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ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO - fôrmas Prof. LUCAS FERNANDO KRUG lucas.krug@unijui.edu.br Fonte: UFRGS (Kirchein; Pagnussat) - UFPR (Medeiros) - USP (Pinheiro; Razende) PUC – Goiás (Cunha) mailto:lucas.krug@unijui.edu.br • Molde de alguma coisa, nosso modelo; • Requisitos gerais • Deve garantir a geometria e posicionamento; • Ser capaz de suportar o concreto no estado fresco além de protege-lo; • Limitar a perda de água e finos (nata); • Deve possibilitar a superfície desejada; • Favorecer o posicionamento de outros elementos. FÔRMA • Prazos • Estruturas 50% do tempo do prazo total de execução; • Fôrmas 60% da estrutura • Custos • Estrutura 20% do custo da obra • Fôrmas 25 a 40% da estrutura FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO Definição • São estruturas provisórias destinadas a dar forma e suporte aos elementos de concreto até a sua solidificação. • Além da MADEIRA que pode ser utilizada várias vezes, tem sido difundido o uso de fôrmas METÁLICAS e MISTAS, combinando elementos de madeira com peças METÁLICAS, PLÁSTICOS e PRÉ MOLDADOS. Importância • Qualidade da estrutura • Garantia da geometria dos elementos estruturais • Origem de problemas na estrutura: • Deformação das fôrmas: Fissuras • Falta de escoras • Sobrecargas para correções de seções • Falha de estanqueidade das fôrmas: Corrosão de armadura Importância • Garante o posicionamento das peças • Mantém a estabilidade do concreto “fresco”; • Protege o concreto novo; • Evita fuga de finos; • Limita a perda de água Cimbramentos Estrutura de suporte provisória composta por um conjunto de elementos que apoiam as fôrmas horizontais (vigas e lajes), suportando as cargas atuantes (peso próprio do concreto, movimentação de operários e equipamentos, etc.) e transmitindo-as ao piso ou ao pavimento inferior. Para tanto deve ser dimensionado, entre outras coisas, em função da magnitude de carga a ser transferida, do pé-direito e da resistência do material utilizado. • Geralmente podem ser divididos em: • Suporte: escoras, torres, etc; • Trama: vigotas principais (conhecidas também como longarinas) e vigotas secundárias (conhecidas também como barrotes) • Acessórios: peças que unem, posicionam e ajustam as anteriores. Cimbramentos Fatores que influenciam o escoramento • Peso próprio da laje e componentes do pavimento; • Dimensões das lajes que compõe o pavimento; • Ciclo de concretagem dos pavimentos superiores; • Sobrecargas de utilização dos pavimentos, no processo evolutivo das concretagens e demais etapas; • Sobrecargas de uso e cargas permanentes utilizadas no cálculo da estrutura definitiva; • Resistência e módulo de deformação nas datas de retirada dos reescoramentos e das concretagens de novas lajes; Projeto para montagem das fôrmas Principais elementos que necessitam fôrmas: Pilares, vigas e lajes. Componentes de sistemas de formas • Moldes: superfície de contato com concreto • Função: definir a forma das seções estruturais e textura superficial • Estrutura: reticulado de madeira ou metal • Função: dar rigidez ao molde • Escoramento: elementos verticais ou inclinados • Função: transmissão de cargas para base e estabilidade do sistema • Acessórios: travas, tirantes, cantoneiras, etc. • Função: fechamento, estanqueidade, etc. CLASSIFICAÇÃO DAS FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO - Quanto ao material - Tipos de fôrmas • Fôrmas plásticas - São fôrmas que utilizam quadros e chapas feitos em plástico reciclável, tanto para estruturação de seus painéis como para dar acabamento à peça concretada, sendo contraventadas por estruturas metálicas. • Fôrmas de madeira: material mais comum e de larga utilização por ser de fácil aquisição e de trabalho. • Deve possuir as seguintes qualidades: • Elevado modulo de elasticidade e resistência razoável • Não ser excessivamente dura, facilitando serragem, penetração e extração de pregos • Baixo custo e pequeno peso específico • DESTACAM-SE: • madeira bruta; • compensado resinado; • compensado plastificado Tipos de fôrmas • Fôrmas de madeira: • MADEIRA BRUTA: destinada a concretagem de peças de fundação e de estruturas que não requerem acabamento perfeito ou que devam receber revestimento. Tipos de fôrmas Pinus; Eucalipto; Cedrinho Espessura 2cm 2,5cm = 1” Largura 14, 20, 30, 40cm Materiais tradicionais (tábuas) Materiais tradicionais (sarrafos) Dimensões tradicionais 1”X3” = 2,54X7,62cm 5X5cm 2,5X5cm ... Compensado Naval Preto Madeirite • Fôrmas de madeira: • COMPENSADO RESINADO: destinado a elementos estruturais que não requerem muito acabamento. Reutilização de até 5 vezes. • COMPENSADO PLASTIFICADO: largamente utilizado na concretagem de elementos que requerem acabamento (concreto à vista). Reutilização de até 50 vezes. Tipos de fôrmas • Fôrmas metálicas + Compensado - São compostos por quadros em peças metálicas (aço ou alumínio) que utilizam chapas de madeira compensada ou material sintético para dar o acabamento na peça concretada. As chapas são a parte da fôrma que mantêm contato com o concreto. Tipos de fôrmas • Fôrmas metálicas- construções onde há predominância de elementos estruturais com dimensões pouco variadas. • Inúmeros fornecedores, inclusive com personalização. • Muito utilizado por indústria de pré-moldados • Reutilização praticamente ilimitada • Ótima relação custo x benefício Escolha do sistema de fôrmas • Projeto arquitetônico: Determina a geometria do produto final, influenciando diretamente o projeto estrutural e consequentemente todo o processo construtivo; • Projeto Estrutural: Estabelece a geometria das peças a serem concretadas e, consequentemente, desqualifica materiais e sistemas que não se adaptam a essa exigência; • Planejamento: Ritmo de execução da estrutura e sequencia dos trabalhos. • Forma de lançamento do concreto: concretagem bombeada exerce um esforço maior; • Forma de adensamento do concreto; • Custo; • Número de utilizações; • Movimentação; • Produtividade; • Espaço no canteiro de obra; • Perdas no processo; • Disponibilidade no mercado; • Segurança. Armadura (30 a 35%) Concreto (30 a 40%) Fôrma ( 35 a 50%) O QUE É MELHOR? CLASSIFICAÇÃO DAS FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO - Quanto ao Tipo - • Classificam-se de acordo com o material e pela maneira como são utilizadas, levando em conta o tipo de cada obra. • Vantagens: • Utilização de mão de obra relativamente fácil; • Uso de equipamentos e complementos pouco complexos; • Relativamente baratos. • Restrições: • Tipo de obra (obras pequenas com detalhes específicos); • Condição de uso (pouca durabilidade, pouca resistência nas ligações e emendas, grandes deformações quando submetidas a variações de umidade, inflamáveis). Tipo de fôrmas: Convencionais de Madeira • Chapas compensadas com reforço: quando usadas para moldar paredes, vigas altas, pilares de grandes dimensões e lajes, será conveniente reforçar as peças para se obter melhor rendimento (pelo aumento da inércia das chapas). Tipo de fôrmas: Convencionais de Madeira Chapas de madeira revestidas • Alto índice de reaproveitamento; • Revestimento resinado: reutilização de 8 vezes e aspecto superficial do concreto rugoso; • Revestimento plastificado: filme fenólico, reutilização de 18 vezes e superfície do concreto lisa; • Compostas, em geral, por painéis de madeira com travamento e escoramento metálicos, em geral em módulos com dimensões que possibilitem um ampla gama de dimensões de elementos estruturais. • As partes metálicas tem durabilidade quase infinita (se bem cuidadas) e as peças de madeira tem sua durabilidade restrita a um obra ou com algum aproveitamento para outras obras. • Sistema de fixação umas as outras através de encaixe rápido ou roscas (sistema porca/parafuso - porca borboleta) Tipo de fôrmas: Moduladas / mistas • Aplicações: pilares, paredes, muros de arrimo, galerias, estações de tratamento de água e esgoto. Lajes planas, protendidas, nervuradas, etc. Usado em obras repetitivas e edifícios altos. • Componentes: painéis mistos ( madeirae metálico) Tipo de fôrmas: Moduladas / mistas • Chapas metálicas de diversas espessuras, dependendo dos elementos a concretar e dos esforços a resistir. São indicados para fabricação de elementos pré-moldados, com as formas permanecendo fixas durante a armação, lançamento, adensamento e cura. DESMOLDANTE??? Vídeo de forma para casas https://www.youtube.com/watch?v=28c041EJ32w Tipo de fôrmas: Metálicas https://www.youtube.com/watch?v=28c041EJ32w Fôrma trepante Aula 2 - Fôrmas O princípio básico do SISTEMA TREPANTE consiste na reutilização da forma na próxima etapa de concretagem, apoiando-se na ancoragem prevista na camada executada anteriormente. O sistema de fôrmas trepantes auto portantes é recomendado para estruturas elevadas e geometria repetitiva. Indicado para obras de infraestrutura, como reservatórios de concreto armado, barragens para hidrelétricas, mastros de pontes e viadutos, caixas de escada ou elevadores, pilares e paredes maciças de concreto muito elevadas, estádios e obras especiais de geometria arrojada. Fôrma trepante Aula 2 - Fôrmas O sistema basicamente consiste de grandes painéis estruturados em aço com revestimento em compensado, suportados por mísulas metálicas e içados através de equipamento de carga. Este sistema dispensa a utilização de tirantes para sua fixação e, devido ao seu sistema de regulagem, propicia o trabalho em planos verticais e inclinados. Fôrma trepante Aula 2 - Fôrmas A mísula é o principal componente do SISTEMA TREPANTE, sendo utilizado em todas as etapas de concretagem, exceto na primeira. Todos os outros grandes componentes são acoplados na mísula, que com a ajuda do guarda corpo possibilita uma área de trabalho segura na sua plataforma forrada por pranchões de madeira. Vídeo de forma trepante https://www.youtube.com/watch? v=l0qX17RETgk https://www.youtube.com/watch? Tipos de fôrmas: Deslizantes • Ao contrário do sistema trepante, no qual a desforma só pode acontecer após a cura do concreto, a dinâmica de concretagem é mais rápida com as fôrmas deslizantes e a espera pelo tempo de pega do concreto é menor. Passado esse período - cerca de três horas após a concretagem - a fôrma sobe mais 20 cm ou 30 cm e uma nova concretagem é feita. Assim, o ciclo se repete de forma muito mais veloz e em turnos ininterruptos de 24 horas • O sistema de fôrmas deslizantes consiste basicamente em utilizar uma fôrma de pouca altura (cerca de 1,20 m) para uma estrutura de seção constante. Tipos de fôrmas: Deslizantes Após a desforma, recomenda-se realizar imediatamente a cura química. Quando a superfície do concreto se tornar mais resistente, pode-se fazer a cura úmida com jatos de água Mesa voadora Aula 2 - Fôrmas O sistema de mesas voadoras é, ao mesmo tempo, a fôrma para execução das lajes e o escoramento inicial. Após a concretagem, a mesa pode ser retirada e deslocada por grua até o pavimento superior para execução da laje seguinte Aula 2 - Fôrmas Aula 2 - Fôrmas http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/175/forma-tipo-mesa-voadora-para-execucao-de-lajes-287884-1.aspx Vídeo mesa voadora 5’30” https://www.youtube.com /watch?v=f6e0Z7VhOZ8 Vídeo mesa deslizante 3’30” https://www.youtube.com /watch?v=jqMWBC8lpkQ http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/175/forma-tipo-mesa-voadora-para-execucao-de-lajes-287884-1.aspx https://www.youtube.com https://www.youtube.com Produção de fôrmas • A escolha do processo de produção e do sistema de fôrmas depende de: • Porte da obra; • Custos (materiais, equipamentos e mão de obra) • Especificação do acabamento superficial (textura da superfície, detalhes, etc.) Projeto de fôrmas NBR 15696/09: Fôrmas e escoramentos para estrutura de concreto – projeto, dimensionamento e procedimentos executivo. • Estrutural • Fabricação • Montagem • Desmontagem • Manutenção Projeto executivo de fôrmas • Objetivos: eliminar improvisações e racionalizar o uso de materiais (menor custo); • Detalhamento da produção das fôrmas; • Desenho de montagem: • Planta de locação dos eixos; • Locação dos pilares; • Planta de escoramento, travamentos; • Escoras remanescentes ou reescoramento, • Planta de paginação da laje. • Definição dos procedimentos de montagem • Definição dos procedimentos de desfôrmas (sequência e forma) A racionalização das fôrmas depende da compatibilização dos projetos. Produção de fôrmas: Racionalizadas ou Industrializadas • Produção em canteiro ou empresas especializadas • Carpinteiro de fôrmas ou produção em empresas e montagem na obra • Documentos necessários • Planta de fôrmas (projeto estrutural) • Projeto de fôrmas ( dimensionamento das formas) • Compra, recebimento e armazenamento da madeira ou das fôrmas pré prontas • Área de estocagem de materiais e componentes pré fabricados • Produção e montagem ou somente montagem Produção de fôrmas: Tradicional • Produção no canteiro • Carpinteiro de fôrmas • Documento necessário • Planta de formas ( projeto estrutural) • Compra, recebimento e armazenamento de madeira • Área para estocagem de material • Área de produção (corte das peças) • Montagem das peças e identificação • Denominações usuais: as denominações dadas às diversas peças que compõem as fôrmas e seu escoramento são muito variadas e dependem, em geral, dos mestres carpinteiros. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns EXECUÇÃO DAS FÔRMAS • Painéis –Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas, pilares, paredes e fundações. Superfícies planas, formadas de tábuas de 2,5cm (1”) de espessura, ligadas geralmente por sarrafos de 2,5X10,0 cm (1”X4”), de 2,5X15,0 cm (1”X6”) ou por caibros de 7,5X7,5 cm (3”X3”) ou 7,5X10,0 cm (3”X4”) ou ainda por placas de madeira compensada. • Guias – peça de suporte dos travessões; trabalham como vigas contínuas apoiando-se sobre os pés direitos. São feitas em geral de caibros de (3”X4”). As tábuas de 2,50X30 cm (1”X12”) podem também ser usadas como guias, trabalhando de cutelo, isto é, na direção da maior resistência. Nesse caso os travessões são suprimidos. • Travessões – peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis das lajes; são em geral feitas de caibros de 7,5X7,5cm (3”X3”) ou 7,50X10,0 cm (3”X4”) e trabalham como vigas contínuas apoiadas nas guias. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns • Cantoneiras: (chanfrados ou meio-fio) – pequenas peças triangulares pregadas nos ângulos internos das formas, destinadas a evitar as quinas vivas dos pilares, vigas, etc. • Gravatas: peças que ligam os painéis das fôrmas dos pilares, colunas e vigas, destinadas a reforçar essas fôrmas, para que resistam aos esforços que nelas atuam na ocasião do lançamento do concreto. As gravatas, embora possam ser independentes das travessas dos painéis numa posição que permite que elas sejam ligadas pelas extremidades. • Montantes: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares, feitas em geral de caibros de 7,5X7,5cm ou 7,5X10cm, reforçam ao mesmo tempo várias gravatas. Os montantes colocados em faces opostas de pilares, paredes e fundações, são ligados entre si por ferros redondos ou tirantes. • Mão francesa– peças inclinadas, trabalhando à compressão, empregadas frequentemente para impedir o deslocamento dos painéis laterais das fôrmas de vigas, escadas, blocos de fundações, etc. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns • Chapuzes – pequenas peças feitas de sarrafos de 2,5X10,0 cm, cerca de 15 a 20 cm de comprimento, geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento, ou como apoio dos extremos das escoras. • Cunhas – Peças com forma de prisma, geralmente usada aos pares com a dupla finalidade de forçar o contato intimo entre os escoramentos e as fôrmas, para que não haja deslocamento durante o lançamento do concreto, e facilitar, posteriormente, a retirada desseelementos. Devem ser feitas, de preferência, de madeiras duras para que não se deformem ou se inutilizem facilmente. • Calços - Peças de madeira sobre os quais se apoiam os pontaletes e pés- direitos, por intermédio das cunhas. São geralmente feitas de pedaços de tábuas de aproximadamente 30cm. • Espaçadores - pequenas peças feitas de sarrafos ou caibros, empregados nas fôrmas de paredes e fundações e vigas, para manter a distância interna entre os painéis, à medida que se faz o enchimento das fôrmas, os espaçadores vão sendo retirados e, para facilitar essa operação quando feitos de caibros, devem ser apertados com cunhas. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns • Janelas – aberturas localizadas na base das fôrmas dos pilares e paredes ou junto ao fundo das vigas de grande altura, destinadas a facilitar-lhes a limpeza imediatamente antes do lançamento do concreto. • Travamento – ligação transversal das peças de escoramento que trabalham à flambagem (carga de topo), destinada a subdividir-lhes o comprimento e aumentar-lhes a resistência. • Contraventamento – ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas assegurando a indeformabilidade do conjunto. Consiste na ligação das fôrmas entre - si, por meio de sarrafos e caibros, formando triângulos. Nas construções comuns o contraventamento, em geral, é feito somente em planos verticais, destinando - se a impedir o desaprumo das fôrmas dos pilares e colunas, sendo desnecessário no plano horizontal, visto que as fôrmas das lajes geralmente já impedem a deformação do conjunto, nesse plano. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado de edifícios comuns Por onde começar? Pilares EXECUÇÃO DAS FÔRMAS- MONTAGEM Pilar Pilar Pilar Execução de fôrmas: Pilares • Necessidade de maior atenção na transferência dos eixos do piso anterior para a laje em execução e do nível de referência (prumos e níveis), exatamente como está previsto em projeto. Painel lateral do pilar Vista de cima Vista de frente Gravatas 50 a 80 cm a b Fôrma do Pilar 1(axb) . . .. . . ..Painel de compensado ou tábuas MADEIRA Viga Metálica Aprumador de pilar Aprumador Barra de ancoragem Pilares redondos Aula 2 - Fôrmas Execução de fôrmas: Vigas • Podem ser lançadas após a concretagem dos pilares ou no conjunto de formas de pilares, vigas e lajes a serem concretadas ao mesmo tempo. O usual é lançar as formas de vigas a partir da cabeça dos pilares com apoios intermediários. Primeiro passo: fundos de viga Vigas Escoramento de fundos de viga Cruzeta de fundo Vigas Execução de fôrmas: Lajes • Dependem do tipo de laje que será executada e faz parte do conjunto de atividades da execução das formas de vigas e pilares. • Os procedimentos em geral tem inicio na fixação das longarinas apoiadas em sarrafos guias pregados nas vigas. • Escoramento adequado • Uso de contra-flexa • Anterior a concretagem, é necessário a limpeza das formas, aplicação de desmoldante, conferência de passagem de tubulações, espaçadores..... Lajes (pré moldada) Laje de forro residencial: 50 kgf/m² Laje para piso residencial: 150 kgf/m² a 200 kgf/m² Estrutura basicamente constituída de vigotas de concreto com forma de T invertido espaçadas uniformemente, com a colocação de tavelas ou lajotas de cerâmica, EPS ou ainda concreto entre as vigotas. Finalmente essa montagem recebe um capa de concreto com a finalidade de solidificar o conjunto, dependendo do caso pode ser reforçada com armadura superior. Lajes (pré moldada) MONTAGEM I. No respaldo da alvenaria deve haver uma cinta de amarração devidamente nivelada na altura da laje, com a finalidade de estruturar a alvenaria e distribuir os carregamentos oriundos da laje. II. Pelo lado externo da alvenaria deve ser fixada uma tábua, para servir de forma ao concreto da capa da laje (quando não for usado o bloco J) Lajes (pré moldada) MONTAGEM III. A distribuição das vigotas deve seguir o esquema de montagem do fabricante ou do calculista (importante verificar o sentido do posicionamento) IV. Os escoramentos devem ser considerados no projeto. Deve-se prever uma contra-flexa para futura acomodação da laje. Recomenda-se um prazo mínimo de 21 dias para a retirada dos escoramentos e de 28 dias de lajes em balanço. Lajes (pré moldada) MONTAGEM Lajes (pré moldada) MONTAGEM V. Colocação de armaduras adicionais, uso de espaçadores para garantir o espaçamento e recobrimento. VI. Colocação de demais instalações hidro e elétricas. VII. Concretagem da laje com recobrimento definido em projeto VIII. Cura e retirada de escoras em prazos adequados. Lajes (pré moldada) Laje (maciça) MONTAGEM 1. Posicionamento das guias e escoras de apoio dos painéis da laje 2. Posicionamento dos travessões 3. Distribuição dos painéis da laje 4. Fixação dos painéis de laje Laje (maciça) MONTAGEM 5. Alinhamento das escoras de vigas e lajes 6. Nivelamento das vigas e lajes (uso de contra-flexa) 7. Aplicação de desmoldante nas formas e painéis de fundo 8. Montagem de armadura e instalações hidro e elétricas 9. Concretagem e cura, seguidos de retiradas de escoras e formas Lajes nervuradas Aula 2 - Fôrmas Lajes nervuradas Aula 2 - Fôrmas Generalidades: As fôrmas para concreto armado devem satisfazer aos requisitos: 1. Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto e ter a resistência necessária para não se deformarem sensivelmente sob ação dos esforços que vão suportar, como: • peso próprio, do peso • pressão do concreto fresco 2. Devem ser estanques, grande importância para que haja perda de cimento arrastado pela água. Por isso é preciso que as tábuas sejam bem alinhadas (formas), para que se justaponham o melhor possível, e as fendas que aparecerem sejam calafetadas (com papel). 3. Construídas de uma forma que permita a retirada dos seus diversos elementos com relativa facilidade e, principalmente, sem choques. Para esse fim o seu escoramento deve apoiar-se sobre cunhas, caixas de areia ou outros dispositivos apropriados; 4. Projetadas e executadas de um modo que permita o maior número de utilizações das mesmas peças; 5. Feitas com madeira aparelhada ou compensados, nos casos que o concreto deva constituir superfície aparente definitiva. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado • peso das armaduras • cargas acidentais Na execução dos trabalhos de concreto armado, deverão ser tomadas as seguintes precauções, para que a estrutura não seja prejudicada tanto na resistência, quanto no aspecto exterior: a) Antes do lançamento do concreto as fôrmas devem ser limpas internamente. Para este fim podem ser deixadas aberturas, denominadas janelas, próximas ao fundo dos pilares, paredes, vigas estreitas e profundas; b) As fôrmas devem ser molhadas antes do lançamento do concreto; c) Quando se deseja evitar a ligação de muros ou pilares a construir, com outros já existentes, a face de contato deverá ser recoberta com papel, graxa, feltro, ou simplesmente com pintura a cal; d) A retirada das fôrmas deve obedecer sempre a ordem e aos prazos mínimos conforme a NBR. Fôrmas de madeira para estrutura de concreto armado • ESCORAMENTO OU CIMBRAMENTO: estruturas provisórias com capacidade de resistir e transmitir cargas às bases de apoio da estrutura do escoramento. Considera TODAS as ações provenientes de cargas permanentes e variáveis resultantes do lançamento do concreto fresco sobre as fôrmas horizontais e verticais. As cargas devem ser consideradas até o momento que o concreto se torne autoportante. Escoramento de madeira • As escoras deverão ficar apoiadas sobre calços de madeira assentados sobre a terra apiloada ou sobre contrapiso de concreto, ficando uma pequena folga entre a escora e o calço para a introdução de cunhas de madeira. Sistemas Pontuais, fáceis de montar. Escoramento metálico • São pontaletes tubulares extensíveis a cada 10cm, com chapas soldadas na base para servir como calço. Podem ter no topo também uma chapa soldada ou uma chapa em U para servir de apoio as peças de madeira. Área de abrangência altura:1,5 a 4,5; distância entre elas: 1,10 m. Metálico suporta mais que a de madeira. • ESCORAMENTO OU CIMBRAMENTO: Elementos verticais múltiplos, ligados entre si, que suportam grandes carregamentos. • REESCORAMENTO: sistema dinâmico de estruturas provisórias compostas por um conjunto de elementos que apoiam as vigas e lajes após a retirada de suas fôrmas de cimbramento, até que as peças concretadas atinjam a resistência para qual foram projetadas. NBR 14931 (2003) • Fôrmas e escoramentos devem ser removidos de acordo com o plano de desfôrma previamente estabelecido de maneira a não comprometer a segurança e o desempenho em serviço da estrutura. • A retirada das formas e do escoramento só pode ser feita quando o concreto estiver suficientemente endurecido para resistir às ações que sobre ele atuarem e não conduzir a deformações inaceitáveis, tendo em vista o baixo valor do módulo de elasticidade do concreto (Eci) e a maior probabilidade de grande deformação diferida no tempo, quando o concreto é solicitado com pouca idade. • Para o atendimento dessas condições, o responsável pelo projeto da estrutura deve informar ao responsável pela execução da obra os valores mínimos de resistência à compressão e módulo de elasticidade que devem ser obedecidos concomitantemente para a retirada das formas e do escoramento, bem como a necessidade de um plano particular (sequência de operações) de retirada do escoramento. Tipos de fôrmas Prazo de desforma Concreto comum Concreto com ARI Paredes, pilares e faces laterais de vigas 3 dias 2 dias Lajes até 10 cm de espessura 7 dias 3 dias Faces inferiores de vigas com reescoramento 14 dias 7 dias (?) Lajes com mais de 10 cm de espessura e faces inferiores de vigas com menos de 10 m de vão 21 dias 7 dias Arcos e faces inferiores de vigas com mais de 10 m de vão 28 dias 10 dias Ciclo de concretagem: Dia 1 – Alinhamento, gastalho, forma e armadura PILAR Dia 2 – PILAR + montagem e escoramento VIGAS Dia 3 – Cimbramento da LAJE Dia 4 – Concretagem PILARES Dia 5 – Fôrmas da LAJE Dia 6 – Armação VIGAS e LAJES + Instalações Dia 7 – Concretagem VIGAS E LAJE Cuidados na desmontagem Aliviar as escoras centrais em direção aos apoios Plano de escoramento: Semana 1 – Manter encoramento com formas; Semana 2 – Tirar formas e manter o escoramento (faixa de reescoramento de laje); Semana 3 – Tirar de 30 a 40% das escoras; Semana 4 – Tirar mais 30 a 40 das escoras; Semana 5 – Remoção de todas as escoras LOCAÇÃO DAS ESCORAS LOCAÇÃO DAS REESCORAS Queda de laje - Nova Petrópolis Escoramentos de uma laje de ampliação de um shopping na Zona Sul de São Paulo cederam, machucando 12 pessoas EXERCÍCIOS 1. O que são fôrmas e quais os requisitos gerais para elas? 2. Qual a importância de se ter qualidade nas fôrmas de uma edificação? 3. O que são cimbramentos? 4. Quais são os principais fatores que influenciam no “escoramento” de uma edificação durante sua construção? 5. Cite os principais componentes dos sistemas de fôrmas, e suas funções. 6. Podemos classificar as fôrmas quanto ao material? Quais? 7. Podemos classificar as fôrmas quanto ao tipo? Quais? 8. Quais as vantagens e restrições das fôrmas convencionais de madeira? 9. O que são fôrmas moduladas / mistas? 10. Fale sobre as fôrmas trepantes. 11. O que são e como funcionam as fôrmas deslizantes? 12. O que é mesa voadora em termos de fôrmas para construção de edificações? 13. A escolha do processo de produção e fôrmas em uma obra depende de que fatores? 14. Quais são as diferenças entre a produção de fôrmas TRADICIONAL e as RACIONALIZADAS? 15. Qual o principal cuidado na execução das fôrmas do pilares? 16. Faça um breve resumo dos passos necessários para montagem de uma Laje Prémoldada. 17. Faça um breve resumo dos passos necessários para montagem de uma Laje maciça. 18. As formas para concreto armado devem satisfazer alguns requisitos, quais são eles? 19. Existe algum cuidade que deve ser tomado quando estamos realizando a desmontagem do sistema de escoramento e fôrmas de uma obra?