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Acidente Vascular Cerebral: Aspectos Relevantes

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ACIDENTE
VASCULAR
ENCEFÁLICO
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
EQUIPE
CARLOS
WALLACE
DÉBORA
MARRONI
LUCIENE
SILVA
GLAUCIANE
LACERDA
LUAN
VICTOR
VICTORIA
OLIVEIRA
PROFESSORA
VIVIANE GOMES CAROLINE
VIEIRA
PROFESSOR
FABRÍCIO ALVIM YURIDUARTE
INTRODUÇÃO
DEFINIÇÃO
O AVC decorre da alteração do
fluxo de sangue ao cérebro.
Responsável pela morte de células
nervosas da região cerebral
atingida, o AVC pode se originar
de uma obstrução ou ruptura de
vasos sanguíneos. (BVS, 2015)
IMPORTÂNCIA DO ESTUDO
É uma das principais
causas de mortalidade
no mundo atingindo em
grande parte adultos e
idosos, e no Brasil é uma
das principais causas de
internação.
Dessa forma, é de
extrema importância o
conhecimento acerca
desta doença que
pode ser fatal e de
formas de tratamentos
para se amenizar as
sequelas causadas.
Além disso, o AVC é
urgência e seu
diagnóstico e tratamento
nos primeiros minutos
podem salvar vidas.
(JORNAL DA USP, 2018)
20% dos casos;
O rompimento dos vasos
sanguíneos se dá no
interior do cérebro, a
denominada hemorragia
intracerebral.
SUBTIPOS DE AVC E EPIDEMIOLOGIA
ACIDENTE VASCULAR
ENCEFÁLICO ISQUÊMICO
(AVEI)
HEMORRAGIA
INTRACEREBRAL
(HIC)
80% dos casos;
Esse entupimento
dos vasos cerebrais
pode ocorrer devido
a uma trombose ou
embolia.
13% dos casos;
Sangramento entre o
cérebro e a aracnóide;
Mais grave e tem altos
índices de mortalidade.
HEMORRAGIA
SUBARACNÓIDEA
(HSA)
(BVS, 2015)
Elaborar um artigo de caráter
científico direcionado à orientação
de profissionais da saúde sobre o
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL e
seus vários aspectos relevantes.
OBJETIVO GERAL
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Compreender a importância do estudo teórico do AVC;
Associar a atuação multidisciplinar no diagnóstico e
tratamento da doença;
Compreender o funcionamento dos sistemas de saúde e
gerenciamento do tratamento de pacientes;
Compreender a fisiopatologia, formas de diagnóstico e
tratamento do AVC;
Ter contato inicial com um profissional da área da saúde
que atue diretamente no tratamento do AVC e realizar
uma entrevista com o mesmo;
Elaborar um artigo de caráter científico direcionado à
orientação de profissionais da saúde.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
METODOLOGIA
Foi realizado um levantamento
bibliográfico em publicações de
língua portuguesa, inglesa e
espanhola, dos últimos dez anos
disponíveis nas bases de dados
SciELO, Lilacs, Medline e PsycINFO,
compreendidos entres os anos de
2000 a 2020.
Para a seleção das publicações
consideradas neste estudo,
utilizamos como critério o descritor
AVC, priorizando artigos que
versassem sobre o tema em seus
vários aspectos.
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Palavras-chave: AVC, acidente vascular cerebral, fisiopatologia, diagnóstico e
tratamento do AVC
REFERENCIAL
TEÓRICO
LDL elevado
ETIOLOGIA
hipertensão
diabetes
dislipidemia
tabagismo
etilismo
estresse
sedentarismo
doenças do
sangue
doenças
cardiovasculares
(BVS, 2015)
obesidade
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
CONFUSÃO MENTAL E DOR
DE CABEÇA FORTE SEM
CAUSA CONHECIDA
DIFICULDADE DE ENXERGAR
COM QUALQUER UM DOS
OLHOS
DIFICULDADE DE FALA
FRAQUEZA OU DORMÊNCIA
NA FACE, BRAÇOS OU
PERNAS, ESPECIALMENTE SE
ISSO ACONTECER EM APENAS
UM LADO DO CORPO
DIFICULDADE DE CAMINHAR,
TONTURA OU PERDA DE
COORDENAÇÃO E
EQUILÍBRIO
(BVS, 2015)
FISIOPATOLOGIA
AVC ISQUÊMICO
UM COÁGULO BLOQUEIA
O FLUXO SANGUÍNEO PARA
UMA ÁREA DO CÉREBRO.
AVC HEMORRÁGICO
OCORRE UM ROMPIMENTO
DO VASO SANGUÍNEO E
HÁ O EXTRAVASAMENTO
DO SANGUE DENTRO OU
AO REDOR DO CÉREBRO
(Rev Bras Hipetens, 2000)
FISIOPATOLOGIA
REDUÇÃO DO POTENCIAL
DA MEMBRANA NEURONAL
TROMBOS,
ÊMBOLOS OU
ROMPIMENTO
INDIVÍDUO
SAUDÁVEL
ISQUEMIA
HIPÓXIA
ACÚMULO
DE
LACTATO
ACIDOSE
LÁTICA
DISTÚRBIOS
DE CÁLCIO
EDEMA NAS
ORGANELAS
MORTE
CELULAR
(Spence et al., 2013)
DIAGNÓSTICO
 
 
QUADRO
CLÍNICO
TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA
DE CRÂNIO
RESSONÂNCIA
MAGNÉTICA
MONITORIZAÇÃO
DA PIC
DOPPLER
TRANSCRANIANO
CONTEÚDO
VENOSO DE
OXIGÊNIO
ATIVIDADE
ELÉTRICA
CEREBRAL
(R
ev
 B
ra
s 
En
f, 
2
01
7)
A) POSIÇÃO DA CABEÇA
B) VENTILAÇÃO ASSISTIDA
C) VOLEMIA
D) HIPERTENSÃO ARTERIAL
E) DISTÚRBIOS
HIDROELETROLÍTICOS
F) CONVULSÕES
G) TEMPERATURA
H) HIPERGLICEMIA
TRATAMENTO
MEDIDAS EMERGENCIAIS
CONTROLE PÓS-EMERGENCIAL
MEDIDAS GERAIS
HIPERVENTILAÇÃO
AGENTES HIPEROSMOLARES
1
 
2
 
3
 
4
 
5
A) GLICEROL
B) MANITOL
(Ciência & Saúde Coletiva, 2008)
TRATAMENTO
DIURÉTICOS6
 
7
 
8
 
9
 
10
BARBITÚRICOS
CORTICÓIDES
INTERVENÇÃO CIRÚRGICA
REABILITAÇÃO
(Ciência & Saúde Coletiva, 2008)
RESTABELECER SUA MOBILIDADE,
HABILIDADES FUNCIONAIS E
INDEPENDÊNCIA FÍSICA E PSÍQUICA;
ESSE PROCESSO OCORRE QUANDO
A PRESSÃO ARTERIAL, O PULSO E A
RESPIRAÇÃO ESTABILIZAM;
MUITAS VEZES UM OU DOIS DIAS
APÓS O EPISÓDIO DE ACIDENTE
VASCULAR CEREBRAL;
É CONDUZIDO POR EQUIPE
MULTIPROFISSIONAL, FORMADA POR
NEUROLOGISTAS, ENFERMEIROS,
FISIOTERAPEUTAS E TERAPEUTAS
OCUPACIONAIS.
REABILITAÇÃO
HOSPITAL PACIENTE CUIDADOR
O PROCESSO DE REAPRENDIZAGEM
EXIGE PACIÊNCIA E OBSTINAÇÃO DO
PACIENTE;
REINTRODUÇÃO DO INDIVÍDUO NO
CONVÍVIO SOCIAL, SEJA POR MEIO
DE LEVES PASSEIOS, COMPRAS EM
LOJAS OU QUAISQUER ATIVIDADES
COMUNS À SUA ROTINA NORMAL.
O CUIDADOR TEM UMA FUNÇÃO
EXTREMAMENTE IMPORTANTE
DURANTE TODA A REABILITAÇÃO,
AJUDANDO O PACIENTE NO SEU
PROCESSO DE REAPRENDIZAGEM;
EXIGE PACIÊNCIA, EMPATIA E
COMPAIXÃO.
(Lavinsky, 2004)
ACOMPANHAMENTO PÓS AVC
ESPASTICIDADE
APOIO
PSICOLÓGICO
E EMOCIONAL
ASSOCIAÇÕES
DE PACIENTES
11
22
33
(REDE BRASIL AVC, 2008)
PREVENÇÃO
CONHEÇA OS SEUS
PRÓPRIOS FATORES
DE RISCO.
(VER ANEXO DE
INTERVENÇÃO SOCIAL)
SEJA ATIVO E FAÇA
ATIVIDADE FÍSICA
REGULARMENTE.
MANTENHA UMA
DIETA SAUDÁVEL.
APRENDA A
RECONHECER OS
SINAIS DE ALERTA
DO AVC.
EVITE O HÁBITO DE
FUMAR.
LIMITE O CONSUMO
DE ÁLCOOL.
(REDE BRASIL AVC, 2008)
INTERVENÇÃO
SOCIAL
UUMMAASS
PEÇA PARA A PESSOA DAR
UM SORRISO. CASO UM DOS
LADOS DA FACE, ENTORTE OU
PARALISE, É PROVÁVEL QUE
SEJA UM AVC.
VEJA SE A VÍTIMA
CONSEGUE LEVANTAR
OS DOIS BRAÇOS. SE
UM DELES CAIR,
TRATA-SE DE OUTRO
SINTOMA.
INCENTIVE A PESSOA A
REPETIR UMA FRASE DE
MÚSICA. SE NÃO
CONSEGUIR PRONUNCIAR
CORRETAMENTE TAMBÉM É
UMA INDICAÇÃO DE AVC.
SORRIA
ABRACE
MÚSICA
URGÊNCIA
CASO TENHA
IDENTIFICADO ALGUNS
DOS SINTOMAS, LIGUE
PARA O SAMU NO 192.
SINAISSINAISSINAIS
DEDEDE
ALERTAALERTAALERTA
REDE BRASIL AVC
CADA MINUTO FAZ
A DIFERENÇA!
COMO SECOMO SE
PREVENIR DOPREVENIR DO
AVCAVC??
LIMITE O CONSUMO
DE ÁLCOOL
CONHEÇA OS
SEUS PRÓPRIOS
FATORES DE RISCO
SEJA ATIVO E FAÇA
ATIVIDADE FÍSICA
REGULARMENTE
MANTENHA UMA
DIETA SAUDÁVEL
APRENDA A
RECONHECER OS
SINAIS DE ALERTA
DO AVC
EVITE O HÁBITO
DE FUMAR
REDE BRASIL AVC
ENTREVISTAS
Nome: ______________________________________________________________________
Sexo: _______________________________________________________________________
Idade: ______________________________________________________________________
Profissão: ___________________________________________________________________
Cidade em que reside: ________________________________________________________
Estado civil: _________________________________________________________________
Grau de instrução: ____________________________________________________________
Estado em que nasceu: ________________________________________________________
Local de aplicação do questionário: _____________________________________________
Consentimento verbal para utilização das informações fornecidas? ( ) sim ( ) não
DADOS DOS ENTREVISTADOS
FICHA DE ENTREVISTA
PROFISSIONAL
Nome: Amanda Magela
Sexo: feminino
Idade: 35 anos
Profissão: enfermeira e farmacêutica
Cidade em que reside: Caeté - MG
Estado civil: casada
Grau de instrução: superior completo
Estado que nasceu: Belo Horizonte - MG
Local de aplicação do questionário: plataforma zoom
Consentimento verbal para utilização das informações fornecidas?
(x) sim ( ) não
DADOS DA PROFISSIONAL
FICHA DE ENTREVISTA
ENTREVISTA COM A FARMACÊUTICA E ENFERMEIRA
AMANDA MAGELA
Você tem algum paciente que teve um AVE? Quais asorientações que você como farmacêutico passa quando faz
a visita?
"Em relação ao AVE, como farmacêutica não atuei na atenção básica, mas sim como enfermeira na unidade básica de
saúde. Já tive vários pacientes em casa, no pós, habilitando. Sempre falo sobre estilo de vida, já que influencia muito,
desde o momento que a pessoa teve um AVE uma vez, pode ter outro novamente, por isso o paciente precisa mudar o
estilo de vida para que não se repita. Os cuidados que peço, como enfermeira, é utilizar as medicações corretamente,
estimular sempre a estar praticando as atividades do dia a dia, pois dependendo da área do cérebro que foi afetado,
como a fala, necessita de grande estímulo."
[ENTREVISTADOR] Se acontecer com uma pessoa próxima a você para onde você levaria a pessoa?
( ) hospital realmente de referência para AVE
(x) hospital mais próximo
( ) um PS (posto de saúde) qualquer
( ) consultório
( ) outro....................................................................
"Levaria para um hospital, pois a unidade básica não tem todo o suporte necessário para fazer esse tipo de atendimento. É
possível identificar os sintomas, e logo após solicitar uma ambulância para encaminhamento do paciente."
[ENTREVISTADOR] Existe algum tratamento para essa doença na rede pública de saúde? Qual?
"Quando um paciente chega com esse tipo de sintoma, passamos a olhar a glicemia que precisa ser controlada, pressão
arterial, já pegar um acesso calibroso, fazer perguntas, pedir para sorrir, para repetir uma frase, entre outros que foi bem
explicado no trabalho, sendo então os primeiros cuidados feitos. Após isso, passa por um protocolo que acredito que cada
instituição tenha um, aqui em Caeté onde trabalho, se o AVC ocorreu em até quatro horas e meia, se tiver indicação já
iniciamos com Alteplase, uma medicação que é injetada na corrente sanguínea, colocando um valor em bolus e o restante
em bomba de infusão. É uma medicação com grande efeito colateral, então é necessária uma indicação para estar
tomando. Essa é a que tem no SUS. De quatro horas e meia à seis horas poderia ocorrer o cateterismo, não posso informar
se o SUS tem feito tal procedimento, mas normalmente é indicado. Quando o paciente chega a mais de 6 horas que
iniciou os sintomas, não possível nenhum dos outros dois procedimentos que falei, então já se inicia o tratamento clínico,
que seria manter a pressão controlada, manter a glicemia, tratar a febre, a tosse, inicia geralmente com AS com 300 mg
por dia ao menos durante 15 dias e após isso abaixa a dose, o copidobrel e então começa com as estatinas. Acredito que
a maioria chega após seis horas e faz o tratamento clínico por um determinado tempo."
[ENTREVISTADOR] O tempo que você atuou como enfermeira, chegou a atender um caso de AVC?
"Acompanhei muitas vezes em casa, como era enfermeira do programa da saúde da família, então atendi muitos em fase
debilitada já, com um lado paralisado, falando com dificuldade. Tinha uma equipe conhecida como NASF (Núcleo de
Apoio a Saúde da Família), e entrava nesse acompanhamento, pois possui fisioterapeuta, fonoaudióloga e psicóloga para
conseguir reabilitar aos poucos, O SUS é mais lento, não possui tanto recurso, as visitas são bem limitadas, mas ao menos
uma vez por semana tentávamos ir. Hoje analisando, vejo que faltava realmente um farmacêutico para olhar e ter esse
cuidado para ver se estava tomando corretamente os medicamentos, se todas as medicações prescritas pelo médico
estavam disponível no posto de saúde, pois as vezes o médico passa uma atorvastatina que o paciente não tem condição
de comprar, porém, o SUS fornece a sinvastatina, e por mais que o remédio prescrito tenha um maior efeito na vida dele, o
remédio fornecido pelo SUS já irá auxiliar."
[ENTREVISTADOR] Qual seria a especialidade medica que trata este tipo de patologia? E em que o Farmacêutico
poderia ajudar?
"Neurologista. O farmacêutico iria acompanhar realmente a medicação junto ao médico, pois, as vezes ocorrem de
prescrever dois anticoagulantes e então o farmacêutico consegue dar uma olhada nessa receita. Normalmente temos
noção de qual medicamento teria disponível no Posto de Saúde e então conversamos com o médico para uma possível
substituição. Geralmente o médico não pensa muito por esse lado, precisando ter alguém para olhar esse lado do
paciente, é quando entramos."
[ENTREVISTADOR] Você está na farmácia da UBS fazendo um atendimento de uma paciente M.S.D ela começa a
se sentir mal, dentro dos seus conhecimentos você percebe que ela está tendo um AVC. O que você faria neste
momento?
"Em primeiro momento manteria a calma, costumo falar que precisamos deitar o paciente de lado para que a língua não
se enrole, então viro de forma segura. Coloco no oxigénio e pego um acesso calibroso, começo a olhar as queixas do
paciente (se possui alguma doença e se faz uso de medicamentos) e olho os parâmetros até que chegue o SAMU ou um
médico inicie o atendimento. Caso a pessoa nesse meio tempo fique inconsciente já início as manobras de ressuscitação,
insuflação e manobras como duas respirações e trinta compressões, mas normalmente já é o médico fazendo."
[ENTREVISTADOR] O serviço público de saúde, da algum treinamento sobre como o farmacêutico ou outro
profissional da saúde deve agir nessas situações com o paciente? Qual?
"Acredito que dependa da instituição. Como enfermeira da unidade básica de saúde, fazia um programa de educação
continuada com os profissionais que trabalhavam comigo, as vezes aconteciam casos em que a equipe ficava um pouco
desestabilizada sem saber como agir, então fazíamos um treinamento para que não voltasse a acontecer."
[ENTREVISTADOR] Você visita a sua paciente M.S.D, ao fazer as perguntas percebe que ela não está conseguindo
fazer o tratamento por falta de recursos, como você farmacêutico (do SUS) poderia ajudar no tratamento
medicamentoso dela? E qual seria o tratamento fisioterapêutico e que recuperação poderia ser esperada para
esta paciente?
"Pensaria em um tratamento que o paciente teria condição de manter, ou que tivesse disponível na rede pública. Vários
laboratórios, por exemplo, devido à pandemia estão sem matéria publica para fabricar medicamentos, por esse motivo
acabamos ficando sem anticoagulante para fornecer, entre outros medicamentos, tendo que pensar em outras soluções
como, por exemplo, fracionar um medicamento para atender todos. O tratamento seria a fisioterapia, porém infelizmente
não é possível um fisioterapeuta na rede pública ir todos os dias atender um mesmo paciente, tendo então que ir uma vez
por semana ou de 15 em 15 dias, as vezes procurando então alguém da família que possa se responsabilizar para que
possa auxiliar, pois, para o paciente debilitado é extremamente confuso para começar a mudar o seu estilo de vida. É
esperado que os resultados sejam vistos em 3 meses, mas já vi pessoas que demoram muito mais, pois não possui a
assistência necessária."
[ENTREVISTADOR] É verdade que quanto mais velho for a pessoa maior e o risco de desenvolver um AVE?
"Na literatura lemos que sim, notamos que em qualquer idade é possível sofrer um AVE, porém quanto mais velho a pessoa
for, mas propicio é de ocorrer um AVE. O habito de vida mais saudável, colhemos os frutos a longo prazo. O AVC,
diabetes, pressão alta são exemplos de frutos ruins colhidos a longo prazo, um histórico de uma vida inteira que aparece
por volta de 40/45 anos."
[ENTREVISTADOR] Um paciente que sofreu AVE ele pode ter a memória afetada?
"Não apenas a memória, mas diversas coisas como a fala, movimentos, entre outros. Acredito que com estímulos certos
muitos danos causados pelo AVE podem ser recuperados."
[ENTREVISTADOR] Quem sofreu um AVC pode realizar uma atividade física? Você como farmacêutico
recomendaria a paciente M.S.D participar de alguma atividade física em grupo?
"Acredito que dependa do grau atingido. Quanto mais tempo, maiores os danos, por isso depende da condição do
paciente para indicar uma atividade física. Preferimos indicar o acompanhamento com um profissional,como
fisioterapeuta, para poder indicar ou não uma atividade em grupo."
PACIENTE A.A.A.
Nome: A.A.A.
Sexo: masculino
Idade: 68 anos
Profissão: aposentado
Cidade: Ribeirão Preto – SP
Reside: Belo Horizonte – MG
Estado civil: casado
Grau de instrução: superior completo
Local de aplicação do questionário: residência do paciente
Consentimento verbal para utilização das informações fornecidas?
(x) sim ( ) não
DADOS DE A.A.A.
FICHA DE ENTREVISTA
ENTREVISTA COM PACIENTE A.A.A.
[ENTREVISTADOR] Após o AVC tem notado perca de memória?
[A.A.A] "Sim, as vezes esqueço algumas coisas e confundo outras, como o nome dos meus filhos ou se tomei o remédio ou
não."
[ENTREVISTADOR] Como classificamos a sua vida antes e após o AVC?
[A.A.A.] "Antes eu conseguia fazer as coisas sozinho, podia dirigir, fazer comida, como outras atividades básicas que eram
comuns no meu dia a dia, porém agora depois do AVC minha vida acabou, estragou minha vida, não consigo mais andar
normal sem ter o risco de cair, por isso preciso segurar em barras, ou ter alguém para me apoiar, mal consigo falar ou
comer, não saio mais e não posso ficar muito tempo sozinho, tenho que colocar esparadrapo no meu olho todos os dias
para puxar a pele para cima, fora os colírios caros que preciso comprar, tem dias que desejo a morte."
[ENTREVISTADOR] Como está a reabilitação?
[A.A.A.] "Paciente faz fisioterapia, e relata que em casa também faz exercícios físicos, além disso, faz acompanhamento
com outros médicos como cardiologista, nutricionista e principalmente neurologista. Relata que dia após dia é uma luta."
[ENTREVISTADOR] Como é conviver com o AVC?
[A.A.A.] "Relata que não é fácil lidar com essa doença, está se adaptando ainda a uma nova rotina de acompanhamento
com profissionais, com o hábito de tomar mais remédios no dia a dia, de tentar andar sozinho, de escrever, de fazer
exercícios com o rosto."
[ENTREVISTADOR] Houve alguma limitação após o AVC? Se sim, quais?
[A.A.A.] "Sim, andar, mastigar os alimentos, ouvir as pessoas, falar."
[ENTREVISTADOR] O que mudou da sua vida diária após o AVC?
[A.A.A] "Tudo, perdi minha independência de fazer as coisas sozinho."
[ENTREVISTADOR] Sofre algum tipo de preconceito?
[A.A.A] "Sim, as pessoas me olham torto quando saio, sinto que tem pena de mim, e algumas pessoas fingem que não
estou ali e não me cumprimentam mais."
[ENTREVISTADOR] Quais as dificuldades?
[A.A.A] "Minhas maiores dificuldades hoje é andar, falar, e ficar em pé, e me acostumar de ter alguém perto de mim o
tempo todo, hoje se ninguém estiver por perto me segurando caio, diversas vezes já cai e bati a cabeça, hoje estou
aprendendo a cair e levantar sem me machucar muito."
[ENTREVISTADOR] É fumante?
[A.A.A] "Já fumei a muitos anos, porém após meu primeiro infarto parei, já tem anos que não fumo mais."
[ENTREVISTADOR] Faz atividade física?
[A.A.A] "Faço sim, todos os dias faço alongamento em casa e exercícios na bicicleta, além disso, tem os dias que faço
fisioterapia."
[ENTREVISTADOR] Se sente muito cansado? "Sim."
[ENTREVISTADOR] Tem alguém na família que teve AVC? "Não."
[ENTREVISTADOR] Tem uma alimentação saudável?
[A.A.A] "Estou melhorando minha alimentação bastante, não posso dizer que é muito saudável, mas faço o possível todos
dias, tento comer mais legumes, frutas e bebo bastante água."
[ENTREVISTADOR] Você ingere bebidas alcoólicas? "Não."
[ENTREVISTADOR] Consentimento verbal para utilização das informações fornecidas?
[A.A.A] (X) sim ( ) não
Este questionário foi aplicado no dia 29 de outubro
de 2020, paciente está se recuperando bem ao AVC
sofrido em outubro de 2019 e apesar das sequelas
sofridas pela doença ele está se adaptando a nova
rotina diária e fazendo de tudo para ficar melhor.
PACIENTE B.B.B.
Nome: B.B.B.
Sexo: masculino
Idade: 31 anos
Profissão: eletricista
Cidade: Belo Horizonte – MG
Reside: Ribeirão das Neves – MG
Estado civil: casado
Grau de instrução: ensino superior incompleto
Estado que nasceu: Belo Horizonte – MG
Consentimento verbal para utilização das informações fornecidas?
(x) sim ( ) não
DADOS DE B.B.B.
FICHA DE ENTREVISTA
ENTREVISTA COM PACIENTE B.B.B.
[ENTREVISTADOR] Após o AVC tem notado perca de memória?
[B.B.B.] "Sim."
[ENTREVISTADOR] Como classificamos a sua vida antes e após o AVC?
[B.B.B.] "Minha vida antes do AVC era muito agitada, eu trabalhava e fazia faculdade eu só tinha 3 horas e meia de
descanso."
[ENTREVISTADOR] Como está a reabilitação?
[B.B.B.] "Bem, faço uso de AAS e Somalgin."
[ENTREVISTADOR] Como é conviver com o AVC?
[B.B.B.] "Bem tranquilo."
[ENTREVISTADOR] Houve alguma limitação após o AVC? "Sim."
[ENTREVISTADOR] Se sim, quais?
[B.B.B.] "Minha pronúncia (fala) é embolada.’’
[ENTREVISTADOR] O que mudou da sua vida diária após o AVC?
[B.B.B.] ‘‘Ah mudou muita coisa, parei de fazer faculdade, hoje eu sou mais tranquilo para fazer as coisas, antes eu era
mais agitado e quando acontecia algo relacionado ao sentimento eu simplesmente guardava para mim e hoje não faço
mais isso."
[ENTREVISTADOR] Sofre algum tipo de preconceito? "Não."
[ENTREVISTADOR] Quais as dificuldades?
[B.B.B.] "Raciocínio lento, e quando alguém fuma do meu lado sinto muita falta de ar."
[ENTREVISTADOR] É fumante? "Não."
[ENTREVISTADOR] Faz atividade física?
[B.B.B.] "Não, só o trabalho mesmo."
[ENTREVISTADOR] Se sente muito cansado?
[B.B.B.] "Às vezes, mas acredito que seja por conta do trabalho.’’
[ENTREVISTADOR] Tem alguém na família que
teve AVC? "Não."
[ENTREVISTADOR] Tem uma alimentação
saudável? [B.B.B.] "Mais ou menos."
[ENTREVISTADOR] Você ingere bebidas
alcoólicas? [B.B.B.] "Sim, só socialmente."
Paciente recuperou bem do AVC, apesar de ter um
raciocínio lento, sentir falta de ar e sua fala ser
embolada fica claro que ele consegue lidar bem
com a doença.
CONCLUSÃO E
DISCUSSÃO
DISCUTINDO SOBRE O AVC,
CONCLUÍMOS QUE...
11
Lado humano;
Equipe multiprofissional.
1.
2.
22
33
Longo percurso da doença;
Tempo X sequelas;
Entrevistas.
1.
2.
3.
Importância acadêmica e
social;
Intervenção social com
materiais informativos.
1.
2.
PARA SABER MAIS ACESSE:
T r u q u e s D i v e r t i d o s | M a r c e l a A m a r a l
REFERÊNCIAS
BRASIL. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC). BVS Ministério da saúde; 2015.
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2188-avc-acidente-
vascular
cerebral#:~:text=O%20AVC%20decorre%20da%20altera%C3%A7%C3%A3o,conheci
do%20por%20acidente%20vascular%20hemorr%C3%A1gico>. Acesso em: 02 de
outubro de 2020. 
SINAIS DE ALERTA. Rede Brasil AVC; Disponível em:
<http://www.redebrasilavc.org.br/para-pacientes-e-falimiares/sinais-de-alerta/>.
Acesso em: 01 de outubro de 2020.· 
Faria, Ana da Conceição Alves, et al. "CARE PATH OF PERSON WITH STROKE: FROM
ONSET TO REHABILITATION." Revista Brasileira de Enfermagem 70.3 (2017): 495-503.
Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28562796/>. Acesso em: 01 de
outubro de 2020. 
Chaves, Márcia LF. "ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: CONCEITUAÇÃO E
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<https://www.researchgate.net/profile/Marcia_Chaves2/publication/251848908_
Acidente_vascular_encefalico_conceituacao_e_fatores_de_risco/links/555ded260
8ae6f4dcc8dc5dd/Acidente-vascular-encefalico-conceituacao-e-fatores-de-
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Fonseca, Natália da Rosa, and Aline Fonseca Gueudeville Penna. "PERFIL DO
CUIDADOR FAMILIAR DO PACIENTE COM SEQÜELA DE ACIDENTE VASCULAR
ENCEFÁLICO." Ciência & Saúde Coletiva 13 (2008). 
Lavinsky, Andréa Evangelista, and Therezinha Teixeira Vieira. "PROCESSO DE
CUIDAR DE IDOSOS COM ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: SENTIMENTOS DOS
FAMILIARES ENVOLVIDOS." Acta scientiarum. Health sciences 26.1
(2004).
Chaves, Márcia LF. "ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: CONCEITUAÇÃO E
FATORES DE RISCO." Rev Bras Hipertens 7.4 (2000): 372-82. 
Jauch EC, Saver JL, Adams HP Jr, et al: GUIDELINES
FOR THE EARLY MANAGEMENT OF PATIENTS WITH ACUTE ISCHEMIC STROKE: A
guideline for healthcare professionalsfrom the American Heart
Association/American Stroke Association. Stroke 
Castro, Joana Angélica Barradas, et al. "Estudo DOS
PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO." Rev Soc
Bras Clin Med 7.3 (2009): 171-3.

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