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Universidade Estácio de Sá- Campus São José AVALIAÇÃO SEGUNDO BIMESTRE (AV2) Disciplina: OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL - ARA0984 Professor: Ig Henrique Queiroz Gonçalves Data: 17/06/2021 Direito civil – Obrigações e Responsabilidade Civil (AV2) Acadêmico: Guilherme Augusto Fretta Lacerda Matrícula: 202002591412 1) Isabel firmou com Davi contrato em que se comprometia a dar-lhe coisa certa em data aprazada. Em função da mora no recebimento, ocasionada por Davi, a coisa estragou-se, sem que Isabel tenha concorrido para tal. Assertiva: Nesse caso, Davi poderá exigir indenização equivalente à metade do dano suportado. Certo ou errado? Fundamente. ERRADO Foi Davi que incorreu em mora por não receber o que a Isabel se responsabilizou em lhe dar, sendo assim a devedora Isabel não teve culpa do perecimento da coisa, e Davi não poderá exigir indenização, é o que preconiza o artigo 400 do Código Civil Brasileiro Art. 400, CC: A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. 2) Acerca da legitimidade para pleitear reparação por danos morais, julgue o item subsequente, à luz do Código Civil. O falecimento do titular de direito à indenização por danos morais não enseja a sua transmissão a terceiros, de modo que os herdeiros não são legitimados para prosseguir com a ação de reparação. ERRADO Segundo o artigo 943 do Codigo Civil Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança Assim como a sumula 642 do STJ. Súmula 642 STJ: O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória 3) Nas obrigações alternativas, tornando-se todas as prestações impossíveis de cumprimento sem culpa do devedor, este pagará somente as perdas e os danos e, se possível, o valor da obrigação que por último se impossibilitou. Certo ou errado? Fundamente. ERRADO Segundo o artigo 256 do Codigo Civil Brasileiro no caso de obrigações alternativas tornando-se as todas as prestações impossíveis de cumprimento sem culpa do devedor se extingue a obrigação Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação. 4) A possibilidade de o devedor purgar a mora depende da viabilidade do cumprimento da obrigação. Certo ou errado? Fundamente. CERTO A possibilidade de o devedor purgar a mora depende da viabilidade do cumprimento da obrigação. Com base nos artigos do Codigo Civil Brasileiro Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. Art. 401. Purga-se a mora: I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta Purgar a mora é liberar a pessoa da responsabilidade de pagá-la. Só se fala em mora no inadimplemento relativo. No inadimplemento absoluto cabe perdas e danos, não mora. No caso de inadimplemento relativo, também chamado de mora, há o não-cumprimento da obrigação na forma, lugar ou tempo devidos, mas, na perspectiva da utilidade, ainda é possível a efetivação da prestação obrigacional. O inadimplemento absoluto, por sua vez, ocorre quando a obrigação deixa definitivamente de ser cumprida pelo devedor, devido a uma IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA (objeto se perdeu) de ser feita ou com base em critério de UTILIDADE frente ao credor. Assim sendo, não há como o devedor purgar a mora no caso de inadimplemento absoluto. Afinal, de nada adianta entregar as comidas adquiridas no dia seguinte ao evento festivo para qual se pretendia consumi-las, pois o cumprimento da obrigação já não se mostra útil ao credor. Portanto A mora, para se configurar, pressupõe viabilidade no cumprimento tardio da obrigação, de maneira que, nos termos do Enunciado 162, da 3ª JDC, à luz do princípio da boa-fé, se a prestação objetivamente considerada se tornar inútil, não haverá simples mora, mas sim inadimplemento absoluto e responsabilidade civil 5) Nos termos do Código Civil, quanto ao lugar do pagamento, efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Designados dois ou mais lugares, cabe ao devedor escolher entre eles. Certo ou errado? Fundamente. ERRADO O código civil no seu Titulo III, capitulo I, seção IV trata do lugar do pagamento, e o seu artigo 327, paragrafo único preconiza Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Parágrafo único. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles. Portanto cabe ao credor a escolha. 6) A cessão de crédito é modalidade de transmissão de obrigação que importa em alteração objetiva da relação obrigacional. Certo ou errado? Fundamente. ERRADO A transmissão de obrigação pode ser feita por meio da cessão de crédito ou pela assunção da dívida. De qualquer modo há alteração dos sujeitos da obrigação. Art. 286 CC. O credor pode ceder seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação. Sendo assim há uma alteração SUBJETIVA da relação contratual, pois a transmissão da obrigação, altera os elementos subjetivos, credor ou devedor. 7) De acordo com o Código Civil, incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora, exceto se o fizer culposamente. E o valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal. Certo ou errado? Fundamente. ERRADO De acordo com o Código Civil nos seus artigos 408 e 412 Art. 408 Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. Já na 2ª parte da questão está correta a afirmação pois é o que preconiza o artigo 412 do Código Civil Brasileiro Art. 412 O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal.