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1
MUDANÇA DE DESFECHO 
RISCO DE VIÉS COCHRANE 
LILACS ENSAIO CONTROLADO 
ALEATORIZADO REVISÃO 
SISTEMÁTICA METANÁLISE 
GUIDELINES COORTE 
PROGNÓSTICO FATOR DE 
RISCO ESPECIFICIDADE 
BASELINE FOLLOW UP ANÁLISE 
POR INTENÇÃO DE TRATAR 
CEGAMENTO SPIN REGISTRO 
DE ENSAIOS CLÍNICOS 
PLAUSABILIDADE BIOLÓGICA 
SIGILO DE ALOCAÇÃO FATOR DE 
IMPACTO PLACEBO ESTUDO
75
PBE
75 termos da Prática 
Baseada em Evidências que 
você precisa conhecer
GLOSSÁRIO
DA PBE
REFERÊNCIA
INDISPENSÁVEL
PARA QUALQUER
PROFISSIONAL
DE SAÚDE
2ª edição
2
INTRODUÇÃO
Prática Baseada em Evidências é uma abordagem de atendimento de pacientes 
que se utiliza de pesquisa clínica de alta qualidade nas tomadas de decisão. 
Clínicos que usam PBE em sua plenitude conseguem selecionar melhor cursos de 
aperfeiçoamento e trazer melhores resultados para seus pacientes!
Quando você começa a estudar PBE, se depara com termos específicos e que 
podem gerar dúvidas. Por isso, compilei, nesta segunda edição do Glossário, os 75 
principais termos mais usados nos conteúdos sobre Prática Baseada em Evidências.
Os termos estão organizados por ordem de prioridade e importância, e também por 
grupos de assuntos. Se você quiser buscar algum termo específico, basta consultar o 
índice remissivo nas últimas páginas ou teclar Ctrl+F (ou Command+F, no Mac).
Aproveite o conteúdo!
www.leocostapbe.com.br
3
GLOSSÁRIO DA PBE
 TERMOS GERAIS
1. Prática Baseada em Evidências (PBE): PBE é a tomada de decisão consciente 
que é baseada não somente em evidência, mas também nas características e 
preferências do paciente. PBE deve levar em conta que o cuidado de pacientes 
é individual e envolve várias incertezas. Os componentes da PBE são: a melhor 
evidência científica disponível, as características e preferências dos pacientes 
e a expertise do profissional. Esses componentes são indissociáveis. Clínicos 
que não conseguem utilizar os três pilares da PBE de forma simultânea, não 
conseguem, de fato, realizar um atendimento baseado em evidências. 
2. Desfecho: É um sinal ou sintoma ou marcador que são coletados durante 
um estudo, traduzindo, assim, o resultado do mesmo. Por exemplo, se um 
estudo analisa os efeitos de um determinado tratamento na intensidade da 
dor, a intensidade da dor é o desfecho do estudo. 
3. Desfecho primário: É o principal desfecho do estudo. Esse desfecho é 
selecionado pelo autor do estudo previamente e, teoricamente, deveria ser o 
desfecho mais importante para pacientes com aquela condição. Por exemplo, 
num ensaio clínico em que se quer determinar a eficácia de um tratamento 
para câncer, o desfecho primário mais óbvio seria mensurar o índice de 
mortalidade nos grupos de tratamento. Afinal, pacientes, ao receberem o 
diagnóstico de câncer, usualmente, temem por perderem suas vidas. 
4. Desfecho secundário: É um desfecho considerado menos importante que 
o primário. Mas que faz parte do contexto geral da doença. Desfechos como 
qualidade de vida em pacientes com câncer, por exemplo, tendem a serem 
considerados secundários. 
 
5. Mudança de desfecho: É o quanto o desfecho varia entre o início e o 
final do tratamento (mudança intragrupo ou intrassujeito). Por exemplo, se 
um paciente iniciou o tratamento com uma dor de intensidade nove (medido 
4
numa escala de zero a dez) e, após o tratamento, está com uma dor de 
intensidade três, pode-se dizer que o paciente obteve uma melhora nesse 
desfecho de seis pontos. 
6. Colaboração Cochrane: A Colaboração Cochrane conta com mais de 37 mil 
voluntários, de mais de 130 países ao redor do mundo dedicados a realizarem 
revisões sistemáticas com metodologia Cochrane para apresentação da 
melhor evidência científica disponível em todo o mundo, com o objetivo de 
ajudar a tomada de decisão nas diversas áreas da saúde. As revisões Cochrane 
trazem informação de alta qualidade aos profissionais de saúde, pacientes, 
cuidadores, pesquisadores, financiadores e gestores de políticas de saúde. O 
site da Colaboração Cochrane é https://www.cochrane.org 
7. Fator prognóstico: São fatores que influenciam o curso clínico e a 
evolução de uma determinada doença, tanto para melhor quanto para pior. 
Os fatores prognósticos estão associados a mudanças clínicas independente 
do tratamento. 
8. Fator de risco: São fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência 
de uma determinada doença ou lesão. 
9. Sensibilidade: É a capacidade de um teste em identificar corretamente 
pacientes que tenham uma determinada doença.
10. Especificidade: É a capacidade de um teste em identificar corretamente 
pessoas sem uma determinada doença. 
11. Acurácia diagnóstica: É a capacidade de um teste diagnóstico em detectar 
corretamente pacientes com uma determinada doença e descartar doenças 
em pessoas que não tem essa mesma doença. Em outras palavras, são testes 
com altos níveis de sensibilidade e especificidade. 
12. Baseline (linha de base): É a primeira medida realizada num estudo 
longitudinal (como estudos de coorte e ensaios controlados).
5
13. Follow up (reavaliações): São as medidas realizadas após a linha de 
base (baseline) em estudos longitudinais (como estudos de coorte e ensaios 
controlados). 
14. Prevalência: É o total de casos existentes numa determinada população. 
Ou seja, a prevalência mede a proporção de pessoas, em uma população, que 
estão acometidas com a doença em um determinado momento. 
15. Incidência: É o total de novos casos que surgem numa determinada 
população. Ou seja, a incidência refere-se ao número de novos casos que 
ocorrem em uma população de indivíduos em risco durante um determinado 
período de tempo. 
16. Índice H: É uma métrica para medir a performance de um pesquisador 
em influenciar outras pesquisas. Similar ao fator de impacto, o índice H 
também usa de citações. O índice H é altamente influenciado pela idade do 
pesquisador e por autocitação. É uma métrica importante, mas que também 
deve ser vista com cautela.
17. Sham ou placebo: São intervenções inertes (incapazes de gerar algum 
efeito) e indistinguíveis (impossível de saber se são inertes pelos pacientes) 
que são comumente usadas como grupo controle em ensaios controlados 
aleatorizados. Se a mudança de desfecho dos pacientes do grupo experimental 
for parecida com a mudança de desfecho dos pacientes num grupo placebo/
sham, cientificamente, dizemos que o tratamento oferecido no grupo 
experimental é ineficaz. 
18. Plausibilidade biológica: Se refere ao possível mecanismo de ação de 
um determinado tratamento. Há tratamentos que possuem plausibilidade 
biológica clara, mas, quando testados, se mostram ineficazes e vice-versa.
19. Validade externa: Se refere a quanto os resultados de um determinado 
estudo são transferíveis para sua realidade clínica. Trata-se dos participantes 
do estudo, assim como as pessoas que estão atendendo esses pacientes. 
Leitores devem tentar entender, com muito cuidado, quais são as características 
6
dos pacientes que participaram do estudo para saber se os mesmos se 
parecem com os seus próprios pacientes. Da mesma forma, leitores devem 
se aprofundar em saber o nível de treinamento e experiência do profissional 
que participou do estudo e comparar essas características com ele mesmo. 
Assim, você vai saber o quanto de validade externa um determinado estudo 
possui em relação a sua prática clínica. 
 ASPECTOS ÉTICOS EM PESQUISA
20. Registros de ensaios clínicos: Um dos maiores problemas em pesquisa 
é a ocultação de resultados negativos. Para isso, a Convenção de Helsinki 
(que é a constituição mundial dos comitês de ética em pesquisa) passou a 
exigir que autores de todos os ensaios clínicos devem deixar seus projetos 
registrados publicamente em plataformas de acesso livre. Esse registro deve 
ser feito antes do início do recrutamento dos pacientes. Assim, os editores de 
revista, antes de publicarem os resultados dos estudos, poderão comparar o 
projeto com o artigo final, evitando o relato seletivo de desfechos. Todos os 
registros domundo são unificados pela Organização Mundial da Saúde nesse 
link: https://www.who.int/ictrp/en/ 
21. Comitê de Ética em Pesquisa: São comitês que julgam se os direitos 
fundamentais e a segurança dos participantes de uma pesquisa estão 
protegidos. Há comitês de ética específicos para seres humanos e para 
animais, ambos com regras distintas. A regra de ouro de um comitê de ética é 
que todos os estudos devem ser aprovados por esses comitês antes do início 
da condução dos estudos. É importante salientar que comitês de ética não 
se propõem a julgar se o estudo é bem delineado ou não, mas sim garantir 
a segurança e privacidade dos sujeitos de pesquisa. Estudos não aprovados 
por comitês de ética não podem ser publicados em revistas científicas. 
 BASES DE DADOS
22. PEDro: Essa sigla significa Physiotherapy Evidence Database. A PEDro é 
a base de dados de evidências em fisioterapia. A PEDro é uma base de dados 
gratuita com mais de 45.000 ensaios controlados aleatorizados, revisões 
7
sistemáticas e diretrizes de prática clínica em fisioterapia. Para cada ensaio 
clínico, revisão ou diretriz de prática clínica, a PEDro apresenta os detalhes 
de citação, o resumo e o link para texto completo (quando possível). Todos os 
ensaios clínicos indexados na PEDro são avaliados independentemente para 
fins de classificação de qualidade. Esses critérios de qualidade são utilizados 
para guiar usuários a, rapidamente, identificar ensaios clínicos que são mais 
possíveis de conter informações para guiar a prática clínica. O site da PEDro 
é https://www.pedro.org.au 
23. Bibliotéca Cochrane: Atualmente, mais de 9 mil revisões sistemáticas 
Cochrane já foram publicadas na Biblioteca Cochrane (http://www.
cochranelibrary.com/). Essa biblioteca também possui a maior base de dados 
de ensaios clínicos publicados, conhecida como CENTRAL. A busca nessa 
base pelos revisores é de fundamental importância para obtenção dos ensaios 
controlados aleatorizados que serão incluídos nas revisões sistemáticas.
 
24. SciELO: A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca 
eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos 
brasileiros. O site da Scielo é http://www.scielo.br 
25. LILACS: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. 
O site da LILACS é https://lilacs.bvsalud.org 
26. PubMed: É uma base de dados em literatura médica internacional com 
mais de 30 milhões de artigos científicos. Todo o conteúdo da base MEDLINE 
é indexado gratuitamente na PubMed. O site da PubMed é https://www.
ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/ 
27. MESH (Medical Subject Headings): São termos-chave de busca usados 
na base de dados PubMed que auxiliam as pessoas em buscas nessa base. 
Via de regra, a PubMed automaticamente busca por sinônimos desse termo 
MESH para que clínicos não tenham que digitar múltiplos termos de busca, 
facilitando o trabalho ao selecionar artigos para leitura. O link para esses 
termos está aqui: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/mesh
8
28. BIREME: É a biblioteca virtual em saúde latino-americana. A BIREME 
engloba uma série de bases de dados em português e espanhol. Você pode 
visitar o site da BIREME no link: https://bvsalud.org 
29. DeCS: São os Descritores em Ciências da Saúde da BIREME. O DeCS é 
uma tradução e ampliação do MESH e ajuda as pessoas a fazerem buscas em 
português, espanhol, francês e português. Eles servem como termos-chave 
para facilitar buscas na base de dados BIREME, assim como outras bases em 
língua portuguesa e espanhola como a LILACS e SCIELO, por exemplo. 
 DESENHOS DE ESTUDO 
30. Pesquisa clínica: São tipos de pesquisas que são realizadas em ambientes 
clínicos, com pacientes reais e que coletam desfechos relevantes para 
pacientes. 
31. Estudo observacional: São tipos de estudo em que o pesquisador não 
manipula nenhuma variável, ele simplesmente as observa. Estudos de coorte, 
estudos transversais e estudos de caso e controle são exemplos de estudos 
observacionais. 
32. Estudo experimental: São tipos de estudo em que o pesquisador 
manipula variáveis para testar os efeitos de uma determinada intervenção, 
por exemplo. Ensaios controlados aleatorizados são exemplos clássicos de 
estudos experimentais. 
33. Ensaio controlado aleatorizado: É um tipo de experimento científico que 
tem como objetivo mensurar o efeito de uma determinada intervenção em 
um ou mais desfechos específicos. Os pacientes são divididos aleatoriamente 
em dois ou mais grupos e, posteriormente, são comparados entre si. A 
intervenção de interesse é denominada como grupo experimental e o grupo 
comparador é denominado grupo controle (que pode ser um grupo sem 
intervenção, um tratamento placebo ou mesmo outro tipo de tratamento). 
Um ensaio controlado aleatorizado com baixo risco de viés é considerado o 
padrão ouro para se determinar a eficácia de uma determinada intervenção. 
9
34. Ensaio controlado quasi-aleatorizado: É um ensaio controlado (com 2 
ou mais grupos) em que a divisão entre os grupos não ocorreu de forma 
aleatória. 
35. Ensaio pragmático: Os ensaios controlados aleatorizados pragmáticos 
são estudos em que os pacientes de, pelo menos, um dos grupos recebe 
um tratamento individualizado e, às vezes, multimodal a ponto que reflete 
exatamente tratamentos que são utilizados no “mundo real”, refletindo 
pragmaticamente, a prática clínica usual. 
36. Série de caso: É um tipo de estudo que se propõe a medir mudança de 
desfechos em um conjunto de pacientes que receberam uma determinada 
intervenção. Esse desenho de estudo se caracteriza por não ter grupo 
controle, portanto, é impossível saber com esse desenho de estudo se o 
paciente mudou de desfecho devido ao prognóstico ou devido à intervenção. 
37. Estudo de caso único: É um tipo de estudo que se propõe a descrever 
um caso clínico, desde a avaliação até o desfecho final. Esses estudos podem 
ser muito úteis em casos de doenças raras ou apresentações clínicas muito 
atípicas. 
38. Pesquisa qualitativa: É uma abordagem fundamental de pesquisa que 
estuda aspectos subjetivos de fenômenos sociais e do comportamento 
humano. É a melhor forma de se entender sobre experiências de pacientes 
sobre o cuidado recebido. 
39. Estudo de coorte: São estudos longitudinais que acompanham um grupo 
de pessoas por um determinado período de tempo. Esse desenho de estudo 
é excelente para se determinar o prognóstico de uma determinada condição 
de saúde. A palavra coorte (cohort em inglês) significa “grupo de pessoas”. 
40. Estudos transversais: É um desenho de estudo em que as variáveis são 
coletadas em um ponto único do tempo. 
10
41. Estudos de caso e controle: São estudos que comparam pessoas doentes 
(casos) com pessoas normais (controles). 
42. Ensaio controlado fase I: Trata-se de um pequeno ensaio clínico em 
que o objetivo é determinar a melhor dose de um determinado tratamento 
focado na segurança do paciente. 
43. Ensaio controlado fase II: Trata-se de uma evolução da fase I. Agora que 
já se sabe da dose mais segura, resta saber se é eficaz. O número de sujeitos 
também é pequeno.
44. Ensaio controlado fase III: Sabendo que a dose é segura (testada na 
fase I) e eficaz (testada na fase II), precisa-se determinar se o tratamento é 
definitivamente eficaz e seguro numa grande amostra. Para medicamentos 
serem aprovados por agências reguladoras, como a ANVISA (do Brasil) ou 
FDA (dos Estados Unidos), por exemplo, é necessário que o mesmo passe 
por ensaios de fases I, II e III. 
45. Revisão sistemática: É um método científico que reúne todos os estudos 
relevantes sobre uma determinada pergunta de pesquisa. 
46. Revisão narrativa: Como o próprio nome diz, é uma revisão que não 
possui métodos próprios de execução. Os autores escolhem as referências 
à revelia e escrevem um texto sumarizando um determinado tema. Não há 
garantias de que toda a evidência sobre o tema foi utilizada (viés de seleção), 
o que pode enviesar as conclusões da mesma. 
47. Revisão de escopo (scoping review):Trata-se de um tipo de revisão 
que se propõe a sumarizar o “estado da arte” de um determinado tema. Ao 
contrário de uma revisão sistemática que se propõe a focar em uma pergunta 
específica de pesquisa, a revisão de escopo é muito mais ampla. A revisão de 
escopo inclui diferentes delineamentos de estudo, fato que também a difere 
de uma revisão sistemática. 
48. Diretrizes da prática clínica (Guidelines): São recomendações em como 
diagnosticar e tratar uma condição de saúde. São sumários de conhecimento 
11
que levam em consideração os benefícios e riscos de procedimentos 
diagnósticos e tratamentos. Os guidelines são construídos para populações 
específicas e, portanto, as conclusões dos guidelines de um determinado país 
podem ser substancialmente diferentes de guidelines de outro país. 
 ITENS RELACIONADOS A VIÉS EM PESQUISA
49. Risco de viés: É uma medida que determina o quanto um artigo é 
metodologicamente confiável. Artigos com alto risco de viés possuem baixa 
credibilidade. Artigos com baixo risco de viés possuem alta credibilidade. 
Importante notar que artigos com alto risco de viés tendem a apresentar 
estimativas irreais e entusiasmadas nos resultados e devem ser interpretados 
com muita cautela. Os principais sinônimos de risco de viés são: qualidade 
metodológica e validade interna.
50. Qualidade metodológica: É um sinônimo de risco de viés ou de validade 
interna de um determinado estudo. 
51. Viés de confirmação: É a tendência em buscar, interpretar ou priorizar 
informações de um modo que confirma minhas crenças ou hipóteses.
52. Análise por intenção de tratar: É um tipo de abordagem utilizada em 
ensaios controlados aleatorizados em que todos os sujeitos do estudo são 
analisados nos grupos em que foram previamente alocados, independente se 
eles aderiram (ou não) aos tratamentos propostos. 
53. Cegamento: Cegar é não permitir que as pessoas envolvidas num ensaio 
controlado aleatorizado (pacientes, terapeutas ou avaliadores de desfecho) 
saibam qual tratamento foi oferecido. 
54. Sigilo de alocação: A pessoa que determina a elegibilidade de um paciente 
para um ensaio clínico, no momento em que ela define a elegibilidade, não 
tem conhecimento em que grupo esse paciente será alocado. A técnica 
de randomização com envelopes consecutivamente numerados, selados e 
opacos é um dos tipos de técnica que garantem o sigilo de alocação. 
12
 REDAÇÃO CIENTÍFICA 
55. Spin: É o exagero das conclusões de um artigo pelos seus autores. A 
interpretação dos resultados não reflete os dados apresentados no próprio 
artigo. 
56. Qualidade de redação dos artigos: Para assegurar a transparência de 
artigos científicos, algumas regras são sugeridas para que a redação seja 
simples, clara e realista. Para maiores detalhes, visite o site http://www.
equator-network.org 
57. CONSORT statement: A sigla CONSORT significa “Consolidated 
Standards of Reporting Trials” (em português, seria Padrões Consolidados para 
a Redação de Ensaios Clínicos). O CONSORT é um guia para pesquisadores 
sobre como redigir ensaios clínicos para que todos os detalhes metodológicos 
sejam devidamente reportados para que clínicos possam julgar se o estudo é 
bom ou não. O CONSORT não é uma escala de risco de viés e não deveria 
ser usado para esse propósito. Para maiores detalhes, visite: http://www.
consort-statement.org 
 
58. PRISMA statement: A sigla PRISMA significa “Preferred Reporting 
Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis” (em português, seria Itens 
Preferenciais de Revisões Sistemáticas e Metanálises para serem Reportadas). 
O PRISMA é um guia para pesquisadores sobre como redigir revisões 
sistemáticas para que todos os detalhes metodológicos sejam devidamente 
reportados para que clínicos possam julgar se a revisão é boa ou não. Apesar 
de não ser uma escala de qualidade metodológica, os itens do PRISMA 
auxiliam muito os clínicos a fazer uma leitura crítica de revisões. Para maiores 
detalhes, visite: http://www.prisma-statement.org 
59. STROBE statement: A sigla STROBE significa “Strengthening the 
Reporting of Observational Studies in Epidemiology” (em português, seria 
Otimizando a Redação de Estudos Observacionais em Epidemiologia). O 
STROBE é um guia para pesquisadores redigirem estudos observacionais 
13
em epidemiologia (estudos transversais, coortes longitudinais e estudos de 
caso e controle) para facilitar a compreensão dos mesmos por clínicos. Para 
maiores detalhes, visite: https://www.strobe-statement.org
 REVISTAS CIENTÍFICAS
60. Revisão por pares: O processo de revisão por pares significa que o artigo 
passou por um processo de revisão por pessoas qualificadas, independentes 
e livres de conflitos de interesse. Os revisores podem pedir ajustes, aceitar 
ou rejeitar o artigo durante o processo de revisão por pares. Apesar de 
imperfeita, a revisão por pares é a melhor forma de qualificar um artigo para 
a publicação final em uma revista científica. 
61. Revistas indexadas por pares: São revistas científicas que possuem 
um corpo editorial e que todos os artigos são revisados por revisores 
independentes. Os artigos só são publicados se os mesmos forem considerados 
aceitáveis pelos revisores e pelos membros do corpo editorial. 
62. Revistas predatórias: São revistas que parecem ser científicas, mas não 
são. O único propósito dessas revistas é publicar para arrecadar dinheiro de 
pesquisadores mal informados (ou mal intencionados). Elas são caracterizadas 
por: 1) revisarem extremamente rápido (na verdade, não revisam); 2) cobrarem 
uma taxa de publicação muito abaixo dos preços de mercado; 3) terem uma 
política forte de atração de artigos através de e-mails e convites “sedutores”; 4) 
apresentam uma falsa lista de editores para passar a impressão de seriedade, 
e 5) apresentam fatores de impacto falsos. Clínicos não deveriam ler nada 
publicado em revistas predatórias e pesquisadores não deveriam publicar 
nesses veículos de comunicação. Pessoas sem treinamento têm extrema 
dificuldade em identificar uma revista predatória. Há um excelente site que 
tenta rastrear revistas predatórias que pode ser visitado nesse link: https://
predatoryjournals.com
63. Pre-print: É uma modalidade de artigo científico que está exposto 
num site, mas que ainda não foi revisado por pares. A ideia do pre-print é 
dar visibilidade ao artigo da forma mais rápida possível para a população. 
14
Portanto, a população deveria ler pre-prints cientes de que aquele artigo não 
foi revisado, quando comparado com um artigo que está publicado em uma 
revista científica. Os pre-prints também são utilizados por pesquisadores para 
receberem feedback da comunidade científica aberta para fazerem ajustes 
antes da submissão para uma revista científica. 
64. Epub (electronic publication) ahead of print: É um artigo científico que 
foi recentemente aceito para publicação, mas que ainda não foi devidamente 
diagramado e alocado num fascículo definitivo. O conteúdo desse artigo já é 
definitivo e o mesmo já passou por revisão por pares. A ideia do epub ahead 
of print é dar visibilidade de artigos aceitos para publicação o quanto antes 
para auxiliar a disseminação da ciência. 
65. Pre-proof: São as provas gráficas do artigo. Às vezes, o artigo, antes 
de sair em epub ahead of print, é publicado numa versão de pre-proof. O 
conteúdo em si é o mesmo que foi aprovado na revisão por pares, mas ainda 
pode sofrer pequenos ajustes de gramática, formatação, nomes dos autores, 
etc. Em essência, é muito parecido com o epub ahead of print, mas ainda 
pode sofrer discretas modificações. As pre-proofs são sempre apresentadas 
de forma não diagramada. 
66. Retraction: Artigos após a publicação podem ser removidos (retracted). 
Há diversas razões pelas quais um artigo pode ser removido após o aceite. 
Por exemplo, os autores podem descobrir após a publicação que fizeram 
uma análise incorreta dos dados, e pelo bem da ciência, pedem ao editor 
para remover o próprio artigo. Infelizmente, a maior partedas remoções se 
dá por problemas graves, como falsificação de dados, plágio severo, ausência 
de aprovação de comitê de ética, críticas graves da comunidade científica, 
entre outros. Há um excelente blog sobre retraction que vale a pena seguir: 
https://retractionwatch.com 
67. Fator de impacto: As principais revistas científicas do mundo são 
submetidas a uma métrica chamada fator de impacto. Esse fator de impacto 
é basicamente uma métrica que se refere às citações dos artigos daquela 
revista em outros artigos. Quanto maior o volume de citações recebidas 
15
num determinado período de tempo, dividido pelo número de artigos 
publicados, maior será o fator de impacto. É injusto comparar métricas de 
fatores de impacto de revistas de áreas diferentes. Por exemplo, revistas 
de cardiologia tendem a ter maiores fatores de impacto do que revistas de 
ortopedia, por exemplo. A razão disso é que há muito mais artigos publicados 
(e pesquisadores) em cardiologia do que em ortopedia. Sendo assim, apesar 
de importante, é necessário cuidado para não fazer comparações diretas de 
fatores de impacto de diferentes áreas do conhecimento. 
68. Qualis periódicos CAPES: O Qualis é um sistema de classificação 
e pontuação de revistas científicas que a CAPES (Coordenação de 
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) utiliza para mensurar a 
performance de programas de mestrado e doutorado no Brasil. Ao contrário 
do que muitos dizem, o Qualis não é um ranking de qualidade de revistas 
científicas e não deveria ser utilizados por clínicos (e mesmo pesquisadores) 
para definir se uma revista científica tem boa qualidade ou não. Há um 
excelente artigo sobre os dez pontos que você deveria saber sobre o Qualis 
que está nesse link: http://ojs.rbpg.capes.gov.br/index.php/rbpg/article/
view/947/pdf 
 TERMOS ESTATÍSTICOS
69. Estimativa do efeito: É qualquer estimativa que demonstre se um 
tratamento foi melhor do que o grupo controle (ou seja, trata-se da diferença 
entre grupos num ensaio controlado aleatorizado). Geralmente, essa 
estimativa é expressa em diferenças absolutas ou relativas entre grupos ou 
através de testes baseados em razões entre os grupos (ex.: odds ratios). 
70. Confiabilidade: É a capacidade de um teste, ao ser repetido, oferecer 
os mesmos resultados, se os pacientes se mantiverem estáveis dentro do 
mesmo período de tempo. Exemplo: se uma pessoa de 70 quilos sobe numa 
balança num intervalo de dez segundos, e a balança apresenta 70 quilos nas 
duas medidas, essa balança é considerada confiável. 
71. Análise univariada: É um tipo de análise estatística que verifica a 
16
associação entre uma variável e outra. Na maioria dos casos, esse tipo de 
análise verifica o quanto uma determinada variável influencia a variável de 
interesse. Por exemplo, um pesquisador pode utilizar uma análise univariada 
para verificar a influência da idade na mortalidade de pessoas infectadas por 
um determinado vírus. 
72. Análise multivariada: É um tipo de análise estatística que verifica a 
associação de um conjunto de variáveis e a variável de interesse. O mundo é 
multifatorial, e muitas doenças/lesões são influenciadas por um conjunto de 
fatores. A análise multivariada permite que o pesquisador construa um modelo 
envolvendo muitas variáveis ao mesmo tempo para determinar a influência 
desse conjunto de variáveis no desfecho de interesse. Por exemplo, um 
pesquisador pode utilizar uma análise multivariada para verificar a influência 
da idade, gênero, raça, diabetes e hipertensão na mortalidade de pessoas 
infectadas por um determinado vírus. 
73. Regressão para a média: Em estatística, a regressão à média é o fenômeno 
que se apresenta quando uma variável extrema aparece na sua primeira 
medição, ela tenderá a ser mais próxima da média em sua segunda medição 
e, paradoxalmente, se é extrema na sua segunda medição, ela tenderá a ter 
sido mais próxima da média em sua primeira. A regressão à média define que, 
em qualquer série de eventos aleatórios, há uma grande probabilidade de um 
acontecimento extraordinário ser seguido, em virtude puramente do acaso, 
por um acontecimento mais corriqueiro. 
74. MCID (Minimal Clinically Important Differences): É o efeito mínimo 
observado que possa ser considerado clinicamente importante para os 
pacientes.
75. Metanálise: É um método estatístico para combinar dados em uma 
revisão sistemática. 
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ÍNDICE REMISSIVO 
Acurácia diagnóstica: ............................................................................ Pág. 04
Análise multivariada: ...............................................................................Pág. 16
Análise por intenção de tratar: .............................................................Pág. 11
Análise univariada: .................................................................................. Pág. 15
Baseline (linha de base): ........................................................................ Pág. 04
Biblioteca Cochrane: ...............................................................................Pág. 07
BIREME: ................................................................................................... Pág. 08
Cegamento: ...............................................................................................Pág. 11
Colaboração Cochrane: ......................................................................... Pág. 04
Comitê de Ética em Pesquisa: .............................................................. Pág. 06
Confiabilidade: ......................................................................................... Pág. 15
CONSORT statement: ........................................................................... Pág. 12
DeCS: ........................................................................................................ Pág. 08
Desfecho: ................................................................................................. Pág. 03
Desfecho primário: ................................................................................. Pág. 03
Desfecho secundário: ............................................................................ Pág. 03
Diretrizes da prática clínica (Guidelines): ............................................Pág. 10
Ensaio controlado aleatorizado: ........................................................... Pág. 08
Ensaio controlado fase I: ........................................................................Pág. 10
Ensaio controlado fase II: .......................................................................Pág. 10
Ensaio controlado fase III: ......................................................................Pág. 10
Ensaio controlado quasi-aleatorizado: ................................................ Pág. 09
Ensaio pragmático: ................................................................................. Pág. 09
Epub (electronic publication) ahead of print: .....................................Pág. 14
Especialidade: .......................................................................................... Pág. 04
Estimativa do efeito: .............................................................................. Pág. 15
Estudo de caso único: ........................................................................... Pág. 09
Estudo de coorte: ................................................................................... Pág. 09
Estudo experimental: ............................................................................. Pág. 08
Estudo observacional: ........................................................................... Pág. 08
Estudos de caso e controle: ..................................................................Pág. 10
Estudos transversais: ............................................................................. Pág. 09
18
Fator de impacto: .....................................................................................Pág. 14
Fator de risco: ..........................................................................................Pág. 04
Fator prognóstico: .................................................................................. Pág. 04
Follow up (reavaliações): ....................................................................... Pág. 05
Incidência: ................................................................................................ Pág. 05
Índice H: ................................................................................................... Pág. 05
LILACS: ......................................................................................................Pág. 07
MCID (Minimal Clinically Important Differences): ............................Pág. 16
MESH (Medical Subject Headings): .....................................................Pág. 07
Metanálise: ................................................................................................Pág. 16
Mudança de desfecho: .......................................................................... Pág. 03
PEDro: ....................................................................................................... Pág. 06
Pesquisa clínica: ...................................................................................... Pág. 08
Pesquisa qualitativa: ............................................................................... Pág. 09
Plausibilidade biológica: ......................................................................... Pág. 05
Prática Baseada em Evidências (PBE): ................................................ Pág. 03
Pre-print: ...................................................................................................Pág. 13
Pre-proof: ..................................................................................................Pág. 14
Prevalência: .............................................................................................. Pág. 05
PRISMA statement: ................................................................................ Pág. 12
PubMed: ....................................................................................................Pág. 07
Qualidade de redação dos artigos: ..................................................... Pág. 12
Qualidade metodológica: .......................................................................Pág. 11
Qualis periódicos CAPES: ..................................................................... Pág. 15
Registros de ensaios clínicos: ............................................................... Pág. 06
Regressão para a média: ........................................................................Pág. 16
Retraction:.................................................................................................Pág. 14
Revisão de escopo (scoping review): ...................................................Pág. 10
Revisão narrativa: ....................................................................................Pág. 10
Revisão por pares: ...................................................................................Pág. 13
Revisão sistemática: ................................................................................Pág. 10
Revistas indexadas por pares: ...............................................................Pág. 13
Revistas predatórias: ...............................................................................Pág. 13
Risco de viés: ............................................................................................Pág. 11
19
SciELO: .......................................................................................................Pág. 07
Sensibilidade: ........................................................................................... Pág. 04
Série de caso: .......................................................................................... Pág. 09
Sham ou placebo: ................................................................................... Pág. 05
Sigilo de alocação: ...................................................................................Pág. 11
Spin: ........................................................................................................... Pág. 12
STROBE statement: ............................................................................... Pág. 12
Validade externa: .................................................................................... Pág. 05
Viés de confirmação: ..............................................................................Pág. 11
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