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APOSTILA
TJ/SP
DIREITO ADMINISTRATIVO
Sumário
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São 
Paulo (Lei nº 10.261/1968)
Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992)
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Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial deste material didático, por qualquer meio ou processo.
ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE 
SÃO PAULO (LEI Nº 10.261/1968)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE SÃO PAULO
DIREITO ADMINISTRATIVO
Quais artigos do Estatuto dos Funcionários são cobrados? São cobrados 
no edital 85 artigos da Lei nº 10.261/1968, a saber: arts. 239 a 323.
Divisão de Direito Administrativo: A prova de Direito Administrativo é divida 
igualmente entre duas matérias: 4 questões de Estatuto dos Funcionários e 4 ques-
tões de Improbidade Administrativa.
Ocorre que a parte de Estatuto dos Funcionários é a mais temida (e com mais 
erros), justamente pela pouca familiaridade dos candidatos com ela. O concurseiro 
que não se dedica especificamente para o TJ/SP irá ter bom desempenho apenas 
na Lei de Improbidade (que cai em todo concurso), mas não no Estatuto dos Fun-
cionários (que cai apenas em SP).
Como estudar as Normas da Estatuto dos Funcionários? A análise das últi-
mas 8 provas do TJ/SP (de 2018, 2017, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 e 2010) reve-
la - assim como ocorre nas Normas da Corregedoria - um alto grau de previsibilidade 
das questões.
Por esta razão, recomendo - aqui também - que você não busque a explicação 
doutrinária de cada artigo. Não há tempo para ler comentários de cada dispositivo. Além 
disso, os próprios artigos da Estatuto dos Funcionários costumam ser autoexplicativos.
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Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial deste material didático, por qualquer meio ou processo.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Você notará das questões trazidas abaixo que nenhuma questão cobrou conhe-
cimento fora da literalidade dos artigos. Ou seja, o gabarito da prova sempre será a 
cópia integral de algum dos dispositivos abaixo.
Construiremos, assim, essa apostila trazendo a literalidade dos artigos e cruzan-
do eles à luz de 34 questões que já caíram sobre o Estatuto dos Funcionários Públi-
cos. Isso aumentará sua sensibilidade na leitura do artigo. Fique atento, portanto, ao 
que costuma ser indagado em cada questão. 
O gabarito constará da última folha da apostila.
Por fim, recomendo atenção especial às videoaulas e mentoria sobre Direito Ad-
ministrativo, pois nelas os(as) Professores(as) revelarão os artigos prováveis (senão 
certeiros) que cairão na sua prova.
Bons estudos!
Capítulo VII
Do Direito de Petição
Art. 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, independentemen-
te de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para 
defesa de direitos.
§ 1º - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta 
incompatível no serviço público.
§ 2º - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a protocolar, 
encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade do agente.
 Questão 1: (TJ/SP - Capital - 2014) O Estatuto dos Funcionários Públicos 
Civis do Estado de São Paulo prevê, a respeito do direito de petição, que:
a) somente a pessoa física poderá peticionar contra ilegalidade ou abuso de 
poder e ser isenta do pagamento de taxas.
b) o servidor não poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a peti-
ção, sob pena de responsabilidade.
c) qualquer pessoa poderá se utilizar do direito de petição para comunicar ilegali-
dade ou abuso de poder, ou ainda defender o patrimônio público, desde que recolha 
a taxa devida.
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Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial deste material didático, por qualquer meio ou processo.
DIREITO ADMINISTRATIVO
d) não é assegurado ao servidor o direito de requerer ou representar, pedir re-
consideração e recorrer de decisões, mesmo diante de manifesta ilegalidade.
e) a pessoa que queira reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incom-
patível no serviço público deverá comprovar seu interesse legítimo na questão, sob 
pena de indeferimento da petição.
 Questão 2: (TJ/SP - Capital - 2012) Sobre o direito de petição, assinale a 
alternativa correta.
a) A Administração poderá recusar -se a protocolar a pe tição, se esta não for 
subscrita por advogado consti tuído.
b) A reclamação sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço 
público deverá ser encami nhada, exclusivamente, ao Ministério Público.
c) Se o agente público se recusar a encaminhar ou apre ciar a petição, estará 
sujeito à pena de responsabili dade.
d) Visa coibir ilegalidade ou abuso de poder e promover a defesa de direitos, 
desde que exista prévio processo administrativo ou judicial.
e) É direito assegurado a qualquer pessoa física ou jurí dica mediante pagamento 
de taxa.
Art. 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou representar, bem 
como, nos termos desta lei complementar, pedir reconsideração e recorrer de deci-
sões, no prazo de 30 (trinta) dias, salvo previsão legal específica.
Título VI
Dos Deveres, das Proibições e das Responsabilidades
Capítulo I
Dos Deveres e das Proibições
Seção I
Dos Deveres
Art. 241 - São deveres do funcionário:
I - ser assíduo e pontual;
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamen-
te ilegais;
III - desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido;
IV - guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre des-
pachos, decisões ou providências;
V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver co-
nhecimento no exercício de suas funções;
VI - tratar com urbanidade as pessoas; 
VII - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado;
VIII - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individu-
al, a sua declaração de família;
IX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que for 
confiado à sua guarda ou utilização;
X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme deter-
minado, quando for o caso;
XI - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às re-
quisições de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas 
pelas autoridades judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo;
XII - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho,
XIII - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de 
serviço que digam respeito às suas funções; e
XIV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública.
 Questão 3: (TJ/SP - Capital - 2017) Dentre os deveres estabelecidos pelo 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, encontra-se pre-
visto expressamente o dever de:
a) levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conheci-
mento da primeira autoridade com a qual tiver contato.
b) prestar, ao público em geral, as informações requeridas no prazo máximo de 
48 (quarenta e oito) horas.
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c) estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de 
serviço que digam respeito às suas funções.
d) atender com urgência e preferência à expedição de certidões requeridas para 
defesa de direito ou para esclarecimento de situações de interesse pessoal.
e) cumprir as ordens superiores, mesmo quando manifestamente ilegais, caben-
do, nesse caso, todavia, representar contra elas.
 Questão 4: (TJ/SP - Interior - 2015) EscrivãoDiretor da 1ª Vara Cível da 
Comarca X determina que Escrevente Técnico Judiciário, a ele subordinado, des-
trua um documento, colocando -o em uma fragmentadora de papel. O Escrevente 
Técnico Judiciário percebe que o documento é uma petição assinada e devidamente 
protocolada, que deveria ser encartada em um processo que tramitava naquela Vara 
e que ainda não havia sido sentenciado. O Escrevente Técnico Judiciário deverá, 
nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo:
a) cumprir a ordem, pois é dever do servidor público cooperar e manter espírito 
de solidariedade com os companheiros de trabalho.
b) utilizar -se do documento como papel de rascu nho para seu trabalho, consi-
derando que é dever do servidor público zelar pela economia do material do Estado
c) representar ao Juiz da Vara, já que é dever do servidor público representar 
contra ordens manifestamente ilegais.
d) desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido, des-
truindo o documento.
e) proceder conforme ordenado pelo Escrivão Diretor, nada dizendo sobre o as-
sunto, pois é dever do servidor público guardar sigilo sobre os assun tos da repartição.
 Questão 5: (TJ/SP - Capital - 2010) Nos termos da Lei n.º 10.261/68, é cor-
reto afirmar que:
a) é assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, desde que recolhida a res-
pectiva taxa, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para defesa 
de direitos.
b) é dever do agente público recusar-se a protocolar ou encaminhar petições 
que contenham pedidos manifestamente ilegais.
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
c) é dever do funcionário proceder na vida pública e privada na forma que digni-
fique a função pública.
d) ao funcionário é proibido empregar material particular no serviço público.
e) ao funcionário é proibido tratar com urbanidade os companheiros de serviço 
e as partes.
Seção II
Das Proibições
Art. 242 - Ao funcionário é proibido:
I - Revogado.
II - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento 
ou objeto existente na repartição;
III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras ou outras 
atividades estranhas ao serviço;
IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada;
V - tratar de interesses particulares na repartição;
VI - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição, ou 
tornar-se solidário com elas;
VII - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou subscre-
ver listas de donativos dentro da repartição; e
VIII - empregar material do serviço público em serviço particular.
Art. 243 - É proibido ainda, ao funcionário:
I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou 
como representante de outrem;
II - participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou industriais, 
ou de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrati-
vas com o Governo do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam direta-
mente relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
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III - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de juros ou ou-
tros favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, exceto privilégio de 
invenção própria;
IV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empre-
sas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo, em ma-
téria que se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente 
da República;
VI - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no 
item II deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser acionista, quotista ou comanditário;
VII - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o ser-
viço público;
VIII - praticar a usura;
IX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qual-
quer repartição pública, exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente 
até segundo grau;
X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas, no 
País, ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em missão referente à compra de 
material ou fiscalização de qualquer natureza;
XI - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estra-
nha às funções ou para lograr, direta ou indiretamente, qualquer proveito;
XII - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte.
Parágrafo único - Não está compreendida na proibição dos itens II e VI deste 
artigo, a participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionis-
ta, bem assim na direção ou gerência de cooperativas e associações de classe, ou 
como seu sócio.
 Questão 6: (TJ/SP - Capital - 2017) Escrevente Técnico Judiciário apresenta 
recurso de multa de trânsito, recebida por seu esposo, perante o Departamento de 
Trânsito do Estado de São Paulo - DETRAN. De acordo com o Estatuto dos Funcio-
nários Públicos Civis do Estado de São Paulo, a conduta descrita é:
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a) permitida, pois o funcionário pode, excepcionalmente, ser procurador ou servir 
de intermediário perante qualquer repartição pública, quando se tratar de interesse 
de cônjuge ou parente até segundo grau.
b) proibida, pois ao funcionário público é vedado peticionar perante qualquer 
repartição pública, não podendo requerer, representar, pedir reconsideração ou re-
correr de decisões, ainda que em nome próprio.
c) proibida, pois o funcionário público pode exercer o direito de petição perante 
quaisquer repartições públicas, mas somente em nome próprio, não podendo repre-
sentar terceiros.
d) indiferente ao Estatuto, que nada prevê em relação à possibilidade do funcioná-
rio público peticionar, em nome próprio ou de terceiros, perante repartições públicas.
e) permitida, pois o Estatuto expressamente permite que o funcionário público 
exerça o direito de petição em nome próprio ou de qualquer terceiro.
 Questão 7: (TJ/SP - Capital - 2014) Maria é servidora pública estadual, ocu-
pante do cargo de escrevente técnico judiciário, lotada na 5a Vara da Fazenda Públi-
ca da Capital do Estado de São Paulo. Maria é sócia minoritária (2%) de sua irmã, 
Joana, em uma empresa que vende equipamentos de informática, na qual trabalha 
algumas horas por semana, sem prejuízo do cumprimento de sua jornada de traba-
lho e de suas atividades no cargo público, que são devidamente observadas. Joana 
decide participar de licitação promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São 
Paulo, que pretende adquirir computadores e impressoras. Considerando as dispo-
sições do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, Maria:
a) pode permitir que a empresa participe do certame, pois o Estatuto somente 
vedaria a relação comercial se a empresa de Maria fosse de natureza industrial ou 
bancária, o que não é o caso.
b) pode permitir que a empresa participe do certame, pois ao funcionário público 
somente é vedado receber subvenções ou outros valores de forma não onerosa, 
podendo, portanto, estabelecer relação comercial com o Tribunal de Justiça.
c) não deve permitir que a empresa participe do certame, se a aquisição for des-
tinada para uso na unidade em que está lotada; caso seja o equipamento destinado 
a outras unidades, não há vedação estatutária.
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d) não deve permitir que a empresa participe do certame, pois é proibido ao fun-
cionário público participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou 
industriais, ou de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou 
administrativas com o Tribunal.
e) pode permitir que a empresa participe do certame, pois não consta no Esta-
tuto qualquer vedação aos funcionários públicos em relação à participação em so-
ciedades comerciais e/ou empresariais, que contratem ou não com o Poder Público.
 Questão 8: (TJ/SP - Capital - 2012) Nos termos do que dispõe a Lei n.º 
10.261/68, ao funcio nário público é proibido:
a) constituir -se procurador de partes perante qualquer repartição pública, exceto 
quando se tratar de interes se de cônjuge ou parente até segundo grau.
b) referir -se de forma depreciativa, em informações, pareceres, despachos ou 
pela imprensa, a respeito das autoridades constituídas.
c) ter outro trabalho remunerado, na iniciativa privada, fora do horário do ser-
viço público.
d) participar dos quadros sociais de qualquer tipo de so ciedade comercial.
e) retirar, mesmo que autorizado pela autoridade com petente, qualquer docu-
mento ou objeto existente na repartição.
 Questão 9: (TJ/SP - Interior - 2011) De acordo com o que dispõe a Lei n.º 
10.261/68, é proibido ao funcionário público:
a) fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou 
como representante de outrem.
b) requerer ou promover a concessão de privilégios de invenção própria.
c) constituir-se procurador ou servir de intermediário perante qualquer repartição 
pública, quando se tratar de interesse de cônjuge.
d) trabalhar sob as ordens imediatas de parentes, até segundo grau, nas fun-
ções de confiança e livre escolha.
e) cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifesta-
mente ilegais.
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Art. 244 - É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de paren-
tes, até segundo grau, salvo quando se tratar de função de confiança e livre escolha, 
não podendo exceder a 2 (dois) o número de auxiliares nessas condições.
Capítulo II
Das Responsabilidades
Art. 245 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa quali-
dade, causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, devidamente apurados.
Parágrafo único - Caracteriza-se especialmente a responsabilidade:
I - pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou responsabili-
dade, ou por não prestar contas, ou por não as tomar, na forma e no prazo estabele-
cidos nas leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço;
II - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os 
bens e os materiais sob sua guarda, ou sujeitos a seu exame ou fiscalização;
III - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho, 
guias e outros documentos da receita, ou que tenham com eles relação; e
IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual.
Art. 246 - O funcionário que adquirir materiais em desacordo com disposições 
legais e regulamentares, será responsabilizado pelo respectivo custo, sem prejuízo 
das penalidades disciplinares cabíveis, podendo-se proceder ao desconto no seu 
vencimento ou remuneração.
Art. 247 - Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o funcionário será 
obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de 
alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos 
prazos legais.
 Questão 10: (TJ/SP - Capital - 2010) Nos casos de indenização à Fazenda 
Estadual, o funcionário será obrigado a repor a importância do prejuízo causado 
em virtude de alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou 
entrada nos prazos legais. Nessas hipóteses, o Estatuto dos Funcionários Públicos 
Civis do Estado de São Paulo dispõe que a reposição do valor devido:
a) deve ser feita de uma só vez.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
b) pode ser feita em até cinco vezes.
c) poderá ser descontada do vencimento ou remuneração, não excedendo o 
desconto à décima parte do valor destes.
d) poderá ser parcelada em até dez vezes.
e) deve ser recolhida no prazo de até trinta dias, contados da decisão final do 
processo administrativo que apurou o valor da dívida.
Art. 248 - Fora dos casos incluídos no artigo anterior, a importância da indeni-
zação poderá ser descontada do vencimento ou remuneração não excedendo o 
desconto à 10ª (décima) parte do valor destes.
Parágrafo único - No caso do item IV do parágrafo único do art. 245, não tendo 
havido má-fé, será aplicada a pena de repreensão e, na reincidência, a de suspensão.
 Questão 11: (TJ/SP - Capital - 2017) Considere a seguinte situação hipotéti-
ca: Funcionário público comete erro de cálculo, o que leva ao recolhimento de valor 
menor do que o devido para a Fazenda Pública Estadual. A responsabilização pres-
crita pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, nesse 
caso, determina que:
a) o funcionário seja obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo 
causado, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
b) haja instauração de processo administrativo disciplinar e, comprovado o pre-
juízo, seja aplicada a pena de demissão, independentemente de ter agido o funcio-
nário com má-fé ou não.
c) seja o caso remetido aos juízos civil e criminal, aguardando a resolução de 
ambos para decidir acerca da conduta administrativa cabível.
d) o valor do prejuízo seja apurado e descontado do vencimento ou remunera-
ção mensal, não excedendo o desconto a 30% (trinta por cento) do valor desses.
e) não tendo havido má-fé, seja aplicada a pena de repreensão e, na reincidên-
cia, a de suspensão.
Art. 249 - Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora dos casos 
expressamente previstos nas leis, regulamentos ou regimentos, cometer a pessoas 
estranhas às repartições, o desempenho de encargos que lhe competirem ou aos 
seus subordinados.
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Art. 250 - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabi-
lidade civil ou criminal que no caso couber, nem o pagamento da indenização a que ficar 
obrigado, na forma dos arts. 247 e 248, o exame da pena disciplinar em que incorrer.
§ 1º - A responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal.
§ 2º - Será reintegrado ao serviço público, no cargo que ocupava e com todos 
os direitos e vantagens devidas, o servidor absolvido pela Justiça, mediante simples 
comprovação do trânsito em julgado de decisão que negue a existência de sua au-
toria ou do fato que deu origem à sua demissão.
§ 3º - O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar deci-
são judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena.
 Questão 12: (TJ/SP - Interior - 2018) Arceus Cipriano foi processado criminal-
mente sob a acusação de cometimento de crime contra a administração pública e pelos 
mesmos fatos também foi demitido do cargo público que ocupava. Contudo, na seara 
criminal, logrou êxito em comprovar que não foi o autor dos fatos, tendo sido absolvido 
por esse fundamento, na instância criminal. Diante disso, assinale a alternativa correta, 
nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo.
a) A demissão é nula porque a Administração Pública não deveria ter processa-
do administrativamente Arceus e proferido decisãodemissória antes do trânsito em 
julgado da sentença no processo criminal.
b) Arceus poderá pedir o desarquivamento e a revisão da decisão administrativa 
que o demitiu, utilizando como documento novo a sentença absolutória proferida no 
processo criminal.
c) Arceus terá direito à reintegração ao serviço público, no cargo que ocupava 
e com todos os direitos e vantagens devidas, mediante simples comprovação do 
trânsito em julgado da decisão absolutória no juízo criminal.
d) Se a absolvição criminal ocorreu depois do prazo de interposição do recurso 
da decisão demissória proferida no processo administrativo, não será possível Ar-
ceus valer-se da sentença criminal para buscar a anulação da demissão.
e) Como a responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal, 
a absolvição de Arceus Cipriano na justiça criminal em nada altera decisão proferida 
na esfera administrativa.
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 Questão 13: (TJ/SP - Capital - 2010) A responsabilidade administrativa do 
funcionário público:
a) exime a sua responsabilidade civil.
b) exime a sua responsabilidade criminal.
c) exime o pagamento de indenização por parte do funcionário.
d) depende da responsabilidade criminal.
e) é independente da civil e da criminal.
Título VII
Das Penalidades, Da Extinção Da Punibilidade e Das Providências Preliminares
Capítulo I
Das Penalidades e de sua Aplicação
Art. 251 - São penas disciplinares:
I - repreensão;
II - suspensão;
III - multa;
IV - demissão;
V - demissão a bem do serviço público; e
VI - cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
Art. 252 - Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e 
a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço público.
Art. 253 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos de indisci-
plina ou falta de cumprimento dos deveres.
Art. 254 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será 
aplicada em caso de falta grave ou de reincidência.
§ 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes 
do exercício do cargo.
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
§ 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa pe-
nalidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou 
remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço.
 Questão 14: (TJ/SP - Capital - 2014) A respeito das penas disciplinares e de 
sua aplicação, é correto afirmar, à luz do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis 
do Estado de São Paulo, que:
a) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa pena-
lidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou 
remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço.
b) a pena de suspensão, que não excederá 120 (cento e vinte) dias, será aplica-
da em caso de falta grave ou de reincidência.
c) a pena de demissão por ineficiência no serviço será aplicada independente-
mente de verificação sobre a impossibilidade de readaptação do funcionário público.
d) a pena de repreensão poderá ser aplicada verbalmente ou por escrito, a cri-
tério da autoridade competente, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento 
dos deveres.
e) praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se 
em legítima defesa, sujeita o funcionário público à pena de suspensão ou de demissão.
 Questão 15: (TJ/SP - Capital - 2012) Hércules Remo, funcionário público 
estadual, cometeu falta administrativa grave punível com pena de suspensão. Con-
siderando-se o disposto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de 
São Paulo, assinale a alterna tiva correta.
a) A autoridade que aplicar a pena poderá convertê -la em multa, na base de 
100% por dia de vencimento ou remuneração de Hércules.
b) A pena de Hércules não poderá exceder de 90 dias.
c) Caso não ocorram situações de suspensão ou inter rupção, se Hércules não 
for punido pela falta cometi da dentro do prazo de 1 ano, sua pena estará prescrita.
d) Se Hércules for suspenso, ele não perderá as vanta gens e direitos decorren-
tes do exercício do cargo.
e) Se, ao invés da suspensão, Hércules for multado, ele não poderá ser obrigado 
a permanecer em serviço.
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 Questão 16: (TJ/SP - Capital - 2010) Sobre a pena de suspensão prevista na 
Lei n.º 10.261/68, é correto afirmar que:
a) não excederá noventa dias.
b) não acarretará a perda dos direitos e vantagens decorrentes do exercício do 
cargo do funcionário suspenso.
c) não admite a sua conversão em multa.
d) será aplicada no caso de ineficiência no serviço.
e) será aplicada ao funcionário que revelar segredos de que tenha conheci-
mento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o 
Estado ou particulares.
Art. 255 - A pena de multa será aplicada na forma e nos casos expressamente 
previstos em lei ou regulamento.
Art. 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de:
I - abandono de cargo;
II - procedimento irregular, de natureza grave;
III - ineficiência no serviço;
IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e
V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) 
dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano.
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário 
por mais de (30) dias consecutivos ex-vi do art. 63.
§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando 
verificada a impossibilidade de readaptação.
 Questão 17: (TJ/SP - Interior - 2018) Consoante o Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Estado de São Paulo, será aplicada a pena de demissão nos casos de:
a) aplicação indevida de dinheiros públicos.
b) prática de insubordinação grave.
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c) exercício de advocacia administrativa.
d) pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de 
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização.
e) prática, em serviço, de ofensas físicas contra funcionários ou particulares.
 Questão 18: (TJ/SP - Capital - 2012) Prometeu Costa, funcionário público 
de uma Secretaria Estadual, foi punido pelo Secretário de Estado, no compe tente 
processo administrativo, com a pena de demissão a bem do serviço público por 
ineficiência do serviço. Considerando- se o disposto na Lei n.º 10.261/68, é correto 
afirmar, com relação a Prometeu, que:
a) a punição foi aplicada pela autoridade competente nesse caso, mas a pena im-
posta não corresponde àquela prevista na Lei para a conduta praticada por Prometeu.
b) a pena imposta foi correta em razão da situação, mas a autoridade competen-
te para aplicá- la não era o Se cretário Estadual, mas sim o Governador do Estado.
c) ele não poderia ser punido diretamente pelo Secre tário do Estado em proces-
so administrativo, sendo necessário processo judicial para aplicar a pena de demis-
são a bem do serviço público.
d) a pena aplicada a ele não é aquela prevista para o caso de ineficiência do 
serviço, e a autoridade competente para impor a pena de demissão a bem do serviço 
pú blico não é o Secretário.
e) sua demissão a bem do serviço público foi correta mente aplicada em decor-
rência da sua conduta, e a autoridade competente para impô -la é o Secretário Esta-
dual; autoridade máxima do órgão em quePro meteu exercia suas funções
Art. 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao fun-
cionário que:
I - for convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jo-
gos proibidos;
II - praticar ato definido como crime contra a administração pública, a fé pública e 
a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional;
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que 
o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares;
IV - praticar insubordinação grave;
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V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo 
se em legítima defesa;
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos;
VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qual-
quer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas fun-
ções mas em razão delas;
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem 
de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização;
IX - exercer advocacia administrativa; e
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem 
prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber.
XI - praticar ato definido como crime hediondo, tortura, tráfico ilícito de entorpe-
centes e drogas afins e terrorismo;
XII - praticar ato definido como crime contra o Sistema Financeiro, ou de lavagem 
ou ocultação de bens, direitos ou valores;
XIII - praticar ato definido em lei como de improbidade.
 Questão 19: (TJ/SP - Interior - 2015) Acerca das penalidades previstas pelo 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é correto afirmar que:
a) a pena de repreensão será aplicada verbalmente, nos casos de indisciplina ou 
falta de cumprimento dos deveres.
b) praticar ato definido como crime contra a administração pública enseja a apli-
cação da demissão a bem do serviço público.
c) a pena de suspensão, que não excederá 30 (trin ta) dias, será aplicada em 
caso de falta grave ou de reincidência.
d) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penali-
dade em multa, na base de 75% (setenta e cinco por cento) por dia de remuneração.
e) em restando configurado o abandono de cargo, caberá a aplicação da pena 
de suspensão.
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Art. 258 - O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a disposição legal 
em que se fundamenta.
Art. 259 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilida-
de, se ficar provado que o inativo:
I - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada nesta lei a 
pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público;
II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
III - aceitou representação de Estado estrangeiro sem prévia autorização do Pre-
sidente da República; e
IV - praticou a usura em qualquer de suas formas.
 Questão 20: (TJ/SP - Interior - 2013) No tocante às penalidades previstas no 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é correto afirmar que:
a) será aplicada a pena de suspensão nos casos de abandono de cargo.
b) a pena de repreensão será aplicada por escrito ou verbalmente, nos casos de 
indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres.
c) a pena de demissão, por ineficiência no serviço, será aplicada mesmo quando 
verificada a possibilidade de readaptação.
d) será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, se 
ficar provado que o inativo aceitou ilegalmente cargo ou função pública.
e) o funcionário suspenso não perderá as vantagens e direitos decorrentes do 
exercício do cargo.
Art. 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são competentes: 
I - o Governador;
II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os Superintenden-
tes de Autarquia;
III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão;
IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e
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V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 
(trinta) dias.
Parágrafo único - Havendo mais de um infrator e diversidade de sanções, a com-
petência será da autoridade responsável pela imposição da penalidade mais grave. 
Art. 261 - Extingue-se a punibilidade pela prescrição:
I - da falta sujeita à pena de repreensão, suspensão ou multa, em 2 (dois) anos;
II - da falta sujeita à pena de demissão, de demissão a bem do serviço público e 
de cassação da aposentadoria ou disponibilidade, em 5 (cinco) anos;
III - da falta prevista em lei como infração penal, no prazo de prescrição em abs-
trato da pena criminal, se for superior a 5 (cinco) anos.
§ 1º - A prescrição começa a correr:
1 - do dia em que a falta for cometida;
2 - do dia em que tenha cessado a continuação ou a permanência, nas faltas 
continuadas ou permanentes.
§ 2º - Interrompem a prescrição a portaria que instaura sindicância e a que ins-
taura processo administrativo.
§ 3º - O lapso prescricional corresponde:
1 - na hipótese de desclassificação da infração, ao da pena efetivamente aplicada;
2 - na hipótese de mitigação ou atenuação, ao da pena em tese cabível.
§ 4º - A prescrição não corre:
1 - enquanto sobrestado o processo administrativo para aguardar decisão judi-
cial, na forma do § 3º do artigo 250;
2 - enquanto insubsistente o vínculo funcional que venha a ser restabelecido.
§ 5º - Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará 
o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor.
§ 6º - A decisão que reconhecer a existência de prescrição deverá desde logo 
determinar, quando for o caso, as providências necessárias à apuração da respon-
sabilidade pela sua ocorrência.
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 Questão 21: (TJ/SP - Interior - 2011) No tocante à extinção da punibilidade 
pela prescrição e conforme o disposto na Lei n.º 10.261/68, pode-se afirmar que:
a) a prescrição começa a correr após dois dias corridos ao dia em que a falta 
foi cometida.
b) se interrompe a prescrição com a citação do acusado no processo administrativo.
c) o lapso prescricional não corresponde, na hipótese de atenuação ou mitiga-
ção, ao da pena em tese cabível.
d) a prescrição corre enquanto insubsistente o vínculo funcional que venha a ser 
restabelecido.
e) extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o 
registro do fato nos assentamentos individuais do servidor.
Art. 262 - O funcionário que, sem justa causa, deixar de atender a qualquer exi-
gência para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento 
de seu vencimento ou remuneração até que satisfaça essa exigência.
Parágrafo único - Aplica-se aos aposentados ou em disponibilidade o disposto 
neste artigo.
Art. 263 - Deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as 
penas que lhe forem impostas.
Capítulo II
Das Providências Preliminares
Art. 264 - A autoridade que, por qualquer meio, tiver conhecimento de irregulari-
dade praticada por servidor é obrigada a adotar providências visando à sua imediata 
apuração, sem prejuízo das medidas urgentes que o caso exigir. 
Art. 265 - A autoridade realizará apuração preliminar, de natureza simplesmente inves-
tigativa, quando a infração não estiversuficientemente caracterizada ou definida autoria.
§ 1º - A apuração preliminar deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) dias.
§ 2º - Não concluída no prazo a apuração, a autoridade deverá imediatamente 
encaminhar ao Chefe de Gabinete relatório das diligências realizadas e definir o tem-
po necessário para o término dos trabalhos.
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§ 3º - Ao concluir a apuração preliminar, a autoridade deverá opinar funda-
mentadamente pelo arquivamento ou pela instauração de sindicância ou de pro-
cesso administrativo.
 Questão 22: (TJ/SP - Capital - 2010) Conforme dispõe a Lei n.º 10.261/68, 
quando a infração não estiver suficientemente caracterizada ou definida a autoria, a 
autoridade competente realizará:
a) processo administrativo, que deverá ser concluído no prazo de trinta dias.
b) sindicância administrativa, que deve ser concluída no prazo de sessenta dias.
c) sindicância administrativa, que deverá ser concluída no prazo de noventa dias.
d) apuração preliminar, que deverá ser concluída no prazo de trinta dias.
e) apuração preliminar, que deverá ser concluída no prazo de noventa dias.
Art. 266 - Determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, 
ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço, poderá o 
Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, ordenar as seguintes providências:
I - afastamento preventivo do servidor, quando o recomendar a moralidade ad-
ministrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo de vencimentos ou vantagens, até 
180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma única vez por igual período;
II - designação do servidor acusado para o exercício de atividades exclusiva-
mente burocráticas até decisão final do procedimento;
III - recolhimento de carteira funcional, distintivo, armas e algemas;
IV - proibição do porte de armas;
V - comparecimento obrigatório, em periodicidade a ser estabelecida, para tomar 
ciência dos atos do procedimento.
§ 1º - A autoridade que determinar a instauração ou presidir sindicância ou pro-
cesso administrativo poderá representar ao Chefe de Gabinete para propor a apli-
cação das medidas previstas neste artigo, bem como sua cessação ou alteração.
§ 2º - O Chefe de Gabinete poderá, a qualquer momento, por despacho funda-
mentado, fazer cessar ou alterar as medidas previstas neste artigo.
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 Questão 23: (TJ/SP - Capital - 2017) Determinada a instauração de sindicân-
cia ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a ins-
trução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, 
ordenar o afastamento preventivo do servidor quando:
a) houver suspeita fundada de prejuízo ao Erário, sem prejuízo de vencimentos 
ou vantagens, por até 360 (trezentos e sessenta) dias, prorrogáveis uma única vez 
por igual período.
b) o recomendar a moralidade administrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo 
de vencimentos ou vantagens, por até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma 
única vez por igual período.
c) necessário para a apuração do fato, com prejuízo de vencimentos ou vanta-
gens, pelo prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias, findo o qual o funcio-
nário automaticamente retornará ao cargo ou função.
d) houver alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento, 
com prejuízo de vencimentos ou vantagens, por até 90 (noventa) dias, prorrogáveis 
uma única vez por igual período.
e) o fato apurado também for previsto como crime no Código Penal, com prejuízo 
de vencimentos ou vantagens, por até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma 
única vez por igual período.
Art. 267 - O período de afastamento preventivo computa-se como de efetivo 
exercício, não sendo descontado da pena de suspensão eventualmente aplicada.
Título VIII
Do Procedimento Disciplinar
Capítulo I
Das Disposições Gerais
Art. 268 - A apuração das infrações será feita mediante sindicância ou processo 
administrativo, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
 Questão 24: (TJ/SP - Interior - 2015) João, Escrevente Técnico Judiciário 
lotado em uma Vara Criminal, praticou ato de insubordinação grave, em 20 de janei-
ro de 2012. Iniciou- se a apuração preli minar dos fatos de imediato, logo no dia 22 
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de janeiro de 2012. Mas esta somente veio a ser concluída em dezembro de 2014, 
concluindo pela prática da infra ção disciplinar consistente na insubordinação grave, 
com a ressalva de que João sempre foi um servidor exemplar sem nunca ter sofrido 
qualquer penalidade disciplinar anteriormente. Nesse caso, a conduta a ser adotada 
pela autoridade competente, na data de hoje, nos termos do Estatuto dos Funcioná-
rios Públi cos Civis do Estado de São Paulo, é a:
a) declaração da extinção da punibilidade pela prescri ção, que, neste caso, em 
razão da natureza menos grave da insubordinação, ocorreu em dois anos.
b) decisão do processo pela aplicação da pena de demissão a bem do serviço 
público, face à natu reza grave do ato de insubordinação.
c) aplicação imediata da pena de suspensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação.
d) instauração do processo administrativo discipli nar, assegurados o contraditó-
rio e a ampla defesa, para que se decida acerca da penalidade aplicável.
e) aplicação imediata da pena de repreensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação.
Art. 269 - Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua nature-
za, possa determinar as penas de repreensão, suspensão ou multa.
Art. 270 - Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, 
por sua natureza, possa determinar as penas de demissão, de demissão a bem do 
serviço público e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
Art. 271 - Os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pela Procura-
doria Geral do Estado e presididos por Procurador do Estado confirmado na carreira.
 Questão 25: (TJ/SP - Capital - 2010) Qual órgão ou autoridade é competente 
para realizar os procedimentos disciplinares punitivos previstos no Estatuto dos Fun-
cionários Públicos Civis do Estado de São Paulo?
a) O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
b) O Juiz de Primeira Instância da Comarca do funcionário.
c) A Secretaria da Justiça e da Cidadania.
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d) A Procuradoria Geral do Estado.
e) O Ministério Público.
Capítulo II
Da Sindicância
Art. 272 - São competentes para determinar a instauração de sindicância as au-
toridades enumeradas no artigo 260.
Parágrafo único - Instaurada a sindicância, o Procurador do Estado que a pre-
sidir comunicará o fato ao órgão setorial de pessoal.
 Questão 26: (TJ/SP - Interior - 2011) Assinale a alternativa que está em 
consonância com o disposto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado 
de São Paulo.
a) Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, por sua 
natureza, possa determinar as penas de repreensão, suspensão e multa.
b) São competentes para determinar a instauração do processo administrativo 
os Secretários de Estado e os Superintendentes de Autarquias, dentre outros.
c) O processo administrativo deverá ser instaurado por portaria, no prazo impror-
rogável de quinze dias do recebimento da denúncia, e concluído no de noventa dias 
do interrogatóriodo acusado.
d) Da portaria de instauração do processo administrativo deverão constar, obri-
gatoriamente, a indicação das normas infringidas e a penalidade mínima em tese 
cabível ao acusado.
e) Comparecendo ou não o acusado ao interrogatório, inicia-se o prazo de cinco 
dias para requerer a produção de provas e arrolar até o máximo de três testemunhas.
Art. 273 - Aplicam-se à sindicância as regras previstas nesta lei complementar 
para o processo administrativo, com as seguintes modificações:
I - a autoridade sindicante e cada acusado poderão arrolar até 3 (três) testemunhas;
II - a sindicância deverá estar concluída no prazo de 60 (sessenta) dias;
III - com o relatório, a sindicância será enviada à autoridade competente para 
a decisão. 
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Capítulo III
Do Processo Administrativo
Art. 274 - São competentes para determinar a instauração de processo adminis-
trativo as autoridades enumeradas no artigo 260, até o inciso IV, inclusive.
Art. 275 - Não poderá ser encarregado da apuração, nem atuar como secretário, 
amigo íntimo ou inimigo, parente consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, 
até o terceiro grau inclusive, cônjuge, companheiro ou qualquer integrante do núcleo 
familiar do denunciante ou do acusado, bem assim o subordinado deste.
Art. 276 - A autoridade ou o funcionário designado deverão comunicar, desde 
logo, à autoridade competente, o impedimento que houver.
Art. 277 - O processo administrativo deverá ser instaurado por portaria, no prazo 
improrrogável de 8 (oito) dias do recebimento da determinação, e concluído no de 90 
(noventa) dias da citação do acusado.
§ 1º - Da portaria deverão constar o nome e a identificação do acusado, a infra-
ção que lhe é atribuída, com descrição sucinta dos fatos, a indicação das normas 
infringidas e a penalidade mais elevada em tese cabível.
§ 2º - Vencido o prazo, caso não concluído o processo, o Procurador do Estado 
que o presidir deverá imediatamente encaminhar ao seu superior hierárquico relatório 
indicando as providências faltantes e o tempo necessário para término dos trabalhos.
§ 3º - O superior hierárquico dará ciência dos fatos a que se refere o parágrafo 
anterior e das providências que houver adotado à autoridade que determinou a ins-
tauração do processo.
 Questão 27: (TJ/SP - Interior - 2015) Em relação aos Procedimentos Disci-
plinares, nos ter mos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São 
Paulo, é correto afirmar que:
a) a contagem do prazo será efetuada computando se o dia inicial, antecipando -se 
o vencimento, que incidir em sábado, domingo, feriado ou facultativo, para o primeiro 
dia útil anterior.
b) o servidor absolvido pela Justiça, mediante sim ples comprovação do trânsito 
em julgado de deci são que o absolveu por falta de provas, será rein tegrado ao servi-
ço público, no cargo que ocupava e com todos os direitos e vantagens devidas.
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c) o pedido de reconsideração, que não poderá ser renovado, poderá ser deduzi-
do diante de decisão tomada por Secretário do Estado em única instância, no prazo 
de 15 (quinze) dias.
d) o prazo para recorrer da decisão em sindicância é de 10 (dez) dias, contados 
da publicação da deci são impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação 
pessoal do servidor, quando for o caso.
e) o processo administrativo deverá ser instaurado por portaria, no prazo im-
prorrogável de 8 (oito) dias do recebimento da determinação, e concluído no de 90 
(noventa) dias da citação do acusado.
Art. 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o presi-
dente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a citação do acusa-
do e a notificação do denunciante, se houver.
§ 1º - O mandado de citação deverá conter:
1 - cópia da portaria;
2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advo-
gado do acusado;
3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser acom-
panhada pelo advogado do acusado;
4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso 
não constitua advogado próprio;
5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, 
no prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório;
6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração 
até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo ou fun-
ção, bem como inassiduidade.
§ 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias 
antes do interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou direta-
mente, onde possa ser encontrado.
§ 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante 
de seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se 
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seu paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do 
Estado, no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório.
 Questão 28: (TJ/SP - Capital - 2012) Sobre os atos e termos processuais 
previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é 
correto afirmar que:
a) a citação do acusado será feita pessoalmente, no mí nimo 2 (dois) dias antes 
do interrogatório, por inter médio do respectivo superior hierárquico, ou direta mente, 
onde possa ser encontrado.
b) ao servidor público que se recusar a depor, sem fun damento, será pela au-
toridade competente aplicada a sanção de repreensão, mediante comunicação da 
Co missão Processante.
c) quando ao funcionário se imputar crime, praticado na esfera administrati-
va, a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo imporá, 
si multaneamente, a sanção penal correspondente
d) quando for desconhecido o paradeiro de alguma tes temunha, o Presidente 
determinará ao sindicado que forneça o seu endereço e, caso este não o faça, dis 
pensará o testemunho.
e) o processo administrativo deverá ser iniciado dentro do prazo improrrogável 
de 8 dias, contados de sua instauração e concluído no de 180 dias, a contar da ci-
tação do indiciado.
Art. 279 - Havendo denunciante, este deverá prestar declarações, no interregno 
entre a data da citação e a fixada para o interrogatório do acusado, sendo notificado 
para tal fim.
§ 1º - A oitiva do denunciante deverá ser acompanhada pelo advogado do acu-
sado, próprio ou dativo.
§ 2º - O acusado não assistirá à inquirição do denunciante; antes porém de ser 
interrogado, poderá ter ciência das declarações que aquele houver prestado. 
Art. 280 - Não comparecendo o acusado, será, por despacho, decretada sua 
revelia, prosseguindo-se nos demais atos e termos do processo.
Art. 281 - Ao acusado revel será nomeado advogado dativo.
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Art. 282 - O acusado poderá constituir advogado que o representará em todos 
os atos e termos do processo.
§ 1º - É faculdade do acusado tomar ciência ou assistir aos atos e termos do 
processo, não sendo obrigatória qualquer notificação.
§ 2º - O advogado será intimado por publicação no Diário Oficial do Estado, de 
que conste seu nome e número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, 
bem como os dados necessários à identificação do procedimento.
§ 3º - Não tendo o acusado recursos financeiros ou negando-se a constituir ad-
vogado, o presidente nomeará advogado dativo.
§ 4º -O acusado poderá, a qualquer tempo, constituir advogado para prosseguir 
na sua defesa.
Art. 283 - Comparecendo ou não o acusado ao interrogatório, inicia-se o prazo 
de 3 (três) dias para requerer a produção de provas, ou apresentá-las.
§ 1º - O presidente e cada acusado poderão arrolar até 5 (cinco) testemunhas.
§ 2º - A prova de antecedentes do acusado será feita exclusivamente por docu-
mentos, até as alegações finais.
§ 3º - Até a data do interrogatório, será designada a audiência de instrução.
 Questão 29: (TJ/SP - Interior - 2013) No Processo Administrativo:
a) havendo denunciante, este deverá prestar declarações, após o interrogatório 
e na presença do acusado e de seu defensor.
b) não comparecendo o acusado, será decretada a suspensão do feito, sendo 
apenas autorizada a realização das diligências urgentes.
c) a citação do acusado será feita por edital, no mínimo 6 (seis) meses antes 
do interrogatório.
d) comparecendo ou não o acusado ao interrogatório, inicia-se o prazo de 3 
(três) dias para requerer a produção de provas, ou apresentá-las.
e) em razão da aplicação do princípio da publicidade, a imprensa deverá ter livre 
acesso ao processo.
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Art. 284 - Na audiência de instrução, serão ouvidas, pela ordem, as testemunhas 
arroladas pelo presidente e pelo acusado.
Parágrafo único - Tratando-se de servidor público, seu comparecimento poderá 
ser solicitado ao respectivo superior imediato com as indicações necessárias.
Art. 285 - A testemunha não poderá eximir-se de depor, salvo se for ascendente, 
descendente, cônjuge, ainda que legalmente separado, companheiro, irmão, sogro 
e cunhado, pai, mãe ou filho adotivo do acusado, exceto quando não for possível, 
por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias.
§ 1º - Se o parentesco das pessoas referidas for com o denunciante, ficam elas 
proibidas de depor, observada a exceção deste artigo.
§ 2º - Ao servidor que se recusar a depor, sem justa causa, será pela autoridade 
competente adotada a providência a que se refere o artigo 262, mediante comuni-
cação do presidente.
§ 3º - O servidor que tiver de depor como testemunha fora da sede de seu exer-
cício, terá direito a transporte e diárias na forma da legislação em vigor, podendo 
ainda expedir-se precatória para esse efeito à autoridade do domicílio do depoente. 
§ 4º - São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte inte-
ressada, quiserem dar o seu testemunho.
Art. 286 - A testemunha que morar em comarca diversa poderá ser inquirida pela 
autoridade do lugar de sua residência, expedindo-se, para esse fim, carta precatória, 
com prazo razoável, intimada a defesa.
§ 1º - Deverá constar da precatória a síntese da imputação e os esclarecimentos 
pretendidos, bem como a advertência sobre a necessidade da presença de advogado. 
§ 2º - A expedição da precatória não suspenderá a instrução do procedimento.
§ 3º - Findo o prazo marcado, o procedimento poderá prosseguir até final deci-
são; a todo tempo, a precatória, uma vez devolvida, será juntada aos autos.
Art. 287 - As testemunhas arroladas pelo acusado comparecerão à audiência 
designada independente de notificação.
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§ 1º - Deverá ser notificada a testemunha cujo depoimento for relevante e que 
não comparecer espontaneamente. 
§ 2º - Se a testemunha não for localizada, a defesa poderá substituí-la, se quiser, 
levando na mesma data designada para a audiência outra testemunha, independen-
te de notificação.
 Questão 30: (TJ/SP - Interior - 2018) Nos termos da Lei nº 10.261/1968, 
quanto ao procedimento disciplinar, assinale a alternativa correta.
a) Se a testemunha não for localizada, a defesa poderá substituí-la, se quiser, 
levando, na mesma data designada para a audiência, outra testemunha, indepen-
dentemente de notificação.
b) A demissão a bem do serviço público acarreta a incompatibilidade permanen-
te para nova investidura em cargo, função ou emprego público.
c) No processo administrativo, se houver denunciante, este deverá prestar de-
clarações depois do interrogatório do acusado, devendo ser notificado para tal fim.
d) A prova de antecedentes do acusado pode ser feita por todos os meios de 
prova em direito admitidos, tais como documentos, testemunhas, perícias etc.
e) Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa 
determinar as penas de demissão ou disponibilidade.
Art. 288 - Em qualquer fase do processo, poderá o presidente, de ofício ou a 
requerimento da defesa, ordenar diligências que entenda convenientes.
§ 1º - As informações necessárias à instrução do processo serão solicitadas dire-
tamente, sem observância de vinculação hierárquica, mediante ofício, do qual cópia 
será juntada aos autos.
§ 2º - Sendo necessário o concurso de técnicos ou peritos oficiais, o presidente 
os requisitará, observados os impedimentos do artigo 275.
Art. 289 - Durante a instrução, os autos do procedimento administrativo perma-
necerão na repartição competente.
§ 1º - Será concedida vista dos autos ao acusado, mediante simples solicitação, 
sempre que não prejudicar o curso do procedimento.
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§ 2º - A concessão de vista será obrigatória, no prazo para manifestação do acusa-
do ou para apresentação de recursos, mediante publicação no Diário Oficial do Estado.
§ 3º - Não corre o prazo senão depois da publicação a que se refere o parágrafo 
anterior e desde que os autos estejam efetivamente disponíveis para vista. 
§ 4º - Ao advogado é assegurado o direito de retirar os autos da repartição, 
mediante recibo, durante o prazo para manifestação de seu representado, salvo na 
hipótese de prazo comum, de processo sob regime de segredo de justiça ou quando 
existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circuns-
tância relevante que justifique a permanência dos autos na repartição, reconhecida 
pela autoridade em despacho motivado.
Art. 290 - Somente poderão ser indeferidos pelo presidente, mediante decisão 
fundamentada, os requerimentos de nenhum interesse para o esclarecimento do 
fato, bem como as provas ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.
Art. 291 - Quando, no curso do procedimento, surgirem fatos novos imputáveis ao 
acusado, poderá ser promovida a instauração de novo procedimento para sua apura-
ção, ou, caso conveniente, aditada a portaria, reabrindo-se oportunidade de defesa.
Art. 292 - Encerrada a fase probatória, dar-se-á vista dos autos à defesa, que 
poderá apresentar alegações finais, no prazo de 7 (sete) dias.
Parágrafo único - Não apresentadas no prazo as alegações finais, o presidente 
designará advogado dativo, assinando-lhe novo prazo.
Art. 293 - O relatório deverá ser apresentado no prazo de 10 (dez) dias, conta-
dos da apresentação das alegações finais.
§ 1º - O relatório deverá descrever, em relação a cada acusado, separadamente, 
as irregularidades imputadas, as provas colhidas e as razões de defesa, propondo a 
absolvição ou punição e indicando, nesse caso, a pena que entender cabível.
§ 2º - O relatório deverá conter, também, a sugestão de quaisquer outras provi-
dências de interesse do serviço público.
Art. 294 - Relatado, o processo será encaminhado à autoridade que determinou 
sua instauração.
Art. 295 - Recebendo o processo relatado, a autoridade que houver determinado 
sua instauração deverá, no prazode 20 (vinte) dias, proferir o julgamento ou deter-
minar a realização de diligência, sempre que necessária ao esclarecimento de fatos.
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Art. 296 - Determinada a diligência, a autoridade encarregada do processo ad-
ministrativo terá prazo de 15 (quinze) dias para seu cumprimento, abrindo vista à 
defesa para manifestar-se em 5 (cinco) dias.
Art. 297 - Quando escaparem à sua alçada as penalidades e providências que 
lhe parecerem cabíveis, a autoridade que determinou a instauração do processo 
administrativo deverá propô-las, justificadamente, dentro do prazo para julgamento, 
à autoridade competente.
Art. 298 - A autoridade que proferir decisão determinará os atos dela decorrentes 
e as providências necessárias a sua execução.
Art. 299 - As decisões serão sempre publicadas no Diário Oficial do Estado, den-
tro do prazo de 8 (oito) dias, bem como averbadas no registro funcional do servidor. 
Art. 300 - Terão forma processual resumida, quando possível, todos os termos 
lavrados pelo secretário, quais sejam: autuação, juntada, conclusão, intimação, data 
de recebimento, bem como certidões e compromissos.
§ 1º - Toda e qualquer juntada aos autos se fará na ordem cronológica da apre-
sentação, rubricando o presidente as folhas acrescidas.
§ 2º - Todos os atos ou decisões, cujo original não conste do processo, nele de-
verão figurar por cópia.
Art. 301 - Constará sempre dos autos da sindicância ou do processo a folha de 
serviço do indiciado.
Art. 302 - Quando ao funcionário se imputar crime, praticado na esfera adminis-
trativa, a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo provi-
denciará para que se instaure, simultaneamente, o inquérito policial. 
Parágrafo único - Quando se tratar de crime praticado fora da esfera administra-
tiva, a autoridade policial dará ciência dele à autoridade administrativa. 
Art. 303 - As autoridades responsáveis pela condução do processo administrati-
vo e do inquérito policial se auxiliarão para que os mesmos se concluam dentro dos 
prazos respectivos.
Art. 304 - Quando o ato atribuído ao funcionário for considerado criminoso, serão re-
metidas à autoridade competente cópias autenticadas das peças essenciais do processo.
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Art. 305 - Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não 
houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão do 
processo ou sindicância.
Art. 306 - É defeso fornecer à imprensa ou a outros meios de divulgação notas 
sobre os atos processuais, salvo no interesse da Administração, a juízo do Secretá-
rio de Estado ou do Procurador Geral do Estado.
Art. 307 - Decorridos 5 (cinco) anos de efetivo exercício, contados do cumpri-
mento da sanção disciplinar, sem cometimento de nova infração, não mais poderá 
aquela ser considerada em prejuízo do infrator, inclusive para efeito de reincidência.
Parágrafo único - A demissão e a demissão a bem do serviço público acarretam 
a incompatibilidade para nova investidura em cargo, função ou emprego público, 
pelo prazo de 5 (cinco) e 10 (dez) anos, respectivamente.
Capítulo IV
Do Processo por Abandono do Cargo ou Função e por Inassiduidade
Art. 308 - Verificada a ocorrência de faltas ao serviço que caracterizem abandono 
de cargo ou função, bem como inassiduidade, o superior imediato comunicará o fato à 
autoridade competente para determinar a instauração de processo disciplinar, instruindo 
a representação com cópia da ficha funcional do servidor e atestados de frequência.
Art. 309 - Não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou fun-
ção, bem como inassiduidade, se o servidor tiver pedido exoneração.
 Questão 31: (TJ/SP - Interior - 2013) Com relação ao processo por Abando-
no do Cargo ou Função e por Inassiduidade, pode-se afirmar que:
a) será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função, mesmo 
se o servidor tiver pedido exoneração.
b) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar a inassi-
duidade, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o interrogatório.
c) não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função se o 
servidor tiver pedido exoneração.
d) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar abandono 
de cargo ou função, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o 
interrogatório, ou por ocasião deste.
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e) será instaurado processo para apurar a inassiduidade, mesmo se o servidor 
tiver pedido exoneração.
Art. 310 - Extingue-se o processo instaurado exclusivamente para apurar aban-
dono de cargo ou função, bem como inassiduidade, se o indiciado pedir exoneração 
até a data designada para o interrogatório, ou por ocasião deste. 
Art. 311 - A defesa só poderá versar sobre força maior, coação ilegal ou motivo 
legalmente justificável.
Capítulo V
Dos Recursos
Art. 312 - Caberá recurso, por uma única vez, da decisão que aplicar penalidade.
§ 1º - O prazo para recorrer é de 30 (trinta) dias, contados da publicação da de-
cisão impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação pessoal do servidor, 
quando for o caso.
§ 2º - Do recurso deverá constar, além do nome e qualificação do recorrente, a 
exposição das razões de inconformismo.
§ 3º - O recurso será apresentado à autoridade que aplicou a pena, que terá o 
prazo de 10 (dez) dias para, motivadamente, manter sua decisão ou reformá-la.
§ 4º - Mantida a decisão, ou reformada parcialmente, será imediatamente enca-
minhada a reexame pelo superior hierárquico.
§ 5º - O recurso será apreciado pela autoridade competente ainda que incorreta-
mente denominado ou endereçado.
 Questão 32: (TJ/SP - Interior - 2013) Da decisão que aplicar penalidade, 
caberá recurso:
a) que será apresentado à autoridade superior hierárquica à que aplicou a pena, 
no prazo de 10 (dez) dias para, motivadamente, manter ou reformar a decisão.
b) por uma única vez, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação da 
decisão impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação pessoal do servidor, 
quando for o caso.
c) endereçado ao Secretário de Estado que, por meio de sua assessoria, no pra-
zo de 45 (quarenta e cinco) dias, deverá emitir parecer conclusivo.
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d) por uma única vez, no prazo de 30 (trinta) dias, versando apenas sobre a le-
galidade ou ilegalidade do feito.
e) com efeito suspensivo e endereçado diretamente à autoridade imediatamente 
superior àquela que aplicou a punição disciplinar.
Art. 313 - Caberá pedido de reconsideração, que não poderá ser renovado, de 
decisão tomada pelo Governador do Estado em única instância, no prazo de 30 
(trinta) dias.
Art. 314 - Os recursos de que trata esta lei complementar não têm efeito sus-
pensivo; os que forem providos darão lugar às retificações necessárias, retroagindo 
seus efeitos à data do ato punitivo.
 Questão 33: (TJ/SP - Interior - 2018) De acordo com a Lei nº 10.261/1968, no 
que concerne aos recursos no processo administrativo, é correta a seguinte afirmação:
a) Não cabe pedido de reconsideração de decisão tomada pelo Governador do 
Estado em única instância.
b) O recurso será apresentado ao superior hierárquico da autoridade que aplicou a 
pena, que, em 15 (quinze) dias, de forma motivada, deve manter a decisão ou reformá-la.
c) Os recursos não têm efeito suspensivo;e os que forem providos darão lugar 
às retificações necessárias, retroagindo seus efeitos à data do ato punitivo.
d) O prazo para recorrer é de 15 (quinze) dias, contados da publicação da deci-
são impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação do procurador do servi-
dor, se for o caso.
e) O recurso não poderá ser apreciado pela autoridade competente se incorreta-
mente denominado ou endereçado.
Capítulo VI
Da Revisão
Art. 315 - Admitir-se-á, a qualquer tempo, a revisão de punição disciplinar de que 
não caiba mais recurso, se surgirem fatos ou circunstâncias ainda não apreciados, 
ou vícios insanáveis de procedimento, que possam justificar redução ou anulação 
da pena aplicada.
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§ 1º - A simples alegação da injustiça da decisão não constitui fundamento do pedido.
§ 2º - Não será admitida reiteração de pedido pelo mesmo fundamento.
§ 3º - Os pedidos formulados em desacordo com este artigo serão indeferidos.
§ 4º - O ônus da prova cabe ao requerente.
Art. 316 - A pena imposta não poderá ser agravada pela revisão.
Art. 317 - A instauração de processo revisional poderá ser requerida fundamenta-
damente pelo interessado ou, se falecido ou incapaz, por seu curador, cônjuge, com-
panheiro, ascendente, descendente ou irmão, sempre por intermédio de advogado.
Parágrafo único - O pedido será instruído com as provas que o requerente pos-
suir ou com indicação daquelas que pretenda produzir.
 Questão 34: (TJ/SP - Interior - 2011) Assinale a alternativa correta, no que 
diz respeito à revisão de punição disciplinar.
a) A simples alegação de injustiça da decisão de punição disciplinar da qual não 
caiba mais recurso constitui fundamento para o pedido de revisão processual.
b) Será admitida a reiteração do pedido de revisão processual pelo mesmo fun-
damento, por duas vezes.
c) O pedido de revisão processual será instruído com as provas que o requeren-
te possuir ou com indicação daquelas que pretenda produzir.
d) O ônus da prova cabe ao requerente, e a pena imposta, conforme o caso, 
poderá ser agravada pela revisão.
e) Deferido o processamento da revisão, será este realizado pelo mesmo Procu-
rador de Estado que tenha funcionado no procedimento disciplinar de que resultou 
a punição do requerente.
Art. 318 - A autoridade que aplicou a penalidade, ou que a tiver confirmado em 
grau de recurso, será competente para o exame da admissibilidade do pedido de 
revisão, bem como, caso deferido o processamento, para a sua decisão final.
Art. 319 - Deferido o processamento da revisão, será este realizado por Procura-
dor de Estado que não tenha funcionado no procedimento disciplinar de que resultou 
a punição do requerente.
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Art. 320 - Recebido o pedido, o presidente providenciará o apensamento dos 
autos originais e notificará o requerente para, no prazo de 8 (oito) dias, oferecer rol 
de testemunhas, ou requerer outras provas que pretenda produzir.
Parágrafo único - No processamento da revisão serão observadas as normas 
previstas nesta lei complementar para o processo administrativo.
Art. 321 - A decisão que julgar procedente a revisão poderá alterar a classifica-
ção da infração, absolver o punido, modificar a pena ou anular o processo, restabe-
lecendo os direitos atingidos pela decisão reformada.
Disposições Finais
Art. 322 - O dia 28 de outubro será consagrado ao “Funcionário Público Estadual”.
Art. 323 - Os prazos previstos neste Estatuto serão todos contados por dias corridos.
Parágrafo único - Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando-se o 
vencimento, que incidir em sábado, domingo, feriado ou facultativo, para o primeiro 
dia útil seguinte.
Gabarito
1. b 2. c 3. c 4. c 5. c
6. a 7. d 8. a 9. a 10. a
11. e 12. c 13. e 14. a 15. b
16. a 17. a 18. a 19. b 20. d
21. e 22. d 23. b 24. d 25. d
26. b 27. e 28. a 29. d 30. a
31. c 32. b 33. c 34. c
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LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (LEI Nº 8.429/1992)
Capítulo I
Das Disposições Gerais
Art. 1º Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor 
ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Pode-
res da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de em-
presa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio 
o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio 
ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.
A Lei de Improbidade Administrativa visa punir aqueles que cometem atos de im-
probidade, que podem se revelar como corrupção, malversação na Administração, 
exercício ilegal da função pública etc.
Ela segue um mandado constitucional previsto no art. 37, § 4º: “Os atos de im-
probidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da 
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”.
A responsabilização decorrente da Lei de Improbidade Administrativa dá-se na 
esfera cível, não na criminal. No entanto, vale frisar que podem ser cumuladas as 
responsabilizações cíveis e criminais (esta em processo próprio), ante a autonomia 
das esferas de responsabilização.
O art. 1º indica quem pode praticar o ato de improbidade (sujeito passivo na ação 
por improbidade) e o faz de modo amplo. Indica que podem ser agentes públicos, 
servidores ou não (como veremos no art. 2º).
Os atos também podem ser praticados de modo abrangente. Contra a administra-
ção direta, indireta ou fundacional. Ou seja, não se limita à administração direta, poden-
do estender-se às autarquias, agências reguladoras, empresas públicas, fundações etc.
Pode ser contra entidades de quaisquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios, de Território. Pode, por exemplo, o Presidente da 
Câmara Municipal praticar ato de improbidade quando realiza ilicitamente um con-
curso público. No entanto, há de se ressaltar a inviolabilidade dos vereadores em 
seus votos (art. 29, VIII, da CF) e, da mesma forma, dos deputados e senadores (art. 
53, caput, da Constituição).
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O ato de improbidade também pode ser contra empresa incorporada ao patrimô-
nio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou 
concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual.
Nesse aspecto há algo de interessante do ponto de prático e para o concurso. 
Além das empresas incorporadas ao patrimônio público, o que seria óbvio, temos 
também aquelas entidades para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou 
concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual.
Tem sido muito comum que venha, assim, a alcançar entidades do terceiro setor 
que recebam grande monta de dinheiro público para prestação dos seus serviços, 
por exemplo, entidades filantrópicas (como as Santas Casas), que prestam assistên-
cia ao SUS e, por isso, a receita anual de dinheiro público supera os 50%.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de 
improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, be-
nefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para 
cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüen-
ta porcento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção 
patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
O parágrafo único acrescenta outras entidades que podem sofrer com atos de 
improbidade. A diferença nesses casos é que a sanção patrimonial limita-se à reper-
cussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Nesses casos, entram aquelas entidades que recebem subvenção, benefício ou 
incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação 
ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de 50% por cento do 
patrimônio ou da receita anual. Como vimos, se o Poder Público concorrer com mais 
de 50%, aplica-se o caput, excluída, assim, a limitação do parágrafo único.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exer-
ce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, de-
signação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, 
cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.
O legislador optou por dar sentido amplo ao agente público para fins de improbi-
dade administrativa. Pode ser servidor público ou não. Pode ter um vínculo definitivo 
ou meramente transitório. Pode ser remunerado ou não. O exercício pode ser de-
corrente de eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de 
investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função.
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Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mes-
mo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbi-
dade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Além dos agentes públicos, todo aquele que induzir ou concorrer para a prática 
do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta 
também pode figurar no polo passivo da ação por improbidade.
Interessante destacar aqui a previsão em relação a quem se beneficiar. Muitos 
dos casos de improbidade envolvem um benefício a um terceiro, que se alia a um 
agente público para dar seguimento aos atos de improbidade e obter vantagem. Por 
isso, mesmo não sendo agente público deve ser responsabilizado.
Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar 
pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e 
publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.
Devem estar atendidos os princípios, notadamente aqueles princípios do Direito 
Administrativo, que estão previstos no caput do art. 37 da Constituição.
Destaca-se que dos princípios do “LIMPE”, não está expresso no art. 4º a eficiên-
cia. Isso porque o princípio da eficiência só foi inserido na Constituição pela Emenda 
Constitucional nº 19/1998 e a Lei de Improbidade Administrativa é anterior, de 1992.
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou 
culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
A lesão ao patrimônio público decorrente dos atos de improbidade poderá ser por 
ação ou omissão, dolosa (com intenção de causar a lesão) ou culposa (em virtude de 
imprudência, negligência ou imperícia), cabendo o ressarcimento integral do dano. 
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro 
beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio.
O enriquecimento ilícito verifica-se nas hipóteses previstas no art. 9º desta Lei. 
Além das sanções do art. 12, aplica-se o perdimento dos bens ou valores acrescidos 
ao seu patrimônio, seja do agente público ou do terceiro beneficiário.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ense-
jar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inqué-
rito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
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Com vistas a garantir a satisfação da tutela, quando houver enriquecimento ilícito 
(art. 9º) ou o ato causar lesão ao erário (art. 10), é possível a decretação de indispo-
nibilidade dos bens do indiciado (tutela de urgência).
O atual entendimento do STJ é de que é desnecessária a prova do periculum in 
mora concreto, ou seja, de que o réu esteja dilapidando seu patrimônio, ou na imi-
nência de fazê-lo, exigindo-se apenas a demonstração de fumus boni iuris, consis-
tente em fundados indícios da prática de atos de improbidade. O periculum in mora 
é, portanto, presumido.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá 
sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo 
patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
A indisponibilidade deve recair até o quanto puder assegurar o integral ressarci-
mento do dano ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. 
Não pode, portanto, ser em valor superior a isso. A ideia não é punição antecipada, 
mas apenas garantir o pagamento.
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enrique-
cer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.
Por se tratar de reparação civil, os sucessores de quem causar lesão ao patrimô-
nio público ou enriquecer ilicitamente respondem até o limite da herança.
Capítulo II
Dos Atos de Improbidade Administrativa
Seção I
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento 
ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício 
de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no 
art. 1º desta lei, e notadamente:
Os atos de improbidade descritos neste artigo são aqueles que importam enri-
quecimento ilícito do agente ou de terceiros.
Vale destacar que a Lei de Improbidade Administrativa possui quatro tipos de 
atos de improbidade administrativa: a) que Importam Enriquecimento Ilícito (art. 9º); 
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b) que Causam Prejuízo ao Erário (art. 10); c) que Atentam Contra Princípios da Ad-
ministração Pública (art. 11); d) Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de 
Benefício Financeiro ou Tributário (art. 10-A).
São, portanto, três genéricos, descritos nos artigos 9º, 10 e 11 e um específico, 
inserido pela Lei Complementar nº 157/2016, que é o do art. 10-A.
Existe uma ordem de gravidade entre os tipos genéricos, sendo que o mais gra-
ve é o que importa enriquecimento ilícito; depois, os que causam prejuízo ao erário; 
e, por fim, os que atentam contra os princípios da Administração Pública.
É natural que, em uma violação que importe enriquecimento ilícito, verifique-se tam-
bém prejuízo ao erário e violação a princípios, que estão contidos no enriquecimento 
ilícito. Nesse caso, deve-se priorizar a responsabilização pela conduta mais grave.
O artigo 9º enumera, então, os atos de improbidade que importam enriquecimen-
to ilícito, dos quais destacaremos os principais pontos.
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer ou-
tra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratifi-
cação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido 
ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;
O inciso I é o que versa sobre atos, infelizmente, muito comuns em que o agente 
público recebe qualquer vantagemeconômica de alguém que tenha alguma forma 
de interesse em uma ação ou omissão desse agente.
Para entender melhor, procure observar como há um evidente enriquecimento 
ilícito nesses casos. O agente aumenta o seu patrimônio (ou de outrem) em virtude 
de uma vantagem ilícita – está aí o enriquecimento ilícito.
Esse exercício pode ser feito em todos os incisos. 
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, 
permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas 
entidades referidas no art. 1º por preço superior ao valor de mercado;
No inciso II tem-se uma hipótese específica, em que fica claro também o enrique-
cimento ilícito de alguém. Trata-se de vantagem econômica para facilitar a aquisição, 
permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços por preço 
superior ao valor de mercado.
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Está, portanto, sujeito também a comprovação de que a contratação foi feita por 
preço superior ao valor de mercado, podendo ser levantado, por exemplo, mediante 
cotação de preços.
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, 
permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por 
preço inferior ao valor de mercado;
No inciso III, tem-se o Estado como fornecedor (situação inversa do inciso II). E, 
da mesma forma, pode haver responsabilização no caso de facilitar o negócio por 
preço inferior ao valor de mercado.
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou 
material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das enti-
dades mencionadas no art. 1º desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, 
empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
No inciso IV, é menos evidente o enriquecimento ilícito, mas é possível observá-lo 
com uma leitura atenta da previsão. Nesse caso os equipamentos, materiais e servido-
res ficam à disposição para serem utilizados em obra ou serviço particular do agente.
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para 
tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de 
contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de 
tal vantagem;
Evidentemente, como nos demais casos, não exclui a possibilidade de respon-
sabilização criminal pelos mesmos fatos.
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para 
fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer ou-
tro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de merca-
dorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
Para incidência deste inciso, é preciso que a vantagem econômica se dê para 
fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer 
outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de 
mercadorias ou bens fornecidos. É o caso, por exemplo, de servidores responsáveis 
por darem recebimento em produtos adjudicados; se receberem vantagem econômi-
ca para declararem falsamente o que foi recebido, incorrem nesta previsão.
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VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego 
ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evo-
lução do patrimônio ou à renda do agente público;
A aquisição de bens em valor desproporcional à evolução do patrimônio ou à 
renda do agente é passível de caracterizar ato de improbidade administrativa. No en-
tanto, há casos que o agente público pode cumular suas atividades com a iniciativa 
privada, nesse caso deve-se observar toda a renda lícita.
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assesso-
ramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido 
ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, 
durante a atividade;
O problema nesse inciso é a atuação concomitante no Poder Público e para in-
teresses privados colidentes com interesse público. O enriquecimento ilícito está em 
aceitar o emprego (ou seja, terá uma vantagem econômica).
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de 
verba pública de qualquer natureza;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, 
para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;
Nesse caso, a vantagem econômica é recebida pela omissão do agente, em 
relação a ato a que esteja obrigado.
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou va-
lores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
O inciso XI trata de incorporação patrimonial, o que também é uma vantagem 
econômica e, por isso, importa enriquecimento ilícito.
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do 
acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei.
O uso de bens da Administração Pública e das outras entidades também ca-
racteriza ato de improbidade administrativa. Observa-se o enriquecimento ilícito, à 
medida que, ao usar os bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patri-
monial das entidades, o agente evita seus próprios gastos.
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Seção II
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário 
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, 
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades 
referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
As considerações válidas para o caput do art. 9º valem também para este dispo-
sitivo. Aqui, trataremos dos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo 
ao erário (sem enriquecimento ilícito do agente).
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio 
particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integran-
tes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
A distinção deste dispositivo para o art. 9º, XI, é que ali pune-se quem incorpora a 
vantagem (pode ser o agente público ou não); neste caso a pessoa apenas facilitou 
ou concorreu para o prejuízo. Veja que, aqui, ela não obteve a vantagem (enriqueci-
mento ilícito), apenas causou prejuízo. Por isso inserido no art. 10. 
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, 
rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencio-
nadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamen-
tares aplicáveis à espécie;
Da mesma forma que no inciso anterior, apenas permite ou concorre para a uti-
lização dos bens, não vindo a fazer uso deles, o que se enquadraria no art. 9º, XII.
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda 
que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimô-
nio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância 
das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
Além do desrespeito à legalidade, nesta hipótese tem-se a doação, que importa 
em redução patrimonial da Administração Pública (ou da entidade)e, com isso, pre-
juízo ao erário.
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do 
patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a pres-
tação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;
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Do mesmo modo, a alienação é feita por preço inferior ao do mercado, causando 
prejuízo ao erário. Diferencia-se do art. 9º, III, porque, naquele caso há vantagem 
econômica para o agente, o que não ocorre aqui.
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por 
preço superior ao de mercado;
Mesmo fundamento do inciso anterior, mas a comparação deve ser feita com o 
art. 9º, II.
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regula-
mentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;
Também há afronta da legalidade, mas, mais que isso, há o prejuízo com a ope-
ração financeira fora da norma e com a garantia insuficiente ou inidônea.
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formali-
dades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
Nesse inciso é facilmente observável prejuízo ao erário. No entanto, não é apli-
cável se estiver enquadrado na hipótese do art. 10-A, que é mais específico.
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebra-
ção de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente;
Também há prejuízo ao erário, uma vez que, fosse feito o regular processo licita-
tório ou seletivo, poderia haver economia nas despesas.
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou 
regulamento;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que 
diz respeito à conservação do patrimônio público;
Nota-se que se trata de modalidade culposa, uma vez que prevê a negligência.
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou 
influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
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Veja que quem enriquece ilicitamente é o terceiro. Por isso que a previsão está 
no art. 10. Não há prejuízo, no entanto, do terceiro responder na forma do art. 9º.
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, 
equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de 
qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, bem como o trabalho de 
servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.
A responsabilidade nesse caso é de quem permite a utilização. Não se confunde 
com aquele que usa, como no art. 9º, IV.
XIV - celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação 
de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades 
previstas na lei;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia do-
tação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei. 
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patri-
mônio particular de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores 
públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas mediante cele-
bração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares 
aplicáveis à espécie; 
Como se pode observar, pune-se a facilitação ou concurso para o prejuízo ao 
erário. Quem se beneficia responde na forma do art. 9º, XI. 
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize 
bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a 
entidade privada mediante celebração de parcerias, sem a observância das formali-
dades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
Como se pode observar, pune-se a facilitação ou concurso para o prejuízo ao 
erário. Quem se beneficia responde na forma do art. 9º, XII. 
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem 
a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
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O desrespeito à legislação vigente aponta para a presunção de prejuízo ao erá-
rio, uma vez que a administração pública gastará dinheiro com entidades privadas.
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações 
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas;
Outra hipótese de modalidade culposa fundada na negligência. Aqui a negligên-
cia é em relação a celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de 
parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas.
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com enti-
dades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qual-
quer forma para a sua aplicação irregular.
Note que aqui o agente pode ser responsabilizado até mesmo pela simples influ-
ência da aplicação irregular da norma. Porém, em relação ao advogado-parecerista, 
este só responderá por improbidade administrativa se houver dolo.
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com enti-
dades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qual-
quer forma para a sua aplicação irregular.
Vale o mesmo comentário feito para o inciso XX.
Seção II-A
Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou 
Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário
Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão 
para conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dis-
põem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.
Trata-se de hipótese específica de ato de improbidade, que está diretamente 
relacionada ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), cuja com-
petência é dos Municípios e do Distrito Federal.
Por se tratar de norma específica, ela prevalece sobre a hipótese do art. 10, VII.
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Seção III
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da 
Administração Pública
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os prin-
cípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de 
honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
A primeira ideia é de que, no art. 11, as hipóteses, em tese, seriam mais genéri-
cas, pois versariam sobre princípios da administração pública. No entanto, da leitura 
dos incisos podemos observar que se tratam de verdadeiras regras, que procuram 
preservar os princípios.
Os atos podem ser cometidos por ação ou omissão e constituem violações a 
deveres enunciados pelo legislador. Elenca os seguintes deveres de honestidade, 
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições.
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diversodaquele 
previsto, na regra de competência;
São duas formas de atos indicados neste inciso, que levam em conta a finalida-
de. O primeiro é de ela ser proibida em lei ou regulamento; o segundo, que a finali-
dade seja diversa da prevista. 
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
Sem prejuízo de responsabilização penal, por exemplo, por peculato, se o fizer 
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e 
que deva permanecer em segredo;
Trata-se de grave violação à probidade administrativa. Infelizmente tem ocorrido 
com frequência sobretudo em processos judiciais sigilosos. Nesse caso, os agentes 
podem responder pelos atos, até porque, como vimos, esta Lei é aplicável em todos 
os Poderes.
IV - negar publicidade aos atos oficiais;
Os atos oficiais são, em regra, públicos. Negar publicidade é violação de um 
princípio expresso do caput do art. 37 da Constituição.
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V - frustrar a licitude de concurso público;
A burla ao concurso público pode violar a legalidade, a impessoalidade e a moralidade.
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da res-
pectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o 
preço de mercadoria, bem ou serviço.
Situação também grave e mais específica em relação à violação de sigilo. Fatos 
como esses geralmente levam o terceiro a auferir enriquecimento ilícito e responder 
na forma do art. 9º.
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de 
contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privada.
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos 
na legislação.
Esse dispositivo foi inserido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência. Destaca-
-se que ele abriga um dos princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos 
das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, 
que é a acessibilidade.
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área 
de saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos 
termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. 
Nesse caso a responsabilidade é de quem transfere o recurso. Em outros casos, 
pode haver responsabilização de quem obtém a vantagem ou autoriza a despesa, 
na forma dos artigos 9º e 10. A Lei 8.080/90 é a que dispõe sobre as condições para 
a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento 
dos serviços correspondentes (Lei do SUS).
O art. 24, parágrafo único, mencionado acima diz o seguinte: “A participação 
complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convê-
nio, observadas, a respeito, as normas de direito público”.
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Capítulo III
Das Penas
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previs-
tas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às 
seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de 
acordo com a gravidade do fato:
As sanções previstas no art. 12 referem-se apenas à persecução pelos atos de 
improbidade. Há autonomia das esferas de responsabilização. Assim, não se con-
funde com outros tipos reparação civil, penal, administrativa e até política, como nos 
casos de impeachment.
De acordo com a gravidade da lesão as penas podem ser aplicadas isolada ou 
cumulativamente, dependendo da cognição do juiz.
I - na hipótese do art. 9º, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função públi-
ca, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de 
até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder 
Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indireta-
mente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo de dez anos;
Não há muito o que destacar em relação às penas. É preciso ler com calma 
cada um dos incisos e observar as diferenças entre eles, especialmente o prazo de 
suspensão dos direitos políticos, o valor da multa civil e o prazo da proibição de con-
tratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
Para o art. 9º:
a) Prazo de suspensão dos direitos políticos: 8 a 10 anos
b) Valor da multa: até três vezes o valor do acréscimo patrimonial
c) Prazo da proibição de contratar com o Poder Público: 10 anos
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou 
valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda 
da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamen-
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to de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o 
Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majo-
ritário, pelo prazo de cinco anos;
Para o art. 10:
a) Prazo de suspensão dos direitos políticos: 5 a 8 anos
b) Valor da multa: até duas vezes o valor do dano
c) Prazo da proibição de contratar com o Poder Público: 5 anos
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da 
função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de 
multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibi-
ção de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou 
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da 
qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
Para o art. 11:
a) Prazo de suspensão dos direitos políticos: 3 a 5 anos
b) Valor da multa: até 100 vezes o valor da remuneração percebida pelo agente
c) Prazo da proibição de contratar com o Poder Público: 3 anos
IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos 
direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor 
do benefício financeiro ou tributário concedido.
As penas para os atos de improbidade do art. 10-A são diferentes dos de-
mais. Aqui, temos apenas a perda da função pública, suspensão dos direitos 
políticos e multa civil.
Para o art. 10-A:
a) Prazo de suspensão dos direitos políticos: 5 a 8 anos
b) Valor da multa: até três vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido
c) Prazo da proibição de contratar com o Poder Público: não há.
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Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta 
a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.
O juiz deve usar a extensão do dano e o quantum de proveito patrimonial do 
agente para a fixação da pena. 
Capítulo IV
Da Declaração de Bens
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionadosà apresen-
tação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a 
fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. 
A apresentação da declaração de bens é uma forma de haver um controle da 
evolução patrimonial dos agentes públicos. Trata-se de documento indispensável 
para a posse e o exercício.
§ 1° A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, 
ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou 
no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do côn-
juge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência 
econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico.
Da declaração devem constar todos os bens do agente e de seus dependentes, 
mais ou menos como ocorre na declaração de Imposto de Renda.
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agen-
te público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
Essa declaração deve ser atualizada anualmente, a fim de possibilitar a verifica-
ção da variação patrimonial pelos órgãos de controle.
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuí-
zo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração 
dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.
Está prevista a pena de demissão para quem se recusar a prestar declaração 
dos bens ou que a prestar falsa. A demissão, é claro, depende do contraditório e do 
devido processo legal.
§ 4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de 
bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação 
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do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias 
atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2º deste artigo.
Para os servidores da União, é possível autorizar o aproveitamento da declara-
ção de Imposto de Renda de modo automático. Com relação a outros entes e enti-
dades, depende de sua organização.
Capítulo V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa com-
petente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato 
de improbidade.
A representação pode ser feita por qualquer pessoa, mas esta não tem legitimi-
dade para propor a ação. Trata-se, na verdade, de uma notícia de fato, para que os 
legitimados (Ministério Público ou pessoa jurídica lesada) atuem no caso.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá 
a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indi-
cação das provas de que tenha conhecimento.
São os elementos mínimos envolvendo os fatos. Não se pode exigir que estejam 
definitivamente comprovados. Porém, é temerária a instauração de procedimento se 
não houver um mínimo de indícios.
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fun-
damentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste ar-
tigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do 
art. 22 desta lei.
Se não estiver de acordo com o § 1º, a autoridade administrativa (da pessoa ju-
rídica lesada) pode rejeitar a representação. A rejeição, no entanto, não impede que 
os fatos sejam levados e, então, apurados pelo Ministério Público.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a 
imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será pro-
cessada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro 
de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regu-
lamentos disciplinares.
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Após a representação, quando esta for recebida, a autoridade determina a apu-
ração dos fatos e seu regular prosseguimento na forma da lei.
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao 
Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para 
apurar a prática de ato de improbidade.
A comissão processante fará dupla comunicação: a) ao Ministério Público e b) 
ao Tribunal de Contas.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a 
requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
O Ministério Público como o Tribunal (ou Conselho) de Contas poderão ter re-
presentante para acompanhar o procedimento, se assim desejarem.
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão represen-
tará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo 
competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha 
enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
A fim de garantir a satisfação da tutela futura, a Comissão pode representar ao 
Ministério Público ou à sua Procuradoria (por uma questão de capacidade postula-
tória) para requerer ao juízo a decretação do sequestro de bens.
Note que é o juízo, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica 
lesada, que decidirá sobre o sequestro.
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 
822 e 825 do Código de Processo Civil.
A indicação neste dispositivo é em relação ao antigo Código de Processo Civil, 
devendo prevalecer as atuais disposições sobre tutela de urgência do novel diploma.
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio 
de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exte-
rior, nos termos da lei e dos tratados internacionais.
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério 
Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da 
medida cautelar.
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O artigo 17 discorre sobre o rito da ação por improbidade administrativa, que, 
embora seja muito comum, não deve ser confundido com o da ação civil pública.
§ 1º As ações de que trata este artigo admitem a celebração de acordo de não 
persecução cível, nos termos desta Lei.
Há previsão de acordo de não persecução cível, em que as partes realizam um 
ajuste, contendo obrigações aos possíveis acusados para que este corrija sua con-
duta (faz parecer o TAC da ACP) e, com isso, a ação não é levada adiante, a menos 
que venha a descumprir. Porém, o art. 17-A, que trazia seu procedimento foi vetado.
Mas o Ministério Público pode adotá-lo, com fundamento neste dispositivo. Inclu-
sive, a 1ª Turma do STJ já homologou acordo dessa natureza, no julgado do “Acor-
do no AREsp 1314581 / SP”, relatado pelo Min. Benedito Gonçalves, com data do 
julgamento em 23/02/2021 e publicado em 01/03/2021.
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à 
complementação do ressarcimento do patrimônio público.
Se necessário, a Fazenda deverá atuar pelo ressarcimento.
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, 
no que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965.
O dispositivo faz referência à seguinte previsão da Lei de Ação Popular: “A pes-
soas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impug-
nação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderáatuar ao lado do autor, 
desde que isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo represen-
tante legal ou dirigente.”
Ou seja, constatado o interesse público, a pessoa jurídica lesada poderá ou dei-
xar de contestar ou atuar com o Ministério Público contra o agente público responsá-
vel pelo ato de improbidade.
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obriga-
toriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade.
Caso não seja autor, o Ministério Público intervirá como fiscal da ordem jurídica, 
nos termos do art. 178, I, do CPC, em virtude de interesse público ou social.
§ 5o A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações 
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.
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A regra da prevenção nas ações dessa natureza se define pela propositura da ação. 
§ 6o A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham in-
dícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamenta-
das da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a 
legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de 
Processo Civil.
A propositura da ação depende da existência de indícios suficientes da existên-
cia do ato de improbidade, com vistas a evitar ações temerárias.
§ 7o Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a 
notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser 
instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias.
Antes de receber a ação, o juiz notifica o requerido para defesa prévia, no prazo 
de 15 dias.
§ 8o Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão funda-
mentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da 
improcedência da ação ou da inadequação da via eleita.
O juiz poderá se convencer dos argumentos do requerido apresentados na defe-
sa prévia, e, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência 
da ação ou da inadequação da via eleita, rejeitará a ação.
§ 9o Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação.
Caso não se convença dos argumentos do requerido, receberá a petição inicial 
e, só então, citará o réu, que poderá apresentar contestação.
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento.
O recurso cabível para a decisão que receber a petição inicial é o agravo 
de instrumento.
§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes re-
querer ao juiz a interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 
90 (noventa) dias.
O acordo de não persecução cível é uma possibilidade de solução consensual.
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Nesse caso, requer-se a interrupção (volta a contar do início, não se confundindo 
com suspensão) do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 dias.
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de 
improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito.
Se inadequada a ação de improbidade, o juiz deverá extinguir o processo sem 
julgamento de mérito.
§ 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regi-
dos por esta Lei o disposto no art. 221, caput e § 1o, do Código de Processo Penal.
De acordo com esses dispositivos, “O Presidente e o Vice-Presidente da Repú-
blica, os senadores e deputados federais, os ministros de Estado, os governadores 
de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do Distrito Federal e 
dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros 
do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em 
local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz” (art. 221, caput, do CPP).
Além disso, “O Presidente e o Vice-Presidente da República, os presidentes do 
Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão 
optar pela prestação de depoimento por escrito, caso em que as perguntas, formu-
ladas pelas partes e deferidas pelo juiz, Ihes serão transmitidas por ofício”. (art. 221, 
§ 1º, do CPP).
§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interes-
sada o ente tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam 
o § 4º do art. 3º e o art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.
As disposições aqui referidas versam sobre aplicações específicas do tribu-
to ISSQN.
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou 
decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a rever-
são dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
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Capítulo VI
Das Disposições Penais
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente 
público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena - detenção de seis a dez meses e multa.
A Lei de Improbidade Administrativa possui um tipo penal próprio, aos quais são 
aplicáveis as regras do processo penal. Busca-se aqui proteger o direito de não so-
frer falsa imputação.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar 
o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Por força da independência das esferas de responsabilização, o denunciante fica 
sujeito a responder também por danos materiais, morais ou à imagem do agente.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se 
efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Para ocorrer a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos é 
necessário o trânsito em julgado da sentença condenatória. Porém, observe que 
isso não exclui a previsão da LC 64/90, com as alterações da Lei da Ficha Limpa, de 
inelegibilidade daqueles que tiverem sido condenados, por órgão colegiado, por atos 
dolosos de improbidade administrativa.
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá deter-
minar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem 
prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual.
Trata-se de uma medida cautelar para garantir a instrução processual.
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de 
ressarcimento;
Apenas guardar a literalidade do dispositivo – nenhum comentário relevante.
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo 
Tribunal ou Conselho de Contas.
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A mera aprovação das contas pelo Tribunal de Contas ou outros órgãos de con-
trole não quer significar que não tenha havido ato de improbidade. O inverso também 
é verdadeiro, cabendo ao juízo a análise da ocorrência ou não do ato de improbidade.
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofí-
cio, a requerimento de autoridade administrativa ou medianterepresentação formu-
lada de acordo com o disposto no art. 14, poderá requisitar a instauração de inquérito 
policial ou procedimento administrativo.
Se for o caso, o Ministério Público poderá requisitar a instauração de inquérito 
policial ou procedimento administrativo para apurar os ilícitos possíveis.
Capítulo VII
Da Prescrição
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei po-
dem ser propostas:
Prescrição é um assunto muito importante e de grande recorrência em concur-
sos públicos.
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão 
ou de função de confiança;
O termo inicial do cálculo do prazo de prescrição, que é de 5 anos, será, a depen-
der da situação concreta, o término do exercício de mandato, de cargo em comissão 
ou de função de confiança.
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas discipli-
nares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de 
cargo efetivo ou emprego.
Quando se tratar de agente público com cargo efetivo ou emprego, o prazo pres-
cricional aplicável é o previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis 
com demissão a bem do serviço público (nos estatutos de servidores, por exemplo).
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da presta-
ção de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei.
Para as entidades de terceiro setor, o prazo é de cinco anos da data da apresen-
tação à administração pública de sua prestação de contas final.
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Capítulo VIII
Das Disposições Finais
Art. 24. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sem comentários.
Art. 25. Ficam revogadas as Leis nºs 3.164, de 1º de junho de 1957, e 3.502, de 
21 de dezembro de 1958 e demais disposições em contrário.
Sem comentários.
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