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TÉC. RADIOLÓGICA DO TÓRAX PROF.: Pedro Lima. INCIDÊNCIAS DO TÓRAX • INCIDÊNCIAS BÁSICAS ✓ PA do tórax; ✓ Perfil do tórax. • INCIDÊNCIAS ESPECIAIS ✓ AP supino ou semiereto; ✓ Perfil decúbito; ✓ Ápico lordótica; ✓ Oblíqua anterior; ✓ Oblíqua posterior. AP SUPINO OU SEMIERETO Também conhecida como incidência AP decúbito dorsal. É uma incidência utilizada para os pacientes que não conseguem ficar em ortostático, pode ser feita no setor de radiologia ou com o aparelho portátil no leito. É utilizada para diagnosticar patologia envolvendo os pulmões, diafragma e mediastino. • Fatores Técnicos: ✓ Tamanho do chassi 35x43 cm; ✓ Sentido do chassi Transversal AP SUPINO OU SEMIERETO • Posicionamento do Paciente: Paciente deitado na maca; se possível, a cabeceira da maca ou cama deve ser elevada a uma posição semiereta. Role os ombros do paciente para frente rodando os braços medial ou internamente. AP SUPINO OU SEMIERETO • Posicionamento das Partes: ➢ Colocar o RI embaixo ou atrás do paciente; alinhe o centro do RI com o RC (topo do RI cerca de 4 a 5 cm acima dos ombros); ➢ Centralizar o paciente com o RC e o RI; checar olhando o paciente de cima, próximo à posição do tubo. AP SUPINO OU SEMIERETO • Raio Central (RC): ➢ RC angulado caudalmente para ficar perpendicular ao eixo longo do esterno (em geral requer um ângulo de mais ou menos 5° caudal para evitar que as clavículas obscureçam os ápices); ➢ RC para o nível de T7, 8 a 10 cm abaixo da incisura jugular; ➢ Distância mínima de 100 cm para a posição supina. AP SUPINO OU SEMIERETO • Colimação e Respiração: Colimar a área dos campos pulmonares e realizar a exposição ao fim da segunda inspiração plena. AP SUPINO OU SEMIERETO Observações • Para a posição semiereta, usar a distância de 180 cm se possível. AP SUPINO OU SEMIERETO AP Supino AP Semiereto AP SUPINO OU SEMIERETO AP SUPINO OU SEMIERETO AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) É utilizada para demonstrar derrame pleural por níveis hidroaéreos no espaço pleural, ou pequenas quantidade de ar na cavidade pleural podem demonstrar um possível pneumotórax. Também conhecida como incidência de Laurell. • Fatores Técnicos: ✓ Tamanho do chassi 35x43 cm; ✓ Sentido do chassi Transversal AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) • Posicionamento do Paciente: ➢ Paciente em decúbito lateral esquerdo ou direito; ➢ Queixo do paciente estendido e ambos os braços elevados acima da cabeça para não sobrepor aos campos pulmonares; dorso do paciente firmemente contra o RI; ➢ Joelhos levemente flexionados e plano coronal paralelo ao RI, sem rotação do corpo. AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) • Posicionamento das Partes: ➢ Ajustar a altura do RI para centralizar o tórax com o RI ➢ Ajustar o paciente e a maca para centralizar o plano sagital mediano e T7 com o RC (topo do RI está a cerca de 2,5 cm acima da proeminência vertebral. AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) • Raio Central (RC): ➢ Raio horizontal, direcionado ao centro do RI, para o nível de T7, 8 a 10 cm abaixo do nível da incisura jugular. Um feixe horizontal deve ser usado para mostrar nível hidroaéreo ou pneumotórax; ➢ Distância foco filme de 180 cm. AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) • Colimação e Respiração: Colimar a área dos campos pulmonares e realizar a exposição ao final da segunda inspiração plena. AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) Observações • Em caso de possível líquido na cavidade pleural (derrame pleural), o lado suspeito deve ficar para baixo; • Em caso de pequenas quantidade de ar na cavidade pleural (pneumotórax), o lado afetado deve estar para cima. AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) AP DECÚBITO LATERAL (RAIOS HORIZONTAIS) Decúbito Lateral Esquerdo ÁPICO LORDÓTICA Esta incidência é realizada principalmente para excluir calcificações e massas por detrás das clavículas. • Fatores Técnicos: ✓ Tamanho do chassi 35x43 cm; ✓ Sentido do chassi Longitudinal ou transversal. ÁPICO LORDÓTICA • Posicionamento do Paciente: ➢ Paciente em pé, afastado cerca de 30 cm do RI e inclinado para trás com ombros, pescoço e dorso da cabeça contra o RI; ➢ Ambas as mãos nos quadris, palmas para fora; ombros rolados para frente. ÁPICO LORDÓTICA • Posicionamento das Partes: ➢ Centralizar o plano sagital mediano com o RC e a linha do centro do RI; ➢ Centralizar o chassi com o RC (topo do RI deve estar cerca de 7 a 8 cm acima dos ombros em um paciente médio). ÁPICO LORDÓTICA • Raio Central (RC): ➢ Raio central perpendicular ao chassi, centrado com o terço médio do esterno (9cm abaixo da incisura jugular); ➢ Distância foco filme (DFoFi) de 180 cm ÁPICO LORDÓTICA • Colimação e Respiração: Colimar a área de interesse dos pulmões e realizar a exposição ao fim da segunda inspiração plena. ÁPICO LORDÓTICA Observações • Se o paciente estiver fraco e instável ou não for capaz de assumir a posição lordótica, obtém-se uma incidência semi-axial AP com o paciente em posição ortostática ou em decúbito dorsal, com o dorso colocado contra a mesa ou o chassi. Os ombros devem ser rodados para frente e os braços na mesma posição da incidência lordótica. • O RC é direcionado 15° a 20° no sentido cefálico, para a porção média do esterno. ÁPICO LORDÓTICA ÁPICO LORDÓTICA ÁPICO LORDÓTICA INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES As incidências oblíquas podem ser realizadas do lado direito e esquerdo do paciente, servem para visualizar patologias envolvendo os campos pulmonares, traqueia e estruturas mediastinais, incluindo o tamanho e o contorno do coração e grandes vasos. • Fatores Técnicos: ✓ Tamanho do chassi 35x43 cm; ✓ Sentido do chassi Longitudinal. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES • Posicionamento do Paciente: ➢ Paciente em pé, rodado 45° com o ombro anterior esquerdo contra o RI para a OAE e rodado 45° com o ombro anterior direito contra o RI para a OAD; ➢ Braço do paciente flexionado perto do RI e mão colocada no quadril, palma da mão para fora; ➢ O outro braço elevado para não se superpor ao campo pulmonar e mão repousando na cabeça ou na unidade de suporte do chassi, mantendo-se o braço levantado o mais alto possível; ➢ Paciente olhando para frente e queixo elevado. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES OAD OAE • Posicionamento das Partes: ➢ Centralizar o paciente com o RC e com o RI, com o topo do RI cerca de 2,5 cm acima da proeminência vertebral. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES • Raio Central (RC): ➢ Raio central perpendicular ao chassi, direcionado par ao nível de T7 (8 a 10 cm abaixo da proeminência vertebral); ➢ DFoFi de 1,80 cm. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES • Colimação e Respiração: Colimar a área dos pulmões e realizar a exposição ao final da segunda inspiração plena. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES OAD COM 45° OAE COM 45° Observações • Para oblíquas anteriores, o lado de interesse geralmente é o lado mais afastado do RI. • Caso o paciente não consiga realizar as OAD e OAE, pode adotar uma posição em decúbito e realizar as incidências oblíquas posteriores. • Algumas posições para o estudo do coração necessitam de uma OAE com um aumento da rotação para 60°; • Com uma rotação menor (15° a 20°) pode ser interessante para visualizar melhor várias áreas dos pulmões em caso de possível doença pulmonar. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS ANTERIORES OAE COM 60° OAD COM 60° INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES As incidências oblíquas podem ser realizadas do lado direito e esquerdo do paciente, servem para visualizar patologias envolvendo os campos pulmonares, traqueia e estruturas mediastinais, incluindo o tamanho e o contorno do coração e grandes vasos. • Fatores Técnicos: ✓ Tamanho do chassi 35x43 cm; ✓ Sentido do chassi Longitudinal. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES • Posicionamento do Paciente(ortostático): ➢ Paciente em pé, rodado 45° com o ombro posterior direito contra o RI para a OPD e rodado 45° com o ombro posterior esquerdo contra o RI para a OPE; ➢ Braço mais próximo do RI elevado, repousando sobre a cabeça; o outro braço colocado no quadril com a palma da mão para fora; ➢ Paciente olhando para frente. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES • Posicionamento do Paciente (decúbito): ➢ Se o paciente não puder ficar em pé ou se sentar, realizar oblíquas posteriores na mesa; ➢ Colocar suportes sob a cabeça do paciente e também sob o quadril e ombro elevados. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES • Posicionamento das Partes: ➢ Topo do RI cerca de 2 cm acima da proeminência vertebral ou cerca de 12 cm acima do nível da incisura jugular (5 cm acima dos ombros); ➢ Tórax centralizado com o RC e o RI. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES • Raio Central (RC): ➢ Raio central perpendicular ao chassi, para o nível de T7; ➢ DFoFi de 1,80 cm. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES • Colimação e Respiração: Colimar a área dos pulmões e realizar a exposição ao final da segunda inspiração plena. INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES OPD COM 45° OPD COM 45° INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES OPE COM 60° OPE COM 60° Observações • Oblíquas posteriores permitem uma melhor visualização do lado mais próximo do chassi; • Posições posteriores mostram a mesma anatomia que as posições oblíquas anteriores. Assim: OAD = OPE OAE = OPD INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES