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FP079 - A ação tutorial no sistema educativo
Nome e sobrenome/s: 
Claudia Paixão Conceição Rosa 
Danielle Velasco
Marcelo Marriel
Roseli Lemos de Souza
Roseli Ferreira Pimentel
Código: 
BRFPMME4038667
BRFPMME3842677
BRFPMME4038741
BRFPMME406025
BRFPMME4019085
Curso: Mestrado em Educação
 Grupo: 29
 Data: 27/05/2021
Plano de Ação Tutorial (PAT)
Instituto de Ensino Secundário e Médio
Sumário
1. Fundamentação teórica	3
3. Os objetivos	4
4. Ações	5
5. Calendário das atividades do PAT	6
5.1 Atividades por trimestre	7
5.1.1 Ensino Fundamental: 1º ao 4º Ano	7
5.1.2 Atividades de tutoria no ensino médio: 1º ao 3 º ano	8
6. Condições organizacionais	8
7. Procedimentos de avaliação e monitoramento	9
5. Bibliografia	10
1. Fundamentação teórica
Todo professor deve tentar garantir que seu trabalho educacional vá além de mera instrução ou transmissão de conhecimentos, tornando-se educador e guia de seus próprios alunos. As tarefas educativas - ou seja, contribuir para o desenvolvimento, maturação, orientação e aprendizagem - não correspondem exclusivamente a um único professor (o tutor), mas devem ser assumidas por toda a Equipa Docente.
Neste sentido as Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores da Educação Básica (DCNFP), publicadas em 2001 traz algumas competências para os professores e que estas devem estar vinculadas entre a teoria e prática superando a tradicional dicotomia. (Brasil, 2001) 
Ainda na DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais) aborda que atribuições necessárias como: saber pesquisar, orientar, avaliar, elaborar propostas além da tutoria dos alunos, a direção e orientação pedagógica dos seus aprendizagem e apoio no processo educativo, em colaboração com as famílias; também aponta a orientação educacional, acadêmica e profissional dos alunos, em colaboração, quando apropriado, com serviços ou departamentos especializados. (Brasil, 2013)
Há, portanto, uma identificação entre ação educativa e ação tutorial, formando parte do mesmo eixo da prática docente, de forma que incorpore funções tutoriais. Assim, a ação tutorial assume uma importância decisiva como espinha dorsal de todo o processo educacional dos alunos. 
Por este motivo, a ação tutorial nunca deve ser uma ação periférica, mas sim nuclear na qual a prática docente tem sua influência no processo educacional dos alunos. Consequentemente, as ações realizadas a partir da tutoria devem centrar-se na análise, pela Equipe Docente, do seu grupo de alunos, do que está acontecendo na sala de aula e no centro, por que está acontecendo e como os professores devem intervir, coletiva e individualmente, para modificar situações incorretas e facilitar o desenvolvimento e aprendizagem de cada aluno e o progresso em grupo. (Bauman, 2002)
Do que foi dito, conclui-se que a função tutorial envolve o acompanhamento e acompanhamento do processo educacional e de aprendizagem dos alunos com o intuito de que a proposta educacional se ajuste às necessidades destes para que aprendam mais e melhor. Ou seja, o núcleo da tutoria está intimamente ligado a tudo o que acontece durante o processo ensino / aprendizagem (PE / A). Assim, grande parte de suas ações deve estar pautada no currículo e os possíveis ajustes e adaptações serão feitos de acordo com a realidade pessoal e grupal. (Arnaiz & Isus, 2004)
O objetivo final ou propósito da Ação Tutorial é alcançar um desenvolvimento abrangente e harmônico do aluno que lhe permita responder às necessidades e situações de caráter pessoais, educacionais e profissionais que encontrará ao longo da sua vida. Ou seja, ensinar a ser pessoa, pensar, conviver, respeitar as individualidades e peculiaridades de cada pessoa, comportar-se consigo mesmo e com os outros, decidir em qualquer situação de vida, etc. Para isso, é necessário que a Ação Tutorial tenha um papel maior na ação educacional por meio de um currículo mais formativo que orienta para a vida. Portanto, a ação tutorial garante coerência educacional no desenvolvimento dos horários dos diferentes professores do grupo, determinando procedimentos para coordenação com os Conselhos de Professores para a adoção de acordos sobre a avaliação dos alunos e nas medidas que, a partir deles, serão implementadas para responder às necessidades detectadas. (Funiber, 2021)
O PAT é a estrutura na qual os critérios e procedimentos para a organização e operação dos tutoriais são especificados. Inclui os objetivos e linhas de ação que os tutores irão desenvolver com os alunos do centro ao longo do curso. Consequentemente, com a ação tutorial, é garantida a coerência educacional no desenvolvimento da programação dos diferentes professores do grupo, determinando procedimentos de coordenação com os Conselhos de Professores para a adoção de acordos sobre a avaliação dos alunos e sobre as medidas que, com base nestes, serão lançados para responder às necessidades detectadas.
3. Os objetivos 
Durante o ano letivo 2020-2021, o principal objetivo será revisar e, quando apropriado, modificar o PAT, adaptando-o às necessidades e características dos alunos, às novas exigências dos professores e a nova realidade educacional derivada da legislação vigente, tanto na área da escolaridade obrigatória e pós-obrigatória. 
Dentro das atividades do PAT, a prioridade será dada aos seguintes objetivos:
▪ Incentivar a integração e participação dos alunos na dinâmica do Instituto.
▪ Conhecer a situação de cada aluno do grupo, do centro e do ambiente familiar.
▪ Promover a coordenação da equipe pedagógica para a realização da monitorização da aprendizagem do aluno.
▪ Atender especialmente os alunos que têm dificuldades (relacionamento, falta de motivação, dificuldades de aprendizagem, outros).
▪ Incentivar a troca coordenada de informações entre o tutor e o corpo docente.
▪ Incentivar a troca de informações entre as famílias e o centro.
▪ Promover a cooperação das famílias no processo de aprendizagem e na tomada de decisões de seus filhos.
▪ Consolidar a hora de tutoria em grupo como veículo de canalização da ação tutorial.
▪ Colaborar com o diretor para que, com base na análise das características de cada grupo, respostas específicas são estabelecidas a partir da organização e o conteúdo da ação tutorial quando surgem situações de dificuldade especial.
▪ Garantir o acompanhamento e avaliação dos alunos que recebem apoios específicos fora do grupo de referência. O tutor deve servir de ponte para a informação e para coordenação da atividade de ensino e avaliação entre os professores auxiliares destes alunos e os do grupo de referência.
▪ Incluir protocolos de ação para monitorar os alunos que recebem apoio específico em diversas instituições;
4. Ações
O PAT é, portanto, a estrutura em que os critérios e procedimentos são especificados para a organização e operação dos tutoriais. Inclui as linhas gerais de ação que os tutores desenvolvem com os Quadros de Professores, com os alunos e com suas famílias:
A) COM ALUNOS:
• Incentivar a integração e participação dos alunos na vida do centro.
• Fazer um acompanhamento personalizado do seu processo de ensino-aprendizagem
• Estimular o desenvolvimento de estratégias pessoais de trabalho.
• Facilitar a tomada de decisões sobre seu futuro acadêmico e profissional.
• Intervenção individualizada em casos que o exijam.
B) COM OS PROFESSORES:
• Incentivar o acompanhamento personalizado do processo de ensino-aprendizagem.
• Coordenar a Mesa de Avaliação e tomar conhecimento dos acordos adotados.
• Promover uma atitude favorável em relação à tutoria.
• Incentivar o acesso de professores/tutores a atividades de tutoria que pode desenvolver com seus alunos por meio de canais de comunicação eficazes (ex: E-mails)
C) COM FAMÍLIAS:
• Estabelecer uma comunicação fluida com as famílias, a fim de trocar informações sobre aspectos relevantes
• Promover a colaboração da família na tarefa pedagógica dos professores.
5. Calendário das atividades do PAT
O primeiro trimestre do curso é essencial para a formação de grupos coesos em todos os níveis de ensino, e, portanto,existem duas fases fundamentais para a obtenção dos objetivos do tutorial. Essas fases são: A fase de planejamento do PAT e a Recepção.
- Fase de Planejamento:
• Reuniões com o Chefe de Estudos para coordenar o desenvolvimento da ação tutorial e a colocação dos alunos em seus grupos e responder às diferentes necessidades de educação dos alunos.
• Reuniões com Professores: análise de relatórios, avaliação de suporte necessário, elaboração de agendas, entrevistas com os pais, seleção de materiais, etc.
• Reuniões com professores de Compensação Educacional para avaliação e estudo dos candidatos.
• Reuniões com tutores e apresentação, levantamento de demandas e organização de conteúdo.
- Fase de Recepção:
• Sessões de recepção aos alunos:
+ Recepção por níveis em suas respectivas salas de aula
+ Distribuição de grupos e tutores
• Acolhimento, apresentação e integração no grupo:
+ Programação do grupo
+ Professores de grupo
+ Atividades de apresentação
• Informações sobre a organização e funcionamento do centro:
+ Regras de convivência do centro
+ Órgãos Diretores
• Coleta de informações no questionário pessoal do aluno
• Informações sobre direitos e deveres dos alunos
• Organização do grupo:
+ Eleição de representantes de turma
+ Distribuição de responsabilidades em sala de aula
5.1 Atividades por trimestre
5.1.1 Ensino Fundamental: 1º ao 4º Ano
PRIMEIRO TRIMESTRE:
• Dia de boas-vindas.
• Ponto de partida. Avaliação inicial.
• A eleição do representante da turma.
• Conhecimento dos membros do grupo. Compartilhar interesses e qualidades.
• Nós conhecemos o Instituto 
• O que é isso? Informações sobre a nova etapa.
• Chegamos a um acordo sobre as regras deste curso.
• Como eu estudo. Aprendendo a usar a agenda e planejar meu tempo.
• Técnicas de estudo.
• Auto estima
• Emoções. 
• Primeira avaliação. Pré-avaliação 1ª.
SEGUNDO TRIMESTRE:
• Pós-avaliação 1ª.
• Motivação para o estudo.
• Emoções e empatia
• Sociograma. Saber como funciona o grupo.
• Habilidades sociais
• Coexistência
• Resolução de conflitos.
• Preconceito, tolerância e não violência. (duas sessões)
• Uma nova oportunidade. Segunda avaliação. Pré-avaliação 2ª
TERCEIRO TRIMESTRE:
• Pós-avaliação 2ª.
• Hábitos saudáveis
• A amizade.
• Lazer e tempo livre
• Internet, TI, jogos, redes sociais ... e proteção de dados.
• Orientação acadêmica. Eu sei meus interesses e habilidades
• O curso terminou. 
Avaliação final. Pré-avaliação 3ª e final.
• Colhendo frutos. Avaliação de tutoria.
5.1.2 Atividades de tutoria no ensino médio: 1º ao 3 º ano
1º e 2º Ano 
• Eleição do representante da turma
• Ajustando objetivos.
• Direitos humanos 
• Orientação acadêmica e profissional.
• Auto orientação e autoavaliação
• Elaboração e análise de 1ª, 2ª e 3ª avaliação.
• Aquelas atividades específicas que são consideradas oportunas devido ao interesse dos alunos.
3º Ano 
• Dia de boas-vindas.
• Eleição do representante da turma
• Ajustando objetivos.
• Conhecendo meus interesses profissionais.
• Opções educacionais após a conclusão: Informações Acadêmicas e Profissionais. 
• Os exames de admissão aos Ciclos de Treinamento de Nível Superior.
• Os exames de admissão à universidade (Notícias de seletividade)
• Uma última chance: 2ª avaliação e final da etapa.
• Se possível, palestras informativas profissionais por área
6. Condições organizacionais
A fim de desenvolver as tarefas anteriormente desenvolvidas, seguiremos o seguinte
organização:
• Reuniões quinzenais de tutores, Chefe do Departamento de Estudos e Orientação
para determinar as tarefas e especificá-las.
• No 1º e 2º do ensino médio não há encontro sistemático com os tutores, mas serão procurados em momentos específicos para poder planejar as várias ações.
• Reuniões da equipe docente do grupo: Avaliação inicial e Quadros de Avaliação.
• Reuniões individuais de cada tutor com o Departamento de Orientação quando necessário para o desenvolvimento do plano.
• Reuniões do Chefe de Estudos com o Departamento de Orientação para revisão global
do plano e atender às necessidades para o seu desenvolvimento.
• Reuniões com outros agentes educativos para o desenvolvimento do PAT (famílias, serviços externos sociais, educacionais, de saúde, etc.).
• Atenção individualizada aos alunos que precisam e solicitam. Os tutores exigirão essa atenção por meio dos documentos que o departamento possui anteriormente fornecidos para este fim.
7. Procedimentos de avaliação e monitoramento
Valorizamos a atuação tutorial ao longo do curso nas reuniões realizadas pela tutores. Nessas reuniões, será discutido se as atividades foram bem-sucedidas ou não, se o material foi útil ou não, se os alunos foram motivados pelas tarefas, se os recursos externos foram adequados, etc. Também será feita uma avaliação dos tutoriais do centro e dos tutoriais externos, de sua aceitação e interesse por parte de tutores e alunos. Para fazer isso, uma das últimas sessões de tutoria, a fim de recolher a opinião dos próprios alunos e incorporar possíveis sugestões de melhoria.
5. Bibliografia
Arnaiz, P., & Isus, S. (2004). La tutoría, organización u tareas. Barcelona: Graó.
Bauman, Z. (2002). La ambivalencia de la modernidad y otras conversaciones. Barcelona: ediciones Paidós.
Brasil. (2001). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. Brasília, DF: MEC.
Brasil. (2013). Diretrizes Curriculares Nacionais. 
Funiber. (2021). A ação tutorial no sistema educativo. Barcelona, Espanha.
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