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Samara G. F. de Lima INSTRUMENTAL CIRÚRGICO Não existe uma montagem da mesa fixa, mas devemos sempre deixá-la organizada. Afastadores de Minessota: • Para tecido mole → afasta e protege o tecido; • Possui um ângulo que se adapta bem na mão; É atraumático por não ter ponta ativa → pode inclusive apoiar em osso, mas é indicado para tecidos moles. Seringa Carpule: Usada para anestesiar, preferencialmente deve-se realizar o refluxo. Cabo de Bisturi: O cabo possui um chanfro e a lâmina também possui o mesmo chanfro, ou seja, o chanfro da lâmina deve encostar no do cabo para dar segurança e não soltá-la durante o procedimento. Números das lâminas de bisturi: • 10 • 11 (coringa) • 12 (curva para pegar a distal do molar) • 15 (coringa) Empunhadura do bisturi: igual pega-se a caneta, com precisão. Descolador de Molt: Descolamento da gengiva e periósteo do tecido ósseo. Descolamento da gengiva ao redor do dente. Possui um pequeno corte em sua ponta para realizar o descolamento (por isso não devemos substituí-lo pela espátula 7, a qual não possui nenhum corte). Descolamento das fibras circulares localizadas na margem gengival ao redor do dente. Indicado para margem gengival de dentes menores (anteriores). Ao deslocarmos o tecido gengival também devemos descolar o periósteo, este ato de deslocar o periósteo e o tecido gengival chama-se SINDESMOTOMIA. Possui corte para descolar bem a gengiva e o periósteo. Extratores ou Alavancas de Seldin: Luxação do dente ou raiz (salvação do dentista para exodontia de terceiro molar, pois é menos traumático). Chamado de alavanca devido ao movimento de alavanca que fazemos ao utilizá-lo. Considerado um instrumento “coringa” para exodontia. Sempre devemos apoiar no dente que vamos extrair e na crista óssea, nunca nos dentes ao redor para não os prejudicar sem necessidade. Extratores ou Alavancas HeidBrinks: Luxação de dentes e principalmente para ápices. É bem pontiagudo para entrar em locais com aberturas menores. Serve para ápices dentais, por isso é pontiagudo (em casos de fratura de ápice). O 304 considerado "coringa" pois também serve para luxação da raiz. Movimentos das alavancas: • Movimento de cunha; • Movimento de alavanca; • Movimento de roda ou sarrilho (rotação). Fórceps Para cada tipo de dente existe um fórceps adequado, de acordo com o formato e a ponta ativa do fórceps, facilitando, portanto, sua utilização em cada caso. Existe o fórceps número 16 chamado chifre de boi que é muito bom para molar inferior com a coroa quebrada, mas para pessoas não experientes (alunos) corre o risco de fraturar a mandíbula. Existem fórceps para dentes inferiores e para dentes superiores, para sabermos em qual arcada o fórceps atua devemos: Apontar sua ponta ativa para o chão → se o cabo for reto ou para baixo = será para dentes inferiores. Apontar sua ponta ativa para o chão → se o cabo estiver para cima = será para dentes superiores. Após vermos se é superior ou inferior devemos observar sua ponta ativa, que vai reproduzir a região cervical do dente, pois a ponta ativa do fórceps pega na cervical do dente. A ponta ativa do fórceps deve ficar no longo eixo do dente para não prejudicar os dentes adjacentes e obter uma preensão correta e firme. A raiz residual altera a preensão, pois não temos a coroa, nesse caso é mais interessante utilizar os extratores, pois a raiz não está exposta para utilizarmos o fórceps e obtermos uma preensão correta. O extrator apoiamos no ligamento do dente e em crista óssea do dente em que vamos realizar a exodontia. A maneira correta de segurar o fórceps é colocando a mão na frente do seu peito com a palma da mão pra cima e o dedão pra frente, com a ponta ativa do fórceps para fora. Quanto mais na extremidade do cabo segurar, menor a força para realizar o movimento. Fórceps número 1: Incisivos e caninos superiores. Fórceps número 150: Pré-molares e caninos superiores. Fórceps número 18L (para canhoto 203): Molares superiores do lado esquerdo (left), pois a furca está no vestibular, de acordo com a ranhura do fórceps que também está para vestibular. Fórceps número 18R: Molares superiores do lado direito (right), devido a ranhura ser para lado direito. Fórceps Número 65: Incisivos e raízes superiores. Ponta fina - utilizado para raízes residuais superior de todos os dentes. Fórceps Número 68: Ângulo de 90 graus para raízes de dentes inferiores. Fórceps Número 151: Incisivos, caninos e pré-molares inferiores. Ponta ativa para dentes unirradiculares. Fórceps Número 17: Molares inferiores (2 raízes com 3 ou 4 condutos). Ranhura bilateral. Alveolótomo: parece um fórceps, porém tem uma haste e as pontas ativas se tocam (coisa que não acontece com fórceps). Possui corte na ponta ativa. ● Utilizado para remoção de espículas ósseas e septos ósseos, deve ser afiado para não perder o corte. Cinzéis: Utilizados para remoção/corte do tecido ósseo (ostectomia). Alexander: possui ponta ativa coletora, sendo mais interessante para maxila por ter trabeculado ósseo mais poroso. Lucas: deve ser utilizado junto com o martelo, ponta ativa bi biselada. Martelo: Utilizado junto com cinzel de lucas, muito traumático; Mais utilizado quando por exemplo acaba a energia e não pode-se utilizar broca; Martelo, nesse caso, utilizado para realizar a odontosecção. Cureta de Lucas: Inspeciona o alvéolo e avalia como o mesmo está internamente; Realiza a remoção de tecido mole quando necessário; Remove as patologias apicais e granulomas. Dentro do alvéolo sem dente deve conter osso, caso contrário (somente tecido mole) significa que se instala alguma patologia; Necessário saber a região onde se localiza o alvéolo para saber quais estruturas anatômicas estão ali presentes, tomando cuidado ao curetar para não atingir nenhuma estrutura causando traumas, como parestesia ou dente superior próximo ao seio que se curetado muito fortemente pode romper a membrana e criar uma comunicação buco sinusal. Lima para Osso: Regulariza os pequenos desníveis do osso, como espículas e septos ósseos. Deve ser colocada com o corte” trazendo para si”, pois ela só corta no movimento de volta. Para limpá-la é interessante uma escovinha, pois ficam resíduos presos entre as ranhuras da Lima. Pinças Hemostáticas: • Causa hemostasia., ou seja, controle da hemorragia. • Usa-se quando ocorre o processo de hemorragia; • Deve estar sempre na mesa. Realiza o pinçamento dos vasos para interromper o sangramento. Sua ponta ativa tem serras paralelas entre si. Lembra o porta agulha, mas suas serras não são quadriculadas como as do porta agulha, elas são paralelas entre si para conseguirmos pinçar o vaso ou artéria que estiver com sangramento. Pinça Allis: Utilizada para antissepsia extra oral e pode usar para hemostasia, porém usar ou para uma coisa ou para outra, devido estar estéril. Porta Agulha: Muito parecido com a pinça hemostática, porém um pouco maior e com ponta ativa com ranhuras em quadriculado para prensar bem a agulha sem que ela deslize. Serve para apreensão da agulha e do fio de sutura; Pode ser com ou sem Widia (faz ter mais precisão e maior durabilidade). Instrumentos que possuem presilha devem ser esterilizados abertos, pois se estiver fechado pode travar. Empunhadura do porta agulha: dedo polegar e anelar com dedo indicador apoiado para dar suporte. Agulhas de sutura: passar curvando, fazendo o movimento de agulha, apreensão no terço próximo ao fio, a agulha deve estar perpendicular ao porta agulha para ficar firme. Pinça de Adson Atraumática: Serve para pinçar gaze, tubete e mucosa. Diferente da pinça dentede rato, que é traumática para o tecido (geralmente utilizada em cirurgias maiores); Na graduação é melhor pinças menos traumáticas para acomodação do paciente e do tecido. Pinça de Dissecção: Utilizada na manipulação de retalhos mais grosseiros; Ponta não delicada para manipulação de tecidos friáveis. Pinça Diethrich: • Ponta ativa mais delicada e com canaleta, o que causa firmeza sem furar o tecido. • Utilizada na manipulação de retalhos, para locais de difícil acesso; • Atraumática aos tecidos. Tesouras Cirúrgicas: Ponta pode ser reta ou curva; Deve ser sempre pontiaguda. Serve APENAS para cortar fio de sutura, nada além disso, por isso deve ter um bom corte. Tesoura de Metzembaum: • Ponta arredondada. • Serve para cortar tecido mole, como por exemplo as papilas; • Realiza dissecção ou divulsão Passo a passo para afastamento de tecidos: entrar fechada ↠ abrir a tesoura quando dentro da cavidade ↠ gerando afastamento do tecido sem cortar o mesmo. Evitar cortar o fio de sutura com ela para que o corte seja mantido. Exemplificação da sequência de montagem, a qual deve ser seguida para realização da prova prática e nos futuros atendimentos. O único instrumental que se altera na montagem da mesa são os fórceps, os quais variam de dente a dente. Motor de alta rotação e brocas cirúrgicas devem sempre ser esterilizados, pois existem casos que podem ser utilizadas. PINÇA ALLIS: Utiliza-se na antissepsia (pinçar tecido - segurar) e também funciona como hemostático - se utilizar para fazer antissepsia tira da mesa, pois não pode utilizar para hemostasia depois. SERINGA CARPULE: Realização da anestesia, preferencialmente com refluxo. CABO DE BISTURI: Colocação da lâmina. O cabo possui um chanfro e a lâmina também possui o mesmo chanfro, ou seja, o chanfro da lâmina deve encaixar no do cabo para dar segurança e não soltá-la durante o procedimento. DESCOLADORES / SINDESMOTOMOS: descolar tecido mole e periósteo (gengiva ao redor do dente). - Descolador de Freer: ponta menor. - Descolador de Molt: ponta maior. EXTRATORES OU ALAVANCAS: Alavancas de Seldin: são 3 = direito / reto / esquerdo, as quais realizam luxação de dente e raízes Alavanca de HeidBrinks: são 3 = direito / reto / esquerdo, as quais realizam luxação de dente e raízes. Principalmente para ápices. Alavanca número 304: apical (coringa: tanto ápice quanto raízes conforme adaptação e anatomia), porém é mais utilizado para luxação de ápice. FÓRCEPS: Para cada tipo de dente existe um fórceps adequado. Superior ou inferior: se dá pela direção do cabo, isto é: Cabo reto: ponta ativa apontada para o chão, significa que o fórceps é para dentes inferiores. Cabo para cima: ponta ativa voltada para o chão, significa que o fórceps é para dentes superiores. Ponta ativa: mostra para qual dente é, isto é, vai reproduzir a região da raiz/cervical do dente pois a ponta ativa do fórceps pega na cervical do dente. Sempre será colocado de vestibular para lingual. Podem possuir ponta ativa: Birradicular com ranhura bilateral: dentes com duas raízes linguais e duas raízes vestibular – molares inferiores Birradicular com ranhura para vestibular: dentes com duas raízes para vestibular e uma raiz para lingual – molares Unirradicular: não possui ranhura na ponta ativa – para dentes unirradiculares Fórceps número 1: para incisivos e caninos superiores. Fórceps número 150: para pré-molares, caninos e incisivos superiores. Pode ser utilizado em todos os dentes anteriores e pré-molares. Fórceps número 18L: para molares superiores e do lado esquerdo. Ranhura do lado esquerdo. Fórceps número 18R: para molares superiores do lado direito. Ranhura do lado direito. Fórceps número 65: coringa na extração de dentes superiores – para raízes superiores. Para incisivos e raízes (residuais) superiores. Se o molar ou pré-molar estiver com as raízes separadas dá para realizar a cirurgia com esse fórceps. Fórceps número 68: coringa na extração de dentes inferiores – para raízes inferiores. Fórceps número 151: para incisivos, caninos e pré-molares inferiores. Fórceps número 17: para molares inferiores. Ranhura bilateral. CINZEIS: Ostectomia ou osteotomia / pressão manual / afiado nas pontas Cinzel de Alexander: usado manualmente (pressão manual) – possui ponta goiva (ponta ativa coletora) sendo mais interessante para maxila por ser mais porosa e leve. Cinzel de Lucas: bibizelado (corte dos dois lados), utiliza-se com auxílio do martelo. MARTELO: Utilizado junto ao cinzel de Lucas. CURETAS DE LUCAS: Inspeção do alvéolo e remoção de tecidos e patologias. Temos o 85 e o 86. ALVEOLÓTOMO: Utilizado para remoção de espículas ósseas e septos ósseos. Corta ponta óssea. Deve ser afiado para não perder o corte e estar próximo do martelo e cinzel. Realiza exérese de osso. LIMA PARA OSSO: Remoção e regularização de pequenas espiculas óssea. Corte em apenas um sentido. PINÇA HEMOSTÁTICA RETA E CURVA: Deve sempre estar na mesa, para cessar sangramento, causar hemostasia - controle de hemorragia através do pinçamento de vasos sanguíneos. Possui ranhura paralela. AFASTADORES DE MINNESOTA: Proteção e afastamento de tecido mole (como bochecha). Colocar um de cada lado da mesa. TESOURA METZEMBAUM: Divulsão (afastamento) e corte de tecido. PORTA AGULHA: • Apreensão do fio de sutura. • Ranhura em X. • Com Widia permite maior estabilidade. PINÇA DIETRICH: Auxilia a sutura, apreensão de tecidos e afastamento de tecidos (atraumática ao tecido). TESOURA CIRÚRGICA: Corte de fio de sutura. PINÇA ANATÔMICA / DE DISSECÇÃO: Utilizada na manipulação de retalhos mais grosseiros. PINÇA DE ADSON ATRAUMÁTICA: serve para pinçar gaze, tubete e mucosa (cuidado na manipulação de retalho). Pode deixar próximo a carpule. CUBA • Utilizada para colocar soro fisiológico. • O soro é utilizado para irrigação. SERINGA DESCARTÁVEL Para irrigação. LÂMINA Tem que ser colocado aberto na mesa, deixar separado, porém não é toda cirurgia que irá utilizar. FIO DE SUTURA - estéril GAZE - estéril Samara G. F. de Lima Síntese Exérese Hemostasia Exérese Exérese Hemostasia Diérese - Divulsão