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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA O desenho transmite todas as ideias de forma e dimensões de uma peça, e ainda fornece uma serie de informações, como: • material de que e feita a peça; • acabamento das superfícies; • a tolerância de suas medidas e de geometria. A palavra dificilmente transmite a ideia da forma de uma peça. A peça nem sempre pode servir de modelo. A fotografia não esclarece os detalhes internos da peça. Desenho Artistico Desenho Técnico – Desenho Não-Projetivo: • gráficos e diagramas • fluxogramas • organogramas – Desenho Projetivo: • perspectivas • vistas ortográficas • plantas-baixas e cortes O desenho técnico deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. Assim, o desenhista deve seguir regras estabelecidas previamente, chamadas de normas técnicas. Todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas, ou seja, são normalizados. Cada área (mecânica, civil, eletrônica,...) tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas. A linguagem verbal/escrita exige alfabetização. A execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exige treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais. Desenho resultante de projeções do objeto sobre um ou mais planos que fazem coincidir com o próprio desenho, compreendendo: • vistas ortográficas figuras resultantes de projeções ortogonais, sobre planos adequados, de modo a representar, com exatidão, a forma do mesmo e seus detalhes. • perspectivas figuras resultantes de projeção isométrica ou cônica, sobre um único plano, permitindo uma percepção mais fácil da forma do objeto. • plantas-baixas e cortes desenho de construção, em geral, a partir do corte horizontal à altura de 1,5m. Relaciona os comodos, espaços e outros aspectos físicos, e detalha em escala as medidas das paredes, portas, janelas, o nome de cada ambiente e seu respectivo nível. – Desenho Não-Projetivo: Desenhos não subordinados à correspondência, por meio de projeção, entre as figuras que constituem e o que é por ele representado, compreendendo uma variedade de representações gráficas, tais como: 1. Diagramas: desenhos nos quais valores funcionais são representados em um sistema de coordenadas. 2. Esquema: figura que representa não a forma dos objetos, mas as suas relações e funções. 3. Fluxogramas: representação gráfica de uma seqüência de operações. 4. Organograma: quadro geométrico que representa os níveis hierárquicos de uma organização, ou de um serviço, e que indica os arranjos e as inter-relações de suas unidades constitutivas. 1. 2. 3. 4. Gaspar Monge, matemático francês, para facilitar as construções de fortificações, criou, utilizando projeções ortogonais, um sistema com correspondência biunívoca entre os elementos do plano e do espaço. O sistema criado por Gaspar Monge, publicado em 1795 com o título “Geometrie Descriptive” é a base da linguagem usada pelo Desenho Técnico. NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS NBR 8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICO NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS NBR 6492 – REPRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA La rg a 0,30 E Contorno não visivel Aresta não visível 0,30 A Contorno visível Aresta visível 0,30 J Indicação das linhas ou superfícies com indicação especial 0,15 / 0,30 H Planos de cortes Es tr e it a 0,15 F Contorno não visivel Aresta não visível 0,15 B Diâmetro interno de rosca externa Diâmetro maior da rosca interna Diâmetro do pé do dente de engrenagem Diâmetro do pé do dente de rodas dentadas Linhas de interseção imaginárias Linhas de cotas e de chamadas Linhas auxiliares 0,15 C Linha de ruptura curta, limites de vistas ou cortes parciais ou interrompidas se o limite não coincidir com linhas traço e ponto 0,15 G Linha de simetria e de centro Linha de eixo Linhas primitivas Trajetórias 0,15 K Contornos de peças adjacentes Posição limite de peças móveis Linhas de centro de gravidade Cantos antes da conformação Detalhes situados antes do plano de corte Tipos de Linha Tipo Espessura Exemplo Utilização A escala escolhida para um desenho dependerá da complexidade do objeto a ser representado e da finalidade da representação, e deve ser suficiente para permitir uma interpretação fácil e clara da informação representada. Redução: as medidas do desenho são menores que as do objeto – escala 1:X Escala 1:2: 1 un do desenho corresponde a 2 un do objeto Ampliação: as medidas do desenho são maiores que as do objeto – escala X:1 Escala 3:1: 3 un do desenho corresponde a 1 un do objeto Caso ocorra coincidências entre duas ou mais linhas de diferentes tipos, a seguinte ordem de prioridade deve ser seguida: Contornos visíveis (linhas do tipo A) Contornos não visíveis (linhas do tipo E ou F) Superfícies de corte e seções (linhas tipo H); Linhas de centro (linhas tipo G); Linhas de centro de gravidade (linhas tipo K) Linhas de cota e auxiliar (linhas tipo B); REDUÇÃO NATURAL AMPLIAÇÃO 1:2 1:1 2:1 1:5 5:1 1:10 10:1 1:20 20:1 1:100 100:1 1:200 200:1 1:500 500:1 1:1000 1000:1 Exemplo de desenhos cotados: Cotagem e elementos: • Linha de cota: estreita, paralela a dimensão, a +/- 7mm • Linha auxiliar/extensão: estreita, limita linha de cota, +/- 3mm além • Altura, largura e comprimento • Cotas nas vistas que definem o detalhe • Cotagem preferencialmente fora da projeção/vista • Evitar cotas em arestas não visíveis • Evitar cruzamentos Cotas maiores por fora +/- 7mm Para espaços pequenos: setas externas Detalhes circulares: o centro manda Linhas de centro, contorno e eixo de simetria: podem ser linha de extensão, mas não linha de cota Linhas de centro e eixos de simetria: não cruzar linha de cota Circunferências: cotadas externa ou internamente a 45º : Várias circunferências concênctricas: evitar + de 2 cotas pelo centro : Cotagem de raios e arredindamentos: interna ou externamente, conforme espaço disponível Cotagem de chanfros e truncamentos: aplicar a opção mais expressiva PROJEÇÕES ORTOGONAIS 1°DIEDRO . Plano 1 – Vista de Frente ou Elevação (a mais representativa) Plano 2 – Vista Superior ou Planta Plano 3 – Vista Lateral Esquerda ou Perfil PROJEÇÕES ORTOGONAIS 3°DIEDRO Plano 1 – Vista de Frente Plano 2 – Vista Superior Plano 4 – Vista Lateral Direita 1°DIEDRO 3°DIEDRO