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<p>Diferenciar o Período Embrionário e o Período Fetal.</p><p>➔ Embrião é o produto da concepção (concepto) do momento da fecundação até 8</p><p>semanas de vida embrionária;</p><p>➔ Feto é o bebê em formação desta época até o fim da gestação.</p><p>● O período embrionário, que corresponde às primeiras nove semanas a partir do dia</p><p>da concepção, é aquele em que todos os órgãos e sistemas se formam</p><p>(organogênese). Nessa fase o bebê é chamado de embrião. É um período de</p><p>intensa proliferação de células. Só para termos uma ideia, o bebê, que começou a</p><p>desenvolver-se a partir de duas células, chega ao final da quarta semana com</p><p>milhões delas.</p><p>Também a época de maior vulnerabilidade aos agentes teratogênicos, ou seja, as</p><p>substâncias químicas ou os meios físicos e biológicos causadores de malformações. Nesse</p><p>período a gestante deve tomar cuidados para não se expor a Raios-X, como por exemplo,</p><p>no dentista; deve evitar a ingestão de substâncias ou remédios sabidamente provocadores</p><p>dessas malformações, bem como deve evitar contato com doenças do tipo rubéola,</p><p>toxoplasmose, etc. também causadoras de malformações ao bebê.</p><p>● O período fetal inicia-se a partir da 10ª semana pós-concepção e vai até o</p><p>nascimento. Nessa etapa o bebê será chamado de feto e os órgãos já formados</p><p>sofrerão um processo de crescimento e amadurecimento, até se apresentarem em</p><p>plenas condições de funcionamento no final da gestação. De uma maneira geral, o</p><p>bebê estará pronto para vir ao mundo com 40 semanas. Mas esse período varia</p><p>entre 37 e 42 semanas.</p><p>1. Descrever detalhadamente os eventos da primeira semana do</p><p>desenvolvimento.</p><p>➔ Fecundação:</p><p>- Começa com o contato de um espermatozóide e um óvulo,</p><p>terminando com a fusão dos núcleos do espermatozóide e do óvulo e a</p><p>consequente mistura dos cromossomos maternos e paternos na</p><p>primeira divisão mitótica do zigoto.</p><p>➔ Clivagem ou segmentação do zigoto:</p><p>- O zigoto é uma célula única formada pela fusão do óvulo com o espermatozóide e</p><p>na qual estão presentes os 46 cromossomos provenientes dos gametas dos pais,</p><p>cada um contendo 23 cromossomos;</p><p>- A partir de 24 horas contadas após a fecundação, ocorre a clivagem do zigoto que</p><p>são repetidas divisões mitóticas, inicialmente originando duas células filhas</p><p>denominadas blastômeros, depois quatro e assim sucessivamente;</p><p>- Os blastômeros ficam envoltos por uma membrana gelatinosa, a zona pelúcida, que</p><p>limita o crescimento dos blastômeros e funciona como uma barreira física que</p><p>protege os pré-embriões de antígenos durante o período de pré-implantação;</p><p>- Quando cerca de 12 blastômeros são formados, glicoproteínas adesivas tornam as</p><p>células mais compactas, e por volta do 3º dia, quando os blastômeros somam 16</p><p>células a compactação é mais evidente. Esse estágio é então denominado mórula.</p><p>➔ Formação do blastocisto:</p><p>- No 4º dia a mórula alcança o útero e passa a armazenar</p><p>no seu interior um fluido proveniente da cavidade uterina, fazendo</p><p>com que ocorra o deslocamento das células para uma posição</p><p>periférica e o surgimento de uma cavidade blastocística, a blastocele.</p><p>- O blastocisto, como é então chamado apresenta duas</p><p>porções distintas:</p><p>● camada externa: trofoblasto, representado por uma</p><p>camada de células achatadas que dará origem à placenta.</p><p>● grupo de células centrais: embrioblasto, um conjunto de</p><p>células que fazem saliência com o interior da cavidade, que dará</p><p>origem ao embrião.</p><p>Blastocisto: é nessa fase onde as células tronco são extraídas.</p><p>➔ Formação do hipoblasto:</p><p>- No 5º dia a zona pelúcida degenera e desaparece, permitindo que o blastocisto</p><p>aumente de tamanho rapidamente. Com o progresso da invasão do trofoblasto este</p><p>forma duas camadas.</p><p>● camada interna: citotrofoblasto, constitui a parede do blastocisto.</p><p>● massa externa: sinciciotrofoblasto cujas células estão em contato direto com o</p><p>endométrio e produz substâncias capazes de invadir o tecido materno e de se</p><p>proliferar, permitindo que blastocisto penetre no endométrio.</p><p>Enquanto isso, o embrioblasto sofre mudanças que o permite se diferenciar em epiblasto e</p><p>hipoblasto (fig. 2) que fica na superfície do embrioblasto voltada para cavidade blastocística.</p><p>➔ Início da implantação: Ao[</p><p>final da 1ª semana, o blastocisto</p><p>está superficialmente implantado</p><p>na camada compacta do</p><p>endométrio através da região do</p><p>embrioblasto, nutrindo-se do</p><p>sangue materno e dos tecidos</p><p>endometriais eruditos (fig.2).</p><p>3. Descrever detalhadamente os eventos da segunda semana do desenvolvimento.</p><p>➔ Formação da Cavidade Amniótica:</p><p>- Ao fim de 9 dias após a fecundação, com a implantação do blastocisto no</p><p>endométrio, surge um espaço no embrioblasto, entre células do epiblasto, chamada</p><p>de cavidade amniótica. O âmnio é formado com as células que se separaram do</p><p>epiblasto.</p><p>➔ Formação do Saco Vitelino Primitivo:</p><p>- Do hipoblasto origina-se uma camada de células denominadas membrana de</p><p>Heuser (fig.4) que revestirá a cavidade interna do blastocisto que então passará a se</p><p>chamar cavidade vitelina primitiva (fig. 3 e 4). Entre a cavidade e o citotrofoblasto</p><p>surge uma camada de material acelular, o retículo extra-embrionário (ou mesoderma</p><p>extra-embrionário).</p><p>➔ Formação do Disco Embrionário Bilaminar (epiblasto, hipoblasto):</p><p>- O epiblasto formando o soalho da cavidade amniótica e o hipoblasto formando o teto</p><p>do saco vitelino primitivo (cavidade exocelômica). O hipoblasto é contínuo a uma</p><p>membrana exocelômica, que reveste o saco vitelino primitivo (fig. 4). O disco</p><p>embrionário será responsável pela formação dos tecidos e órgãos do embrião (fig.3).</p><p>➔ Conclusão da Implantação:</p><p>- O sinciciotrofoblasto invade o tecido endometrial e determina uma erosão de vasos e</p><p>glândulas, formando espaços lacunares contendo sangue materno e secreções</p><p>endometriais, que nutre o embrião, inicialmente por difusão. Estes espaços são a</p><p>base do espaço interviloso.</p><p>- As células endometriais sofrem apoptose, facilitando a implantação. As células do</p><p>tecido conjuntivo acumulam glicogênio e lipídios. As células deciduais (são células</p><p>do endométrio que sofreram modificação para implantação do blastocisto) se</p><p>degeneram na região de penetração e servem como nutrientes para o embrião. E ao</p><p>final de 9 dias a implantação do blastocisto está concluída (fig. 3).</p><p>➔ Instalação da Circulação Útero-placentária Primitiva:</p><p>- Os primeiros vasos sanguíneos aparecem no mesoderma que reveste o saco</p><p>vitelino (fig. 5). Aí se formam pequenos acúmulos de células, das ilhotas de Wolff,</p><p>que se diferenciam em células endoteliais. As células situadas mais ao interior</p><p>tornam-se livres e diferenciam-se em células sanguíneas primitivas.</p><p>➔ Formação do Saco Coriônico:</p><p>- Por volta do 12º dia surgem células que revestem o retículo extra-embrionário</p><p>(mesoderma extra-embrionário) que passarão a formar cavidades preenchidas por</p><p>fluido e que posteriormente serão unidas formando a cavidade coriônica (fig. 6).</p><p>- Na medida em que a cavidade coriônica se expande ocorre a separação do âmnio e</p><p>do citotrofoblasto. Na vesícula vitelínica ocorre a proliferação do hipoblasto seguida</p><p>de contração de parte da cavidade, formando vesículas exocelômicas que se</p><p>destacam e são degeneradas. A porção da cavidade remanescente denomina-se</p><p>agora cavidade vitelina definitiva (fig. 7).</p><p>➔ Formação da Placa Precordal:</p><p>- A placa precordal é o primórdio da membrana bucofaríngea, localizada no local onde</p><p>surgirá a boca.</p><p>4. Descrever detalhadamente os eventos da terceira semana do desenvolvimento.</p><p>➔ Gastrulação - formação das camadas germinativas (ectoderma, mesoderma,</p><p>endoderma):</p><p>- Na 3ª semana o disco embrionário sofre modificações. A gastrulação é o início da</p><p>morfogênese (formação dos sistemas) (Fig. 8). Na gastrulação ocorre proliferação</p><p>celular na superfície do epiblasto, para formação das camadas germinativas.</p><p>- O primeiro evento da gastrulação é a migração dessas células que se proliferaram</p><p>rumo à linha média longitudinal do disco embrionário formando a linha primitiva. Na</p><p>porção mediana da linha primitiva surge o sulco primitivo.</p><p>- Na extremidade cefálica forma-se uma protrusão celular, o nó primitivo, em cujo</p><p>centro surge a fosseta primitiva. Na extremidade caudal há uma área circular que é a</p><p>membrana cloacal (futuro local do ânus) (Fig. 9).</p><p>- Depois que a linha se forma, é possível identificar o eixo cefálico-caudal, as</p><p>superfícies dorsal e ventral e os lados direito e esquerdo.</p><p>- As camadas germinativas são:</p><p>- – ectoderme: vai dar origem à epiderme, sistema nervoso central e periférico, retina</p><p>do olho.</p><p>- – endoderme: é a fonte dos revestimentos epiteliais das vias respiratórias e do trato</p><p>gastrointestinal, incluindo glândulas que se abrem no trato gastrointestinal e as</p><p>células glandulares dos órgãos associados (fígado e pâncreas).</p><p>- – mesoderma: dará origem as capas de músculo liso, aos tecidos conjuntivos e</p><p>vasos associados com tecidos e órgãos e forma a maior parte do sistema</p><p>cardiovascular.</p><p>- Perto do 16º dia as células do epiblasto continuam a proliferar e migrar em direção</p><p>ao sulco primitivo, onde se invaginam entre o epiblasto e o hipoblasto, assim terá</p><p>origem o mesoderma intra-embrionário, o terceiro folheto embrionário.</p><p>- As células do mesoderma preenchem todo espaço entre a ectoderme e a</p><p>endoderme, exceto na região da membrana bucofaríngea e membrana cloacal.</p><p>➔ Neurulação: formação do tubo neural:</p><p>- Os eventos mais significativos da transformação da gástrula em nêurula são o</p><p>surgimento do tubo neural, da notocorda, do mesoderma intra-embrionário e do</p><p>celoma. Para a formação do tubo neural, as células da ectoderme presentes na</p><p>porção mediana da região dorsal, ao longo de todo o embrião, sofrem um</p><p>achatamento, constituindo a placa neural (Fig. 9).</p><p>- Posteriormente, a placa neural invagina-se, formando o sulco neural, que se</p><p>aprofunda e funde os seus bordos, constituindo o tubo neural, responsável pela</p><p>formação do sistema nervoso do embrião.</p><p>- Para a formação da notocorda e do mesoderma intra-embrionário, ocorre uma</p><p>segmentação do mesoderma em três porções distintas, As duas porções laterais</p><p>darão origem à mesoderma, enquanto a central originará a notocorda.</p><p>➔ Formação da Notocorda:</p><p>- Na medida em que se invaginam pela fosseta primitiva, as células migram ao longo</p><p>da linha média em sentido cranial e formam duas estruturas: a placa precordal que é</p><p>o primórdio da membrana bucofaríngea (futuro local da boca) (Fig. 9 e 10) e o</p><p>processo notocordal que cresce cefalicamente entre o ectoderma e o endoderma</p><p>(Fig. 10).</p><p>- O processo notocordal então passa por transformações. Primeiro, a parede ventral</p><p>do processo notocordal funde-se a endoderme e degenera-se gradativamente</p><p>formando temporariamente uma comunicação (canal neuroentérico) entre a</p><p>cavidade amniótica e a cavidade vitelínica (Fig. 11 e 12).</p><p>- Além disso, o processo notocordal transforma-se em placa notocordal (Fig. 13). A</p><p>placa notocordal então é induzida a dobrar-se sobre si formando a notocorda (Fig.</p><p>14).</p><p>- A notocorda define o eixo primitivo do embrião, serve de base para o</p><p>desenvolvimento do esqueleto axial e indica o local dos futuros corpos vertebrais. A</p><p>notocorda funciona como um indutor primário induzindo o espessamento do</p><p>ectoderma para formar a placa neural (Fig. 14).</p><p>- No embrião de 18 dias a notocorda estende-se da membrana bucofaríngea até o nó</p><p>primitivo e o canal neuroentérico desaparece (Fig. 15).</p><p>- Durante a 3ª semana o processo notocordal e a placa neural vão se alongando em</p><p>direção a membrana bucofaríngea (Fig. 16). O epiblasto se diferencia,</p><p>provavelmente por ação de substâncias indutoras, em uma região com células mais</p><p>alta denominada placa neural, a primeira estrutura relacionada ao Sistema Nervoso</p><p>Central.</p><p>➔ Desenvolvimento do Celoma Intra-embrionário:</p><p>- A placa neural dobra-se ao longo do seu eixo longitudinal formando um sulco neural</p><p>mediano com pregas neurais nas bordas.</p><p>- As células presentes no limite superior das pregas neurais se diferenciam em células</p><p>da crista neural. Já as células da mesoderme intermediária proliferam e se diferencia</p><p>formando três porções cilíndricas de células. As porções mais próximas da</p><p>notocorda chamam-se mesoderma paraxial que se continua com o mesoderma</p><p>intermediário e o mesoderma lateral.</p><p>- No 21º dia as pregas neurais da região média do embrião fundem-se em direção a</p><p>região cefálica e caudal, formando o tubo neural, as pregas que permanecem</p><p>abertas formam o neuróporo anterior e posterior.</p><p>- O mesoderma lateral divide-se em uma camada associada a endoderma</p><p>(mesoderma visceral) e outra a ectoderma (mesoderma somática). A divisão do</p><p>mesoderma lateral dá origem a uma cavidade, o celoma intra- embrionário, que se</p><p>comunica com a cavidade coriônica até a quarta semana após a fertilização.</p><p>- – Camada parietal ou somática (contínua com o mesoderma extra-embrionário e</p><p>cobre o âmnion;</p><p>- –Camada visceral ou esplâncnica (contínua com o mesoderma extra-embrionário</p><p>que cobre o saco vitelino).</p><p>➔ Desenvolvimento dos Somitos:</p><p>- Por volta do 20º dia o mesoderma paraxial se espessa e se divide em blocos</p><p>denominados somitos, que estão localizados em cada lado do tubo neural e formam</p><p>elevações que se destacam na superfície do embrião.</p><p>- Os somitos aparecem primeiro na futura região occipital do embrião. Logo alcançam</p><p>cefalocaudalmente, dando origem à maior parte do esqueleto axial e aos músculos</p><p>associados, assim como à derme (uma das camadas da pele).</p><p>➔ Desenvolvimento do Sistema Cardiovascular Primitivo:</p><p>- Durante a gastrulação o mesoderma cardiogênico (Fig. 10) sofre um processo que o</p><p>divide em dois folhetos: um visceral e outro parietal que delimitam a futura cavidade</p><p>pericárdica.</p><p>- No folheto visceral formam-se ilhotas de células mesenquimais (derivadas do</p><p>mesoderma) que confluem compondo dois tubos endocárdicos próximos a</p><p>endoderma, que mais tarde se fundem formando um tubo cardíaco único.</p><p>Simultaneamente a esplancnopleura (lâmina visceral do mesoderma</p><p>intra-embreonário e endoderma) forma um espessamento que originará o miocárdio</p><p>e o folheto visceral de pericárdio.</p><p>- No tubo cardíaco dessa fase é possível reconhecer o bulbo aórtico, o bulbo</p><p>cardíaco, o ventrículo primitivo, o átrio primitivo e o seio venoso. A etapa seguinte do</p><p>desenvolvimento compreende uma torção do tubo cardíaco e a septação de suas</p><p>câmaras, que deixam de estar em série e ficam lado a lado.</p><p>- À medida que ocorre a formação do tubo cardíaco tem início o processo de</p><p>formação dos vasos. Eles surgem basicamente da mesma maneira que os vasos</p><p>existentes no território extra-embrionário. Células mesenquimais se diferenciam</p><p>adquirindo forma de tubos cilíndricos apresentando uma luz. Esses tubos se fundem</p><p>originando os vários vasos do feto.</p><p>- A alantóide (Fig. 11) surge como um pequeno divertículo na parede caudal do saco</p><p>vitelino. Em embriões humanos está envolvido na formação inicial do sangue e no</p><p>desenvolvimento da bexiga.</p><p>- Com o crescimento da bexiga, a alantóide torna-se o úraco, presesentado nos</p><p>adultos pelo ligamento umbilical mediano. Os vasos sangüineos do alantóide</p><p>tornam-se artérias e veias umbilicais. O pedículo do embrião (Fig. 11) é o primórdio</p><p>do cordão umbilical.</p><p>- No fim da 3ª semana o sangue já circula e o coração começa a bater no 21° ou 22°</p><p>dia. O sistema cardiovascular é o primeiro a alcançar um estado funcional.</p><p>➔ Desenvolvimento das Vilosidades Coriônicas Terciárias</p><p>- As vilosidades coriônicas primárias ao adquirirem eixo central de mesênquima,</p><p>tornam-se vilosidades coriônicas secundárias. Quando se formam os capilares, elas</p><p>tornam-se vilosidades coriônicas terciárias.</p><p>- Extensões citotrofoblásticas dessas vilosidades-tronco se unem para formar a capa</p><p>citotrofoblástica, a qual ancora o saco coriônico ao endométrio.</p><p>5. Descrever detalhadamente os eventos da quarta à oitava semana do</p><p>desenvolvimento.</p><p>4º Semana</p><p>- O embrião torna-se ligeiramente encurvado decorrente das pregas cefálica e caudal;</p><p>- O primeiro arco faríngeo (maior parte formará a mandíbula, enquanto uma extensão</p><p>rostral formará a maxila) e arco hióideo são claramente visíveis;</p><p>- Coração produz uma grande saliência ventral e já bombeia o sangue. Rudimentos</p><p>do Sistema Cardiovascular (Figura 1) e de outros</p><p>órgãos estão desenvolvidos.</p><p>- O Neuroporo Anterior (Figura 2) já está fechado. O neuroporo caudal se fecha ao</p><p>final da quarta semana.</p><p>- O Prosencéfalo (Figura 3) produz uma saliência e o dobramento do embrião lhe</p><p>confere uma forma de “C” característica.</p><p>- Uma longa cauda encurvada está presente;</p><p>- Os brotos dos membros superiores são reconhecíveis no 26° dia. E brotos dos</p><p>membros inferiores são reconhecíveis ao final da quarta semana;</p><p>- As fossetas ópticas e placóides cristalinos também são visíveis;</p><p>- Ao final da quarta semana a cauda delgada é uma característica marcante.</p><p>5º semana:</p><p>- Rápido crescimento do encéfalo e proeminências faciais, fazendo com que o</p><p>crescimento da cabeça exceda o crescimento de outras regiões e a face fica em</p><p>contato com a iminência cardíaca;</p><p>- Formação do seio cervical, uma depressão ectodérmica lateral, formado pelo</p><p>crescimento do segundo arco faríngeo lateral que se superpõe ao terceiro e quarto</p><p>arcos;</p><p>- Os brotos dos membros superiores adquirem a forma de remos, e os dos membros</p><p>inferiores, de nadadeiras.</p><p>- As Cristas Nefrogênicas indicam o sítio dos Rins Mesonéfricos.</p><p>6º Semana</p><p>- As placas das mãos se desenvolvem nos membros superiores. Os raios digitais</p><p>(primórdio dos dedos) começam a se desenvolver. Os membros inferiores se</p><p>desenvolvem um pouco mais tarde que os membros superiores.</p><p>- Os embriões nessa semana já apresentam movimentos espontâneos como</p><p>contrações bruscas do tronco e dos membros.</p><p>- Saliências auriculares se formam em torno do sulco braquial faríngeo, entre os dois</p><p>primeiros arcos. Esse sulco formará o meato auditivo externo e as saliências se</p><p>fundem para formar a aurícula.</p><p>- Olho é bem evidente e o pigmento retiniano já se formou.</p><p>- A cabeça é muito maior que o tronco e se dobra sobre a grande saliência cardíaca.</p><p>Essa posição da cabeça resulta do encurvamento da região cervical.</p><p>- O tronco e o pescoço já se tornaram retos.</p><p>- O embrião nessa fase apresenta resposta reflexa ao toque.</p><p>7º Semana</p><p>- Formam-se depressões entre os raios digitais que separam os futuros dedos.</p><p>- Forma-se o canal vitelino (ducto estreito que antes formava uma comunicação entre</p><p>o intestino primitivo e o saco vitelínico)</p><p>- O intestino entra no celoma extra-embrionário na porção proximal do cordão</p><p>umbilical, formando a hérnia umbilical fisiológica que se dá por razão de a cavidade</p><p>abdominal ser pequena demais para acomodar o intestino em crescimento.</p><p>8º Semana</p><p>- Os dedos das mãos estão separados, mas unidos por membranas. São vistas</p><p>depressões entre os raios digitais dos pés.</p><p>- A cauda ainda está presente mas é curta e rombuda.</p><p>- O plexo vascular do couro cabeludo apareceu e forma uma faixa característica em</p><p>torno da cabeça.</p><p>- Ao final da oitava semana todas as regiões dos membros estão aparentes, os dedos</p><p>se alongaram e estão completamente separados.</p><p>- Ocorrem os primeiros movimentos propositados dos membros.</p><p>- Ossificação começa nos membros inferiores.</p><p>- Todos os sinais da cauda desapareceram.</p><p>- Ao final da oitava semana o embrião tem feições nitidamente humanas; entretanto a</p><p>cabeça é proporcionalmente grande (metade do corpo do embrião).</p><p>- As pálpebras estão se fechando por fusão epitelial.</p><p>- O intestino ainda está na porção proximal do cordão umbilical.</p><p>- As aurículas estão adquirindo sua forma final, porém estão implantadas numa região</p><p>mais baixa da cabeça.</p><p>- Ainda não é possível fazer diferenciação sexual por observação da genitália externa.</p><p>6. Descrever os principais eventos do período fetal.</p><p>- O período fetal começa nove semanas após a fertilização e termina com o</p><p>nascimento;</p><p>- Caracteriza-se por um rápido crescimento corporal e pela diferenciação dos</p><p>sistemas de órgão. Uma mudança óbvia é a diminuição relativa do ritmo de</p><p>crescimento da cabeça em comparação com o resto do corpo.</p><p>- Aparecem lanugem e o cabelo, e a pele é recoberta pela vemix caseosa no início da</p><p>vigésima semana. As pálpebras estão fechadas durante a maior parte do período</p><p>fetal, mas começam a reabrir-se por volta das 26 semanas. Até então, usualmente, o</p><p>feto é incapaz de sobreviver extra-uterinamente, sobretudo pela imaturidade do seu</p><p>sistema respiratório.</p><p>- Até cerca de 30 semanas, o feto tem uma aparência avermelhada e enrugada</p><p>devido à delgadez de sua pele e à ausência relativa de gordura subcutânea.</p><p>- Em geral, a gordura desenvolve-se rapidamente durante as últimas seis a oito</p><p>semanas, dando ao feto uma aparência lisa e rechonchuda. Esta fase terminal</p><p>destina-se especialmente à formação dos tecidos e à preparação dos sistemas</p><p>envolvidos na transição do meio intra-uterino para o extra-uterino, particularmente o</p><p>sistema respiratório.</p><p>- Fetos prematuros nascidos entre 26ª e a 36. ° semana costumam sobreviver, mas</p><p>fetos a termo têm maiores chanches de sobrevivência.</p><p>- As alterações que ocorrem no período fetal não são tão dramáticas quanto as que</p><p>se dão na fase embrionária, mas são muito importantes. O feto é menos vulnerável</p><p>aos efeitos teratogênicos de drogas, vírus e radiação, mas estes fatores podem</p><p>interferir com o desenvolvimento funcional normal, sobretudo do cérebro e dos</p><p>olhos.</p><p>- Existem várias técnicas disponíveis para se avaliar as condições do feto e para se</p><p>diagnosticar antes do parto certas moléstias e anormalidades do desenvolvimento.</p><p>Hoje em dia, o médico pode determinar se um feto possui ou não uma certa doença</p><p>ou uma malformação congênita, utilizando a amniocentese e a ultra-sonografia. O</p><p>diagnóstico pré-natal pode ser feito com precocidade suficiente para permitir o</p><p>aborto seletivo de um feto defeituoso, se esta for a decisão da mãe e se o</p><p>procedimento for legal.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>- A reprodução é o fenômeno responsável pela eternidade dos organismo, ela pode</p><p>ser assexuada ou sexuada. Na reprodução sexuada é possiblitada uma diversidade</p><p>de formação de novos organismo graças a troca de material genético entre os</p><p>gametas.</p><p>- Essa troca acontece através da fecundação que possibilita a ocorrência de multiplos</p><p>eventos resultando na formação de um novo organismo. Além do embrião, as</p><p>membranas fetais e a maior parte da placenta originam-se do zigoto.</p><p>- A placenta consiste em duas partes.- (l) uma porção fetal derivada do cório viloso e</p><p>(2) uma porção materna formada pela decídua basal. As duas partes são mantidas</p><p>juntas pelas vilosidades de ancoragem e pelo revestimento citotrofoblástico.</p><p>- A circulação fetal é separada da circulação materna por uma fina camada de tecidos</p><p>conhecidos como membrana placentária (barreira placentária). Trata-se de uma</p><p>membrana permeável que permite que a água, o oxigênio, substâncias nutritivas,</p><p>hormônios e agentes nocivos passem da mãe para o embrião ou feto. Produtos de</p><p>excreção passam pela membrana placentária do embrião ou feto para a mãe.</p><p>- As principais atividades da placenta são (1) metabolismo, (2) transferência e (3)</p><p>secreção endócrina. Todas as três atividades são essenciais à manutenção da</p><p>gravidez e para possibilitar um desenvolvimento embrionário normal.</p><p>- Na gravidez múltipla, as membranas fetais e placenta(s) variam de modo</p><p>considerável, dependendo da derivação dos embriões e do momento em que</p><p>ocorreu a divisão das células embrionárias. O tipo comum de gêmeos é o dizigótico,</p><p>com dois âmnios, dois córios e duas placentas que podem ou não estar fundidas.</p><p>- Gêmeos monozigóticos, o tipo menos comum, representam cerca de um terço de</p><p>todos os gêmeos; derivam de um zigoto. Estes gêmeos apresentam comumente</p><p>dois âmnios, um cório e uma placenta. Gêmeos nesta situação são sempre</p><p>monozigóticos e seus cordões umbilicais estão frequentemente emaranhados.</p><p>Outros tipos de nascimentos múltiplos (trigêmeos e assim por diante) podem derivar</p><p>de um ou mais zigotos.</p><p>- O saco vitelino e a alantóide são estruturas vestigiais, mas sua presença é essencial</p><p>ao desenvolvimento normal do embrião. Ambos são sítios precoces de formação do</p><p>sangue, e a parte dorsal do saco vitelino é incorporada ao embrião na forma de</p><p>intestino primitivo. Células germinativas primordiais também se originam no saco</p><p>vitelino.</p><p>- O âmnio</p><p>forma um saco que contém o líquido amniótico e fornece o revestimento do</p><p>cordão umbilical. O líquido amniótico possui três funções principais: ele prevê (1) um</p><p>anteparo protetor para o embrião ou feto, (2) espaço para os movimentos fetais e (3)</p><p>contribui para a manutenção da temperatura corporal do feto.</p><p>7. Listar os anexos embrionários destacando as suas funções.</p><p>- O âmnio: é uma bolsa cheia de fluído que envolve o embrião e delimita uma cavidade</p><p>chamada de cavidade amniótica. Essa cavidade é preenchida por líquido amniótico que tem</p><p>a função de proteger o embrião de choques mecânicos e dessecação. Ao longo do</p><p>desenvolvimento, esse líquido é absorvido;</p><p>- O saco vitelino: também chamado de vesícula vitelina – é um anexo embrionário ligado ao</p><p>intestino do embrião. Ele tem a função de garantir a nutrição do embrião. Entretanto, o</p><p>tamanho do saco varia de acordo com a quantidade de vitelo. Dessa maneira, cada grupo</p><p>de vertebrados apresenta um tamanho de saco vitelino. Por exemplo, em mamíferos, é</p><p>muito reduzido, já que os ovos são pobres em vitelo. É importante ressaltar que durante o</p><p>processo de evolução, os peixes foram os primeiros a apresentar o saco vitelino. Além</p><p>disso, é a partir dessa estrutura em que os vasos sanguíneos começam a sua formação;</p><p>- O alantóide: é uma bolsa com a função de armazenar os rejeitos metabólicos durante o</p><p>desenvolvimento. Além disso, funciona como uma superfície respiratória para troca de</p><p>oxigênio e dióxido de carbono;</p><p>- O córion: está localizado logo abaixo da casca do ovo e envolve completamente todo o</p><p>sistema embrionário. É responsável pelas trocas gasosas entre o embrião e o meio externo.</p><p>Então, durante o processo de desenvolvimento, há um aumento na demanda de oxigênio,</p><p>assim o córion se funde com o alantoide. Dessa maneira, formam a membrana</p><p>carioalantoica, rica em vasos sanguíneos, onde a troca de gases ocorre livremente,</p><p>suprindo a necessidade do embrião;</p><p>- Placenta e cordão umbilical: Diferente dos outros vertebrados, os mamíferos se</p><p>desenvolvem dentro do corpo da mãe, sem a presença de um ovo com casca. Em</p><p>mamíferos eutérios ou placentários possuem a placenta e o cordão umbilical como anexos</p><p>embrionários. A placenta é bastante vascularizada, assim realiza as trocas gasosas. Além</p><p>disso, também atua na nutrição do embrião e na retirada de excretas. Já o cordão umbilical</p><p>é responsável por ligar física e funcionalmente o embrião a placenta.</p><p>OBS: Os anexos não fazem parte do embrião. Eles são como apêndices encontrados junto</p><p>ao embrião que desaparecem após seu desenvolvimento completo. Os anexos</p><p>embrionários foram importantes na conquista do ambiente terrestre, permitindo o</p><p>desenvolvimento em habitats mais secos.</p>