes de acordo com a variação de tensão. Devem ser feitas duas marcas na 
parte externa da bateria. A marca superior é H e a inferior é L, elas indicam respectivamente o limite 
superior e o limite inferior. Também, existem as marcas do ânodo e catodo na bateria. A marca “+ “ é 
o anôdo e a marca “ — “ é o cátodo.
 A placa é a substância principal, onde a bateria realiza o processo químico de carga e descarga. 
Ela é feita de pedaços de liga de chumbo antimônio que são pintados com uma substância ativa e 
processados 
 Por eletroquímica. A placa é dividida em placa do anôdo e placa do cátodo. A substância ativa na pla-
ca do ânodo é o Pb02 e na placa do cátodo é o Pb. O eletrólito é a mistura líquida de ácido sulfúrico e 
água destilada. A temperatura da densidade do eletrólito de medida padrão é 20°C. Quando a bateria 
está na temperatura padrão e em condição de 
carga completa, sua densidade fica entre 1,24 
e 1,29 g/cm³. Em cada parte independente da 
bateria, existe um conjunto de placas e eletró-
litos instalados. Cada conjunto de placas res-
pectivamente realiza a reação química com o 
eletrólito e constitui uma bateria independente. 
Sua tensão é de aproximadamente 2V. 3 ou 6 
baterias são agrupadas em série e se tornam 
uma bateria de armazenamento de 6V ou 12V 
de tensão. A cobertura da bateria é feita de bor-
racha resistente e de alto isolamento e plástico 
resistenteque formam um espaço interno inte-
grado com o corpo da bateria,
Imagem da estrutura da alimentação de energia
5-3 SISTEMA ELÉTRICO
5-4 SISTEMA ELÉTRICO
[4] Estrutura e princípio de funcionamento da bateria isenta de manutenção
 A estrutura e manutenção da bateria isenta de manutenção é similar a bateria de eletrólito, precisa 
apenas de ser preenchida de eletrólito pela primeira vez e ter o parafuso de vedação bem apertado. 
Não é necessário que nenhum fluido seja adicionado diariamente. Portanto, é simples, conveniente, 
confiável, completamente vedada e isenta de manutenção.
2 Desmontagem e manutenção da alimentação de energia
 A bateria da motocicleta fica instalada no lado direita do assento. Sua especificação é 12V7Ah e o for-
necimento de energia adotado é o DC. Realize a manutenção da bateria após os primeiros 1.000km a 
3.000km de circulação da motocicleta.
[1] Verifique se os terminais do ânodo e do cátodo estão soltos. 
[2] Carregue a bateria lentamente,uma vez por mês se permanecer sem uso por muito tempo.
[3] Verifique o nível do eletrólito da bateria. Se o nível estiver abaixo da marca inferior, adicione água 
destilada o mais rápido possível. O método correto de carga é desmontar a bateria da bicicleta e 
carregá-la lentamente com o carregador; o método de carga rápida não é recomendado. Ao carregar 
a motocicleta, pode ser liberado gás hidrogênio explosivo e inflamável, portanto, mantenha distância 
de fontes de fogo para evitar incêndios e explosão da motocicleta.
Especificações técnicas
Bateria
Itens Valor padrão
Densidade do eletrólito 1.280 ± 0,010 g/cm3 (25°C)
Intensidade Luz do dia noite
1.500 rpm 14,0V acima 13,5V acima
8.500 rpm 14,6V abaixo 14,6V abaixo
Gerador
Resistência DC
Amarelo-amarelo 0,9 Ω a 1,2 Ω
azul/amarelo-verde 220 Ω ± 50 Q
preto/vermelho-verde 550 Ω ± 680Ω
[1] Desmontagem da bateria Remova a tampa late-
ral esquerda.
 Remova o circuito de conexão do anôdo e cáto-
do da bateria e a mangueira de ventilação.
 Após remover o suporte de fixação remova a 
bateria.
 CUIDADO
Desmonte os polos de conexão da bateria cáto-
do (-) e anodo ( + ).
[2] Teste da gravidade específica do eletrólito
 Teste a gravidade específica do eletrólito da ba-
teria com um densímetro
 Especificação da gravidade específica: (20°C)
Carga suficiente 1.270 g/cm3 a 1.290 g/cm3
1.260 g/cm3
 ADVERTÊNCIA
 Caso a gravidade específica do eletrólito seja 
menor que 1.250 g/cm3, troque a bateria.
 A gravidade específica do eletrólito varia de 
acordo com a temperatura, portanto, siga es-
tritamente a relação de temperatura e especi-
ficação de gravidade” para fazer o eletrólito.
 Caso a placa do polo da bateria estiver com 
oxidação ou depósitos óbvios abaixo das 
placas, substitua a bateria.
SISTEMA ELÉTRICO 5-4
Remova a bateria
Teste o eletólito
[3] Preparação do eletrólito
 A temperatura e a gravidade específica para a 
preparação do eletrólito são indicadas na figura 
à esquerda.
 ADVERTÊNCIA
Não derrame o ácido sulfúrico na pele, olhos e 
roupas ao preparar o eletrólito. Adicione-o len-
tamente à água destilada, é proibido despejar 
água destilada no ácido sulfúrico.
[4] Carga da bateria
 Remova as seis buchas que conectam a bateria.
 Conecte o anodo da bateria ( + ) no carregador 
anodo
( + ) e cátodo (-) da bateria com o carre-
gador cátodo.
 ADVERTÊNCIA
As baterias que são livres de manutenção 
nunca devem ser violadas. Apenas Recarrega-
das.
[5] Corrente de carga: 0,7 a 1,0A Carregue a ba-
teria até a gravidade específica do eletrólito al-
cançar de 1,270g/cm3 a 1,290g/cm3 (tempera-
tura 20°C).
 
 CUIDADO
 Remova as seis buchas que conectam 
a bateria antes de carregá-la. Mantenha 
distância de fontes de fogo ao carregar a 
bateria.
 O interruptor de energia deve ser co-
nectado ao carregador, "p" interrompe 
o carregamento quando a temperatura 
do eletrólito exceder 45°C. "W" carrega a 
bateria lentamente aumenta o seu tempo 
de serviço. Realize a recarga rápida so-
mente em caso de emergência.
[6] Teste do sistema de carga
 Ligue e aqueça o motor antes de realizar o tes-
te de saída do sistema de carga.
 Conecte um amperímetro e um voltímetro 
com indica a figura à esquerda , aumente 
lentamente a reversão do motor e
 Observe a leitura do amperímetro e do 
voltímetro.
 
 CUIDADO
Escolha uma bateria em boas condições para 
realização desse teste.
5-5 SISTEMA ELÉTRICO
Conecte a bateria
Carregue a bateria
Teste o sistema 
de carga
Relação da temperatura e da 
densidade do eletrólito
[7] Teste do circuito da buzina
 Desmontagem da tomada do fio de conexão da 
buzina. Meça o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito do interruptor da buzina 
com um ohmímetro.
Condição 
Itens 
Luz de ilumina-
ção desligada
Luz de iluminação 
ligada
Rotação (rpm) Tensão (V) Tensão (V)
Início da carga <1500 1500
reversão 14,0 acima 14,0 acima
1.500 rpm 14,60 acima 14,60 acima
[8] Substitua o gerador
 Desmonte a bobina de conexão da resistência, 
acionador e bobina de ignição enrolados em sé-
rie. Teste a resistência de enrolamento da bobi-
na de ignição: A resistência entre os fios preto, 
vermelho e verde é 550 Q ± 680 Q.
 Teste de resistência do acionador: a resistência 
entre os fios azul, amarelo e verde é 220 Q + 50 
o. Teste a resistência de enrolamento da bobina 
de carga: a resistência entre os fios amarelos é: 
0,9 a 1,2 Ω.
 CUIDADO
Se as leitura do teste não estiverem dentro dos 
limites de valores especificados acima, substi-
tua o gerador.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de 
alimentação de energia
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Circuito
A bobina de carga 
possui curto-circuito.
A saída de tensão da 
bobina de carga é 
insuficiente.
A bateria não pode ser 
carregada e a parte elétrica não 
funciona bem.
Substitua o gerador.
A bobina de carga 
possui curto-circuito 
(resitência ∞).
A bobina de carga não 
possui saída de corrente.
A bateria não pode ser 
carregada e a parte elétrica não 
funciona bem.
Substitua o gerador.
A bobina de carga está 
queimada.
A bobina de carga não 
possui saída de corrente.
A parte elétrica e a parte de 
controle da motocicleta não 
funcionam bem.
Substitua o gerador.
A energia magnética do 
gerador falha.
A bobina de carga não 
possui saída de corrente.
A parte elétrica e a parte de 
controle da motocicleta não 
funcionam bem.
Substitua o gerador.
Bateria
A bateria está 
danificada. A bateria não carrega.
O motor de partida não 
funciona.
Substitua a bateria 
de armazenamento.
O tempo de 
armazenamento é 
muito longo.
A potência elétrica não 
é suficiente e a tensão é 
muito baixa.
O motor de partida não 
funciona.
ou funciona sem força.
O sistema de sinal é irregular.
Carregue ou 
substitua a bateria 
de armazenamento.
O eletrólito não é 
suficiente.
A potência elétrica não 
é suficiente e a tensão é 
muito baixa.
O motor de partida não 
funciona ou funciona sem força.
O sistema de sinal é irregular.
Adicione água 
destilada ou 
substitua a bateria 
de armazenamento.
SISTEMA ELÉTRICO 5-6
Teste o circuito da buzina
Substitua o circuito
PARTE 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA
1 Estrutura e principio de funcionamento dos consumidores de energia
 As peças consumidoras de energia do sistema elétrico da motocicleta são:
(1) Dispositivos de sinais luminosos
 Os dispositivos de sinais luminosos consistem de farol, luz de posicionamento, lanterna traseira e indica-
dor medidor. Suas funções são iluminar e chamar atenção de outros quando a motocicleta se desloca de 
noite, garantindo a segurança do deslocamento.
 Os dispositivos de sinais consistem de indicador de direção, indicador de marcha e luz de freio. São 
usados para indicar a condição da motocicleta durante o deslocamento e expressar a operação do piloto 
através de sinais de luz e som.
(2) Dispositivo de partida elétrica
 O dispositivo de partida elétrica consiste de motor de partida e mecanismo de encaixe. É utilizado princi-
palmente para ligar o motor.
[1] Dispositivos de sinais luminosos
 Farol e luz de posição
 O farol ilumina a estrada à frente do motociclista. Ela possibilita o motociclista de ver a condição da 
estrada e outros veículos e também pode mandar um sinal para veículos e pessoas que vêm na dire-
ção oposta. Seu piscar pode fazer com que os veículos a frente percebam a intenção do motociclista. 
Quando a motocicleta se desloca em um dia com neblina, o farol geralmente é aberto para garantir 
a segurança do deslocamento.
 A luz de posição é usada para indicar a posição da motocicleta e fazer com que ela seja vista por 
outras pessoas em locais onde as condições de iluminação são boas ou quando a motocicleta passa 
por outros veículos durante a noite.
 O farol consiste de lâmpada de foco, proteção de vidro, socket da lâmpada e tampa.
 A função da lâmpada de foco é transformar a luz da lâmpada em um feixe de luz brilhante. É feita de 
placa de alumínio, através de prensagem.
 A funçao principal da proteçao de vidro é espalhar o feixe de luz que, refletido por um espelho refletor, 
e garantir àrea de iluminação suficiente da estrada à frente. Ela evita que os motoristas que vem em 
direção contraria tenham a sensação de tontura.
 A lâmpada é dividida em filamento único e filamento duplo.
 O soquete da lâmpada é feito de folha galvanizada de ferro prensado. Tem formato cilíndrico. Há três 
bojos irregulares na extremidade do soquete e um orifício de entrada.
 Quebra luz e tampa completam o espaço que contém as outras partes do farol.
[2] Lanterna traseira e luz de freio
 A lanterna traseira é utilizada para indicar a posição da motocicleta para veículos que estão atrás 
durante o deslocamento a noite e fazer com que a placa de registro seja visto com clareza.
 A Lanterna traseira consiste de quebra luz, tampa, soquete e lâmpada. O quebra luz é feito de vidro 
orgânico vermelho. Há um vidro orgânico transparente na parte inferior para que a placa de registro 
possa ser iluminada.
 A tampa da luz é feita de plástico. Há dois suportes laterais com orifícios e um interruptor. O quebra 
luz e a tampa da luz podem ser conectados por parafuso.
[3] Buzina
 Durante o deslocamento da motocicleta, o mo-
tociclista pode soar a buzina para chamar aten-
ção de transeuntes e outros veículos, garantin-
do assim a segurança do deslocamento.
 De acordo com os diferente tipos de fonte de 
energia, a buzina elétrica pode ser classifica-
da em buzina elétrica AC e buzina elétrica DC. 
Essa motocicleta adota buzina elétrica DC.
 [4] Lâmpada indicadora de direção Quan-
do a motocicleta precisa mudar de direção, a 
lampada indicadora de direção emite um sinal 
piscante amarelo através do relé piscante para 
que as outras pessoas percebam que moto-
cicleta vai efetuar uma curva. Normalmente a 
lâmpada indicadora de direção consiste de tam-
pa, soquete, lâmpada e quebra luz.
Imagem da estrutura das peças 
consumidoras de energia
5-7 SISTEMA ELÉTRICO
2 Desmontagem e manutenção dos consumidores de energia
 Os circuitos da motocicleta são marcados com cores diferentes, portanto,
observe a cor dos fios e conecte 
juntos os fios com a mesma cor. Se os fios de conexão possuírem tomadas ou soquetes conecte juntos 
os fios com o mesmo tipo de tomada e soquete. Especificações técnicas
Item Valor padrão Número
Farol 12V 35W/35W 1
Lanterna traseirat/Luz de freio 12V 5W/21W 1
Lâmpada indicadora de direção 12V 10W 4
Luz de posição 12V 3W 1
Indicador de farol alto 12V 1,7W 1
Indicador de direção esquerdo 12V 1,7W 1
Indicador de direção direito 12V 1,7W 1
Indicador de marcha 12V 1,7W 6
Indicador do medidor 12V 1,7W 3
[1] Teste do circuito de iluminação
 Desmonte a tampa do farol. 
 Desmonte as tomadas dos fios de conexão do 
interruptor de mudança da luz e interruptor de 
iluminação. Meça o desempenho de ligação e 
desliga-mento do circuito de conexão do inter-
ruptor de mudança das luzes e do interruptor de 
iluminação com um ohmímetro. 
 CUIDADO
Teste o interruptor de mudança da luz, ilumina-
ção e luz de posição.
Interruptor de mudança de luz
Branco Azul Azul/ Amarelo
Farol Alto
Farol normal 
Farol baixo 
Interruptor de mudança de luz
Azul 
Amarelo Preto Marrom
Marrom/ 
Branco Reposição Reposição
Farol Alto ( ) 
Farol normal
Farol baixo
[2] Substitua a lâmpada de iluminação
 Retire a lâmpada de iluminação e a lâmpada de 
luz de posição.
 Verifique se as lâmpadas estão queimadas.
 Verifique se não há curto-circuito.
 Verifique se a potência e tensão são adequadas.
 Lâmpada da luz de farol alto e luz de farol baixo:
 12V 35W/35W
 Lâmpada da luz de posição: 12V 3W
 CUIDADO
Substitua o bulbo por um de mesma potência e 
tensão.
SISTEMA ELÉTRICO 5-8
Substitua a lâmpada
Verifique a lâmpada
[3] Teste o circuito da lâmpada indicadora de dire-
ção Desmonte a tampa da lâmpada indicadora 
de direção. Desmontagem da tomada dos fios 
de conexão Verifique o desempenho de liga-
ção e desligamento do circuito do interruptor da 
lâmpada de direção com um ohmímetro.
Interruptor indicador de direção
Laranja Cinza Azul claro
Direito
(Meio)
Esquerdo
[4] Substituição das lâmpadas dos indicadores de 
direção Retire as lâmpadas do indicador de 
direção Verifique se as lâmpadas estão quei-
madas. Verifique se há curto-circuito do fio da 
fonte elétrica das lâmpadas.
 Verifique se a potência e W das lâmpadas es-
tão corretas.
 Lâmpada do indicador de direção: 12V10W
 CUIDADO
Substitua a lâmpada por uma de mesma potência 
e tensão. Substitua ou repare o interruptor da 
lâmpada do indicador de direção se o seu fio de 
conexão estiver solto ou não transmitir energia.
[5] Teste a lanterna traseira e a luz de freio Des-
monte as tomadas dos fios de conexão da lan-
terna traseira e luz de freio.
 Meça o desempenho de ligação e desligamento 
do circuito do interruptor da lanterna traseira e 
da luz de freio com um ohmímetro. Interruptor 
da luz de freio
Laranja Cinza
Libere
Segure a manopla do 
freio dianteiro
Libere
Pise no pedal do freio 
traseiro
[6] Substitua as lâmpadas da lanterna traseira e da 
luz de freio Remova lâmpadas.
 Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve-
rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé-
trica das lâmpadas. Verifique se a potência e 
tensão das lâmpadas estão corretas.
 Lâmpadas da lanterna traseira e da luz de freio: 
12V5/21W
 CUIDADO
 Substitua a lâmpada por uma de mesma po-
tência e tensão.
 Substitua ou repare os interruptores da lan-
terna traseira e da luz de freio se seus fios de 
conexão estiverem soltos ou não transmiti-
rem energia.
5-9 SISTEMA ELÉTRICO
Teste o circuito da lâmpada 
indicadora da direção 
Substitua as lâmpadas 
indicadoras da direção
Teste o circuito de 
iluminação do freio
Substitua a lâmpada do freio
[7] Teste do circuito da buzina
 Desmontagem da tomada do fio de conexão da 
buzina. Meça o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito do interruptor da buzina 
com um ohmímetro.
Interruptor da buzina
Preto Verde clara
Libere
Pressione
[8] Substitua a buzinaSe a buzina produzir um som 
estranho ou não emitir som, substitua por uma 
de mesma potência ou ajuste-a.
 CUIDADO
 Substitua a buzina por uma de mesma 
potência.
 Verifique ou ajuste o circuito do interrup-
tor da buzina se o seu fio estiver solto ou 
não transmitir energia.
[9] Horn Meça os circuitos do indicador de medida 
e indicador de nível de combustível.
 Desmonte os circuitos do medidor de medida e 
indicador de nível de combustível.
 Meça o desempenho de ligação e desligamento 
dos circuitos de conexão do indicador de medi-
da e do indicador de nível de combustível com 
um ohmímetro.
 CUIDADO
Substitua ou repare os interruptores do indi-
cador de medida e do indicador de nível do 
combustível se seus fios de conexão estive-
rem soltos ou não transmitirem energia.
[10] Substitua as lâmpadas do indicador de medidas 
e de nível do combustível
 Retire as lâmpadas.
 Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve-
rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé-
trica das lâmpadas . Verifique se a potência e 
tensão das lâmpadas estão corretas.
 Lâmpada do indicador de medidas: 12V 1,7W 
Lâmpada do indicador de nível do combustível: 
12V 1,7W
 CUIDADO
Substitua o bulbo por um de mesma potên-
cia e tensão.
SISTEMA ELÉTRICO 5-10
Meça a buzina 
do circuito
Substitua a buzina
Meça o circuito do indicador de medidas
Substitua a lâmpada do 
indicador de medidas
[11] Teste do motor de partida
 Desconecte os fios de conexão anodo e cátodo 
do motor de partida
 Meça a resistência entre o anodo e cátodo do 
motor de partida.
 Resistência do motor de partida: 0<R<0,5 Meça 
o desempenho de ligação e desligamento do 
circuito de conexão do interruptor do motor de 
partida com um ohmímetro.
 CUIDADO
Substitua o motor de partida por um de mesma 
especificação se as leituras não estiverem de 
acordo com as especificações citadas acima.
3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos consumidores de 
energia
Compo-
nente Causa
Descrição de problemas 
dos componentes
Descrição de problemas da 
motocicleta Método de reparo
Conjunto 
do farol
O ajuste do feixe da luz está 
inadequado.
A luz de iluminação não 
funciona normalmente.
O feixe da luz do farol está 
muito longe ou muito perto. Regule o feixe de luz do farol.
O filamento do farol está 
queimado.
O filamento do farol está 
queimado. O farol não ilumina. Substitua a lâmpada do farol.
O acionador interno está com 
mau contato ou danificado.
O acionador interno está com 
mau contato ou danificado.
A luz de iluminação não fun-
ciona normalmente ou parou 
de funcionar.
Repare ou substitua o inter-
ruptor de mudança da luz de 
iluminação.
Lanterna 
traseira/ 
Freio 
traseiro
Filamento da lanterna trasei-
ra/luz de freio está queimado.
Filamento da lanterna trasei-
ra/luz de freio está queimado.
A lanterna traseira/luz de freio 
não funcionam normalmente.
Substitua as lâmpadas da 
lanterna traseira/luz de freio.
Acionador interno não retro-
cede ou está danificado.
O interruptor da luz de freio 
não retrocede ou está dani-
ficado.
A luz de freio não ilumina ou 
não para de iluminar.
Repare ou substitua o inter-
ruptor da luz de freio.
Lâmpada 
do indi-
cador de 
direção
O acionador interno apresen-
ta mau contato.
O acionador interno do inter-
ruptor indicador de direção 
está com mau contato.
A luz indicadora de direção 
não ilumina.
Repare ou substitua o inter-
ruptor da lâmpada indicadora 
de direção.
O filamento está queimado.
O filamento da lâmpada do 
indicador de direção está 
queimado.
A luz indicadora de direção 
não ilumina.
Substitua as lâmpadas da 
luzes indicadoras de direção.
Buzina
O acionador interno está com 
mal contato ou danificado.
O acionador interno da bu-
zina está danificado ou com 
mau contato.
A buzina não produz som ou 
produz som estranho. Repare ou substitua a buzina.
O acionador interno da 
buzina está queimado ou
danificado.
O acionador interno da buzina 
está queimado, danificado ou 
envelhecido.
A buzina não produz som ou 
produz som estranho. Substitua a buzina.
Indicador 
de marcha
O interruptor está com mau 
contato.
O acionador interno do inter-
ruptor indicador de marcha 
está com mau contato.
O indicador de marcha não 
acende.
Substitua o interruptor do 
indicador de marcha.
O filamento está queimado. O filamento do indicador de marcha está queimado.
O indicador de marcha não 
acende.
Substitua as lâmpadas do 
indicador de marcha
Indicador 
do medi-
dor
O circuito está com mau 
contato.
O circuito do indicador do me-
didor está com mau contato.
O indicador do medidor não 
acende.
Verifique o circuito do indica-
dor do medidor.
O filamento está queimado. O filamento do indicador do medidor está queimado.
O indicador do medidor não 
acende.
Substitua a lâmpada do indi-
cador do medidor
Indicador 
do nível 
de com-
bustível
O circuito está com mau 
contato.
O circuito do indicador do ní-
vel de combustível está com 
mau contato.
O indicador do nível de com-
bustível não acende.
Verifique o circuito do indica-
dor do nível de combustível.
O filamento está queimado.
O filamento do indicador do 
nível de combustível está 
queimado.
O indicador do nível de com-
bustível não acende.
Substitua a lâmpada do 
indicador do nível de com-
bustível.
Partida 
elétrica
O acionador interno está com 
mau contato.
O dispositivo de partida elétri-
ca está com mau contato.
O dispositivo de partida 
elétrica não funciona normal-
mente.
Repare ou substitua o dispo-
sitivo de partida elétrica.
O motor de partida está 
queimado.
A resistência e o enrolamento 
do motor de partida estão 
queimados.
O motor de partida não fun-
ciona normalmente. Substitua o motor de partida.
5-11 SISTEMA ELÉTRICO
Meça o circuito do 
motor de partida
PARTE 4 – CONTROLE
As peças do controle do sistema elétrico da motocicleta garantem as boas condições de funcionamento das 
peças de alimentação de energia e partes consumidoras de energia, e garantem sua harmonia. Ajuda o moto-
ciclista a controlar o sistema elétrico momentaneamente.
1 Estrutura e principio de funcionamento das peças do controle
 As peças de controle consistem principalmente de retificador, relé de partida, fusível, interruptor de con-
trole e conjunto de cabos. 
(1) Retificador
 O retificador é um componente importante do sistema elétrico da motcicleta. Quando o gerador fun-
ciona, a bobina de carga muda a corrente AC para DC para fornecer corrente direta estável para a 
bateria e componentes elétricos. Ele consiste principalmente de transistor, tiristor e diodo.
(2) Luz de advertência
 A luz de advertência controla a luz intermitente continua da lâmpada indicadora de direção durante 
seu funcionamento, trabalhando conjuntamente ela. Consiste de transistor, condensador, resistência 
ou uma bobina.
(3) Relé de partida
 O relé de partida é um interruptor eletromagnético. Ao pressionar o interruptor de partida no guidão 
direito, a corrente elétrica se conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento, 
conexão da bateria, bobina do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito 
fechado. A bobina produz um campo magnético devido sua indução magnética para atrair o braço de 
contato em movimento para baixo, fazendo os dois contatos se conectarem. A corrente elétrica se 
conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento, conexão da bateria, bobina 
do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito fechado e fazendo funcionar 
o motor de partida que liga o motor da motocicleta. Uma vez que o interruptor de partida está fecha-
do, o braço de contato móvel é anexado através de um núcleo de ferro da bobina, fazendo o motor 
de partida funcionar. Ao soltar o interruptor de partida, o campo magnético desaparece, liberando 
o braço de contato magnético interrompendo o contato, então o motor de partida para de funcionar 
apesar da corrente elétrica chegar até a bobina.
(4) Fusível
 O fusível é feito de metal com baixo ponto de fusão. Quando a corrente elétrica excede o valor espe-
cificado, o metal derrete e o circuito é interrompido, o que evita danos ao aparelho elétrico por causa 
da forte corrente elétrica causada pelo circuito errado.
 O fusível consiste geralmente de caixa de fusível feita de plástico e um cartucho de fusível dentro. 
(5) Interruptor de proteção da partida elétrica 
 O interruptor de proteção da partida elétrica é instalada nos interruptores de proteção da alavanca 
da embreagem e suporte lateral respectivamente, e é utilizado para controlar o circuito da partida 
elétrica da motocicleta. Somente um dos interruptores é ligado, a motocicleta pode ser ligada através 
de eletricidade normalmente. (motocicletas equipadas com interruptor de proteção de suporte lateral 
podem ser ligadas eletricamente e funcionar normalmente somente com a liberação do suporte late-
ral e com o interruptor de proteção do suporte lateral ligado. 
(6) Cabo principal
 Cada parte do sistema elétrico da motocicleta é ligado por fios. Para evitar uma confusão de fios e 
propiciar uma organização adequada na estrutura da motocicleta, os fios seguem na mesma direção 
e geralmente são fixados por tecido emborrachado insulativo.
(7) Interruptor de luz de freio dianteiro e traseiro É utilizado para controlar a abertura e fechamento da 
luz de freio.
(8) Grupo de interruptores esquerdo e direito 
 Os interruptores de controle do sistema elétrico 
estão localizados no lado esquerdo e direito do 
guidão.
 Normalmente, de cima para baixo, estão os in-
terruptores de mudança do pisca-alerta, inter-
ruptor do farol alto e baixo, interruptor da luz 
indicadora de direção, botão da buzina e inter-
ruptor da luz de emergência no lado esquerdo 
do guidom. Também, de cima para baixo exis-
tem os interruptores de parada rápida, interrup-
tor da luz de posição, interruptor do farol e bo-
tão da partida elétrica no lado direito do guidom. 
O principal interruptor de fonte de energia fica 
no meio do painel de instrumentos. Imagem da estrutura das peças do controle
SISTEMA ELÉTRICO 5-12
2 Desmontagem e manutenção das peças do controle
[1] Teste do retificador
 Remova a tomada do retificador.
 Meça a resistência entre o retificador e cada 
posto de ligação.
 Se a leitura não estiver dentro dos limites de 
valores listados na tabela abaixo, substitua o 
retificador por um de mesma especificação.
 CUIDADO
Realize esse teste utilizando o multímetro junto 
com o ohmímetro R X 1 k Ω ou R X 100 k Ω.
[2] Tabela de valor de resistência para o teste do 
retificador.
-
+ amarelo amarelo vermelho branco verde
amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞
amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞ ∞
vermelho ∞ ∞ ∞ ∞
branco 1 a 6 1 a 6 2 a 13 0,4 a 1
verde 0,5 a 5 0,5 a 5 1 a 13 0,1 a 1
[3] Teste do relé de partida 
Remova o relé de partida.
 Remova o soquete de conexão do interruptor 
da partida elétrica.
 CUIDADO
Substitua ou repare o interruptor da partida elé-
trica se o fio estiver solto ou não estiver trans-
mitindo energia.
[4] Substitua o relé de partida
 Quando os fios condutores do relé de partida 
conectam a fonte elétrica DC 12V, é produzido 
um som estampido. Meça a resistência do con-
tato da partida entre os parafusos com o ohmí-
metro. Resistência do relé de partida: 0 < R ≤ 
0,5
 Meça o desempenho de ligação e desligamento 
do circuito do interruptor da partida elétrica com 
um ohmímetro.
 CUIDADO
Se a leitura do teste não estiver de acordo com 
o valor acima ou não produzir o som estampido 
ao conectar a fonte elétrica DC12V, substitua o 
relé de partida por outro de mesma especifica-
ção.
5-13 SISTEMA ELÉTRICO
Unidade: k Ω
Meça o retificador
Substitua o retificador
Meça o relé de partida
Substitua o relé de 
partida
[5] Teste da luz de advertência 
 Remova a luz de advertência.
 Retire o soquete de conexão
da luz de adver-
tência.
 Meça o desempenho de ligação e desligamento 
do circuito da luz de emergência com um ohmí-
metro.
 CUIDADO
Se a luz de advertência não piscar, isso indi-
ca que a luz de advertência está danificada, 
substitua-a por uma de mesma especifica-
ção.
[6] Teste do fusível
 Remova o fusível. Se o fusível estiver derretido, 
isso indica que a corrente de carga ou descarga 
está escessiva. Diagnostique o problema com 
um ohmímetro. 
 Corrente limite do fusível: 15A
 CUIDADO
Substitua o fusível por um de mesma espe-
cificação.
[7] Teste do cabo principal
 Remova o cabo principal e verifique o desem-
penho de ligação e desligamento do seu circuito 
de conexão.
 CUIDADO
Repare ou substitua o grupo de interrupto-
res direito se houver curto-circuito ou circui-
to aberto.
[8] Teste do grupo de interruptores esquerdo Des-
monte o grupo de interruptores esquerdo e veri-
fique o desempenho de ligação e desligamento 
do seu circuito de conexão. 
 CUIDADO
Substitua o interruptor do freio dianteiro em 
caso de curto-circuito ou circuito aberto.
SISTEMA ELÉTRICO 5-14
Remova o soquete da 
luz de advertência
Meça o circuito do tubo 
de fusível
Meça o chicote 
principal
Meça o grupo de conecto-
res direito e esquerdo
[9] Teste o grupo de conectores direito.
 Desmonte o grupo de conectores direito e veri-
fique se eles estão conectando o circuito para o 
desempenho do freio com o ohmímetro. 
 CUIDADO
Repare ou substitua o grupo de conectores direi-
to se eles estiverem com pouco circuito aberto.
[10] Teste do interruptor de luz de freio Empurre a 
manopla de freio para frente. Se a luz de freio 
não ligar ou não puder ser desligada, é prová-
vel que exista um curto-circuito ou circuito aber-
to do interruptor do freio dianteiro. Verifique o 
desempenho de ligação e desligamento da co-
nexão do circuito do interruptor do freio diantei-
ro com um ohmímetro.
 CUIDADO
Substitua ou repare o interruptor do freio trasei-
ro em caso de curto-circuito ou circuito aberto.
[11] Teste do interruptor de luz de freio Pise no pe-
dal do freio traseiro. Se a luz de freio não acen-
der ou não puder ser apagada, pode ser uma 
indicação de curto-circuito ou circuito aberto 
do circuito do freio traseiro. Verifique com um 
ohmímetro a conexão do circuito e o desempe-
nho de ligação e desligamento do interruptor do 
freio traseiro.
 CUIDADO
Substitua o interruptor de partida elétrica da 
embreagem se houver curto-circuito ou circuito 
aberto.
[12] Teste do interruptor de partida elétrica da em-
breagem Se a motocicleta estiver engatada, se-
gure a alavanca da embreagem e interrompa a 
saída do motor para que a motocicleta dê a par-
tida elétrica, ou coloque a motocicleta no ponto 
neutro e opere a partida elétrica. Verifique com 
um ohmímetro o desempenho de ligação e des-
ligamento do circuito de conexão do circuito do 
interruptor da partida elétrica da embreagem.
 CUIDADO
Substitua o interruptor de partida elétrica da 
embreagem se ela estiver com pouco circuito 
aberto.
5-15 SISTEMA ELÉTRICO
Meça o grupo de 
conectores direito
Meça o interruptor 
do freio dianteiro
Meça o interruptor do 
freio traseiro
Meça o interruptor de partida 
elétrica do motor
[13] Teste do interruptor de proteção da partida elé-
trica do suporte lateral
 Solte o suporte lateral. Se o circuito do inter-
ruptor de proteção da partida elétrica do supor-
te lateral não estiver conectando, pode haver 
curto-circuito ou circuito aberto. Verifique o de-
sempenho de ligação e desligamento com um 
ohmímetro.
 CUIDADO
Substitua o interruptor de segurança da parti-
da elétrica se houver curto-circuito ou circuito 
aberto no suporte lateral.
3 As causas, descrições e métodos de reparo das peças do controle
Componente Causa Descrição de problemas dos componentes
Descrição de problemas 
da motocicleta Método de reparo
Retificador
O retificador está 
queimado.
A tensão de saída do gerador 
é alta ou instável.
A lâmpada da parte de 
consumo de energia queima 
com facilidade.
Substitua retificador ou 
o gerador de teste.
A bobina apresenta 
curto-circuito ou circuito 
aberto. A bobina não 
conecta firmemente
O retificador não apresenta 
corrente de saída.
A parte e consumo de energia 
não apresenta corrente e 
tensão de saída. O sistema de 
iluminação não funciona.
Teste o circuito ou o 
retificador.
Relé de 
partida
O relé de partida está 
queimado.
A tensão de saída da bateria 
está muito alta ou muito baixa.
A motocicleta não pode dar 
partida elétrica.
Teste a bateria ou 
substitua o relé de 
partida,
A bobina está com 
circuito aberto ou curto-
circuito. A bobina não 
conecta firmemente.
O relé de partida não possui 
corrente de saída.
A motocicleta não pode dar 
partida elétrica.
Teste o circuito do relé 
de partida e verifique o 
fusível.
Luz de 
advertência
A luz de advertência 
está queimada.
A tensão de saída da bateria 
está muito alta ou muito baixa.
A lâmpada do indicador de 
direção e o indicador de 
direção
Teste a bateria e 
substitua a luz de 
advertência.
A bobina está com 
circuito aberto ou curto-
circuito. A bobina não 
conecta firmemente.
A luz de advertência não 
apresenta corrente de saída.
A lâmpada do indicador de 
direção e o indicador de 
direção não iluminam
Teste o circuito da 
luz de advertência e 
verifique o fusível.
Fusível
A bobina apresenta 
curto-circuito, circuito 
aberto ou está 
queimada.
A tensão de saída do sistema 
de carga está muito alta ou 
muito baixa.
A parte e consumo de energia 
não apresenta corrente ou 
tensão de saída.
Substitua o fusível 
ou teste o circuito do 
sistema de carga.
Interruptor da 
luz do freio
A bobina está com 
circuito aberto ou curto-
circuito. A bobina não 
conecta firmemente.
O circuito do interruptor da 
luz de freio não transmite 
corrente.
A luz de freio não acende.
Teste o circuito do 
interruptor da luz de 
freio ou substitua-o.
Interruptor da 
partida elétrica
A bobina apresenta 
curto-circuito, circuito 
aberto ou está 
queimada.
O circuito do interruptor da 
partida elétrica não transmite 
corrente.
A motocicleta não pode dar 
partida elétrica.
Teste o circuito do 
interruptor da partida 
elétrica e ou substitua 
o o conjunto de 
interruptores direito.
Interruptor de 
parada rápida
A bobina apresenta 
curto-circuito, circuito 
aberto ou está 
queimada.
O circuito do interruptor da 
partida elétrica não transmite 
corrente.
A motocicleta não pode dar 
partida elétrica.
Teste o circuito do 
interruptor da partida 
elétrica e ou substitua 
o conjunto de 
interruptores direito.
SISTEMA ELÉTRICO 5-16
Meça o interruptor de 
segurança do suporte lateral
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA
 
ÍNDICE
6
PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR .................................... 6-1
PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR
1. 1 Análise de Marcha Lenta Insuficiente do Motor 
6-1 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA
Marcha lenta insuficiente 
do motor
Puxe a válvula do carbu-
rador com as mãos e ins-
pecione se está completa-
mente fechada.
Após funcionamento do 
motor em alta velocidade, 
não há marcha lenta.
[1] inspecione se o isolador de calor 
do carburador está quebrado.
[2]Inspecione se a porca de conexão 
do carburador está solta.
Inspecione se o cabo de 
aço do cabo do acelerador 
pode ser puxado flexivel-
mente para fora da capa do 
cabo e se a mola da válvula 
está muito mole.
Inspecione se o orifício 
de fluxo de marcha lenta 
está muito grande.
Não há marcha lenta do 
motor
Inspecione a pressão de 
compressão do cilindro.
A pressão 
de com-
p r e s s ã o 
do cilindro 
está nor-
mal
Inspecione se a 
folga do eletrodo 
da vela de igni-
ção está muito 
pequena.
Ajuste a folga do 
eletrodo.
A marcha lenta da motoci-
cleta está instável.
[1] Inspecione se o dispo-
sitivo CDI está com proble-
mas. 
[2] Inspecione se o gera-
dor do
motor e a bobina de 
acionamento estão soltos.
Inspecione se a taxa 
da mistura gasosa 
combustível .
A marcha lenta do motor 
está muito alta.
Inspecione se a ignição do 
motor está sincronizada.
Reajuste a marcha lenta do 
carburador.
Após o ajuste o motor pos-
sui marcha lenta.
O parafuso de ajuste de ar 
do carburador ou o parafu-
so de ajuste da válvula está 
ajustado inapropriadamente.
[1] Inspecione se a parte de 
conexão externa do motor 
está vazando.
[2]Inspecione se a entrada 
de ar e exaustão estão sin-
cronizadas. 
[3]Inspecione se a folga da 
válvula está muito estreita. 
[4]Inspecione se a vedação 
entre a válvula e a sede da 
válvula está adequada.
[5]Inspecione se o anel do 
pistão está quebrado ou 
não está funcionando ou se 
possui elasticidade insufi-
ciente .
[6]Inspecione o desgaste 
do anel do pistão e cilindro.
A pressão 
de com-
p r e s s ã o 
do cilindro 
está insu-
ficiente
Inspecione se o orifício do 
fluxo da marcha lenta, o 
tanque de combustível da 
marcha lenta e a passagem 
de gás estão bloqueados.
Limpe
Ajuste o nível da bóia para 
o valor padrão ou substitua 
a boia.
Inspecione se o nível da 
bóia do carburador está 
muito alto.
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-2
1.2 Análise de Potência Insuficiente do Motor
A roda gira livremente.
Inspecione a pressão 
dos pneus.
A pressão está muito 
baixa.
A pressão está normal
Os dedos conseguem sentir forte vazamento de gás. Ao mesmo tempo 
há um som de golpes.
Desmonte a vela de ignição e coloque seu
dedo no orifício da rosca do parafuso da vela de ignição, então presio-
ne o interruptor de partida ou pise rapidamente na alavanca de partida.
Não há vazamento forte de gás 
e a pressão de compressão do 
cilindro não é suficiente.
A pressão de compressão está normal.A pres-
são de compressão não é suficiente.
[1] Inspecione se a conexão externa do motor 
está vazando.
[2IInspecione se a válvula está sincronizada. 
[3]Inspecione se a folga da válvula está muito 
pequena. [4]Inspecione se a vedação entre a 
válvula e o suporte da válvula está adequada.
[5]Inspecione se o anel do pistão está partido, 
não está funcionando 
Ou se sua elasticidade não é suficiente.
[6]Inspecione o desgaste do anel do pistão e 
cilindro.
Inspecione se o elemento da 
válvula da roda está vazando ou 
se a roda está quebrada.
Dê parida no motor e mova o con-
trole de aceleração pressinando-o 
para dentro. Observe a mudança 
de rotação do motor.
A pressão compressora é normal.
Ajuste o nível da bóia para o valor 
padrão ou substitua a boia.
A reversão do motor au-
menta quando a pistola 
é maior
A reversão do motor 
não aumenta quando 
a pistola é maior.
Inspecione se a ignição do 
motor está sincronizada.
[1]Inspecione se o sistema de fornecimento 
de fornecimento de combustível está em 
boa comdição de funcionamento. 
[2] Inspecione se o filtro de ar do carburador 
e silencioso está bloqueado.
[3]Inspecione se o nível da bóia do carbura-
dor está incorreto.
[1] Inspecione se há algo errado com o CDI. 
[2] Inspecione se o volante do gerador e bobi-
na acionadora estão soltos.
Não
Sim
A potência do motor 
é insuficiente.
A roda gira com dificuldade.
[1]Inspecione se o freio está com problemas.
[2]Inspecione se o eixo da roda está danificado.
Ou desgastado.
[3]Inspecione se o isolador entre o cubo da roda 
existe ou está curto.
Coloque a motocicleta com o suporte principal, 
levante-a do solo e gire a roda com as mãos.
6-3 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA
O motor não liga ou liga com dificuldade.
Inspecione o sistema de ignição.
Há intenso faisca-
mento azul
O magneto do sistema 
de ignição não tem 
ponto de conexão.
Desmonte a vela de ignição e inspecione-a.
Inspecione se há vazamento do carburador.
[1]Inspecione se há algo entre a válvula 
de agulha da bóia e suporte da válvula 
de forma que o carburador não pode ser 
fechado.
[2]Inspecione se a superfície em forma 
de cone da válvula de agulha da bóia 
está desgastada parecendo de lado. 
[3]Inspecione se a bóia do carburador 
está quebrada. 
[4]Inspecione se o nível da bóia do car-
burador está muito baixo.
Inspecione se há algo 
errado com a vela de 
ignição e seu cachimbo.
Inspecione a pressão de 
compressão do cilindro 
com um barômetro.
[1]Inspecione se o orifício de ar da 
tampa do tanque de combustível 
está bloqueado.
[2]Inspecione se o filtro de ar e 
interruptor de combustível estão 
bloqueados. 
[3]Inspecione se o interruptor de 
combustível está em boa condição 
de funcionamento . 
[4]Inspecione se o orifício de admis-
são do carburador está bloqueado.
[5]Inspecione se o nível da bóia do 
carburador está muito alto.
A pressão 
do cilindro é 
insuficiente.
Adicione gás.A pressão do cilindro 
é insuficiente.
Inspecione 
se o filtro 
de ar está 
bloqueado.
O tempo de funcionamento 
é muito curto ou o motor 
queima após a partida.
O motor pode continuar funcio-
nando após a partida.
O carburador interno está 
bloqueado ou o nível da 
bóia está muito alto.
O dispositivo de partida do 
carburador(O sistema de espes-
samento) está com problemas.
[1] Verifique se a conexão exterior do 
motor está com vazamentos.
[2] Verifique se a válvula está fun-
cionando.
[3] Verifique se a folga da válvula 
está muito pequena.
[4] Verifique se a vedação da válvula 
e o suporte da válvula estão bons.
[5] Verifique se o anel do pistão 
desliga ou se se está quebrado, ou 
ainda se tem elasticidade suficiente.
[6] Verifique a abrasão do anel do 
pistão e do cilindro.
Inspecione se há 
gás no tanque de 
combustível.
[1] Inspecione se há algo erra-
do com o dispositivo CDI.
[2] Inspecione se o volante do 
gerador e bobina acionadora 
estão soltos.
Solte o parafuso do car-
burador e inspecione se 
há fluxo de gás saindo 
do tubo do carburador.
[1]Inspecione se há curto-
circuito da bobina de ignição 
ou circuito aberto. 
[2]Inspecione se há curto-
circuito da bobina de aciona-
mento ou circuito aberto.
A pressão 
do cilindro 
é insufi-
ciente.
Inspecione se 
há curto-circuito 
da bobina de ig-
nição ou circuito 
aberto.
Inspecione se há 
curto-circuito do 
circuito interno 
do sistema de ig-
nição ou circuito 
aberto.
[1] Inspecio-
ne se há algo 
errado com 
o dispositivo 
CDI.
Insira um pouco de gás no cilindro e tente dar partida.
Realize o teste de 
faiscamento
Limpe o carbono.
Faísca insuficiente ou não há faísca.
Desrosqueia a tampa do pistão e verifique se 
há faiscamento com a bobina de alta tensão.
Remova o pistão e inspecione se há acúmulo de carbono 
entre o eletrodo do pistão.
Há intenso faiscamento azul e roxo entre o eletrodo.
Inspecione se a ignição do motor 
está sincronizada. 
1. 3 Análise da Partida do Motor
Faísca insuficiente 
ou não há faísca.
O eletrólito do pistão está seco.
Desmonte 
a vela de 
ignição e 
verifique-a.
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
O motor superaquece.
Inspecione o sistema de arrefecimento.
Inspecione se a embrea-
gem escorrega.
Verifique o sistema de 
lubrificação.
O dielétrico da vela de 
ignição está marrom.
A embreagem desliza.
A taxa de mistura de gás 
combustível está normal.
Consulte 1.6
Desmonte a vela de ignição e ins-
pecione a cor do dielétrico da vela 
de ignição. Calcule a taxa de mistu-
ra do gás de acordo com todos os 
fenômenos excepicionais.
A mistura de gás combus-
tível está espessa.
Inspecione se a porta 
de exaustão do cilindro 
e o silencioso do esca-
pamento estão bloque-
ados com deposito de 
carbono. [1] Verfique se o inter-
ruptor de combustível 
está em boas condi-
ções de trabalho.
[2] Verifique se o nível 
da boia está alto.
[3] Verifique se os 
orifícios no carburador 
estão obstruídos.
A vela de ignição dielétrica é 
branca. 
Ao acelerar, o motor dará um 
intervalo. O ar fluirá de volta 
ao carburador e a potência do 
motor será suficiente. 
Motor de arrefecimento
a ar
Inspecione se há areia ou deposito de gordura no radiador.
Limpe
Inspecione se a ignição do motor esta sincronizada.
Inspecione se a operação do motor está correta.
[1] Inspecione se o número do gás está in-
correto ou foi armazenado por muito tempo.
[2] Inspecione se o motor sempre funciona 
com alta velocidade ou altas cargas.
[1] Inspecione se o dispositivo CDI está 
com problemas.
[2]Inspecione se o volante do gerador e
Bobina de acionamento estão soltos.
A mistura de gás combustível 
é fina. 
O dielétrico da vela de igni-
ção está preto. O silencioso 
do escapamento emite uma 
fumaça preta durante o fun-
cionamento do motor com 
velocidade média/baixa. O 
desempenho de aceleração 
está inadequado e a marcha 
lenta está instável. Mas está 
normal com alta velocidade
[1]Inspecione se o volume de óleo no virabre-
quim é insuficiente.
[2]Inspecione se o óleo no virabrequim está 
sujo ou se sua viscosidade está inadequada. 
[3]Inspecione se o filtro de ar está bloqueado. 
[4]Inspecione se a bomba de óleo está em boa 
condição de funcionamento .
[5]Inspecione se a passagem de lubrificação 
está bloqueada.
[1]Inspecione se o filtro de ar 
está bloqueado. 
[2] Inspecione se o dispositi-
vo de partida do sistema de 
espessamento do carbura-
dor está em boas condições 
de funcionamento.
[3]Inspecione se o nível da 
bóia do carburador está mui-
to baixo.
1. 4 Análise do superaquecimento do motor
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-4
O combustível do motor excede o padrão de consumo.
A roda gira normalmente.
Verifique a pressão do pneu.
Adicione pressão de 
acordo com o padrão 
especificado.
Resolva de acordo com 
a situação.
A mistura de gás combus-
tível está muito fina.
Inspecione a taxa da mis-
tura de gás combustivel.
Verifique se a rotação do 
motor está muito rápida.
Verifique e ajuste 
o carburador.
Verifique o siste-
ma da ignição.
Verifique se a igni-
ção do motor está 
funcionando.
A pressão está normal.
A mistura de gás 
combustível está 
muito espessa.
[1]Inspecione se o filtro de ar está blo-
queado. [2]Inspecione se o nível da 
boia do carburador está muito baixo.
[3]Inspecione se o orifício principal do 
carburador está muito grande.
A taxa de mistura de 
gás combustível está 
normal.
[1]Inspecione se o in-
terior do carburador 
está bloqueado. 
[2]Inspecione se o ní-
vel da bóia do carbu-
rador está muito alto.
Inspecione se o tanque de com-
bustível, interruptor de combustí-
vel, tubo e carburador apresentam 
vazamentos.
A roda gira com dificuldade.
Inspecione se a operação do motor está correta.
Apóie a motocicleta no suporte 
lateral e gire a roda com as mãos.
[1]Inspecione se a motocicleta fun-
ciona com carga ou sem a velocidade 
econômica ou em velocidade baixa. 
[2] Inspecione se o número do óleo 
está correto.
[1]Inspecione se o freio está blo-
queado. 
[2]Inspecione se o eixo está des-
gastado. 
[3]Inspecione se o espelho do 
cubo da roda está instalado ou é 
muito curto.
1. 5 Análise de excesso de consumo de combustível do motor
Não
Não
Sim
Sim
Sim
6-5 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA
A embreagem desliza.
O silencioso do escapamento do motor 4 tempos emi-
te uma fumaça azul e uma espessa fumaça branca.
Inspecione se o nível do óleo do vi-
rabrequim excede a marca superior.
Ligue o motor. Quando o motor funciona em 
alta velocidade, remova o medidor de nível de 
óleo e inspecione se o orifício de adição de 
óleo emite fumaça.
Inspecione se a folga de en-
caixe da válvula e tubo da vál-
vula está muito grande.
Inspecione se a válvula 
e o tubo da válvula estão 
desgastados.
A vedação de óleo 
esta danificada.
[1]Inspecione se o cilindro, pistão e anel do 
pistão estão desgastados.
[2]Inspecione se o anel do pistão apresenta 
elasticidade insuficiente ou está quebrado.
[3]Inspecione se a abertura do anel do pistão 
tem 120° até a outra abertura.
Há muito óleo na árvore de mani-
velas.. O excesso de óleo deve ser 
drenado, não deixando o nível do 
óleo exceder a marca superior.
Faça o reajuste.
Inspecione se o cabo de ope-
ração da embreagem pode ser 
puxado flexivelmente para fora 
do cabo de aço.
Verifique se o nível do óleo cárter está muito baixo.Adicione óleo.
Inspecione se a folga da manopla da 
embreagem está entre 10 e 20mm.
Verifique se a mucosidade do óleo do cárter está 
muito baixa ou se o óleo está muito sujo.Substitua o óleo.
[l]Inspecione se o parafuso de pressão da mola da embreagem está solto.
[2]Inspecione se as peças de fricção da embreagem estão desgastadas ou soltas.
[3]Inspecione se a elasticidade da mola da embreagem está insuficiente.
[4]Inspecione se o cubo movido da embreagem e a superfície de conexão da placa de 
pressão e peças de fricção estão desgastadas.
[5]Inspecione se as ranhuras dos dentes do cubo motriz e movido estão desgastados.
Limpe, lubrifique ou 
substitua.
A embreagem molhada manual e múltipla desliza.
1.6 Análise do deslizamento da embreagem
1. 7 Análise do silencioso do escapamento do motor de 4 tempos
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-6
A embreagem não desengata completamente.
Efetue o reajuste.
Substitua todas as arrue-
las da embreagem.
Repare ou substitua-os.
Descarrilhador da transmissão emperrado
Efetue o reajuste.
Inspecione se a transmissão pode 
ser operada adequadamente.
Melhore o método 
de operação.
Inspecione se a folga da manopla da embre-
agem está entre 10 e 20mm.
Inspecione se a elasticidade mola da em-
breagem está bem dividida. Inspecione se 
as ranhuras do cubo motriz e movido estão 
desgastadas. Inspecione se as peças de 
fricção da embreagem estão distorcidas. 
Inspecione se os componentes do mecanis-
mo de operação da embreagem estão muito 
desgastados.
Inspecione se a embreagem 
desengata completamente
Inspecione se o eixo da transmissão está 
distorcido ou se o braço da transmissão está 
distorcido ou desgastado.
Inspecione se a ranhura do ressalto 
do comando de válvulas da transmis-
são está muito desgastado ou danifi-
cado. Inspecione se o garfo está mui-
to desgastado. Inspecione se o garfo 
está empenado. Inspecione se o eixo 
do garfo está empenado ou muito 
desgastado.
Substitua 
essas peças.
Ligue o motor e inspecione se a marcha 
lenta do motor está muito alta.
Inspecione se a folga da manopla da 
embreagem está entre 10mm e 20mm.
Verifique se o cubo e o platô da em-
breagem estão gastos para fazer o 
movimento de zigzag
[1]Inspecione se as peças movidas da embreagem 
estão empenadas.
[2]Inspecione se o comando de válvulas de desen-
gate, haste de desengate e outros componentes do 
mecanismo de operação da embreagem estão des-
gastados.
Substitua o conjunto da mola da embreagem.
1. 8 Análise de desengate incompleto da embreagem
1.9 Análise do descarrilhador da transmissão
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
6-7 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA
O descarrilhador troca marchas automaticamente.
Substitua-a
A profundidade do encaixe de en-
grenagem não é suficiente.
A profundidade do encaixe de 
engrenagem é suficiente.
Substi tua 
o garfo.
Inspecione se o garfo está desgasta-
do ou empenado.
Inspecione se a es-
tria do eixo principal e 
secundário e a estria 
através da engrena-
gem de deslize estão 
desgastadas.
Substitua a 
engrenagem.
Inspecione se os dentes convexos da engre-
nagem de encaixe estão desgastados e com 
formato cônico e se a ranhura oposta da extre-
midade da engrenagem está desgastada e ex-
pandida em boca de sino.
[1]Inspecione se o orifício 
do garfo e o eixo do garfo 
estão desgastados. 
[2]Inspecione se a instala-
ção do descarrilhador está 
correta.
Inspecione se a mola de posicionamen-
to está quebrada ou se sua elasticidade 
é insuficiente.
Desmonte o virabrequim e inspecio-
nes se seu encaixe

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