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ManualServico.Mirage150.MotosBlog.pdf MANUAL DE SERVIÇO M A N U A L D E SER VIÇ O KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. Mirage 150 1 2 3 4 5 6 7 KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. © COPYRIGHT KASINSKI FABRICADORA DE VEÍCULOS LTDA. 2009 PREFÁCIO Esse manual contém uma descrição introdutória sobre as motocicletas KASINSKI Mirage 150 e os procedimentos para sua inspeção/manutenção e revisão de seus principais componentes. Outras informações consideradas como de conhecimento comum não estão incluídas. Leia a seção INFORMAÇÕES GERAIS para se familiarizar com o veículo e use a seção MANUTENÇÃO e outras seções como guia para inspeção e manutenção adequadas. Esse manual o ajudará a conhecer melhor a motocicleta para que você garanta aos seus clientes um serviço ótimo e rápido. Esse manual foi preparado com base nas últimas especificações disponíveis no momento da publicação. Se modificações foram realizadas desde então, poderá haver diferenças entre o conteúdo desse manual e o veículo real. As ilustrações nesse manual são utilizadas para mostrar os princípios básicos de operação e procedimentos de trabalho. Elas podem não representar o veículo em destalhes. ADVERTÊNCIA Esse manual destina-se àqueles com conhecimento e habilidade suficientes para a manutenção de veículos KASINSKI. Sem tais conhecimento e habilidades, você não deve tentar oferecer assistência baseando-se somente nesse manual. Nesse caso, contate a revenda autorizada de motocicletas KASINSKI mais próxima. ÍNDICE INFORMAÇÕES GERAIS CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO MOTOR VEÍCULO PARTE ELÉTRICA DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS DIAGRAMA DE CIRCUITO COMO UTILIZAR ESSE MANUAL PARA LOCALIZAR O QUE VOCÊ PRO- CURA: 1. O texto desse manual está dividido em seções. 2. Os títulos dessas seções estão listados na primei- ra página do ÍNDICE, selecione a seção que você procura. 3. Segurando o manual da maneira mostrada à direi- ta será possível encontrar a primeira página facil- mente. 4. Na primeira página de cada seção estão listados seus respectivos índices. Encontre o item e a pá- gina desejada. NOTA Há diferanças entre as motos das fotografias e as disponíveis no mercado. INFORMAÇÕES GERAIS ÍNDICE 1 ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA .............................................................1-1 PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO ...............................................1-3 PARTE 2 – ESTRUTURA ...............................................................................1-4 PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES .....................................................................1-7 ADVERTÊNCIA / CUIDADO / NOTA Por favor, leia esse manual e siga suas instruções cuidadosamente. Para enfatizar informações especiais, os símbolos e as palavras ADVERTÊNCIA, CUIDADO e NOTA têm significados especiais. Dê atenção especial às mensagens destacadas por essas palavras de sinalização. ADVERTÊNCIA Indica um perigo em potencial que pode resultar em morte ou ferimentos. CUIDADO Indica um perigo em potencial que pode resultar em danos ao veículo. NOTA Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras. Observe, porém, que as advertências e os cuidados contidos nesse manual não podem abranger todos os perigos relacionados à manutenção ou falta de manutenção da motocicleta. Além das especificações de AD- VERTÊNCIA e CUIDADO, utilize de bom senso e princípios básicos de segurança na mecânica. Em caso de dúvidas sobre como realizar uma operação de serviço específica, solicite a orientação de um mecânico mais experiente. PRECAUÇÕES GERAIS ADVERTÊNCIA Os procedimentos corretos de reparo e manutenção são importantes para a segurança do serviço mecânico, bem como da segurança e confiabilidade do veículo. Quando duas ou mais pessoas trabalharem juntas, preste atenção na segurança de cada uma delas. Quando necessário, coloque o motor em funcionamento em ambientes fechados, certifique-se de que os gases de escapamento estejam direcionados para fora do ambiente. Ao trabalhar com materiais tóxicos ou inflamáveis, certifique-se de que a área de trabalho esteja bem ventilada e de ter seguido todas as instruções de precauções do fabricante do material. Nunca utilize gasolina como solvente de limpeza. Para evitar queimaduras, não toque no motor, no óleo do motor ou no sistema de escapamento durante ou logo após a operação do motor. Após realizar a manutenção dos sistemas de alimentação, lubrificação, freios ou escapamento, verifique se há vazamentos em todas as tubulações e junções relacionadas ao respectivo sistema. 1-1 INFORMAÇÕES GERAIS ADVERTÊNCIA Se for necessária a substituição de peças, substitua por Peças Genuínas KASINSKI ou equivalentes. Ao remover peças que serão reutilizadas, mantenha-as organizadas de maneira ordenada para que possam ser reinstaladas na ordem e na orientação apropriadas. Certifique-se de utilizar as ferramentas especiais quando recomendado. Certifique-se de que todas as peças utilizadas na remontagem estão limpas, e também lubrificadas quando especificado. Ao utilizar determinado tipo de lubrificante, cola ou selante, certifique-se de utilizar o tipo especificado. Ao remover a bateria, primeiro desconecte o cabo negativo e depois o positivo. Ao reconectar a ba- teria, primeiro conecte o cabo positivo e depois o negativo e recoloque a tampa do terminal positivo. Ao realizar a manutenção em componentes elétricos, se os procedimentos de serviço não exigirem o uso da energia da bateria, desconecte o cabo negativo da bateria. Aperte o cabeçote, as porcas e os parafusos da carcaça, começando com o de maior diâmetro e ter- minando com o de menor diâmetro, de dentro para fora diagonalmente e com o torque especificado. Toda vez que os retentores de óleo, juntas, isoladores, anéis de vedação, arruelas de travamento, contrapinos, cordões de vedação, e outra peças como especificadas, forem removidas, certifique-se de substituí-las por outras novas. Além disso, antes de instalar essas peças, remova qualquer resí- duo de material das superfícies de encaixe. Nunca reutilize um anel trava. Ao instalar um novo anel trava, tome cuidado para não expandir a fol- ga final mais do que o necessário para que ele não deslize sobre o eixo. Após instalar o anel trava, sassegure-se sempre de que ele está completamente assentado na sua ranhura e encaixado com firmeza. Não reutilize porcas autotravantes várias vezes. Utilize um torquímetro para apertar elementos de fixação com os valores de torque especificado. Se a rosca estiver suja de graxa ou óleo, limpe-a. Após a remontagem, verifique o aperto e a operação das peças. ADVERTÊNCIA Para proteger o ambiente, descarte o óleo do motor, ou demais fluidos usados em baterias e pneus, segundo as leis vigentes. Para proteger os recursos naturais do planeta, descarte apropriadamente veículos e peças usados. INFORMAÇÕES GERAIS 1-2 1-3 INFORMAÇÕES GERAIS PARTE 1 – APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO A motocicleta Mirage 150 é um veículo de estrada avançado com uma nova idéia de design. Esse veículo pos- sui estilo e design modernos e excepcionais, além disso, é fácil de operar. Essa motocicleta adota o motor de cilindro único ZS156FMI-B, 4 tempos, refrigeração a ar, ressalto inferior e motor com eixo de balanceamento. O baixo consumo de combustível, a excelente potência e a boa aceleração são algumas das características de seu motor. O chassi é unido ao escapamento que proporciona alta resistência e boa rigidez. O sistema de freios adota uma combinação de disco dianteiro e tambor traseiro para garantir estabilidade e segurança. As rodas instaladas são em liga de alumínio que, além da bela aparência, oferece proteção anticorrosão. Figura 1-2 Mirage 150 visualização do lado direito da motocicleta Figura 1-1 Mirage 150 visualização do lado esquerdo da motocicleta [1] Para-choque dianteiro [2] Amortecedor dianteiro [3] Sistema de direção [4] Interruptor do combustível [5] Bagageiro traseiro [6] Freio dianteiro [7] Pedal de mudança de marcha [8] Pedal principal [9] Pedal lateral [10] Roda traseira [1] Lanterna [2] Amortecedor traseiro [3] Assento [4] Tanque de combustível [5] Farol dianteiro [6] Freio traseiro [7] Silencioso [8] Pedal de partida [9] Pedal traseiro do freio [10] Roda dianteira PARTE 2 – ESTRUTURA Essa motocicleta é basicamente composta de sistemas de direção, operação, freios, transmissão, fornecimen- to de combustível, elétrico e motor. Consulte o Diagrama 1-3. Diagrama 1-3 estrutura da motocicleta Mirage 150 1 Sistema de condução A função básica do sistema de condução é: [1] Dar total suporte à motocicleta. [2] Receber o torque de ajuste da transmissão. Deslocar a motocicleta pelo contato da roda com a estrada. [3] Quando utilizada em estradas, oferece suporte ao torque produzido pela força externa da roda. [4] Resistir e controlar impactos e vibrações produzidos durante o deslocamento da motocicleta. O sistema de condução é composto basicamente da montagem do chassi, amortecedores dianteiro e traseiro, roda dianteira e traseira e alguns outros acessórios. 2 Sistema de operação e freios A principal função do sistema de condução é controlar a direção da locomoção, a velocidade de rotação, os freios, a iluminação e sinalização, e assegurar uma locomoção segura na motocicleta. O sistema de operação e freios contém principalmente os mecanismos de direção, freios e alguns relacio- nados ao controle do guidom, interruptores de controle, cabos de aço e acessórios. 3 Sistema de transmissão A função básica do sistema de transmissão é o aumento do torque ou diminuição da velocidade de trans- missão de acordo com as condições da estrada e a necessidade de deslocamento. Por conseguinte, trans- mitir o efeito para a roda e fazer a motocicleta arrancar. O sistema de transmissão consiste basicamente do dispositivo de partida, embreagem, comando da trans- missão e acessórios do dispositivo de transmissão traseira. [1] Dispositivo de partida A função do dispositivo de partida é ligar o motor e fazê-lo funcionar automaticamente. Esse disposi- tivo da motocicleta é dividido em duas partes. Uma é o engate do motor e a outra é a partida elétrica. [2] Embreagem A função da embreagem é transmitir ou interromper a potência do motor de maneira confiável e su- ave, assegurar estabilidade na partida e mudança de marchas. A embreagem dessa motocicleta é manual, lubrificada e múltipla. [3] Transmissão A função da transmissão é mudar o torque de deslocamento e reversão da transmissão da motoci- cleta e assegurar tração e velocidade adequadas para que seja possível a adaptação às condições de deslocamento variáveis. A engrenagem dessa motocicleta é de transmissão gradual. INFORMAÇÕES GERAIS 1-4 [1] Sistema de condução [2] Sistema elétrico [3] Sistema de alimentação [4] Sistema de operação e freios [5] Motor [6] Sistema de transmissão [4] Dispositivo de transmissão traseira A função do dispositivo de transmissão traseira é fornecer a potência do motor ao dispositivo de transmissão, para que a rotação seja reduzida e o torque aumentado. Em seguida, transmita a po- tência para a roda traseira para que a motocicleta ande. [5] Sistema de admissão e exaustão A função do sistema de admissão é guiar e filtrar o ar, para controlar o volume da mistura gasosa que flui para o cilindro de acordo com as necessidades das condições de funcionamento. O sistema é composto principalmente de tubo de admissão e filtro de ar. A função do sistema de exaustão é ventilar o gás de exaustão no cilindro e reduzir o ruído durante a exaustão. Esse sistema consiste principalmente de escapamento e silencioso. [6] Sistema de alimentação A função do sistema de alimentação é transformar combustível e ar em uma mistura gasosa com a proporção apropriada de acordo com as condições de trabalho do motor e fornecer ar misturado em tempo hábil e em quantidades suficientes para a câmara de combustão, para que ela continue o processo de queima. O sistema de alimentação é composto principalmente de tanque de combustível, interruptor do tan- que de combustível, filtro de ar, carburador, mangueira de combustível e válvula de fornecimento de combustível. [1] Alimentação de energia elétrica A função do sistema elétrico é fornecer energia elétrica para a partida e o funcionamento da motocicleta, e enviar sinais sonoros ou luminosos para garantir a segurança do deslocamento. O sistema elétrico serve principalmente para fornecimento, consumo e controle de energia elétrica. [1] Alimentação de energia elétrica O fornecimento de energia elétrica é obtido de um gerador e uma bateria. Quando o gerador atinge certa reversão movida pelo motor, ele transfere energia elétrica não somente para o mecanismo elétrico, mas também para a bateria que é carregada. A bateria pode transferir energia química, que pode alimentar a partida, a iluminação e o mecanismo de sinalização. [2] Consumo de energia elétrica A função da peça de controle é oferecer vários tipos de sinais sonoros e luminosos para garantir a segurança do deslocamento, ao mesmo tempo pode dar a partida no motor forma conveniente e rápida. Ela consiste basicamente dos dispositivos de sinais luminosos e de partida elétrica. [3] Peça de controle A função da peça de controle é assegurar e ajustar o fornecimento e consumo de energia elétrica. Ela consiste do tensionador, retificador, relé de partida, fusível, interruptor de controle e cabo principal. 5 Motor O motor é um dispositivo de combustão interna que transforma a energia térmica em energia mecânica. O motor é a fonte de energia da motocicleta, é composto pela tampa, corpo do cilindro, cárter, conjunto do pistão, biela, mecanismo de válvulas, sistemas de lubrificação, ignição e arrefecimento. [1] Conjunto do cárter O conjunto do cárter do motor da motocicleta é composto principalmente de cárter e tampas da car- caça direita e esquerda, sua função é suportar e instalar outros acessórios do motor para resistir a choques e torções. O conjunto do cárter é a estrutura de funcionamento do motor que determina toda sua resistência e força. [2] Conjunto do pistão A função do conjunto do pistão é transmitir potência de deslocamento para a biela do virabrequim. [3] Biela A função da biela é transformar o movimento retilíneo alternativo do pistão em movimento circular contínuo para transmitir potência e fazer com que acessórios relacionados funcionem. [4] Mecanismo de Válvulas A função do mecanismo de válvulas é absorver adequadamente a mistura gasosa combustível para a câmara de acordo com as necessidades do motor e emitir gás de exaustão do cilindro para asse- gurar o bom funcionamento e desempenho do motor. O mecanismo de válvulas dessa motocicleta adota ressalto inferior. 1-5 INFORMAÇÕES GERAIS [5] Sistema de Lubrificação A função do sistema de lubrificação é lubrificar as superfícies dos componentes motores e reduzir a fricção e abrasão causadas. Esse sistema elimina o superaquecimento durante a fricção assegu- rando, assim, o bom funcionamento e desempenho do motor, aumentando a confiabilidade e prolon- gando a vida útil das peças. O sistema de lubrificação dessa motocicleta é principalmente composto pelos seguintes componentes: filtro de óleo, bomba de óleo e passagem de óleo. [6] Sistema de Arrefecimento O sistema de arrefecimento serve para resfriar o motor assegurando seu bom funcionamento e de- sempenho. O sistema de arrefecimento dessa motocicleta adota o arrefecimento a ar que utiliza o fluxo de ar durante o deslocamento da motocicleta para eliminar o aquecimento por meio de aletas do corpo, tampa do cilindro e do conjunto do cárter. INFORMAÇÕES GERAIS 1-6 PARTE 3 – ESPECIFICAÇÕES 1-7 INFORMAÇÕES GERAIS Item Especificação Tamanho e Peso Líquido Comprimento X Largura X Altura 2.176 mm X 897 mm X 1.100 mm Distância entre eixos 1.400 mm Distância do solo 140 mm Peso líquido 125 kg Peso máximo 275 kg Carga máxima 150 kg Motor Modelo do Motor ZS156FMI-B Tipo do Motor Um cilindro,4 tempos, arrefecimento de ar, ressalto inferior Diâmetro X Curso 56,5 mm X 49,5 mm Capacidade total do cilindro 124,5 ml Taxa de compressão 9,0:1 Potência máxima/ Rotação corresponden- te 7,2/(8.500 + 850)kW Torque máximo/Rotação correspondente 8,6/(7.500+ 750)N.m Rotação estável mínima sem carga (1.400+ 100)rpm Taxa mínima de consumo de combustível <367 g / kW/h Consumo de combustível na velocidade econômica 1,72 l/ 100 km Folga da válvula 0,06 mm a 0,08 mm Método de lubrificação Pressão e derramamento Tipo do carburador PZ26 Forma de alimentação Bujão plano Filtro de ar Componentes: papel e plástico Método de partida Partida do motor, Partida Elétrica Sistema de Condução Amortecedor dianteiro componentes: hidráulico e molas Amortecedor traseiro componentes: hidráulico e molas Tamanho/Pressão da roda dianteira 2,75-18/225 kPa Tamanho/Pressão da roda traseira 3,50-16/250 kPa Velocidade máxima 90 km/h Desempenho em rampa ≥22° Distância de derrapagem ≥200 m INFORMAÇÕES GERAIS 1-8 Item Especificação Dispositivo de transmissão Modelo de saída Corrente de transmissão Modelo da transmissão Elasticidade de operação do pé esquerdo (l-N-2-3-4-5) Embreagem manual, lubrificada e múltipla Tipo de mudança de velocidade comum e duas grades de 5 marchas Taxa de transmissão primária 3.333 Taxa de transmissão final 2.786 Taxa de transmissão da primeira engrenagem 2.769 Taxa de transmissão da segunda engrenagem 1.882 Taxa de transmissão da terceira engrenagem 1.400 Taxa de transmissão da quarta engrenagem 1.130 Taxa de transmissão da quinta engrenagem 0,960 Operação e freios Diâmetro mínimo do círculo de direção 4.000 mm Ângulo de curva à esquerda e a à direita ≥48º Freio dianteiro Freio a disco Freio traseiro Freio a tambor Sistema elétrico Método de ignição C.D.I Tipo de vela de ignição D8EA Folga da vela de ignição 0,6 mm a 0,7 mm Bateria 12V / 7Ah Fusível 10 A Farol dianteiro 12 V – 35 W/ 21 W Lanterna/luz de freio 12 V – 8 W/ 21 W Luz indicadora de direção 12 V – 10 W Indicador de direção 12 V – 1,7 W Indicador luminoso de marcha 12 V – 1,7 W Luz de posição dianteira 12 V – 3 W Fluídos Tipo de combustível Gasolina Capacidade do tanque de combustível 13 l Tipo de óleo 20W 50 Capacidade de óleo do motor 1.100 ml Capacidade de óleo do amortecedor dianteiro 159 ± 5 ml (por amortecedor) CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO ÍNDICE 2PARTE 1 – ITENS DE ADVERTÊNCIA PARA MANUTENÇÃO ....................2-1 PARTE 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO .....................2-2 PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO ....................................................... 2-7 PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO ........................................2-8 PARTE 5 – INFORMAÇÕES DE AjUSTES DE MANUTENÇÃO .............. 2-10 PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM ......................... 2-12 PARTE 1 – ITENS DE ADVERTÊNCIA PARA MANUTENÇÃO Quando houver problemas com sua motocicleta, ela poderá se consertada na oficina de assistência técnica KASINSKI ou em uma oficina profissional de manutenção. Ou então, você também poderá consultar esse ma- nual de manutenção. As peças da motocicleta sofrerão desgastes e desajustes durante a utilização contínua. A falta de manutenção frequente pode afetar a segurança e confiabilidade da sua motocicleta e, também, re- duzir sua vida útil. Por isso, a manutenção frequente ajudará a manter sua motocicleta nova e operando com desempenho máximo. [1] Ao realizar reparos na motocicleta, utilize componentes, acessórios, óleo de lubrificação e outros materiais que sejam produzidos ou recomendados pelo fabricante. A utilização de peças inadequadas influenciará a mobilidade, confiabilidade, estabilidade e conforto da motocicleta. O veículo será seriamente danificado. [2] Após a desmontagem e reinstalação, substitua a junta, as peças de vedação e os pinos de abertura por novos. [3] Ao apertar porcas e parafusos, utilize o princípio do cruzamento diagonal e aperte-os completamente com o valor de torque padrão por 2 ou 3 vezes. [4] Não utilize fluido inflamável ao limpar as peças. Passe óleo lubrificante nas peças motoras antes de instalá-las. [5] Após a instalação, verifique se todas as peças estão instaladas corretamente. Verifique os métodos de circulação, movimento, operação e inspeção. [6] Ao desmontar a motocicleta, utilize sempre as ferramentas de manutenção apropriadas. [7] Realize os reparos com o motor desligado. Se a motocicleta precisar ser consertada com o motor ligado, faça os reparos em um local bem ventilado, pois o gás emitido pela motocicleta contém CO2 tóxico. [8] O gás é altamente inflamável e pode provocar explosões, portanto, não fume ou acenda chamas no local da manutenção. [9] O eletrólito da bateria contém ácido sulfúrico. Se o eletrólito respingar nos olhos ou for derramado nas roupas, limpe-os muito bem com água. Procure um médico imediatamente. [10] A solução existente na bateria é inflamável e explosivo, portanto, não fume ou acenda fogo próximo à bateria, especialmente ao carregá-la. As informações desse manual, iniciadas pelas seguintes palavras são de extrema importância: ADVERTÊNCIA Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar ferimentos ou morte. CUIDADO Indica uma situação potencialmente perigosa que, se não for evitada, poderá causar danos a sua motocicleta. NOTA Indica informações especiais para tornar a manutenção mais fácil ou as instruções mais claras. 2-1 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-2 PARTE 2 – CONHECIMENTOS GERAIS DE MANUTENÇÃO 1 Classificações de Manutenção A manutenção pode ser dividida em 4 partes de acordo com a variedade e o período de intervalo. Essas partes estão divididas como: reparos grandes, médios, pequenos e em conjunto. [1] O reparo grande é um reparo detalhado que exige a desmontagem, limpeza, medição, inspeção, ajuste completo da motocicleta, e assim por diante. Após esse reparo, a motocicleta pode alcançar o padrão original de mobilidade, economia, estabilidade e desempenho seguro. [2] O reparo médio serve para reparar e ajustar algumas peças que influenciam no desempenho da motocicleta. O reparo médio pode eliminar perigos potenciais, evitar agravamento de problemas e manter uma boa condição de funcionamento. [3] O reparo pequeno é um reparo de funcionamento que concentra-se principalmente na eliminação de algum problema temporário ou danos parciais durante o funcionamento. [4] O reparo em conjunto é um reparo separado por conjunto e realizado de acordo com a necessidade de um determinado conjunto ou dano, corrosão ou empenamento de um componente específico que afeta o desempenho da motocicleta. 2 Técnicas de Reparo (1) Desmontagem da Motocicleta A desmontagem é uma etapa muito importante durante o reparo. O método de desmontagem influenciará diretamente a qualidade e eficiência do reparo. Se os componentes quebrarem ou forem bloqueados devido à desmontagem incorreta, a extensão do reparo, bem como o tempo gasto para realizá-lo, serão aumentados. Isso causará a interrupção da desmontagem. O princípio básico da desmontagem é a or- dem e a direção oposta àquela de instalação. Normalmente, a ordem é de dentro para fora, de cima para baixo, do maior para o menor. Na desmontagem, preste atenção ao lugar em que coloca as peças para evitar danificá-las ou confundi-las. A ordem e o método de desmontagem não são absolutos. Diferentes motocicletas têm diferentes ordens e métodos de desmontagem. Você pode consultar nossas instruções de desmontagem, instalação e ma- nutenção. O princípio básico de desmontagem do motor e de outros componentes é o mesmo princípio de toda motocicleta. A ordem e o método de desmontagem são diferentes de acordo com as estruturas e carac- terísticas de cada componente. Preste muita atenção ao lugar e a ordem em que coloca as peças e os componentes desmontados. Observe com cuidado os seguintes itens ao desmontar a motocicleta e seus componentes: [1] Os componentes que têm alta exigência de posicionamento devem ter suas marcas de posiciona- mento verificadas previamente ao serem desmontados. Se a marca não estiver evidente, refaça-a. [2] Ao desmontar os componentes que estão muito apertados, utilize as ferramentas especiais. Se não possuir as ferramentas especiais, apoie a motocicleta com um pedaço de madeira ou metal leve, depois martele o local correto com o martelo de borracha para evitar danos ao componente. [3] Ao desmontar o conjunto do amortecedor dianteiro e traseiro e as rodas dianteira e traseira, apoie a motocicleta com um suporte firme. Evite que a queda da motocicleta cause ferimentos em pessoas ou danifique componentes. [4] Coloque os componentes desmontados em ordem. Não coloque componentes como, por exemplo, componentes de injeção, cromados e de alta precisão diretamente no chão. [5] As porcas e os parafusos desmontados devem ser armazenados cuidadosamente, e eles podem ser instalados novamente no lugar original, mas não os aperte. [6] Realize a desmontagem dos componentes que exigem a utilização de ferramentas especiais da ma- neira recomendada. Monte uniformemente e preste atenção na direção. [7] Escolha as ferramentas adequadas para a desmontagem dos componentes, monte uniformemente e preste atenção na direção para evitar que os componentes sejam danificados. [8] As pastilhas de freio desmontadas devem ser guardadas separadamente e longe do óleo lubrificante. Se as pastilhas entrarem em contato com óleo poderá provocar falhas no freio. 2-3 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO [9] Quando houver dificuldade de desmontagem devido à oxidação dos componentes de rosca de parafu- so, você poderá mergulhar os componentes em gasolina por alguns minutos e depois desmontá-los. [10] Ao desmontar juntas, é preciso ter cuidado para evitar danos. (2) Limpeza dos Componentes Após a desmontagem, os componentes estarão sujos de óleo ou carbono. Limpe-os para facilitar a manu- tenção e instalação. Você pode utilizar gasolina e querosene. O método de limpeza é escolhido de acordo com a especificidade dos componentes. [1] Limpeza de manchas de óleo Limpeza fria e limpeza quente são dois métodos para peças de metal. Utilize gasolina ou querosene, coloque as peças de metal dentro do detergente e esfregue-as com uma escova, essa é a chamada limpeza fria. Utilize base alcalina em meio aquoso como detergente; coloque as peças de metal den- tro do detergente, aqueça de 79 a 90°C e mantenha-as imersas de 10 a 15 minutos, depois retire as peças de metal e limpe-as, essa é a chamada limpeza quente. Métodos de limpeza de peças não metálicas diferem de acordo com o material. O melhor produto de limpeza para peças de borracha é o álcool. Não utilize querosene ou gasolina para limpar peças de borracha, pois elas podem inchar e deformar. A gasolina é apropriada para o disco da embreagem e para os discos de fricção das pastilhas de freio, enquanto a base alcalina em meio aquoso é proibida. [2] Remoção do acúmulo de carbono Para remover o acúmulo de carbono dos componentes é possível utilizar o método mecânico ou químico. O método mecânico é o de raspagem do acúmulo com um raspador ou espátula de bambu e então limpar com gasolina. Mergulhe o componente, escove o acúmulo de carbono e limpe com água quente, esse é o método chamado químico. (3) Inspeção das peças Inspeção das peças após a limpeza. O propósito da inspeção é verificar se as peças precisam de reparo ou substituição. Existem três métodos: inspeção direta, inspeção por instrumentos e diagnóstico de pro- blemas. [1] Inspeção direta A inspeção direta serve para verificar e avaliar as condições das peças manualmente, em vez da utilização de instrumentos. Esse é um método simples e prático que é utilizado amplamente para manutenção. [2] Inspeção por instrumentos A inspeção por instrumentos serve para medir o tamanho e o formato geométrico das peças por meio de medidores e aparelhos e, então comparar o valor medido com o valor limite para descobrir as condições das peças. Esse método pode obter avaliações precisas, mas é necessária uma inspeção cuidadosa da precisão dos instrumentos e seleção adequada das peças. [3] Diagnóstico de problemas Para encontrar falhas latentes nas peças, é possível aplicar o diagnóstico de problemas. Geralmen- te, é adotado o método de imersão em óleo e batidas durante a manutenção. O processo desse método é o seguinte: primeiro mergulhe as peças em querosene ou óleo Diesel por alguns minutos. Depois, retire e seque as peças. Em seguida, espalhe talco na superfície das peças. Finalmente, dê leves batidas com um pequeno martelo na superfície das peças defeituosas. A batida pode produzir vibração. O óleo restante na rachadura espirrará devido à vibração. O óleo derramado tingirá o talco de amarelo e será possível encontrar facilmente uma marca amarela no local da rachadura. (4) Métodos e habilidades de reparo Após a desmontagem, limpeza e inspeção, o próximo estágio é fundamental. Aperfeiçoar as habili- dades básicas é o ponto chave para garantir boa qualidade de manutenção que são as seguintes: [1] Entalhe, limagem e raspagem O entalhe é o processamento das peças de metal com um martelo e uma talhadeira. As funções são cortar e partir. A limagem é a raspagem das superfícies das peças com uma lima. Isso inclui raspar e limar delica- damente. O dente de uma lima determina o grau de aspereza ao limar peças de metal. A operação de limagem é diferente de acordo com os diferentes formatos das superfícies das peças. A raspagem é um processo que raspa uma fina camada da superfície das peças. É um trabalho delicado, por isso, raspe as peças aos poucos e com muito cuidado. Geralmente, é raspado 0,005 a 0,01 mm por vez. Antes da raspagem, espalhe tetróxido de chumbo na superfície das peças. Então, encaixe as peças com outras padrão. As partes que não encaixam são as áreas que devem ser raspadas. Após vários encaixes e raspagens, a superfície de contato das peças ficam maiores, atin- gindo os requisitos e propósitos. [2] Fricção O polimento consiste em eliminar uma fina camada da superfície das peças pelo esmerilhamento. Esse é um acabamento fino para a superfície das peças, que pode proporcionar um tamanho pre- ciso, formas geométricas exatas e o grau mais baixo de aspereza. Consiste nos polimentos plano, interno e externo. A ferramenta utilizada no polimento plano é um disco plano, enquanto no interno é um mandril. Durante a manutenção os métodos de polimento são utilizados, geralmente, para polir a chapa do cárter e o orifício interno da biela. [3] Rebitagem e solda A rebitagem é um processo que serve para unir duas partes ou mais com rebites. É amplamente uti- lizada na manutenção como na rebitagem do disco da embreagem, etc. A rebitagem pode ser clas- sificada pelas suas funções em três tipos: junções com rebite fixo, rebite ativo e rebite de vedação. O processo de soldagem pode unir permanentemente duas parte de metais com uma ferramenta de solda. Esse processo também é muito utilizado na manutenção como, por exemplo, nos reparos de rachaduras do chassi e outras partes de metal. [4] Perfuração e alargamento O processo de perfuração consiste em fazer orifícios em peças ou materiais com uma broca. As ferramentas de perfuração principais são: furadeira, furadeira manual, furadeira elétrica e broca. O alargamento é um processo de acabamento que pode aumentar o grau de precisão do orifício das peças e diminuir o grau de aspereza. O aumento da precisão do encaixe entre o orifício e o eixo pode alcançar de 6 a 8 graus. As ferramentas básicas desse processo são os alargadores fixos, ajustáveis, cônicos, etc. Antes do alargamento é preciso primeiramente furar um orifício que serve como base para a precisão do formato do orifício e criar espaço para o procedimento de alargamento. [5] Corte interno e externo de roscas O corte feito com um cossinete é chamado de corte interno de roscas. O corte de rosca externo com um disco é chamado de corte de rosca externo. O conjunto consiste em dois tornos, por exemplo, o torno mestre e o torno secundário. O dois tornos diferem no seu ângulo de corte, o ângulo de corte do torno secundário é maior do que o do mestre. Perfure um orifício com um ângulo chanfrado antes de iniciar o corte de rosca interno. Para escolher a broca apropriada, consulte a lista especializada ou a fórmula seguinte: Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,1 mm X passo da rosca (apropria- do para ferro e cobre) Diâmetro de perfuração do orifício= diâmetro externo da rosca – 1,2 mm X passo da rosca (apropria- do para aço e latão) Ao realizar o corte interno de roscas, vire o cossinete dentro do orifício de ângulo chanfrado, em seguida remova e utilize o cossinete secundário para dar formato às roscas. A ferramenta de corte de roscas externo é um disco. O disco é constituído de discos fixos, discos ajustáveis e disco ativo. Geralmente, nós utilizamos o disco fixo, por exemplo, o disco arredondado. Ao realizar o corte externo de roscas, escolha o disco e o diâmetro do material a ser gradualmente expandido de acordo com a necessidade do material, diâmetro da rosca e passo do parafuso. Para fazer a escolha certa, consulte a lista especializada ou a seguinte fórmula: Diâmetro do material a ser expandido gradualmente = diâmetro externo da rosca – 0,13 mm X passo do parafuso. CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-4 Corte a extremidade do material a ser expandido em ângulo de 15 a 20º antes de fazer o corte exter- no na rosca. Para facilitar a operação, o disco e o material a ser expandido devem estar na vertical, assim, o diâmetro mínimo do ângulo do cone deve ser menor do que o diâmetro interno da rosca. [6] Retificação A operação que elimina o desnivelamento de formas planas, em barras e colunas, é chamado de retificação. A retificação pode remodelar as peças. A retificação depende da flexibilidade das partes de metal. Assim, partes de metal com boa flexibilida- de podem ser retificadas diretamente, como aço doce e cobre vermelho. Partes de metal com menos flexibilidade necessitam ser amolecidos antes da retificação. As forma de retificação são: torção, extensão, curvatura e expansão. [7] Colagem A colagem é amplamente utilizada na manutenção e no reparo porque é fácil e pode ser realizada sem ferramentas especiais ou materiais caros. Além disso, as peças coladas como, por exemplo, guidom, cabeça da direção, plástico e peças de metal pintadas com spray; disco e pastilhas de freio não precisam ser processadas por máquinas de alta precisão. Existem vários tipos de colas como a epóxi, adesivo fenólico e etc. (5) Montagem da motocicleta O último procedimento do reparo é a montagem, fator determinante para o bom funcionamento da moto- cicleta. [1] A montagem inclui a montagem dos módulos, das peças e total. No processo de montagem, é preci- so observar o princípio da montagem, primeiro dos módulos, depois das peças e por fim a montagem total. A sequência de montagem é contrária a de desmontagem, ou seja, primeiro monta-se os com- ponentes que foram desmontados por último e por último os componentes que foram desmontados primeiro. [2] A montagem de módulos é a primeira etapa de todo o processo que transforma as peças em um único módulo como, por exemplo, a combinação do tambor do freio dianteiro, a combinação das pastilhas de freio e a combinação das rodas. [3] A montagem das peças é baseada na montagem dos módulos que unem as partes e os módulos como um todo como, por exemplo, a montagem das rodas dianteira e traseira, conjunto do garfo dianteiro, amortecedor, etc. [4] A montagem total é o último procedimento para completar todo o processo de trabalho, ela conecta as peças e os módulos com o chassi de acordo com a sequência de instalação correta. [5] As sequências da montagem total são similares. A operação é da seguinte maneira: primeiro, finalize a montagem dos módulos e das peças, então instale o conjunto do motor e da transmissão no chassi. Segundo, instale o conjunto do garfo dianteiro, guidão, para-lamas dianteiro e traseiro, amortecedor, diferencial, rodas dianteira e traseira, tanque de combustível e assento. Terceiro, instale o farol, lanterna traseira, indicador de direção, buzina e conjunto da bateria. Quarto, conecte todo circuito elétrico e cabos de controle. Quinto, instale a corrente de distribuição, correia dentada, para-brisa e cobertura da corrente ou cinta. Por último, lubrifique toda a motocicleta. [6] Consulte a seguinte referência sobre desmontagem, instalação e inspeção se houver é qualquer diferença de sequência de montagem causada por diferente tipo e estrutura. [7] Preste atenção nos seguintes pontos: Escolha um lugar amplo e limpo, siga rigorosamente as recomendações de montagem, as partes devem estar conectadas de acordo com as especificações, evite conectar as peças incorretamente e esquecer-se de montar alguma junta, contrapino e cordões de vedação. 3 Regulagem após o Reparo A interconexão das peças foi afetada de alguma forma após o reparo. Para recuperar o desempenho da motocicleta, faça o ajustes de acordo com as especificações do MANUAL DO USUÁRIO. Ajuste da seguinte maneira: (1) Regulagem do Tempo de Ignição Caso ocorra algum erro com o ângulo avançado da ignição, isso poderá causar uma série de problemas, tais como partida do motor com dificuldade, diminuição da potência, alto consumo de combustível, superaquecimento do motor, queima de combustível incompleta, 2-5 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO (2) Regulagem do Carburador A regulagem do carburador é muito importante, ele interfere diretamente no desempenho do motor, portanto, mantenha-o da seguinte maneira: Antes da regulagem, certifique-se de que a temperatura de operação do motor esteja adequa- da, abra a válvula do afogador, verifique se a folga da válvula e o ajuste da ignição estão corre- tos e se não há vazamentos ou bloqueio do motor ou do carburador. (3) Ajuste da Embreagem A embreagem é utilizada para transferir potência, portanto, tem um importante papel no sistema de transmissão. Regule a folga da manopla de operação da embreagem entre 10 e 20 mm. Algumas motocicletas necessitam de ajuste do parafuso de ajuste das peças desengatadas. (4) Regulagem dos freios O desempenho do freio afeta diretamente a segurança de deslocamento, por isso, uma regula- gem correta é de extrema importância. Regule a folga da alavanca do guidom do freio dianteiro entre 10 e 20 mm e o pedal do freio traseiro entre 20 e 30 mm. O método de regulagem é o mesmo. (5) Regulagem do Dispositivo Elétrico A regulagem do dispositivo elétrico inclui principalmente o farol e a regulagem da buzina elétrica. [1] Regulagem da posição do farol para cima ou para baixo para mudar a distância da irradia- ção de luz. [2] Regulagem do som e tom da buzina elétrica. O volume padrão da buzina elétrica da mo- tocicleta é de 95 a 105 dB (A). Ajuste o parafuso de ajuste atrás da buzina elétrica se o volume e o tom não estiverem funcionando corretamente. (6) Regulagem do Cabo do Acelerador A folga da manopla de controle do acelerador deve ser de 2 a 6 mm. O aumento ou diminuição da rotação do motor não são permitidos nesse processo. Regule a folga de acordo com a espe- cificação. Essa regulagem é, normalmente, acompanhada da regulagem da rotação de marcha lenta. CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-6 PARTE 3 – CICLO DE MANUTENÇÃO Item Leituras do Hodômetro (km) 1000 km 2000 km 3000 km 4500 km 6000 km a cada Óleo do motor - trocar - (1) 1.500 Tela do filtro de óleo - Limpar 12.000 Filtro de ar - Limpar A cada 1.000 Km Filtro de combustível - Trocar 6.000 Vela de iginição - Verificar 3.000 Vela de iginição - Trocar 6.000 Carburador - Verificar a marcha lenta 3.000 Carburador - Limpar 6.000 Ruído de freio - Verificar (2) 6.000 Tanque de combustível e tubulações - Verificar 6.000 Folga das válvulas - Verificar e ajustar 3.000 Acelerador - Verificar e ajustar 3.000 Pastilhas e lonas de freio - Verificar desgaste 3.000 Tambor de freio - Limpar 3.000 Freio traseiro - Verificar e ajustar 3.000 Aros e Raio das Rodas - Verificar e ajustar 3.000 Interruptor do freio traseiro - Verificar e ajustar 3.000 Interruptores e instrumentos - Verificar o funcionamento 3.000 Suspensões dianteira e traseira - Verificar 3.000 Óleo da suspensão dianteira - Trocar (3) 9.000 Rolamentos da Coluna de direção - Verificar, ajustar e lubrificar 3.000 Corrente de transmissão - Verificar, ajustar e lubrificar (1) A cada 500 Km Sistema de iluminação/sinalização - Verificar o funcionamento 3.000 Cavalete Central e lateral - Verificar 3.000 Embreagem - Verificar e ajustar 3.000 Facho do farol - Ajustar 3.000 Sistema de Escapamento - Verificar 3.000 Parafusos, Porcas e Fixações - Verificar e apertar 3.000 CUIDADO Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar se a motocicleta circular em regiões com muita poeira. 2-7 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO PARTE 4 – FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO [1] Pistola elétrica Essa ferramenta é utilizada para fornecer energia e remover porcas e parafusos [2] Luva da lingueta Essa ferramenta é utilizada para remover as porcas do elemento filtrante do óleo e da embreagem [3] Luva do parafuso AB, adaptador, ponte elétri- ca, ponta hexagonal da chave, luva de ajuste da válvula [4] Luva Remova ou fixe as porcas e os parafusos com um martelo pneumático [5] Cortador de fios, alicate de corte Remova/instale o anel trava com o alicate de expan- são [6] Chave “T” [7] Extrator do rotor Essa é a ferramenta especial para desmontar o rotor do magneto [8] Martelo de Borracha, Martelo de Ferro e Mar- telo de Cobre CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-8 [9] Calibrador de lâminas Essa ferramenta é utilizada para medir a folga entre o pistão e o cilindro ou a válvula [10] Micrômetro Essa ferramenta é utilizada para medir as dimensões do pistão e do pino do pistão [11] Relógio comparador Mede a oscilação vertical da suspensão da roda, diâ- metro interno do cilindro, etc. [12] Barômetro do Cilindro Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do cilindro [13] Barômetro do Pneu Essa ferramenta é utilizada para medir a pressão do pneu [14] Paquímetro Essa ferramenta é utilizada para medir o diâmetro in- terno do cubo da roda traseira [15] Torquímetro Essa ferramenta é utilizada para medir o aperto do parafuso e da porca. [16] Expansor hexagonal interno Essa ferramenta é utilizada para remover parafusos e porcas hexagonais internos. 2-9 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO PARTE 5 – INFORMAÇÕES DE AJUSTE DE MANUTENÇÃO 1 Sistema do Motor Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm) Folga do pistão e do cilindro 0,02 a 0,06 0,10 Diâmetro do cilindro 56,50 a 56,51 56,50 Diâmetro do pistão 56,45 a 56,48 56,35 Deformidade do cabeçote 0 a 0,01 0,05 Flexibilidade do corpo do cilindro 0 a 0,01 0,03 Folga da extremidade do anel do pistão 0,15 a 0,35 0,50 Folga lateral do anel do pistão 0,03 a 0,05 0,10 Folga do pino e do orifício do pistão 0 a 0,02 0,04 Diâmetro interno do orifício do pino do pistão 15,00 a 15,01 15,04 Diâmetro externo do pino do pistão 14,99 a 15,00 14,96 Diâmetro do orifício da extremidade menor da biela 14,97 a 14,98 15,00 Folga radial da extremidade menor da biela 0 a 0,01 0,03 Folga radial da extremidade maior da biela 0 a 0,01 0,05 Folga lateral da extremidade maior da biela 0,10 a 0,30 0,80 Desvio radial da árvore de manivelas 0 a 0,02 0,05 Altura do came Admissão 32,768 a 32,928 32,628 Exaustão 32,768 a 32,928 32,968 Comprimento livre da mola da válvula Interno 33,50 a 33,51 30,00 Externo 40,90 a 40,91 39,80 Folga da válvula 0,06 a 0,08 0,10 Largura da sede da válvula Admissão 1,2 a 1,5 2,0 Exaustão 1,2 a 1,5 2,0 Guia da válvula/ Válvula Diâmetro externo da haste da válvula Admissão 5,45 a 5,46 5,42 Exaustão 5,43 a 5,44 5,40 Diâmetro interno da guia da válvula Admissão 5,47 a 5,48 5,54 Exaustão 5,45 a 5,46 5,42 Folga da haste e da guia da válvula Admissão 0,01 a 0,03 0,12 Exaustão 0,03 a 0,05 0,14 Folga do rotor interno/externo 0,15 a 0,20 0,25 Folga radial do rotor externo e do corpo da bomba 0,15 a 0,20 0,25 Folga da bomba superior 0,15 a 0,16 0,20 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-10 2 Sistema da Transmissão Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm) Embreagem Espessura do disco de fricção 2,90 a 3,00 2,60 Espessura do disco movido de fricção 1,52 a 1,68 1,30 Deformidade do disco de fricção ------- 0,20 Folga da mola da embreagem 35,50 a 36,21 34,20 Diâmero interno do orifício da engrenagem 24,90 a 24,92 24,94 Sistema da Transmissão Diâmetro Axial do eixo de partida 19,959 a 19,980 20,00 Diâmetro interno do garfo 12,00 a 12,02 12,05 Espessura do dente do garfo 4,93 a 5,00 4,70 Diâmetro externo do tambor da transmissão 35,90 a 36,00 35,80 Diâmetro externo do eixo principal 19,959 a 19,980 19,945 Diâmetro externo do contraeixo 19,974 a 19,987 19,960 Diâmetro interno da engrenagem primária e secundária C1 Diâmetro interno da engrenagem secundária 19,52 a 19,541 19,50 C2 Diâmetro interno da engrenagem primária 22,00 a 22,021 20,00 C2 Diâmetro interno da engrenagem secundária 22,00 a 22,021 22,00 C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00 C3 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,021 20,00 C3 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,00 a 20,05 20,00 C4 Diâmetro interno da engrenagem secundária 20,02 a 20,041 20,00 C5 Diâmetro interno da engrenagem primária 20,02 a 20,041 20,00 C5 Diâmetro interno da engrenagem secundária 25,00 a 25,05 25,00 Corrente da transmissão Aperto 20 a 30 40 a 50 3 Sistema de Condução Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm) Profundidade da ranhura padrão na superfície do pneu 4,0 2,0 Ciclo do amortecedor dianteiro 95 - Largura livre da mola do amortecedor dianteiro 475,0 470,4 Ciclo do amortecedor traseiro 30 - Largura livre da mola do amortecedor traseiro 221 200,0 Desvio do cubo da roda Axial - 2,00 Radial - 2,00 Desvio do eixo Dianteiro - 2,00 Traseiro - 2,00 4 Sistema de Operação e Freios 2-11 CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO Itens Valor Padrão (mm) Valor Limite (mm) Ciclo livre da alavanca do freio dianteiro 10 a 20 30 a 40 Ciclo livre do pedal do freio traseiro 20 a 30 40 a 50 Ciclo livre da manopla de controle de aceleração 2 a 6 10 a 15 PARTE 6 – TORQUES E REQUISITOS DE MONTAGEM 1 Torques especificados Itens Especificações Valor de torque (N. m) Motor Parafuso da tampa do cabeçote M6 8 a 12 Parafuso do cabeçote M8 28 a 32 Porca AB do cabeçote M8 28 a 32 Parafuso da tampa do cárter esquerdo M6 8 a 12 Parafuso do rotor do magneto M10 50 a 60 Parafuso do motor de partida M6 8 a 12 Parafuso da engrenagem do comando de válvulas M6 8 a 12 Parafuso da tampa do cárter direito M6 8 a 12 Contraporca da embreagem e engrenagem motriz M16 60 a 70 Parafuso da engrenagem da bomba de óleo M6 8 a 12 Parafuso da capa da embreagem M6 8 a 12 Parafuso fixo do tambor da transmissão M6 8 a 12 Parafuso do cárter M6 8 a 12 Contraporca do tubo principal M22 60 a 70 Motocicleta Parafuso fixo do guidom M6 20 a 25 Parafuso fixo do painel de conexão superior M8 28 a 32 Parafuso fixo do painel de conexão inferior M8 28 a 32 Porca do eixo dianteiro M14 50 a 60 Porca do eixo traseiro M14 50 a 60 Parafuso da suspensão do motor M8 28 a 32 Porca fixa do amortecedor traseiro M12 40 a 50 Contraporca da roda da corrente M8 28 a 32 Parafuso do polo de direção M10 30 a 40 Garfo traseiro M14 55 a 60 2 Requisitos de montagem [1] A marca “IN” deve estar voltada para a parte interna ao instalar um pistão. [2] Coloque as marcas “T”, “R”, “N” do anel primário, anel secundário e anel de óleo para cima. Deixe uma separação de 120º ao fazer a instalação. [3] Coloque a extremidade espessa da mola da válvula para baixo durante a instalação. [4] Ao instalar o comando de válvulas, a marca "T" do magneto deve apontar para a marca na tampa do cor- po do cárter esquerdo. A marca e "O" na corrente de distribuição ativa do cabeçote deve apontar para a marca de corte do cilindro. CONHECIMENTOS DE MANUTENÇÃO 2-12 MOTOR ÍNDICE 3 PARTE 1 – APRESENTAÇÃO GERAL DO MOTOR .................................... 3-1 PARTE 2 – CABEÇOTE .............................................................................. 3-3 PARTE 3 – BLOCO DO MOTOR ................................................................ 3-10 PARTE 4 – CONjUNTO DO PISTÃO ..........................................................3-14 PARTE 5 – SISTEMA DE IGNIÇÃO ............................................................3-20 PARTE 6 – DISPOSITIVO DE PARTIDA ELÉTRICA ..................................3-28 PARTE 7 – MECANISMO DE VÁLVULAS ................................................. 3-32 PARTE 8 – EMBREAGEM ...........................................................................3-41 PARTE 9 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO ................................................3-47 PARTE 10 – CONjUNTO MÓVEL ...............................................................3-52 PARTE 11 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO ...............................................3-58 PARTE 12 – DISPOSITIVO DE PARTIDA DO MOTOR ............................. 3-69 PARTE 13 – CÁRTER ..................................................................................3-72 PARTE 14 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO ...........................................3-75 PARTE 1 – APRESENTAÇÃO GERAL DO MOTOR O motor serve para fornecer potência à motocicleta, ele influencia diretamente na economia, confiabilidade e durabilidade da motocicleta. Entre os motores existentes, o motor movido à gasolina é muito utilizado em moto- cicleta atualmente. A gasolina e o ar são misturados no carburador e aspirados na câmara de combustão. Após a compressão, a mistura gasosa será queimada pelas faíscas da vela de ignição e a energia térmica produzida pela combustão será transformada em potência ou energia mecânica. A transformação de energia ocorre no cilindro e é conseguida pelo ciclo de trabalho que consiste na admissão, compressão, combustão-expansão e exaustão. 1 Principais Parâmetros Técnicos do Motor Os parâmetros do motor incluem parâmetros de estrutura e parâmetros de desempenho. O lado esquerdo do desenho indica as características da estrutura do motor e o da direita indica o índice de desempenho do motor. Desenho esquemático dos parâmetros da estrutura do motor [1] Diâmetro do cilindro O diâmetro interno do cilindro é chamado de diâmetro do cilindro, indicado pela letra D. [2] Ponto morto superior Quando a parte superior do pistão está na posição extrema do cilindro ou na posição mais longe do eixo principal do cárter, esse ponto superior é chamado de ponto morto superior. [3] Ponto morto inferior Quando a parte superior do pistão está na posição mais baixa do cilindro ou na posição mais próxima do eixo principal do cárter, esse ponto inferior é chamado de ponto morto inferior. [4] Curso do pistão A distância do ponto morto superior ao ponto morto inferior do pistão é chamada de curso do pistão, indicada pela letra S. [5] Raio de acionamento O raio do eixo do pino de acionamento que gira o eixo da árvore de manivelas é chamado de raio de acionamento, indicado pela letra R. Ele decide o curso do pistão. O curso do pistão é indicado pela letra S, que é duas vezes o raio de acionamento, por exemplo, S=2R. [6] Capacidade da câmara de combustão Quando o pistão está no ponto morto superior, o espaço acima é chamado câmara de combustão e sua capacidade é chamada de capacidade da câmara de combustão, indicado pelas letras Vc. [7] Capacidade de trabalho do cilindro Em um ciclo de trabalho, a capacidade entre o ponto morto superior e o inferior é chamada de capa- cidade de trabalho do cilindro, também chamada de cilindrada, indicada pelas letras Vh. [8] Capacidade de trabalho do motor A capacidade de trabalho bruta dos cilindros em motores multicilindros é chamada de capacidade de trabalho do motor, cilindrada do motor ou cilindrada bruta do pistão, e indicada pelas letras VH. [9] Capacidade do cilindro Quando o pistão está no ponto morto inferior, a capacidade acima da parte superior do pistão é cha- mada de capacidade do cilindro e é indicada por VS. A capacidade do cilindro é igual à capacidade de trabalho do cilindro mais a capacidade da câmara de combustão, por exemplo, Vs=Vh+Vc. 3-1 MOTOR ponto morto superior ponto morto inferior MOTOR 3-2 [10] Taxa de compressão A taxa da capacidade do cilindro em relação à capacidade da câmara de combustão é chamada de taxa de compressão. 2 Princípio de funcionamento do motor Esse tipo de motocicleta adota motor alternativo à gasolina. É um motor de 4 tempos, sua árvore de manivelas gira duas voltas e o pistão se movimenta para frente e para trás duas vezes no cilindro para completar o ciclo de trabalho de admissão, compressão, combustão-expansão e exaustão. (1) Desenho esquemático do princípio de funcionamento do motor Tempo de admissão Tempo de compressão Tempo de combustão- expansão Tempo de exaustão (2) Princípio de funcionamento do motor [1] Curso de admissão Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad- missão e a válvula de escape fecham. Com esse movimento, o espaço acima do pistão se torna vácuo devido ao aumento da capacidade dentro do cilindro que produz um efeito de sucção assim a mistura gasosa combustível pode ser aspirada dentro do cilindro pelo canal de admis- são e pela válvula de escape. Quando o pistão se move no ponto morto inferior, todo cilindro é preenchido pela mistura gasosa combustível. [2] Curso de compressão Quando o pistão se move do ponto morto inferior para o ponto morto superior a válvula de ad- missão e a válvula de escape estão fechadas. Com o movimento ascendente do pistão, a mis- tura gasosa combustível do cilindro é comprimida aumentando consequentemente sua pressão e temperatura. Quando o pistão se move até o ponto morto superior, a mistura gasosa combus- tível em alta pressão e temperatura recebe a faísca da vela de ignição e começa a queimar. [3] Curso de combustão-expansão Quando o pistão se move do ponto morto superior em direção ao ponto morto inferior, a válvula de admissão e a válvula de escape ficam fechadas. Devido à expansão repentina da mistura gasosa, o pistão é movido para baixo e puxa a biela fazendo o virabrequim girar e a energia ser liberada. [4] Curso da exaustão Quando o pistão se move do ponto morto inferior em direção ao ponto morto superior, a válvula de admissão se fecha e a válvula de escape se abre. Acionadas pela força de inércia do volan- te, a árvore de manivelas é impulsionada pela biela e o pistão a se mover em direção ao ponto morto superior, assim o gás de exaustão é descarregado do cilindro através da válvula de es- cape. Após os quatro cursos do pistão, ou seja, duas voltas da árvore de manivelas, o motor de quatro tempos completa um ciclo de trabalho. Por isso, o motor pode operar e fornecer energia continuamente pelo ciclo. 3-3 MOTOR PARTE 2 – CABEÇOTE O cabeçote serve para vedar a parte superior do cilindro trabalhando junto com a junta do cilindro e formando a câmara de combustão como a parte superior do pistão. Para assegurar o efeito de vedação entre o cabeçote e a junta do cilindro, o cabeçote tem de suportar grande força de aperto do parafuso. Portanto, o cabeçote deve ter uma boa capacidade de rigidez e resistência à quebras e corrosão para prevenir deformações e vazamentos durante o funcionamento. Geralmente, o cabeçote é feito de liga de alumínio e alumínio fundido para que o material tenha uma alta transferência de calor e baixa dilatação. Existem aletas de arrefecimento no cabeçote inclinadas em direção ao fluxo de ar de deslocamento, elas aumentam a área de dissipação de calor e a re- sistência a altas temperaturas do cabeçote, permitindo que o cabeçote suporte o impacto repetitivo da carga térmica e mecânica. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabeçote No cabeçote, existe um espaço de deslocamento para a câmara do balancim, da válvula, canal de ad- missão e exaustão e conjunto de transmissão da válvula. A área central na parte inferior do cabeçote é a câmara de combustão hemisférica, que é compactada para diminuir a extensão de dissipação da chama e diminuir o deslocamento de HC, bem como a perda de calor. Além disso, a câmara hemisférica de com- bustão oferece a facilidade de instalação das válvulas de admissão e exaustão de forma oblíqua e posi- ciona as duas válvulas em um ângulo de 50 a 75° , isso reduz o movimento de ar quando ele flui dentro do cilindro e atinge a eficiência máxima de expansão. Acima da câmara de combustão existe um orifício de parafuso para a instalação da vela de ignição. Os pinos de arrefecimento estão instalados em torno do cabeçote. Além disso, existe uma junta entre o cabeçote e o corpo do cilindro para prevenir vazamentos de ar e um anel de vedação entre o cabeçote e a tampa do cabeçote para prevenir o vazamento de óleo da câmara da válvula. Esse motor adota o cabeçote de comando de válvulas baixo. Estão inclusos: guia da válvula, sede da vál- vula e conjunto do balancim superior. Do lado esquerdo do cabeçote existe uma câmara de transmissão da engrenagem movida e corrente movida. No lado externo do cabeçote existem orifícios voltados para baixo, onde o cabeçote pode ser fixado com parafusos no corpo do cilindro. 2 Desmontagem e manutenção do cabeçote [1] Antes de desmontar o cabeçote, limpe sua su- perfície. CUIDADO Não utilize detergente combustível ou de- tergente de altamente inflamável para lavar o cabeçote. [2] Remova o parafuso do dreno de óleo do motor (M23) para drenar o óleo. ADVERTÊNCIA Após a desmontagem do motor, deve-se in- jetar 1.000 ml de óleo nele. Limpe o cabeçote Remova o parafuso de drenagem de óleo [3] Desmonte o parafuso de verificação do óleo (M6X 12) Torque Parafuso de verificação de óleo: M6 X 12/8 N.m a 12 N.m ADVERTÊNCIA Pise na alavanca de partida e rotacione o motor. Se não houver óleo no orifício de ve- rificação do óleo, pode ser uma indicação de que a passagem de óleo está bloqueada. Limpe-o. [4] Desmonte os três parafusos de fixação (M6 X 25) na tampa do cabeçote. Torque Parafuso da tampa do cabeçote: M6 X 25/8N.m a 12N.m [5] Remova a tampa do cabeçote e verifique se a passagem de óleo da tampa do cabeçote está bloqueada. Limpe a passagem de óleo se ela estiver bloqueada. CUIDADO Se a passagem da tampa do cabeçote não estiver livre após a limpeza, substitua a tampa do cabeçote. [6] Remova a junta de borracha da tampa do cabe- çote. Se houver vazamento de óleo na tampa do cabeçote, substitua a junta de borracha. NOTA Utilize selantes ou substitua a junta de bor- racha ao montar a junta de papel e o cabe- çote. MOTOR 3-4 Desmonte o parafuso de verificação de óleo Desmonte o parafuso do cabeçote Limpe a passagem de óleo Verifique a junta de vedação de borracha [7] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X 28) do balancim superior. Torque: Parafuso do balancim superior: M8 X 28/28N.m a 32N.m ADVERTÊNCIA Ao desmontar ou instalar o balancim supe- rior, tome cuidado para não deixar os pa- rafusos de fixação ou a junta cair dento do cárter. [8] Remova o balancim superior. Verifique se ele apresenta desgaste, danos ou bloqueios. Subs- titua caso exista algum problema. [9] Verifique com as mão a folga entre o balancim e o eixo do balancim. Se a folga exceder o valor limite (0,08mm), faça a substituição. NOTA Se a folga de ajuste dos dois balancins e do eixo do balancim não for a mesma, é preci- so substituir os dois em conjunto. Verifique se o comando de válvulas opera de maneira suave. [10] Solte o parafuso de fixação (M8 X 78) do cabe- çote do motor. Torque: Parafuso de fixação: M8 X 78/28N.m a 32N.m 3-5 MOTOR Parafuso de fixação Passagem de óleo lubrificante Remova o balancim superior Desmonte o balancim superior [11] Remova as as duas varetas. Verifique se ae- las estão empenadas ou gastas . Se as varetas apresentarem os problemas citados, realize a substituição. ADVERTÊNCIA Ao desmontar ou instalar a vareta, preste atenção para não deixar as alavancas caí- rem dentro do cárter. [12] Solte os parafusos AB (M8 X 32) de fixação do cabeçote do motor. Torque: Parafuso de fixação: M8 X 32/28N.m a 32N.m. CUIDADO Ao desmontar a porca AB do cabeçote, preste atenção para não deixar a porca ou a junta caírem dentro do cárter. [13] Remova o cabeçote do motor. ADVERTÊNCIA Não derrube sujeira, o pino de posiciona- mento, o anel de vedação ou a junta dentro do corpo do cilindro ao desmontar e mon- tar o cilindro. [14] Remova a vela de ignição com uma chave de soquete. Inspecione se a borda da vela de ig- nição apresenta danos ou se o eletrodo está gasto. Substitua a vela de ignição se estiver da- nificada. Especificação da chave de soquete da vela de ignição: Ø16 a Ø18. CUIDADO Limpe acúmulos de carbono e fuligem da vela de ignição com um limpador em aero- sol ou uma escova com cerdas de aço. MOTOR 3-6 Remova as varetas Solte a porca AB Remova o cabeçote do motor Remova a vela de ignição [15] Observe as condições de combustão da câma- ra de combustão. Geralmente,existem três con- dições: [A] Uma coloração marrom na câmara de combustão indica que o motor está em boas condições. [B] Uma coloração preta ou mancha grande de óleo indica que a mistura ar/combus- tível no carburador está muito rica. Ajuste a concentração da mistura ar/combustível ou limpe o carburador. [C] Um acúmulo de carbono preto na câmara de combustão, indica que o óleo do mo- tor está queimado. Repare ou substitua o pistão, anéis do pistão, corpo do cilindro, cabeçote, válvula de admissão e válvula de escape. [16] Remova o acúmulo de carbono na câmara de combustão e o resíduo na superfície do cabe- çote com um objeto de madeira afiado, então limpe com detergente não-combustível ou de- tergente de alto ponto de queima. ADVERTÊNCIA É proibido remover acúmulo de carbono na câmara de combustão com objetos metálicos. Não limpe o cabeçote com gasolina. ela pode danificar a pintura. [17] Verifique a eficiência da vedação das hastes das válvulas de admissão e escape injetando gasolina nos tubos de admissão e escape. Va- zamentos de óleo nas válvulas de admissão e escape indicam vedação insuficiente, então desmonte as válvulas de admissão e escape e repare-as. ADVERTÊNCIA Mantenha gasolina longe de chamas ou faíscas e seque respingos ou derrama- mentos de gasolina imediatamente para evitar ferimentos por queimaduras. [18] Remova a trava da válvula pressionando a mola da válvula com o extrator de válvula, en- tão solte o extrator e retire o retentor da mola da válvula, a mola da válvula e a válvula. CUIDADO Não pressione excessivamente a mola da válvula, a mola pode ser deformada perma- nentemente. Pressione com cuidado até a trava da mola da válvula ser removido. Todas as peças devem ser marcadas para garantir a montagem em suas posições ori- ginais no momento da reinstalação. 3-7 MOTOR Trava da válvula Válvula de escape Válvula de admissão Nunca remova o acúmulo de carbono com objetos metálicos Inspecione a câmara de combustão [19] Meça a largura da sede da válvula com um pa- químetro. O valor padrão da largura da face de contato da sede da válvula deve ser de 1,7mm. O valor padrão da largura da face de contato da válvula deve ser de 1,1mm a 1,3mm. Retifique a sede da válvula se não estiver dentro dos li- mites. O valor limite da largura da face de con- tato da sede da válvula deve ser: 2mm. O valor limite da largura da face de contato da haste da válvula deve ser: 1,5mm. ADVERTÊNCIA Se a largura da sede da válvula não puder ser reparada, substitua o cabeçote do motor. [20] Remova acúmulos de carbono nas hastes e se- des das válvulas de admissão e escape, então despeje composto de esmerilhamento sobre a face de contato da sede da válvula. Por último, esmerilhe com a ferramenta de esmerilhamento. [21] Meça o diâmetro externo das hastes das válvu- las de admissão e escape com um micrômetro: O valor padrão da haste da válvula de admis- são deve ser de 5,42mm e da haste da válvula de escape deve ser de 5,40mm. Então meça o diâmetro interno da guia da válvula com um me- didor de diâmetros internos. Por fim, subtraia as duas medidas para obter o valor de folga entre a haste da válvula e a guia da válvula. Valor limite de reparo entre a haste da válvu- la de admissão e guia da válvula: 0,085mm a 0,015mm. Valor limite de reparo entre a haste da válvu- la de escape e a guia da válvula: 0,105mm a 0,135mm CUIDADO Se a folga entre a haste da válvula e a guia da válvula não estiver dentro do limite, substitua a válvula e a guia da válvula. [22] Remova a vela de ignição e meça a folga do eletrodo com um calibrador de lâminas. O valor padrão deve estar entre 0,6mm e 0,7mm. Ajus- te com cuidado. CUIDADO Verifique se o isolante da vela de igni- ção está danificado e se o eletrodo está queimado. Substitua a vela de ignição se estiver danificada ou queimada. Limpe acúmulos de carbono e fuligem da vela de ignição com um limpador em ae- rosol ou uma escova com cerdas de aço. MOTOR 3-8 Meça a sede da válvula Desbaste a sede da válvula Meça a guia da válvula Ajuste a folga dos eletrodos das velas 0,6 a 0,7 mm 3 As causas, descrições e métodos de reparo dos problemas do cabeçote Descrição do componente Causa Descrição do problema no componente Descrição do problema na motocicleta Método de reparo Cabeçote do motor Acumulo excessivo de óleo ou areia nas aletas do motor Dispersão de calor defici- ente nas aletas do motor Motor superaquecendo Remova os acumulos de óleo e areia das aletas do motor Depósitos de carbono na câmara de combustão ------------- Motor superaquecendo Remova os depósitos de carbono O orifício roscado da vela de ignição está des- gastado Vazamento de ar entre a vela de ignição e o cabeçote Motor difícil de ligar ou não liga Repare o orifício roscado ou substitua o cabeçote Deformação grave da su- perfície da extremidade do cabeçote do motor Vazamento de ar entre o cabeçote e o bloco do motor Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Retifique a superfície da extremidade do cabeçote ou substitua-o Há fendas, separação, picos e outros danos na superfície de trabalho da sede da válvula Vazamento de ar entre a válvula e a sede devido à vedação ruim Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Retifique a sede da vál- vula ou a válvula O orifício interno da guia da válvula está com desgaste excessivo Folga excessiva entre a válvula e a guia Ruído de vazamento de ar vindo da válvula e fumaça branca saindo pelo escape Substitua a guia de válvula Junta do cabeçote do motor danificada Vazamento de ar entre o cabeçote e o bloco do motor Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Substitua a junta do cabeçote Contraporca não ap- ertada Vazamento de ar entre o cabeçote e o bloco do motor Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Aperte a contraporca Vela de Ignição Folga inadequada do eletrodo Centelha fraca ou inex- istente Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Ajuste a folga do eletrodo para 0,6 a 0,7 mm Depósitos de carbono no eletrodo da vela de ignição Centelha inexistente O motor não liga Remova o depósito de carbono do eletrodo Depósitos excessivos de carbono ou de óleo na vela de ignição Centelha fraca ou inex- istente Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Remova os acumulos de carbono ou óleo Isolante da vela de ignição danificado Centelha fraca ou inex- istente Motor difícil de ligar ou não liga. Potência do mo- tor baixa ou rotação de marcha lenta instável Substitua a vela de ignição por outra de mesmo tipo Vela de ignição solta Vazamento de ar entre a vela de ignição e o cabeçote Motor difícil de ligar e há ruído de vazamento de ar. Marcha lenta instável Aperte a vela de ignição 3-9 MOTOR PARTE 3 – BLOCO DO MOTOR O bloco do motor serve para fornecer espaço para a compressão, combustão e expansão dos gases e para guiar o movimento do pistão. Ele também transfere parte da energia térmica do motor para as aletas de arrefe- cimento em torno do cilindro. Devido ao frequente contato com altas temperaturas e pressões, a superfície do bloco do motor tem alta temperatura e a camada de óleo lubrificante dificilmente adere sobre ele.Sob pressão lateral, o pistão realiza um movimento alternativo no cilindro em alta velocidade. A parede do cilindro é friccio- nada contra os anéis do pistão e a saia do pistão que suporta uma grande carga mecânica e térmica, portanto, essa é uma das partes mais desgastadas do motor. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do bloco do motor O bloco desse motor possui mecanismo de aciona- mento das válvulas. No lado esquerdo do motor exis- te um espaço para o funcionamento do mecanismo acionamento das válvulas. Além disso, existem qua- tro orifícios no bloco através dos quais o virabrequim, bloco e cabeçote são fixados juntos por parafusos. Dois deles tem pinos de posicionamento que têm a função de orientação para o bloco do motore o cabe- çote. No lado esquerdo do bloco do motorexiste um orifício redondo através do qual a corrente de distri- buição e a roda dentada podem ser fixados por um parafuso. Na parte externa do bloco existem aletas de arrefecimento. Desenho esquemático do corpo do cilindro MOTOR 3-10 Remova o pino de posicionamento Remova a junta de vedação 2 Desmontagem e manutenção do bloco do motor [1] Remova o pino de posicionamento (M10 X 20). CUIDADO Substitua o pino de posicionamento se estiver empenado. Não derrube o pino de posicionamento dentro do cárter. [2] Remova a junta de vedação do bloco do motor. NOTA Substitua a junta de vedação se apre- sentar vazamento. Substitua a junta de vedação após cada desmontagem. [3] Remova o anel de vedação (M10 X 1,6) da pas- sagem de óleo do cilindro. CUIDADO Substitua o anel de vedação se a face de contato do cabeçote e do corpo do cilin- dro apresentarem vazamento de óleo. Não derrube o anel de vedação dentro do cárter. [4] Remova os dois parafusos de fixação (M6 X 25) do bloco e do cárter. Torque Parafuso do cabeçote: M6 X 25/8N.m a 12N.m [5] Remova o bloco do motor. CUIDADO Substitua a junta de papel toda vez que desmontar o bloco do motor. Ao instalar o bloco do motor, passe lu- brificante nele. [6] Remova a junta de papel do cilindro CUIDADO Limpe a junta de papel com uma ferra- menta de madeira que não seja pontia- guda. 3-11 MOTOR Remova a junta de papel Remova o bloco do motor Parafuso de fixação Remova o anel de vedação [7] Remova o pino de posicionamento (M10 X 14) do bloco do motor. CUIDADO Não derrube o pino de posicionamento dentro do cárter. [8] Verifique se o diâmetro interno do cilindro está muito arranhado ou amassado. Repare ou substitua o bloco se estiver nessas condições. [9] Raspe o resíduo da junta de papel na superfí- cie do bloco com um instrumento de madeira e limpe-o. CUIDADO Não utilize instrumento de metal para ras- par o resíduo da junta de papel para preve- nir arranhões no bloco do motor. [10] 0bserve se a vareta inferior está gasta. Se hou- ver desgaste, realize a substituição. MOTOR 3-12 Remova o pino de posicionamento Verifique a abrasão do cilindro Remova o resíduo da junta de papel Verifique a vareta inferior [11] Meça o diâmetro interno do cilindro com um sú- bito tomando três posições, no topo, ao centro e no fundo do curso do pistão. Após tomar as posições, meça dois diâmetros perpendiculares no cilindro em cada posição e descubra o diâ- metro, a conicidade e o grau de ovalização da camisa. Valor limite de reparo do cilindro: 56,60mm Ovalização: 0,10 mm Conicidade: 0,10 mm [12] Remova o eixo da alavanca inferior e verifique se a alavanca inferior e o orifício do eixo da ala- vanca inferior estão desgastados. Substitua o bloco do motor e o eixo da alavanca se apre- sentar desgaste. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no bloco do motor Descrição do componente Causa Descrição do problema no componente Descrição do problema na motocicleta Método de reparo Bloco do Motor Acumulo excessivo de óleo e areia nas aletas do motor Má dissipação de calor nas aletas do motor Motor superaquecendo Remova os acumulos de óleo e areia Deformação severa da superfície da extremi- dade do bloco Vazamento de ar entre o bloco e o cabeçote do motor O motor está difícil de ligar ou não liga. A potên- cia do motor está baixa e a marcha lenta instável Retifique a superfície da extremidade do bloco do motor ou susbtitua-o Cilindro desgastado, riscado ou arranhado severamente. Folga excessiva entre o pistão e o anel do pistão O motor está difícil de ligar ou não liga. A potên- cia do motor está baixa e a marcha lenta instável. Consumo excessivo de combustível e há fumaça branca saindo do esca- pamento Repare ou substitua o cilindro Junta do cilindro quei- mada ------------- Vazamento de óleo entre o bloco e o cárter Substitua a junta do cilindro 3-13 MOTOR Verifique o orifício do eixo da alavanca inferior Meça o diâmetro interno do cilindro PARTE 4 – CONJUNTO DO PISTÃO O conjunto do pistão serve para transformar a energia produzida pela queima do combustível em movimento dinâmico e transmitir esse movimento para a biela. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do Conjunto do Pistão O conjunto do pistão inclui principalmente o pistão, os anéis de segmento, o pino do pistão e a trava do pino do pistão. (1) Pistão O pistão é a parte principal do conjunto, através dele a energia produzida pela câmara de combustão pode ser transmitida. Os componentes principais do pistão são a cabeça, as canaletas e a saia. [1] Cabeça do pistão A cabeça do pistão, o cabeçote e a parede do cilindro constituem a câmara de combustão na qual o combustível queima e expande. Ela suporta uma grande carga térmica e impacto me- cânico da explosão do combustível, dessa forma, funciona sob as condições mais severas do motor. Para garantir intensidade suficiente, a parede da cabeça do pistão é geralmente espessa e reforçada por frisos resistentes. A cabeça do pistão de motores com válvulas no cabeçote pos- sui dois recessos para as válvulas que previnem a colisão do pistão e das válvulas. Certifique- se de que a marca "IN" aponta para a válvula de admissão e não instale o pistão ao contrário. [2] Canaleta do pistão A canaleta do pistão serve para acomodar os anéis de segmento. Geralmente, existem três tipos de canaletas, as duas superiores são canaletas de anéis de compressão e a terceira é do anel de óleo. Existe um orifício de retorno do óleo dentro da canaleta do anel de óleo, para fazer o óleo eliminado fluir de volta para o cárter . [3] Saia do pistão A saia do pistão funciona como uma peça guia, ela possui uma seção transversal levemente ovalada. O motivo da saída do pistão ser levemente ovalada é o seguinte: Quando um pistão é aquecido a expansão de calor ao longo do orifício do pino é maior. Sob a pressão do combus- tível, o orifício do pino será prolongado e seu comprimento vertical será diminuído. A pressão lateral do trabalho da parede do cilindro deforma um pouco a saia do pistão. Assim, na condição real de funcionamento, um pistão oval se tornará um pistão redondo pelos movimentos acima. Dessa maneira, o aumento da fricção e o desgaste do cilindro podem ser evitados. Os diâmetros do pistão diferem em cada parte. Geralmente, o diâmetro aumenta gradualmente da cabeça até a saia do pistão, o que é difícil de ser observado sem a ajuda de aparelhos. Nor- malmente, o diâmetro do pistão se refere ao máximo diâmetro do eixo maior da saia do pistão, ele pode ser medido de 5 a 10 mm acima do ponto mais baixo da saia do pistão e é importante para a folga de montagem da parede interna do cilindro com o pistão. Além disso, a sede do pistão é instalada na saia, onde fica a junta do pistão e o pino do pistão e é suportado grande impacto mecânico. Por isso, ela possui uma parede espessa e frisos de reforço. Existem ranhu- ras para o anel trava nas duas extremidades da sede do pino do pistão. (2) Anel de segmento [1] Função dos anéis de segmento As principais funções dos anéis de segmento são as seguintes: Vedação: Embora o pistão tenha uma fabricação precisa, a folga que fica entre ele e o cilindro é inevitável. Portanto, os anéis se segmento desempenham uma função de vedação da folga o que diminui o vazamento de pressão da câmara de combustão para o mínimo e evita que o gás se mova para o cárter. Raspagem do óleo: Para que o pistão funcione bem, é preciso passar óleo lubrificante sobre a parede do cilindro. Os anéis do pistão têm a função de raspar o óleo lubrificante usado e passar novo óleo lubrificante na parede do cilindro. Transferência de calor: Parte da energia térmica da combustão da gasolina pode ser transmitida para a parede do cilindro através dos anéis de segmento, o que reduz o aquecimento do pistão. Suporte: Os anéis de segmento estão localizados entre o pistão e o cilindro, eles têm a função de dar suporte ao pistão. MOTOR 3-14 [2] Função dos anéis de compressão Os anéis de compressão servem para transferir calor e para vedação. A capacidade de vedação influência diretamente no desempenho do motor devido a sua localização próxima à câmara de combustão. Além disso, os anéis de compressão suportam as maiores cargas térmicas entre os anéis de segmento. Através de sua troca de calor com a parede do cilindro, a carga térmica da câmara de combustão pode ser reduzida. Geralmente, anéis de compressão são de dois tipos. O primeiro é um anel quadrado, sempre cromado para aumentar sua dureza e resistência à abrasão. O segundo é um anel trapezoidal. [3] Função do anel de óleo A função do anel raspador de óleo é raspar o resíduo de óleo e passar óleo novo na superfície da parede do cilindro. Ele é composto de duas chapas finas superior e inferior com uma mola suporte no meio, que tem uma boa capacidade de raspagem de óleo.. (3) Pino do pistão A função do pino do pistão é transmitir energia do pistão para a biela. O pino do pistão suporta grande tensão alternada, sendo construído em liga leve de aço. Além disso, para diminuir a aspereza e aumentar a dureza de sua superfície, ele é retificado e sofre cementação. Para re- duzir a inércia causada pelo movimento alternativo, o pino do pistão geralmente é oco. (4) Trava do pino do pistão A trava do pino do pistão previne que este se movimente axialmente em seu suporte. 2 Desmontagem e Manutenção do Conjunto do Pistão [1] Remova a trava do pino do pistão com um ali- cate de bico longo afiado. CUIDADO Não derrube a trava do pino do pistão dentro do cárter. Use uma trava nova na montagem e não alinhe as aberturas da trava do pino do pistão. 3-15 MOTOR Remova a trava do pino Esquema do conjunto do pistão [2] Remova o pino do pistão com alicates de ex- pansão e observe se o exterior do pino está muito desgastado ou arranhado. Se houver muito desgaste ou arranhões, substitua-o. CUIDADO Não derrube o pino do pistão no cárter [3] Observe se o interior da extremidade menor da biela está queimada ou seriamente arranhada. Substitua a biela se estiver muito arranhada ou queimada. Valor limite para o diâmetro interno da menor extremidade da biela: 15.06mm Valor limite de reparo para o diâmetro externo do pino do pistão: 14,96mm Valor limite para a distância entre o diâmetro in- terno da menor extremidade da biela e o diâme- tro externo do pino do pistão: 0,10mm MOTOR 3-16 Remova o pino do pistão Verifique a extremidade menor da biela [4] Remova os depósitos de carbono na cabeça do pistão com um instrumento não afiado de ma- deira, então limpe o pistão com detergente de alto ponto de queima. ADVERTÊNCIA Somente instrumentos de madeira não afiados são permitidos para remover o depósito de carbono e fuligem ao limpar o pistão. Atravesse o orifício de óleo da canaleta do anel de óleo ao limpar o pistão. [5] Remova os anéis do pistão e limpe o pistão e os anéis com detergente. ADVERTÊNCIA Cuidado para não danificar os anéis de segmento durante sua desmontagem. [6] Meça a folga lateral entre os anéis de segmento e canaletas do pistão: Valor limite para o primeiro anel de segmento: 0,09mm Valor limite para o segundo anel de segmento: 0,09mm Substitua o pistão e seus anéis caso o valor li- mite d seja excedido. NOTA Substitua o pistão se a medida das canale- tas exceder seu limite. [7] Meça o diâmetro exterior do pino do pistão. Valor limite: 14.96mm Descubra a distância entre o pistão e o pino do pistão. Valor limite: 0,02mm NOTA Substitua o pino do pistão caso seu valor limite seja excedido. 3-17 MOTOR Diâmetro externo do pino do pistão Meça a folga lateral Remova os anéis de segmento Remova depósitos de carbono [8] Meça o diâmetro interno do orifício do pino do pistão. Valor limite: 15,04mm NOTA Substitua o pistão caso o diâmetro interno do orifício do pino do pistão exceda o valor limite. [9] Coloque o primeiro e o segundo anéis de seg- mento dentro do cilindro, então meça a folga entre as pontas dos anéis. Valor limite para o primeiro anel: 0,5mm Valor limite para o segundo anel: 0,5mm NOTA Substitua os anéis caso a folga da extremi- dade exceda o valor limite. [10] Meça o diâmetro externo do pistão em um pon- to 10 mm acima do fim da saia do pistão. Valor limite para o diâmetro externo: 56,40 mm Descubra a folga entre o cilindro e o pistão. Valor limite para a folga : 0,10 mm NOTA Substitua o pistão caso a saia do pistão ex- ceda o valor limite [11] Limpe as canaletas do pistão e monte os anéis de segmento. CUIDADO Cuidado para não danificar o pistão e seus anéis durante a sua instalação. Coloque o lado marcado dos anéis de segmento para cima durante sua monta- gem. Certifique-se da rotação livre dos anéis nas canaletas após a montagem. Não reverta a posição de instalação do primeiro e segundo anel de compressão. MOTOR 3-18 Meça o diâmetro interno do orifício do pistão Meça o entre-pontas do anel Meça o pistão Limpe o pistão Canaleta do primeiro anel de compressão Canaleta do segundo anel de compressão Canaleta do anel de óleo [12] Siga rigorosamente as instruções de instalação indicadas pela ilustração ao lado. Se você fa- lhar nesse processo, uma série de problemas ocorrerão, tais como a diminuição de potência do motor, combustão do óleo, fumaça preta saindo do escapamento e assim por diante. CUIDADO Distribua as aberturas dos anéis em in- tervalos de 120° ao montá-los no pistão. Não alinhe as aberturas. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do conjunto do pistão Descrição do componente Causa Descrição do problema no componente Descrição do problema na motocicleta Método de reparo Piston Depósito de carbono na cabeça do pistão ------------- Motor superaquecendo Remova os depósitos de carbono Depósito de carbono nas canaletas do pistão Anel travado na canaleta Motor difícil de ligar ou não liga. Potência insuficiente e fumaça azul sai pelo escape Remova os depósitos de carbono A superfície da saia do pistão está desgastada ou riscada Superfície da saia do pistão desgastada ou riscada Motor difícil de ligar ou não liga. Potência insuficiente e fumaça azul sai pelo escape Substitua o pistão Pistão com desgaste excessivo Folga excessiva entre o pistão e o cilindro Motor difícil de ligar ou não liga. Potência insuficiente e marcha lenta instável. Consumo excessivo de combustível e fumaça azul sai pelo escape Substitua o pistão Canaleta do pistão excessivamente desgastado Folga excessiva entre os anéis e as canaletas Fumaça azul sai pelo escape Substitua o pistão Orifício do pino do pistão excessivamente desgastado Folga excessiva entre o pino do pistão e o orifício Batida do pino de pistão ou do cilindro Substitua o pistão Anel de segmento Anel de segmento quebrado Anel de segmento quebrado Motor difícil de ligar ou não liga. Potência insuficiente e fumaça azul sai pelo escape Substitua o conjunto do pistão Anel de segmento excessivamente desgastado Entre pontas e folga lateral do anel excessivas Motor difícil de ligar ou não liga. Potência insuficiente e fumaça azul sai pelo escape Substitua o conjunto do pistão 3-19 MOTOR Marca do anel de segmento Pistão Primeiro anel de compressão Segundo anel de compressão Anel raspador de óleo Anel espaçador Anel raspador de óleo PARTE 5 – SISTEMA DE IGNIÇÃO O sistema de ignição serve para transformar a baixa tensão do sistema de carga em alta tensão e fazer com que a vela de ignição queime a mistura presente na câmara de combustão. Nesta motocicleta, o sistema de ignição adota um modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de ignição CDI O modo de acionamento externo do sistema de ignição eletrônica CDI possui uma barra de acionamento no volante do magneto. Quando a barra gira no sentido do núcleo metálico da bobina de acionamento , ela produzirá uma corrente e fará o transistor conduzir. Este processo básico de funcionamento geralmen- te inclui fornecimento de energia, armazenamento de energia, controle, liberação, aumento de pressão, descarga e ignição. Além disso o armazenamento e descarga de energia pode ser feito pelo módulo de ignição eletrônica enquanto o fornecimento de energia e o aumento de pressão dependem de várias bobi- nas. O sistema de ignição eletrônica CDI é composto principalmente do magneto (componente de carga), bobina de disparo, módulo eletrônico, bobina de alta tensão e vela de ignição. Quando o volante do magneto gira, a bobina de carga e a bobina de acionamento do estator produzem energia elétrica devida à indução eletromagnética. As diferentes posições da bobina de carga e da bobina de acionamento no estator decidem as diferentes fases da energia elétrica. A energia da bobina de carga está meia onda à frente da bobina de acionamento . A ignição inclui o processo de carga e o processo de descarga. Quando a tensão da bobina de carga está no meio da onda, o processo de carga começa e a função de corte unilateral do diodo VD1 corta o circuito que conecta a bobina de acionamento e des- conecta o transistor. Através da bobina de carga, do diodo VD4, do capacitor C2, da bobina primária da bobina de alta tensão e do cabo de aterramento a corrente forma um circuito de retorno e o capacitor C2 é completamente carregado com energia elétrica. Ao longo da rotação contínua do volante, a tensão da bobina de acionamento entra na metade positiva da onda e atingi o valor determinado de acionamento. A corrente de acionamento faz o transistor conduzir através do circuito do diodo VD1, de forma que o capa- citor C2, o transistor, a bobina primária da bobina de lata tensão e o cabo de aterramento foram o circuito de retorno. Então, a energia elétrica armazenada no capacitor C2 é rapidamente descarregada, induzindo a bobina secundária da bobina de alta tensão e produzindo um pulso de tensão de mais de 10.000V, que faz a vela de ignição centelhar. [1] Módulo de ignição eletrônica No módulo de ignição eletrônica, os transistores servem como interruptores elétricos e o capacitor C2 serve como um reservatório de energia. A resistência R1 de limitação de corrente fica em série com o eletrodo de controle do transistor de forma que a corrente de disparo fique sempre dentro da faixa especificada. Adicionalmente, um lado da resistência R1 está conectado em série com o dio- do VD1 e o outro lado com o capacitor C1 e a resistência R2, formando o circuito de estabilização da tensão. O diodo VD1 pove evitar o transistor de pulsos negativos vindos da bobina de disparo enquanto o capacitor C1 e a resistência R2 podem aumentar a corrente de disparo, aumentando a sensibilidade do disparo. Entre o eletrodo de controle e o cátodo do transistor, há um resistor R3 em paralelo para ajustar a corrente de acionamento e estabilizá-la. [2] Bobina de carga e bobina de acionamento Existem as bobinas de carga e de acionamento no magneto do sistema de ignição eletrônica CDI. A bobina de carga pode gerar eletricidade pela indução eletromagnética com o volante, então ela é utilizada como um dispositivo de geração de energia para o módulo. De acordo com os diferentes modos de acionamento , as bobina de acionamento estão respectivamente instaladas no estator dentro do volante do magneto e em um suporte especial fora do volante. Através da indução eletro- magnética, as bobinas de acionamento produzem a corrente de acionamento em um determinado tempo e controlam o a descarga de energia do módulo eletrônico. A bobina de carga e a bobina de acionamento são similares à bobina de iluminação do magneto em sua construção, isto é, um grupo de fios de poliéster de alta resistência enrolados em um núcleo de ferro que é estampado de uma chapa de aço com silício. Entretanto, eles se diferem da bobina de iluminação no tamanho dos fios de poliéster, isto é, suas bobinas são menores que da bobina de iluminação. Adicionalmente, para impermeabilizar os fios, suas bobinas são envolvidas por uma cobertura nylon e resina epóxi. A bobina de carga é maior que a bobina de acionamento, e sua resistência interna é maior devido à necessidade de oferecer energia suficiente para o sistema de ignição. [3] Bobina de alta tensão O sistema de ignição eletrônica CDI, a bobina que realiza a função de amplificação é chamada bobi- na de alta tensão. Na verdade, a bobina de alta tensão um transformador direto de pulsos feito pelo uso do princípio de indução eletromagnética, que pode transformar os 6V ou 12V fornecidos pelo magneto em altas tensões acima de 10.000V. MOTOR 3-20 [4] Cabo da vela de ignição O cabo da vela de ignição é basicamente composto por uma capa isolante, arruela, fio de alta tensão, parafuso de fixação,, resistência, mola, capa condutora e mola de trava, que assegura uma cone- xão confiável entre a vela de ignição e o cabo de alta tensão. A extremidade do parafuso de fixação conecta-se ao fio de alta tensão e a extremidade da capa condutora conecta-se à vela de ignição através da mola de trava. Para evitar que as intempéries entrem no sistema e prejudiquem o isola- mento, há capas de borracha nas duas conexões do cabo. A carcaça do cabo de velas é feita de plástico ou baquelite de alta isolação, que pode assegurar o isolamento de até 20.000V. Para evitar que dispositivos sem fio sofram os ruídos de alta frequência da onda eletromagnética produzida pela descarga e ignição da vela e do circuito de retonro há um resistor de 4.000 a 9.000 Ohms para reduzir a onda eletromagnética. [5] Vela de ignição A vela de ignição é a última parte do sistema de ignição eletrônica C.D.I que transforma a alta tensão produzida pela indução da bobina de alta tensão em faísca elétrica para inflamar a mistura ar/com- bustível na câmara de combustão do motor. Suas condições de trabalho são extremamente severas, pois suporta cerca de 4MPa de pressão de explosão, ultrapassa a grande diferença em temperatura de 60 a 2.000°C e sempre trabalha sob alta tensão de 10.000V a 20.000V. Assim, a estrutura e o material são importantes para a vela de ignição trabalhar de maneira estável e durável Estrutura do sistema de ignição 3-21 MOTOR 2 Desmontagem e manutenção do sistema de ignição O sistema de ignição desta motocicleta adota CD.I. Não necessita ajuste. Se o sistema de ignição apresentar problemas, inspecione o módulo, o gerador, estator, bobina de ignição e substitua os componentes com problemas. Especificações Itens Valor padrão Vela de ignição (produzido no japão) NGK D8EA (produzido no japão) Denso X24FS-U (produzido na China) T2198 Folga do eletrodo 0,6mm a 0,7mm Ponto de ignição Rotação de marcha lenta 15° APMS Em aceleração 35° APMS à 3.740 rpm Bobina de ignição Resistência da bobina primária 0 , 5 3 Ω ± 1 0 % Resistência da bobina secundária 2,0 kΩ a 4,0kΩ Resistência da bobina geradora de carga 550Ω a 680Ω Resistência da bobina de acionamento 220Ω±50Ω Tabela de medidas do módulo da ignição Interruptor da ignição Bobina de carga Bobina de ignição E1E2 Aterramento Interruptor da ignição ∞ ∞ ∞ ∞ Bobina de carga 0,1 a 50 100 a ∞ 100 a ∞ ∞ Bobina de ignição 100 a ∞ 20 a 500 10 a 200 ∞ Bobina de acionamento E1E2 0,1 a 50 0,1 a 50 5 a 50 ∞ Aterramento ∞ 10 a 200 100 a ∞ ∞ [1] Solte os três parafusos de fixação (M6 X 12) do cárter esquerdo e remova a tampa de verifica- ção com uma chave de fenda. Torque Parafuso de fixação da tampa de acabamento M6 X 12/6N.m a 9N.m CUIDADO Substitua o anel de vedação da tampa de acabamento se houver vazamento. Remova a capa de acabamento MOTOR 3-22 [2] Desmonte os 5 parafusos de fixação (M6 X 40) da tampa do cárter esquerdo e os outros 2 pa- rafusos de fixação (M6 X 50). Torque Parafuso de fixação da tampa esquerda do cárter: M6 X 40/12N.m a 15N.m M6 X 50/12N.m a 15N.m [3] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 20) do pinhão do motor de partida. Torque Parafusos de fixação da tampa do pinhão do motor de partida: M6 X 20/8N.m a 12N.m [4] Remova a tampa e o anel de vedação do pi- nhão do motor de partida. CUIDADO Substitua o anel de vedação da tampa do pinhão do motor de partida se houver va- zamento. [5] Remova o pinhão do motor de partida e o eixo do motor de partida. CUIDADO Lubrifique o pinhão e o eixo do motor de partida ao instalá-los. Solte os parafusos de fixação Solte os parafusos de fixação Verifique o anel de vedação Remova o pinhão do motor de partida 3-23 MOTOR [6] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 25) da tampa do cárter esquerdo. Torque Parafuso de fixação da tampa do cárter esquer- do M6 X 25/10N.m a 15N.m [7] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 12) do disco emissor do magneto. Remova a tampa do cárter esquerdo. Remova o pino fixo e a junta de papel do cárter esquerdo. Torque Parafuso de fixação do disco emissor do mag- neto M6 X 12/8N. m a 12N. m CUIDADO Substitua a junta de papel após cada des- montagem ou montagem da tampa do cár- ter esquerdo do motor. [8] Desmonte um parafuso de fixação (M6 X 20) do conector do mostrador de marcha e remova o conector. Torque O parafuso de fixação da engrenagem do co- nector do mostrador: M6 X 20/8N. m a 12N.m CUIDADO Verifique a abrasão do conector do mostra- dor de marcha. Se o conector do mostrador da engrenagem apresentar conexão inade- quada ou o mostrador não funcionar, subs- titua ou repare o conector do mostrador de marcha [9] Remova o ponto de contato do mostrador de marcha. CUIDADO Verifique a abrasão do ponto de rotação do mostrador de marcha. Se o mostrador de marcha apresentar conexão inadequada ou o mostrador não funcionar, repare ou subs- titua o ponto de rotação. Verifique o anel de vedação Remova o conector do mostrador de marcha Remova a tampa esquerda Solte o parafuso de fixação MOTOR 3-24 [10] Desmonte um parafuso de fixação (M10X35) do rotor do magneto (gerador). Torque Parafuso de fixação do rotor do magneto M10 X 35/50N.m a 60N.m CUIDADO Ao instalar o parafuso de fixação do rotor do magneto, injete ar comprimido para o parafuso de fixação não se soltar. [11] Remova o rotor do magneto com as ferramen- tas especiais. CUIDADO O rotor do magneto deve ser desmontado com ferramentas especiais. [12] Coloque algumas ferramentas de ferro no rotor do magneto e verifique se o magnetismo do ro- tor do magneto enfraquece. Caso enfraqueça, substitua o rotor do magneto. CUIDADO Ao instalar o rotor do magneto, limpe o acú- mulo de sujeira no rotor. [13] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M5 X 16) da bobina de acionamento do magneto e 3 pa- rafusos (M6 X 25) da bobina de ignição do mag- neto e remova o estator do magneto. Torque O parafuso de fixação da bobina do acionador M5 X 16/8N.m a 12N.m O parafuso de fixação da bobina de ignição M5 X 25/10N.m a 25N.m Solte o parafuso de fixação Remova o rotor do magneto Verifique o rotor do magneto Solte o parafuso de fixação 3-25 MOTOR [14] Meça a resistência do primário e do secundário da bobina de ignição e a resistência da bobina acionadora com um multímetro. Resistência da bobina iprimária: 0,53Ω±10% A resistência da bobina secundária: 2,0kΩ a 4,0kΩ. A resistência da bobina acionadora: 220±50Ω CUIDADO Verifique se a resistência do primário e do secundário da bobina de ignição está den- tro do valor especificado. Se não estiver, realize a substituição. [15] Meça a resistência entre os conectores do mó- dulo eletrônico. Se a resistência não estiver dentro dos valores especificados, substitua o módulo. O método de medição é o seguinte: Conecte a ponta de prova preta ao fio preto/ vermelho e conecte a ponta de prova vermelha com o fio preto/branco. A resistência elétrica positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elé- trica negativa é ilimitada. CUIDADO Essa medição deve adotar a classificação RX lk Ω ou RX 100k Ω. [16] Remova o cabo da vela de ignição e meça a resistência da bobina de alta tensão com um multímetro (valor de resistência ∞). Verifique se há curto-circuito ou circuito aberto. Se houver curto-circuito ou circuito aberto, substitua a bo- bina de alta tensão. CUIDADO Faça o teste do faiscamento. A corren- te/tensão do secundário da bobina de alta tensão deve ser contínua e acima de 10.000V. Ao mesmo tempo, o faiscamen- to deve ser azul. A realizar o teste do faiscamento, não deixe o corpo encostar na fonte de ener- gia para evitar ferimentos devido à eletri- cidade. [17] Desmonte o painel e remova o carregador do interruptor da ignição. Meça se o fio de conexão apresenta boa conexão. preto/ branco verde vermelho preto Ligado(a) Desligado CUIDADO Verifique se o interruptor da ignição apre- senta curto-circuito ou circuito aberto. Meça o interruptor da ignição Meça a bobina de alta tensão Meça o CDI Meça a bobina de ignição Meça a bobina acionadora MOTOR 3-26 [18] Desmonte o cabo de vela e a vela de ignição – Verifique se o parafuso de fixação do fio guia de alta tensão no cabo de vela da vela de ignição está solto ou oxidado. Verifique os danos do re- vestimento de isolamento. Verifique se a resis- tência está solta ou oxidou. Se o cabo de vela apresentar os problemas acima, realize a subs- tituição. -Limpe a vela de ignição periodicamen- te. Verifique a sujeira e o depósito de carbono do eletrodo. Meça a vela de ignição e verifique se a folga da vela de ignição está entre 0,06mm e 0.07mm. Se a conexão entre o eletrodo e o isolador estiver solta ou danificada, substitua a vela de ignição. CUIDADO Após a inspeção da vela de ignição, verifi- que se a pressão do cilindro está de acordo com os requisitos de combustão do motor. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de ignição Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Bobina de carga A bobina de carga apresenta curto-circuito. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor apresenta dificuldade para dar a partida ou não liga. A potência do motor está baixa ou a marcha lenta está instável. Substitua a bobina de carga. A bobina de carga apresenta circuito aberto. (resistência de ∞) Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua a bobina de carga. Bobina de acionamento A bobina de acionamento apresenta curto-circuito. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor apresenta dificuldade para dar a partida ou não liga. A potência do motor está baixa ou a marcha lenta está instável. Substitua a bobina de acionamento. A bobina de acionamento está com circuito aberto, (resistência ∞) Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua a bobina de acionamento. Interruptor da ignição A bobina de desligamento apresenta curto-circuito. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua o interruptor de ignição. A bobina de desligamento está com circuito aberto, (resistência ∞) O motor não desliga. Substitua o interruptor de ignição. O positivo e negativo a estão ilimitados. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua o interruptor de ignição. O positivo e negativo da bobina estão em curto- circuito. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua o interruptor de ignição. Módulo O módulo está danificado Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua a ignição C.D.I. Bobina de ignição A bobina de ignição apresenta curto-circuito. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor apresenta dificuldade para dar a partida ou não. A potência do motor está baixa ou a marcha lenta está instável. Substitua a bobina da ignição. A bobina de ignição está com circuito aberto. Faiscamento fraco ou inexistente entre os eletrodos da vela de ignição O motor não dá partida. Substitua a bobina da ignição. Conector do mostrador de marcha Desgaste excessivo Má conexão do conector do mostrador de marcha Mostrador de marcha não funciona Substitua o conector do mostrador de marcha Ponto de rotação do mostrador de marcha Desgaste excessivo Má conexão do conector do mostrador de marcha Mostrador de marcha não funciona Substitua o ponto de rotação do mostrador de marcha Verifique a vela de ignição Verifique o cabo de vela 3-27 MOTOR PARTE 6 – DISPOSITIVO DE PARTIDA ELÉTRICA A função do dispositivo de partida elétrica é utilizar a potência da bateria instalada na motocicleta para fazer o motor de partida produzir torque, então o torque é transmitido para o virabrequim e faz o motor ligar. O dispo- sitivo de partida elétrica pode ser operado fácil e rapidamente. 1 Estrutura e principios de trabalho do dispositivo de partida elétrica [1] A estrutura do dispositivo de partida elétrica O sistema de partida elétrica consiste primordialmente de um motor de partida, uma engrenagem e uma embreagem unidirecional. Motor de partida A corrente elétrica, depois de passar pela bobina de excitação e bobina do induzido através da escova do ânodo do motor de partida, produz um campo magnético na bobina de excitação. Quando a corrente flui para a bobina do induzido desse campo magnético, os dois flancos da bobina do induzido recebem respectivamente uma força opositora e equivalente para produzir o torque, que faz com que a bobina do induzido gire junto do eixo da engrenagem do motor de partida. Então, a corrente flui para o cátodo da bateria através da escova do cátodo e forma um circuito fechado. Embreagem unidirecional A embreagem unidirecional transmite a potência produzida pelo motor de partida para o virabrequim, que é um composto de anéis internos e externos. Os anéis de suporte formam uma canaleta em formato de cone. Há roletes e molas na área ampla dessa canaleta em formato de cone. Ao mesmo tempo, o anel de suporte interno é instalado na engrenagem de partida. O anel de suporte externo possui três orifícios roscados para instalação da embreagem unidirecional no rotor do magneto. Engrenagem No sistema de partida elétrica, a engrenagem liga o eixo da engrenagem do motor de partida e embrea- gem unidirecional ao mesmo tempo. Sua função é transmitir a potência de saída do motor de partida para o virabrequim e ligar o motor. [2] Principio de funcionamento do sistema de partida elétrica Ao pressionar o interruptor de partida localizado no guidão da motocicleta, a corrente da bateria faz o eixo da engrenagem do motor de partida girar. Então, a engrenagem faz com que a engrenagem de partida instalada na embreagem unidirecional gire em sentido anti-horário. Nessa hora, a embreagem unidirecio- nal está em estado estático e os roletes são empurrados para a parte estreita da canaleta. Junto com o aumento de rotação, os roletes se tornam mais próximos até que a engrenagem de partida e embreagem unidirecional engatam. Estrutura do dispositivo de partida elétrica [1] Desmonte os 2 parafusos de fixação (M6 X 28) do motor de partida. Torque Parafuso de fixação do motor de partida M6 X 28/10N.m a 15N.m Solte o motor de partida Enquanto isso, a potência que atua na engrena- gem de partida é transmitida para a embreagem unidirecional através dos roletes. A embreagem unidirecional faz com que o virabrequim comece a girar. Após o motor funcionar, o virabrequim impul- siona a embreagem unidirecional a girar em uma velocidade maior que da engrenagem de partida, então são empurrados para a parte ampla da cana- leta e a embreagem unidirecional e a engrenagem de partida desengatam,ou seja, a potência do vira- brequim e do motor de partida é interrompida. 2 Desmontagem e manutenção do dispositivo de partida elétrica MOTOR 3-28 [2] Remova o motor de partida e inspecione o des- gaste da engrenagem do induzido. Se a engre- nagem do induzido estiver muito gasta, substi- tua o motor de partida. CUIDADO Ao instalar o motor de partida, lubrifique a engrenagem do induzido. [3] Remova a engrenagem II e verifique o rolamen- to da engrenagem II (especificação: 1010). Se o rolamento estiver gasto, substitua-o. CUIDADO Ao instalar, passe lubrificante na engrena- gem II e no rolamento da engrenagem II. [4] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da placa de pressão da engrenagem de partida e remova a engrenagem de partida. Torque Parafuso de fixação da placa de pressão da engrenagem de partida M6 X 12/8N.m a 12N.m [5] Desmonte os três parafusos de fixação (M8 X 18) da embreagem unidirecional e remova-a. Torque Parafuso de fixação da embreagem unidirecio- nal M8 X 18/10N.m a 15N.m CUIDADO Ao instalar os parafusos de fixação da em- breagem unidirecional, aplique trava rosca no parafuso para evitar que eles se soltem. Remova o motor de partida Remova a engrenagem II Solte os parafusos de fixação da placa de pressão Solte a embreagem unidirecional 3-29 MOTOR [6] Verifique o desgaste do anel externo, a mola do rolete e o rolete da embreagem. Se os com- ponentes acima apresentarem desgaste, subs- titua a embreagem unidirecional. CUIDADO Lubrifique a embreagem unidirecional an- tes de instalá-la. [7] Verifique o desgaste da engrenagem e do eixo da engrenagem. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-os. CUIDADO Lubrifique a engrenagem e o eixo da en- grenagem antes da instalação. [8] Verifique o desgaste da engrenagem de parti- da. Se houver desgaste excessivo, substitua-a. - Verifique o desgaste do anel interno da en- grenagem de partida. Se o anel apresentar irregularidades, substitua-o. CUIDADO Ao instalar a engrenagem de partida, lubri- fique-a. [9] Verifique o desgaste da engrenagem II. Se apresentar desgaste excessivo, substitua-a. CUIDADO Lubrifique a engrenagem II ao instalá-la. Verifique a engrenagem II Verifique a engrenagem de partida Verifique a engrenagemVerifique o eixo da engrenagem Verifique a embreagem unidirecional MOTOR 3-30 [10] Meça a resistência da bobina de excitação do motor de partida com um multímetro. Verifique se há curto-circuito ou circuito aberto . Se hou- ver um desses problemas, realize a substitui- ção. Desmonte o motor de partida e verifique o des- gaste do rotor induzido e as escovas. Se esti- verem excessivamente gastos, substitua-os ou substitua o motor de partida. CUIDADO Limpe o rotor induzido ou as escovas com gasolina ou álcool. Realize a limpeza em lo- cal ventilado e longe de fonte de fogo para evitar incêndios. 3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de partida elétrica Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Motor de partida Rotor do induzido e escovas excessivamente desgastados O giro do motor de partida é muito fraco ou não funiona. A partida elétrica da motocicleta não funciona. Substitua o motor de partida. A mola da escova está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. O giro do motor de partida é muito fraco. A partida elétrica da motocicleta não funciona. Substitua a mola da escova Rotor do induzido e escovas estão estão sujos. O giro do motor de partida é muito fraco. A partida elétrica da motocicleta não funciona ou funciona com dificuldade. Limpe a superfície do comutador com gasolina ou alcool. Rotor do induzido e as escovasa estão manchados, queimados e danificados. O giro do motor de partida é muito fraco ou não funiona. A partida elétrica da motocicleta não funciona ou funciona com dificuldade. Realize o polimento da superfície do comutador com uma lixa fina na direção oposta à rotação do comutador. Corte a borda da placa de mica abaixo da superfície do comutador e remova as rebarbas e resíduos. Rotor do induzido e escovas estão queimados ou danificados. O giro do motor de partida é muito fraco ou não funiona. A partida elétrica da motocicleta não funciona ou funciona com dificuldade. Substitua o motor de partida. A bobina de excitação está com circuito aberto ou curto-circuito. O giro do motor de partida é muito fraco. A partida elétrica da motocicleta não funciona. Substitua o motor de partida. Embreagem unidirecional A interface da embregaem de partida e dos roletes estão danificados ou excessivamente gastos. A embreagem de partida desliza e emite som estranho. A motocicleta falha ou emite som estranho ao dar a partida. Substitua a engrenagem da embreagem de partida. O caminho dos dos roletes está danificado ou apresenta desgaste côncavo. A embreagem de partida desliza e emite som estranho. A motocicleta falha ou emite som estranho ao dar a partida. Substitua a embreagem de partida. Os roletes estão danificados e excessivamente gastos A embreagem de partida desliza e emite som estranho. A motocicleta falha ou emite som estranho ao dar a partida. Substitua a embreagem de partida. Engrenagem de partida A engrenagem de partida está muito gasta. A engrenagem de partida emite ruído estranho. A motocicleta falha ou emite som estranho ao dar a partida. Substitua a engrenagem de partida. Engrenagem O pinhão e a engrenagem do motor de partida estão muito gastos. A engrenagem de partida emite ruído estranho. A motocicleta falha ou emite som estranho ao dar a partida. Susbtitua o pinhão de partida e a engrenagem II. Verifique o motor de partida 3-31 MOTOR Parte 7 – MECANISMO DE VÁLVULAS O mecanismo de válvulas serve para garantir que a mistura ar/combustível nova flua dentro do cilindro e o gás de exaustão seja descarregado do cilindro em intervalos regulares quando o motor está funcionando. Suas condições de funcionamento e manutenção adequada influenciam diretamente na economia, potência e confiabilidade do motor. Nessa motocicleta, o mecanismo de válvulas é do tipo OHV com comando de válvu- las no bloco que move as varetas superior/inferior dos balancins até o cabeçote Ele posiciona as válvulas de admissão e escape no topo da câmara de combustão do cilindro e possui uma passagem suave dos gases reduzindo o movimento do fluxo de ar e assegurando o bom funcionamento do motor. A câmara de combustão é tão compacta que possui boa capacidade de resistência à detonação e baixa perda de calor. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do mecanismo de válvulas O eixo de comando de válvulas desse mecanismo está localizado no cárter esquerdo, o que realiza a transmissão de movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas é um par de engrenagens. Devido ao comando de válvulas ficar distante da câmara, a temperatura do local de funcionamento do comando é beneficiada. No curso de admissão, virabrequim gira para acionar a engrenagem movida do comando de válvulas através da engrenagem principal de sincronização, então o comando move o balan- cim inferior que empurra a vareta. A vareta empurra o braço do balancim superior, que por sua vez abre a válvula de admissão para fazer com que a mistura ar/combustível nova flua no cilindro. Junto à rotação do virabrequim, o comando de válvulas, consequentemente, muda o ângulo do ressalto, assim o fechamento da válvula é alterado. Por exemplo, no tempo de compressão, as válvulas de admissão e escape se fe- cham, no tempo de combustão e expansão, essas mesmas válvulas se fecham, no tempo de admissão, a válvula de admissão se abre e no tempo de exaustão, a válvula de escape se abre. O mecanismo com comando no bloco inclui o módulo da válvula e o módulo de acionamento da válvula. O módulo da válvula é composto pela válvula, guia, sede, mola e protetor da válvula. O módulo de aciona- mento da válvula é composto pela engrenagem motriz da sincronização e engrenagem movida, balancins superior e inferior, além da vareta. [1] Módulo da válvula Válvula A válvula é o componente de controle nas passagens de admissão e escape do motor. No tempo de admissão a mistura ar/combustível nova flui para dentro do cilindro quando a válvula de admissão abre.No tempo de escape, o gás de exaustão é descarregado quando a válvula de escape abre. A válvula é composta da cabeça e da haste. Ela trabalha em condições severas, a temperatura da válvula de admissão pode atingir 570°C a 670°C e a válvula de escape 1.050°C a 1.100°C , por isso a cabeça da válvula é facilmente queimada. Além disso, ela suporta a pressão e força de inércia da mola da válvula e do módulo de acionamento da válvula. Quando a válvula funciona, a haste e a guia da válvula entram em atrito enquanto o resfriamento e a lubrificação são insuficientes. Portanto, as válvulas devem apresentar dureza, rigidez, resistência ao calor e à abrasão suficientes. Para diminuir a força de resistência da admissão e aumento da insuflação, a válvula de admissão é geralmente maior do que a válvula de escape. Guia da válvula Existe uma folga de ajuste entre a guia da válvula de o cabeçote para que a guia possa ser prensada dentro do seu orifício no cabeçote. A guia da válvula serve para guiar a haste da válvula a se mo- vimentar em linha reta. A temperatura de trabalho da guia da válvula é alta e pode alcançar 500°C, sua lubrificação é insuficiente devido a lubrificação ser apenas pela nuvem de óleo derramado do mecanismo da válvula. Dessa forma, a guia da válvula é facilmente desgastada se não apresentar uma boa resistência a abrasão. Entre a válvula e a guia da válvula deve haver uma folga adequada. Se a folga for excessiva, o desempenho da guia da válvula se tornará ineficiente e a abrasão da válvula será acelerada. Se a folga for muito pequena, a haste da válvula emperrará facilmente após seu aquecimento. Sede da válvula A sede da válvula serve para vedar o cabeçote unindo ajustadamente à cabeça da válvula e rece- bendo o calor transferido das válvulas que é inserido dentro do cabeçote como um componente independente. O funcionamento sob altas temperaturas e a lubrificação insuficiente faz com que a sede da válvula se desgaste facilmente. Assim, ela precisa ser feita com materiais de alta qualidade como ligas de ferro ou aço austenítico. MOTOR 3-32 Mola da válvula A mola da válvula serve para eliminar a força de inércia da válvula e suas partes móveis durante o fechamento da válvula e prevenir folga das partes móveis produzida pela força de inércia. A mola também garante o retorno da válvula para a sede no tempo adequado se juntando precisamente ao retentor da mola da válvula e prevenindo que a válvula salte e aja diminuição do efeito de vedação quando o motor vibra. Dessa forma, a mola da válvula deve apresentar rigidez, força de aperto e elasticidade adequadas. Se a elasticidade for muito baixa, isso causará efeito de vedação insuficien- te além de desordenar a sequência normal de abertura e fechamento da válvula. Se a mola for muito dura, isso aumentará o atrito entre as partes relacionadas do mecanismo de válvulas, acelerará seu desgaste e produzirá maior força de impacto e vibração. A mola da válvula é composta de duas molas, interna e externa, que diferem em espessura e na dire- ção da espiral. Esse desenho garante a confiabilidade de funcionamento das válvulas, não somente porque reduz a altura da mola, mas também previne que as duas molas se desloquem ou travem com a vibração. Além disso, a frequência de ressonância das duas molas é diferente o que evita a vibração sincronizada. [2] Conjunto de acionamento das válvulas A engrenagem motriz de sincronização (engrenagem do comando) fica instalada no virabrequim, enquanto a engrenagem movida de sincronização fica instalada no comando de válvulas. A força do virabrequim é transferida pra o comando de válvulas pelo engrenamento das engrenagens motriz e movida do comando de válvulas. Balancim inferior A função do balancim inferior é receber a potência do comando de válvulas e transferi-la para a va- reta. Ele suportará a grande intensidade de flexão e não há nenhuma estrutura na parte traseira. Eixo do balancim inferior O eixo do balancim inferior serve para suportar o balancim inferior. Ele é inserido pelo orifício do bloco do motor, então passa pelo balan- cim inferior. Existe um orifício roscado em um lado do eixo do balancim, que é utilizado para fixar o balancim inferior e o eixo do balancim inferior conjuntamente. O balancim balança durante o funcionamento. Existe um orifício de lubrificação no eixo do balancim inferior que é utilizado para lubrificar e polir a superfície. Vareta A função da vareta é transferir o movimento do comando de válvulas para a válvula. São duas alavancas longas e finas que se dobram facil- mente. As duas extremidades são esféricas. Conecte respectivamente ao balancim superior e inferior. Eixo de comando de válvulas O eixo de comando de válvulas inclui o came de admissão, came de exaustão e o mancal que controlam a abertura e o fechamento das válvulas de admissão e escape sincronizada- mente de acordo com determinada fase de distribuição e garante o curso adequado das válvulas. O comando de válvulas se desgasta facilmente devido ao atrito significante da su- perfície de funcionamento contra o balancim quando suporta carga de impacto constante produzida pela abertura intermitente das válvu- las. Assim, a superfície do comando deve ser suficientemente resistente e rígida, também, precisa receber tratamento térmico para au- mentar sua resistência à abrasão. Desenho esquemático da estrutura do mecanismo de válvulas Estruturas do mecanismo de válvulas Balancim superior Eixo do balancim Sede do balancim Comando de válvulas Balancim inferior Vareta 3-33 MOTOR O orifício do óleo dentro do comando de válvulas possui comunicação com a passagem de óleo do mancal e ressalto principais, através da qual o óleo pode lubrificar a superfície do comando de vál- vulas. Conjunto do balancim superior O conjunto do balancim é composto pelo balancim superior, eixo do balancim e sede do balancim. O balancim superior serve para transmitir o movimento do comando para as válvulas. Ele é uma alavanca de dois braços com um friso resistente na parte traseira que aumenta sua resistência de flexão e um orifício do eixo do balancim no meio. Os dois braços suportam uma carga intensa de flexão quando o balancim superior funciona. Existem parafuso de ajuste e porca travante na frente do balancim para ajustar a folga da válvula. O eixo do balancim serve para suportar o balancim. Quando ele funciona, o balancim alterna em torno do eixo pressionando o eixo e o orifício do eixo do balancim. O orifício de óleo no eixo do ba- lancim serve par lubrificar a sua superfície. A função da sede do braço do balancim é fixar o eixo do balancim. 2 Desmontagem e manutenção do mecanismo de válvulas [1] Ajuste da folga da válvula. Desmonte 3 parafusos de fixação (M6X 25) da tampa do cabeçote e remova-a. Torque Parafuso da tampa do cabeçote: M6 X 25/8N.m a 12N.m. ADVERTÊNCIA A folga da válvula deve ser ajustada depois que o motor estiver frio. Evite queimaduras. Se a folga for ajustada en- quanto o motor estiver quente, o resulta- do pode não ser exato. Solte os parafusos de fixação da tampa do cabeçote MOTOR 3-34 [2] Desmonte os 3 parafusos de fixação (M6 X 12) da tampa de acabamento do cárter esquerdo e da tampa de verificação. Torque Parafuso de fixação da tampa de acabamento M6 X 12/6N.m a 9N.m CUIDADO Se os anéis de vedação da tampa de acaba- mento e da tampa de verificação apresenta- rem vazamento, substitua-os. [3] Gire o rotor do magneto com a luva e coloque o pistão no ponto morto superior. Aponte a marca “T” do rotor do magneto para a marca da tampa esquerda do cárter. CUIDADO Se a folga da válvula não for ajustada de acordo com o método de operação mencio- nado acima, sua precisão e o desempenho de aceleração e partida da motocicleta se- rão prejudicados. [4] Agite delicadamente o balancim com as mãos. Se estiver muito folgado, significa que a folga está grande demais. Se estiver muito apertado, significa que a folga está pequena demais. Re- alize o ajuste se a folga estiver muito folgada ou grande ou muito pequena. Torque Porca de ajuste da válvula: M8/10N.m a 15 N.m [5] Ao ajustar a folga da válvula solte a porca do pa- rafuso de ajuste da válvula. Insira o calibrador de lâminas (Espessura da válvula de admissão: 0,06mm; válvula de escape: 0,08mm) nentre o parafuso de ajuste e a haste da válvula.Gire suavemente o parafuso de ajuste até que haja resistência ao puxar o calibrador, então aperte a porca da válvula de admissão e escape. NOTA Após o aperto, verifique a folga da válvula novamente. Tampa de acabamento Tampa de verificação Gire o magneto Verifique a folga das válvulas Verifique a folga das válvulas 3-35 MOTOR [6] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da placa de pressão da sincronização do comando de válvulas. Torque Parafuso de fixação da placa de pressão: M5 X 12/6N.m a 9N.m [7] Remova o comando e a mola da placa de pres- são do comando de válvulas. CUIDADO Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi- que-o. [8] Remova o comando de válvulas. CUIDADO Ao instalar o comando de válvulas, lubrifi- que-o. [9] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 25) do pino de pressão do virabrequim. Torque Parafuso de fixação do pino de pressão: M6 X 25/10N.m a 15N.m NOTA Se a folga do comando de válvulas e a en- grenagem motriz do virabrequim for muito grande, substitua o pino de pressão. Solte o parafuso de fixação do pino de pressão Remova o comando de válvulas Remova o comando de válvulas Solte o parafuso de fixação da placa de pressão MOTOR 3-36 [10] Ao instalar o comando de válvulas faça uma marca no comando de válvulas e outra na en- grenagem motriz do virabrequim ambas alinha- das. CUIDADO Se o comando de válvulas não estiver em sincronismo com o virabrequim, isso difi- cultará a partida do motor ou a partida não será dada. [11] Após a instalação do comando de válvulas, ve- rifique a folga do comando e da engrenagem motriz do virabrequim. A folga deve ser de: 1,0mm a 2,0mm. CUIDADO Verifique se a folga entre o comando e a engrenagem motriz do virabrequim está maior ou menor que o valor padrão. Se a folga estiver muito grande, o balancim infe- rior fará barulho. Se estiver muito pequena, o comando fará ruído excessivo. Reencaixe o comando. [12] Despeje gasolina no duto de ar de admissão e exaustão para verificar a vedação. Se houver vazamento, desbaste a sede da válvula e a vál- vula. ADVERTÊNCIA Realize o teste em local ventilado e longe de fonte de fogo para evitar incêndios. [13] Desmonte as travas das válvula de admissão e escape com as ferramentas especiais e remova as válvuals de admissão e exaustão, a mola in- terna e externa das válvulas e o retentor de óleo das válvulas. CUIDADO É proibido limpar a vedação da válvula com gasolina. Substitua o retentor da válvula a cada desmontagem. Marca no comando Marca na engrenagem motriz Verifique a folga Verifique a vedação da válvula Solte a trava da válvula 3-37 MOTOR [14] Limpe a válvula de admissão e escape, molas interna e externa das válvulas e a sede da mola da válvula com detergente e verifique seu des- gaste. CUIDADO Ao limpar as válvulas de admissão e exaus- tão, as molas interna e externa e a sede da mola da válvula, utilize detergente com alto ponto de queima. A utilização de gasolina é proibida para evitar incêndios. [15] Meça o comprimento da mola interna e externa com um paquímetro. - O valor padrão da mola da válvula interna é: 33,50mm; o valor limite é: 30,00 mm - O valor padrão da mola da válvula externa é: 40,09mm; o valor limite é: 39,80 mm CUIDADO Se o valor encontrado nas molas interna e externa da válvula exceder o valor limite, substitua as molas interna e externa. [16] Meça o diâmetro externo da haste da válvula com um paquímetro. - O valor limite do diâmetro da haste da válvula de admissão é 5,42 mm - Válvula de escape 5,40mm. CUIDADO Se o valor do diâmetro externo da válvula exceder o valor limite, substitua a válvula. [17] Meça a largura da válvula com um paquímetro. O valor limite da cabeça da válvula é: - Largura da válvula de admissão: 2,0mm; - Largura da válvula de escape: 2,0m. CUIDADO Se a largura da sede da válvula exceder o valor limite de manutenção, retifique ou substitua a válvula. Ao instalar as hastes das válvulas de admissão e escape, passe um pouco de lubrificante nas buchas da haste das válvuals de admissão e exaustão e nas válvulas. Meça a largura da válvula Meça a haste da válvula Meça o comprimento da mola interna Meça o comprimento da mola externa Limpe a mola da válvula MOTOR 3-38 [18] Verifique o desgaste do balancim superior e do parafuso de ajuste do eixo do balancim supe- rior. Se estiverem gastos, substitua o balancim superior. CUIDADO Ao instala o braço do balancim superior, lubrifique o orifício do braço do balancim superior. , [19] Meça o comprimento das varetas com um pa- químetro. - O valor padrão do comprimento da haste é: 141,15mm a 141,45mm. O valor limite é: 141,00mm. CUIDADO Verifique o desgaste da vareta de aciona- mento. Se estiver deformada, substitua-a. [20] Meça o diâmetro interno do orifício do balancim e o diâmetro externo do balancim inferior. - O valor padrão do diâmetro interno do balan- cim é: 12,.00mm a 12,02mm. O valor limite é: 12,02mm. - O padrão do diâmetro externo do eixo do ba- lancim Inferior é: 11,97mm a 11,99mm. O limite Padrão é: 11,99mm. - A folga entre o diâmetro interno do orifício do balancim inferior e o diâmetro externo do eixo do balancim inferior é: 0,03mm. CUIDADO Ao instalar o balancim inferior e o eixo do balancim inferior, lubrifique-os. [21] Meça a altura do comando de válvulas com um paquímetro. A altura padrão da válvula de admissão é: 32,768mm a 32,928mm. O valor limite é: 32,628mm. A altura padrão da válvula de exaustão é: 32,768mm a 32,928mm. O valor limite é: 32,628mm. CUIDADO Ao instalar o virabrequim, lubrifique a su- perfície do comando e o orifício do coman- do no bloco. Verifique o balancim inferior Verifique a folga Verifique o eixo do balancim inferior Verifique o balancim inferior Verifique o comando de válvulas 3-39 MOTOR 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do mecanismo de válvulas Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Eixo de comando de válvulas O came está gasto. Válvulas de admissão e esca-pe estão bloqueadas. A potência do motor é insuficiente Substitua o comando de válvulas. O orificio do coman- do de válvulas está gasto. A folga entre o orifício do eixo e o eixo está excessiva. O comando de válvula ou o balan- cim emitem ruído anormal. Substitua o comando de válvulas. O eixo comando de válvulas está exces- sivamente gasto. A folga entre o orifício do eixo e o eixo está excessiva. A engrenagem do comando ou o balancim inferior emitem ruído estranho . Substitua o comando de válvulas. A folga da engrena- gem motriz e engre- nagem do comando é muito pequena. ------------- A engrenagem do comando emite ruido anormal ou a potência do motor é insuficiente. Substitua o comando de válvulas. Balancim superior/ inferior A folga entre balan- cim superior e eixo do balancim superior e excessiva. ------------- Batidas Substitua os componen- tes da sede do balan- cim. A superfície de funcionamento está danificada pelas en- grenagens ou muito gasta. ------------- O balancim inferior emite um som estranho e a potência do motor é insuficiente. Substitua o o balancim inferior. O orifício do eixo do balancim está exces- sivamente gasto. A folga entre o eixo do balan- cim e o do balancim inferior está muito grande. O balancim inferior emite um som estranho e a potência do motor é insuficiente. Substitua o o balancim inferior. Vareta A vareta está empa- nada ou excessiva- mente gasta ------------- A potência do motor é insuficien-te. Substitua a haste de acionamento. Válvula A folga da válvula está muito pequena. A válvula não fecha completa- mente. O motor não dá a partida ou dá a partida com dificuldade. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. Reajuste a folga da vál- vula para o valor padrão (0,06 a 0,08mm) A folga da válvula está muito grande. ------------- A válvula emite ruído de batidas. Reajuste a folga da vál- vula para o valor padrão (0,06 a 0,08mm) A superfície de trabalho apresenta acúmulo de carbono. A válvula e a sede da válvula não encaixam adequadamen- te. O motor não dá a partida ou dá a partida com dificuldade. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. Limpe o acúmulo de carbono e retifique a sede da válvula. A superfície de trabalho está amas- sada, queimada ou danificada. A válvula e a sede da válvula não encaixam adequadamen- te. O motor não dá a partida ou dá a partida com dificuldade. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. Limpe o acúmulo de carbono e retifique a sede da válvula. Haste da válvula está excessivamente gasta. Inspecione se a folga da haste da válvula e da guia da válvula está muito grande. Existe fumaça azul/ branca saindo do tubo de exaustão Substitua a válvula. A haste da válvula está excessivamente gasta. A válvula não fecha completa- mente. O motor não dá a partida. Substitua a válvula. Mola da válvula A mola tem elastici- dade insuficiente ou está quebrada. A válvula e a sede da válvula não encaixam adequadamen- te. O motor não dá a partida ou dá a partida com dificuldade. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. Substitua a mola da válvula. MOTOR 3-40 Parte 8 – EMBREAGEM Para adaptar a motocicleta às várias condições da estrada, a condição de funcionamento do motor muda conti- nuamente de forma que a potência do motor precisa ser interrompida e engatada frequentemente. A função da embreagem é interromper e engatar a potência do motor suavemente. 1 Estrutura e princípio de funcionamento da embreagem A embreagem do tipo multi-discos em banho de óleo reduz o desgaste e dissipa melhor o calor devido ao óleo. Durante a operação, segure firme ou solte a manopla da embreagem na manopla esquerdo. A embreagem desse motor está instalada no eixo principal do câmbio. O torque foi aumentado através da desaceleração, de forma que o torque de transmissão é grande e o volume também é grande. Engrenagem motriz da embreagem A função da engrenagem motriz é receber a potência do virabrequim e transmiti-la para o disco de fricção da embreagem. Ela é coberta no eixo motriz da transmissão através de uma sapata, mas não produz transmissão de potência direta para o eixo motriz . Na parte inferior há uma engrenagem que se conecta com o mecanismo de desaceleração do virabrequim. Há várias garras na engrenagem que se encaixam com o disco de fricção da embreagem. Disco de fricção da embreagem A função do disco de fricção é transmitir a potência do motor para o eixo da direção da transmissão sua- vemente, o que pode reforçar a proteção do motor e deixar o piloto mais confortável durante a pilotagem e controle. Classificado por função, o disco de fricção inclui um disco de fricção motor e disco de fricção movido. A combinação de um e outro pode transmitir um torque maior e fazer uma conexão mais confiável. Disco motriz de fricção A superfície do disco motriz de fricção é côncava e convexa sucessivamente, o que aumenta sua força de fricção com o disco de fricção movido. A flange estendida se encaixa com a engrenagem motriz e recebe a potência transmitida por ela. Engrenagem movida A engrenagem movida se encaixa com o disco de fricção movido e recebe potência, então transmitida para o eixo motriz da transmissão. Placa de encosto A função de encosto é escorar o platô da embreagem e desacoplar a embreagem. A força produzida na mola da placa de encosto deve ser igual. Ela é fixa em toda parte convexa do platô e tensionada por mola. Mola Normalmente, há 4 ou 6 molas. As molas são classificadas por sua elasticidade. Para garantir a elastici- dade fazer o disco de fricção desengatar e engatar suavemente, a mola usada na embreagem deve ser a mesma. O mecanismo de operação da embreagem A operação do mecanismo da embreagem consiste da manete do guidão, cabo de aço e excêntrico. A ma- nete localiza-se na manopla esquerda do guidão. O controle da embreagem é realizado através do cabo. 2 O principio de funcionamento da embreagem manual de discos múltiplos em banho de óleo Quando a motocicleta se desloca, a embreagem está acoplada. A engrenagem motriz da embreagem recebe a potência transmitida pela engrenagem de redução do virabrequim. Então a potência será trans- mitida para o disco motriz de fricção através da garra da engrenagem motriz. O platô da embreagem é acionado por molas e pressiona o disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado conjuntamente de forma que o disco de fricção acionado recebe a potência do disco de fricção motriz e a transmite para o eixo principal da transmissão através da engrenagem movida. Quando a motocicleta é ligada ou há troca de marchas, opere a embreagem da seguinte forma: Primeiro: Segure a manopla da embreagem para interromper o fluxo de potência para a transmissão; Segundo: opere a transmissão através do pé esquerdo para trocar de marchas; Terceiro: Solte a manopla da embreagem suavemente para que o fluxo de potência retome seu curso normal. 3-41 MOTOR Quando a embreagem precisa ser desacoplada segure a manopla da embreagem firmemente, acionando o cabo de aço, que puxa a alavanca de debreagem. A alavanca de debreagem pressiona o platô e fazendo com que se mova corretamente. Dessa forma, a pressão entre o disco de fricção motriz e disco de fricção acionado desaparece e há a formação de uma folga. A transmissão de potência não pode ser feita através de fricção. Então a transmissão de potência entre o virabrequim e a transmissão é interrompida. Ao trocar de marchas, não há impacto entre as engrenagens. Após a troca de marchas, a transmissão de potên- cia entre o virabrequim e a transmissão precisa ser retomada. Nesse momento, gire a manopla do ace- lerador gentilmente para acelerar o motor e fazer o disco de fricção motriz e o disco de fricção acionado engatarem. Acelerar repentinamente é proibido, pois causa um impacto no mecanismo de engrenagens do motor, podendo danificá-lo. Além disso, acelerar demais ao ligar a motocicleta causará defeito no mo- tor ou outras situações perigosas, como aceleração brusca da motocicleta, tirar a roda dianteira do solo e assim por diante. 2 Desmontagem e manutenção da em- breagem [1] Desmonte 12 parafusos (M6 X 40) e 1 parafuso de fixação (M6 X 45) da tampa direita do cárter. Torque O parafuso de fixação da tampa direita do cár- ter: M6 X 40/ 45/10N.m a 15N.m [2] Bata levemente na tampa direita do cárter com um martelo de borracha e remova a tampa di- reita e a junta de papel. CUIDADO Remova os resíduos da junta de papel do cárter direito com uma ferramenta de ma- deira sem ponta. [3] Observe o desgaste da haste de acionamento da embreagem. Se apresentar desgaste exces- sivo, substitua-a. Desenho esquemático da estrutura da embreagem Verifique a haste de acionamento da embreagem Remova a junta de papel Solte o parafuso da tampa do cárter direito MOTOR 3-42 [4] Remova a alavanca de debreagem e verifique seu desgaste. Se estiver excessivamente gasta, substitua-a. [5] Remova o rolamento de debreagem com o ali- cate de expansão. A especificação do rolamento é: 16003. - Verifique o desgaste do rolamento de debre- agem Se a embreagem não desengatar com- pletamente ou fizer barulho é uma indicação de que a embreagem está desgastada. Subs- titua o rolamento de debreagem CUIDADO Ao instalar o rolamento, lubrifique-o. [6] Desmonte os 3 parafusos de fixação da tam- pa do rotor do filtro de óleo. Remova o rotor da tampa do filtro de óleo. Torque O parafuso de fixação da tampa do rotor do filtro: M5 X 12/ 8N.m a 10N.m [7] Desmonte a contraporca (M16) e a junta travan- te do filtro de óleo. Remova o filtro de óleo. Torque A porca travante do filtro de óleo: M16/40N.m a 50N.m Remova a alavanca de debreagem Remova o rolamento de debreagem Desmonte o filtro de óleo Remova o filtro de óleo 3-43 MOTOR [8] Remova o anel trava da embreagem (Ø20) com um alicate expansor. CUIDADO Verifique se o anel trava da embreagem está deformado. Se estiver ou apresente pouca elasticidade, substitua-o. [9] Remova os discos da embreagem e verifique o desgaste dos discos movidos e dos discos de motores. CUIDADO Ao instalar os discos de fricção da embrea- gem lubrifique-os. [10] Remova a junta estriada da embreagem e veri- fique seu desgaste. Se estiver muito desgasta- da, substitua-a. CUIDADO Ao instalar a junta estriada, coloque a su- perfície arredondada para baixo. [11] Remova o disco de acionamento e a engrena- gem de acionamento da embreagem. CUIDADO Verifique o desgaste das ranhuras do disco de engrenamento da embreagem e a super- fície do disco de fricção. Se as ranhuras do disco estiver desgastados substitua a em- breagem. Remova o disco de acionamento Remova a junta estriada Remova os discos de fricção da embreagem Remova o anel trava da embreagem MOTOR 3-44 [12] Remova o disco movido da embreagem e verifi- que o desgaste do disco e do platô. Se apresen- tarem desgaste excessivo, substitua a embrea- gem. CUIDADO Ao instalar o disco movido da embreagem, lubrifique o disco e o platô. [13] Verifique o desgaste da peça de ferro e da peça de fricção da embreagem. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-as. CUIDADO Ao instalar a peça de fricção e a peça de fer- ro de fricção da embreagem, lubrifique-as. [14] Verifique o desgate do furo estriado e do disco da embreagem. Se apresentarem desgaste ex- cessivo, substitua a embreagem. [15] Desmonte o disco movido da embreagem e re- mova a peça de fricção. Meça a distorção das peças de fricção da embreagem. O valor limite das peças de fricção da embrea- gem é; 0,20mm. CUIDADO Se a peça de fricção da embreagem exce- der o valor limite, substitua-a. Verifique o disco movido Verifique o platô Verifique o elemento de fricção Verifique o elemento de fricção Verifique o furo estriado Meça o elemento de fricção 3-45 MOTOR [16] Meça o comprimento livre da mola da embrea- gem com um paquímetro. O valor padrão é: 35,50mm; o valor limite é: 34,20mm. CUIDADO Se o comprimento livre da mola da embrea- gem exceder o valor limite, substitua-a. [17] Verifique o desgaste do elemento de fricção da embreagem. - Meça a espessura do elemento de fricção da embreagem. O valor padrão é: 2,90mm. O valor limite é 2,60mm. CUIDADO Se o elemento de fricção estiver danifi- cado ou desgastado, substitua-o. Se a espessura do elemento de fricção da embreagem exceder o valor limite, substitua-o. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da embreagem Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Cubo de acionamento e cubo acionado da embreagem As ranhuras do cubo de acionamento estão desgastadas O disco de fricção não se move livremente na ranhura da do cubo de acionamento A embreagem desliza e desengata de forma incompleta. Lime a ranhura da engrenagem até ficar plana ou substitua o cubo da embreagem. As ranhuras do cubo de acionado estão desgastadas Os discos movidos de fricção não se movem livremente na ranhura do cubo acionado A embreagem desliza e desengata de forma incompleta Lime a ranhura da engrenagem até ficar plana ou substitua o cubo da embreagem A superfície de contato com a placa de fricção está com desgaste excessivo ------------------------- A embreagem desliza. Substitua o cubo acionado Elemento de fricção da embreagem O elemento de fricção está desgastado ou queimado ------------------------- A embreagem desliza. Substitua todos os elementos de fricção da embreagem O elemento de fricção está desgastado ou queimado ------------------------- A embreagem desliza. Substitua todos os elementos metálicos de fricção da embreagem O elemento de fricção da embreagem está severamente deformado ------------------------- A embreagem desliza e desengata de forma incompleta. Substitua todos os elementos metálicos de fricção da embreagem Platô da embreagem A superfície de contato com o disco de fricção da embreagem está muito desgastada. ------------------------- A embreagem desliza. Substitua platô da embreagem. Mola da embreagem A mola está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. ------------------------- A embreagem desliza. Substitua todas as molas da embreagem Meça o elemento de fricção Meça a mola da embreagem MOTOR 3-46 Parte 9 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO O motor desta motocicleta é um motor de combustão interna que trabalha em alta rotação e alta temperatura, por isso, as junções do componentes móveis devem ser bem lubrificadas. Se a lubrificação for insuficiente, uma série de problemas serão causados como, por exemplo, superaquecimento e falta de potência do motor, abrasão ou desgaste dos componentes, etc. O sistema de lubrificação do motor é desenvolvido para prevenir os problemas citados acima. Sua função é fornecer óleo lubrificante para a superfície de fricção do motor e transformar a fricção seca em fricção líquida para reduzir a abrasão dos componentes. A lubrificação também pode trazer junto resíduos de metal de componentes em alta temperatura e promover um efeito de vedação entre os anéis do pistão e a parede do cilindro. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do sistema de lubrificação [1] Estrutura do sistema de lubrificação O sistema de lubrificação do motor é composto basicamente da bomba, filtro e passagem de óleo. Entre esses componentes, a passagem de óleo é distribuída entre o cárter do motor, bloco do motor, cabeçote, tampa do cabeçote e todos os eixos móveis. Veja a seguir uma descrição da estrutura básica de cada componente lubrificante. Bomba de óleo A função da bomba de óleo é fornecer óleo sobre pressão para o sistema de lubrificação. Uma bomba de engrenamento interno foi adotada neste motor pela sua estrutura simples, de pequeno volume, confiabili- dade de fornecimento de óleo e fácil manutenção. A engrenagem da bomba de óleo é, geralmente, feita de nylon ou sinterizado. Quando o motor funciona, a engrenagem da bomba de óleo é movida pela engrenagem de redução do virabrequim e se movimenta dentro do rotor para girá-lo, então os rotores interno e externo formam uma câmara de sucção de óleo e uma câmara de pressão de óleo com a carcaça da bomba de óleo. Junto com a rotação da engrenagem, o óleo originalmente armazenado na câmara de sucção é tranferido para a câmara de pressão e conduzido pela passagem de óleo. Depois que o óleo é drenado da câmara de sucção, ela produz pressão negativa para aspirar óleo novo. Através deste ciclo, a bomba de óleo pode realizar o fornecimento constante. Esse é o princípio de funcionamento da bomba de óleo. Filtro de óleo Esse motor adota o filtro centrífugo. O óleo flui para o filtro através do tubo de entrada de óleo. Devido à alta rotação do filtro, os resíduos de metal e impure- zas pesadas são lançadas para fora do filtro, então o óleo filtrado flui para a passagem de óleo do virabre- quim. O filtro possui uma tela de filtragem em coluna que remove as impurezas do óleo. Parafuso do dreno de óleo O parafuso do dreno de óleo é instalado na parte inferior do cárter e é utilizado para eliminar o óleo lubrificante do cárter. [2] Princípio de funcionamento do sistema de lubrificação O modo principal de lubrificação do motor combina pressão e salpico. O mecanismo de válvulas do motor fica no topo, distante do cárter, por isso, ele é lubrificado apenas com o salpico natural de óleo. Nesse caso, a lubrificação por pressão é utilizada para transferir óleo da parte superior do motor para o mecanismo de válvulas através da instalação de uma bomba de óleo no virabrequim. Como na lubrificação por salpico, Esquema da estrutura do sistema lubrificante Bomba de óleo Orifício de retorno de óleo Cilindro Tampa do cabeçote Comando de válvulas Eixo principal Eixo intermediário Virabrequim Cárter Tampa do cárter direito Filtro de óleo Pré-filtro de óleo O caminho do óleo no sistema de lubrificação 3-47 MOTOR a pressão faz com que o óleo molhe as partes que necessitam de lubrificação através do movimento do virabrequim do motor e dos componentes rotativos da engrenagem. O curso do óleo lubrificante é o se- guinte: primeiro, o óleo é aspirado para a bomba de óleo depois de ser filtrado pela tela de filtragem; se- gundo, o óleo é expelido da bomba de óleo e dividido em três cursos para lubrificar todas as partes. No primeiro curso, o óleo passa pela passagem de óleo do cárter após sair da bomba de óleo e flui para a tampa do cabeçote juntamente com o parafuso do orifício do cabeçote, então transborda da tampa do cabeçote e lubrifica o mecanismo de válvulas. De- pois disso, o óleo flui de volta para o cárter pela câ- mara da vareta. No segundo curso, o óleo passa pela passagem de óleo do cárter e flui para o orifício de óleo do eixo principal e do eixo intermediário para lubrificar as en- grenagens após sair da bomba de óleo. Em seguida, o óleo flui novamente para o cárter. No terceiro curso, após sair da bomba, o óleo flui para a passagem de óleo do cárter e lubrifica o mancal do virabrequim e o mancal da extremidade grande da biela. A lubrificação do mancal do virabrequim é muito importante, para que o óleo seja filtrado antes de fluir para a passagem do virabrequim. Em seguida, o óleo flui de volta para o virabrequim. Após os três cursos de lubrificação, todas as partes do motor ficam completamente lubrificadas. Conside- rando que, o óleo lubrificante que fluiu de volta para o cárter se tornou quente devido a absorção de calor dos componentes e trouxe de volta muitas impurezas da superfície dos componentes. Para evitar que impurezas entrem na passagem de óleo e bloqueie-a ou danifique a superfície de fricção, o óleo precisa ser filtrado passando pela tela de filtragem antes da segunda sucção na bomba de óleo. 2 Desmontagem e manutenção do sistema de lubrificação [1] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 12) da tampa da bomba de óleo. Torque O parafuso da tampa da bomba de óleo: M6 X 12/8N.m~10N.m [2] Desmonte a contraporca (M6) da corrente de transmissão da bomba de óleo. Torque: Contraporca da corrente de transmissão: M6/ 8N.m a 12N.m Solte os parafusos de fixação da tampa da bomba de óleo Solte a porca da corrente da bomba de óleo Desenho esquemático do princípio de funciona- mento do sistema de lubrificação MOTOR 3-48 [3] Remova a corrente de transmissão e a roda da corrente de transmissão da bomba de óleo. CUIDADO Verifique o desgaste da roda da corrente de transmissão e da corrente de transmis- são. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-as. [4] Desmonte os parafusos de fixação (M6 X 32) da bomba de óleo e remova a bomba. Torque Parafuso de fixação da bomba de óleo: M6 X 12/8N.m a 10N.m [5] Desmonte a porca M16 do eixo de balancea- mento da engrenagem motriz e remova a en- grenagem motriz e movida do eixo de balance- amento. - Verifique o desgaste da engrenagem motriz e da engrenagem movida do eixo de balanceamento. Se estiverem desgastadas, substitua-as. Torque Porca da engrenagem movida: M16/40N.m a 50N.m [6] Limpe a passagem de lubrificação da bomba de óleo e do cárter e certifique-se de que ela esteja livre. CUIDADO Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se de vedar e lubrificar a passagem adequa- damente. Remova a corrente de transmissão Remova a bomba de óleo Remova as engrenagens motora e movida do eixo de balanceamento Limpe a passagem de lubrificante 3-49 MOTOR [7] Limpe a passagem de óleo lubrificante da tam- pa do cabeçote para garantir o desbloqueio. [8] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cabe- çote para garantir o desbloqueio. [9] Limpe a passagem de óleo lubrificante do cilin- dro para garantir o desbloqueio. [10] Limpe o parafuso de drenagem, o anel de veda- ção M35 X 3 do parafuso de drenagem, a mola da tela de óleo e a tela de óleo. CUIDADO Não limpe o anel de vedação com gasolina. Clean oil screen Limpe a tela de filtragem Limpe o cilindro Limpe o cabeçote Limpe a tampa do cabeçote MOTOR 3-50 [11] Desmonte o rotor interno e externo da bomba de óleo e verifique seu desgaste. Se apresenta- rem desgaste excessivo, substitua a bomba de óleo. - Meça a folga da face da extremidade do rotor da bomba de óleo com um calibrador de lâmi- nas O valor limite é: 0,10mm. - Meça a folga do rotor interno e externo da bomba de óleo com um calibrador de lâminas. O valor limite é: 0. 25mm. CUIDADO Ao instalar a bomba de óleo, certifique-se de que ela foi bem vedada [12] Limpe a sujeira no filtro de óleo pra garantir que fique desbloqueado. CUIDADO Ao instalar o filtro de óleo, certifique-se de que ele foi bem vedada 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de lubrificação Descrição do componente Causa Descrição do problema no componente Descrição do problema na motocicleta Método de reparo Bomba de óleo Rotores internos e externos da bomba estão com desgaste excessivo O óleo não é bombeado ou é insuficiente. Motor com pouca potência e superaquece Substitua a bomba de óleo O anel de vedação da bomba de óleo está danificado O óleo não é bombeado ou é insuficiente. Motor com pouca potência e superaquece Substitua o anel de vedação ou a bomba Tela do filtro A tela do filtro está bloqueada com muitas impurezas O impedimento do fluxo resulta em bombeamento insuficiente Motor com pouca potência e superaquece Limpe a tela do filtro Filtro O interior do rotor do filtro está muito sujo ---------------- Motor superaquece Limpe o interior do rotor do filtro Cárter ---------------- O nível de óleo no cárter é inferior à marca mínima Motor com pouca potência e superaquece Abasteça com 1,1l de óleo Passagem de óleo Passagem de óleo bloqueada Fluxo de óleo impedido Motor com pouca potência e superaquece Limpe e desbloqueie a passagem de óleo Meça a folga do rotor Limpe o filtro de óleo 3-51 MOTOR PARTE 10 – CONJUNTO MÓVEL O conjunto móvel transforma o movimento recíproco do pistão em movimento circular e produz potência 1 Estrutura e princípio de funcionamento do conjunto móvel O conjunto móvel inclui o virabrequim, a biela, o mancal do virabrequim, o mancal da extremidade maior da biela, o mancal da extremidade menor da biela e uma arruela lateral. (1) Virabrequim O conjunto móvel dessa motocicleta possui um virabrequim composto, que é leve, de fabricação sim- ples e de didícil desmontagem. Ele é composto principalmente de três componentes, os munhões es- querdo e direito do virabrequim e o moente do virabrequim. O moente do virabrequim está instalado entre os dois munhões com uma grande folga. Para balancear o peso e a força de inércia, a metade do virabrequim oposta ao seu moente é mais espessa que a outra metade. (2) Biela A biela recebe a potência transmitida pelo pistão e transforma o movimento linear alternativo em movimento rotativo, então transmite potência para o virabrequim. A biela também pode ser do tipo integrada, que tem uma estrutura simples, fácil usinagem e peso leve. [1] Extremidade menor da biela A extremidade menor da biela conecta o pino do pistão, recebe a potência deste e a transmite para a haste. Na parte superior da extremidade menor da biela há um orifício de óleo lubrificante usado para lubrificar a extremidade e o pino do pistão. [2] Biela A haste conecta a extremidade maior da biela e a menor. Ela suporta uma grande carga de tensão, de forma que as extremidades da biela são produzidas como um arco circular e a seção transversal da biela tem formato de “I” para reforçar a estrutura e evitar o peso elevado. [3] Extremidade maior da biela A extremidade maior da biela transfere a potência para o virabrequim. Para reforçar sua lubrificação, há uma canaleta de óleo lubrificante na superfície da extremida- de maior da biela. Uma vez que a extremidade maior da biela suporta uma grande força, ela deve ter uma alta dureza e resistência. Além disso, para reforçar a dureza, a extremidade maior da biela é geralmente produzida em liga leve de aço e recebe tratamento térmico. (3) Mancal e arruela lateral O mancal do virabrequim é usado para su- portar o virabrequim, que apresenta alta velo- cidade de rotação e suporta grande pressão, de forma que precisa ser bem lubrificado. Para garantir o funcionamento adequado do conjunto móvel as extremidade da biela tam- bém precisam ter boa lubrificação. A extremidade maior da biela adota um rola- mento de agulhas . Há duas arruelas laterais entre a extremi- dade maior da biela e o munhão do virabre- quim, o que pode reduzir a abrasão dos dois componentes. Estrutura do conjunto móvel MOTOR 3-52 (4) Eixo de balanceamento O eixo de balanceamento não pertence ao conjunto móvel, embora apresente função di- retamente relacionada com este conjunto. Quando o motor funciona, o conjunto móvel e o conjunto do pistão produzem força de inér- cia excêntrica e dinâmica. A existência da força de inércia faz o motor balançar. Se o motor balança muito forte, ele será da- nificado ou fará com que a motocicleta vibre, sendo usado o eixo de balanceamento para extinguir ou transferir a força de inércia. O eixo de balanceamento gira na mesma ro- tação que o virabrequim por intermédio de uma engrenagem. Há um bloco de balanceamento no eixo de balanceamento. Quando o pistão se move para o ponto mor- to superior, o bloco de balanceamento gira a área mais baixa, de forma que a inércia é cancelada, o que equilibra a força de inércia dinâmica. Estrutura do eixo de balanceamento 3-53 MOTOR 2 Desmontagem e manutenção do conjunto móvel [1] Remova o conjunto do eixo seletor de marchas do mecanismo de mudanças. CUIDADO Verifique o desgaste do conjunto do eixo sele- tor de marchas. Se estiver gasto, substitua-o. [2] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da roda-guia de mudanças e remova a roda-guia. Torque O parafuso de fixação da roda-guia:M6 X 20/8N. m a 12N.m [3] Desmonte o parafuso de fixação (M6 X 20) da roda dentada da transmissão e remova a roda dentada. Torque O parafuso de fixação da roda dentada: M6 X 20/8N. m a 12N.m [4] Solte os 10 parafusos (M6 X 50) do cárter e 1 parafuso (M6 X 95). Torque O parafuso de fixação do cárter: M6 X 50/10N.m a 15 N.m Solte o parafuso de fixação do cárter Desmonte a roda dentada Remova a roda-guia Remova o eixo seletor de marchas MOTOR 3-54 [5] Bata suavemente no cárter esquerdo com um martelo de borracha. Remova o cárter esquerdo e a junta de papel. CUIDADO Remova a junta de papel no cárter esquerdo e direito com uma ferramenta não-pontiaguda para evitar danos. [6] Remova o conjunto móvel e verifique seu des- gaste. Se apresentar desgaste excessivo, subs- titua-a. CUIDADO Ao instalar o conjunto móvel, passe óleo lu- brificante na extremidade grande da biela e no virabrequim. [7] Meça o desvio radial do virabrequim com um relógio comparador. Valor padrão: 0,02mm; Valor limite: 0,05mm. CUIDADO Se o desvio radial do virabrequim exceder o valor limite de 0,05mm, o virabrequim deve ser substituído. [8] Meça a folga radial da extremidade maior da biela com um relógio carregador. Valor padrão: 0,01mm; Valor limite 0,05mm CUIDADO Se a folga radial da biela exceder o valor limite de 0,05mm, a biela deve ser substituída. Remova o cárter Remova o conjunto móvel Meça o desvio radial Meça a folga radial 3-55 MOTOR [9] Meça a folga lateral da extremidade maior da biela com um calibrador de lâminas. Valor padrão: 0,05mm a 0,30mm; Valor limite: 0,80mm CUIDADO Se a folga lateral da biela exceder o valor limite de 0,08mm, substitua a biela. [10] Gire o mancal do virabrequim com as mãos e verifique o desvio radial e axial do mancal. CUIDADO Se o motor fizer algum ruído anormal ou a folga radial/axial do mancal do virabrequim estiver excessiva, substitua o virabrequim. [11] Meça o diâmetro interno da extremidade menor da biela. Se a medida exceder o valor limite de manutenção de 15,00mm, substitua a biela. CUIDADO Ao instalar o pino do pistão, lubrifique a extre- midade menor da biela com óleo. [12] Verifique o desgaste da engrenagem do co- mando de válvulas. Se apresentar desgaste, substitua a engrenagem. CUIDADO Ao instalar o comando de válvulas, a marca no comando deve apontar para a marca na engre- nagem do comando, deve-se lubrificar o con- junto. Verifique a engrenagem de sincronismo Meça o diâmetro interno da extremidade menor da biela Meça o diâmetro interno da biela Meça a folga lateral da extremidade maior da biela MOTOR 3-56 [13] Remova o eixo de balanceamento do motor. CUIDADO Verifique o desgaste do alívio do eixo de balan- ceamento. Se estiver gasto, substitua o eixo de balanceamento. [14] Verifique o desgaste das engrenagens motrizes do eixo de balanceamento e balancim. Se apre- sentarem desgaste excessivo, substitua-as. CUIDADO Ao instalar o eixo de balanceamento, a marca na engrenagem do eixo deve apontar para a marca na engrenagem do virabrequim. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas no conjunto móvel Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Moente do virabrequim O moente do virabrequim está muito gasto. A folga axial e radial da extremidade maior da biela está excessiva. O rolamento da extremidade maior da biela ou o cilindro estão batendo. Substitua o virabrequim Mancal do virabrequim O rolamento de agulhas da extremidade maior da biela está muito gasto. A folga axial e radial da extremidade maior da biela está excessiva. O rolamento da extremidade maior da biela ou o cilindro estão batendo. Substitua o virabrequim O rolamento do virabrequim está danificado ou muito gasto. ------------- O rolamento do virabrequim emite ruído anormal durante a transmissão. Substitua o rolamento do virabrequim. Biela A extremidade menor da biela está muito gasta. A folga entre o orifício da extremidade menor da biela e o pino do pistão está excessiva. Pino do pistão ou cilindro estão batendo. Substitua a biela A biela está curvada ou empenada . A biela está curvada ou empenada . O cilindro está batendo. Substitua a biela A extremidade maior da biela está muito gasta. A folga axial e radial da extremidade maior da biela está excessiva. O rolamento da extremidade maior da biela ou o cilindro estão batendo. Substitua a biela Eixo de balanceamento O alívio do eixo está muito gasto. A vibração do motor está muito forte. A motocicleta vibra. Substitua o eixo de balanceamento. A engrenagem está muito gasta. O motor emite ruído. A motocicleta vibra. Substitua a engrenagem motriz. Remova o eixo de balanceamento Marcação na engrenagem do comando Marcação na engrenagem do eixo de balanceamento 3-57 MOTOR PARTE 11 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO A motocicleta precisa ter sua saída de rotação e torque ajustados para se adequar às diversas condições da estrada durante o deslocamento. É por esse motivo que a transmissão é importante. Ela é responsável por mudar a relação da transmissão apropriadamente e possibilitar potência total. Esta motocicleta adota transmissão de engrenamento constante. A transmissão de engrenamento constante basicamente coopera com a embreagem manual de discos múlti- plos em banho de óleo. Suas características são a fácil troca de marchas e pequeno impacto às engrenagens. 1 Estrutura e princípio de funcionamento da transmissão [1] Estrutura do mecanismo de troca de marchas O mecanismo de controle de troca de marchas inclui alavanca da transmissão, eixo da transmissão, tambor seletor de marchas, garfo da transmissão , eixo do garfo da transmissão, roda dentada e trava. Entre eles, a alavanca da transmissão está localizada no exterior do cárter esquerdo, enquanto o garfo da transmissão, o eixo do garfo da transmissão e o tambor seletor de marcha estão localizados dentro do cárter. As partes principais de funcionamento do eixo da transmissão, a roda dentada, e a trava estão insta- ladas no cárter direito. Alavanca da transmissão-A alavanca da transmissão está instalada na parte exterior do motor e é controlada com o pé esquerdo, e está conectada ao eixo da transmissão por um eixo estriado. Eixo da transmissão – A extremidade do eixo da transmissão é usada para encaixar com a alavanca da transmissão. O braço da transmissão é usado para empurrar a roda dentada. Roda dentada-A função da roda dentada é fixar a posição do tambor seletor de marchas e conectá-lo com um parafuso. Ela possui uma forma de estrela e cada par- te côncava possui sua marcha corresponden- te, nomeadamente, primeira marcha, segun- da marcha, terceira marcha, quarta marcha e quinta marcha correspondem as seis partes de ranhuras côncavas da roda dentada respectiva- mente . Roda-guia- a função da roda-guia é restringir a posição da roda dentada. Há uma mola na trava que pode pressionar as partes côncavas da roda dentada para restringir o movimento do tambor seletor de marchas. Tambor seletor de marchas- O tambor seletor de marchas é um came de colunas com uma ra- nhura para o pino guia que pode guiar o pino quia do garfo da transmissão e direcioná-lo para pressionar a engrenagem da transmissão. Garfo da transmissão e eixo do garfo da transmissão-A função do garfo da transmissão é empurrar a engrenagem da transmissão e mudar a relação de encaixe entre as marchas para possibilitar a mudança de marchas. O garfo da transmissão está instalado no eixo do garfo da transmissão. É suportado e tem sua dire- ção de movimento guiada pelo eixo do garfo da transmissão. Há um pino guia no garfo da transmissão que entra na ranhura do pino guia do tambor seletor de marchas durante o funcionamento. [2] Princípio de funcionamento do mecanismo de controle de troca de marchas A função do mecanismo de controle de troca de marchas é fazer com que o garfo da transmissão empurre a engrenagem da transmissão para a posição apropriada rapidamente. Controlada pelo pedal, a alavanca da transmissão direciona o eixo da transmissão para que ele faça o braço da transmissão empurrar a roda dentada para uma posição nova, então, acionado por uma mola, o eixo da transmissão retorna para sua posição inicial. A rotação da roda dentada direciona o tambor seletor de marchas para girar em um certo angulo e fazer o garfo da transmissão se mover na direção do eixo do garfo da transmissão e empurrar a engrenagem da transmissão. Estrutura do mecanismo de controle de trocas de marchas MOTOR 3-58 Esta motocicleta adota troca de marchas do tipo internacional. Ao trocar da marcha neutra para uma marcha de alta velocidade, primeiramente coloque a alavanca da transmissão na primeira marcha, então passando para a segunda marcha, operando dessa forma seguindo para a terceira, quarta e quinta marchas. [3] Estrutura do mecanismo de troca de marchas A transmissão inclui um mecanismo de troca de marchas e um mecanismo de controle de troca de marchas. O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da trans- missão. Mecanismo de troca de marchas O eixo principal da transmissão conecta a embreagem com uma extremidade que é um eixo estriado. Há seis engrenagens no eixo principal, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta e uma engrenagem de partida. Entre elas, a engrenagem motriz da primeira velocidade é a menor e integrada com o eixo principal por fundição. O orificio interno das engrenagens da terceira e quarta velocidade possuem uma ranhura e encaixam com o eixo principal, mas a engrenagem da terceira velocidade possui adicionalmente quatro dentes convexos em um dos lados, e a engrenagem da quarta velocidade possui quatro dentes em ambos os lados. O orificio interno da engrenagem de quinta velocidade é suave e encaixa com o eixo principal. Possui quatro dentes convexos em um dos lados. O orificio interno da engrenagem da segunda velocidade possui uma estria e vários dentes em um dos lados, e é colocado no eixo principal. Através do encaixe dos dentes convexos a relação da transmissão entre marchas e os dentes con- vexos pode ser mudada. O eixo intermediário da transmissão é similar ao eixo principal, também estriado, e conecta a engre- nagem pequena do dispositivo da transmissão com uma das extremidades. O eixo intermediário possui seis engrenagens motrizes, ou seja, a primeira, a segunda, a terceira, a quarta e quinta e a engrenagem de partida. Os orifícios internos das engrenagens motrizes da terceira, quarta e quinta velocidades possuem ranhuras. As engrenagens motrizes da terceira e quarta velocidades possuem 4 dentes convexos em um dos lados, enquanto que a engrenagem da quinta velocidade possui 4 dentes convexos em ambos os la- dos e encaixa com o eixo intermediário. Os orifícios internos das engrenagem da primeira e segunda velocidade são suaves,e colocados no eixo intermediário. Através do encaixe dos orifícios e dentes convexos, a relação entre engrenagens e eixo principal e eixo intermediário pode ser mudada. [4] Principio de funcionamento do mecanismo de troca de marchas O mecanismo de troca de marchas inclui o eixo principal e o eixo intermediário da transmissão. Há seis pares de eixos no eixo principal e eixo intermediário, incluindo um par de engrenagens de partida. Devido os diferentes encaixes de engrenagens, podem ser divididos em seis marchas, Ou seja, pri- meira, segunda, terceira, quarta, quinta e neutro. Em marcha neutra, as engrenagens motrizes e engrenagens movidas engatam mas não podem transmitir potência. Na quinta marcha, o garfo da transmissão em- purra a engrenagem movida da quinta velocida- de e faz os dentes convexos encaixarem com o orifício da engrenagem movida da primeira ve- locidade para transmitir a relação de mudança de marcha para o eixo intermediário através da engrenagem movida da terceira velocidade. Da mesma forma, o garfo da transmissão em- purra a engrenagem motriz da quarta velocida- de para a engrenagem motriz da terceira velo- cidade quando na segunda marcha e empurra a engrenagem movida da terceira velocidade para a engrenagem movida da quarta velocida- de quando está na quarta marcha. Estrutura do mecanismo de mudanças de marchas 3-59 MOTOR Através do curso de desengate e engate acima, a relação da transmissão do eixo principal e ceixo intermediário pode ser mudada. 2 Desmontagem e manutenção da transmissão [1] Remova o conjunto do eixo do mecanismo da transmissão. CUIDADO Após a instalação do eixo principal/ eixo inter- mediário, verifique se a transmissão engata li- vremente. [2] Remova o tambor da transmissão e verifique seu desgaste. Se houver desgaste excessivo, substitua-o. CUIDADO Ao instalar o tambor da transmissão, levante a engrenagem com suas mãos e faça com que o pino guia da engrenagem da direita do garfo en- grene com a ranhura do tambor. Remova o garfo da transmissão Remova o eixo do garfo Esquema da ordem das marchas [5] Transmissão A transmissão dessa motocicleta adota o padrão internacional de cinco marchas. Opere a alavanca da transmissão com o seu pé esquerdo. Veja a ordem na figura abaixo. Uma transmissão apropriada pode evitar solavancos entre as engrenagens e apro- veitar bem a potência do motor. Cortar a embreagem rapidamente, e co- nectar melhor a embreagem. Dessa forma, isso pode diminuir o sola- vanco entre as engrenagens. Não diminua ou aumente as marchas bruscamente com a embreagem. MOTOR 3-60 [3] Remova o garfo seletor da engrenagem es- querda "1" e verifique seu desgaste. Se estiver excessivamente gasto, substitua-o. [4] Remova o garfo seletor da engrenagem direita e verifique seu desgaste. Se estiver excessiva- mente gasto, substitua-o. CUIDADO Ao instalar o garfo de mudança da engrenagem direita, posicione o lado marcado para baixo. [5] Remova o garfo seletor da engrenagem esquer- da “2” e verifique seu desgaste. Se houver des- gaste excessivo, substitua-o. [6] Remova o eixo principal/eixo intermediário e o eixo de partida e verifique o desgaste do eixo principal/eixo intermediário. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-os. CUIDADO Ao instalar o eixo principal/eixo intermediário, verifique a folga de montagem. Se a folga esti- ver muito grande substitua o eixo principal/eixo intermediário. Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "1" Remova o garfo seletor da engrenagem direita Remova o garfo seletor da engrenagem esquerda "2" Remova o eixo principal/eixo intermediário 3-61 MOTOR [7] Verifique se falta algum dente na engrenagem do eixo principal/eixo intermediário e se a jun- ção concava-convexa da engrenagem do eixo principal/eixo intermediário está desgastada. Se houver um desses problemas, substitua o eixo principal/eixo intermediário. [8] Verifique o desgaste do eixo seletor de marchas. Se houver desgaste excessivo, substitua-o. CUIDADO Se a motocicleta apresentar falhas na transmis- são, substitua o eixo seletor de marchas. [9] Verifique o desgaste da roda dentada. Se hou- ver desgaste excessivo, substitua-a. CUIDADO Se a motocicleta mudar as marchas sozinho, substitua a roda dentada. [10] Verifique o desgaste da roda-guia. Se apresen- tar desgaste excessivo, substitua-a. Verifique a roda guia Verifique a roda dentada Verifique o eixo seletor de marchas Verifique o eixo principal/eixo intermediário MOTOR 3-62 [11] Verifique se o desgaste garfo está danificado ou distorcido. Meça o diametro externo do eixo do garfo com um micrometro. Seu valor limite é 11,96 mm. Caso a folga exceda o valor limite, substitua o eixo do garfo. CUIDADO Ao instalar o eixo do garfo, lubrifique-o. [12] Verifique se o garfo está danificado ou distorci- do. Meça o diâmetro interno do garfo. O valor limite é 12,05mm. Se o valor limite for excedi- do, substitua o garfo. CUIDADO Ao instalar o garfo, lubrifique-o. [13] Meça a espessura do dente do garfo com um micrômetro. O valor limite é 4,50mm. CUIDADO Se a engrenagem motriz do eixo intermediário estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [14] Verifique o desgaste da ranhura do tambor de mudança de engrenagem. Se estiver muito des- gastado, substitua-o. CUIDADO Ao instalar o tambor de mudança de engrena- gem, lubrifique-o. Meça o eixo do garfo Meça o diâmetro interno do garfo Meça a espessura do garfo Verifique o tambor de mudanças 3-63 MOTOR [15] Remova a junta do eixo intermediário e verifi- que seu desgaste. Se estiver desgastada, sui- bstitua a junta. [16] Remova a engrenagem motriz do eixo inter- mediário e verifique seu desgaste. CUIDADO Se a engrenagem motriz do eixo intermediário estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [17] Remova a junta do contraeixo e verifique seu desgaste. Se estiver gasta, substitua-a. [18] Remova a primeira engrenagem e a primeira bucha de engrenagem do eixo intermediário e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a primeira engrenagem do eixo intermediá- rio estiver desgastada ou com dentes faltando, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. Verifique a bucha da primeira en- grenagem do eixo intermediário Verifique a primeira engrenagem do eixo intermediário Verifique a junta do eixo intermediário Verifique a engrenagem motriz Verifique a junta do eixo intermediário MOTOR 3-64 [19] Remova a junta do contraeixo e verifique seu desgaste. Se estiver excessivamente gasta, substitua-a. [20] Remova a terceira engrenagem do eixo inter- mediário e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a terceira engrenagem do eixo intermediá- rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em con- junto. [21] Remova a junta do contraeixo e verifique seu desgaste, se estiver gasta, realize a substituição [22] Remova a segunda engrenagem do eixo in- termediário e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a segunda engrenagem do eixo intermediá- rio estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em con- junto. Verifique a junta do eixo intermediário Verifique a terceira engrenagem do eixo intermediário Verifique a junta do eixo intermediário Verifique a segunda engrenagem do eixo intermediário 3-65 MOTOR [23] Remova a quarta engrenagem do eixo inter- mediário e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a quarta engrenagem do eixo intermediário estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [24] Remova a quinta engrenagem do eixo intermedi- ário e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a quinta engrenagem do eixo intermediário estiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [25] Remova a segunda engrenagem do eixo princi- pal e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a segunda engrenagem do eixo principal es- tiver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [26] Remova a junta do eixo principal e verifique seu desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição. Verifique a junta do eixo principal Verifique a segunda engrenagem do eixo principal Verifique a quinta engrenagem do eixo intermediário Verifique a quarta engrenagem do eixo intermediário MOTOR 3-66 [27] Remova a quinta engrenagem do eixo principal e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a quinta engrenagem do eixo principal esti- ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [28] Remova a trava do eixo principal e verifique seu desgaste. Se estiver gasta, realize a substituição. [29] Remova a quarta engrenagem do eixo principal e verifique seu desgaste e falta de dentes. CUIDADO Se a quarta engrenagem do eixo principal esti- ver gasta ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. [30] Remova a engrenagem motriz, a primeira e a terceira engrenagem do eixo principal e verifi- que o desgaste. CUIDADO Se a engrenagem motriz, a primeira e a terceira engrenagem do eixo principal estiverem gastas ou faltando dentes, substitua o eixo principal e o eixo intermediário em conjunto. Verifique a quinta engrenagem do eixo principal Remova a trava do eixo principal Verifique a quarta engrenagem do eixo principal Verifique a primeira engrenagem do eixo principal Verifique a engrenagem motriz do eixo principal Verifique a terceira engrenagem do eixo principal 3-67 MOTOR 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da transmissão Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Engrenagens Os dentes da engrenagem estão excessivamente gastos ou danificados. O retentor de óleo não funciona . A transmissão emite ruído estranho durante o deslocamento ou muda de marchas com dificuldades.. Substitua a engrenagem. A convexidade do encaixe da face da extremidade da engrenagem está desgastada. ------------- As marchas mudam automaticamente. Substitua a engrenagem. O orifício de encaixe da face da extremidade da engrenagem está desgastado e expandido em boca de sino. A folga de encaixe entre o orifício do eixo e o eixo é excessiva. As marchas mudam automaticamente. Substitua a engrenagem. A ranhura do garfo está excessivamente gasta. A folga de encaixe entre o garfo da transmissão e a ranhura da engrenagem é excessiva. As marchas mudam automaticamente. Substitua a engrenagem. Garfo A lingueta do garfo da transmissão está excessivamente gasta. A folga de encaixe entre o garfo da transmissão e a ranhura da engrenagem é excessiva. As marchas mudam automaticamente. Substitua o garfo. O garfo da transmissão está empenado. O garfo da transmissão está empenado. A mudança de marcha falha ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo. O orifício do eixo da transmissão está excessivamente gasto. A folga de encaixe entre o garfo da transmissão e o eixo do garfo da transmissão é excessiva. A mudança de marcha falha ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo. Eixo do garfo O eixo do garfo está muito gasto ou empenado. O eixo do garfo está empenado, curvado ou muito gasto. A mudança de marcha falha ou ocorre automaticamente. Substitua o garfo. Tambor seletor de marchas A ranhura do tambor seletor está excesivamente gasta ou danificada. ------------- A mudança de marcha falha ou ocorre automaticamente. Substitua o tambor seletor. Roda guia A roda guia está excessivamente gasta ou danificada. ------------- As marchas mudam com dificuldade. Substitua a roda dentada da transmissão. A mola da roda dentada está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. ------------- As marchas mudam automaticamente. Substitua amola da roda guia. Eixo da transmissão A ranhura do eixo da transmissão está gasta. O pedal da transmissão desliza. O câmbio funciona for a da engrenagem. Substitua o eixo da transmissão. O eixo da transmissão está empenado. O eixo da transmissão está empenado. As marchas mudam com dificuldade ou funcionam fora de sincronismo. Substitua o eixo da transmissão. O braço da transmissão está excessivamente gasto ou danificado. O braço da transmissão está excessivamente gasto ou danificado. As marchas mudam com dificuldade ou funcionam fora de sincronismo. Substitua o eixo da transmissão. A mola retrátil do eixo da transmissão está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. A mola retrátil do eixo da transmissão está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. As marchas mudam com dificuldade. O pedal da transmissão não retorna completamente ou não retorna. Substitua a mola de retorno. Retentor de óleo O retentor de óleo ou sua borda estão excessvamente danificados ou envelhecidos. ------------- Óleo vazando do retentor de óleo. Substitua o retentor de óleo. Rolamento O rolamento está excessivamente gasto ou danificado. ------------- O câmbio emite ruído anormal durante a troca de marcha. Substitua o rolamento. MOTOR 3-68 PARTE 12 – DISPOSITIVO DE PARTIDA DO MOTOR Para acionar o motor, é necessário girar o virabrequim do motor através de uma força externa, que faz o cilindro aspirar a mistura ar/combustível e executar o primeiro ciclo de funcionamento do motor, ou seja, compressão, combustão e expansão. Somente dessa forma, o ciclo de funcionamento do motor pode proceder automaticamente e o motor produzir potência constantemente. Para fazer com que o virabrequim alcance uma certa velocidade, de forma que o sistema de ignição possa produzir uma corrente de alta tensão e garantir partida adequada, o sistema de partida da motocicleta possui um mecanismo de aumento da velocidade desde o eixo de partida até o virabrequim. Após a partida do motor, o mecanismo de partida sairá automaticamente do encaixe e não se move junto do motor. 1 Estrutura e princípios de trabalho do dispositivo de partida do motor O sistema de partida do motor consiste principalmente da alavanca de partida, eixo de partida, engrena- gem de partida, roda da alavanca de partida e mola retrátil do eixo de partida. A alavanca de partida é acionada pelo pé, fazendo o eixo de partida girar e produz uma rotação de retrocesso na roda da alavanca de partida. Acionada pelo trilho guia da partida manual, a roda da alavanca de partida se move para a esquerda axialmente e encaixa com a engrenagem da roda da alavanca interna da partida manual para que o torque de partida possa ser transmitido e o meca- nismo do virabrequim e o mecanismo da válvula se movam, dessa forma, ligando o motor. Após a partida do motor, o eixo de partida, aciona- do por uma mola retrátil, gira reversamente e faz a roda da alavanca da partida manual e a engrena- gem da partida manual desengatarem. Estrutura do dispositivo de partida do motor 2 Desmontagem e manutenção do sistema de partida do motor [1] Inspecione o desgaste do dente de encaixe da alavanca de partida. Se estiverem danificados, substitua a alavanca de partida. CUIDADO Se o aperto da alavanca de partida estiver sol- to, ocorrerá o desgaste dos dentes de encaixe. Aperte os dentes de encaixe. [2] Remova o eixo de partida e o anel mola de 20mm e verifique o desgaste do eixo de partida. Se apresentar desgaste excessivo, substitua-o. CUIDADO Se o eixo de partida não puder ser retornado, substitua o anel mola de 20m Inspecione a alavanca de partida Anel mola de 20 mm Verifique o eixo de partida 3-69 MOTOR [3] Remova a junta do eixo de partida e verifique seu desgaste. Se apresentar desgaste exces- sivo, faça a substituição. [4] Remova a engrenagem motriz do eixo de par- tida e meça o diâmetro interno da engrenagem motriz com um micrômetro. Valor limite: 20,05mm CUIDADO Se a engrenagem motriz exceder o valor limite de 20,05mm, substitua a engrenagem motriz. [5] Remova a junta do eixo de partida e verifique seu desgaste. Se apresentar desgaste excessi- vo, faça a substituição [6] Remova o disco de retorno do eixo de partida e verifique seu desgaste. Se apresentar desgaste excessivo, substitua-o. Verifique a placa de retorno Verifique a junta do eixo de partida Meça a engrenagem motriz Verifique a junta do eixo de partida MOTOR 3-70 [7] Remova o anel mola de 18 mm e a roda da ala- vanca de partida e verifique suas tensões. CUIDADO Se a roda da alavanca de partida estiver gasta ou faltando dentes, realize a substituição com- pleta . [8] Meça o diâmetro externo da superfície do eixo do núcleo da engrenagem de partida com um micrômetro. Seu limite é 19,90mm CUIDADO Se a superfície do eixo do núcleo da engrena- gem exceder o valor limite de 19,90mm, substi- tua o eixo de partida completamente. 4 As causas, descrições e métodos de reparo do sistema de partida Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Pedal de partida A ranhura do pedal conectada ao eixo de partida está gasta. Pedal de partida desliza A engrenagem de partida desliza durante a partida Substitua a alavanca do pedal de partida. Engrenagem de partida A face da extremidade da alavanca está excessivamente gasta. A engrenagem de partida desliza durante a partida A engrenagem de partida desliza durante a partida Substitua a engrenagem de partida. O dentes estão danificados e excessivamente gastos ----------------- A partida da motocicleta falha ou não funciona. Substitua a engrenagem de partida. Roda da alavanca de partida A extremidade da superfície da alavanca está gasta. A engrenagem de partida desliza durante a partida A engrenagem de partida desliza durante a partida Substitua a roda de roquete de partida. A mola da roda da alavanca de partida está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. A engrenagem de partida desliza durante a partida A engrenagem de partida desliza durante a partida Substitua a mola da roda de roquete de partida. A ranhura do pedal conectada ao eixo de partida está gasta. A engrenagem de partida desliza durante a partida A engrenagem de partida desliza durante a partida Substitua o eixo de partida. Eixo de partida A mola retrátil está quebrada ou sua elasticidade é insuficiente. O pedal de partida retrocede incompletamente ou não retrocede. ----------------- Substitua a mola retrátil. Roda da alavanca de partida Anel mola de 18 mm Verifique a terceira engrenagem do eixo intermediário 3-71 MOTOR PARTE 13 – CÁRTER O cárter é o suporte de parte do motor e também carcaça para os componentes do motor, uma vez que todos os componentes do motor e outras partes auxiliares estão instaladas no cárter. Além disso, o motor é montado na estrutura da motocicleta pelo suporte do assento e suporte da suspensão do cárter. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do cárter O cárter suporta a biela, o virabrequim, embrea- gem, transmissão,cabeçote do cilindro, que por sua vez suportam o impacto da combustão e explosão, além da força de inércia do mecanis- mo do virabrequim em movimento e formando um espaço fechado. O cárter inclui seu corpo direito e esquerdo e tampas. O cárter deve apresentar dureza e rigidez sufi- ciente, bem como uma boa resistência à amas- sados, impactos e corrosão. Também apre- senta características de peso leve, pequeno volume, estrutura compacta e fácil usinagem, sendo a liga de alumínio a mais adequada para o cárter devido sua grande dureza e por ser fá- cil de ser moldada, o que é bom uma vez que a forma complexa e paredes finas do cárter são uma preocupação. 2 Desmontagem e manutenção do cárter [1] Remova o medidor de óleo da tampa do cárter direito, haste da embreagem, mola da haste da embreagem, came da embreagem, retentor de óleo do eixo de partida e tampa do orifício de verificação. Verifique seu desgaste. Se estiver gastos ou danificados, substitua-os. CUIDADO Se o eixo de partida apresentar vazamento, a abertura do retentor de óleo do eixo de partida deve estar gasta. Substitua o retentor de óleo do eixo de partida. [2] Verifique se a parte interna da tampa do cárter direito está gasta. Caso esteja, repare ou su- bustitua a tampa do cárter direito. CUIDADO Se o orifício do parafuso da rosca da tampa do cárter direito estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Conhecimentos de manutenção, realize o cor- te das roscas de parafuso interna e externa. Verifique a tampa do cárter direito Verifique os componentes do cárter direito Estrutura do cárter MOTOR 3-72 [3] Desmonte o rolamento do eixo principal e do eixo intermediário, rolamento do eixo de bal- anceamento, prendedor do cabo da embrea- gem, parafuso do cilindro e tubo de exaustão no cárter direito e verifique se estão gastos ou dani- ficados. Caso estejam, repare ou subtitua-os. CUIDADO Se os rolamentos do eixo principal, eixo inter- mediário e eixo de balanceamento apresenta- rem desgaste excessivo, substitua-os. [4] Verifique se a parte interna do cárter direito está gasta. Caso esteja, substitua o cárter direito. CUIDADO Se o orifício do parafuso da rosca do cárter di- reito estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Conhe- cimentos de manutenção, realize o corte das roscas de parafuso interna e externa. [5] Desmonte o pequeno orifício de verificação da tampa do cárter esquerdo, a tampa estampada, anel de vedação, tampa traseira esquerda, tam- pa da engrenagem e o rolamento de agulhas da engrenagem e verifique-os. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-os. CUIDADO Se o rolamento de agulhas da engrena- gem apresentar desgaste excessivo, substitua-o. Se o anel de vedação do orifício de veri- ficação pequeno e o anel de vedação da tampa estampada apresentar vazamento, substitua-os. [6] Verifique se a tampa do cárter esquerdo e a tampa traseira esquerda estão gastas. Caso estejam, repare ou subtitua-as. CUIDADO Se os orifícios do parafuso da rosca da tampa do cárter esquerdo e da tampa traseira esquer- da estiverem gastos, consulte o Capítulo 2 Co- nhecimentos de manutenção, realize o corte das roscas de parafuso interna e externa. Verifique os componentes do cárter direito Verifique o cárter direito Verifique os componentes do cárter esquerdo Verifique a tampa traseira esquerda Verifique a tampa do cárter esquerdo 3-73 MOTOR [7] Remova o rolamento do eixo principal e do eixo intermediário do cárter esquerdo, eixo de balan- ceamento, rolamento de agulhas da engrena- gem, parafuso do cilindro, retentor de óleo do cárter, retentor de óleo do contraeixo e do eixo da transmissão. Verifique danos e abrasão. Se apresentarem desgaste excessivo, substitua-os. CUIDADO Se os retentores do virabrequim, do eixo in- termediário e do eixo de mudanças apresentar vazamentos, substitua-os. Se os rolamentos do eixo principal, do eixo intermediário e do eixo de balanceamento, além do rolamento de agulhas da engrenagem intermediária estiverem desgastados, substi- tua-os. [8] Verifique se a parte interna do cárter esquerdo está gasta. Caso esteja, repare ou substitua-o. CUIDADO Se o orifício do parafuso da rosca do cárter es- quedo estiver gasto, consulte o Capítulo 2 Co- nhecimentos de manutenção, realize o corte das roscas de parafuso interna e externa. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do cárter Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Corpo do cárter O cárter está rachado. ----------------- O óleo vaza do cárter. Substitua o cárter. A junta do cárter está danificada. ----------------- O óleo vaza da junta do cárter direito e esquerdo. Substitua a junta. O orifício roscado do bujão de dreno do óleo está gasto. ----------------- O óleo vaza pelo orifício da rosca do bujão de dreno do óleo. Substitua o cárter. O orifício roscado do parafuso do cilindro está quebrado. ----------------- O parafuso de fixação do cabeçote não pode ser apertado provocando o vazamento de ar entre o cabeçote de o corpo do cilindro. Substitua o cárter. O parafuso do cilindro está quebrado. ----------------- O parafuso de fixação do cabeçote não pode ser apertado provocando o vazamento de ar entre o cabeçote de o corpo do cilindro. Remova o parafuso quebrado do cilindro no cárter e substitua-o. O retentor de óleo ou suas bordas estão danificadas, gastas ou envelhecidas. ----------------- Óleo vazando do retentor de óleo. Substitua o retentor de óleo. Tampa do cárter direito A tampa do cárter está danificada ou rachada. ----------------- O óleo vaza pelo retentor de óleo Substitua a tampa do cárter A junta está danificada ----------------- O óleo vaza na junção do cárter com a tampa Substitua a junta. Tampa do cárter esquerdo A tampa do cárter está danificada ou rachada. ----------------- O óleo vaza pela tampa do cárter Substitua a tampa do cárter A junta está danificada ----------------- O óleo vaza na junção do cárter com a tampa Substitua a junta. Verifique o cárter esquerdo Verifique os componentes do cárter esquerdo MOTOR 3-74 PARTE 1 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO O motor é de combustão interna e funciona sob temperaturas altas. A maior parte dos componentes precisa suportar uma carga alta de calor, especialmente o cabeçote, o bloco do motor, o pistão e as válvulas, que estão sujeitos à condições de temperatura alta. Se o sistema de arrefecimento não funcionar adequadamente, ocorrerá superaquecimento do motor, queiman- do os componentes facilmente e a folga de encaixe que conecta componentes será excessiva devido a expan- são do calor. A temperatura excessivamente alta também causará deterioração do óleo lubrificante, podendo ocorrer danos ao motor. Assim, um sistema de arrefecimento de alta eficiência é extremamente importante para o motor. O sistema de arrefecimento do motor afasta o calor dos componentes de alta temperatura e controla a tempe- ratura do motor, mantendo-a dentro de uma variação admissível. Essa motocicleta adota um motor de refrige- ração a ar. 1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de arrefecimento O motor arrefecido por ar libera o calor contido no nele por meio de um fluxo de ar, que é gerado pela for- ma que o motor está montado na motocicleta, exposto ao ar. Quando a motocicleta se desloca, ela produz um movimento relativo com o ar que forma vento que afasta o calor. Se a motocicleta for acelerada, a po- tência e o calor do motor aumentarão, assim como sua velocidade, produzindo mais ventilação, afastando também mais rapidamente o calor. O motor de arrefecimento a ar não possui um dispositivo separado de arrefecimento, o que aumenta a área arrefecida pela instalação de diversas aletas de arrefecimento em volta do cilindro e do cabeçote. As aletas de arrefecimento se inclinam na direção do fluxo de ar, diminuindo a resistência do ar. Há blocos de borracha entre as aletas de arrefecimento que são usadas para preveni-las de vibrações. 2 Desmontagem e manutenção do sistema de arrefecimento [1] Antes de ligar a motocicleta, limpe a tampa do cabeçote, as aletas de arrefecimento do cabeçote e da tampa do cabeçote e, a sujeira e areia da superfície do cárter. Des- sa forma, é possível assegurar uma condi- ção de boa ventilação e diminuição efetiva da temperatura do motor fazendo com que a motocicleta funcione adequadamente. CUIDADO Se as aletas do cabeçote e do corpo do cilindro estiverem rachadas, substitua o cabeçote e o corpo do cilindro. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de arrefecimento Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Aletas de arrefecimento do cabeçote Muito acúmulo de areia nas aletas de arrefecimento. Diminuição da potência do motor. O motor superaquece. Limpe as aletas de arrefecimento do cabeçote. Aleta de arrefecimento está quebrada. A dissipação de calor do motor é insuficiente. O motor superaquece. Substitua o cabeçote. Aletas de arrefecimento do bloco do motor Muito acúmulo de areia nas aletas de arrefecimento. Diminuição da potência do motor. O motor superaquece. Limpe as aletas de arrefecimento do corpo do cilindro. Aleta de arrefecimento está quebrada. A dissipação de calor do motor é insuficiente. O motor superaquece. Substitua o corpo do cilindro. Cárter do motor Muito acúmulo de areia no cárter. A dissipação de calor do cárter é insuficiente. O motor superaquece. Limpe o cárter. Limpe as aletas de arrefecimento do cabeçote Limpe as aletas de arrefecimento do bloco do motor 3-75 MOTOR MOTOCICLETA ÍNDICE 4 PARTE 1 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO ................................................... 4-1 PARTE 2 – CARBURADOR ........................................................................4-5 PARTE 3 – SISTEMA DE ADMISSÃO E ExAUSTÃO ................................4-12 PARTE 4 – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ...........................4-16 PARTE 5 – TECNOLOGIA DE NúCLEO DUPLO .......................................4-21 PARTE 6 – DISPOSITIVO DE TRANSMISSÃO TRASEIRO ......................4-25 PARTE 7 – CHASSI E ACESSÓRIOS .........................................................4-30 PARTE 8 – SISTEMA DE DIREÇÃO ...........................................................4-35 PARTE 9 – CABO DE AÇO DE CONTROLE ..............................................4-39 PARTE 10 – AMORTECEDORES ..............................................................4-42 PARTE 11 – GARFO TRASEIRO ................................................................4-48 PARTE 12 – RODAS ....................................................................................4-50 PARTE 13 – FREIOS ...................................................................................4-56 PARTE 14 – MEDIDORES ...........................................................................4-63 PARTE 1 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO O sistema de alimentação consiste de um tanque de combustível, um medidor de combustível, um filtro de combustível e uma mangueira de combustível. Há um dispositivo de filtragem do combustível na válvula de combustível para garantir a qualidade dele no carburador. Além disso, há um filtro de combustível entre a vál- vula de combustível e o carburador. 1 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de alimentação [1] Tanque de combustível O tanque de combustível é soldado pela placa de combustível que é normalmente de 0,8 a 1,0 mm. Alguns tanques de combustível possuem uma abertura defletora em seu interior, que não somente reforça o tanque, mas também evita o retorno do combustível durante o deslocamento. Devido a forte erosão de combustível, a parede interna do tanque de combustível, para resistir, deve ser galvanizada. Há uma abertura de abastecimento de combustível na parte superior do tanque fe- chada por uma tampa com respirador que evita o derramamento do combustível e garante a pressão balanceada da parte interna e externa do tanque, fazendo o combustível fluir naturalmente durante o deslocamento. [2] Válvula de combustível A válvula dessa motocicleta tem revestimento liso. Quando a haste está na posição Ligada, o com- bustível dentro do tanque flui para as passagens principais do corpo da válvula pelo tubo principal de combustível; então ele flui para dentro das passagens de combustível do corpo inferior da válvula pelas passagens a haste, seguindo para o reservatório. Finalmente, ele flui pelo orifício de saída pela da tela de filtragem. Quando a haste está na posição de reserva, o combustível flui para a passagem de combustível reserva do corpo da válvula pela mangueira do filtro de combustível reserva, então flui para o reser- vatório da mangueira inferior de combustível a haste e corpo do interruptor, seguindo para o orifício de saída de combustível. Se a passagem principal de combustível não puder fornecer combustível adequadamente durante o deslocamento, coloque a haste na posição de descanso para fazer com que o combustível reservado flua para fora do tanque pela passagem de combustível reserva. Dessa forma, a motocicleta continuará a deslocar-se de 30 a 50 km. Quando a haste estiver na posição DESLIGADA, o corpo da válvula e as passagens de combustível estarão balanceados. As passagens de combustível são bloqueadas, interrompendo a alimentação. [3] Indicador de nível de combustível Essa motocicleta possui um sensor de combustível de indução elétrica composto de duas partes, que são: medidor de combustível e sensor de nível de combustível. Há duas bobinas no indicador de nível de combustível, que estão respectivamente localizadas à direita e à esquerda da motocicleta. Há uma resistência R1 paralela com a bobina esquerda L1. Uma extremidade está conectada com o ânodo da bateria pelo interruptor principal da motocicleta. A bobina L2 localiza-se à direita e o resistor R alterável do sensor de combustível está paralelo a ela, e a extremidade está conectada com o solo por meio da bobina principal da motocicleta. Há um núcleo de ferro rotativo instalado no eixo centra- lizador. O sensor de combustível fica instalado no fundo do tanque de combustível para garantir sua vedação. O braço da boia e a boia se estendem dentro do tanque de combustível. A boia permanece na superfície do combustível e flutua de acordo com o nível de combustível, por isso é possível que partículas deslizem para o resistor R. As peças deslizantes também estão conectadas ao solo por meio de um cabo. Quando não há combustível no tanque, a boia desce e faz com que essas peças deslizantes desçam para a posição N, em paralelo à bobiba direita L2. A resistência reduz e a corrente elétrica cai para a bobina direita L2, que também fica reduzida e por sua vez torna a força magnética do núcleo gira- tório de ferro reduzida. Mas a corrente elétrica que passa pela bobina esquerda L1 aumenta e a força magnética do núcleo rotativo aumenta ainda mais, e para na posição N. Quando o tanque de combustível está cheio, a boia permanece na superfície e leva as peças deslizantes para a direção M, assim a resistên- cia paralela à bobina direita L2 aumenta e a força magnética do núcleo de ferro rotativo aumenta também. Porém, o fluxo de corrente elétrica que passa pela bobina esquerda diminui. A energia magnética do núcleo de ferro rotativo diminui e faz com que o centralizador pare na marca F da escala completa. 4-1 MOTOCICLETA 2 Desmontagem e manutenção do sistema de alimentação [1] A capacidade do tanque de combustível dessa motocicleta é: 13,0 l. Efetue o abastecimento de combustível em lo- cal ventilado e mantenha distância de faíscas ou chamas. ADVERTÊNCIA Não efetue o abastecimento de com- bustível acima do gargalo do tanque de combustível. O combustível é inflamável, portanto, desligue a motocicleta antes de abrir a tampa do tanque de combustível. [2] Se a tampa do tanque de combustível apresen- tar vazamento de combustível, substitua a ve- dação da tampa do tanque de combustível. ADVERTÊNCIA Utilize gasolina número 90 ou superior. Se a motocicleta demandar a utilização de gasolina à base de etanol, siga corre- tamente as instruções; caso contrário, o desempenho da motocicleta será afetado. [3] Verifique se há vazamento no tanque de com- bustível, se houver, realize o reparo necessário ou substitua o tanque de combustível. CUIDADO Se o tanque de combustível estiver amassado ou deformado devido ao impacto de colisões externas, repare-o às condições originais com um martelo de madeira. Se o tanque de combus- tível apresentar rachaduras, substitua-o o mais rápido possível. [4] Verifique se a mangueira de combustível apre- senta vazamentos ou está desgastada. CUIDADO Se a mangueira de combustível apresentar va- zamento ou estiver desgastada sua substitui- ção deve ser realizada. MOTOCICLETA 4-2 Insira a chave no tanque de combustível Abra o tanque de combustível Verifique a mangueira de combustível Verifique a mangueira de combustível [7] Remova os dois parafusos cabeça (M6 X 20) do indicador de nível do combustível. Torque Parafuso cabeça do indicador de nível de com- bustível: M6 X 20/10 a 15 N.m ADVERTÊNCIA Drene o combustível e mantenha-o longe de chamas de fogo para evitar incêndios na desmontagem do indicador de nível de com- bustível. [8] Teste o indicador de nível de combustível com um multímetro. Se o indicador de nível de com- bustível estiver queimado substitua-o. - Verifi- que se há danos na boia de combustível. Se houver, substitua-a. CUIDADO Mantenha o combustível longe do fogo para evi- tar incêndios ao drená-lo. [5] Verifique se o filtro de combustível está bloque- ado, caso esteja, limpe ou substitua-o. [6] Desmonte as tampas direita e esquerda e a al- mofada do assento, depois remova os dois pa- rafusos cabeça Phillips (M6 X 16) do tanque de combustível, retirando o tanque. ADVERTÊNCIA Mantenha o combustível fora do alcance do fogo para evitar que ele queime quando for drenar o combustível. CUIDADO Desligue a válvula de combustível para previnir que o combustível vaze do tanque quando for substituir o filtro de combustível. 4-3 MOTOCICLETA Verifique o nível de combustível Desmonte o medidor de combustível Desmonte o tanque de combustível Verifique o filtro de combustível [9] Remova a válvula do combustível com uma chave fixa. - Verifique se há vazamentos na válvula de combustível. Caso exista, repare ou substi- tua-a. 3 A tabela seguinte serve para o diagnóstico e solução de problemas básicos do sistema de alimentação. Consulte os itens relacionados para verificação, ajuste e reparo: Descrição dos componentes Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Tanque de combustível O tanque de combustível está oxidado. Vazamento de combustível do tanque. -------------------------------- Limpe ou substitua o tanque de combustível. O orifício de ventilação da trava do tanque de combustível está bloqueado. A alimentação não é estável. A motocicleta não dá a partida. Desbloqueie o orifício de ventilação do tanque de combustível. O tanque de combustível está deformado. O tanque de combustível foi submetido ao impacto. A aparência da motocicleta não é boa. Limpe ou substitua o tanque de combustível. Válvula de combustível A mangueira de combustível está sujo ou os pequenos orifícios estão bloqueados. A alimentação não é estável. A motocicleta apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A potência do motor está baixa ou a marcha lenta está instável. Limpe a válvula de combustível. O corpo da válvula de combustível está bloqueado. A alimentação não é estável. A motocicleta não dá a partida. Limpe e substitua a válvula de combustível. O corpo da válvula de combustível está danificado. Vazamento de combustível da válvula. A motocicleta não dá a partida. Substitua a válvula de combustível. Sensor O medidor de combustível está danificado. O eixo rotativo do medidor de combustível está danificado. O medidor de combustível não funciona corretamente. Substitua o medidor de combustível, A boia do sensor está danificada. -------------------------------- O medidor de combustível não funciona corretamente. Substitua o sensor. O circuito do sensor não transfere a corrente. -------------------------------- O medidor de combustível não funciona. Repare o circuito. ADVERTÊNCIA Drene o combustível e mantenha-o longe do fogo para previnir que haja incêndios ao des- montar a válvual de combustível. CUIDADO Drene o combustível do tanque em ambientes ventilados antes de utilizá-lo. [10] Retire a válvula de combustível e limpe as man- chas do tanque de combustível e a tela de filtra- gem de combustível. MOTOCICLETA 4-4 Remova a válvula de combustível Verifique a válvula de combustível PARTE 2 – CARBURADOR A principal função do carburador é pulverizar o combustível fornecido pelo tanque de combustível e misturá- lo com ar para formar uma mistura de gás uniforme e, então, guiar essa mistura para dentro da câmara de combustão. Essa motocicleta possui um carburador de diafragma. 1 Estrutura do carburador O carburador de diafragma é composto de corpo do carburador, alojamento da boia, conjunto da boia e agulha de combustível do diafragma. [1] Corpo do diafragma O corpo do carburador é a principal parte do carburador. A passagem principal de combustível e o sistema de combustível fica no corpo do carburador. De cima para baixo, o corpo do carburador é composto de alojamento do diafragma, entrada do carburador e passagens de combustível. Alojamento do diafragma O alojamento do diafragma é o lugar onde o diafragma funciona. O alojamento do diafragma guia o diafragma para cima e para baixo, para controlar o volume da entrada de ar e o fornecimento de combustível. Entrada do carburador A entrada do carburador é a principal passagem de corrente de ar, onde a mistura de ar e combustí- vel entram no cilindro. Além disso, há um afogador instalado na entrada do carburador. Passagens de combustível As passagens de combustível no corpo do carburador são principalmente a passagem de entrada de combustível, passagem de combustível de marcha lenta, passagem de ar compensador e diversos tipos de passagens de combustível. [2] Alojamento da boia O alojamento da boia é o reservatório de combustível do carburador. O combustível do tanque de combustível é armazenado no alojamento da boia e segue para o tubo de entrada pelo jato principal e giclê da marcha lenta. Há uma mangueira de derrame de combustível na bóia. Se o nível de com- bustível está muito alto, ele derrama para fora do alojamento através de passagens de combustível. [3] Módulo do alojamento da boia O fornecimento de combustível do carburador tem relação com o nível de combustível do alojamento da boia. O módulo do alojamento da boia é desenvolvido para controlar o nível de combustível. Ele consiste principalmente de corpo da bóia, pino da bóia e agulha da boia. [4] Modulo do diafragma O módulo do diafragma consiste da tampa do alojamento do diafragma, mola, diafragma, braçadeira, anel elástico e agulha de combustível principal. A agulha de combustível principal tem forma cônica, o que exerce grande influencia no carburador. A agulha de combustível principal possui 5 fileiras para cordão de vedação. Normalmente, o cordão de vedação é colocado na terceira fileira. Os usuários podem ajustá-lo de acordo com a condição de funcionamento atual do motor. 2 Princípios de funcionamento do carburador [1] Princípio de funcionamento do sistema de entrada de combustível O combustível flui para dentro da câmara de combustão pela passagem de entrada de combustível. A boia fica mais alta a medida que o volume de combustível aumenta e faz com que a agulha da boia fique mais alta. Quando o nível de combustível atinge esse grau, a agulha da boia bloqueia a passagem de entrada para interromper o fluxo de combustível. Depois que um pouco de combustível do alojamento da boia é consumido, o nível de combustível cai e a agulha da boia se move liberando a passagem de entrada para que combustível novo possa fluir para dentro do alojamento novamen- te. Dessa maneira, o nível de combustível no alojamento da boia mantém-se com nível estável. A pressão entre o jato principal e nível de combustível também se mantém estável, de forma que o fornecimento estável de combustível do carburador seja assegurado. [2] Princípio de funcionamento do sistema de combustível principal Quando o motor funciona, todo o combustível é fornecido pelo sistema de combustível principal. Durante a admissão do motor, o ar flui através da entrada do carburador muito rapidamente e produz uma pressão negativa para que o combustível no alojamento da boia seja sugado. O combustível faz a mistura primária com ar no orifício de ar compensatório e então entra no carburador que o dispersa por meio do fluxo de ar de alta velocidade na entrada do carburador e se transforma na mistura ho- mogênea de gás e entra no cilindro. 4-5 MOTOCICLETA Ao girar o cabo do acelerador, o diafragma estará para cima. Nesse momento a área da corrente de ar na entrada do carburador aumenta e o diafragma guia o combustível principal para cima. Uma vez que a agulha do combustível principal tem formato cônico, a área causada por ela e o jato principal aumenta. Dessa forma, a mistura de gás entra no cilindro e aumenta, de forma que a potência do mo- tor também aumenta. Por outro lado, soltar o cabo de aceleração faz com que o volume de entrada de ar e o fornecimento de combustível diminuam, assim como a potência do motor. [3] Princípio de funcionamento do sistema de combustível em marcha lenta A marcha lenta do motor significa que o motor está funcionando em sua reversão estável mais baixa sem nenhuma carga. Durante a marcha lenta do motor, a aceleração abre levemente. Há uma inclinação na parte inferior do acelerador, que pressiona o parafuso guia durante a marcha lenta. Quando o parafuso-guia de marcha lenta gira para dentro, a aceleração aumenta. O volume de entrada de ar e alimentação au- mentam e a marcha lenta do motor aumentará. Por outro lado, a rotação do motor diminuirá. Quando o motor funciona, o sistema de combustível principal e sistema de combustível em marcha lenta funcionam ao mesmo tempo, mas o volume da alimentação do jato principal é muito maior que o proveniente do giclê da marcha lenta. No entanto, quando o motor está em marcha lenta, a posição do acelerador é baixa, então o volume de entrada de ar é muito pequeno. Nesse momento, o volume do giclê da marcha lenta é maior, o que produz um grande efeito no motor. A condição de funcionamento do sistema de combustível de marcha lenta enquanto o motor está em marcha lenta funciona da seguinte forma: a pressão negativa causada pela inspiração do pistão é transferida para a atmosfera pela passagem de ar da marcha lenta. Há também a aspiração de ar da passagem de ar da marcha lenta que, após fluir pelo giclê da marcha lenta, encontra o gás aspirado no jato. Em seguida, jorra do giclê da marcha lenta que é transferido para o cilindro após ser mistura- do a uma pequena quantidade de ar na passagem principal de combustível. É possível mudar a taxa de ar combustível ajustando a posição do parafuso de ar. [4] O princípio de funcionamento do sistema de enriquecimento de combustível Para dar partida no motor, especialmente em ambientes frios, é necessária a mistura gasosa enri- quecida. Para isso, o volume da alimentação deve ser aumentado. Os métodos comuns de enrique- cimento são os seguintes: Método de afogamento Ao dar partida no motor, feche a válvula do afogador. Nesse momento, a pressão negativa de admissão não muda, mas o volume de ar na entrada do carburador diminui, o volume de combustível aumenta e a mistura gasosa é en- riquecida, assim, a função de enriquecimento da mistura gasosa é completada. Método mecânico Normalmente, a passagem de enriquecimento de combustível fica fechada. Ao puxar o cabo de enriquecimento de combustível, a válvula da passagem de enriquecimento de combus- tível é aberta. Assim, o combustível jorra pela passagem de enriquecimento e passa a ser uma mistura gasosa enriquecida. MOTOCICLETA 4-6 Imagem da estrutura do carburador 2 Desmontagem e manutenção do carburador [1] Remova a tampa do cabo de controle de acele- ração e o conector do cabo de controle de ace- leração da ranhura do eixo do pistão do acele- rador e retire a mola do acelerador. CUIDADO Verifique a abrasão do conector do cabo de controle da aceleração. Se estiver gasto, realize a substituição. [2] Remova as duas porcas de retenção M6 do carburador. Desmonte o cabo do afogador e re- tire o carburador. Torque Porca de retenção do carburador: M6/ 10 a 12 N.m CUIDADO Verifique se há vazamento de combustível no carburador, caso exista, repare ou substiua-o. 4-7 MOTOCICLETA Desmonte o cabo de controle da aceleração Desmonte o carburador [3] Remova o anel de fixação da agulha de com- bustível e depois desmonte a agulha do nível de combustível e o anel-trava da agulha de com- bustível do eixo do pistão da válvula do acel- erador. - Verifique a regularidade, arranhões e desgaste da superfície do eixo do pistão e da agulha de combustível. CUIDADO Se for identificado algum dos problemas acima, substitua a agulha de combustível e o eixo do pistão do acelerador. [4] Remova os três parafusos de fixação (M5 X 12) na tampa do alojamento da boia do carburador. Torque Parafuso de fixação da tampa do alojamento da bóia: 12/6 a 9 N.m CUIDADO Ao desmontar o carburador limpe a sujeira existente na sua superfície. [5] Retire a tampa do alojamento da boia. A exis- tência de vazamentos de combustível é um in- dício de que a junta da tampa do alojamento da boia está desgastada, nesse caso, realize a substituição da junta. CUIDADO Drene o combustível ao desmontar a tampa do alojamento da boia do carburador, mantendo-a longe de fogo, para prevenir incêndios. [6] Retire o pino da boia com as mãos e verifique o desgaste existente. Substitua o pino, caso ele esteja desgastado. MOTOCICLETA 4-8 Verifique o diafragma da válvula de aceleração Desmonte a tampa do alojamento da boia Remova a tampa do alojamento da boia Remova o pino da boia [7] Remova a boia do carburador e verifique se ela estiver desgastada ou danificada. Se necessá- rio, realize a substituição. CUIDADO Ao ajustar a altura da bomba, mude o ângulo do braço da bomba até a parte superior do braço tocar a agulha da bomba. [8] Remova o jato principal do carburador e retire o tubo pulverizador e o orifício do jato principal. Verifique se o tubo pulverizador está obstruído, caso esteja, limpe-o. CUIDADO Memorize a posição de montagem e a sequên- cia do carburador, bem como as voltas dos pa- rafusos ao desmontar o carburador. [9] Remova o giclê da marcha lenta e o orifício do carburador. Verique se há obstrução, se hou- ver, realize a limpeza. [10] Remova o parafuso de ajuste da mistura de ar do carburador e limpe o jato de mistura do ar. CUIDADO Ao instalar o parafuso de ajuste da mistura de ar do carburador, aperte-o até seu ponto morto e gire uma volta e meia. 4-9 MOTOCICLETA Remova o parafuso de ajuste da mistura Remova o glicê principal Remova o tubo pulverizador Remova a boia [11] Limpe todos os jatos e passagens do carbura- dor com detergente para carburador e seque-o com pistola de ar comprimido. Por último, re- monte o carburador. [12] A altura padrão da bóia deve ser de 15 ± 1 mm. Meça a altura da boia do carburador com pa- químetro e ajuste se a medida exceder o valor padrão. CUIDADO O ajuste incorreto da altura da bomba pode causar a falta ou transbordamento de combus- tível do carburador. [13] Instale o anel-trava da agulha de combustível do carburador na terceira fileira como padrão. Ao ajustar o anel-trava da agulha de combustí- vel para cima, a concentração de mistura gaso- sa do carburador diminuirá. Ao ajustar o anel- trava da agulha de combustível para baixo, a concentração de mistura gasosa do carburador será enriquecida. [14] Verifique se a válvula de agulha da boia do car- burador apresenta desgaste, substitua-a caso esteja desgastada ou danificada. CUIDADO Se houver vazamentos no carburador, verifi- que se a válvula estilete está travada, e depois verifique seu desgaste. MOTOCICLETA 4-10 Limpe o carburador Meça a altura da boia A terceira fileira Verifique a válvula de agulha da boia [15] Ajuste a rotação de marcha lenta do carburador da seguinte maneira: - Ao instalar o carburador na motocicleta, cerifi- que-se de que não há vazamento de combus- tível. - Dê partida no motor e deixe que sua tempe- ratura alcance a condição de funcionamento. Então, ajuste a rotação de marcha lenta do carburador e verifique a estabilidade do car- burador na aceleração e desaceleração. A rotação de marcha lenta padrão deve estar entre 1.500 ± 100 rpm. - Ao ajustar a rotação de marcha lenta do car- burador, o parafuso da rotação de marcha lenta e o parafuso de mistura devem ser ajus- tados simultaneamente até a rotação de mar- cha lenta do carburador ficar estável. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do carburador Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Parafuso da marcha lenta Ajuste inadequado. ------------- Baixa potência do motor, marcha lenta instável e alto consumo de combustível. Reajuste. Conjunto da agulha de combustível Ajuste incorreto do anel- trava. ------------- Baixa potência do motor e alto consumo de combustível. Reajuste a posição do anel-trava na agulha de combustível. Conjunto da bóia Altura da boia está muito alta. (A altura está maior que 16mm) O nível de combustível do alojamento da boia do carburador está muito baixo. O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. O motor está surperaquecido. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. O consumo de combustível está alto. Substitua o conjunto da boia. A altura da boia está muito baixa. (A altura está abaixo de 15mm) O combustível do carburador transborda. O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A potência do motor está baixa e o consumo de combustível está alto. Repare ou substitua a boia. A boia está danificada ou deformada. O combustível do carburador transborda. O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A potência do motor está baixa e o consumo de combustível está alto. Substitua a boia. Válvula de agulha do combustível A superfície em formato de cone da válvula de agulha da boia está boia ou danificada. O combustível no carburador transborda. O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A potência do motor está baixa e o consumo de combustível está alto. Substitua a válvula de agulha da boia. Jato principal A abertura está muito grande. ------------- O consumo de combustível está alto. Substitua o jato principal Giclê da marcha lenta O giclê da marcha lenta está obstruído. ------------- O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A marcha lenta do motor está instável. Substitua o giclê da marcha lenta. A abertura está muito grande. ------------- O consumo de combustível está alto. Substitua o giclê da marcha lenta. Jato de ar O jato de ar está obstruído. ------------- O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha. A potência do motor está baixa e a marcha lenta está instável. Limpe o jato de ar. 4-11 MOTOCICLETA Instale o carburador PARTE 3 – SISTEMA DE ADMISSÃO E EXAUSTÃO O sistema de admissão do motor é composto principalmente de filtro de ar e tubo de admissão. Sua principal função é guiar e filtrar o ar, reduzir o ruído de admissão e controlar o fluxo de mistura gasosa para o motor. O sistema de admissão é composto principalmente de tubo de exaustão e silencioso. Sua principal função é transferir o gás de escapamento para a atmosfera, reduzir o ruído durante a exaustão e a temperatura do gás de escapamento e eliminar a faísca no gás de escapamento. Um bom sistema de exaustão pode melhorar a eficiência da admissão e exaustão, aumentando a potência do motor e reduzindo o consumo de combustivel. O sistema de exaustão inclui tubo de exaustão e silencioso, chamado de silencioso de exaustão. 1 Estrutura do sistema de admissão [1] Estrutura e principio de funcionamento do filtro de ar O filtro de ar é um importante componente do sistema de admissão. Sua função é filtrar e purificar o ar que entra no cilindro e evitar que poeira e areia entrem, reduzindo o desgaste do cilindro, do pistão e do anel do pistão. Seu desempenho tem grande efeito na mobilidade do motor, no ruído de admis- são e na vida útil. Experiências indicam que o desgaste do cilindro aumenta 8 vezes, o desgaste do pistão aumenta 3 vezes e o desgaste do anel do pistão aumenta 9 vezes se o filtro de ar não estiver instalado. Por isso, a confiabilidade do motor é reduzida, assim como o tempo de vida útil. Portanto, a motocicleta deve ser equipada com um filtro de ar. A exigência de um filtro de ar não é somente filtrar o ar, mas também causar uma pequena resistência de fluxo de ar para que o volume da admissão do motor melhore. Mais exigências são confiabilidade de desempenho de serviço, estrutura simples, tamanho pequeno de aparência, corpo leve e de fácil manutenção. O filtro de ar consiste de elemen- to e caixa selada. Quando o motor funciona, o ar entra pela cavidade do filtro de ar pelo tubo de ar, então flui para a cavidade traseira após a filtragem e finalmente entra no carburador. [2] Estrutura e principio de funcionamento do tubo de admissão O tubo de admissão é um importante componente de conexão entre o carburador e admissão do motor. Ao mesmo tempo, tem a função de suportar o carburador e ter estrutura simples. Seu formato curvado depende da posição correspondente do carburador e da admissão do motor e a capacidade da admissão deve ser levada em conta. Se o tubo for longo, tem a vantagem de pulverizar de com- bustível e sua capacidade é grande. Se o tubo é curto, não é bom para a pulverização de combustível e sua capacidade é pequena. A mistura gasosa, após a pulverização do carburador, flui para dentro do cilindro pelo tubo de ad- missão e pela admissão do motor. O tubo de admissão reduz o calor que o motor transferiu para o carburador e separa a vibração do motor do carburador. 2 Estrutura e princípios de funcionamento do sistema de exaustão O tubo de exaustão no silencioso é feito de aço flexível. Fica localizado entre o orifício de exaustão do motor e o silencioso. Sua função é guiar o gás de escapamento do motor para o silencioso. O silencioso é a principal parte do silencioso de exaustão. É utilizado para prevenir ruído da transmissão, permitindo que a corrente de ar entre. É importante eliminar o ruído produzido pelo ar em movimento. Ele pode reduzir a ener- gia de influência do ar e equalizar o pulso de pressão da corrente de ar pela fricção da cor- rente de ar e capacidade de absorção. Dessa forma, as seguintes exigências devem ser aten- didas: [1] Garantir uma boa eliminação de ruído. Não produzir ruído regenerativo sob o efeito da alta temperatura e da tensão. [2] A resistência de exaustão é pequena e não influencia a potência do motor. [3] A estrutura deve ser simples, artística, o custo deve ser baixo, a vida útil longa e a manutenção conveniente. Imagem da estrutura do sistema de admissão Imagem da estrutura do sistema de exaustão MOTOCICLETA 4-12 [1] Remova os parafusos trava e a tampa lateral direita. CUIDADO Se o elemento filtrante do filtro de ar estiver obstruído pela poeira, a capacidade do sistema de admissão e o consumo de combustível au- mentarão, a mistura gasosa será excessivamen- te enriquecida e a potência do motor diminuirá. Por isso, é necessária a manutenção frequente do elemento filtrante do filtro de ar. [2] Remova os quatro parafusos trava do elemento filtrante do filtro de ar. CUIDADO Reduza o intervalo de manutenção do filtro de ar se a moto circular em regiões com muita poeira. [3] Retire o elemento filtrante – Verifique se o ele- mento filtrante do filtro de ar está obsturído com poeira. Limpe ou substitua-o se estiver obstruí- do ou danificado. [4] Verifique se há danos ou vazamento de ar no alojamento do filtro de ar. Se houver, substitua-o. CUIDADO A poeira no alojamento do filtro de ar deve ser removida ao instalar o elemento filtrante. 4-13 MOTOCICLETA Remova a poeira do alojamento do filtro de ar Remova o elemento filtrante Solte o elemento filtrante Remova a tampa lateral direita 3 Desmontagem e manutenção do sistema de admissão [5] Abane e sacuda levemente o elemento filtrante ou utilize ar comprimido para ventilá-lo de den- tro para fora para remover a poeira. Tome cui- dado para não molhar o elemento filtrante. CUIDADO Se o elemento filtrante estiver danificado, deve- rá ser substituído. 4 Desmontagem e manutenção do sistema de exaustão [1] Remova as duas porcas de retenção (M6) da mangueira de exaustão do silencioso. [2] Remova o parafuso trava da suspensão do su- porte do silencioso da exaustão. CUIDADO Verifique se há ranhuras no suporte da sus- pensão do silencioso. [3] Remova o silencioso da exaustão. CUIDADO Reparar ou substituir o silencioso da exaustão se ele estiver danificado. MOTOCICLETA 4-14 Remova as porcas de retanção Remova o parafuso trava Remova o silencioso da exaustão [4] Remova a junta de vedação do silencioso e ve- rifique se há danos. Se houver, substitua-o. NOTA Sempre utilize uma junta nova ao remontar o silencioso da exaustão. [5] Remova o resíduo de carbono presente no si- lencioso. CUIDADO Se o silencioso estiver obstruído, a capacidade de exaustão aumentará e a potência do motor diminuirá. Por isso, remova o resíduo de carbo- no a cada 3.000 km. [6] Remova o resíduo de carbono presente no si- lencioso. CUIDADO O ambiente de trabalho do silencioso da exaus- tão é pesado, por isso a remoção do resíduo de carbono deve ser realizada para garantir um bom desempenho de funcionamento. 5 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos sistemas de admis- são e exaustão Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da mo- tocicleta Método de reparo Sistema de admissão O elemento filtrante está empoeirado. ------------- O motor apresenta dificuldade para dar partida ou falha, a marcha lenta do motor está instável, alto consumo de combustível e fumaça preta sain- do do silencioso de exaustão. Limpe ou substitua o elemento filtrante. O alojamento do filtro de ar está quebrado ou apresenta rachaduras. ------------- O ruído da admissão do motor é excessivo. Substitua o alojamento do filtro de ar. Sistema de exaustão Vazamento de ar do tubo de exaustão ------------- O ruído da exaustão do motor é excessivo. Substitua a junta do tubo de exaustão. O corpo do silencioso da exaustão está quebrado. ------------- O ruído da exaustão do motor é excessivo. Substitua o silencioso do escapamento. 4-15 MOTOCICLETA Remova o resíduo de carbono presente no silencioso Remova o resíduo de carbono presente no tubo de exaustão Remova a junta de vedação do silencioso MOTOCICLETA 4-16 PARTE 4 – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL Com o desenvolvimento avançado da indústria moderna global, o problema da poluição ambiental está se agra- vando. Além da emissão da indústria, a emissão de poluentes dos e veículos e motocicletas está cada vez mais sendo observada pelas pessoas. As leis de emissões correspondentes estão cada vez mais rígidas. Desde 1° de Janeiro de 2005, o valor de emissão mínima (de acordo com o valor padrão de estágio II) de motocicletas de duas rodas é regularizado quando o veículo está sendo produzido. Todos os veículos motorizados que não tiverem suas emissões comprovadas dentro dos padrões não obterão a certificação Euro II,III. Após a China ter ingressado na OMC, para obtenção do padrão internacional, a emissão padrão na China é regu- lada como Euro II ,III. Padrão Euro II: A emissão de monóxido de carbono do tubo de exaustão deve estar abaixo de 5,5 g por milha (1.609 km). A emissão de hidrocarbonetos (HC) abaixo de 1,2 g e a de óxidos de nitrogênio (NOx) deve estar abaixo de 0,3 g. Padrão Euro III: A emissão (abaixo de 150cm³) de CO do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g. A emissão de HC deve estar abaixo de 0,8 g e de NOx deve estar abaixo de 0,15 g. A emissão (acima de 150cm³) de C0 do tubo de exaustão por milha deve estar abaixo de 2,0 g. A emissão de HC deve estar abaixo de 0,3 g e de NOx abaixo de 0,15 g. O perigo real da emissão para as pessoas: As emissões incluem CO para tubo de exaustão, HC, NOx e CO2. PERIGOS: O CO bloqueia a absorção de oxigênio no sangue, prejudica as funções das células hemácias, causan- do arteriosclerose e outros problemas cardíacos. O HC em forma de poluição é venenoso e prejudicial à saúde hu- mana, sua fumaça branca pode causar câncer e, é danosa à produção de aves, frutas, borracha e construções. A intoxicação de NOx por pessoas é maior que por CO, esse gás representa perigo para olhos, pulmões. É a principal substância da chuva ácida, pode oxidar plantas e até matá-las. O gás C02XH4 é um gás presente na temperatura ambiente, ele potencializa os raios infravermelhos emitidos pelo sol e contribui para o efeito estufa. Mecanismo do CO: O CO é produzido pelo combustível não queimado na câmara de combustão, é produto da deficiência de ar. Durante a exaustão, a produção de CO e sua quantidade dependem basicamente da taxa de ar e combustível. A quantidade de CO cai se a taxa aumenta (a mistura gasosa é transformada em água). A produção de CO basicamente se estabilizará se a taxa alcançar 14,3. Mecanismo de HC: A queima da mistura gasosa no tanque de combustível depende da expansão do fogo. O fogo pode se expandir para a parede do cilindro devido a seu arrefecimento, por isso cerca de 0,5 mm da mistura gasosa pode ser queimada. Essa parcela de mistura gasosa que não queima é a principal fonte de HC. Existem muitos espaços vazios na câmara de combustão que também são uma das principais razões da produção de HC. Quando o motor trabalha com a mistura gasosa espessa e pouco ar, a queima é incompleta, fazendo com que a concentração de HC aumente. Mecanismo de NOX: O NOx é um produto de alta temperatura e fica na câmara de combustão. Após a exaustão se transformará em NO2 (dióxido de nitrogênio) e NOx. A exaustão do motor é composta principalmente dos gases NO2 e NO (óxido nítrico). VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA (estágio II em condições de trabalho) Emissão Duas rodas/três rodas Ciclomotor de duas e três rodas CD 5,5/ 7,0 1,0/ 3,5 HC 1,2/ 1,5 1,2/ 1,2 NOx 0,3/ 0,4 1,2/ 1,2 VALORES PADRÃO DE EMISSÃO DA MOTOCICLETA (estágio II em condições de trabalho) Emissão Abaixo de 150 cm³ duas ou três rodas Acima de 150 cm³ duas / três rodas Duas rodas/três rodas (motos pequenas) CO 2,0 2,0 1,0/ 3,5 HC 0,8 0,3 1,2/ 1,2 NOx 0,15 0,15 1,2/ 1,2 O valor mínimo de exaustão de infectantes da motocicleta/ ciclomotor Durante o teste, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤ 3,8% e a medida da densidade de HC é de ≤ 800 X 10-6 Durante o teste isolado, a medida da densidade de exaustão de valor mínimo é de ≤4,0% e a medida da densidade mínima de HC é de ≤1.000 X 10-6 Unidade:g/km Unidade:g/km 4-17 MOTOCICLETA 1 Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de suprimento de ar secundário O dispositivo de suprimento de ar secundário inclui principalmente a válvula de ar, filtro de ar, tubo conector e dispositivo acelerador-catalisador. A válvula de ar, seguindo o princípio de controle de propagação do motor, controla o volume do fluxo de ar. O ar limpo pode ser aspirado pelo tubo de exaustão e misturado com CO que não foi queimado, HC saído da câmara de combustão. A mistura passará por uma queima secundária. Esse dispositivo pode ajudar à reduzir a emissão de exaustão da motocicleta e alcançar os padrões de emissão Euro II e III. 2 Manutenção do dispositivo de ar secundário Os usuários devem realizar manutenções regulares para manter o dispositivo em boas condições de funciona- mento. A manutenção correta e regular pode resolver problemas e garantir uma vida longa de serviço, além de reduzir custos de manutenção e consumo de combustível. Observe os seguintes detalhes: [1] Inspecione periodicamente o anel-trava da mangueira de pressão de admissão negativa e da manguei- ra de borracha, e o aperto do parafuso trava do coletor de aço. Realize o aperto ou a substituição, se necessário. [2] Verifique periodicamente se a mangueira de pressão de admissão negativa e a mangueira de borracha estão desgastadas ou danificadas. Substitua-as se necessário. [3] Verifique periodicamente as condições de funcionamento do dispositivo de ar secundário. Substitua-o se a bomba de ar apresentar falhas de funcionamento ou falhar ao ser conectada. [4] Verifique as condições do filtro de ar. A poeira e a sujeira acumuladas no filtro reduzem o fluxo de ar e alteram a taxa de mistura, isso provoca alto consumo de combustível. Substitua o filtro de ar quando ne- cessário. [5] Verifique o dispositivo acelerador-catalizador, substitua-o se necessário. CUIDADO O misturador do dispositivo de ar secundário deve ser reparado por um mecânico profissional de mo- tocicletas ou distribuidores autorizados KASINSKI. Nunca ajuste carburador. Estrutura do dispositivo de ar secundário Mangueira de borracha da admissão Passagem da admissão do motor Mangueira de admissão A válvula de ar Filt ro d e a r Mangueira de pressão negativa 3 Estrutura e princípio de funcionamento do DDCS O DDCS (Digital Direct Control System – Sistema de Controle Direto Digital) (Dispositivo opcional) inclui con- troles de ignição digital e controles da taxa de combustível e ar digitais. É necessário um intervalo antes de a ignição iniciar a combustão sob condições normais de funcionamento. Também é importante que o ângulo avançado de ignição para cargas e rotações variadas seja diferente. Devido à escala C.D.I ser restrita, e somente poder haver alterações na rotação e não para cargas, isso não se adequa à atual necessidade do motor. Mas o DDCS pode atender a essas necessidades, pois ele centraliza o sinal de rotação sob diferentes condi- ções, sinais de cargas e sinal de emissão de poluentes. Ele faz a solução corresponder aos sinais com CPU, e exporta sinal de ignição específico e sinal de taxa de ar-combustível de acordo com diferentes condições de trabalho. Isso pode ajudar ainda mais a combustão do motor, reduzir a taxa de consumo de combustível e emissão de poluentes. Também, melhora a capacidade de arrefecimento, partida e aceleração da motocicleta, controlando melhor as emissões. O Dispositivo DDCS passou pelo teste do Departamento Nacional do Teste de Qualidade. Experimentos in- dicam que a economia da motocicleta que tem o DDCS instalado é de 1/22 l / 100 km, ou seja, 28 a 41% de redução de gastos em comparação ao padrão nacional (2,1 l /100 km). Além disso, o aumento do desempenho da aceleração e do acionador de arrefecimento permite que a emissão de poluentes da motocicleta alcance o padrão internacional Euro II e III. A estrutura de DDCS Comparação de DDCS e C.D.I Itens DDCS C.D.I Método de controle computador digital simulação Obtenção de sinal rotação, cargas, sensor de CO rotação Escala do ângulo de ignição todas as condições 15° – 35° Partida do arrefecedor -20°C temperatura normal Consumo de combustível da rotação econômica 1,22 l/ 100 km a 1,5 l/ 100 km 2,11 l/ 100 km Emissão de poluentes Euro II, III ------------------------ MOTOCICLETA 4-18 ECU Mostrador de consumo de com- bustível l/ 100 km Mostrador de autoverificação de falha C.P.U Sensor de O2 Sensor de pressão de admissão Sensor de rotação Bobina de ignição de alta tensão AC Válvula de controle da taxa ar-combustível DCDI DA/C Motor 4 Manutenção do DDCS O Dispositivo DDCS deve ser reparado por um mecânico de motocicletas profissional ou distribuidor autorizado KASINSKI para solucionar os problemas rapidamente. Assim, pode-se assegurar uma longa vida de serviço e, também, diminuir os custos com manutenção e combustível. Durante a manutenção do DDCS: [1] Verifique se a CPU está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [2] Inspecione se o DCDI está em boa condição de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [3] Inspecione se o DA/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [4] Verifique se o medidor do consumo de combustível (l/ 100 km) está em boas condições de funcionamento, se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [5] Inspecione se o sensor de rotação está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [6] Inspecione se o sensor de pressão da admissão está em boas condições de funcionamento. Se não esti- ver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [7] Verifique se a bobina de alta tensão está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. [8] Inspecione se o sensor de 02 está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou subs- titua de acordo com a necessidade. [9] Verifique se a válvula de controle de taxa A/F está em boas condições de funcionamento. Se não estiver, repare ou substitua de acordo com a necessidade. CUIDADO O dispositivo DDCS e o carburador devem ser reparados por um mecânico de motocicletas profissional ou um distribuidor autorizado Zongshen. Não ajuste o carburador de maneira aleatória. Princípios de funcionamento do DDCS 4-19 MOTOCICLETA Sensor de pressão negativa Mangueira negativa Sensor de oxigênio Catalisador de 3 vias Silencioso da exaustão Motor Ar limpo misturado ao gás de exaustão, à pressão negativa e ao gás puro Filtro de ar Válvula de controle digital Carburador 3 As causas, descrições e métodos de reparo do dispositivo de proteção ambiental Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Dispositivo de ar secundário A válvula de ar está bloqueada. A válvula de ar não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua a válvula de ar. A válvula de ar está danificada. O ruído da válvula de ar é excessivo. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua a válvula de ar. O filtro de ar está bloqueado. O filtro de ar perde sua função. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o filtro de ar. O filtro de ar está bloqueado. O ruído do filtro de ar é excessivo. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua o filtro de ar. A mangueira de conexão está frouxa. Vazamento de ar no pórtico de admissão de ar. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua a mangueira de conexão. O tubo de aço de conexão está frouxo. Vazamento de ar no pórtico de admissão de ar. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o tubo de aço de conexão. Vazamento de ar do pórtico secundário de admissão de ar. Ruído excessivo na entrada de ar. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua a junta de vedação do tubo de exaustão. Excesso de resíduo de carbono na entrada secundária de ar. A entrada de ar não permite acesso. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Remova e limpe o resíduo de carbono. O dispositivo acelerador-catalisador está danificado. ---------------------- A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua o dispositivo acelerador- catalisador. DDCS A CPU está danificada. A CPU não funciona normalmente. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua a CPU. O controle DCDI está danificado. O DCDI não funciona normalmente. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua o controlador DCDI. O controlador DA/C está danificado. O controlador DA/C não funciona normalmente. A emissão padrão da motocicleta não alcança o padrão Euro II, III Substitua o controlador DA/C. A autoverificação do medidor de consumo de combustível 1/100 km está danificado. ---------------------- O mostrador de autoverificação do consumo de combustível não funciona normalmente . Substitua o mostrador de autoverificação. O sensor de Q2 está danificado. O sensor de Q2 não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o sensor de Q2. O sensor de pressão da admissão. O sensor de pressão da admissão não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o sensor de pressão da admissão. O sensor de rotação está danificado. O sensor de rotação não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o sensor de rotação. A bobina de ignição de alta tensão está danificada. A bobina de ignição de alta tensão não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua a bobina de ignição de alta voltagem. A válvula de controle A/C está danificada. A válvula de controle A/C não funciona normalmente. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua a válvula de controle A/C. MOTOCICLETA 4-20 PARTE 5 – TECNOLOGIA DE NÚCLEO DUPLO 1 Estrutura e princípio da tecnologia de ignição dupla A tecnologia de núcleo duplo (dispositivo opcional) inclui principalmente magneto D.C de onda completa 12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de ignição de alta tensão dupla e vela de ignição dupla. Essa tecnologia otimiza principalmente parte do calor do motor e o sistema de ignição de magneto D.C de onda completa 12V8, ignição C.D.I dupla, bobina de alta tensão e vela de ignição ddupla, tudo posi- cionado simetricamente. Para aperfeiçoar o desempenho de aceleração e partida, a tecnologia de ignição adotada sincroniza a ignição quando o motor funciona em baixa rotação. E durante o funcionamento em alta velocidade, ela adota a ignição não-sincronizada que melhora a combustão e faz a motocicleta se deslocar em alta velocidade. Dessa maneira, a potência do motor e o controle de emissões podem ser melhorados, além de otimizar a partida, a aceleração e o desempenho econômico, especialmente, sob condições ambientais difíceis. Estrutura da tecnologia de ignição dupla Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 15° do ponto morto superior (1.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I separa 2 sinais indutivos e duas velas de ignição funcionam sincronizadamente formando dois centros de fogo para possibilitar um ótimo desempenho de partida e aceleração. Quando a motocicleta funciona em marcha lenta, o motor trabalha sincronizadamente ao ponto de 22° do ponto morto superior (3.200 rpm). Nesse momento, o magneto envia um sinal indutivo que faz a ignição C.D.I. funcionar. De acordo com a rotação correspondente, a ignição C.D.I enviará 2 sinais indutivos dife- rentes para alcançar uma potência alta. Isso fará com que a ignição sincronize-se e forme dois pontos de queima distintos. A potência da ignição é expansível, portanto, pode realizar mais que uma combustão e, ao mesmo tempo, melhorar a eficácia do aquecimento. potência e torque correspondentes, bem como reduzir o consumo de combustível e controle das emissões de poluentes. 4-21 MOTOCICLETA Ignição C.D.I Bobina de ignição de alta tensão Bobina de ignição de alta tensãoBobina acionadora Magneto Câmara de combustão Vela de ignição Vela de ignição Remova a vela de ignição da lateral do motor. Verifique a folga do eletrodo da vela de ignição com um calibrador de lâminas. Se a medida não estiver entre 0,06 e 0,07 mm, a folga da vela de ignição deverá ser ajustada. Remova o circuito de alta voltagem. Ligue o motor. Verifique se a produção de fogo do circuito de alta tensão está normal. Se não estiver, substitua-o. Teste Padrão: O fogo produzido deve ter continui- dade com a tensão de exportação. O fogo produzido deve estar acima de 10.000 V e a cor do fogo dever ser azul. Remova o soquete C.D.I. Verifique a resistência elétrica entre os fios preto e vermelho com um mul- tímetro. Substitua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de teste: O lado preto liga-se ao fio preto e vermelho, e o lado vermelho liga-se ao fio preto e branco. A resistência elétrica positiva é de Ok Ω a 10k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada. Remova o circuito de ignição de onda completa 12V8 e o soquete do circuito de acionamento. Verifi- que se os circuitos de ignição e acionamento estão normais. Caso não estejam, substitua o magneto D.C de onda completa 12V8. 3 Estrutura e princípio da tecnologia nanometer cermet A tecnologia nanometer cermet (dispositivo opcional) é composta principalmente por um corpo de cilindro nanometer cermet, pistão nanometer cermet e anéis do pistão nanometer cermet . O corpo do cilindro, pistão e anel do pistão do motor adotam uma técnica de depósito de vapor químico plasmático que é chamada de tecnologia nanometer cermet. Existe uma camada de diafragma complexo presa ao corpo do cilindro e ao anel do pistão que é feita de níquel na proporção de nanometer cermet. A camada de revestimento do diafragama complexo nanometer cermet é de 0,015 a 0,025 mm. E o dia- fragma complexo nanometer cermet possui características de alta resistência ao impacto, temperatura e abrasão. Além disso, reduz a emissão de poluentes e prolonga a vida de serviço da motocicleta. Estrutura da tecnologia nanometer cermet Durante o deslocamento, o diafragma complexo nanometer cermet de 0,015 a 0,025 mm cobre o corpo do cilindro, pistão e anel do pistão. Quando os três componentes estão aspirando, funcionando, comprimindo e expelindo, o diafragma pode ser utilizado como lubrificação, reduzindo a energia térmica de fricção e prolongando a vida de serviço do motor. O experimento demonstra que o diafragma complexo nanometer cermet promove forte reação catalisa- dora para CO. A reação catalisadora começa em 320°C, e a taxa atinge 50% aos 360°C. A reação estará completa quando forem atingidos os 458°C. Dessa forma, a combustão é mais eficiente, o que leva ao sucesso da redução de poluentes produzidos pela motocicleta. MOTOCICLETA 4-22 Anéis do pistão nanometer cermet Pistão nanometer cermet Corpo do cilindro nanometer cermet 4 Manutenção da tecnologia nanometer cermet Realize as seguintes verificações: Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do corpo do cilindro. Se a abra- são exceder o valor limite de reparo de 0,006 mm a 0,008 mm, substitua o cilindro nanometer cermet. Verifique a abrasão do diafragma de nanometer cermet na superfície do pistão. Se a abrasão exce- der o valor limite de reparo de 0,004 mm a 0,006 mm, substitua o pistão nanometer cermet. Verifique a abrasão do diafragma nanometer cermet na superfície dos anéis do pistão. Se a abrasão exceder o valor limite de reparo de 0,002 mm a 0,004 mm, substitua os anéis do pistão de nanometer cermet. 5 Estrutura e princípio de funcionamento da tecnologia de suplemento elétrico de ar O suplemento Elétrico de Ar (Dispositivo Opcional) consiste do microcontrolador ECU e da válvula de suplemento de ar magnetizado PWM. A Tecnologia de Suplemento de Ar aplica principalmente o princípio da combustão fina da mistura gasosa do motor. Ela controla a taxa de mistura gasosa na câmara de combustão do motor e faz com que a mistu- ra gasosa que entra no motor queime completamente. O sinal de rotação do motor (sinal de acionamento da ignição) está conectado à extremidade de prova do controlador ECU do suplemento elétrico de ar. Por meio dos dados MAP pré-configurados e a rotação de situação diferente, o ECU exporta o sinal PWM da válvula de suplemento de ar magnetizado para fazer a válvula funcionar e otimizar a taxa de ar-combus- tível. A eficiência de combustão é aperfeiçoada. Isso faz com que a emissão de poluentes da motocicleta alcance o padrão Euro II e Euro III, e execute um consumo de combustível econômico e siga as normas de proteção ambiental. Estrutura da tecnologia de suplemento elétrico de ar Realize as seguintes verificações: Remova o soquete do microcontrolador ECU, verifique sua resistência com um multímetro, Substi- tua-o se a resistência elétrica for diferente da normal. Método de medição: lado preto da junta do fio preto-vermelho e lado vermelho da junta do fio preto-branco. A resistência elétrica positiva é 0 k Ω a 10 k Ω, e a resistência elétrica negativa é ilimitada. Remova o soquete da válvula de suplemento de ar magnetizado PWM. Verifique se a tensão e a corrente elétrica de funcionamento do PWM estão normais. Se não estiverem, substitua a válvula de suplemento de ar magnetizado PWM. As condições de funcionamento do dispositivo elétrico de suplemento de ar: Temperatura: -40 a 85°C; Pressão atmosférica: 80 a 106 kPa; Umidade correspondente: ≥95%. Requisitos Técnicos Tensão de funcionamento: 8 a 18 V; Corrente elétrica de funcionamento: ≤0,5 A. O Dispositivo Elétrico do Suplemento de Ar deve ser reparado por um mecânico de motocicletas pro- fissional ou um distribuidor autorizado Kasinski (Cuidado: Nunca ajuste a o carburador de maneira aleatória). 4-23 MOTOCICLETA Válvula de suplemento de ar magnetizado PWM Controlador ECU 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da tecnologia de núcleo duplo: Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Tecnologia de ignição dupla Resíduo de carbono na vela de ignição ------------- A motocicleta falha ao dar a partida ou dá partida com dificuldade. Remova o resíduo de carbono. Limpe a vela de ignição. A vela de ignição está quebrada. O eletrodo positivo da vela de ignição está queimado. A motocicleta falha ao dar partida. Substitua a vela de ignição. A vela de ignição está solta. Vazamento da peça de conexão da vela de ignição. A motocicleta apresenta dificuldade para dar partida. Fixe a vela de ignição. O cabo da vela de ignição está quebrado. O eletrodo positivo da vela de ignição está quebrado ou a peça de conexão está solta. A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade. Fixe ou substitua o cabo da vela de ignição. A resistência da bobina de ignição de alta tensão está queimada. Não há saída de tensão da bobina de ignição de alta tensão. A motocicleta não dá partida. Substitua a bobina de ignição de alta voltagem. O eletrodo negativo da bobina de ignição de alta tensão está solto ou quebrado. ------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade. Fixe a tomada de conexão do eletrodo negativo. A tomada de conexão do eletrodo positivo da bobina de ignição de alta voltagem está solta. ------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade. Fixe a tomada de conexão. A resistência da ignição C.D.I está queimada, Não há saída de tensão da ignição C.D.I. A motocicleta não dá partida. Substitua a ignição C.D.I. A tomada de conexão da ignição C.D.I está solta. ------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade. Insira o carregador C.D.I firmemente. A bobina de ignição do magneto está queimada. Não há saída de tensão. A motocicleta não dá partida. Substitua o circuito de ignição. O terminal da bobina de ignição do magneto está solto. ------------- A motocicleta falha ao dar partida ou dá partida com dificuldade. Insira firmemente o termina l. Tecnologia nanometer cermet O cilindro nanometer cermet está desgastado ou a parede interna está danificada. A folga de encaixe entre o cilindro com o pistão e o anel do cilindro é excessiva. A potência do motor e a marcha lenta são insuficientes. O consumo de combustível está alto. Sai fumaça azul e branca do silencioso do tubo de escapamento Substitua o cilindro nanometer cermet. O pistão nanometer cermet está desgastado. A folga de encaixe entre o pistão e o cilindro excede o padrão. A potência do motor é insuficiente. A marcha lenta é insuficiente. O consumo de combustível está alto. Sai fumaça azul e branca do silencioso do tubo de escapamento Substitua o pistão nanometer cermet. Os anéis do pistão nanometer cermet estão gastos ou danificados. A folga da abertura do anel do pistão excede o padrão. A potência do motor é insuficiente. A marcha lenta é insuficiente. O consumo de combustível está alto. Sai fumaça azul e branca do silencioso do tubo deescapamento. Substitua os anéis do pistão nanometer cermet. Tecnologia de suplemento elétrico de ar O controlador ECU está danificado. O ECU não funciona. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o controlador ECU. A válvula do suplemento de ar elétrico do PWM está danificada. O suplemento elétrico de ar PWM não funciona. A emissão de poluentes da motocicleta excede os padrões. Substitua o suplemento elétrico de ar PWM. MOTOCICLETA 4-24 PARTE 6 – DISPOSITIVO DE TRANSMISSÃO TRASEIRO Devido ao torque de exportação do motor ser pequeno sua rotação é rápida, o torque do motor somente pode ser aumentado para assegurar as boas condições da motocicleta pela desaceleração de 3 tempos. O primeiro tempo passa pela engrenagem motriz e é movido pela embreagem. O segundo tempo passa pelo rolamento motriz e é movido pelo câmbio. O terceiro tempo passa pelas engrenagens motriz e é movido pelo dispositivo de transmissão traseiro, assim a potência exportada e a rotação do motor podem ser utilizadas de maneira econômica e adequada. 1. Estrutura e princípio de funcionamento do dispositivo de transmissão traseiro O dispositivo de transmissão traseiro dessa motocicleta adota a corrente de transmissão. Ele é composto principalmente da engrenagem motriz, engrenagem movida, corrente de transmissão, junta da corrente, caixa da corrente de transmissão, tensionador da corrente e amortecedor de borracha. Primeiro ele exporta potência pela engrenagem motriz na extremidade do contraeixo da trans- missão do motor (eixo de saída de potência), em seguida transmite a potência para a engre- nagem movida pela corrente de transmissão que executa a desaceleração. A corrente mo- vida é fixada com parafuso no corpo do amor- tecedor. O corpo do amortecedor é conectado ao cubo traseiro pelo amortecedor de borracha. Então, quando a velocidade é mudada durante o deslocamento, a potência é transmitida flexi- velmente pelo amortecedor de borracha evitan- do a abrasão das peças e aumentando o con- forto e estabilidade da motocicleta. 2. Desmontagem e manutenção da transmissão traseira [1] Desmonte a alavanca da transmissão após a remoção do parafuso de fixação (M6 X 25) Torque O parafuso da alavanca da transmissão: M6 X 25/8 a 12 N.m. CUIDADO Verifique se a alavanca da transmissão está da- nificada, caso esteja, realize a substituição. [2] Retire a tampa traseira esquerda após a re- moção dos dois parafusos (M6 X 25). Torque Parafuso da tampa traseira esquerda: M6 X 25/8 a 12 N.m. 4-25 MOTOCICLETA Remova a tampa traseira esquerda Desmonte a alavanca de mudança de marchas Imagem da estrutura do dispositivo da transmissão traseira [3] Retire a caixa da corrente semifechada após a remoção dos dois parafusos (M6 X 16). Torque Parafuso de fixação da caixa da corrente semifechada. M6 X 16/8 a 10 N.m CUIDADO Verifique se há defeitos na caixa da corrente semi-fechada, caso encontre, substitua-a. [4] Remova a junta da corrente e a corrente após desmontar os prendedores. CUIDADO Ao instalar a corrente, a abertura do prendedor deve ser colocada contra a direção de movi- mento da corrente. [5] Remova as partes de trava e a engrenagem motriz após a remoção dos dois parafusos da engrenagem motriz (M6 X 10). Torque Parafuso de fixação da engrenagem motriz: M6 X 10/8 a 12 N.m. [6] Remova os parafusos reserva (M14 X 310) do eixo traseiro e os parafusos reserva (M8 X 16- 4> 10 X 15) no suporte do freio traseiro. Torque Eixo traseiro M14 X 3310/50 a 80 N.m Parafuso reserva: M8 X 16/ 4> 10 X 15/10 a 15 N.m MOTOCICLETA 4-26 Remova a caixa da corrente semifechada Remova a corrente Remova a engrenagem motriz Remova o eixo traseiro [7] Retire o eixo traseiro, a roda traseira e os ten- sionadores direito e esquerdo da corrente. CUIDADO Verifique se há desvio ou distorção do eixo, caso exista substitua ou repare-o. Verifique os tensionadores direito e es- querdo da corrente, se estiverem danifi- cados, substitua-os ou realize o reparo necessário. [8] Retire a bucha do eixo traseiro. CUIDADO Verifique a bucha do eixo traseiro, se estiver gasta, substitua-a. [9] Remova o retentor de óleo do eixo traseiro. CUIDADO Verifique as bordas do retentor de óleo, se estiver danificada, substitua o reten- tor. Ao instalar o eixo traseiro, remova a gra- xa sobre o retentor de óleo. [10] Remova as partes de trava e remova os quatro parafusos (M8X35) da engrenagem da trans- missão traseira retirando a corrente em segui- da. Torque Parafusos de fixação da engrenagem da transmissão traseira: M8 X 35/20 a 25 N.m CUIDADO Solte a peça de trava após a instalação da en- grenagem de transmissão traseira. 4-27 MOTOCICLETA Remova a engrenagem da transmissão traseira Remova o retentor de óleo da roda traseira Remova a bucha do eixo traseiro Remova a roda traseira [11] Retire o corpo do coxim da engrenagem de transmissão traseira. CUIDADO Verifique se a parte convexa do corpo do coxim está desgastada, caso esteja, substitua o corpo do coxim. [12] Remova o coxim de borracha. CUIDADO Verifique se o coxim de borracha está desgas- tado, caso apresente desgaste excessivo, subs- titua-o. [13] Verifique o rolamento do corpo do coxim, se es- tiver desgastado ou a folga for excessiva, reali- ze a substituição. CUIDADO Limpe a graxa sobre o rolamento do corpo do coxim ao instalá-lo. [14] Verifique as duas engrenagens da transmissão, se houver desgaste, realize a substituição do conjunto. CUIDADO Limpe a graxa sobre as engrenagens da trans- missão ao instalá-las. MOTOCICLETA 4-28 Remova o corpo do coxim Remova o coxim de borracha Verifique o rolamento do corpo do amortecedor Verifique as engrenagens da transmissão [14] Verifique a corrente e a junta da corrente, se houver desgaste excessivo, realize a substitui- ção em conjunto. CUIDADO Limpe o óleo lubrificante sobre as engre- nagens ao instalar a nova corrente. Após a instalação, ajuste o grau de aper- to da corrente entre 15 a 25 mm. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do dispositivo de trans- missão traseiro Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Engrenagem motriz Os dentes da engrenagem estão gastos. A corrente de transmissão sai da engrenagem. A corrente de transmissão emite ruído anormal e quebra com facilidade. Substitua as engrenagens motriz e movida e a corrente de transmissão em conjunto. A ranhura da engrenagem está gasta. Ruído anormal da corrente de transmissão A corrente de transmissão quebra com facilidade. Substitua as engrenagens motriz e movida e a corrente de transmissão em conjunto. Engrenagem movida Os dentes da engrenagem estão gastos. A corrente de transmissão sai da engrenagem. A corrente de transmissão emite ruído anormal e quebra com facilidade. Substitua as engrenagens motriz e movida e a corrente de transmissão em conjunto. A ranhura da engrenagem está gasta. Ruído anormal da corrente de transmissão A corrente de transmissão quebra com facilidade. Substitua as engrenagens motriz e movida e a corrente de transmissão em conjunto. Corrente de transmissão A corrente de transmissão está muito suja ou mal lubrificada. ------------- A corrente de transmissão emite ruído estranho. Limpe e lubrifique a corrente. A corrente de transmissão está muito apertada. Ajuste inadequado da tensão da corrente. A corrente de transmissão emite ruído estranho. Regule o ajuste da corrente de transmissão para 15mm a 25mm A corrente de transmissão está muito folgada. Ajuste inadequado da tensão da corrente. A corrente de transmissão emite ruído anormal e quebra com facilidade. Regule o ajuste da corrente de transmissão para 15 a 25 mm. A corrente está gasta. A corrente de transmissão sai da engrenagem. A corrente de transmissão quebra com facilidade. Substitua as engrenagens motriz e movida e a corrente de transmissão em conjunto. Caixa da corrente semi- fechada A caixa da corrente semi-fechada está danificada. ------------- Ruído da caixa da corrente. Substitua a caixa da corrente. Tensionador da corrente Ajuste inadequado do tensionador esquerdo e direito A roda da traseira inclina. A corrente de transmissão quebra com facilidade. Reajuste o tensionador esquerdo e direito e mantenha sua marca de escala no mesmo nível. O tensionador está danificado. O tensionador não pode ser ajustado. A corrente de transmissão quebra com facilidade. Substitua o tensionador. Coxim de borracha O coxim de borracha está desgastado. O coxim de borracha está danificada. A roda traseira emite ruído anormal. Substitua o coxim de borracha. 4-29 MOTOCICLETA Verifique a corrente PARTE 7 – CHASSI E ACESSÓRIOS O chassi é a estrutura de funcionamento e o suporte principal da motocicleta. Os componentes e estrutura da motocicleta devem ser de alta resistência e rigidez enquanto o chassi deve ser leve para suportar a grande car- ga de impacto e vibrações que a moto está sujeita durante seu funcionamento. Isso é bom para a motocicleta desempenhar alta velocidade de deslocamento. 1 Princípios de estrutura e trabalho do chassi e dos acessórios MOTOCICLETA 4-30 O chassi dessa motocicleta é como um berço. Possui alta resistência, rigidez e aplicabilidade. O suporte em baixo do motor é removível e feito de tubos duplos. Consiste basicamente do tubo coletor, estrutura principal, ponteira do tubo de escapamento, tubo de suporte da traseira e tubo flexível inferior. O chassi é feito através de métodos de solda, rebitagem e outros. Ele serve para dar suporte ao motor, sistema de transmissão, sistema de operação, assento, tanque de combustível, sistema de freio e etc. Ao mesmo tempo, oferece suporte para a insta- lação de outros acessórios, integrando a moto- cicleta em uma só peça. 2 Desmontagem e manutenção do chassi e acessórios [1] Verifique se o espelho retrovisor está solto e danificado. Caso esteja, aperte ou repare. CUIDADO Mantenha o vidro retrovisor limpo e sem poeira. Ajuste o melhor ângulo antes de dirigir. [2] Verifique se o para-lama dianteiro está solto ou danificado. CUIDADO Repare ou substitua o para-lama dianteiro se houver deformidade ou danos causado por coli- sões ou vibrações. Verifique o espelho retrovisor Imegem da estrutura do chassi Verifique o para- lama dianteiro 4-31 MOTOCICLETA [3] Verifique o para-lama traseiro está solto ou da- nificado. CUIDADO Repare ou substitua o para-lama traseiro se houver deformidade ou danos causados por co- lisões ou vibrações. [4] Verifique se há folga excessiva no encaixe da manopla ou alavanca de partida. CUIDADO Se a manopla de partida não retornar ou retor- nar parcialmente, verifique a mola retrátil do eixo de partida do motor. [5] Verifique se há folga excessiva no encaixe do pedal e eixo de partida. Ao mesmo tempo, veri- fique se a rosca da alavanca de ajuste do pedal da transmissão está danificada. CUIDADO Se o pedal da transmissão não retornar ou retornar parcialmente, verifique o sis- tema de controle da transmissão do mo- tor. Verifique a folga do pedal da transmissão e realize o ajuste da alavanca de ajuste para aumentar ou diminuir a folga se ne- cessário. [6] Verifique se o pedal do freio apresenta curvatu- ra ou deformação. CUIDADO Se o pedal do freio estiver curvado ou deforma- do, realize o reparo ou a substituição. Verifique o pedal de freio Verifique o pedal de mudança de marchas Verifique a manopla de partida Verifique o para-lama traseiro [7] Verifique se o suporte principal e lateral apre- sentam curvatura ou deformação. Também, ve- rifique se eles retornam apropriadamente. CUIDADO Se o suporte principal e lateral apresentar curvatura ou deformação, realize o repa- ro ou substituição. Se o suporte principal e lateral não retor- nar apropriadamente, substitua a mola retrátil. [8] Verifique se o pedal dianteiro está gasto ou de- formado. NOTA Se o pedal dianteiro estiver desgastado ou de- formado, realize o reparo ou substituição. [9] Verifique se o suporte apresenta folgas ou de- formações. NOTA Se o suporte apresentar folgas ou deformações, realize o reparo ou substituição. [10] Verifique se as tampas laterais direita e esquer- da estão danificadas. NOTA Repare ou substitua as tampas laterais direita e esquerda se estiverem danificadas. MOTOCICLETA 4-32 Verifique os suportes principal e lateral Verifique o pedal dianteiro Verifique o bagageiro Verifique a tampa lateral [11] Verifique se o assento está danificado. NOTA Repare ou substitua o assento se estiver danifi- cado, caso contrário o conforto do motorista e do passageiro será afetado. [12] Verifique se o para-choque está solto ou defor- mado. NOTA Repare ou substitua o para-choque se estiver danificado ou solto, caso contrário a segurança do motorista e do passageiro será afetada. [13] Verifique se as tampas dos componentes não estão danificadas. NOTA Substitua as tampas dos componentes se esti- verem danificadas. [14] Verifique se o chassi apresenta rachaduras ou folgas. CUIDADO Se o chassi estiver quebrado ou apresentar ra- chaduras, realize o reparo com solda. 4-33 MOTOCICLETA Verifique o chassi Verifique as tampas dos componentes Verifique o para-choque Verifique o assento [15] Verifique se o chassi apresenta curvaturas ou deformações. ADVERTÊNCIA Se o chassi for danificado, rachado ou que- brado durante a utilização, realize correta- mente o reparo ou substitua-o o mais rápi- do possível, caso contrário, a segurança, conforto e confiabilidade de funcionamen- to serão afetadas. do óleo: M6 X 12/8N.m a 12N.m 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do chassi e acessórios Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Chassi O chassi está amassado ou caiu. O chassi está distorcido. A motocicleta não se desloca normalmente. Repare ou subsitua o chassi. O chassi está amassado ou caiu. O chassi está parido ou rachado. A motocicleta não se desloca. Solde ou subsitua o chassi. O chassi é afetado pela estrada e vibra. A junta do chassi foi partida. A motocicleta vibra ou não se desloca normalmente. Solde o chassi. Suporte principal O suporte principal está quebrado ou distorcido. O suporte principal não retorna normalmente. A motocicleta faz barulho durante o funcionamento e tem problemas para estacionar. Repare ou substitua o suporte principal. A mola retrátil está sem elasticidade. O suporte principal não retorna normalmente. A motocicleta faz barulho durante o funcionamento e tem problemas para estacionar. Substitua a mola retrátil. Suprte lateral O suporte lateral está quebrado ou distorcido. O suporte lateral não retorna normalmente. A motocicleta faz barulho durante o funcionamento e tem problemas para estacionar. Repare ou substitua o suporte lateral. A mola retrátil está sem elasticidade. O suporte lateral não retorna normalmente. A motocicleta faz barulho durante o funcionamento e tem problemas para estacionar. Substitua a mola retrátil. Tampa esquerda A tampa esquerda foi batida e está danificada. A tampa esquerda está danificada. A aparência está prejudicada. Substitua ou repare a tampa esquerda. Tampa direita A tampa direita foi batida e está danificada. A tampa direita está danificada. A aparência está prejudicada. Substitua ou repare a tampa direita, Para-lama dianteiro O para-lama dianteiro foi batido ou vibra, O para-lama dianteiro está distorcido ou danificado. A motocicleta faz barulho durante o deslocamento. Substitua o para-lama dianteiro. Para-lama traseiro O para-lama traseiro foi batido ou vibra. O para-lama traseiro está distorcido ou danificado. A motocicleta faz barulho durante o deslocamento. Substitua o para-lama traseiro. Assento ------------- A tampa do assento está danificada. Falta conforto ao dirigir. Subtitua o assento. Pedal dianteiro ------------- O pedal dianteiro está distorcido ou danificado. A segurança ao dirigir está prejudicada. Substitua o pedal dianteiro. Pedal traseiro ------------- O pedal traseiro está distorcido ou danificado. Falta conforto ao dirigir, Substitua o pedal traseiro. Alavanca de partida ------------- A alavanca de partida está distorcida ou danificada. O desempenho de partida está prejudicado. Substitua a alavanca de partida. Espelho retrovisor O espelho retrovisor quebrou ou vibra. O espelho retrovisor está distorcido ou danificado. A segurança ao dirigir está prejudicada. Substitua o espelho retrovisor. Suporte traseiro O suporte traseiro está quebrado ou vibra. O suporte traseiro está distorcido ou a junta está partida. O carregamento de cargas está prejudicado. Solde ou substitua o suporte traseiro. MOTOCICLETA 4-34 Repare o chassi PARTE 8 – SISTEMA DE DIREÇÃO A direção da motocicleta é operada através do guidom. O guidom se conecta com o suporte superior da haste da direção e tem o tubo vertical da estrutura como centro. Ele controla a direção da roda dianteira curvando a barra de direção para fazer o amortecedor dianteiro girar. 1 Estrutura e principio de funcionamento do sistema da direção [1] Guidom O lado direito do guidom da motocicleta é o local da manopla de controle de aceleração, que controla a valvula do carburador. A alavanca direita é a alavanca do freio dianteiro e a alavanca localizada no guidom esquerdo é a alavanca da embreagem. Há também interruptores da direita e esquerda, espelho retrovisor e válvula do afogador instalados no guidom direito e esquerdo. [2] Conjunto da haste de direção O conjunto da haste de direção é uma parte importante do sistema de direção. O conjun- to consiste basicamente da haste de direção, suporte superior e inferior, rolamento e anel de rolamento. Normalmente, a haste de dire- ção é ligada ao suporte inferior (geralmente chamado de haste de direção como um todo) e instalada no tubo do chassi. O peso da mo- tocicleta e do motociclista é transferido para a roda dianteira através da haste de direção. Porém, a pressão exercida pelo contato entre a estrada e a roda é transferida para o corpo da motocicleta através da haste de direção. Portanto, a haste de direção não somente tem de suportar cargas pesadas de impacto, mas também, tem de garantir flexibilidade de movimentação durante o deslocamento. Imagem da estrutura do sistema de direção 2 Desmontagem e manutenção do sistema de direção Para que a motocicleta tenha um bom funcionamento, a manutenção do sistema de direção deve ser rea- lizada constantemente. Desmonte o veículo, pela primeira vez, após 1.500 km, e depois a cada 3000 km percorridos. Verifique a abrasão dos rolamentos internos e externos e esferas rotativas. Substitua-os se necessário. As esferas rotativas devem ser substituídas em conjunto. Não confunda as peças novas com as velhas. A manutenção da haste de direção deve se concentrar no rolamento. Se sempre falta lubrificação do rola- mento e a porca de ajuste está folgada, a folga do rolamento será excessiva fazendo com que o guidomvi- bre durante o deslocamento. Isso prejudica a estabilidade e segurança da motocicleta. Além disso, se o rolamento estiver danificado ou a porca de ajuste muito apertada, a resistência de manobra da haste de direção será muito grande travando o guidom que se torna difícil ou impossível de ser operado. Portanto, isso tudo inlui na segurança de direção. Apóie a motocicleta com o suporte principal e tire a roda dianteira do chão. Gire o garfo e o amortecedor dianteiro e verifiqye se o rolamento está folgado. Gire o guidom e verifique se o rolamento está flexível. Ajuste-o se o rolamento estiver muito folgado ou muito apertado. Primeiro, solte a porca travante da haste de direção, gire a porca de ajuste e verifique o aperto do rolamento. Aperte novamente a porca travante até que o rolamento esteja normal. [1] Vire o guidom para verificar a flexibilidade e estabilidade. Levante o guidom para verificar a folga de encaixe. NOTA Se a folga de encaixe for excessive, reajuste-o. Caso contrário, o conforto e estabilidade da mo- tocicleta serão prejudicados. 4-35 MOTOCICLETA Verifique o sistema da direção [2] Desmonte os interruptores de controle direito e esquerdo do sistema elétrico e remova os qua- tro parafusos de fixação (M8 X 35) no fixador do suporte superior, retirando o tubo da direção. Torque Parafuso de fixação no fixador do suporte superior: M8 X 35/20 a 25 N.m. [3] Remova a porca de cobertura (M21) da haste de direção. Torque Porca de cobertura da haste de direção: M21/40N.m a 45N.m [4] Remova os dois parafusos de fixação (M8 X 55) à direita e esquerda do amortecedor e os dois parafusos de fixação (M6 X 25) no conjunto de medição, removendo os medidores. Torque Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro: M8 X 55/20 a 25 N.m. Torque Parafuso de fixação dos medidores: M6X 25/10 a 15 N.m. [5] Remova o suporte superior e verifique se há deformações ou danos. Substitua-o se estiver deformado ou danificado. CUIDADO se a motocicleta desvia para um dos lados du- rante o deslocamento, isso indica que o suporte superior está deformado ou curvado, então ca- libre ou substitua o suporte superior, caso con- trário, o conforto, segurança e confiabilidade de direção serão prejudicados. MOTOCICLETA 4-36 Desmonte o tubo da direção Remova a porca do sistema da direção Remova o parafuso trava do amortecedor Remova o suporte superior [6] Remova a porca de ajuste da coluna de direção. NOTA Verifique a flexibilidade e estabilidade da has- te de direção após ter removido sua porca de ajuste. [7] Remova a porca de ajuste, haste de direção, esferas de aço superior e inferior, os anéis e rolamentos das esferas e limpe-os. [8] Limpe a graxa sobre os rolamentos das esferas de aço superior e inferior, então instale os anéis da base superior e inferior, as esferas de aço superior e inferior, haste de direção e porca de ajuste. CUIDADO Verifique a flexibilidade e estabilidade da haste de direção após a instalação. [9] Se a motocicleta desviar para um lado durante o deslocamento, isso indica que o suporte su- perior e a haste de direção estão deformadas, portanto, calibre ou realize as substituições ne- cessárias o mais rápido possível. CUIDADO Substitua o suporte superior e a haste de dire- ção caso estejam rachados ou quebrados. 4-37 MOTOCICLETA Verifique o sistema da direção Instale a porca de ajuste Remova a porca de ajuste Solte a porca de ajuste [10] Verifique se o ajuste da porca, haste de direção, esferas inferiores de aço, anéis e rolamentos das esferas estão gastos. CUIDADO Se a porca de ajuste, haste de direção, esferas de aço superior e inferior, anéis e rolamento es- tão muito gastos, substitua-os em conjunto. [11] Se a motocicleta desviar para um lado durante o deslocamento após ter sofrido impacto ou ter caído, isso indica que o tubo de direção foi de- formado, portanto, calibre ou substitua o tubo de direção o mais rápido possível. CUIDADO Se o tubo de direção estiver rachado ou quebra- do, substitua-o 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda Tabela Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Tubo da direção O tubo da direção está amassado ou danificado devido à queda. O chassi está curvado ou empenado. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. Calibre ou substitua o tubo de direção. O tubo de direção está amassado ou danificado devido à queda. O tubo da direção está rachado ou quebrado. A motocicleta não se desloca. Solde ou substitua o tubo de direção. Anel das esferas de aço Porca de ajuste muito apertada Folga de encaixe entre as esferas de aço e o seu anel está muito pequena. O guidom não está flexível. Ajuste a porca com uma chave fixa até a coluna de direção girar com flexibilidade e não haver desvio radial entre a coluna e o tubo de direção. O anel das esferas de aço está gasto, danificado, amassado ou rachado. ------------- O guidom não está flexível e vibra durante o deslocamento. Substitua as esferas de aço e seu anel conjuntamente. Esferas de aço A esferas de aço estão deformadas ou gastas. ------------- O guidom não está flexível e vibra durante o deslocamento. Substitua as esferas de aço em conjunto. Coluna de direção A coluna de direção está empenada ou deformada. A coluna da direção está empenada ou deformada. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento e o guidom não está flexível. Calibre ou substitua a coluna de direção. MOTOCICLETA 4-38 Verifique o anel base e as esferas da direção Verifique o tubo da direção PARTE 9 – CABO DE CONTROLE 1 Estrutura e princípio de funcionamento do cabo de controle O cabo de controle consiste basicamente de um cabo de aço, cabeça de cabo e capa do cabo de aço de plástico com mola de metal. O cabo de aço deve ser flexível para que não quebre com facilidade e possa suportar alta pressão. Ele, normalmente, é feito de finos fios de aço que garantem a resistência e a flexibilidade do cabo de aço. A cabeça do cabo é conectado com o cabo de aço através do método de liga de estanho, liga de zinco fundido e etc. A parte externa da capa do cabo de aço de plástico com mola de metal é de plástico e a parte interna é uma capa do cabo de aço de mola de fio de aço que é flexível e não altera o comprimento quando recebe pressão axial. Existe uma bucha de nylon entre a capa do cabo de aço de plástico com mola de aço e o cabo de aço que evita a fricção direta do cabo de aço e a capa do cabo de aço. Para manter o bom funcionamento do cabo de con- trole e prolongar a vida de serviço, realize a limpeza periódica e lubrifique-o quando necessário. Limpe, pela primeira vez, após os primeiros 1.500km per- corridos, e depois a cada 3.000 km. Leia a seguir dois métodos de lubrificação: Um é a lubrificação por imersão, e o outro é a lubrificação por salpico. Desenho da estrutura do cabo de controle 2 Desmontagem e manutenção do cabo de controle [1] Inspecione a flexibilidade do cabo de controle da embreagem. Limpe e lubrifique o cabo de controle da embreagem caso esteja resistente à operação ou não retorne adequadamente. NOTA Pingue algumas gotas de lubrificante na extre- midade da capa do cabo de aço plástica com mola de metal antes de instalar o cabo de con- trole da embreagem. [2] Verifique a flexibilidade do cabo de controle de aceleração e cabo de controle do afogador. Limpe e lubrifique ou substitua-os se estiverem oferecendo muita resistência na operação ou não estiverem retornando adequadamente. 4-39 MOTOCICLETA Substitua o cabo de controle da embreagem Limpe o acelerador e o cabo de controle do afogador [3] Substitua o cabo de controle do afogador, se estiver quebrado. NOTA Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex- tremidade da capa do cabo de aço plástica com mola de metal antes de instalar o novo cabo de controle do afogador. [4] Substitua o cabo de controle do acelerador, se estiver quebrado. NOTA Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na ex- tremidade da capa do cabo de aço plástica com mola de metal antes de instalar o novo cabo de controle do acelerador. [5] Se a reversão do hodômetro da motocicleta não for precisa, isso indica que o cabo do hodôme- tro não pode girar flexivelmente na bucha do cabo, portanto, limpe e lubrifique ou substitua o cabo do hodômetro. [6] Se o hodômetro da motocicleta parar de funcio- nar, o cabo do hodômetro deve estar quebrado, nesse caso, substitua-o. NOTA Pingue algumas gotas de óleo lubrificante na extremidade da capa do cabo de aço plástica com mola de metal antes de instalar o novo cabo do hodômetro. MOTOCICLETA 4-40 Substitua o cabo de controle do afogador Substitua o cabo de controle do acelerador Limpe o cabo do velocímetro Substitua o cabo do velocímetro [7] A lubrificação por imersão funciona da seguinte maneira: 1. Mergulhe todo o cabo dentro do querosene por 5 a 10 min. Puxe o cabo de aço para limpar a sujeira dentro da capa do cabo de aço. 2. Mergulhe todo o cabo na mistura de óleo composta de querosene e óleo lubrificante com a proporção de 1 para 1. Puxe o cabo de aço alternadamente fazendo a mistura de óleo fluir dentro da capa do cabo de aço. 3. Remova o cabo de controle e limpe a mistu- ra de óleo na parte externa do cabo. [8] A lubrificação por salpico funciona da seguinte maneira: 1. Envolva a extremidade da capa do cabo de aço plástica com mola de metal do cabo de controle com fita adesiva transparente como se fosse um tubo. 2. Levante a extremidade envolvida com a fita adesiva e puxe a cabeça de aço. 3. Injete óleo lubrificante na capa do cabo de aço com o recipiente de óleo até o óleo pin- gar pelo cabo de aço inferior. 3 As causas, descrições e métodos de reparo do Cabo de Controle Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Cabo de controle de aceleração O cabo de controle de aceleração não se move de forma flexível na bucha do cabo quando é puxado. A manopla de controle de aceleração está difícil de ser girada ou não retorna adequadamente. A marcha lenta da motocicleta está instável. Limpe e lubrifique ou substitua o cabo de aceleração. O cabo de controle de aceleração está quebrado. ------------- A motocicleta não dá a partida normalmente. Substitua o cabo de aceleração. Cabo de controle do afogador O cabo de controle do afogador não se move de forma flexível na bucha do cabo quando é puxado. A válvula do afogador está resistente à operação ou não retorna adequadamente. A motocicleta não dá a partida e funciona normalmente. Limpe e lubrifique ou substitua o cabo de controle do afogador. O cabo de controle do afogador está quebrado. ------------- A motocicleta não dá a partida normalmente. Substitua o cabo de controle do afogador. Cabo de controle da embreagem O cabo de controle da embreagem não se move de forma flexível na bucha do cabo quando é puxado. O cabo de controle da embreagem está resistente à operação ou não retorna adequadamente. A embreagem desliza e não desengata completamente. Limpe e lubrifique ou substitua o cabo de controle da embreagem. O cabo de controle da embreagem está quebrado. ------------- A embreagem não desengata completamente. Substitua o cabo de controle da embreagem. Cabo do hodômetro O cabo do hodômetro não gira flexívelmente na buch do cabo. O cabo do hodômetro gira com dificuldade ou não gira na bucha do cabo. A rotação do hodômetro da motocicleta não é precisa. Limpe e lubrifique ou substitua o cabo do hodômetro. O cabo do hodômetro está quebrado. ------------- O hodômetro da motocicleta para de funcionar. Substitua o cabo do hodômetro. 4-41 MOTOCICLETA Cabeça do cabo da direção Capa do cabo de aço de metal Lubrificação por gotejamento Imerja no lubrificante PARTE 10 – AMORTECEDORES O amortecedor dianteiro é o conector flexível entre a roda dianteira e o corpo do veículo. O amortecedor tra- seiro, principalmente, suporta a pressão axial da roda traseira. Ambos suportam o peso de todo o corpo do veículo. Durante o funcionamento da motocicleta, eles são responsáveis por reduzir os impactos e vibrações da motocicleta e do motociclista, diminuir a pressão dos componentes, prolongar a vida de serviço da motocicleta e melhorar o conforto, dirigibilidade e estabilidade para o motociclista. 1 A estrutura e princípio de funcionamento dos amortecedores traseiro e dianteiro [1] Amortecedor dianteiro O amortecedor dianteiro dessa motocicleta adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basi- camente da mola do amortecedor dianteiro, anel de vedação, tampa, anel do pistão, haste do amor- tecedor dianteiro, haste do pistão, mola guia, sede da mola da válvula, válvula e sede da válvula de sentido único, tubo do amortecedor dianteiro e sede da haste do pistão. Quando a roda dianteira da motocicleta recebe impacto e vibra, o tubo do amortecedor dianteiro é elevado, o óleo de amortecimento flui através da válvula de sentido único e dos pequenos orifícios da haste do pistão. A força de resistência é pequena nesse momento. Quando o tubo do amortecedor continua subindo, a folga entre a sede da válvula de sentido único e a superfície da haste do pistão em forma de cone se torna cada vez menor, assim, a resistência se torna maior o que evita a colisão do tubo do amortecedor dianteiro com o amortecedor dianteiro. Quando o tubo do amortecedor dian- teiro desce devido a força de retração da mola do amortecedor dianteiro, o óleo de amortecimento somente pode fluir dos pequeno orifícios da haste do pistão por causa do fechamento da válvula de sentido único, isso causa uma grande resistência reduzindo a oscilação da mola do amortecedor dianteiro. [2] Amortecedor traseiro O amortecedor traseiro dessa motocicleta Adota o sistema de mola hidráulica, que consiste basicamente do rolamento superior, cobertura de borracha, junta, mola do amortecedor traseiro, haste do amortecedor traseiro, pistão, rolamento infe- rior e amortecedor. 2 Desmontagem e manutenção do amortecedor dianteiro O amortecedor traseiro suporta basicamen- te a pressão axial da roda traseira. Quando a roda traseira recebe impacto decorrente das condições da estrada, o amortecedor traseiro se comprime e estende. O óleo hidráulico de amortecimento é forçado a fluir pelo orifício do amortecedor reduzindo efetivamente a vibração do amortecedor traseiro. [1] Realize a manutenção da motocicleta após 1.500km a 3.000km percorridos da seguinte maneira: 1. Verifique e aperte todos os componentes de fixação do amortecedor dianteiro. 2. Verifique se há vazamento de óleo e subs- titua os componentes com problemas se identificar vazamentos. 3. Verifique o curso efetivo e o desempenho de funcionamento do amortecedor diantei- ro. Pouca resistência indica falta de óleo de amortecimento, portanto, drene óleo do amortecedor dianteiro e reabasteça com óleo de amortecimento novo da marca in- dicada de acordo com a capacidade clas- sificada (159 + ou - 5ml). 4. Abasteça com óleo de amortecimento após os primeiros 1.000km percorridos. MOTOCICLETA 4-42 Verifique o amortecedor dianteiro Imagem da estrutura do amortecedor [2] Se o amortecedor dianteiro apresentar proble- mas, primeiramente, remova os parafusos de fixação (M8 X 40) no amortecedor dos suportes superior e inferior e haste da direção, em segui- da desmonte a roda e o para-lama dianteiros, retirando o amortecedor dianteiro. Torque Remova os parafusos de fixação do amortece- dor dianteiro: Parafuso de fixação do amortecedor dianteiro: M8 X 40/30 a 45 N.m. CUIDADO Se o amortecedor dianteiro emitir som estranho ou estiver gasto, desmonte e verifique-o. [3] Desmonte o amortecedor dianteiro da seguinte maneira: Desmonte o parafuso do dreno do óleo do am- ortecedor, bombeie a haste do amortecedor por várias vezes para drenar todo o óleo. CUIDADO Limpe todos os componentes do amortecedor ante de remontá-los. [4] Remova o retentor de óleo do amortecedor e verifique o desgaste das bordas. Se houver desgaste, realize a substituição. CUIDADO Tome cuidado para não danificar a superfície deslizante interna e externa do retentor de óleo e cordão de vedação ao desmontar e montá-los. 4-43 MOTOCICLETA Remova o retentor do óleo e anel-trava Drene o óleo de amortecimento Remova os parafusos do amortecedor dianteiro [5] Remova a tampa protetora de pó e o cordão de vedação e remova a haste do amortecedor do tubo do amortecedor. CUIDADO Verifique se a tampa protetora de pó está gasta, caso esteja, substitua-a. [6] Remova a haste do amortecedor e a mola retrátil. CUIDADO Verifique se a haste do amortecedor e a mola retrátil estão gastas, se estiverem, substitua-as. [7] Meça o diametro interno do tubo do amorte- cedor interno com um calibre. Se o diâme- tro interno exceder o valor limite de reparo de 31,10 mm, substitua o tubo do amortecedor. CUIDADO Se o tubo do amortecedor estiver danificada ou muito gasta, substitua-a. [8] Meça o comprimento livre da mola da embre- agem com um paquímetro. Se o comprimento livre da mola da embreagem exceder o valor limite, substitua-a. CUIDADO Instale a parte mais densa da mola do amortece- dor voltada para cima. MOTOCICLETA 4-44 Tubo do amortecedor Haste do amortecedor Remova a mola de retação Meça o diâmetro interno do tubo do amortecedor Meça a mola do amortecedor [9] Meça o diametro externo da haste do amorte- cedor com um micrometro. Se o diâmetro inter- no do tambor do freio traseiro exceder o valor limite de reparo de 30,90 mm, substitua a haste do amortecedor. CUIDADO Se a haste do amortecedor estiver danificada ou muito gasta, substitua-a. [10] Complete o óleo de amortecimento de acordo com a capacidade indicada 159 ± 5 ml após a instalação do amortecedor, caso contrário, a segurança e estabilidade da motocicleta serão afetadas. CUIDADO Limpe todos os componentes antes de instalar o amortecedor. 4-45 MOTOCICLETA Adicione óleo de amortecimento Meça a haste do amortecedor 3 Desmontagem e Manutenção do Amortecedor Traseiro [1] Coloque a motocicleta no chão e pressione para baixo com força o suporte traseiro por várias ve- zes. Verifique danos ou vazamento de óleo no amortecedor traseiro. CUIDADO Se houver vazamento substitua o amortecedor traseiro. [2] Verifique a mola do amortecedor traseiro es- querdo e direito, se a elasticidade for insuficien- te, substitua-a. CUIDADO Regule os amortecedores de acordo com a mes- ma escala. A escala padrão é a posição" III ". Se o amortecedor traseiro estiver muito suave, gire-o para direita. Se a mola estiver dura, gire para esquerda. [3] Se for preciso desmontar o amortecedor, pri- meiro, remova o parafuso de fixação (M10). Torque Porca de retenção do amortecedor traseiro: 28 a 32 N.m. [4] Remova a porca de retenção (M 10) do amor- tecedor traseiro e retire os amortecedores es- querdo e direito. CUIDADO Fixe o corpo da motocicleta para evitar queda de um lado ao remover os amortecedores es- querdo e direito. MOTOCICLETA 4-46 Remova a porca de retação Remova a porca de retração Verifique o amortecedor traseiro Ajuste o amortecedor traseiro [5] Verifique se a haste do pistão do amortecedor traseiro está deformada ou danificada. CUIDADO Substitua o amortecedor traseiro se a haste do pistão estiver deformada ou quebrada. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos amortecedores dianteiro e traseiro Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Amortecedor dianteiro A mola do amortecedor dianteiro apresenta pouca flexibilidade ou está partida. O amortecedor dianteiro está macio e emite ruído anormal. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua o amortecedor dianteiro ou sua mola. A haste do amortecedor dianteiro está empe- nada. As hastes dos amortecedores esquerdo e direito não estão no mesmo nível. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. Diminuição do conforto, estabili- dade e segurança. Corrija e substitua o amo- retecedor e a haste do amortecedor dianteiro. A superfície de trabalho do amortecedor está danificada. O retentor de óleo da haste do amorcecedor dianteiro apre- senta vazamento. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua o amortecedor dianteiro ou sua haste. O revestimento crimado do amortecedor dianteiro está gasto e a parte de metal aparece. O retentor de óleo da haste do amorcecedor dianteiro apre- senta vazamento. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. O conforto, estabilidade e segu- rança estão prejudicados. Substitua o amortecedor dianteiro ou sua haste. O tubo do amortecedor dianteiro está gasto ou quebrado. O amortecedor dianteiro apre- senta vazamento. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. O conforto, estabilidade e segu- rança estão comprometidos. Substitua o amortecedor dianteiro ou seu tubo. A haste do pistão está gasta ou danificada. O amortecedor dianteiro está mutio suave. +Diminuição do conforto, esta- bilidade e segurança do deslo- camento. Substitua o amortecedor dianteiro ou a haste do pistão. A haste do pistão está gasta ou danificada. O amortecedor dianteiro está mutio suave. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua o amortecedor dianteiro ou seu anel do pistão. A borda do retentor de óleo está gasta ou dani- ficada. O retentor apresenta de óleo apresenta vazamento. O amor- tecedor dianteiro está mutio suave. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua o retentor de óleo do amortecedor dianteiro. O óleo do amortecedor dianteiro está insuficien- te ou deteriorado. O amortecedor dianteiro está macio. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Adicione ou substitua o óleo do amortecedor dianteiro de acordo com o padrão especificado. Amortecedor traseiro A mola do amortecedor traseiro apresenta pou- ca flexibilidade ou está partida. O amortecedor traseiro está mutio suave. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. O conforto, estabilidade e segu- rança estão prejudicados. Verifique o amortecedor traseiro. O amortecedor traseiro apresenta vazamento de óleo. O amortecedor traseiro está mutio suave. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua o amortecedor traseiro. A haste do pistão do amortecedor traseiro está empenada ou par- tida. O amortecedor traseiro está distorcido. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. O conforto, estabilidade e segu- rança estão prejudicados. Substitua o amortecedor traseiro. A tampa de borracha de conexão superior e inferior está gasta ou envelhecida. O amortecedor traseiro está distorcido ou emite ruídos. Diminuição do conforto, estabi- lidade e segurança do desloca- mento. Substitua a tampa de borracha de conexão superior e inferior. 4-47 MOTOCICLETA Verifique o amortecedor traseiro PARTE 11 – GARFO TRASEIRO O garfo traseiro conecta-se com a roda traseira e os chassi, ele faz a roda traseira oscilar em limite especifica- do em torno do ponto fixo do chassi através do amortecedor traseiro reduzindo o impacto e vibração da roda traseira. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do garfo traseiro O garfo traseiro suporta cargas elevadas de impacto e vibrações que exigem muito do material e das jun- ções. Ele é produzido pelo método de articulações e consiste basicamente do garfo traseiro, guarda-pó e tampa do rolamento. Para manter o garfo traseiro girando para cima e para baixo em volta do corpo do veículo, há um eixo de rolamentos ou um rolamento insta- lado na conexão do garfo traseiro e do corpo do veículo. Quando o garfo traseiro gira, faz a roda traseira mais flexível e mais estável. Imagem da estrutura do garfo traseiro 2 Desmontagem e manutenção do garfo traseiro [1] Apoie o suporte principal e gire a roda traseira para esquerda e para direita. Verifique se o limi- te de giro do garfo traseiro está muito grande. NOTA Se a motocicleta desviar para um lado durante o deslocamento comprometendo o conforto, estabilidade e segurança da direção, remova o garfo traseiro e verifique-o. [2] Remova a porca do eixo traseiro e retire o eixo e a roda traseira. - Remova a porca de retenção (M14) do eixo do garfo traseiro e retire o eixo do garfo e o garfo traseiro. Torque Porca de retenção do eixo do garfo traseiro: M14/ 55 a 60 N.m. MOTOCICLETA 4-48 Verifique o garfo traseiro Remova a porca do eixo do grafo [3] Verifique se a bucha do eixo do garfo está gas- ta ou danificada e se o eixo traseiro apresenta deformação ou curvatura. - Se a bucha do eixo do garfo estiver excessi- vamente gasta ou danificada, substitua-a o mais rápido possível. Se o eixo do garfo es- tiver curvado ou deformado, realize o reparo ou substitua-o. CUIDADO Retire a bucha do eixo do garfo batendo cuida- dosamente com o martelo de borracha para evi- tar danos. Limpe a graxa sobre a bucha do eixo do garfo ao instalá-la. [4] Verifique se a parte de solda do garfo traseiro está partida e se o garfo traseiro está curvado ou deformado. CUIDADO Se o garfo traseiro estiver curvado ou danifica- do ou a parte soldada estiver solta, realize o re- paro, solde ou substitua o garfo traseiro. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do garfo traseiro Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Garfo traseiro A roda traseira foi batida. A roda traseira está empenada. A motocicleta desvia para um lado durante o deslocamento. O conforto, estabilidade e segurança estão prejudicados. Repare ou substitua o garfo traseiro. A motocicleta caiu e o garfo traseiro está quebrado. O garfo traseiro está quebrado. A motocicleta não se desloca normalmente. Solde ou substitua o garfo traseiro. O impacto e vibração da roda traseira é muito intenso. A junta do garfo traseiro está quebrada. Diminuição do conforto, estabilidade e segurança do deslocamento. Solde o garfo traseiro. A estrada é irregular e o impacto e vibração da roda traseira está muito intenso. O guarda-pó da tampa do rolamento do garfo traseiro está gasto. A vedação da tampa do rolamento do garfo traseiro não é boa. Substitua o guarda-pó da tampa do rolamento do garfo traseiro. 4-49 MOTOCICLETA Verifique o garfo traseiro Verifique a bucha e o eixo do garfo traseiro PARTE 12 – RODAS As rodas dianteira e traseira formam o componente de deslocamento da motocicleta. Elas suportam o peso de toda a motocicleta e garantem força de aderência produzida pela roda e o solo para evitar que a motocicleta deslize. As rodas podem reduzir e absorver o impacto e vibração causados pela estrada. A roda dianteira contri- bui como peça operacional, decidindo a direção de deslocamento da motocicleta. A roda traseira conduz a mo- tocicleta ao funcionamento pela transmissão da potência do motor. As rodas consistem principalmente de pneu, protetor da câmara de ar, roda de liga de alumínio, cubo da roda, rolamento, bucha, retentor de óleo e eixo. 1 Estrutura e princípio de funcionamento das rodas [1] Pneu O pneu da motocicleta é um componente importante do sistema de deslocamento. Sua função é en- trar em contato direto com o solo, suportar o peso de toda a motocicleta, reduzir impactos e vibrações durante o deslocamento através de sua elasticidade, garantir um deslocamento equilibrado e evitar derrapagens. O pneu consiste de carcaça, câmara de ar e protetor do pneu. Carcaça do pneu A carcaça do pneu é composta de banda de rodagem, corpo, freio e banda do pneu. A carcaça do pneu entra diretamente em contato com o solo. Existem diferentes tipos de sulcos nas superfícies dos pneus, que ajudam a motocicleta a evitar derrapagens em diferentes tipos de solo. A carcaça do pneu possui uma certa rigidez, mas para dispersar o calor, é melhor que não seja muito grossa. A banda do pneu é envolta pela lona de nylon e a cinta de aço, ele faz com que o pneu fique fixo no aro. Se a circunferência da banda do pneu for muito pequena a desmontagem da carcaça do pneu será mais difícil e se for muito grande a carcaça do pneu pode sair. A lona do pneu é a estrutura da carcaça. No entanto, as lonas da carcaça do pneu cruzam com a seção do pneu formando um ângu- lo perpendicularmente ao plano de rodagem. Os fios da carcaça do pneu radial são orientados em direção ao centro do pneu. O pneu radial apresenta boas características de redução de consumo de potência e combustível prolongando a vida de serviço. Câmara e protetor da câmara do pneu O protetor da câmara do pneu é feito de borracha em formato circular. Nesse prote- tor é fixada a válvula que serve para regu- lar a pressão da câmara do pneu. A principal função da câmara do pneu é a vedação. A pressão dessa câmara é o principal fator de desgaste da roda e do pneu. O protetor da câmara do pneu é um cinturão de borracha arredondado, que separa a câmara e o aro, protege a vedação da câmara e previne per- furações causadas por objetos pontiagudos. [2] Aro O aro é a estrutura que suporta e fixa o pneu. O aro dessa motocicleta é do tipo de zinco fundido, que une o aro e o cubo em uma peça só através do método de fundição de zinco e usinagem. Esse tipo de aro possui alta rigidez, fabricação simples, instalação conveniente, porém baixa elasticidade, além de não ser ajustável. Se o aro estiver distor- cido ou danificado, o aro completo deve ser substituído. [3] Cubo da roda O cubo da roda da motocicleta é dividido em cubo dianteiro e cubo traseiro. A estrutura do cubo dianteiro e do cubo traseiro é similar. A roda traseira é de tração, por isso há um dispositivo de transmissão de potência insta- lado no cubo traseiro. O rolamento, junta do rolamento, retentor de óleo e eixo estão ins- talados nos cubos dianteiro e traseiro o que beneficia a operação do cubo da roda. Imagem da estrutura da roda dianteira Imagem da estrutura da roda traseira MOTOCICLETA 4-50 [1] Se a roda dianteira da motocicleta estiver em- penada devido a impacto ou colisão, o que pro- voca o desvio da motocicleta para um lado du- rante o deslocamento ou a vibração do guidão, substitua a roda de liga de alumínio. CUIDADO A roda dianteira é feita de liga de alumínio, por isso, substitua a roda dianteira caso ela seja de- formada por colisão. [2] Aperte o corpo da motocicleta antes de des- montar a roda dianteira. Então, levante a roda dianteira do solo e desmonte a mola de reten- ção (M14) do eixo dianteiro, removendo o eixo e a roda dianteira. Torque Porca de retenção do eixo dianteiro: M14/ 55 a 60 N.m. [3] Retire o velocímetro, engrenagem do velocíme- tro, retentor de óleo e o cordão de vedação. CUIDADO Verifique se a borda do retentor de óleo do ve- locímetro está gasta ou danificada. Substitua o retentor de óleo caso apresente danos ou des- gaste. [4] Remova bucha do eixo dianteiro e verifique se está gasto. Caso esteja, substitua-o. 2 Desmontagem e manutenção das rodas 4-51 MOTOCICLETA Verifique a roda dianteira Desmonte a roda dianteira Remova a engrenagem do velocímetro Remova a bucha [5] Retire o retentor de óleo do eixo dianteiro e veri- fique se as bordas estão gastas. Caso estejam, substitua o retentor de óleo. [6] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra- ção e gire-a com a mão em alta velocidade. Ve- rifique se o eixo dianteiro está gasto e a folga adequada. CUIDADO Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a folga for excessiva. [7] Dê leves batidas no rolamento da roda diantei- ra com o extrator do rolamento e substitua-o se houver danos ou desgaste excessivo. CUIDADO Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a superfície do retentor de óleo para fora ao insta- lar o rolamento da roda dianteira. [8] Coloque a roda dianteira no suporte de calibra- ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda dianteira com a mão e meça o valor da instabili- dade com o medidor duplo. Valor limite de reparo: radial 2,0 mm axial 2,0 mm CUIDADO Se a instabilidade da roda dianteira exceder o valor limite de reparo de 2,00 mm acima, calibre ou substitua a liga da roda dianteira. MOTOCICLETA 4-52 Remova o retentor de óleo Verifique a bucha da roda dianteira Remova a bucha da roda dianteira Meça a calibração da roda dianteira [9] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O valor limite de reparo do sulco da carcaça é 2,00mm. CUIDADO Substitua o pneu dianteiro se o sulco exceder o valor limite de reparo de 2, 00mm. [10] Se a pressão do pneu dianteiro se tornar insufi- ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi- que se há vazamento de ar na base da válvula da câmara do pneu e em seguida verifique se há vazamentos de ar da câmara. CUIDADO Se a câmara ou a válvula do pneu apresentar va- zamento de ar, realize o reparo ou substitua-os. [11] Verifique se o velocímetro, engrenagem do ve- locímetro e cordão de vedação estão gastos. Substitua-os em caso de desgaste excessivo. CUIDADO Limpe a graxa sobre a engrenagem do velocí- metro ao instalá-la. [12] Coloque o eixo dianteiro no suporte "V" e meça a instabilidade do eixo dianteiro com um relógio comparador. O valor da instabilidade real é a metade da leitura e o valor limite de reparo é 0,2mm. CUIDADO Calibre ou substitua o eixo dianteiro se o valor de instabilidade exceder o valor limite de reparo de 0,2mm. 4-53 MOTOCICLETA Verifique a câmara do pneu Verifique a engrenagem do velocímetro Meça o eixo dianteiro [13] Se a roda traseira da motocicleta estiver empe- nada devido à impacto ou colisão, o que pro- voca o desvio da motocicleta para um lado du- rante o deslocamento ou a vibração do guidão, substitua a roda de liga de alumínio. CUIDADO A roda traseira da motocicleta é feita de liga de alumínio, por isso, substitua a roda traseira caso ela seja deformada por colisão. [14] Eleve o suporte principal para levantar a roda traseira do solo e desmontar a mola de reten- ção (M14) do eixo dianteiro e a porca de ajuste do freio traseiro, retirando a roda traseira. - Coloque a roda traseira no suporte de cali- bração e gire-a com a mão em alta velocida- de. Verifique se o eixo traseiro está gasto e a folga adequada. Torque Porca de retenção do eixo traseiro: M14/ 55 a 60 N.m. CUIDADO Substitua o eixo se estiver fazendo barulho ou a folga for excessiva. [15] Dê leves batidas no rolamento da roda trasei- ra com o extrator do rolamento e substitua-o se houver danos ou desgaste excessivo. CUIDADO Limpe a graxa sobre o rolamento e coloque a superfície do retentor de óleo voltado para fora ao instalar o rolamento da roda traseira. [8] Coloque a roda traseira no suporte de calibra- ção e verifique se há instabilidade. Gire a roda traseira com a mão e meça o valor da instabili- dade com o medidor duplo. Valor limite de reparo: radial 2,00 mm axial 2,00 mm CUIDADO Se a instabilidade da roda traseira exceder o va- lor limite de reparo de 2,00 mm, calibre ou subs- titua a roda de liga traseira. MOTOCICLETA 4-54 Verifique a bucha da roda traseira Remova a bucha da roda traseira Meça a calibração da roda traseira Remova o eixo traseiro [17] Verifique o desgaste da carcaça do pneu. O valor limite de reparo do sulco da carcaça é 2,00 mm. Se a pressão do pneu traseiro se tornar insufi- ciente durante o deslocamento, primeiro, verifi- que se há vazamento de ar na base da válvula da câmara do pneu e em seguida verifique se há vazamentos de ar da câmara. CUIDADO Substitua o pneu traseiro se o sulco exce- der o valor limite de reparo de 2,00 mm.. Se a câmara do pneu ou a válvula apre- sentar vazamento de ar, repare ou subs- titua-a. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas da roda Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Roda dianteira A roda dianteira está distorcida. A roda dianteira está distorcida. A moto desvia para um lado e o guidão vibra durante o deslocamento. Substitua a roda dianteira. O orifício do cubo da roda está gasto. O encaixe do orifício do rolamento do cubo da roda e o rolamento apresentam folga. A moto desvia para um lado e o guidão vibra durante o deslocamento. O rolamento está gasto ou danificado. A folga axial e radial do rolamento externo e interno está excessiva ou sua rotação não é flexível. A moto desvia para um lado e o guidão vibra durante o deslocamento. Substitua o eixo. Pneu dianteiro O pneu está excessivamente gasto. ------------- A derrapagem é frequente durante o deslocamento e a resistência de deslizamento lateral é baixa. Substitua o pneu. Caixa de engrenagem do hodômetro A engrenagem está danificada. ------------- O ponteiro do hodômetro não se move. Substitua a caixa de engrenagem do hodômetro. O anel de transmissão da engrenagem está danificado. ------------- O ponteiro do hodômetro não se move. Substitua a caixa de engrenagem do hodômetro. Roda traseira A roda traseira está distorcida. A roda traseira está distorcida. A moto desvia para um lado e o guidão vibra durante o deslocamento. Substitua o rolamento. A roda traseira está danificada. ------------- O orifício do rolamento da roda está gasto. O encaixe do orifício do rolamento do cubo da roda e o rolamento apresentam folga. O rolamento está excessivamente gasto ou danificado. A folga axial e radial do rolamento interno e externo está muito grande ou sua rotação não está flexível. Pneu traseiro O pneu traseiro está excessivamente gasto. ------------- A derrapagem é frequente durante o deslocamento e a resistência de deslizamento lateral é baixa. Substitua o pneu. 4-55 MOTOCICLETA Verifique a câmara e o revestimento do pneu PARTE 13 – FREIOS A motocicleta muitas vezes precisa desacelerar e parar durante o deslocamento, então os freios são utilizados para causar resistência à roda e alcançar esse objetvo. Para motocicletas comuns, o freio dianteiro é operado com a mão direita e o freio traseiro operado com o pé direito. No entanto, algumas motocicletas com freio auto- mático, como em motos pequenas ou scooters, o freio traseiro pode ser operado com a mão esquerda. O freio da motocicleta consiste de tambor de freio e disco de freio. 1 Estrutura e princípio de funcionamento do freio 2 Desmontagem e manutenção do freio [1] Freio a disco O disco de freio pode ser mecânico e hidráulico. Atualmente, freios hidráulicos são mais comuns em motocicletas. O freio hidráulico normalmen- te consiste de manete de freio ( pedal de freio), reservatório principal de óleo ( o reservatório do óleo de reserva e reservatório principal são nor- malmente integrados) pinça de freio, disco de freio e tubo de óleo do freio. Ao operar o freio, a manete do freio pressiona o reservatório prin- cipal de óleo, que aumenta a pressão no siste- ma de pressão hidráulica, direciona o embolo pricipal na pinça de freio e aperta as peças de fricção no disco de freio. Assim, o disco de freio fixo na roda consegue poder de freiar. As carac- terísticas do disco de freio são funcionamento suave, limpeza automática e difícil de perder o controle. [2] Freio a tambor O freio de tambor consiste principalmente de tambor de freio, sapatas de freio, ressalto do freio, braço de freio, eixo de suporte, mola de retorno e capa do tambor do freio. O tambor do freio é feito de aço. Ele é fixado no cubo da roda com p método de fundição de metal duplo e fun- ciona junto da roda. A capa do tambor do freio é fixa no tubo inferior do freio dianteiro ou no suporte do garfo plano da roda traseira. Ela não se move. Há sapatas de freio, ressalto do freio e braço do freio instalados na capa do tambor de freio. Ao operar o freio, o cabo de aço do freio ou cabo do freio tem a função de parar o braço para deixar o ressalto do freio se mover e fazer as sapatas do freio se expandirem. A superfí- cie do orifício interno do tambor do freio produz uma resistência de fricção que faz o tambor do freio (roda) possibilitar a capacidade de freio para desacelerar ou parar a motocicleta. Imagem da estrutura do freio a disco [1] Pressione a alavanca do freio dianteiro com a mão direita e verifique seu desempenho. A folga padrão do freio dianteiro deve ser de 10mm a 20mm. CUIDADO Se a folga da alavanca do freio dianteiro não estiver dentro do valor padrão de 10 a 20 mm, reajuste o freio dianteiro. Imagem da estrutura do freio a tambor MOTOCICLETA 4-56 Verifique o curso livre do freio de mão [2] Verifique o nível do fluido de freio pelo pórtico de visualização e complete, de acordo com a necessidade, com fluido de freio da mesma marca (D0T3 ou D0T4). Quando o fluido de freio alcança a marca de nível superior, elimine o ar da passagem de óleo de freio. CUIDADO Verifique e certifique-se de que o fluido de freio é de boa qualidade ao abastecê-lo. [3] Durante a utilização do freio a disco hidráulico ou do sistema de freios com o nível do fluido do reservatório de óleo muito baixo, o ar pode fluir dentro do tubo hidráulico tornando a ala- vanca do freio macia e a capacidade de freio insuficiente. Por isso, a saída de ar do sistema hidráulico é muito importante. ADVERTÊNCIA A sangria do ar do sistema hidráulico deve ser feita apenas por revendedor ou assistên- cia técnica autorizado KASINSKI. [4] Verifique se há vazamento ou danos no tubo de óleo, junta do tubo de óleo, parafusos de mon- tagem e interruptor da luz de freio. CUIDADO Repare ou substitua os componentes acima se algum dano o vazamento de óleo for encontra- do. [5] Verifique se o disco de freio dianteiro está sujo, com areia ou óleo e limpe-o. CUIDADO Mantenha o disco de freio limpo, a sujeira pode prejudicar a eficiência do freio. 4-57 MOTOCICLETA Verifique o fluido do freio Verifique o sistema de freios Verifique a man- gueira de óleo Limpe o disco de freio dianteiro [6] Elimine o ar do freio a disco hidráulico da se- guinte maneira: [A] Conecte uma mangueira de plástico trans- parente na válvula de drenagem do óleo na pinça do freio. Aperte a mangueira para evitar o derramamento do líquido. Colo- que um recipiente na outra extremidade da mangueira de plástico para receber o fluido do freio eliminado. [B] Pressione a alavanca do freio lentamente por várias vezes. Então pressione comple- tamente a alavanca do freio e solte o para- fuso de sangria do fuido de freio e bolhas de ar ao mesmo tempo. ADVERTÊNCIA O fluido de freio se derramado pode da- nificar os visores dos instrumentos, as superfícies pintadas e componentes de borracha, por isso, limpe imediatamente qualquer respingo de fluido de freio. O fluido de freio é altamente corrosivo, por isso, em caso de contato com a mo- tocicleta ou com a pele, enxágue a área atingida com água em abundância. [C] Aperte o parafuso de sangria após parte da eliminação do fluido de freio e das bo- lhas de ar e antes da alavanca alcançar sua posição limite. [D] Repita os passos [B] a [C] até que todas as bolhas de ar tenham desaparecido do fluido de freio eliminado, CUIDADO Para manter a limpeza do fluido de freio, não permita a entrada de sujeira ou água dentro do sistema de freio hidráulico. O fluido de freio descartado não deve ser reutilizado. Não mistu- re diferentes marcas de fluido de freio. [7] Remova os dois parafusos de fixação (M10 X 35) da pinça do freio dianteiro e retire-a. Torque Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro: M10 X 35/25 a 28 N.m. [8] Remova os dois parafusos de fixação M10 X 35 da alavanca do freio dianteiro e remova-a. Torque Parafuso de fixação da pinça do freio dianteiro: M6 X 16/10 a 15 N.m. MOTOCICLETA 4-58 Válvula de drenagem de óleo Remova o freio de mão dianteiro Desmonte a pinça do freio dianteiro Pressione o freio de mão [9] Desmonte as pastilhas do freio a disco e verifi- que suas condições de desgaste. O valor limite de reparo é 2,0 mm. - Verifique as condições de funcionamento do pistão da pinça do freio. Se o funcionamen- to não for adequado, repare ou substitua o freio hidráulico. CUIDADO Se as pastilhas excederem o valor limite de re- paro de 2,Omm, substitua-o. [10] Desmonte a roda dianteira e os quatro para- fusos de fixação (M8 X 20) do disco do freio, removendo o disco do freio dianteiro. Torque Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro M8 X 20/25 a 28 N.m. ADVERTÊNCIA Limpe a cola BOND sobre o parafuso antes de instalar o disco de freio para evitar folgas. [10] Meça a espessura do disco do freio dianteiro com um micrômetro. O valor limite de reparo é 2,0 mm. CUIDADO Se a espessura do disco de freio exceder o va- lor limite de reparo igual a 2,0 mm, substitua o disco de freio. [10] Meça o desvio do disco do freio dianteiro. O valor limite de reparo é 0,3 mm. CUIDADO Se o desvio do disco do freio exceder o valor li- mite de reparo igual a 0,3 mm, substitua o disco do freio. 4-59 MOTOCICLETA Verifique a pastilha de freio Remova o parafuso trava Meça a espessura do disco de freio Meça o desvio do disco de freio [11] Verifique o desempenho do freio traseiro pisan- do no pedal do freio traseiro. A folga livre do pe- dal do freio traseiro deve ser de 20 a 30 mm. CUIDADO Se a folga do pedal do freio traseiro não estiver dentro do valor padrão de 20 a 30 mm, reajuste o freio traseiro. [12] Levante a roda traseira da motocicleta com o suporte principal e ajuste a folga do pedal do freio traseiro. [A] Aperte o parafuso de ajuste do freio trasei- ro e ajuste a folga do pedal do freio trasei- ro entre 20 a 30 mm. [13] Se a folga do pedal do freio traseiro for muito excessiva para ser ajustada, verifique se a fixa- ção manual do braço do freio traseiro ultrapas- sa a marca de escala na tampa do tambor do freio traseiro. CUIDADO Se a fixação manual do braço do freio excedeu a marca de escala na tampa do tambor do freio traseiro, isso indica que a sapata do freio trasei- ro está excessivamente gasta, portanto, subs- titua a sapata do freio traseiro o mais rápido possível. [14] Remova a porca do eixo traseiro; Remova o parafuso de ajuste da alavanca do freio traseiro; Remova a alavanca do freio traseiro; Remova o parafuso de fixação (M8 X 25) do su- porte do freio traseiro; Retire a roda traseira. Torque Parafuso de fixação do disco do freio dianteiro: M8 X 25/20 a 25 N.m. MOTOCICLETA 4-60 Verifique o curso livre Ajuste o curso livre Verifique a marca da escala do freio traseiro Remova o parafuso do soquete do frei [15] Retire o disco do freio traseiro e verifique se há lama, mancha de óleo, resíduos e etc. Limpe o disco de freio traseiro, caso contrário, o des- gaste da pastilha de freio será acelerado e o desempenho do freio será prejudicado. Verifi- que o freio da mola de retorno do freio traseiro. CUIDADO Se a mola de retorno do freio traseiro estiver quebrada, substitua-a. [16] Verifique o desgaste do tambor do freio trasei- ro. Meça o diâmetro interno do tambor do freio traseiro com um paquímetro.O valor limite de reparo é 131,0 mm. CUIDADO Se o diâmetro interno do tambor do freio trasei- ro exceder o valor limite de reparo de 131,mm, substitua a liga da roda traseira. [17] Meça a espessura da pastilha do freio traseiro com um micrômetro. O valor limite de reparo é 2,0 mm. CUIDADO Se a espessura da pastilha de freio exceder o valor limite de reparo igual a 2,0 mm substitua a pastilha de freio. [18] Verifique a flexibilidade do braço oscilante do freio traseiro. Caso o braço oscilante não esteja flexível ou apresente interferência, desmonte e limpe o braço do freio traseiro. CUIDADO Limpe a graxa sobre o comando e tenha cuida- do para não sujar a pastilha do freio; caso con- trário, a eficiência do freio da motocicleta será prejudicada. 4-61 MOTOCICLETA Remova o freio traseiro Meça o diâmetro interno do tambor do freio Meça a espessura da lona do freio Verifique a sapata do freio 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do freio dianteiro e traseiro Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Bomba principal do freio dianteiro O fluido de freio é insuficiente. O fluido de freio é insuficiente. O freio dianteiro está fora de controle. Adicione fluido de freio DOT3 ou D0T4 até a escala superior e descarregue o ar da passagem de ar do sistema de freio. O fluido de freio está deterirado ou visivelmente sujo. ------------- ------------- Substitua o fluido de freio. A superfície da parede do cilindro está danificada. Vazamento de fluído do cilindro de óleo ------------- Substitua o conjunto da bomba principal do freio dianteiro. O cilindro de óleo está quebrado ou com vazamento. ------------- ------------- Substitua o conjunto do pistão da bomba principal. A superfície do pistão da bomba principal está danificada ------------- ------------- ------------- A borracha do pistão do freio da bomba principal está danificado, rachado ou envelhecido. ------------- ------------- ------------- Conjunto da pinça do freio dianteiro Ar flui para dentro do tubo de óleo do breio. ---------------------- O freio dianteiro está fora de controle. Elimine o ar da passagem de óleo do sistema de freio O tubo do óleo de freio dianteiro está envelhecido, rachado ou danificado. Vazamento de fluído do buro de óleo do freio ------------- Substitua o óleo freio dianteiro O tubo de óleo do freio dianteiro está bloqueado. O tubo de óleo do freio está bloqueado ------------- Limpe ou substitua o tubo de óleo do freio. A superfície do cilindro de óleo da pinça do freio dianteiro está danificada. ------------- ------------- Substitua o conjunto da pinça do freio dianteiro. A parede interna do cilindro de óleo da pinça do freio dianteiro está gasta. ------------- ------------- ------------- A pinça do freio dianteiro está rachada. Vazamento de fluído da pinça do freio dianteiro ------------- ------------- O anel de vedação está rachado ou envelhecido. Vazamento de fluído da junta ------------- ------------- As pastilhas de fricção do freio estão gastos.(As pastilhas de fricção atingiram o valor limite de abrasão). ------------- ------------- Substitua as pastilhas de fricção do freio em conjunto. A superfície do pistão da pinça do freio está danificada ou gasta. ------------- O freio dianteiro emite ruído anormal ou está fora de controle. Substitua o pistão da pinça do freio. O pino-guia da pinça do freio está emperrado. ------------- O freio dianteiro está fora de controle ou os discos de fricção do freio não retrocedem. Limpe e lubrifique o pino-guia. Disco do freio dianteiro O disco do freio dianteiro está gasto. ------------- O freio dianteiro está fora de controle. Substitua o disco do freio dianteiro. O disco do freio dianteiro distorcido. ------------- O freio dianteiro emite som anormal ou está fora de controle. ------------- Lona ou sapata do freio traseiro Lona ou sapata de fricção estão gastos. ------------- O freio está fora de controle ou as pastilhas de freio não retrocedem. Substiua as lonas ou sapatas de freio em conjunto. A extremidade da lona ou sapata de freio está gasta e rasgada. ------------- O freio dianteiro emite som anormal ou está fora de controle. ------------- A área de contato da sapata do freio com o tambor do freio é muito pequena. ------------- O freio dianteiro está fora de controle. Repare ou substitua o cubo traseiro e lonas de freio A elasticidade da mola da sapata do freio não é suficiente ou está quebrada . ------------- As sapatas do freio não retrocedem. Substitua a mola de retorno. Ressalto da sapata do freio As peças móveis estão oxidadas ou contém resíduos. A rotação do ressalto do freio não é flexível. O freio está fora de controle ou não retrocede. Limpe e lubrifique o ressalto do freio. A superfície circular do ressalto do freio está gasta. ------------- O freio dianteiro está fora de controle. Substitua o ressalto do freio. MOTOCICLETA 4-62 PARTE 14 – MEDIDORES Os medidores são utilizados para indicar as condições de funcionamento da motocicleta. 1 Estrutura e principio de funcionamento dos medidores [1] Hodômetro O hodômetro serve para indicar a velocidade de deslocamento e a quilometragem total da motocicleta. Ele acionado pela roda dianteira. O movimento da roda dianteira é enviada para o hodômetro através do sistema de transmissão e do cabo do hodômetro que faz o cilindro magnético girar. O disco giratório corta a corrente magnética fazendo com que a corrente em redemoinho e o campo magnético cooperem com o campo magnético do cilindro magnético, fazendo o disco giratório alcançar um determinado torque, superar a resistência e fazer o ponteiro girar. Quanto mais rápida é a velocidade, mais intenso é o campo magnético do disco giratório. O torque é maior, assim o ângulo do ponteiro aumenta e pode alcançar a marca mais alta no painel. Enquanto isso, o eixo principal giratório move o contador através do disco e alavanca da turbina. Assim, a quilometragem total da motocicleta é indicada pelo contador. Realize a manutenção do hodômetro anualmente. Acrescente óleo lubrificante de acordo com a necessi- dade dos componentes. [2] Tacômetro O tacômetro serve para medir a reversão do motor pela indução de corrente. As informações induzidas serão inseridas e mostradas no tacômetro. [3] Medidor de combustível O medidor de combustível serve para indicar o volume de combustível no tanque através de corrente elétrica induzida, seu princípio de funcionamento é similar ao do tacômetro. O volume de combustível é indicado no medidor de combustível de F a E. Se o mostrador do medidor de combustível estiver mostrando E, adicio- ne combustível o mais rápido possível. 2 Desmontagem e manutenção dos medidores Imagem da estrutura dos medidores [1] Se o tacômetro e o velocímetro apresentarem falhas, desmonte e verifique-os. Remova os dois parafusos de fixação (M6 X 25) dos medi- dores. Retire os medidores. Torque Parafuso dos medidores: M6 X 25/10 a 15 N.m. [2] Desmonte a carcaça do medidor, verifique se o circuito de conexão do disco giratório, pon- teiro, cabo principal do medidor e contador do hodômetro apresentam circuito aberto ou curto- circuito com o hodômetro. CUIDADO Se houver circuito aberto ou curto-circuito, repare ou substitua os circuitos citados ante- riormente. 4-63 MOTOCICLETA Remova o parafuso trava dos medidores Meça o odômetro [3] Desmonte o tacômetro e verifique se o circuito de conexão do núcleo do tacômetro apresenta circuito aberto ou curto-circuito com o ohmíme- tro. CUIDADO Se o circuito de indução do núcleo do tacômetro possuir circuito aberto ou curto-circuito, repare ou substitua-o. [4] Retire o indicador de nível do combustível após a remoção do seu parafuso de fixação (M6 X 8) e os dois parafusos (M6 X 20). Torque Parafuso de fixação do medidor de combustível: M6 X 8/M6 X 20/8 a 12/10 a 15 N.m. [5] Desmonte o medidor de combustível e verifique se há circuito aberto ou curto-circuito no circuito de conexão com o ohmímetro. CUIDADO Se o circuito de conexão do medidor de com- bustível apresentar circuito aberto ou curto-cir- cuito, repare ou substitua-o. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos medidores Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Odômetro O ponteiro do odômetro não funciona. O cabo do odômetro está quebrado. O odômetro não funciona. Substitua o cabo do odômetro. O ponteiro do odômetro não funciona. O núcleo do odômetro está danificado. O odômetro não funciona. Subsititua o odômetro. Tacômetro O ponteiro do tacômetro não funciona. O tacômetro está danificado. O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro. O ponteiro do tacômetro não funciona. O circuito de indução apresenta curto-circuito ou circuito aberto. O tacômetro não funciona. Substitua o tacômetro. Medidor de combustível O ponteiro do medidor de combustível não funciona O medidor de combustível está danificado. O medidor de combustível não funciona. Substitua o medidor de combustível. O ponteiro do medidor de combustível não funciona O circuito de indução apresenta curto-circuito ou circuito aberto. O medidor de combustível não funciona. Substitua o medidor de combustível. MOTOCICLETA 4-64 Desmonte o medidor de combustível Meça o medidor de combustível SISTEMA ELÉTRICO ÍNDICE 5 PARTE 1 – CONHECIMENTOS BÁSICOS ...................................................5-1 PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ...................................................5-3 PARTE 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA ................................................5-7 PARTE 4 – CONTROLES ............................................................................5-12 PARTE 1 – CONHECIMENTOS BÁSICOS Para entender melhor a estrutura e principio de funcionamento do sistema elétrico da motocicleta, você deve primeiramente ter um conhecimento geral básico sobre elétrica. 1 Eletricidade, corrente elétrica, tensão e resistência O componente básico de toda substancia é o átomo. Existe um núcleo eletro positivo e um elétron eletro negativo dentro do átomo. A quantidade de núcleo é igual à de elétron, fazendo a eletricidade positiva neutralizar a negativa, tornando o átomo neutro. Se a substancia é influenciada por fricção ou um campo magnético, este equilíbrio é quebrado. Então o elétron aumenta ou diminui de acordo com a movimenta- ção. Nesse momento, a substancia possui uma carga elétrica porque o átomo não está neutro. A carga elétrica da substância possui relação com o aumento e diminuição do átomo. Quando o átomo aumenta, a substância será eletro negativa. Quando o átomo diminui, a substância possuirá eletricidade positiva. A carga elétrica se move regularmente em condutor para uma determinada direção, chamada de corrente elétrica. A quantidade de carga elétrica por segundo é usada para medir a força da corrente elétrica. Em elétrica, utilizamos um I para representar a corrente elétrica. Sua unidade de força é o Amp(A). Normal- mente, a direção determinada da corrente elétrica vai do ânodo da bateria para o catodo. Há uma interação de força entre a carga elétrica. Para fazer a carga elétrica mover-se, tal força deve ser superada. Ao mover a carga positiva, o trabalho de conquistar a força entre a carga elétrica é chamado potencial. O potencial diferencial entre dois pontos é chamado tensão. Usamos U para representá-lo e V para sua unidade. Quando a corrente elétrica flui em uma substância, a substância produz um resistência chamada de resistência elétrica. Usamos R para representá-la e sua unidade é . Substancias diferentes possuem re- sistências diferentes. Por exemplo, a resistência do cobre, ferro, aluminio é pequena, e são chamados de condutor. No entanto a resistência da madeira, porcelana, plástico é grande, e são chamados de dielétri- cos. 2 Lei de Ohm A lei de Ohm’ s indica a relação entre tensão, resistência e corrente elétrica. Em outras palavras, Corrente elétrica (l) e tensão (U) tem proporção direta e corrente elétrica (l) e resistência (R) tem proporção inversa. Sua fórmula é l = U/R: Também, U=IR, R = U/I. 3 Aparelhos elétricos, corrente direta (DC), corrente alternada (AC) e fonte elétrica Os aparelhos elétricos são, geralmente, chamados de carga são equipamentos que consomem energia elétrica e a transferem para outro tipo de energia. O dispositivo que oferece energia para os aparelhos elétricos são chamados de fonte elétrica ou forneci- mento de energia. Existem dois tipos de corrente elétrica que a fonte elétrica oferece para o equipamento elétrico: O tipo que a intensidade e direção não mudam de acordo com a mudança de tempo é chamado corrente contínua (DC). O outro tipo cuja intensidade e direção mudam constantemente de acordo com a mudança de tempo é chamada de corrente alternada (AC). 4 Circuito, circuito em série e circuito paralelo O circuito fechado que é constituído da fonte elétrica, aparelho elétrico e fio de conector é chamado de circuito. O circuito é classificado em dois tipos básicos: circuito em série e circuito paralelo. No circuito em série, vários aparelhos elétricos se conectam entre si e existe nenhuma seção intermediária. Nessas con- dições, a corrente elétrica que passa por cada aparelho elétrico é a mesma. Mas, no circuito paralelo, o começo e o fim de cada equipamento é conectado entre dois pontos e a tensão de das duas extremidades é a mesma. No complexo circuito da motocicleta, o circuito em série e o paralelo coexistem. 5 Curto-circuito e circuito aberto Em um circuito normal, se dois fios, cujas fontes elétricas passam pelo aparelho elétrico, não passam pelo aparelho elétrico e se conectam, ocorre o curto-circuito. No circuito que é constituído de fonte elétrica, aparelho elétrico e fio de conexão, quando o fio é rompido, a corrente elétrica não forma um circuito fecha- do, e ocorre o que chamamos de circuito aberto. 6 Regra da mão esquerda e da mão direita No campo magnético que pode produzir indução por eletromagnetismo, estique a mão esquerda, deixe a palma plana, coloque o polegar perpendicularmente aos outros quatro dedos, deixe o fio magnético perpendicularmente e passe pelo centro da palma e coloque os quatro dedos apontando na direção da corrente elétrica. Nesse momento, a direção que aponta o polegar é a direção da força do campo magné- tico, que é chamada regra da mão esquerda. Estenda o polegar da mão direita, segure a bobina na da direção da corrente elétrica com os outros quatro dedos. Nesse momento, a direção que o polegar aponta é a direção do fio magnético que a bobina produz campo magnético, essa é a regra da mão direita. 5-1 SISTEMA ELÉTRICO SISTEMA ELÉTRICO 5-2 O sistema elétrico é uma parte importante da motocicleta. Sua estrutura e função interferem diretamente no desempenho e conforto de deslocamento da motocicleta. O sistema elétrico é dividido em três partes: Fornecimento, controle e consumo de energia. Devido ao sistema de ignição do sistema elétrico ser a parte principal da motocicleta, ele é descrito na parte do motor. Durante a utilização constante, você deve realizar a manutenção do sistema elétrico frequentemente. Os problemas mais comuns do sistema elétri- co da motocicleta podem ser verificados no diagrama do circuito, tanto no MANUAL DO USUÁRIO quanto no MANUAL DE MANUTENÇÃO. PARTE 2 – ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA 1 Estrutura e principio de funcionamento do fornecimento de energia A alimenteção de energia consiste principalmente de gerador e bateria. Sua função está no circuito fecha- do da motocicleta, gerador e bateria possuem conexão paralela e oferecem corrente elétrica para apare- lho elétrico no sistema elétrico, então armazena o restante da energia na bateria. De acordo com o caráter da saída da corrente elétrica, o gerador pode ser dividido em gerador DC e gera- dor AC. De acordo com diferentes estruturas, o gerador AC pode ser dividido em gerador do Volante AC , gerador de rotor do magneto AC e gerador de trifásico AC. O pólo magnético dos dois primeiros possuem um magneto permanente, sendo então chamado de gerador de magneto permanente AC. No entanto, o ultimo produz um pólo magnético através da eletrificação da bobina, então é chamado de gerador de excitação AC. Geralmente o gerador que nos referimos é o gerador do volante AC. De acordo com as diferentes tensões nominais da bateria, ela pode ser dividida em bateria 6V e 12V. Se a tensão nominal for a mesma, de acordo com o volume diferente, pode ser dividida em grande e peque- na. De acordo com diferentes estruturas, pode ser dividida em bateria de acido de chumbo e bateria de manutenção fechada. [1] Estrutura e principio de funcionamento do gerador DC O gerador DC funciona de acordo com o principio de indução eletromagnética.Viz. quando o fio mag- nético de chumbo e se move no campo magnético uniforme, há uma força eletromotriz produzida no chumbo. Se o chumbo forma um circuito fechado com o circuito externo, há corrente elétrica indutiva produzida no chumbo. A direção desta corrente elétrica pode ser estimada através da regra do lado direito. [2] Estrutura e principio de funcionamento do gerador AC O gerador AC consiste principalmente de gerador do volante AC, gerador de rotor de magneto AC e gerador trifásico AC. Assim como o gerador DC, ele também funciona de acordo com o principio da indução eletromagnética. No entanto ele não produz corrente elétrica através do método do fio magnético de chumbo e move-se em um campo magnético proporcional. Ele produz corrente indu- tiva através do método do rotor feito de um magneto permanente gira continuamente e se torna um campo magnético giratório, então fazendo o fio magnético passar continuamente e alternadamente pela bobina fixa. [3] Estrutura e principio de funcionamento da bateria de armazenamento Esse tipo de bateria tem peso leve, é pequena, pequeno volume, boa vedação e desempenho a pro- va de choques, e a bateria de acido de chumbo tem pequena resistência interna e tensão estável. Ela consiste principalmente de corpo da bateria, tampa, placa, eletrólito e espelho. O corpo da bateria é feito de borracha dura ou plástico que é a prova de acido, calor e impactos. A bateria é dividida em 3 ou 6 partes independentes de acordo com a variação de tensão. Devem ser feitas duas marcas na parte externa da bateria. A marca superior é H e a inferior é L, elas indicam respectivamente o limite superior e o limite inferior. Também, existem as marcas do ânodo e catodo na bateria. A marca “+ “ é o anôdo e a marca “ — “ é o cátodo. A placa é a substância principal, onde a bateria realiza o processo químico de carga e descarga. Ela é feita de pedaços de liga de chumbo antimônio que são pintados com uma substância ativa e processados Por eletroquímica. A placa é dividida em placa do anôdo e placa do cátodo. A substância ativa na pla- ca do ânodo é o Pb02 e na placa do cátodo é o Pb. O eletrólito é a mistura líquida de ácido sulfúrico e água destilada. A temperatura da densidade do eletrólito de medida padrão é 20°C. Quando a bateria está na temperatura padrão e em condição de carga completa, sua densidade fica entre 1,24 e 1,29 g/cm³. Em cada parte independente da bateria, existe um conjunto de placas e eletró- litos instalados. Cada conjunto de placas res- pectivamente realiza a reação química com o eletrólito e constitui uma bateria independente. Sua tensão é de aproximadamente 2V. 3 ou 6 baterias são agrupadas em série e se tornam uma bateria de armazenamento de 6V ou 12V de tensão. A cobertura da bateria é feita de bor- racha resistente e de alto isolamento e plástico resistenteque formam um espaço interno inte- grado com o corpo da bateria, Imagem da estrutura da alimentação de energia 5-3 SISTEMA ELÉTRICO 5-4 SISTEMA ELÉTRICO [4] Estrutura e princípio de funcionamento da bateria isenta de manutenção A estrutura e manutenção da bateria isenta de manutenção é similar a bateria de eletrólito, precisa apenas de ser preenchida de eletrólito pela primeira vez e ter o parafuso de vedação bem apertado. Não é necessário que nenhum fluido seja adicionado diariamente. Portanto, é simples, conveniente, confiável, completamente vedada e isenta de manutenção. 2 Desmontagem e manutenção da alimentação de energia A bateria da motocicleta fica instalada no lado direita do assento. Sua especificação é 12V7Ah e o for- necimento de energia adotado é o DC. Realize a manutenção da bateria após os primeiros 1.000km a 3.000km de circulação da motocicleta. [1] Verifique se os terminais do ânodo e do cátodo estão soltos. [2] Carregue a bateria lentamente,uma vez por mês se permanecer sem uso por muito tempo. [3] Verifique o nível do eletrólito da bateria. Se o nível estiver abaixo da marca inferior, adicione água destilada o mais rápido possível. O método correto de carga é desmontar a bateria da bicicleta e carregá-la lentamente com o carregador; o método de carga rápida não é recomendado. Ao carregar a motocicleta, pode ser liberado gás hidrogênio explosivo e inflamável, portanto, mantenha distância de fontes de fogo para evitar incêndios e explosão da motocicleta. Especificações técnicas Bateria Itens Valor padrão Densidade do eletrólito 1.280 ± 0,010 g/cm3 (25°C) Intensidade Luz do dia noite 1.500 rpm 14,0V acima 13,5V acima 8.500 rpm 14,6V abaixo 14,6V abaixo Gerador Resistência DC Amarelo-amarelo 0,9 Ω a 1,2 Ω azul/amarelo-verde 220 Ω ± 50 Q preto/vermelho-verde 550 Ω ± 680Ω [1] Desmontagem da bateria Remova a tampa late- ral esquerda. Remova o circuito de conexão do anôdo e cáto- do da bateria e a mangueira de ventilação. Após remover o suporte de fixação remova a bateria. CUIDADO Desmonte os polos de conexão da bateria cáto- do (-) e anodo ( + ). [2] Teste da gravidade específica do eletrólito Teste a gravidade específica do eletrólito da ba- teria com um densímetro Especificação da gravidade específica: (20°C) Carga suficiente 1.270 g/cm3 a 1.290 g/cm3 1.260 g/cm3 ADVERTÊNCIA Caso a gravidade específica do eletrólito seja menor que 1.250 g/cm3, troque a bateria. A gravidade específica do eletrólito varia de acordo com a temperatura, portanto, siga es- tritamente a relação de temperatura e especi- ficação de gravidade” para fazer o eletrólito. Caso a placa do polo da bateria estiver com oxidação ou depósitos óbvios abaixo das placas, substitua a bateria. SISTEMA ELÉTRICO 5-4 Remova a bateria Teste o eletólito [3] Preparação do eletrólito A temperatura e a gravidade específica para a preparação do eletrólito são indicadas na figura à esquerda. ADVERTÊNCIA Não derrame o ácido sulfúrico na pele, olhos e roupas ao preparar o eletrólito. Adicione-o len- tamente à água destilada, é proibido despejar água destilada no ácido sulfúrico. [4] Carga da bateria Remova as seis buchas que conectam a bateria. Conecte o anodo da bateria ( + ) no carregador anodo ( + ) e cátodo (-) da bateria com o carre- gador cátodo. ADVERTÊNCIA As baterias que são livres de manutenção nunca devem ser violadas. Apenas Recarrega- das. [5] Corrente de carga: 0,7 a 1,0A Carregue a ba- teria até a gravidade específica do eletrólito al- cançar de 1,270g/cm3 a 1,290g/cm3 (tempera- tura 20°C). CUIDADO Remova as seis buchas que conectam a bateria antes de carregá-la. Mantenha distância de fontes de fogo ao carregar a bateria. O interruptor de energia deve ser co- nectado ao carregador, "p" interrompe o carregamento quando a temperatura do eletrólito exceder 45°C. "W" carrega a bateria lentamente aumenta o seu tempo de serviço. Realize a recarga rápida so- mente em caso de emergência. [6] Teste do sistema de carga Ligue e aqueça o motor antes de realizar o tes- te de saída do sistema de carga. Conecte um amperímetro e um voltímetro com indica a figura à esquerda , aumente lentamente a reversão do motor e Observe a leitura do amperímetro e do voltímetro. CUIDADO Escolha uma bateria em boas condições para realização desse teste. 5-5 SISTEMA ELÉTRICO Conecte a bateria Carregue a bateria Teste o sistema de carga Relação da temperatura e da densidade do eletrólito [7] Teste do circuito da buzina Desmontagem da tomada do fio de conexão da buzina. Meça o desempenho de ligação e des- ligamento do circuito do interruptor da buzina com um ohmímetro. Condição Itens Luz de ilumina- ção desligada Luz de iluminação ligada Rotação (rpm) Tensão (V) Tensão (V) Início da carga <1500 1500 reversão 14,0 acima 14,0 acima 1.500 rpm 14,60 acima 14,60 acima [8] Substitua o gerador Desmonte a bobina de conexão da resistência, acionador e bobina de ignição enrolados em sé- rie. Teste a resistência de enrolamento da bobi- na de ignição: A resistência entre os fios preto, vermelho e verde é 550 Q ± 680 Q. Teste de resistência do acionador: a resistência entre os fios azul, amarelo e verde é 220 Q + 50 o. Teste a resistência de enrolamento da bobina de carga: a resistência entre os fios amarelos é: 0,9 a 1,2 Ω. CUIDADO Se as leitura do teste não estiverem dentro dos limites de valores especificados acima, substi- tua o gerador. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas do sistema de alimentação de energia Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Circuito A bobina de carga possui curto-circuito. A saída de tensão da bobina de carga é insuficiente. A bateria não pode ser carregada e a parte elétrica não funciona bem. Substitua o gerador. A bobina de carga possui curto-circuito (resitência ∞). A bobina de carga não possui saída de corrente. A bateria não pode ser carregada e a parte elétrica não funciona bem. Substitua o gerador. A bobina de carga está queimada. A bobina de carga não possui saída de corrente. A parte elétrica e a parte de controle da motocicleta não funcionam bem. Substitua o gerador. A energia magnética do gerador falha. A bobina de carga não possui saída de corrente. A parte elétrica e a parte de controle da motocicleta não funcionam bem. Substitua o gerador. Bateria A bateria está danificada. A bateria não carrega. O motor de partida não funciona. Substitua a bateria de armazenamento. O tempo de armazenamento é muito longo. A potência elétrica não é suficiente e a tensão é muito baixa. O motor de partida não funciona. ou funciona sem força. O sistema de sinal é irregular. Carregue ou substitua a bateria de armazenamento. O eletrólito não é suficiente. A potência elétrica não é suficiente e a tensão é muito baixa. O motor de partida não funciona ou funciona sem força. O sistema de sinal é irregular. Adicione água destilada ou substitua a bateria de armazenamento. SISTEMA ELÉTRICO 5-6 Teste o circuito da buzina Substitua o circuito PARTE 3 – CONSUMIDORES DE ENERGIA 1 Estrutura e principio de funcionamento dos consumidores de energia As peças consumidoras de energia do sistema elétrico da motocicleta são: (1) Dispositivos de sinais luminosos Os dispositivos de sinais luminosos consistem de farol, luz de posicionamento, lanterna traseira e indica- dor medidor. Suas funções são iluminar e chamar atenção de outros quando a motocicleta se desloca de noite, garantindo a segurança do deslocamento. Os dispositivos de sinais consistem de indicador de direção, indicador de marcha e luz de freio. São usados para indicar a condição da motocicleta durante o deslocamento e expressar a operação do piloto através de sinais de luz e som. (2) Dispositivo de partida elétrica O dispositivo de partida elétrica consiste de motor de partida e mecanismo de encaixe. É utilizado princi- palmente para ligar o motor. [1] Dispositivos de sinais luminosos Farol e luz de posição O farol ilumina a estrada à frente do motociclista. Ela possibilita o motociclista de ver a condição da estrada e outros veículos e também pode mandar um sinal para veículos e pessoas que vêm na dire- ção oposta. Seu piscar pode fazer com que os veículos a frente percebam a intenção do motociclista. Quando a motocicleta se desloca em um dia com neblina, o farol geralmente é aberto para garantir a segurança do deslocamento. A luz de posição é usada para indicar a posição da motocicleta e fazer com que ela seja vista por outras pessoas em locais onde as condições de iluminação são boas ou quando a motocicleta passa por outros veículos durante a noite. O farol consiste de lâmpada de foco, proteção de vidro, socket da lâmpada e tampa. A função da lâmpada de foco é transformar a luz da lâmpada em um feixe de luz brilhante. É feita de placa de alumínio, através de prensagem. A funçao principal da proteçao de vidro é espalhar o feixe de luz que, refletido por um espelho refletor, e garantir àrea de iluminação suficiente da estrada à frente. Ela evita que os motoristas que vem em direção contraria tenham a sensação de tontura. A lâmpada é dividida em filamento único e filamento duplo. O soquete da lâmpada é feito de folha galvanizada de ferro prensado. Tem formato cilíndrico. Há três bojos irregulares na extremidade do soquete e um orifício de entrada. Quebra luz e tampa completam o espaço que contém as outras partes do farol. [2] Lanterna traseira e luz de freio A lanterna traseira é utilizada para indicar a posição da motocicleta para veículos que estão atrás durante o deslocamento a noite e fazer com que a placa de registro seja visto com clareza. A Lanterna traseira consiste de quebra luz, tampa, soquete e lâmpada. O quebra luz é feito de vidro orgânico vermelho. Há um vidro orgânico transparente na parte inferior para que a placa de registro possa ser iluminada. A tampa da luz é feita de plástico. Há dois suportes laterais com orifícios e um interruptor. O quebra luz e a tampa da luz podem ser conectados por parafuso. [3] Buzina Durante o deslocamento da motocicleta, o mo- tociclista pode soar a buzina para chamar aten- ção de transeuntes e outros veículos, garantin- do assim a segurança do deslocamento. De acordo com os diferente tipos de fonte de energia, a buzina elétrica pode ser classifica- da em buzina elétrica AC e buzina elétrica DC. Essa motocicleta adota buzina elétrica DC. [4] Lâmpada indicadora de direção Quan- do a motocicleta precisa mudar de direção, a lampada indicadora de direção emite um sinal piscante amarelo através do relé piscante para que as outras pessoas percebam que moto- cicleta vai efetuar uma curva. Normalmente a lâmpada indicadora de direção consiste de tam- pa, soquete, lâmpada e quebra luz. Imagem da estrutura das peças consumidoras de energia 5-7 SISTEMA ELÉTRICO 2 Desmontagem e manutenção dos consumidores de energia Os circuitos da motocicleta são marcados com cores diferentes, portanto, observe a cor dos fios e conecte juntos os fios com a mesma cor. Se os fios de conexão possuírem tomadas ou soquetes conecte juntos os fios com o mesmo tipo de tomada e soquete. Especificações técnicas Item Valor padrão Número Farol 12V 35W/35W 1 Lanterna traseirat/Luz de freio 12V 5W/21W 1 Lâmpada indicadora de direção 12V 10W 4 Luz de posição 12V 3W 1 Indicador de farol alto 12V 1,7W 1 Indicador de direção esquerdo 12V 1,7W 1 Indicador de direção direito 12V 1,7W 1 Indicador de marcha 12V 1,7W 6 Indicador do medidor 12V 1,7W 3 [1] Teste do circuito de iluminação Desmonte a tampa do farol. Desmonte as tomadas dos fios de conexão do interruptor de mudança da luz e interruptor de iluminação. Meça o desempenho de ligação e desliga-mento do circuito de conexão do inter- ruptor de mudança das luzes e do interruptor de iluminação com um ohmímetro. CUIDADO Teste o interruptor de mudança da luz, ilumina- ção e luz de posição. Interruptor de mudança de luz Branco Azul Azul/ Amarelo Farol Alto Farol normal Farol baixo Interruptor de mudança de luz Azul Amarelo Preto Marrom Marrom/ Branco Reposição Reposição Farol Alto ( ) Farol normal Farol baixo [2] Substitua a lâmpada de iluminação Retire a lâmpada de iluminação e a lâmpada de luz de posição. Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Verifique se não há curto-circuito. Verifique se a potência e tensão são adequadas. Lâmpada da luz de farol alto e luz de farol baixo: 12V 35W/35W Lâmpada da luz de posição: 12V 3W CUIDADO Substitua o bulbo por um de mesma potência e tensão. SISTEMA ELÉTRICO 5-8 Substitua a lâmpada Verifique a lâmpada [3] Teste o circuito da lâmpada indicadora de dire- ção Desmonte a tampa da lâmpada indicadora de direção. Desmontagem da tomada dos fios de conexão Verifique o desempenho de liga- ção e desligamento do circuito do interruptor da lâmpada de direção com um ohmímetro. Interruptor indicador de direção Laranja Cinza Azul claro Direito (Meio) Esquerdo [4] Substituição das lâmpadas dos indicadores de direção Retire as lâmpadas do indicador de direção Verifique se as lâmpadas estão quei- madas. Verifique se há curto-circuito do fio da fonte elétrica das lâmpadas. Verifique se a potência e W das lâmpadas es- tão corretas. Lâmpada do indicador de direção: 12V10W CUIDADO Substitua a lâmpada por uma de mesma potência e tensão. Substitua ou repare o interruptor da lâmpada do indicador de direção se o seu fio de conexão estiver solto ou não transmitir energia. [5] Teste a lanterna traseira e a luz de freio Des- monte as tomadas dos fios de conexão da lan- terna traseira e luz de freio. Meça o desempenho de ligação e desligamento do circuito do interruptor da lanterna traseira e da luz de freio com um ohmímetro. Interruptor da luz de freio Laranja Cinza Libere Segure a manopla do freio dianteiro Libere Pise no pedal do freio traseiro [6] Substitua as lâmpadas da lanterna traseira e da luz de freio Remova lâmpadas. Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve- rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé- trica das lâmpadas. Verifique se a potência e tensão das lâmpadas estão corretas. Lâmpadas da lanterna traseira e da luz de freio: 12V5/21W CUIDADO Substitua a lâmpada por uma de mesma po- tência e tensão. Substitua ou repare os interruptores da lan- terna traseira e da luz de freio se seus fios de conexão estiverem soltos ou não transmiti- rem energia. 5-9 SISTEMA ELÉTRICO Teste o circuito da lâmpada indicadora da direção Substitua as lâmpadas indicadoras da direção Teste o circuito de iluminação do freio Substitua a lâmpada do freio [7] Teste do circuito da buzina Desmontagem da tomada do fio de conexão da buzina. Meça o desempenho de ligação e des- ligamento do circuito do interruptor da buzina com um ohmímetro. Interruptor da buzina Preto Verde clara Libere Pressione [8] Substitua a buzinaSe a buzina produzir um som estranho ou não emitir som, substitua por uma de mesma potência ou ajuste-a. CUIDADO Substitua a buzina por uma de mesma potência. Verifique ou ajuste o circuito do interrup- tor da buzina se o seu fio estiver solto ou não transmitir energia. [9] Horn Meça os circuitos do indicador de medida e indicador de nível de combustível. Desmonte os circuitos do medidor de medida e indicador de nível de combustível. Meça o desempenho de ligação e desligamento dos circuitos de conexão do indicador de medi- da e do indicador de nível de combustível com um ohmímetro. CUIDADO Substitua ou repare os interruptores do indi- cador de medida e do indicador de nível do combustível se seus fios de conexão estive- rem soltos ou não transmitirem energia. [10] Substitua as lâmpadas do indicador de medidas e de nível do combustível Retire as lâmpadas. Verifique se as lâmpadas estão queimadas. Ve- rifique se há curto-circuito do fio da fonte elé- trica das lâmpadas . Verifique se a potência e tensão das lâmpadas estão corretas. Lâmpada do indicador de medidas: 12V 1,7W Lâmpada do indicador de nível do combustível: 12V 1,7W CUIDADO Substitua o bulbo por um de mesma potên- cia e tensão. SISTEMA ELÉTRICO 5-10 Meça a buzina do circuito Substitua a buzina Meça o circuito do indicador de medidas Substitua a lâmpada do indicador de medidas [11] Teste do motor de partida Desconecte os fios de conexão anodo e cátodo do motor de partida Meça a resistência entre o anodo e cátodo do motor de partida. Resistência do motor de partida: 0<R<0,5 Meça o desempenho de ligação e desligamento do circuito de conexão do interruptor do motor de partida com um ohmímetro. CUIDADO Substitua o motor de partida por um de mesma especificação se as leituras não estiverem de acordo com as especificações citadas acima. 3 As causas, descrições e métodos de reparo de problemas dos consumidores de energia Compo- nente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Conjunto do farol O ajuste do feixe da luz está inadequado. A luz de iluminação não funciona normalmente. O feixe da luz do farol está muito longe ou muito perto. Regule o feixe de luz do farol. O filamento do farol está queimado. O filamento do farol está queimado. O farol não ilumina. Substitua a lâmpada do farol. O acionador interno está com mau contato ou danificado. O acionador interno está com mau contato ou danificado. A luz de iluminação não fun- ciona normalmente ou parou de funcionar. Repare ou substitua o inter- ruptor de mudança da luz de iluminação. Lanterna traseira/ Freio traseiro Filamento da lanterna trasei- ra/luz de freio está queimado. Filamento da lanterna trasei- ra/luz de freio está queimado. A lanterna traseira/luz de freio não funcionam normalmente. Substitua as lâmpadas da lanterna traseira/luz de freio. Acionador interno não retro- cede ou está danificado. O interruptor da luz de freio não retrocede ou está dani- ficado. A luz de freio não ilumina ou não para de iluminar. Repare ou substitua o inter- ruptor da luz de freio. Lâmpada do indi- cador de direção O acionador interno apresen- ta mau contato. O acionador interno do inter- ruptor indicador de direção está com mau contato. A luz indicadora de direção não ilumina. Repare ou substitua o inter- ruptor da lâmpada indicadora de direção. O filamento está queimado. O filamento da lâmpada do indicador de direção está queimado. A luz indicadora de direção não ilumina. Substitua as lâmpadas da luzes indicadoras de direção. Buzina O acionador interno está com mal contato ou danificado. O acionador interno da bu- zina está danificado ou com mau contato. A buzina não produz som ou produz som estranho. Repare ou substitua a buzina. O acionador interno da buzina está queimado ou danificado. O acionador interno da buzina está queimado, danificado ou envelhecido. A buzina não produz som ou produz som estranho. Substitua a buzina. Indicador de marcha O interruptor está com mau contato. O acionador interno do inter- ruptor indicador de marcha está com mau contato. O indicador de marcha não acende. Substitua o interruptor do indicador de marcha. O filamento está queimado. O filamento do indicador de marcha está queimado. O indicador de marcha não acende. Substitua as lâmpadas do indicador de marcha Indicador do medi- dor O circuito está com mau contato. O circuito do indicador do me- didor está com mau contato. O indicador do medidor não acende. Verifique o circuito do indica- dor do medidor. O filamento está queimado. O filamento do indicador do medidor está queimado. O indicador do medidor não acende. Substitua a lâmpada do indi- cador do medidor Indicador do nível de com- bustível O circuito está com mau contato. O circuito do indicador do ní- vel de combustível está com mau contato. O indicador do nível de com- bustível não acende. Verifique o circuito do indica- dor do nível de combustível. O filamento está queimado. O filamento do indicador do nível de combustível está queimado. O indicador do nível de com- bustível não acende. Substitua a lâmpada do indicador do nível de com- bustível. Partida elétrica O acionador interno está com mau contato. O dispositivo de partida elétri- ca está com mau contato. O dispositivo de partida elétrica não funciona normal- mente. Repare ou substitua o dispo- sitivo de partida elétrica. O motor de partida está queimado. A resistência e o enrolamento do motor de partida estão queimados. O motor de partida não fun- ciona normalmente. Substitua o motor de partida. 5-11 SISTEMA ELÉTRICO Meça o circuito do motor de partida PARTE 4 – CONTROLE As peças do controle do sistema elétrico da motocicleta garantem as boas condições de funcionamento das peças de alimentação de energia e partes consumidoras de energia, e garantem sua harmonia. Ajuda o moto- ciclista a controlar o sistema elétrico momentaneamente. 1 Estrutura e principio de funcionamento das peças do controle As peças de controle consistem principalmente de retificador, relé de partida, fusível, interruptor de con- trole e conjunto de cabos. (1) Retificador O retificador é um componente importante do sistema elétrico da motcicleta. Quando o gerador fun- ciona, a bobina de carga muda a corrente AC para DC para fornecer corrente direta estável para a bateria e componentes elétricos. Ele consiste principalmente de transistor, tiristor e diodo. (2) Luz de advertência A luz de advertência controla a luz intermitente continua da lâmpada indicadora de direção durante seu funcionamento, trabalhando conjuntamente ela. Consiste de transistor, condensador, resistência ou uma bobina. (3) Relé de partida O relé de partida é um interruptor eletromagnético. Ao pressionar o interruptor de partida no guidão direito, a corrente elétrica se conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento, conexão da bateria, bobina do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito fechado. A bobina produz um campo magnético devido sua indução magnética para atrair o braço de contato em movimento para baixo, fazendo os dois contatos se conectarem. A corrente elétrica se conecta com o catodo da bateria através da bateria de armazenamento, conexão da bateria, bobina do relé e conexão do interruptor de partida, então formando um circuito fechado e fazendo funcionar o motor de partida que liga o motor da motocicleta. Uma vez que o interruptor de partida está fecha- do, o braço de contato móvel é anexado através de um núcleo de ferro da bobina, fazendo o motor de partida funcionar. Ao soltar o interruptor de partida, o campo magnético desaparece, liberando o braço de contato magnético interrompendo o contato, então o motor de partida para de funcionar apesar da corrente elétrica chegar até a bobina. (4) Fusível O fusível é feito de metal com baixo ponto de fusão. Quando a corrente elétrica excede o valor espe- cificado, o metal derrete e o circuito é interrompido, o que evita danos ao aparelho elétrico por causa da forte corrente elétrica causada pelo circuito errado. O fusível consiste geralmente de caixa de fusível feita de plástico e um cartucho de fusível dentro. (5) Interruptor de proteção da partida elétrica O interruptor de proteção da partida elétrica é instalada nos interruptores de proteção da alavanca da embreagem e suporte lateral respectivamente, e é utilizado para controlar o circuito da partida elétrica da motocicleta. Somente um dos interruptores é ligado, a motocicleta pode ser ligada através de eletricidade normalmente. (motocicletas equipadas com interruptor de proteção de suporte lateral podem ser ligadas eletricamente e funcionar normalmente somente com a liberação do suporte late- ral e com o interruptor de proteção do suporte lateral ligado. (6) Cabo principal Cada parte do sistema elétrico da motocicleta é ligado por fios. Para evitar uma confusão de fios e propiciar uma organização adequada na estrutura da motocicleta, os fios seguem na mesma direção e geralmente são fixados por tecido emborrachado insulativo. (7) Interruptor de luz de freio dianteiro e traseiro É utilizado para controlar a abertura e fechamento da luz de freio. (8) Grupo de interruptores esquerdo e direito Os interruptores de controle do sistema elétrico estão localizados no lado esquerdo e direito do guidão. Normalmente, de cima para baixo, estão os in- terruptores de mudança do pisca-alerta, inter- ruptor do farol alto e baixo, interruptor da luz indicadora de direção, botão da buzina e inter- ruptor da luz de emergência no lado esquerdo do guidom. Também, de cima para baixo exis- tem os interruptores de parada rápida, interrup- tor da luz de posição, interruptor do farol e bo- tão da partida elétrica no lado direito do guidom. O principal interruptor de fonte de energia fica no meio do painel de instrumentos. Imagem da estrutura das peças do controle SISTEMA ELÉTRICO 5-12 2 Desmontagem e manutenção das peças do controle [1] Teste do retificador Remova a tomada do retificador. Meça a resistência entre o retificador e cada posto de ligação. Se a leitura não estiver dentro dos limites de valores listados na tabela abaixo, substitua o retificador por um de mesma especificação. CUIDADO Realize esse teste utilizando o multímetro junto com o ohmímetro R X 1 k Ω ou R X 100 k Ω. [2] Tabela de valor de resistência para o teste do retificador. - + amarelo amarelo vermelho branco verde amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞ amarelo ∞ 0,4 a 5 ∞ ∞ vermelho ∞ ∞ ∞ ∞ branco 1 a 6 1 a 6 2 a 13 0,4 a 1 verde 0,5 a 5 0,5 a 5 1 a 13 0,1 a 1 [3] Teste do relé de partida Remova o relé de partida. Remova o soquete de conexão do interruptor da partida elétrica. CUIDADO Substitua ou repare o interruptor da partida elé- trica se o fio estiver solto ou não estiver trans- mitindo energia. [4] Substitua o relé de partida Quando os fios condutores do relé de partida conectam a fonte elétrica DC 12V, é produzido um som estampido. Meça a resistência do con- tato da partida entre os parafusos com o ohmí- metro. Resistência do relé de partida: 0 < R ≤ 0,5 Meça o desempenho de ligação e desligamento do circuito do interruptor da partida elétrica com um ohmímetro. CUIDADO Se a leitura do teste não estiver de acordo com o valor acima ou não produzir o som estampido ao conectar a fonte elétrica DC12V, substitua o relé de partida por outro de mesma especifica- ção. 5-13 SISTEMA ELÉTRICO Unidade: k Ω Meça o retificador Substitua o retificador Meça o relé de partida Substitua o relé de partida [5] Teste da luz de advertência Remova a luz de advertência. Retire o soquete de conexão da luz de adver- tência. Meça o desempenho de ligação e desligamento do circuito da luz de emergência com um ohmí- metro. CUIDADO Se a luz de advertência não piscar, isso indi- ca que a luz de advertência está danificada, substitua-a por uma de mesma especifica- ção. [6] Teste do fusível Remova o fusível. Se o fusível estiver derretido, isso indica que a corrente de carga ou descarga está escessiva. Diagnostique o problema com um ohmímetro. Corrente limite do fusível: 15A CUIDADO Substitua o fusível por um de mesma espe- cificação. [7] Teste do cabo principal Remova o cabo principal e verifique o desem- penho de ligação e desligamento do seu circuito de conexão. CUIDADO Repare ou substitua o grupo de interrupto- res direito se houver curto-circuito ou circui- to aberto. [8] Teste do grupo de interruptores esquerdo Des- monte o grupo de interruptores esquerdo e veri- fique o desempenho de ligação e desligamento do seu circuito de conexão. CUIDADO Substitua o interruptor do freio dianteiro em caso de curto-circuito ou circuito aberto. SISTEMA ELÉTRICO 5-14 Remova o soquete da luz de advertência Meça o circuito do tubo de fusível Meça o chicote principal Meça o grupo de conecto- res direito e esquerdo [9] Teste o grupo de conectores direito. Desmonte o grupo de conectores direito e veri- fique se eles estão conectando o circuito para o desempenho do freio com o ohmímetro. CUIDADO Repare ou substitua o grupo de conectores direi- to se eles estiverem com pouco circuito aberto. [10] Teste do interruptor de luz de freio Empurre a manopla de freio para frente. Se a luz de freio não ligar ou não puder ser desligada, é prová- vel que exista um curto-circuito ou circuito aber- to do interruptor do freio dianteiro. Verifique o desempenho de ligação e desligamento da co- nexão do circuito do interruptor do freio diantei- ro com um ohmímetro. CUIDADO Substitua ou repare o interruptor do freio trasei- ro em caso de curto-circuito ou circuito aberto. [11] Teste do interruptor de luz de freio Pise no pe- dal do freio traseiro. Se a luz de freio não acen- der ou não puder ser apagada, pode ser uma indicação de curto-circuito ou circuito aberto do circuito do freio traseiro. Verifique com um ohmímetro a conexão do circuito e o desempe- nho de ligação e desligamento do interruptor do freio traseiro. CUIDADO Substitua o interruptor de partida elétrica da embreagem se houver curto-circuito ou circuito aberto. [12] Teste do interruptor de partida elétrica da em- breagem Se a motocicleta estiver engatada, se- gure a alavanca da embreagem e interrompa a saída do motor para que a motocicleta dê a par- tida elétrica, ou coloque a motocicleta no ponto neutro e opere a partida elétrica. Verifique com um ohmímetro o desempenho de ligação e des- ligamento do circuito de conexão do circuito do interruptor da partida elétrica da embreagem. CUIDADO Substitua o interruptor de partida elétrica da embreagem se ela estiver com pouco circuito aberto. 5-15 SISTEMA ELÉTRICO Meça o grupo de conectores direito Meça o interruptor do freio dianteiro Meça o interruptor do freio traseiro Meça o interruptor de partida elétrica do motor [13] Teste do interruptor de proteção da partida elé- trica do suporte lateral Solte o suporte lateral. Se o circuito do inter- ruptor de proteção da partida elétrica do supor- te lateral não estiver conectando, pode haver curto-circuito ou circuito aberto. Verifique o de- sempenho de ligação e desligamento com um ohmímetro. CUIDADO Substitua o interruptor de segurança da parti- da elétrica se houver curto-circuito ou circuito aberto no suporte lateral. 3 As causas, descrições e métodos de reparo das peças do controle Componente Causa Descrição de problemas dos componentes Descrição de problemas da motocicleta Método de reparo Retificador O retificador está queimado. A tensão de saída do gerador é alta ou instável. A lâmpada da parte de consumo de energia queima com facilidade. Substitua retificador ou o gerador de teste. A bobina apresenta curto-circuito ou circuito aberto. A bobina não conecta firmemente O retificador não apresenta corrente de saída. A parte e consumo de energia não apresenta corrente e tensão de saída. O sistema de iluminação não funciona. Teste o circuito ou o retificador. Relé de partida O relé de partida está queimado. A tensão de saída da bateria está muito alta ou muito baixa. A motocicleta não pode dar partida elétrica. Teste a bateria ou substitua o relé de partida, A bobina está com circuito aberto ou curto- circuito. A bobina não conecta firmemente. O relé de partida não possui corrente de saída. A motocicleta não pode dar partida elétrica. Teste o circuito do relé de partida e verifique o fusível. Luz de advertência A luz de advertência está queimada. A tensão de saída da bateria está muito alta ou muito baixa. A lâmpada do indicador de direção e o indicador de direção Teste a bateria e substitua a luz de advertência. A bobina está com circuito aberto ou curto- circuito. A bobina não conecta firmemente. A luz de advertência não apresenta corrente de saída. A lâmpada do indicador de direção e o indicador de direção não iluminam Teste o circuito da luz de advertência e verifique o fusível. Fusível A bobina apresenta curto-circuito, circuito aberto ou está queimada. A tensão de saída do sistema de carga está muito alta ou muito baixa. A parte e consumo de energia não apresenta corrente ou tensão de saída. Substitua o fusível ou teste o circuito do sistema de carga. Interruptor da luz do freio A bobina está com circuito aberto ou curto- circuito. A bobina não conecta firmemente. O circuito do interruptor da luz de freio não transmite corrente. A luz de freio não acende. Teste o circuito do interruptor da luz de freio ou substitua-o. Interruptor da partida elétrica A bobina apresenta curto-circuito, circuito aberto ou está queimada. O circuito do interruptor da partida elétrica não transmite corrente. A motocicleta não pode dar partida elétrica. Teste o circuito do interruptor da partida elétrica e ou substitua o o conjunto de interruptores direito. Interruptor de parada rápida A bobina apresenta curto-circuito, circuito aberto ou está queimada. O circuito do interruptor da partida elétrica não transmite corrente. A motocicleta não pode dar partida elétrica. Teste o circuito do interruptor da partida elétrica e ou substitua o conjunto de interruptores direito. SISTEMA ELÉTRICO 5-16 Meça o interruptor de segurança do suporte lateral ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA ÍNDICE 6 PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR .................................... 6-1 PARTE 1 – ANÁLISE DE PROLEMAS DO MOTOR 1. 1 Análise de Marcha Lenta Insuficiente do Motor 6-1 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA Marcha lenta insuficiente do motor Puxe a válvula do carbu- rador com as mãos e ins- pecione se está completa- mente fechada. Após funcionamento do motor em alta velocidade, não há marcha lenta. [1] inspecione se o isolador de calor do carburador está quebrado. [2]Inspecione se a porca de conexão do carburador está solta. Inspecione se o cabo de aço do cabo do acelerador pode ser puxado flexivel- mente para fora da capa do cabo e se a mola da válvula está muito mole. Inspecione se o orifício de fluxo de marcha lenta está muito grande. Não há marcha lenta do motor Inspecione a pressão de compressão do cilindro. A pressão de com- p r e s s ã o do cilindro está nor- mal Inspecione se a folga do eletrodo da vela de igni- ção está muito pequena. Ajuste a folga do eletrodo. A marcha lenta da motoci- cleta está instável. [1] Inspecione se o dispo- sitivo CDI está com proble- mas. [2] Inspecione se o gera- dor do motor e a bobina de acionamento estão soltos. Inspecione se a taxa da mistura gasosa combustível . A marcha lenta do motor está muito alta. Inspecione se a ignição do motor está sincronizada. Reajuste a marcha lenta do carburador. Após o ajuste o motor pos- sui marcha lenta. O parafuso de ajuste de ar do carburador ou o parafu- so de ajuste da válvula está ajustado inapropriadamente. [1] Inspecione se a parte de conexão externa do motor está vazando. [2]Inspecione se a entrada de ar e exaustão estão sin- cronizadas. [3]Inspecione se a folga da válvula está muito estreita. [4]Inspecione se a vedação entre a válvula e a sede da válvula está adequada. [5]Inspecione se o anel do pistão está quebrado ou não está funcionando ou se possui elasticidade insufi- ciente . [6]Inspecione o desgaste do anel do pistão e cilindro. A pressão de com- p r e s s ã o do cilindro está insu- ficiente Inspecione se o orifício do fluxo da marcha lenta, o tanque de combustível da marcha lenta e a passagem de gás estão bloqueados. Limpe Ajuste o nível da bóia para o valor padrão ou substitua a boia. Inspecione se o nível da bóia do carburador está muito alto. Não Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-2 1.2 Análise de Potência Insuficiente do Motor A roda gira livremente. Inspecione a pressão dos pneus. A pressão está muito baixa. A pressão está normal Os dedos conseguem sentir forte vazamento de gás. Ao mesmo tempo há um som de golpes. Desmonte a vela de ignição e coloque seu dedo no orifício da rosca do parafuso da vela de ignição, então presio- ne o interruptor de partida ou pise rapidamente na alavanca de partida. Não há vazamento forte de gás e a pressão de compressão do cilindro não é suficiente. A pressão de compressão está normal.A pres- são de compressão não é suficiente. [1] Inspecione se a conexão externa do motor está vazando. [2IInspecione se a válvula está sincronizada. [3]Inspecione se a folga da válvula está muito pequena. [4]Inspecione se a vedação entre a válvula e o suporte da válvula está adequada. [5]Inspecione se o anel do pistão está partido, não está funcionando Ou se sua elasticidade não é suficiente. [6]Inspecione o desgaste do anel do pistão e cilindro. Inspecione se o elemento da válvula da roda está vazando ou se a roda está quebrada. Dê parida no motor e mova o con- trole de aceleração pressinando-o para dentro. Observe a mudança de rotação do motor. A pressão compressora é normal. Ajuste o nível da bóia para o valor padrão ou substitua a boia. A reversão do motor au- menta quando a pistola é maior A reversão do motor não aumenta quando a pistola é maior. Inspecione se a ignição do motor está sincronizada. [1]Inspecione se o sistema de fornecimento de fornecimento de combustível está em boa comdição de funcionamento. [2] Inspecione se o filtro de ar do carburador e silencioso está bloqueado. [3]Inspecione se o nível da bóia do carbura- dor está incorreto. [1] Inspecione se há algo errado com o CDI. [2] Inspecione se o volante do gerador e bobi- na acionadora estão soltos. Não Sim A potência do motor é insuficiente. A roda gira com dificuldade. [1]Inspecione se o freio está com problemas. [2]Inspecione se o eixo da roda está danificado. Ou desgastado. [3]Inspecione se o isolador entre o cubo da roda existe ou está curto. Coloque a motocicleta com o suporte principal, levante-a do solo e gire a roda com as mãos. 6-3 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA O motor não liga ou liga com dificuldade. Inspecione o sistema de ignição. Há intenso faisca- mento azul O magneto do sistema de ignição não tem ponto de conexão. Desmonte a vela de ignição e inspecione-a. Inspecione se há vazamento do carburador. [1]Inspecione se há algo entre a válvula de agulha da bóia e suporte da válvula de forma que o carburador não pode ser fechado. [2]Inspecione se a superfície em forma de cone da válvula de agulha da bóia está desgastada parecendo de lado. [3]Inspecione se a bóia do carburador está quebrada. [4]Inspecione se o nível da bóia do car- burador está muito baixo. Inspecione se há algo errado com a vela de ignição e seu cachimbo. Inspecione a pressão de compressão do cilindro com um barômetro. [1]Inspecione se o orifício de ar da tampa do tanque de combustível está bloqueado. [2]Inspecione se o filtro de ar e interruptor de combustível estão bloqueados. [3]Inspecione se o interruptor de combustível está em boa condição de funcionamento . [4]Inspecione se o orifício de admis- são do carburador está bloqueado. [5]Inspecione se o nível da bóia do carburador está muito alto. A pressão do cilindro é insuficiente. Adicione gás.A pressão do cilindro é insuficiente. Inspecione se o filtro de ar está bloqueado. O tempo de funcionamento é muito curto ou o motor queima após a partida. O motor pode continuar funcio- nando após a partida. O carburador interno está bloqueado ou o nível da bóia está muito alto. O dispositivo de partida do carburador(O sistema de espes- samento) está com problemas. [1] Verifique se a conexão exterior do motor está com vazamentos. [2] Verifique se a válvula está fun- cionando. [3] Verifique se a folga da válvula está muito pequena. [4] Verifique se a vedação da válvula e o suporte da válvula estão bons. [5] Verifique se o anel do pistão desliga ou se se está quebrado, ou ainda se tem elasticidade suficiente. [6] Verifique a abrasão do anel do pistão e do cilindro. Inspecione se há gás no tanque de combustível. [1] Inspecione se há algo erra- do com o dispositivo CDI. [2] Inspecione se o volante do gerador e bobina acionadora estão soltos. Solte o parafuso do car- burador e inspecione se há fluxo de gás saindo do tubo do carburador. [1]Inspecione se há curto- circuito da bobina de ignição ou circuito aberto. [2]Inspecione se há curto- circuito da bobina de aciona- mento ou circuito aberto. A pressão do cilindro é insufi- ciente. Inspecione se há curto-circuito da bobina de ig- nição ou circuito aberto. Inspecione se há curto-circuito do circuito interno do sistema de ig- nição ou circuito aberto. [1] Inspecio- ne se há algo errado com o dispositivo CDI. Insira um pouco de gás no cilindro e tente dar partida. Realize o teste de faiscamento Limpe o carbono. Faísca insuficiente ou não há faísca. Desrosqueia a tampa do pistão e verifique se há faiscamento com a bobina de alta tensão. Remova o pistão e inspecione se há acúmulo de carbono entre o eletrodo do pistão. Há intenso faiscamento azul e roxo entre o eletrodo. Inspecione se a ignição do motor está sincronizada. 1. 3 Análise da Partida do Motor Faísca insuficiente ou não há faísca. O eletrólito do pistão está seco. Desmonte a vela de ignição e verifique-a. Não Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim Sim O motor superaquece. Inspecione o sistema de arrefecimento. Inspecione se a embrea- gem escorrega. Verifique o sistema de lubrificação. O dielétrico da vela de ignição está marrom. A embreagem desliza. A taxa de mistura de gás combustível está normal. Consulte 1.6 Desmonte a vela de ignição e ins- pecione a cor do dielétrico da vela de ignição. Calcule a taxa de mistu- ra do gás de acordo com todos os fenômenos excepicionais. A mistura de gás combus- tível está espessa. Inspecione se a porta de exaustão do cilindro e o silencioso do esca- pamento estão bloque- ados com deposito de carbono. [1] Verfique se o inter- ruptor de combustível está em boas condi- ções de trabalho. [2] Verifique se o nível da boia está alto. [3] Verifique se os orifícios no carburador estão obstruídos. A vela de ignição dielétrica é branca. Ao acelerar, o motor dará um intervalo. O ar fluirá de volta ao carburador e a potência do motor será suficiente. Motor de arrefecimento a ar Inspecione se há areia ou deposito de gordura no radiador. Limpe Inspecione se a ignição do motor esta sincronizada. Inspecione se a operação do motor está correta. [1] Inspecione se o número do gás está in- correto ou foi armazenado por muito tempo. [2] Inspecione se o motor sempre funciona com alta velocidade ou altas cargas. [1] Inspecione se o dispositivo CDI está com problemas. [2]Inspecione se o volante do gerador e Bobina de acionamento estão soltos. A mistura de gás combustível é fina. O dielétrico da vela de igni- ção está preto. O silencioso do escapamento emite uma fumaça preta durante o fun- cionamento do motor com velocidade média/baixa. O desempenho de aceleração está inadequado e a marcha lenta está instável. Mas está normal com alta velocidade [1]Inspecione se o volume de óleo no virabre- quim é insuficiente. [2]Inspecione se o óleo no virabrequim está sujo ou se sua viscosidade está inadequada. [3]Inspecione se o filtro de ar está bloqueado. [4]Inspecione se a bomba de óleo está em boa condição de funcionamento . [5]Inspecione se a passagem de lubrificação está bloqueada. [1]Inspecione se o filtro de ar está bloqueado. [2] Inspecione se o dispositi- vo de partida do sistema de espessamento do carbura- dor está em boas condições de funcionamento. [3]Inspecione se o nível da bóia do carburador está mui- to baixo. 1. 4 Análise do superaquecimento do motor Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-4 O combustível do motor excede o padrão de consumo. A roda gira normalmente. Verifique a pressão do pneu. Adicione pressão de acordo com o padrão especificado. Resolva de acordo com a situação. A mistura de gás combus- tível está muito fina. Inspecione a taxa da mis- tura de gás combustivel. Verifique se a rotação do motor está muito rápida. Verifique e ajuste o carburador. Verifique o siste- ma da ignição. Verifique se a igni- ção do motor está funcionando. A pressão está normal. A mistura de gás combustível está muito espessa. [1]Inspecione se o filtro de ar está blo- queado. [2]Inspecione se o nível da boia do carburador está muito baixo. [3]Inspecione se o orifício principal do carburador está muito grande. A taxa de mistura de gás combustível está normal. [1]Inspecione se o in- terior do carburador está bloqueado. [2]Inspecione se o ní- vel da bóia do carbu- rador está muito alto. Inspecione se o tanque de com- bustível, interruptor de combustí- vel, tubo e carburador apresentam vazamentos. A roda gira com dificuldade. Inspecione se a operação do motor está correta. Apóie a motocicleta no suporte lateral e gire a roda com as mãos. [1]Inspecione se a motocicleta fun- ciona com carga ou sem a velocidade econômica ou em velocidade baixa. [2] Inspecione se o número do óleo está correto. [1]Inspecione se o freio está blo- queado. [2]Inspecione se o eixo está des- gastado. [3]Inspecione se o espelho do cubo da roda está instalado ou é muito curto. 1. 5 Análise de excesso de consumo de combustível do motor Não Não Sim Sim Sim 6-5 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA A embreagem desliza. O silencioso do escapamento do motor 4 tempos emi- te uma fumaça azul e uma espessa fumaça branca. Inspecione se o nível do óleo do vi- rabrequim excede a marca superior. Ligue o motor. Quando o motor funciona em alta velocidade, remova o medidor de nível de óleo e inspecione se o orifício de adição de óleo emite fumaça. Inspecione se a folga de en- caixe da válvula e tubo da vál- vula está muito grande. Inspecione se a válvula e o tubo da válvula estão desgastados. A vedação de óleo esta danificada. [1]Inspecione se o cilindro, pistão e anel do pistão estão desgastados. [2]Inspecione se o anel do pistão apresenta elasticidade insuficiente ou está quebrado. [3]Inspecione se a abertura do anel do pistão tem 120° até a outra abertura. Há muito óleo na árvore de mani- velas.. O excesso de óleo deve ser drenado, não deixando o nível do óleo exceder a marca superior. Faça o reajuste. Inspecione se o cabo de ope- ração da embreagem pode ser puxado flexivelmente para fora do cabo de aço. Verifique se o nível do óleo cárter está muito baixo.Adicione óleo. Inspecione se a folga da manopla da embreagem está entre 10 e 20mm. Verifique se a mucosidade do óleo do cárter está muito baixa ou se o óleo está muito sujo.Substitua o óleo. [l]Inspecione se o parafuso de pressão da mola da embreagem está solto. [2]Inspecione se as peças de fricção da embreagem estão desgastadas ou soltas. [3]Inspecione se a elasticidade da mola da embreagem está insuficiente. [4]Inspecione se o cubo movido da embreagem e a superfície de conexão da placa de pressão e peças de fricção estão desgastadas. [5]Inspecione se as ranhuras dos dentes do cubo motriz e movido estão desgastados. Limpe, lubrifique ou substitua. A embreagem molhada manual e múltipla desliza. 1.6 Análise do deslizamento da embreagem 1. 7 Análise do silencioso do escapamento do motor de 4 tempos Não Não Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA 6-6 A embreagem não desengata completamente. Efetue o reajuste. Substitua todas as arrue- las da embreagem. Repare ou substitua-os. Descarrilhador da transmissão emperrado Efetue o reajuste. Inspecione se a transmissão pode ser operada adequadamente. Melhore o método de operação. Inspecione se a folga da manopla da embre- agem está entre 10 e 20mm. Inspecione se a elasticidade mola da em- breagem está bem dividida. Inspecione se as ranhuras do cubo motriz e movido estão desgastadas. Inspecione se as peças de fricção da embreagem estão distorcidas. Inspecione se os componentes do mecanis- mo de operação da embreagem estão muito desgastados. Inspecione se a embreagem desengata completamente Inspecione se o eixo da transmissão está distorcido ou se o braço da transmissão está distorcido ou desgastado. Inspecione se a ranhura do ressalto do comando de válvulas da transmis- são está muito desgastado ou danifi- cado. Inspecione se o garfo está mui- to desgastado. Inspecione se o garfo está empenado. Inspecione se o eixo do garfo está empenado ou muito desgastado. Substitua essas peças. Ligue o motor e inspecione se a marcha lenta do motor está muito alta. Inspecione se a folga da manopla da embreagem está entre 10mm e 20mm. Verifique se o cubo e o platô da em- breagem estão gastos para fazer o movimento de zigzag [1]Inspecione se as peças movidas da embreagem estão empenadas. [2]Inspecione se o comando de válvulas de desen- gate, haste de desengate e outros componentes do mecanismo de operação da embreagem estão des- gastados. Substitua o conjunto da mola da embreagem. 1. 8 Análise de desengate incompleto da embreagem 1.9 Análise do descarrilhador da transmissão Não Não Não Não Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim 6-7 ANÁLISE DE PROBLEMAS DA MOTOCICLETA O descarrilhador troca marchas automaticamente. Substitua-a A profundidade do encaixe de en- grenagem não é suficiente. A profundidade do encaixe de engrenagem é suficiente. Substi tua o garfo. Inspecione se o garfo está desgasta- do ou empenado. Inspecione se a es- tria do eixo principal e secundário e a estria através da engrena- gem de deslize estão desgastadas. Substitua a engrenagem. Inspecione se os dentes convexos da engre- nagem de encaixe estão desgastados e com formato cônico e se a ranhura oposta da extre- midade da engrenagem está desgastada e ex- pandida em boca de sino. [1]Inspecione se o orifício do garfo e o eixo do garfo estão desgastados. [2]Inspecione se a instala- ção do descarrilhador está correta. Inspecione se a mola de posicionamen- to está quebrada ou se sua elasticidade é insuficiente. Desmonte o virabrequim e inspecio- nes se seu encaixe