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EMBRIOLOGIA (Ლ) 
AULA 1 – Gametogênese e 1ª semana 
• Eventos iniciais do desenvolvimento humano → período pré – natal 
o Mecanismos: divisão celular → migração → Morte programada (apoptose) → 
diferenciação → crescimento → reorganização (integração) → ser humano 
adulto 
o Períodos de desenvolvimento pré-natal 
a) Pré-embrionário: fecundação até implantação ou 3ª semana 
(divergência na literatura) 
b) Embrionário: até o final da 8ª semana 
c) Fetal: da 9ª semana até o nascimento 
 
• Gametogênese 
o Formação dos gametas 
o Eventos: 
a) Meiose: redução do número diplóide para haplóide 
b) Citodiferenciação: mudança na forma das células germinativas → sptz 
→ perda de parte do citoplasma, condensação do núcleo e centríolos 
formando alvéolos 
o Período de multiplicação (mitoses): uma célula diplóide (células germinativas 
primordiais) formando 4 células diplóides (ovogônias ou espermatogônias) 
o Período de crescimento: cada gônia (2n) se transformando ovocitos primário 
ou espermatócito primário (2n) 
o Período de maturação (meioses) 
a) Cada espermatócito primário (2n, XY) formando dois espermatócitos 
secundários (n,x e n,y) na primeira divisão meiótica e na segunda 
divisão meiótica cada espermatócito secundário formando duas 
espermátides (23,x formando dois 23,x // 23,y formando dois 23,y) 
b) Após a primeira divisão meiótica completada, o ovócito primário (46, 
xy) no folículo maior vira ovócito secundário (23, X) no folículo já 
maduro, além da formação do primeiro copo polar (n). Após a segunda 
meiótica completada, temos o ovócito secundário virando óvulo e a 
formação de mais corpos polares (obs: o corpo polar não tem função, 
mas pode dar problema de fecundação triploidiana caso se fusione 
novamente com o ovócito) 
o Espermatogênse 
a) Produção de sptz nos túbulos seminíferos dos testículos. Transporte 
pelos túbulos retos, rede testicular, túbulos eferentes, chegando ao 
epidídimo onde é armazenado e amadurecido. Na ejaculação, após 
contração da parede do ducto deferente, passam pelo ducto 
ejaculador para serem liberados pela uretra, onde recebem líquidos da 
vesícula seminal (70% do plasma seminal) com grande valor 
nutricional, da próstata e das glândulas bubouretrais. 
b) Fatores que influenciam na espermatogênese: níveis hormonais, raios-
x, drogas (maconha deixa o sptz com menor mobilidade), fatores 
nutricionais (zinco e vitamina E são os micronutrientes mais 
importantes), temperatura (ideal: 1 a 2 graus abaixo da temperatura 
do corpo), doenças 
c) Sêmen: sptz (60 a 90 milhões/ml e 300 a 500 milhões/ejac) + plasma 
seminal 
d) Oligospermia: <20Milhões; Azoospernia: ausência sptz; teratospermia: 
mais de 40% com anomalias; astenospermia: diminuição na 
motilidade, caso esteja associada com redução no número de sptz é 
oligosastenorpermia 
e) Varicocele: dilatação dos vasos, pressionando a luz dos ductos 
deferentes. Reversível e com tratamento. 
f) Vasectomia: incisão dos ductos deferentes. Reversível. 
o Aparelho reprodutor feminino 
a) Produção de substâncias ácidas na mucosa vaginal e de muco (auxilia 
mov de sptz) produzido no colo cervical --> proteção contra bactérias 
b) Endométrio: camada de revestimento do útero 
c) Miométrio: musculatura com capacidade de distensão no útero 
d) 8 a 15 folículos amadurecidos a cada ciclo após puberdade. Só um 
amadurece para ovócito, se mais, possibilidade de gêmeos 
e) FSH (folículo estimulante): estimula a secreção de estrogênio, 
responsável pelo desenvolvimento e maturação dos folículos 
ovarianos, além de agir recuperando o endométrio. É o FSH que regula 
o crescimento, desenvolvimento, puberdade, reprodução e secreção 
de hormônios sexuais pelos testículos e ovários. 
f) LH: estimula a produção de corpo lúteo (produz progesterona) e 
rompimento e amadurecimento do folículo. Estimula as células de 
Leydig a produzirem testosterona, hormônio responsável pelo 
aparecimento dos caracteres sexuais secundários do macho, bem 
como pelo apetite sexual. Atua em conjunto com o FSH. Também é o 
hormônio responsável pela maturação dos espermatozoides nos tubos 
seminíferos. 
g) Progesterona: aumenta diâmetro das Aa. enoveladas e aumenta 
produção das glândulas uterinas, fazendo com que a parede do 
endométrio fique rico em material nutritivo. 
h) Havendo ovulação, movimento das fimbrias (fímbrias se movem para 
frente e para trás e este movimento, juntamente com a corrente de 
fluído produzida pelos cílios das células mucosa das fimbrias, faz com 
que o ovócito secundário liberado na ovulação seja captado pelo 
infundíbulo da tuba uterina) para captação do ovócito, sendo 
transportado por movimentos peristálticos e ciliares ao longo da tuba 
uterina. Se não houver captação da fimbrias, pode haver fecundação 
na cavidade abdominal. Em caso de inflamação, pode ter edema e 
gravidez ectópica, sendo na tuba uterina e não no útero (endométrio), 
devido a interrompimento da tuba uterina, com musculatura não 
preparada, rompendo a tuba e provocando hemorragias, com 
consequente necrose e formação de tecido fibroso. Pode ser necrose 
do tipo calcificada. Tuba sem miométrio 
i) Ovário: porção cortical (folículos ovarianos, corpo lúteo) e porção 
medular (vasos, nervos) 
j) Folículos ovarianos e maturação folicular (não precisa saber em 
grandes detalhes): folículo primordial → folículo primário unilaminar 
→ folículo primário multilaminar → folículo antral → folículo maduro 
(de Graaf) 
k) Ovulação: libera o conjunto ovócito, zona pelúcida e corona 
radiata(camada de células foliculares). Células da granulosa e da teca 
formam o corpo lúteo (produz hormônio proteico e lipídico: 
progesterona) 
l) Fases do ciclo uterino 
➢ Menstrual 
➢ Proliferativa. 
➢ Secretora (lútea) 
➢ Isquêmica 
 
• Transporte dos gametas 
o Transporte dos sptz 
➢ Movimento flagelar (ativo) 
➢ Contrações da musculatura do TGF (passivo): Orgasmo e/ou absorção 
da prostaglandina do sêmen aumentam a contração da musculatura 
do TGF 
➢ Dos 300 milhoes de sptz ejaculados, apenas 200 chegam à ampola da 
tuba uterina. Vida útil no trato reprodutivo feminino é, em média, de 1 
a 2 dias. 
➢ Espermatozoides são lançados na porção superior da vagina. Colônias 
de lactobacilos presentes na superfície vaginal são responsáveis pela 
secreção de ácidos que defendem a vagina da infecção por 
microrganismos (primeira barreira, alguns são destruídos) 
➢ Os espermatozoides passam lentamente pelo canal cervical através do 
movimento dos seus flagelos. Um tampão vaginal é formado a partir 
da coagulação de uma pequena quantidade de sêmen pela vesiculase 
(enzima produzida pelas vesículas seminais), impedindo o retorno do 
sêmen para o interior da vagina. Durante a ovulação, o muco cervical 
aumenta em quantidade, ficando menos viscoso, e, dessa forma, 
facilita o transporte dos espermatozoides. A passagem dos mesmos 
pelo útero e tubas uterinas resulta, principalmente, das contrações da 
parede muscular lisa destes órgãos. 
➢ Na parte inferior, o útero se estreita em um canal mais fino (colo ou 
cérvix) revestido por glândulas que produzem muco. Esse muco 
(alcalino) é empurrado para o interior do útero através de 
movimentos dos microcílios que revestem as paredes do colo, 
mantendo o colo uterino aberto. Nesse movimento ciliar, filetes do 
muco espesso são levados para cima, formando colunas muito 
próximas umas das outras, sendo uma barreira mecânica para os sptz 
➢ Frutose: energia 
➢ Vesiculase 
➢ Movem-se 2 a 3 mm por minuto 
➢ Termotaxia: Atrai em longa distância e a temperatura aumenta devido 
a movimentos peristálticos 
➢ Quimiotaxia: influencia em curtas distâncias 
o Transporte dos ovócitos 
➢ Movimentos peristálticos da tuba 
➢ Movimento dos cílios do epitélio tubário 
 
• Capacitação dos espermatozoides 
o Período de condicionamento – 6 ou 7 horas 
o Ocorre no útero ou tuba uterina: substâncias (enzimas) secretadas retiramfatores inibitórios que suprimem a atividade do espermatozoide: o excesso de 
colesterol da membrana celular que recobre o acrossomo é perdido, 
tornando-a mais fina, e aumenta a permeabilidade da membrana celular ao 
cálcio, que intensifica sua propulsão e facilita a liberação das enzimas pelo 
acrossomo à medida que o espermatozoide penetra as camadas de células da 
granulosa 
o Remoção da cobertura glicoprotéica e proteínas seminais da superfície do 
acrossoma – permite a reação acrossômica 
o Os componentes da membrana são alterados (proporção 
colesterol/fosfolipídio e potencial de membrana 
o Não sofrem mudanças morfológicas 
o Tornam-se mais ativos: aumenta a captação de O2 (hiperativação) 
• Fecundação 
o Geralmente ocorre na ampola da tuba uterina 
o Sequência de eventos moleculares coordenados: inicia-se com o contato do 
sptz com o ovócito II e termina com a mistura dos cromossomos maternos e 
paternos na metáfase da primeira divisão meiótica do zigoto 
o Passagem pela corona radiata (1º contato) via movimentos mecânicos 
(flagelar) 
o Ligação e passagem pela Zona Pelúcida ZP3 (zona pelúcida possui 3 
glicoproteínas ZP1, ZP2 - estruturais e ZP3): proteína que funciona como 
receptor espécie – específico dos sptz. A ligação da membrana do 
espermatozoide à proteína ZP3 promove a formação de poros na membrana e 
liberação das enzimas acrossômicas (neuraminidase, acrosina e hialuronidase), 
sendo essa reação chamada de reação acrossômica, a qual é responsável pela 
passagem dos sptz pela zona pelúcida. Em seguida, a membrana do 
espermatozoide se une à membrana do ovócito, permitindo-lhe a entrada no 
citoplasma do ovócito 
o Passagem pelo espaço perivitelino: liberação de corpo polar após a primeira 
divisão meiótica, diminuindo seu tamanho, existindo líquido nesse interior 
o O sptz entra no ovócito e estimula a segunda divisão meiótica do ovócito 
(assim que o sptz toca na membrana do ovócito), o que gera um ovócito 
maduro e o segundo corpo polar. Em seguida, os cromossomos maternos 
descondensam-se, e o pronúcleo feminino se forma a partir do núcleo do 
ovócito maduro. O núcleo do espermatozoide também se descondensa, 
aumenta seu tamanho dentro do citoplasma do ovócito para originar o 
pronúcleo masculino e a cauda do espermatozoide degenera. Os pronúcleos 
masculino e feminino não são distinguíveis morfologicamente, ambos se 
tornam esféricos. O ovócito contendo os dois pronúcleos é chamado de 
oótide. 
o Se leva muito tempo para a segunda divisão meiótica (fica parado após a 
prófase meiose II, tendo metáfase até chegada do sptz), pode gerar 
instabilidade e não disjunção correta do cromossomo 21 e gerar uma trissomia 
(síndrome de down). 
o Os pronúcleos se fundem em uma agregação cromossômica única e diploide 
(lembrando que cada pronúcleo é haploide – 1n), e a oótide se torna um 
zigoto. Os cromossomos vão se organizar em um fuso de clivagem, se 
preparando para as sucessivas divisões do zigoto. 
o Bloqueio da poliespermia (acontece de dentro para fora) 
➢ Bloqueio rápido, mas não tão eficiente (3 segundos): alteração no 
potencial elétrico da membrana do ovócito tendo como consequência 
o influxo de Ca++, tornando-se repulsivas 
➢ Bloqueio lento (10 segundos): reação cortical (liberação do conteúdo 
enzimático dos grânulos (lisossomos) corticais – enzimas proteolíticas - 
no espaço perivitelino devido ao influxo de cálcio) e zonal (conteúdo 
enzimático promove as modificações na conformação das proteínas da 
zona pelúcida, tornando-a enrijecida; além disso, a proteína ZP3 passa 
a não reconhecer outros espermatozoides). Bloqueio mais lento é 
mais eficiente e impede completamente a poliespermia. 
o Fusão (anfimixia, singamia) dos pró-núcleos após lise da membrana dos 
pronúcleos → zigoto 
o Concepto: termo que designa o produto da concepção, incluindo todas as 
estruturas derivadas do zigoto, ou seja, o embrião/feto e os anexos 
embrionários 
• Resultado da fertilização 
o Restauração do número diplóide de cromossomos (2n = 46 cromossomos) 
o Variação da espécie: recombinação do material genético 
o Determinação primária do sexo genético (cromossômico): óvulo X + sptz X ou 
Y. Diferenciação do sexo anatômico só acontece na diferenciação. 
o Formação do zigoto e início das clivagens 
• Segmentação/clivagens 
o Blastômeros → mórula 
o Inicia-se 30 horas após a fecundação 
o Divisões sucessivas mitóticas, os blastômeros (células-filha após primeira 
divisão mitótica do zigoto) se tornam progressivamente menores, de modo 
que o conjunto não aumenta de tamanho (não aumenta de volume, pois as 
divisões acontecem dentro de uma ZP enrijecida, sendo um limitante) 
o Rápido aumento do número de células (blastômeros) 
o Assimetria dos blastômeros 
o As mitoses ocorrem em distintos intervalos de tempo – assíncronas a partir da 
5ª divisão mitótica 
o Oct – 3 e Oct – 4: genes que controlam o processo de segmentação 
o Ocorre durante a passagem do zigoto da tuba uterina para o útero: contrações 
peristálticas da musculatura lisa da tuba uterina e movimento dos cílios do 
epitélio de revestimento tubário 
o Compactação: massa celular bem compacta, permitindo uma maior interação 
célula-célula; não é possível distinguir como separado 
➢ Modificações nas membranas dos blastômeros adjacentes que evita a 
dissociação 
➢ Mediadas por glicoproteínas de adesão de superfície celular, 
formando uma camada glicoproteica rígida 
➢ Polarização das membranas dos blastômeros: reordenamento das 
proteínas da membrana (e-caderinas) 
➢ Reorganização do citoesqueleto: formação de microfilamentos de 
actina 
o Mórula: 12 a 32 blastômeros; forma-se cerca de 3 a 4 dias após a fecundação e 
nesse período ela chega à cavidade uterina 
o Formação do blastocisto (cavidade blastocística; embrioblasto; trofoblasto); 
degeneração da zona pelúcida 
➢ Quando a mórula atinge o útero, junto do desaparecimento da ZP 
graças a uma ação enzimática do útero, começa a surgir no interior da 
mórula uma cavidade que é preenchida por um fluido (proveniente 
das glândulas da tuba uterina e do útero) que passa através da zona 
pelúcida, denominada cavidade blastocística ou blastocele. A 
presença do fluido na cavidade divide os blastômeros em duas partes: 
uma fina camada celular externa que dará origem a maior parte dos 
anexos embrionários e passará por grandes alterações já na 2ª semana 
(o trofoblasto) e uma massa celular interna que dará origem ao corpo 
do embrião e passará por grandes alterações na 3ª semana (o 
embrioblasto). A região do blastocisto que contém o embrioblasto é 
chamada de polo embrionário, sendo através dela que ocorre a 
implantação no tecido endometrial. Durante essa fase, o embrião é 
chamado de blastocisto. O blastocisto permanece livre e suspenso nas 
secreções uterinas durante dois dias, quando então a zona pelúcida 
degenera e gradualmente desaparece. A degeneração da zona 
pelúcida permite ao blastocisto aumentar seu tamanho. 
➢ Na fertilização in vitro, é introduzido o blastócito inicial (cavidade não 
tão desenvolvida) na mulher ou congelado por até 3 anos 
➢ As células-tronco embrionárias derivam de embriões de mamíferos no 
estágio de blastocisto → células totipotentes na fase de mórula. 
Tendo 32 células, com um risco de dissociação e geração de indivíduos 
• Implantação no endométrio (6 dias) 
o Se houver implantação, o trofloblasto (primórdio da placenta) produz 
Gonadotrofina Coriônica Humana (HCG), hormônio (o do teste de gravidez) 
que atinge a corrente sanguínea da mãe e age sobre o ovário, mantendo a 
atividade hormonal do corpo lúteo - a progesterona produzida pelo corpo 
lúteo é necessária para a manutenção da gravidez durante os primeiros meses, 
sendo possível identificar a partir da segunda semana, mas com sensibilidade 
maior a partir de terceira semana 
o Adesão à superfície uterina é promovida pelo surgimento, nas células do 
blastocisto(polo embrionário), de moléculas de adesão celular. Essa adesão 
inicial é fundamental para que aconteça a implantação ou nidação do 
blastocisto, fenômeno que normalmente ocorre na parede posterior da porção 
superior do útero. Se a nidação acontecer fora desse local, a gravidez é 
denominada ectópica (Alguns fatores: mecânicos como anormalidades no 
desenvolvimento das tubas uterinas ou processos infecciosos/inflamatórios 
que promovam crescimento da mucosa da tuba; fatores funcionais que agem 
diminuindo a motilidade da tuba; e o próprio processo natural de 
envelhecimento. 90% dos casos na tuba tubária) 
o Quando o blastocisto se liga ao epitélio do endométrio, o trofoblasto (massa 
celular externa) começa a proliferar com rapidez e passa a diferenciar-se em 
duas camadas: 
➢ Citotrofoblasto: camada interna com limites celulares distintos (porção 
do trofoblasto inicial que não se diferenciou); 
➢ Sinciciotrofoblasto: camada externa, constituída por uma massa 
multinucleada, onde não se observam limites celulares, constituindo 
uma grande massa multicelular após sucessivas mitoses (sincicial). 
Essa camada apresenta uma grande atividade celular, com produção 
de muitas enzimas, o que é responsável pela sua ação erosiva no 
endométrio e, consequentemente, pela implantação do concepto. 
Além de produzir o HCG (Gonadotrofina coriônica humana), a qual 
mantém o corpo lúteo funcionando, além de produzir 
imunoreguladores 
 
o Por volta do sétimo dia, surge na superfície do inferior embrioblasto, voltada 
para a cavidade blastocística, uma nova camada de células: o hipoblasto. 
o DIU: barreira que impede a mucosa de se preparar para uma implantação 
• 1ª semana (revisão) 
o Zigoto > Blastômeros > compactação > mórula > blastocisto 
o Implantação/nidação (início da gravidez) 
➢ Necessário: mucosa uterina tenha sido preparada pelos hormônios 
ovarianos (fase secretora) e o blastocisto tenha atingido o estado de 
desenvolvimento necessário para se poder implantar 
➢ Aderência do blastocisto ao epitélio endometrial (5º ao 7º dia após a 
fecundação), aderindo-se superficialmente ao epitélio endometrial a 
partir do sexto dia de fecundação 
➢ Sinciciotrofoblasto / Citotrofoblasto 
➢ Final da primeira semana surge o Hipoblasto 
➢ Período crítico 
➢ Pílula do dia seguinte: dose elevada de hormônios, endométrio se 
espessa, fica uma atividade metabólica muito alta, seguida de uma 
queda hormonal, induzindo uma retração das artérias enoveladas e 
uma menstruação. Depois de muito uso, organismo deixa de 
responder essas variações hormonais e há uma desregulação 
hormonal 
• 2ª semana 
o Complementação da implantação (gravidez se estabelece) 
o Desenvolvimento da anexos embrionários (garantir suporte) – relações 
materno fetais 
o Prioridade da 2ª semana não é o desenvolvimento do corpo do embrião, mas 
sim a conclusão da implantação e o restabelecimento das relações materno-
fetais 
o Formação do disco embrionário bi laminar devido a alterações no 
embrioblasto: epiblasto (ectoderma) e hipoblasto (endoderma) 
o Formação de estruturas extra-embrionárias 
➢ Âmnio e cavidade amniótica 
➢ Mesoderma extra-embrionário / Pedículo do embrião 
➢ Saco vitelínico 
➢ Saco coriônico 
o Progressão de implantação 
➢ Progressão da implantação > Espaço no embrioblasto > cavidade 
amniótica > células se separam do epiblasto > amnioblasto > âmnio (8 
dias da fecundação) 
• Sistema circulatório útero – placentário 
o 1ª semana (difusão a partir dos tecidos maternos erodidos (vasos sanguíneos e 
glândulas endometriais) → crescimento rápido do embrião → 
estabelecimento da circulação útero – placentária primitiva → 9º dia → 
sinciciotrofoblasto → lacunas trofoblasticas no sinciciotrofoblasto → capilares 
maternos próximos se expandem → sinusóides maternos → rapidamente se 
anastomosam com as lacunas 
• Vilosidade coriônicas primárias (2ª semana) 
• 3ª semana 
o Vilosidades coriônicas secundárias (viscosidades primárias ao adquirirem um 
eixo central do mesênquima) e terciárias (formação de capilares nas 
vilosidades) 
 
 
AULA 2 – 2ª semana 
• Surge no interior do embrioblasto uma pequena cavidade (primórdio da cavidade 
amniótica) e os amnioblastos (células produtoras de âmnio) revestirão a recém-
formada cavidade amniótica. Além disso, também no embrioblasto, há uma formação 
de um disco embrionário bilaminar, com duas lâminas 
o Epiblasto (ectoderma): constituído por células colunares altas voltadas para a 
cavidade amniótica. Assoalho da cavidade amniótica 
o Hipoblasto (endoderma): pequenas células cuboides adjacentes à cavidade 
blastocística, localizados abaixo do embrioblasto inicial. Teto da cavidade 
exocelômica. 
• O disco embrionário situa-se entre a cavidade amniótica (superior; dorsal) e o saco 
vitelino primitivo (inferior; ventral) 
 
• O saco vitelino primitivo é formado pela membrana exocelômica (membrana de 
Heuser) junto com o hipoblasto. As células do hipoblasto do saco vitelino darão origem 
a uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o mesoderma extraembrionário (Camada 
de tecido conjuntivo frouxo que surge na porção interna do citotrofoblasto na 2ª 
semana), que envolve o âmnio e o saco vitelino e constituirá a parede conjuntiva 
dessas estruturas anexas 
• Em virtude da implantação, as células do tecido conjuntivo em torno do local de 
implantação acumulam glicogênio e lipídeos em seus citoplasmas e, como 
consequência, ficam intumescidas e são denominadas de células deciduais (reação 
tecidual – local imunologicamente privilegiado e importante reserva energética para o 
concepto) 
• Ao mesmo instante em que acontecem todas essas mudanças, o mesoderma 
extraembrionário cresce e começam a surgir no seu interior espaços celômicos 
extraembrionários que irão se fundir, formando uma grande cavidade isolada, o 
celoma extraembrionário (= cavidade celômica), a qual envolve o saco vitelínico e o 
âmnio, exceto na parte do pedículo do embrião (Porção do mesoderma 
extraembrionário que não sofreu delaminação, representa o primórdio do cordão 
umbilical e marca a região caudal do embrião no final da 2ª semana.) 
• Em virtude da formação do celoma extraembrionário, o saco vitelino primitivo diminui 
de tamanho e forma-se o saco vitelino secundário, revestido por células do 
endoderma extraembrionário que migram do hipoblasto para o interior do saco 
vitelino primitivo. Os resquícios do saco vitelino primitivo desaparecem após a 
segunda semana, permanecendo somente o saco vitelino secundário. 
• O córion ou mebrana coriônica é formado pelo mesoderma extraembrionário (mais 
interno) e as duas camadas do trofoblasto (mais externo). Ele forma a parede do saco 
coriônico. O celoma extraembrionário é agora chamado de cavidade coriônica. 
• O surgimento das vilosidades coriônicas primárias acontece no final da segunda 
semana, sendo caracterizado por proliferação das células do citotrofoblasto que 
invadem o sinciciotrofoblasto. São Projeções do córion identificadas na 2ª semana, 
têm a finalidade de aumentar a área de contato com o sangue materno. 
• No 14º dia, o embrião ainda se apresenta na forma de um disco bilaminar, porém, em 
uma área localizada do hipoblasto, as células passam a ser colunares e formam uma 
área mais espessada, a placa precordal. A placa precordal indica o futuro local da boca 
e de um importante organizador da região da cabeça: representa a futura região 
cefálica. O pedículo do embrião indica a porção caudal. 
 
AULA 2 – 3ª Semana – Gastrulação (início da morfogênese do embrião) → 
formação da linha primitiva, da notocorda e dos três folhetos embrionários 
(ectoderma, mesoderma e endoderma) 
• Formação da linha primitiva (espessamento do epiblasto na linha média da porção 
caudal) – marca o início da terceira semana 
o No início da terceira semana de desenvolvimento, há uma proliferação e 
migração das células do epiblasto começam a proliferar e migrarpara a região 
mediana do disco embrionário bilaminar, formando uma faixa de células que 
se desenvolve partir da membrana cloacal, na região caudal, em direção à 
placa precordal (futura membrana orofaríngea). A linha primitiva cresce até 
aproximadamente metade do disco embrionário e sua extremidade cefálica 
prolifera ainda mais, formando o nó primitivo. Com o surgimento da linha 
primitiva é possível identificar as regiões cefálica e caudal, a região dorsal e 
ventral e os antímeros direito e esquerdo do embrião. No centro da linha 
primitiva ocorre a formação do sulco primitivo, uma pequena invaginação das 
células do epiblasto, sendo partir desta região que as células do mesoderma se 
originam. O sulco primitivo é contínuo com a fosseta primitiva, depressão 
presente no nó primitivo (proliferação na extremidade da linha primitiva e 
participa da formação da notocorda) 
o A linha primitiva forma o mesoderma até a 4ª semana, depois degenera 
o Lembrem-se que estas células são plutipotentes – podem formar tecidos dos 
três folhetos 
o Restos celulares podem proliferar desordenamente (etiologia desconhecida) 
o Podem originar teratomas sacrococcígeos 
• Formação dos folhetos embrionários 
o Endoderma (hipoblasto): células epiblásticas que se destacam da linha 
primitiva e migram em direção ao hipoblasto, justapondo-se a células desse 
tecido 
o Mesoderma: outras células da linha primitiva que sofrem diferenciação, 
formando o mesoderma. Essas células migram (graças ao ácido hialurônico e 
fibronectina produzidos pelo epiblasto) pelo disco bilaminar, entre o epiblasto 
e hipoblasto, e formam o mesoderma intraembrionário. Membrana 
orofaríngea (boca, nariz) e membrana cloacal (ânus) não possuem 
mesoderma, só ectoderma e endoderma, pois são membranas que se rompem 
o Ectoderma (ou epiblasto): células que permaneceram no epiblasto 
 
• OBS: Durante a gastrulação, um grupo especial de células mesodérmicas migra da 
linha primitiva até a região mais cefálica após a placa precordal. Essas células vão 
compor a área cardiogênica, que forma o primórdio do coração 
• Todas as células possuem o mesmo DNA, o que muda é a expressão gênica durante a 
gastrulação 
• Formação da notocorda 
o Proveniente de células do epiblasto (células epidérmicas) da região do nó 
primitivo que migram cefalicamente, na linha mediana do disco trilaminar, 
entre as células do mesoderma. Forma o eixo de sustentação inicial do 
embrião e induz a neurulação e formação dos somitos. 
o Onde há notocorda não há mesoderma → sem arranjo estrelado e 
matrizextracelular 
o Processo notocordal → canal notocordal → placa notocordal → notocorda 
definitiva 
o Região mediana do disco, entre a placa precordal e a membrana cloacal 
o A linha primitiva começa a regredir caudalmente até desaparecer por 
completo no final da 4ª semana 
o Centro indutor da neurulação (SNC) e coluna vertebral (organização de blocos 
de mesoderma denominados somitos) 
o Resquícios no adulto: núcleo pulposo dos discos intervertebrais 
o Enquanto a notocorda se alonga, a placa neural se alarga e se estende 
cefalicamente até a membrana bucofaríngea 
• Neurulação 
o Início no final da terceira semana do desenvolvimento, quando a notocorda 
induz a diferenciação (espessamento) do ectoderma sobrejacente, formando 
a placa neural (visto macroscopicamente no dorso do embrião) 
o A placa neural é mais dilatada na porção rostral e mais alongada na caudal 
o Com a formação da placa neural, há a formação das pregas neurais e do sulco 
neural, com as pregas neurais se aproximando da linha média e se fundindo, 
formando o tubo neural. Algumas células da placa neural se destacam e 
formam as cristas neurais. 
 
o Duas linhagens celulares de ectoderma 
➢ Neuroectoderma (origina o tubo neural e as cristas neurais): células do 
ectoderma que sofreram diferenciação se tornam mais alongadas → 
SNC. Diferenciam – se a partir da ação de moléculas indutoras que 
alteram seu fenótipo 
➢ Ectoderma de superfície: sem indução da notocorda. A placa neural 
sofre uma pequena invaginação, formando o sulco neural e duas 
pregas neurais. As pregas neurais se aproximam gradativamente e se 
fusionam, formando o tubo neural e reconstituindo o ectoderma 
superficial → epiderme 
o Tubo neural: primórdio do SNC (encéfalo e medula espinal) 
o Enquanto o tubo neural não estiver todo fechado, sua luz (canal neural) O 
fechamento do tubo neural ocorre da região mediana em direção às 
extremidades do disco embrionário. Neuroporo rostral (abertura craniana) se 
fecha com 20d (no slide tá 25), enquanto o neuroporo caudal com 22 dias (no 
slide tá 27). Fecha-se de cima pra baixo e frente para trás. 
o comunica-se livremente com a cavidade amniótica por meio dos neuroporos 
o Final da 4ª semana (26 – 28 dias): 3 vesículas primárias (prosencéfalo, 
mesencéfalo e rombencéfalo) 
o 5ª semana (29-35 dias): 5 vesículas secundárias (telencéfalo formando os 
hemisférios cerebrais e os ventrículos laterais no adulto, diencéfalo o tálamo e 
3º ventrículo // mesencéfalo o encéfalo médio e o aqueduto // metencéfalo 
ponte e cerebelo e parte superior do 4º ventrículo; mielencéfalo bulbo e parte 
inferior do 4º ventrículo) 
o Anencefalia: erro na embriogênese do tubo neural; deficiências nutricionais 
(ácido fólico) 
o Defeitos no fechamento do tubo neural 
➢ Incidência: 1:1000 (décadas atrás) // 0,3:1000 (atual) 
➢ Etiologia: multifatorial (etnia, fatores geográficos, ausência de 
vitaminas e fatores genéticos 
➢ Base embriológica: falta de fechamento do tubo neural na quarta 
semana de desenvolvimento 
➢ O ácido fólico participa da síntese de DNA e de alguns aminoácidos 
➢ Medicamentos: antiepiléticos, antineoplásicos, ácido retinóico, 
roacutam 
➢ Fatores sistêmicos: hipertermia, diabetes melitus, obesidade, zika 
➢ Fatores genéticos: geralmente relacionados a genes que codificam 
enzimas importantes no metabolismo do ácido fólico e homocisteína. 
Genes MTHFR e VNGL1. 
• Formação das cristas neurais 
o Durante o fechamento do tubo neural, algumas células localizadas na região 
das pregas neurais perdem a aderência do neuroectoderma e do ectoderma 
de superfície, destacando-se 
o Situadas próximas ao tubo neural 
o Essas cristas inicialmente permanecem localizadas entre o tubo neural e o 
ectoderma de superfície, mas posteriormente fragmentam-se e migram para 
uma posição dorsolateral em relação ao tubo neural, formando gânglios 
sensitivos 
o Quando as cristas neurais permanecem juntas ao tubo neural, formam parte 
do sistema nervoso periférico, como os gânglios sensitivos espinhais e 
cranianos (V, VII, IX, X), porém algumas células das cristas neurais migram para 
outras regiões do corpo do embrião, onde estão envolvidas com a formação 
do mesênquima da face e do pescoço, dos melanócitos e da glândula adrenal, 
dentre outros tecidos 
o Cristas neurais também envolvidas de outras células envolvidas diretamente 
ou indiretamente com o SN: bainha de neurilema dos nervos periféricos, 
ectomesênquima da face e do pescoço (mesoderma + células da crista neural 
que misturam e formam o tecido conjuntivo da face e do pescoço, justificando 
a presença única de estruturas da face, como os dentes), leptomeninges, 
células da medula supre-renal(adrenal) 
• Diferenciação do mesoderma e formação dos somitos (transição epitélio – 
mesênquima repete no reparo tecidual e numa proliferação cancerígena) 
o Concomitantemente à formação do tubo neural, o mesoderma 
intraembrionário começa a sofrer diferenciação. A faixa de mesoderma 
localizada a cada lado da notocorda e do tubo neural em formação é chamada 
de mesoderma paraxial. Com o desenvolvimento do embrião, o mesoderma 
paraxial logo sofre uma fragmentação, formando pequenos blocos cuboides 
chamados somitos, os quais originam as vértebras. Ao lado do mesoderma 
paraxial encontra-se o mesoderma intermediário, envolvido na formação doSistema Urogenital (gônadas e rins). Nas margens do disco embrionário, se 
diferencia o mesoderma lateral 
o Posteriormente, os somitos sofrem diferenciação em três estruturas: o 
dermátomo, miótomo e esclerótomo, com o dermátomo e o miótomo se 
originando do dermomiótomo. O dermátomo é responsável pela formação da 
derme na região dorsal do embrião, o miótomo, pela formação dos músculos 
associados ao esqueleto axial e o esclerótomo, pela formação do esqueleto 
axial (ex: vértebra) 
o Simultaneamente, o mesoderma lateral sofre uma delaminação pelo 
surgimento do celoma intraembrionário, originando o mesoderma lateral 
somático ou parietal (associado ao ectoderma) e o mesoderma lateral 
esplâncnico ou visceral (associado ao endoderma). A membrana formada pelo 
mesoderma lateral somático e o ectoderma é chamada de somatopleura e 
forma a parede lateral e anterior do tórax e abdome do indivíduo (parede 
lateral e anterior do corpo). Já a membrana formada pelo mesoderma lateral 
esplâncnico e o endoderma é chamada esplancnopleura e forma a parede 
(conjuntiva, o revestimento é endoderma) do intestino primitivo do embrião, 
futuramente a parede das vísceras. 
• Período embrionário: dobramento do embrião – estabelecimento da forma do corpo 
o Para adquirir o formato cilíndrico, em forma de C, o embrião passa por um 
dobramento no plano cefálico-caudal (expansão do tubo neural em formação, 
influenciado pela neurulação) e no plano lateral (expansão do mesoderma). A 
notocorda induz ambos. 
o Inicia no fim da terceira semana, com o início da neurulação, e termina na 
quarta semana 
o Dobramento do disco embrionário trilaminar 
o Resulta do rápido crescimento do embrião: cefálico-caudal e latero-lateral 
o Dobramento no plano mediano e horizontal ocorrem simultaneamente 
o O crescimento do tubo neural nas extremidades, principalmente na 
extremidade cefálica, é o principal fator no dobramento cefálico-caudal do 
embrião. A prega cefálica e a prega caudal, formadas pelo crescimento do 
tubo neural, tendem a se aproximar na região ventral do embrião. Com isso, a 
membrana orofaríngea e o coração primitivo (área cardiogênica), bem como a 
membrana cloacal e o pedúnculo do embrião (primórdio do cordão umbilical), 
migram para a região ventral, com o coração primitivo já adquirindo função na 
4ª semana graças ao desenvolvimento precoce do nó SA. A membrana 
orofaríngea (estomodeu) e a membrana cloacal (proctodeu) delimitam as 
aberturas do intestino primitivo – boca e ânus, respectivamente. Sendo o 
endoderma a origem do epitélio de revestimento desse intestino primitivo, 
endoderma que ficou internalizado no dobramento do embrião 
➢ Na extremidade da boca (lábio inferior, mucosa jugal, gengiva...) e na 
extremidade do trato digestório (após as pregas do ânus) é ectoderma 
e não endoderma. Membrana orofaríngea sem limites claros. 
➢ Na mucosa, temos células tronco com maior poder de regeneração, 
enquanto na pele tem um maior poder de reparo 
o O dobramento lateral do embrião é produzido principalmente pelo 
crescimento do mesoderma paraxial e somito, o que produz o surgimento das 
pregas laterais. Da mesma forma e simultaneamnte do dobramento cefálico-
caudal, as pregas laterais se aproximam na região ventral. Nesse momento 
ocorre a união das duas esplancnopleuras, formando o intestino primitivo 
(que representa principalmente o futuro trato digestório do feto) e 
externamente a união das duas somatopleuras, formando a parede ventral 
(abdominal/torácica) do corpo do embrião. O celoma intraembrionário 
permanece como uma cavidade entre o intestino primitivo e a parede 
ventral e posteriormente dá origem às cavidades pericárdica, pleural e 
peritoneal do indivíduo. Com o dobramento, parte do saco vitelino é 
incorporada (intestino primitivo) e a cavidade amniótica agora recobre todo o 
embrião e forma o revestimento epitelial do cordão umbilical (revestimento 
amniótico) 
o Saco vitelino (até terceira ou quarta semana) e alantóide (até 5ª semana) 
como responsáveis pela produção de células do sangue. Nas espécies não 
placentárias, o alantóide tem função de excreção. 
o Onfalocele (intestino no cordão umbilical; se for estômago também, é 
gastroquise): durante o dobramento, a somatopleura não se une 
completamente, possibilitando a externalização dos intestinos e, em alguns 
casos mais graves, de porções do fígado ou estômago na região do cordão 
umbilical. Portanto, esses órgãos ficam cobertos apenas pelo epitélio do 
cordão umbilical. Essa malformação pode ser corrigida através de intervenção 
cirúrgica. 
o Consequências do dobramento do embrião (resumão): 
➢ Delimitação do corpo do embrião 
➢ Expansão do âmnio que passa a conter o embrião e a revestir o cordão 
umbilical 
➢ Estrangulamento do saco vitelino e formação do ducto vitelino no 
pedúnculo do saco vitelino 
➢ Formação do intestino primitivo: anterior, médio e posterior 
➢ Deslocamento do pedúnculo do embrião e do alantoide, com 
formação do cordão umbilical 
 
AULA 3 – DIFERENCIAÇÃO DOS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS E ORGANOGÊNSESE 
 
• Formação de padrão: um processo pelo qual um padrão espacial e temporal de 
atividades celulares é organizado no interior do embrião, de modo que uma estrutura 
bem ordenada se desenvolve 
• Diferenciação celular: processo no qual as células se tornam estrutural e 
funcionalmente diferentes umas das outras, terminando por dar origem a tipos 
celulares tão diferentes como células sanguíneas, musculares ou da pele. Intimamente 
relacionado com a formação do padrão. Ex: braços e pernas têm os mesmos tipos 
celulares, mas organização diferentes 
• Crescimento: aumento em tamanho; por multiplicação celular, aumento no tamanho 
celular e deposição de material extracelular 
• Os genes controlam o comportamento celular especificando quais proteínas serão 
produzidas – as características celulares são determinadas em grande parte pelas 
proteínas nelas presentes. A expressão gênica também regula a comunicação 
intercelular (sinalização célula-célula), as mudanças na forma da célula, a proliferação 
celular e a morte celular (apoptose) 
• Ectoderma superficial: epiderme, pelos, unhas, esmalte dos dentes, orelha interna, 
cristalino, revestimento do nariz, mucosa ora, epitélio gengival, epitélio juncional 
(periodonto de proteção) → tecido conjuntivo da gengiva é mesênquima de cabeça e 
pescoço 
• Neuroectoderma 
o Tubo neural: SNC, retina, corpo pineal, neuro-hipófise (parte posterior da 
hipófise) 
o Cristas neurais: gânglios sensitivos espinhais (sensitivos) e cranianos, células 
pigmentares (melanócitos), medula da glândula adrenal e participação no 
mesênquima da cabeça e pescoço (junto com o mesoderma da região 
cefálica), cristas bulbares e conais do coração 
• Mesoderma paraxial (somitos) 
o Esclerótomo: esqueleto axial (exceto crânio que vem do mesoderma da cabeça 
– ectomesênquima). 
o Dermátomo: derme da pele, algumas partes do tecido conjuntivo 
o Miótomo: músculo estriado esquelético de tronco e membros e laguns 
músculos da cabeça 
• Mesoderma intermediário: saliência urogenital (sistemas urinário e genital), incluindo 
gônadas, ductos e glândulas acessórias 
• Mesoderma lateral: coração primitivo, sangue, células linfoides, baço, córtex da supra-
renal 
o Mesoderma lateral somático: membranas serosas da pleura, pericárdio e 
peritônio 
o Mesoderma lateral esplâncnico: tecido conjuntivo e músculo das vísceras. 
• Mesênquima da cabeça e pescoço ou ectomesênquima (mesoderma + células das 
cristas neurais): tecido conjuntivos da região da cabeça e pescoço, sendo a migração 
das cristas neurais fundamental na formação dos arcos faríngeos (polpa, dentina, 
ligamentos periodontais, osso alveolar, cemento – periodonto de sustentação) 
• Endoderma: Epitélio do trato gastrointestinal, fígado, pâncreas, bexiga urinária e úraco 
/ partes epiteliais da traqueia, brônquios, pulmões, tonsilas palatinas(amígdalas), 
partes epiteliais de faringe, tireoide, cavidade timpânica, tuba faringotimpânica e 
paratireoides 
• Organogênese: formação dos primórdios de todos os órgãos de todos os sistemas, 
com mais intensidade entre a 4ª e 8ª semana, apesar do período embrionário 
compreender da terceira até a 8ª semana. O sistema cardiovascular é o primeiro a 
apresentar função, já na 4ª semana 
• 4ª à 8ª semanas: estabelecem-se os primórdios das principais estruturas externas e 
internas, resultando na formação da maior parte dos órgãos e sistemas de órgãos mais 
importantes, e com mínima função / Formação dos principais sistemas orgânicos / 
Dobramento embrionário (4ª semana)/ três folhetos germinativos se desenvolvem / 
Período mais crítico: algum distúrbio no desenvolvimento pode originar grandes 
malformações 
• 4ª semana 
o O tubo neural está aberto nos neuroporos anterior (rostral) e posterior 
(caudal) 
o Somitos (4 – 12) no ínicio; 13- 20 durante a metade e 21-30 no final 
o 5 mm 
o O embrião apresenta-se levemente curvado e cilíndrico devido às pregas 
cefálica e caudal, deixando de ser totalmente reto. Uma grande saliência 
ventral é formada pelo coração (formação da saliência cardíaca na metade da 
4ª semana), que já bombeia sangue 
o No 26º dia, o neuroporo rostral já está fechado e começam a surgir os brotos 
dos membros superiores e no final os membros superiores estão em forma de 
nadadeira 
o Os arcos faríngeos (responsáveis pela formação da maior parte da face e 
pescoço) e as fossetas óticas já são visíveis, como também os placoides 
cristalinos, indicando os futuros cristalinos dos olhos. Os processos externos 
de formação da face começam na quarta semana, com o desenvolvimento 
externo se concluindo até a oitava semana. Abaixamento da língua, 
fechamento do Palato duro, palato mole e úvula (fechamento da cavidade 
oral) se encerra lá na 12ª semana, nessa ordem. Quanto mais cedo ocorrer 
algum erro nesses dias, mais grave é. Início da odontogênese na quarta 
semana, encerrando-se após o nascimento. 
o Ao final da 4ª semana, os brotos dos membros inferiores já são visíveis e, 
geralmente, o neuroporo caudal está fechado. Também temos uma longa 
eminência caudal 
o A linha primitiva desaparece no final da quarta semana 
• 5ª semana 
o 10 mm 
o Somitos (30 – 35) – 30º dia 
o Crescimento da cabeça (= desenvolvimento do encéfalo e proeminências 
faciais), que excede o crescimento de outras regiões, devido ao rápido 
desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais. 
o Proeminência cardíaca 
o 2º - 4º arcos faríngeos (seio cervical) 
o Cristas mesonéfricas = local dos rins 
• 6ª semana 
o 12 mm 
o Membros superiores mais complexos: primórdios dos dedos, denominados de 
raios digitais da placa da mão 
o As saliências auriculares desenvolvem-se e darão origem ao pavilhão auricular, 
parte da orelha externa. A formação do pigmento retiniano evidencia a 
presença do olho. A cabeça ainda é desproporcional ao resto do corpo e está 
encurvada sobre a proeminência cardíaca 
o Regiões dos cotovelos, do pulso e da mão (espátula) 
o Somitos (30 -35) – útil para estimar idade do embrião (desaparecem após o 
período embrionário) 
o Membros inferiores em forma de espátula 
o Hérnia umbilical fisiológica (normal): projeção e formação das alças intestinais 
para dentro do cordão umbilical. No início do período fetal (11ª semana), volta 
• 7ª semana 
o 20 mm e modificações consideráveis nos membros são identificadas 
o Depressões entre os raios digitais indicam claramente os futuros dedos 
o Herniação umbilical: em virtude da cavidade abdominal, nessa idade, ser muito 
pequena para acomodar o intestino que cresce rapidamente. 
o No fim da semana, inicia-se o processo de ossificação nos membros superiores 
• 8ª semana 
o 30 mm 
o Dedos das mãos já estão separados, mas ainda estão unidos por membranas 
interdigitais 
o A eminência em forma de cauda ainda está presente, porém começa a involuir 
o O plexo vascular do couro cabeludo aparece nessa fase e forma uma faixa 
característica que envolve a cabeça 
o No fim da 8ª semana, os dedos estão mais compridos e totalmente separados. 
Os primeiros movimentos voluntários dos membros ocorrem durante essa 
semana. A ossificação nos membros inferiores e superiores começam e é 
identificável primeiro no fêmur 
o A eminência caudal, que existia no começo da semana, desaparece totalmente 
no final da oitava semana e o embrião apresenta características nitidamente 
humanas 
o A cabeça ainda é desproporcionalmente grande, representando quase metade 
do embrião. Já existem diferenças na aparência da genitália externa, porém 
não são suficientes para possibilitar a identificação precisa do sexo do embrião 
– o que só acontecerá no período fetal quando houver a diferenciação 
o Abdômen protuido 
o Olhos abertos se fecham devido a formação das pálpebras e voltam a se abrir 
no período fetal 
• Métodos para medir embriões 
o 3 e 4ª semanas: embriões retos – medidas indicam maior comprimento 
o Após 5ª semanas: comprimento CR (crow-rup) → altura em posição sentada 
(cabeça – nádega) 
o Com 8 semanas: comprimento (crown hell → parte mais alta da cabeça ao 
fêmur) 
o Dimensão da cabeça ao tronco 
• Células tronco adultas 
o As células-tronco diferem das outras células do organismo por serem 
indiferenciadas e não especializadas, com a capacidade de se multiplicarem 
por longos períodos; também são capazes de se diferenciar em células 
especializadas de um tecido particular. As células-tronco são capazes de fazer 
divisões assimétricas, ou seja, elas são capazes de se dividir dando origem a 
células que continuarão indiferenciadas ou a células diferenciadas 
o Fontes: medula óssea, cordão umbilical, fígado, pele, trato gastrointestinal, 
pâncreas, lig.periodontal e polpa dentária. A polpa dos dentes decíduos 
apresenta potencial para diferenciação em diversos tecidos 
o Células-tronco adultas não apresentam riscos de formação de tumores 
(teratomas), como acontece com as células-tronco embrionárias, além de não 
demandarem a destruição de embriões e serem clinicamente acessíveis 
o Uso de terapia celular utilizando células-tronco adultas para os tratamentos de 
doenças cardíacas, mal de Parkinson, diabetes e lesões na medula espinhal 
o Atualmente, as células-tronco adultas também representam uma ferramenta 
importante no campo da engenharia tecidual, tendo em vista seu potencial de 
diferenciação em diversas linhagens celulares, como tecido ósseo, cartilagem e 
tecido adiposo 
AULA 04 – PERÍODO FETAL E ANEXOS EMBRIONÁRIOS 
• Tem início na 9ª semana e se estende até o final da gravidez 
• Formação dos principais órgãos e sistemas do indivíduo, ocorrendo o 
amadurecimento, diferenciação e crescimento dessas estruturas formadas durante a 
organogênese. Além de rápido ganho de peso, principalmente nas últimas semanas de 
gestação, devido ao acúmulo de gordura subcutânea. Inicia – se com uma cabeça 
ainda desproporcional 
• Viabilidade 
• Idade estimada 
o UMN 
o Data da concepção 
o Características morfológicas → medições 
• 9ª semana 
o Fígado assume o papel de produção das células sanguíneas, antes realizada 
pelo alantoide e saco vitelínico durante o período embrionário 
o A face ainda larga se caracteriza pelo posicionamento lateral dos olhos, com as 
pálpebras fundidas, bem como pela implantação da orelha abaixo do local 
definitivo 
o Início do funcionamento do rim metanéfrico, o qual começa a produção da 
urina em pouca quantidade, com a eliminação somente de água até aqui 
o Pernas relativamente pequenas em relação a cabeça (metade do CR) 
o Intestinos ainda herniados 
o Início de movimentos voluntários, ainda que não perceptíveis pela mãe 
• 10ª semana 
o Início do retorno dos intestinos para a cavidade abdominal, com as alças 
intestinais na extremidade proximal do cordão umbilical 
o Genitália externa começa a sofrer diferenciação;entretanto, só será possível 
distinguir o sexo no final do terceiro mês 
o No baço, começam a se desenvolver ilhotas sanguíneas, já que neste órgão 
ocorrerá a formação de células do sangue até a vigésima oitava semana 
o Tem início o desenvolvimento dos brotos dos dentes permanentes, enquanto 
os dentes decíduos já se encontram em um estágio mais avançado de 
desenvolvimento (fase de sino) 
o O crescimento das unhas dos dedos das mãos também tem início durante esta 
semana. 
• 11ª semana 
o O intestino já se encontra completamente localizado dentro da cavidade 
abdominal 
o A cabeça apresenta uma leve flexão que desaparecerá durante a décima 
segunda semana 
o A urina, agora produzida em maior quantidade, é lançada na cavidade 
amniótica e se mistura ao líquido amniótico, o qual passa a ser deglutido pelo 
feto. Dessa maneira, os produtos da excreção do feto, após serem absorvidos, 
caem na corrente sanguínea, chegam até os vasos umbilicais e podem ser 
eliminados através do organismo da mãe 
o Surgimento de movimento respiratórios (auxiliarão no amadurecimento da 
musculatura e no crescimento dos pulmões) 
o Corpo lúteo degenera e a placenta assume a produção de hormônios 
esteroides – progesterona e estrógeno 
• 12ª semana 
o A genitália externa atinge um grau de diferenciação suficiente para distinção 
do sexo do feto, mas só fica mais visível via ultrassonografia no fim do 4º mês 
o O útero já é palpável acima da sínfise pubiana 
o Tamanho do feto: 6- 7cm e 13g 
o As glândulas endócrinas do feto se encontram bem desenvolvidas e já se inicia 
a produção de alguns hormônios, como o hormônio luteinizante (LH), 
hormônio folículo- estimulante (FSH), hormônio do crescimento (GH), 
hormônio antidiurético (ADH), hormônio adenocorticotrófico (ACTH), 
gonadotrofinas e corticosteroides 
o Surge o centro de ossificação primária no esqueleto axial e o baço inicia a 
eritropoiese (produção de hemácias) 
o Fígado principal sítio de eritopoiese 
o Diferenciação dos dedos 
o Desenvolvimento do nariz e da pele 
o Cabelos rudimentares 
o Iniciam movimentos espontâneos 
• 13ª semana 
o Alongamento dos membros inferiores 
• 14ª semana 
o Movimentos coordenados dos olhos e mebros 
• 16ª semana 
o Ossificação bem visível em raio x 
o Segurança da identificação do sexo do feto 
o Peso aproximado: 110g 1 10cm 
o Ovários diferenciando-se 
• 17ª semana 
o Ausência de gordura subcutânea 
o Pele delgada 
o Sistema respiratório imaturo 
o Vasos do couro cabeludo 
• 18ª a 19ª semana 
o Pele recoberta pela vernix caseosa (função de proteção) 
o Formação de gordura parda – formação de calor 
• 20ª semana 
o Testículos iniciam descida e formação dos folículos ovarianos 
o 20 cm e 300g 
o Pele menos transparente 
o Lanugo cobre o corpo (penugem que mantém o vernix presa ao corpo) 
o Cabelo e sobrancelha começam a se formar 
o Percepção da mãe dos movimentos fetais 
o Presença dos folículos primordiais – ovogônias 
o Inicia a descida dos testículos 
• 21ª semana 
o Ganho de peso substancial e corpo bem proporcionado 
o Presença de unhas 
o Movimentos rápidos dos olhos 
o Sistema nervoso ainda imaturo, sistema respiratório sem condições de respirar 
(alta tensão superficial nas paredes alveolares) e peso ainda é baixo 
o Ureterostomia bilateral: cirugia com a finalidade de estabelecer aberturas 
externas para os ureteres da bexiga 
• 24ª semana 
o Peso: 630 g 
o Pele enrugada / deposição de gordura 
o Cabeça grande, olhos reconhecíveis 
o Período canalicular: desenvolvimento de brônquios e bronquíolos já é quase 
completo 
o Se nascer, tentará sobreviver 
OBS: 3 fatores que viabilizam a sobrevivência: 
➢ Sistema respiratório produzindo surfactante pulmonar em níveis 
suficientes, apesar da iniciar na 22 semana. Uso de remédios e 
surfactante pulmonar de porco purificado 
➢ Sistema nervoso amadurecido para controlar ritmo respiratório e 
temperatura corporal (homeostase) 
➢ Peso suficiente: significa um maior processo de desenvolvimento dos 
órgãos e útil para controle da temperatura corporal 
➢ Na prática, só há viabilidade entre a 26ª e 28ª semana, apesar de ter 
tido alguns poucos casos de sobrevivência já na 22ª semana 
• 28ª semana 
o 25 cm e 1100g 
o Pele é vermelha / coberto de vernix 
o Se nascer: mexe ativamente os lábios / choro fraco / 90% chance de 
sobrevivência 
• 29ª semana 
o Pulmões capazes de fazer trocas gasosas 
o Sistema nervoso está maduro para executar essa função 
o Médula óssea torna-se o principal sitio de eritropoiese 
• 32ª semana 
o 28 cm/ 1800g 
o Pele vermelha e enrugada 
o Pulmões no período alveolar 
o Se nascer, ótimas chances de sobrevivência (100%? Hum) 
• 30 – 34ª semana 
o Reflexo pupilar a luz 
o Pele lisa 
o Gordura branca cerca de 8% do peso corporal 
• 36ª semana 
o 32 cm/ 2500 g 
o Corpo mais arredondado devido a deposição de gordura 
• 38ª semana 
o Sistema nervoso maduro; queda da velocidade do crescimento 
o Gordura branca cerca de 16% do peso corporal; armazena cerca de 14g por dia 
de gordura 
• 4º mês 
o Olhos (com movimentação) e orelhas próximas da posição definitiva 
o No feto do sexo feminino, os ovários se encontram bem diferenciados, 
apresentando muitas ovogônias envoltas por células foliculares primordiais 
o Os membros inferiores agora são maiores que os superiores e começa o 
desenvolvimento das unhas dos dedos dos pés 
o Desenvolvimento de lanugo (pelos finos no couro cabeludo) 
o Como não há depósito de gordura subcutânea, é possível visualizar os vasos 
sanguíneos do feto através da pele 
o Os movimentos realizados pelo feto se tornam mais coordenados e de maior 
intensidade, já sendo possível à mãe senti-los. De maneira discreta, tem início 
na medula óssea a hematopoiese, sendo que até o sétimo mês este processo é 
realizado também pelo baço 
o Admissível a realização da amniocentese 
• 5º mês 
o Glândulas sebáceas alcançam seu desenvolvimento completo e começam a 
secretar a vérnix caseosa, uma camada gordurosa que protege a pele do feto 
contra possíveis danos causados pela exposição permanente ao líquido 
amniótico. Fica aderida ao lanugo, que, a essa altura, já recobre todo corpo do 
feto, formando, inclusive, sobrancelhas e cílios 
o Os testículos começam a descida para o saco escrotal 
o acúmulo de gordura parda em locais determinados do corpo do feto 
(manutenção da temperatura do organismo através do metabolismo de seus 
ácidos graxos) 
• 6º mês 
o Devido à falta de gordura subcutânea, a pele encontra-se enrugada e de 
coloração avermelhada pela exposição dos capilares sanguíneos 
o Início, após indução hormonal, a produção de surfactante pelas células 
alveolares tipo II – pneumócitos II – nos pulmões (fosfolipídio responsável por 
diminuir a tensão superficial nos alvéolos pulmonares, formando uma película 
monomolecular sobre a sua parede e mantendo-os abertos, possibilitando 
assim os movimentos respiratórios → indica viabilidade fetal em parto pré-
maturo (além do desenvolvimento do SNC e peso) 
• 7º mês 
o Cérebro desenvolve os giros e os sulcos cerebrais e já é capaz de coordenar os 
movimentos respiratórios e controlar a temperatura corporal 
o Pulmões realizam trocas gasosas com mais eficiência 
o Começa o acúmulo de gordura subcutânea tornando a pele mais lisa e menos 
translúcida 
o A produção de células sanguíneas cessa no baço e passa a ser realizada 
exclusivamente na medula óssea 
• 8º mês 
o Pálpebras se abrem e o feto apresenta, por volta da trigésima semana, o 
reflexo pupilar dos olhos à luz 
o Testículos já se encontram no saco escrotal 
o As unhas das mãos alcançam as pontas dos dedos 
o 1 L de líquido amniótico 
o No final da 34ª semana, o feto geralmente apresenta a pele rosada e lisa, e os 
membros superiores e inferiores parecem gordos (gordura amarela é cerca de 
8% do peso corporal) 
• 9º mês 
o Preparação para a vida extrauterina 
o Os níveis de produçãode surfactante se elevam consideravelmente 
o Acentuação no ganho de peso: feto ganha cerca de 14 gramas por dia e a 
gordura forma-se rapidamente, dando ao feto uma aparência lisa e 
rechonchuda cut cut 
o O lanugo começa a se desprender do corpo do feto, situação que persiste 
mesmo depois do nascimento 
o O sistema nervoso central adquire maior grau de desenvolvimento, embora o 
cérebro e cerebelo continuem sofrendo modificações por um longo período do 
pós-parto. 
o 3,5 kg e 50 cm de comprimento, com a gordura amarela sendo cerca 16% do 
peso corporal 
o 266 dias ou 38 semanas após a fecundação, isto é, 280 dias ou 40 semanas 
após o último período menstrual normal. 
• Fatores que influenciam o crescimento fetal 
o Fatores ambientais, maternos e inerentes ao próprio feto 
o Fatores genéticos 
o Teratógenos (alguns fármacos) 
o Infecções congênitas 
o Saúde materna deficiente 
o Fluxo sanguíneo uteroplacentário 
o Insuficiência placentária 
o Glicose materna como principal fonte energética → A hipotensão, doenças 
renais, vasos sanguíneos pequenos ou implantação da placenta em local 
inadequado limitam o aporte sanguíneo 
o Glicose e insulina são fatores benéficos 
o Limitação física e nutritiva numa gravidez múltipla 
o Nicotina presente no cigarro contrai os vasos sanguíneos do útero, reduzindo o 
fluxo de sangue para o feto. Com isso, a quantidade de nutrientes e, 
principalmente, de oxigênio (hipóxia fetal) que chega ao feto é inadequada 
o A aminopterina, um antineoplásico utilizado no tratamento contra tumores, se 
administrada em mães grávidas, pode inibir as mitoses que ocorrem 
constantemente no corpo do feto, interferindo no desenvolvimento normal do 
indivíduo. 
o A desnutrição é outro fator que leva à redução do suprimento energético. 
Mães que apresentam diabetes dão origem a fetos com macrossomia (fetos 
muito grandes) 
o Velocidade do crescimento fetal no último trimestre de gravidez (ao final da 
gravidez): média > tabagismo > má nutrição > gêmeos 
• Anexos embrionários 
o Apesar de fundamentais, não participam da formação do corpo do embrião 
o Placentas + membranas fetais (córion, âmnio, saco vitelino e alantoide; 
separam o feto do endométrio materno) 
o Funções gerais: proteção, nutrição, respiração, excreção e produção de 
hormônios 
o Córion 
➢ Formado pelo citotrofoblasto, sinciotrofoblasto e mesoderma 
extraembrionário a partir da segunda semana de desenvolvimento 
➢ Surgimento das vilosidades coriônicas a partir da segunda semana → 
vilosidades primárias (projeções de células do citotrofoblasto em 
direção ao sinciotrofoblasto), seguidas das secundárias (camada de 
mesoderma extraembrionário, além das duas camadas de trofoblasto, 
possuindo vasos sanguíneos já formados no interior do mesoderma 
(tecido conjuntivo) 
➢ Até o terceiro mês, as vilosidades recobrem todo o córion. Porém, a 
partir daí as vilosidades do polo vegetativo (região contrária à 
implantação do blastocisto) regridem e as do polo embrionário 
persistem e aumentam de tamanho. Nesta fase, é possível distinguir 
dois tipos de córion: o córion liso, que compreende a região onde as 
vilosidades regrediram, e o córion viloso (parte fetal da placenta é o 
saco coriônico), onde as vilosidades não sofreram modificação 
o Decídua 
➢ Camada funcional do endométrio do útero que é eliminada no 
momento do parto 
➢ Três regiões distintas: a decídua basal (o endométrio é a parte 
materna da placenta) é a que está em contato com o córion viloso 
(fonte da implantação, com vasos de maior calibre) e, junto com ele, 
vai originar a placenta; a decídua capsular encontra-se em contato 
com o córion liso e a decídua parietal está relacionada com o restante 
do endométrio, sem contato direto com o embrião/feto 
o Placenta (córion viloso + decídua basal) 
➢ Forma discoide com diâmetro entre 15 e 20 centímetros, espessura 
entre 2 e 3 centímetros e um peso que varia de 500 até 600 gramas. 
➢ Órgão materno-fetal formado pelo córion viloso (porção fetal) e pela 
decídua basal (porção materna), separados por uma fina camada de 
citotrofoblasto e por espaços intervilosos provenientes das lacunas do 
sinciciotrofoblasto 
➢ O córion viloso é dividido em pequenas porções chamadas 
cotilédones, formados pela presença de septos oriundos da decídua 
basal. Cada cotilédone possui uma ou duas vilosidades coriônicas bem 
desenvolvidas e ramificadas seguidas pelo espaço interviloso 
➢ Até a vigésima semana, a membrana placentária é formada por 
sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, tecido conjuntivo da vilosidade 
(mesoderma extraembrionário) e pelo endotélio dos capilares 
sanguíneos. A partir da vigésima semana, a membrana placentária 
torna-se mais fina devido ao desaparecimento do citotrofoblasto e, 
em algumas regiões, do sinciciotrofoblasto também. Isso facilita a 
troca de nutrientes entre a mãe e o feto, porém, permite também a 
passagem de substâncias nocivas a esse feto 
➢ Funções: metabolismo de substâncias (síntese de glicogênio e ácidos 
graxos), o transporte (gases, substâncias nutritivas como vitaminas e 
glicose, eletrólitos, anticorpos maternos, produtos de excreção como 
ureia e ácido úrico, drogas e alguns agentes infecciosos, como o vírus 
da rubéola, o Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, e o 
Treponema pallidum, causador da sífilis) e a secreção hormonal (os 
hormônios, principalmente os esteroides, como a testosterona, 
passam livremente pela membrana placentária) 
➢ Reação decidual: mudanças celulares e vasculares que ocorrem no 
endométrio quando o blastocisto se implanta, acúmulo de glicogênio e 
lipídio em resposta dos níveis de progesterona no sangue materno 
➢ Circulação útero – placentária 
▪ 80 – 100 artérias endometriais espiraladas 
▪ O bem estar do feto depende de as vilosidades serem 
banhadas pelo sangue materno de forma adequada 
▪ Capa citotrofoblástica: parte fetal (córion viloso) + parte 
materna (decídua basal) 
▪ Septos de placenta 
▪ Cotilédones 
▪ Membranas placentárias (córion) separa o sangue materno do 
fetal 
▪ As membranas fazem transferência: difusão simples, difusão 
facilitada, transporte ativo, pinocitose, falhas microscópicas – 
eritoblastose fetal 
o Cordão umbilical 
➢ O cordão umbilical possui aproximadamente de 1 a 2 centímetros de 
diâmetro e um comprimento que varia de 30 a 60 centímetros (55 
centímetros em média). Se longo, pode formar nós (retardo do 
cresimento intra-uterino – IUGR) e laçar o feto; se curto (prolapso), 
pode causar descolamento precoce da placenta, cessando o fluxo 
sanguíneo ou hipóxia fetal (retardo mental) 
➢ Os vasos do cordão umbilical unem a circulação placentária com a 
circulação fetal. Composta por duas artérias – que levam o sangue 
venoso para a placenta, e por uma veia – que leva sangue arterial para 
o feto. Esses vasos ficam envolvidos por um tecido conjuntivo mucoide 
(denominado de geleia de Wharton) e revestido externamente por um 
epitélio originado do âmnio. 
o Âmnio e líquido amniótico 
➢ O âmnio é a membrana que delimita a cavidade amniótica e, com o 
dobramento, recobre todo o embrião e forma o revestimento epitelial 
do cordão umbilical. A cavidade amniótica é preenchida pelo líquido 
amniótico, que é proveniente do fluido tecidual materno, o qual chega 
à cavidade amniótica através de difusão pela membrana 
amniocoriônica 
➢ Uma pequena parte do líquido amniótico também tem origem no 
corpo do feto, através da urina e secreções do trato respiratório, que 
são lançadas na cavidade amniótica. 
➢ Durante o terceiro trimestre de gravidez, o líquido amniótico é 
renovado a cada três horas. A troca de líquido ocorre através da 
membrana amniocoriônica e através da deglutição do líquido pelo 
feto. Nesse caso, ele é absorvido pelo trato digestório e respiratório e 
cai na circulação fetal, de onde é repassado para a circulação materna 
➢ O líquido amniótico é composto por água, célulasepiteliais que se 
destacam da pele do feto e por sais orgânicos e inorgânicos. No 
período fetal, também contribuem para a composição do líquido a 
urina e o mecônio produzidos pelo feto. Permite o crescimento 
externo simétrico do corpo do feto; atua como barreira contra 
infecções; permite o desenvolvimento normal dos pulmões do feto; 
protege o feto contra adesões ao âmnio; difunde os impactos de 
traumas mecânicos sofridos pelo feto; mantém a temperatura 
relativamente constante; e permite o bom desenvolvimento de 
membros devido à movimentação facilitada no ambiente líquido. 
Também realiza a homeostasia de líquidos e eletrólitos 
➢ Quando a quantidade de fluido é alta – poliidrâmnio – pode estar 
associada à gravidez múltipla ou à anencefalia (anomalia do SNC) e 
pode ser por uma não deglutição fetal (atresia esofagiana) 
➢ Já casos de baixa quantidade de líquido amniótico – oligoidrâmnio 
(ruptura prematura da mebrana amniocoriônica) – estão normalmente 
associados a malformações no sistema urinário, como a agenesia renal 
(formação incompleta dos rins). 
➢ Uso da amniocentese para analisar a composição do fluído 
o Saco vitelino 
➢ Forma-se durante a segunda semana e participa da formação do 
intestino primitivo após o dobramento do embrião, durante a 4ª 
semana 
➢ Auxilia na transferência de nutrientes para o embrião na segunda e na 
terceira semana, já que ainda não estão estabelecidos os primórdios 
da circulação placentária (lacunas do sinciciotrofoblasto). 
➢ A partir da terceira semana, ocorre a formação de sangue no saco 
vitelino, função assumida pelo fígado por volta da sexta semana 
➢ Também durante a terceira semana, as células germinativas 
primordiais ou primitivas – que darão origem às ovogônias ou 
espermatogônias – são formadas na parede do saco vitelino e migram 
para as gônadas em diferenciação 
o Alantoide 
➢ Forma-se por volta da terceira semana de gestação a partir de uma 
projeção do saco vitelino em direção ao pedúnculo do embrião 
➢ Local onde ocorre a formação do sangue entre a terceira e quinta 
semana e origina os vasos sanguíneos do cordão umbilical 
➢ No decorrer do período fetal, a porção intraembrionária do alantoide 
se diferencia em um tubo chamado úraco, o qual, no adulto, persiste 
como o ligamento umbilical mediano que liga a bexiga urinária ao 
umbigo 
o Crescimento do útero 
➢ Trabalho de parto: sequência de contrações uterina involuntárias, que 
resultam na dilatação do colo uterino e na saída do feto e da placenta 
➢ CRH – Hormônio liberador de corticotrofina 
➢ Adrenocorticotrofina - hipófise 
➢ Cortisol – contrações uterinas 
➢ Estrógenos 
➢ Prostaglandinas – contração do miométrio 
➢ Ocitocina – dilatação e produção de leite 
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO 
• Teratologia 
o Estudo das perturbações (monstruosidades no passado) do desenvolvimento 
presentes ao nascimento 
o Julia Pastrana (1834-1860): A mulher “macaca” que cantava, mexicana, 
exposta em um circo dos horrores na América do Norte e Europa. Casou-se 
com o dono do circo, engravidou e filho nasceu com mesmo problema. O filho 
morreu e ambos foram embalsamados e continuaram expostos. 
o Hipertricose - aumento de pelos do corpo. Indivíduos tratados de forma não 
humana, visto como atrações e horrores 
o OBS: a porção intraembrionária do saco vitelino formará o intestino primitivo, 
enquanto a extraembrionária não terá função e regredirá. Os vasos do 
alantoide formam os vasos do cordão umbilical. 
o Podem ter variações que não chegam a ser distúrbio, distúrbios compatíveis 
com a vida e incompatíveis 
• Defeitos congênitos 
o São perturbações do desenvolvimento presente ao nascimento 
o Principal causa de mortalidade infantil 
o Podem ser classificadas em estruturais, funcionais, metabólicas, 
comportamentais e hereditárias. Podem se sobrepor, na genesia do fígado 
(menor ou ausente), por exemplo, temos comprometimento estrutural, 
funcional e metabólica 
o Defeitos congênitos sérios: 8 milhões de crianças no mundo 
o Ex: onfalocele (alças intestinais dentro do cordão umbilical), catarata 
congênita por infeção por rubéola que também pode causar surdez, distúrbios 
cardiovasculares... 
• Teratologia – histórico 
o Até 1940 – acreditava-se que os embriões humanos estavam protegidos dos 
agentes ambientais – sem possibilidade para passagem de agentes infeciciosos 
e substâncias e as causas eram sempre intrínsecas do próprio embrião 
o Gregg (1941) – vírus da rubéola produz perturbações severas de 
desenvolvimento, atravessando a placenta (placenta deixa de ser barreira para 
ser uma membrana). Agentes biológicos afetam a mãe e o feto. Quanto menor 
o agente patológico (vírus < bactérias < protozoários), maior a chance de 
alteração 
o Lenz (1961) e Mcbride (1961) – papel das drogas (talidomida que era prescrito 
como calmante para grávidas) na etiologia dos defeitos congênitos humanos, 
sendo um fator teratogênico 
o Meromelia (ausência de parte do braço) ou focomelia (membros e semelhança 
com pata de foca) 
o Em algumas comunidades “primitivas”, por questões religiosas e culturais, 
essas alterações embrionárias apresentam contato com o “mal” 
• Conceitos importantes (é tudo distúrbio do desenvolvimento) 
o Má – formação: defeito morfológico de um órgão ou parte dele ou de uma 
região maior do corpo resultante de um processo do desenvolvimento 
intrinsecamente anormal → formação genética alterada (ex: síndrome do 
miado do gato) 
o Perturbação: um defeito morfológico de um órgão, parte dele ou de uma 
região maior do corpo resultante de uma avaria externa ou de interferência no 
desenvolvimento de um processo originalmente normal (ex: teratógenos, 
rubéola, fatores ambientais) 
o Deformação: aparência, forma ou posição anormal de uma parte do corpo 
resultante de forças mecânicas (ex: oligoidrâmio – pouco líquido amniótico, 
não conseguindo se movimentar adequadamente e meningomielocele) 
o Displasia: uma organização anormal de células em tecido e seu resultado 
morfológico 
o Síndrome: padrão de múltiplas anomalias tidas como patogeneticamente 
relacionadas e não reconhecidas como representantes de uma única 
sequência ou de um defeito de campo politópico 
o Etiologia: qual é a causa 
o Etiopatogenia: causa e como causou 
• Etiologia 
o Fatores genéticos (ex: anomalias cromossômicas) 
➢ Aberrações cromossômicas numéricas 
▪ Poliploidia (múltiplos de 23 cromossomos) – incompatíveis 
com a vida, muitas vezes com morte no período embrionário, 
podendo excepcionalmente viver pouco tempo, com o 
recorde sendo uma semana após o nascimento 
▪ Triploidia (3n – 69 cromossomos): fertilização de um óvulo por 
dois sptz (dispermia; causa mais comum), fusão de um ovócito 
com um corpo polar antes da fecundação, falha na divisão 
meiótica na gametogênse (ovócito fica com 2n cromossomos) 
▪ Tetraploidia (4n – 92 cromossomos): falha no início do 
desenvolvimento embrionário durante as primeiras divisões 
mitóticas, fusão de dois zigotos diploides. Nunca se teve 
nativivo. 
 
▪ Aneuploidia (desvio do número diploide, não múltiplo do 
número haploide, geralmente resultante de uma não 
disjunção durante a primeira divisão meiótica); ocorre em 3 a 
4% das gestações reconhecidas clinicamente. Podem atingir 
autossomos e os cromossomos sexuais → possuem sobrevida 
considerável 
▪ Trissomias (um cromossomo extra) → são 2n: trissomia do 
cromossomo 21 (Down), trissomia do 18 (Edward), trissomia 
do 13 (Patau) 
❖ Trissomia do 21 (Down) 
❖ Incidência varia com idade materna: 20 – 24 
anos:1:1400; > 45 anos: 1:30 nativivos 
❖ Deficiência mental (déficit cognitivo) 
❖ Advém da gametogênese feminina 
❖ Braquicefalia (menor e mais largo) 
❖ Ponte nasal achatada e baixa 
❖ Inclinação superior das fissuras palpebrais 
❖ Língua projetada: tônus muscular reduzido - sendo 
necessário fortalecimento com fisioterapeuta → 
Causa alteração do microambiente oral,aumentando 
a chance de cáries e alteração na posição dos dentes 
❖ Manchas na íris (brushfield) 
❖ Linha única de flexura na palma da mão 
❖ Clinodactilia do 5º dedo da mão (curvatura) 
❖ Defeitos congênitos do coração 
❖ Sobrevida superou as duas décadas, devidos à avanços 
na cardiologia, medicamentos e engenharia tecidual 
❖ Trissomia do 18 (Edward) 
❖ 1: 8000 nativivos 
❖ Deficiência mental 
❖ Retardo do crescimento 
❖ Occipital proeminente 
❖ Esterno curto 
❖ Defeito do septo ventricular – cardiovascular → mais 
severos que na síndrome de down 
❖ Micrognatia 
❖ Orelhas malformadas em posição baixa 
❖ Dedos das mãos fletidos; unhas hipoplásticas 
❖ Pés equinovaros (cadeira de balanço) 
❖ Trissomia do 13 (Patau) 
❖ 1:25.000 nativivos 
❖ Deficiência mental – déficit cognitivo mais grave que 
nos dois anteriores 
❖ Malformações graves do SNC 
❖ Fronte inclinada 
❖ Orelhas malformadas 
❖ Defeitos do couro cabeludo 
❖ Microftalmia 
❖ Fenda bilateral do lábio e/ou palato 
❖ Polidactilia 
❖ Saliência posterior dos calcanhares 
▪ Trissomias dos cromossomos sexuais 
❖ 47, XXX (sexo feminino): aparência normal, 
geralmente fértil, 15 a 25 % apresentam leve déficit 
mental; sem distúrbio sistêmico 
❖ 47 , XXY (síndrome de Klinefelter – sexo masculino): 
com alterações fenotípicas; testículos pequenos; 
hialinização dos túbulos seminíferos; sem 
espermatogênese (infértil); frequentemente alto; com 
membros inferiores desproporcionalmente longos; 
inteligência inferior à de seus irmãos normais; cerca 
de 40% apresentam ginecomastia (desenvolvimento 
de tecido mamário) 
❖ 47, XYY (sexo masculino): aparência normal; 
geralmente altos; com frequência apresentam 
comportamento agressivo 
▪ Monossomias (ausência de um cromossomo): monossomia do 
cromossomo X – síndrome de turner – 99% dos embriões 
sofrem aborto espontâneo 
❖ Monossomia do X (Turner) 
❖ 45, X0 (sexo feminino) 
❖ Sem comprometimento cognitivo 
❖ 1: 80000 nascidos vivos 
❖ Pescoço alado após o desenvolvimento 
❖ Linfoedema nas mãos e pés ao nascimento 
❖ Baixa estatura 
❖ Ausência de maturação sexual e disgenesia ovariana 
→ prejuízo na maturação dos órgãos sexuais e 
características sexuais secundários 
❖ Toráx amplo em forma de escudo com mamilos 
❖ Defeitos cardíacos e renais 
➢ Aberrações cromossômicas estruturais 
▪ Resultado, em sua maioria, de quebras cromossômicas 
seguidas de reconstituição em uma combinação anormal 
▪ Tipos: translocação (troca de partes de cromossomos), 
deleção (perda de parte do cromossomo), duplicação (duplica 
o cromossomo após a quebra), inversão, isocromossomos 
▪ Síndrome de “Cri du chat” (miado de gato) 
▪ Deleção parcial do braço curto do cromossomo 5 
▪ 1: 50.000 nativivos 
▪ Retardo mental 
▪ Assimetria facial, microcefalia 
▪ Fissura palpebral para cima (oposto do down) → fenda 
palpebral antimongoloide 
▪ Má-formação da laringe (choro característico) 
▪ Hipertelorismo ocular (aumento da distância do globo ocular) 
▪ Orelhas malformadas e com implantação baixa 
▪ Hipotonia 
▪ Retardo neuromotor 
➢ Malformações causadas por genes mutantes 
▪ Por herança autossômica dominante (ex: acondroplasia – 
mutação na codificação do gene de fator de crescimento do 
condroblasto - distúrbio de desenvolvimento da cartilagem, 
sendo a cartilagem reduzida, desenvolvendo o osso longo de 
maneira reduzida em tamanho, mas a resistência é a mesma 
(predomina – se ossificação endocondral nos ossos longos), 
mas no crânio temos uma ossificação predominante 
intramembranosa (independente de cartilagem), não tendo 
alteração de desenvolvimento; osteogênese imperfeita; 
polidactilia, displasia ectodérmica hereditária 
▪ Por herança autossômica recessiva (ex: hiperplasia congênita 
da glândula supre – renal) 
▪ Osteogênese imperfeita 
❖ Mutação dos genes que codificam o colágeno tipo I 
(COL1A1 e COL1A2) → menor resistência (“síndrome 
dos ossos de vidro”) 
❖ Alterações esqueléticas, oculares, dentárias e 
auditivas 
❖ Fragilidade óssea, fraturas repetitivas, deformidade 
progressivas do esqueleto 
▪ Displasia ectodérmica hereditária: febre devido ao mau 
funcionamento das glândulas sudoríparas; pele ressecada 
devido ao mau funcionamento das glândulas sebáceas; pelos 
finos ou ausência; não migração correta do ectoderma (má-
formação dos dentes) e polidactilia 
o Fatores ambientais (ex: drogas e vírus) 
➢ Períodos críticos do desenvolvimento 
▪ Até a segunda semana, se um agente teratogênico agir, pode 
ocorrer morte do embrião ou desenvolvimento normal 
(células restantes com alta capacidade de multiplicação) 
▪ Entre a terceira e a 8ª semana (organogênese) temos o 
período de sensibilidade máxima ao desenvolvimento 
anormal, podendo ocorrer malformação do embrião (ex: 
defeito cardíaco), caso se tenha contato a algum agente 
teratogênico 
▪ Entre a 8ª e 38ª semana, pode ocorrer perturbação funcional 
do feto (ex: deficiência mental), normalmente com efeitos 
mais brandos e sobre órgãos específicos 
➢ Dosagem do produto químico/droga ou carga viral 
➢ Genótipo do embrião (resistência específica para cada agente 
teratogênico) – numa consanguinidade há menor resistência 
➢ Agentes químicos (ex: drogas) 
▪ Drogas: álcool, tabagismo. Andrógenos e progestógenos; 
antibióticos (ex: tetraciclina – causa manchas no esmalte 
dentário); talidomida 
▪ Compostos químicos ambientais: mercúrio orgânico, chumbo 
▪ Síndrome alcoólica fetal: características discriminantes 
(microcefalia, fissuras palpebrais curtas, filtro indistinto, lábio 
inferior fino) e características associadas (pregas epicânticas, 
pequenas anomalias da orelha, ponta nasal baixa, micrognatia 
– diminuição da mandíbula), geralmente com prejuízo 
cognitivo 
▪ Medicamentos com cada classes de risco, sendo a classe “A” 
com menos risco e a classe “x” com mais risco 
▪ Andrógenos e progestógenos: pode provocar masculinização 
da genitália feminina 
▪ Síndrome da hidantoína fetal (droga dilantim – antiepiléptica): 
anomalias do crescimento, defeitos craniofaciais (orelhas com 
implantação mais alta), alterações gengivais, hipoplasia dos 
dedos e unhas, retardo mental 
▪ Drogas tireoideanas 
▪ Talidomida 
➢ Agentes biológicos (ex: vírus) 
▪ Agentes infecciosos: rubéola, citomelagovírus, vírus do herpes 
simples (HSV), sífilis congênita (treponema pallidum), 
toxoplasmose (toxoplasma gondii) 
➢ Agentes físicos (ex: radiação) 
▪ Radiação 
▪ Fatores mecânicos (ex: trauma) 
o Herança multifatorial (ex: fatores genéticos mais ambientais) 
➢ Entre as etiologias, é a mais frequente 
➢ Mutação genética que se expressa devido aos fatores ambientais 
➢ Ex: fendas labiais ou lábio-palatinas → fator genético ainda 
desconhecido, mas se sabe que tem uma mutação, aliado a um fator 
ambiental (stress e a liberação de cortisol pode ser um fator. Assim 
como já se suspeitou do café, mas se descobriu que seriam 20L de café 
forte por dia) 
➢ Ex: úvula bífida 
• Aberração 
• Perspectivas 
o Recursos diagnósticos 
o Terapia gênica 
o Terapia celular (células-tronco) 
o Engenharia tecidual

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