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INFECÇÕES CONGÊNITAS - TORCH TOXOPLASMOSE SÍFILIS RUBÉOLA CMV HERPES PATOGENIA Agente: Toxoplasma gondii. A transmissão é feita apenas na fase aguda (ou infecção latente em imunodeprimida). Agente: Treponema pallidum (Gram negativo) Vias: INTRAÚTERO (principal) / Canal de parto/ lesão mamária. OBS: Infecções 1ª e 2ª com tem > risco de transmissão. Agente: RNA vírus da família Togaviridae. Riscos de anomalias fetais com < 8/10 sem de IG. Picos de > transmissibilidade: 1º e 3º trimestres. Agente: DNA vírus da família Herpesviridae. Vias: intrauterina /canal de parto/ aleitamento materno. Agente: vírus DNA da família Herpesviridae. Vias: intrauterina (muito rara) / CANAL DE PARTO (principal) / pós-natal CLÍNICA Tríade de Sabin: - Coriorretinite - Hidrocefalia (mas também pode causar microcefalia) - Calcificações difusas Precoce < 2 anos: rinite serosanguinolenta; placas mucosas; condiloma plano; pênfigo palmoplantar; lesões ósseas (periostite e osteocondrite ⇨ pseudoparalisia de Parrot). Tardia > 2 anos: sequelas (nariz em sela; fronte olímpica; tíbia em sabre; dente de Huntchinson e molar em amora). Tríade da síndrome: - Surdez (achado mais comum) - Catarata (+ grave e característico, porém a coriorretinite em sal e pimenta é + comum) - Cardiopatia (PCA ou estenose de artéria pulmonar) - Microcefalia; petéquias - Calcificações periventriculares - Perda auditiva neurossensorial progressiva (principal causa de surdez não hereditária na infância) - Coriorretinite NÃO progressiva Congênita: Vesículas ou escaras de cicatrização, alterações oculares e micro/hidrocefalia. Perinatal: manifestações mucocutâneas,neurológicas ou disseminadas. INVESTIGAÇÃO Gestante: IgM; IgG; Índice de avidez de IgG* (*) Se ⇧ indica que a infecção ocorreu há mais de 3-4 meses Feto: USG ou PCR do LA. RN: sorologia, neuroimagem, LCR e fundoscopia. Investigar em toda suspeita (doença materna ou RN sintomático): SEMPRE COLETAR VDRL (sangue periférico); Outros exames: - Hemograma (anemia, ⇩ plaquetas); - LCR (VDRL +, células >25 e proteínas > 150); - Raio X de ossos longos. Sorologia: IgM e IgG → IgM + confirma o caso ou títulos de IgG > mãe ou persistentemente altos. Detecção de RNA viral por PCR (orofaringe, urina e líquor) AVALIAÇÃO GERAL: Hemograma, função hepática, radiografia de ossos longos, fundoscopia, audiometria, neuroimagem, líquor, ecocardiograma. Vírus na urina e na saliva (< 3 semanas) ⇨ detectada por isolamento viral ou por identificação de DNA viral pela PCR Sorologia LIMITADA Detecção do HSV DNA pela PCR ⇨ alta sensibilidade O isolamento do vírus é a técnica mais específica, porém não é acessível Sorologia LIMITADA TRATAMENTO Gestante: Espiramicina Feto: Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido folinico (após 1º trimestre) RN: idem feto; durante 1º ano de vida. Corticoide se coriorretinite ou proteína LCR > 1g/dl. TTO MATERNO INADEQUADO: Realizar todos os exames no bebê e tratar todos os casos: 1- C/ alteração do líquor: P. CRISTALINA IV por 10 dias. 2- Líquor normal e outra alteração: P. C. OU P. procaína IM, ambas por 10 dias 3- RN assintomático e TODOS os exames NORMAIS: P. BENZATINA DU + acompanhamento* do RN. TTO MATERNO ADEQUADO: se VDRL RN 2x > mãe ou RN sintomático: pedir os outros exames e tratar de acordo com os resultados (1 ou 2). Se VDRL < mãe: acompanhamento ou exames + TTO. Se VRDL - esquema 3. (*) Mensal até o 6º mês e depois bimestral; VDRL seriado (1, 3, 6, 12 e 18 meses); punção lombar a cada 6 meses (se alterado); avaliação auditiva e visual (semestralmente nos primeiros 2 anos de vida). Não tem tratamento, apenas manejo das sequelas - Ganciclovir EV por 6 semanas Indicado apenas para RN sintomático, devido sua potencial toxicidade - Valganciclovir VO (muito caro) OBS.: Não há tratamento para gestante que impeça a transmissão fetal Aciclovir por 14 a 21 dias p/ infecção perinatal. PREVENÇÃO Evitar: ingerir/ manipular carne crua ou vegetais mal lavados, contato com terra contaminada e fezes de gatos. Triagem pré-natal. Assistência pré-natal adequada, com VDRL no 1º trimestre e em torno da 28º semana da gestação. Se + TTO imediato p/ a gestante e seu parceiro. A vacinação (tríplice viral) é a única forma de prevenir a rubéola. Não pode ser aplicada em mulheres grávidas. Medidas educativas: evitar contato íntimo pessoa-pessoa (lavagem das mãos após contato com urina e saliva de crianças < 3 anos). Cesárea, na presença de lesões ativas no canal de parto (entretanto, esta medida diminui sua eficácia caso a bolsa esteja rota há > 4h).