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EMBRIOLOGIA (Ლ) AULA 1 – Gametogênese e 1ª semana • Eventos iniciais do desenvolvimento humano → período pré – natal o Mecanismos: divisão celular → migração → Morte programada (apoptose) → diferenciação → crescimento → reorganização (integração) → ser humano adulto o Períodos de desenvolvimento pré-natal a) Pré-embrionário: fecundação até implantação ou 3ª semana (divergência na literatura) b) Embrionário: até o final da 8ª semana c) Fetal: da 9ª semana até o nascimento • Gametogênese o Formação dos gametas o Eventos: a) Meiose: redução do número diplóide para haplóide b) Citodiferenciação: mudança na forma das células germinativas → sptz → perda de parte do citoplasma, condensação do núcleo e centríolos formando alvéolos o Período de multiplicação (mitoses): uma célula diplóide (células germinativas primordiais) formando 4 células diplóides (ovogônias ou espermatogônias) o Período de crescimento: cada gônia (2n) se transformando ovocitos primário ou espermatócito primário (2n) o Período de maturação (meioses) a) Cada espermatócito primário (2n, XY) formando dois espermatócitos secundários (n,x e n,y) na primeira divisão meiótica e na segunda divisão meiótica cada espermatócito secundário formando duas espermátides (23,x formando dois 23,x // 23,y formando dois 23,y) b) Após a primeira divisão meiótica completada, o ovócito primário (46, xy) no folículo maior vira ovócito secundário (23, X) no folículo já maduro, além da formação do primeiro copo polar (n). Após a segunda meiótica completada, temos o ovócito secundário virando óvulo e a formação de mais corpos polares (obs: o corpo polar não tem função, mas pode dar problema de fecundação triploidiana caso se fusione novamente com o ovócito) o Espermatogênse a) Produção de sptz nos túbulos seminíferos dos testículos. Transporte pelos túbulos retos, rede testicular, túbulos eferentes, chegando ao epidídimo onde é armazenado e amadurecido. Na ejaculação, após contração da parede do ducto deferente, passam pelo ducto ejaculador para serem liberados pela uretra, onde recebem líquidos da vesícula seminal (70% do plasma seminal) com grande valor nutricional, da próstata e das glândulas bubouretrais. b) Fatores que influenciam na espermatogênese: níveis hormonais, raios- x, drogas (maconha deixa o sptz com menor mobilidade), fatores nutricionais (zinco e vitamina E são os micronutrientes mais importantes), temperatura (ideal: 1 a 2 graus abaixo da temperatura do corpo), doenças c) Sêmen: sptz (60 a 90 milhões/ml e 300 a 500 milhões/ejac) + plasma seminal d) Oligospermia: <20Milhões; Azoospernia: ausência sptz; teratospermia: mais de 40% com anomalias; astenospermia: diminuição na motilidade, caso esteja associada com redução no número de sptz é oligosastenorpermia e) Varicocele: dilatação dos vasos, pressionando a luz dos ductos deferentes. Reversível e com tratamento. f) Vasectomia: incisão dos ductos deferentes. Reversível. o Aparelho reprodutor feminino a) Produção de substâncias ácidas na mucosa vaginal e de muco (auxilia mov de sptz) produzido no colo cervical --> proteção contra bactérias b) Endométrio: camada de revestimento do útero c) Miométrio: musculatura com capacidade de distensão no útero d) 8 a 15 folículos amadurecidos a cada ciclo após puberdade. Só um amadurece para ovócito, se mais, possibilidade de gêmeos e) FSH (folículo estimulante): estimula a secreção de estrogênio, responsável pelo desenvolvimento e maturação dos folículos ovarianos, além de agir recuperando o endométrio. É o FSH que regula o crescimento, desenvolvimento, puberdade, reprodução e secreção de hormônios sexuais pelos testículos e ovários. f) LH: estimula a produção de corpo lúteo (produz progesterona) e rompimento e amadurecimento do folículo. Estimula as células de Leydig a produzirem testosterona, hormônio responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários do macho, bem como pelo apetite sexual. Atua em conjunto com o FSH. Também é o hormônio responsável pela maturação dos espermatozoides nos tubos seminíferos. g) Progesterona: aumenta diâmetro das Aa. enoveladas e aumenta produção das glândulas uterinas, fazendo com que a parede do endométrio fique rico em material nutritivo. h) Havendo ovulação, movimento das fimbrias (fímbrias se movem para frente e para trás e este movimento, juntamente com a corrente de fluído produzida pelos cílios das células mucosa das fimbrias, faz com que o ovócito secundário liberado na ovulação seja captado pelo infundíbulo da tuba uterina) para captação do ovócito, sendo transportado por movimentos peristálticos e ciliares ao longo da tuba uterina. Se não houver captação da fimbrias, pode haver fecundação na cavidade abdominal. Em caso de inflamação, pode ter edema e gravidez ectópica, sendo na tuba uterina e não no útero (endométrio), devido a interrompimento da tuba uterina, com musculatura não preparada, rompendo a tuba e provocando hemorragias, com consequente necrose e formação de tecido fibroso. Pode ser necrose do tipo calcificada. Tuba sem miométrio i) Ovário: porção cortical (folículos ovarianos, corpo lúteo) e porção medular (vasos, nervos) j) Folículos ovarianos e maturação folicular (não precisa saber em grandes detalhes): folículo primordial → folículo primário unilaminar → folículo primário multilaminar → folículo antral → folículo maduro (de Graaf) k) Ovulação: libera o conjunto ovócito, zona pelúcida e corona radiata(camada de células foliculares). Células da granulosa e da teca formam o corpo lúteo (produz hormônio proteico e lipídico: progesterona) l) Fases do ciclo uterino ➢ Menstrual ➢ Proliferativa. ➢ Secretora (lútea) ➢ Isquêmica • Transporte dos gametas o Transporte dos sptz ➢ Movimento flagelar (ativo) ➢ Contrações da musculatura do TGF (passivo): Orgasmo e/ou absorção da prostaglandina do sêmen aumentam a contração da musculatura do TGF ➢ Dos 300 milhoes de sptz ejaculados, apenas 200 chegam à ampola da tuba uterina. Vida útil no trato reprodutivo feminino é, em média, de 1 a 2 dias. ➢ Espermatozoides são lançados na porção superior da vagina. Colônias de lactobacilos presentes na superfície vaginal são responsáveis pela secreção de ácidos que defendem a vagina da infecção por microrganismos (primeira barreira, alguns são destruídos) ➢ Os espermatozoides passam lentamente pelo canal cervical através do movimento dos seus flagelos. Um tampão vaginal é formado a partir da coagulação de uma pequena quantidade de sêmen pela vesiculase (enzima produzida pelas vesículas seminais), impedindo o retorno do sêmen para o interior da vagina. Durante a ovulação, o muco cervical aumenta em quantidade, ficando menos viscoso, e, dessa forma, facilita o transporte dos espermatozoides. A passagem dos mesmos pelo útero e tubas uterinas resulta, principalmente, das contrações da parede muscular lisa destes órgãos. ➢ Na parte inferior, o útero se estreita em um canal mais fino (colo ou cérvix) revestido por glândulas que produzem muco. Esse muco (alcalino) é empurrado para o interior do útero através de movimentos dos microcílios que revestem as paredes do colo, mantendo o colo uterino aberto. Nesse movimento ciliar, filetes do muco espesso são levados para cima, formando colunas muito próximas umas das outras, sendo uma barreira mecânica para os sptz ➢ Frutose: energia ➢ Vesiculase ➢ Movem-se 2 a 3 mm por minuto ➢ Termotaxia: Atrai em longa distância e a temperatura aumenta devido a movimentos peristálticos ➢ Quimiotaxia: influencia em curtas distâncias o Transporte dos ovócitos ➢ Movimentos peristálticos da tuba ➢ Movimento dos cílios do epitélio tubário • Capacitação dos espermatozoides o Período de condicionamento – 6 ou 7 horas o Ocorre no útero ou tuba uterina: substâncias (enzimas) secretadas retiramfatores inibitórios que suprimem a atividade do espermatozoide: o excesso de colesterol da membrana celular que recobre o acrossomo é perdido, tornando-a mais fina, e aumenta a permeabilidade da membrana celular ao cálcio, que intensifica sua propulsão e facilita a liberação das enzimas pelo acrossomo à medida que o espermatozoide penetra as camadas de células da granulosa o Remoção da cobertura glicoprotéica e proteínas seminais da superfície do acrossoma – permite a reação acrossômica o Os componentes da membrana são alterados (proporção colesterol/fosfolipídio e potencial de membrana o Não sofrem mudanças morfológicas o Tornam-se mais ativos: aumenta a captação de O2 (hiperativação) • Fecundação o Geralmente ocorre na ampola da tuba uterina o Sequência de eventos moleculares coordenados: inicia-se com o contato do sptz com o ovócito II e termina com a mistura dos cromossomos maternos e paternos na metáfase da primeira divisão meiótica do zigoto o Passagem pela corona radiata (1º contato) via movimentos mecânicos (flagelar) o Ligação e passagem pela Zona Pelúcida ZP3 (zona pelúcida possui 3 glicoproteínas ZP1, ZP2 - estruturais e ZP3): proteína que funciona como receptor espécie – específico dos sptz. A ligação da membrana do espermatozoide à proteína ZP3 promove a formação de poros na membrana e liberação das enzimas acrossômicas (neuraminidase, acrosina e hialuronidase), sendo essa reação chamada de reação acrossômica, a qual é responsável pela passagem dos sptz pela zona pelúcida. Em seguida, a membrana do espermatozoide se une à membrana do ovócito, permitindo-lhe a entrada no citoplasma do ovócito o Passagem pelo espaço perivitelino: liberação de corpo polar após a primeira divisão meiótica, diminuindo seu tamanho, existindo líquido nesse interior o O sptz entra no ovócito e estimula a segunda divisão meiótica do ovócito (assim que o sptz toca na membrana do ovócito), o que gera um ovócito maduro e o segundo corpo polar. Em seguida, os cromossomos maternos descondensam-se, e o pronúcleo feminino se forma a partir do núcleo do ovócito maduro. O núcleo do espermatozoide também se descondensa, aumenta seu tamanho dentro do citoplasma do ovócito para originar o pronúcleo masculino e a cauda do espermatozoide degenera. Os pronúcleos masculino e feminino não são distinguíveis morfologicamente, ambos se tornam esféricos. O ovócito contendo os dois pronúcleos é chamado de oótide. o Se leva muito tempo para a segunda divisão meiótica (fica parado após a prófase meiose II, tendo metáfase até chegada do sptz), pode gerar instabilidade e não disjunção correta do cromossomo 21 e gerar uma trissomia (síndrome de down). o Os pronúcleos se fundem em uma agregação cromossômica única e diploide (lembrando que cada pronúcleo é haploide – 1n), e a oótide se torna um zigoto. Os cromossomos vão se organizar em um fuso de clivagem, se preparando para as sucessivas divisões do zigoto. o Bloqueio da poliespermia (acontece de dentro para fora) ➢ Bloqueio rápido, mas não tão eficiente (3 segundos): alteração no potencial elétrico da membrana do ovócito tendo como consequência o influxo de Ca++, tornando-se repulsivas ➢ Bloqueio lento (10 segundos): reação cortical (liberação do conteúdo enzimático dos grânulos (lisossomos) corticais – enzimas proteolíticas - no espaço perivitelino devido ao influxo de cálcio) e zonal (conteúdo enzimático promove as modificações na conformação das proteínas da zona pelúcida, tornando-a enrijecida; além disso, a proteína ZP3 passa a não reconhecer outros espermatozoides). Bloqueio mais lento é mais eficiente e impede completamente a poliespermia. o Fusão (anfimixia, singamia) dos pró-núcleos após lise da membrana dos pronúcleos → zigoto o Concepto: termo que designa o produto da concepção, incluindo todas as estruturas derivadas do zigoto, ou seja, o embrião/feto e os anexos embrionários • Resultado da fertilização o Restauração do número diplóide de cromossomos (2n = 46 cromossomos) o Variação da espécie: recombinação do material genético o Determinação primária do sexo genético (cromossômico): óvulo X + sptz X ou Y. Diferenciação do sexo anatômico só acontece na diferenciação. o Formação do zigoto e início das clivagens • Segmentação/clivagens o Blastômeros → mórula o Inicia-se 30 horas após a fecundação o Divisões sucessivas mitóticas, os blastômeros (células-filha após primeira divisão mitótica do zigoto) se tornam progressivamente menores, de modo que o conjunto não aumenta de tamanho (não aumenta de volume, pois as divisões acontecem dentro de uma ZP enrijecida, sendo um limitante) o Rápido aumento do número de células (blastômeros) o Assimetria dos blastômeros o As mitoses ocorrem em distintos intervalos de tempo – assíncronas a partir da 5ª divisão mitótica o Oct – 3 e Oct – 4: genes que controlam o processo de segmentação o Ocorre durante a passagem do zigoto da tuba uterina para o útero: contrações peristálticas da musculatura lisa da tuba uterina e movimento dos cílios do epitélio de revestimento tubário o Compactação: massa celular bem compacta, permitindo uma maior interação célula-célula; não é possível distinguir como separado ➢ Modificações nas membranas dos blastômeros adjacentes que evita a dissociação ➢ Mediadas por glicoproteínas de adesão de superfície celular, formando uma camada glicoproteica rígida ➢ Polarização das membranas dos blastômeros: reordenamento das proteínas da membrana (e-caderinas) ➢ Reorganização do citoesqueleto: formação de microfilamentos de actina o Mórula: 12 a 32 blastômeros; forma-se cerca de 3 a 4 dias após a fecundação e nesse período ela chega à cavidade uterina o Formação do blastocisto (cavidade blastocística; embrioblasto; trofoblasto); degeneração da zona pelúcida ➢ Quando a mórula atinge o útero, junto do desaparecimento da ZP graças a uma ação enzimática do útero, começa a surgir no interior da mórula uma cavidade que é preenchida por um fluido (proveniente das glândulas da tuba uterina e do útero) que passa através da zona pelúcida, denominada cavidade blastocística ou blastocele. A presença do fluido na cavidade divide os blastômeros em duas partes: uma fina camada celular externa que dará origem a maior parte dos anexos embrionários e passará por grandes alterações já na 2ª semana (o trofoblasto) e uma massa celular interna que dará origem ao corpo do embrião e passará por grandes alterações na 3ª semana (o embrioblasto). A região do blastocisto que contém o embrioblasto é chamada de polo embrionário, sendo através dela que ocorre a implantação no tecido endometrial. Durante essa fase, o embrião é chamado de blastocisto. O blastocisto permanece livre e suspenso nas secreções uterinas durante dois dias, quando então a zona pelúcida degenera e gradualmente desaparece. A degeneração da zona pelúcida permite ao blastocisto aumentar seu tamanho. ➢ Na fertilização in vitro, é introduzido o blastócito inicial (cavidade não tão desenvolvida) na mulher ou congelado por até 3 anos ➢ As células-tronco embrionárias derivam de embriões de mamíferos no estágio de blastocisto → células totipotentes na fase de mórula. Tendo 32 células, com um risco de dissociação e geração de indivíduos • Implantação no endométrio (6 dias) o Se houver implantação, o trofloblasto (primórdio da placenta) produz Gonadotrofina Coriônica Humana (HCG), hormônio (o do teste de gravidez) que atinge a corrente sanguínea da mãe e age sobre o ovário, mantendo a atividade hormonal do corpo lúteo - a progesterona produzida pelo corpo lúteo é necessária para a manutenção da gravidez durante os primeiros meses, sendo possível identificar a partir da segunda semana, mas com sensibilidade maior a partir de terceira semana o Adesão à superfície uterina é promovida pelo surgimento, nas células do blastocisto(polo embrionário), de moléculas de adesão celular. Essa adesão inicial é fundamental para que aconteça a implantação ou nidação do blastocisto, fenômeno que normalmente ocorre na parede posterior da porção superior do útero. Se a nidação acontecer fora desse local, a gravidez é denominada ectópica (Alguns fatores: mecânicos como anormalidades no desenvolvimento das tubas uterinas ou processos infecciosos/inflamatórios que promovam crescimento da mucosa da tuba; fatores funcionais que agem diminuindo a motilidade da tuba; e o próprio processo natural de envelhecimento. 90% dos casos na tuba tubária) o Quando o blastocisto se liga ao epitélio do endométrio, o trofoblasto (massa celular externa) começa a proliferar com rapidez e passa a diferenciar-se em duas camadas: ➢ Citotrofoblasto: camada interna com limites celulares distintos (porção do trofoblasto inicial que não se diferenciou); ➢ Sinciciotrofoblasto: camada externa, constituída por uma massa multinucleada, onde não se observam limites celulares, constituindo uma grande massa multicelular após sucessivas mitoses (sincicial). Essa camada apresenta uma grande atividade celular, com produção de muitas enzimas, o que é responsável pela sua ação erosiva no endométrio e, consequentemente, pela implantação do concepto. Além de produzir o HCG (Gonadotrofina coriônica humana), a qual mantém o corpo lúteo funcionando, além de produzir imunoreguladores o Por volta do sétimo dia, surge na superfície do inferior embrioblasto, voltada para a cavidade blastocística, uma nova camada de células: o hipoblasto. o DIU: barreira que impede a mucosa de se preparar para uma implantação • 1ª semana (revisão) o Zigoto > Blastômeros > compactação > mórula > blastocisto o Implantação/nidação (início da gravidez) ➢ Necessário: mucosa uterina tenha sido preparada pelos hormônios ovarianos (fase secretora) e o blastocisto tenha atingido o estado de desenvolvimento necessário para se poder implantar ➢ Aderência do blastocisto ao epitélio endometrial (5º ao 7º dia após a fecundação), aderindo-se superficialmente ao epitélio endometrial a partir do sexto dia de fecundação ➢ Sinciciotrofoblasto / Citotrofoblasto ➢ Final da primeira semana surge o Hipoblasto ➢ Período crítico ➢ Pílula do dia seguinte: dose elevada de hormônios, endométrio se espessa, fica uma atividade metabólica muito alta, seguida de uma queda hormonal, induzindo uma retração das artérias enoveladas e uma menstruação. Depois de muito uso, organismo deixa de responder essas variações hormonais e há uma desregulação hormonal • 2ª semana o Complementação da implantação (gravidez se estabelece) o Desenvolvimento da anexos embrionários (garantir suporte) – relações materno fetais o Prioridade da 2ª semana não é o desenvolvimento do corpo do embrião, mas sim a conclusão da implantação e o restabelecimento das relações materno- fetais o Formação do disco embrionário bi laminar devido a alterações no embrioblasto: epiblasto (ectoderma) e hipoblasto (endoderma) o Formação de estruturas extra-embrionárias ➢ Âmnio e cavidade amniótica ➢ Mesoderma extra-embrionário / Pedículo do embrião ➢ Saco vitelínico ➢ Saco coriônico o Progressão de implantação ➢ Progressão da implantação > Espaço no embrioblasto > cavidade amniótica > células se separam do epiblasto > amnioblasto > âmnio (8 dias da fecundação) • Sistema circulatório útero – placentário o 1ª semana (difusão a partir dos tecidos maternos erodidos (vasos sanguíneos e glândulas endometriais) → crescimento rápido do embrião → estabelecimento da circulação útero – placentária primitiva → 9º dia → sinciciotrofoblasto → lacunas trofoblasticas no sinciciotrofoblasto → capilares maternos próximos se expandem → sinusóides maternos → rapidamente se anastomosam com as lacunas • Vilosidade coriônicas primárias (2ª semana) • 3ª semana o Vilosidades coriônicas secundárias (viscosidades primárias ao adquirirem um eixo central do mesênquima) e terciárias (formação de capilares nas vilosidades) AULA 2 – 2ª semana • Surge no interior do embrioblasto uma pequena cavidade (primórdio da cavidade amniótica) e os amnioblastos (células produtoras de âmnio) revestirão a recém- formada cavidade amniótica. Além disso, também no embrioblasto, há uma formação de um disco embrionário bilaminar, com duas lâminas o Epiblasto (ectoderma): constituído por células colunares altas voltadas para a cavidade amniótica. Assoalho da cavidade amniótica o Hipoblasto (endoderma): pequenas células cuboides adjacentes à cavidade blastocística, localizados abaixo do embrioblasto inicial. Teto da cavidade exocelômica. • O disco embrionário situa-se entre a cavidade amniótica (superior; dorsal) e o saco vitelino primitivo (inferior; ventral) • O saco vitelino primitivo é formado pela membrana exocelômica (membrana de Heuser) junto com o hipoblasto. As células do hipoblasto do saco vitelino darão origem a uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o mesoderma extraembrionário (Camada de tecido conjuntivo frouxo que surge na porção interna do citotrofoblasto na 2ª semana), que envolve o âmnio e o saco vitelino e constituirá a parede conjuntiva dessas estruturas anexas • Em virtude da implantação, as células do tecido conjuntivo em torno do local de implantação acumulam glicogênio e lipídeos em seus citoplasmas e, como consequência, ficam intumescidas e são denominadas de células deciduais (reação tecidual – local imunologicamente privilegiado e importante reserva energética para o concepto) • Ao mesmo instante em que acontecem todas essas mudanças, o mesoderma extraembrionário cresce e começam a surgir no seu interior espaços celômicos extraembrionários que irão se fundir, formando uma grande cavidade isolada, o celoma extraembrionário (= cavidade celômica), a qual envolve o saco vitelínico e o âmnio, exceto na parte do pedículo do embrião (Porção do mesoderma extraembrionário que não sofreu delaminação, representa o primórdio do cordão umbilical e marca a região caudal do embrião no final da 2ª semana.) • Em virtude da formação do celoma extraembrionário, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho e forma-se o saco vitelino secundário, revestido por células do endoderma extraembrionário que migram do hipoblasto para o interior do saco vitelino primitivo. Os resquícios do saco vitelino primitivo desaparecem após a segunda semana, permanecendo somente o saco vitelino secundário. • O córion ou mebrana coriônica é formado pelo mesoderma extraembrionário (mais interno) e as duas camadas do trofoblasto (mais externo). Ele forma a parede do saco coriônico. O celoma extraembrionário é agora chamado de cavidade coriônica. • O surgimento das vilosidades coriônicas primárias acontece no final da segunda semana, sendo caracterizado por proliferação das células do citotrofoblasto que invadem o sinciciotrofoblasto. São Projeções do córion identificadas na 2ª semana, têm a finalidade de aumentar a área de contato com o sangue materno. • No 14º dia, o embrião ainda se apresenta na forma de um disco bilaminar, porém, em uma área localizada do hipoblasto, as células passam a ser colunares e formam uma área mais espessada, a placa precordal. A placa precordal indica o futuro local da boca e de um importante organizador da região da cabeça: representa a futura região cefálica. O pedículo do embrião indica a porção caudal. AULA 2 – 3ª Semana – Gastrulação (início da morfogênese do embrião) → formação da linha primitiva, da notocorda e dos três folhetos embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma) • Formação da linha primitiva (espessamento do epiblasto na linha média da porção caudal) – marca o início da terceira semana o No início da terceira semana de desenvolvimento, há uma proliferação e migração das células do epiblasto começam a proliferar e migrarpara a região mediana do disco embrionário bilaminar, formando uma faixa de células que se desenvolve partir da membrana cloacal, na região caudal, em direção à placa precordal (futura membrana orofaríngea). A linha primitiva cresce até aproximadamente metade do disco embrionário e sua extremidade cefálica prolifera ainda mais, formando o nó primitivo. Com o surgimento da linha primitiva é possível identificar as regiões cefálica e caudal, a região dorsal e ventral e os antímeros direito e esquerdo do embrião. No centro da linha primitiva ocorre a formação do sulco primitivo, uma pequena invaginação das células do epiblasto, sendo partir desta região que as células do mesoderma se originam. O sulco primitivo é contínuo com a fosseta primitiva, depressão presente no nó primitivo (proliferação na extremidade da linha primitiva e participa da formação da notocorda) o A linha primitiva forma o mesoderma até a 4ª semana, depois degenera o Lembrem-se que estas células são plutipotentes – podem formar tecidos dos três folhetos o Restos celulares podem proliferar desordenamente (etiologia desconhecida) o Podem originar teratomas sacrococcígeos • Formação dos folhetos embrionários o Endoderma (hipoblasto): células epiblásticas que se destacam da linha primitiva e migram em direção ao hipoblasto, justapondo-se a células desse tecido o Mesoderma: outras células da linha primitiva que sofrem diferenciação, formando o mesoderma. Essas células migram (graças ao ácido hialurônico e fibronectina produzidos pelo epiblasto) pelo disco bilaminar, entre o epiblasto e hipoblasto, e formam o mesoderma intraembrionário. Membrana orofaríngea (boca, nariz) e membrana cloacal (ânus) não possuem mesoderma, só ectoderma e endoderma, pois são membranas que se rompem o Ectoderma (ou epiblasto): células que permaneceram no epiblasto • OBS: Durante a gastrulação, um grupo especial de células mesodérmicas migra da linha primitiva até a região mais cefálica após a placa precordal. Essas células vão compor a área cardiogênica, que forma o primórdio do coração • Todas as células possuem o mesmo DNA, o que muda é a expressão gênica durante a gastrulação • Formação da notocorda o Proveniente de células do epiblasto (células epidérmicas) da região do nó primitivo que migram cefalicamente, na linha mediana do disco trilaminar, entre as células do mesoderma. Forma o eixo de sustentação inicial do embrião e induz a neurulação e formação dos somitos. o Onde há notocorda não há mesoderma → sem arranjo estrelado e matrizextracelular o Processo notocordal → canal notocordal → placa notocordal → notocorda definitiva o Região mediana do disco, entre a placa precordal e a membrana cloacal o A linha primitiva começa a regredir caudalmente até desaparecer por completo no final da 4ª semana o Centro indutor da neurulação (SNC) e coluna vertebral (organização de blocos de mesoderma denominados somitos) o Resquícios no adulto: núcleo pulposo dos discos intervertebrais o Enquanto a notocorda se alonga, a placa neural se alarga e se estende cefalicamente até a membrana bucofaríngea • Neurulação o Início no final da terceira semana do desenvolvimento, quando a notocorda induz a diferenciação (espessamento) do ectoderma sobrejacente, formando a placa neural (visto macroscopicamente no dorso do embrião) o A placa neural é mais dilatada na porção rostral e mais alongada na caudal o Com a formação da placa neural, há a formação das pregas neurais e do sulco neural, com as pregas neurais se aproximando da linha média e se fundindo, formando o tubo neural. Algumas células da placa neural se destacam e formam as cristas neurais. o Duas linhagens celulares de ectoderma ➢ Neuroectoderma (origina o tubo neural e as cristas neurais): células do ectoderma que sofreram diferenciação se tornam mais alongadas → SNC. Diferenciam – se a partir da ação de moléculas indutoras que alteram seu fenótipo ➢ Ectoderma de superfície: sem indução da notocorda. A placa neural sofre uma pequena invaginação, formando o sulco neural e duas pregas neurais. As pregas neurais se aproximam gradativamente e se fusionam, formando o tubo neural e reconstituindo o ectoderma superficial → epiderme o Tubo neural: primórdio do SNC (encéfalo e medula espinal) o Enquanto o tubo neural não estiver todo fechado, sua luz (canal neural) O fechamento do tubo neural ocorre da região mediana em direção às extremidades do disco embrionário. Neuroporo rostral (abertura craniana) se fecha com 20d (no slide tá 25), enquanto o neuroporo caudal com 22 dias (no slide tá 27). Fecha-se de cima pra baixo e frente para trás. o comunica-se livremente com a cavidade amniótica por meio dos neuroporos o Final da 4ª semana (26 – 28 dias): 3 vesículas primárias (prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo) o 5ª semana (29-35 dias): 5 vesículas secundárias (telencéfalo formando os hemisférios cerebrais e os ventrículos laterais no adulto, diencéfalo o tálamo e 3º ventrículo // mesencéfalo o encéfalo médio e o aqueduto // metencéfalo ponte e cerebelo e parte superior do 4º ventrículo; mielencéfalo bulbo e parte inferior do 4º ventrículo) o Anencefalia: erro na embriogênese do tubo neural; deficiências nutricionais (ácido fólico) o Defeitos no fechamento do tubo neural ➢ Incidência: 1:1000 (décadas atrás) // 0,3:1000 (atual) ➢ Etiologia: multifatorial (etnia, fatores geográficos, ausência de vitaminas e fatores genéticos ➢ Base embriológica: falta de fechamento do tubo neural na quarta semana de desenvolvimento ➢ O ácido fólico participa da síntese de DNA e de alguns aminoácidos ➢ Medicamentos: antiepiléticos, antineoplásicos, ácido retinóico, roacutam ➢ Fatores sistêmicos: hipertermia, diabetes melitus, obesidade, zika ➢ Fatores genéticos: geralmente relacionados a genes que codificam enzimas importantes no metabolismo do ácido fólico e homocisteína. Genes MTHFR e VNGL1. • Formação das cristas neurais o Durante o fechamento do tubo neural, algumas células localizadas na região das pregas neurais perdem a aderência do neuroectoderma e do ectoderma de superfície, destacando-se o Situadas próximas ao tubo neural o Essas cristas inicialmente permanecem localizadas entre o tubo neural e o ectoderma de superfície, mas posteriormente fragmentam-se e migram para uma posição dorsolateral em relação ao tubo neural, formando gânglios sensitivos o Quando as cristas neurais permanecem juntas ao tubo neural, formam parte do sistema nervoso periférico, como os gânglios sensitivos espinhais e cranianos (V, VII, IX, X), porém algumas células das cristas neurais migram para outras regiões do corpo do embrião, onde estão envolvidas com a formação do mesênquima da face e do pescoço, dos melanócitos e da glândula adrenal, dentre outros tecidos o Cristas neurais também envolvidas de outras células envolvidas diretamente ou indiretamente com o SN: bainha de neurilema dos nervos periféricos, ectomesênquima da face e do pescoço (mesoderma + células da crista neural que misturam e formam o tecido conjuntivo da face e do pescoço, justificando a presença única de estruturas da face, como os dentes), leptomeninges, células da medula supre-renal(adrenal) • Diferenciação do mesoderma e formação dos somitos (transição epitélio – mesênquima repete no reparo tecidual e numa proliferação cancerígena) o Concomitantemente à formação do tubo neural, o mesoderma intraembrionário começa a sofrer diferenciação. A faixa de mesoderma localizada a cada lado da notocorda e do tubo neural em formação é chamada de mesoderma paraxial. Com o desenvolvimento do embrião, o mesoderma paraxial logo sofre uma fragmentação, formando pequenos blocos cuboides chamados somitos, os quais originam as vértebras. Ao lado do mesoderma paraxial encontra-se o mesoderma intermediário, envolvido na formação doSistema Urogenital (gônadas e rins). Nas margens do disco embrionário, se diferencia o mesoderma lateral o Posteriormente, os somitos sofrem diferenciação em três estruturas: o dermátomo, miótomo e esclerótomo, com o dermátomo e o miótomo se originando do dermomiótomo. O dermátomo é responsável pela formação da derme na região dorsal do embrião, o miótomo, pela formação dos músculos associados ao esqueleto axial e o esclerótomo, pela formação do esqueleto axial (ex: vértebra) o Simultaneamente, o mesoderma lateral sofre uma delaminação pelo surgimento do celoma intraembrionário, originando o mesoderma lateral somático ou parietal (associado ao ectoderma) e o mesoderma lateral esplâncnico ou visceral (associado ao endoderma). A membrana formada pelo mesoderma lateral somático e o ectoderma é chamada de somatopleura e forma a parede lateral e anterior do tórax e abdome do indivíduo (parede lateral e anterior do corpo). Já a membrana formada pelo mesoderma lateral esplâncnico e o endoderma é chamada esplancnopleura e forma a parede (conjuntiva, o revestimento é endoderma) do intestino primitivo do embrião, futuramente a parede das vísceras. • Período embrionário: dobramento do embrião – estabelecimento da forma do corpo o Para adquirir o formato cilíndrico, em forma de C, o embrião passa por um dobramento no plano cefálico-caudal (expansão do tubo neural em formação, influenciado pela neurulação) e no plano lateral (expansão do mesoderma). A notocorda induz ambos. o Inicia no fim da terceira semana, com o início da neurulação, e termina na quarta semana o Dobramento do disco embrionário trilaminar o Resulta do rápido crescimento do embrião: cefálico-caudal e latero-lateral o Dobramento no plano mediano e horizontal ocorrem simultaneamente o O crescimento do tubo neural nas extremidades, principalmente na extremidade cefálica, é o principal fator no dobramento cefálico-caudal do embrião. A prega cefálica e a prega caudal, formadas pelo crescimento do tubo neural, tendem a se aproximar na região ventral do embrião. Com isso, a membrana orofaríngea e o coração primitivo (área cardiogênica), bem como a membrana cloacal e o pedúnculo do embrião (primórdio do cordão umbilical), migram para a região ventral, com o coração primitivo já adquirindo função na 4ª semana graças ao desenvolvimento precoce do nó SA. A membrana orofaríngea (estomodeu) e a membrana cloacal (proctodeu) delimitam as aberturas do intestino primitivo – boca e ânus, respectivamente. Sendo o endoderma a origem do epitélio de revestimento desse intestino primitivo, endoderma que ficou internalizado no dobramento do embrião ➢ Na extremidade da boca (lábio inferior, mucosa jugal, gengiva...) e na extremidade do trato digestório (após as pregas do ânus) é ectoderma e não endoderma. Membrana orofaríngea sem limites claros. ➢ Na mucosa, temos células tronco com maior poder de regeneração, enquanto na pele tem um maior poder de reparo o O dobramento lateral do embrião é produzido principalmente pelo crescimento do mesoderma paraxial e somito, o que produz o surgimento das pregas laterais. Da mesma forma e simultaneamnte do dobramento cefálico- caudal, as pregas laterais se aproximam na região ventral. Nesse momento ocorre a união das duas esplancnopleuras, formando o intestino primitivo (que representa principalmente o futuro trato digestório do feto) e externamente a união das duas somatopleuras, formando a parede ventral (abdominal/torácica) do corpo do embrião. O celoma intraembrionário permanece como uma cavidade entre o intestino primitivo e a parede ventral e posteriormente dá origem às cavidades pericárdica, pleural e peritoneal do indivíduo. Com o dobramento, parte do saco vitelino é incorporada (intestino primitivo) e a cavidade amniótica agora recobre todo o embrião e forma o revestimento epitelial do cordão umbilical (revestimento amniótico) o Saco vitelino (até terceira ou quarta semana) e alantóide (até 5ª semana) como responsáveis pela produção de células do sangue. Nas espécies não placentárias, o alantóide tem função de excreção. o Onfalocele (intestino no cordão umbilical; se for estômago também, é gastroquise): durante o dobramento, a somatopleura não se une completamente, possibilitando a externalização dos intestinos e, em alguns casos mais graves, de porções do fígado ou estômago na região do cordão umbilical. Portanto, esses órgãos ficam cobertos apenas pelo epitélio do cordão umbilical. Essa malformação pode ser corrigida através de intervenção cirúrgica. o Consequências do dobramento do embrião (resumão): ➢ Delimitação do corpo do embrião ➢ Expansão do âmnio que passa a conter o embrião e a revestir o cordão umbilical ➢ Estrangulamento do saco vitelino e formação do ducto vitelino no pedúnculo do saco vitelino ➢ Formação do intestino primitivo: anterior, médio e posterior ➢ Deslocamento do pedúnculo do embrião e do alantoide, com formação do cordão umbilical AULA 3 – DIFERENCIAÇÃO DOS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS E ORGANOGÊNSESE • Formação de padrão: um processo pelo qual um padrão espacial e temporal de atividades celulares é organizado no interior do embrião, de modo que uma estrutura bem ordenada se desenvolve • Diferenciação celular: processo no qual as células se tornam estrutural e funcionalmente diferentes umas das outras, terminando por dar origem a tipos celulares tão diferentes como células sanguíneas, musculares ou da pele. Intimamente relacionado com a formação do padrão. Ex: braços e pernas têm os mesmos tipos celulares, mas organização diferentes • Crescimento: aumento em tamanho; por multiplicação celular, aumento no tamanho celular e deposição de material extracelular • Os genes controlam o comportamento celular especificando quais proteínas serão produzidas – as características celulares são determinadas em grande parte pelas proteínas nelas presentes. A expressão gênica também regula a comunicação intercelular (sinalização célula-célula), as mudanças na forma da célula, a proliferação celular e a morte celular (apoptose) • Ectoderma superficial: epiderme, pelos, unhas, esmalte dos dentes, orelha interna, cristalino, revestimento do nariz, mucosa ora, epitélio gengival, epitélio juncional (periodonto de proteção) → tecido conjuntivo da gengiva é mesênquima de cabeça e pescoço • Neuroectoderma o Tubo neural: SNC, retina, corpo pineal, neuro-hipófise (parte posterior da hipófise) o Cristas neurais: gânglios sensitivos espinhais (sensitivos) e cranianos, células pigmentares (melanócitos), medula da glândula adrenal e participação no mesênquima da cabeça e pescoço (junto com o mesoderma da região cefálica), cristas bulbares e conais do coração • Mesoderma paraxial (somitos) o Esclerótomo: esqueleto axial (exceto crânio que vem do mesoderma da cabeça – ectomesênquima). o Dermátomo: derme da pele, algumas partes do tecido conjuntivo o Miótomo: músculo estriado esquelético de tronco e membros e laguns músculos da cabeça • Mesoderma intermediário: saliência urogenital (sistemas urinário e genital), incluindo gônadas, ductos e glândulas acessórias • Mesoderma lateral: coração primitivo, sangue, células linfoides, baço, córtex da supra- renal o Mesoderma lateral somático: membranas serosas da pleura, pericárdio e peritônio o Mesoderma lateral esplâncnico: tecido conjuntivo e músculo das vísceras. • Mesênquima da cabeça e pescoço ou ectomesênquima (mesoderma + células das cristas neurais): tecido conjuntivos da região da cabeça e pescoço, sendo a migração das cristas neurais fundamental na formação dos arcos faríngeos (polpa, dentina, ligamentos periodontais, osso alveolar, cemento – periodonto de sustentação) • Endoderma: Epitélio do trato gastrointestinal, fígado, pâncreas, bexiga urinária e úraco / partes epiteliais da traqueia, brônquios, pulmões, tonsilas palatinas(amígdalas), partes epiteliais de faringe, tireoide, cavidade timpânica, tuba faringotimpânica e paratireoides • Organogênese: formação dos primórdios de todos os órgãos de todos os sistemas, com mais intensidade entre a 4ª e 8ª semana, apesar do período embrionário compreender da terceira até a 8ª semana. O sistema cardiovascular é o primeiro a apresentar função, já na 4ª semana • 4ª à 8ª semanas: estabelecem-se os primórdios das principais estruturas externas e internas, resultando na formação da maior parte dos órgãos e sistemas de órgãos mais importantes, e com mínima função / Formação dos principais sistemas orgânicos / Dobramento embrionário (4ª semana)/ três folhetos germinativos se desenvolvem / Período mais crítico: algum distúrbio no desenvolvimento pode originar grandes malformações • 4ª semana o O tubo neural está aberto nos neuroporos anterior (rostral) e posterior (caudal) o Somitos (4 – 12) no ínicio; 13- 20 durante a metade e 21-30 no final o 5 mm o O embrião apresenta-se levemente curvado e cilíndrico devido às pregas cefálica e caudal, deixando de ser totalmente reto. Uma grande saliência ventral é formada pelo coração (formação da saliência cardíaca na metade da 4ª semana), que já bombeia sangue o No 26º dia, o neuroporo rostral já está fechado e começam a surgir os brotos dos membros superiores e no final os membros superiores estão em forma de nadadeira o Os arcos faríngeos (responsáveis pela formação da maior parte da face e pescoço) e as fossetas óticas já são visíveis, como também os placoides cristalinos, indicando os futuros cristalinos dos olhos. Os processos externos de formação da face começam na quarta semana, com o desenvolvimento externo se concluindo até a oitava semana. Abaixamento da língua, fechamento do Palato duro, palato mole e úvula (fechamento da cavidade oral) se encerra lá na 12ª semana, nessa ordem. Quanto mais cedo ocorrer algum erro nesses dias, mais grave é. Início da odontogênese na quarta semana, encerrando-se após o nascimento. o Ao final da 4ª semana, os brotos dos membros inferiores já são visíveis e, geralmente, o neuroporo caudal está fechado. Também temos uma longa eminência caudal o A linha primitiva desaparece no final da quarta semana • 5ª semana o 10 mm o Somitos (30 – 35) – 30º dia o Crescimento da cabeça (= desenvolvimento do encéfalo e proeminências faciais), que excede o crescimento de outras regiões, devido ao rápido desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais. o Proeminência cardíaca o 2º - 4º arcos faríngeos (seio cervical) o Cristas mesonéfricas = local dos rins • 6ª semana o 12 mm o Membros superiores mais complexos: primórdios dos dedos, denominados de raios digitais da placa da mão o As saliências auriculares desenvolvem-se e darão origem ao pavilhão auricular, parte da orelha externa. A formação do pigmento retiniano evidencia a presença do olho. A cabeça ainda é desproporcional ao resto do corpo e está encurvada sobre a proeminência cardíaca o Regiões dos cotovelos, do pulso e da mão (espátula) o Somitos (30 -35) – útil para estimar idade do embrião (desaparecem após o período embrionário) o Membros inferiores em forma de espátula o Hérnia umbilical fisiológica (normal): projeção e formação das alças intestinais para dentro do cordão umbilical. No início do período fetal (11ª semana), volta • 7ª semana o 20 mm e modificações consideráveis nos membros são identificadas o Depressões entre os raios digitais indicam claramente os futuros dedos o Herniação umbilical: em virtude da cavidade abdominal, nessa idade, ser muito pequena para acomodar o intestino que cresce rapidamente. o No fim da semana, inicia-se o processo de ossificação nos membros superiores • 8ª semana o 30 mm o Dedos das mãos já estão separados, mas ainda estão unidos por membranas interdigitais o A eminência em forma de cauda ainda está presente, porém começa a involuir o O plexo vascular do couro cabeludo aparece nessa fase e forma uma faixa característica que envolve a cabeça o No fim da 8ª semana, os dedos estão mais compridos e totalmente separados. Os primeiros movimentos voluntários dos membros ocorrem durante essa semana. A ossificação nos membros inferiores e superiores começam e é identificável primeiro no fêmur o A eminência caudal, que existia no começo da semana, desaparece totalmente no final da oitava semana e o embrião apresenta características nitidamente humanas o A cabeça ainda é desproporcionalmente grande, representando quase metade do embrião. Já existem diferenças na aparência da genitália externa, porém não são suficientes para possibilitar a identificação precisa do sexo do embrião – o que só acontecerá no período fetal quando houver a diferenciação o Abdômen protuido o Olhos abertos se fecham devido a formação das pálpebras e voltam a se abrir no período fetal • Métodos para medir embriões o 3 e 4ª semanas: embriões retos – medidas indicam maior comprimento o Após 5ª semanas: comprimento CR (crow-rup) → altura em posição sentada (cabeça – nádega) o Com 8 semanas: comprimento (crown hell → parte mais alta da cabeça ao fêmur) o Dimensão da cabeça ao tronco • Células tronco adultas o As células-tronco diferem das outras células do organismo por serem indiferenciadas e não especializadas, com a capacidade de se multiplicarem por longos períodos; também são capazes de se diferenciar em células especializadas de um tecido particular. As células-tronco são capazes de fazer divisões assimétricas, ou seja, elas são capazes de se dividir dando origem a células que continuarão indiferenciadas ou a células diferenciadas o Fontes: medula óssea, cordão umbilical, fígado, pele, trato gastrointestinal, pâncreas, lig.periodontal e polpa dentária. A polpa dos dentes decíduos apresenta potencial para diferenciação em diversos tecidos o Células-tronco adultas não apresentam riscos de formação de tumores (teratomas), como acontece com as células-tronco embrionárias, além de não demandarem a destruição de embriões e serem clinicamente acessíveis o Uso de terapia celular utilizando células-tronco adultas para os tratamentos de doenças cardíacas, mal de Parkinson, diabetes e lesões na medula espinhal o Atualmente, as células-tronco adultas também representam uma ferramenta importante no campo da engenharia tecidual, tendo em vista seu potencial de diferenciação em diversas linhagens celulares, como tecido ósseo, cartilagem e tecido adiposo AULA 04 – PERÍODO FETAL E ANEXOS EMBRIONÁRIOS • Tem início na 9ª semana e se estende até o final da gravidez • Formação dos principais órgãos e sistemas do indivíduo, ocorrendo o amadurecimento, diferenciação e crescimento dessas estruturas formadas durante a organogênese. Além de rápido ganho de peso, principalmente nas últimas semanas de gestação, devido ao acúmulo de gordura subcutânea. Inicia – se com uma cabeça ainda desproporcional • Viabilidade • Idade estimada o UMN o Data da concepção o Características morfológicas → medições • 9ª semana o Fígado assume o papel de produção das células sanguíneas, antes realizada pelo alantoide e saco vitelínico durante o período embrionário o A face ainda larga se caracteriza pelo posicionamento lateral dos olhos, com as pálpebras fundidas, bem como pela implantação da orelha abaixo do local definitivo o Início do funcionamento do rim metanéfrico, o qual começa a produção da urina em pouca quantidade, com a eliminação somente de água até aqui o Pernas relativamente pequenas em relação a cabeça (metade do CR) o Intestinos ainda herniados o Início de movimentos voluntários, ainda que não perceptíveis pela mãe • 10ª semana o Início do retorno dos intestinos para a cavidade abdominal, com as alças intestinais na extremidade proximal do cordão umbilical o Genitália externa começa a sofrer diferenciação;entretanto, só será possível distinguir o sexo no final do terceiro mês o No baço, começam a se desenvolver ilhotas sanguíneas, já que neste órgão ocorrerá a formação de células do sangue até a vigésima oitava semana o Tem início o desenvolvimento dos brotos dos dentes permanentes, enquanto os dentes decíduos já se encontram em um estágio mais avançado de desenvolvimento (fase de sino) o O crescimento das unhas dos dedos das mãos também tem início durante esta semana. • 11ª semana o O intestino já se encontra completamente localizado dentro da cavidade abdominal o A cabeça apresenta uma leve flexão que desaparecerá durante a décima segunda semana o A urina, agora produzida em maior quantidade, é lançada na cavidade amniótica e se mistura ao líquido amniótico, o qual passa a ser deglutido pelo feto. Dessa maneira, os produtos da excreção do feto, após serem absorvidos, caem na corrente sanguínea, chegam até os vasos umbilicais e podem ser eliminados através do organismo da mãe o Surgimento de movimento respiratórios (auxiliarão no amadurecimento da musculatura e no crescimento dos pulmões) o Corpo lúteo degenera e a placenta assume a produção de hormônios esteroides – progesterona e estrógeno • 12ª semana o A genitália externa atinge um grau de diferenciação suficiente para distinção do sexo do feto, mas só fica mais visível via ultrassonografia no fim do 4º mês o O útero já é palpável acima da sínfise pubiana o Tamanho do feto: 6- 7cm e 13g o As glândulas endócrinas do feto se encontram bem desenvolvidas e já se inicia a produção de alguns hormônios, como o hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo- estimulante (FSH), hormônio do crescimento (GH), hormônio antidiurético (ADH), hormônio adenocorticotrófico (ACTH), gonadotrofinas e corticosteroides o Surge o centro de ossificação primária no esqueleto axial e o baço inicia a eritropoiese (produção de hemácias) o Fígado principal sítio de eritopoiese o Diferenciação dos dedos o Desenvolvimento do nariz e da pele o Cabelos rudimentares o Iniciam movimentos espontâneos • 13ª semana o Alongamento dos membros inferiores • 14ª semana o Movimentos coordenados dos olhos e mebros • 16ª semana o Ossificação bem visível em raio x o Segurança da identificação do sexo do feto o Peso aproximado: 110g 1 10cm o Ovários diferenciando-se • 17ª semana o Ausência de gordura subcutânea o Pele delgada o Sistema respiratório imaturo o Vasos do couro cabeludo • 18ª a 19ª semana o Pele recoberta pela vernix caseosa (função de proteção) o Formação de gordura parda – formação de calor • 20ª semana o Testículos iniciam descida e formação dos folículos ovarianos o 20 cm e 300g o Pele menos transparente o Lanugo cobre o corpo (penugem que mantém o vernix presa ao corpo) o Cabelo e sobrancelha começam a se formar o Percepção da mãe dos movimentos fetais o Presença dos folículos primordiais – ovogônias o Inicia a descida dos testículos • 21ª semana o Ganho de peso substancial e corpo bem proporcionado o Presença de unhas o Movimentos rápidos dos olhos o Sistema nervoso ainda imaturo, sistema respiratório sem condições de respirar (alta tensão superficial nas paredes alveolares) e peso ainda é baixo o Ureterostomia bilateral: cirugia com a finalidade de estabelecer aberturas externas para os ureteres da bexiga • 24ª semana o Peso: 630 g o Pele enrugada / deposição de gordura o Cabeça grande, olhos reconhecíveis o Período canalicular: desenvolvimento de brônquios e bronquíolos já é quase completo o Se nascer, tentará sobreviver OBS: 3 fatores que viabilizam a sobrevivência: ➢ Sistema respiratório produzindo surfactante pulmonar em níveis suficientes, apesar da iniciar na 22 semana. Uso de remédios e surfactante pulmonar de porco purificado ➢ Sistema nervoso amadurecido para controlar ritmo respiratório e temperatura corporal (homeostase) ➢ Peso suficiente: significa um maior processo de desenvolvimento dos órgãos e útil para controle da temperatura corporal ➢ Na prática, só há viabilidade entre a 26ª e 28ª semana, apesar de ter tido alguns poucos casos de sobrevivência já na 22ª semana • 28ª semana o 25 cm e 1100g o Pele é vermelha / coberto de vernix o Se nascer: mexe ativamente os lábios / choro fraco / 90% chance de sobrevivência • 29ª semana o Pulmões capazes de fazer trocas gasosas o Sistema nervoso está maduro para executar essa função o Médula óssea torna-se o principal sitio de eritropoiese • 32ª semana o 28 cm/ 1800g o Pele vermelha e enrugada o Pulmões no período alveolar o Se nascer, ótimas chances de sobrevivência (100%? Hum) • 30 – 34ª semana o Reflexo pupilar a luz o Pele lisa o Gordura branca cerca de 8% do peso corporal • 36ª semana o 32 cm/ 2500 g o Corpo mais arredondado devido a deposição de gordura • 38ª semana o Sistema nervoso maduro; queda da velocidade do crescimento o Gordura branca cerca de 16% do peso corporal; armazena cerca de 14g por dia de gordura • 4º mês o Olhos (com movimentação) e orelhas próximas da posição definitiva o No feto do sexo feminino, os ovários se encontram bem diferenciados, apresentando muitas ovogônias envoltas por células foliculares primordiais o Os membros inferiores agora são maiores que os superiores e começa o desenvolvimento das unhas dos dedos dos pés o Desenvolvimento de lanugo (pelos finos no couro cabeludo) o Como não há depósito de gordura subcutânea, é possível visualizar os vasos sanguíneos do feto através da pele o Os movimentos realizados pelo feto se tornam mais coordenados e de maior intensidade, já sendo possível à mãe senti-los. De maneira discreta, tem início na medula óssea a hematopoiese, sendo que até o sétimo mês este processo é realizado também pelo baço o Admissível a realização da amniocentese • 5º mês o Glândulas sebáceas alcançam seu desenvolvimento completo e começam a secretar a vérnix caseosa, uma camada gordurosa que protege a pele do feto contra possíveis danos causados pela exposição permanente ao líquido amniótico. Fica aderida ao lanugo, que, a essa altura, já recobre todo corpo do feto, formando, inclusive, sobrancelhas e cílios o Os testículos começam a descida para o saco escrotal o acúmulo de gordura parda em locais determinados do corpo do feto (manutenção da temperatura do organismo através do metabolismo de seus ácidos graxos) • 6º mês o Devido à falta de gordura subcutânea, a pele encontra-se enrugada e de coloração avermelhada pela exposição dos capilares sanguíneos o Início, após indução hormonal, a produção de surfactante pelas células alveolares tipo II – pneumócitos II – nos pulmões (fosfolipídio responsável por diminuir a tensão superficial nos alvéolos pulmonares, formando uma película monomolecular sobre a sua parede e mantendo-os abertos, possibilitando assim os movimentos respiratórios → indica viabilidade fetal em parto pré- maturo (além do desenvolvimento do SNC e peso) • 7º mês o Cérebro desenvolve os giros e os sulcos cerebrais e já é capaz de coordenar os movimentos respiratórios e controlar a temperatura corporal o Pulmões realizam trocas gasosas com mais eficiência o Começa o acúmulo de gordura subcutânea tornando a pele mais lisa e menos translúcida o A produção de células sanguíneas cessa no baço e passa a ser realizada exclusivamente na medula óssea • 8º mês o Pálpebras se abrem e o feto apresenta, por volta da trigésima semana, o reflexo pupilar dos olhos à luz o Testículos já se encontram no saco escrotal o As unhas das mãos alcançam as pontas dos dedos o 1 L de líquido amniótico o No final da 34ª semana, o feto geralmente apresenta a pele rosada e lisa, e os membros superiores e inferiores parecem gordos (gordura amarela é cerca de 8% do peso corporal) • 9º mês o Preparação para a vida extrauterina o Os níveis de produçãode surfactante se elevam consideravelmente o Acentuação no ganho de peso: feto ganha cerca de 14 gramas por dia e a gordura forma-se rapidamente, dando ao feto uma aparência lisa e rechonchuda cut cut o O lanugo começa a se desprender do corpo do feto, situação que persiste mesmo depois do nascimento o O sistema nervoso central adquire maior grau de desenvolvimento, embora o cérebro e cerebelo continuem sofrendo modificações por um longo período do pós-parto. o 3,5 kg e 50 cm de comprimento, com a gordura amarela sendo cerca 16% do peso corporal o 266 dias ou 38 semanas após a fecundação, isto é, 280 dias ou 40 semanas após o último período menstrual normal. • Fatores que influenciam o crescimento fetal o Fatores ambientais, maternos e inerentes ao próprio feto o Fatores genéticos o Teratógenos (alguns fármacos) o Infecções congênitas o Saúde materna deficiente o Fluxo sanguíneo uteroplacentário o Insuficiência placentária o Glicose materna como principal fonte energética → A hipotensão, doenças renais, vasos sanguíneos pequenos ou implantação da placenta em local inadequado limitam o aporte sanguíneo o Glicose e insulina são fatores benéficos o Limitação física e nutritiva numa gravidez múltipla o Nicotina presente no cigarro contrai os vasos sanguíneos do útero, reduzindo o fluxo de sangue para o feto. Com isso, a quantidade de nutrientes e, principalmente, de oxigênio (hipóxia fetal) que chega ao feto é inadequada o A aminopterina, um antineoplásico utilizado no tratamento contra tumores, se administrada em mães grávidas, pode inibir as mitoses que ocorrem constantemente no corpo do feto, interferindo no desenvolvimento normal do indivíduo. o A desnutrição é outro fator que leva à redução do suprimento energético. Mães que apresentam diabetes dão origem a fetos com macrossomia (fetos muito grandes) o Velocidade do crescimento fetal no último trimestre de gravidez (ao final da gravidez): média > tabagismo > má nutrição > gêmeos • Anexos embrionários o Apesar de fundamentais, não participam da formação do corpo do embrião o Placentas + membranas fetais (córion, âmnio, saco vitelino e alantoide; separam o feto do endométrio materno) o Funções gerais: proteção, nutrição, respiração, excreção e produção de hormônios o Córion ➢ Formado pelo citotrofoblasto, sinciotrofoblasto e mesoderma extraembrionário a partir da segunda semana de desenvolvimento ➢ Surgimento das vilosidades coriônicas a partir da segunda semana → vilosidades primárias (projeções de células do citotrofoblasto em direção ao sinciotrofoblasto), seguidas das secundárias (camada de mesoderma extraembrionário, além das duas camadas de trofoblasto, possuindo vasos sanguíneos já formados no interior do mesoderma (tecido conjuntivo) ➢ Até o terceiro mês, as vilosidades recobrem todo o córion. Porém, a partir daí as vilosidades do polo vegetativo (região contrária à implantação do blastocisto) regridem e as do polo embrionário persistem e aumentam de tamanho. Nesta fase, é possível distinguir dois tipos de córion: o córion liso, que compreende a região onde as vilosidades regrediram, e o córion viloso (parte fetal da placenta é o saco coriônico), onde as vilosidades não sofreram modificação o Decídua ➢ Camada funcional do endométrio do útero que é eliminada no momento do parto ➢ Três regiões distintas: a decídua basal (o endométrio é a parte materna da placenta) é a que está em contato com o córion viloso (fonte da implantação, com vasos de maior calibre) e, junto com ele, vai originar a placenta; a decídua capsular encontra-se em contato com o córion liso e a decídua parietal está relacionada com o restante do endométrio, sem contato direto com o embrião/feto o Placenta (córion viloso + decídua basal) ➢ Forma discoide com diâmetro entre 15 e 20 centímetros, espessura entre 2 e 3 centímetros e um peso que varia de 500 até 600 gramas. ➢ Órgão materno-fetal formado pelo córion viloso (porção fetal) e pela decídua basal (porção materna), separados por uma fina camada de citotrofoblasto e por espaços intervilosos provenientes das lacunas do sinciciotrofoblasto ➢ O córion viloso é dividido em pequenas porções chamadas cotilédones, formados pela presença de septos oriundos da decídua basal. Cada cotilédone possui uma ou duas vilosidades coriônicas bem desenvolvidas e ramificadas seguidas pelo espaço interviloso ➢ Até a vigésima semana, a membrana placentária é formada por sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, tecido conjuntivo da vilosidade (mesoderma extraembrionário) e pelo endotélio dos capilares sanguíneos. A partir da vigésima semana, a membrana placentária torna-se mais fina devido ao desaparecimento do citotrofoblasto e, em algumas regiões, do sinciciotrofoblasto também. Isso facilita a troca de nutrientes entre a mãe e o feto, porém, permite também a passagem de substâncias nocivas a esse feto ➢ Funções: metabolismo de substâncias (síntese de glicogênio e ácidos graxos), o transporte (gases, substâncias nutritivas como vitaminas e glicose, eletrólitos, anticorpos maternos, produtos de excreção como ureia e ácido úrico, drogas e alguns agentes infecciosos, como o vírus da rubéola, o Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, e o Treponema pallidum, causador da sífilis) e a secreção hormonal (os hormônios, principalmente os esteroides, como a testosterona, passam livremente pela membrana placentária) ➢ Reação decidual: mudanças celulares e vasculares que ocorrem no endométrio quando o blastocisto se implanta, acúmulo de glicogênio e lipídio em resposta dos níveis de progesterona no sangue materno ➢ Circulação útero – placentária ▪ 80 – 100 artérias endometriais espiraladas ▪ O bem estar do feto depende de as vilosidades serem banhadas pelo sangue materno de forma adequada ▪ Capa citotrofoblástica: parte fetal (córion viloso) + parte materna (decídua basal) ▪ Septos de placenta ▪ Cotilédones ▪ Membranas placentárias (córion) separa o sangue materno do fetal ▪ As membranas fazem transferência: difusão simples, difusão facilitada, transporte ativo, pinocitose, falhas microscópicas – eritoblastose fetal o Cordão umbilical ➢ O cordão umbilical possui aproximadamente de 1 a 2 centímetros de diâmetro e um comprimento que varia de 30 a 60 centímetros (55 centímetros em média). Se longo, pode formar nós (retardo do cresimento intra-uterino – IUGR) e laçar o feto; se curto (prolapso), pode causar descolamento precoce da placenta, cessando o fluxo sanguíneo ou hipóxia fetal (retardo mental) ➢ Os vasos do cordão umbilical unem a circulação placentária com a circulação fetal. Composta por duas artérias – que levam o sangue venoso para a placenta, e por uma veia – que leva sangue arterial para o feto. Esses vasos ficam envolvidos por um tecido conjuntivo mucoide (denominado de geleia de Wharton) e revestido externamente por um epitélio originado do âmnio. o Âmnio e líquido amniótico ➢ O âmnio é a membrana que delimita a cavidade amniótica e, com o dobramento, recobre todo o embrião e forma o revestimento epitelial do cordão umbilical. A cavidade amniótica é preenchida pelo líquido amniótico, que é proveniente do fluido tecidual materno, o qual chega à cavidade amniótica através de difusão pela membrana amniocoriônica ➢ Uma pequena parte do líquido amniótico também tem origem no corpo do feto, através da urina e secreções do trato respiratório, que são lançadas na cavidade amniótica. ➢ Durante o terceiro trimestre de gravidez, o líquido amniótico é renovado a cada três horas. A troca de líquido ocorre através da membrana amniocoriônica e através da deglutição do líquido pelo feto. Nesse caso, ele é absorvido pelo trato digestório e respiratório e cai na circulação fetal, de onde é repassado para a circulação materna ➢ O líquido amniótico é composto por água, célulasepiteliais que se destacam da pele do feto e por sais orgânicos e inorgânicos. No período fetal, também contribuem para a composição do líquido a urina e o mecônio produzidos pelo feto. Permite o crescimento externo simétrico do corpo do feto; atua como barreira contra infecções; permite o desenvolvimento normal dos pulmões do feto; protege o feto contra adesões ao âmnio; difunde os impactos de traumas mecânicos sofridos pelo feto; mantém a temperatura relativamente constante; e permite o bom desenvolvimento de membros devido à movimentação facilitada no ambiente líquido. Também realiza a homeostasia de líquidos e eletrólitos ➢ Quando a quantidade de fluido é alta – poliidrâmnio – pode estar associada à gravidez múltipla ou à anencefalia (anomalia do SNC) e pode ser por uma não deglutição fetal (atresia esofagiana) ➢ Já casos de baixa quantidade de líquido amniótico – oligoidrâmnio (ruptura prematura da mebrana amniocoriônica) – estão normalmente associados a malformações no sistema urinário, como a agenesia renal (formação incompleta dos rins). ➢ Uso da amniocentese para analisar a composição do fluído o Saco vitelino ➢ Forma-se durante a segunda semana e participa da formação do intestino primitivo após o dobramento do embrião, durante a 4ª semana ➢ Auxilia na transferência de nutrientes para o embrião na segunda e na terceira semana, já que ainda não estão estabelecidos os primórdios da circulação placentária (lacunas do sinciciotrofoblasto). ➢ A partir da terceira semana, ocorre a formação de sangue no saco vitelino, função assumida pelo fígado por volta da sexta semana ➢ Também durante a terceira semana, as células germinativas primordiais ou primitivas – que darão origem às ovogônias ou espermatogônias – são formadas na parede do saco vitelino e migram para as gônadas em diferenciação o Alantoide ➢ Forma-se por volta da terceira semana de gestação a partir de uma projeção do saco vitelino em direção ao pedúnculo do embrião ➢ Local onde ocorre a formação do sangue entre a terceira e quinta semana e origina os vasos sanguíneos do cordão umbilical ➢ No decorrer do período fetal, a porção intraembrionária do alantoide se diferencia em um tubo chamado úraco, o qual, no adulto, persiste como o ligamento umbilical mediano que liga a bexiga urinária ao umbigo o Crescimento do útero ➢ Trabalho de parto: sequência de contrações uterina involuntárias, que resultam na dilatação do colo uterino e na saída do feto e da placenta ➢ CRH – Hormônio liberador de corticotrofina ➢ Adrenocorticotrofina - hipófise ➢ Cortisol – contrações uterinas ➢ Estrógenos ➢ Prostaglandinas – contração do miométrio ➢ Ocitocina – dilatação e produção de leite DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO • Teratologia o Estudo das perturbações (monstruosidades no passado) do desenvolvimento presentes ao nascimento o Julia Pastrana (1834-1860): A mulher “macaca” que cantava, mexicana, exposta em um circo dos horrores na América do Norte e Europa. Casou-se com o dono do circo, engravidou e filho nasceu com mesmo problema. O filho morreu e ambos foram embalsamados e continuaram expostos. o Hipertricose - aumento de pelos do corpo. Indivíduos tratados de forma não humana, visto como atrações e horrores o OBS: a porção intraembrionária do saco vitelino formará o intestino primitivo, enquanto a extraembrionária não terá função e regredirá. Os vasos do alantoide formam os vasos do cordão umbilical. o Podem ter variações que não chegam a ser distúrbio, distúrbios compatíveis com a vida e incompatíveis • Defeitos congênitos o São perturbações do desenvolvimento presente ao nascimento o Principal causa de mortalidade infantil o Podem ser classificadas em estruturais, funcionais, metabólicas, comportamentais e hereditárias. Podem se sobrepor, na genesia do fígado (menor ou ausente), por exemplo, temos comprometimento estrutural, funcional e metabólica o Defeitos congênitos sérios: 8 milhões de crianças no mundo o Ex: onfalocele (alças intestinais dentro do cordão umbilical), catarata congênita por infeção por rubéola que também pode causar surdez, distúrbios cardiovasculares... • Teratologia – histórico o Até 1940 – acreditava-se que os embriões humanos estavam protegidos dos agentes ambientais – sem possibilidade para passagem de agentes infeciciosos e substâncias e as causas eram sempre intrínsecas do próprio embrião o Gregg (1941) – vírus da rubéola produz perturbações severas de desenvolvimento, atravessando a placenta (placenta deixa de ser barreira para ser uma membrana). Agentes biológicos afetam a mãe e o feto. Quanto menor o agente patológico (vírus < bactérias < protozoários), maior a chance de alteração o Lenz (1961) e Mcbride (1961) – papel das drogas (talidomida que era prescrito como calmante para grávidas) na etiologia dos defeitos congênitos humanos, sendo um fator teratogênico o Meromelia (ausência de parte do braço) ou focomelia (membros e semelhança com pata de foca) o Em algumas comunidades “primitivas”, por questões religiosas e culturais, essas alterações embrionárias apresentam contato com o “mal” • Conceitos importantes (é tudo distúrbio do desenvolvimento) o Má – formação: defeito morfológico de um órgão ou parte dele ou de uma região maior do corpo resultante de um processo do desenvolvimento intrinsecamente anormal → formação genética alterada (ex: síndrome do miado do gato) o Perturbação: um defeito morfológico de um órgão, parte dele ou de uma região maior do corpo resultante de uma avaria externa ou de interferência no desenvolvimento de um processo originalmente normal (ex: teratógenos, rubéola, fatores ambientais) o Deformação: aparência, forma ou posição anormal de uma parte do corpo resultante de forças mecânicas (ex: oligoidrâmio – pouco líquido amniótico, não conseguindo se movimentar adequadamente e meningomielocele) o Displasia: uma organização anormal de células em tecido e seu resultado morfológico o Síndrome: padrão de múltiplas anomalias tidas como patogeneticamente relacionadas e não reconhecidas como representantes de uma única sequência ou de um defeito de campo politópico o Etiologia: qual é a causa o Etiopatogenia: causa e como causou • Etiologia o Fatores genéticos (ex: anomalias cromossômicas) ➢ Aberrações cromossômicas numéricas ▪ Poliploidia (múltiplos de 23 cromossomos) – incompatíveis com a vida, muitas vezes com morte no período embrionário, podendo excepcionalmente viver pouco tempo, com o recorde sendo uma semana após o nascimento ▪ Triploidia (3n – 69 cromossomos): fertilização de um óvulo por dois sptz (dispermia; causa mais comum), fusão de um ovócito com um corpo polar antes da fecundação, falha na divisão meiótica na gametogênse (ovócito fica com 2n cromossomos) ▪ Tetraploidia (4n – 92 cromossomos): falha no início do desenvolvimento embrionário durante as primeiras divisões mitóticas, fusão de dois zigotos diploides. Nunca se teve nativivo. ▪ Aneuploidia (desvio do número diploide, não múltiplo do número haploide, geralmente resultante de uma não disjunção durante a primeira divisão meiótica); ocorre em 3 a 4% das gestações reconhecidas clinicamente. Podem atingir autossomos e os cromossomos sexuais → possuem sobrevida considerável ▪ Trissomias (um cromossomo extra) → são 2n: trissomia do cromossomo 21 (Down), trissomia do 18 (Edward), trissomia do 13 (Patau) ❖ Trissomia do 21 (Down) ❖ Incidência varia com idade materna: 20 – 24 anos:1:1400; > 45 anos: 1:30 nativivos ❖ Deficiência mental (déficit cognitivo) ❖ Advém da gametogênese feminina ❖ Braquicefalia (menor e mais largo) ❖ Ponte nasal achatada e baixa ❖ Inclinação superior das fissuras palpebrais ❖ Língua projetada: tônus muscular reduzido - sendo necessário fortalecimento com fisioterapeuta → Causa alteração do microambiente oral,aumentando a chance de cáries e alteração na posição dos dentes ❖ Manchas na íris (brushfield) ❖ Linha única de flexura na palma da mão ❖ Clinodactilia do 5º dedo da mão (curvatura) ❖ Defeitos congênitos do coração ❖ Sobrevida superou as duas décadas, devidos à avanços na cardiologia, medicamentos e engenharia tecidual ❖ Trissomia do 18 (Edward) ❖ 1: 8000 nativivos ❖ Deficiência mental ❖ Retardo do crescimento ❖ Occipital proeminente ❖ Esterno curto ❖ Defeito do septo ventricular – cardiovascular → mais severos que na síndrome de down ❖ Micrognatia ❖ Orelhas malformadas em posição baixa ❖ Dedos das mãos fletidos; unhas hipoplásticas ❖ Pés equinovaros (cadeira de balanço) ❖ Trissomia do 13 (Patau) ❖ 1:25.000 nativivos ❖ Deficiência mental – déficit cognitivo mais grave que nos dois anteriores ❖ Malformações graves do SNC ❖ Fronte inclinada ❖ Orelhas malformadas ❖ Defeitos do couro cabeludo ❖ Microftalmia ❖ Fenda bilateral do lábio e/ou palato ❖ Polidactilia ❖ Saliência posterior dos calcanhares ▪ Trissomias dos cromossomos sexuais ❖ 47, XXX (sexo feminino): aparência normal, geralmente fértil, 15 a 25 % apresentam leve déficit mental; sem distúrbio sistêmico ❖ 47 , XXY (síndrome de Klinefelter – sexo masculino): com alterações fenotípicas; testículos pequenos; hialinização dos túbulos seminíferos; sem espermatogênese (infértil); frequentemente alto; com membros inferiores desproporcionalmente longos; inteligência inferior à de seus irmãos normais; cerca de 40% apresentam ginecomastia (desenvolvimento de tecido mamário) ❖ 47, XYY (sexo masculino): aparência normal; geralmente altos; com frequência apresentam comportamento agressivo ▪ Monossomias (ausência de um cromossomo): monossomia do cromossomo X – síndrome de turner – 99% dos embriões sofrem aborto espontâneo ❖ Monossomia do X (Turner) ❖ 45, X0 (sexo feminino) ❖ Sem comprometimento cognitivo ❖ 1: 80000 nascidos vivos ❖ Pescoço alado após o desenvolvimento ❖ Linfoedema nas mãos e pés ao nascimento ❖ Baixa estatura ❖ Ausência de maturação sexual e disgenesia ovariana → prejuízo na maturação dos órgãos sexuais e características sexuais secundários ❖ Toráx amplo em forma de escudo com mamilos ❖ Defeitos cardíacos e renais ➢ Aberrações cromossômicas estruturais ▪ Resultado, em sua maioria, de quebras cromossômicas seguidas de reconstituição em uma combinação anormal ▪ Tipos: translocação (troca de partes de cromossomos), deleção (perda de parte do cromossomo), duplicação (duplica o cromossomo após a quebra), inversão, isocromossomos ▪ Síndrome de “Cri du chat” (miado de gato) ▪ Deleção parcial do braço curto do cromossomo 5 ▪ 1: 50.000 nativivos ▪ Retardo mental ▪ Assimetria facial, microcefalia ▪ Fissura palpebral para cima (oposto do down) → fenda palpebral antimongoloide ▪ Má-formação da laringe (choro característico) ▪ Hipertelorismo ocular (aumento da distância do globo ocular) ▪ Orelhas malformadas e com implantação baixa ▪ Hipotonia ▪ Retardo neuromotor ➢ Malformações causadas por genes mutantes ▪ Por herança autossômica dominante (ex: acondroplasia – mutação na codificação do gene de fator de crescimento do condroblasto - distúrbio de desenvolvimento da cartilagem, sendo a cartilagem reduzida, desenvolvendo o osso longo de maneira reduzida em tamanho, mas a resistência é a mesma (predomina – se ossificação endocondral nos ossos longos), mas no crânio temos uma ossificação predominante intramembranosa (independente de cartilagem), não tendo alteração de desenvolvimento; osteogênese imperfeita; polidactilia, displasia ectodérmica hereditária ▪ Por herança autossômica recessiva (ex: hiperplasia congênita da glândula supre – renal) ▪ Osteogênese imperfeita ❖ Mutação dos genes que codificam o colágeno tipo I (COL1A1 e COL1A2) → menor resistência (“síndrome dos ossos de vidro”) ❖ Alterações esqueléticas, oculares, dentárias e auditivas ❖ Fragilidade óssea, fraturas repetitivas, deformidade progressivas do esqueleto ▪ Displasia ectodérmica hereditária: febre devido ao mau funcionamento das glândulas sudoríparas; pele ressecada devido ao mau funcionamento das glândulas sebáceas; pelos finos ou ausência; não migração correta do ectoderma (má- formação dos dentes) e polidactilia o Fatores ambientais (ex: drogas e vírus) ➢ Períodos críticos do desenvolvimento ▪ Até a segunda semana, se um agente teratogênico agir, pode ocorrer morte do embrião ou desenvolvimento normal (células restantes com alta capacidade de multiplicação) ▪ Entre a terceira e a 8ª semana (organogênese) temos o período de sensibilidade máxima ao desenvolvimento anormal, podendo ocorrer malformação do embrião (ex: defeito cardíaco), caso se tenha contato a algum agente teratogênico ▪ Entre a 8ª e 38ª semana, pode ocorrer perturbação funcional do feto (ex: deficiência mental), normalmente com efeitos mais brandos e sobre órgãos específicos ➢ Dosagem do produto químico/droga ou carga viral ➢ Genótipo do embrião (resistência específica para cada agente teratogênico) – numa consanguinidade há menor resistência ➢ Agentes químicos (ex: drogas) ▪ Drogas: álcool, tabagismo. Andrógenos e progestógenos; antibióticos (ex: tetraciclina – causa manchas no esmalte dentário); talidomida ▪ Compostos químicos ambientais: mercúrio orgânico, chumbo ▪ Síndrome alcoólica fetal: características discriminantes (microcefalia, fissuras palpebrais curtas, filtro indistinto, lábio inferior fino) e características associadas (pregas epicânticas, pequenas anomalias da orelha, ponta nasal baixa, micrognatia – diminuição da mandíbula), geralmente com prejuízo cognitivo ▪ Medicamentos com cada classes de risco, sendo a classe “A” com menos risco e a classe “x” com mais risco ▪ Andrógenos e progestógenos: pode provocar masculinização da genitália feminina ▪ Síndrome da hidantoína fetal (droga dilantim – antiepiléptica): anomalias do crescimento, defeitos craniofaciais (orelhas com implantação mais alta), alterações gengivais, hipoplasia dos dedos e unhas, retardo mental ▪ Drogas tireoideanas ▪ Talidomida ➢ Agentes biológicos (ex: vírus) ▪ Agentes infecciosos: rubéola, citomelagovírus, vírus do herpes simples (HSV), sífilis congênita (treponema pallidum), toxoplasmose (toxoplasma gondii) ➢ Agentes físicos (ex: radiação) ▪ Radiação ▪ Fatores mecânicos (ex: trauma) o Herança multifatorial (ex: fatores genéticos mais ambientais) ➢ Entre as etiologias, é a mais frequente ➢ Mutação genética que se expressa devido aos fatores ambientais ➢ Ex: fendas labiais ou lábio-palatinas → fator genético ainda desconhecido, mas se sabe que tem uma mutação, aliado a um fator ambiental (stress e a liberação de cortisol pode ser um fator. Assim como já se suspeitou do café, mas se descobriu que seriam 20L de café forte por dia) ➢ Ex: úvula bífida • Aberração • Perspectivas o Recursos diagnósticos o Terapia gênica o Terapia celular (células-tronco) o Engenharia tecidual