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Simulado QG do Enem (2017) 1dia

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

O trecho “What are you, greedy?” indica que o homem rico
as reivindicações de 50% da população pobre.
não está disposto a abrir mão de sua parte.
convenceu os pobres de que 90% da renda é o seu.
percebeu as necessidades dos pobres.
está aberto a negociações.

O cartaz acima critica, de forma irônica,
a utilização excessiva de combustíveis que poluem o meio ambiente.
as objeções dos ecologistas ao uso do plástico nas sociedades contemporâneas.
o gasto de dinheiro público para projetos que poluem o meio ambiente.
o uso irresponsável de materiais descartáveis nas sociedades contemporâneas.
a utilização excessiva de combustíveis que contribui com o superaquecimento global.

Podemos concluir que, para a autora,
são manifestações linguísticas da mesma natureza as construções “os livro ilustrado” e “livros os ilustrado”.
a variedade popular da língua, pela sua simplicidade, acaba sendo mais efetiva, como instrumento de comunicação.
deve ser estimulado o preconceito linguístico diante de construções provenientes de falantes não escolarizados.
o contexto é que deve determinar, não a correção de uma ou outra construção, mas a sua adequabilidade.
à escola cabe privilegiar os gêneros textuais em que o uso da norma culta esteja presente, sem preocupações com as demais variedades.

Os versos acima reproduzem um momento da nossa literatura marcado pelo ideário romântico.
um aspecto formal que alicerça esse ideário, a utilização do verbo “descansar” como transitivo direto permite uma caracterização do eu lírico, nos versos acima, como alguém que, em postura típica do ultrarromantismo, se posiciona como
o sujeito ativo na relação amorosa.
objeto de uma ação carinhosa da amada.
disposto a acolher em seus braços a mulher amada.
emissor de uma mensagem de amor à interlocutora.
refratário a uma mulher que aparentemente o despreza.

Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de relevante assunto para a sociedade brasileira. Os autores dos dois textos apontam para a
necessidade de trabalho voluntário contínuo para a resolução das mazelas sociais.
importância de ações preventivas para evitar catástrofes, indevidamente atribuídas aos políticos.
incapacidade política para agir de forma diligente na resolução das mazelas sociais.
urgência de se criarem novos órgãos públicos com as mesmas características do SUS.
impossibilidade de o homem agir de forma proativa ou preventiva diante das ações da natureza.

Segundo a autora, a frase “dança é coisa de menina”

é utilizada como desculpa por professores e alunos que não sabem reproduzir passos coreografados.
é recurso argumentativo dos que não aprenderam dança em escolas.
é visão menor de quem não percebe a dança como expressão corporal capaz de traduzir sentimentos.
corresponde a um pensamento fruto do senso comum e, como tal, não passível de discussão.
tem a ver com o reconhecimento generalizado de que a dança traz em si características de gênero.

Com base na tabela, pode-se inferir:
A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.
A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.
Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram níveis de industrialização equivalentes aos dos países do Norte da Europa e dos Estados Unidos durante a Segunda Revolução Industrial.
A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro o Reino Unido, acompanhado em menor grau pela Bélgica, ambos mantendo níveis elevados durante a Segunda Revolução Industrial.
Os níveis de industrialização na em meados do século XVIII acompanharam o movimento geral de industrialização do Atlântico Norte ocorrido na segunda metade do século XIX.
O Japão se destacou como o país asiático de mais rápida industrialização no curso da Primeira Revolução Industrial, perdendo força, no entanto, durante a Segunda Revolução Industrial.

Os terremotos que abalaram o Haiti, em janeiro e o Chile, em fevereiro, atingiram, respectivamente, 7,0 e 8,8 graus na escala Richter. A explicação para esses terremotos é o fato de que ambos os países

a) estão posicionados no centro das placas tectônicas.
b) estão em áreas de movimento de placas tectônicas divergentes.
c) estão situados nos limites convergentes entre placas tectônicas.
d) têm todo o território situado em arquipélagos formados por cadeias de montanhas vulcânicas submarinas.

A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes princípios culturais do Renascimento italiano:

a) a imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na natureza espiritual de Cristo.
b) a preocupação intensa com a forma artística e a de religioso do quadro.
c) a da de em geométrica e o conteúdo realista da composição.
d) a gama variada de cores luminosas e a concepção otimista de uma humanidade sem pecado.

Nesse contexto, uma das formas para atingir cada vez mais mercados no a de

a) cartéis, compostos por companhias que controlam os conglomerados, para administrarem a estrutura de capital.
b) holdings, constituídos por empresas independentes, de mesmo ramo de atividade, para estabelecerem preços e divisão de mercado.
c) trustes, pela de companhias numa grande corporação econômica, para ampliarem o controle da cadeia produtiva.
d) oligopólios, correspondentes a uma empresa única que impõe determinado preço às mercadorias e serviços por falta de competitividade.

O excerto permite inferir que a Igreja cristã
tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da invasão dos bárbaros germânicos.
limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o feudalismo.
manteve-se aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas na Idade Média.
reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a teocracia imperial.
combateu o universo religioso do feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o paganismo greco-romano.

Com base no arsenal a que o texto se refere, infere-se que, nesse período, os governos

a) abriram a economia ao capital estrangeiro, reduzindo ou proibindo todo o comércio com os países socialistas.
b) procuraram reduzir a atuação direta do Estado em setores estratégicos da economia, como em serviços de saúde e na indústria bélica.
c) montaram uma rede de órgãos repressivos com o objetivo de manter acuados não apenas grupos sociais de esquerda, mas toda a sociedade.
d) adotaram a política econômica neoliberal com o objetivo de amenizar as desigualdades sociais geradas pelo funcionamento do mercado.
e) resgataram a plenitude política do cidadão ao revogar os atos de exceção do regime militar, determinar eleições diretas e restaurar o habeas corpus.

O trecho acima expressa novas determinações do espaço com

a) as paisagens distópicas.
b) os territórios de exclusão.
c) os lugares não transformados.
d) a de hierarquias urbanas.
e) o meio

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Questões resolvidas

O trecho “What are you, greedy?” indica que o homem rico
as reivindicações de 50% da população pobre.
não está disposto a abrir mão de sua parte.
convenceu os pobres de que 90% da renda é o seu.
percebeu as necessidades dos pobres.
está aberto a negociações.

O cartaz acima critica, de forma irônica,
a utilização excessiva de combustíveis que poluem o meio ambiente.
as objeções dos ecologistas ao uso do plástico nas sociedades contemporâneas.
o gasto de dinheiro público para projetos que poluem o meio ambiente.
o uso irresponsável de materiais descartáveis nas sociedades contemporâneas.
a utilização excessiva de combustíveis que contribui com o superaquecimento global.

Podemos concluir que, para a autora,
são manifestações linguísticas da mesma natureza as construções “os livro ilustrado” e “livros os ilustrado”.
a variedade popular da língua, pela sua simplicidade, acaba sendo mais efetiva, como instrumento de comunicação.
deve ser estimulado o preconceito linguístico diante de construções provenientes de falantes não escolarizados.
o contexto é que deve determinar, não a correção de uma ou outra construção, mas a sua adequabilidade.
à escola cabe privilegiar os gêneros textuais em que o uso da norma culta esteja presente, sem preocupações com as demais variedades.

Os versos acima reproduzem um momento da nossa literatura marcado pelo ideário romântico.
um aspecto formal que alicerça esse ideário, a utilização do verbo “descansar” como transitivo direto permite uma caracterização do eu lírico, nos versos acima, como alguém que, em postura típica do ultrarromantismo, se posiciona como
o sujeito ativo na relação amorosa.
objeto de uma ação carinhosa da amada.
disposto a acolher em seus braços a mulher amada.
emissor de uma mensagem de amor à interlocutora.
refratário a uma mulher que aparentemente o despreza.

Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de relevante assunto para a sociedade brasileira. Os autores dos dois textos apontam para a
necessidade de trabalho voluntário contínuo para a resolução das mazelas sociais.
importância de ações preventivas para evitar catástrofes, indevidamente atribuídas aos políticos.
incapacidade política para agir de forma diligente na resolução das mazelas sociais.
urgência de se criarem novos órgãos públicos com as mesmas características do SUS.
impossibilidade de o homem agir de forma proativa ou preventiva diante das ações da natureza.

Segundo a autora, a frase “dança é coisa de menina”

é utilizada como desculpa por professores e alunos que não sabem reproduzir passos coreografados.
é recurso argumentativo dos que não aprenderam dança em escolas.
é visão menor de quem não percebe a dança como expressão corporal capaz de traduzir sentimentos.
corresponde a um pensamento fruto do senso comum e, como tal, não passível de discussão.
tem a ver com o reconhecimento generalizado de que a dança traz em si características de gênero.

Com base na tabela, pode-se inferir:
A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.
A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.
Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram níveis de industrialização equivalentes aos dos países do Norte da Europa e dos Estados Unidos durante a Segunda Revolução Industrial.
A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro o Reino Unido, acompanhado em menor grau pela Bélgica, ambos mantendo níveis elevados durante a Segunda Revolução Industrial.
Os níveis de industrialização na em meados do século XVIII acompanharam o movimento geral de industrialização do Atlântico Norte ocorrido na segunda metade do século XIX.
O Japão se destacou como o país asiático de mais rápida industrialização no curso da Primeira Revolução Industrial, perdendo força, no entanto, durante a Segunda Revolução Industrial.

Os terremotos que abalaram o Haiti, em janeiro e o Chile, em fevereiro, atingiram, respectivamente, 7,0 e 8,8 graus na escala Richter. A explicação para esses terremotos é o fato de que ambos os países

a) estão posicionados no centro das placas tectônicas.
b) estão em áreas de movimento de placas tectônicas divergentes.
c) estão situados nos limites convergentes entre placas tectônicas.
d) têm todo o território situado em arquipélagos formados por cadeias de montanhas vulcânicas submarinas.

A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes princípios culturais do Renascimento italiano:

a) a imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na natureza espiritual de Cristo.
b) a preocupação intensa com a forma artística e a de religioso do quadro.
c) a da de em geométrica e o conteúdo realista da composição.
d) a gama variada de cores luminosas e a concepção otimista de uma humanidade sem pecado.

Nesse contexto, uma das formas para atingir cada vez mais mercados no a de

a) cartéis, compostos por companhias que controlam os conglomerados, para administrarem a estrutura de capital.
b) holdings, constituídos por empresas independentes, de mesmo ramo de atividade, para estabelecerem preços e divisão de mercado.
c) trustes, pela de companhias numa grande corporação econômica, para ampliarem o controle da cadeia produtiva.
d) oligopólios, correspondentes a uma empresa única que impõe determinado preço às mercadorias e serviços por falta de competitividade.

O excerto permite inferir que a Igreja cristã
tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da invasão dos bárbaros germânicos.
limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o feudalismo.
manteve-se aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas na Idade Média.
reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a teocracia imperial.
combateu o universo religioso do feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o paganismo greco-romano.

Com base no arsenal a que o texto se refere, infere-se que, nesse período, os governos

a) abriram a economia ao capital estrangeiro, reduzindo ou proibindo todo o comércio com os países socialistas.
b) procuraram reduzir a atuação direta do Estado em setores estratégicos da economia, como em serviços de saúde e na indústria bélica.
c) montaram uma rede de órgãos repressivos com o objetivo de manter acuados não apenas grupos sociais de esquerda, mas toda a sociedade.
d) adotaram a política econômica neoliberal com o objetivo de amenizar as desigualdades sociais geradas pelo funcionamento do mercado.
e) resgataram a plenitude política do cidadão ao revogar os atos de exceção do regime militar, determinar eleições diretas e restaurar o habeas corpus.

O trecho acima expressa novas determinações do espaço com

a) as paisagens distópicas.
b) os territórios de exclusão.
c) os lugares não transformados.
d) a de hierarquias urbanas.
e) o meio

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䔀一䔀䴀
䐀䤀䄀
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䴀䤀一唀吀伀匀⸀
刀䔀匀䔀刀嘀䔀 伀匀 ㌀  䴀䤀一唀吀伀匀 䘀䤀一䄀䤀匀 倀䄀刀䄀 
䴀䄀刀䌀䄀刀 匀䔀唀 䌀䄀刀吀쌀伀ⴀ刀䔀匀倀伀匀吀䄀⸀
Leia atentamente as seguintes instruções:
1. Você deve receber do �scal o material abaixo:
 a) este CADERNO, com 90 questões objetivas (de n os 1 a 90)
 b) 01 (um) CARTÃO-RESPOSTA, destinado à marcação das respostas.
 c) Você deve assinalar apenas UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTÃO. A marcação em mais de uma alternativa anula a 
questão.
 d) No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras, correspondentes às respostas de sua opção, deve ser feita preenchendo todo 
o espaço compreendido no retângulo, com caneta esferográ�ca de tinta preta ou azul, com um traço contínuo e denso, como no 
exemplo acima.
2. oãn seõtseuq ed onredac on sadalanissa seõçacram sa e sohnucsar sO .atsopser-oãtrac ues racram arap sianif sotunim )atnirt( 03 so evreseR
serão levados em conta.
3. O tempo disponível para a prova é de 5 horas e 30 minutos.
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES
1O DIA
CADERNO
1
AMARELO
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
SIMULADO ENEM 2017
1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém uma prova de 
Redação e 90 questões numeradas de 1 a 90, dispostas da 
seguinte maneira:
a. prova de Redação;
b. as questões de número 1 a 45 são relativas à área de 
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
c. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de 
Ciências Humanas e suas Tecnologias.
 ATENÇÃO: as questões de 1 a 5 são relativas à língua 
estrangeira. Você deverá responder apenas às questões 
relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida.
2 se o seu a 
quantidade de questões e se essas questões estão na 
ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno 
esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente 
divergência, comunique ao aplicador da sala, para que ele 
tome as providências cabíveis.
3 Preencha corretamente os seus dados no CARTÃO- 
-RESPOSTA.
4 ATENÇÃO: após o preenchimento, escreva e assine seu 
nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com 
caneta tinta 
5 Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, o 
CÓDIGO DA PROVA abaixo.
CÓDIGO DA PROVA (INGLÊS): 31004
CÓDIGO DA PROVA (ESPANHOL): 31204
6 Não dobre, não amasse nem rasure o CARTÃO- 
-RESPOSTA, pois ele não poderá ser substituído.
7 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 
 com as , , , e . 
Apenas uma responde corretamente à questão.
8 No CARTÃO-RESPOSTA, preencha todo o espaço 
compreendido no círculo correspondente à opção escolhida 
para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula 
a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta.
9 O tempo disponível para esta prova é de cinco horas e 
trinta minutos.
10 Reserve os 30 minutos para marcar seu CARTÃO- 
-RESPOSTA. Os rascunhos e as anotações assinaladas 
no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na 
avaliação.
11 Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador 
e entregue o CARTÃO-RESPOSTA.
12 Você poderá deixar o local de prova somente após 
decorridas duas horas do início da aplicação.
13 Você será eliminado do Simulado, a qualquer tempo, no 
caso de:
a. prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou 
inexata;
b. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de 
aplicação das provas, incorrendo em comportamento 
indevido durante a realização do Simulado;
c. comunicar-se, durante as provas, com outro participante 
verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;
d. portar qualquer tipo de equipamento eletrônico e de 
comunicação após ingressar na sala de provas;
e. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício 
próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do 
Simulado;
f. utilizar livros, notas ou impressos durante a realização 
do Simulado;
g. ausentar-se da sala de provas levando consigo o 
CARTÃO-RESPOSTA a qualquer tempo.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 3
REDAÇÃO
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
• O rascunho da redação deve ser feito no espaço 
apropriado. 
• A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta 
de Redação ou do Caderno de Questões terá o número 
de linhas copiadas desconsiderado para efeito de 
correção. 
Receberá nota zero, em qualquer das situações 
expressas a seguir, a redação que: 
• tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada 
 
• fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo- 
-argumentativo;
• apresentar proposta de intervenção que desrespeite os 
direitos humanos;
• apresentar parte do texto deliberadamente desconectada 
do tema proposto.
TEXTOS MOTIVADORES
TEXTO I
Sensacionalismo é o nome que se dá para uma certa 
postura na comunicação em massa, em que os eventos 
e assuntos das histórias são exibidos de maneiras muito 
exageradas, para aumentar a audiência dos telespectadores 
ou dos leitores. Pode incluir notícias sobre assuntos 
 e eventos a 
em geral, além de envolver apresentações tendenciosas 
de temas populares de uma maneira trivial, em formas de 
tabloide. Algumas táticas conhecidas incluem abordagens 
insensíveis, apelações emotivas, criação de polêmicas, 
notícias com fatos intencionalmente omitidos. Basicamente, 
quaisquer formas de se obter forte atenção popular.
Disponível em: www.infoescola.com.
TEXTO II
A cena é conhecida dos telespectadores brasileiros. 
Uma mulher está aos prantos por ter perdido alguém da 
 em um vem um um 
microfone na cara: Como é que a senhora está se sentindo?
Costumava-se achar que essa prática, por deselegante 
 era isso 
antes do advento da internet.(...)
O site Catraca Livre, um dos mais populares do Brasil, 
sentiu na pele. Logo pela manhã, quando a notícia da tragédia 
[da Chapecoense] ainda estava fresca, publicou uma série de 
fotos de pessoas que estavam prestes a morrer: vítimas de 
tiros, quedas, os mais diversos acidentes. A maioria sorrindo 
alegremente, sem ter ideia do que ia acontecer.
Entre as imagens, lá estavam alguns jogadores da 
Chapecoense, fazendo a bordo da aeronave que 
cairia pouco depois. 
Disponível em: f5.folha.uol.com.br.
TEXTO III
37% de share 
cada 100 TVs por 
assinatura ligadas, 
estão na Globo 
(por exemplo)
O QUE AS PESSOAS VEEM, NA TV PAGA
Os 10 canais mais vistos da TV paga das 7h à 0h, em agosto
Fonte: sados de Ibope em oito praças
Disponível em: f5.folha.uol.com.br.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base 
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os limites 
para o no 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 4
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Inglês)
QUESTÃO 01
Healthy choices
How do we reduce waistlines in a country where we 
traditionally do not like telling individuals what to do?
By Telegraph View
22 Aug 2014
Duncan Selbie, the Chief Executive of Public Health England, suggests 
that parents feed their children from smaller plates. Photo: Alamy
Every new piece of information about Britain’s weight 
problem makes for ever more depressing reading. Duncan 
Selbie, the Chief Executive of Public Health England, today 
tells us that by 2034 some six million Britons will suffer from 
diabetes. Of course, many people develop diabetes through 
no fault of their own. But Mr Selbie’s research concludes 
that if the levels of obesity returned to their 1994 levels, 1.7 
million fewer people would suffer from the condition.
Given that diabetes already drains the National 
Health Service (NHS) by more than £1.5 million, or 10 
per cent of its budget for England, the impact upon the 
Treasury in 20 years’ time from unhealthy lifestylescould be 
catastrophic. 1Bad health not only impacts on the individual 
but also on the rest of the community.
Diagnosis of the challenge is straightforward. The 
tougher question is what to do about reducing waistlines in 
a country where we traditionally do not like telling individuals 
what to do.
It is interesting to note that Mr Selbie does not ascribe 
to the Big Brother approach of ceaseless legislation and 
nannying. 2Rather, he is keen to promote choices – making 
the case passionately that people should be encouraged to 
embrace good health. One of his suggestions is that parents 
feed their children from smaller plates. That way the child can 
clear his or her plate, as ordered, without actually consuming 
too much. Like all good ideas, this is rooted in common sense.
Disponível em: www.telegraph.co.uk (adaptado).
Segundo o texto, a diabetes
 deve ter suas causas divulgadas, para que as pessoas 
saibam como curá-la.
 esgotará os recursos para a saúde em 20 anos nos 
países desenvolvidos.
 consome 10% do orçamento do sistema público de 
saúde na Inglaterra, com tendência a aumentar.
 precisa ser diagnosticada e tratada rapidamente, para 
evitar danos futuros à saúde.
 será responsável por uma catástrofe nas comunidades 
onde a obesidade prevalece.
QUESTÃO 02
Disponível em: keepthemiddleclassalive.com (adaptado).
O trecho “What are you, greedy?” indica que o homem rico
 as reivindicações de 50% da população 
pobre.
 não está disposto a abrir mão de sua parte.
 convenceu os pobres de que 90% da renda é o 
 percebeu as necessidades dos pobres.
 está aberto a negociações.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 5
QUESTÃO 03
control half of global wealth by 2016
By Patricia Cohen
January 19, 2015
The world’s business elite will meet this week at the annual World 
Economic Forum in Davos, Switzerland. 
Credit Jean-Christophe Bott/European Pressphoto Agency
The richest 1 percent is likely to control more than half of 
the globe’s total wealth by next year, the anti-poverty charity 
Oxfam reported in a study released on Monday. The warning 
about deepening global inequality comes just as the world’s 
business elite prepare to meet this week at the annual World 
Economic Forum in Davos, Switzerland.
The 80 wealthiest people in the world altogether own 
$1.9 trillion, the report found, nearly the same amount shared 
by the 3.5 billion people who occupy the bottom half of the 
world’s income scale. (Last year, it took 85 billionaires to 
equal that And the richest 1 percent of the population 
controls nearly half of the world’s total wealth, a share that is 
also increasing.
The type of inequality that currently characterizes the 
world’s economies is unlike anything seen in recent years, 
the report explained. “Between 2002 and 2010 the total 
wealth of the poorest half of the world in current U.S. dollars 
had been increasing more or less at the same rate as that 
of billionaires,” it said. “However since 2010, it has been 
decreasing over that time.”
Winnie Byanyima, the charity’s executive director, noted in 
a statement that more than a billion people lived on less than 
$1.25 a day. “Do we really want to live in a world where the 1 
percent own more than the rest of us combined?” Ms. Byanyima 
said. “The scale of global inequality is quite simply staggering.”
Investors with interests in insurance and health 
saw the biggest windfalls, Oxfam said. Using data from 
Forbes magazine’s list of billionaires, it said those listed 
as having interests in the pharmaceutical and health care 
industries saw their net worth jump by 47 percent. The 
charity credited those individuals’ rapidly growing fortunes in 
part to multimillion-dollar lobbying campaigns to protect and 
enhance their interests.
Disponível em: www.nytimes.com (adaptado).
Segundo o texto, o relatório da Oxfam
 mostra que a pobreza diminuiu em 2014, mesmo que 
em pequena escala.
 foi apresentado no Fórum Econômico Mundial na Suíça.
 prenuncia o aprofundamento da concentração de 
riquezas no mundo.
 causou celeuma entre a elite de empresários em Davos.
 teve o apoio de investidores da área farmacêutica e de 
saúde.
QUESTÃO 04
Body worlds plans cadaver show dedicated to sex
German anatomists plan a new show dedicated solely to 
dead bodies having sex as part of the Body Worlds exhibitions.
Gunther von Hagens and his wife Angelina Whalley show 
corpses prepared using a technique invented by von Hagens 
called “plastination,” that removes water from specimens and 
preserves them with silicon rubber or epoxy resin. “It’s not my 
intention to show certain sexual poses. My goal is really to 
show the anatomy and the function,” Body Worlds creative 
director Whalley told Reuters in an interview, adding the sex 
exhibition may open next year. Body Worlds exhibitions, visited 
by 27 million people across the world, have been criticized 
for presenting entire corpses, stripped of skin to reveal the 
muscles and organs underneath, in lifelike and often the 
atrical positions. Von Hagens has already triggered uproar 
with a new exhibit which shows just two copulating corpses.
Disponível em: news.yahoo.com. Acesso em: 14 set. 2009 (adaptado).
A técnica de plastinação, inventada por Gunther von Hagens, 
consiste
 na remoção do líquido dos exemplares de cadáveres, 
preservando-os com borracha de silicone ou resina epóxi.
 na retirada de toda a água do cadáver, substituindo-a 
por uma substância química secreta.
 na retirada do líquido do cadáver e na remodelação de 
cada parte do corpo em silicone ou durepoxi.
 na dissecação do cadáver para a remoção da parte 
líquida e dos órgãos internos.
 nadivisão do cadáver em partes para serem 
e depois montadas para exposições públicas.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 6
QUESTÃO 05
Disponível em: adbusters.org. Acesso em: 12 jun. 2014.
O cartaz acima critica, de forma irônica,
 a utilização excessiva de combustíveis que poluem o 
meio ambiente.
 as objeções dos ecologistas ao uso do plástico nas 
sociedades contemporâneas.
 o gasto de dinheiro público para projetos que 
poluem o meio ambiente.
 o uso irresponsável de materiais descartáveis nas 
sociedades contemporâneas.
 a utilização excessiva de combustíveis que contribui 
com o superaquecimento global.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Espanhol)
QUESTÃO 01
Marketing de la emoción
La vida tiene momentos increíbles: el primer cruce de 
miradas entre un hombre y una mujer que se enamoran, el 
ruido del biberón o del chupete succionados por un bebé, 
un abrazo fuerte de amigo, una caricia maternal. Pasar 
por la vida sin conmoverse es como haber nacido muerto. 
Llorar, reír, alegrarse y entristecerse son tan naturales e 
imprescindibles para el ser humano como respirar, comer 
y dormir. Nos conectan con lo más vital que hay dentro 
nuestro, nos develan el real de la vida.
Cuando una cámara de fotos o, mucho peor, una 
nos apunta, algo inevitablemente se trastoca: un rictus 
convierte en caricatura lo que hasta un segundo antes había 
sido fresco y espontáneo. El famoso “pónganse bien para 
la foto” consigue el efecto inverso: sonrisas acalambradas y 
poses cargadas de afectación que dentro de cientos de años, 
si esta actitud generalizada logra ser erradicada, será motivo 
de curiosidad y estudio. Son excepcionales las veces que 
actores y directores mancomunados en una pieza artística 
logran conmovernos profundamente. La maldita cámara, 
por lo general, suele sustraerle el alma a esos momentos 
sublimes y sencillos de la vida reduciéndolos a almibaradas 
 cursis o ridículas.
Y cuando la televisión entra en escena, la cosa empeora. 
El indisimulable hambre de rating, la incontinencia acelerada 
de animadores, la necesidad de impactar a cualquier precio 
echa a perder casi siempre hasta las mejores intenciones. 
La cultura del culebrón intenta ahora “abuenar” “talk-shows”, 
reorientando sus conocidas perversiones amarillas, que yarelajan, hacia costados más “humanos”. Pero lo emotivo 
manufacturado industrialmente por la TV, suena falso, 
demagógico, impúdico.
SIRVÉN, Paulo. Notícias, Buenos Aires, 2 maio 1998. p. 62.
A ideia principal comunicada pelo autor do texto é a de que 
as emoções
 encontram, na televisão, o veículo ideal para se 
propagarem.
 perdem espontaneidade diante das máquinas que as 
registram.
 preenchem os momentos mais da vida 
humana.
 são as mais importantes funções vitais básicas do 
homem.
 vão ser
 
sempre ao se expressarem publicamente.
usuario
Máquina de escrever
 X
usuario
Máquina de escrever
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QUESTÃO 02
De cómo la tecnología forma lectores más 
inteligentes y mejores
En un artículo publicado en TeleaRead, titulado How 
eReader technology has made me a smarter reader and 
learner [Cómo la tecnología aplicada a la lectura han hecho 
de mí una mejor lectora y una aprendiz más inteligente] y 
escrito por Joanna, una colaborada habitual de esta página, 
la redactora detalla cuáles son, en su opinión, los 
que a ella le ha aportado la lectura digital.
Aunque en un principio la periodista que 
los libros de texto no están tan disponibles en su formato 
electrónico como en el tradicional o que en ocasiones las 
versiones electrónicas son limitadas, apunta después cuatro 
razones que la llevan a declarar que la tecnología ha hecho 
de ella una persona más inteligente y mejor lectora:
1. Los diccionarios incorporados hacen que 
aprender un idioma sea una tarea muy sencilla. Joanna 
explica cómo antes de la aparición de dispositivos de lectura 
como Kindle o iPad, leer en otro idioma era algo de lo más 
tedioso. Gracias al desarrollo de ciertas aplicaciones, es 
posible traducir frases completas sobre la marcha y entender 
el sentido del texto.
2. La incorporación de Wikipedia en estos 
dispositivos hace que la lectura de textos de no-
 Esta periodista que 
últimamente lee muchos más libros de no ya que con 
la incorporación de Wikipedia en los lectores electrónicos 
y tabletas es posible hacer referencias cruzadas sin que 
esto suponga una molestia. Es posible buscar detalles o 
explicaciones no sólo dentro del mismo dispositivo, sino 
incluso sin siquiera salir de la aplicación.
3. La posibilidad de destacar parte del texto 
permite retener mejor y compartir pasajes importantes. 
Joanna explica cómo siempre tiene un archivo ePub en su 
ordenador de mesa, y, cuando acaba de leer un libro, recoge 
los pasajes que ha destacado y los copia en este archivo. 
Más adelante, puede convertirlo a formato movi y enviarlo 
por correo electrónico a su Kindle.
4. Crear recopilaciones mediante las herramientas 
de auto-creación de forma sencilla. Aunque comenta 
que le gustan las novelas, no son las únicas lecturas que 
emocionan a esta periodista. que también le 
atrae la poesía, pero las antologías que se ofrecen hasta el 
momento en formato digital le parecen un “totum revolutum” 
que no le acaba de satisfacer. Ella elegir aquellas 
cosas que más le han gustado o llamado la atención y crear 
sus propias colecciones.
Joanna, para opina que las limitaciones que 
tiene el actual sistema de libros de texto electrónico son 
parte de lo que ella denomina “ecuación de aprendizaje”. 
 aprender mucho de los libros que lee por diversión 
y declara que la lectura digital ha supuesto para ella un 
auténtico regalo.
Disponível em: www.queleer.com.ve. Acesso em: 29 jul. 2012 (adaptado).
A dos quatro aspectos listados pela colunista é
 a melhora na habilidade leitora manifestada 
pelos participantes da pesquisa em questão.
 fundamentar a declaração pessoal da autora do artigo 
acerca da relação tecnologia e leitura.
 informar sobre os aplicativos disponíveis para criação 
de textos digitais e divulgação no meio digital.
 organizar e sequenciar procedimentos para uma leitura 
eletrônica mais prazerosa e 
 a visão da autora sobre a superioridade de 
retenção de informações por meio da leitura digital.
QUESTÃO 03
La TV pública debe apostar por la ciencia
La televisión, nacida como un medio de comunicación 
y entretenimiento más, se ha convertido en el vehículo 
fundamental no solo de información y de distracción sino 
también en un poderoso medio de educación y formación 
cultural de la gran mayoría de la ciudadanía. No hay duda 
de que su omnipresencia en nuestras vidas determina 
unos valores por encima de otros y un modelo de 
sociedad muy concreto, en el que predomina el espectáculo 
y la búsqueda de emociones por encima de la y el 
debate de ideas. Los datos son elocuentes. 
Según el eurobarómetro dado a conocer en diciembre por la 
Comisión Europea sobre “Europeos, ciencia y tecnología”, no 
hay duda alguna de que la mayoría de la población se informa 
y forma sobre temas por la vía de la televisión (más 
de 60 por 100 de los europeos), quedando muy lejos de esta 
cifra cualquier otro medio difusor del conocimiento 
Aunque no existe por ahora un estudio cuantitativo 
y cualitativo de cuánta y qué ciencia ofrecen los canales 
de televisión en los diferentes estados europeos, parece 
bastante evidente que la divulgación es el patito feo 
en casi todos los países – quizás con una ligera excepción en 
Francia, Alemania y Gran Bretaña. Por ello el recientemente 
promulgado programa de “Ciencia y Sociedad” de la Comisión 
Europea recomienda que los diferentes gobiernos se tomen en 
serio la adopción de decisiones políticas destinadas a paliar 
este grave cultural, como mínimo allí donde tienen una 
clara responsabilidad: las televisiones públicas.
Hemos de pensar que no solo está en juego el reequilibrio 
cultural de nuestra sociedad en época en la que el desarrollo 
 es crucial para el futuro, sino también 
el promover una ciudadanía capaz de tomar decisiones 
ante los retos éticos que nos plantea el avance 
además de corregir graves como la clara disminución 
de vocaciones entre la juventud europea.
Muy Interesante, n. 254, jul. 2002.
O texto tem como objetivo apresentar
 um novo projeto de televisão pública.
 uma crítica à televisão pública espanhola.
 uma defesa do programa “Ciencia y Sociedad”.
 um confronto entre diferentes tipos de televisão.
 uma proposta de mudança para a TV pública europeia.
usuario
Máquina de escrever
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QUESTÃO 04
Año Internacional de la Astronomía: 
“El Universo para que lo descubras”
Este año ha sido elegido el Año Internacional de la 
Astronomía, al conmemorarse el IV centenario del primer 
uso de un telescopio para observar el cielo realizado por 
Galileo Galilei y que marcó el inicio de la era moderna. 
Esta celebración representa una oportunidad única para 
transmitir a los ciudadanos la emoción del descubrimiento, 
el placer de compartir el conocimiento básico del Universo y 
la importancia de la cultura 
Los organizadores se proponen, entre otros objetivos, 
fomentar el crecimiento de comunidades astronómicas en 
países en vías de desarrollo; apoyar y mejorar la educación 
en Ciencias tanto en las escuelas como a través de los 
centros de investigación, planetarios y museos.
Esta efeméride pretende también ofrecer una imagen 
moderna de la ciencia y los con el de despertar 
el interés del cosmos en los niños, y estimular la presencia de 
jóvenes en carreras y tecnológicas. “La Astronomía 
es una ciencia que todo el mundo puede entender”, asegura 
el Premio Nobel de Física, Robert W. Wilson.
Por todo ello, el lema escogido para este Año 
Internacional de la Astronomía ha sido: “El Universo para 
que lo descubras”. Vivimos todos bajo un mismo cielo. Pero 
lo cierto es que, a lo largo de miles y miles de años, ha 
habido gente que miró ese mismo cielo y aprendió a contar 
el tiempo, a ordenar los días, meses y años, a medir las 
horas, a seguir el curso de los astros o a imaginar cómo 
era todo aquello. Es un paisaje común, parte de nuestra 
herencia y de nuestro futuro. Enigmas por resolver. Ese es 
el sino de la Astronomía.
Disponívelem: www.radiovaticana.org. Acesso em: 20 jan. 2009 (adaptado).
O autor do texto se propõe a
 informar e destacar a importância da Astronomia.
 comparar a Astronomia com outras ciências exatas.
 analisar novas tecnologias para o conhecimento do 
Universo.
 recomendar o estudo da Astronomia nos países menos 
desenvolvidos.
 explicar as tarefas que desempenham os cientistas no 
âmbito da Astronomia.
QUESTÃO 05
Conciencia ambiental
A medida que avanza el tiempo vemos cómo se acelera 
la destrucción de nuestro medio ambiente. Tenemos menos 
selvas, menos bosques con madera preciosa, más montañas 
despaladas, más ríos secándose, mayor erosión de las 
capas de tierra y nutrientes; aire y mares más contaminados, 
fuentes de agua subterránea y disminuyendo 
su capacidad de abastecimiento y vida útil.
El deterioro de los recursos naturales es alarmante, 
constituyéndose una consecuencia de la arrasadora acción 
humana que sobreexplota sin misericordia y sin visión 
de futuro, dejando su huella degradante en su falta de 
conciencia ambiental. Aunque se hacen muchas actividades 
para revertir esta situación, es aún para detener 
el daño; si no veamos que el patrón de invierno en Nicaragua 
ha cambiado, con inviernos poco copiosos y lluvia irregular. 
Abunda la sequía o lo contrario, la inundación.
Todo se resume en una despreocupada y cómoda 
cultura de inconsciencia y falta de higiene colectiva, por eso 
es que nos atacan más feroces enfermedades, las que son 
cada vez más resistentes a los medicamentos. Tomemos 
conciencia ambiental ya que si destruimos nuestro medio 
estamos destruyendo a la larga nuestra vida y condenamos 
a desaparecer las maravillas que hoy contemplamos de 
nuestra tierra y que a su vez ayudan a satisfacer nuestras 
necesidades de sobrevivencia.
ESPINOZA, M. J. N. Disponível em: www.laprensa.com.ni. Acesso em: 18 jan. 2017.
O texto de Marlon José Navarrete, publicado em um jornal 
eletrônico, tem caráter expositivo-argumentativo. O tema da 
consciência ambiental, tal como está enfocado, cumpre o 
papel de
 condenar a humanidade imprudente.
 descrever os fenômenos naturais.
 cobrar medidas por parte dos governos.
 listar as consequências da contaminação.
 discursar para o povo nicaraguense.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 9
Questões de 6 a 45
QUESTÃO 06
Leia o texto a seguir de um reconhecido grande poeta da 
nossa literatura:
A rosa de Hiroxima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Poesia completa e prosa, 2a ed. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1981, p. 265.
Esse poema, assim como alguns outros do mesmo autor, 
revela a preocupação do escritor com seu momento histórico, 
evidenciando seu comprometimento social.
A mensagem do texto está preponderantemente construída 
a partir da função da linguagem denominada
 emotiva, pela tentativa de despertar a emoção alheia 
com a menção às consequências da bomba atômica.
 poética, pela valorização expressiva que confere à 
bomba atômica, em inusitada visão contrária ao senso 
comum.
 apelativa, pelos reiterados elementos de persuasão dos 
leitores, presentes na exortação à sobre os 
efeitos da bomba.
 metalinguística, pela inusitada adjetivação conferida 
à bomba atômica, conferindo-lhe surpreendente 
 referencial, pelo caráter didático que o poema assume, 
ao explicar, com exemplos, os efeitos nocivos da bomba.
QUESTÃO 07
 
de cabelo, que crescem aproximadamente 
1 centímetro por mês. Quando a perda 
 
o organismo não consegue repor a queda 
 
um homem sem problema de calvície 
perde por dia
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
Veja, out. 2003.
Textos não se escrevem “no vazio”. De forma implícita ou 
bem direta, eles possuem uma motivação, uma intenção.
No caso do texto acima transcrito, pode-se reconhecer que
 está voltado para objetivos de prevenção, instruindo os 
homens sobre as providências a tomar quanto à calvície.
 busca elencar informações sobre o processo da 
calvície dos homens, valendo-se de dados de natureza 
estatística.
 procura a calvície como um fenômeno natural 
e, como tal, de natureza irreversível.
 padece de credibilidade uma vez que se 
insere tão somente no âmbito jornalístico.
 tenta, com uso de linguagem de caráter conotativo, 
abrandar as consequências do processo de calvície 
masculina.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 10
QUESTÃO 08
(...)
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata 
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a meu amigo, tivesse pé pra andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha lá
O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a devorar
e quem habita essa mata, pra onde vai se mudar?
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga, pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Mata tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão
Pois mataram índio que matou grileiro que matou 
posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um 
estrangeiro
roubou seu lugar
(...)
Saga da Amazônia, música de Vital Farias.
Esse é um trecho de música do cantor e compositor 
paraibano Vital Farias, que tem como pano de fundo, em 
especial, o problema agrário na nossa região amazônica.
A leitura do fragmento permite a percepção de que, para o 
seu autor,
 o “caipora de fora” que chega à Amazônia dá 
continuidade às ações originais predatórias do “caipora 
da mata”.
 a imagem do “dragão-de-ferro” retrata a força e a 
pujança do progresso que chega à região amazônica.
 a a fauna, a natureza em geral e os nativos da 
região estão seriamente ameaçados, em função da 
devastação promovida por grileiros e madeireiros.
 à exceção dos elementos estrangeiros que atuam no 
processo descrito, todos os demais estão contribuindo 
para a destruição da 
 há uma sequência de elementos responsáveis pela 
processo de devastação tendo como primeiro 
deles o índio da Amazônia.
QUESTÃO 09
Em 1958, a Seleção Brasileira foi campeã mundial pelo 
primeira vez. O texto a seguir foi extraído da crônica “A 
alegria de ser brasileiro”, do dramaturgo Nelson Rodrigues, 
publicada naquele ano pelo jornal Última Hora.
“Agora, com a chegada da equipe imortal, as lágrimas 
rolam. Convenhamos que a Seleção as merece. Merece 
por tudo: não só pelo futebol, que foi o mais belo que os 
olhos mortais já contemplaram, como também pelo seu 
maravilhoso índice disciplinar. Até este Campeonato, o 
brasileiro julgava-se um cafajeste nato e hereditário. Olhava 
o inglês e tinha-lhe inveja. Achava o inglês o sujeito mais 
 mais sóbrio, de uma polidez e de uma cerimônia 
inenarráveis. E, súbito, há o Mundial. Todo mundo baixou 
o sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos, alemães, franceses, 
checos, russos, davam botinadas em penca. Só o brasileiro 
se mantinha ferozmente dentro dos limites rígidos da 
esportividade. Então, se o seguinte: o inglês, 
tal como o concebíamos, não existe. O único inglês que 
apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos motivos, 
vamos perder a vergonha (...), vamos sentar no e 
chorar. Porque é uma alegria ser brasileiro, amigos.” 
Além de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson 
Rodrigues quis dizerque o comportamento dos jogadores 
dentro do campo 
 foi prejudicial para a equipe e quase pôs a perder a 
conquista da Copa do Mundo. 
 mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades 
que admiravam nos europeus, principalmente nos 
ingleses. 
 ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores 
brasileiros em relação aos europeus, o que os impediu 
de revidar as agressões sofridas. 
 mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que 
os europeus eram superiores aos brasileiros. 
 mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, 
podendo comportar-se como eles, que não respeitavam 
os limites da esportividade. 
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 11
QUESTÃO 10
Um jornalista publicou um texto do qual estão transcritos 
trechos do primeiro e do último parágrafos:
“Mamãezinha, minhas mãozinhas vão crescer de novo?” 
Jamais esquecerei a cena que vi, na TV francesa, de uma 
menina da Costa do falando com a enfermeira que 
trocava os curativos de seus dois cotos de braços. (...)
Como manter a paz num planeta onde boa parte da 
humanidade não tem acesso às necessidade básicas mais 
elementares? (...) Como reduzir o abismo entre o camponês 
afegão, a criança faminta do Sudão, o Severino da cesta 
básica e o corretor de Wall Street? Como explicar ao menino 
de Bagdá que morre por falta de remédios, bloqueados pelo 
Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer 
aos chechenos que o que aconteceu nos Estados Unidos 
é um absurdo? Vejam Grozny, a capital da Chechênia, 
arrasada pelos russos. Alguém se incomodou com os 
sofrimentos e as milhares de vítimas civis, inocentes, desse 
massacre? Ou como explicar à menina da Costa do 
o sentido da palavra “civilização” quando ela descobrir que 
suas mãos não crescerão jamais?
UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17 set. 2001.
Apresentam-se, abaixo, algumas também 
retiradas do mesmo texto. Aquela que explicita uma resposta 
do autor para as perguntas feitas no trecho citado é
 “tristeza e indignação são grandes porque os atentados 
ocorreram em Nova Iorque”.
 “ao longo da história, o homem civilizado globalizou 
todas as suas mazelas”.
 “a Europa nos explorou vergonhosamente”.
 “o neoliberalismo institui o deus mercado que tudo 
resolve”.
 “os negócios das indústrias de armas continuam de 
vento em popa”.
QUESTÃO 11
Do pedacinho de papel ao livro impresso vai uma longa 
distância. Mas o que o escritor quer, mesmo, é isto: ver o 
seu texto em letra de forma. A gaveta é ótima para aplacar 
a fúria criativa; ela faz amadurecer o texto da mesma forma 
que a adega faz amadurecer o vinho. Em certos casos, a 
cesta de papel é melhor ainda. O período de maturação 
na gaveta é necessário, mas não deve se prolongar muito. 
Textos guardados acabam cheirando mal, disse Silvia Plath, 
(...) que, com essa frase, deu testemunho das dúvidas que 
atormentam o escritor: publicar ou não publicar? guardar ou 
jogar fora?
Moacyr Scliar. .
Nesse texto, o escritor Moacyr Scliar usa imagens para 
 sobre uma etapa da criação literária. A ideia de que 
o processo de maturação do texto nem sempre é o que 
garante bons resultados está sugerida na seguinte frase:
 “A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa.”
 “Em certos casos, a cesta de papel é melhor ainda.”
 “O período de maturação na gaveta é necessário, (...).”
 “Mas o que o escritor quer, mesmo, é isto: ver o seu 
texto em letra de forma.”
 “ela (a gaveta) faz amadurecer o texto da mesma forma 
que a adega faz amadurecer o vinho.”
QUESTÃO 12
Destes penhascos fez a natureza
o berço, em que nasci: oh quem cuidara,
que entre penhas tão duras se criara
uma alma terna, um peito sem dureza!
Amor, que vences os Tigres, por empresa
tomou logo render-me, ele declara
contra o meu coração guerra tão rara,
que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesma conhecesse o dano,
a que dava ocasião minha brandura,
nunca pude fugir ao cego engano;
Vós, que ostentais a condição mais dura,
temei, penhas, temei; que Amor tirano,
onde há mais resistência, mais se apura.
Cláudio Manuel da Costa
Os poetas árcades viveram numa época de conspirações e 
perseguições políticas. Entretanto, escreviam sobre a vida 
simples, os sentimentos dóceis, a tranquilidade, o que se 
 nos seguintes versos:
 “contra o meu coração guerra tão rara, / que não me foi 
bastante a fortaleza.”
 “que entre penhas tão duras se criara / uma alma terna, 
um peito sem dureza!”
 “a que dava ocasião minha brandura, / nunca pude fugir 
ao cego engano;”
 “Por mais que eu mesma conhecesse o dano, / a que 
dava ocasião minha brandura,”
 “vós, que ostentais a condição mais dura, / temei, 
penhas, temei; que Amor tirano,”
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 12
QUESTÃO 13
Vinte e seis letras, não mais 23. O “k”, o “w” e o “y” 
novamente fazem parte do alfabeto. Trema? Esqueça. Já 
o hífen aparece com novas particularidades. Apesar de 
as mudanças causarem um certo estranhamento, apenas 
0,43% das palavras do alfabeto do Brasil sofrerá alterações 
a partir de 2009 com o acordo E o decreto 
presidencial prevê quatro anos para adaptação.
O acordo é a da língua 
portuguesa no mundo. Dessa forma, todos os países 
lusófonos terão a mesma De acordo com o 
escritor e presidente da Comissão de Língua Portuguesa 
do Ministério da Educação (MEC), Godofredo de Oliveira 
Neto, os sotaques, a sintaxe e as características lexicais são 
mantidos. Os regionalismos são respeitados, por exemplo, 
“sandália”, no Nordeste, permanece como o termo para 
designar qualquer tipo de calçado. No Sul, namorar “com” 
alguém persiste, enquanto que cariocas, por exemplo, 
continuam namorando alguém. Paragem de ônibus em 
Portugal continua a ser parada de ônibus no Brasil. E o 
António português continuará convivendo com o Antônio 
brasileiro.
“Com o acordo, os países de língua portuguesa terão 
uma identidade mais forte e a língua portuguesa sai 
fortalecida. Haverá maior circulação de livros entre os países 
lusófonos. Com uma tiragem maior, a expectativa é que o 
livro saia mais barato, o que vai contribuir para a diminuição 
do analfabetismo”, analisa Godofredo.
A sétima língua mais falada do mundo ainda não 
conseguiu entrar para o rol das de órgãos 
internacionais, como a Organização das Nações Unidas 
(ONU). Todos os documentos publicados em português 
têm que ser disponibilizados em duas vias: português do 
Brasil e português de Portugal. De acordo com Godofredo, 
apesar de, em outras línguas, também não existir uma total 
combinação – como é o caso do inglês falado nos Estados 
Unidos e na Inglaterra, e do espanhol na Espanha e na 
Argentina –, essas diferenças são vistas como variações, 
e não como erros. “A vai reforçar a da 
língua portuguesa na comunidade internacional. A produção 
 dos países lusófonos vai poder ser veiculada mais 
facilmente e criará um bloco mais coeso na política global.”
Disponível em: opiniaoenoticia.com.br (fragmento).
Segundo depoimento transcrito no fragmento acima – texto 
que antecedia, há alguns anos, a então provável entrada em 
vigor das alterações na língua portuguesa –, a 
concretização do Acordo provocaria
 alteração substancial nas palavras que compõem o 
léxico português.
 mudanças de vocabulário, anulando peculiaridades 
regionais.
 posição da língua portuguesa junto aos 
órgãos internacionais.
 postura discriminatória, ao considerar erros as variações 
do português.
 redução do movimento editorial, com o consequente 
encarecimento dos livros.
QUESTÃO 14
Criança
Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, – e resiste.
Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto, se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...
Cabecinha boa de menino mudo,
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.
Cabecinha boa de menino santo,
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto
Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soubeque não possuiria.
Cecília Meireles
O poema acima tem como tema, a partir da de uma 
criança, a própria vida, suas angústias e infelicidades. Em 
sua construção, esse tema se organiza e se estrutura, entre 
outros recursos, com adjetivação expressiva em processo 
no qual se pode reconhecer
 o emprego pejorativo, porque irônico, do diminutivo 
“cabecinha” reforçado pelo adjetivo “boa”.
 o uso reiterado dos adjetivos “triste” e “sozinho”, na 
primeira estrofe, de sentido anulado, em seguida, pelo 
vocábulo “ausente”.
 o uso, no segundo verso, das palavras “não” e “nada”, 
que, junto ao adjetivo “mudo”, reforçam as carências de 
ordem emotiva e material da criança.
 o emprego do adjetivo “pensativo” como designativo 
de uma característica que é causa do sofrimento da 
criança.
 a gradação, na caracterização da do menino, do 
âmbito espiritual para o material, com o uso sucessivo 
dos adjetivos “triste”, “mudo”, “ausente” e “santo”.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 13
QUESTÃO 15
Epígrafe1
Murmúrio de água na clepsidra2 gotejante, L
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante3
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre...
Homem, que fazes tu? Para que tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que 
passa...
Eugênio de Castro. Antologia pessoal da poesia portuguesa.
1 Epígrafe: inscrição colocada no ponto mais alto; tema.
2 Clepsidra: relógio de água.
3 Pedra do quadrante: parte superior de um relógio de sol.
A imagem contida em “lentas gotas de som” (verso 2) é 
retomada na segunda estrofe por meio da expressão
 “tanta ameaça”.
 “som de bronze”.
 “punhado de areia”.
 “sombra que passa”.
 “somente a Beleza”.
QUESTÃO 16
A escola precisa recuperar a liberdade de movimentos 
que a vida na cidade grande e seu respectivo modelo de 
funcionamento escolar restringiram, impedindo as mais 
simples e fundamentais manifestações, como correr, pular, 
saltar, etc.
“(...) Tudo isto traz também uma redução da 
no próprio corpo e uma certa sensação de impotência que 
é difícil de erradicar, apesar de muitas vezes tentar-se 
compensar a criança dando-lhe maior estimulação de sua 
fantasia ou de sua inteligência, através de tantos meios de 
que dispomos atualmente, conseguindo assim que o centro 
intelectual supra uma carência que na verdade não pode 
cumprir porque corresponde a outros níveis de existência” 
(Palcos, 1998, p. 2).
De acordo com Palcos (1998), a falta de liberdade de 
movimentos vai formando travas que impedem as crianças 
de fazer um crescimento harmônico. Como todo movimento 
se inicia ou deveria iniciar-se com um movimento 
aqueles se perdem na medida em que estes inibidos. 
As escolas, enquanto espaços de educação integral 
das crianças, devem constituir-se como ambientes que 
contribuam para evitar o surgimento de travas, ou mesmo 
eliminar as que já tiverem se instalado, contribuindo para 
construir ou mesmo recuperar a liberdade e a 
no corpo. Esta é uma das responsabilidades do educador 
que assume a educação integral das crianças, porque a 
 no próprio corpo está relacionada ao sentimento 
de na vida.
(...)
Para assumir esta tarefa – de abrir a escola para a 
expressão do corpo – é importante que o professor de sala 
de aula estimule as crianças a descobrirem os espaços 
que a escola proporciona, não restringindo seu uso aos 
momentos de recreio. O pátio, a própria sala e os demais 
espaços podem e devem ser explorados para brincadeiras, 
jogos e até mesmo para propostas de pesquisa e estudo, 
relacionando conteúdos das diversas disciplinas por meio 
das atividades corporais. Desta forma, o professor estará 
contribuindo para ultrapassar os obstáculos que a escola 
reproduz em seu meio e ensinar também pelos gestos, pelas 
músicas, pelo corpo. Conhecer os gestos e as expressões 
corporais de cada criança é uma forma de conhecê-la 
integralmente, estreitando nossos laços com ela e ampliando 
nossa possibilidade de comunicação e troca.
Ano XVIII boletim 04 Abr. 2008 – Secretaria de Educação a Distância – 
Ministério da Educação. Disponível em: www.tvbrasil.org.br.
A ideia central defendida no texto acima é a de que cumpre 
à escola
 fazer com que as crianças possam no próprio 
corpo, possibilitando-lhes espaços mais amplos para 
jogos e estudos que envolvam a expressão corporal.
 transformar as salas de aula em espaços lúdicos em que 
predominem atividades ligadas à expressão corporal, 
em detrimento das demais atividades escolares.
 possibilitar às crianças, como mecanismo de compensação, 
a ampliação de seu campo de fantasia, único capaz de 
suprir a sua falta de expressão corporal.
 estimular atividades ligadas à expressão corporal, como 
forma de compensar o baixo aproveitamento intelectual 
de algumas crianças.
 imprimir maior dinamismo às atividades desempenhadas 
no chamado “recreio”, tornando-o a fonte maior do 
conhecimento da expressão corporal das crianças.
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QUESTÃO 17
Leia os versos a seguir, da composição “Construção”, de 
Chico Buarque de Holanda:
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote 
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.
Um dos aspectos que faz dessa composição uma 
“construção” requintada decorre da do tipo 
de rima escolhido pelo autor, formada com palavras de 
determinada tônica. Esse emprego particular, 
porque inusitado, também foi observado nos seguintes 
versos do mesmo compositor:
 
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão” 
A Rita.
 
“Parece que dizes
Te amo, Maria
Na 
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo 
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor” 
Anos Dourados.
 
“Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama” 
Atrás da Porta.
 
“Quero no teu corpo
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...”
Tatuagem.
 
“E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima
Pra socorrer” 
Rosa dos Ventos.
QUESTÃO 18
VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio. 
Porto Alegre: L&PM, 1997.
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com 
relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome 
oblíquo. De acordo com a norma-padrão da língua, esse uso 
é inadequado, pois
 contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
 contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e 
objeto.
 gera inadequação na concordância com o verbo.
 gera ambiguidade na leitura do texto.
 apresenta dupla marcação de sujeito.
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QUESTÃO 19
Os doutores
Há muita gente especializada que, sem ser sábio, sabe 
alguma coisinha. O diabo é que, quanto mais aprofundam no 
saber do que sabem, mais ignorantes no resto.
Os advogados sabem como enrolar as leis para defender 
criminosos e ladrões. Vez por outra, defendem um inocente 
também. Os médicos sabem algumas dasdoenças, mas 
ignoram as outras todas. São muito sujeitos à moda. Quando 
dão de operar as amígdalas, arrancam as amígdalas de todo 
mundo. O mesmo fazem quando a moda é operar apêndice. 
Agora, acham que todo mundo está loucão e precisa de 
pílulas tranquilizantes ou psico-qualquer-coisa.
Para procurar médico, a gente precisa, primeiro, prestar 
atenção para ver que doença tem, senão gasta muito 
dinheiro à toa. Ir a um otorrinolaringologista com dor nos rins 
é perda de tempo: eles só sabem de otites, dor de garganta 
e espírito desenfreado. Os ortopedistas encanam perna 
quebrada direitinho, mas não sabem nada de quem sofre 
do coração. Os engenheiros também são especializados 
demais: o que sabe fazer pontes só faz pontes; o que sabe 
fazer casas só faz casas.
Às vezes, até penso que quem sabe mesmo é o povo, 
ou as pessoas que não sabem nada.
Mas cada um se vira com o pouco que sabe para ganhar 
a vida. Se todos os sábios do mundo desaparecessem 
amanhã, não faria muita falta. Se o povo acabasse, isso sim 
seria um desastre. Os sábios morreriam de fome e sede.
Trate de aprender tudo o que puder. Saber demais não 
ocupa lugar. Ignorância, sim. A sabedoria anda solta por aí, 
para a gente aprender o que quiser.
Darcy Ribeiro. Noções das Coisas.
Muitas vezes, como ocorre no texto acima, o uso de 
palavras ou expressões típicas de variante que predomina 
na oralidade do discurso concorre para a maior aproximação 
entre o autor e o público leitor.
Entre os inúmeros exemplos de registros informais 
constantes do texto, um deles está presente em
 “Vez por outra, defendem um inocente também”.
 “Os médicos sabem algumas das doenças, mas ignoram 
as outras todas”.
 “Ir a um otorrinolaringologista com dor nos rins é perda 
de tempo”.
 “Mas cada um se vira com o pouco que sabe para 
ganhar a vida”.
 “Os sábios morreriam de fome e sede”.
QUESTÃO 20
Consequências de uma brincadeira
[...] Seo Ornelas relatou à gente diversos casos. E o que 
em mente guardei, por esquipático mesmo no simples, foi o 
seguinte, conforme vou reproduzir para o senhor.
O qual se deu da parte da banda de fora da cidade da 
Januária.
Seo Ornelas, nessa ocasião, tinha amizade com 
o delegado dr. Hilário, rapaz instruído social, de muita 
civilidade, mas variado em sabedoria de inventiva, e capaz 
duma conversação tão singela, que era uma simpatia com 
ele se tratar. — “Me ensinou um meio-mil de coisas... A 
coragem dele era muito gentil e preguiçosa... Sempre só 
depois do acontecido era que a gente reconhecia como 
ele tinha sido homem no acontecer...”
Ao que, numa tarde, Seo Ornelas – segundo seu contar 
– proseava nas entradas da cidade, em roda com o dr. Hilário 
mais outros dois ou três senhores, e o soldado ordenança, 
que à paisana estava. De repente, veio vindo um homem, 
viajor. Um capiau a pé, sem assinalamento nenhum, e que 
tinha um pau comprido num ombro: com um saco quase 
vazio pendurado da ponta do pau. – “... Semelhasse que 
esse homem devia de estar chegando da Queimada 
Grande, ou da Sambaíba. Nele não se via fama de crime 
nem vontade de proezas. Sendo que mesmo a miseriazinha 
dele era trivial no bem-composta...” Seo Ornelas departia 
pouco em descrições: — “... Aí, pois, apareceu aquele 
homenzém, com o saco mal-cheio estabelecido na ponta do 
pau, do ombro, e se aproximou para os da roda, suplicou 
informação: — O qual é que é, aqui, mó que pergunte, por 
osséquio, o senhor doutor delegado? – ele extorquiu. Mas, 
antes que um outro desse resposta, o dr. Hilário mesmo 
indicou um Aduarte Antoniano, que estava lá – o sujeito mau, 
agarrado na ganância e falado de ser muito traiçoeiro. — O 
doutor é este, amigo... — o dr. Hilário, para se rir, 
Apre, ei – e nisso já o homem, com insensata rapidez, 
desempecilhou o pau do saco, e desceu o dito na cabeça do 
Aduarte Antoniano — que nem questão de aleijar ou 
matar... A trapalhada: o homenzinho logo sojigado preso, e 
o Aduarte Antoniano socorrido, com o melor e sangue num 
quebrado na cabeça, mas sem a gravidade maior. Ante o 
que, o dr. Hilário, apreciador dos exemplos, só me disse: — 
Pouco se vive, e muito se vê... Reperguntei qual era o mote. 
— Um outro pode ser a gente; mas a gente não pode ser um 
outro, nem convém... — o dr. Hilário completou. Acho que 
esta foi uma das passagens mais instrutivas e divertidas que 
em até hoje eu presenciei...”
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 9 ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 
1974, p. 347-8.
Guimarães Rosa terá sido, talvez, o mais “revolucionário” 
de nossos escritores. Uma das marcas de sua linguagem, e 
que mais se evidencia no texto acima, é
 o apuro e a insistência no uso do discurso culto.
 a utilização de de estilo na descrição da cena e 
do cenário.
 a expressão coloquial e a regional em seu uso indiscriminado 
para caracterizar personagens.
 a metalinguagem do discurso como elemento facilitador 
do entendimento do percurso narrativo.
 a inovação e a alteração do código linguístico tradicional.
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QUESTÃO 21
(As paráfrases) são extremamente úteis, por um 
lado, para trabalhar as diferentes nuances que uma ideia 
pode apresentar em função de suas múltiplas e possíveis 
formulações e, por outro lado, para ajudar a compreender 
bem determinadas noções complexas: se o aluno decora um 
conteúdo ou simplesmente copia um texto para “responder” 
a uma questão, não “reagiu” verdadeiramente ao conteúdo e 
não se pode dizer que o assimilou; no entanto, esforçando- 
-se para parafrasear o que estuda, ou seja, dizer com outras 
palavras o que lê ou ouve, converte o material percebido 
em estruturas pertencentes ao conhecimento armazenado 
– quando consegue explicar o que entendeu com suas 
palavras, o aluno mostra, também, que entendeu. E pode 
empregar esse conhecimento pré-construído, que agora é 
“seu”, para gerar novos conhecimentos.
RICHTER, Marcos Gustavo. Focalizando a gramática na pedagogia de projeto. 
BEVILAQUA, Ceres et al. Leitura e produção de textos. Santa Maria: Ed. da UFSM, 
1999. p.82.
O texto acima refere-se à construção de paráfrases como 
instrumentos pedagógicos. Sobre esse tipo de produção 
textual, é possível inferir que
 parte de um texto original para subvertê-lo, em face de 
uma nova ótica.
 transcreve um texto-base, com críticas.
 possibilita a intertextualidade entre ideias que se opõem.
 promove uma espécie de “tradução” dentro da própria 
língua.
 recria um texto anterior, alterando-lhe o conteúdo 
essencial.
QUESTÃO 22
AMARAL, Tarsila do. O mamoeiro. 1925, óleo sobre tela, 65 × 70, IEB//USP.
O Modernismo brasileiro teve forte das 
vanguardas europeias. A partir da Semana de Arte Moderna, 
esses conceitos passaram a fazer parte da arte brasileira 
 
Tomando como referência o quadro O mamoeiro, 
se que, nas artes plásticas, a
 imagem passa a valer mais que as formas vanguardistas.
 forma estética ganha linhas retas e valoriza o cotidiano.
 natureza passa a ser admirada como um espaço 
utópico.
 imagem privilegia uma ação moderna e industrializada.
 forma apresenta contornos e detalhes humanos.
QUESTÃO 23
Nel mezzo del camin...
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
Poesias, Sarças de fogo, 1888
A respeito do poema de Olavo Bilac, pode-se inferir, com 
relação às funções de linguagem, que o texto apresenta
 apenas a função apelativa, marcada pelo destaque que 
se confere ao interlocutor, com a presença de verbos e 
pronomes de segunda pessoa.
 a função emotiva, centrada no eu lírico; a apelativa, 
presente na valorização do interlocutor;a poética, 
 no uso sugestivo de palavras e construções.
 a preponderância da função metalinguística, pela 
menção a um hipotético diálogo entre o eu lírico e sua 
interlocutora.
 o emprego exclusivo da função referencial, pois o 
que pretende o eu lírico é prestar esclarecimento ao 
interlocutor sobre determinadas manifestações.
 a presença mais marcante da função fática, já que, 
permanentemente, o eu lírico coloca em destaque a 
comunicação entre ele e uma interlocutora.
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QUESTÃO 24
O texto abaixo é trecho de um comentário sobre conteúdo 
constante do livro Por uma vida melhor, da Coleção Viver, 
Aprender, 2o segmento do Ensino Fundamental, na seção 
de Língua Portuguesa, publicada pela Editora Global e 
aprovado pelo Ministério da Educação.
O livro provocou estranhamento, há alguns anos, entre 
professores e não professores. O fragmento corresponde ao 
capítulo 1, “Escrever é diferente de falar”. O comentário é 
feito pela autora do livro, Heloísa Cerri Ramos.
Na p. 15, continua: “Você pode estar se perguntando: 
“Mas eu posso falar ‘os livro’?”. Claro que pode. Mas 
atento porque, dependendo da situação, você corre o risco 
de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o 
que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando 
as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de 
correção de todas as formas linguísticas.” Aqui, o importante 
é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e 
incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia 
de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da 
situação comunicativa. Como se aprende isso? Observando, 
analisando, e praticando a língua em diferentes 
situações de comunicação. Quando há conhecimento das 
muitas variedades da língua, é possível escolher a que 
melhor se encaixa a um contexto comunicativo.
Aprende-se a falar e a escrever a norma de prestígio 
praticando-a constante e intensamente. Decorar regras 
ou procurar palavras no dicionário têm importância para 
determinadas situações pontuais, mas não garantem que 
alguém aprenda a escrever com e adequação, 
em diferentes situações comunicativas. É dever da escola 
e direito do aluno aprender a escrever, a ler e a falar os 
diversos gêneros textuais que circulam na sociedade em 
que vivemos.
O mundo contemporâneo exige pessoas capazes de 
usar a língua para ler, escrever e falar tanto 
nas relações interpessoais, como no trabalho, nos estudos, 
nas redes sociais, na defesa de direitos, nas práticas 
culturais e até no lazer.
É um direito de todos os cidadãos ter essa formação 
linguística competente. É dever da escola a responsabilidade 
de promover tal formação, especialmente dos 
do ensino da alfabetização e da Língua Portuguesa.
Podemos concluir que, para a autora,
 são manifestações linguísticas da mesma natureza as 
construções “os livro ilustrado” e “livros os ilustrado”.
 a variedade popular da língua, pela sua simplicidade, 
acaba sendo mais efetiva, como instrumento de 
comunicação.
 deve ser estimulado o preconceito linguístico diante de 
construções provenientes de falantes não escolarizados.
 o contexto é que deve determinar, não a correção de 
uma ou outra construção, mas a sua adequabilidade.
 à escola cabe privilegiar os gêneros textuais em que o 
uso da norma culta esteja presente, sem preocupações 
com as demais variedades.
QUESTÃO 25
A leitura do poema “Descrição da guerra em Guernica” traz 
à lembrança o famoso quadro de Picasso.
Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores de cereal,
aos utensílios que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço; planta
no ar, como uma árvore
a chama do candeeiro.
(...)
OLIVEIRA, Carlos de. in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia 
Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.
Uma análise cuidadosa do quadro permite que se 
 as cenas referidas nos trechos do poema.
Pablo Picasso, Guernica, 1937. Museu Nacional Centro de Arte Reina Madri.
Podem ser relacionadas ao texto lido as partes
 a1, a2 e a3.
 f1, e1 e d1.
 e1, d1 e c1.
 c1, c2 e c3.
 e1, e2 e e3.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 18
QUESTÃO 26
Lisbon Revisited (1923)
(...)
Que mal eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
(...)
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo…
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Álvaro de Campos / Fernando Pessoa.
Nesse fragmento, percebe-se, por parte do eu lírico, um 
posicionamento voltado para
 a do sentimento coletivo.
 o repúdio a conduções de ordem ideológica.
 o respeito ao consenso geral.
 o destaque de valores de convivência.
 a demissão de valores de personalidade.
QUESTÃO 27
I – “Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de doirado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guisos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações”
Orestes Barbosa
II – “O Arnesto nos convidô prum samba,
ele mora no Brás
Nós fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita de uma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!”
Adoniram Barbosa
O confronto dos dois textos apresentados, do cancioneiro 
popular brasileiro, permite-nos inferir que
 o segundo deve ser totalmente desconsiderado como 
manifestação popular.
 são distintos os registros linguísticos em que as letras 
se produziram.
 ambos observam a informalidade do discurso e a 
inobservância à norma culta.
 só o segundo merece registro como produção vinculada 
à música popular.
 só o primeiro observa as construções típicas dos 
segmentos mais populares.
QUESTÃO 28
“E se tu queres, donzela,
Sentir minh’alma vibrar
Solta essa trança tão bela
Quero nela suspirar!
Descansa-me no teu seio
Ouvirás no devaneio
A minha lira cantar!”
Álvares de Azevedo
Os versos acima reproduzem um momento da nossa 
literatura marcado pelo ideário romântico.
 um aspecto formal que alicerça esse ideário, 
a utilização do verbo “descansar” como transitivo direto 
permite uma caracterização do eu lírico, nos versos acima, 
como alguém que, em postura típica do ultrarromantismo, se 
posiciona como
 o sujeito ativo na relação amorosa.
 objeto de uma ação carinhosa da amada.
 disposto a acolher em seus braços a mulher amada.
 emissor de uma mensagem de amor à interlocutora.
 refratário a uma mulher que aparentemente o despreza.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 19
QUESTÃO 29
Charge de Amâncio. Disponível em: essaseoutras.xpg.uol.com.br.
As charges, em muitos momentos, cumprem missões de 
denúncia de posturas do cotidiano, que podem envolver 
âmbitos de cunho existencial, político, social, etc.
No texto acima, o autor se vale do recurso da intertextualidade, 
com alusão a conhecido quadro expressionista, como 
elemento a serviço de uma visão crítica voltada para
 a impunidade garantida por ações judiciais.
 a inutilidade do sistema eleitoral vigente.
 o entre as manifestações artísticas e as políticas.
 injustiças que caracterizam a rotulação de políticos.
 um atentado à liberdade de manifestação do pensamento.
QUESTÃO 30
Disponível em: www.diaadiaeducacao.pr.gov.br.
Na charge acima, pela interação dos seus elementos verbais 
e não verbais, pode-se inferirque o seu autor pretende
 mostrar como os meios tecnológicos têm melhorado a 
qualidade de vida das pessoas.
 valorizar a amplitude dos conhecimentos que a internet 
traz para facilitar as relações pessoais.
 provocar a sobre possíveis efeitos negativos 
da excessiva presença da internet no dia a dia das 
pessoas.
 criticar o crescente individualismo das pessoas, em 
decorrência da presença da tecnologia no mundo atual.
 apresentar a internet como um instrumento capaz de 
permitir a todos informação sobre todas as coisas e 
pessoas.
QUESTÃO 31
TEXTO I
O Brasil sempre deu respostas rápidas através da 
solidariedade do seu povo. Mas a mesma força que nos 
motiva a ajudar o próximo deveria também nos motivar a 
ter atitudes cidadãs. Não podemos mais transferir a culpa 
para quem é vítima ou até mesmo para a própria natureza, 
como se esta seguisse a lógica humana. Sobram desculpas 
esfarrapadas e falta competência da classe política.
Cartas. Isto É. 28 abr. 2010.
TEXTO II
Não podemos negar ao povo sofrido todas as 
hipóteses de previsão dos desastres. Demagogos culpam 
os moradores; o governo e a prefeitura apelam para as 
pessoas saírem das áreas de risco e agora dizem que 
será compulsória a realocação. Então, temos a realocar 
o Brasil inteiro! Criemos um serviço, similar ao SUS, com 
alocação obrigatória de recursos orçamentários com rede 
de atendimento preventivo, onde participariam arquitetos, 
engenheiros, geólogos. Bem ou mal, esse “SUS” organizaria 
brigadas nos locais. Nos casos da dengue, por exemplo, 
poderia as condições de acontecer epidemias. 
Seriam boas ações preventivas.
Carta do Leitor. Carta Capital. 28 abr. 2010 (adaptado).
Os textos apresentados expressam opiniões de leitores 
acerca de relevante assunto para a sociedade brasileira. Os 
autores dos dois textos apontam para a
 necessidade de trabalho voluntário contínuo para a 
resolução das mazelas sociais.
 importância de ações preventivas para evitar catástrofes, 
indevidamente atribuídas aos políticos.
 incapacidade política para agir de forma diligente na 
resolução das mazelas sociais.
 urgência de se criarem novos órgãos públicos com as 
mesmas características do SUS.
 impossibilidade de o homem agir de forma ou 
preventiva diante das ações da natureza.
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QUESTÃO 32
No site TechTudo, vinculado ao portal Globo.com, em 13 de 
dezembro de 2016, lia-se a seguinte notícia:
Bully, o jogo polêmico, ganha versão para 
Android e iPhone
Bully, jogo polêmico conhecido como de “GTA na 
escola”, recebeu versão repaginada. Desta vez, a Rockstar 
lançou uma versão do game para celulares e tablets com 
Android e iOS em homenagem aos dez anos do jogo. 
Além de todo o conteúdo lançado para o título, incluindo 
as novas missões e itens da Scholarship Edition, lançados 
posteriormente, a versão de Bully para celulares traz, ainda, 
um modo multiplayer inédito. Bastante simples, ele consiste 
em uma série de minigames baseados em jogos clássicos 
de arcade, que contam com painéis de pontos para que os 
jogadores possam comparar sua performance.
Na história, controlamos Jimmy, um aluno problemático 
que acaba na Bullworth Academy, uma das escolas mais 
prestigiosas, mas também cheia de segredos, dos Estados 
Unidos. Ao longo do game, o jogador deve trabalhar para se 
enturmar com os diferentes grupos de alunos, participar de 
aulas, praticar esportes e, claro, pregar peças e agir como a 
rebeldia do protagonista exige.
A propósito dessa matéria – que vinha acompanhada de foto 
cuja legenda informava que o jogo “chegou a ser proibido 
no Brasil por causa de seu conteúdo abusivo e violento”, 
muitos internautas formularam comentários, entre os quais, 
mantidos incógnitos os seus autores, destacamos:
R : DICAS PRA JOGAR um jogo proibido? O jornalismo 
da Rede Globo não tem mais editoria?
RM: proibido kkkkkkk todo mundo jogou esse jogo, 
reportagem coco.
LS: eh pq pra eles a pirataria nao existe e a internet nao 
tem seu lado obscuro pra eles eh tudo respeitado por todos 
kkkkkkk
LA: O fato de vc achar maconha com relativa facilidade, 
não faz com que ela deixe de ser proibida. O fato da pirataria 
rolar solta, não tornava o jogo legal
V: Peguei meu jogando esse jogo, eu já tinha falado 
pra não jogar por causa da violência, eu avisei, bati tanto 
nele, tanto, que no outro dia as tias da escola perguntaram 
pq ele tinha tanto roxos na perna.
P.L: Esquenta a cabeça não, V. Eu na idade do seu 
também apanhei muito da minha mãe por fazer diversas 
coisas erradas. Aprendi, cresci e hoje sou um homem 
decente e de caráter. Não ligue para as críticas da geração 
MI-MI-MI.
V: Eu sempre escrevo pra testar a capacidade dos 
leitores, obvio que eu não tenho Obvio que foi ironia. 
Com esse post podemos concluir que nessa geração de 
analfabetos funcionais, todo mundo quer ter opinião sobre 
tudo. Parabéns a todos que perderam tempo criticando, agora 
estou na praia comentando com os meus amigos sobre vcs 
todos que devem estar presos em escritórios. Fica a lição.
A respeito dos comentários formulados, é possível observar-
-se que
 na opinião de “L.S.”, a pirataria e as transgressões na 
internet um sadio desrespeito à proibição do 
jogo.
 “L.A.” tem posição e argumentação que fortalece 
os posicionamentos anteriores, que ridicularizam a 
propalada proibição do jogo.
 “V” intervém no debate para dar um exemplo claro de 
como os pais devem agir diante dos perigos que o 
contato com jogos violentos traz para os 
 “P.L.”, não percebendo o tom irônico da intervenção anterior 
de “V”, reforça-lhe as palavras com seu exemplo pessoal.
 “V”, em sua segunda intervenção, esclarece a ironia 
inicial e abandona esse tipo de discurso para congratular- 
-se com a participação de todos no debate.
QUESTÃO 33
[...] Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram 
quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala 
um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, 
cuja espórtula no debate não passava de um ou outro 
resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma 
idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, 
era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, 
e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e 
defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que 
a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz 
no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que 
os e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, 
eram a perfeição espiritual e eterna. Como desse esta mesma 
resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e 
 a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina 
(assim se chamava ele) um instante, e respondeu:
— Pensando bem, talvez o senhor tenha razão. [...]
Machado de Assis. O espelho.
Diversos elementos contribuem para a progressão de um 
texto, articulando-o e conferindo-lhe o sentido pretendido. 
Na passagem acima, podemos considerar que
 o pronome demonstrativo “esse”, nas linhas iniciais do 
texto, é usado indevidamente para recuperar elemento 
mencionado anteriormente.
 a forma de gerúndio “dizendo” acrescenta uma 
circunstância de oposição à ação de defender-se, 
mencionada antes.
 o termo “aliás”, na parte do texto, contribui para a 
introdução de elemento que reforça ideia anteriormente 
apresentada.
 a conjunção “como”, no penúltimo período, introduz 
oração que, em relação à que se lhe segue, traz a ideia 
de comparação.
 a forma “lha”, ainda no do texto, é elemento 
de natureza pronominal e anafórica, retomando tão 
somente o personagem Jacobina.
de adquirir consciência ambiental, expõe diversas 
consequências da contaminação ambiental, mecanismo que 
Na tentativa de convencer os interlocutores (os leitores), 
convidando-os a pensar, o autor dirige-se a eles de maneira 
incisiva, utilizando-se de verbos no imperativo, índice da 
Registre-se que, a despeito de se perceberem, no poema, 
as intenções apresentadas na opção A, elas não constituem 
marca da função emotiva, que privilegiao foco na primeira 
 
no texto, a expressividade típica da função poética , não 
 uma 
 que o 
posicionamento sobre os seus efeitos negativos reitera esse 
tangenciem o 
entendimento do poema, não constituem preponderância de 
O texto tem natureza jornalístico-informativa, apresentando, 
como elemento que fortalece a informação, dados estatísticos. 
Não apresenta mensagem voltada para a prevenção da 
calvície, não se refere à irreversibilidade do seu processo.
Com relação à forma como o texto se desenvolve, não se 
 (já que 
a fonte é a Sociedade Brasileira de dermatologia) nem em 
Muitos versos do fragmento comprovam o acerto dessa 
alternativa. Um exemplo: “O que se corta em segundos gasta 
tempo prá vingar / e o fruto que dá no cacho prá gente se 
alimentar? / depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar / 
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar / Mas 
continuidade ás 
 elemento 
do folclore nativo que não devasta, mas protege a mata. 
Também não se pode admitir que a visão do autor veja, na 
 Com 
relação às duas últimas opções, entre os atores da “saga 
 elementos 
 desse 
processo, como os nativos que veem sua terra destruída.
No texto, efetivamente, Nelson Rodrigues contrapõe 
duas posturas do brasileiro: a primeira diz respeito a um 
posicionamento, anterior a 1958 (primeira conquista do Brasil 
na Copa do Mundo de Futebol), segundo o qual havia um 
sentimento de inferioridade, por parte dos nossos cidadãos, 
em relação aos estrangeiros, particularmente os ingleses; a 
segunda, a ela oposta, surgida com a vitória na Copa, em 
que os brasileiros se perceberam iguais aos europeus, ou 
Todas as perguntas formuladas pelo autor dizem respeito a 
aspecto planetários, envolvendo diferentes povos de regiões 
bem distintas. Daí, a frase objeto da alternativa-resposta, 
atender perfeitamente ao que se solicitaa no comando da 
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 21
QUESTÃO 34
O sistema artístico de comunicação – e, dentro dele, as suas 
diversas manifestações na literatura – apresenta variados 
recursos expressivos como elementos caracterizadores. O 
texto abaixo aborda o tema do negro em sua problemática 
social e histórica.
Negro forro
minha carta de alforria
não me deu fazendas,
nem dinheiro no banco,
nem bigodes retorcidos.
minha carta de alforria
costurou meus passos
aos corredores da noite
de minha pele.
Adão Ventura. Os cem melhores poemas brasileiros do século, organizado por Italo Moriconi. 
Rio de Janeiro, Ed. Objetiva, 2001, p. 275.
Considerando o sentido dos versos que compõem o poema, 
podemos concluir que, na escolha do título, o autor se utilizou 
da linguagem por meio do recurso denominado
 ironia.
 metáfora.
 eufemismo.
 antítese.
QUESTÃO 35
I – “Ô, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra e samba e pandeiro.”
II – “Risque meu nome do seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado”
III – “O nego tá moiado de suó
Trabaia, trabaia nego
As mão do nego tá que é calo só”
Transcrevem-se, acima, três passagens que integram 
diferentes composições musicais, todas de autoria de Ari 
Barroso (1903/1964), expressão consagrada na história de 
nosso cancioneiro.
Sobre elas, podemos que
 ilustram a permanência da linha temática de diferentes 
escolas no movimento literário brasileiro, todas posteriores 
ao Realismo, embora tenham sido produzidas em pleno 
domínio do Modernismo.
 retomam a temática de uma escola do movimento literário 
brasileiro, o Realismo, por apresentar a pátria, o amor e o 
negro segundo ótica plenamente objetiva.
 são representativas da chamada poesia engajada, ou 
seja, aquela que se caracteriza pela denúncia crítica de 
realidades pessoais ou sociais marcadas pela injustiça.
 pela linha temática que apresentam, revelam a permanência, 
em produções poéticas do século XX, de diferentes aspectos 
temáticos do Romantismo e suas três gerações.
 privilegiam, quanto à forma, um tipo de linguagem 
inadequada, porque totalmente afastada do registro culto 
da língua.
QUESTÃO 36
Língua rica é a nossa!
Há quem pense que seria bom se todos os brasileiros 
dispusessem de apenas uma palavra ou expressão para 
designar determinado fato, pessoa ou circunstância. Mas 
não é bem assim; aliás, não é nada assim.
Imagine, por exemplo, as possibilidades que a nossa 
língua oferece quando se quer dizer que uma coisa é muito 
boa. Não precisamos apelar para o arcaico “supimpa” para 
engrossar o número de expressões capazes de traduzir essa 
ideia. Podemos, quando muito, elogiar a turma da melhor 
idade com “bacana”, reconhecendo, porém, que a palavra 
“legal” tem, hoje, uma amplitude tal de emprego que também 
atinge os mais velhos.
Quanto aos mais novos, não abandonaram o “legal”, 
mas vivem usando por aí o “barato”, o “maneiro”, o “irado”, o 
“máximo”, o “demais”... Os baianos gostam de usar “massa”, 
os gaúchos apelam para o “trilegal”, muita gente emprega o 
“da hora” e há até quem use o “animal”...
Mas isso é ruim? Claro que não. Situações como essa, 
pelo contrário, revelam a imensa versatilidade oferecida 
pela língua, a criatividade dos seus falantes e a 
do conceito da “diversidade na unidade” que a 
existência de variantes linguísticas, sejam elas de cunho 
histórico, regional ou social.
R.M. Lima
No texto acima, seu autor, a partir de um determinado 
exemplo, pretende, basicamente, que se reconheça a nossa 
língua como
 dinâmica, pela possibilidade de sepultar determinados 
vocábulos.
 organismo vivo, capaz de estimular a inventiva dos usuários.
 instável, propiciando substituições voca-
bulares.
 fragmentada em diversas manifestações dialetais que a 
empobrecem.
 vinculada a uma concepção estática, tendente à cristalização 
lexical.
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 22
QUESTÃO 37
Nas aulas de Educação Física, a dança costuma ser 
um conteúdo rejeitado por muitos alunos e até por alguns 
professores. Muitos são os preconceitos contra essa prática, 
já que é costume ouvir “dança é coisa de menina”. Será? 
Para você fazer dança na escola, você não precisa saber 
passos ou já ter feito dança fora da escola. Ao contrário: a 
proposta de trabalhar a dança na escola é para romper com 
essa ideia de que dança é uma montada com 
passos feitos.
Logo, o que se espera da dança na escola é que o corpo 
se movimente no ritmo da música e que haja expressão de 
sentimentos a partir do próprio movimento. E isso qualquer 
um faz: menino ou menina.
RONDINELLI, Paula. Dança: história, ritmo e movimento. Brasil Escola. 
Disponível em: brasilescola.uol.com.br. Acesso em: 15 dez. 2016.
Segundo a autora, a frase “dança é coisa de menina”
 é utilizada como desculpa por professores e alunos que 
não sabem reproduzir passos coreografados.
 é recurso argumentativo dos que não aprenderam 
dança em escolas 
 é visão menor de quem não percebe a dança como 
expressão corporal capaz de traduzir sentimentos.
 corresponde a um pensamento fruto do senso comum e, 
como tal, não passível de discussão.
 tem a ver com o reconhecimento generalizado de que a 
dança traz em si características de gênero.
QUESTÃO 38
Uma boa aparência nem sempre é sinônimo de saúde. 
A busca por um corpo perfeito pode fazer com que o homem 
ultrapasse os próprios limites. Esse exagero provém da falta 
de consciência da própria imagem e hoje é diagnosticado 
como “vigorexia”.
Ela se caracteriza pelo excesso de exercícios físicos 
somado ao culto ao corpo. Pode afetar corredores, bailarinas 
e até mesmo lutadores de boxe.
Segundo a psiquiatra Jocelyne Levy Rosenberg, o 
vigoréxico vê uma imagem deformada de si mesmo pelo 
espelho e abre mão de compromissos pessoais para estar 
cada vez mais próximo do corpo que deseja ter. “Ele deixa 
de frequentar o trabalho, a escola ou faculdade para ir à 
academia e isso acaba interferindo no relacionamento afetivo 
da pessoa”, explica a autora do livro Lindos de morrer.
Disposição e força de vontade é o que não falta para 
Pedro 18, que nega ser um“vigoréxico”. O estudante 
começou a treinar aos 15 anos para perder peso. Viu no 
esporte uma possibilidade de conquistar o sonho utópico 
do corpo perfeito. “Costumo me olhar para checar se o 
treino está certo, a alimentação balanceada e conquistar o 
resultado que eu busco.”
O problema é que nem sempre as pessoas detectam 
o exagero e ultrapassam os limites do próprio corpo. Pedro 
discorda. “Existem pessoas que treinam até mais que eu.”
O de Educação Física Alexandre Cordeiro 
é contra a atividade física voltada exclusivamente para 
a estética, pois avalia que essa atitude cria o vício pelo 
esporte. “Essa tamanha preocupação com a autoimagem 
 o amadurecimento, já que a pessoa é capaz de 
ignorar qualquer risco à saúde e orientação para 
adquirir um corpo cada vez mais forte”.
Além disso, Cordeiro alerta que as grifes de roupas e 
os meios de comunicação, em geral, induzem as pessoas 
à busca pelo corpo ideal com seus manequins pequenos e 
modelos musculosos. “Isso é uma agressão aos jovens e 
adolescentes que querem ser aceitos pela sociedade”, diz.
(...)
Mariana Abdo, Patrícia Basilio, Renata Cintra e Tais Andréa, do Rudge Ramos Jornal. 
Disponível em: www.metodista.br. Acesso em: 15 dez. 2016.
O texto, entre outros aspectos, coloca em destaque o 
conceito da “vigorexia” que, a julgar pelo posicionamento 
das autoras e pelos depoimentos prestados,
 tem como fundamento a busca equilibrada dos limites a 
que se pode chegar na tentativa do corpo perfeito.
 é o conjunto de atividades complementares àquelas 
vinculadas ao campo ou acadêmico.
 é uma compulsão, reconhecida como tal pelos seus 
cultores, que leva à procura da ultrapassagem dos 
limites a que o corpo pode chegar.
 fundamenta-se em uma preocupação exagerada com a 
própria imagem e, por isso, prejudicial a outros aspectos 
dos que a cultivam.
 entra em contradição com procedimentos midiáticos e 
comerciais, que alertam para os perigos da busca de um 
corpo ideal.
ampliação do campo da fantasia como “único capaz de suprir 
 atividades 
corporais como compensação para “o baixo aproveitamento 
 recreio 
como “fonte maior do conhecimento da expressão corporal 
 a ver 
com o emprego de palavras proparoxítonas , que , realmente, 
constituem um uso inusitado de rimas. Na alternativa-
 “pálido” e 
Os estudos gramaticais revelam que os pronomes retos 
devem ser utilizados como sujeito, reservando-se para os 
oblíquos o emprego como objeto. No caso, o correto, na fala 
 aliás, se 
massacrá-los”).
 afasta 
do seu sentido original, constitui manifestação da linguagem 
popular, coloquial, informal. Nas demais alternativas, não se 
 
 
de estilo, mas sem chamar muito a atenção. Há expressões 
coloquiais e regionais, não usadas indiscriminadamente, 
como há a metalinguagem de uso discreto. No entanto o 
acúmulo de construções semelhantes a “mas variado em 
 viajor”, 
 levar 
A paráfrase é um recurso intertextual de permanência, de 
manutenção do texto parafraseado, ainda que com palavras 
ou construções diferentes das originais. Não subvertem, não 
criticam, não alteram o conteúdo essencial de um texto nem 
 pelas 
vanguardas europeias do início do século XX. O quadro de 
Tarsila do Amaral mostra claramente a opção por temas do 
cotidiano (privilegiando a abordagem de elementos nativos), 
 apelo a 
Importante registrar que, no nosso Modernismo, assim como 
na Europa, o que prevalecia era a vontade de promover a 
renovação, de buscar a ruptura com a tradição, sem que, 
no entanto, houvesse um projeto artístico que primasse por 
No poema de Bilac, convergem, efetivamente, essas três 
funções de linguagem, já que o eu lírico expõe os seus 
sentimentos (função emotiva) dirigindo-se a uma interlocutora 
(função apelativa) com utilização de linguagem expressiva , 
resposta, diz 
Aqui o importante é chamar a atenção para o 
fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua 
deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado 
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 23
QUESTÃO 39
Conceitua-se, genericamente, a arte abstrata ou abstra-
cionismo como manifestação em que se utilizam formas, 
cores ou texturas que não retratam uma fugindo da 
representação naturalista da realidade. Esse tipo de arte 
está em
 
Les demoiselles d”Avignon, Picasso
 
A colheita,: Van Gogh
 
Sobre o branco II, Kandinsky
 
Sonata Africana, Vladimir Kush
 
Motociclista, Mário Guido dal Monte
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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 24
QUESTÃO 40
A estética nas diferentes sociedades vem geralmente 
acompanhada de marcas corporais que individualizam 
seus sujeitos e sua coletividade. Discos labiais, piercings, 
tatuagens, mutilações, pinturas, vestimentas, penteados 
e cortes de cabelo são algumas marcas reconhecíveis de 
um inventário possível das técnicas corporais em toda sua 
riqueza e diversidade. Embora universal, as formas das 
quais se valem os grupos e indivíduos para se marcarem 
corporalmente são vistas, às vezes, como estranhas a 
indivíduos que pertencem a outros grupos. Essa atitude 
de estranhamento em relação ao diferente é considerada 
conceitualmente como
 preconceito: reconhece no valor das raças o que é 
correto ou não na estética corporal.
 relativização: o outro é entendido nos seus próprios 
termos.
 etnocentrismo: só reconhece valor nos seus próprios 
elementos culturais.
 etnocídio: afasta o diferente e procura transformá-lo 
num igual.
 egocentrismo: considera apenas as diferenças tidas 
como aceitáveis para um grupo.
QUESTÃO 41
A forte presença de palavras indígenas e africanas e 
de termos trazidos pelos imigrantes a partir do século XIX 
é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o 
português de Portugal. Mas, olhando para a história dos 
empréstimos que o português brasileiro recebeu de línguas 
europeias a partir do século XX, outra diferença também 
aparece: com a vinda ao Brasil da família real portuguesa 
(1808) e, particularmente, com a Independência, Portugal 
deixou de ser o intermediário obrigatório da assimilação 
desses empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram 
a divergir, não só por terem sofrido diferentes, 
mas também pela maneira como reagiram a elas.
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que 
falamos. São Paulo: Contexto, 2006.
Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, 
são importantes na constituição do Brasil porque
 deixaram marcas da história vivida pela nação, como a 
colonização e a imigração.
 transformaram em um só idioma línguas diferentes, 
como as africanas, as indígenas e as europeias.
 promoveram uma língua acessível a falantes de origens 
distintas, como o africano, o indígena e o europeu.
 guardaram uma relação de identidade entre os falantes 
do português do Brasil e os do português de Portugal.
 tornaram a língua do Brasil mais complexa do que 
as línguas de outros países que também tiveram 
colonização portuguesa.
QUESTÃO 42
Disponível em: 
A charge acima tem como objetivo provocar uma visão 
crítica sobre o consumismo, a que somos continuamente 
estimulados pela publicidade e por valores existenciais que 
ela tenta colocar em realce, como fundamentais.
Mantido o espírito irônico que se percebe na charge, um 
bom título para ela poderia ser
 “Seja bem-vindo ao mundo da obsolescência planejada!”
 “Fique atento para as armadilhas da propaganda!”
 das inovações tecnológicas!”
 “Não consuma aquilo de que não necessita!”
 “Exija bens de maior durabilidade!”
Os dois textos – a despeito dos seus diferentes 
enfoques - apresentam uma visão crítica a respeito das 
responsabilidades da classe política diante dos problemas 
enfrentados pela população em função de desastres naturais. 
No texto I, essa visão está presente na passagem “Sobram 
desculpas esfarrapadas e faltade competência da classe 
 “Demagogos 
culpam os moradores; o governo e a prefeitura apelam para 
as pessoas saírem das áreas de risco e agora dizem que 
 “V” fez 
com que ele tentasse fortalecer um posicionamento falso 
 encontra 
 que a 
argumentação fortalece posicionamentos anteriores, quando, 
 trata 
 irônico); em 
 irônico, que 
querubins não 
controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual 
 para 
 pronome 
anteriormente 
 modo 
(um modo de defender-se, através da palavra); a conjunção 
 “lha”, 
 “Jacobina” 
 (alforriado, 
“costurados” aos 
 imagem 
quer revelar alguém privado de liberdade, discriminado pela 
 dizia 
 
que alguns poderiam ver no corpo do poema, na passagem 
 visão 
Não há, no título, as ideias de eufemismo (suavização) ou de 
Os três fragmentos apresentam, pela ordem, a exaltação de 
elementos da pátria brasileira, o amor irrealizado e a temática 
da escravidão, recuperando, assim, no pós-Modernismo, 
características do Romantismo e de suas três diferentes 
O texto, efetivamente, busca, com o exemplo apresentado, 
mostrar que língua está em permanente transformação, 
 (“c”) ou 
 
 dentro 
da unidade, pode e deve existir diversidade que permita, 
mantida a estrutura geral da língua, manifestações criativas. 
Evidentemente, não se pode reduzir o dinamismo da língua 
 última 
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 25
QUESTÃO 43
“Venha para o mundo de Marlboro”. Você quer mesmo ir? O 
cowboy da propaganda já foi.
Os elementos verbais e não verbais acima poderiam, se 
unidos, compor uma propaganda institucional, voltada para 
o tabagismo.
Caso essa hipotética peça propagandística tivesse sido 
efetivamente produzida, a análise de seus elementos e 
dos objetivos pretendidos permitiria o reconhecimento do 
emprego, para o convencimento do público-alvo, de
 elementos de sedução, cercando o produto divulgado 
de uma ambiência positiva e atraente.
 uma certa chantagem, decorrente da ligação entre o 
que se propõe na imagem e o que se no texto 
verbal.
 um conteúdo voltado diretamente para a emoção dos 
receptores, com a proposição de um mundo quase 
paradisíaco.
 um discurso que se pretende intimidador, em função do 
que se pode inferir da frase da peça.
 elementos verbais e não verbais que instauram a dúvida 
no público-alvo, ainda que favoráveis, no geral, ao 
tabagismo.
QUESTÃO 44
(...)
“Há poucos anos atrás, em uma matéria da faculdade de 
nome “Televisão e vídeo”, fomos incitados a criar programas 
 para que os apresentássemos posteriormente 
à turma. Eu diria que 90% dos grupos – nos 10% 
que sobraram, felizmente –, sem exageros, optaram por 
reality shows, não sei se por preguiça ou simples falta de 
criatividade, mas isso bem o que enxergamos na 
televisão como um todo (naturalmente, incluo a TV aberta 
aqui). Que melhor maneira de descrever a cultura do 
imediatismo, da fama acima de tudo e do, já mencionado 
anteriormente, espetáculo? Uma turma de faculdade, com 
jovens repletos de esperanças, de ideias novas, decidiu 
perder seis meses de suas vidas bolando reality shows. E 
ainda reclamam do Big Brother Brasil.
O segundo capítulo de Black Mirror vem, então, feito 
à medida para essas pessoas. Pessoas que obrigam os 
outros a acreditarem que somente serão bem sucedidas 
se ganharem o American Idol, pessoas que assistem The 
Voice e sonham em fazer parte daquele circo e, é claro, 
para aqueles que efetivamente participam de tais programas 
e, quando perdem, só faltam cortar os pulsos. Não estou 
dizendo que você está errado em assistir ou participar de 
tal tipo de entretenimento, o erro está na importância que 
a sociedade dá a esse tipo de série, o que, evidentemente, 
apenas traz mais do mesmo tipo de programação às nossas 
TVs. Para ilustrar essa absurda cultura, acompanhamos Bing 
(Daniel Kaluuya), um jovem que vive enclausurado em um 
ambiente hermético no qual sua vida consiste em: acordar, 
pedalar em uma bicicleta estática para gerar energia, comer, 
assistir comerciais de programas ou aos programas em si e 
dormir. Não há diálogo, não há vida, apenas sobrevivência 
em uma cultura puramente virtual na qual as pessoas 
podem sonhar, sem jamais atingir seus sonhos. No meio 
disso, Bing acaba se apaixonando por Abi (Jessica Brown 
Findlay) e tem a brilhante ideia de inscrevê-la para um reality 
show aos moldes de Britain’s Got Talent, a única suposta 
maneira de sua paixão se livrar daquele imperdoável ciclo 
vicioso. Ao de “Fifteen Million Merits” duvido que não se 
sintam enojados de programas como esses, que evocam 
uma celebridade ao custo do sonho de dezenas de outras. 
O curioso é como a emoção se demonstra reprimida nesses 
hamsters em suas pequenas rodas e como o sistema os trata 
como meras engrenagens, de forma fria, cruel e objetivista, 
colocando, uma meta clara na vida de cada ser 
humano, ou melhor, duas: gerar energia ou participar de um 
reality show.”
(...)
Disponível em: www.planocritico.com.
O texto acima é um fragmento de análise crítica feita por 
Guilherme Coral, em 12 de julho de 2016, sobre a primeira 
temporada do seriado Black Mirror, de grande sucesso na 
TV.
Pode-se na análise feita,
 uma consideração que vê na obra criticada algo que, a 
despeito de seu impacto nos espectadores, se afasta da 
realidade que hoje os circunda.
 um raciocínio que estabelece nexo direto entre o 
episódio vivenciado pelo autor e a temática do episódio 
submetido à sua visão crítica.
 uma crítica ao seriado, marcado pelo que o comentarista 
considera como o “mais do mesmo” característico da 
programação da TV.
 uma revalorização dos chamados reality shows, por 
meio do exemplo que nos dá o personagem do episódio 
analisado, na busca da felicidade.
 considerações simpáticas à atual cultura do imediatismo 
que, se não permite a realização do sonho, nos leva, ao 
menos por momentos, a sonhar.
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 26
QUESTÃO 45
A arquitetura não linear das memórias do computador 
viabiliza textos tridimensionais dotados de uma estrutura 
dinâmica que os torna manipuláveis interativamente.
A maneira mais usual de visualizar essa escritura 
múltipla na tela plana do monitor de vídeo é através de 
“janelas” (windows) paralelas, que podem ser abertas 
sempre que necessário, e também através de “elos” (links) 
que ligam determinadas palavras-chave de um texto a outros 
disponíveis na memória.
Machado, 1993, p. 286 e 288.
Na tela do computador, o hipertexto supõe uma escritura 
não sequencial, uma montagem de conexões em rede 
que, ao permitir/exigir uma multiplicidade de recorrências, 
transforma a leitura em escritura.
Marco Silva. Tecnologias na escola – Artigo “Internet na escola e inclusão” (fragmento).
Disponível em: portal.mec.gov.br.
Inequivocamente, as tecnologias de informação e 
comunicação apresentam, no campo da linguagem, 
revolução que acompanha o impacto social pelo qual 
as TICs respondem na atualidade. Nesse sentido, o 
hipertexto é elemento expressivo, no qual se as
características de
 intertextualidade, marcada pelas conexões feitas em um 
mesmo documento.
 multivocalidade, com a de um ponto de
vista sobre os demais.
 organização linear, estrutura hierárquica e ausência de 
capilaridade.
 mixagem, em processo de integração que envolve som, 
texto, imagens, etc.
 multimídia, com predominância ainda absoluta das 
manifestações verbais.
 
um discurso intimidador que, pelo medo, pretende afastar do 
A frase que inicia o segundo parágrafo (que tratará da análise 
crítica do episódio do seriado Black Mirror) vincula a visão 
do autor a um episódio do qual ele participou, objeto do 
Assim, não se pode dizer que a obra criticada se afasta da 
realidade dos espectadores (A). O seriado não é criticado 
 apresentar 
o episódio comentado como passível de promover a 
 como 
Efetivamente, essa é uma característica marcante do 
Nas demais alternativas, deve-se registrar que a 
intertextualidade pressupõe conexões em documentos 
diferentes;que a multivocalidade é o acesso a variados 
pontos de vista, várias vozes; que a multimídia engloba o 
emprego de variados suportes e que a organização dos 
textos é multilinear, sem estruturas hierárquicas e com 
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90.
QUESTÃO 46 
MEIRELLES, Victor. A Primeira Missa no Brasil, 1860. Óleo sobre tela, 268 × 356 cm. 
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
A primeira missa no Brasil é um momento emblemático do 
início da colonização portuguesa na América, celebrada 
poucos dias após a chegada e desembarque dos 
portugueses na costa brasileira, imortalizada pela narrativa 
na Carta de Pero Vaz de Caminha e no óleo sobre tela de 
Victor Meirelles. 
A ocupação de fato demorou um pouco mais a acontecer. 
Entre as razões para seu início, estava
 o aumento do comércio de especiarias com o 
Oriente, levando à maior necessidade de mercados 
consumidores. 
 a descoberta de metais preciosos na Colônia portuguesa, 
acelerando o interesse da Metrópole na exploração de 
sua colônia. 
 a probabilidade da tomada das terras por corsários 
ingleses que vinham atraídos pelo contrabando de 
escravos indígenas para outras colônias. 
 a necessidade dos colonizadores de tomar posse e 
defender suas terras para evitar a vinda de exploradores 
sem o conhecimento da Coroa portuguesa. 
 a construção das feitorias para armazenar pau-brasil e 
carregar navios, promovendo a migração de um grande 
contingente de portugueses para povoar e cuidar das 
novas vilas. 
QUESTÃO 47
Para preparar uma caixa de telefone celular com 
carregador de bateria, fone de ouvido e dois manuais de 
instrução, o empregado da fábrica dispõe de apenas seis 
segundos. Finalizada essa etapa, a embalagem é repassada 
ao funcionário seguinte da linha de montagem, o qual tem 
a missão de escanear o pacote em dois pontos diferentes 
e, em seguida, colar uma etiqueta. Em um único dia, a 
tarefa chega a ser repetida até 6.800 vezes pelo mesmo 
trabalhador.
Disponível em: www.blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br. 
Acesso em: 12 ago. 2013 (adaptado).
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CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 2
 sobre a situação exposta no texto, essa fábrica se 
organiza pelo sistema de produção conhecido como
 fordismo, no qual há divisão do trabalho, e a mecanização 
da produção leva à repetição de tarefas.
 toyotismo, no qual a mecanização do trabalho leva à 
divisão equitativa dos lucros entre os operários.
 toyotismo, no qual os trabalhadores controlam os meios 
de produção e produzem no seu próprio ritmo.
 fordismo, no qual cada um dos trabalhadores realiza 
todas as etapas do processo produtivo nas fábricas.
 fordismo, no qual a livre iniciativa do trabalhador 
determina o ritmo das fábricas e o volume da produção.
QUESTÃO 48
Níveis per capita de industrialização, 
1750-1913 (Reino Unido em 1900 = 100)
País 1750 1800 1860 1913
Alemanha 8 8 15 85
Bélgica 9 10 28 88
China 8 6 4 3
Espanha 7 7 11 22
EUA 4 9 21 126
França 9 9 20 59
Índia 7 6 3 2
Itália 8 8 10 26
Japão 7 7 7 20
Reino Unido 10 16 64 115
Rússia 6 6 8 20
FINDLAY, Ronald; O’ROURKE, Kevin. Power and Plenty: Trade,War, and the 
World Economy in the Second Millennium. Princeton: Princeton 
University Press, 2007 (adaptado).
Com base na tabela, pode-se inferir:
 A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados 
Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, 
mantendo-se relativamente inalterada durante a 
Segunda Revolução Industrial. 
 Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram 
níveis de industrialização equivalentes aos dos países 
do Norte da Europa e dos Estados Unidos durante a 
Segunda Revolução Industrial. 
 A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro 
o Reino Unido, acompanhado em menor grau pela 
Bélgica, ambos mantendo níveis elevados durante a 
Segunda Revolução Industrial. 
 Os níveis de industrialização na em 
meados do século XVIII acompanharam o movimento 
geral de industrialização do Atlântico Norte ocorrido na 
segunda metade do século XIX. 
 O Japão se destacou como o país asiático de mais 
rápida industrialização no curso da Primeira Revolução 
Industrial, perdendo força, no entanto, durante a 
Segunda Revolução Industrial. 
A temperatura média geralmente é representada por 
representa as precipitações (chuvas) ao longo do período 
estudado, geralmente um ano.
Considere os climogramas de três municípios brasileiros.
MOREIRA, João Carlos; SENE, Estáquio de. 
. São Paulo: Scipione, 2007, p. 102 e 104.
QUESTÃO 49
O hormônio testosterona está ligado ao egoísmo, 
segundo uma pesquisa inglesa. Em testes feitos por 
cientistas da University College London, na Grã-Bretanha, 
mulheres que tomaram doses do hormônio masculino 
mostraram comportamento egocêntrico quando tinham de 
lidar com problemas em pares. Quando os pesquisadores 
ministraram placebo às voluntárias antes dos testes, elas 
cooperaram entre si. O estudo ajuda a explicar como os 
hormônios moldam o comportamento humano.
Testosterona pode induzir comportamento egoísta. Veja, 1 fev. 2012.
O pressuposto fundamental assumido pela pesquisa citada 
com 
 as diferenças sociais de gênero. 
 o determinismo biológico. 
 os fatores de natureza histórica. 
 os determinismos materiais da sociedade. 
 a autonomia ética do indivíduo.
QUESTÃO 50
Climograma é uma ferramenta que permite maior facilidade 
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CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 3
A partir da observação dos climogramas de Manaus/AM, 
Brasília/DF e Porto Alegre/RS, os climas predominantes nos 
três municípios, respectivamente, são: 
 tropical semiárido – equatorial – subtropical. 
 equatorial – tropical continental – subtropical. 
 tropical continental – subtropical – equatorial. 
 equatorial – tropical de altitude – tropical semiúmido.
 equatorial semiárido – subtropical – tropical de altitude. 
QUESTÃO 51
Os povos tupi correspondiam no século XV a um enorme 
conjunto populacional étnico-linguístico que se espalhava 
por quase toda a costa atlântica sul do continente americano, 
desde o atual Ceará, até a Lagoa dos Patos, situada nos 
dias de hoje no Rio Grande do Sul. De acordo com registros 
de missionários jesuítas e de exploradores portugueses 
dos primeiros anos da colonização portuguesa, os povos 
tupi se disseminaram pelo que é hoje a costa brasileira, 
numa dinâmica combinada de crescimento populacional e 
fragmentação sociopolítica. Ao mesmo tempo, uma utopia 
ancestral cultivada pelos diversos grupos tupi da busca de 
uma “terra sem males”, teria contribuição para sua expansão 
territorial. Os tupi chegaram no início do século XVI à 
de sua peregrinação. No caminho percorrido, os povos tupi 
viviam numa atmosfera de guerra constante entre si e com 
outros povos não tupi. Guerras, captura e canibalização dos 
inimigos alimentavam a fragmentação, a dispersão territorial 
e o revanchismo.
Em termos simbólicos, o sentido da antropofagia, resultante 
do enfrentamento entre indígenas pouco antes do início da 
colonização portuguesa, tem relação com
 a necessidade de exterminar os inimigos na totalidade, 
inclusive pela ingestão física, de modo a interditar-lhes 
qualquer forma de sobrevivência ou resquício material. 
 o interesse em assimilar as potencialidades guerreiras 
e a bravura dos inimigos, bem como incorporar seu 
universo social e cosmológico adicionado ao grupo do 
vencedor. 
 a profunda diferença sociocultural entre os povos tupi, 
que ao longo da expansão tendiam a considerar-se 
comoestrangeiros, habitando regiões contíguas. 
 a interferência de navegadores europeus que 
alimentavam as dissensões entre os povos indígenas 
como meio de conquistá-los posteriormente. 
 a disputa territorial com os povos não tupi, que foram 
praticamente expulsos da costa e obrigados a migrar 
para o interior do continente. 
protestantes. 
 Reforma Protestante se opôs às ideias do Classicismo 
grego. 
 um de das doutrinas 
anglicanas.
QUESTÃO 53
 
placas tectônicas da Terra
1,3
1,6
4,0
2,7
6,2
1,6 2,0
3,7 5,4
7,4
7,4 3,7
7,1
10,5
7,6
7,9 7,4
6,9 5,8
5,4
5,5
5,6
11,7
16,1
18,3
5,7
7,7
10,3
3,3
7,4
2,5
2,8
8,8
2,3
1,8
4,0
10,1
11,1
7,0
9,2
Placa
Filipina
Placa Pacífica Placas
Cocos
Placa
Norte-Americana
Cadeia
meso-
oceânica
Placa
Nazca
Placa
Sul-Americana
Placa Antártica
Cadeia do
Leste-Pacífico
Placa da Eurásia
Placa da Arábia
Placa
Africana
Placa
Indo-australiana
Cadeia do Sudeste-indiano
Os números representam as velocidades em cm/ano entre 
as placas, e as setas, os sentidos dos movimentos.
TEIXEIRA, Wilson. Decifrando a Terra, 2008 (adaptado).
QUESTÃO 52
A respeito das relações entre o Renascimento e o 
cristianismo na Europa, os professores Francisco Falcon e 
Edmilson Rodrigues escreveram: 
Não buscavam os humanistas o caminho até Deus 
pelo desespero, como Lutero, e muito menos concordavam 
com o servo-arbítrio. Além disso, desaprovavam a violência 
e os cismas, o que explicava por que grandes intelectuais 
se recusaram a aderir à Reforma. Essa atitude dos 
humanistas, como Erasmo e Morus, acabou por criar uma 
terceira via para a crise que se apresentava sob a forma de 
uma renovação das doutrinas e dos sentimentos diante do 
mundo. A utopia foi uma das representações dessa terceira 
via. Nesse sentido, o luteranismo e o calvinismo, no que se 
refere à doutrina, são anti-humanistas.
FALCON, F.; RODRIGUES, A. E. A formação do mundo moderno. A construção do 
Ocidente dos séculos XIV ao XVIII. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p. 130.
As ideias apresentadas pelos autores no trecho acima, a 
respeito do contexto das divergências teológicas do século 
XVI, apontam para o fato de que o(a) 
 luteranismo é uma doutrina em tudo oposta ao 
calvinismo.
 Renascimento deve ser interpretado como pertencente 
à teologia católica. 
 Humanismo não caracterizou apenas os reformadores 
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 4
Os terremotos que abalaram o Haiti, em janeiro e o Chile, 
em fevereiro, atingiram, respectivamente, 7,0 e 8,8 graus na 
escala Richter. 
A explicação para esses terremotos é o fato de que ambos 
os países
 estão posicionados no centro das placas tectônicas.
 estão em áreas de movimento de placas tectônicas 
divergentes.
 estão situados nos limites convergentes entre placas 
tectônicas.
 têm todo o território situado em arquipélagos formados 
por cadeias de montanhas vulcânicas submarinas.
 estão localizados em áreas que raramente sofrem abalos 
 o que torna esses 
QUESTÃO 54
Andrea Mantegna. Lamentação sobre o Cristo Morto, 1480
Pinacoteca de Brera, Milão.
A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes 
princípios culturais do Renascimento italiano: 
 a imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na 
natureza espiritual de Cristo. 
 a preocupação intensa com a forma artística e a 
 de religioso do quadro. 
 a da de em 
geométrica e o conteúdo realista da composição. 
 a gama variada de cores luminosas e a concepção 
otimista de uma humanidade sem pecado. 
 a idealização do corpo do Salvador e a noção de uma 
divindade desvinculada dos dramas humanos. 
 a perda da guarda dos por abandono de incapaz.
QUESTÃO 56
O mercado corresponde à demanda por um grupo de 
produtos entre si. uma empresa 
no entanto, a ideia de mercado envolve também outros 
 concorrenciais em que pode atuar, 
como área de comercialização. A indústria, por seu turno, é 
 pelo grupo de empresas para a 
de mercadorias que são substitutas próximas entre si e, 
dessa forma, fornecidas a um mesmo mercado.
KUPFER, D. Economia industrial: fundamentos teóricos e práticos no Brasil. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2002 (adaptado).
Nesse contexto, uma das formas para atingir cada vez mais 
mercados no a de 
 cartéis, compostos por companhias que controlam 
os conglomerados, para administrarem a estrutura de 
capital. 
 holdings, constituídos por empresas independentes, de 
mesmo ramo de atividade, para estabelecerem preços e 
divisão de mercado. 
 trustes, pela de companhias numa 
grande corporação econômica, para ampliarem o 
controle da cadeia produtiva. 
 oligopólios, correspondentes a uma empresa única que 
impõe determinado preço às mercadorias e serviços por 
falta de competitividade. 
 por um grupo de que 
dominam o mercado de um produto, a partir de acordos 
para diminuir a margem de lucro. 
QUESTÃO 55
Um dos fenômenos sociais de destaque nos estudos 
sociológicos são as instituições sociais. Conceituadas como 
“toda forma ou estrutura social estabelecida, constituída, 
sedimentada na sociedade e com caráter normativo – ou 
 ela regras e exerce de controle 
Por isso, mudanças nas instituições sociais geralmente 
envolvem disputas entre conservadores e progressistas.
OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. . 
A situação que tem gerado disputa ideológica na sociedade 
brasileira tanto no discurso de senso comum como nas 
instâncias de poder, em virtude do processo de mudança 
na formatação da instituição social denominada de família, é 
 a comemoração do divórcio. 
 o casamento religioso entre viúvos. 
 a união estável para os casais idosos. 
 a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. 
CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 5
QUESTÃO 57
 acho que apenas com a 
criação de uma economia global, embora este seja seu 
ponto focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar 
além da economia. Antes de tudo, a globalização depende 
da eliminação de obstáculos técnicos, não de obstáculos 
econômicos. Isso tornou possível organizar a produção, e 
não apenas o comércio, em escala internacional.
HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado).
Um fator essencial para a organização da produção, na 
conjuntura destacada no texto, é a 
 criação de uniões aduaneiras. 
 difusão de padrões culturais. 
 melhoria na infraestrutura de transportes. 
 supressão das barreiras para comercialização. 
 organização de regras nas relações internacionais.
QUESTÃO 58
 ensaios sediciosos do do anunciam 
a erosão de um modo de vida. A crise geral do Antigo Regime 
desdobra-se nas áreas periféricas do sistema atlântico – 
pois é essa a posição da América portuguesa –, apontando 
para a emergência de novas alternativas de ordenamento 
da vida social.
JANCSÓ, István, “A Sedução da Liberdade”. In: NOVAIS, Fernando, História da Vida 
Privada no Brasil, v. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado).
A respeito das rebeliões contra o poder colonial português 
na América, no período mencionado no texto, infere-se que,
 em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com 
as revoltas anteriores, os sediciosos tinham o claro 
 de abolir o de 
para o Brasil. 
 da mesma forma que as contestações ocorridas no 
Maranhão em 1684, a sedição de 1798 teve por alvo 
o monopólio exercido pela companhia exclusiva de 
comércio que operava na Bahia. 
 em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos 
Mascates, os sediciosos esperavam contar com o 
suporte da França revolucionária. 
 tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição 
de 1789 opôs os mineradores recém-chegados à 
capitania aos empresários há muito estabelecidos na 
região. 
 em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibilidade 
de rompimento das com a 
Metrópole, diferentemente do que ocorrera com as 
sedições anteriores. 
 de elevada altitude, com elevadas temperaturas e com 
baixa pressão.de latitude elevada, com grande variação da iluminação 
solar ao longo do ano. 
 sob o domínio do solstício de verão e sujeita a pequenas 
variações entre o dia e a noite. 
QUESTÃO 60
Desde o início da semana, alunos da rede municipal 
de Vitória da Conquista, na Bahia, não vão mais poder 
cabular aulas. Um “uniforme inteligente” vai contar aos pais 
se os alunos chegaram à escola – ou “dedurar” se eles 
não passaram do portão. O sistema, baseado em radio-
frequência, funciona por meio de um minichip instalado na 
camiseta do novo uniforme, que começou a ser distribuído 
para 20 mil estudantes na segunda-feira. Funciona assim: 
no momento em que os alunos entram na escola, um sensor 
instalado na portaria detecta o chip e envia um SMS aos pais 
avisando sobre a entrada na instituição.
CANCIAN, Natália. Uniforme inteligente entrega aluno que cabula aula na Bahia. 
Folha de S. Paulo, 22 mar. 2012.
A leitura do fato relatado na reportagem permite repercussões 
 relacionadas à esfera da ética, pois o “uniforme 
inteligente” 
 está inserido em um processo de resistência ao poder 
disciplinar na escola. 
 é fruto de uma ação do Estado para incrementar o grau 
de liberdade nas escolas. 
 indica a consolidação de mecanismos de consulta 
democrática na escola pública. 
 introduz novas formas institucionais de controle sobre a 
liberdade individual. 
 proporciona uma indiscutível contribuição para 
a autonomia individual.
QUESTÃO 59
Uma lua espetacular durante boa parte do dia. Não havia 
mais dia e eu não havia percebido. O céu avermelhado e 
cristalino por algumas horas e uma longa noite em seguida. 
Pôr e nascer do sol reunidos num único e breve esforço 
de luz, próximos ao meio-dia verdadeiro. (...) Manhã e 
entardecer eram agora próximos.
KLINK, Amir. Parati: entre dois polos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 108.
O fenômeno descrito indica que o barco de Amir Klink se 
encontrava em uma região 
 localizada na Zona Tropical sob influência do Sol da 
Meia-Noite. 
 de baixa latitude e exposta a clima frio e noites maiores 
que os dias. 
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 6
QUESTÃO 61
Algumas interpretações mais modernas têm salientado 
[...] que o problema [do entendimento da 
ascensão social e política dos patrícios] não é tão facilmente 
resolvido. Por exemplo, o fato de existirem documentos 
referentes à participação de plebeus no consulado, desde 
o começo da República, pode que os dois grupos 
teriam lutado lado a lado por ocasião da derrubada da 
monarquia e que mais tarde os plebeus perderam sua 
posição inicial em benefício do patriciado. Com efeito, é 
possível que os patrícios tenham tentado aproveitar-se da 
revolução impedindo que plebeus – que estavam excluídos 
da organização gentílica –tivessem acesso ao Senado e às 
outras magistraturas.
FLORENZANO, Maria Beatriz B. O mundo antigo: economia e sociedade.
A relação encontrada no texto entre plebeus e patrícios na 
conjuntura da derrubada da monarquia etrusca na Roma 
Antiga é correlata a qual processo revolucionário da história 
recente?
 Revolução Meiji.
 Revolução Chinesa.
 Revolução Gloriosa.
 Revolução Francesa.
 Revolução dos Cravos.
QUESTÃO 62
No contexto da globalização, uma tendência crescente é 
a formação de blocos econômicos regionais. Esses blocos 
apresentam diferentes níveis de integração. Um desses 
níveis é a zona de livre comércio, que se caracteriza pela 
 criação de uma moeda única a ser adotada pelos 
países-membros. 
 livre circulação de mercadorias provenientes dos 
países-membros. 
 livre circulação de pessoas, serviços e capitais entre os 
países-membros.
 de políticas de relações internacionais entre 
os países membros. 
 criação de uma tarifa externa comum (TEC) para 
membros e associados do bloco.
QUESTÃO 63
Mesmo antes da ruptura da Colônia brasileira com a 
Metrópole portuguesa em 1822, José Bonifácio de Andrada 
e Silva já admitia que seria muito difícil:
[...] a liga de tanto metal heterogêneo, como brancos, 
mulatos, pretos livres e escravos, índios, etc., em um corpo 
sólido e político.
SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e escravidão no pensamento de 
José Bonifácio: 1783-1823. Campinas, SP: Ed. da Unicamp,1999. p. 178.
Na presente fala do “Patriarca da Independência” em 
relação à sociedade brasileira, é importante observar que 
existe uma preocupação de ordem social na construção da 
Nação brasileira. Bonifácio considerava que a 
 heterogeneidade dos habitantes do Brasil, marcada 
pela presença de negros e índios, revelava-se um 
problema para a construção de um projeto nacional com 
a de um Império do Brasil mais civilizado. 
 presença de gente de tantas cores e condições poderia 
atrapalhar a convivência harmoniosa entre os habitantes 
da futura Nação, sobretudo porque os índios eram muito 
belicosos e os negros não se adaptariam à liberdade. 
 presença de negros na sociedade brasileira decorrente 
do escravismo colonial atrapalhava a construção da 
Nação por não servir à sustentabilidade da economia 
agroexportadora e monocultora do café. 
 mistura de raças não era recomendável para 
uma colônia que queria se tornar uma monarquia 
constitucional reconhecida por todos os países 
europeus, principalmente pelos anglo-saxões, que eram 
abolicionistas. 
 grande seria colocar em prática o processo
de catequização dos índios e de civilização aos negros 
africanos, sobretudo porque esses grupos eram 
considerados pelos homens brancos como incapazes 
de sair da barbárie. 
CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 7
 
QUESTÃO 64
Disponível em: www.iwmshop.org.uk. Acesso em: 19 set. 2016.
O cartaz acima mostra Lord Kitchener, secretário de 
Estado da Guerra do governo britânico, entre 1914 e 1916, 
conclamando a população a se alistar nas forças armadas 
britânicas por ocasião da Primeira Guerra Mundial.
O cartaz põe em destaque
 o igualitarismo. 
 o nacionalismo. 
 o eurocentrismo. 
 o regionalismo. 
 a xenofobia. 
QUESTÃO 65
A instituição familiar é essencialmente dinâmica, e este 
dinamismo tornou-se muito visível na segunda metade do 
século XX, não só no Brasil, mas em praticamente todo 
o mundo ocidental. A família tradicional foi adquirindo 
contornos nunca antes imaginados. As novas 
da família levaram a sociedade, e inclusive os cientistas 
sociais, a anunciarem a falência desta instituição social. 
Mas não era o e sim a prova da imensa capacidade 
criativa do ser humano de adequar-se a novas necessidades 
e novos valores.
PARANÁ. Livro didático de Sociologia. Curitiba, 2006, p. 110. 
Segundo o texto, infere-se que 
 a instituição familiar se caracteriza por ser, 
essencialmente, matrilinear, dinâmica e imutável. 
 atualmente, as famílias se de maneiras 
distintas. 
 existe uma estrutura familiar que deve ser seguida por 
toda sociedade tida como correta. 
 somente se como família a estrutura na qual 
há a presença de um pai ou de uma mãe. 
 a família tradicional é imutável e estática.
programa de saúde direcionado à população masculina.
 a implementação de programa de saúde direcionado à 
população feminina e a vacinação contra a hepatite.
QUESTÃO 67
A primeira versão da atual bandeira do Brasil está 
representada na a seguir.
Bandeira dos Estados Unidos do Brasil (entre 19 nov. 1889 e 01 jun. 1960)
No contexto de nascimento da República no Brasil, a 
 dos novos símbolos nacionais, como bandeira 
e hino, foi objeto de disputa entre grupos republicanos 
distintos.
Considerando os projetos de República que rivalizavam 
naquela conjuntura, é notória a associação entre a bandeira 
do Brasil, representada acima, e os ideais republicanos dos 
 liberais, com a alusão ao federalismo norte-americano.
 positivistas, com o seu lema inscrito no brasão central.
 monarquistas, com os dizeres “ordem e progresso”.
 jacobinos, com a referência a uma nação democrática.
 florianistas, com o registro das riquezas agrícolas da 
nossa lavoura.
QUESTÃO 66
De acordo com dados do IBGE,a distribuição da 
população brasileira por gênero se enquadra nos padrões 
mundiais; nascem mais homens que mulheres. Entretanto, 
as pirâmides etárias, na fase adulta, mostram uma parcela 
ligeiramente maior de população feminina. Segundo esse 
órgão, em 2010, a população brasileira compreendia 49,2% 
de homens e 50,8% de mulheres.
Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso: em 26 nov. 2012.
O texto menciona a existência de uma diferença entre o 
número de homens e mulheres na população brasileira. 
Algumas medidas diretamente voltadas para a redução 
dessa diferença, na fase adulta, incluem 
 a geração de emprego na construção civil e a vacinação 
contra a gripe. 
 o controle da natalidade e o uso de equipamento de 
proteção individual no trabalho. 
 a geração de emprego direcionada à população 
masculina e a redução da mortalidade infantil. 
 a redução da criminalidade e a implementação de 
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 8
QUESTÃO 68
A ciência, tecnologia e informação fazem parte dos 
afazeres cotidianos do campo modernizado. É aí que se 
instalam as atividades hegemônicas, aquelas que têm relações 
mais longínquas e participam do comércio internacional, 
fazendo com que determinados lugares se tornem mundiais.
SANTOS, M. 
informacional. São Paulo: Hucitec, 1994 (adaptado).
Nesse contexto, um dos elementos que contribuem para a 
 de um espaço agrário como um meio técnico- 
 é a(o)
 emprego de adubos orgânicos. 
 utilização de sementes híbridas. 
 prática do destocamento do solo. 
 predomínio de sistemas extensivos. 
 prática da agricultura de subsistência.
QUESTÃO 69
Mas o pecado maior contra a Civilização e o Progresso, 
contra o Bom Senso e o Bom Gosto e até os Bons Costumes, 
que estaria sendo cometido pelo grupo de regionalistas a 
quem se deve a ideia ou a organização deste Congresso, 
estaria em procurar reanimar não só a arte arcaica dos 
quitutes e caros em que se esmeraram, nas velhas 
casas patriarcais, algumas senhoras das mais ilustres 
famílias da região, e que está sendo esquecida pelos doces 
dos confeiteiros franceses e italianos, como a arte – popular 
como a do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, a 
de piaçava, a dos cachimbos e dos santos de pau, a das 
esteiras, a dos ex-votos, a das redes, a das rendas e bicos, 
a dos brinquedos de meninos feitos de sabugo de milho, de 
canudo de mamão, de lata de doce de goiaba, de quenga 
de coco, de cabeça – que é, no Nordeste, o preparado do 
doce, do bolo, do quitute de tabuleiro, feito por mãos negras 
e pardas com uma perícia que iguala, e às vezes excede, a 
das sinhás brancas.
FREYRE, Gilberto. Manifesto regionalista (7ª ed.). Recife: FUNDAJ, 
Ed. Massangana, 1996.
O texto de Gilberto Freyre, o Manifesto regionalista , 
publicado em 1926, 
 opunha-se ao cosmopolitismo dos modernistas, 
especialmente por refutar a alteração nos hábitos 
alimentares nordestinos. 
 traduzia um projeto político centralizador e 
antidemocrático associado ao retorno de instituições 
monárquicas. 
 exaltava os valores utilitaristas do moderno capitalismo 
industrial, pois reconhecia a importância da tradição 
agrária brasileira. 
 preconizava a defesa do mandonismo político e 
da integração de brancos e negros sob a forma da 
democracia racial. 
 promovia o desenvolvimento de uma cultura brasileira 
autêntica pelo retorno a seu passado e a suas tradições 
e riquezas locais. 
Embora divergentes no que se refere aos fatores que 
explicam a evolução da espécie humana, ambas as teorias, 
de Darwin e de Wilson, apresentam como ponto comum a 
concepção de que 
 influências religiosas e metafísicas são o principal 
veículo no processo evolutivo humano ao longo do 
tempo. 
 são os condicionamentos psicológicos que influenciam 
de maneira decisiva o progresso na história. 
 a sobrevivência da espécie humana ao longo da história 
é explicada pela primazia de fatores de natureza 
evolutiva. 
 os fatores econômicos e materiais são os principais 
responsáveis pelas transformações históricas. 
 os fatores intelectuais são os principais responsáveis 
pelo sucesso dos homens em dominar a natureza.
QUESTÃO 71
No texto abaixo, o demógrafo Fausto Brito analisa o 
fenômeno das migrações internas no Brasil entre 1960 e 
1980.
As migrações internas redistribuíam a população 
do campo para as cidades, entre os estados e entre as 
diferentes regiões do Brasil, inclusive para as fronteiras 
agrícolas em expansão, onde as cidades eram o pivô das 
atividades econômicas. Mas, o destino fundamental dos 
migrantes que abandonavam os grandes reservatórios de 
mão de obra – o Nordeste e Minas Gerais, principalmente 
– eram as grandes cidades, particularmente, os grandes 
aglomerados metropolitanos em formação no Sudeste, entre 
os quais a Região Metropolitana de São Paulo se destacava.
Disponível em: www.abep.nepo.unicamp.br.
QUESTÃO 70
Encontrar explicações convincentes para a origem 
e a evolução da vida sempre foi uma obsessão para os 
cientistas. A competição constante, embora muitas vezes 
silenciosa, entre os indivíduos, teria preservado as melhores 
linhagens, Charles Darwin. Assim, um ser vivo com 
uma mutação favorável para a sobrevivência da espécie teria 
mais chances de sobreviver e espalhar essa característica 
para as futuras gerações. Ao sobreviveriam os mais 
fortes, como interpretou o Herbert Spencer. Um 
século e meio depois, um biólogo americano agita a 
comunidade internacional ao ousar complementar 
a teoria da seleção darwinista. Segundo Edward Wilson, da 
Universidade de Harvard, o processo evolutivo é mais bem- 
-sucedido em sociedades nas quais os indivíduos colaboram 
uns com os outros para um objetivo comum. Assim, grupos 
de pessoas, empresas e até países que agem pensando 
em benefício dos outros e de forma coletiva alcançam mais 
sucesso, segundo o americano.
COSTA, Rachel. O poder da generosidade. IstoÉ, 11 maio 2012 (adaptado).
CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 9
De acordo com a visão do autor, as migrações internas 
podem ser associadas, essencialmente, ao 
 processo de transição que ajudou a 
redistribuir mais equitativamente a população pelo 
território brasileiro. 
 processo de urbanização e ao incremento da 
concentração populacional que deu origem aos grandes 
aglomerados metropolitanos. 
 povoamento de novas áreas rurais situadas na fronteira 
agrícola em expansão, nas quais cidades médias 
comandavam as atividades econômicas.
 descolamento entre mobilidade espacial e mobilidade 
social, já que a população rural foi transferida para os 
centros urbanos, mas permaneceu em situação de 
exclusão. 
 processo de transferência das cidades do Nordeste e 
de Minas Gerais, que funcionavam como reservatório 
de mão de obra, para os grandes aglomerados 
metropolitanos do Sudeste. 
QUESTÃO 72
 
DURAND, M. F. et alii. Atlas da mundialização. São Paulo: Saraiva, p. 75.
Dois fatores fundamentais responsáveis pelas mudanças 
territoriais, registradas nos mapas, encontram-se em: 
 perseguições religiosas e interesses do capital 
especulativo.
 controle da produção de gás e reação à presença militar 
estrangeira.
 radicalismos político-ideológicos e desagregação da 
União Europeia.
 emergência de nacionalismos e fortalecimento de 
diferenças culturais.
 controle externo de arsenais nucleares e diversidade 
étnico-linguística.
em meio aos povos sem escrita, o paganismo greco- 
-romano.
QUESTÃO 74
Sua biodiversidade é única em todo o mundo. Seus 
844,4 mil quilômetros quadrados representam cerca de 
10% do território brasileiro. Apesar do clima, é pontilhada 
por “ilhas de umidade”, de solo extremamente fértil. Vivem 
nesse bioma cerca de 1,2 mil espécies de plantas – 360 
delas endêmicas (que não ocorrem em nenhum outro lugar 
do planeta) – e outras tantas de mamíferos, aves, répteis 
e anfíbios. Quanto à vegetação, as plantas são 
ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de 
água. Algumas armazenam água; outras possuem raízespara captar o máximo das chuvas. Há as que 
contam com recursos para diminuir a transpiração, como 
espinhos e poucas folhas. A vegetação é formada por 
três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12 metros; o 
arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, 
abaixo de 2 metros.
Os maiores problemas enfrentados pela região são a 
salinização do solo e a de grandes áreas.
Mais vida, e mais temores. Vestibular + Enem. 
São Paulo: Abril, ed. 7, 2015, p. 81.
O bioma brasileiro descrito no texto é o 
 do Cerrado. 
 do Pantanal. 
 da Amazônia. 
 da Caatinga. 
 da Mata Atlântica. 
QUESTÃO 73
A Igreja foi responsável direta por mais uma 
transformação, formidável e silenciosa, nos últimos séculos 
do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha 
fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro 
lugar e função na passagem para o feudalismo. A condição 
de existência da civilização da Antiguidade em meio aos 
séculos caóticos da Idade Média foi o caráter de resistência 
da Igreja. Ela foi a ponte entre duas épocas.
ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao feudalismo, 2016 (adaptado).
O excerto permite inferir que a Igreja cristã 
 tornou-se uma instituição do Império Romano e 
sobreviveu à sua derrocada quando da invasão dos 
bárbaros germânicos. 
 limitou suas atividades à esfera cultural e evitou 
participar das lutas políticas durante o feudalismo. 
 manteve-se aos ensinamentos bíblicos e proibiu 
representações de imagens religiosas na Idade Média. 
 reconheceu a importância da liberdade religiosa na 
Europa Ocidental e combateu a teocracia imperial. 
 combateu o universo religioso do feudalismo e propagou, 
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 10
QUESTÃO 75
Presidente Juscelino Kubitscheck durante a inauguração 
de Brasília em 21 de abril de 1960
Disponível em: http://historiacsd.blogspot.com.br/2012. Acesso em: 3 jun. 2016.
Apesar da de que não seria terminada, a nova 
capital federal foi inaugurada em 1960 por um sorridente 
Juscelino Kubitschek. Entregar Brasília foi uma questão de 
honra diante das enfrentadas para erguer uma 
cidade do zero em três anos. A construção de uma nova 
capital era ideia antiga, mas foi levada a cabo como parte do 
chamado Plano de Metas, que tinha como objetivo principal 
 alinhar a economia brasileira ao capital estrangeiro, 
promovendo unicamente o desenvolvimento do setor 
de agroexportação visando a um aumento nos negócios 
com o bloco capitalista liderado pelos EUA. 
 promover o crescimento da indústria nacional, há muito 
estagnada, contando com empréstimos recorrentes do 
FMI até o do mandato. 
 criar o Conselho Nacional do Café para subsidiar 
a produção cafeeira com recursos estatais, dessa 
maneira, o governo endividava-se, mas garantia o 
retorno lucrativo ao produtor. 
 manter a independência econômica do país evitando a 
vinda de multinacionais de diversos setores, enquanto 
privilegiava a criação de novas indústrias estatais. 
 modernizar a economia nacional com investimentos 
em diferentes setores como a aumento da geração de 
energia e do número de estradas. 
Disponível em: www.skyscrapercity.com.
A foto apresenta a interação entre pessoas de um mesmo 
grupo. O processo de sociabilidade se desenvolve no grupo, 
com base em um conceito sociológico expresso na foto 
acima.
Sobre ele, infere-se:
 A sociabilidade de novos membros de uma sociedade 
só é possível quando há mudanças radicais na estrutura 
social. 
 Os espaços físicos de uma sociedade são destinados 
a vários processos sociais. Na foto, percebe-se o 
único espaço destinado ao processo que permite a 
sociabilidade entre os indivíduos. 
 A competição é um processo de sociabilidade 
evidenciado na foto, pois os contatos primários 
caracterizam as interações dos membros desse grupo. 
 As relações presentes na foto são um processo contínuo 
no qual o indivíduo, ao longo da vida, aprende, 
hábitos e valores característicos, que o ajudam no 
desenvolvimento de sua personalidade e na sua 
integração com o grupo. 
 As interações mostradas na foto são baseadas em 
estratégias de competição com o objetivo de organizar 
movimentos de mudança da estrutura social vigente.
QUESTÃO 77
À medida que a demanda por água aumenta, as reservas 
desse recurso vão se tornando imprevisíveis. Modelos 
matemáticos que analisam os efeitos das mudanças 
climáticas sobre a disponibilidade de água no futuro indicam 
que haverá escassez em muitas regiões do planeta. São 
esperadas mudanças nos padrões de precipitação, pois
QUESTÃO 76
CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 11
 o maior aquecimento implica menor formação de nuvens 
e, consequentemente, a eliminação de áreas úmidas e 
subúmidas do globo.
 as decorrentes do aumento da temperatura 
do ar diminuirão a umidade e, portanto, aumentarão a 
aridez em todo o planeta.
 as chuvas frontais restritas ao tempo de 
permanência da frente em uma determinada localidade, 
o que limitará a produtividade das atividades agrícolas.
 a origem da chuva está diretamente relacionada com a 
temperatura do ar, sendo que atividades antropogênicas 
são capazes de provocar interferências em escala local 
e global.
 a elevação do nível dos mares pelo derretimento das 
geleiras acarretará redução na ocorrência de chuvas 
nos continentes, o que implicará a escassez de água 
para abastecimento.
QUESTÃO 78
É principalmente a partir de Getúlio Vargas (1930-45 e 
1950-54) que o fenômeno entendido como industrialização 
passa a ser uma preocupação incentivada e sistematizada 
pelo Estado. Num segundo momento, é Juscelino Kubitschek 
− JK (1956-61) quem retoma e acelera o processo.
Estabelecendo uma comparação entre os processos de 
industrialização desenvolvidos por Vargas e JK, infere-se 
que
 ambos se utilizaram do endividamento externo como 
fonte básica para desenvolver o processo, fortemente 
concentrado no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, no 
Período Vargas, mas desconcentrado com JK. 
 ambos privilegiaram as indústrias de bens de consumo; 
no entanto, Vargas encarava as importações de produtos 
industriais como necessárias, fato que JK combatia com 
políticas protecionistas. 
 enquanto Vargas adotou como prioridades os capitais 
nacionais, as estatais e as indústrias de base, JK 
promoveu a organização do espaço industrial à custa 
da internacionalização da economia. 
 tanto Vargas como JK apoiaram-se no empresariado 
nacional que defendia a substituição das importações; 
no entanto, JK, com seu Plano de Metas, atrelou a 
 .sianoiger sedadlaugised sad oãçuder à oãçazilairtsudni
 enquanto Vargas se utilizou de uma tripla base de capitais 
estatais, nacionais e internacionais, JK, refletindo o 
momento mundial de expansão das multinacionais, 
apoiou-se somente nos capitais internacionais. 
nos campos de concentração, associada à política de 
esquecimento exercida em diversos segmentos da educação 
e da produção cultural, é a legitimação necessária para que 
eles se repitam constantemente.
GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência
São Paulo: Edusp/FAPESP, 2012, p. 460.
A criação de campos como o de Auschwitz, no contexto da 
Segunda Guerra Mundial, está associada à 
 concepção de que o trabalho forçado e extenuante 
empreendido pelos prisioneiros, em absoluta maioria 
integrados por judeus, era a punição pública e exemplar 
para suas práticas de enriquecimento ilícito que haviam 
provocado a bancarrota da Alemanha. 
 estratégia conhecida como blitzkrieg, por meio da 
qual judeus, comunistas, ciganos e outros grupos 
perseguidos eram capturados sem aviso prévio e 
conduzidos a câmaras de gás, para que não tivessem 
chance de salvarem seus pertences ou articularem 
qualquer esquema de resistência. 
 política de extermínio conhecida nos últimos anos da 
guerra como “solução estruturada por meio de
um rebuscado sistema voltado à eliminação rápida 
de grandes contingentes humanos, que admitia, 
ainda, experiências genéticas, maus tratos e outrasatrocidades. 
 ideologia fascista segundo a qual os “arianos”, homens 
de ascendência germânica, conformavam o único 
povo apto a prosseguir com o processo civilizatório da 
humanidade, devendo os demais subordinarem-se ou 
sucumbirem, segundo a lógica do darwinismo social. 
 tática de e massacre adotada pelo exército
alemão, a partir do modelo do genocídio armênio 
empregado pelos turcos, que incluía a criação de guetos 
e o transporte ininterrupto de seus moradores para 
campos de concentração escondidos, desconhecidos 
da população alemã. 
QUESTÃO 79
Importa questionar como estabelecer critérios de valor 
estético e de do belo em tempos sombrios, no século
XX. Em Prismas: Crítica Cultural e Sociedade, Theodor 
Adorno expôs que “escrever um poema após Auschwitz 
é um ato bárbaro” (Adorno, 1998, p. 28). A se
refere ao estatuto da produção poética em um contexto 
que não abarca mais condições viáveis para o estado 
contemplativo, intrinsecamente associado à poesia lírica em 
vários autores, fundamentais para a produção do gênero. 
Na era dos extremos, há necessidade de um estado de 
permanente alerta, em que as condições de integração ao 
relacionamento social foram abaladas e, em muitos casos, 
aniquiladas pela guerra, pela mercantilização e pelo aumento 
das intervenções violentas dos Estados na vida social. 
Permitir-se a contemplação passiva após Auschwitz 
em certa medida, naturalizar o horror vivido, esquecê-lo ou 
trivializá-lo. A banalização dos atos desumanos praticados 
.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 12
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 80
Numa decisão para lá de polêmica, o juiz federal Eugênio 
Rosa de Araújo, da 17a Vara Federal do Rio, indeferiu pedido 
do Ministério Público para que fossem retirados da rede 
vídeos tidos como ofensivos à umbanda e ao candomblé. 
No despacho, o magistrado que esses sistemas de 
crenças “não contêm os traços necessários de uma religião” 
por não terem um texto-base, uma estrutura hierárquica 
nem “um Deus a ser venerado”. Para mim, esse é um belo 
caso de conclusão certa pelas razões erradas. Creio que o 
juiz agiu bem ao não censurar os mas meteu os pés 
pelas mãos ao a decisão. Ao contrário do Ministério 
Público, não penso que religiões devam ser imunes à 
crítica. Se algum evangélico julga que o candomblé está 
associado ao diabo, deve ter a liberdade de dizê-lo. Como 
não podemos nem sequer estabelecer se Deus e o demônio 
existem, o mais lógico é que prevaleça a liberdade de dizer 
qualquer coisa.
SCHWARTSMAN, Hélio. O candomblé e o tinhoso. 
Folha de S. Paulo, 20 maio 2014 (adaptado).
O núcleo da argumentação do autor do texto é de 
natureza 
 liberal. 
 marxista. 
 totalitária. 
 teológica. 
 anarquista. 
QUESTÃO 81
A urbanização brasileira, no início da segunda metade 
do século XX, promoveu uma radical alteração nas cidades. 
Ruas foram alargadas, túneis e viadutos foram construídos. 
O bonde foi a primeira vítima fatal. O destino do sistema 
ferroviário não foi muito diferente. O transporte coletivo saiu 
 dos trilhos.
JANOT, L. F. A caminho de Guaratiba. Disponível em: www.iab.org.br. 
Acesso em: 9 jan. 2014 (adaptado).
A relação entre transportes e urbanização é explicada, no 
texto, pela 
 retirada dos investimentos estatais aplicados em 
transporte de massa. 
 demanda por transporte individual ocasionada pela 
expansão da mancha urbana. 
 presença hegemônica do transporte alternativo 
localizado nas periferias das cidades. 
 aglomeração do espaço urbano metropolitano impedindo 
a construção do transporte metroviário. 
 predominância do transporte rodoviário associado à 
penetração das multinacionais automobilísticas. 
-americano cresceu rumo à superprodução, com 
investimentos na indústria, à restrição ao crédito e ao 
controle da especulação na bolsa de valores, pois a 
crise foi motivada apenas por motivos internos, o que 
facilitou a intervenção do Estado. 
 a crise de 1929 foi gerada pelo próprio funcionamento 
do capitalismo nos Estados Unidos dos anos 1920, 
em um clima de euforia com o aumento da produção, 
a especulação na bolsa de valores, a concentração 
de renda e o crédito fácil, sem intervenção do Estado, 
apesar da diminuição das importações europeias e dos 
crescentes índices de desemprego. 
 a crise dos anos pós-Segunda Guerra Mundial mostrou 
a importância da ação do Estado, na medida em que 
a intervenção reduziu os desequilíbrios causados pelo 
próprio funcionamento da economia norte-americana, 
isto é, preservou o lucro dos empresários, baixou os 
índices da produção agrícola e industrial e controlou os 
altos níveis de desemprego. 
QUESTÃO 83
As a seguir referem-se a uma bacia 
brasileira:
– Concentra a maior quantidade e diversidade de peixes 
de água doce da região.
– Dos 456 municípios, somente 93 tratam seus esgotos.
– Como reflexo das principais atividades econômicas, 
há necessidade de recuperação ambiental das áreas 
degradadas para mitigar os impactos sobre os recursos 
hídricos.
QUESTÃO 82
Esses anos [pós-guerra] também foram notáveis 
sob outro aspecto, pois à medida que o tempo passava, 
tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. 
Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria 
destruição.
GALBRAITH, J. K. Dias de boom e de desastre. In: ROBERTS, J. M. (org). 
História do século XX, 1974, p. 1331.
Segundo Galbraith, 
 a crise do capitalismo norte-americano em 1929 não 
abalou os seus fundamentos porque foi gerada por ele 
mesmo, isto é, o funcionamento da economia provocou 
a superprodução agrícola e industrial, a especulação na 
bolsa de valores e a expansão do crédito, o que garantiu 
os lucros aos empresários, diminuindo a desigual 
distribuição de renda com o recuo do desemprego. 
 a época referida no texto diz respeito à crise dos anos 1950, 
pós-Segunda Guerra, portanto externa ao capitalismo 
dos Estados Unidos, uma vez que os Estados europeus, 
endividados e destruídos, continuaram a contrair 
empréstimos e a comprar produtos norte-americanos, e 
os empresários, internamente, especularam na bolsa de 
valores, para minimizar os efeitos do desemprego. 
 nos dos anos 1920, com a economia desorganizada
pela Primeira Guerra Mundial, o capitalismo norte-
CH 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 13
 
 
– O potencial hidrelétrico aproveitado é de 10.473 MW, 
distribuídos principalmente nas usinas Três Marias, 
Queimado, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo 
Afonso e Xingó.
– Registra todos os tipos de usos dos recursos hídricos 
(irrigação, geração de energia, navegação, saneamento, 
pesca e aquicultura, atividades turísticas e de lazer).
– O crescimento da agricultura, a pretendida revitalização 
da navegação, o aumento da demanda energética e a 
retirada de água são temas que podem gerar conflitos 
entre os setores usuários.
ANA – Agência Nacional de Águas. Disponível em: www2.ana.gov.br. 
Acesso em: 16 mar. 2015 (adaptado).
Nesse contexto, as descrições anteriores referem-se à bacia 
 do 
 Paraná. 
 Parnaíba. 
 Paraguai. 
 São Francisco. 
 Tocantins-Araguaia. 
QUESTÃO 84
 [...] Renegando os princípios da democracia 
representativa, os “revolucionários” de 1964 recorreram a 
um arsenal de instrumentos de exceção (atos institucionais, 
atos complementares, decretos-leis), graças aos quais 
 mais de 20 anos no poder. A implantação da ditadura 
e da violência generalizada não ocorreu de imediato. Foi uma 
escalada que resultou do surgimento de uma oposição civil 
ao novo regime e de divergências no interior das próprias 
hostes golpistas. [...]
KUPPER, Agnaldo e CHENSO, Paulo A. História crítica do Brasil. 
São Paulo: FTD, 1998, p. 278.
Com base no arsenal a que o texto se refere, infere-se que, 
nesse período, os governos 
 abriram a economia ao capital estrangeiro, reduzindo ou 
proibindo todo o comércio com os países socialistas. 
 procuraram reduzir a atuação direta do Estado em 
setores estratégicos da economia, como em serviços de 
saúde e na indústriabélica. 
 montaram uma rede de órgãos repressivos com o 
objetivo de manter acuados não apenas grupos sociais 
de esquerda, mas toda a sociedade. 
 adotaram a política econômica neoliberal com o objetivo 
de amenizar as desigualdades sociais geradas pelo 
funcionamento do mercado. 
 resgataram a plenitude política do cidadão ao revogar os 
atos de exceção do regime militar, determinar eleições 
diretas e restaurar o habeas corpus. 
Eu vou te deletar, te excluir do meu Orkut.
Eu vou te bloquear no MSN.
Não me mande mais scraps, nem e-mails, PowerPoint.
Me exclua também e adicione ele.
Ewerton Assunção. Eu vou te excluir do meu Orkut. 
A música acima apresenta um aspecto novo da socialização 
existente na sociedade contemporânea. Que aspecto é 
esse? 
 O aumento da importância da internet como mediadora 
das relações sociais. 
 A relevância sociológica do amor para as relações 
amorosas. 
 A traição como fato social total. 
 A persistência da traição nas relações sociais. 
 O desejo pela posse de meios de comunicação.
QUESTÃO 86
O espaço agora mundializado 
pela combinação de signos. Seu estudo supõe que se levem 
em conta esses novos dados revelados pela modernização 
e pelo capitalismo agrícola, pela especialização regional das 
atividades, por novas formas e localização das indústrias.
SANTOS, Milton. Técnica, Espaço e Tempo, Rio de Janeiro: Hucitec, 1996.
O trecho acima expressa novas determinações do espaço 
 com 
 as paisagens distópicas.
 os territórios de exclusão.
 os lugares não transformados. 
 a de hierarquias urbanas.
 o meio 
QUESTÃO 85
Sei que os anos vão passando e eu amando mais você.
Dedicando sempre um amor sem 
bons momentos de paixão e de felicidade.
E eu sempre acreditei que o seu amor era verdade.
Você sempre jurou a mim eterno amor, 
que um dia casaria comigo e seria feliz.
Mas você mentiu, e eu vi que estava errado.
Um dia vi você sair com o ex-namorado.
CH – 1o dia | Caderno 1 - Azul - Página 14
QUESTÃO 87
A população brasileira vai alcançar seu ponto máximo 
de crescimento em 2042, quando chegará a 228,4 milhões 
de habitantes, e a partir de então vai começar a diminuir. 
É o que demonstra o Instituto Brasileiro de e 
Estatística (IBGE) sobre a estimativa da população do país. 
O IBGE estima que a população atual é de 201.032.714 
habitantes e que vai aumentar para 212,1 milhões em 2020, 
até alcançar o máximo de 228,4 em 2042, quando começará 
a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível 
equivalente ao projetado para 2025.
Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 2 set. 2014.
Ao analisar a reportagem, pode-se pressupor a situação 
 do país nas próximas décadas com as 
seguintes características:
 queda da taxa de natalidade e o aumento da expectativa 
de vida.
 do êxodo rural e aumento do crescimento 
 aumento da taxa de fecundidade e a diminuição do 
crescimento vegetativo.
 diminuição do fluxo imigratório em direção ao país e 
aumento da violência urbana.
 diminuição da expectativa de vida e o aumento da 
População Economicamente Ativa.
QUESTÃO 88
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo 
dos Estados Unidos da América aprovou uma série de 
medidas com o objetivo de proteger os cidadãos americanos 
da ameaça representada pelo terrorismo internacional. 
Entre as medidas adotadas pelo governo norte-americano 
estão 
 a realização de ataques preventivos a países suspeitos 
de sediarem grupos terroristas e a restrição da liberdade 
e dos direitos civis de suspeitos de associação com o 
terrorismo. 
 a realização de ataques preventivos a países suspeitos 
de sediarem grupos terroristas e a flexibilização do 
ingresso nos Estados Unidos de pessoas oriundas de 
qualquer região do mundo. 
 a realização de acordos de cooperação militar e 
tecnológica com países suspeitos de sediarem grupos 
terroristas e a preservação dos princípios de liberdade 
individual e autonomia dos povos. 
 a realização de acordos de cooperação militar e 
tecnológica com países aliados no combate ao 
terrorismo internacional e a prisão imediata de árabes e 
muçulmanos que residissem nos Estados Unidos. 
 a concessão de apoio logístico e a países que, 
autonomamente, pudessem combater grupos terroristas 
em seus territórios e a preservação dos direitos civis 
de suspeitos de associação com o terrorismo que 
residissem dentro ou fora dos Estados Unidos. 
QUESTÃO 90
Em um documento rubricado pela Rede Global de 
Academias de Ciência (IAP), um grupo de pensadores da 
comunidade com sede em Trieste (Itália) que 
engloba 105 academias de todo o mundo alerta pela primeira 
vez sobre os riscos do consumo nos países do Primeiro 
Mundo e a falta de controle principalmente nas 
nações em desenvolvimento. Na declaração da comunidade 
 se indica que as pautas de consumo exacerbado 
do Primeiro Mundo estão se deslocando perigosamente 
para os países em desenvolvimento: os milhões de 
telefones celulares e toneladas de junk food que invadem 
os lares pobres são claros indicadores dessa problemática. 
A ausência, nos países pobres, de políticas de planejamento 
familiar ou de prevenção de gravidezes precoces acaba de 
 um sombrio cenário de superpopulação. “Trata- 
-se de dois problemas convergentes que pela primeira vez 
analisamos de forma conjunta”, García Novo.
BARÓN, Francho. El País, 16 jun. 2012 (adaptado).
Um dos problemas relatados no texto está relacionado com 
 a supremacia de tendências estatais de controle sobre a 
economia liberal. 
 o aumento do nível de pobreza nos países 
subdesenvolvidos. 
 a hegemonia do planejamento familiar nos países do 
Terceiro Mundo. 
 o declínio dos valores morais e religiosos na era 
contemporânea. 
 o irracionalismo das relações de consumo no mundo 
atual. 
QUESTÃO 89
O começo aqui foi muito difícil para nós. O pior foi a 
adaptação. Vocês conheceram nossa maravilhosa moradia 
em Berlim-Dahlen e iam se assustar vendo em que 
primitividade vivemos agora. Moramos em uma casa de 
madeira com cozinha, sala e dois pequenos quartos, um 
para mim e nosso adotivo Bobby, o outro para a minha
esposa, a dela, Magdi, e Marlies, adotiva.
BEHREND, S. Carta de Rudolf Isay. 1936. NDPH-UEL
A desestruturação da vida cotidiana na Alemanha, após 
1932, expressa na carta do jurista Rudolf Isay, deveu-se à 
ascensão de um partido 
 comunista, porém rompido com a URSS. 
 fascista, acrescido de elementos eugênicos. 
 liberal, de ideais oligárquicos. 
 socialista, vinculado à Internacional Comunista. 
 trabalhista, fundamentado no marxismo inglês. 
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 39
Rascunho

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